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Inimiga de Trump, Coreia do Norte já “fabricou” amistoso contra o Brasil
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Rafael Reis

País inimigo dos Estados Unidos, com quem tem travado nos últimos dias uma batalha midiática que ameaça se tornar uma guerra com uso de armas nucleares, a Coreia do Norte já “fabricou” um amistoso contra a seleção brasileira de futebol.

Em 2009, o regime norte-coreano aproveitou o isolamento e o pouco conhecimento futebolístico de sua população para transformar um amistoso da seleção local contra o Atlético Sorocaba em um jogo contra a equipe pentacampeã mundial.

Vários indícios demonstram que houve uma farsa. O placar do estádio não exibiu as iniciais do Atlético Sorocaba (ATL, ASO ou SOR, por exemplo), mas sim o BRA, de Brasil.

Além disso, o técnico Edu Marangon e o lateral Leandro Silva admitiram em 2014 ao UOL que a torcida achava que aquele time que vestia amarelo era a seleção brasileira.

O amistoso contra o Atlético Sorocaba, clube então parceiro do Reverendo Moon, missionário norte-coreano que morreu em 2012, terminou empatado por 0 a 0 e fez parte da preparação da equipe asiática para a Copa do Mundo-2010.

Sete meses depois, a Coreia do Norte efetivamente enfrentou o Brasil e foi derrotada por 2 a 1. A partida não foi exibida ao vivo pela TV estatal do país, que só transmitiu posteriormente o VT da estreia no Mundial da África do Sul.

Os norte-coreanos se despediram de sua segunda participação na Copa com mais duas derrotas: goleada por 7 a 0 ante Portugal e um 3 a 0 aplicado pela Costa do Marfim.

Quarenta e quatro anos antes, sua campanha havia sido muito melhor. Em 1966, o time asiático debutou na principal competição de futebol do planeta com um honroso oitavo lugar, com direito a uma zebra histórica (vitória por 1 a 0 contra a Itália) e um épico confronto de quartas de final (perdeu por 5 a 3 para Portugal, depois de chegar a abrir 3 a 0 no placar).

Apesar de ter colhido bons resultados na base nos últimos anos, a Coreia do Norte já está fora das eliminatórias da Copa-2018. A equipe foi eliminada pelo Uzbequistão na segunda fase do qualificatório asiático.

Um dos regimes mais fechados do mundo, a Coreia do Norte é governada de forma ditatorial desde os anos 1940 pela família Kim. Kim Jong-un, a terceira geração no poder, é o líder supremo do país desde 2011.

Desde que chegou ao poder, Jong-un tem intensificado as provocações ao Ocidente e ignorado as sanções internacionais que visam fazer com que ele abandone seu programa nuclear.

Na semana passada, a KCNA, agência de notícias norte-coreana, divulgou um comunicado atribuído a um porta-voz do comandante geral das Forças Armadas, em que adverte o presidente dos EUA, Donald Trump: “Nossa reação mais dura contra os EUA e suas forças será executada de forma tão impiedosa que não permitirá a nossos agressores sobreviverem”.


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Lateral brasileiro do Leverkusen se vê na seleção… mas só depois da Copa
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Rafael Reis

Titular da lateral esquerda do Bayer Leverkusen há três temporadas, Wendell considera que há espaço para ele na seleção brasileira. Mas, talvez, não agora…

O ex-jogador do Grêmio admite que hoje é muito difícil tirar Marcelo ou Filipe Luís das convocações e projeta sua consolidação com a camisa amarela a partir do segundo semestre do próximo ano, ou seja, após a Copa do Mundo da Rússia.

“Os caras que estão lá [na seleção] são top de linha. Vou continuar trabalhando, mas preciso ser realista. As chances maiores são mesmo para depois da Copa”, afirmou por telefone.

O lateral, que chegou a ser convocado por Tite para as partidas contra Bolívia e Venezuela, em outubro, mas ainda não estreou pela seleção, conta com a idade a seu favor para fazer parte do projeto da seleção para o Mundial-2022.

Wendell tem apenas 23 anos, contra 28 de Marcelo, o atual titular da posição, e 31 de Filipe Luís, seu reserva imediato. Alex Sandro, outro lateral sempre cotado para fazer parte do elenco pentacampeão mundial, está com 26.

Ao contrário dos seus rivais, o ex-jogador do Grêmio não atua hoje em um dos clubes do primeiro escalão do futebol mundial. Marcelo (Real Madrid), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Alex Sandro (Juventus) estão nas quartas de final da Liga dos Campeões, enquanto o Leverkusen, de Wendell, parou nas oitavas.

“Não acho que isso faz muita diferença. O Tite tem convocado jogadores que estão jogando bem seus clubes, não importa qual é o clube. O Giuliano é do Zenit e tem o pessoal da China também. E não podemos esquecer que o Leverkusen também é um grande clube”, disse.

Mas Wendell poderia estar vestindo hoje uma camisa mais pesada do que a do time alemão. No primeiro semestre do ano passado, o jogador foi cotado para se transferir para o Real Madrid.

O negócio não avançou: o time espanhol achou melhor reintegrar o português Fábio Coentrão ao elenco a pagar os 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 117 milhões) que o Leverkusen queria para liberar o brasileiro.

Irregular na atual temporada, a equipe de Wendell ocupa apenas a 12ª colocação no Campeonato Alemão e tem chances mínimas de classificação para competições europeias. Neste sábado, recebe o Bayern de Munique, atual campeão e líder disparado da Bundesliga.


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Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
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Rafael Reis

Tite resgatou o bom futebol e a confiança da seleção brasileira, tirou-a de uma situação delicada nas eliminatórias e a classificou com quatro rodadas de antecedência para a Copa do Mundo. E, de quebra, a colocou na liderança do ranking da Fifa.

É preciso ser muito do contra para não concordar que Tite é o maior técnico brasileiro da atualidade. Seu trabalho no Corinthians e o sucesso instantâneo na equipe pentacampeã mundial são incontestáveis.

Mas será que o gaúcho de Caxias do Sul está no mesmo patamar dos principais técnicos do planeta? Seria Tite tão bom quanto Pep Guardiola, José Mourinho, Diego Simeone, Carlo Ancelotti, Jürgen Klopp e Antonio Conte?

Como toda comparação, essa também pode estar cheia de injustiças. Mas a discussão vale para entendermos o real tamanho de Adenor Bacchi no cenário global da bola.

Por um lado, o treinador brasileiro jamais mediu forças com nenhum dos nomes que ocupam o “Olimpo da função”. O único rival europeu de sua carreira, o Chelsea, derrotado pelo Corinthians na final do Mundial de 2012, era comandado por um bastante questionável Rafa Benítez.

Já pelo outro, Tite construiu sua carreira sem ter à disposição um elenco composto por estrelas do primeiro escalão mundial, como as que fizeram as famas de Guardiola, Mourinho e Ancelotti, por exemplo. Seu vitorioso Corinthians tinha como astro Paulinho, aquele mesmo que fracassaria mais tarde no Tottenham e hoje voltou a brilhar na seleção.

Como passou praticamente toda sua vida profissional no Brasil (teve apenas duas experiências nos Emirados Árabes), o treinador jamais experimentou a vantagem de disputar uma liga desequilibrada com um time infinitamente superior à maioria dos seus adversários.

Isso ajuda explicar porque Tite só ganhou dois títulos brasileiros (2011 e 2015, pelo Corinthians) em mais de 25 anos de carreira, enquanto Guardiola, por exemplo, faturou dois espanhóis em três anos de trabalho como treinador.

Uma característica que o comandante da seleção tem em comum com os maiores técnicos do mundo é a empatia com o elenco. Sabe aquela sensação de que os jogadores do Atlético de Madri morreriam em campo por Diego Simeone e o brilho nos olhos dos atletas do Barcelona de 2009 a 2012 ao falarem de Guardiola?

Tite também tem isso. Seu discurso centrado no “merecimento” e o jeitão de gente boa demonstrado no dia a adia contagiam os jogadores que ele dirige e faz com que eles se dediquem ao máximo para ajudá-lo dentro de campo. Essa é uma das chaves do seu sucesso.

A outra, claro, é a parte tática. O comandante da seleção está antenado a tudo aquilo de mais moderno que existe no futebol mundial: marcação pressão, defesa alta, composição de espaços, alternância entre a posse de bola e transição rápida entre ataque e defesa.

Mas, até hoje, Tite se mostrou mais um reprodutor de tendências táticas em alta internacionalmente do que alguém que revoluciona o futebol ao mostrar dentro de campo novidades que serão copiadas por outros treinadores.

É justamente essa capacidade de ditar tendências que faz (ou fez) Guardiola, Mourinho, Klopp e Simeone, por exemplo, serem tão especiais.

É lógico que a trajetória internacional de Tite está apenas começando. Se vencer a Copa ou fizer um bom papel na Rússia, o ex-comandante do Corinthians pode descolar uma proposta para trabalhar na Europa e dirigir um dos grandes clubes do mundo.

E aí sim teremos condições reais de descobrir se ele está no mesmo nível dos maiores treinadores do planeta.


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A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
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Rafael Reis

Nove vitórias consecutivas, passeios contra Uruguai e Argentina, os mais tradicionais adversários no futebol sul-americano, classificação para a Copa do Mundo e o retorno à liderança do ranking da Fifa.

Em nove meses de trabalho, Tite revolucionou a seleção. Resgatou uma equipe com cara de decadente, que era praticamente uma unanimidade na arte de desagradar o torcedor nos tempos de Dunga, e fez dela novamente um xodó do povo brasileiro.

O futebol convincente apresentado por Neymar e cia. nas eliminatórias e a primeira colocação no ranking mundial são suficientes para levantarmos uma delicada questão: o Brasil já é a melhor seleção do planeta?

A pergunta não é tão simples de se responder porque todos os adversários da era Tite foram sul-americanos. O time pentacampeão mundial deu show contra seus vizinhos, inclusive ante a Argentina, de Messi.

Mas falta saber como ele irá se comportar ante outras escolas de futebol. E não, o amistoso contra os alemães, em março do ano que vem, não será suficiente para tirarmos a prova.

O que dá para dizer por enquanto é que nenhuma seleção do mundo tem jogado em tão alto nível e tomado tão pouco conhecimento de adversários quanto a brasileira. Nem mesmo a Alemanha e a Suíça, equipes com 100% de aproveitamento nas eliminatórias, conseguem seus resultados com a mesma naturalidade dos comandados de Tite.

Por esse ponto de vista, dá para dizer que o Brasil ESTÁ a melhor seleção do mundo. Mas, como vimos nas últimas três edições da Copa das Confederações, isso pode acabar não significando nada.

O que vai determinar se os livros de história tratarão a gestão de Tite como sucesso ou fracasso é o que vai acontecer dentro e um ano e três meses, na Copa da Rússia. E há pelo menos duas fortes candidatas a ESTAREM a melhor seleção do mundo em junho/julho de 2018.

Uma delas é a atual campeã mundial. A Alemanha tem conseguido escapar da tentação de eternizar a geração vencedora que prejudica quase todos os vencedores da Copa (vide Espanha-2014, Brasil-2006 e França-2002) e faz um belo trabalho de renovação constante do seu elenco.

E é justamente essa característica de Joachim Löw que torna tão difícil analisar o real nível da seleção germânica. Afinal, é muito raro o treinador escalar sua força máxima em uma partida. Mesmo assim, os algozes do 7 a 1 estão invictos há oito partidas.

A outra candidata a melhor seleção do mundo é a França. Aquela mesma França que perdeu para Portugal e não conseguiu ser campeã europeia em casa no meio do ano passado? Sim, ela mesma.

A questão é o que os franceses possuem o maior arsenal de jovens talentosos do futebol mundial na atualidade. Mbappé, Dembélé, Lemar, Rabiot, Martial, Coman, Tolisso, Kimpembe, Mendy, Sidibé, Varane e Pogba têm no máximo 24 anos. O sucesso ou fracasso dos Bleus em 2018 vai passar por quão acentuada será a curva de evolução do futebol dessa garotada no próximo ano.


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Goleador das eliminatórias é homem de um time só e carrega legado familiar
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Rafael Reis

Para o artilheiro das eliminatórias da Copa do Mundo-2018, jogar futebol é uma tradição de família.

Autor de 15 gols nas primeiras 14 partidas da seleção dos Emirados Árabes Unidos no qualificatório para o Mundial da Rússia, o atacante Ahmed Khalil, 25, é o sexto filho de Khalil Sebait, um ex-jogador que fez a carreira no Kuwait, a se dedicar ao futebol profissional.

Todos eles defenderam o Al-Ahli. Mas, hoje em dia, apenas Ahmed continua por lá. O time de Dubai, aliás, é o único que o goleador das eliminatórias defendeu ao longo de sua trajetória no esporte.

O caçula dos irmãos Khalil é considerado um fenômeno no Oriente Médio. Ainda adolescente, conquistou vários prêmios de “maior promessa do futebol árabe” e chegou a ser eleito o melhor jogador jovem da Ásia.

Em 2009, o hoje camisa 11 dos Emirados Árabes fez sucesso no Mundial sub-20. Apesar de ter apenas 18 anos, destacou-se na competição e conseguiu levar sua equipe até as quartas de final.

No mesmo ano, Khalil marcou o primeiro dos 49 gols que já anotou pela seleção principal. O atacante está a apenas três balançadas de rede de se tornar o maior goleador da história dos Emirados Árabes. E, vale lembrar, ele tem apenas 25 anos.

O recorde atual pertence a Adnan Al Talyani, que vestiu a camisa da equipe árabe, por 14 anos, entre 1983 e 1997, disputou a Copa do Mundo de 1990 e comemorou 52 gols.

O Mundial da Itália, aliás, foi a única participação dos EAU na principal competição de futebol do planeta. E, apesar do sucesso de Khalil nas eliminatórias, é bem provável que continue sendo.

A seleção dos Emirados entrou na sétima das dez rodadas da fase final do qualificatório asiático na quarta colocação do Grupo B, com quatro pontos de desvantagem para Arábia Saudita (do outro artilheiro da competição, Mohammad Al-Sahlawi) e Japão, os times da chave que estão na zona de classificação para o Mundial –o terceiro colocado de cada grupo ainda disputa uma repescagem.


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Medo de Trump faz norte-americano recusar convocação da seleção do Iraque
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Rafael Reis

“Eu adoraria estar ao lado dos meus companheiros nesses jogos, mas, devido a razões que fogem do meu controle, eu não participarei das próximas rodadas das eliminatórias da Copa do Mundo. Espero que isso não se torne um problema [para meu futuro].”

Foi com essas palavras que o atacante Justin Meram anunciou à federação iraquariana que recusara a convocação para as partidas contra Austrália, na última quinta-feira, e Arábia Saudita, nesta terça, válidas pela fase final do qualificatório asiático para o Mundial-2018.

Um dos poucos jogadores da seleção do Iraque que atua no exterior, o jogador do Columbus Crew, time da MLS, a elite do futebol nos Estados Unidos, decidiu não viajar para as eliminatórias por medo das políticas anti-migratórias do presidente Donald Trump.

Nascido em Shelby Charter Township, cidade de 65 mil habitantes localizada na região de Detroit, e filho de iraquianos, o jogador de 28 anos é cidadão norte-americano. Mesmo assim, temia não conseguir voltar para a casa se atendesse à convocação.

Como o Iraque ainda não recebeu aval da Fifa para disputar partidas oficias em casa, a seleção asiática tem mandado seus jogos das eliminatórias da Copa da Rússia no Irã. O empate por 1 a 1 com a Austrália, na quinta, foi disputado na capital Teerã.

Só que essa questão se tornou um problema dos grandes para Meram continuar defendendo a equipe da terra dos seus antepassados.

Isso porque um decreto do presidente norte-americano proíbe a entrada nos EUA de pessoas que tenham em seu passaporte registro de passagem pelo Irã e outros países considerados como berço de terroristas por Trump.

A medida polêmica vale até mesmo para quem nasceu nos Estados Unidos, caso de Meram, ou adquiriu a nacionalidade norte-americana durante a vida.

“Esse certamente não é um adeus da seleção. Espero voltar a representar meu país no futuro”, escreveu o jogador, em sua carta de renúncia à convocação para as partidas da Data Fifa de março.

Meram começou a carreira no futebol universitário dos EUA e foi draftado pelo Columbus Crew em 2011. Ele recebeu sua primeira convocação para a seleção iraquiana em 2014 e disputou a Copa da Ásia no ano seguinte.

Até hoje, o atacante disputou 22 partidas com a camisa do Iraque e marcou dois gols, ambos nas fases iniciais das eliminatórias para o Mundial da Rússia.


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Perdoado no doping, ele trocou as drogas pela seleção inglesa em 2 anos
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Rafael Reis

Se a lei tivesse sido cumprida à risca, o volante Jake Livermore, 27, dificilmente teria defendido a seleção da Inglaterra no amistoso contra a Alemanha, na última quinta-feira, e é bem possível que nem estivesse jogando futebol profissionalmente neste momento.

Flagrado em um exame antidoping por uso de cocaína em abril de 2015, quando defendia o Hull City, o hoje jogador do West Bromwich poderia ficar suspenso do esporte por até dois anos.

Mas, a FA (Federação Inglesa de Futebol) tomou uma decisão rara para tribunais (seja eles desportivos ou não): não olhou para a infração cometida pelo atleta, mas sim para os motivos que levaram a ela.

Desde a morte do seu primeiro filho, ainda recém-nascido, por uma série de erros médicos que levaram o bebê a sofrer com falta de oxigenação no cérebro e hemorragias internas, alguns meses antes, Livermore havia mergulhado no mundo da depressão. Os remédios e a cocaína foram uma tentativa de encontrar um refúgio no meio de tanta dor.

O volante foi perdoado pela FA, internou-se em uma clínica de reabilitação e virou um símbolo da luta contra as drogas na Inglaterra. Atualmente, roda o país em palestras para adolescentes e dependentes químicos.

“Não é algo fácil, mas faço por uma boa causa. Os garotos são bastante receptivos, e isso te estimula a continuar nessa atividade. Mas esse é só o começo do que quero fazer. Não quero apenas ajuda-los a não cair em tentação, mas também a enfrentar as decepções da vida. Cada um tem a sua própria história”, afirmou, em entrevista ao jornal britânico “The Sun”.

Livermore voltou aos gramados em setembro de 2015, apenas cinco meses depois da divulgação do seu caso positivo de doping, e ajudou o Hull a retornar para a primeira divisão inglesa.

Um dos principais nomes da modesta equipe do nordeste da Inglaterra, acabou contratado há dois meses pelo West Bromwich por 11,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 38 milhões) e voltou a ser convocado para a seleção depois de quase cinco anos de ausência.

Na derrota por 1 a 0 para a Alemanha, na quinta, atuou por 83 minutos ao lado de Eric Dier (Tottenham) na cabeça de área da equipe dirigida por Gareth Southgate. Oitenta e três minutos que valeram uma vida inteira para quem chegou a encontrar o fundo do poço e acabou resgatado de lá.

“É um sonho voltar [à seleção], espero que meu país esteja orgulhoso de mim. Quando eu mais necessitava, tive a sorte de receber muito apoio”, completou Livermore.


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50% brasileiro, zagueiro da Suíça morou no Rio em busca de “malandragem”
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Rafael Reis

Novidade da seleção suíça, uma das três com 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias da Copa do Mundo, o zagueiro Léo Lacroix, 25, do Saint-Étienne (FRA), fez questão de fazer um estágio no Brasil para completar sua formação como jogador de futebol.

Nascido em Lausanne e fruto do casamento de um suíço com uma brasileira, o garoto cruzou o Oceano Atlântico para morar com a avó no Rio de Janeiro quando tinha 17 anos e atuou por seis meses nas categorias de base do São Cristóvão, clube que revelou Ronaldo Fenômeno.

O objetivo: aprender a tradicional malandragem carioca e levá-la para os gramados suíços.

“Foi um grande aprendizado para mim. Acabou me ajudando muito porque os jogadores brasileiros são muito bons tecnicamente. Sou grandão e tive de melhorar minha velocidade e ganhar a malandragem para conseguir marcá-los. Hoje em dia, quando vejo um atacante sul-americano pela frente, já sei que tenho que chegar nele de uma forma diferente”, afirmou.

Lacroix fala um português perfeito. Um leve sotaque é o único ponto que denuncia sua origem multinacional. Desde criança, o zagueiro da seleção suíça sempre fez questão de viver no meio da comunidade brasileira.

“Gosto de casa cheia, churrasco, zoeira, brincar, ficar em família, ouvir um pagodinho. Tudo que o povo brasileiro tem eu gosto. Sou apaixonado por esse país”, conta o defensor, que é casado com uma brasileira e faz questão de visitar o Rio anualmente.

No futebol, Lacroix também não faz questão nenhuma de esconder sua paixão pelo Brasil.

“Quando nasci, minha mãe já foi logo me vestindo com uma camisa do Flamengo. Na Copa de 1998, chorei com a derrota da seleção na final. E, em 2002, fiz uma festa enorme na Suíça”, relembra.

Torcedor das “duas seleções”, como gosta de frisar, o zagueiro sonha com um confronto entre suíços e brasileiros na Copa do Mundo de 2018. De preferência, com ele dentro de campo.

“Seria muito emocionante, um sonho realizado. Na verdade, já estou realizando meu sonho. Virar jogador profissional é muito difícil. Chegar à seleção é mais complicado ainda. Agora, estamos batalhando para disputar a Copa.”

Revelado nas categorias de base do Sion, Lacroix defendeu o clube suíço até 2016, quando foi negociado com o Saint-Étienne.

Titular de um dos clubes mais tradicionais da França, foi convocado pela primeira vez para a seleção principal em outubro do ano passado e, apesar de ainda não ter estreado, não saiu mais da lista do técnico Vladimir Petkovic.

A Suíça disputou as três últimas edições da Copa do Mundo e chegou às oitavas de final em 2014. Nas eliminatórias para o Mundial da Rússia, venceu as primeiras quatro partidas que disputou e lidera o Grupo B, o mesmo de Portugal, atual campeão europeu.


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5 destaques das eliminatórias sul-americanas para seu time contratar
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Rafael Reis

As eliminatórias da Copa do Mundo são uma competição essencial para as seleções, já que define quais serão os países que participarão do torneio mais importante de futebol do planeta.

Mas o qualificatório também tem sua importância para os clubes. Ele serve para valorizar os jogadores que são convocados para defender suas seleções e expô-los em uma espécie de vitrine para o mercado internacional.

E o que vale para venda também vale para a compra. Ou seja, os times brasileiros podem aproveitar as eliminatórias sul-americanas para observar valores dos países vizinhos e encontrar novos nomes para suas listas de reforços.

Conheça abaixo cinco jogadores que estão fazendo sucesso no qualificatório da Conmebol e que seriam reforços valiosos para os clubes brasileiros.

JOSEF MARTÍNEZ
Atacante
23 anos
Venezuela
Atlanta United (EUA)

Foi-se o tempo em que jogadores venezuelanos eram crus demais para o futebol brasileiro. Hoje em dia, alguns têm nível para atuar nos maiores clubes do país. Sem dúvida, Josef Martínez é um deles. Titular da Venezuela desde os 19 anos, o atacante defendia o Torino (ITA) até fevereiro, quando foi cedido ao Atlanta United. Nos EUA, virou instantaneamente um dos astros da MLS. Nas três primeiras partidas pelo novo time, marcou cinco gols. Martínez chegou a entrar na mira do Grêmio para esta temporada.

FELIPE CAICEDO
Atacante
28 anos
Equador
Espanyol (ESP)

Velho conhecido do torcedor sul-americano, já disputou mais de 60 partidas pela seleção equatoriana, vestiu a camisa do Manchester City e disputou a última Copa do Mundo. É titular do Espanyol, um clube médio da Espanha, e tem contrato até 2019. Tudo isso faz com que sua contratação seja um investimento razoavelmente alto. Mas tem presença de área e capacidade técnica para justificar esse valor.

FIDEL MARTÍNEZ
Atacante
27 anos
Equador
Atlas (MEX)

Apelidado de Neymar equatoriano quando surgiu, nunca conseguiu explodir a ponto de conseguir uma transferência para a Europa. Atua desde 2012 no México, mas costuma ter seus melhores momentos é com camisa da seleção equatoriana. É uma opção interessante para quem precisa de um jogador habilidoso, capaz de atuar pelos lados do ataque, mas também de entrar na área e balançar as redes.

GONZALO JARA
Lateral direito e zagueiro
31 anos
Chile
Universidad de Chile (CHI)

Lembrado pela dedada em Cavani na Copa América-2005, o lateral direito e zagueiro titular da seleção chilena há quase uma década retornou no início do ano passado à América do Sul depois de sete temporadas na Inglaterra e na Alemanha. Aos 31 anos, ainda tem lenha para queimar. Como o poderio financeiro dos clubes brasileiros é bem mais elevado do que o dos chilenos, não deve ser difícil tirá-lo da Universidad de Chile.

ALEJANDRO CHUMACERO
Meia
25 anos
Bolívia
The Strongest (BOL)

Cérebro da seleção boliviana e do Strongest, Chumacero já teve uma experiência no Brasil em 2014, mas não foi bem no Sport. Três anos mais rodado, está pronto para deixar o futebol boliviano outra vez e alçar voos mais altos. Nesta Libertadores, tem dado show. Já marcou seis vezes em cinco aparições pelas fases preliminar e de grupos da competição sul-americana interclubes.


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Por onde andam os jogadores da Itália tetracampeã mundial em 2006?
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Rafael Reis

Um goleiro quase intransponível, uma defesa de causar inveja aos adversários, um meio-campista talentoso, vários jogadores de qualidade técnica duvidosa e um centroavante caneludo, mas especialista na arte de empurrar a bola para as redes.

Foi com a receita de quase todos os times vencedores de sua história que a Itália conquistou em 2006 seu quarto título mundial.

A final daquela Copa, vencida nos pênaltis contra a França, teve uma cena épica, daquelas capazes de entrar para os anais do futebol: a cabeçada dada por Zidane, no último jogo de sua carreira, bem no peito de Materazzi.

Onze anos depois, o que andam fazendo os protagonistas do último título mundial conquistado pela Itália? É isso que mostramos logo abaixo.

POR ONDE ANDA – ITÁLIA DE 2006?

Gianluigi Buffon (39 anos) – O goleiro já tinha 28 anos quando disputou a terceira Copa do Mundo de sua carreira. Desde então, participou de mais dois Mundiais (2010 e 2014), fez história na Juventus e se manteve como um dos maiores nomes da sua posição no planeta. Prestes a se tornar quarentão, Buffon é hoje o capitão da seleção italiana e quer ir à Rússia-2018 antes de se aposentar.

Gianluca Zambrottra (40 anos) – O ex-lateral de Juventus, Barcelona e Milan se aposentou há três anos no Chiasso, time da segunda divisão suíça, onde também iniciou a carreira de técnico. No ano passado, dirigiu o Dehli Dynamos na Superliga Indiana. Zambrotta também é presidente de honra do Como, clube da Série B italiana que o revelou para o futebol.

Fabio Cannavaro (43 anos) – O capitão da Itália de 2006 e melhor jogador do mundo naquele ano é mais um que investe na carreira de treinador. O ex-zagueiro está à frente desde o ano passado do Tianjin Quanjian, atual campeão da segunda divisão chinesa e que conta nesta temporada com os brasileiros Geuvânio, Alexandre Pato e Júnior Moraes.

Marco Materazzi (43 anos) – O pivô da expulsão de Zidane na final da Copa prolongou bastante sua carreira. Em 2015, aos 42 anos, ele ainda dava seus carrinhos na Superliga Indiana. Já na última temporada, Materazzi preferiu se dedicar apenas ao banco de reservas do Chennaiyin. A estratégia não deu certo. No final do ano, o clube anunciou que o técnico italiano não retornará em 2017.

Fabio Grosso (39 anos) – O lateral esquerdo, que trocou o Palermo pela Inter de Milão depois da Copa, trabalha desde 2013 nas categorias de base da Juventus, clube pelo qual se aposentou um ano antes. Atualmente, Grosso é o técnico da categoria primavera, a última antes do time profissional da multicampeã italiana.

Mauro Camoranesi (40 anos) – O argentino naturalizado italiano ainda retornou para casa e atuou por três temporadas na América do Sul até a aposentadoria, em 2014. Atualmente desempregado, já comandou dois clubes pequenos do futebol mexicano, além do Tigre, da Argentina.

Gennaro Gattuso (39 anos) – O maior símbolo de raça da seleção italiana tetracampeã mundial foi vice da terceira divisão italiana como técnico do Pisa na temporada passada. Já na atual, tem conseguido, com muito sofrimento, manter o clube fora da zona de rebaixamento na Série B.

Andrea Pirlo (37 anos) – Maestro da seleção italiana por mais de uma década, o volante deixou de ser convocado em 2015, mas segue na ativa. Há dois anos, deixou a Juventus para defender o New York City e ser uma das estrelas do soccer norte-americano. Deve deixar os gramados em dezembro, quando termina seu contrato.

Simone Perrotta (39 anos) – Um dos nomes mais questionáveis da equipe italiana que foi titular na Alemanha, o meia nascido na Inglaterra abondou o futebol profissional em 2013, quando já era uma figura de importância reduzida no elenco da Roma.

Francesco Totti (40 anos) – Um dos maiores ídolos (se não o maior) da história da Roma, o atacante pouco joga, mas ainda é aclamado pela torcida do clube da capital italiana cada vez que entra em campo. A aposentadoria está marcada para o fim da temporada. Pela seleção, já não joga desde a Copa-2006.

Luca Toni (39 anos) – O centroavante trombador conseguiu uma proeza histórica: ser artilheiro do Campeonato Italiano em 2015, na penúltima temporada de sua carreira, atuando pelo pequeno Hellas Verona. Foi nesse clube que pendurou as chuteiras, um ano depois.

Daniele de Rossi (33 anos) – Caçula do elenco italiano na Alemanha, o volante que entrou no segundo tempo da decisão também já está na reta final da carreira. De Rossi já perdeu o posto de titular absoluto da Roma e ficou no banco nas últimas rodadas da Série A.

Vincenzo Iaquinta (37 anos) – Outro reserva que foi aproveitado na final contra a França, o ex-atacante da Juventus deixou o futebol profissional há quatro anos. O nome de Iaquinta voltou aos noticiários nos últimos dias devido a problemas judiciais dele e de seu pai na Itália.

Alessandro Del Piero (42 anos) – Um dos nomes mais talentosos daquela Itália, o camisa 7 defendeu a Juventus até os 37 anos e ainda jogou na Austrália e na Índia, além de ter sido especulado para defender o Palmeiras, até por um ponto final da carreira, no final de 2014.

Marcello Lippi (68 anos) – Deixou o comando da seleção italiana logo após o tetra, mas retornou dois anos depois e dirigiu a equipe na Copa do Mundo-2010. Passou também pelo Guangzhou Evergrande, hoje nas mãos de Luiz Felipe Scolari, até ser contratado no ano passado para tentar levar a China ao Mundial da Rússia.


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