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Perdoado no doping, ele trocou as drogas pela seleção inglesa em 2 anos
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Rafael Reis

Se a lei tivesse sido cumprida à risca, o volante Jake Livermore, 27, dificilmente teria defendido a seleção da Inglaterra no amistoso contra a Alemanha, na última quinta-feira, e é bem possível que nem estivesse jogando futebol profissionalmente neste momento.

Flagrado em um exame antidoping por uso de cocaína em abril de 2015, quando defendia o Hull City, o hoje jogador do West Bromwich poderia ficar suspenso do esporte por até dois anos.

Mas, a FA (Federação Inglesa de Futebol) tomou uma decisão rara para tribunais (seja eles desportivos ou não): não olhou para a infração cometida pelo atleta, mas sim para os motivos que levaram a ela.

Desde a morte do seu primeiro filho, ainda recém-nascido, por uma série de erros médicos que levaram o bebê a sofrer com falta de oxigenação no cérebro e hemorragias internas, alguns meses antes, Livermore havia mergulhado no mundo da depressão. Os remédios e a cocaína foram uma tentativa de encontrar um refúgio no meio de tanta dor.

O volante foi perdoado pela FA, internou-se em uma clínica de reabilitação e virou um símbolo da luta contra as drogas na Inglaterra. Atualmente, roda o país em palestras para adolescentes e dependentes químicos.

“Não é algo fácil, mas faço por uma boa causa. Os garotos são bastante receptivos, e isso te estimula a continuar nessa atividade. Mas esse é só o começo do que quero fazer. Não quero apenas ajuda-los a não cair em tentação, mas também a enfrentar as decepções da vida. Cada um tem a sua própria história”, afirmou, em entrevista ao jornal britânico “The Sun”.

Livermore voltou aos gramados em setembro de 2015, apenas cinco meses depois da divulgação do seu caso positivo de doping, e ajudou o Hull a retornar para a primeira divisão inglesa.

Um dos principais nomes da modesta equipe do nordeste da Inglaterra, acabou contratado há dois meses pelo West Bromwich por 11,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 38 milhões) e voltou a ser convocado para a seleção depois de quase cinco anos de ausência.

Na derrota por 1 a 0 para a Alemanha, na quinta, atuou por 83 minutos ao lado de Eric Dier (Tottenham) na cabeça de área da equipe dirigida por Gareth Southgate. Oitenta e três minutos que valeram uma vida inteira para quem chegou a encontrar o fundo do poço e acabou resgatado de lá.

“É um sonho voltar [à seleção], espero que meu país esteja orgulhoso de mim. Quando eu mais necessitava, tive a sorte de receber muito apoio”, completou Livermore.


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50% brasileiro, zagueiro da Suíça morou no Rio em busca de “malandragem”
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Rafael Reis

Novidade da seleção suíça, uma das três com 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias da Copa do Mundo, o zagueiro Léo Lacroix, 25, do Saint-Étienne (FRA), fez questão de fazer um estágio no Brasil para completar sua formação como jogador de futebol.

Nascido em Lausanne e fruto do casamento de um suíço com uma brasileira, o garoto cruzou o Oceano Atlântico para morar com a avó no Rio de Janeiro quando tinha 17 anos e atuou por seis meses nas categorias de base do São Cristóvão, clube que revelou Ronaldo Fenômeno.

O objetivo: aprender a tradicional malandragem carioca e levá-la para os gramados suíços.

“Foi um grande aprendizado para mim. Acabou me ajudando muito porque os jogadores brasileiros são muito bons tecnicamente. Sou grandão e tive de melhorar minha velocidade e ganhar a malandragem para conseguir marcá-los. Hoje em dia, quando vejo um atacante sul-americano pela frente, já sei que tenho que chegar nele de uma forma diferente”, afirmou.

Lacroix fala um português perfeito. Um leve sotaque é o único ponto que denuncia sua origem multinacional. Desde criança, o zagueiro da seleção suíça sempre fez questão de viver no meio da comunidade brasileira.

“Gosto de casa cheia, churrasco, zoeira, brincar, ficar em família, ouvir um pagodinho. Tudo que o povo brasileiro tem eu gosto. Sou apaixonado por esse país”, conta o defensor, que é casado com uma brasileira e faz questão de visitar o Rio anualmente.

No futebol, Lacroix também não faz questão nenhuma de esconder sua paixão pelo Brasil.

“Quando nasci, minha mãe já foi logo me vestindo com uma camisa do Flamengo. Na Copa de 1998, chorei com a derrota da seleção na final. E, em 2002, fiz uma festa enorme na Suíça”, relembra.

Torcedor das “duas seleções”, como gosta de frisar, o zagueiro sonha com um confronto entre suíços e brasileiros na Copa do Mundo de 2018. De preferência, com ele dentro de campo.

“Seria muito emocionante, um sonho realizado. Na verdade, já estou realizando meu sonho. Virar jogador profissional é muito difícil. Chegar à seleção é mais complicado ainda. Agora, estamos batalhando para disputar a Copa.”

Revelado nas categorias de base do Sion, Lacroix defendeu o clube suíço até 2016, quando foi negociado com o Saint-Étienne.

Titular de um dos clubes mais tradicionais da França, foi convocado pela primeira vez para a seleção principal em outubro do ano passado e, apesar de ainda não ter estreado, não saiu mais da lista do técnico Vladimir Petkovic.

A Suíça disputou as três últimas edições da Copa do Mundo e chegou às oitavas de final em 2014. Nas eliminatórias para o Mundial da Rússia, venceu as primeiras quatro partidas que disputou e lidera o Grupo B, o mesmo de Portugal, atual campeão europeu.


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5 destaques das eliminatórias sul-americanas para seu time contratar
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Rafael Reis

As eliminatórias da Copa do Mundo são uma competição essencial para as seleções, já que define quais serão os países que participarão do torneio mais importante de futebol do planeta.

Mas o qualificatório também tem sua importância para os clubes. Ele serve para valorizar os jogadores que são convocados para defender suas seleções e expô-los em uma espécie de vitrine para o mercado internacional.

E o que vale para venda também vale para a compra. Ou seja, os times brasileiros podem aproveitar as eliminatórias sul-americanas para observar valores dos países vizinhos e encontrar novos nomes para suas listas de reforços.

Conheça abaixo cinco jogadores que estão fazendo sucesso no qualificatório da Conmebol e que seriam reforços valiosos para os clubes brasileiros.

JOSEF MARTÍNEZ
Atacante
23 anos
Venezuela
Atlanta United (EUA)

Foi-se o tempo em que jogadores venezuelanos eram crus demais para o futebol brasileiro. Hoje em dia, alguns têm nível para atuar nos maiores clubes do país. Sem dúvida, Josef Martínez é um deles. Titular da Venezuela desde os 19 anos, o atacante defendia o Torino (ITA) até fevereiro, quando foi cedido ao Atlanta United. Nos EUA, virou instantaneamente um dos astros da MLS. Nas três primeiras partidas pelo novo time, marcou cinco gols. Martínez chegou a entrar na mira do Grêmio para esta temporada.

FELIPE CAICEDO
Atacante
28 anos
Equador
Espanyol (ESP)

Velho conhecido do torcedor sul-americano, já disputou mais de 60 partidas pela seleção equatoriana, vestiu a camisa do Manchester City e disputou a última Copa do Mundo. É titular do Espanyol, um clube médio da Espanha, e tem contrato até 2019. Tudo isso faz com que sua contratação seja um investimento razoavelmente alto. Mas tem presença de área e capacidade técnica para justificar esse valor.

FIDEL MARTÍNEZ
Atacante
27 anos
Equador
Atlas (MEX)

Apelidado de Neymar equatoriano quando surgiu, nunca conseguiu explodir a ponto de conseguir uma transferência para a Europa. Atua desde 2012 no México, mas costuma ter seus melhores momentos é com camisa da seleção equatoriana. É uma opção interessante para quem precisa de um jogador habilidoso, capaz de atuar pelos lados do ataque, mas também de entrar na área e balançar as redes.

GONZALO JARA
Lateral direito e zagueiro
31 anos
Chile
Universidad de Chile (CHI)

Lembrado pela dedada em Cavani na Copa América-2005, o lateral direito e zagueiro titular da seleção chilena há quase uma década retornou no início do ano passado à América do Sul depois de sete temporadas na Inglaterra e na Alemanha. Aos 31 anos, ainda tem lenha para queimar. Como o poderio financeiro dos clubes brasileiros é bem mais elevado do que o dos chilenos, não deve ser difícil tirá-lo da Universidad de Chile.

ALEJANDRO CHUMACERO
Meia
25 anos
Bolívia
The Strongest (BOL)

Cérebro da seleção boliviana e do Strongest, Chumacero já teve uma experiência no Brasil em 2014, mas não foi bem no Sport. Três anos mais rodado, está pronto para deixar o futebol boliviano outra vez e alçar voos mais altos. Nesta Libertadores, tem dado show. Já marcou seis vezes em cinco aparições pelas fases preliminar e de grupos da competição sul-americana interclubes.


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Por onde andam os jogadores da Itália tetracampeã mundial em 2006?
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Rafael Reis

Um goleiro quase intransponível, uma defesa de causar inveja aos adversários, um meio-campista talentoso, vários jogadores de qualidade técnica duvidosa e um centroavante caneludo, mas especialista na arte de empurrar a bola para as redes.

Foi com a receita de quase todos os times vencedores de sua história que a Itália conquistou em 2006 seu quarto título mundial.

A final daquela Copa, vencida nos pênaltis contra a França, teve uma cena épica, daquelas capazes de entrar para os anais do futebol: a cabeçada dada por Zidane, no último jogo de sua carreira, bem no peito de Materazzi.

Onze anos depois, o que andam fazendo os protagonistas do último título mundial conquistado pela Itália? É isso que mostramos logo abaixo.

POR ONDE ANDA – ITÁLIA DE 2006?

Gianluigi Buffon (39 anos) – O goleiro já tinha 28 anos quando disputou a terceira Copa do Mundo de sua carreira. Desde então, participou de mais dois Mundiais (2010 e 2014), fez história na Juventus e se manteve como um dos maiores nomes da sua posição no planeta. Prestes a se tornar quarentão, Buffon é hoje o capitão da seleção italiana e quer ir à Rússia-2018 antes de se aposentar.

Gianluca Zambrottra (40 anos) – O ex-lateral de Juventus, Barcelona e Milan se aposentou há três anos no Chiasso, time da segunda divisão suíça, onde também iniciou a carreira de técnico. No ano passado, dirigiu o Dehli Dynamos na Superliga Indiana. Zambrotta também é presidente de honra do Como, clube da Série B italiana que o revelou para o futebol.

Fabio Cannavaro (43 anos) – O capitão da Itália de 2006 e melhor jogador do mundo naquele ano é mais um que investe na carreira de treinador. O ex-zagueiro está à frente desde o ano passado do Tianjin Quanjian, atual campeão da segunda divisão chinesa e que conta nesta temporada com os brasileiros Geuvânio, Alexandre Pato e Júnior Moraes.

Marco Materazzi (43 anos) – O pivô da expulsão de Zidane na final da Copa prolongou bastante sua carreira. Em 2015, aos 42 anos, ele ainda dava seus carrinhos na Superliga Indiana. Já na última temporada, Materazzi preferiu se dedicar apenas ao banco de reservas do Chennaiyin. A estratégia não deu certo. No final do ano, o clube anunciou que o técnico italiano não retornará em 2017.

Fabio Grosso (39 anos) – O lateral esquerdo, que trocou o Palermo pela Inter de Milão depois da Copa, trabalha desde 2013 nas categorias de base da Juventus, clube pelo qual se aposentou um ano antes. Atualmente, Grosso é o técnico da categoria primavera, a última antes do time profissional da multicampeã italiana.

Mauro Camoranesi (40 anos) – O argentino naturalizado italiano ainda retornou para casa e atuou por três temporadas na América do Sul até a aposentadoria, em 2014. Atualmente desempregado, já comandou dois clubes pequenos do futebol mexicano, além do Tigre, da Argentina.

Gennaro Gattuso (39 anos) – O maior símbolo de raça da seleção italiana tetracampeã mundial foi vice da terceira divisão italiana como técnico do Pisa na temporada passada. Já na atual, tem conseguido, com muito sofrimento, manter o clube fora da zona de rebaixamento na Série B.

Andrea Pirlo (37 anos) – Maestro da seleção italiana por mais de uma década, o volante deixou de ser convocado em 2015, mas segue na ativa. Há dois anos, deixou a Juventus para defender o New York City e ser uma das estrelas do soccer norte-americano. Deve deixar os gramados em dezembro, quando termina seu contrato.

Simone Perrotta (39 anos) – Um dos nomes mais questionáveis da equipe italiana que foi titular na Alemanha, o meia nascido na Inglaterra abondou o futebol profissional em 2013, quando já era uma figura de importância reduzida no elenco da Roma.

Francesco Totti (40 anos) – Um dos maiores ídolos (se não o maior) da história da Roma, o atacante pouco joga, mas ainda é aclamado pela torcida do clube da capital italiana cada vez que entra em campo. A aposentadoria está marcada para o fim da temporada. Pela seleção, já não joga desde a Copa-2006.

Luca Toni (39 anos) – O centroavante trombador conseguiu uma proeza histórica: ser artilheiro do Campeonato Italiano em 2015, na penúltima temporada de sua carreira, atuando pelo pequeno Hellas Verona. Foi nesse clube que pendurou as chuteiras, um ano depois.

Daniele de Rossi (33 anos) – Caçula do elenco italiano na Alemanha, o volante que entrou no segundo tempo da decisão também já está na reta final da carreira. De Rossi já perdeu o posto de titular absoluto da Roma e ficou no banco nas últimas rodadas da Série A.

Vincenzo Iaquinta (37 anos) – Outro reserva que foi aproveitado na final contra a França, o ex-atacante da Juventus deixou o futebol profissional há quatro anos. O nome de Iaquinta voltou aos noticiários nos últimos dias devido a problemas judiciais dele e de seu pai na Itália.

Alessandro Del Piero (42 anos) – Um dos nomes mais talentosos daquela Itália, o camisa 7 defendeu a Juventus até os 37 anos e ainda jogou na Austrália e na Índia, além de ter sido especulado para defender o Palmeiras, até por um ponto final da carreira, no final de 2014.

Marcello Lippi (68 anos) – Deixou o comando da seleção italiana logo após o tetra, mas retornou dois anos depois e dirigiu a equipe na Copa do Mundo-2010. Passou também pelo Guangzhou Evergrande, hoje nas mãos de Luiz Felipe Scolari, até ser contratado no ano passado para tentar levar a China ao Mundial da Rússia.


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Que país tem mais técnicos nas eliminatórias da Copa?
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Rafael Reis

Didier Deschamps foi o homem encarregado de levantar o troféu da única Copa do Mundo conquistada pela França, há 19 anos. Desde 2012, sua missão é outra: transformar uma safra repleta de jogadores talentosos, como Pogba, Griezmann e agora a revelação Mbappé, em uma seleção capaz de conquistar o segundo título mundial do país.

Mas engana-se quem pensa que o ex-volante da Juventus e do Chelsea é o único treinador francês de olho na Rússia-2018.

Nenhum país conta com tantos técnicos trabalhando nas eliminatórias da Copa quanto a França. Das 108 seleções que continuam na disputa do qualificatório, seis são treinadas por compatriotas de Deschamps.

Os treinadores franceses estão espalhados por três continentes: Europa (Deschamps), África (Hervé Renard, de Marrocos, Alain Giresse, de Mali, e Pierre Lachantre, da República do Congo) e Oceania (Christophe Gamel, de Fiji, Ludovic Graugnard, do Taiti).

Só que o sucesso da terra de Zidane nas eliminatórias está mais ligada a questões geopolíticas do que ao poderio do futebol francês.

Com exceção de Fiji, todos os outros países que utilizam atualmente treinadores da nação campeã mundial em 1998 foram colonizados pela França e, até hoje, usam o francês como um dos seus principais idiomas.

Se formos levar em conta apenas a “influência futebolística”, as nacionalidades campeãs das eliminatórias da Copa são justamente as últimas campeãs mundiais. Alemanha e Espanha têm cinco treinadores cada na disputa por vaga para a Rússia-2018.

E o Brasil, onde aparece nesse ranking?

A resposta não é muito positiva para o mercado nacional de treinadores. Tite, o atual comandante da seleção brasileira, é o único técnico do país pentacampeão mundial ainda vivo nas eliminatórias.

A situação chega a ser constrangedora porque outros países sul-americanos têm feito sucesso no exterior neste qualificatório.

O Egito, líder do Grupo E das eliminatórias africanas, por exemplo, é dirigido por um argentino, Héctor Cúper (ex-Valencia e Inter de Milão).

Já a Colômbia é a terra de três dos seis treinadores finalistas das eliminatórias da Concacaf: Juan Carlos Osorio (México), Hernán Darío Gómez (Panamá) e Jorge Luis Pinto (Honduras).

No total, há técnicos de 64 nacionalidades diferentes trabalhando no classificatório da Copa. E apenas um brasileiro. Muito pouco, não?

Confira o top 10 das nacionalidades dos técnicos das eliminatórias da Copa-2018:

1º – França – 6 treinadores
2º – Alemanha – 5
Espanha – 5
4º – Argentina
Bélgica
Itália – 4
7º – Colômbia
Inglaterra
Portugal
Sérvia – 3


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5 seleções que estão próximas da classificação para a Copa do Mundo-2018
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Rafael Reis

A um ano e três meses do início da próxima Copa do Mundo e com as eliminatórias correndo a todo vapor em todos os cantos do mundo, já há seleções que estão prestes a comemorar a classificação para a Rússia-2018.

Listamos abaixo os cinco países com a vaga mais encaminhada, aqueles que devem carimbar já nos próximos meses mais uma participação no Mundial.

Vale lembrar que apenas uma das 32 vagas para a Copa já tem dono. Por ser anfitriã, a Rússia é a única seleção já confirmada na competição.

O próximo Mundial será disputado entre os dias 14 de junho e 15 de julho de 2018. A decisão será jogada no estádio Luzhiniki, em Moscou.

BRASIL

A seleção de Tite lidera as eliminatórias sul-americanas, com 27 pontos e tem oito de vantagem para a Argentina, quinta colocada e o primeiro time fora da zona de classificação direta para a Copa. Desde que o qualificatório da Conmebol começou a ter esse formato, todas as equipes que chegaram a 28 pontos conquistaram a vaga sem terem de passar pela repescagem. Joga nesta quinta-feira contra o Uruguai em busca do ponto que falta para atingir a conta mágica.

Apesar disso, matematicamente, a vaga só poderá ser garantida se os brasileiros vencerem o duelo contra os uruguaios e o jogo contra o Paraguai, no próximo dia 28, e ainda contarem com uma combinação de resultados, como tropeços de Colômbia e Argentina nos seus respectivos confrontos.

NIGÉRIA

É a seleção mais bem posicionada das eliminatórias africanas. Como foi a única equipe a vencer nas duas primeiras rodadas do Grupo B da fase final do qualificatório, já abriu quatro pontos de vantagem para Camarões, a segunda colocada da chave. Se vencer o confronto com o atual campeão continental, em casa, em agosto, a diferença para os outros rivais da chave pode aumentar para até sete pontos. E isso faltando só três rodadas…

URUGUAI

Adversário do Brasil nesta quinta, o vice-líder das eliminatórias da Conmebol também pode atingir os 28 pontos que dão a classificação moral, ainda que não matemática, na atual rodada dupla das Eliminatórias. Atualmente, os uruguaios têm 23 pontos. Além da seleção de Neymar, os uruguaios enfrentam neste mês o Peru. A partida será disputada na próxima terça, em Lima.

ALEMANHA

A atual campeã mundial é outra que dificilmente ficará fora da próxima Copa. Time de melhor campanha das eliminatórias europeias, venceu os quatro jogos que disputou, marcou 16 gols e não sofreu nenhum. Enfrenta o Azerbaijão, fora de casa, neste domingo, em uma partida de pouco risco. Deve ir para o segundo turno com pelo menos cinco pontos de vantagem para os principais oponentes do seu grupo.

IRÃ

Foi a seleção que mais pontuou no primeiro turno da fase final das eliminatórias asiáticas. Com três vitórias e dois empates, somou 11 pontos e tem dois de vantagem para o Uzbequistão, terceiro colocado do Grupo 3, que disputaria a repescagem. Duas vitórias e um empate nos últimos cinco jogos devem ser suficientes para assegurar sua classificação.


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Larissa Riquelme aposenta decote e vira “recatada e do lar” no México
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Rafael Reis

Um celular espremido entre seios fartos, um generoso decote que deixa muito pouco para a imaginação e uma calça justíssima, daquelas que deixam as curvas bem à mostra. É essa a imagem que o mundo futebol tem de Larissa Riquelme.

Mas, sete anos depois de ser considerada a musa da Copa-2010, fazer fama global e tirar a roupa para revistas brasileiras e programas de TV na Argentina, a modelo paraguaia até parece outra pessoa.

Uma rápida visita à sua conta no Instagram deixa isso bem claro. Seus 424 mil seguidores têm acesso a algumas fotos dos seus sobrinhos, muitas imagens românticas ao lado de seu marido, inúmeras publicações patrocinadas de marcas de roupas, calçados, doces e bebidas. E só.

Há mais de um ano, Larissa não posta sequer uma foto que possa ser classificada como sensual na rede social. Nada de decotes vertiginosos, biquínis mínimos ou mesmo caras e bocas. Uma mudança e tanto para quem se acostumou a ganhar a vida exibindo o corpo.

Aos 32 anos, a modelo tem adotado uma linha mais “recatada e do lar” desde que se mudou no ano passado para o México para morar com o atacante argentino naturalizado paraguaio Jonathan Fabbro, que atua no Chiapas.

Entre idas e vindas, rompimentos públicos e acusações de traição, o casal está junto há cerca de cinco anos e está prestes a se casar. Em 2016, Larissa chegou a ficar grávida do atacante, mas perdeu o filho apenas duas semanas depois de descobrir a gestação.

Após de mudar para o México, a modelo deixou de lado a carreira de apresentadora do “Teleshow”, um programa de auditório da TV paraguaia, e também as fotos e performances sensuais que fizeram sua fama.

Atualmente, até participa eventualmente como convidada de alguns programas de televisão, mas normalmente para falar de futebol e de sua relação com Fabbro.

E foi por causa do marido que Larissa topou abandonar por um instante sua nova imagem de “recatada” no mês passado. Em entrevista ao canal de TV Univision, a modelo prometeu fazer um strip-tease e ficar nua ao lado de Fabbro caso o Chiapas chegue à final do Campeonato Mexicano.

A aposta de Larissa, no entanto, é praticamente um blefe. Isso porque o clube que seu marido defende foi o time de pior campanha do Torneio Apertura, o primeiro turno do Mexicano, no segundo semestre do ano passado, e ocupa apenas a 12ª colocação do Clausura. Ou seja, sua luta é contra o rebaixamento, não por título.


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Quem será o substituto de Gabriel Jesus na seleção?
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Rafael Reis

Artilheiro da era Tite, com cinco gols em seis partidas, Gabriel Jesus sofreu uma fratura no quinto metatarso (dedinho) do pé direito durante sua quinta apresentação pelo Manchester City e será desfalque para a seleção brasileira na próxima rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

A contusão levanta uma importante dúvida: quem será o substituto do garoto ex-Palmeiras nas partidas contra Uruguai e Paraguai, nos dias 23 e 28 de março, respectivamente?

Se levarmos em consideração a coerência que Tite costuma ressaltar como fonte de suas decisões, aquela mesma que ele costuma chamar de merecimento, só há uma opção possível para o posto de camisa 9 titular da seleção.

Roberto Firmino foi reserva de Jesus nas quatro últimas apresentações da seleção principal e é o herdeiro natural da vaga. Situação que conta muito na cabeça do ex-comandante do Corinthians.

O atacante do Liverpool não possui a mesma capacidade técnica do titular, é claro. Mas possui qualidades táticas e de movimentação semelhantes às do dono da posição: também não é um centroavante típico, mas sim um homem de frente que pode fazer diferentes funções.

E Firmino ainda tem um importante ponto em seu favor. Ele possui um ótimo entrosamento com Philippe Coutinho, seu companheiro no clube inglês e outro dos destaques da seleção desde a chegada de Tite.

Se seu substituto na equipe titular do Brasil parece bem encaminhado, a vaga aberta por Jesus na convocação é um assunto bem mais complexo.

Olhar para as listas anteriores do treinador pode dar uma pista sobre o caminho que ele pretende seguir. Taison, Gabriel Barbosa, Robinho, Luan, Dudu e Diego Souza foram os outros atacantes já chamados por ele.

Desses, Gabigol pode se considerar fora do páreo, já que mal joga na Inter de Milão. Dudu e Robinho são quase que exclusivamente jogadores de lado de campo e dificilmente seriam listados para atuar como 9.

Restam então Taison, talvez a convocação mais criticada de Tite até o momento, Diego Souza, que não é propriamente um atacante, mas tem porte físico para atuar dentro da área, e Luan, que foi reserva da seleção formada só por jogadores que atuavam no futebol brasileiro.

Mas será que essas são realmente as únicas opções? É claro que não, mas também não há tanta fartura assim de atacantes à disposição para herdar a vaga de Gabriel Jesus.

Após quase meia-temporada parado em virtude de problemas físicos, Jonas retornou ao Benfica e tem balançado as redes no Campeonato Português. Hulk, um nome muito lembrado pelos antecessores de Tite, está na China, mas isso já deixou de ser um problema para a seleção.

E há Willian José. Muito contestado no Brasil durante as passagens por São Paulo e Grêmio, o atacante está na segunda temporada seguida de destaque no futebol espanhol. Jogando pela Real Sociedad, já marcou 11 vezes em 2016/17, mais do que o número de gols de Neymar no período.

Querem minha opinião? Eu ficaria entre ele e Luan para o posto de atacante reserva na próxima Data Fifa.

O Brasil lidera as eliminatórias sul-americanas para a Copa-2018, com 27 pontos. O Uruguai, seu próximo adversário, tem 23 e ocupa a segunda colocação.


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Eliminatórias têm ingressos a R$ 4; Brasil é o mais caro da Conmebol
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Rafael Reis

O torcedor que assistiu à partida entre Venezuela e Bolívia, quinta-feira, pela 11ª rodada das eliminatórias da Copa do Mundo-2018, pode ter pago pelo ingresso o valor semelhante ao que gastamos com uma latinha de Coca-Cola aqui no Brasil.

Em meio a uma grave crise econômica e com sua moeda oficial, o bolívar, bastante desvalorizada, os venezuelanos vendem as entradas mais baratas do qualificatório da América do Sul.

Neymar

Os ingressos para as partidas em casa da seleção vinotinto, a única da Conmebol que ainda não disputou um Mundial, variam de 5.000 bolívares a 18.000 bolívares. Convertendo para reais: entre R$ 4 e R$ 15.

Mas não são só os venezuelanos que cobram preços módicos para os bolsos brasileiros em jogos das eliminatórias.

As entradas mais baratas para Bolívia x Paraguai, na próxima terça-feira, em La Paz, saem pelo equivalente a R$ 14. Pouco menos que os R$ 17 do valor mínimo dos bilhetes do confronto entre paraguaios e peruanos, na última quinta, em Assunção.

O valor médio do ingresso mais barato para jogos das eliminatórias na América do Sul é de R$ 48,1. Seis seleções têm seus bilhetes populares variando de R$ 51 a R$ 64.

Além das barateiras Venezuela, Bolívia e Paraguai, apenas o Brasil, cobra preços mínimos fora dessa faixa.

O ingresso para assistir à seleção pentacampeã mundial em casa nas eliminatórias é, de longe, o mais caro da América do Sul.

O assento mais barato para a partida contra a Argentina, quinta, no Mineirão, custava R$ 100 (meia-entrada). O jogo contra a Bolívia, um adversário menos tradicional, em outubro, também não teve preços tão diferentes assim: a meia-entrada saia por no mínimo R$ 75.

A discrepância não é apenas uma questão de ganância dos organizadores das partidas. Apesar de não viver seu melhor momento, o Brasil é a maior economia da América do Sul. Além disso, em virtude da Copa do Mundo-2014, possui os estádios mais modernos da região.

PREÇO DO INGRESSO MAIS BARATO COMO MANDANTE PARA AS ELIMINATÓRIAS*

VENEZUELA – R$ 4
BOLIVIA – R$ 14
PARAGUAI – R$ 17
URUGUAI – R$ 51
CHILE – R$ 55
PERU – R$ 56
ARGENTINA – R$ 60
COLÔMBIA – R$ 60
EQUADOR – R$ 64
BRASIL – R$ 100

*valores das entradas das partidas da Data Fifa de novembro e convertidos para o Real, de acordo com a cotação do dia 10/11/2016


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“Filho” de Felipão, Arce elege Luxemburgo como mentor dentro de campo
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Rafael Reis

Foi ao lado de Luiz Felipe Scolari que Chiqui Arce viveu seus melhores momentos como jogador. Sob comando do treinador gaúcho, o então lateral direito de Grêmio e Palmeiras ganhou duas Libertadores (1995 e 1999).

Mas engana-se quem pensa que o atual treinador da seleção paraguaia tem o comandante do pentacampeonato mundial brasileiro como referência única para o seu trabalho.

Arce

“É claro que o Felipão é uma grande influência para mim, principalmente em relação à forma como lidar com os jogadores e ao ambiente, é quase como se fosse meu pai. Mas, dentro de campo, me inspiro até mais em dois outros brasileiros, Paulo César Carpegiani e Vanderlei Luxemburgo”, afirmou Arce, em entrevista no primeiro semestre.

Carpegiani dirigiu Arce por dois anos na seleção paraguaia, entre 1996 e 1998.  Juntos, eles levaram a equipe guarani às oitavas de final da Copa do Mundo da França –perderam para a anfitriã apenas na prorrogação.

Já Luxemburgo foi mais um adversário que um aliado. Eles até ficaram lado a lado no Palmeiras em 2002, mas as lembranças mais marcantes de Luxa para o paraguaio são os clássicos contra Felipão na década de 1990.

“São dois treinadores muito inteligentes taticamente e que gostam de um futebol bem jogado”, define.

Aposentado desde 2006, Arce virou treinador já no ano seguinte. Em uma década na nova carreira, dirigiu Rubio Ñu, Cerro Porteño e Guaraní e conquistou por duas vezes o título paraguaio.

Mas ainda não conseguiu cumprir um dos seus principais objetivos, apesar de já ter recebido convites para isso: retornar ao Brasil e trabalhar mais uma vez em Palmeiras e Grêmio, clubes onde até hoje é tratado como ídolo.

Em sua volta à seleção paraguaia, equipe pela qual já havia tido uma discreta passagem entre 2011 e 2012, Arce não tem tido muitos motivos para sorrir.

Nos três primeiros jogos, sofreu duas derrotas (Uruguai e Colômbia) e conquistou apenas uma vitória (Chile). Além disso, a zona de classificação nas eliminatórias da Copa do Mundo já ficou a quatro pontos de distância.

A partida desta terça-feira, a quarta de Arce, também não promete facilidade. Os paraguaios enfrentam a Argentina, seleção número um do ranking da Fifa, fora de casa.


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