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Por onde andam os jogadores da Itália que fez o Brasil chorar na Copa-1982?
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Rafael Reis

Não é à toa que a eliminação brasileira na Copa do Mundo-1982 entrou para a história com o nome de “Tragédia do Sarriá”.

A derrota por 3 a 2 para a Itália, no dia 5 de julho, no estádio Sarriá, em Barcelona, foi o fim da linha de uma seleção repleta de craques, como Falcão, Sócrates, Zico e Júnior, e que praticava um dos futebóis mais bonitos da história dos Mundiais.

O resultado classificou a seleção europeia para as semifinais e a alavancou rumo à conquista do tri, seis dias depois, com uma vitória por 3 a 1 sobre a Alemanha Ocidental.

Trinta e cinco anos depois de fazerem o Brasil chorar, como está a vida dos jogadores que impuseram à amarelinha uma das derrotas mais doloridas de toda sua existência? É isso que mostramos logo abaixo:

POR ONDE ANDA – ITÁLIA (1982)?

Dino Zoff (75 anos) – Jogador mais velho a conquistar uma Copa do Mundo, o capitão italiano já era um quarentão em 1982. O ex-goleiro foi um treinador importante no Calcio durante a década de 1990 e chegou a dirigir a seleção italiana entre 1998 e 2000. Seu trabalho de maior sucesso foi com a Juventus, onde conquistou os títulos da Copa Itália e da Copa da Uefa em 1990. Zoff está aposentado dos bancos de reservas há mais de dez anos.

Claudio Gentile (63 anos) – O implacável marcador de Zico e Maradona na Copa-1982 foi assistente de Dino Zoff na seleção italiana principal, dirigiu a equipe sub-21 entre 2000 e 2006 e foi medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004. Em 2014, chegou a ser anunciado como treinador do Sion, da Suíça. No entanto, jamais exerceu o cargo.

Gaetano Scirea (in memoriam) – Um dos melhores defensores de todos os tempos, o líbero morreu em 1989, um ano depois de pendurar as chuteiras. Scirea fazia parte da comissão técnica da Juventus, clube que defendeu durante a maior parte da carreira, e estava a trabalho na Polônia quando sofreu o acidente de carro que encerrou sua vida.

Fulvio Collovati (60 anos) – O ex-zagueiro de Milan, Inter de Milão e Roma ainda vive do futebol, mas agora fora de campo. Collovati é comentarista da RAI, a rede de televisão pública italiana. O ex-jogador também faz parte da administração do Pro Patria, um pequeno clube que disputa a quarta divisão do Calcio.

Antonio Cabrini (59 anos) – O lateral esquerdo que disputou quase 300 partidas pela Juventus já tentou de tudo desde a aposentadoria, em 1991. Cabrini participou de reality shows e até tentou carreira na política. Desde 2000, trabalha como técnico. Apesar de nunca ter tido muito sucesso em equipes masculinas, foi escolhido em 2012 para dirigir a seleção italiana feminina, onde está até hoje.

Bruno Conti (62 anos) – Assim como fez durante o período em que jogou futebol profissionalmente, o meia campeão mundial de 1982 continua dedicando sua carreira à Roma. Conti já passou por várias funções na equipe da capital italiana (treinador da base, diretor-técnico e até interino da equipe principal). Hoje, é o homem responsável pelas gestão das categorias de base do clube.

Marco Tardelli (62 anos) – O ex-meia da Juve tem uma carreira bastante longa como treinador, ainda que jamais tenha obtido grandes resultados. Tardelli já dirigiu as seleções sub-16 e sub-21 da Itália, comandou a Inter de Milão e até o Egito. Seu trabalho mais recente foi como assistente técnico de Giovanni Trapattoni na seleção da Irlanda entre 2008 e 2013.

Giancarlo Antognoni (63 anos) – Cérebro da Itália na conquista do tricampeonato mundial, o ex-meia continua ligado à Fiorentina, clube que defendeu durante 15 anos e que o tem como um dos maiores ídolos de sua história. Antognoni atualmente é o vice-presidente do time de Florença e trabalha diretamente com as contratações de jogadores.

Gabriele Oriali (64 anos) – O ex-meia chegou a ser condenado a seis meses de prisão, em 2006, por ter participado de um esquema de falsificação de passaporte do uruguaio Álvaro Recoba quando era dirigente da Inter de Milão, no começo dos anos 2000. Livre da pena, Oriali é auxiliar da seleção italiana desde 2014 e braço direito do técnico Giampiero Ventura.

Francesco Graziani (64 anos) – O ex-atacante até já trabalhou como comentarista, mas sua especialidade desde que se aposentou, em 1988, é comandar times pequenos. Graziani começou a carreira como técnico na Fiorentina, mas depois só pegou clubes menores. O trabalho de maior sucesso foi à frente do Cervia, uma equipe amadora que ele conduziu para a quarta divisão em 2005.

Paolo Rossi (60 anos) – Autor de três gols no confronto com o Brasil, o artilheiro e melhor jogador da Copa-1982 optou por não seguir uma carreira formal no futebol depois da aposentadoria. Paolo Rossi até fez alguns frilas como comentarista na Itália, mas ganha a vida como proprietário de um hotel na Toscana. O ex-atacante também é embaixador das Nações Unidas e participou da sétima temporada da versão italiana da “Dança dos Famosos”.

Giuseppe Bergomi (53 anos) – Reserva no confronto com o Brasil, precisou ir a campo ainda no primeiro tempo devido a uma contusão sofrida por Collovati. Um dos grandes nomes da história da Inter de Milão, o ex-zagueiro chegou a trabalhar como treinador de categorias de base. No entanto, sua função mais conhecida é a de comentarista da Sky Sports Italia.

Gianpiero Marini (66 anos) – Outro reserva utilizado na partida contra o Brasil, o ex-meia estreou como técnico na Inter de Milão, em 1993, e conquistou logo de cara a Copa da Uefa. No entanto, esse foi o grande momento de sua carreira no banco de reservas. Depois, treinou Como, Cremonese e seleção B da Itália.

Enzo Bearzot (in memoriam) – Recordista de partidas à frente da seleção italiana, dirigiu a Azzurra 104 vezes entre 1975 e 1986, quando decidiu se aposentar do futebol. Morreu aos 83 anos, em 21 de dezembro de 2010, justamente 42 anos depois da morte de Vittorio Pozzo, o treinador dos dois primeiros títulos mundiais da Itália.


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Com “portas abertas”, lateral brasileiro sonha com seleção da Bulgária
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Rafael Reis

Lateral direito revelado pelo Santo André, com passagem pelo Schalke 04, da Alemanha, e atualmente no Medipol Basaksehir, vice-líder do Campeonato Turco, Júnior Caiçara sonha com a seleção.

Mas a camisa que o jogador de 28 anos almeja vestir em um futuro próximo não é a amarelinha, um objetivo muito distante de sua realidade atual, mas sim a da Bulgária.

O lateral defendeu o Ludogorets, hoje o principal clube do futebol búlgaro por três temporadas, entre 2012 e 2015. Desde 2014, quando obteve sua naturalização, ele é oficialmente um cidadão da terra de Stoichkov.

A convocação só não veio ainda porque a Fifa determina que um jogador naturalizado (ou seja, que não obteve a cidadania por herança familiar) precisa ter cinco anos de residência em um país para defender sua seleção. Caiçara, por enquanto, só morou na Bulgária por três anos.

“Sempre converso com o treinador da Bulgária [Petar Hubchev] e ele costuma dizer que as portas estão abertas para mim. Já que há o interesse deles, também há o meu”, afirma o jogador.

Enquanto não reúne condições legais para se juntar à seleção, Caiçara acompanha de perto a tentativa búlgara de retornar a uma Copa do Mundo –ocupa a terceira colocação do Grupo A das eliminatórias europeias, com nove pontos, um a menos que a Suécia, vice-líder da chave e que hoje disputaria a repescagem.

“Costumo acompanhar todos os jogos da seleção búlgara. Tenho um grande amigo [o meia Marcelinho, também brasileiro, com quem atuou nos tempos de Ludogorets] e vários outros conhecidos que jogam na seleção.”

Uma das potências do futebol internacional durante a década de 1990, quando era liderada em campo por Hristo Stoichkov, craque que fez história no Barcelona, a Bulgária chegou a ser quarta colocada na Copa do Mundo de 1994, mas não joga a principal competição de futebol do planeta desde 1998.

“Até hoje, eles falam bastante desse time, que ficou marcado na história da Bulgária. Eles nunca mais tiveram outra seleção com tanta qualidade quanto aquela”, completa Júnior Caiçara.


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Por onde andam os jogadores da França que calou o Brasil na Copa de 1998?
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Rafael Reis

Um problema de saúde de Ronaldo, a surpreendente pré-escalação de Edmundo, o assustador retorno do Fenômeno, duas cabeçadas certeiras de Zidane, um contra-ataque mortal, toneladas de teorias da conspiração e a consagração de uma nova campeã mundial.

O dia 12 de julho de 1998 foi histórico para torcedores brasileiros e franceses. Foi nessa data que a França desbancou a camisa mais pesada do planeta e, com uma vitória por 3 a 0, conquistou em casa seu primeiro título da Copa do Mundo.

Dezenove anos se passaram desde então, e até hoje muita gente se questiona sobre o que realmente aconteceu com Ronaldo antes da decisão e levanta hipóteses das mais absurdas para justificar a derrota brasileira.

Mas, e os franceses? O que eles andam fazendo da vida? Descubra logo abaixo os destinos dos jogadores que fizeram muitos brasileiros chorarem… e isso, muito antes de qualquer 7 a 1.

POR ONDE ANDA – FRANÇA (1998)?

Fabien Barthez (45 anos) – O goleiro, que nunca foi uma unanimidade na França, tem uma vida bastante intensa desde que deixou o futebol profissional, há dez anos. Barthez virou piloto de carros, participou de competições de Porsche e até disputou a tradicional 24 horas de Le Mans. Também trabalhou como dirigente e presidente de honra do Luzenac, clube que chegou a subir para a segunda divisão francesa em 2014, mas que perdeu na Justiça o direito de disputá-la.

Lilian Thuram (45 anos) – Herói na semifinal contra a Croácia, o lateral direito se tornou uma importante nome no combate contra o racismo desde a aposentadoria, em 2008. Thuram é hoje embaixador da Unicef e uma voz relevante no cenário francês. Ao longo da carreira pós-futebol, o ex-jogador já liderou protestos contra o ex-presidente Nicolas Sarkozy e foi curador de uma exposição de museu.

Marcel Desailly (48 anos) – Apelidado de “The Rock” (A Pedra ou a Rocha, em tradução para o português), o ex-zagueiro de Milan e Chelsea emendou uma carreira de comentarista de futebol logo após pendurar as chuteiras, em 2004, e também participou de inúmeras campanhas beneficentes. Atualmente, Desailly faz parte da academia Laureus, que escolhe os vencedores e entrega o prêmio conhecido informalmente como “Oscar do esporte”.

Frank Leboeuf (49 anos) – Reserva durante a campanha francesa em 1998, ganhou a chance de disputar a final devido à suspensão de Laurent Blanc. Jogador de recursos limitados, Leboeuf passou a se dedicar à atuação depois de largar o futebol, em 2005. O francês passou dois anos estudando em Hollywood, participou de algumas peças e filmes. Seu papel mais conhecido é de um médico em “A Teoria de Tudo”, filme de 2014 que conta a história do cientista Stephen Hawking.

Bixente Lizarazu (47 anos) – O lateral esquerdo de origem basca é um dos principais comentaristas de futebol da França na atualidade. Lizarazu trabalha na TV, no rádio e também escreve para o “L’Equipe”, principal jornal esportivo do país. Nas horas vagas, ainda encontra tempo para se dedicar a duas outras paixões: o jiu-jitsu (já foi campeão europeu em 2009) e o surfe.

Didier Deschamps (48 anos) – O homem que levantou a taça do primeiro título mundial da história da França é agora quem tenta conduzir a seleção de Pogba e Griezmann a uma segunda conquista de Copa do Mundo. Ex-comandante de Monaco, Juventus e Olympique de Marselha, Deschamps é o treinador dos “Bleus” desde 2012 e foi vice-campeão europeu no ano passado.

Christian Karembeu (46 anos) – Eternizado no Brasil pela narração de Luciano do Valle no confronto entre Corinthians e Real Madrid, no Mundial de Clubes de 2000, Karembeu já trabalhou como olheiro do Portsmouth e do Arsenal, teve cargos administrativos em uma multinacional e no Olympiacos, da Grécia, e virou um autêntico “arroz de festa” em sorteios da Fifa e da Uefa.

Emmanuel Petit (46 anos) – Autor do terceiro gol da decisão contra o Brasil, o meia que usava um rabo de cavalo cortou seu longo cabelo em 2011, em um evento para caridade. Desde que se aposentou, em 2004, Petit vive do dinheiro que ganhou enquanto jogava profissionalmente e de sua imagem. O francês já foi embaixador da Copa do Mundo dos Sem-Teto e faz campanhas publicitárias para uma empresa corretora de investimentos.

Zinedine Zidane (44 anos) – O protagonista do título mundial francês é um dos técnicos do momento no futebol mundial. Ex-auxiliar de Carlo Ancelotti e técnico do Real Madrid Castilla entre 2014 e 2016, Zidane assumiu no ano passado o comando da equipe principal do clube espanhol e logo de cara conquistou o título da Liga dos Campeões da Europa. Na atual temporada, já está na semifinal e sonha com o bi.

Youri Djorkaeff (49 anos) – Um dos principais jogadores daquela equipe francesa, o ex-meia de Monaco, Paris Saint-Germain e Inter de Milão encerrou a carreira nos Estados Unidos, onde fixou residência. Djorkaeff administra atualmente uma fundação que desenvolve programas de futebol em Nova York.

Stéphane Guivarc’h (46 anos) – O discreto centroavante francês na final contra o Brasil foi um dos primeiros jogadores do elenco campeão mundial a parar de jogar. Guivarc’h abandonou a carreira em 2002 e, para dizer bem a verdade, pouca gente notou. De volta à sua cidade natal, Concarneau, ele é dono de uma loja que vende piscinas.

Laurent Blanc (51 anos) – Um dos líderes da França em 1998, perdeu a decisão por estar suspenso. Assim como Deschamps e Zidane, Blanc tem uma carreira de sucesso como treinador. Foram três anos no Bordeaux, dois na seleção francesa e mais três no Paris Saint-Germain. Demitido do PSG no ano passado, é apontado pela imprensa espanhola como favorito para dirigir o Sevilla na próxima temporada caso Jorge Sampaoli deixe o clube para dirigir a Argentina.

Alain Boghossian (46 anos) – Primeiro reserva da França que foi a campo na final, o ex-meia do Parma chegou a disputar alguns campeonatos de golfe depois da aposentadoria, em 2012, mas se encontrou mesmo foi na Federação Francesa de Futebol. Boghossian foi auxiliar da seleção entre 2008 e 2012 e, depois da nomeação de Deschamps para o cargo de treinador, ganhou um cargo de diretor-técnico da FFF.

Christophe Dugarry (45 anos) – Reserva de Guivarc’h, era tão contestado quanto o titular que substituiu no 66º minuto da final. Um dos pioneiros em se aventurar no Qatar, encerrou a carreira no Oriente Médio, há 12 anos. É figurinha carimbada nos programas esportivos da TV francesa.

Patrick Vieira (40 anos) – O mais jovem dos jogadores usados pela França na final da Copa-1998 é outro que seguiu a carreira de treinador. No entanto, ainda não alcançou o estrelato na nova função. Vieira dirigiu a equipe reserva do Manchester City durante duas temporadas e, desde o ano passado, é o treinador do New York City FC, time norte-americano pertencente ao mesmo grupo dono do clube inglês.

Aimé Jacquet (75 anos) A seleção francesa foi o último trabalho como treinador do ex-comandante de Lyon, Bordeaux, Montpellier e Nancy. Logo depois da conquista da Copa do Mundo, ele deixou o cargo para trabalhar como diretor-técnico da França, função que ocupou por oito anos. Desde 2006, está oficialmente aposentado.


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Inimiga de Trump, Coreia do Norte já “fabricou” amistoso contra o Brasil
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Rafael Reis

País inimigo dos Estados Unidos, com quem tem travado nos últimos dias uma batalha midiática que ameaça se tornar uma guerra com uso de armas nucleares, a Coreia do Norte já “fabricou” um amistoso contra a seleção brasileira de futebol.

Em 2009, o regime norte-coreano aproveitou o isolamento e o pouco conhecimento futebolístico de sua população para transformar um amistoso da seleção local contra o Atlético Sorocaba em um jogo contra a equipe pentacampeã mundial.

Vários indícios demonstram que houve uma farsa. O placar do estádio não exibiu as iniciais do Atlético Sorocaba (ATL, ASO ou SOR, por exemplo), mas sim o BRA, de Brasil.

Além disso, o técnico Edu Marangon e o lateral Leandro Silva admitiram em 2014 ao UOL que a torcida achava que aquele time que vestia amarelo era a seleção brasileira.

O amistoso contra o Atlético Sorocaba, clube então parceiro do Reverendo Moon, missionário norte-coreano que morreu em 2012, terminou empatado por 0 a 0 e fez parte da preparação da equipe asiática para a Copa do Mundo-2010.

Sete meses depois, a Coreia do Norte efetivamente enfrentou o Brasil e foi derrotada por 2 a 1. A partida não foi exibida ao vivo pela TV estatal do país, que só transmitiu posteriormente o VT da estreia no Mundial da África do Sul.

Os norte-coreanos se despediram de sua segunda participação na Copa com mais duas derrotas: goleada por 7 a 0 ante Portugal e um 3 a 0 aplicado pela Costa do Marfim.

Quarenta e quatro anos antes, sua campanha havia sido muito melhor. Em 1966, o time asiático debutou na principal competição de futebol do planeta com um honroso oitavo lugar, com direito a uma zebra histórica (vitória por 1 a 0 contra a Itália) e um épico confronto de quartas de final (perdeu por 5 a 3 para Portugal, depois de chegar a abrir 3 a 0 no placar).

Apesar de ter colhido bons resultados na base nos últimos anos, a Coreia do Norte já está fora das eliminatórias da Copa-2018. A equipe foi eliminada pelo Uzbequistão na segunda fase do qualificatório asiático.

Um dos regimes mais fechados do mundo, a Coreia do Norte é governada de forma ditatorial desde os anos 1940 pela família Kim. Kim Jong-un, a terceira geração no poder, é o líder supremo do país desde 2011.

Desde que chegou ao poder, Jong-un tem intensificado as provocações ao Ocidente e ignorado as sanções internacionais que visam fazer com que ele abandone seu programa nuclear.

Na semana passada, a KCNA, agência de notícias norte-coreana, divulgou um comunicado atribuído a um porta-voz do comandante geral das Forças Armadas, em que adverte o presidente dos EUA, Donald Trump: “Nossa reação mais dura contra os EUA e suas forças será executada de forma tão impiedosa que não permitirá a nossos agressores sobreviverem”.


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Lateral brasileiro do Leverkusen se vê na seleção… mas só depois da Copa
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Rafael Reis

Titular da lateral esquerda do Bayer Leverkusen há três temporadas, Wendell considera que há espaço para ele na seleção brasileira. Mas, talvez, não agora…

O ex-jogador do Grêmio admite que hoje é muito difícil tirar Marcelo ou Filipe Luís das convocações e projeta sua consolidação com a camisa amarela a partir do segundo semestre do próximo ano, ou seja, após a Copa do Mundo da Rússia.

“Os caras que estão lá [na seleção] são top de linha. Vou continuar trabalhando, mas preciso ser realista. As chances maiores são mesmo para depois da Copa”, afirmou por telefone.

O lateral, que chegou a ser convocado por Tite para as partidas contra Bolívia e Venezuela, em outubro, mas ainda não estreou pela seleção, conta com a idade a seu favor para fazer parte do projeto da seleção para o Mundial-2022.

Wendell tem apenas 23 anos, contra 28 de Marcelo, o atual titular da posição, e 31 de Filipe Luís, seu reserva imediato. Alex Sandro, outro lateral sempre cotado para fazer parte do elenco pentacampeão mundial, está com 26.

Ao contrário dos seus rivais, o ex-jogador do Grêmio não atua hoje em um dos clubes do primeiro escalão do futebol mundial. Marcelo (Real Madrid), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Alex Sandro (Juventus) estão nas quartas de final da Liga dos Campeões, enquanto o Leverkusen, de Wendell, parou nas oitavas.

“Não acho que isso faz muita diferença. O Tite tem convocado jogadores que estão jogando bem seus clubes, não importa qual é o clube. O Giuliano é do Zenit e tem o pessoal da China também. E não podemos esquecer que o Leverkusen também é um grande clube”, disse.

Mas Wendell poderia estar vestindo hoje uma camisa mais pesada do que a do time alemão. No primeiro semestre do ano passado, o jogador foi cotado para se transferir para o Real Madrid.

O negócio não avançou: o time espanhol achou melhor reintegrar o português Fábio Coentrão ao elenco a pagar os 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 117 milhões) que o Leverkusen queria para liberar o brasileiro.

Irregular na atual temporada, a equipe de Wendell ocupa apenas a 12ª colocação no Campeonato Alemão e tem chances mínimas de classificação para competições europeias. Neste sábado, recebe o Bayern de Munique, atual campeão e líder disparado da Bundesliga.


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Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
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Rafael Reis

Tite resgatou o bom futebol e a confiança da seleção brasileira, tirou-a de uma situação delicada nas eliminatórias e a classificou com quatro rodadas de antecedência para a Copa do Mundo. E, de quebra, a colocou na liderança do ranking da Fifa.

É preciso ser muito do contra para não concordar que Tite é o maior técnico brasileiro da atualidade. Seu trabalho no Corinthians e o sucesso instantâneo na equipe pentacampeã mundial são incontestáveis.

Mas será que o gaúcho de Caxias do Sul está no mesmo patamar dos principais técnicos do planeta? Seria Tite tão bom quanto Pep Guardiola, José Mourinho, Diego Simeone, Carlo Ancelotti, Jürgen Klopp e Antonio Conte?

Como toda comparação, essa também pode estar cheia de injustiças. Mas a discussão vale para entendermos o real tamanho de Adenor Bacchi no cenário global da bola.

Por um lado, o treinador brasileiro jamais mediu forças com nenhum dos nomes que ocupam o “Olimpo da função”. O único rival europeu de sua carreira, o Chelsea, derrotado pelo Corinthians na final do Mundial de 2012, era comandado por um bastante questionável Rafa Benítez.

Já pelo outro, Tite construiu sua carreira sem ter à disposição um elenco composto por estrelas do primeiro escalão mundial, como as que fizeram as famas de Guardiola, Mourinho e Ancelotti, por exemplo. Seu vitorioso Corinthians tinha como astro Paulinho, aquele mesmo que fracassaria mais tarde no Tottenham e hoje voltou a brilhar na seleção.

Como passou praticamente toda sua vida profissional no Brasil (teve apenas duas experiências nos Emirados Árabes), o treinador jamais experimentou a vantagem de disputar uma liga desequilibrada com um time infinitamente superior à maioria dos seus adversários.

Isso ajuda explicar porque Tite só ganhou dois títulos brasileiros (2011 e 2015, pelo Corinthians) em mais de 25 anos de carreira, enquanto Guardiola, por exemplo, faturou dois espanhóis em três anos de trabalho como treinador.

Uma característica que o comandante da seleção tem em comum com os maiores técnicos do mundo é a empatia com o elenco. Sabe aquela sensação de que os jogadores do Atlético de Madri morreriam em campo por Diego Simeone e o brilho nos olhos dos atletas do Barcelona de 2009 a 2012 ao falarem de Guardiola?

Tite também tem isso. Seu discurso centrado no “merecimento” e o jeitão de gente boa demonstrado no dia a adia contagiam os jogadores que ele dirige e faz com que eles se dediquem ao máximo para ajudá-lo dentro de campo. Essa é uma das chaves do seu sucesso.

A outra, claro, é a parte tática. O comandante da seleção está antenado a tudo aquilo de mais moderno que existe no futebol mundial: marcação pressão, defesa alta, composição de espaços, alternância entre a posse de bola e transição rápida entre ataque e defesa.

Mas, até hoje, Tite se mostrou mais um reprodutor de tendências táticas em alta internacionalmente do que alguém que revoluciona o futebol ao mostrar dentro de campo novidades que serão copiadas por outros treinadores.

É justamente essa capacidade de ditar tendências que faz (ou fez) Guardiola, Mourinho, Klopp e Simeone, por exemplo, serem tão especiais.

É lógico que a trajetória internacional de Tite está apenas começando. Se vencer a Copa ou fizer um bom papel na Rússia, o ex-comandante do Corinthians pode descolar uma proposta para trabalhar na Europa e dirigir um dos grandes clubes do mundo.

E aí sim teremos condições reais de descobrir se ele está no mesmo nível dos maiores treinadores do planeta.


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A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
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Rafael Reis

Nove vitórias consecutivas, passeios contra Uruguai e Argentina, os mais tradicionais adversários no futebol sul-americano, classificação para a Copa do Mundo e o retorno à liderança do ranking da Fifa.

Em nove meses de trabalho, Tite revolucionou a seleção. Resgatou uma equipe com cara de decadente, que era praticamente uma unanimidade na arte de desagradar o torcedor nos tempos de Dunga, e fez dela novamente um xodó do povo brasileiro.

O futebol convincente apresentado por Neymar e cia. nas eliminatórias e a primeira colocação no ranking mundial são suficientes para levantarmos uma delicada questão: o Brasil já é a melhor seleção do planeta?

A pergunta não é tão simples de se responder porque todos os adversários da era Tite foram sul-americanos. O time pentacampeão mundial deu show contra seus vizinhos, inclusive ante a Argentina, de Messi.

Mas falta saber como ele irá se comportar ante outras escolas de futebol. E não, o amistoso contra os alemães, em março do ano que vem, não será suficiente para tirarmos a prova.

O que dá para dizer por enquanto é que nenhuma seleção do mundo tem jogado em tão alto nível e tomado tão pouco conhecimento de adversários quanto a brasileira. Nem mesmo a Alemanha e a Suíça, equipes com 100% de aproveitamento nas eliminatórias, conseguem seus resultados com a mesma naturalidade dos comandados de Tite.

Por esse ponto de vista, dá para dizer que o Brasil ESTÁ a melhor seleção do mundo. Mas, como vimos nas últimas três edições da Copa das Confederações, isso pode acabar não significando nada.

O que vai determinar se os livros de história tratarão a gestão de Tite como sucesso ou fracasso é o que vai acontecer dentro e um ano e três meses, na Copa da Rússia. E há pelo menos duas fortes candidatas a ESTAREM a melhor seleção do mundo em junho/julho de 2018.

Uma delas é a atual campeã mundial. A Alemanha tem conseguido escapar da tentação de eternizar a geração vencedora que prejudica quase todos os vencedores da Copa (vide Espanha-2014, Brasil-2006 e França-2002) e faz um belo trabalho de renovação constante do seu elenco.

E é justamente essa característica de Joachim Löw que torna tão difícil analisar o real nível da seleção germânica. Afinal, é muito raro o treinador escalar sua força máxima em uma partida. Mesmo assim, os algozes do 7 a 1 estão invictos há oito partidas.

A outra candidata a melhor seleção do mundo é a França. Aquela mesma França que perdeu para Portugal e não conseguiu ser campeã europeia em casa no meio do ano passado? Sim, ela mesma.

A questão é o que os franceses possuem o maior arsenal de jovens talentosos do futebol mundial na atualidade. Mbappé, Dembélé, Lemar, Rabiot, Martial, Coman, Tolisso, Kimpembe, Mendy, Sidibé, Varane e Pogba têm no máximo 24 anos. O sucesso ou fracasso dos Bleus em 2018 vai passar por quão acentuada será a curva de evolução do futebol dessa garotada no próximo ano.


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Goleador das eliminatórias é homem de um time só e carrega legado familiar
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Rafael Reis

Para o artilheiro das eliminatórias da Copa do Mundo-2018, jogar futebol é uma tradição de família.

Autor de 15 gols nas primeiras 14 partidas da seleção dos Emirados Árabes Unidos no qualificatório para o Mundial da Rússia, o atacante Ahmed Khalil, 25, é o sexto filho de Khalil Sebait, um ex-jogador que fez a carreira no Kuwait, a se dedicar ao futebol profissional.

Todos eles defenderam o Al-Ahli. Mas, hoje em dia, apenas Ahmed continua por lá. O time de Dubai, aliás, é o único que o goleador das eliminatórias defendeu ao longo de sua trajetória no esporte.

O caçula dos irmãos Khalil é considerado um fenômeno no Oriente Médio. Ainda adolescente, conquistou vários prêmios de “maior promessa do futebol árabe” e chegou a ser eleito o melhor jogador jovem da Ásia.

Em 2009, o hoje camisa 11 dos Emirados Árabes fez sucesso no Mundial sub-20. Apesar de ter apenas 18 anos, destacou-se na competição e conseguiu levar sua equipe até as quartas de final.

No mesmo ano, Khalil marcou o primeiro dos 49 gols que já anotou pela seleção principal. O atacante está a apenas três balançadas de rede de se tornar o maior goleador da história dos Emirados Árabes. E, vale lembrar, ele tem apenas 25 anos.

O recorde atual pertence a Adnan Al Talyani, que vestiu a camisa da equipe árabe, por 14 anos, entre 1983 e 1997, disputou a Copa do Mundo de 1990 e comemorou 52 gols.

O Mundial da Itália, aliás, foi a única participação dos EAU na principal competição de futebol do planeta. E, apesar do sucesso de Khalil nas eliminatórias, é bem provável que continue sendo.

A seleção dos Emirados entrou na sétima das dez rodadas da fase final do qualificatório asiático na quarta colocação do Grupo B, com quatro pontos de desvantagem para Arábia Saudita (do outro artilheiro da competição, Mohammad Al-Sahlawi) e Japão, os times da chave que estão na zona de classificação para o Mundial –o terceiro colocado de cada grupo ainda disputa uma repescagem.


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Rafael Reis

“Eu adoraria estar ao lado dos meus companheiros nesses jogos, mas, devido a razões que fogem do meu controle, eu não participarei das próximas rodadas das eliminatórias da Copa do Mundo. Espero que isso não se torne um problema [para meu futuro].”

Foi com essas palavras que o atacante Justin Meram anunciou à federação iraquariana que recusara a convocação para as partidas contra Austrália, na última quinta-feira, e Arábia Saudita, nesta terça, válidas pela fase final do qualificatório asiático para o Mundial-2018.

Um dos poucos jogadores da seleção do Iraque que atua no exterior, o jogador do Columbus Crew, time da MLS, a elite do futebol nos Estados Unidos, decidiu não viajar para as eliminatórias por medo das políticas anti-migratórias do presidente Donald Trump.

Nascido em Shelby Charter Township, cidade de 65 mil habitantes localizada na região de Detroit, e filho de iraquianos, o jogador de 28 anos é cidadão norte-americano. Mesmo assim, temia não conseguir voltar para a casa se atendesse à convocação.

Como o Iraque ainda não recebeu aval da Fifa para disputar partidas oficias em casa, a seleção asiática tem mandado seus jogos das eliminatórias da Copa da Rússia no Irã. O empate por 1 a 1 com a Austrália, na quinta, foi disputado na capital Teerã.

Só que essa questão se tornou um problema dos grandes para Meram continuar defendendo a equipe da terra dos seus antepassados.

Isso porque um decreto do presidente norte-americano proíbe a entrada nos EUA de pessoas que tenham em seu passaporte registro de passagem pelo Irã e outros países considerados como berço de terroristas por Trump.

A medida polêmica vale até mesmo para quem nasceu nos Estados Unidos, caso de Meram, ou adquiriu a nacionalidade norte-americana durante a vida.

“Esse certamente não é um adeus da seleção. Espero voltar a representar meu país no futuro”, escreveu o jogador, em sua carta de renúncia à convocação para as partidas da Data Fifa de março.

Meram começou a carreira no futebol universitário dos EUA e foi draftado pelo Columbus Crew em 2011. Ele recebeu sua primeira convocação para a seleção iraquiana em 2014 e disputou a Copa da Ásia no ano seguinte.

Até hoje, o atacante disputou 22 partidas com a camisa do Iraque e marcou dois gols, ambos nas fases iniciais das eliminatórias para o Mundial da Rússia.


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Perdoado no doping, ele trocou as drogas pela seleção inglesa em 2 anos
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Rafael Reis

Se a lei tivesse sido cumprida à risca, o volante Jake Livermore, 27, dificilmente teria defendido a seleção da Inglaterra no amistoso contra a Alemanha, na última quinta-feira, e é bem possível que nem estivesse jogando futebol profissionalmente neste momento.

Flagrado em um exame antidoping por uso de cocaína em abril de 2015, quando defendia o Hull City, o hoje jogador do West Bromwich poderia ficar suspenso do esporte por até dois anos.

Mas, a FA (Federação Inglesa de Futebol) tomou uma decisão rara para tribunais (seja eles desportivos ou não): não olhou para a infração cometida pelo atleta, mas sim para os motivos que levaram a ela.

Desde a morte do seu primeiro filho, ainda recém-nascido, por uma série de erros médicos que levaram o bebê a sofrer com falta de oxigenação no cérebro e hemorragias internas, alguns meses antes, Livermore havia mergulhado no mundo da depressão. Os remédios e a cocaína foram uma tentativa de encontrar um refúgio no meio de tanta dor.

O volante foi perdoado pela FA, internou-se em uma clínica de reabilitação e virou um símbolo da luta contra as drogas na Inglaterra. Atualmente, roda o país em palestras para adolescentes e dependentes químicos.

“Não é algo fácil, mas faço por uma boa causa. Os garotos são bastante receptivos, e isso te estimula a continuar nessa atividade. Mas esse é só o começo do que quero fazer. Não quero apenas ajuda-los a não cair em tentação, mas também a enfrentar as decepções da vida. Cada um tem a sua própria história”, afirmou, em entrevista ao jornal britânico “The Sun”.

Livermore voltou aos gramados em setembro de 2015, apenas cinco meses depois da divulgação do seu caso positivo de doping, e ajudou o Hull a retornar para a primeira divisão inglesa.

Um dos principais nomes da modesta equipe do nordeste da Inglaterra, acabou contratado há dois meses pelo West Bromwich por 11,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 38 milhões) e voltou a ser convocado para a seleção depois de quase cinco anos de ausência.

Na derrota por 1 a 0 para a Alemanha, na quinta, atuou por 83 minutos ao lado de Eric Dier (Tottenham) na cabeça de área da equipe dirigida por Gareth Southgate. Oitenta e três minutos que valeram uma vida inteira para quem chegou a encontrar o fundo do poço e acabou resgatado de lá.

“É um sonho voltar [à seleção], espero que meu país esteja orgulhoso de mim. Quando eu mais necessitava, tive a sorte de receber muito apoio”, completou Livermore.


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