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Quem é o brasileiro que fez mais gols que Messi e é o artilheiro da Europa?
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Rafael Reis

Ellinton Antônio Costa Morais não tem 1% da fama de Neymar e dificilmente será algum dia convocado por Tite para a seleção. Mas, na temporada 2018/19 do futebol europeu, nenhum jogador, brasileiros ou de qualquer outra nacionalidade, balançou mais as redes que ele.

Liliu, como é conhecido, é o artilheiro do Campeonato Estoniano. O centroavante natural de Bauru, no interior paulista, já marcou 25 vezes em 21 partidas pela competição.

O número o coloca no topo do ranking da Chuteira de Ouro, premiação concedida por vários veículos de imprensa da Europa ao maior goleador dos campeonatos nacionais do Velho Continente na temporada.

O camisa 11 do Kalju Nömme, equipe que lidera o Estoniano, é um peregrino da bola. Revelado no São Bento, de Sorocaba (SP), também passou por Desportivo Brasil e CRB, mas nunca fez muito sucesso no Brasil.

Já no exterior, atuou na Bélgica, no Kuwait, no Chipre, em Israel e até em Malta antes de desembarcar no seu atual clube, na temporada passada.

A liderança de Liliu na Chuteira de Ouro é provisória e dificilmente será mantida, já que cada gol feito na Estônia vale metade dos pontos dos tentos anotados em Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.

Além disso, o futebol estoniano, assim como o de outros países periféricos da Europa, adota um calendário semelhante ao brasileiro. Ou seja, suas competições começam no início do ano e terminam antes do Reveillón.

Com um número maior de partidas já disputadas, os atletas que atuam nessas nações têm uma vantagem momentânea sobre os outros que estão na briga pela Chuteira de Ouro –não à toa, nenhum jogador de uma liga importante aparece entre os líderes do prêmio.

O top 10 da artilharia conta ainda com dois brasileiros. Paulinho (ex-Bragantino), que atua no BK Häcken, da Suécia, ocupa a quinta colocação, com 21 pontos (14 gols). Já Klauss (ex-Grêmio, que defende o HJK Helsinque, da Finlândia, divide a sétima posição, com 17 pontos (17 gols), com outros três jogadores.

O vencedor da última edição da Chuteira de Ouro é o argentino Lionel Messi, recordista do prêmio, com cinco troféus (2010, 2012, 2013, 2017 e 2018). Na temporada passada, o craque do Barcelona marcou 34 gols no Espanhol e acumulou 68 pontos.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da disputa.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Liliu (BRA, Kalju Nömme) – 25 pontos (25 gols)
2º – Roman Debelko (UCR, Levadia) – 24 pontos (24 gols)
Patrick Hoban (IRL, Dundalk) – 24 pontos (24 gols)
4º – Zakaria Beglarishvili (GEO, Flora Tallinn) – 22 pontos (22 gols)
5º – Paulinho (BRA, BK Häcken) – 21 pontos (14 gols)
6º – Linus Hallenius (SUE, Sundsvall) – 19,5 pontos (13 gols)
7º – Liviu Antal (ROM, Zalgiris Vilnius) – 17 pontos (17 gols)
Dmitri Barkov (RUS, Trans Narva) – 17 pontos (17 gols)
Klauss (BRA, HJK Helsinque) – 17 pontos (17 gols)
Tristan Koskor (EST, Jalgpallikool Tammeka) – 17 pontos (17 gols)


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Fim de linha? Messi ainda pode voltar a ser o melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Lionel Messi não entrou na lista dos três finalistas do prêmio de melhor jogador da Uefa na temporada passada. O argentino também dificilmente será um dos indicados ao The Best, troféu concedido pela Fifa ao maior craque do planeta.

Caso essa projeção realmente se concretize, será a primeira vez desde 2006 que o craque do Barcelona não figurará entre os três melhores jogadores do mundo na eleição da entidade.

Some-se a isso uma participação desastrosa (e apática) na Copa-2018, e a dúvida surge quase que naturalmente: será que, aos 31 anos, Messi ainda pode voltar ao topo e ganhar pela sexta vez na carreira o prêmio de “jogador número 1” do mundo?

A parte física não ajuda. O argentino ainda é craque, mas não é (e nunca mais será) aquele atleta capaz de fazer 70, 80, 90 gols em uma única temporada.

Messi é quatro anos mais velho que Eden Hazard, cinco que Neymar, seis que Paul Pogba e Romelu Lukaku. E tem incríveis 11 anos de diferença para o fenômeno francês Kylian Mbappé.

Daqueles jogadores que normalmente são colocados na primeira prateleira do futebol mundial, só mesmo seu tradicional arquirrival, Cristiano Ronaldo, é mais velho. Afinal, o português já festejou seu 33º adversário.

Mas esse declínio físico não significa que a genialidade de Messi tenha se dissipado e, muito menos, que ele esteja acabado, como alguns tiveram a falta de juízo de dizer diante das atuações bem abaixo da média na Rússia-2018.

Mesmo já veterano, o camisa 10 do Barcelona foi o maior artilheiro das ligas nacionais da Europa na temporada passada, com 34 gols, e começou esta edição do Campeonato Espanhol em alto estilo, marcando duas vezes na vitória por 3 a 0 sobre o Alavés, no fim de semana passado.

Na verdade, do que Messi mais precisa para voltar a ganhar um prêmio de melhor do mundo nem é do seu brilho individual, mas sim de uma temporada de sucesso incontestável do seu clube.

Desde a conquista da Champions de 2015, justamente o ano da última vitória do argentino na eleição da Fifa, o Barça vem fazendo feio no principal torneio interclubes do planeta. São três eliminações consecutivas nas quartas de final, para Atlético de Madri, Juventus e Roma.

Além disso, o time espanhol perdeu Xavi e Iniesta, os arquitetos do seu jogo coletivo, deixou ir embora Daniel Alves e Neymar, dois responsáveis pelos ataques agudos pelo lado de campo, e viu Luis Suárez perder rendimento.

Com exceção de Philippe Coutinho, nenhuma das peças contratadas para substituir essas perdas conseguiu mostrar a que veio. Com isso, o Barcelona ficou mais e mais dependente de Messi.

Mas, por mais gênio que seja, o argentino não vai conseguir ganhar uma Champions sozinho. E, sem ajuda dos seus companheiros, também não voltará a ser eleito o melhor jogador do mundo.


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Fenômeno da França, Mbappé supera início de carreira de Messi e CR7
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Rafael Reis

Aos 19 anos, seis meses e 20 dias, Kylian Mbappé tem nesta terça-feira a missão mais importante de sua curta carreira como jogador profissional de futebol: conduzir a França a uma final de Copa do Mundo depois de 12 anos.

Mas engana-se quem pensa que o confronto com a Bélgica, em São Petersburgo, pela semifinal da Rússia-2018, é responsabilidade demais para um garoto tão jovem.

Fenômeno de precocidade, o atacante do Paris Saint-Germain tem um início de trajetória que supera até mesmo os começos de carreira de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, os craques que bipolarizam a modalidade há uma década.

O Mbappé atual tem números bem melhores do que o português e o argentino ostentavam quando tinham a idade do jovem astro da seleção francesa e davam seus primeiros passos rumo ao Olimpo da Bola.

Em 124 jogos como profissional, camisa 10 soma 55 gols e 37 assistências. As médias de 0,44 bola na rede e 0,3 passe para gol por partida são suficientes para deixar qualquer um de queixo caído.

Quando tinha 19 anos, Messi até se aproximava da média de gols de Mbappé (0,36 por jogo), só que seu número de assistências era bem inferior ao do novo astro do futebol francês (0,17).

Já Cristiano Ronaldo tinha números bem distantes daqueles que o consagrariam como um vencedor de cinco eleições de melhor do mundo: 0,13 gols por partida e 0,14 assistência a cada 90 minutos.

Mas não é só na quantidade de gols e passes precisos que Mbappé supera o início de carreira da dupla de craques. Praticamente tudo aconteceu antes com ele.

O francês disputou sua primeira partida como profissional aos 16 anos, 11 meses e 12 dias (empate por 1 a 1 entre Monaco e Caen, em dezembro de 2015). Messi e CR7 só fizeram suas estreias em jogos oficiais depois de completar o 17º adversário.

O primeiro gol também saiu mais depressa para Mbappé. O atacante estreou como artilheiro aos 17 anos e dois meses (vitória por 3 a 1 do Monaco sobre o Troyes). O português demorou seis meses mais para marcar, e o argentino, oito.

O sucesso na Liga dos Campeões também chegou antes para o camisa 10 da seleção da França. Seu primeiro gol na Champions saiu aos 18 anos e 2 meses (derrota por 5 a 3 do Monaco contra o City). Messi deixou sua marca no torneio continental com 18 anos e 4 meses. CR7, com 20 anos e seis meses.

O trio estreou por suas respectivas seleções com a mesma idade (18 anos), mas Mbappé também se sobressai na largada. No primeiro ano e meio jogando pela França, ele marcou sete vezes, mesmo desempenho de CR7 por Portugal. No mesmo período, Messi só fez dois gols pela Argentina.

Mas a principal vantagem do atacante sobre os dois grandes astros do futebol mundial no século 21 pode ser construída ao longo desta semana.

Mbappé pode conquistar a Copa do Mundo ainda como adolescente, algo que Messi e Cristiano Ronaldo ainda não conseguiram nem como trintões. Será que estamos vendo uma passagem de bastão?

AOS 19 ANOS

Kylian Mbappé
124 jogos
55 gols (0,44 por partida)
37 assistências (0,3 por partida)

Lionel Messi
83 jogos
30 gols (0,36 por partida)
14 assistências (0,17 por partida)

Cristiano Ronaldo
71 jogos
9 gols (0,13 por partida)
10 assistências (0,14 por partida)


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Mais velha da história, Copa se enche de “tiozões” e tem até quarentão
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Rafael Reis

Goleiro e capitão da seleção do Egito, Essam El-Hadary deve escrever seu nome na história das Copas nesta sexta-feira. Se entrar em campo contra o Uruguai, em Ekaterimburgo, ele se tornará o jogador mais velho a disputar uma partida da competição mais importante do futebol mundial.

El-Hadary terá 45 anos e seis meses no dia da estreia egípcia, dois anos e meio a mais que o também goleiro Faryd Mondragón, da Colômbia, que atuou no Mundial com 43 anos e três dias.

A quebra do recorde não chega a ser uma surpresa. Afinal, a Copa-2018 é “a mais velha de todos dos tempos”.

De acordo com dados disponibilizados pela Fifa, a média da idade dos 736 jogadores convocados para disputar o Mundial da Rússia beira os 28 anos e é a mais alta das 21 edições já realizadas do torneio.

Além de El-Hadary, outros 13 atletas inscritos na Copa já passaram dos 35 anos. Entre eles, estão os intermináveis Rafael Márquez, de 39 anos, zagueiro mexicano que jogará a competição pela quinta vez, e Tim Cahill, 38, atacante australiano que vai para seu quarto Mundial.

Outra prova de como a Copa da Rússia é a mais envelhecida da história são seus principais astros.

Os protagonistas do futebol mundial em 2018 são os mesmos de 2014 e 2010: os trintões Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. O português já tem 33 anos e o argentino irá completar 31 durante a competição.

No total, 223 jogadores convocados para a Copa já entraram na casa dos 30 anos. Isso representa 30% de todos os participantes. Quatro anos atrás, no Brasil, os “veteranos” eram só 179, ou 24% do total.

Assim como aumentou o espaço dos jogadores velhos, o Mundial da Rússia também restringiu a presença de atletas em início de carreira. Desta vez, foram chamados apenas 20 garotos com menos de 21 anos, cinco a menos do que em 2014.

O jogador mais novo convocado para a Copa-2018, o meia-atacante australiano Daniel Arzani, já tem 19 anos e cinco meses. No Mundial passado, houve sete adolescentes em campo mais jovens do que ele é hoje.

A troca da garotada pelos jogadores maduros está ligada à evolução das várias ciências do esporte (nutrição, medicina, treinamentos, etc..), que ajudaram a prolongar a “vida útil” dos atletas.

Esse fenômeno não é exclusivo do futebol. Um bom exemplo vem do tênis: a dupla Rafael Nadal, 32, e Roger Federer, 36, continua dominando o circuito masculino.

Então, prepare-se, a Copa do Mundo deste ano será a “Copa dos tiozões”.

OS 5 JOGADORES MAIS VELHOS DA COPA-2018

1 – Essam El-Hadary (EGI) – 45 anos (15/01/1973)
2 – Rafael Márquez (MEX) – 39 anos (13/02/1979)
3 – Sergei Ignashevich (RUS) – 38 anos (14/07/1979)
4 – Tim Cahill (AUS) – 38 anos (06/12/1979)
5 – José de Jesús Corona (MEX) – 37 anos (26/01/1981)


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7 jogadores da Copa-2018 que já tiveram problemas com a Justiça
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Rafael Reis

Jogadores de futebol, especialmente os de primeiro escalão que estarão em campo a partir desta quinta-feira (14) na Copa do Mundo-2018, são ídolos endeusados por crianças, adolescentes e adultos.

Mas, por mais talento que eles demonstrem com a bola nos pés, também são pessoas normais, que acertam e erram no dia a dia de suas vidas pessoais. E esses erros muitas vezes os levam a responder processos judiciais.

Apresentamos abaixo sete jogadores de futebol inscritos no Mundial da Rússia que já tiveram problemas judiciais. E, sim, a dupla que vem protagonizando o futebol na última década faz parte desta lista.

LIONEL MESSI
Meia-atacante
30 anos
Barcelona (ESP)
Argentina

O melhor jogador do mundo em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015 chegou a ser condenado a 21 meses de prisão no ano passado por ter sonegado 4,1 milhões de euros (R$ 18,2 milhões) em impostos ao Fisco espanhol entre 2007 e 2009. A pena do craque da seleção argentina e do Barcelona foi posteriormente reduzida para uma multa superior a 500 mil euros (R$ 2,2 milhões).

CRISTIANO RONALDO
Atacante
33 anos
Real Madrid (POR)
Portugal

Também eleito cinco vezes o melhor do planeta (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017), o astro português também tem problemas com a Justiça espanhola em virtude de fraudes fiscais. Cristiano Ronaldo é acusado de ter deixado de pagar 14,7 milhões de euros (R$ 55,6 milhões) em impostos e chegou a ter a prisão pedida por uma das chefes da Receita espanhola. O caso de CR7, no entanto, ainda não foi julgado.

NEYMAR
Atacante
26 anos
Paris Saint-Germain (FRA)
Brasil

O camisa 10 da seleção de Tite na Copa da Rússia-2018 enfrentou processos judiciais por questões fiscais no Brasil e também na Espanha. Por aqui, o craque é acusado de ter usado empresas que possui em sociedade com o pai para deixar de pagar R$ 63,6 milhões em impostos entre 2012 e 2014. Já na Europa, chegou a ter a prisão solicitada pela promotoria espanhola por supostas fraudes na transferência do Santos para o Barcelona. Ambos os casos ainda não foram julgados.

JAVIER MASCHERANO
Zagueiro-volante
34 anos
Hebei Fortune (CHN)
Argentina

O que não falta são jogadores com problemas judiciais por sonegação de impostos, principalmente na Espanha. Em 2015, quando ainda atuava no Barcelona, Mascherano admitiu ter cometido fraude fiscal no valor de 1,5 milhão de euros (R$ 6,7 milhões) entre 2011 e 2012. Condenado a um ano de prisão, pagou multa de 816 mil euros (R$ 3,6 milhões) e escapou da cadeia.

RAHEEM STERLING
Atacante
23 anos
Manchester City (ING)
Inglaterra

A sonegação de impostos é o mais frequente, mas não o único motivo que lega jogadores de futebol a terem problemas judiciais. Um dos principais nomes da seleção inglesa, Raheem Sterling foi acusado duas vezes de agressão a mulheres com quem estava se relacionando. Em ambos os casos, o atacante acabou absolvido.

FABIAN DELPH
Meia
28 anos
Manchester City (ING)
Inglaterra

O problema no meio-campista do English Team foi misturar álcool com direção. Em 2008, quando ainda estava no início da carreira e defendia o Leeds United, ele foi preso por conduzir um veículo com mais quatro pessoas sob efeito de bebida. Delph foi julgado, considerado culpado e condenado a pagar uma multa de 1.400 libras (R$ 7.100).

MANUEL DA COSTA
Zagueiro
32 anos
Basaksehir (TUR)
Marrocos

O zagueiro nascido na França, que defendeu as seleções de base de Portugal e hoje faz parte do elenco de Marrocos, tem um histórico cheio de problemas disciplinares. Em 2011, ele foi indiciado por assédio sexual e agressão contra uma garota em uma boate na Inglaterra. Da primeira acusação, ele escapou. Mas, na segunda, acabou condenado. Da Costa também já foi preso por dirigir sob efeito de álcool.


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Ignorado por Tite, Jonas é o goleador brasileiro da temporada; veja top 10
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Rafael Reis

O artilheiro brasileiro na temporada 2017/18 do futebol europeu não veste a camisa da seleção há praticamente dois anos e foi ignorado por Tite na convocação para a Copa do Mundo-2018.

Aos 34 anos, Jonas, do Benfica (POR), fez mais gols nos últimos nove meses do que qualquer outro representante do futebol pentacampeão mundial que atua em alguma das dez principais ligas do Velho Continente (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Rússia, Portugal, Ucrânia, Bélgica e Turquia, segundo os coeficientes da Uefa).

E isso inclui todos os homens de frente escalados para tentar dar o hexacampeonato mundial à seleção na Rússia: Neymar, Douglas Costa, Roberto Firmino, Gabriel Jesus e Taison.

Na soma de todas as competições que disputou ao longo da temporada, Jonas marcou 37 vezes em 41 partidas. Só no Campeonato Português, competição da qual se sagrou artilheiro, foram 34 bolas na rede.

Se a liga que disputa não tivesse um coeficiente de pontos menor (1,5, contra 2 de Espanhol, Italiano, Inglês, Alemão e Francês), o brasileiro teria empatado com o argentino Lionel Messi, do Barcelona, na primeira colocação da Chuteira de Ouro, prêmio concedido anualmente ao maior artilheiro dos Nacionais da Europa.

Apesar do bom momento, o ex-jogador de Santos e Grêmio jamais foi convocado por Tite. Sua última aparição na seleção foi a Copa América Centenário de 2016, que marcou a despedida do técnico Dunga e a troca do comando no Brasil.

Mesmo tendo perdido os dois meses e meio da temporada devido a uma contusão no pé, Neymar foi o brasileiro quem mais se aproximou da marca de Jonas em 2017/18.

O reforço mais caro da história do futebol mundial marcou 28 vezes em seu primeiro ano pelo Paris Saint-Germain, um a mais que Roberto Firmino, do Liverpool, que ainda pode ultrapassá-lo caso balance as redes na final da Liga dos Campeões, contra o Real Madrid, neste sábado.

Além de Neymar e Firmino, outros dois convocados para a Copa aparecem no top 10 da artilharia nacional na temporada. Philippe Coutinho, que começou 2017/18 no Liverpool e depois migrou para o Barcelona, é o quarto colocado, com 22 gols, e Gabriel Jesus, do City, o oitavo, com 18.

Apenas dois nomes da lista jamais foram lembrados pela seleção: o meia-atacante Raphinha, ex-Avaí, que marcou 18 gols pelo Vitória de Guimarães, e Fabrício, centroavante com passagem pelo Botafogo e que defende o Portimonense, autor de 16 tentos na temporada.

ARTILHEIROS BRASILEIROS NA EUROPA:

1º – Jonas (Benfica) – 37 gols
2º – Neymar (Paris Saint-Germain) – 28
3º – Roberto Firmino (Liverpool) – 27
4º – Philippe Coutinho (Liverpool/Barcelona) – 22
5º – Anderson Talisca (Besiktas) – 20
Willian José (Real Sociedad) – 20
7º – Raphinha (Vitória de Guimarães) – 18
8º – Gabriel Jesus (Manchester City) – 17
9º – Fabrício (Portimonense) – 16
10º – Giuliano (Fenerbahce) – 15
Luiz Adriano (Spartak Moscou) – 15
Vágner Love (Alanyaspor/Besiktas) – 15


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Rafael Reis

Lionel Messi não foi apenas campeão espanhol e vencedor da Chuteira de Ouro nesta temporada. Em 2017/18, o craque do Barcelona também foi o maior produtor de gols do futebol europeu.

O camisa 10 argentino participou ativamente de 63 jogadas que se transformaram em bolas na rede ao longo de 53 partidas pelo clube catalão nos últimos nove meses.

O próprio Messi marcou 45 vezes, mais do que qualquer outro jogador inscrito em uma das seis maiores ligas nacionais do Velho Continente (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França e Portugal). Além disso, distribuiu 18 assistências.

Isso significa que o craque eleito cinco vezes o melhor do planeta (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015) foi responsável direto por 45% de todos os 140 gols anotados pelo Barcelona ao longo da temporada.

O retrospecto de Messi em 2017/18 ainda pode melhorar mais um pouquinho, já que o argentino tem mais um compromisso pela frente, contra a Real Sociedad, domingo, pela última rodada do Espanhol.

Assim como na Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior goleador das ligas nacionais da Europa em uma temporada, o grande adversário do astro do Barça na disputa pelo posto de maior produtor de gols da atualidade foi Mohamed Salah.

Vivendo a melhor fase de sua carreira, o egípcio teve participação direta em 60 gols marcados pelo Liverpool: 44 anotados por ele próprio e 16 que nasceram dos seus passes para companheiros.

Assim como Messi, Salah também só irá a campo mais uma vez antes de ser liberado para defender sua seleção na Copa do Mundo. No dia 26, ele será uma das estrelas da final da Liga dos Campeões, entre os Reds e o Real Madrid.

Na prática, uma atuação de gala do egípcio na decisão da Champions pode até fazer com que ele assuma a dianteira do ranking de gols criados na temporada.

O top 10 do ranking conta com a presença de apenas um brasileiro. Apesar de estar fora de ação desde fevereiro em virtude de uma lesão no pé, Neymar ocupa a sétima colocação nessa classificação, com 47 gols criados (28 marcados por ele mesmo e 19 oriundos de suas assistências no PSG).

MAIS GOLS CRIADOS NA TEMPORADA:

1º – Lionel Messi (ARG/Barcelona) – 63 (45 gols + 18 assistências)
2º – Mohamed Salah (EGI/Liverpool) – 60 (44+16)
3º – Ciro Immobile (ITA/Lazio) – 52 (41+11)
Edinson Cavani (URU/Paris Saint-Germain) – 52 (40+12)
5º – Cristiano Ronaldo (POR/Real Madrid) – 51 (43+8)
6º – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 48 (31+17)
7º – Neymar (BRA/Paris Saint-Germain) – 47 (28+19)
8º – Harry Kane (ING/Tottenham) – 46 (41+5)
9º – Robert Lewandowski (POL/Bayern de Munique) – 45 (40+5)
10º – Florian Thauvin (FRA/Olympique de Marselha) – 44 (26+18)


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Salah bem que tentou, mas Chuteira de Ouro irá pela 5ª vez para Messi
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Rafael Reis

A temporada 2017/18 do futebol europeu ainda não terminou oficialmente, mas já tem um artilheiro. Pela quinta vez na carreira, Lionel Messi levará para casa a Chuteira de Ouro.

A menos que Ciro Immobile se recupere de uma contusão na coxa e marque seis vezes na última partida da Lazio no Campeonato Italiano, no próximo domingo, contra a Inter de Milão, o troféu de maior goleador dos campeonatos nacionais da Europa em 2017/18 ficará com o craque do Barcelona.

Messi, que também tem mais um compromisso pela frente (ante a Real Sociedad, domingo) soma 34 gols no Espanhol, o equivalente a 68 pontos na Chuteira de Ouro.

O desempenho, pelo menos por enquanto, está bem aquém dos 74 pontos (37 bolas nas redes) que lhe valeram o prêmio na temporada passada. Mas, mesmo assim, deixou todos os seus concorrentes para trás.

As duas maiores ameaças ao penta do astro argentino encerraram suas participações em ligas nacionais no último fim de semana.

O egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, fez um gol na goleada por 4 a 0 sobre o Brighton, chegou a 64 pontos e praticamente assegurou a segunda colocação no prêmio. O inglês Harry Kane, do Tottenham, fez dois contra o Leicester, e assumiu o terceiro lugar, com 60 pontos.

Com a vitória nesta temporada, Messi se isola como maior vencedor da história da Chuteira de Ouro. O argentino, que também ganhou em 2009/10, 2011/12, 2012/13 e 2016/17, dividia o recorde com o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, nono colocado na atual edição.

O único brasileiro no top 10 do ranking de maiores artilheiros da temporada é Jonas. O centroavante do Benfica ocupa a oitava colocação, com 51 pontos, logo à frente de CR7.

Jonas só não divide a liderança da Chuteira de Ouro com Messi porque os gols feitos no Campeonato Português valem apenas 1,5 ponto, enquanto os tentos marcados na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França têm peso dois.

O “Blog do Rafael Reis” publicou a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. Na próxima temporada, tem mais.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 68 pontos (34 gols)
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 64 pontos (32 gols)
3º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 60 pontos (30 gols)
4º– Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 58 pontos (29 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 58 pontos (29 gols)
6º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 56 pontos (28 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 56 pontos (28 gols)
8º – Jonas (BRA, Benfica) – 51 pontos (34 gols)
9º – Cristiano Ronaldo (POR, Real Madrid) – 50 pontos (25 gols)
Luis Suárez (URU, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)


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Messi amplia vantagem e fica perto de recorde na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Lionel Messi está a um passo de conquistar a quinta Chuteira de Ouro da carreira e se isolar como o maior vencedor da história do prêmio.

O campeão da disputa entre os maiores artilheiros dos campeonatos nacionais da Europa em 2009/10, 2011/12, 2012/13 e 2016/17 se deu bem na rodada do último fim de semana, que praticamente sacramentou seu novo troféu.

Com o gol marcado no empate por 2 a 2 entre Barcelona e Real Madrid, no domingo, o camisa 10 argentino chegou a 33 bolas nas redes no Campeonato Espanhol e 66 pontos na classificação da Chuteira de Ouro.

Assim, abriu quatro pontos de vantagem (dois gols) para seu principal concorrente pelo prêmio, o egípcio Mohamed Salah, que passou em branco na derrota por 1 a 0 sofrida pelo Liverpool ante o Chelsea.

A situação do africano é especialmente difícil porque ele só tem mais partida de Premier League a disputar até o encerramento da temporada, contra o Brighton, no próximo domingo.

Já Messi ainda jogará mais três vezes nesta edição do Espanhol: contra Villarreal, nesta quarta-feira, Levante, no domingo, e Real Sociedad, no dia 20.

Atualmente, o astro do Barcelona divide o recorde de vitórias na Chuteira de Ouro com o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, campeão em 2007/08, 2010/11, 2013/14 e 201/15.

A última vitória brasileira no prêmio já tem 16 anos e foi conquistada por Jardel, então no Sporting, em 2002.

Na atual temporada, único brasileiro no top 10 do ranking de maiores artilheiros da temporada é Jonas. O centroavante do Benfica ocupa a nona colocação, com 49,5 pontos, logo atrás de CR7.

Jonas só não divide a liderança da Chuteira de Ouro com Messi porque os gols feitos no Campeonato Português valem apenas 1,5 ponto, enquanto os tentos marcados na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França têm peso dois.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. E aí, nesta temporada, o prêmio irá mesmo para Messi?

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 66 pontos (33 gols)
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 62 pontos (31 gols)
3º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 58 pontos (29 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 58 pontos (29 gols)
5º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 56 pontos (28 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 56 pontos (28 gols)
7º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 54 pontos (27 gols)
8º – Cristiano Ronaldo (POR, Real Madrid) – 50 pontos (25 gols)
9º – Jonas (BRA, Benfica) – 49,5 pontos (33 gols)
10º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 48 pontos (24 gols)


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Vale nada? 5 motivos para acompanhar Barcelona x Real Madrid
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Rafael Reis

O Barcelona já conquistou o título espanhol desta temporada. O Real Madrid está com a cabeça longe, no dia 26 de maio, quando enfrentará o Liverpool em sua terceira decisão consecutiva de Liga dos Campeões da Europa.

Será que desta vez o maior clássico do planeta, que será disputado neste domingo, a partir das 15h45 (de Brasília), será uma partida sem importância?

É claro que não. Muita coisa estará em jogo no gramado do Camp Nou. Afinal, Barça x Real nunca é apenas mais uma partida.

Conheça abaixo cinco razões que fazem o clássico deste domingo não ser um “jogo sem importância”.

CAMPEÃO INVICTO?
O Barcelona tem uma meta nesta reta final de temporada: ser o primeiro campeão espanhol invicto da “era moderna”, ou seja, desde que a competição passou a ter um número mais alto (16, ou os atuais 20) de times e, consequentemente, de partidas. Faltando quatro rodadas para o encerramento da temporada, o time de Ernesto Valverde soma 26 vitórias e oito empates. O Real é a maior ameaça a essa marca história e adoraria colocar estragar um pouco a festa catalã.

REAL FORA DA CHAMPIONS?
Apesar de estar na final da Champions, o Real Madrid ainda não está garantido na fase de grupos da próxima edição do torneio interclubes mais importante do planeta. Para assegurar sua posição entre os melhores do continente e não ter de disputar nenhum playoff preliminar na temporada 2018/19, os comandados de Zidane precisam ser campeões europeus ou terminar o Espanhol entre os três primeiros colocados. No momento, o Real é o terceiro, mas ainda pode ser alcançado pelo Valencia.

CHUTEIRA DE OURO
Lionel Messi está travando um duelo particular com Mohamed Salah pelo prêmio concedido ao maior artilheiro dos campeonatos nacionais da Europa na temporada. Por enquanto, quem está levando a Chuteira de Ouro para casa é o craque do Barcelona, que tem um gol a mais do que o egípcio do Liverpool. Mas a disputa ainda está aberta.

SECA DE CRISTIANO DE RONALDO
O astro do Real Madrid passou em branco nos três últimos clássicos contra o Barcelona válidos pelo Campeonato Espanhol e também não fez sequer um golzinho nos dois confrontos contra o Bayern de Munique, pela semifinal da Liga dos Campeões. Para um artilheiro do porte de Cristiano Ronaldo, qualquer jejunzinho já é um incômodo.

O ADEUS DE INIESTA
De saída para o futebol chinês, Andrés Iniesta fará o seu 38º (e, muito provavelmente, último) clássico contra o Real Madrid. O retrospecto do meia, que só defendeu o Barcelona ao longo da carreira, contra o maior rival catalão é amplamente favorável: 16 vitórias, nove empates e 12 derrotas. O capitão do Barça marcou três gols ante o Real e deu oito assistências.


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