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Dos finalistas do melhor do mundo, só Messi é top 50 na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo de 2017 começaram a nova temporada do futebol europeu sem a mesma fome de gols que lhes é de costume.

O argentino Lionel Messi é o único dos três candidatos (os outros são Cristiano Ronaldo e Neymar) ao troféu que será entregue pela Fifa na próxima segunda-feira que aparece entre os primeiros 50 colocados da Chuteira de Ouro, prêmio destinado ao maior goleador das ligas nacionais europeias em uma temporada.

O astro argentino, que já levou quatro Chuteiras de Ouro para casa e é o atual detentor da honraria, divide a quarta colocação no ranking dos artilheiros do Velho Continente em 2017/18 com o italiano Ciro Immobile (Lazio) e com o marfinense Gerard Gohou (Kairat Almaty). Cada um deles tem 22 pontos.

A liderança continua com o estoniano Albert Prosa, que já marcou 27 gols pelo Tallinn e acumula 27 pontos. O colombiano Radamel Falcao García (24), do Monaco, e o estoniano Rauno Sappinen (23), do Floram, aparecem na sequência.

Já Neymar e Cristiano Ronaldo, os adversários do camisa 10 do Barcelona na disputa pelo prêmio “The Best”, concedido pela Fifa ao maior craque do futebol mundial no ano, estão bem distante das primeiras colocações.

O brasileiro do Paris Saint-Germain aparece no meio da tabela. Com seis gols no Campeonato Francês e 12 pontos na classificação da Chuteira de Ouro, divide a 56ª posição com outros jogadores bem conhecidos, como Gabriel Jesus (Manchester City), Álvaro Morata (Chelsea) e Harry Kane (Tottenham).

Enquanto isso, o favorito para ser eleito o melhor do mundo neste ano mal praticamente não existe no ranking de goleadores dos campeonatos nacionais europeus nesta temporada.

Cristiano Ronaldo disputou apenas quatro jogos do Espanhol desde as férias e marcou somente um gol, contra o Getafe, no último sábado. Com dois pontos, a estrela do Real Madrid não está nem entre os 250 primeiros na classificação da Chuteira de Ouro.

Na temporada passada, Messi conquistou o prêmio com 74 pontos, relativos aos 37 gols que marcou no Espanhol. Ele e Cristiano Ronaldo são os recordistas de troféus de maior goleador da Europa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
2º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 24 pontos (12 gols)
3º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 23 pontos (23 gols)
4º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 22 pontos (11 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 22 pontos (22 gols)
7º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
9º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Pìerre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 20 pontos (20 gols)


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7 astros que estão no último ano de contrato e podem agitar Mercado da Bola
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Rafael Reis

Se a última janela de transferências do futebol europeu já foi histórica, com a ida de Neymar para o Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros (R$ 824 milhões), maior valor já pago por um jogador de futebol, o Mercado da Bola deve ser ainda mais movimentado na próxima temporada.

Além da inflação de preços provocada pelo transação do atacante brasileiro e da Copa do Mundo, que sempre dá uma balançada nas compras e vendas de jogadores, um outro fator deve ser determinante na janela de 2018/19.

Várias estrelas do primeiro escalão do futebol mundial estão no último ano de contrato com seus times atuais e, caso não renovem seus vínculos nos próximos meses, poderão trocar de clube gratuitamente em julho do próximo ano.

Listamos abaixo sete jogadores que vivem essa situação e que têm tudo para agitar o mercado na janela de transferências da próxima temporada.

LIONEL MESSI
Atacante
30 anos
Argentina
Barcelona (ESP)

A renovação de contrato até 2021 de um dos dois maiores astros do futebol mundial na última década chegou a ser anunciada pelo Barcelona em julho, só que jamais foi assinada pelo camisa 10 argentino. De acordo com a imprensa espanhola, esse é um indício de que Messi anda decepcionado com os rumos do clube (sobretudo após a venda de Neymar) e disposto a repensar seu futuro. Segundo o diário “As”, o Manchester City já conversa com o jogador para levá-lo à Inglaterra na próxima temporada.

ALEXIS SÁNCHEZ
Atacante
28 anos
Chile
Arsenal (ING)

Autor de 30 gols na temporada passada, o atacante chileno só não se mandou para o Manchester City na última janela de transferência porque o técnico Arsène Wenger vetou sua saída e o obrigou a cumprir o último ano de seu contrato. Isso significa que Alexis Sánchez deve deixar o Arsenal no próximo verão europeu sem a necessidade de uma compensação financeira. Além do City, Bayern de Munique e Paris Saint-Germain já manifestaram interesse em contratá-lo e são seus destinos mais prováveis.

MESUT ÖZIL
Meia
28 anos
Alemanha
Arsenal (ING)

Assim como Alexis Sánchez, o meia alemão dificilmente continuará vestindo a camisa do Arsenal a partir do segundo semestre do próximo ano. De acordo com a imprensa inglesa, Özil está na lista de compras do Manchester United, já que o técnico português José Mourinho sente falta no seu elenco de um jogador com características de armação de jogo. Barcelona e Real Madrid, onde o alemão já jogou, também estariam no páreo.

ARJEN ROBBEN
Atacante
33 anos
Holanda
Bayern de Munique (ALE)

A crise vivida pelo Bayern neste início de temporada e a provável chegada de um jovem treinador ao clube em 2018 (Julian Nagelsmann, do Hoffenheim, é o favorito) passam a impressão de fim de ciclo em Munique. E um dos jogadores que devem fazer parte desse processo de renovação é Robben. O holandês veste a camisa bávara desde 2009 e dificilmente assinará um novo contrato com o clube alemão. Com vários problemas físicos acumulados durante a carreira, o camisa 10 dificilmente irá para uma outra equipe do primeiro escalão europeu.

GIORGIO CHIELLINI
Zagueiro
33 anos
Itália
Juventus (ITA)

A “’defesa dos sonhos”’ da Juventus, que já perdeu Leonardo Bonucci para o Milan na última janela de transferências, pode sofrer uma nova baixa no próximo ano. O zagueiro Giorgio Chiellini, segundo jogador mais antigo do elenco da campeã italiana, ainda não chegou a um acordo com a diretoria para a extensão do seu contrato. Quem está de olho nessa situação é Antonio Conte, que dirigiu o camisa 3 na Juve e na seleção italiana. O treinador do Chelsea não esconde o desejo de levar o antigo pupilo para a Premier League.

LEON GORETZKA
Meia
22 anos
Alemanha
Schalke 04 (ALE)

Um dos artilheiros da última Copa das Confederações e em alta na seleção alemã, o meia vive uma situação semelhante à de Alexis Sánchez no Arsenal. Como o Schalke 04 não quis negociá-lo na última janela de transferências, Goretzka deve deixar o clube gratuitamente no próximo verão europeu. Interessados no jovem meio-campista não faltam: Bayern de Munique, Barcelona e Liverpool desejam sua contratação.

FERNANDINHO
Volante
32 anos
Brasil
Manchester City (ING)

Apesar de ser um dos xodós de Pep Guardiola no Manchester City, o volante brasileiro só tem contrato por mais oito meses. Mas, dificilmente, o treinador espanhol irá abrir mão de Fernandinho, titular da equipe em nove das dez partidas da atual temporada. De acordo com o próprio jogador, o City já iniciou as conversas para estender seu vínculo.


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Messi ficará menor se a Argentina não se classificar para a Copa?
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Rafael Reis

Cinco títulos de melhor jogador do planeta, uma Bola de Ouro da Copa do Mundo, outra do Mundial sub-20, oito troféus de Campeonatos Espanhóis, quatro de Liga dos Campeões e vários recordes: maior artilheiro da história do Barcelona, recordista de bolas na rede pela seleção argentina e jogador com mais hat-tricks em competições europeias.

Esse é o currículo resumido de Lionel Messi. Um currículo que certamente será posto em prova caso o camisa 10 falhe na tarefa de classificar a Argentina para a Copa da Rússia-2018.

A tarefa não é mais das simples. A seleção dirigida por Jorge Sampaoli precisa derrotar o Equador, fora de casa, nesta terça-feira, para se garantir na repescagem. A vaga direta para o Mundial só virá em caso de combinações de resultado envolvendo Chile, Peru e Colômbia.

Mas, afinal, qual será o impacto de um possível fracasso argentino nas eliminatórias da Copa para a carreira de Messi? O astro do Barça será menor caso não consiga classificar seu país para a competição mais importante do calendário da bola?

Para começar a responder essa pergunta, é preciso lembrar que, apesar de ser um dos nomes mais importantes do futebol mundial no século 21, o meia-atacante não é uma unanimidade. E, aqueles que costumam criticá-lo, sempre usam como argumento seu desempenho com a camisa da Argentina.

O último título da seleção principal dos nossos vizinhos foi a Copa América de 1993, conquistada muito antes do início da Era Messi. Apesar de defender a equipe adulta há 12 anos, o craque foi incapaz de encerrar esse tabu.

Mesmo quando bateu na trave, como no vice-campeonato da última Copa do Mundo, o jogador não escapou das críticas. Messi foi eleito o craque da competição, mas pouca gente concordou com a indicação. Meses depois, o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, admitiu que a premiação do argentino foi um erro.

Criado na Catalunha desde o começo da adolescência, o meia-atacante nunca conquistou também a confiança plena do torcedor de sua terra-natal. Enquanto o mundo todo debatia se Messi era mais jogador do que Maradona um dia foi, os argentinos nem tratavam essa questão uma discussão séria.

Aos 30 anos e caminhando para a reta final da carreira, o craque tem lugar garantido entre os melhores da história do futebol. Mas para ter uma posição inquestionável de destaque nessa galeria, ainda falta algo… um título de Copa ou fim das dúvidas sobre seu desempenho pela seleção.

Não, a culpa pelo longo jejum da Argentina e pelo futebol horrível demonstrado pela equipe nas eliminatórias não é de Messi. Mas não há dúvidas de que ele será o maior prejudicado caso o país não dispute a Copa-2018.

Afinal, um fracasso dessa magnitude será para sempre um pesado asterisco em sua história.

Para resumir: Messi continuará sendo um gigante mesmo que a Argentina fique fora do Mundial. Mas talvez vire um gigante um pouco menor…


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Brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro é cria de ex-seleção
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Rafael Reis

Nada de Neymar, Gabriel Jesus, Firmino ou qualquer atacante que está nos planos de Tite para a Copa do Mundo-2018. O brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro 2017/18 é praticamente um desconhecido em seu país-natal.

O meia-atacante João Morelli já marcou 16 gols no Campeonato Estoniano pelo FC Levadia e aparece na 22ª colocação na classificação do prêmio concedido ao maior goleador das ligas nacionais europeias na temporada.

O jogador de 21 anos é cria das categorias de base do Ituano e foi negociado com o Middlesbrough em 2015 devido a uma parceria costurada pelo ex-meia da seleção brasileira Juninho Paulista, atual responsável clube de Itu.

Sem muitas oportunidades na Inglaterra, Morelli acabou emprestado ao futebol estoniano para ganhar experiência e acabou se transformando em um dos principais goleadores do pequeno país.

Com 16 pontos, o garoto é de longe o brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro. Jonas, artilheiro do Campeonato Português pelo Benfica, ocupa a 41ª colocação e é quem mais se aproxima dele.

Já Neymar, a contratação mais cara da história do futebol mundial, aparece apenas em 49º.

O líder da corrida pelo prêmio de goleador máximo do Velho Continente é um adversário de Morelli no futebol da Estônia. Albert Prosa, do Tallinn, acumula 26 pontos e continua no topo do ranking.

Mas sua liderança está seriamente ameaçada por dois sul-americanos. O colombiano Radamel Falcao García (Monaco) já tem 24 pontos e é o segundo na lista. O argentino Lionel Messi (Barcelona), vencedor do prêmio na temporada passada, aparece na sequência, com 22.

Messi, que somou 74 pontos na última edição da Chuteira de Ouro, divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 26 pontos (26 gols)
2º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 24 pontos (12 gols)
3º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 22 pontos (22 gols)
5º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
Gerard Gohou (CAZ, Kairat Almaty) – 21 pontos (21 gols)
8º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
10º – Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 18 pontos (18 gols)
Andri Bjarnason (ISL, Grindavík) – 18 pontos (18 gols)


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Eu quero a Argentina na Copa-2018… e você deveria querer também
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Rafael Reis

Ameaçada de ficar fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez em quase 50 anos, a seleção argentina irá decidir seu futuro nos próximos nove dias.

Quinta colocada nas eliminatórias sul-americanas para a Rússia-2018, a equipe dirigida por Jorge Sampaoli precisa ganhar pelo menos uma posição para carimbar seu passaporte ou manter sua classificação atual para disputar a repescagem.

Mas, se os resultados contra Peru (4º no qualificatório), nesta quinta-feira, em Buenos Aires, e Equador (8º), na terça da próxima semana, fora de casa, não forem positivos, os argentinos correm sério risco de se ausentarem de um Mundial pela primeira vez desde 1970.

Motivo de alegria para o torcedor brasileiro, que poderia rir da desgraça de um tradicional rival e de quebra se veria livre de uma forte ameaça ao hexacampeonato mundial da seleção de Tite?

Não é bem assim. Para começar, a Argentina faz parte daquele primeiro escalão de seleções que todo mundo que gosta pelo menos um pouquinho de futebol faz questão de assistir durante a Copa. Além dos argentinos, só Brasil, Alemanha e Itália despertam tanto interesse.

Isso não significa, é claro, que um Mundial sem a presença da tradicional camisa azul e branca seria chato e pouco interessante. Afinal, a Copa por si só é muito maior do que qualquer seleção participante. Mas que a ausência argentina tiraria um pouco da graça da competição, isso tiraria.

Além disso, o principal campeonato de futebol do planeta ficaria privado de alguns dos jogadores mais talentosos da atualidade: Di María, Higuaín, Dybala, Mascherano, Icardi e, óbvio, Lionel Messi.

Para quem aprendeu a acompanhar futebol já neste século, é inconcebível imaginar uma competição que reúna os melhores jogadores do mundo privada do camisa 10 do Barcelona e da seleção argentina –ou do português Cristiano Ronaldo, seu costumeiro arquirrival, que também ainda não está garantido no Mundial.

Com o aniversário de 31 anos marcado para o meio da competição, Messi possivelmente fará na Rússia sua última Copa como um dos protagonistas do futebol mundial. Mesmo que vá ao Qatar em 2022, o astro dificilmente terá condições físicas para continuar mostrando um futebol do nível atual.

Ou seja, por tudo que já fez na carreira e por todos os torcedores que encantou e continua encantando, Messi é quase uma presença obrigatória no Mundial. Ele merece a Copa, assim como a Copa merece ele.

Querer que a Argentina consiga a classificação nas eliminatórias e sele sua ida para a Rússia não significa torcer para que ela seja campeã mundial. Significa apenas querer que a Copa-2018 seja a melhor possível.

Por isso, os próximos dias serão dias de torcer por Messi e pela Argentina.


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Falcao vira vice-líder da Chuteira de Ouro; Messi e Dybala entram no top 10
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Rafael Reis

Autor de dois gols na goleada por 4 a 0 do Monaco sobre o Lille, na sexta-feira, o centroavante colombiano Radamel Falcao García assumiu a vice-liderança da Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais europeias na temporada.

O goleador do Campeonato Francês, com 11 bolas na rede em sete rodadas, soma 22 pontos no ranking, mesma marca do estoniano Rauno Sappinen, do Flora.

Ambos só estão atrás do também estoniano Albert Prosa, que defende o Tallinn e acumula 25 pontos na atual temporada.

Ou seja, como cada gol marcado no Francês tem peso dois, basta que Falcao García marque mais duas vezes para alcançar a primeira colocação da Chuteira de Ouro.

Além do capitão do Monaco, outros dois jogadores que atuam em ligas do primeiro escalão europeu (Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha, França e Portugal, de acordo com as regras do prêmio) aparecem no top de artilheiros.

O argentino Paulo Dybala, da Juventus, é o quinto, com dez gols e 20 pontos. Já Lionel Messi, vencedor da Chuteira de Ouro na última temporada, com 74 pontos, aparece em oitavo, com 18 pontos.

O camisa 10 do Barcelona já conquistou o prêmio por quatro vezes durante a carreira e divide o recorde de maior vencedor com o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

Maior contratação da história do futebol, o brasileiro Neymar não aparece entre os 30 primeiros colocados do prêmio. O astro do Paris Saint-Germain tem quatro gols no Francês e oito pontos na classificação dos artilheiros.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 25 pontos (25 gols)
2º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 22 pontos (11 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 22 pontos (22 gols)
4º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
5º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Gerard Gohou (CAZ, Kairat Almaty) – 20 pontos (20 gols)
8º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 18 pontos (9 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 18 pontos (12 gols)
Karl Holmberg (SUE, Norrköping) – 18 pontos (12 gols)
Rimo Hunt (EST, Levadia) – 18 pontos (18 gols)
Andri Bjarnason (ISL, Grindavík) – 18 pontos (18 gols)


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Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol
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Rafael Reis

Neymar é um craque. Se não fosse, o Paris Saint-Germain jamais teria gasto 222 milhões de euros (R$ 831 milhões) para tirá-lo do Barcelona e transformá-lo no símbolo máximo de um clube que sonha em se tornar o mais poderoso do planeta.

Mas, apesar de todo esse talento acima da média que possui, o brasileiro não deveria ter sido indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E mais: sua presença na lista de finalistas do troféu da Fifa, ao lado do favorito Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e de Lionel Messi (Barcelona), não passa de uma vitória do marketing sobre o futebol.

Não que o atacante seja uma invenção da imprensa brasileira ou mereça o apelido de Neymarketing, expressões de sucesso entre seus críticos nas redes sociais. Só que ele simplesmente não jogou bola suficiente na temporada passada para estar entre os três melhores do planeta.

Seu último ano com a camisa do Barcelona foi o menos produtivo de sua carreira desde a Copa-2014. Neymar marcou apenas 20 gols (contra 31 de 2015/16 e 39 de 2014/15) e só conquistou a Copa do Rei pelo clube catalão.

Mas o brasileiro foi a estrela do histórico 6 a 1 aplicado pelo Barça sobre o PSG… Verdade, aquela realmente foi uma atuação extraordinária. Mas foi apenas um entre 45 jogos da temporada e teve como o efeito prático apenas adiar em uma rodada a eliminação do time blaugrana na Liga dos Campeões.

Sergio Ramos e Marcelo, campeões europeus ao lado de Cristiano Ronaldo no Real, Gianluiggi Buffon e Paulo Dybala, vice continentais pela Juventus, e talvez até mesmo a sensação francesa Kylian Mbappé mereciam mais que Neymar estar entre os três finalistas do prêmio da Fifa.

O que levou o brasileiro à segunda indicação de sua carreira (foi terceiro colocado em 2015) foi mesmo o marketing. Não uma campanha orquestrada para colocá-lo lá, mas sim um longo e sólido trabalho de construção da sua imagem como o sucessor natural de CR7 e Messi.

Para muita gente, entre os quais vários eleitores do prêmio da Fifa (técnicos, capitães de seleções, jornalistas e pessoas comuns cadastradas no site da entidade), Neymar será o melhor do mundo assim que os dois maiores astros do futebol na atualidade derem um deslize e perderem rendimento.

É essa crença popular, inflada evidentemente pela transformação do brasileiro no jogador mais caro de todos os tempos (negociação concluída pouco antes do período de votação do prêmio), que colocou o novo camisa 10 do PSG na final da eleição do melhor do mundo, mesmo sem ter jogado futebol suficiente para merecer a indicação.

É por isso que a presença de Neymar na cerimônia do próximo dia 23 de outubro, em Londres, é uma vitória do marketing e das fortunas movimentadas por esse mercado global sobre o futebol praticado dentro de campo.


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Sem Neymar, mas com Messi e Ronaldo: 7 motivos para acompanhar o Espanhol
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Rafael Reis

A transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain foi um baque para o Campeonato Espanhol, mas isso não significa que a liga do país campeão mundial em 2010 tenha deixado de ser uma das mais interessantes do planeta.

Afinal, a temporada 2017/18 do Espanhol, que começa nesta sexta-feira com dois jogos (Leganés x Alavés e Valencia x Las Palmas), reúne o atual bicampeão europeu e três dos quatro últimos finalistas da Liga dos Campeões.

Conta ainda com 21 jogadores brasileiros espalhados por 13 dos 20 clubes que disputam a primeira divisão. Entre eles, vários nomes conhecidos, como Marcelo e Casemiro (Real Madrid), Paulinho (Barcelona), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Paulo Henrique Ganso (Sevilla).

Conheça abaixo outros sete motivos para que, mesmo sem Neymar, você continue acompanhando de perto o Campeonato Espanhol:

MESSI X CRISTIANO RONALDO

Desde 2009, quando Cristiano Ronaldo desembarcou no Real Madrid, o embate entre os dois melhores jogadores do planeta é a principal atração internacional do Espanhol. Durante esse período, Lionel Messi e o Barcelona se sagraram campeões nacionais por cinco vezes. Já CR7 e o Real só ganharam dois títulos. No entanto, o momento é todo “blanco”, já que, na temporada passada, a equipe do astro português venceu a liga nacional e faturou pelo segundo ano consecutivo a Champions.

VIDA SEM NEYMAR

Como ficará o Barcelona sem Neymar? Essa é a principal questão a ser respondida na nova temporada do Campeonato Espanhol. Apesar de não ser o protagonista da equipe, o brasileiro vinha sendo cada vez uma peça essencial para que o jogo catalão funcionasse. O Barça ainda sonha com um reforço de peso que possa substituir seu antigo camisa 11, mas as contratações do francês Ousmane Dembélé (Borussia Dortmund) e do brasileiro Philippe Coutinho (Liverpool) estão empacadas.

PAULINHO EM XEQUE

Aos 29 anos e quase um desconhecido na Europa, onde teve uma passagem para lá de esquecível pelo Tottenham, Paulinho ganhou no colo uma missão das mais pesadas: começar a substituir Andrés Iniesta, cérebro do Barcelona que caminha para o final da carreira. Contestado desde o momento em que sua contratação era apenas um rumor, o ex-jogador do Corinthians pode se tornar um dos meias mais respeitados do planeta, mas também corre risco de se queimar de vez no Velho Continente e prejudicar até mesmo sua permanência na seleção.

PILARES DO REAL… E DA SELEÇÃO

Casemiro e Marcelo são dois dos segredos do sucesso do Real Madrid bicampeão europeu. Enquanto o primeiro faz o papel de cão de guarda da defesa espanhola, o segundo é o principal elo entre o setor defensivo e o ofensivo e também desempenha durante as partidas o papel de ponta esquerda da equipe dirigida por técnico Zinedine Zidane. Ambos estão entre os melhores do mundo em suas posições e também serão peças fundamentais para que a seleção brasileira possa brilhar na Copa do Mundo-2018.

DÉJÀ-VU

Entra temporada, sai temporada e a conversa é a mesma: o técnico Diego Simeone, o zagueiro Diego Godín e o atacante Antoine Griezmann vão deixar o Atlético de Madri. Só que o adeus dos três principais pilares do sucesso do projeto colchonero nunca se concretiza. E, assim, o Atlético vai se mantendo como uma sombra real para Barcelona e Real Madrid, os dois mais poderosos clubes da temporada.

E AGORA, GANSO?

A primeira temporada de Paulo Henrique Ganso no futebol europeu foi um desastre. O meia participou de apenas 16 jogos do Sevilla, marcou três gols e passou longe de conquistar a confiança da torcida. Mas a saída do técnico Jorge Sampaolli deu um fôlego novo para o brasileiro. Será que o novo comandante do Sevilla, o também argentino Eduardo Berizzo, vai lhe dar mais oportunidades?

MERECE PALMAS

Vitolo é jogador da seleção espanhola, Halilovic já foi apontado como o “novo Messi” e Jonathan Calleri, apesar de ter fracasso na Inglaterra, provou seu potencial no São Paulo. Pelo menos até dezembro, esse deve ser o trio ofensivo do Las Palmas, pequena equipe das Ilhas Canárias que resolveu investir em talento na montagem do seu time. Tudo para melhorar a 14ª colocação da temporada passada.


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4 anos depois, onde estão os jogadores do Barça que fez 8 a 0 no Santos?
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Rafael Reis

Na próxima segunda-feira, a Chapecoense vai ao Camp Nou enfrentar o Barcelona pelo Troféu Joan Gamper, tradicional jogo amistoso organizado pelo clube catalão no início da temporada para apresentar seu novo elenco à torcida.

A última participação brasileira na competição festiva ainda é muito lembrada pelos santistas e, principalmente, pelos torcedores rivais.

Há exatos quatro anos, no dia 2 de agosto de 2013, o Santos foi goleado por 8 a 0 pelo Barcelona. O jogo serviu como parte do pagamento pela contratação de Neymar e foi a primeira e única vez que o astro brasileiro enfrentou seu antigo time.

Conheça abaixo o paradeiro atual dos 11 titulares do Barça naquela partida histórica e também dos reservas que foram a campo no segundo e balançaram as redes.

POR ONDE ANDA – BARCELONA 2013

Victor Valdés (35 anos) – O goleiro titular na maior parte da “era Messi” no Barcelona, conquistou três títulos da Liga dos Campeões e deixou o clube em 2014. Foi rebaixado com o Middlesbrough no Campeonato Inglês na última temporada e agora procura um clube para dar sequência à reta final de sua carreira.

Daniel Alves (34 anos) – Um dos nomes mais importantes da história recente do Barça, defendeu o clube catalão entre 2008 e 2016. Depois de uma temporada de destaque na Juventus, assinou com o Paris Saint-Germain, onde deve reencontrar Neymar, seu ex-companheiro na Catalunha e ainda parceiro na seleção brasileira.

Gerard Piqué (30 anos) – Cria das categorias de base do Barcelona, passou pelo Manchester United e retornou para casa em 2008. Um dos zagueiros mais respeitados do futebol mundial na atualidade, é um dos líderes do elenco atual e sonha se tornar presidente do clube depois da aposentadoria.

Javier Mascherano (33 anos) – Volante que foi transformado em zagueiro no Barcelona, o argentino continua firme na seleção, onde ainda costuma atuar como meio-campista, mas já perdeu o posto de titular absoluto do time espanhol.

Jordi Alba (28 anos) – Atual titular da lateral esquerda da seleção espanhola, terminou a última temporada em baixa no Barcelona e chegou a frequentar o banco de reservas. Com a contratação do técnico Ernesto Valverde, deve receber uma nova oportunidade na equipe.

Sergio Busquets (29 anos) – Filho de um ex-goleiro do Barcelona, é praticamente indiscutível no time titular desde que foi promovido ao time principal, em 2008, por Pep Guardiola. Além da qualidade técnica, ocupa posição de destaque no clube graças à liderança que possui sobre o elenco.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona na “era Guardiola”, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Andrés Iniesta (33 anos) – Um dos símbolos da melhor fase da história do Barcelona, o autor do gol do título mundial da Espanha em 2010 é hoje o capitão da equipe catalã. Já sofrendo com o declínio físico natural da idade, tem perdido desempenho e número de partidas em campo temporada após temporada. Não à toa, o Barça busca no mercado um substituto para Iniesta.

Pedro (30 anos) – Autor de um dos gols da vitória sobre o Santos, o ponta espanhol permaneceu no Barcelona até 2015, quando, cansado da reserva, acertou sua transferência para o Chelsea. Na última temporada, marcou nove vezes na campanha que deu o título inglês à equipe londrina.

Alexis Sánchez (28 anos) – O chileno jogou apenas uma temporada ao lado de Neymar no Barcelona antes de se mudar para o Arsenal e se tornar um dos principais atacantes da Premier League. Mas Alexis pode se reencontrar com o brasileiro nesta temporada, já que também faz parte da lista de compras do Paris Saint-Germain.

Lionel Messi (30 anos) – Autor do primeiro gol da histórica vitória sobre o Santos, o argentino dispensa apresentações e continua brilhando com a camisa do Barcelona até hoje. Mas, segue um resuminho de sua carreira: maior artilheiro da história do clube, tetra da Liga dos Campeões da Europa, eleito cinco vezes o melhor jogador do planeta e um dos principais ícones do futebol mundial no século 21.

Neymar (25 anos) – Responsável direto pela participação do Santos no Joan Gamper-2013, disputou apenas os 45 minutos finais da partida contra seu ex-time e não balançou as redes. Quatro anos depois, é protagonista da maior novela da atual janela de transferências para o futebol europeu: sua provável transferência para o PSG por 222 milhões de euros (R$ 822 milhões), maior quantia já paga por um jogador de futebol.

Cesc Fàbregas (30 anos) – Reserva de luxo do Barcelona de 2013, entrou no segundo tempo do amistoso e marcou dois gols contra o Santos. Especulado no Milan e também no futebol chinês durante os últimos meses, continua no Chelsea, clube pelo qual conquistou duas das três últimas edições da Premier League.

Adriano (32 anos) – Fez o penúltimo dos oito gols do Barça contra o Santos. O lateral ambidestro permaneceu na Catalunha até o ano passado, quando se transferiu para o Besiktas. Na Turquia, tem se revezado entre sua posição de origem e o posto de meio-campista aberto pela esquerda.

Jean Marie Dongou (22 anos) – O camaronês que fechou a goleada sobre o Santos é mais uma daquelas promessas que brilharam nas categorias de base e não conseguiram repetir o desempenho depois de se profissionalizarem. Na temporada passada, quando disputou a segunda divisão espanhola pelo Zaragoza, o atacante sofreu com problemas físicos e acabou não tendo seu contrato renovado. Agora, está desempregado.

Gerardo Martino (54 anos) – O conterrâneo de Messi durou apenas uma temporada no comando do Barcelona e não deixou saudades no Camp Nou. Após deixar o cargo, teve ainda uma passagem de pouco brilho pela seleção argentina antes de assinar com o Atlanta United, franquia que estreia na MLS (Major League Soccer) nesta temporada.


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Por onde andam os jogadores da estreia de Messi no Barcelona?
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Rafael Reis

Maior jogador da história do Barcelona, Lionel Messi acabou de renovar contrato com o clube catalão até 2021. Caso cumpra o vínculo até o fim, o astro argentino completará 17 anos defendendo o time profissional do Barça.

Um ano depois de participar de um jogo festivo contra o Porto, o camisa 10 fez sua estreia oficial na equipe principal no dia 16 de outubro de 2004. O então adolescente de 17 anos substituiu Deco no segundo tempo da vitória por 1 a 0 no clássico contra o Espanyol.

Foram apenas oito minutos em campo na partida válida pela sétima rodada do Campeonato Espanhol. Tempo suficiente para Messi mostrar um pouco do futebol que lhe transformaria em tetracampeão da Liga dos Campeões e no maior artilheiro da história do clube, com 507 gols.

Quase 13 anos depois da estreia, como andam as vidas dos primeiros companheiros do argentino no Barcelona? É isso que respondemos logo abaixo:

POR ONDE ANDA – BARCELONA (2004)

Víctor Valdés (35 anos) – Acompanhou Messi até 2014 e esteve presente em três das quatro Champions conquistadas pelo jogador. Foi rebaixado com o Middlesbrough no Campeonato Inglês na última temporada e agora procura um clube para dar sequência à reta final de sua carreira.

Belletti (41 anos) – Autor do gol do primeiro título europeu conquistado por Messi, em 2006, o ex-lateral brasileiro largou o futebol profissional em 2011 e trabalhou para a Globo/Sport como comentarista. No final do ano passado, anunciou sua aposentadoria da TV para ser diretor executivo internacional e de marketing e comunicação do Coritiba. Belletti é embaixador do Barcelona e representa o clube em eventos pelo mundo todo.

Oleguer Presas (37 anos) – Zagueiro e lateral de limitados recursos técnicos, permaneceu no Barcelona até 2008 mais pelo nacionalismo catalão que tanto defendia do que pela qualidade demonstrada dentro de campo. Aposentado desde 2011, trabalha em uma cooperativa de desenvolvimento de energias renováveis e dá palestras criticando o capitalismo.

Carles Puyol (39 anos) – Capitão do Barcelona na estreia de Messi, o zagueiro permaneceu carregando a braçadeira com a bandeira da Catalunha até sua aposentadoria, em 2014. Puyol ainda trabalhou por um semestre como auxiliar do então diretor de futebol do clube, Andoni Zubizarreta, até o encerramento do seu contrato.

Giovanni van Bronckhorst (42 anos) – Gio, como preferia ser chamado, continuou no elenco do Barcelona até 2007 e pendurou as chuteiras três anos depois. Desde então, trabalha no Feyenoord, clube que o revelou para o futebol. Van Bronckhorst assumiu o cargo de treinador do time em 2015 e, na última temporada, ajudou-o a ser campeão holandês pela primeira vez no século – o último título havia sido conquistado em 1999.

Rafa Márquez (38 anos) – Apesar de já ser quase um quarentão, o zagueiro e volante continua firme na seleção mexicana e acabou de disputar a Copa das Confederações. Desde o ano passado, Rafa Márquez defende o Atlas, clube onde começou a carreira como profissional, 21 anos atrás.

Deco (39 anos) – Autor do gol da vitória contra o Espanyol e substituído por Messi nos minutos finais do clássico, o brasileiro naturalizado português saiu pelas portas do fundo do Camp Nou, acusado de não ser uma boa influência para os mais jovens do elenco. Hoje empresário de jogadores, atua em parceria com o português Jorge Mendes, o agente mais poderoso do planeta, que cuida da carreira de Cristiano Ronaldo.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona na “era Guardiola”, a fase mais vitoriosa de Messi no clube, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Henrik Larsson (45 anos) – O sueco já era um veterano quando atuou ao lado de Messi pela primeira vez, mas continuou jogando profissionalmente até 2009. Após a aposentadoria, virou treinador. Só que seu trabalho mais recente não acabou bem. No ano passado, foi rebaixado para a segunda divisão sueca com o Helsingborg e decidiu deixar o cargo após ser seu filho, que fazia parte do elenco, ser agredido por um grupo de torcedores.

Samuel Eto’o (36 anos) – Homem-gol do Barcelona no início da “era Messi”, o camaronês defendeu cinco clubes diferentes nos últimos quatro anos. Desde 2015, veste a camisa 9 e usa a braçadeira de capitão do Antayaspor, quinto colocado do último Campeonato Turco.

Ronaldinho (37 anos) – Uma espécie de mentor de Messi, era o camisa 10 e o maior ídolo da torcida do Barcelona até o despertar do craque argentino. Eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, parou extraoficialmente de jogar em 2015, quando deixou o Fluminense. Desde então, roda o mundo jogando amistosos e partidas beneficentes vestindo as mais variadas camisas.

Andrés Iniesta (33 anos) – Além do argentino, é o único remanescente da estreia de Messi que continua no Barcelona. O veterano, autor do gol do título mundial conquistado pela Espanha na Copa-2010, é hoje o capitão do clube catalão.

Lionel Messi (30 anos) – Maior artilheiro da história do Barcelona, tetra da Liga dos Campeões da Europa, eleito cinco vezes o melhor jogador do planeta e um dos principais ícones do futebol mundial no século 21. Precisa dizer mais sobre Messi?

Frank Rijkaard (54 anos) – Craque do futebol holandês entre as décadas de 1980 e 1990, teve um início promissor de carreira como técnico. Depois de dirigir a seleção holandesa e de uma passagem pelo Sparta Rotterdam, trabalhou por cinco anos no Barcelona, onde lançou Messi no time principal, vivenciou o auge de Ronaldinho e conquistou a Liga dos Campeões de 2006. Desde a saída da Catalunha, no entanto, Rijkaard entrou em declínio. Seu último trabalho foi na seleção de Arábia Saudita, em 2013. Recentemente, voltou ao noticiário por se oferecer para treinar a Tailândia.


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