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Menos gol e mais zagueiro: Como D. Luiz se transformou e deu volta por cima
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Rafael Reis

Para ser campeão inglês, tornar-se um dos destaques positivos do Chelsea na temporada, começar a recuperar o respeito do torcedor e voltar a ser cogitado na seleção brasileira, David Luiz precisou virar zagueiro de verdade.

A afirmação pode até parecer estranha, já que o jogador de 30 anos ficou conhecido internacionalmente e passou a maior parte da carreira jogando no miolo de zaga.

Mas o que difere o David Luiz que proporcionou lances estabanados e que não se mostrava tão confiável no fiasco brasileiro na Copa do Mundo-2014 e nas últimas temporadas no Paris Saint-Germain do David Luiz sólido como uma rocha na atual temporada é justamente seu comportamento de zagueiro.

O agora trintão deixou de lado o gosto pelo ataque, que tanto atormentava treinadores e torcedores que lhe cobravam mais disciplina tática, para se contentar em defender e, vez ou outra, até adotar o humilde jeitão “beque de fazenda”.

Os números comprovam essa transformação de estilo do zagueiro brasileiro.

O jogador, que já chegou a participar ativamente, ou seja, balançando as redes e dando passes para seus companheiros marcarem, de 12 gols em uma temporada, a de 2012/13, só anotou um gol desde agosto e ainda não distribui nenhuma assistência.

Desde 2007/08, seu segundo ano na Europa, David Luiz não tinha uma produção ofensiva tão baixa. E, vale lembrar que, naquela temporada, ele jogou apenas 12 vezes pelo Benfica. Na atual, já são 36 jogos pelo Chelsea e mais quatro no PSG.

A menor preocupação com o ataque veio acompanhada de um aumento na seriedade que o brasileiro demonstra em campo. Os tempos de sair driblando adversários no campo de defesa e insistir nos passes curtos, mesmo quando pressionado pela marcação, ficaram no passado.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, David Luiz dá em média 5,1 chutões por jogo nesta temporada. Sua média de “aliviadas” no PSG era de apenas 3,5 por partida e, na primeira passagem pelo Chelsea, 4,3.

O “novo” David Luiz caiu nas graças de Antonio Conte, o treinador italiano que reconduziu o Chelsea ao caminho do título inglês depois de um péssimo desempenho na temporada anterior.

O brasileiro assumiu a titularidade na quinta rodada do Inglês, subiu de desempenho depois da adoção do esquema com três zagueiros e não saiu mais do time.

Campeão da Premier League, David Luiz ainda foi escolhido o melhor jogador de defesa da primeira metade da temporada pelo jornal “Telegraph” e acabou escolhido para a seleção de 2016/17, em eleição da PFA, o sindicato dos jogadores profissionais da Inglaterra.


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Conheça os brasileiros que podem ser campeões na Europa neste fim de semana
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Rafael Reis

A menos de um mês do encerramento oficial da temporada 2016/17 do futebol europeu, os principais campeonatos nacionais do Velho Continente caminham para a definição.

Alguns deles, como o Alemão (Bayern de Munique), o Grego (Olympiacos), o Russo (Spartak Moscou) e o Ucraniano (Shakhtar Donetsk), já conhecem seus campeões. Em outros, a conclusão da disputa pelo título é apenas uma questão de dias.

Conheça abaixo os jogadores brasileiros que podem se sagrar campeões nacionais na Europa neste fim de semana.

JUVENTUS

Finalistas da Liga dos Campeões da Europa, os laterais Daniel Alves e Alex Sandro, além do goleiro Neto, precisam apenas de um empate na “decisão” contra a Roma, vice-líder, no domingo, para ajudar a Juventus a conquistar com duas rodadas de antecedência o sexto título italiano consecutivo. O time de Turim tem sete pontos de vantagem para a Roma e oito para o Napoli, que ainda tem chances. O clube do sul da Itália, no entanto, leva a pior no confronto direto com a Juventus, primeiro critério de desempate.

CHELSEA

David Luiz, Willian e Kenedy podem ser campeões ingleses já nesta sexta-feira. Para isso, basta que o Chelsea (84 pontos) derrote o West Bromwich, fora de casa. Caso o líder da Premier League não vença seu compromisso válido pela antepenúltima rodada, a conquista antecipada do troféu dependerá de um tropeço do Tottenham (77), vice-líder e única ameaça ao título, no difícil encontro com o Manchester United.

MONACO

Fabinho, Jemerson, Jorge e Boschilia não conseguiram levar o Monaco para a decisão da Liga dos Campeões, mas estão prestes a ver o time do Principado encerrar um jejum de 17 anos sem conquistar o título francês. A equipe da sensação Mbappé será campeã nacional neste domingo se conseguir aumentar a vantagem de três pontos que possui atualmente em relação ao Paris Saint-Germain, segundo colocado. Os monegascos recebem o Lille no mesmo horário do confronto entre PSG e Saint-Étienne.

BENFICA

Todo ano, uma porção de jogadores brasileiros conquista o campeonato português. Nesta temporada, Ederson, Luisão, Filipe Augusto, Jonas, Júlio César, Jardel e Marcelo Hermes estão com a mão na taça. São eles os representantes do futebol pentacampeão mundial no Benfica (78), atual tricampeão nacional, que precisa vencer o Vitória de Guimarães, no sábado, para ser tetra. Qualquer outro resultado abre a possibilidade de o Porto (73) levar a disputa para a última rodada, desde que derrote o Paços de Ferreira, no domingo.

FEYENOORD

Pouco conhecido no Brasil, o zagueiro Eric Botteghin, revelado no Grêmio Barueri e com passagem pelo Internacional, está perto de ajudar o Feyenoord a ser campeão holandês pela primeira vez neste século. A equipe de Roterdã entra na última rodada da Eredivisie, que será jogada neste domingo, com um ponto e cinco gols de vantagem no saldo de gols (primeiro critério de desempate) em relação ao Ajax. O Feyernoord joga em casa contra o Heracles. Já o time de Amsterdã visita o Willem II.

AJAX

Se o Feyenoord der bobeira e não derrotar o Heracles, David Neres e o Ajax terão a chance de conquistar o título holandês que o clube deixou escapar nas duas últimas temporadas. Contratado do São Paulo no início do ano, o jovem atacante brasileiro de 20 anos ainda é reserva e só participou de sete partidas da competição nacional, mas já marcou três gols.


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Filho de pastor, ala do Chelsea teve pais mortos por perseguição religiosa
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Rafael Reis

Victor Moses tinha apenas 11 anos quando descobriu o tamanho da crueldade que existe por trás da intolerância religiosa.

O hoje titular da ala direita do Chelsea, líder do Campeonato Inglês e favorito à conquista da Premier League, jogava bola pelas ruas de Kaduna, cidade de 750 mil habitantes no coração da Nigéria, enquanto o ódio entre praticantes de diferentes religiões destruía parte importante da sua vida.

Exausto depois de tentas peladas, o garoto foi avisado por um tio que seus pais, Austin e Josephine, estavam mortos.

Em um momento em que as tensões entre muçulmanos e cristãos pegavam fogo naquela região da Nigéria, os pais de Moses foram assassinados por grupos terroristas islâmicos porque eram missionários que pregavam o nome de Jesus e tinham sua própria igreja.

O próximo alvo era o pequeno Victor. E foi por isso que alguns amigos o esconderam por uma semana até que conseguiram enviá-lo sozinho para a Inglaterra.

“Estejam onde estiverem, espero que eles estejam orgulhosos de mim, que eles olhem aqui para baixo e se encham de orgulho. Foi uma viagem longa [da Nigéria até a nova casa] e tive de me manter forte e trabalhar duro para chegar até aqui””, afirmou ao “Guardian”, em 2012.

Asilado político pelo Reino Unido, Moses foi adotado por uma nova família na Europa e encontrou tranquilidade para cumprir seu destino de jogar futebol profissionalmente.

Pouco depois da chegada à Inglaterra, já passou a treinar nas categorias de base do Crystal Palace, onde era reconhecido como fenômeno. Aos 15, estreou nas seleções inferiores da Inglaterra. No Mundial sub-17 de 2007, era a grande estrela do English Team.

Até 2012, quando trocou o Crystal Palace pelo Chelsea e decidiu reassumir a cidadania nigeriana, estreando pela seleção africana, tudo levava a crer que Moses se converteria em um nome do primeiro escalão do futebol mundial.

Mas o então atacante não brilhou em Stamford Bridge. Também não fez nada de especial nos empréstimos para Liverpool, Stoke City e West Ham. Sua carreira parecia que iria cair na banalidade até que ele encontrou Antonio Conte, no início desta temporada.

O novo treinador do Chelsea impediu que ele fosse emprestado novamente e decidiu testá-lo como ala direito no esquema 3-4-3 que pretendia implantar. O improviso deu tão certo que Moses assumiu a titularidade no início de outubro e não soltou mais.

O nigeriano não é craque, mas se tornou um dos jogadores mais regulares da equipe de Conte e já soma quatro gols e quatro assistências nesta temporada, mais do que no ano passado, quando ainda era atacante.

E, agora, na briga para conquistar o primeiro título inglês de sua carreira, Moses pode ter certeza: seus pais estão muito orgulhosos dele. Estejam onde estiverem.


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Dois meses após recusar Corinthians, Drogba ainda busca clube para jogar
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Rafael Reis

O Corinthians precisava de um homem gol e sonhava com uma estrela internacional para dar peso a um elenco carente de nomes consagrados. Prestes a completar 39 anos e sem contrato depois de deixar o Montreal Impact, Didier Drogba buscava um novo clube para dar sequência à sua vitoriosa carreira.

O casamento parecia perfeito para os dois lados. Mas o centroavante marfinense, consagrado pelas nove temporadas em que vestiu a camisa do Chelsea, alegou ter outros projetos em vista e disse não ao clube brasileiro.

Mais de dois meses se passaram desde a recusa do astro africano, e Jô vem quebrando o galho para suprir a carência corintiana de um centroavante confiável. Enquanto isso, Drogba continua na mesma situação de janeiro… ou seja, desempregado.

O artilheiro do Campeonato Inglês nas temporadas 2006/07 e 2009/10 teve proposta do futebol chinês, conversou com o Olympique de Marselha, clube pelo qual começou a ser conhecido internacional, quase 15 anos atrás, e chegou a ser sondado para trabalhar nas categorias de base do Chelsea.

Mas suas atividades nas últimas semanas não têm ido muito além de postar no Instagram fotos ao lado de antigos companheiros de time e amigos que o futebol lhe deu.

O mais recente rumor sobre o futuro da estrela marfinense surgiu há algumas semanas, quando jornais ingleses e franceses publicaram que Drogba havia selado uma transferência para o Phoenix Rising, time que disputa a USL (United Soccer League), atualmente considerada como uma espécie de “segunda divisão” do futebol nos EUA.

O estafe do jogador negou a assinatura de contrato, mas confirmou a existência de conversas com a equipe norte-americana. Ou seja, por enquanto, tudo não passa de mais uma negociação incompleta de mercado.

A temporada 2017 da USL começou há duas semanas. O Phoenix perdeu os dois primeiros jogos que disputou e só venceu na terceira rodada.

Um dos grandes nomes do futebol mundial na década passada, Drogba foi eleito por duas vezes o melhor jogador africano (2006 e 2009). Em 2007, ele integrou a seleção do futebol europeu (Uefa) e também a do planeta (FifPro).

Com 164 gols marcados, o marfinense é o quarto maior artilheiro da história do Chelsea. O centroavante também é o maior goleador de sua seleção em todos os tempos: 65 gols.


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Sensação da Europa, técnico do Chelsea já foi suspenso por fraude em placar
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Rafael Reis

Líder do Campeonato Inglês com o Chelsea e técnico da moda no futebol europeu, Antonio Conte tem uma mancha daquelas difíceis de apagar do currículo

Em 2012, o treinador ficou quatro meses impossibilitado de comandar a Juventus como pena por não ter relatado às autoridades italianas sobre a manipulação do resultado da partida entre Novara e Siena, no ano anterior.

Conte

Comandante do Siena na época, Conte foi considerado pela Justiça Esportiva italiana cúmplice do esquema por ter ciência de que o resultado do jogo (2 a 2) havia sido combinado e, mesmo assim, não ter feito nenhuma denúncia à organização do Calcio.

Inicialmente, o treinador foi suspenso por dez meses. A pena acabou sendo reduzida posteriormente para os quatro meses que ele acabou cumprindo.

O escândalo, que não o impediu de construir uma vitoriosa carreira na Juventus e dirigir a seleção italiana entre 2014 e 2016, poderia até mesmo colocá-lo na cadeia.

Depois da punição dada pela Justiça Esportiva, o caso foi levado à Justiça Comum. Conte foi indiciado não pela omissão na delação da armação, o que não é considerado crime na Itália,  mas sim por ter supostamente permitido que a partida tivesse o resultado manipulado.

Caso condenado, o hoje comandante do Chelsea teria de pagar uma multa de 8 mil euros (cerca de R$ 26,5 mil) e poderia pegar até seis meses de prisão.

Seu julgamento foi realizado em maio do ano passado, às vésperas da Eurocopa e quando ele já havia assinado contrato para dirigir o clube londrino na temporada 2016/17.

Conte, que sempre negou ter sequer conhecimento de que a partida havia sido fraudada, foi inocentado pela Justiça Comum e pode dar sequência normal em sua carreira.

O italiano se tornou o treinador sensação da Europa nesta temporada ao levar o Chelsea, décimo colocado em 2015/16, à liderança confortável da Premier League e espalhar pelo continente a febre do esquema com três zagueiros.

Sua formação preferida desde os tempos em que dirigia a Juventus andava meio esquecida no Velho Continente até que o sucesso das equipes comandadas por ele provocou um renascimento da ideia, já usada na atual temporada até mesmo por Pep Guardiola, do Manchester City.

Conte é o técnico do momento da Europa e virou fonte de inspiração para seus companheiros de profissão. Mas tem uma mancha difícil de apagar do currículo.


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Será que chegou a hora de David Luiz voltar à seleção?
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Rafael Reis

Em cinco meses, David Luiz deixou para trás o rótulo de zagueiro estabanado, imaturo e pouco confiável para se tornar pilar de uma das defesas mais sólidas do futebol europeu.

Líder do Campeonato Inglês e um dos destaques da equipe dirigida por Antonio Conte: não há dúvidas de que o jogador renasceu para o futebol internacional em sua segunda passagem pelo Chelsea.

E o bom momento de David Luiz na Premier League levanta uma importante questão: chegou a hora de ele retornar para a seleção brasileira?

Titular da camisa amarelinha na última Copa do Mundo, o cabeludo foi convocado pela última vez em março do ano passado. Desde então, trocou o Paris Saint-Germain pelo Chelsea e também viu a seleção mudar de comando.

Tite conta atualmente com três zagueiros do primeiro escalão do futebol europeu: Thiago Silva e Marquinhos, ambos do PSG, e Miranda, da Inter de Milão. A quarta vaga hoje é ocupada por Gil, ex-Corinthians, que atua na China.

Para cogitarmos a possibilidade de David Luiz voltar à seleção é importante entendermos primeiramente as razões que levaram o zagueiro, uma unanimidade no país até o primeiro semestre de 2014, a se tornar perseguido por parte da torcida brasileira.

Qualidade técnica e velocidade nunca foram problema para o jogador de 29 anos. Pelo contrário, ele sempre foi bem acima da média nesses atributos em relação a outros zagueiros.

Só que essas qualidades sempre estiveram acompanhadas de um grave defeito, principalmente para um jogador de defesa: a falta de rigor tático. David Luiz nunca foi muito de limitar sua atuação às áreas pré-determinadas por seus treinadores.

Essa falha foi exposta como nunca no 7 a 1. Reveja a humilhante derrota brasileira para a Alemanha. No primeiro minuto de jogo, já é possível ver o zagueiro se aventurando na ponta direita, bem distante da posição onde deveria estar.

Mas tudo começou a mudar quando Conte cruzou seu caminho. O atual treinador do Chelsea, um gênio na montagem de sistemas defensivos, enquadrou o brasileiro e fez com que ele se tornasse um zagueiro de fato.

O esquema 3-4-3 usado pelo líder da Premier League até poderia, em tese, permitir que o cabeludo se arriscasse mais no ataque. Mas o David Luiz versão 2017 não tem mais essa ânsia de estar em todos os lugares do campo. Graças ao técnico italiano, ele amadureceu.

A capacidade técnica acima da média para um zagueiro é hoje usada no próprio campo defensivo do Chelsea, nos lançamentos longos que ele costuma fazer para seus companheiros mais ofensivos.

Sendo assim, voltamos à pergunta: chegou a hora de David Luiz voltar à seleção?

Não acho que Tite deva prescindir do melhor zagueiro brasileiro desta temporada devido a atuações não muito convincentes (algumas até catastróficas) no passado. Mas, o retorno do cabeludo não deve ser feito com alarde.

A seleção atravessa uma grande fase, e os jogadores que ajudaram a colocá-la neste rumo devem ser valorizados. Na minha opinião, David Luiz deveria sim receber uma nova oportunidade… mas apenas quando uma vaga fosse aberta naturalmente, por lesão ou suspensão de um dos defensores que vêm sendo chamados.


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Em alta, Diego Costa chega ao pódio do prêmio de artilheiro da Europa
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Rafael Reis

Um dos principais destaques do Chelsea, líder com folga do Campeonato Inglês, o atacante brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa subiu ao pódio da Chuteira de Ouro.

Com o gol marcado na vitória por 1 a 0 sobre o Crystal Palace, no sábado, o artilheiro da Premier League pulou para a terceira colocação do prêmio concedido ao maior artilheiro da temporada nas ligas nacionais da Europa.

Diego Costa

O centroavante sergipano tem agora 26 pontos (13 gols) e está a três gols de alcançar o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, que continua na liderança, com 32 pontos.

Entre eles, há um atacante dinamarquês que atua no futebol norueguês. Christian Gytkjaer tem 28,5 pontos (19 gols), mas não irá mais pontuar, já que a temporada 2016/17 do Rosenborg está encerrada.

Também fazem parte top 10 da Chuteira de Ouro o uruguaio Edinson Cavani (5º), do Paris Saint-Germain, o italiano Andrea Belotti (8º), do Torino, e o bósnio Edin Dzeko (10º), da Roma.

O argentino Lionel Messi, do Barcelona, que já ganhou três vezes o prêmio, é o 12º. Favorito para faturar o prêmio de melhor jogador do planeta em 2016, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, é o 24º.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 32 pontos (16 gols)
2º – Christian Gytkjaer (DIN, Rosenborg) – 28,5 pontos (19 gols)
3º – Diego Costa (ESP, Chelsea) – 26 pontos (13 gols)
4º – John Owoeri (NIG, Hacken) – 25,5 pontos (17 gols)
5º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 25,5 pontos (17 gols)
6º – Evgeni Kabaev (RUS, Sillamae Kalev) – 25 pontos (25 gols)
7º – Azdren Llullaku (ALB, Gaz Metan) – 24 pontos (16 gols)
8º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 24 pontos (12 gols)
9º –Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 24 pontos (12 gols)
10º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 24 pontos (12 gols)


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Como técnico italiano e David Luiz construíram a melhor defesa da Europa
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Rafael Reis

Um time que chegou a lutar contra o rebaixamento e sofreu na temporada passada seu maior número de gols em 19 anos transformou-se agora na melhor defesa da Europa.

Vice-líder do Inglês, com apenas um ponto de desvantagem para o Liverpool, o Chelsea é a equipe das cinco principais ligas do Velho Continente que há mais tempo não é vazada em seu campeonato nacional.

David Luiz

Já são cinco jogos da Premier League sem sofrer um mísero golzinho, mais do que qualquer outro dos 98 clubes dessa espécie de primeiro escalão do futebol europeu.

A equipe de Londres, apenas a décima colocada na temporada passada, passou ilesa pelos ataques de Hull City, Southampton, Everton, pelo campeão Leicester e pelo gigante Manchester United.

A transformação da antes esburacada defesa do Chelsea em uma fortaleza quase intransponível está ligada à chegada do técnico italiano Antonio Conte e à adoção do seu sistema preferido, com três zagueiros.

O ex-treinador da Juventus e da Azzurra começou o trabalho nos Blues usando uma linha de quatro homens atrás e sofreu nove gols nas primeiras seis rodadas do Inglês. Desde que mudou o esquema, não teve mais sua rede balançada.

Com três homens na defesa, o Chelsea é agora o segundo time da Premier League que menos sofre. De acordo com “Who Scored?”, site especializado em estatísticas no futebol, a equipe de Conte sofre 8,4 finalizações por partida, mais apenas que o Liverpool (8,1).

Ao contrário da trinca Bonucci-Barzagli-Chiellini, eternizada por Conte em um passado recente, o trio de zaga do time inglês conta com apenas com um jogador 100% zagueiro: Cahill.

O lateral de origem Azpilicueta é o homem-chave para fazer a equipe flutuar entre o 3-4-3 de quase sempre e o 4-3-3 utilizado em determinados momentos para surpreender os adversários. E David Luiz… bem, é David Luiz.

O brasileiro, que perdeu espaço na seleção e vem sofrendo com críticas constantes dos torcedores desde o 7 a 1 por seu estilo pouco defensivo para um zagueiro, encontrou em sua volta ao Chelsea, após dois anos no PSG, um estilo que o beneficia.

Graças à proteção dada por um zagueiro extra, David Luiz pode se aventurar um pouco mais no ataque sem causar danos à defesa. Além disso, seus característicos lançamentos longos são uma jogada que Conte aprecia e já usava frequentemente com Bonucci na Juve e na seleção italiana.

Em alta com o chefe e elogiado pela imprensa inglesa, o brasileiro lidera duas estatísticas defensivas do Chelsea: é o maior rebatedor do elenco (4,7 por partida) e também o jogador que mais impede finalizações dos adversários (0,9 bloqueio por jogo).

Prova desse moral é que John Terry já voltou da lesão que o havia afastado do time, não conseguiu desbancar o brasileiro e está no banco de reservas. Afinal, em defesa que está ganhando, não se mexe.


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“Melhor ataque do mundo” e Gabigol: 3 jogos imperdíveis do fim de semana
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Rafael Reis

Se você ainda não tem planos para os próximos dias, deixe-me ajudar.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Os destaques entre hoje e domingo ficam por conta de mais uma apresentação do “melhor ataque do mundo”, de um clássico na Inglaterra e da possível estreia de Gabigol na Inter de Milão.

BORUSSIA DORTMUND X FREIBURG
Sexta-feira, 15h30 (Brasília)
ESPN Brasil
5ª rodada do Campeonato Alemão
Dortmund
O Borussia Dortmund apresentou nos últimos dez dias 17 motivos para que você acompanhe a partida contra o Freiburg. Foi esse o número de gols marcados pelo time aurinegro em suas três últimas apresentações, ante Legia Varsóvia, Darmstadt e Wolfsburg. O confronto desta sexta-feira vale ao “melhor ataque do mundo” na atualidade a chance de alcançar o Bayern de Munique na liderança do Campeonato Alemão.

ARSENAL X CHELSEA
Sábado, 13h30 (Brasília)
ESPN +
6ª rodada do Campeonato Inglês
Arsenal
Com inícios de temporada bastante oscilantes, Arsenal e Chelsea se encontram neste sábado para definir qual dos dois rivais deve terminar a sexta rodada da Premier League dentro da zona de classificação para a Liga dos Campeões. Os dois times obtiveram vitórias expressivas no meio da semana, pela Copa da Liga. Enquanto os Gunners aplicaram 4 a 0 no Nottingham Forest, os Blues bateram de virada o Leicester, atual campeão inglês.

INTER DE MILÃO X BOLOGNA
Domingo, 10h (Brasília)
Fox Sports 2
6ª rodada do Campeonato Italiano
Gabriel
Atacante da seleção brasileira na inédita conquista da medalha de ouro olímpica, Gabriel tem boas chances de estrear no futebol europeu neste fim de semana. Reserva na partida contra o Empoli, na quarta, o ex-atacante do Santos pode ganhar seus primeiros minutos pela Inter contra o Bologna, em um confronto perante a torcida da equipe de Milão, no Giuseppe Meazza.


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Clássicos, treta e David Luiz: os 3 jogos imperdíveis do fim de semana
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Rafael Reis

E aí, já sabe o que vai fazer no fim de semana? Pretende viajar com os amigos, ir ao cinema, ter uma noite romântica com a namorada, pegar uma balada ou acompanhar o melhor do futebol internacional?

Se a última opção faz parte dos seus planos, estou aqui para te ajudar. Aliás, a partir de agora, sempre estarei aqui para orientá-lo.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publicará um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Para começar, temos Campeonato Inglês na sexta e Italiano e Espanhol no domingo.

CHELSEA X LIVERPOOL
Sexta-feira, 16h (de Brasília)
ESPN Brasil
5ª rodada do Campeonato Inglês
Chelsea
A pisada de Diego Costa em Emre Can em encontro entre as duas equipes em 2015 ainda não foi esquecida, tanto que o temperamento do centroavante naturalizado espanhol foi o assunto predominante nas entrevistas durante a semana. O técnico do Liverpool, Jürgen Klopp, prometeu que não irá orientar seus jogadores a provocar Diego para tentar cavar uma expulsão. Mesmo assim, promessa de clima quente no clássico que pode colocar o Chelsea na liderança da Premier League. A novidade do time londrino será a reestreia do zagueiro brasileiro David Luiz, de volta após passagem pelo Paris Saint-Germain.

INTER DE MILÃO X JUVENTUS
Domingo, 13h (de Brasília)
ESPN Brasil
4ª rodada do Campeonato Italiano
Juventus
Apesar de a Inter não viver seu melhor momento, a Juve, 100% de aproveitamento no Campeonato Italiano, respeita demais o clássico. Respeita tanto que decidiu dar um descanso para um dos seus principais jogadores, o meia Pjanic, na estreia da Champions e seu deu mal por isso (empatou em casa com o Sevilla). O atacante Gabigol, recém-contratado pela Inter, deve ser apresentado à torcida no gramado do Giuseppe Meazza antes da partida.

ESPANYOL X REAL MADRID
Domingo, 15h45 (de Brasília)
Fox Sports
4ª rodada do Campeonato Espanhol
Real
Se você quer ver gols, muitos gols, essa é a partida certa para se acompanhar. Os confrontos recentes entre o atual campeão europeu e o segundo time de Barcelona têm sido sinônimo de placares elásticos. Na temporada passada, o Real aplicou duas goleadas por 6 a 0 sobre os catalães. Em 2013/14, as vitórias foram só um pouco mais modestas: 4 a 1 e 3 a 0. Chance para os madrilenos apagarem a impressão não muito boa deixada na estreia na Champions –virada sobre o Sporting nos acréscimos.


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