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Ar-condicionado dos estádios da Copa-2022 funciona? Ex-Palmeiras responde
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Rafael Reis

Para driblar o calor do deserto e permitir que os principais astros do futebol mundial consigam jogar bem mesmo em ambientes com temperatura externa superior a 40ºC, a organização da Copa-2022, no Qatar, prometeu que todos os estádios usados na competição terão um forte sistema de climatização.

De acordo com a organização do torneio, as oito arenas contarão com refrigeração suficiente para baixar a temperatura ambiente para a casa dos 20ºC, uma temperatura considerada ideal para a prática da modalidade.

Mas será que esse sistema realmente funciona? Para tirar essa dúvida, conversamos com o zagueiro brasileiro Maurício Ramos, ex-Palmeiras, que defende o Al Sailiya, da primeira divisão qatariana.

Apesar de ter chegado ao Oriente Médio há apenas um mês, o defensor já teve a oportunidade de atuar em uma das arenas que serão utilizadas no Mundial, o Khalifa International Stadium, em Doha.

Maurício Ramos aprovou o que viu e, principalmente, o que sentiu.

“Naquele dia, estava uns 45ºC do lado de fora do estádio. Só que, dentro de campo, a temperatura era de uns 18ºC. Desacreditei quando vi companheiros de time reclamando que estavam com frio. Mas confesso que também senti um pouquinho”, afirma o jogador.

“A climatização realmente funciona muito bem. Não parecia que estávamos jogando no deserto. Senti como se estivesse no Brasil”, completa.

O Khalifa Stadium, onde Maurício Ramos jogou e experimentou o sistema de ar-condicionado prometido para a Copa do Mundo, é o único dos oitos estádios previstos para a competição que já está de pé.

Outras seis arenas estão sendo construídas. Já o Ras Abu Aboud Stadium, a oitava sede, ainda não saiu do papel. O estádio será montado através do encaixe de contêineres e deixará de existir após o torneio. Devido a esse sistema, sua construção (e também a posterior desmontagem) será bem mais rápida do que o tradicional.

O calor que faz no Qatar é um dos principais desafios da organização da próxima Copa do Mundo.

Para fugir do verão do Oriente Médio e das temperaturas que ultrapassam os 50ºC, a Fifa permitiu que, pela primeira vez na história, a competição seja realizada fora do seu período habitual, o meio do ano, quando acontecem as férias no Hemisfério Norte.

O início do Mundial do Qatar está previsto para o dia 21 de novembro de 2022. Já a final está marcada para 18 de dezembro.


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Impulsionado por Copa em casa, “Mundo Árabe” gasta R$ 800 mi em reforços
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Rafael Reis

Os espanhóis Xavi e Gabi, o camaronês Samuel Eto’o e os holandeses Wesley Sneijder e Nigel de Jong jogam no Qatar. O nigeriano Ahmed Musa e os brasileiros Petros e Giuliano atuam na Arábia Saudita. Já o futebol dos Emirados Árabes conta com o meia Yohan Cabaye, ex-seleção francesa, e com o atacante Marcus Berg, titular da Suécia na Rússia-2018.

A quatro anos da primeira Copa que será realizada na região, o “Mundo Árabe” decidiu investir como nunca para se tornar um dos mais relevantes mercados da bola no planeta.

Giuliano

As cinco principais ligas nacionais da região (Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e Marrocos) gastaram quase 190 milhões de euros (mais de R$ 820 milhões) em contratações na última janela de transferências. O investimento supera o de China, Estados Unidos e outros emergentes da bola. Só mesmo Inglaterra, Itália, Espanha, França e Alemanha torraram mais dinheiro em novos jogadores ao longo dos últimos meses.

Em relação à temporada passada, o crescimento no investimento é de 332%. Em 2017/18, o gasto dos clubes árabes com reforços não chegou nem a 44 milhões de euros (R$ 190 milhões). O principal motivo dessa arrancada mercadológica é a Copa do Mundo prevista para ser disputada no Qatar, em 2022. Um Mundial “em casa” aumenta o interesse local pelo futebol e atrai mais investimentos para a modalidade.

Fenômeno semelhante aconteceu no Brasil (2014) e na Rússia (2018), que gastaram acima do normal em reforços antes de mergulharem em crises econômicas que minaram o potencial de investimento. No caso específico do “Mundo Árabe”, há pelo menos mais três motivos que ajudam a explicar esse crescimento exacerbado de investimentos.

O primeiro é o preço do petróleo, principal fonte de renda do Oriente Médio. Desde 2016, o valor do barril do combustível no mercado internacional mais do que dobrou: saltou da casa de US$ 30 (R$ 130) para os atuais R$ 77 (R$ 333,5). Além disso, a perda de espaço do Estado Islâmico e de outros grupos armados semelhantes diminuiu a ameaça terrorista na região. Com isso, os governos e também os donos da grana puderem se concentrar em outros temas, como o futebol.

O terceiro motivo é um homem. O xeque Turki Al-Sheikh é ministro dos Esportes da Arábia Saudita, presidente do Comitê Olímpico do país e principal nome do projeto que visa transformar o futebol da região. Só neste ano, o dirigente articulou a ida do técnico Fabio Carille, campeão brasileiro com o Corinthians em 2017, para o Al-Wehda, fez uma parceria de intercâmbio entre a Arábia Saudita e a Espanha e comprou um time no Egito (Pyramids FC) com a intensão de fazer dele um dos mais poderosos da África.

Os árabes são tradicionalmente uma das maiores forças do futebol na Ásia e faturaram sete títulos da Liga dos Campeões versão asiática. Mas a última conquista já tem sete anos. Desde que o Al-Sadd, do Qatar, faturou a taça, em 2011, sul-coreanos, chineses, australianos e japoneses têm se revezado no lugar mais alto do pódio do torneio.

ARÁBIA SAUDITA
Investimento (2018/19): 120,7 milhões de euros
Principais reforços (2018/19): Ahmed Musa (Al-Nassr), Giuliano (Al-Nassr), Romarinho (Al-Ittihad), Petros (Al-Nassr) e Bafétimbi Gomis (Al-Hilal)

EGITO
Investimento: 40 milhões de euros
Principais reforços: Keno (Pyramids), Rodriguinho (Pyramids) e Ahmed El Shenawy (Pyramids)

EMIRADOS ÁRABES
Investimento: 12,6 milhões de euros
Principais reforços: Igor Coronado (Al-Sharjah) e Ryan Mendes (Al-Sharjah)

QATAR
Investimento: 6,4 milhões de euros
Principais reforços: Nigel de Jong (Al-Ahli), Samuel Eto’o (Qatar SC) e Edmilson Junior (Al-Duhail)

MARROCOS
Investimento: 4,2 milhões de euros
Principais reforços: Badie Aouk (Wydad) e Ibrahim El Baz (Wydad)


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Como nova geração pode ajudar Tite a acabar com dependência de Neymar
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Rafael Reis

“A seleção brasileira é Neymar e mais dez jogadores”. Ao longo dos últimos anos, ouvir um torcedor (ou mesmo jornalista) soltando uma frase como essa foi algo relativamente corriqueiro.

Mas, pela primeira vez desde que estreou com a camisa amarela, logo após a Copa do Mundo-2010, o atacante pode mudar de status.

Neymar abre nesta sexta-feira, no amistoso contra o Estados Unidos, o ciclo de preparação para o Mundial do Qatar-2022 ainda como principal protagonista da seleção. Mas, ao longo dos próximos quatro anos, tudo indica que ganhará valiosa companhia.

É que uma nova safra de jovens brasileiros talentosos tem feito sucesso nos clubes que defendem. E eles prometem a, médio prazo, diminuir a “Neymardependência” da seleção comandada por Tite.

Richarlison, 21 anos, marcou três vezes nas quatro primeiras rodadas da Premier League inglesa pelo Everton e ocupa a vice-artilharia do campeonato nacional mais badalado do planeta.

O meia Arthur, 22, campeão da Libertadores do ano passado pelo Grêmio, ainda é reserva do Barcelona, mas vem ganhando elogios frequentes de Xavi, uma das maiores lendas da história do clube catalão.

Já Lucas Paquetá, 21, também meio-campista, é possivelmente o melhor jogador do Flamengo na temporada, apesar de não viver, propriamente, em lua de mel com o torcedor rubro-negro.

O trio foi convocado por Tite para a primeira data Fifa depois da Copa-2018 e deve estrear pela seleção principal contra os EUA ou ante El Salvador, na terça.

Dos 23 jogadores chamados para os dois amistosos, 12 não participam do Mundial da Rússia e nove jamais disputaram uma partida com a camisa brasileira.

E, mesmo fora dessa primeira lista de convocados para o novo ciclo, há um número expressivo de jovens que podem ganhar espaço na seleção nos próximos meses/anos e fazer com que a seleção chegue no Qatar-2022 não dependendo tanto de Neymar.

Vinícius Júnior e Rodrygo são os jogadores sub-18 mais caros da história do futebol. Cada um deles custou 45 milhões de euros (R$ 215 milhões).

O primeiro, que chegou à maioridade em julho, desembarcou no Real Madrid nesta temporada e, por enquanto, tem defendido o Castilla, a equipe B do atual tricampeão da Champions. Já o segundo tem 17 anos e ficará no Santos até a concretização da sua ida para o mesmo Real, provavelmente em julho de 2019.

Além disso, o Brasil tem ainda com David Neres, 21, destaque do último Campeonato Holandês pelo Ajax, e Malcom, 21, que chegou ao Barcelona depois de brilhar no Francês pelo Bordeaux.

E, claro, há ainda os “sobreviventes” da Copa-2014, os contemporâneos de Neymar que têm idade suficiente para disputar o próximo Mundial ainda em boas condições físicas, como Philippe Coutinho (Barcelona), 26, Douglas Costa (Juventus), 27, e Casemiro (Real Madrid), 26.

Ou seja, o astro do Paris Saint-Germain pode ficar tranquilo. Tudo indica que, nos próximos anos, a seleção brasileira não será “Neymar e mais dez”.


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5 motivos para a França acabar com “maldição” dos campeões mundiais
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Rafael Reis

Cinquenta e três dias depois de conquistar o segundo título mundial de sua história, a França volta a campo nesta quinta-feira, contra a Alemanha, pela rodada de abertura da Liga das Nações, nova competição da Uefa que estreia nesta temporada.

E sua primeira adversária pós-Copa serve como um alerta para o futuro francês. Campeã mundial em 2014, a equipe germânica protagonizou um vexame na Rússia-2018 e caiu na primeira fase.

A Alemanha é a mais recente vítima de uma espécie de “maldição” que atinge os vencedores da Copa do Mundo. As duas últimas campeãs antes dela, Espanha-2010 e Itália-2006, também pararam na fase de grupos da edição posterior à de suas conquistas.

Motivo de pânico para a França? Não necessariamente. Abaixo, listamos cinco motivos pelos quais o time de Mbappé, Pogba e Griezmann pode acabar com esse estigma negativo e fazer bonito na próxima Copa.

TIME JOVEM
Os franceses dificilmente cometerão o tradicional erro de chegar à próxima Copa com uma equipe envelhecida. Isso porque o grupo que conquistou o bicampeonato mundial era muito jovem. Quinze dos 23 jogadores que participaram da vitoriosa campanha na Rússia-2018 tinham no máximo 25 anos. Ou seja, ainda nem serão trintões no Qatar-2022. Desde o tricampeonato do Brasil em 1970, uma seleção não faturava a Copa com tantos jogadores jovens.

ESTRELA ASCENDENTE
Kylian Mbappé foi um dos melhores jogadores da última Copa do Mundo apesar de ter apenas 19 anos. Se nada muito fora do comum acontecer, o jovem do Paris Saint-Germain será um atacante ainda melhor daqui quatro anos. Contar com um dos (prováveis) grandes craques do planeta pode ser um trunfo importante para a França fazer bonito na defesa do seu título mundial.

BASE VALORIZADA
Apesar de não ter tido grandes resultados nas categorias de base desde o título mundial sub-20 de 2013, a França está repleta de jovens jogadores muito valorizados no mercado internacional. A prova disso é que quatro dos dez atletas sub-19 mais caros da última janela de transferências estão aptos a defender os “Bleus”. Além de Mbappé, fazem parte desse grupo os atacantes Willem Geubbels (Monaco) e Myziane Maolida (Nice), assim como o goleiro Alban Lafont (Fiorentina).

CONSTÂNCIA
Desde que caiu na primeira fase da Copa-2010 e lavou a roupa suja em público, a França tem alcançado pelo menos as quartas de final de todas as competições que disputa. Na Euro-2012 e no Mundial do Brasil, a seleção ficou entre as oito melhores. No último torneio continental, há dois anos, foi até a final e perdeu para Portugal. E na Copa-2018, todo mundo lembra do resultado…

SOMBRA
Ao contrário do que aconteceu com Vicente del Bosque (Espanha) e Joachim Löw (Alemanha), o técnico da França, Didier Deschamps, tem dentro de casa uma grande “sombra”. Por mais poderoso que tenha se tornado depois do bicampeonato mundial, o ex-volante continua convivendo com a possibilidade de ser trocado em algum momento por Zinédine Zidane, maior ídolo da história do futebol francês e vencedor de três edições da Liga dos Campeões à frente do Real Madrid. Ou seja, não dá para se acomodar muito.


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Argentina promove maior “reformulação” pós-Copa; Brasil fica acima da média
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Rafael Reis

Eliminada pela Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo, a seleção brasileira promoveu uma verdadeira revolução na sua primeira convocação depois da Rússia-2018, para os amistosos contra Estados Unidos, nesta sexta-feira, e El Salvador, no dia 11.

A equipe pentacampeã mundial é uma das que mais modificou seu grupo de jogadores para a Data Fifa de abertura do ciclo do Qatar-2022.

Em relação ao time que Tite levou ao último Mundial, são 12 novidades: os goleiros Hugo e Neto, os zagueiros Dedé e Felipe, os laterais Fabinho, Alex Sandro e Éder Militão, os meias Arthur, Lucas Paquetá e Andreas Pereira, além dos atacantes Éverton e Richarlison.

Das outras 30 seleções que foram à Copa passada (com exceção da Dinamarca, que vive uma crise entre a federação e seus principais jogadores), somente sete promoveram reformulações mais expressivas que a brasileira.

A maior transformação em relação ao elenco da Rússia-2018 é a da Argentina. Em crise técnica e ainda sem um treinador definitivo, a equipe que está sendo comandada interinamente por Lionel Scaloni convocou 21 jogadores que não foram ao Mundial para os amistosos contra Guatemala e Colômbia.

Peças importantes da equipe, como Lionel Messi, Sergio Agüero, Ángel di María e Marcos Rojo, foram deixadas de fora. Algumas delas, no entanto, ainda devem fazer parte do novo ciclo de trabalho.

Assim como a Argentina, outros seis países promoveram reformulações maiores que a brasileira para a primeira Data Fifa pós-Copa: Japão, México, Egito, Colômbia, Austrália e Polônia.

Do outro lado da tabela está o Uruguai, que decidiu levar apenas 20 jogadores para o amistoso contra o México. Desses, 19 participaram da Copa. A única novidade é o meia Gastón Pereiro, do PSV Eindhoven (HOL).

Atual campeã mundial, a França é outra seleção que não vê necessidade de mudanças imediatas. A lista para os jogos contra Alemanha e Holanda, pela Liga das Nações, só não é exatamente a mesma da conquista do bi na Rússia-2018 porque os goleiros Hugo Lloris e Steve Mandanda estão machucados.

As contusões permitiram as convocações de Benoit Costil, do Bordeaux, e de Benjamin Lecomte, do Montpellier.

O calendário internacional para este ano prevê ainda mais duas janelas para jogos de seleções, as chamadas Datas Fifa: uma para meados de outubro e outra para novembro.


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Conheça a seleção que não faz gol há 6 anos e perdeu os últimos 14 jogos
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Rafael Reis

Jonathan Guishard é atacante, tem 22 anos e já defende há quatro anos a seleção de Anguilla. Neste tempo todo sendo convocado, jamais viu sua equipe balançar as redes de um adversário.

Não, você não leu errado. Não é que o centroavante nunca fez gol com a camisa anguilana. Isso também nunca aconteceu. Mas ele jamais marcou porque, desde que passou a ser convocado, a seleção não anotou um golzinho sequer.

A seca já dura seis anos. A última vez que o torcedor do pequeno arquipélago comemorou um gol foi na derrota por 4 a 1 para a Guiana Francesa, em 12 de outubro de 2012, pelas eliminatórias da Copa do Caribe.

É verdade que Anguilla não vai a campo com tanta frequência assim. Desde a última bola empurrada para as redes, foram apenas nove confrontos oficiais.

Mas os resultados da seleção são desastrosos. A série de derrotas consecutivas já dura 14 partidas (ou sete anos). A última vitória foi registrada em 2010.

E não pense que Anguilla costuma ter adversários poderosos pela frente. Nesta década, enfrentou apenas outros países filiados à Concacaf –Porto Rico, Guiana, Nicarágua, República Domincana, São Vicente e Granadinas, Antígua e Barbuda, Trinidad e Tobago, São Cristóvão e Nevis, Ilhas Virgens e Saint-Martin.

Assim, não chega a ser surpresa que ela seja uma das seis seleções que dividem a 206ª e última colocação do ranking da Fifa. Assim como Bahamas, Eritreia, Somália, Tonga e Ilhas Tuks e Caios, não têm um ponto sequer na lista.

Anguilla é uma ilha localizada no Mar do Caribe, na América Central, a leste de Porto Rico. De colonização britânica, tem área de apenas 91 km2 e população de cerca de 15 mil habitantes.

Seu campeonato nacional conta com a participação de oito times. Todos eles são amadores, ou seja, contam com jogadores que não se dedicam exclusivamente ao futebol e têm outros trabalhos como meio de ganhar a vida.

O maior vencedor do futebol local é o Roaring Lions, que já ganhou a liga sete vezes e costuma servir como base para a seleção. O atual campeão é o Kicks United.

A seleção anguilana existe desde 1990, mas nunca chegou perto de se classificar para uma Copa do Mundo ou mesmo para a Copa Ouro. Nas eliminatórias da Rússia-2018, foi eliminada logo na primeira fase, um mata-mata contra a Nicarágua. O placar agregado do confronto foi 8 a 0.

O maior artilheiro da história da equipe é um inglês naturalizado. Richard O’Connor chegou a atuar no Wimbledon antes de passar a defender o time caribenho. Entre 2000 e 2006, ele marcou cinco vezes pela seleção.

Pelo menos na sua época, Anguilla fazia gols. Poucos, mas fazia.


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Balcão de Negócios: 190 jogadores mudaram de clube após Copa-2018
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Rafael Reis

A Copa do Mundo é a maior competição de planeta do futebol. Mas também é um imenso balcão de negócios para os jogadores das 32 seleções participantes.

Cerca de 40 dias após a vitória por 4 a 2 da França sobre a Croácia, na decisão da Rússia-2018, nada menos que 25,8% dos atletas que participaram do torneio já mudaram de clube.

No total, são 190 jogadores com endereço novo na temporada 2018/19. Na prática, isso significa que um a cada quatro atletas que participaram do Mundial foi vendido ou emprestado nesta janela de transferências.

Os participantes da Copa-2018 movimentaram mais de 1,1 bilhão de euros (quase R$ 5,2 bilhões) em trocas de time, mais de 20% do total de 5,3 bilhões de euros (R$ 25 bilhões) que já mudaram de mão por meio de transações neste meio de ano.

Curiosamente, a seleção que mais movimentou o Mercado da Bola passou longe de fazer uma campanha de destaque na Rússia e foi embora ainda na primeira fase, com apenas uma vitória em três jogos disputados.

Quase metade dos jogadores que o Peru levou para o Mundial trocou de clube nesta janela. Foram 11 transferências, duas delas envolvendo times brasileiros: o Internacional tirou o centroavante Paolo Guerrero do Flamengo e o São Paulo vendeu o meia Christian Cueva para o russo Krasnodar.

Por outro lado, Inglaterra e Alemanha foram as seleções que menos tiveram atletas negociados no período.

Os ingleses, semifinalistas do Mundial, viram apenas o meia Ruben Loftus-Cheek voltar para o Chelsea depois do empréstimo ao Crystal Palace. Já os germânicos, que decepcionaram e caíram na fase de grupos, tiveram somente a ida do meia Leon Goretzka (ex-Schalke 04) para o Bayern de Munique.

Na seleção brasileira, três dos 23 convocados por Tite descolaram uma boquinha nova nesta temporada. O goleiro Alisson trocou a Roma pelo Liverpool, o meia Paulinho deixou o Barcelona para retornar ao Guangzhou Evergrande, da China, e o também meio-campista Fred saiu da Ucrânia (Shakhtar Donetsk) para atuar na Premier League inglesa (Manchester United).

Evidentemente, nem todos os negócios envolvendo jogadores que foram à Copa aconteceram devido ao futebol mostrado durante a competição. A Juventus, por exemplo, contratou o português Cristiano Ronaldo pelo conjunto da obra, não pelo que ele fez no Mundial.

Mas, em outros casos, o torneio foi sim uma vitrine decisiva para viabilizar a transferência. Se não fosse a Copa, o Monaco dificilmente teria investido na contratação do meia Aleksandr Golovin, destaque da seleção russa, e o Barcelona provavelmente não teria descoberto o lateral direito senegalês Moussa Wagué.

A Copa do Mundo é a maior competição de planeta do futebol. Mas também é um imenso balcão de negócios para os jogadores das 32 seleções participantes. Isso não dá para discutir.


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Recuperar a imagem tende a ser o maior desafio da carreira de Neymar
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Rafael Reis

Aos 26 anos, Neymar já superou inúmeros desafios ao longo de sua vida profissional. Primeiro, conseguiu se tornar jogador de futebol. Depois, provou que poderia se tornar um dos grandes do planeta. Também ganhou a Liga dos Campeões da Europa e conduziu a seleção brasileira ao título que lhe faltava, a medalha olímpica de ouro.

Mas, a partir deste domingo, às 16h (de Brasília), quando o Paris Saint-Germain recebe o Caen, pela primeira rodada do Campeonato Francês, o camisa 10 provavelmente terá de lidar com a missão mais complicada de sua trajetória: resgatar a imagem de ídolo global que tinha até pouco tempo atrás.

A tarefa é especialmente delicada porque não depende apenas da bola que Neymar é capaz de jogar. Só mostrar talento dentro das quatro linhas não será suficiente para que o brasileiro consiga ser o que dele se espera.

A Copa do Mundo foi extremamente prejudicial ao atacante, que imaginava antes da Rússia-2018 que poderia transformá-la em uma catapulta rumo ao prêmio de melhor jogador do planeta.

Bem, isso passou longe de acontecer. Neymar não conseguiu ser um dos protagonistas da competição e, de quebra, viu suas inúmeras quedas (algumas delas seguidas de vários rolamentos em campo e cara de dor digna de uma fratura) se transformarem em memes globais.

Resultado: seus críticos deixaram de ser vozes isoladas na Inglaterra, na Catalunha (região espanhola onde fica Barcelona), entre adversários do futebol francês e em parte do Brasil para virarem a maioria.

Hoje em dia, é muito mais fácil encontrar quem critique o astro do que quem levante a voz para defendê-lo.

Como mudar isso? A primeira tiro dado por seu estafe saiu completamente pela culatra. O vídeo publicitário bancado por um dos seus patrocinadores e exibido em horário nobre na Rede Globo em que o atacante pede desculpas ao povo brasileiro deu tão errado que virou piada nas redes sociais.

Para recuperar a simpatia dos torcedores e voltar a ser um fenômeno de popularidade similar a Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, Neymar terá de mudar de atitude.

O melhor caminho passa por adotar uma atitude mais discreta. Dentro de campo, o ideal é que ele passe a evitar tanto os contatos físicos com os adversários, para sofrer menos faltas, cair menos e não dar mais munição a quem tanto o acusa de ser “cai-cai”.

Longe das quatro linhas, o melhor a se fazer é desaparecer um pouco. Usar menos as redes sociais e não criar factoides que alimentem a imprensa é a chave para que apenas seu desempenho esportivo seja analisado.

Evitar possíveis conflitos com Kylian Mbappé também pode ser essencial. O jovem atacante, que aceitou ser seu fiel escudeiro na temporada passada, cresceu demais com a conquista do título mundial pela seleção francesa e ameaça seu protagonismo no PSG.

Bater de frente com ele e tentar manter “na marra” a posição de maior estrela do elenco não é das atitudes mais inteligentes. Afinal, seu companheiro de time virou um dos xodós do futebol mundial. Além disso, tudo que Neymar não precisa é se meter em alguma encrenca que possa arranhar ainda mais sua imagem.


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Cidade italiana de 47 mil habitantes recebe troféu da Copa para reparos
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Rafael Reis

Um pequeno galpão industrial, onde trabalham apenas sete ourives, na nanica cidade de Paderno Dugnano, de 47 mil habitantes, localizada na região metropolitana de Milão, no norte da Itália.

É nesse local bem diferente do glamour de um estádio de final da Copa do Mundo que o troféu mais desejado do planeta volta a ficar como novo depois dos danos causados pela festa (sempre excessiva) da seleção campeã mundial.

A cada quatro anos, a cena se repete. Algumas semanas depois do fim do Mundial, o time vencedor da Copa precisa entregar a taça para a empresa GDE Bertoni, que será responsável por restaurá-la.

Por razões de segurança e também para não alterar a rotina pacata de Paderno Dugnano, o processo acontece sempre em um sigilo absoluto.

Ou seja, pouca gente sabe se o troféu da Copa-2018 que a França exibe com orgulho atualmente ainda é o original (que irá para a oficina nos próximos dias) ou se já é a réplica feita de uma liga de cobre e zinco, banhada com três camadas de ouro, que ficará com a federação em definitivo.

A GDE Bertoni foi a empresa responsável pelo projeto e pela confecção da atual taça da Copa do Mundo, que foi colocada em disputa pela primeira vez em 1974, depois de a Jules Rimet sair de circulação devido ao tricampeonato da seleção brasileira.

Desde então, a empresa tem a missão de restaurá-la a cada novo ciclo e fazer com que ela volte a parecer “novinha em folha” para ser colocada mais uma vez em disputa no Mundial seguinte.

O trabalho de reparos dura cerca de duas semanas. O troféu, que pesa 6 kg de ouro maciço, é limpo e polido para voltar a ganhar brilho. Além disso, aquelas duas faixinhas verdes, localizadas na parte de baixo do artefato e feitas de um material frágil chamado malaquita, são substituídas por novas.

Por fim, a empresa grava na base da taça o nome da nova seleção campeã mundial, com um detalhe importante. Esse nome sempre é escrito na língua do país que venceu a Copa. Ou seja, neste ano, o troféu ganhará a inscrição “2018 – France”.

Só depois de todos esses reparos, o objeto mais cobiçado do futebol mundial retorna para a sede da Fifa, em Zurique (SUI), onde fica guardado até o início do tour global da taça que serve como promoção para a próxima Copa.

O Mundial-2022 será disputado no Qatar e, devido ao calor do verão no Oriente Médio, não acontecerá no meio do ano, como de costume. O pontapé inicial do torneio está previsto para 21 de novembro. Já a final será jogada em 18 de dezembro.


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Que seleções trocaram e quais mantiveram o técnico depois da Copa?
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Rafael Reis

A Copa do Mundo-2018 terminou há apenas uma semana, mas boa parte das 32 seleções que disputaram o torneio já iniciaram os trabalhos para o ciclo do Qatar-2022 e seus próximos compromissos: amistosos, Liga das Nações, Copa da Ásia, etc…

E todo planejamento passa pela definição de um técnico. Algumas das equipes que foram à Rússia já anunciaram seus novos comandantes, outras decidiram manter seus treinadores e há ainda os times que simplesmente não sabem quem estará no banco de reservas em sua próxima partida oficial.

Mostramos abaixo a situação de cada uma das 32 seleções que disputaram a Copa-2018. Descubra quem mudou de treinador e os técnicos que continuam seguros em seus cargos… Pelo menos, até segunda ordem:

OS DESTINOS DOS TÉCNICOS DA COPA-2018:

ALEMANHA – Joachim Löw tem contrato até a Copa do Mundo-2022.

ARÁBIA SAUDITA – Juan Antonio Pizzi renovou contrato até fevereiro de 2019.

ARGENTINA – Jorge Sampaoli deixou o cargo após a eliminação na Copa. Lugar está vago.

AUSTRÁLIA – Bert van Marwijk deixou o cargo após a eliminação na Copa. Graham Arnold é o novo treinador.

BÉLGICA – Roberto Martínez tem contrato até a Eurocopa-2020.

BRASIL – O contrato de Tite termina no fim do mês. Federação quer manter o técnico, que ainda não anunciou se aceita a renovação.

DINAMARCA – Age Hareide tem contrato até a Eurocopa-2020.

COLÔMBIA – José Pékerman tem contrato até o fim do ano. Tendência é que deixe o cargo.

COREIA DO SUL – O contrato de Shin Tae-yong termina no fim do mês. Tendência é que deixe o cargo.

COSTA RICA – Óscar Ramírez deixou o cargo após a eliminação na Copa. Lugar está vago.

CROÁCIA – Zlatko Dalic tem contrato até a Eurocopa-2020.

EGITO – Héctor Cúper deixou o cargo após a eliminação na Copa. Lugar está vago.

ESPANHA – Fernado Hierro deixou o cargo após a eliminação na Copa. Luis Enrique (ex-Barcelona) é o novo treinador.

FRANÇA – Didier Deschamps tem contrato até a Eurocopa-2020.

INGLATERRA – Gareth Southgate tem contrato até a Eurocopa-2020.

IRÃ – O contrato de Carlos Queiroz termina no fim do mês. Federação quer manter o técnico, que ainda não anunciou se aceita a renovação.

ISLÂNDIA – Heimir Hallgrimsson deixou o cargo após a eliminação na Copa. Lugar está vago.

JAPÃO – O contrato de Akira Nishino termina no fim do mês. A federação já anunciou que ele não será renovado.

MARROCOS – Hervé Renard tem contrato até a Copa do Mundo-2022.

MÉXICO – O contrato de Juan Carlos Osorio termina no fim do mês. Tendência é que deixe o cargo.

NIGÉRIA – Gernot Rohr tem contrato até julho de 2020.

PANAMÁ – Hernán Darío Gómez deixou o cargo após a eliminação na Copa. Lugar está vago.

PERU – O contrato de Ricardo Gareca chegou ao fim. Federação quer manter o técnico, que ainda não anunciou se aceita a renovação.

POLÔNIA – Adam Nawalka deixou o cargo após a eliminação na Copa. Jerzy Brzeczek é o novo treinador.

PORTUGAL – Fernando Santos tem contrato até a Eurocopa-2020.

RÚSSIA – O contrato de Stanislav Cherchesov termina no fim do mês. Tendência é que renove.

SENEGAL – Aliou Cissé tem contrato até junho de 2019.

SÉRVIA – Mladen Krstajic tem contrato até dezembro de 2019.

SUÉCIA – Janne Andersson tem contrato até julho de 2019.

SUÍÇA – Vladimir Petkovic tem contrato até dezembro de 2019.

TUNÍSIA – Nabil Maaloul deixou o cargo após a eliminação na Copa e assumiu o comando do Al-Duhail (QAT). Lugar está vago.

URUGUAI – O contrato de Óscar Tabárez termina no fim do mês. Federação quer manter o técnico, que ainda não anunciou se aceita a renovação.


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