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Árbitro de vídeo passa em teste, mas não livra apito de erros e polêmicas
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Rafael Reis

Uma boa notícia para aqueles que defendem o uso da tecnologia no futebol: de acordo com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a arbitragem com apoio do vídeo passou no teste na Copa das Confederações e deve ser usada novamente na Copa do Mundo do próximo ano, na Rússia.

Mas a notícia é que, pelo menos por enquanto, o auxílio das imagens está longe de livrar a modalidade dos erros de apito e evitar que os juízes cometam lambanças e interfiram direta e indiretamente no placar.

Por orientação da Fifa, limitação técnica ou escolha dos árbitros principais, aqueles que ficam em campo e são os responsáveis finais pelas decisões da arbitragem, o VAR (Vídeo Assistant Referee) não mostrou todo seu potencial na Copa das Confedações.

A análise das imagens foi usada com razoável frequência em lances capitais da partida, como a existência ou não de impedimento em um lance de gol, a marcação de um pênalti ou a definição da expulsão de um jogador.

Mas o futebol não é feito apenas de lances capitais. Faltas na intermediária, escanteios e cartões amarelos também influenciam o placar de um jogo.

Só que, durante a Copa das Confederações, essas decisões foram tomadas quase que exclusivamente pelo árbitro principal. A tecnologia estava à disposição, mas pouco se recorreu a ela.

Medo de um excesso de paralisações e da perda da dinâmica usual do futebol? Temor de uma certa banalização do sistema de vídeo? Ou apenas o orgulho de um juiz que quer provar que não precisa de ajuda externa para tomar as decisões corretas? Difícil responder com precisão.

O certo é que os erros de arbitragem continuam fazendo parte do cotidiano do futebol. Às vezes, até mesmo quando o VAR é acionado.

Na decisão da Copa das Confederaçõeso árbitro recorreu ao vídeo para analisar uma agressão de Jara a Werner. Mesmo depois de ver imagens que mostravam uma cotovelada clara do zagueiro chileno no rosto do atacante alemão, optou por mostrar apenas o cartão amarelo para o defensor. Questão de interpretação, mas também um erro crasso do seu apito.

Não há dúvidas que o sistema de vídeo será aprimorado e, com o passar do tempo, conseguirá reduzir o número de erros de arbitragem e tornar mais justo o resultado final de uma partida de futebol.

Mas até que isso aconteça, os juízes continuarão sendo os vilões do esporte. Com acertos, é claro, mas também com muitos erros.


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Como obsessão de Löw salvou a Alemanha da “maldição dos campeões mundiais”
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Rafael Reis

França, Brasil, Itália e Espanha. Todas as seleções campeãs mundiais entre 1998 e 2010 padeceram do mesmo mal na hora de defenderem seus títulos: com elencos envelhecidos, cheio de medalhões intocáveis, fracassaram no Mundial seguinte à conquista.

É claro que a Alemanha, que decide neste domingo a Copa das Confederações contra o Chile, também pode ter um resultado desastroso na Rússia-2018. Mas, certamente, não pelos mesmos motivos.

A campeã da Copa-2014 está protegida da maior maldição que costuma atingir as seleções vencedoras de Mundiais: a de não conseguir trocar a safra vencedora por uma nova. E a culpa é toda de uma certa obsessão do seu treinador, Joachim Löw.

“Se eu tenho dois jogadores de qualidade técnica similar, vou sempre escolher o mais jovem, porque ele será mais útil no futuro”. É essa espécie de mantra que guia o trabalho do treinador, que está há 11 anos no comando do time germânico.

A obsessão de Löw pela renovação constante da seleção é facilmente provada. Em todas as grandes competições que disputou desde sua ascensão ao cargo, o treinador convocou pelo menos seis jogadores com até 23 anos.

Dos 23 campeões mundiais em 2014, pouco mais da metade (12) tem chances reais de participarem também do grupo que vai à Rússia no próximo ano. O restante se aposentou ou simplesmente sumiu das convocações do comandante alemão.

A filosofia do treinador faz todo sentido. Sua ideia é nunca ter em campo uma equipe muito velha, que não tenha pernas para competir contra rivais bem mais jovens e fortes fisicamente, e nem precisar recorrer a garotos pouco experimentados internacionalmente, que possam sentir o peso de uma partida importante.

Foi exatamente para dar bagagem a garotos que certamente lhe serão úteis no futuro (e também para dar descanso aos titulares antes da temporada do Mundial) que Löw optou por levar para a Copa das Confederações uma espécie de seleção B, formada na maioria por atletas que ainda buscam espeço na seleção.

E a estratégia deu muito certo. A Alemanha não apenas chegou à decisão do torneio pela primeira vez na história, como encontrou também algumas peças que certamente farão parte do seu elenco no próximo ano.

Uma delas é o meia Leon Goretzka, 22, do Schalke 04, que marcou duas vezes na semifinal contra o México. Outra é o atacante Timo Werner, 21, do RB Leipzig, com quem ele divide a artilharia da competição. E há ainda Benjamin Henrichs, Niklas Süle, Sebastian Rudy, Julian Brandt.

Uma coisa é certa: você não verá no próximo ano uma Alemanha envelhecida tentando defender seu título de campeã mundial. E a culpa é de Joachim Löw.


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Entenda por que esta pode ser a última Copa das Confederações da história
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Rafael Reis

A décima edição da Copa das Confederações, que começa neste sábado, na Rússia, pode ser a última da história da competição jogada quadrienalmente pelas seleções campeãs de cada continente.

A Fifa anda descontente com os rumos comerciais e técnicos do torneio. Por isso, desde o segundo semestre do ano passado, vem discutindo internamente a possibilidade de extinguir a disputa.

O principal motivo, claro, é de ordem econômica.

A Copa das Confederações está longe de ser um sucesso do ponto de vista comercial. De acordo com o comitê organizador russo, só 70% dos ingressos para competição já foram vendidos. E não há nenhuma garantia de que esses números não estejam inflacionados.

Além disso, a Fifa tem sofrido para conseguir patrocinadores para o evento. A entidade vendeu apenas quatro cotas da competição: Budweiser, McDonalds, Hisense e Vivo.

Os direitos de transmissão do torneio, outra importante fonte de renda da Fifa, também encalharam. Para se ter uma ideia, o acordo para exibição televisiva das partidas na Rússia, o país-anfitrião do campeonato, só foi anunciado no último domingo, seis dias antes do pontapé inicial.

Para piorar, a Copa das Confederações tem perdido aquela aura de aquecimento para a Copa do Mundo que justifica sua existência.

Atual campeã mundial, a Alemanha decidiu levar ao torneio uma espécie de seleção B, formada por jovens jogadores. Na cabeça do técnico Joachim Löw, é mais importante descansar seus principais astros para a temporada que vai culminar Mundial que experimentá-los nos campos russos.

E, para completar, a próxima edição da competição traria um desafio que a Fifa não parece muito disposta a resolver.

Se quiser realizar a Copa das Confederações no Qatar, em novembro ou dezembro de 2021, a entidade terá de mexer ainda mais nos calendários das competições nacionais europeias, que já serão alterados em 2022 em virtude de um Mundial disputado fora do seu período tradicional, o verão europeu.

É por isso que tudo conspira para o fim da Copa das Confederações. Ou, pelo menos, para uma mudança radical na estrutura do torneio depois da Rússia-2017.

A competição é disputada regularmente desde 1992, quando foi criada pela Arábia Saudita para homenagear o Rei Fahd. Em 1997, a Fifa assumiu a organização do torneio e lhe deu seu nome atual.

O Brasil é o maior vencedor da história da Copa das Confederações, com quatro títulos. Pela primeira vez desde 1995, a seleção pentacampeã mundial não disputa o torneio.


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Por onde andam os jogadores da Alemanha que foi tri mundial na Copa-1990?
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Rafael Reis

Em 2014, a Alemanha faturou o quarto título de Copa do Mundo de sua história. O enredo da conquista ainda está bem presente na nossa memória: goleada por 7 a 1 sobre o anfitrião Brasil na semifinal e um magro 1 a 0, gol de Götze, na prorrogação, sobre a Argentina na decisão.

Mas para poder ser tetracampeã mundial, a seleção alvinegra antes teve de se sagrar tri. E isso aconteceu em 1990.

Vinte e sete anos atrás, a Alemanha, comandada por Franz Beckenbauer e liderada em campo por Lothar Matthäus, venceu aquela que é considerada até hoje a mais chata e entediante de todas as edições da Copa do Mundo.

Curiosamente, a adversária na final também foi a Argentina. E o placar foi o mesmo: 1 a 0.

Saiba abaixo quais os paradeiros dos jogadores que deram ao futebol alemão o seu terceiro título mundial.

POR ONDE ANDA – ALEMANHA (1990)

Bodo Illgner (50 anos) – Defendeu apenas dois clubes em toda a carreira, o Colônia e o Real Madrid, onde chegou em 1996 e permaneceu até a aposentadoria, cinco anos mais tarde. Comentarista da Sky holandesa e da espanhola beIN Sports, costuma usar as redes sociais para falar de futebol e também para declarar seu amor à esposa, Bianca.

Thomas Berthold (52 anos) – Lateral direito da equipe tricampeã mundial, o ex-jogador de Bayern de Munique, Roma e Stuttgart tem lugar cativo na TV alemã. Berthold trabalha como apresentador e comentarista para dois canais e participou de uma cobertura quadrlíngue na Euro feminina de 2013.

Guido Buchwald (56 anos) – O zagueiro que anulou Maradona na decisão da Copa esboçou uma carreira como treinador e até foi campeão japonês do Urawa Reds (atualmente Urawa Red Diamonds). Entre 2013 e 2013, foi dirigente do Stuttgart Kickers, clube que o revelou para o futebol alemão. Há dois anos, ocupa vaga de olheiro na comissão técnica do Stuttgart.

Klaus Augenthaler (59 anos) – Líbero com mais de 400 partidas pelo Bayern de Munique, único clube que defendeu durante toda a carreira, deixou o futebol profissional um ano depois do título mundial. Augenthaler trabalhou durante cinco anos na comissão técnica do Bayern antes de se lançar na carreira de treinador. O ex-defensor passou por Nuremberg, Bayer Leverkusen e Wolfsburg. Na última temporada, dirigiu o Donaustauf, de uma liga amadora da Baviera.

Jürgen Kohler (51 anos) – Mais um campeão mundial de 1990 que tem se revezado entre os bancos de reservas e a administração de clubes de futebol. Kohler dirigiu o Duisburg e a seleção alemã sub-21. Também foi diretor esportivo do Bayer Leverkusen e de equipes pequenas do país. Desde o ano passado, é o treinador do Vfl Alfter, que disputa a quinta divisão da Alemanha.

Andreas Brehme (56 anos) – Autor do gol de pênalti que deu o título à Alemanha, o ex-lateral esquerdo famoso por ser ambidestro pelo ótimo aproveitamento nas bolas paradas chegou a dirigir o Kaiserslautern e a trabalhar no Stuttgart depois da aposentadoria, mas se atolou em dívidas e vive em dificuldades financeiras. Em 2014, chegou a receber uma oferta para trabalhar na limpeza de banheiros da empresa de um amigo para conseguir quitar os débitos.

Lothar Matthäus (56 anos) – Líder e cérebro da Alemanha na conquista do tricampeonato mundial, foi técnico de poucos resultados expressivos entre 2001 e 2011 e, desde então, tem trabalhado como comentarista esportivo ao redor do planeta –participou inclusive da cobertura da Copa-2014 pela SporTV.  Ainda como treinador, teve uma passagem de dois meses pelo Atlético-PR em 2006.

Thomas Hässler (51 anos) – Veterano de três Copas do Mundo (1990, 1994 e 1998) e escolhido para a seleção da Euro-1992, o ex-meia entrou no mundo da música e fundou, ainda em 1996, uma gravadora. Hässler também trabalhou como auxiliar técnico na Nigéria, no Irã e no Colônia. No ano passado, assinou contrato de duas temporadas para treinar o Club Italia, que atua nas divisões inferiores do futebol germânico.

Pierre Littbarski (57 anos) – Famosos pelos dribles, uma habilidade rara entre os jogadores alemães, Littbarski foi treinador no Japão, na Austrália, no Irã e até em Liechtestein. Desde 2010, trabalha no Wolfsburg. Já foi assistente, técnico interino e hoje comanda o setor de olheiros do clube da Volkswagen.

Rudi Völler (57 anos) – Homem-gol da seleção alemã durante mais de uma década, participou das Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994. Como treinador, dirigiu a Roma, o Bayer Leverkusen e levou a Alemanha ao vice-campeonato mundial em 2002. Aposentado do banco de reservas, é há 12 anos o diretor esportivo do Leverkusen, clube onde é ídolo.

Jürgen Klinsmann (52 anos) – Um dos principais nomes do futebol alemão nos anos 1990, é lembrado pelas gerações mais novas pelos cinco anos em que esteve à frente da seleção dos Estados Unidos (entre 2011 e 2016). Mas Klinsmann também dirigiu a Alemanha (2004 a 2006) e o Bayern de Munique (2008 a 2009). Seu filho Jonathan acabou de disputar o Mundial sub-20 como goleiro da seleção norte-americana.

Stefan Reuter (50 anos) – Único reserva utilizado na decisão, o ex-lateral direito substituiu Berhold no segundo tempo da decisão contra a Argentina. Reuter já trabalhou nas comissões técnicas de Borussia Dortmund e 1860 Munique. Desde 2013, é diretor de futebol do Augbsurg, 13º colocado na última Bundesliga.

Franz Beckenbauer (71 anos) – Maior nome da história da futebol alemão, conquistou uma Copa do Mundo como jogador (1974) e outra como técnico (1990). Beckenbauer também chefiou o comitê organizador da Copa do Mundo-2006 e fez parte do comitê executivo da Fifa. Seu nome, no entanto, caiu em desgraça nos últimos anos devido a denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e suposta venda de voto para a escolha do Qatar como sede do Mundial-2022.


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Ídolo na Europa, zagueiro brasileiro admite chance de jogar pela Holanda
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Rafael Reis

Em meio a uma crise que já dura pelo menos dois anos e correndo sério risco de não se classificar para a Copa do Mundo de 2018, depois de já ter ficado fora da última Eurocopa, a seleção holandesa pode ganhar em breve um reforço brasileiro.

Campeão nacional pelo Feyenoord e eleito o segundo melhor jogador da competição, o zagueiro paulistano Eric Botteghin, 29, tem tido sua convocação pedida pela imprensa local e está no radar do técnico Dick Advocaat.

Revelado nas categorias de base do Grêmio Barueri e com passagem pelo time B do Internacional, o defensor vive na Holanda desde 2007 e passou por três clubes menores (Zwolle, NAC Breda e Groningen) até chegar ao time de Roterdã, em 2015.

“Ainda não tirei passaporte holandês porque nunca precisei, mas já tenho condições legais. Tive de responder muitas perguntas sobre uma possível convocação durante a temporada. A imprensa tem comentado bastante sobre essa possibilidade”, disse Eric, antes de admitir que solicitará a cidadania caso receba um convite para vestir a tradicional camisa laranja.

“Todo mundo tem o sonho de jogar por uma seleção. Claro que sou brasileiro, mas tenho que lembrar que minha carreira foi toda aqui. Se eles precisarem de mim e me convidarem, é claro que vou aceitar”.

Chamado de “De Rots” (A Rocha, em tradução para o português) pela torcida do Feyenoord, Eric começou a ser cogitado na seleção holandesa em um momento em que a tradicional escola de futebol questiona quais são as principais qualidades que deve exigir dos seus defensores.

A principal dúvida é se vale a pena continuar cobrando dos zagueiros mais qualidade na saída de bola do que poder de marcação, como vem acontecendo nos últimos anos.

“A forma de jogar dos zagueiros tem sido muito discutida por aqui. É isso que acabam elogiando em mim. Consegui me adaptar ao jogo holandês, então faço bem a saída de bola. Mas não esqueci que sou zagueiro e que o principal é sempre estar bem na defesa”.

Além de jogar pela seleção e quem sabe até disputar uma Copa do Mundo ou uma Euro pela Holanda, Eric tem um outro objetivo em vista. Apesar de ter com o Feyenoord até 2019, ele não esconde que gostaria de atuar em uma liga mais competitiva e com maior competitividade.

“Todo mundo tem desejo de jogar em uma Premier League ou no Campeonato Espanhol. Tenho evitado pensar muito sobre isso porque ainda tenho dois anos de contrato. Mas só Deus sabe o que vai acontecer”.


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Por onde andam os jogadores da Itália que fez o Brasil chorar na Copa-1982?
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Rafael Reis

Não é à toa que a eliminação brasileira na Copa do Mundo-1982 entrou para a história com o nome de “Tragédia do Sarriá”.

A derrota por 3 a 2 para a Itália, no dia 5 de julho, no estádio Sarriá, em Barcelona, foi o fim da linha de uma seleção repleta de craques, como Falcão, Sócrates, Zico e Júnior, e que praticava um dos futebóis mais bonitos da história dos Mundiais.

O resultado classificou a seleção europeia para as semifinais e a alavancou rumo à conquista do tri, seis dias depois, com uma vitória por 3 a 1 sobre a Alemanha Ocidental.

Trinta e cinco anos depois de fazerem o Brasil chorar, como está a vida dos jogadores que impuseram à amarelinha uma das derrotas mais doloridas de toda sua existência? É isso que mostramos logo abaixo:

POR ONDE ANDA – ITÁLIA (1982)?

Dino Zoff (75 anos) – Jogador mais velho a conquistar uma Copa do Mundo, o capitão italiano já era um quarentão em 1982. O ex-goleiro foi um treinador importante no Calcio durante a década de 1990 e chegou a dirigir a seleção italiana entre 1998 e 2000. Seu trabalho de maior sucesso foi com a Juventus, onde conquistou os títulos da Copa Itália e da Copa da Uefa em 1990. Zoff está aposentado dos bancos de reservas há mais de dez anos.

Claudio Gentile (63 anos) – O implacável marcador de Zico e Maradona na Copa-1982 foi assistente de Dino Zoff na seleção italiana principal, dirigiu a equipe sub-21 entre 2000 e 2006 e foi medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004. Em 2014, chegou a ser anunciado como treinador do Sion, da Suíça. No entanto, jamais exerceu o cargo.

Gaetano Scirea (in memoriam) – Um dos melhores defensores de todos os tempos, o líbero morreu em 1989, um ano depois de pendurar as chuteiras. Scirea fazia parte da comissão técnica da Juventus, clube que defendeu durante a maior parte da carreira, e estava a trabalho na Polônia quando sofreu o acidente de carro que encerrou sua vida.

Fulvio Collovati (60 anos) – O ex-zagueiro de Milan, Inter de Milão e Roma ainda vive do futebol, mas agora fora de campo. Collovati é comentarista da RAI, a rede de televisão pública italiana. O ex-jogador também faz parte da administração do Pro Patria, um pequeno clube que disputa a quarta divisão do Calcio.

Antonio Cabrini (59 anos) – O lateral esquerdo que disputou quase 300 partidas pela Juventus já tentou de tudo desde a aposentadoria, em 1991. Cabrini participou de reality shows e até tentou carreira na política. Desde 2000, trabalha como técnico. Apesar de nunca ter tido muito sucesso em equipes masculinas, foi escolhido em 2012 para dirigir a seleção italiana feminina, onde está até hoje.

Bruno Conti (62 anos) – Assim como fez durante o período em que jogou futebol profissionalmente, o meia campeão mundial de 1982 continua dedicando sua carreira à Roma. Conti já passou por várias funções na equipe da capital italiana (treinador da base, diretor-técnico e até interino da equipe principal). Hoje, é o homem responsável pelas gestão das categorias de base do clube.

Marco Tardelli (62 anos) – O ex-meia da Juve tem uma carreira bastante longa como treinador, ainda que jamais tenha obtido grandes resultados. Tardelli já dirigiu as seleções sub-16 e sub-21 da Itália, comandou a Inter de Milão e até o Egito. Seu trabalho mais recente foi como assistente técnico de Giovanni Trapattoni na seleção da Irlanda entre 2008 e 2013.

Giancarlo Antognoni (63 anos) – Cérebro da Itália na conquista do tricampeonato mundial, o ex-meia continua ligado à Fiorentina, clube que defendeu durante 15 anos e que o tem como um dos maiores ídolos de sua história. Antognoni atualmente é o vice-presidente do time de Florença e trabalha diretamente com as contratações de jogadores.

Gabriele Oriali (64 anos) – O ex-meia chegou a ser condenado a seis meses de prisão, em 2006, por ter participado de um esquema de falsificação de passaporte do uruguaio Álvaro Recoba quando era dirigente da Inter de Milão, no começo dos anos 2000. Livre da pena, Oriali é auxiliar da seleção italiana desde 2014 e braço direito do técnico Giampiero Ventura.

Francesco Graziani (64 anos) – O ex-atacante até já trabalhou como comentarista, mas sua especialidade desde que se aposentou, em 1988, é comandar times pequenos. Graziani começou a carreira como técnico na Fiorentina, mas depois só pegou clubes menores. O trabalho de maior sucesso foi à frente do Cervia, uma equipe amadora que ele conduziu para a quarta divisão em 2005.

Paolo Rossi (60 anos) – Autor de três gols no confronto com o Brasil, o artilheiro e melhor jogador da Copa-1982 optou por não seguir uma carreira formal no futebol depois da aposentadoria. Paolo Rossi até fez alguns frilas como comentarista na Itália, mas ganha a vida como proprietário de um hotel na Toscana. O ex-atacante também é embaixador das Nações Unidas e participou da sétima temporada da versão italiana da “Dança dos Famosos”.

Giuseppe Bergomi (53 anos) – Reserva no confronto com o Brasil, precisou ir a campo ainda no primeiro tempo devido a uma contusão sofrida por Collovati. Um dos grandes nomes da história da Inter de Milão, o ex-zagueiro chegou a trabalhar como treinador de categorias de base. No entanto, sua função mais conhecida é a de comentarista da Sky Sports Italia.

Gianpiero Marini (66 anos) – Outro reserva utilizado na partida contra o Brasil, o ex-meia estreou como técnico na Inter de Milão, em 1993, e conquistou logo de cara a Copa da Uefa. No entanto, esse foi o grande momento de sua carreira no banco de reservas. Depois, treinou Como, Cremonese e seleção B da Itália.

Enzo Bearzot (in memoriam) – Recordista de partidas à frente da seleção italiana, dirigiu a Azzurra 104 vezes entre 1975 e 1986, quando decidiu se aposentar do futebol. Morreu aos 83 anos, em 21 de dezembro de 2010, justamente 42 anos depois da morte de Vittorio Pozzo, o treinador dos dois primeiros títulos mundiais da Itália.


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Com “portas abertas”, lateral brasileiro sonha com seleção da Bulgária
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Rafael Reis

Lateral direito revelado pelo Santo André, com passagem pelo Schalke 04, da Alemanha, e atualmente no Medipol Basaksehir, vice-líder do Campeonato Turco, Júnior Caiçara sonha com a seleção.

Mas a camisa que o jogador de 28 anos almeja vestir em um futuro próximo não é a amarelinha, um objetivo muito distante de sua realidade atual, mas sim a da Bulgária.

O lateral defendeu o Ludogorets, hoje o principal clube do futebol búlgaro por três temporadas, entre 2012 e 2015. Desde 2014, quando obteve sua naturalização, ele é oficialmente um cidadão da terra de Stoichkov.

A convocação só não veio ainda porque a Fifa determina que um jogador naturalizado (ou seja, que não obteve a cidadania por herança familiar) precisa ter cinco anos de residência em um país para defender sua seleção. Caiçara, por enquanto, só morou na Bulgária por três anos.

“Sempre converso com o treinador da Bulgária [Petar Hubchev] e ele costuma dizer que as portas estão abertas para mim. Já que há o interesse deles, também há o meu”, afirma o jogador.

Enquanto não reúne condições legais para se juntar à seleção, Caiçara acompanha de perto a tentativa búlgara de retornar a uma Copa do Mundo –ocupa a terceira colocação do Grupo A das eliminatórias europeias, com nove pontos, um a menos que a Suécia, vice-líder da chave e que hoje disputaria a repescagem.

“Costumo acompanhar todos os jogos da seleção búlgara. Tenho um grande amigo [o meia Marcelinho, também brasileiro, com quem atuou nos tempos de Ludogorets] e vários outros conhecidos que jogam na seleção.”

Uma das potências do futebol internacional durante a década de 1990, quando era liderada em campo por Hristo Stoichkov, craque que fez história no Barcelona, a Bulgária chegou a ser quarta colocada na Copa do Mundo de 1994, mas não joga a principal competição de futebol do planeta desde 1998.

“Até hoje, eles falam bastante desse time, que ficou marcado na história da Bulgária. Eles nunca mais tiveram outra seleção com tanta qualidade quanto aquela”, completa Júnior Caiçara.


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Por onde andam os jogadores da França que calou o Brasil na Copa de 1998?
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Rafael Reis

Um problema de saúde de Ronaldo, a surpreendente pré-escalação de Edmundo, o assustador retorno do Fenômeno, duas cabeçadas certeiras de Zidane, um contra-ataque mortal, toneladas de teorias da conspiração e a consagração de uma nova campeã mundial.

O dia 12 de julho de 1998 foi histórico para torcedores brasileiros e franceses. Foi nessa data que a França desbancou a camisa mais pesada do planeta e, com uma vitória por 3 a 0, conquistou em casa seu primeiro título da Copa do Mundo.

Dezenove anos se passaram desde então, e até hoje muita gente se questiona sobre o que realmente aconteceu com Ronaldo antes da decisão e levanta hipóteses das mais absurdas para justificar a derrota brasileira.

Mas, e os franceses? O que eles andam fazendo da vida? Descubra logo abaixo os destinos dos jogadores que fizeram muitos brasileiros chorarem… e isso, muito antes de qualquer 7 a 1.

POR ONDE ANDA – FRANÇA (1998)?

Fabien Barthez (45 anos) – O goleiro, que nunca foi uma unanimidade na França, tem uma vida bastante intensa desde que deixou o futebol profissional, há dez anos. Barthez virou piloto de carros, participou de competições de Porsche e até disputou a tradicional 24 horas de Le Mans. Também trabalhou como dirigente e presidente de honra do Luzenac, clube que chegou a subir para a segunda divisão francesa em 2014, mas que perdeu na Justiça o direito de disputá-la.

Lilian Thuram (45 anos) – Herói na semifinal contra a Croácia, o lateral direito se tornou uma importante nome no combate contra o racismo desde a aposentadoria, em 2008. Thuram é hoje embaixador da Unicef e uma voz relevante no cenário francês. Ao longo da carreira pós-futebol, o ex-jogador já liderou protestos contra o ex-presidente Nicolas Sarkozy e foi curador de uma exposição de museu.

Marcel Desailly (48 anos) – Apelidado de “The Rock” (A Pedra ou a Rocha, em tradução para o português), o ex-zagueiro de Milan e Chelsea emendou uma carreira de comentarista de futebol logo após pendurar as chuteiras, em 2004, e também participou de inúmeras campanhas beneficentes. Atualmente, Desailly faz parte da academia Laureus, que escolhe os vencedores e entrega o prêmio conhecido informalmente como “Oscar do esporte”.

Frank Leboeuf (49 anos) – Reserva durante a campanha francesa em 1998, ganhou a chance de disputar a final devido à suspensão de Laurent Blanc. Jogador de recursos limitados, Leboeuf passou a se dedicar à atuação depois de largar o futebol, em 2005. O francês passou dois anos estudando em Hollywood, participou de algumas peças e filmes. Seu papel mais conhecido é de um médico em “A Teoria de Tudo”, filme de 2014 que conta a história do cientista Stephen Hawking.

Bixente Lizarazu (47 anos) – O lateral esquerdo de origem basca é um dos principais comentaristas de futebol da França na atualidade. Lizarazu trabalha na TV, no rádio e também escreve para o “L’Equipe”, principal jornal esportivo do país. Nas horas vagas, ainda encontra tempo para se dedicar a duas outras paixões: o jiu-jitsu (já foi campeão europeu em 2009) e o surfe.

Didier Deschamps (48 anos) – O homem que levantou a taça do primeiro título mundial da história da França é agora quem tenta conduzir a seleção de Pogba e Griezmann a uma segunda conquista de Copa do Mundo. Ex-comandante de Monaco, Juventus e Olympique de Marselha, Deschamps é o treinador dos “Bleus” desde 2012 e foi vice-campeão europeu no ano passado.

Christian Karembeu (46 anos) – Eternizado no Brasil pela narração de Luciano do Valle no confronto entre Corinthians e Real Madrid, no Mundial de Clubes de 2000, Karembeu já trabalhou como olheiro do Portsmouth e do Arsenal, teve cargos administrativos em uma multinacional e no Olympiacos, da Grécia, e virou um autêntico “arroz de festa” em sorteios da Fifa e da Uefa.

Emmanuel Petit (46 anos) – Autor do terceiro gol da decisão contra o Brasil, o meia que usava um rabo de cavalo cortou seu longo cabelo em 2011, em um evento para caridade. Desde que se aposentou, em 2004, Petit vive do dinheiro que ganhou enquanto jogava profissionalmente e de sua imagem. O francês já foi embaixador da Copa do Mundo dos Sem-Teto e faz campanhas publicitárias para uma empresa corretora de investimentos.

Zinedine Zidane (44 anos) – O protagonista do título mundial francês é um dos técnicos do momento no futebol mundial. Ex-auxiliar de Carlo Ancelotti e técnico do Real Madrid Castilla entre 2014 e 2016, Zidane assumiu no ano passado o comando da equipe principal do clube espanhol e logo de cara conquistou o título da Liga dos Campeões da Europa. Na atual temporada, já está na semifinal e sonha com o bi.

Youri Djorkaeff (49 anos) – Um dos principais jogadores daquela equipe francesa, o ex-meia de Monaco, Paris Saint-Germain e Inter de Milão encerrou a carreira nos Estados Unidos, onde fixou residência. Djorkaeff administra atualmente uma fundação que desenvolve programas de futebol em Nova York.

Stéphane Guivarc’h (46 anos) – O discreto centroavante francês na final contra o Brasil foi um dos primeiros jogadores do elenco campeão mundial a parar de jogar. Guivarc’h abandonou a carreira em 2002 e, para dizer bem a verdade, pouca gente notou. De volta à sua cidade natal, Concarneau, ele é dono de uma loja que vende piscinas.

Laurent Blanc (51 anos) – Um dos líderes da França em 1998, perdeu a decisão por estar suspenso. Assim como Deschamps e Zidane, Blanc tem uma carreira de sucesso como treinador. Foram três anos no Bordeaux, dois na seleção francesa e mais três no Paris Saint-Germain. Demitido do PSG no ano passado, é apontado pela imprensa espanhola como favorito para dirigir o Sevilla na próxima temporada caso Jorge Sampaoli deixe o clube para dirigir a Argentina.

Alain Boghossian (46 anos) – Primeiro reserva da França que foi a campo na final, o ex-meia do Parma chegou a disputar alguns campeonatos de golfe depois da aposentadoria, em 2012, mas se encontrou mesmo foi na Federação Francesa de Futebol. Boghossian foi auxiliar da seleção entre 2008 e 2012 e, depois da nomeação de Deschamps para o cargo de treinador, ganhou um cargo de diretor-técnico da FFF.

Christophe Dugarry (45 anos) – Reserva de Guivarc’h, era tão contestado quanto o titular que substituiu no 66º minuto da final. Um dos pioneiros em se aventurar no Qatar, encerrou a carreira no Oriente Médio, há 12 anos. É figurinha carimbada nos programas esportivos da TV francesa.

Patrick Vieira (40 anos) – O mais jovem dos jogadores usados pela França na final da Copa-1998 é outro que seguiu a carreira de treinador. No entanto, ainda não alcançou o estrelato na nova função. Vieira dirigiu a equipe reserva do Manchester City durante duas temporadas e, desde o ano passado, é o treinador do New York City FC, time norte-americano pertencente ao mesmo grupo dono do clube inglês.

Aimé Jacquet (75 anos) A seleção francesa foi o último trabalho como treinador do ex-comandante de Lyon, Bordeaux, Montpellier e Nancy. Logo depois da conquista da Copa do Mundo, ele deixou o cargo para trabalhar como diretor-técnico da França, função que ocupou por oito anos. Desde 2006, está oficialmente aposentado.


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Inimiga de Trump, Coreia do Norte já “fabricou” amistoso contra o Brasil
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Rafael Reis

País inimigo dos Estados Unidos, com quem tem travado nos últimos dias uma batalha midiática que ameaça se tornar uma guerra com uso de armas nucleares, a Coreia do Norte já “fabricou” um amistoso contra a seleção brasileira de futebol.

Em 2009, o regime norte-coreano aproveitou o isolamento e o pouco conhecimento futebolístico de sua população para transformar um amistoso da seleção local contra o Atlético Sorocaba em um jogo contra a equipe pentacampeã mundial.

Vários indícios demonstram que houve uma farsa. O placar do estádio não exibiu as iniciais do Atlético Sorocaba (ATL, ASO ou SOR, por exemplo), mas sim o BRA, de Brasil.

Além disso, o técnico Edu Marangon e o lateral Leandro Silva admitiram em 2014 ao UOL que a torcida achava que aquele time que vestia amarelo era a seleção brasileira.

O amistoso contra o Atlético Sorocaba, clube então parceiro do Reverendo Moon, missionário norte-coreano que morreu em 2012, terminou empatado por 0 a 0 e fez parte da preparação da equipe asiática para a Copa do Mundo-2010.

Sete meses depois, a Coreia do Norte efetivamente enfrentou o Brasil e foi derrotada por 2 a 1. A partida não foi exibida ao vivo pela TV estatal do país, que só transmitiu posteriormente o VT da estreia no Mundial da África do Sul.

Os norte-coreanos se despediram de sua segunda participação na Copa com mais duas derrotas: goleada por 7 a 0 ante Portugal e um 3 a 0 aplicado pela Costa do Marfim.

Quarenta e quatro anos antes, sua campanha havia sido muito melhor. Em 1966, o time asiático debutou na principal competição de futebol do planeta com um honroso oitavo lugar, com direito a uma zebra histórica (vitória por 1 a 0 contra a Itália) e um épico confronto de quartas de final (perdeu por 5 a 3 para Portugal, depois de chegar a abrir 3 a 0 no placar).

Apesar de ter colhido bons resultados na base nos últimos anos, a Coreia do Norte já está fora das eliminatórias da Copa-2018. A equipe foi eliminada pelo Uzbequistão na segunda fase do qualificatório asiático.

Um dos regimes mais fechados do mundo, a Coreia do Norte é governada de forma ditatorial desde os anos 1940 pela família Kim. Kim Jong-un, a terceira geração no poder, é o líder supremo do país desde 2011.

Desde que chegou ao poder, Jong-un tem intensificado as provocações ao Ocidente e ignorado as sanções internacionais que visam fazer com que ele abandone seu programa nuclear.

Na semana passada, a KCNA, agência de notícias norte-coreana, divulgou um comunicado atribuído a um porta-voz do comandante geral das Forças Armadas, em que adverte o presidente dos EUA, Donald Trump: “Nossa reação mais dura contra os EUA e suas forças será executada de forma tão impiedosa que não permitirá a nossos agressores sobreviverem”.


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Lateral brasileiro do Leverkusen se vê na seleção… mas só depois da Copa
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Rafael Reis

Titular da lateral esquerda do Bayer Leverkusen há três temporadas, Wendell considera que há espaço para ele na seleção brasileira. Mas, talvez, não agora…

O ex-jogador do Grêmio admite que hoje é muito difícil tirar Marcelo ou Filipe Luís das convocações e projeta sua consolidação com a camisa amarela a partir do segundo semestre do próximo ano, ou seja, após a Copa do Mundo da Rússia.

“Os caras que estão lá [na seleção] são top de linha. Vou continuar trabalhando, mas preciso ser realista. As chances maiores são mesmo para depois da Copa”, afirmou por telefone.

O lateral, que chegou a ser convocado por Tite para as partidas contra Bolívia e Venezuela, em outubro, mas ainda não estreou pela seleção, conta com a idade a seu favor para fazer parte do projeto da seleção para o Mundial-2022.

Wendell tem apenas 23 anos, contra 28 de Marcelo, o atual titular da posição, e 31 de Filipe Luís, seu reserva imediato. Alex Sandro, outro lateral sempre cotado para fazer parte do elenco pentacampeão mundial, está com 26.

Ao contrário dos seus rivais, o ex-jogador do Grêmio não atua hoje em um dos clubes do primeiro escalão do futebol mundial. Marcelo (Real Madrid), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Alex Sandro (Juventus) estão nas quartas de final da Liga dos Campeões, enquanto o Leverkusen, de Wendell, parou nas oitavas.

“Não acho que isso faz muita diferença. O Tite tem convocado jogadores que estão jogando bem seus clubes, não importa qual é o clube. O Giuliano é do Zenit e tem o pessoal da China também. E não podemos esquecer que o Leverkusen também é um grande clube”, disse.

Mas Wendell poderia estar vestindo hoje uma camisa mais pesada do que a do time alemão. No primeiro semestre do ano passado, o jogador foi cotado para se transferir para o Real Madrid.

O negócio não avançou: o time espanhol achou melhor reintegrar o português Fábio Coentrão ao elenco a pagar os 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 117 milhões) que o Leverkusen queria para liberar o brasileiro.

Irregular na atual temporada, a equipe de Wendell ocupa apenas a 12ª colocação no Campeonato Alemão e tem chances mínimas de classificação para competições europeias. Neste sábado, recebe o Bayern de Munique, atual campeão e líder disparado da Bundesliga.


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