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Robinho, Denilson e Drogba: relembre o reforço mais caro de cada temporada
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Rafael Reis

O que os brasileiros Robinho, Denilson e Thiago Silva têm em comum com Cristiano Ronaldo, Fernando Torres, Paul Pogba, Luis Suárez, Andriy Shevchenko e David Beckham?

Todos eles foram, em determinado momento da carreira, o grande nome do Mercado da Bola internacional e protagonizaram a transferência mais cara do planeta em uma temporada.

Ao longo dos últimos 30 anos, seis brasileiros estiveram nessa posição. O mais recente foi o zagueiro Thiago Silva, que foi para o Paris Saint-Germain em 2012 por 42 milhões de euros (R$ 155,5 milhões, na cotação atual).

O atacante Robinho (2008), o hoje comentarista Denilson (1998), os vencedores de prêmio de melhor do mundo Ronaldo (1997) e Romário (1993), além do zagueiro Aldair (1990), também gozaram desse status.

Curiosamente, ao longo dessas três décadas mais aquecidas do Mercado da Bola, somente um jogador protagonizou a transferência mais cara de duas temporadas diferentes. E ele está longe de ser uma unanimidade.

O atacante espanhol Fernando Torres, atualmente no Atlético de Madri, foi o reforço mais caro de 2007, quando deixou sua terra natal para defender o Liverpool, e também o da temporada 2010/11, quando trocou de clube na Inglaterra e assinou com o Chelsea.

O posto de reforço mais caro da atual janela de transferência é ocupado atualmente pelo centroavante belga Romelu Lukaku, contratado do Everton pelo Manchester United pela bagatela de 84,7 milhões de euros (R$ 313,6 milhões).

A marca, no entanto, dificilmente deve sobreviver até 31 de agosto, data-limite para que os clubes das principais ligas nacionais da Europa façam suas contratações.

Isso porque as possíveis idas de Neymar para o Paris Saint-Germain e de Kylian Mbappé para o Real Madrid (ou Manchester United) movimentarão muito mais grana do que a transação de Lukaku –ambas devem ultrapassar os 150 milhões de euros (R$ 555 milhões).

Conheça o reforço mais caro do mundo em cada temporada*

2017/18 – Romelu Lukaku (BEL, Manchester United) – 84,7 milhões de euros
2016/17 – Paul Pogba (FRA, Manchester United) – 105 milhões
2015/16 – Kevin de Bruyne (BEL, Manchester City) – 74 milhões
2014/15 – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 81,7 milhões
2013/14 – Gareth Bale (GAL, Real Madrid) – 101 milhões
2012/13 – Thiago Silva (BRA, Paris Saint-Germain) – 42 milhões
2011/12 – Javier Pastore (ARG, Paris Saint-Germain) – 42 milhões
2010/11 – Fernando Torres (ESP, Chelsea) – 58,5 milhões
2009/10 – Cristiano Ronaldo (POR, Real Madrid) – 94 milhões
2008/09 – Robinho (BRA, Manchester City) – 43 milhões
2007/08 – Fernando Torres (ESP, Liverpool) – 38 milhões
2006/07 – Andriy Shevchenko (UCR, Chelsea) – 43,3 milhões
2005/06 – Michael Essien (GAN, Chelsea) – 38 milhões
2004/05 – Didier Drogba (CMF, Chelsea) – 38,5 milhões
2003/04 – David Beckham (ING, Real Madrid) – 37,5 milhões
2002/03 – Rio Ferdinand (ING, Manchester United) – 46 milhões
2001/02 – Zinédine Zidane (FRA, Real Madrid) – 73,5 milhões
2000/01 – Luís Figo (POR, Real Madrid) – 60 milhões
1999/00 – Christian Vieri (ITA, Inter de Milão) – 46,5 milhões
1998/99 – Denilson (BRA, Betis) – 31,5 milhões
1997/98 –  Ronaldo (BRA, Inter de Milão) – 28 milhões
1996/97 – Alan Shearer (ING, Newcastle) – 21 milhões
1995/96 – Stan Collymore (ING, Liverpool) – 13 milhões
1994/95 – Andy Cole (ING, Manchester United) – 9,6 milhões
1993/94 – Romário (BRA, Barcelona) – 12 milhões
1992/93 – Gianluca Vialli (ITA, Juventus) – 16,5 milhões
1991/92 – David Platt (ING, Bari) – 8,3 milhões
1990/91 – Aldair (BRA, Roma) – 9 milhões
1989/90 – Jürgen Klinsmann (ALE, Inter de Milão) – 6,5 milhões
1988/89 – Lajos Détari (HUN, Olympiakos) – 8,7 milhões
1987/88 – Ruud Gullit (HOL, Milan) – 6,8 milhões

*valores atualizados para euro, moeda criada em 1999 e que se tornou predominante no Mercado da Bola, de acordo com o site “Transfermarkt”


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Por onde andam os jogadores do time dos “galácticos” do Real Madrid?
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Rafael Reis

Pode um único clube concentrar os jogadores mais caros e conhecidos do futebol mundial? O empresário espanhol do ramo da construção civil Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, acreditava que sim e tratou de transformar seu projeto em realidade.

Durante seis anos, de 2000 a 2006, o dirigente tratou de levar para a capital espanhola todo jogador que considerasse ter potencial para ser eleito o melhor do planeta ou, pelo menos, vender alguns milhões de camisas.

Os “galácticos” do Real Madrid nem conquistaram tantos títulos assim (uma Liga dos Campeões e dois Espanhóis, apenas), mas ajudaram a consolidar o marketing do clube como um fenômeno global e o paraíso das estrelas da bola.

O “Por Onde Anda” desta quinta-feira não irá mostrar os paradeiros dos jogadores de um time de sucesso em uma determinada temporada ou competição, mas sim dos atletas mais importantes que fizeram parte deste projeto megalomaníaco, o Real Madrid dos “galácticos”.

POR ONDE ANDA – REAL MADRID GALÁCTICO (2000 a 2006)?

Iker Casillas (35 anos) – Dono da meta do Real Madrid por mais de uma década e meia, o prata da casa é um dos poucos integrantes do “projeto galáctico” que ainda continua em atividade. O goleiro, campeão mundial (2010) e bi europeu (2008 e 2012) com a Espanha, defende o Porto desde que deixou seu clube formador, em 2015. Após a Euro-2016, deixou de ser convocado para a seleção.

Roberto Carlos (44 anos) – Estrangeiro que mais vestiu a camisa Real Madrid (527) em todos os tempos, o lateral esquerdo que marcou época na Espanha e na seleção brasileira se aposentou em 2012. Desde então, trabalhou como técnico do Anzhi, da Rússia, de dois times da Turquia (Sivasspor e Belediyespor) e do Dehli Dynamos (Índia). Atualmente, desempenha a função de embaixador do Real no exterior.

Raúl González (39 anos) – Maior artilheiro do Real até a aparição de Cristiano Ronaldo, Raúl Madrid, como ficou conhecido, deixou o clube em 2010 e defendeu Schalke 04, Al Sadd (Qatar) e New York Cosmos nos últimos cinco anos de sua carreira. De volta à Espanha após alguns anos morando nos EUA, ele trabalhará como assessor presidencial do Real a partir da próxima temporada.

Luís Figo (44 anos) – O melhor jogador do mundo em 2001, cuja transferência do Barcelona para o Real Madrid é considerada como o pontapé inicial do projeto galáctico, está aposentado há oito anos. Hoje em dia, Figo é um empresário com investimentos em diferentes áreas em Portugal. Dois anos atrás, lançou-se candidato à presidência da Fifa, mas desistiu da campanha às vésperas da eleição.

Zinedine Zidane (44 anos) – O autor do gol mais emblemático da “era galáctica” (o sem-pulo contra o Bayer Leverkusen, na decisão da Liga dos Campeões de 2002) é também aquele que vive o melhor momento na carreira. Ex-auxiliar de Carlo Ancelotti e técnico do Real Madrid Castilla entre 2014 e 2016, Zidane assumiu no ano passado o comando da equipe principal do clube espanhol e logo de cara conquistou o título da Champions.

Ronaldo (40 anos) – O Fenômeno desembarcou no Real Madrid logo depois da conquista da Copa-2002 com a seleção brasileira e vestiu por cinco temporadas a vitoriosa camisa branca. Aposentado desde o fim de sua passagem pelo Corinthians, em 2011, possui uma vasta gama de negócios e investimentos. Também comenta os jogos da seleção brasileira na TV Globo e é embaixador do Real.

David Beckham (41 anos) – O popstar daquela equipe, ficou conhecido como sinônimo de homem elegante e bonito, foi durante anos o jogador de futebol que mais ganhou dinheiro no planeta e até hoje estrela incontáveis campanhas publicitárias. Casado com Victoria Beckham, ex-integrante do Spice Girls, está aposentado há quatro anos. Pretende estrear em 2019 como dono de time – é um dos acionistas da nova equipe de Miami que planeja entrar na MLS.

Michael Owen (37 anos) – O garoto de ouro do futebol inglês no fim dos anos 1990 chegou ao Real Madrid em 2004, já debilitado por uma série de problemas físicos que impediram sua carreira de alcançar todo potencial que possuía. Sem jogar profissionalmente desde 2013, é um dos proprietários de uma rede social esportiva.

Robinho (33 anos) – Um dos últimos grandes investimentos da “era galáctica” era para ter sido o jogador capaz de fazer a transição do Real Madrid dos anos 2000 para a equipe da década de 2010. Mas, no meio do caminho, Robinho decidiu trocar a Espanha pelo projeto de novo rico do Manchester City. No ano passado, reencontrou o bom futebol no Atlético-MG e foi um dos artilheiros do Brasileiro.

Antonio Cassano (34 anos) – Uma espécie de Mario Balotelli da década passada, o atacante italiano teve no Real Madrid a oportunidade de ouro para se firmar como um dos grandes jogadores do futebol mundial. Mas a cabeça pequena e a barriga grande atrapalharam. Cassano está desempregado desde janeiro, mas promete que voltará à primeira divisão italiana na próxima temporada.

Vicente del Bosque (66 anos) – Único treinador que conseguiu domar a fogueira das vaidades do vestiário do Real Madrid durante os anos galácticos, conquistou a Liga dos Campeões em 2002 e deixou o clube no ano seguinte. Encontrou a consagração na seleção espanhola, onde permaneceu por oito anos e faturou o inédito título mundial (2010). Está aposentado desde o fim da Euro-2016.


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Relembre 7 jogadores que já foram acusados de cometer crimes sexuais
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Rafael Reis

Ver jogadores tendo problemas com a Justiça não é algo incomum. Prisões por atraso no pagamento de pensão alimentícia para filhos, reportagens sobre fraudes na declaração de imposto de renda e até casos extremos, como o do goleiro Bruno, ex-Flamengo e hoje no Boa Esporte, estão aí para comprovar.

Também não são raros os atletas de futebol que foram em algum momento da carreira acusados de terem cometido os mais diferentes crimes de ordem sexual, como pedofilia, assédio e até mesmo estupro.

Nem todos os casos acabaram acarretando na prisão dos envolvidos. Alguns foram arquivados por falta de provas, outros terminaram em absolvição. Mas há também aqueles jogadores que foram condenados e cumpriram (ou estão cumprindo) suas penas.

Relembre abaixo sete jogadores que foram acusados de cometer algum tipo de crime sexual.

KARIM BENZEMA

Antes mesmo do caso de extorsão contra o meia Mathieu Valbuena, que provocou a interrupção de sua carreira na seleção francesa, o centroavante do Real Madrid já havia tido problemas com a Justiça. Em 2010, Benzema foi acusado de ter tido relações sexuais com uma garota de programa chamada Zahia Dehar, que tinha apenas 16 anos na época. O jogador negou ter contratado os serviços da acompanhante. E acabou absolvido em 2014 pela Corte Criminal de Paris.

FRANCK RIBÉRY

Ex-companheiro de Benzema na seleção francesa, o jogador do Bayern de Munique também esteve envolvido no caso “Zahia Dehar”. Ao contrário do centroavante, porém, Ribéry admitiu ter tido relações com a garota de programa. No entanto, alegou que não sabia que ela era menor de idade e que, portanto, não estava cometendo um crime. A Justiça francesa aceitou sua argumentação de defesa e acabou o absolvendo.

ADAM JOHNSON

O meia inglês, que disputou 12 partidas pela seleção inglesa e defendeu por duas temporadas o Manchester City, está preso desde março do ano passado por abuso sexual de menor. O jogador foi condenado a seis anos de prisão por ter praticado sexo virtual e ter um relacionamento físico com uma garota de 15 anos que havia recebido como presente uma camisa autografa do Sunderland, clube que defendia na época. No julgamento, Johnson admitiu ter aliciado e beijado a adolescente.

CHED EVANS

O atacante galês revelado pelo Manchester United, que atualmente defende o Chesterfield, da terceira divisão inglesa, ficou dois anos preso, condenado por estupro. Evans sempre alegou que a relação sexual que o levou para prisão havia sido consensual, mas o tribunal disse que a garota de 19 anos com quem ele se envolveu estava embriagada demais para ter ciência dos seus atos. Em outubro do ano passado, seu caso foi julgado mais uma vez, e ele acabou absolvido.

LUCAS PIAZON E ANDREY

O meia-atacante revelado pelo São Paulo e que atualmente joga no Fulham, da segunda divisão inglesa, foi acusado de ter abusado sexualmente de uma garota durante os Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto (CAN), junto com o goleiro Andrey, então no Botafogo (SP). Em janeiro do ano passado, a Promotoria canadense retirou a acusação contra ele.

JOBSON

O ex-atacante do Botafogo, que cumpre suspensão de quatro anos por ter se recusado a fazer um exame antidoping na Arábia Saudita, ficou preso por 69 dias no ano passado devido a uma acusação de estupro de quatro menores, no Tocantins. O jogador pagou fiança de R$ 22 mil e está em liberdade provisória até o julgamento do caso.


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Reserva e só 3 gols: o que o tão cobiçado Robinho fez na China
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Rafael Reis

Anunciado na quinta-feira como novo reforço do Atlético-MG, Robinho não fez na China nada que justifique o rótulo de uma grandes contratações do futebol brasileiro para 2016.

O atacante de 32 anos passou a maior parte dos seis meses em que defendeu o Guangzhou Evergrande sentado no banco de reservas. Ou nem isso.

Mesmo sendo um velho conhecido do técnico Luiz Felipe Scolari, o ex-jogador do Santos não foi nem inscrito na Liga dos Campeões da Ásia, conquistado pelo time chinês, devido à limitação no número de estrangeiros.

E, mesmo na conquista do título nacional, Robinho não passou de um mero figurante do Guangzhou.

O atacante participou de apenas nove partidas e fez três gols. Em somente três jogos, ficou em campo durante os 90 minutos.

Robinho

Ao longo da temporada, o ex-jogador da seleção perdeu seu lugar entre os titulares para outro brasileiro, Elkeson (ex-Vitória e Botafogo), um velho ídolo do clube.

É por isso que quando o Mundial de Clubes chegou, em dezembro, Robinho já era um suplente do Guangzhou.

O brasileiro participou apenas da estreia do time chinês na competição, vitória por 2 a 1 sobre o América (MEX). Na semifinal contra o Barcelona, ficou o tempo todo no banco. E não foi nem relacionado para a disputa do terceiro lugar, ante o Sanfrecce Hiroshima (JAP).

A fraca passagem de Robinho pela China fez o Guangzhou nem cogitar a renovação do contrato do jogador e descartá-lo do planejamento para a próxima temporada.

A vaga de estrangeiro que pertencia ao agora atacante do Atlético-MG será ocupada em 2016 pelo colombiano Jackson Martínez, contratado do Atlético de Madri por 42 milhões de euros (R$ 186 milhões).

Em baixa depois da passagem ruim pela Ásia, Robinho foi sondado apenas por clubes europeus de segundo ou terceiro escalão, casos do Fenerbahce (TUR) e do Sion (SUI). Assim, preferiu voltar ao Brasil.

Recusou o Santos, com quem tem larga história, para assinar por duas temporadas com o atual vice-campeão brasileiro e disputar a Libertadores.


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