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Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
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Rafael Reis

Neymar foi para o Paris Saint-Germain no início da temporada para ser o líder de um time que sonha ganhar o título europeu. Lionel Messi já é o “cara” do Barcelona há cerca de uma década.

Mas, afinal, qual dos dois craques sul-americanos é mais essencial para o sucesso de seu time? E quem é mais dependente do futebol do seu maior astro, PSG ou Barça?

A primeira forma de se analisar essa questão é confrontar a participação dos jogadores no total de números marcados por cada equipe na atual temporada.

Desde que desembarcou no PSG, Neymar já balançou as redes 27 vezes e deu mais 16 assistências para seus companheiros marcarem. Ou seja, o brasileiro “criou” 43 gols para a equipe francesa.

O ataque do PSG, o mais positivo do futebol europeu em 2017/18, marcou 125 vezes na “era Neymar”. Isso significa que o camisa 10 participou ativamente de 34,4% de todos os gols marcados pelo time de Unai Emery.

Assim como o astro brasileiro, Lionel Messi também tem 27 tentos na temporada. Mas seu número de passes decisivos para gol é um pouco menor que o do antigo companheiro de Barça: 14.

Só que os 41 gols “produzidos” pelo argentino representam quase 47,1% de todas as vezes que o Barcelona foi às redes nos últimos seis meses, já que o clube espanhol acumula “apenas” 87 gols na soma de todas as competições que disputa.

Isso significa que, na quantidade de gols, o Barça é muito mais dependente de Messi do que o PSG em relação a Neymar.

O segundo método para se avaliar o nível de importância de cada jogador no elenco é medir o desempenho do time quando tem ele em campo e quando ele é desfalque.

E aí, quem leva a vantagem é o camisa o 10 brasileiro.

O aproveitamento do Barcelona quando não conta com o futebol de Messi já é muito bom: 77,8% dos pontos disputados (duas vitórias e uma empate). Mas fica ainda melhor quando utiliza seu principal jogador: 80,5% (27 vitórias, 6 empates e três derrotas).

O aproveitamento do PSG também cresce quando escala sua estrela máxima, o homem de 222 milhões de euros (R$ 893 milhões), mas em uma escala bem maior.

Nos jogos em que não utilizou o atacante brasileiro, a equipe francesa conseguiu 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Ou seja, conquistou 84,8% dos pontos possíveis. Com Neymar em campo, o aproveitamento subiu para 89,7% (23 vitórias, 1 empate e 2 derrotas).

Ou seja, se na construção de jogadas de gol, o Barça é mais dependente de Messi do que o PSG de Neymar, na obtenção de resultados positivos, o que acontece é justamente o contrário. Que tal um empate técnico?


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Neymar, Messi e cia.: Top 10 da artilharia da Europa tem 7 sul-americanos
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Rafael Reis

Os maiores artilheiros do futebol europeu na temporada 2017/18 nasceram bem longe do Velho Continente.

Dos 11 jogadores que ocupam o top 10 da Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao goleador máximo dos campeonatos nacionais europeus, apenas três não são “forasteiros”: o inglês Harry Kane (Tottenham), o italiano Ciro Immobile (Lazio) e o polonês Robert Lewandowski (Bayern de Munique).

Quem domina o ranking dos artilheiros desta temporada é a América do Sul, com nada menos que sete jogadores no top 10.

O Brasil tem dois representantes. Jonas (Benfica), é o sexto colocado no prêmio, com 37,5 pontos (23 gols). Neymar (PSG), o maios astro do país na atualidade, aparece logo na sequência, com 36 pontos (18 gols).

A lista ainda tem três argentinos, Lionel Messi (Barcelona), Mauro Icardi (Inter de Milão) e Sergio Agüero (Manchester City), um uruguaio, Edison Cavani (PSG), e o colombiano Radamel Falcao García (Monaco).

O outro não-europeu que ocupa a parte de cima da classificação da Chuteira de Ouro é o egípcio Mohamed Salah (Liverpool), um dos vice-líderes do prêmio, com 42 pontos (21 gols) – Cavani divide com ele a segunda posição.

Apesar do predomínio dos estrangeiros no top 10 desta edição, o prêmio tem como líder um europeu legítimo. Na atual temporada, nenhum jogador pontuou mais no prêmio que o inglês Harry Kane.

O camisa 10 do Tottenham acumula até o momento 22 gols na Premier League, marca que lhe rende 44 pontos e a liderança do cobiçado troféu.

O atual campeão da Chuteira de Ouro é um argentino, Messi, que marcou 37 vezes no Campeonato Espanhol de 2016/17 e encerrou a disputa com 74 pontos. O astro do Barcelona, quarto colocado neste ano, já conquistou quatro troféus de artilheiro da Europa ao longo da carreira.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, ocupa apenas a 108ª posição, com 16 pontos (oito gols).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 44 pontos (22 gols)
2º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 42 pontos (21 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 pontos (21 gols)
4º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
6º – Jonas (BRA, Benfica) – 37,5 pontos (23 gols)
7º – Neymar (BRA, – 36 pontos (18 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 36 pontos (18 gols)
10º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 34 pontos (17 gols)
Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 34 pontos (17 gols)


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Com 6 gols em 2 jogos, Neymar entra no top 10 dos artilheiros da Europa
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Rafael Reis

Pela primeira vez desde que chegou ao Paris Saint-Germain e se transformou no jogador de futebol mais caro de todos os tempos, Neymar entrou no top 10 da Chuteira de Ouro, o prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais da Europa em uma temporada.

Com os dois gols marcados na vitória por 4 a 0 sobre o Montpellier, no sábado, o camisa 10 do PSG chegou a 17 bolas na rede no Campeonato Francês e assumiu a nona colocação no ranking dos goleadores de 2017/18, com 34 pontos.

O atacante, que marcou seis vezes em suas duas últimas apresentações na Ligue 1, é o segundo melhor brasileiro na classificação. Ele está atrás apenas de Jonas, artilheiro do Campeonato Português pelo Benfica, que ocupa a quinta posição, com 36 pontos (24 gols).

Contratado por 222 milhões de euros (R$ 868,7 milhões) em agosto, Neymar nunca passou perto de conquistar a Chuteira de Ouro. Na última edição do prêmio, quando ainda vestia a camisa do Barcelona, ele foi apenas o 66º colocado.

Na atual temporada, a briga pelo troféu está equilibrada. O inglês Harry Kane, do Tottenham, e o uruguaio Edinson Cavani, companheiro da estrela brasileira no PSG, dividem a primeira colocação, com 42 pontos (21 gols).

Dono de quatro Chuteiras de Ouro e atual vencedor do prêmio, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o italiano Ciro Immobile, da Lazio, aparecem logo na sequência, com um gol (e dois pontos) a menos.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, ocupa apenas a 103ª posição, com 16 pontos (oito gols).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 42 pontos (21 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 42 pontos (21 gols)
3º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
5º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 36 pontos (18 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 36 pontos (18 gols)
Jonas (BRA, Benfica) – 36 pontos (24 gols)
9º – Neymar – 34 pontos (17 gols)
10º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 32 pontos (16 gols)
Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 32 pontos (16 gols)
Nabil Fekir (FRA, Lyon) – 32 pontos (16 gols)
Fabio Quagliarella (ITA, Sampdoria) – 32 pontos (16 gols)
Luis Suárez (ESP, Barcelona) – 32 pontos (16 gols)


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Kane se isola na ponta da Chuteira de Ouro, mas vê Messi na sua cola
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Rafael Reis

É bom Harry Kane, Ciro Immobile, Edinson Cavani e os outros candidatos à Chuteira de Ouro na atual temporada ficarem de olhos bem abertos.

Atual vencedor e um dos recordistas do prêmio, com quatro troféus levantados, o argentino Lionel Messi entrou de vez na briga pelo posto de maior artilheiro das ligas nacionais europeias em 2017/18.

Com os dois gols marcados no 5 a 0 aplicado pelo Barcelona contra o Betis, no domingo, o camisa 10 chegou a 19 gols no Campeonato Espanhol e pulou para a quarta colocação no ranking dos goleadores do continente.

Messi tem agora 38 pontos, só quatro a menos que o inglês Harry Kane, do Tottenham, que se isolou na liderança da Chuteira de Ouro depois de marcar o gol do Tottenham no empate por 1 a 1 sobre o Southampton, também no domingo.

Só que o argentino tem uma vantagem considerável sobre o primeiro colocado do prêmio. Enquanto o Campeonato Espanhol vai agora para a 21ª rodada, a Premier League Inglesa já teve disputadas 24 das suas 38 rodadas.

Novamente na briga pela Chuteira de Ouro, Messi já venceu o prêmio em 2009/10, 2011/12, 2012/13 e 2016/17. Na temporada passada, somou 74 pontos, resultados dos 37 gols anotados na liga espanhola.

O melhor brasileiro no ranking deste ano é Jonas, do Benfica, que tem 34,5 pontos e aparece na sétima posição. A última vitória do país na Chuteira de Ouro foi alcançada por Jardel, então jogador do Sporting, em 2001/12.

Neymar, o jogador mais caro da história do futebol e a principal estrela do PSG e da seleção brasileira na atualidade, ocupa a 12ª posição no ranking, com 30 pontos (15 gols). Cristiano Ronaldo, o atual melhor do mundo e camisa 7 do Real Madrid, é o 239º colocado, com 12 pontos (seis gols).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 42 pontos (21 gols)
2º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40 pontos (20 gols)
4º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 38 pontos (19 gols)
5º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 36 pontos (18 gols)
7º – Jonas (BRA, Benfica) – 34,5 pontos (23 gols)
8º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 34 pontos (17 gols)
9º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 32 pontos (16 gols)
Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 32 pontos (16 gols)
Nabil Fekir (FRA, Lyon) – 32 pontos (16 gols)


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Italiano faz 4 gols no 1º jogo do ano e tira artilharia da Europa de Cavani
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Rafael Reis

O ano começou com tudo para Ciro Immobile. Pela primeira vez na carreira, o centroavante italiano da Lazio marcou quatro gols em uma mesma partida. Resultado: assumiu a liderança da Chuteira de Ouro.

Com as quatro bolas empurradas para dentro das redes do Spal, no último sábado, o atacante chegou a 20 gols no Campeonato Italiano e 40 pontos na classificação dos principais artilheiros do futebol europeu na temporada.

O “pôquer” (quatro gols em um jogo) fez Immobile deixar para trás o uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, que tem 38 pontos (19 gols) e até então liderava o ranking do prêmio concedido pela união de vários veículos da imprensa europeia.

Além da liderança de Immobile, as últimas semanas de 2017 e a primeira deste ano provocaram outras alterações na parte de cima da classificação da Chuteira de Ouro.

O inglês Harry Kane e o egípcio Mohamed Salah, artilheiro e vice do Campeonato Inglês, respectivamente, foram os jogadores que mais subiram.

O camisa 10 do Tottenham marcou seis vezes na Premier League desde 23 de dezembro e saltou para o terceiro lugar, com 36 pontos (18 gols). Já o egípcio do Liverpool aparece dois pontos atrás, na quinta colocação.

Outra novidade no ranking é a presença de um brasileiro no top 10. Artilheiro do Campeonato Português, o veterano Jonas, 33, do Benfica, divide agora o nono lugar com o espanhol Igor Angulo, que atua no futebol polonês.

A última vitória brasileira na Chuteira de Ouro foi alcançada por Jardel, então jogador do Sporting, em 2001/12. O atual vencedor do prêmio é Lionel Messi, do Barcelona, que nesta temporada ocupa a sexta colocação, com oito pontos a menos que Cavani.

Neymar, o jogador mais caro da história do futebol e a principal estrela do PSG e da seleção brasileira na atualidade, ocupa a 25ª posição no ranking, com 22 pontos (11 gols). Cristiano Ronaldo, o atual melhor do mundo e camisa 7 do Real Madrid, não aparece nem entre os 250 jogadores mais bem classificados.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
2º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 38 pontos (19 gols)
3º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Harry Kane (ING, Tottenham) – 36 pontos (18 gols)
5º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 34 pontos (17 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 32 pontos (16 gols)
7º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 30 pontos (15 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 30 pontos (15 gols)
9º – Jonas (BRA, Benfica) – 28,5 pontos (19 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  28,5 pontos (19 gols)


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“Terceiro atacante”, Paulinho finaliza como centroavante no Barcelona
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Rafael Reis

Contratação mais contestada do Barcelona para a temporada 2017/18, Paulinho conquistou a torcida e a imprensa catalã ao mostrar dentro de campo que é mais do que um mero meio-campista.

O jogador de 29 anos, que estava “escondido” na China e custou 40 milhões de euros (R$ 157,4 milhões), tornou-se uma espécie de terceiro atacante no esquema do técnico Ernesto Valverde.

O brasileiro já balançou as redes seis vezes em 22 partidas pelo Barça e só fica atrás de Lionel Messi (19) e Luis Suárez (10) na tabela de artilheiros do clube na atual temporada.

O camisa 15 também é o terceiro jogador do elenco do time catalão que mais chuta a gol. De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-corintiano tem média de 1,4 finalização por partida.

Novamente, Paulinho só tem desempenho inferior ao dos integrantes da consagrada dupla de ataque culé. Messi finaliza em média 6,4 vezes por jogo e Suárez, 3,9.

Mas é uma outra estatística que melhor mostra que o titular da seleção brasileira é mais atacante que meio-campista no líder do Campeonato Espanhol.

Quase 86% de todas as finalizações de Paulinho nos jogos do Barcelona são feitas de dentro da área. E o mais impressionante: mais de 20% acontecem na pequena área, território quase que exclusivo dos centroavantes (e dos zagueiros durante as cobranças de escanteio).

Nem Messi, nem Suárez, homens que sempre atuaram no setor ofensivo, frequentam tanto as proximidades do gol adversário na hora de finalizar.

Apenas 60,9% dos chutes do craque argentino são dados de dentro da área (6,3% na pequena área). Já no caso do camisa 9 uruguaio, as finalizações na área adversária representam 79,5% do total (15,4% na pequena área).

A capacidade de Paulinho de deixar a linha de meio-campistas, onde normalmente é escalado, para se infiltrar no ataque e fazer companhia a Messi e Suárez virou uma válvula de escape para o jogo do Barcelona nesta temporada.

Isso porque a venda de Neymar para o Paris Saint-Germain e a grave contusão sofrida por Dembélé deixaram o time órfão de um terceiro atacante.

Valverde até tentou completar o trio ofensivo com Deulofeu ou Paco Alcácer, mas a estratégia não surtiu efeito. A solução então foi recorrer ao 4-4-2 e explorar o que Paulinho tem de melhor: a infiltração na área adversária.

O recurso não tem dado certo só para o brasileiro, que caiu nas graças do torcedor que tanto desconfiou da sua contratação, mas para a equipe toda.

O Barcelona lidera o Campeonato Espanhol, com 45 pontos conquistados dos 51 possíveis. A vantagem para o Atlético de Madri, segundo colocado, já é de nove pontos. Já o Real Madrid, seu rival mais tradicional, está 14 pontos atrás.

Nesta quinta-feira, o time disputa sua primeira partida em 2018. O adversário é o Celta, em Vigo, e o confronto vale pelas oitavas de final da Copa do Rei.

FINALIZAÇÕES DOS JOGADORES DE ATAQUE DO BARCELONA

Lionel Messi – 6,4 por jogo (60,9% dentro da área, 6,3% da pequena área)
Luis Suárez – 3,9 por jogo (79,5% dentro da área, 15,4% da pequena área)
Paulinho – 1,4 por jogo (85,7% dentro da área, 21,4% da pequena área)


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Só Neymar cresce após fim de trio de ataque do Barcelona
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Rafael Reis

A saída de Neymar para o Paris Saint-Germain e a consequente dissolução do aclamado trio de ataque do Barcelona só fizeram bem para o craque brasileiro.

O hoje camisa 10 do PSG é o único integrante da festejada linha ofensiva titular do Barça durante as últimas três temporadas que melhorou de desempenho depois da transação mais cara da história do futebol mundial.

Desde que foi embora da Catalunha com o intuito de ser protagonista do clube francês, Neymar mais do que dobrou a frequência com que balança as redes e também aumentou em 13% o número de passes para os companheiros de time marcarem.

Em seus primeiros 19 na França, a estrela brasileira marcou 17 vezes (0,89 por jogo) e distribuiu 13 assistências (0,68). Em sua última temporada no Barcelona, Neymar registrou médias de 0,44 gol e 0,60 por partida.

Sob seu comando, o PSG se tornou um dos clubes mais temidos do futebol europeu. A equipe só perdeu dois jogos em 2017/18, lidera o Campeonato Francês com nove pontos de vantagem para o segundo colocado (Monaco) e ficou em primeiro no seu grupo da Liga dos Campeões.

O Barcelona também passou sem sustos pela fase de grupos da Champions e está no topo da classificação do Espanhol. Só que seus principais jogadores de frente já não são os mesmos de quando tinham a companhia de Neymar em campo.

Lionel Messi, o astro máximo da companhia, viu sua média de gols despencar de 1,04 por partida na temporada passada para a atual 0,75. As assistências também caíram: de 0,36 para 0,29.

O camisa 10 argentino registra uma marca rara em sua carreira: passou em branco em seis dos últimos oito jogos que que disputou com a camisa do Barça.

A queda de desempenho de Luis Suárez, o outro vértice do antigo triângulo de ataque blaugrana, também não foi nada discreta. O uruguaio tem média de 0,43 gol e 0,14 assistência por jogo na atual temporada. Na passada, registrou 0,73 bola na rede e 0,39 passe para gol a cada partida que disputou.

Neymar trocou o Barcelona pelo PSG no último mês de agosto em uma transação que movimentou 222 milhões de euros (R$ 862 milhões), maior quantia já paga por um jogador de futebol.

Na tentativa de substituí-lo e montar um novo trio de ataque, o Barça tirou do Borussia Dortmund o francês Ousmane Dembélé. No entanto, o reforço sofreu uma contusão muscular em sua terceira partida pelo clube, não jogou mais e deixou Messi e Suárez ainda mais órfãos do antigo companheiro de time.


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Há 10 anos, Kaká deu ao Brasil seu último título de melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Há exatos dez anos, o futebol brasileiro conquistou seu último prêmio de melhor jogador do mundo.

No dia 17 de dezembro de 2007, o meia-atacante Kaká, então com 25 anos e em sua quinta temporada pelo Milan, subiu ao palco do Zurich Opera House, na Suíça, para receber o único troféu de craque do ano da Fifa de sua carreira.

Na eleição daquele ano, o brasileiro recebeu 1.047 pontos e deixou para trás a dupla de jovens que se revezaria no topo da disputa de melhor jogador do mundo nas dez edições seguintes do prêmio –Messi (Barcelona) ficou em segundo, com 504 pontos, e Cristiano Ronaldo (ainda no Manchester United) somou 426 pontos e terminou em terceiro.

A vitória do ex-atleta do São Paulo, que já teria confessado a amigos que encerrará a carreira, como publicado pelo blog do Ohata nesse sábado, foi fruto de um 2007 praticamente perfeito.

Sob seu comando, o Milan faturou naquele ano a Liga dos Campeões, a Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes.

Kaká marcou 19 gols e deu 12 assistências em 45 partidas. Além disso, foi o artilheiro da Champions e faturou outros três prêmios de maior craque do planeta: Bola de Ouro (oferecido pela revista “France Football”), revista “World Soccer” e FifPro (sindicato dos jogadores profissionais de futebol).

Na festa da Fifa, ele não foi o único brasileiro que brilhou. A versão feminina da eleição foi vencida por Marta (então no Umea-SUE), e Cristiane (que jogava no Wolfsburg) ficou com a terceira colocação.

Desde a vitória de Kaká, porém, o Brasil tem passado em branco na premiação… pelo menos no prêmio mais cobiçado, o de melhor jogador masculino do mundo.

Nos últimos dez anos, apenas duas vezes o país apareceu no pódio da eleição, ambas com Neymar. Em 2015 e em 2017, o hoje astro do Paris Saint-Germain ficou em terceiro, logo atrás de Messi e Cristiano Ronaldo.

As outras aparições brasileiras no top 10 do melhor do mundo também não foram tantas assim. Kaká foi quarto colocado em 2008 e 2009. Neymar foi décimo em 2011, quinto em 2013 e quarto em 2016. E Marcelo, oitavo na edição mais recente do prêmio.

Apesar do jejum de dez anos sem troféus, o futebol pentacampeão mundial ainda é o maior vencedor da história dos prêmios da Fifa.

O Brasil já ganhou a eleição oito vezes, com cinco jogadores diferentes: Romário (1994), Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho (2004 e 2005) e Kaká (2007). Quem mais se aproxima dele é Portugal, que emplacou seis títulos, cinco com Cristiano Ronaldo (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) e um com Luís Figo (2001).


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Será que o domínio de Messi e CR7 na Chuteira de Ouro chegou ao fim?
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Rafael Reis

Lionel Messi não balança as redes pelo Campeonato Espanhol desde o dia 28 de outubro. Já Cristiano Ronaldo até marcou no última semana, mas soma apenas dois gols ao longo de 13 rodadas da competição.

A seca dos dois maiores protagonistas do futebol mundial levanta uma questão: será que o domínio da dupla na Chuteira de Ouro chegou ao fim?

O camisa 10 do Barcelona e o 7 do Real Madrid são os maiores vencedores da história do prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais da Europa em uma temporada. Cada um deles, levou o troféu quatro vezes para cada.

Desde 2010, só uma Chuteira de Ouro não foi para as mãos nem do argentino, nem do português. Em 2016, Suárez venceu a disputa dos goleadores, mas CR7 ficou em terceiro e Messi, em sétimo.

Desta vez, pelo menos por enquanto, o astro argentino e o craque português estão bem longe da disputa pela primeira colocação.

Com 12 gols marcados no Espanhol e 24 pontos na Chuteira de Ouro, Messi divide a décima colocação do prêmio com seu compatriota Paulo Dybala, da Juventus. Enquanto isso, Cristiano Ronaldo não aparece nem entre os 250 artilheiros mais bem posicionados no ranking.

Pela segunda semana consecutiva, o líder do prêmio é o uruguaio Edinson Cavani. Com o gol marcado na vitória por 2 a 1 sobre o Monaco, no domingo, o centroavante do Paris Saint-Germain chegou a 32 pontos, deixou o italiano Ciro Immobile (Lazio) para trás e se isolou no topo do ranking.

Immobile agora é o segundo, ao lado do argentino Mauro Icardi, da Inter de Milão. Outros seis jogadores, os “desconhecidos” Angulo, Sappinen, Porsa e Gordeichuk, além de Falcao García e Lewandowski, separam os líderes de Messi.

O brasileiro mais bem colocado é o veterano Jonas, do Bengica, que ocupa o 12º lugar, com 22,5 pontos.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 32 pontos (16 gols)
2º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 30 pontos (15 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 30 pontos (15 gols)
4º – Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  27 pontos (18 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 27 pontos (27 gols)
Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 27 pontos (18 gols)
8º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 26 pontos (13 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 26 pontos (13 gols)
10º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 24 pontos (12 gols)
Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 24 pontos (12 gols)


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CR7 iguala recorde de Messi, mas quem entrará para a história como melhor?
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo conseguiu. Com toda justiça e merecimento do mundo, o atacante do Real Madrid conquistou nesta segunda-feira seu quinto título de melhor jogador do planeta e igualou o recorde de Lionel Messi.

Agora, as duas maiores referências do futebol mundial no século 21 estão rigorosamente empatadas. O argentino foi o craque máximo de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015. Já o português faturou o troféu da Fifa/Bola de Ouro/The Best em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017.

A situação de igualdade levanta novamente uma questão que é recorrente desde que a dupla tomou as rédeas do esporte, uma década atrás. No futuro, quando a carreira de ambos tiver chegado ao fim, quem será lembrado como melhor: Messi ou Cristiano Ronaldo?

Fugi dessa pergunta por muito tempo. Afinal, o camisa 10 do Barcelona e o número 7 do Real Madrid ainda tinham muito futebol pela frente e poderiam transformar completamente suas histórias. Ou seja, a resposta para essa questão ainda estava sendo escrita.

Mas agora, com os dois craques já na casa dos 30 anos e caminhando para a reta final de suas trajetórias como jogadores profissionais, chegou o momento de se arriscar a dar uns pitacos sobre o tema.

A frieza dos números não ajuda muito a tomar uma decisão. Além do empate no número de prêmios de melhor jogador do mundo, ambos possuem quatro troféus de Liga dos Campeões da Europa, o torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo conquistou um título importante por sua seleção, a Eurocopa-2016, algo que ainda falta à carreira de Messi. Só que o argentino ganhou mais campeonatos nacionais (oito, contra cinco) e disputou uma final de Copa do Mundo.

O número de gols marcados ao longo da carreira também não é muito diferente. CR7 já meteu 615 bolas na rede como profissional. Messi, dois anos mais novo do que seu arquirrival, está se aproximando do 600º gol –tem 594.

Se os números e os dados concretos são insuficientes para definir qual é o melhor jogador da geração que despontou no início da década passada e continua mandando no futebol mundial, é necessário apelar para a subjetividade.

E se a escolha não é objetiva, ele pode ser contestada. Resumindo: escolher o melhor entre Messi e Cristiano Ronaldo não é nada mais do que uma questão se gosto individual, que precisa ser respeitada.

Na minha opinião, o argentino tem uma ligeira vantagem sobre o português graças a um quesito: seu auge.

Em seus melhores dias, Messi foi chamado de extraterreste, comparado a Pelé e tratado como alguém que deixou qualquer outro jogador da história do Barcelona no chinelo. Já Cristiano Ronaldo, por melhor que seja, nunca alcançou esse patamar: sempre foi visto como um mortal, um mortal melhor que os outros, mas ainda sim um reles mortal.

Eis o meu critério de desempate para essa delicada questão.


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