Blog do Rafael Reis

Arquivo : copa do mundo

Messi ficará menor se a Argentina não se classificar para a Copa?
Comentários Comente

Rafael Reis

Cinco títulos de melhor jogador do planeta, uma Bola de Ouro da Copa do Mundo, outra do Mundial sub-20, oito troféus de Campeonatos Espanhóis, quatro de Liga dos Campeões e vários recordes: maior artilheiro da história do Barcelona, recordista de bolas na rede pela seleção argentina e jogador com mais hat-tricks em competições europeias.

Esse é o currículo resumido de Lionel Messi. Um currículo que certamente será posto em prova caso o camisa 10 falhe na tarefa de classificar a Argentina para a Copa da Rússia-2018.

A tarefa não é mais das simples. A seleção dirigida por Jorge Sampaoli precisa derrotar o Equador, fora de casa, nesta terça-feira, para se garantir na repescagem. A vaga direta para o Mundial só virá em caso de combinações de resultado envolvendo Chile, Peru e Colômbia.

Mas, afinal, qual será o impacto de um possível fracasso argentino nas eliminatórias da Copa para a carreira de Messi? O astro do Barça será menor caso não consiga classificar seu país para a competição mais importante do calendário da bola?

Para começar a responder essa pergunta, é preciso lembrar que, apesar de ser um dos nomes mais importantes do futebol mundial no século 21, o meia-atacante não é uma unanimidade. E, aqueles que costumam criticá-lo, sempre usam como argumento seu desempenho com a camisa da Argentina.

O último título da seleção principal dos nossos vizinhos foi a Copa América de 1993, conquistada muito antes do início da Era Messi. Apesar de defender a equipe adulta há 12 anos, o craque foi incapaz de encerrar esse tabu.

Mesmo quando bateu na trave, como no vice-campeonato da última Copa do Mundo, o jogador não escapou das críticas. Messi foi eleito o craque da competição, mas pouca gente concordou com a indicação. Meses depois, o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, admitiu que a premiação do argentino foi um erro.

Criado na Catalunha desde o começo da adolescência, o meia-atacante nunca conquistou também a confiança plena do torcedor de sua terra-natal. Enquanto o mundo todo debatia se Messi era mais jogador do que Maradona um dia foi, os argentinos nem tratavam essa questão uma discussão séria.

Aos 30 anos e caminhando para a reta final da carreira, o craque tem lugar garantido entre os melhores da história do futebol. Mas para ter uma posição inquestionável de destaque nessa galeria, ainda falta algo… um título de Copa ou fim das dúvidas sobre seu desempenho pela seleção.

Não, a culpa pelo longo jejum da Argentina e pelo futebol horrível demonstrado pela equipe nas eliminatórias não é de Messi. Mas não há dúvidas de que ele será o maior prejudicado caso o país não dispute a Copa-2018.

Afinal, um fracasso dessa magnitude será para sempre um pesado asterisco em sua história.

Para resumir: Messi continuará sendo um gigante mesmo que a Argentina fique fora do Mundial. Mas talvez vire um gigante um pouco menor…


Mais de Opinião

– Eu quero a Argentina na Copa-2018… e você deveria querer também
– Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol
– O PSG já é um candidato real ao título da Champions?
– Qual o tamanho do favoritismo do Brasil na Copa-2018?


Drama argentino: saiba quando seleções campeãs mundiais não foram à Copa
Comentários Comente

Rafael Reis

A Argentina vive um drama. Caso não derrote o Equador, fora de casa, na última rodada das eliminatórias sul-americanas, o time de Messi, Dybala e Mascherano corre risco de ficar fora da Copa-2018.

Mas mesmo que vença o confronto em Quito, a seleção bicampeã mundial só estará garantida na repescagem contra a Nova Zelândia. Para selar a vaga direta, é preciso que outros resultados aconteçam: que o Chile não bata o Brasil, que Peru e Colômbia empatem ou que os peruanos derrotem os colombianos por uma diferença de gols menor que o triunfo argentino.

Mas a situação que tira o sono do torcedor argentino não é inédita. Com exceção do Brasil, todas as outras seleções do planeta, mesmo as mais tradicionais e poderosas, já ficaram fora de alguma edição da Copa do Mundo.

Relembre abaixo quando foi a última vez que cada uma das equipes campeãs mundiais não participou da principal competição de futebol do planeta.

ALEMANHA
Títulos:
4 (1954, 1974, 1990 e 2014)
Participações:
18
Última ausência:
1950

Além do Brasil, a Alemanha é a única seleção do planeta que conquistou a classificação para a Copa do Mundo em todas as eliminatórias que participou. Suas duas únicas ausências na competição não foram em razão de fracassos dentro de campo. Em 1930, os germânicos simplesmente não quiseram cruzar o Oceano Atlântico para disputar a primeira edição do torneio, no Uruguai. Já em 1950, foram impedidos pela Fifa de se inscreverem nas eliminatórias devido à Segunda Guerra Mundial.

ITÁLIA
Títulos:
4 (1934, 1938, 1982 e 2006)
Participações:
18
Última ausência:
1958

Assim como a Alemanha, a Itália também só ficou fora de duas das 20 Copas do Mundo já disputadas. A Azzurra foi outra seleção que não quis ir à América do Sul para a edição inaugural do torneio. Já em 1958, a vaga foi perdida em campo. Os italianos, já bicampeões mundiais naquela época, foram superados pela Irlanda do Norte em um grupo de três times que classificava apenas um –Portugal foi o lanterna da chave.

ARGENTINA
Títulos:
2 (1978 e 1986)
Participações:
16
Última ausência:
1970

Dos quatro Mundiais que a Argentina não participou, apenas em um deles a vaga foi perdida nas eliminatórias. Em 1970, a futura seleção de Maradona e Messi fez uma campanha digna de pena. Os argentinos venceram apenas um dos quatro jogos que disputaram e terminaram na lanterna de um grupo que contava também com Peru (classificado para a Copa do México) e Bolívia.

URUGUAI
Títulos:
2 (1930 e 1950)
Participações:
12
Última ausência:
2006

Antes de chegar às semifinais da Copa-2010 e retomar pelo menos um pouco da sua tradição de sucesso no futebol internacional, o Uruguai vivia uma draga e ficou fora de três dos quatro Mundiais disputados entre 1994 e 2006. Nas eliminatórias para a Copa da Alemanha, seu último fracasso, a equipe dos Diegos Forlán e Lugano foi a quinta colocada da Conmebol e teve de disputar a repescagem. Mas, no confronto direto com a Austrália, campeã do qualificatório da Oceania, o Uruguai se deu mal e acabou derrotado nos pênaltis.

INGLATERRA
Títulos:
1 (1966)
Participações:
14
Última ausência:
1994

Semifinalista da Copa-1990, a Inglaterra conseguiu a proeza de não se classificar para o Mundial seguinte. O time, que contava com David Platt, Ian Wright, Paul Ince e Paul Gascoigne, ficou na terceira posição em uma chave que tinha Polônia, Turquia, Holanda, Noruega e San Marino. As duas vagas distribuídas pelo grupo foram para as mãos de noruegueses e holandeses.

FRANÇA
Títulos:
1 (1998)
Participações:
14
Última ausência:
1994

O fracasso francês nas eliminatórias para a Copa dos EUA é lembrado até hoje. O time de Éric Cantona, um dos grandes astros do Manchester United, chegou à reta final do qualificatório em situação bastante tranquila. Líder da chave, a França jogava em casa nas duas últimas rodadas e só precisava de dois pontos para selar a classificação. Só que aí começou seu pesadelo. Primeiro, perdeu de virada por 3 a 2 para Israel, lanterna de chave, com direito a gol sofrido no último minuto. A situação se repetiu contra a Bulgária: derrota de virada por 2 a 1. E o gol da eliminação saindo já nos acréscimos.

ESPANHA
Títulos:
1 (2010)
Participações:
14
Última ausência:
1974

Os espanhóis não foram para a Copa do Mundo de 1974 por um mero detalhe do regulamento das eliminatórias, que previa apenas o saldo de gols como critério para o desempate entre duas ou mais seleções. A Fúria terminou o Grupo 7 do qualificatório da Uefa empatado em pontos e saldo de gols com a Iugoslávia e, apesar de ter balançado as redes mais vezes que o rival, precisou disputar um jogo de desempate em campo neutro. No dia 13 de fevereiro de 1974, os espanhóis foram derrotados pelos iugoslavos por 1 a 0 e tiveram de ver o Mundial pela TV.


Mais de Seleções:

– Catalunha já tem seleção, joga uma vez por ano e até derrotou o Brasil
– Como fracasso do Palmeiras ajudou Peru a virar a zebra das eliminatórias
– Saiba o que cada seleção precisa fazer para ser cabeça de chave da Copa
– Ranking “maluco” pode colocar Brasil em grupo da morte na Copa-2018


Perto da vaga, goleiro egípcio quer ser o mais velho da história das Copas
Comentários Comente

Rafael Reis

Maior campeão africano de todos os tempos, o Egito joga neste domingo (8) contra o Congo para retornar à Copa do Mundo depois de 28 anos e permitir que um dos seus principais ídolos faça história.

Caso os Faraós conquistem uma vaga no Mundial da Rússia, o goleiro Essam El-Hadary, capitão e estrela da equipe, terá a oportunidade de se transformar no jogador mais velho a disputar a competição.

O veterano camisa 1 egípcio já tem 44 anos e completará em janeiro seu 45º aniversário. O colombiano Faryd Mondragón, até hoje o atleta mais experiente em uma Copa, tinha dois anos a menos quando disputou o torneio em 2014.

“Consegui quase tudo em minha carreira. Conquistei 37 troféus e vivi momentos inesquecíveis, como a vitória sobre a Itália na Copa das Confederações de 2009. A única coisa que me falta é participar de uma Copa do Mundo”, afirmou o goleiro, em entrevista ao site da Fifa.

El-Hadary estreou como profissional em 1993, quando uma parte considerável dos jogadores que irão à Rússia-2018 nem havia nascido. Três anos depois, ele disputou a primeira de suas 155 partidas pelo Egito.

O goleiro fez parte de quatro das sete conquistas de sua seleção na Copa Africana de Nações (1998, 2006, 2008 e 2010) e foi essencial para sua equipe chegar à decisão do torneio continental deste ano –acabou derrotada por Camarões.

Atualmente no Al-Taawoun, o décimo clube que defende como profissional, El-Hadary não esconde de ninguém a meta de superar o recorde de Mondragón e colocar seu nome no livro de recordes da Copa do Mundo. Mas, faz questão de frisar que a classificação egípica é mais importante do que qualquer marca que ele possa alcançar.

“O primeiro objetivo é ajudar o Egito a alcançar a Copa, a meta pessoal vem depois. Glórias individuais acontecem naturalmente depois que o objetivo maior é alcançado”, falou.

Fora dos Mundiais desde 1990, quando caiu na primeira fase, a seleção egípcia lidera o Grupo E das eliminatórias africanas, com nove pontos. Para conseguir a vaga com uma rodada de antecipação e colocar El-Hadary no caminho do recorde, basta que derrote o Congo.


Mais de Cidadãos do Mundo

Chegou a geração 2000: 8 garotos para você acompanhar no Mundial sub-17
Zizao não foi o único: 6 jogadores asiáticos que tentaram a sorte no Brasil
Obinna (o original) e mais 5 africanos que passaram pelo futebol brasileiro
5 jogadores acusados de crimes sexuais contra menores de idade


7 brasileiros que podem ser adversários da seleção de Tite na Copa-2018
Comentários Comente

Rafael Reis

A Copa-2018 ainda não definiu todas as suas 32 seleções participantes. Mas uma coisa já dá para afirmar: o Mundial da Rússia não terá a presença de apenas 23 jogadores brasileiros, aqueles que serão convocados por Tite.

Como vem acontecendo em todas as últimas edições da Copa, a competição do próximo ano terá atletas nascidos no Brasil (ou descendentes de brasileiros) vestindo outras camisas, do país onde cresceram ou que decidiram defender.

Conheça abaixo sete jogadores brasileiros que podem aparecer na Copa-2018 atuando por uma outra seleção e que correm risco de ser pedras no caminho do hexacampeonato mundial do time canarinho.

PEPE
Zagueiro
34 anos
Besiktas (TUR)
Portugal (desde 2007)

Natural de Alagoas, mudou-se para Portugal aos 18 anos e foi “descoberto” pela seleção lusitana logo depois de ter sido contratado pelo Real Madrid e antes de receber sua primeira chance no Brasil. É hoje um dos jogadores mais importantes da equipe de Cristiano Ronaldo e foi figura essencial na conquista da Eurocopa do ano passado. Pepe já disputou duas Copas do Mundo com a camisa portuguesa (2010 e 2014).

THIAGO ALCÂNTARA
Meia
26 anos
Bayern de Munique (ALE)
Espanha (desde 2011)

Filho do tetracampeão mundial Mazinho, nasceu na Itália, mas defende a seleção espanhola desde os tempos em que estava nas categorias de base do Barcelona. Seu pai nunca escondeu que a decisão do primogênito está ligada ao fato de ter sido completamente ignorado pela CBF nos times sub-17 e sub-20 do Brasil. Ao contrário de Thiago, seu irmão Rafinha, que também defendeu as seleções menores da Espanha, voltou atrás e hoje está disponível para Tite.

RODRIGO
Atacante
26 anos
Valencia (ESP)
Espanha (desde 2014)

Amigo de infância de Thiago Alcântara, o filho do ex-lateral esquerdo Adalberto, que jogou no Flamengo, passou por todas as seleções espanholas de base e não teve dúvida na hora de definir qual país defender como profissional. Apesar de não ser a primeira opção de Julen Lopetegui para o ataque, Rodrigo fez um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre a Albânia, na sexta-feira, que classificou a Espanha para a Copa.

ÉDER
Atacante
30 anos
Inter de Milão (ITA)
Itália (desde 2015)

Descendente de italianos, deixou o Brasil rumo à terra dos antepassados aos 18 anos, logo depois de ter sido promovido ao time profissional do Criciúma. Na Terra da Bota, passou por Empoli, Frosinone, Brescia, Cesena e Sampdoria até chegar à Inter de Milão, no ano passado. Apesar de reserva em seu clube, é um dos homens de confiança do técnico da seleção italiana, Gian Piero Ventura.

THIAGO CIONEK
Zagueiro
31 anos
Palermo (ITA)
Polônia (desde 2014)

Nascido em Curitiba e bisneto de poloneses, o zagueiro teve a ajuda de um abaixo-assinado feito por 3 mil torcedores do Jagiellonia Bialystok, clube que defendeu entre 2008 e 2012, para que o governo polaco reconhecesse sua cidadania. Foi para a Europa muito jovem, com apenas 22 anos. Antes disso, construiu uma carreira discreta no Brasil: passou pelo futebol amador do Paraná e defendeu o Cuiabá e o CRB.

MARLOS
Meia-atacante
29 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)
Ucrânia (desde 2017)

O ex-jogador do São Paulo acabou de estrear pela seleção ucraniana. O primeiro jogo de Marlos com a camisa da equipe treinada por Andriy Shevchenko foi a vitória por 2 a 0 sobre Kosovo, na sexta-feira. O meia-atacante joga na Ucrânia desde 2012 e é hoje um dos principais nomes do Shakhtar Donetsk. Caso sua seleção consiga a classificação para a Copa, é bem provável que ele seja convocado.

MÁRIO FERNANDES
Lateral direito
27 anos
CSKA Moscou (RUS)
Rússia (desde 2017)

Sempre lembrado por ter recusado uma convocação para a seleção brasileira no passado, o ex-lateral direito de São Caetano e Grêmio migrou para o CSKA Moscou em 2012, recebeu a cidadania russa no ano passado e começou a ser convocado nos últimos meses pelo técnico Stanislav Cherchesov para defender o time anfitrião da Copa-2018.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Miranda vê Brasil entre favoritos, mas quer encarar europeus para evoluir
– Tem até ex-seleção: 5 brasileiros que jogaram no exterior e estão sem clube
– O que falta para Fabinho ganhar uma chance na seleção?
– Adversário do PSG, brasileiro chegou à França quando Neymar tinha 12 anos


Como fracasso do Palmeiras ajudou o Peru a virar a zebra das eliminatórias
Comentários Comente

Rafael Reis

Trinta e cinco anos depois de disputar sua última Copa do Mundo, a seleção peruana faz nesta quinta-feira a partida mais importante das últimas décadas. Se derrotar a Argentina, em Buenos Aires, a equipe vai ficar a um passo da classificação para a Rússia-2018.

Só que a história de sucesso de um dos tradicionais patinhos feios do futebol sul-americano só foi possível graças a um fracasso retumbante. E um fracasso retumbante ocorrido no Brasil.

Responsável direto pela transformação do Peru na maior zebra das eliminatórias da Conmebol, o técnico argentino Ricardo Gareca só foi contratado pela seleção porque não deu certo no Palmeiras.

O tricampeão argentino pelo Vélez Sarsfield (2009, 2011 e 2012) assinou contrato com os peruanos em março de 2015, seis meses depois de sua desastrosa passagem pelo futebol brasileiro.

Contratado com pompa pelo Palmeiras e com a promessa de trabalho de longo prazo, Gareca durou apenas 13 partidas no clube e o deixou a caminho do rebaixamento para a Série B. Sua passagem também ficou marcada pela contratação de vários jogadores argentinos, como Tobio, Allione, Mouche e Cristaldo.

Quando foi procurado pela seleção peruana, a perspectiva do treinador não era das melhores. Afinal, a equipe era apenas a 59ª colocada no ranking da Fifa e vinha de campanhas desastrosas nas últimas eliminatórias –foi a antepenúltima em 2014 e a lanterna em 2010.

Dois anos depois, a situação é completamente diferente. O Peru é o 12º na lista de melhores seleções do mundo, foi semifinalista da Copa América-2015, ocupa o quarto lugar no classificatório para a Rússia-2018 e, caso vá para a Copa pela primeira vez desde 1982, pode até ser cabeça de chave.

“Nosso momento é o ideal para enfrentar qualquer seleção e em qualquer palco. Estamos preparados para tudo que vier. Estamos vivendo nosso melhor momento futebolístico e em termos de ânimo”, disse Gareca, antes da partida contra a Argentina.

Para mudar a história peruana, o treinador argentino contou com a ajuda de jogadores que atuam em alguns dos principais clubes brasileiros: o lateral esquerdo Miguel Trauco e o capitão Paolo Guerrero defendem o Flamengo, enquanto o meia Christian Cueva joga no São Paulo.

E a desorganização de um dos seus adversários também deu uma grande forcinha aos peruanos.

O time de Gareca só tem os 24 pontos que o credenciam à vaga na Copa porque ganhou os três pontos da derrota por 2 a 0 para a Bolívia devido à escalação irregular do zagueiro Nelson Cabrera, paraguaio de nascimento que não cumpriu todos os critérios necessários para poder assumir uma nova cidadania e jogar por outra seleção.

É com essa mistura de fracasso, Palmeiras, sorte, Flamengo e muito trabalho que o Peru sonha em retornar para a Copa do Mundo.


Mais de Seleções:

– Saiba o que cada seleção precisa fazer para ser cabeça de chave da Copa
– Ranking “maluco” pode colocar Brasil em grupo da morte na Copa-2018
– Com time de refugiados, Síria busca vaga inédita na Copa para aliviar dor
– Brasil foi a seleção que mais movimentou dinheiro na janela; veja top 10


Saiba o que cada seleção precisa fazer para ser cabeça de chave da Copa
Comentários Comente

Rafael Reis

Ser cabeça de chave no sorteio dos grupos de uma Copa do Mundo significa, em tese, escapar de confrontos contra as outras melhores seleções do planeta já na primeira fase, facilitando assim a classificação para os mata-matas.

Ao longo da história dos Mundiais, a honraria já foi concedida mediante vários critérios: número de títulos na competição, desempenho na edição anterior, análise do currículo no futebol, etc…

Na Copa-2018, os cabeças de chave serão definidos com base na próxima edição do ranking da Fifa, que será divulgada em 16 de outubro.

As sete seleções mais bem posicionadas na classificação da entidade que obtiverem vaga para o Mundial serão companheiras da Rússia, equipe anfitriã, no Pote 1 do sorteio das chaves da competição.

Conheça abaixo as seleções que podem ser cabeças de chave da Copa-2018 e entenda o que cada uma delas precisa fazer nesta Data Fifa para ganhar esse benefício.

ALEMANHA
Posição atual:
1ª (1.606 pontos)
Próximo ranking:
De 1.488 a 1.631 pontos
Situação:
Será cabeça de chave caso se classifique para a Copa

BRASIL
Posição atual:
2º (1.590 pontos)
Próximo ranking:
De 1.453 a 1.689 pontos
Situação:
Já está classificado para a Copa e será cabeça de chave

PORTUGAL
Posição atual:
3º (1.386 pontos)
Próximo ranking:
De 1.344 a 1.446 pontos
Situação:
Será cabeça de chave sem depender de outros resultados caso se classifique para a Copa e não perca os dois jogos desta Data Fifa (Andorra e Suíça)

ARGENTINA
Posição atual:
4ª (1.325 pontos)
Próximo ranking:
De 1.274 a 1.539 pontos
Situação:
Será cabeça de chave sem depender de outros resultados caso se classifique para a Copa e não perca os dois jogos desta Data Fifa (Peru e Equador)

BÉLGICA
Posição atual:
5ª (1.265 pontos)
Próximo ranking: De 1.090 a 1.333 pontos
Situação:
Já está classificada para a Copa e será cabeça de chave sem depender de outros resultados caso vença os dois jogos desta Data Fifa (Bósnia e Chipre)

POLÔNIA
Posição atual:
6ª (1.250 pontos)
Próximo ranking: De 1.063 a 1.323 pontos
Situação:
Será cabeça de chave sem depender de outros resultados caso se classifique para a Copa e vença os dois jogos desta Data Fifa (Armênia e Montenegro)

SUÍÇA
Posição atual:
7ª (1.210 pontos)
Próximo ranking: De 1.004 a 1.317 pontos
Situação:
Será cabeça de chave sem depender de outros resultados das eliminatórias caso vença seus dois jogos (Portugal e Hungria) e uma dessas cinco seleções, Alemanha, Portugal, Argentina, Polônia ou Peru, não se classifique para a Copa.

FRANÇA
Posição atual:
8ª (1.208 pontos)
Próximo ranking: De 1.034 a 1.226 pontos
Situação:
Precisa vencer seus dois jogos (Belarus e Bulgária) para ter chances razoáveis de ser cabeça de chave. Mesmo assim, precisa de tropeços de pelo menos cinco dessas seleções: Alemanha, Portugal, Argentina, Polônia, Peru, Suíça, Colômbia, Chile e Gales.

CHILE
Posição atual:
9º (1.195 pontos)
Próximo ranking: De 1.104 a 1.256 pontos
Situação:
Precisa vencer seus dois jogos (Brasil e Equador) para ter chances razoáveis de ser cabeça de chave. Mesmo assim, precisa de tropeços de pelo menos três dessas seleções: Alemanha, Portugal, Argentina, Polônia, Peru, Suíça e Colômbia.

COLÔMBIA
Posição atual:
10ª (1.191 pontos)
Próximo ranking: De 1.052 a 1.290 pontos
Situação: Será cabeça de chave sem depender de outros resultados das eliminatórias caso vença seus dois jogos (Peru e Paraguai) e duas dessas seis seleções, Alemanha, Portugal, Argentina, Polônia, Peru e Suíça, não se classifique para a Copa.

ESPANHA
Posição atual:
11ª (1.184 pontos)
Próximo ranking: De 1.031 a 1.218 pontos
Situação: Precisa vencer seus dois jogos (Israel e Albânia) para ter chances de ser cabeça de chave. Mesmo assim, depende de tropeços de menos seis dessas seleções: Alemanha, Portugal, Argentina, Polônia, Peru, Suíça, Colômbia, Chile, Gales e França.

PERU
Posição atual:
12ª (1.103 pontos)
Próximo ranking: De 1.063 a 1.353 pontos
Situação: Será cabeça de chave sem depender de outros resultados caso se classifique para a Copa e vença os dois jogos desta Data Fifa (Colômbia e Argentina).

GALES
Posição atual:
13ª (1.089 pontos)
Próximo ranking: De 970 a 1.249 pontos
Situação: Precisa vencer seus dois jogos (Irlanda e Geórgia) para ter chances razoáveis de ser cabeça de chave. Mesmo assim, precisa de tropeços de menos quatro dessas seleções: Alemanha, Portugal, Argentina, Polônia, Peru, Suíça, Colômbia e Chile.

Outras seleções, como México, Inglaterra, Uruguai, Itália e Croácia, possuem chances mínimas de ser cabeça de chave na Copa-2018


Mais de Seleções:

– Ranking “maluco” pode colocar Brasil em grupo da morte na Copa-2018
– Com time de refugiados, Síria busca vaga inédita na Copa para aliviar dor
– Brasil foi a seleção que mais movimentou dinheiro na janela; veja top 10
– Falta de dinheiro minou plano megalomaníaco do País da Copa para 2018


Miranda vê Brasil entre favoritos, mas quer encarar europeus para evoluir
Comentários Comente

Rafael Reis

Dez vitórias nas últimas 12 partidas, primeira colocação nas eliminatórias sul-americanas e vaga para a Copa do Mundo com quatro rodadas de antecedência. Sob comando de Tite, a seleção brasileira recuperou o respeito do planeta e se tornou a principal favorita para a conquista do título na Rússia-2018. Certo?

Bem, não é isso que pensa Miranda. Titular absoluto da camisa amarela há três anos, o zagueiro da Inter de Milão admite que o Brasil voltou a figurar entre as principais seleções do planeta, mas diz também que o time ainda precisa melhorar para faturar o hexacampeonato mundial no próximo ano.

“Vejo um Brasil como um dos favoritos ao título. Mas ele está no mesmo nível de Itália, Alemanha, Argentina, todas essas seleções mais tradicionais, e também da Espanha. Nosso time é muito jovem, vamos jogar alguns amistosos para evoluir.”

Os amistosos a que Miranda se refere como um fator essencial para que o Brasil chegue à Rússia em condições de levantar a taça são os aguardados encontros contra seleções europeias.

A seleção não joga contra uma equipe do Velho Continente há dois anos e meio, desde a vitória por 3 a 1 sobre a França, em amistoso disputado em março de 2015. Desde a chegada de Tite, foram 11 jogos contra sul-americanos e um encontro com a Austrália.

A CBF já agendou dois amistosos para os próximos meses. Em novembro, o time brasileiro irá enfrentar o Japão. Em março de 2018, a adversária será a Alemanha, atual campeã mundial e algoz no 7 a 1 na semifinal da Copa-2014. Há ainda a expectativa de um confronto com França ou Inglaterra antes do fim deste ano.

“São adversários diferentes. As seleções europeias costumam ser taticamente melhores que as sul-americanas. Por isso, precisamos jogar contra algumas delas”, afirmou o zagueiro, que tem atuado ao lado de Marquinhos (Paris Saint-Germain).

O jogador de 33 anos ganhou um lugar na seleção com a reformulação da equipe feita por Dunga logo após o fiasco no último Mundial. Desde então, ele não saiu mais do time. Nem mesmo a temporada conturbada da Inter de Milão em 2016/17 ameaçou sua titularidade.

“Não temi perder espaço na seleção porque, mesmo com os altos e baixos do meu clube, eu consegui manter boas atuações. E, quando a equipe está mal, o zagueiro costuma aparecer mais, né?”

É por essas e outras que o ex-jogador de São Paulo e Atlético de Madri já conta as horas para disputar a primeira Copa de sua carreira. Mas sem achar que se tornou um intocável para Tite.

“Acredito que faço parte do elenco que vai para a Copa e me vejo na seleção que vai disputar o torneio. Só que estamos falando de seleção brasileira. Você precisa provar o tempo todo que é um dos melhores para continuar lá. O nosso país não para de produzir jogadores de qualidade”, completa.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Tem até ex-seleção: 5 brasileiros que jogaram no exterior e estão sem clube
– O que falta para Fabinho ganhar uma chance na seleção?
– Adversário do PSG, brasileiro chegou à França quando Neymar tinha 12 anos
– Que clube brasileiro revelou mais jogadores para a elite da Europa?


Ranking “maluco” pode colocar Brasil em grupo da morte na Copa-2018
Comentários Comente

Rafael Reis

Espanha (ou Itália/Inglaterra), México e Nigéria. É com um grupo mais ou menos com essa configuração que a seleção brasileira pode ter de lidar na primeira fase da Copa do Mundo-2018.

A decisão da Fifa de utilizar o ranking da entidade para definir os cabeças de chave do sorteio do Mundial abriu a possibilidade de a competição ter vários “grupos da morte” e pode complicar um pouco o caminho da equipe de Tite rumo ao hexa.

Segundo o órgão que gerencia o futebol mundial, os cabeças de chave da Copa-2018 serão as sete seleções mais bem classificadas da próxima edição do ranking, que será divulgada em 16 de outubro, entre as que se classificarem para o torneio. A oitava equipe do Pote 1 do sorteio será a anfitriã Rússia.

O critério pode até ser justo, já que o ranking leva em consideração os resultados obtidos por cada seleção nos últimos quatro anos. Só que, como a lista da Fifa anda um tanto quanto “maluca”, a Copa pode ter vários confrontos entre gigantes já na primeira fase.

Isso porque apenas três seleções que conquistaram títulos mundiais estão atualmente entre as sete primeiras do ranking, aquelas que serão automaticamente cabeças de chave se conquistarem a classificação: Alemanha, Brasil e Argentina.

Os outros cinco times que encabeçariam chaves no sorteio da Rússia-2018 jamais disputaram sequer uma final de Copa.

Portugal e Bélgica, mesmo sem histórias tão ricas no futebol, pelo menos são seleções das mais temidas do planeta na atualidade. Já Polônia, Suíça e a Rússia, as outras três cabeças de chave na configuração atual do ranking, não são equipes que metem muito medo nas potências.

Em contrapartida, times que são reais candidatos ao título mundial no próximo ano não ocupam hoje um lugar na lista que dá direito à vantagem no sorteio das chaves. A França é a oitava no ranking, e a Espanha, a 11ª.

Também campeãs mundiais, Inglaterra, Uruguai e Itália ocupam da 15ª a 17ª colocações na classificação mundial de seleções e dificilmente chegarão ao posto de cabeças de chave. Mas podem ser rivais indigestas para quem as enfrentar na primeira fase da Copa, em um dos “grupos da morte”.

A situação já ocorreu no Mundial passado, o primeiro em que a Fifa usou seu ranking como critério de definição das seleções que encabeçariam os grupos.

Em 2014, três seleções com títulos de Copa no currículo, Inglaterra, Uruguai e Itália, caíram na mesma chave e protagonizaram duelos de gigantes logo no início da competição. Os uruguaios se deram melhor na disputa e avançaram para as oitavas de final, ao lado da zebra Costa Rica.

Confira o top 10 do Ranking da Fifa (e as seleções campeãs mundiais)

1º – Alemanha – 1.606 pontos
2º – Brasil – 1.590
3º – Portugal – 1.386
4º – Argentina – 1.325
5º – Bélgica – 1.265
6º – Polônia – 1.250
7º – Suíça – 1.210
8º – França – 1.208
9º – Chile – 1.195
10º – Colômbia – 1.191
11º – Espanha – 1.184
15º – Inglaterra – 1.056
16º – Uruguai – 1.043
17º – Itália – 1.035


Mais de Seleções:

– Com time de refugiados, Síria busca vaga inédita na Copa para aliviar dor
– Brasil foi a seleção que mais movimentou dinheiro na janela; veja top 10
– Falta de dinheiro minou plano megalomaníaco do País da Copa para 2018
– Eliminatórias podem derrubar Brasil para 3º lugar de ranking da Fifa


Eu quero a Argentina na Copa-2018… e você deveria querer também
Comentários Comente

Rafael Reis

Ameaçada de ficar fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez em quase 50 anos, a seleção argentina irá decidir seu futuro nos próximos nove dias.

Quinta colocada nas eliminatórias sul-americanas para a Rússia-2018, a equipe dirigida por Jorge Sampaoli precisa ganhar pelo menos uma posição para carimbar seu passaporte ou manter sua classificação atual para disputar a repescagem.

Mas, se os resultados contra Peru (4º no qualificatório), nesta quinta-feira, em Buenos Aires, e Equador (8º), na terça da próxima semana, fora de casa, não forem positivos, os argentinos correm sério risco de se ausentarem de um Mundial pela primeira vez desde 1970.

Motivo de alegria para o torcedor brasileiro, que poderia rir da desgraça de um tradicional rival e de quebra se veria livre de uma forte ameaça ao hexacampeonato mundial da seleção de Tite?

Não é bem assim. Para começar, a Argentina faz parte daquele primeiro escalão de seleções que todo mundo que gosta pelo menos um pouquinho de futebol faz questão de assistir durante a Copa. Além dos argentinos, só Brasil, Alemanha e Itália despertam tanto interesse.

Isso não significa, é claro, que um Mundial sem a presença da tradicional camisa azul e branca seria chato e pouco interessante. Afinal, a Copa por si só é muito maior do que qualquer seleção participante. Mas que a ausência argentina tiraria um pouco da graça da competição, isso tiraria.

Além disso, o principal campeonato de futebol do planeta ficaria privado de alguns dos jogadores mais talentosos da atualidade: Di María, Higuaín, Dybala, Mascherano, Icardi e, óbvio, Lionel Messi.

Para quem aprendeu a acompanhar futebol já neste século, é inconcebível imaginar uma competição que reúna os melhores jogadores do mundo privada do camisa 10 do Barcelona e da seleção argentina –ou do português Cristiano Ronaldo, seu costumeiro arquirrival, que também ainda não está garantido no Mundial.

Com o aniversário de 31 anos marcado para o meio da competição, Messi possivelmente fará na Rússia sua última Copa como um dos protagonistas do futebol mundial. Mesmo que vá ao Qatar em 2022, o astro dificilmente terá condições físicas para continuar mostrando um futebol do nível atual.

Ou seja, por tudo que já fez na carreira e por todos os torcedores que encantou e continua encantando, Messi é quase uma presença obrigatória no Mundial. Ele merece a Copa, assim como a Copa merece ele.

Querer que a Argentina consiga a classificação nas eliminatórias e sele sua ida para a Rússia não significa torcer para que ela seja campeã mundial. Significa apenas querer que a Copa-2018 seja a melhor possível.

Por isso, os próximos dias serão dias de torcer por Messi e pela Argentina.


Mais de Opinião

– Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol
– O PSG já é um candidato real ao título da Champions?
– Qual o tamanho do favoritismo do Brasil na Copa-2018?
– Os campeões da temporada 2017/18: minhas previsões


Astro da Coreia do Norte chorou na Copa e sumiu da seleção após irritar Kim
Comentários Comente

Rafael Reis

A cena foi uma das mais impactantes da Copa do Mundo-2010. Ao ouvir o hino nacional da Coreia do Norte sendo executado antes da partida contra o Brasil, a primeira de sua seleção na África do Sul, o atacante Jong Tae-se foi às lágrimas.

O choro, mostrado ao vivo para TVs do mundo todo, foi a melhor propaganda que um dos regimes mais fechados do planeta poderia ter. E o centroavante, apelidado de “Rooney do povo”, virou uma espécie de retrato humanizado do país que hoje ameaça entrar em guerra com os Estados Unidos.

A história de Tae-se não poderia ser mais favorável ao governo da família Kim. Filho de imigrantes coreanos radicados no Japão, o atacante rejeitou qualquer vínculo com a Coreia do Sul e, por questões ideológicas, pediu para se naturalizar norte-coreano.

Admirador de Kim Jong-il, líder norte-coreano entre 1997 e 2011 e pai de Kim Jong-un, atual comandante do país, o camisa 9 viu sua carreira deslanchar depois da Copa: mudou para a Alemanha, substituiu Podolski no Colônia, disputou a Bundesliga e chegou onde nenhum outro jogador de futebol da Coreia do Norte havia estado antes.

Aos 33 anos, Tae-se ainda é o maior nome do futebol norte-coreano. Na temporada passada, foi campeão e artilheiro da segunda divisão japonesa pelo Shimizu S-Pulse. Na atual, veste a braçadeira de capitão do time na J-League.

Mesmo assim, o centroavante não é lembrado pela seleção há mais de seis anos, desde o fim da Copa da Ásia-2011. E o motivo, como tudo que envolve a Coreia do Norte, é cheio de mistério.

Coincidência ou não, Tae-se deixou de fazer parte da equipe norte-coreana quando começou a se aproximar da Coreia do Sul, país que está oficialmente em guerra contra os vizinhos desde a década de 1950 e que também é alvo das ameaças de ataques nucleares de Kim.

Depois de uma longa negociação com o Suwon Bluewings, o centroavante provocou polêmica em 2013 ao deixar a Alemanha para atuar na Coreia do Sul. Para piorar sua situação com o regime de Kim, o jogador lutou para ser considerado um atleta local no novo clube, o que fez com que ele não ocupasse uma vaga de estrangeiro.

Tae-se chegou a viajar até Pyongyang, capital da Coreia do Norte, para entender as razões pelas quais não estava mais sendo chamado para defender a seleção. Em algumas oportunidades, ouviu que os médicos achavam que ele estava com problemas físicos.

Depois, a justificativa mudou: a seleção precisava passar por um processo de renovação, e atletas mais experientes, como ele, não teriam vez nesse novo projeto.


Mais de Cidadãos do Mundo

5 jogadores acusados de crimes sexuais contra menores de idade
Lembra do Osio? 6 jogadores europeus que atuaram no futebol brasileiro
Tem até ex-Barça: 7 atletas acusados de envolvimento com tráfico de drogas
Parceria com Neymar funciona, e Cavani faz gols como nunca na carreira