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4 motivos para Salah ser eleito o melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo, Luka Modric ou Mohamed Salah: qual desses três será o eleito o melhor jogador do mundo na temporada 2017/18?

A resposta para esta pergunta será dada na próxima segunda-feira (24), quando a Fifa anuncia os vencedores do “The Best”, seu prêmio anual concedido aos destaques em diferentes categorias do mundo da bola.

Desde sábado, apresentamos os pontos fortes de cada finalista, os motivos pelos quais cada um deles merece ser eleito o jogador número um do planeta.

Após Cristiano Ronaldo, hoje é a vez de Salah. O atacante de 26 anos nunca havia sequer passado perto de ser cotado para um prêmio de craque do ano. No entanto, explodiu na temporada passada com a camisa do Liverpool.

Agora, sonha repetir o feito obtido pelo liberiano George Weah em 1995 para se tornar apenas o segundo jogador africano eleito o melhor do planeta.

REGULARIDADE

Enquanto seus adversários diretos pelo prêmio da Fifa se destacaram principalmente em competições com fase final em mata-mata (Liga dos Campeões e Copa do Mundo), o egípcio brilhou mesmo foi em um torneio que exige um nível muito maior de regularidade, o Campeonato Inglês. Na liga nacional mais importante do planeta, Salah foi o artilheiro (32 gols) e também levou três prêmios de craque da temporada.

O CARA DE LIVERPOOL

Salah foi o grande nome da reconstrução do Liverpool como um time importante do cenário europeu na última temporada. Foi graças ao atacante egípcio que os Reds voltaram a ser uma das equipes mais admiradas da Inglaterra e que retornaram à decisão da Liga dos Campeões após uma década. Na final contra o Real Madrid, Salah pouco pode fazer para evitar a derrota vermelha, já que precisou ser substituído após apenas 30 minutos em campo.

HOMEM DE DECISÃO

Dos três finalistas ao prêmio de melhor do mundo, Salah foi o que mais criou gols no período analisado pela Fifa (temporada 2017/18). Entre bolas empurradas por ele próprio para as redes adversárias e passes para companheiros marcarem, o egípcio produziu 66 situações que mudaram o placar de sua equipe, uma a mais que Cristiano Ronaldo. Já a soma de gols e assistências de Modric ficou em 14.

SALAHMANIA

O egípcio foi o “nome novo” do futebol europeu na última temporada. Após passagens discretas por Chelsea e Roma, explodiu no Liverpool e caiu no gosto popular por ser um cara muito ligado a obras sociais e com um carisma acima da média. Como a eleição da Fifa também é um concurso de popularidade (votos de torcedores comuns são contabilizados), a “Salahmania” acaba jogando a favor do atacante.


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4 motivos para Cristiano Ronaldo ser eleito o melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo, Luka Modric ou Mohamed Salah: qual desses três será o eleito o melhor jogador do mundo na temporada 2017/18?

A resposta para esta pergunta será dada na próxima segunda-feira (24), quando a Fifa anuncia os vencedores do “The Best”, seu prêmio anual concedido aos destaques em diferentes categorias do mundo da bola.

A partir deste sábado, apresentamos os pontos fortes de cada finalista, os motivos pelos quais cada um deles merece ser eleito o jogador número um do planeta.

Para começar, Cristiano Ronaldo. O atacante de 33 anos, que trocou o Real Madrid pela Juventus ao fim da última temporada, é o único dos candidatos que já esteve no pódio do prêmio.

Atual bicampeão, o astro busca ser eleito o melhor do mundo pela sexta vez na carreira, deixar Lionel Messi para trás e se tornar o maior vencedor da eleição da Fifa em todos os tempos.

REI DA CHAMPIONS

Pela sexta temporada consecutiva, o camisa 7 foi o artilheiro da Liga dos Campeões da Europa, a principal competição interclubes do planeta. Cristiano Ronaldo fez 15 gols na campanha do terceiro título seguido conquistado pelo Real Madrid. Em toda a história da competição, somente duas vezes um jogador balançou as redes mais do que o CR7 de 2017/18. E, em ambas as ocasiões, foi o próprio astro português o responsável pelo feito (17 gols em 2013/14 e 16 em 2015/16).

FARO ARTILHEIRO

Dos três finalistas ao prêmio de melhor do planeta, o gajo foi quem mostrou o maior faro artilheiro ao longo da temporada passada. Cristiano Ronaldo marcou 54 vezes em 54 jogos por Real Madrid e seleção portuguesa, média de um gol por partida. A média de Salah ficou em 0,86 bola na rede a cada 90 minutos disputados. Já a de Modric, que joga mais atrás e naturalmente faz bem menos gols, foi de 0,09 tento por apresentação.

HORA H

Cristiano Ronaldo decidiu praticamente “sozinho” dois dos quatro confrontos do Real na fase de mata-matas da Champions. Nas oitavas de final contra o Paris Saint-Germain, fez três gols e deu uma assistência na vitória por 5 a 2 sobre os franceses (placar agregado). O português repetiu a dose no 4 a 3 (também agregado) sobre a Juventus, que vale aos espanhóis a ida para a semifinal da competição.

ESPETÁCULO

Tudo bem que a Fifa tem um prêmio específico para gol mais bonito do ano (e Cristiano Ronaldo é um dos indicados). Mas, se o público do futebol curte mesmo é um bom espetáculo, nenhum lance de 2017/18 supera a bicicleta dada pelo camisa 7 no jogo de ida do confronto com a Juventus, pelas quartas de final da Champions. O lance foi simplesmente uma das bicicletas mais plásticas da história recente do futebol.


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Rafael Reis

Indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo pela primeira vez na carreira, o croata Luka Modric, do Real Madrid, era um garoto de apenas 21 anos quando se tornou capitão do Dínamo Zagreb. Franzino para os padrões do futebol moderno (tem 1,72 m e 66 kg) e mais novo do que boa parte do elenco que comandava, o meia encontrou uma maneira inusitada de conseguir chamar a atenção dos seus companheiros de equipe.

Modric só usava o idioma croata para dar bronca nos jogadores naturais da região que fez parte da antiga Iugoslávia. Se o alvo das suas críticas era um estrangeiro, a ofensa geralmente vinha na língua natal dele.

“Isso realmente aconteceu. Quando ele se tornou capitão, precisou encontrar um jeito de mostrar que tinha liderança. Como éramos cinco brasileiros no time, ele aprendeu português. E, vira e mexe, a gente levava uma dura dele dentro de campo”, relembra o zagueiro Carlos.

O defensor foi revelado no São Paulo e atuou ao lado de Modric no Dínamo Zagreb entre 2006 e 2008. O meia assumiu a braçadeira de capitão na segunda temporada de Carlos na Croácia, logo após a venda do atacante Eduardo da Silva para o Arsenal.

“Quando viam ele fora de campo, ninguém dava nada por causa da estatura. Mas, dentro das quatro linhas, a qualidade dele chamava muito a atenção. Por isso, todo mundo o respeitava demais.”

Apelidado de “Burrito” pelo ex-parceiro que se tornou um dos grandes nomes do futebol mundial, Carlos tinha um relacionamento bastante próximo em campo com Modric. Afinal, como atuava improvisado pela faixa esquerda, acabava jogando no mesmo lado do capitão e futuro astro.

“Ele ficava muito louco quando eu não passava a bola. Aí, no fim do jogo, chegava para mim e dizia: ‘Amigo Burrito, quando estiver em dificuldade, é só tocar para mim que eu resolvo’”.

Juntos, Modric e Carlos conquistaram os dois títulos croatas que disputaram. Em 2008, o meia se transferiu para o Tottenham por 21 milhões de euros (R$ 91 milhões, na cotação atual). Quatro anos depois, veio a transferência para o Real Madrid por 30 milhões de euros (R$ 130 milhões).

No clube espanhol, o camisa 10 chegou ao auge de sua carreira. Venceu quatro das últimas cinco edições da Liga dos Campeões da Europa e, neste ano, foi o protagonista da Croácia vice-campeã mundial. O sucesso na Copa-2018 lhe rendeu a indicação para o prêmio da Fifa.

“Meu voto é dele. Por tudo que ele fez, merece ser escolhido o melhor do mundo”, completa Carlos.

Modric, Cristiano Ronaldo (Juventus) e Mohamed Salah (Liverpool) disputam na próxima segunda-feira o título de melhor jogador do planeta na temporada 2017/18. O único veterano do prêmio é o português, que já venceu a eleição cinco vezes e busca se isolar como o maior campeão do troféu instituído pela Fifa.


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Salah é o símbolo do Islã para o mundo, diz 1º técnico de astro egípcio
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Rafael Reis

Adversário de Cristiano Ronaldo (Juventus) e Luka Modric (Real Madrid) na final do prêmio de melhor jogador do mundo, o atacante egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, virou o maior símbolo do Islã no planeta.

É essa a avaliação de Hamdy Nouh, primeiro técnico do artilheiro do último Campeonato Inglês e que costuma ser chamado de “pai” por ele.

“Salah é o muçulmano que mais chama a atenção no mundo hoje em dia. Ele é uma inspiração para todos nós e nos mostra o quão formidável é o Islã. Sempre que marca um gol, faz questão de agradecer a Deus”, disse o treinador, por telefone, em maio.

Nouh conheceu Salah quando o atacante tinha 11 anos e o treinou na equipe sub-15 do El Mokawloon, clube que chegou a defender como profissional e onde partiu em 2012 rumo ao início de sua trajetória europeia (Basel, Chelsea, Fiorentina, Roma e, desde o ano passado, Liverpool).

De acordo com o técnico, o atacante demonstrava, já na adolescência, uma qualidade técnica muito acima da média para um egípcio e uma fé inabalável na religião islâmica, característica que mantém até hoje.

A filha única de Salah se chama Makka, uma adaptação de Mecca, a cidade sagrada do Islã, para onde os praticantes da religião precisam viajar ao menos uma vez na vida.

Também não é raro ver o atacante ajoelhar-se em campo e levar a testa até o gramado após balançar as redes. O gesto é uma das características das orações realizadas diariamente pelos muçulmanos.

Até mesmo o Ramadã, período do ano em que os islâmicos precisam jejuar durante o dia e se alimentam exclusivamente à noite, Salah faz questão de seguir.

Mesmo com a final da Liga dos Campeões (e partida mais importante de sua carreira) coincidindo com o mês sagrado muçulmano, o jogador fez questão de manter a dieta na preparação para a decisão e só voltou a se alimentar normalmente dois dias antes do confronto com o Real Madrid, em maio.

Ao contrário de símbolos anteriores do Islã no Ocidente, como Saddam Hussein e Osama bin Laden, normalmente identificados com questões bélicas pela população deste lado do mundo, Salah transmite uma ideia de paz e caridade.

É ele quem sustenta a escola, o hospital e o ginásio de esportes de Nagrig, a cidade onde nasceu. Entre suas doações ao vilarejo estão também uma ambulância, duas incubadoras para bebês prematuros e unidades de tratamento para artrite e problemas de coluna.

O atacante também ajuda o principal hospital especializado em câncer infantil do Egito e faz doações mensais para uma associação que presta auxílio a ex-jogadores de futebol do país.

O astro já se meteu até na política econômica da sua terra natal. Em janeiro, ele doou cerca de R$ 1 milhão a um fundo de investimentos local para ajuda a combater a desvalorização da moeda egípcia.

Salah, CR7 e Modric disputam na próxima segunda-feira o título de melhor jogador do planeta na temporada 2017/18. O único veterano do prêmio é o português, que já venceu a eleição cinco vezes e busca se isolar como o maior campeão do troféu instituído pela Fifa.


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Como CR7 superou famas de “cai-cai” e mimado para virar quase unanimidade
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Rafael Reis

“No começo, ele era um ‘piscinero’ [termo em espanhol para quem simula faltas e pênaltis]. Era uma falha no seu jeito de jogar futebol que precisávamos utilizar da disciplina para conseguir corrigir.”

A declaração dada por Alex Ferguson, treinador de Cristiano Ronaldo no Manchester United entre 2003 e 2009, em entrevista ao jornal espanhol “El Pais”, em 2015, mostra uma faceta do craque português que o tempo praticamente apagou.

Antes de conquistar cinco prêmios de melhor jogador do mundo e se tornar praticamente uma unanimidade no planeta, CR7 era considerado um grande “cai-cai” e um jogador para lá de mimado.

Sim, o atacante de 33 anos, que estreou nesta quarta-feira pela Juventus na Liga dos Campeões da Europa e foi expulso contra o Valencia, na Espanha, já teve uma imagem muito parecida com a que persegue Neymar na atualidade.

Contratado do Sporting pelo United quando tinha apenas 18 anos, Ronaldo chegou à Inglaterra vestindo a camisa 7 que anteriormente era usada por David Beckham e rapidamente despertou o ódio das torcidas adversárias.

Mas o motivo da ira não era a qualidade que mostrava dentro de campo. Em geral, o torcedor inglês abomina os jogadores que simulam faltas e pênaltis. E essa pecha rapidamente virou a marca de CR7.

Foi preciso um tratamento de choque para livrar o português dessa mania. Um tratamento dado por seus próprios companheiros de clube, como detalhou o ex-volante Phil Neville em um documentário produzido pela ITV.

“Posso dizer que os 12 primeiros meses dele foram de um intenso processo de fortalecimento. Na época, tínhamos Keane, Butt e Scholes. E, nos treinos, sempre que Ronaldo pegava na bola, eles o chutavam repetidamente. Não foi só uma vez. Isso aconteceu todos os dias, todas as semanas, durante a temporada toda.”

Se o apreço pelas simulações foi destruído na base das porradas, a fama de garoto mimado resistiu por mais tempo.

Até poucos anos atrás, era comum ouvir muita gente falando que Ronaldo era mais um fenômeno de marketing do que um jogador de futebol e que estava mais preocupado com seu visual (o clássico “olhar para o telão” é dessa época) do que com os objetivos profissionais.

O que o português fez para destruir esses comentários? Trabalhou duro e virou uma máquina de conquistas.

Ganhou quatro das cinco últimas edições da Champions com o Real Madrid, ajudou Portugal a alcançar o maior feito de sua história no futebol, o título da Eurocopa-2016, e faturou cinco prêmios de craque máximo do planeta.

Na marra, venceu seus críticos. E virou praticamente uma unanimidade, uma certeza de sucesso. Até para quem não gosta muito do seu estilo um tanto quanto marrento.

Ronaldo é um dos três indicados ao prêmio de melhor do mundo na temporada 2017/18. Finalista ao lado do egípcio Mohamed Salah (Liverpool) e do croata Luka Modric (Real Madrid), ele busca superar Lionel Messi e se isolar como o maior vencedor da história da eleição feita anualmente pela Fifa.


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Falta de gols e até banco assustam indicados a prêmio de melhor do mundo
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo, Luka Modric e Mohamed Salah são os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo pelo que fizeram na temporada passada. Se fosse pelo início da atual, a lista da Fifa provavelmente seria bem diferente.

Jejum de gols, perda de protagonismo, polêmicas no Mercado da Bola e até banco de reservas têm feito parte da rotina das últimas semanas dos três candidatos a levantar o troféu do “The Best”.

Único dos finalistas que já venceu a eleição, o pentacampeão Cristiano Ronaldo (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) é quem mais tem sido pressionado a melhorar de rendimento.

Contratado por 117 milhões de euros (R$ 507 milhões) após nove temporadas no Real Madrid, o astro português ainda não conseguiu balançar as redes pela Juventus.

Tudo bem que foram apenas três partidas pelo clube italiano, mas, em se tratando de CR7, esse já é um jejum bem acima do normal e bastante incômodo.

Na temporada passada, o camisa 7 só emendou três jogos consecutivos sem marcar uma única vez: entre dezembro e janeiro, quando passou em branco contra Barcelona, Celta de Vigo e Villarreal.

Assim como Ronaldo, Modric também não marcou desde a volta das férias. Mas, no caso do maestro da Croácia no histórico vice-campeonato mundial na Copa da Rússia-2018, nem é a ausência de gols que preocupa.

O meio-campista ficou um tanto quanto queimado no Real após um namoro com a Inter de Milão na última janela de transferências. O interesse de se transferir para a Itália acabou não se concretizando, mas abalou o relacionamento do jogador com a torcida.

Em meio a esse impasse, Modric ainda não jogou os 90 minutos de nenhuma das quatro das partidas do Real nesta temporada. Em duas delas, o técnico Julen Lopetegui o sacou no segundo tempo. Nas outras duas, deixou-o no banco e só o levou a campo durante a etapa final.

Dos três finalistas do prêmio da Fifa, o único que já marcou nesta temporada é Salah. Mas, mesmo o egípcio, viu oi ritmo dos seus gols diminuírem neste começo de 2018/19.

O Faraó marcou duas vezes nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Inglês. Pouco, se comparados aos 32 gols anotados em 36 jogos da edição anterior da Premier League.

Além disso, que mais tem chamado o protagonismo no Liverpool, líder da competição, não é mais Salah, mas sim um dos seus companheiros de ataque, o senegalês Sadio Mané, que já meteu quatro bolas nas redes.

O vencedor da eleição de melhor jogador do mundo será anunciado em 24 de setembro, durante uma cerimônia em Londres (ING). No mesmo dia, serão entregues outros prêmios, como o Puskás e o de melhor treinador do planeta.


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“Muito melhor que CR7”, português hoje ganha a vida em liga para amadores
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Rafael Reis

Nos seus primeiros dias de Manchester United, Cristiano Ronaldo não teve vergonha de falar para os jornalistas ingleses que cobriam o dia-a-dia do clube: “Se vocês acham que sou bom, esperem para ver Fábio Paím”.

Quinze anos se passaram desde essa profecia. Quinze anos que provaram que, como adivinho, CR7 é mesmo um grande jogador de futebol.

Enquanto Ronaldo fez história conquistando todos os títulos possíveis com o United e com o Real Madrid, levou sua seleção à conquista da Eurocopa-2016, foi eleito por cinco vezes o melhor do planeta e acabou de ser contratado pela Juventus, seu apadrinhado hoje atua no futebol amador de Portugal.

Aos 30 anos, Paím é hoje a atração da Associação Desportiva de São Pedro da Cova, time de uma cidadezinha de 15 mil habitantes que disputa a Divisão de Elite da região do Porto, um equivalente à quarta divisão portuguesa.

Nessa competição, os clubes não são obrigados a pagar sequer o salário mínimo (676,7 euros, ou R$ 2.900) para seus jogadores, o que faz com que alguns deles não vivam exclusivamente do futebol e tenham outros empregos para completar a renda.

Paím não está no São Pedro da Cova porque o futebol não lhe deu chances. Pelo contrário, muitas oportunidades lhe bateram na porta. Mas se transformaram em carros luxuosos (teve “Ferrari, Lamborghini, Porsche, Maserati”), mulheres e muito álcool.

“Tenho colegas que deixaram de jogar bola, perderam tudo e não sabem o que fazer. Eu estou aqui. Já perdi tudo há oito ou nove anos, mas continuo aqui. O dinheiro deixa de entrar, mas as contas continuam. E grandes! As minhas agora são pequeninas, tive de me adaptar”, disse, em entrevista ao jornal português “Record”, em abril.

Filho de pais angolanos, Paím era a grande atração das categorias de base do Sporting no começo do século e costumava levar milhares de torcedores ao estádio para vê-lo em ação jogando por equipes sub-15 e sub-17.

Dono de uma habilidade muito acima da média, assinou com o empresário Jorge Mendes, o mesmo de Cristiano Ronaldo, e ficou milionário ainda na adolescência. Aos 16 anos, ele ainda nem era profissional, mas já tinha salário maior do que metade do elenco adulto do Sporting.

Só que o dinheiro mexeu com sua cabeça. Paím trocou os treinos pelas baladas, e seu futebol murchou rapidamente. A maior prova disso é que ele jamais disputou uma partida oficial pela equipe principal do Sporting.

Antes de deixar o clube de Lisboa, o então jovem português foi emprestado para seis times diferentes, mas em nenhum deles conseguiu comprovar seu potencial. O prestígio de Jorge Mendes lhe deu até uma oportunidade no Chelsea durante a gestão do técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari. Mas Paím não chegou a entrar em campo.

Em 11 anos de carreira, o “Cristiano Ronaldo que não vingou” defendeu nada menos do que 21 clubes. Ele jogou em Malta, na Lituânia, em Luxemburgo e até passou pelas divisões inferiores do Rio de Janeiro no ano passado (treinou no nanico Paraíba do Sul).

Mas a história foi sempre a mesma: muita expectativa na chegada e uma saída sem deixar saudades.

“Querem que seja sincero? Eu não era melhor do que o Cristiano Ronaldo. Eu era muito melhor. Só que ele trabalhava muito mais do que eu”, completa Paím.


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Falta de oportunidades a Vinícius Jr. pressiona técnico do Real Madrid
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Rafael Reis

Contratação mais cara do Real Madrid para a temporada 2018/19, o atacante brasileiro Vinícius Júnior já causa incômodo no vencedor das últimas três edições da Liga dos Campeões da Europa antes mesmo de fazer sua estreia oficial pelo clube.

O garoto de 18 anos, que foi contratado do Flamengo por 45 milhões de euros (R$ 205,6 milhões), não saiu do banco nas duas primeiras partidas do time merengue, a derrota por 4 a 2 para o Atlético de Madri, pela Supercopa da Europa, e a vitória por 2 a 0 sobre o Getafe, na abertura do Campeonato Espanhol.

E é justamente essa falta de minutos em campo que transformou Vinícius Jr. em uma celeuma para o Real no início da temporada.

Torcedores do clube de Madri têm usado as redes sociais para cobrar do técnico Julen Lopetegui que comece logo a dar oportunidades para o brasileiro. A imprensa da capital espanhola também aderiu a essa espécie de campanha.

Não à toa, o atacante estampou a capa da edição de terça-feira do diário “Marca”, um dos principais jornais esportivos do país. A reportagem destaca a “inquietude” pela estreia do jogador e traz a seguinte manchete: “Esperando a Vinícius”.

De acordo com o jornal, Lopetegui pretende utilizar o jovem à conta-gotas e levá-lo a campo apenas em jogos mais fáceis e que já estejam decididos.

A opção por preservá-lo é para evitar que ele enfrente alguma situação mais delicada em seus primeiros momentos em Madri, uma situação que possa acabar fazendo com que ele se queime com a torcida e a imprensa.

Mas nenhuma dessas duas forças parecem tão pacientes quanto o treinador. Ambas querem ver Vinícius Jr. o quanto antes em campo com a camisa do Real. E são os vários os motivos para esse clamor.

O principal é a expectativa de que o brasileiro possa a vir a ser, no futuro, o protagonista da equipe mais vitoriosa do planeta. O espaço está vago desde a venda de Cristiano Ronaldo para a Juventus, e os rumores para a contratação de um jogador de status semelhante ainda nesta janela de transferências andam bem mornos.

Vinícius Jr. acertou com o Real quando ainda tinha 16 anos e começava a dar seus primeiros chutes como profissional do Flamengo. Nunca um jogador de idade tão baixa custou tanto quanto ele.

O garoto permaneceu no clube onde começou a carreira até chegar à maioridade, em julho. Nesse tempo, tornou-se um dos principais nomes da equipe rubro-negra e chegou a ocupar o posto de artilheiro do Campeonato Brasileiro.

A apresentação de Vinícius Jr. levou 3.500 torcedores ao Santiago Bernabéu, um número expressivo para um jogador tão pouco conhecido fora do Brasil.

Em seu primeiro jogo pelo clube, a derrota por 2 a 1 para o Manchester United, em amistoso de pré-temporada nos EUA, o atacante não fez gol, mas deu uma pedalada e deixou o estádio aplaudido.

Tudo isso aumentou a expectativa pela estreia oficial de Vinícius Jr. no Real Madrid. Uma estreia pela qual torcedores e jornalistas já cansaram de esperar.

Após estrear com vitória no Campeonato Espanhol, o time merengue volta a campo neste domingo, contra o Girona, fora de casa.


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Ingressos esgotados e recorde no mercado: Como CR7 revitalizou o Italiano
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Rafael Reis

A temporada 2018/19 do Campeonato Italiano começa neste sábado com cara de viagem no tempo.

A chegada de Cristiano Ronaldo à Juventus revitalizou a competição, que vinha sendo eclipsada pela primeira divisão de Inglaterra e Espanha nos últimos tempos. E fez com que ela voltasse a despertar expectativa como nas décadas de 1980 e 1990, quando era a liga nacional mais importante do planeta.

Pela primeira vez desde Kaká, vencedor do prêmio em 2007 e negociado pelo Milan com o Real Madrid no fim da temporada 2008/2009, o Calcio terá entre suas atrações o atual vencedor do prêmio de melhor jogador do mundo.

E para ter o astro português, a vencedora das últimas sete edições do Italiano não economizou. Os 117 milhões de euros (R$ 516 milhões) pagos ao Real Madrid fizeram de CR7 a contratação mais cara do país em todos os tempos.

O reforço histórico teve reflexo imediato nos rivais da Juve, que, guardadas as devidas proporções, também trataram de colocar as mãos nos bolsos para melhorar consideravelmente seus elencos.

Resultado: os 20 clubes da primeira divisão italiana investiram 1,06 bilhão de euros (R$ 4,7 bilhões) em novos jogadores, o maior valor da história. O recorde anterior, da temporada passada, era de “apenas” 905,9 milhões de euros (quase R$ 4 bilhões).

Praticamente todos os principais times do Calcio têm caras novas das mais interessantes para apresentar aos torcedores na competição deste ano.

O Milan contratou o centroavante argentino Gonzalo Higuaín (ex-Juventus). A Roma fechou com o meia argentino Javier Pastore (ex-PSG) e com o volante Steven N’Zonzi (ex-Sevilla), campeão mundial com a seleção francesa. Já o Napoli acertou a compra da revelação espanhola Fabián Ruiz (ex-Betis).

Por fim, a Inter de Milão contratou ao menos três reforços de peso: o lateral direito Sami Vrsaljko (ex-Atlético de Madri), um dos destaques da Croácia que foi finalista na Copa-2018, o meia belga Radja Nainggolan (ex-Roma) e a aposta argentina Lautaro Martínez (ex-Racing).

A equipe nerazzurra sonha ainda com a chegada do meia Luka Modric, o craque do Mundial da Rússia é que até dois meses atrás era companheiro de Cristiano Ronaldo no Real.

Mas não é só o mercado de transferências que foi afetado positivamente pelo desembarque do craque de 33 anos à Itália.

A expectativa é que a ida de torcedores aos estádios italianos cresça consideravelmente por causa do astro português. Na temporada passada, a média de público da Serie A ficou em 24.738 torcedores por partida, a mais baixa dentre as quatro principais ligas nacionais do mundo (Inglaterra, Espanha e Alemanha).

Os primeiros passos já foram dados. Todos os 25,3 mil carnês de ingressos para todos os jogos da Juve como mandante na competição foram vendidos ainda no mês passado.

As entradas para a estreia de CR7, neste sábado, contra o Chievo, em Verona, também já estão praticamente esgotadas, apesar de um aumento de mais de 100% em relação aos preços praticados na temporada passada.


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Janela de transferências chega a R$ 23 bilhões e vira a maior da história
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Rafael Reis

A janela de transferências para 2018/19 já é a maior da história do futebol.

Faltando ainda mais de duas semanas para o fechamento do mercado de trocas de clubes na maior parte das principais ligas do planeta, as compras e vendas de jogadores para a nova temporada movimentaram 5,2 bilhões de euros (R$ 23 bilhões).

A quantia já supera os 5,1 bilhões de euros (R$ 22,6 bilhões) que mudaram de mãos entre julho e agosto do ano passado, período que havia quebrado todos os recordes históricos em transações futebolísticas.

Apesar de nenhuma transferência ter alcançado a casa dos 222 milhões de euros (R$ 982 milhões) da ida de Neymar para o Paris Saint-Germain, na temporada passada, a atual janela de transferências já emplacou nove negócios que superaram os 50 milhões de euros (R$ 221,2 milhões).

Além disso, 11 clubes de quatro países diferentes (Inglaterra, Itália, Espanha e França) investiram mais de 100 milhões de euros (R$ 444,8 milhões) na chegada de reforços.

Para completar, pela primeira vez na história, uma liga nacional que não a elite inglesa, ultrapassou a marca de 1 bilhão de euros (R$ 4,4 bilhões) em negócios em uma única janela de transferências.

Impulsionado pela contratação de Cristiano Ronaldo pela Juventus, o Campeonato Italiano já gastou 1,02 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões) em novos jogadores e só ficou atrás da bilionária Premier League inglesa na atual temporada.

A janela de transferências na Espanha, na França, na Alemanha e na maior parte das ligas importantes da Europa vai até o dia 31 de agosto. Na Itália, ela fecha nesta sexta-feira. Já na Inglaterra, o período para mudança de clubes acabou na semana passada.

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA, Paris Saint-Germain) – 180 milhões de euros
2º – Cristiano Ronaldo (POR, Juventus) – 117 milhões
3º – Kepa Arrizabalaga (G, ESP, Chelsea) – 80 milhões
4º – Thomas Lemar (FRA, Atlético de Madri) – 70 milhões
5º – Riyad Mahrez (ALG, Manchester City) – 67,8 milhões
6º – Alisson (BRA, Liverpool) – 62,5 milhões
7º – Naby Keita (GUI, Liverpool) – 60 milhões
8º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
9º – Jorginho (ITA, Chelsea) – 57 milhões
10º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
TOTAL: 5,2 bilhões de euros

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Alisson (BRA, Liverpool) – 62,5 milhões
2º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
3º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Flamengo) – 45 milhões
5º – Malcom (BRA, Barcelona) – 41 milhões
6º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
7º – Richarlison (BRA, Everton) – 39,2 milhões
8º – Felipe Anderson (BRA, West Ham) – 38 milhões
9º – Arthur (BRA, Barcelona) – 31 milhões
10º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 18,5 milhões

OS 10 CLUBES MAIS GASTÕES DA TEMPORADA 2018/19
1º – Juventus (ITA) – 256,9 milhões
2º – Liverpool (ING) – 182,2 milhões
3º – Paris Saint-Germain (FRA) – 180 milhões
4º – Chelsea (ING) – 137 milhões
5º – Barcelona (ESP) – 125,9 milhões
6º – Real Madrid (ESP) – 124,3 milhões
7º – Atlético de Madri (ESP) – 123,5 milhões
8º – Leicester (ING) – 114,6 milhões
9º – Roma (ITA) – 110 milhões
10º – Fulham (ING) – 109 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2018/19
1º – Monaco (FRA) – 354,6 milhões
2º – Real Madrid (ESP) – 132,5 milhões
3º – Roma (ITA) – 124,7 milhões
4º – Juventus (ITA) – 99,5 milhões
5º – Napoli (ITA) – 86 milhões
6º – Leicester (ING) – 84,3 milhões
7º – Atletic Bilbao (ESP) – 80 milhões
8º – Inter de Milão (ITA) – 77,5 milhões
9º – Milan (ITA) – 74,8 milhões
10º – Barcelona (ESP) – 74,2 milhões

AS 10 LIGAS MAIS GASTONAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Campeonato Inglês – 1,42 bilhão de euros
2º – Campeonato Italiano – 1,02 bilhão
3º – Campeonato Espanhol – 773,3 milhões
4º – Campeonato Alemão – 447,3 milhões
5º – Campeonato Francês – 440,9 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 179,6 milhões
7º – Campeonato Mexicano – 96,7 milhões
8º – Campeonato Saudita – 82,4 milhões
9º – Campeonato Holandês – 73 milhões
10º – Campeonato Belga – 71,1 milhões


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