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Neymar ou Cristiano Ronaldo: quem é o verdadeiro “rei” do mata-mata?
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo e Neymar já costumam atrair boa parte dos holofotes em todas as partidas de Real Madrid e Paris Saint-Germain. Mas nesta quarta-feira, às 17h45 (de Brasília), quando as duas equipes se enfrentarem no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, a atenção sobre eles será maior ainda.

Além de serem os protagonistas dos times que irão medir força no mais aguardado confronto do início da fase final da Champions, o astro português e o craque brasileiro têm uma característica especial que será posta à prova no Santiago Bernabéu: eles costumam crescer nos momentos de decisão.

Apesar de serem consistentes também em competições de pontos corridos e em fases de grupos de torneios híbridos, Cristiano Ronaldo e Neymar construíram os grandes momentos de suas carreiras em confrontos eliminatórios, como o desta quarta.

Mas, afinal, qual dos dois é o verdadeiro “Rei dos Mata-Matas”? Analisamos e comparamos os desempenhos do português do Real Madrid e do brasileiro do PSG em partidas disputadas nesse formato para te ajudar a responder essa pergunta.

PROTAGONISMO

Cristiano Ronaldo já conquistou quatro títulos de Champions, e em todos eles brilhou na reta final da competição, que é disputada em formato mata-mata. Em 2008, fez o gol do Manchester United no tempo normal da decisão (vencida nos pênaltis, contra o Chelsea). Oito anos depois, descolou um hat-trick nas quartas que impediu a queda do Real ante o Wolfsburg. Em 2016, marcou em cinco dos sete jogos da fase final do torneio. E no ano passado, obteve um feito ainda maior: marcou dez vezes nos últimos cinco jogos da campanha (quartas, semi e final).

Já Neymar brilhou na reta final da Champions de 2015, a única que venceu até o momento. Então no Barcelona, o brasileiro balançou as redes nos dois jogos nas quartas (contra o PSG), nas duas partidas da semifinal (ante o Bayern de Munique) e também na decisão com a Juve. Com isso, foi co-artilheiro da competição. O outro torneio em que foi artilheiro na Europa também foi disputado em sistema de mata-mata, a Copa do Rei 2014/15. Além disso, sua grande atuação nos últimos anos se deu em uma partida eliminatória: a goleada por 6 a 1 aplicada pelo Barça sobre o PSG nas oitavas da Champions passada.

GOLS

Neymar pode se orgulhar de uma marca rara, que deixa bem claro que ele não é aquele tipo de jogador que se esconde no momento da decisão. Muito pelo contrário. Em sua trajetória europeia, o camisa 10 do PSG vai às redes em uma frequência maior quando disputa jogos eliminatórios. Desde 2013, quando trocou o Santos pelo Barcelona, Neymar tem média de 0,67 gol por jogos em mata-matas, contra 0,61 em partidas de pontos corridos ou fase de grupos.

No mesmo período, Cristiano Ronaldo fez um número bem maior de gols, teve um índice um pouco abaixo nos confrontos eliminatórios, mas mesmo assim acima de Neymar. Sua média de bolas na rede em jogos de fase de grupos ou pontos corridos é de 1,04. A de mata-matas também é excelente, mas um pouco menor: 0,87 por partida.

SELEÇÃO

Maior artilheiro da história da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo ajudou seu país a atingir o inédito título da Eurocopa, em 2016, e também foi vice continental, 12 anos antes. Nas duas campanhas, teve papel decisivo na fase de mata-matas. Em 2004, fez um e deu uma assistência na semifinal contra a Holanda (2 a 1). Em 2016, novamente no jogo classificatório para a decisão, repetiu a dose ante o País de Gales (2 a 0). Só que em Copas do Mundo, a situação é bem diferente. CR7 já disputou cinco partidas de mata-matas da principal competição do planeta, e nunca balançou as redes.

Com trajetória bem mais curta que a do adversário desta quarta, Neymar também ainda persegue seu primeiro gol na reta final de uma Copa, mas só participou de dois jogos nesse formato até agora. Seu grande momento pela seleção brasileira aconteceu na Copa das Confederações-2013. Na ocasião, fez um gol e deu assistência na vitória por 3 a 0 sobre a Espanha, na final da competição.


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Kane se isola na ponta da Chuteira de Ouro, mas vê Messi na sua cola
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Rafael Reis

É bom Harry Kane, Ciro Immobile, Edinson Cavani e os outros candidatos à Chuteira de Ouro na atual temporada ficarem de olhos bem abertos.

Atual vencedor e um dos recordistas do prêmio, com quatro troféus levantados, o argentino Lionel Messi entrou de vez na briga pelo posto de maior artilheiro das ligas nacionais europeias em 2017/18.

Com os dois gols marcados no 5 a 0 aplicado pelo Barcelona contra o Betis, no domingo, o camisa 10 chegou a 19 gols no Campeonato Espanhol e pulou para a quarta colocação no ranking dos goleadores do continente.

Messi tem agora 38 pontos, só quatro a menos que o inglês Harry Kane, do Tottenham, que se isolou na liderança da Chuteira de Ouro depois de marcar o gol do Tottenham no empate por 1 a 1 sobre o Southampton, também no domingo.

Só que o argentino tem uma vantagem considerável sobre o primeiro colocado do prêmio. Enquanto o Campeonato Espanhol vai agora para a 21ª rodada, a Premier League Inglesa já teve disputadas 24 das suas 38 rodadas.

Novamente na briga pela Chuteira de Ouro, Messi já venceu o prêmio em 2009/10, 2011/12, 2012/13 e 2016/17. Na temporada passada, somou 74 pontos, resultados dos 37 gols anotados na liga espanhola.

O melhor brasileiro no ranking deste ano é Jonas, do Benfica, que tem 34,5 pontos e aparece na sétima posição. A última vitória do país na Chuteira de Ouro foi alcançada por Jardel, então jogador do Sporting, em 2001/12.

Neymar, o jogador mais caro da história do futebol e a principal estrela do PSG e da seleção brasileira na atualidade, ocupa a 12ª posição no ranking, com 30 pontos (15 gols). Cristiano Ronaldo, o atual melhor do mundo e camisa 7 do Real Madrid, é o 239º colocado, com 12 pontos (seis gols).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 42 pontos (21 gols)
2º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40 pontos (20 gols)
4º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 38 pontos (19 gols)
5º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 36 pontos (18 gols)
7º – Jonas (BRA, Benfica) – 34,5 pontos (23 gols)
8º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 34 pontos (17 gols)
9º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 32 pontos (16 gols)
Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 32 pontos (16 gols)
Nabil Fekir (FRA, Lyon) – 32 pontos (16 gols)


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Decadência? CR7 tem menos gols que Paulinho e Willian José no Espanhol
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Rafael Reis

Nos últimos 11 anos, Cristiano Ronaldo sempre esteve entre os três maiores artilheiros de todas as ligas nacionais que disputou. Mas, na atual temporada, é preciso ir até a 27ª colocação na tabela de goleadores para encontrar seu nome.

Metade das 38 rodadas da temporada 2017/18 Campeonato Espanhol já se foi, e o melhor jogador do mundo marcou apenas quatro gols.

Willian José, Paulinho, Portu, Gerard Moreno, Antonio Sanabria, Ángel Rodríguez, Charles, Sergio León, Joan Jordán, Florin Andone, Loic Rémy… Todos eles balançaram as redes mais vezes do que o camisa 7 do Real Madrid na competição.

Mas qual é o motivo da seca de Cristiano Ronaldo? Será que, prestes a completar 33 anos, o astro finalmente entrou em uma fase de declínio físico que o impossibilita de continuar sendo um dos grandes goleadores do planeta?

É melhor não traçar nenhuma avaliação definitiva sobre isso. Afinal, vale lembrar que o jejum de gols de CR7 é uma exclusividade do Espanhol.

Na Liga dos Campeões da Europa, o faro artilheiro do português continua inabalável. O atacante já marcou nove vezes na principal competição interclubes da temporada e se tornou o primeiro jogador da história a deixar sua marca em todos os seis jogos da fase de grupos de uma edição.

Ou seja, o Cristiano Ronaldo da temporada 2017/18 não funciona no dia a dia, na rotina que é o Campeonato Espanhol, mas continua sendo brilhante nos momentos especiais, quando todos os olhos estão voltados para ele.

Bem, isso parece uma questão mais psicológica do que uma decadência técnica ou física.

O camisa 7 sempre foi um monstro faminto, um jogador sedento por vitórias, títulos e também por glórias individuais. Só que nesta edição do Campeonato Espanhol, parece ter jogado a toalha.

Nesta temporada, o Real não deverá conquistar o título nacional. Quarto colocado, com 32 pontos, 19 a menos que o Barcelona, líder da competição, já pode se dar por satisfeito caso consiga se classificar para a Champions.

O que resta a Cristiano Ronaldo em 2017/18 é concentrar sua força e determinação no sonho de vencer pela terceira vez consecutiva a competição continental e também na preparação para a Copa do Mundo.

Depois do Mundial da Rússia, é bem possível que ele encare um novo desafio.

De acordo com o jornal espanhol “Mundo Deportivo”, CR7 deseja um salário de cerca de 40 milhões de euros (R$ 158 milhões) para continuar no futebol espanhol, valor que o Real não cogita desembolsar.

Duas soluções já surgiram para o impasse. Uma é inclui-lo em uma possível negociação com o Paris Saint-Germain para ter o atacante brasileiro Neymar. A outra é uma transferência para o Manchester United.

Ou seja, apesar de ter menos gols que Paulinho e Willian José no Campeonato Espanhol, Cristiano Ronaldo segue em alta… pelo menos, no Mercado da Bola.


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Italiano faz 4 gols no 1º jogo do ano e tira artilharia da Europa de Cavani
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Rafael Reis

O ano começou com tudo para Ciro Immobile. Pela primeira vez na carreira, o centroavante italiano da Lazio marcou quatro gols em uma mesma partida. Resultado: assumiu a liderança da Chuteira de Ouro.

Com as quatro bolas empurradas para dentro das redes do Spal, no último sábado, o atacante chegou a 20 gols no Campeonato Italiano e 40 pontos na classificação dos principais artilheiros do futebol europeu na temporada.

O “pôquer” (quatro gols em um jogo) fez Immobile deixar para trás o uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, que tem 38 pontos (19 gols) e até então liderava o ranking do prêmio concedido pela união de vários veículos da imprensa europeia.

Além da liderança de Immobile, as últimas semanas de 2017 e a primeira deste ano provocaram outras alterações na parte de cima da classificação da Chuteira de Ouro.

O inglês Harry Kane e o egípcio Mohamed Salah, artilheiro e vice do Campeonato Inglês, respectivamente, foram os jogadores que mais subiram.

O camisa 10 do Tottenham marcou seis vezes na Premier League desde 23 de dezembro e saltou para o terceiro lugar, com 36 pontos (18 gols). Já o egípcio do Liverpool aparece dois pontos atrás, na quinta colocação.

Outra novidade no ranking é a presença de um brasileiro no top 10. Artilheiro do Campeonato Português, o veterano Jonas, 33, do Benfica, divide agora o nono lugar com o espanhol Igor Angulo, que atua no futebol polonês.

A última vitória brasileira na Chuteira de Ouro foi alcançada por Jardel, então jogador do Sporting, em 2001/12. O atual vencedor do prêmio é Lionel Messi, do Barcelona, que nesta temporada ocupa a sexta colocação, com oito pontos a menos que Cavani.

Neymar, o jogador mais caro da história do futebol e a principal estrela do PSG e da seleção brasileira na atualidade, ocupa a 25ª posição no ranking, com 22 pontos (11 gols). Cristiano Ronaldo, o atual melhor do mundo e camisa 7 do Real Madrid, não aparece nem entre os 250 jogadores mais bem classificados.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
2º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 38 pontos (19 gols)
3º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Harry Kane (ING, Tottenham) – 36 pontos (18 gols)
5º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 34 pontos (17 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 32 pontos (16 gols)
7º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 30 pontos (15 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 30 pontos (15 gols)
9º – Jonas (BRA, Benfica) – 28,5 pontos (19 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  28,5 pontos (19 gols)


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Clássico espanhol vê Messi e CR7 com menor faro de gol em 9 anos
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Rafael Reis

Sábado é dia de Real Madrid x Barcelona, dia do confronto entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, os dois melhores jogadores do planeta e também os maiores artilheiros do futebol europeu.

A primeira parte da definição do aguardado encontro quase natalino entre o astro português e a estrela argentina continua sendo verdade para a maior parte dos fãs do futebol. Já a segunda…

Acostumados a balançar as redes em uma frequência quase sobre-humana, o camisa 7 do Real e o número 10 do Barcelona vivem atualmente a fase menos goleadora dos últimos nove anos de suas carreiras.

Em 2017/18, Cristiano Ronaldo, que tem treinado separado durante a semana e ainda é dúvida no clássico, participou de 21 partidas oficiais pelo time espanhol e marcou 16 vezes.

A média de 0,76 gol por partida seria excepcional para 99% dos atacantes do planeta, mas é 16% menor do que a registrada por ele na temporada passada (0,91) e 32,7% inferior ao seu momento mais artilheiro (1,13 gol por jogo em 2014/15).

Desde 2008/09, quando ainda vestia a camisa do Manchester United e era um atacante que jogava quase que exclusivamente pelos lados do campo, o português não fazia tão poucos gols.

Naquela temporada, que marcou sua despedida dos gramados da Inglaterra, Cristiano Ronaldo registou uma média pouco inferior a um gol a cada duas partidas.

A queda no faro artilheiro de Messi em 2017/18 é ainda maior do que a vivida por seu tradicional rival nos prêmios de melhor jogador do mundo.

O argentino, que anotou 18 vezes em 24 partidas pelo Barcelona na temporada, ostenta média de 0,75 bola na rede por jogo disputado. A marca é 27,8% mais baixa do que a do ano anterior (1,04). Já em relação a 2011/12, seu auge como artilheiro (1,22), o declínio é de 38,5%.

A seca de Messi criou algumas situações raríssimas em sua carreira como profissional. Uma delas é o fato de o argentino só ter marcado em duas das últimas oito vezes que foi campo. Outra é ter passado em branco em três jogos consecutivos da fase de grupos da Liga dos Campeões.

A redução no ritmo de gols da dupla que protagonizou o futebol mundial nesta década é expressiva, já que mostra o efeito do tempo sobre dois craques já trintões. Mas não significa que eles não devam mais ser temidos.

Apesar de não ser mais tão goleador quanto em um passado recente, Messi ainda é o artilheiro desta edição do Campeonato Espanhol, com 14 gols e está no top 10 da Chuteira de Ouro.

Já Cristiano Ronaldo lidera a artilharia da Champions, com nove gols, tornou-se no começo do mês o primeiro jogador da história a marcar em todos os seis jogos da fase de grupos da competição e acaba de dar ao Real o título do Mundial de Clubes –foi dele o gol da vitória sobre o Grêmio.

Ou seja, Messi e CR7 podem até não fazerem mais tantos gols como antes. Mas ainda são grandes, enormes, gigantes e vão abrilhantar o Real Madrid x Barcelona deste sábado.

Média de gols por temporada

2017/18: Messi – 0,75/ Cristiano Ronaldo – 0,76
2016/17: Messi – 1,04/ Cristiano Ronaldo – 0,91
2015/16: Messi – 0,84/ Cristiano Ronaldo – 1,06
2014/15: Messi – 1,02/ Cristiano Ronaldo – 1,13
2013/14: Messi – 0,89/ Cristiano Ronaldo – 1,08
2012/13: Messi – 1,20/ Cristiano Ronaldo – 1
2011/12: Messi – 1,22/ Cristiano Ronaldo – 1,09
2010/11: Messi – 0,94/ Cristiano Ronaldo – 0,98
2009/10: Messi – 0,89/ Cristiano Ronaldo – 0,94
2008/09: Messi – 0,74/ Cristiano Ronaldo – 0,49


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Há 10 anos, Kaká deu ao Brasil seu último título de melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Há exatos dez anos, o futebol brasileiro conquistou seu último prêmio de melhor jogador do mundo.

No dia 17 de dezembro de 2007, o meia-atacante Kaká, então com 25 anos e em sua quinta temporada pelo Milan, subiu ao palco do Zurich Opera House, na Suíça, para receber o único troféu de craque do ano da Fifa de sua carreira.

Na eleição daquele ano, o brasileiro recebeu 1.047 pontos e deixou para trás a dupla de jovens que se revezaria no topo da disputa de melhor jogador do mundo nas dez edições seguintes do prêmio –Messi (Barcelona) ficou em segundo, com 504 pontos, e Cristiano Ronaldo (ainda no Manchester United) somou 426 pontos e terminou em terceiro.

A vitória do ex-atleta do São Paulo, que já teria confessado a amigos que encerrará a carreira, como publicado pelo blog do Ohata nesse sábado, foi fruto de um 2007 praticamente perfeito.

Sob seu comando, o Milan faturou naquele ano a Liga dos Campeões, a Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes.

Kaká marcou 19 gols e deu 12 assistências em 45 partidas. Além disso, foi o artilheiro da Champions e faturou outros três prêmios de maior craque do planeta: Bola de Ouro (oferecido pela revista “France Football”), revista “World Soccer” e FifPro (sindicato dos jogadores profissionais de futebol).

Na festa da Fifa, ele não foi o único brasileiro que brilhou. A versão feminina da eleição foi vencida por Marta (então no Umea-SUE), e Cristiane (que jogava no Wolfsburg) ficou com a terceira colocação.

Desde a vitória de Kaká, porém, o Brasil tem passado em branco na premiação… pelo menos no prêmio mais cobiçado, o de melhor jogador masculino do mundo.

Nos últimos dez anos, apenas duas vezes o país apareceu no pódio da eleição, ambas com Neymar. Em 2015 e em 2017, o hoje astro do Paris Saint-Germain ficou em terceiro, logo atrás de Messi e Cristiano Ronaldo.

As outras aparições brasileiras no top 10 do melhor do mundo também não foram tantas assim. Kaká foi quarto colocado em 2008 e 2009. Neymar foi décimo em 2011, quinto em 2013 e quarto em 2016. E Marcelo, oitavo na edição mais recente do prêmio.

Apesar do jejum de dez anos sem troféus, o futebol pentacampeão mundial ainda é o maior vencedor da história dos prêmios da Fifa.

O Brasil já ganhou a eleição oito vezes, com cinco jogadores diferentes: Romário (1994), Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho (2004 e 2005) e Kaká (2007). Quem mais se aproxima dele é Portugal, que emplacou seis títulos, cinco com Cristiano Ronaldo (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) e um com Luís Figo (2001).


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Será que o domínio de Messi e CR7 na Chuteira de Ouro chegou ao fim?
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Rafael Reis

Lionel Messi não balança as redes pelo Campeonato Espanhol desde o dia 28 de outubro. Já Cristiano Ronaldo até marcou no última semana, mas soma apenas dois gols ao longo de 13 rodadas da competição.

A seca dos dois maiores protagonistas do futebol mundial levanta uma questão: será que o domínio da dupla na Chuteira de Ouro chegou ao fim?

O camisa 10 do Barcelona e o 7 do Real Madrid são os maiores vencedores da história do prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais da Europa em uma temporada. Cada um deles, levou o troféu quatro vezes para cada.

Desde 2010, só uma Chuteira de Ouro não foi para as mãos nem do argentino, nem do português. Em 2016, Suárez venceu a disputa dos goleadores, mas CR7 ficou em terceiro e Messi, em sétimo.

Desta vez, pelo menos por enquanto, o astro argentino e o craque português estão bem longe da disputa pela primeira colocação.

Com 12 gols marcados no Espanhol e 24 pontos na Chuteira de Ouro, Messi divide a décima colocação do prêmio com seu compatriota Paulo Dybala, da Juventus. Enquanto isso, Cristiano Ronaldo não aparece nem entre os 250 artilheiros mais bem posicionados no ranking.

Pela segunda semana consecutiva, o líder do prêmio é o uruguaio Edinson Cavani. Com o gol marcado na vitória por 2 a 1 sobre o Monaco, no domingo, o centroavante do Paris Saint-Germain chegou a 32 pontos, deixou o italiano Ciro Immobile (Lazio) para trás e se isolou no topo do ranking.

Immobile agora é o segundo, ao lado do argentino Mauro Icardi, da Inter de Milão. Outros seis jogadores, os “desconhecidos” Angulo, Sappinen, Porsa e Gordeichuk, além de Falcao García e Lewandowski, separam os líderes de Messi.

O brasileiro mais bem colocado é o veterano Jonas, do Bengica, que ocupa o 12º lugar, com 22,5 pontos.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 32 pontos (16 gols)
2º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 30 pontos (15 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 30 pontos (15 gols)
4º – Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  27 pontos (18 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 27 pontos (27 gols)
Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 27 pontos (18 gols)
8º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 26 pontos (13 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 26 pontos (13 gols)
10º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 24 pontos (12 gols)
Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 24 pontos (12 gols)


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Melhor do mundo, CR7 não é nem top 250 em prêmio de artilheiro da temporada
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Rafael Reis

Eleito o melhor jogador do mundo pela quinta vez na carreira, Cristiano Ronaldo não tem traduzido todo esse sucesso em bolas na rede na atual edição do Campeonato Espanhol.

O camisa 7 do Real Madrid não aparece nem entre os 250 primeiros colocados da Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior goleador das ligas nacionais do continente europeu na temporada.

Cristiano Ronaldo tem apenas dois pontos na classificação dos artilheiros, fruto do único gol que anotou em cinco jogos neste Espanhol, contra o Getafe, no dia 14 de outubro. Contra Betis, Alavés, Espanyol e Eibar, o melhor jogador do mundo em 2017 passou em branco.

O jejum só não incomoda mais porque CR7 tem marcado com frequência na Liga dos Campeões da Europa, a competição mais importante da temporada. O astro já fez cinco gols na Champions e divide a artilharia do torneio com o inglês Harry Kane, do Tottenham.

O português e o argentino Lionel Messi (Barcelona) são os maiores vencedores da história da Chuteira de Ouro. Cada um deles já levou o troféu para a casa em quatro oportunidades –2008, 2011, 2014 e 2015, no caso do jogador do Real Madrid.

Na atual temporada, quem lidera o ranking dos maior goleadores da Europa são os estonianos Albert Prosa (Tallinn) e Rauno Sappinen (Flora), com 27 pontos.

No entanto, a permanência deles no topo da lista está com os dias contados, já que o italiano Ciro Immobile (Lazio) e o colombiano Radamel Falcao García (Monaco) aparecem logo na sequência e estão apenas um ponto atrás.

Messi, o atual campeão do prêmio e derrotado por Cristiano Ronaldo na eleição do melhor do mundo, Paulo Dybala (Juventus) e Pierre-Emerick Aubameyang (Borussia Dortmund) são outros nomes conhecidos no top 10 dos artilheiros do Velho Continente nesta temporada.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 27 pontos (27 gols)
3º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 26 pontos (13 gols)
Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 26 pontos (13 gols)
5º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 22 pontos (22 gols)
7º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
9º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Pìerre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 20 pontos (20 gols)


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Primos de CR7: conheça a família brasileira do melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Para cerca de 100 moradores de Campinas, a vitória de Cristiano Ronaldo sobre Lionel Messi e Neymar na eleição organizada pela Fifa de melhor jogador do mundo foi motivo de comemoração.

O grupo não é composto por meros fãs do astro do Real Madrid e da seleção portuguesa. Para eles, CR7 é mais que ídolo. É família.

Afinal, eles são descendentes de José Aveiro, um português que viveu na Ilha da Madeira durante o século 19 e que era irmão de Francisco Aveiro, um dos tetravôs (popularmente chamado de tataravô) do vencedor do “The Best” de 2017.

Ou seja, assim como a maioria dos portugueses, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro tem familiares no Brasil. E eles fizeram questão de ter certeza do parentesco com o craque.

“Descobrimos que o sobrenome dele é Aveiro quando ele ganhou pela primeira vez a Bola de Ouro [em 2008]. Isso chamou nossa atenção e resolvemos pesquisar. Um tio meu foi para a Ilha da Madeira e levantou os documentos da família para montar uma árvore genealógica”, afirmou Lais Aveiro, uma das primas brasileiras do atacante.

A jovem de 23 anos, que mora nas Chácaras Aveiro, um condomínio onde reside a maior parte da família, até tentou contato com Cristiano Ronaldo para avisá-lo do parentesco com brasileiro.

“Eu mandei uma mensagem para ele, mas acho que nem tem como conseguir uma resposta”, lamenta.

Mas, afinal, como é ser prima do melhor jogador do futebol mundial na atualidade? E, mais do que isso, como as pessoas reagem quando ficam sabendo desse laço sanguíneo?

“Normalmente, elas ficam bem desconfiadas, acham que não é verdade, que estou brincando. Mas isso é normal. O Cristiano Ronaldo é um ídolo, todo mundo é fã dele. É meu jogador preferido. E não é porque é da minha família. Ele sempre foi meu jogador preferido”, afirma Lais.

A prima brasileira de CR7 trabalha em uma fábrica de blocos, um dos vários empreendimentos dos Aveiro de Campinas. Os familiares do camisa 7 do Real também são donos de um pesqueiro, de um viveiro e de um rancho que é alugado para festas.

“Teve um dia que aparece um homem aqui perguntado se éramos parentes do Cristiano Ronaldo. Quando falamos que sim, ele quis saber mais e acabou alugando o rancho para sua festa de casamento. Não sei se o motivo foi o Cristiano Ronaldo, mas…”

O prêmio de melhor do mundo conquistado na última segunda-feira foi o quinto da carreira do astro do Real Madrid, que já havia vencido as eleições de 2008, 2013, 2014 e 2016. Com a vitória, ele igualou o recorde de Messi, o outro pentacampeão dos troféus distribuídos pela Fifa.


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CR7 iguala recorde de Messi, mas quem entrará para a história como melhor?
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo conseguiu. Com toda justiça e merecimento do mundo, o atacante do Real Madrid conquistou nesta segunda-feira seu quinto título de melhor jogador do planeta e igualou o recorde de Lionel Messi.

Agora, as duas maiores referências do futebol mundial no século 21 estão rigorosamente empatadas. O argentino foi o craque máximo de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015. Já o português faturou o troféu da Fifa/Bola de Ouro/The Best em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017.

A situação de igualdade levanta novamente uma questão que é recorrente desde que a dupla tomou as rédeas do esporte, uma década atrás. No futuro, quando a carreira de ambos tiver chegado ao fim, quem será lembrado como melhor: Messi ou Cristiano Ronaldo?

Fugi dessa pergunta por muito tempo. Afinal, o camisa 10 do Barcelona e o número 7 do Real Madrid ainda tinham muito futebol pela frente e poderiam transformar completamente suas histórias. Ou seja, a resposta para essa questão ainda estava sendo escrita.

Mas agora, com os dois craques já na casa dos 30 anos e caminhando para a reta final de suas trajetórias como jogadores profissionais, chegou o momento de se arriscar a dar uns pitacos sobre o tema.

A frieza dos números não ajuda muito a tomar uma decisão. Além do empate no número de prêmios de melhor jogador do mundo, ambos possuem quatro troféus de Liga dos Campeões da Europa, o torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo conquistou um título importante por sua seleção, a Eurocopa-2016, algo que ainda falta à carreira de Messi. Só que o argentino ganhou mais campeonatos nacionais (oito, contra cinco) e disputou uma final de Copa do Mundo.

O número de gols marcados ao longo da carreira também não é muito diferente. CR7 já meteu 615 bolas na rede como profissional. Messi, dois anos mais novo do que seu arquirrival, está se aproximando do 600º gol –tem 594.

Se os números e os dados concretos são insuficientes para definir qual é o melhor jogador da geração que despontou no início da década passada e continua mandando no futebol mundial, é necessário apelar para a subjetividade.

E se a escolha não é objetiva, ele pode ser contestada. Resumindo: escolher o melhor entre Messi e Cristiano Ronaldo não é nada mais do que uma questão se gosto individual, que precisa ser respeitada.

Na minha opinião, o argentino tem uma ligeira vantagem sobre o português graças a um quesito: seu auge.

Em seus melhores dias, Messi foi chamado de extraterreste, comparado a Pelé e tratado como alguém que deixou qualquer outro jogador da história do Barcelona no chinelo. Já Cristiano Ronaldo, por melhor que seja, nunca alcançou esse patamar: sempre foi visto como um mortal, um mortal melhor que os outros, mas ainda sim um reles mortal.

Eis o meu critério de desempate para essa delicada questão.


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