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Como surgiu a lenda que Messi é autista
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Rafael Reis

Eleito por cinco vezes o melhor jogador do planeta e finalista do prêmio da Fifa neste ano, Lionel Messi foi diagnosticado durante a infância com Síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo, e algumas das características dessa condição até ajudaram-no a se tornar um dos maiores nomes das história do futebol.

Você provavelmente já ouviu esse papo. E talvez até tenha recebido em seu Whatsapp ou no Facebook um vídeo com cenas que “comprovariam” o autismo do camisa 10 do Barcelona.

Mas, como será que surgiu essa estória, uma das mais conhecidas lendas urbanas do futebol contemporâneo?

Curiosamente, ela não nasceu na Argentina, país onde o craque nasceu há 30 anos, e nem na Espanha, para onde se mudou no começo da adolescência. Os boatos sobre um possível quadro de autismo de Messi só ficaram famosos depois de ganharem uma mãozinha brasileira.

Em 2013, o escritor e jornalista Roberto Amado, sobrinho de Jorge Amado, publicou em seu site “Poucas Palavras” que o então melhor jogador do planeta havia sido diagnosticado com Asperger quando tinha oito anos.

O texto trazia uma série de características de Messi que comprovariam seu autismo: a timidez com a imprensa, seu estilo de finalização e o uso de dribles parecidos, que indicariam um gosto por padrões repetidos, uma das características dos portadores da síndrome.

O relato de Amado contava ainda com declarações de entidades de portadores de Asperger e de pais de crianças portadoras da síndrome. O cunho social do texto fez com que ele se espalhasse pela internet fosse difundido.

A família de Messi, no entanto, sempre negou que o camisa 10 tenha sido diagnosticado com a síndrome. Em entrevista ao UOL, concedida dias depois de o caso ganhar repercussão mundial, o médico Diego Schwarzstein, que tratou da conhecida deficiência hormonal que atrapalhou o crescimento do craque durante a infância, classificou o assunto como “bobagem”.

O possível caso de Asperger também foi ignorado pelas principais e mais respeitadas biografias (em texto e vídeo) já lançadas sobre a vida e a carreira do melhor jogador do planeta em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015.

Apesar das negativas oficiais, dos diagnósticos médicos de quem tratou o craque e dos relatos dos biógrafos, ainda há muita gente nas redes sociais que insiste que Messi é sim autista e que simplesmente decidiu esconder essa condição da imprensa mundial por não lidar muito bem com ela.

E é essa crença que fez do autismo do craque do Barcelona uma grande lenda urbana.

O argentino corre por fora na disputa pelo prêmio de melhor jogador do planeta em 2017. O favorito para conquistar o prêmio da Fifa neste ano é o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid. O brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, completa a lista de finalistas.


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Dos finalistas do melhor do mundo, só Messi é top 50 na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo de 2017 começaram a nova temporada do futebol europeu sem a mesma fome de gols que lhes é de costume.

O argentino Lionel Messi é o único dos três candidatos (os outros são Cristiano Ronaldo e Neymar) ao troféu que será entregue pela Fifa na próxima segunda-feira que aparece entre os primeiros 50 colocados da Chuteira de Ouro, prêmio destinado ao maior goleador das ligas nacionais europeias em uma temporada.

O astro argentino, que já levou quatro Chuteiras de Ouro para casa e é o atual detentor da honraria, divide a quarta colocação no ranking dos artilheiros do Velho Continente em 2017/18 com o italiano Ciro Immobile (Lazio) e com o marfinense Gerard Gohou (Kairat Almaty). Cada um deles tem 22 pontos.

A liderança continua com o estoniano Albert Prosa, que já marcou 27 gols pelo Tallinn e acumula 27 pontos. O colombiano Radamel Falcao García (24), do Monaco, e o estoniano Rauno Sappinen (23), do Floram, aparecem na sequência.

Já Neymar e Cristiano Ronaldo, os adversários do camisa 10 do Barcelona na disputa pelo prêmio “The Best”, concedido pela Fifa ao maior craque do futebol mundial no ano, estão bem distante das primeiras colocações.

O brasileiro do Paris Saint-Germain aparece no meio da tabela. Com seis gols no Campeonato Francês e 12 pontos na classificação da Chuteira de Ouro, divide a 56ª posição com outros jogadores bem conhecidos, como Gabriel Jesus (Manchester City), Álvaro Morata (Chelsea) e Harry Kane (Tottenham).

Enquanto isso, o favorito para ser eleito o melhor do mundo neste ano mal praticamente não existe no ranking de goleadores dos campeonatos nacionais europeus nesta temporada.

Cristiano Ronaldo disputou apenas quatro jogos do Espanhol desde as férias e marcou somente um gol, contra o Getafe, no último sábado. Com dois pontos, a estrela do Real Madrid não está nem entre os 250 primeiros na classificação da Chuteira de Ouro.

Na temporada passada, Messi conquistou o prêmio com 74 pontos, relativos aos 37 gols que marcou no Espanhol. Ele e Cristiano Ronaldo são os recordistas de troféus de maior goleador da Europa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
2º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 24 pontos (12 gols)
3º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 23 pontos (23 gols)
4º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 22 pontos (11 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 22 pontos (22 gols)
7º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
9º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Pìerre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 20 pontos (20 gols)


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No futebol da terra de Cristiano Ronaldo, quem brilha é o primo do craque
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Rafael Reis

Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, Museu CR7, Praça Cristiano Ronaldo, Hotel Pestana CR7 Funchal, Loja CR7, um polêmico busto, uma estátua de bronze de 3,40 m.

O filho mais ilustre da Ilha da Madeira é lembrado em todos os cantos da região que deu ao planeta o favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2017. Até dentro dos gramados da várzea.

No futebol amador do arquipélago de cerca de 260 mil habitantes, não há chutes e cabeçadas mais temidas do que as desferidas por José Adriano Xavier Aveiro, ou, simplesmente, “primo de Cristiano”, como é mais conhecido.

Filho de um irmão do pai de Cristiano Ronaldo, Adriano Aveiro é um ano e meio mais velho que o astro e foi o artilheiro de duas das quatro últimas temporadas da Primeira Divisão Regional da Associação de Futebol da Madeira, um campeonato disputado por clubes amadores equivalente à quarta divisão portuguesa.

Autor de 75 gols nos 76 jogos que disputou entre o segundo semestre de 2013 e o primeiro de 2017 (uma média de quase um gol por partida), o centroavante ganhou na atual temporada a melhor oportunidade de sua carreira e assinou com o Câmara de Lobos, equipe da Madeira promovida para o terceiro escalão do futebol lusitano.

“Na seriedade e na ambição que demonstrou em campo, sou parecido com meu primo. Isso está no nosso sangue. O resto, claro, é muito diferente: ele é o melhor do mundo; eu sou só um dos melhores do meu campeonato”, afirmou o camisa 9, em entrevista ao site português “Mais Futebol”.

Cristiano e Adriano começaram juntos nas categorias de base do Andorinha, time da cidade de Funchal, capital da Madeira, onde nasceram. Mas, enquanto o primeiro deixou a ilha no começo da adolescência para jogar no Sporitng e depois conquistar o mundo, o segundo jamais ficou longe de casa.

O centroavante do Câmara de Lobos até tentou se profissionalizar no Marítimo, clube da região que costuma disputar a primeira divisão portuguesa, mas não teve a mesma sorte do primo. Então, foi trabalhar com telecomunicações.

“Financeiramente não compensa jogar nos ‘Nacionais’ [as duas primeiras divisões portuguesas. Tenho o meu emprego e uma vida estável em termos familiares, jogo futebol por hobby, treino à noite e consigo conciliar com o trabalho, que obriga a alguma rotatividade.”

Apesar de não ter 1% do reconhecimento do Aveiro mais famoso do futebol, Adriano pode se orgulhar de um feito que deixou o primo rico com uma pontinha de inveja.

Na temporada passada, quando defendia o Santacruzense, o centroavante que brilha no futebol amador marcou seis vezes em uma mesma partida (goleada por 8 a 1 sobre o Clube de Formação da Madeira).

Em toda sua carreira como profissional, Cristiano Ronaldo nunca conseguiu superar as cinco bolas na rede em 90 minutos –atingiu essa marca somente duas vezes, contra Granada e Espanyol, ambas em 2015.

O astro do Real Madrid é o favorito para ser eleito, na próxima segunda-feira, o melhor jogador do mundo pela quinta vez na carreira. O argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, são os outros finalistas do prêmio da Fifa.


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Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol
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Rafael Reis

Neymar é um craque. Se não fosse, o Paris Saint-Germain jamais teria gasto 222 milhões de euros (R$ 831 milhões) para tirá-lo do Barcelona e transformá-lo no símbolo máximo de um clube que sonha em se tornar o mais poderoso do planeta.

Mas, apesar de todo esse talento acima da média que possui, o brasileiro não deveria ter sido indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E mais: sua presença na lista de finalistas do troféu da Fifa, ao lado do favorito Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e de Lionel Messi (Barcelona), não passa de uma vitória do marketing sobre o futebol.

Não que o atacante seja uma invenção da imprensa brasileira ou mereça o apelido de Neymarketing, expressões de sucesso entre seus críticos nas redes sociais. Só que ele simplesmente não jogou bola suficiente na temporada passada para estar entre os três melhores do planeta.

Seu último ano com a camisa do Barcelona foi o menos produtivo de sua carreira desde a Copa-2014. Neymar marcou apenas 20 gols (contra 31 de 2015/16 e 39 de 2014/15) e só conquistou a Copa do Rei pelo clube catalão.

Mas o brasileiro foi a estrela do histórico 6 a 1 aplicado pelo Barça sobre o PSG… Verdade, aquela realmente foi uma atuação extraordinária. Mas foi apenas um entre 45 jogos da temporada e teve como o efeito prático apenas adiar em uma rodada a eliminação do time blaugrana na Liga dos Campeões.

Sergio Ramos e Marcelo, campeões europeus ao lado de Cristiano Ronaldo no Real, Gianluiggi Buffon e Paulo Dybala, vice continentais pela Juventus, e talvez até mesmo a sensação francesa Kylian Mbappé mereciam mais que Neymar estar entre os três finalistas do prêmio da Fifa.

O que levou o brasileiro à segunda indicação de sua carreira (foi terceiro colocado em 2015) foi mesmo o marketing. Não uma campanha orquestrada para colocá-lo lá, mas sim um longo e sólido trabalho de construção da sua imagem como o sucessor natural de CR7 e Messi.

Para muita gente, entre os quais vários eleitores do prêmio da Fifa (técnicos, capitães de seleções, jornalistas e pessoas comuns cadastradas no site da entidade), Neymar será o melhor do mundo assim que os dois maiores astros do futebol na atualidade derem um deslize e perderem rendimento.

É essa crença popular, inflada evidentemente pela transformação do brasileiro no jogador mais caro de todos os tempos (negociação concluída pouco antes do período de votação do prêmio), que colocou o novo camisa 10 do PSG na final da eleição do melhor do mundo, mesmo sem ter jogado futebol suficiente para merecer a indicação.

É por isso que a presença de Neymar na cerimônia do próximo dia 23 de outubro, em Londres, é uma vitória do marketing e das fortunas movimentadas por esse mercado global sobre o futebol praticado dentro de campo.


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Você se lembra da última partida em que o Real Madrid não fez gol?
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Rafael Reis

Vencedor das duas últimas edições da Liga dos Campeões da Europa, o Real Madrid vai a campo nesta quarta-feira para superar um recorde mundial do Santos de Pelé.

Caso faça pelo menos um gol contra o Betis, no Santiago Bernabéu, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Espanhol, a equipe dirigida por Zinédine Zidane irá superar a marca de 73 jogos consecutivos balançando as redes estabelecida pelo time brasileiro no início da década de 1960.

Nessas 73 partidas consecutivas em que seu ataque funcionou (45 no Campeonato Espanhol, 16 na Champions, 6 na Copa do Rei, 2 na Supercopa Europeia, 2 no Mundial de Clubes e 2 na Supercopa Espanhola), o time de Cristiano Ronaldo marcou 200 vezes, média de 2,74 por jogo.

Entre 1961 e 1963, quando o Santos emendou 73 apresentações consecutivas deixando sua marca nas defesas adversárias, Pelé e cia. comemoraram 245 gols, ou seja, uma média de 3,35 por partida.

Apesar de estar longe da frequência de gols do Santos de meio século atrás, o Real está a 90 minutos de alcançar uma marca impressionante. E você lembra da última vez que o time espanhol passou em branco?

O atual bicampeão europeu fez gols em todos os jogos oficiais que disputou nos últimos 17 meses. Um ano e cinco meses atrás, no dia 26 de abril de 2016, ele empatou por 0 a 0 com o Manchester City.

A partida, disputada na Inglaterra, era o primeiro dos dois confrontos que valiam a classificação para a final da Champions –na volta, o Real venceu por 1 a 0 e selou sua ida para a decisão contra o Atlético de Madri.

Na ocasião, os espanhóis não puderam contar com seu astro máximo e principal goleador, Cristiano Ronaldo, que se recuperava de uma lesão muscular na coxa. Para piorar as coisas, Karim Benzema teve de ser substituído no intervalo devido a dores no joelho.

Mesmo com poder de fogo reduzido, o Real esteve mais perto de balançar as redes do que o City. Foram 11 finalizações espanholas, com direito a uma bola na travem contra apenas cinco inglesas.

O então futuro campeão europeu só não saiu de campo com pelo menos um golzinho graças à ótima atuação do goleiro Joe Hart (hoje no West Ham), que fez pelo menos três defesas milagrosas.

Dos 13 jogadores usados por Zidane na partida (11 titulares e dois reservas que saíram do banco), apenas dois já deixaram o clube: o zagueiro Pepe, hoje no Besiktas, e o atacante Jesé, que agora pertence ao Paris Saint-Germain, mas está emprestado ao Stoke City.

Todos os outros estarão dentro de campo ou na torcida para que o Real balance as redes nesta quarta e supere a marca histórica do Santos de Pelé.


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Como Suíça virou a 4ª melhor seleção do mundo e ameaça ida de CR7 para Copa
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Rafael Reis

Liderança do seu grupo nas eliminatórias na Copa do Mundo, triunfo sobre o campeão europeu, sete vitórias consecutivas, mais de um ano de invencibilidade e 300 dias sem sofrer um único gol.

Esse é o resumo dos últimos meses da quarta melhor seleção do planeta na atualidade: a Suíça.

Suíça? Isso mesmo. Pelo menos, é o que indica o ranking da Fifa. De acordo com a classificação da entidade, os helvéticos possuem a quarta melhor seleção do mundo e estão atrás apenas de Brasil, Alemanha e Argentina.

Apesar dos critérios sempre questionáveis da lista organizada pela Fifa, é inegável que a Suíça vive um momento especial no futebol. Tão especial que pode impedir que a Copa conte com uma de suas principais estrelas, Cristiano Ronaldo.

O time dirigido por Vladimir Petkovic, no cargo há três anos, divide com a Alemanha o posto de melhor campanha das eliminatórias europeias. As duas equipes são as únicas que continuam com 100% de aproveitamento no qualificatório para a Rússia-2018.

A Suíça está no topo do Grupo B das eliminatórias com 18 pontos, três a mais que Portugal, que foi derrotada na rodada de abertura por 2 a 0, na Basileia.

A atual campeã europeia provavelmente terá de vencer o confronto direto com a atual líder da chave, em outubro, para não ter de disputar a repescagem e garantir a presença de CR7 no Mundial.

A seleção suíça ostenta ainda a melhor sequência de resultados da atualidade entre os times de primeiro escalão do futebol mundial. Já são sete vitórias consecutivas, contra Portugal, Hungria, Andorra, Ilhas Faröe (duas vezes), Letônia e Belarus.

A última vez que a equipe de Petkovic não saiu de campo com os três pontos foi na eliminação da Eurocopa-2016 –derrota nos pênaltis para a Polônia, pelas oitavas de final, em junho do ano passado.

Para encontrar uma derrota suíça, é preciso voltar ainda mais no tempo. A equipe vermelha perdeu um amistoso para a Bélgica em maio de 2016 e, desde então, já emenda uma sequência de 12 partidas de invencibilidade.

O 13º jogo consecutivo sem perder tem tudo para ser alcançado nesta quinta-feira, quando a quarta melhor seleção da atualidade joga em casa contra a modesta Andorra, apenas a 129ª colocada no ranking da Fifa.

Apesar dos resultados positivos, a Suíça não é uma seleção que conta com grandes estrelas do futebol internacional. O goleiro Roman Bürki (Borussia Dortmund), os laterais Stephan Lichtsteiner (Juventus) e Ricardo Rodríguez (Milan) e o volante Granit Xhaka (Arsenal) são os únicos dos seus jogadores que atuam em clubes do primeiro escalão europeu.

O ponto forte, como manda a tradição suíça, é um sistema defensivo de dar inveja aos adversários. O time não foi vazado em nenhum dos cinco últimos jogos que disputou e sofreu seu último gol em 10 de outubro do ano passado, quando derrotou Andorra por 2 a 1.

Foi assim que a Suíça se transformou na quarta melhor seleção do planeta e virou uma ameaça para a ida de Cristiano Ronaldo para a Copa-2018.


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Sem Neymar, mas com Messi e Ronaldo: 7 motivos para acompanhar o Espanhol
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Rafael Reis

A transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain foi um baque para o Campeonato Espanhol, mas isso não significa que a liga do país campeão mundial em 2010 tenha deixado de ser uma das mais interessantes do planeta.

Afinal, a temporada 2017/18 do Espanhol, que começa nesta sexta-feira com dois jogos (Leganés x Alavés e Valencia x Las Palmas), reúne o atual bicampeão europeu e três dos quatro últimos finalistas da Liga dos Campeões.

Conta ainda com 21 jogadores brasileiros espalhados por 13 dos 20 clubes que disputam a primeira divisão. Entre eles, vários nomes conhecidos, como Marcelo e Casemiro (Real Madrid), Paulinho (Barcelona), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Paulo Henrique Ganso (Sevilla).

Conheça abaixo outros sete motivos para que, mesmo sem Neymar, você continue acompanhando de perto o Campeonato Espanhol:

MESSI X CRISTIANO RONALDO

Desde 2009, quando Cristiano Ronaldo desembarcou no Real Madrid, o embate entre os dois melhores jogadores do planeta é a principal atração internacional do Espanhol. Durante esse período, Lionel Messi e o Barcelona se sagraram campeões nacionais por cinco vezes. Já CR7 e o Real só ganharam dois títulos. No entanto, o momento é todo “blanco”, já que, na temporada passada, a equipe do astro português venceu a liga nacional e faturou pelo segundo ano consecutivo a Champions.

VIDA SEM NEYMAR

Como ficará o Barcelona sem Neymar? Essa é a principal questão a ser respondida na nova temporada do Campeonato Espanhol. Apesar de não ser o protagonista da equipe, o brasileiro vinha sendo cada vez uma peça essencial para que o jogo catalão funcionasse. O Barça ainda sonha com um reforço de peso que possa substituir seu antigo camisa 11, mas as contratações do francês Ousmane Dembélé (Borussia Dortmund) e do brasileiro Philippe Coutinho (Liverpool) estão empacadas.

PAULINHO EM XEQUE

Aos 29 anos e quase um desconhecido na Europa, onde teve uma passagem para lá de esquecível pelo Tottenham, Paulinho ganhou no colo uma missão das mais pesadas: começar a substituir Andrés Iniesta, cérebro do Barcelona que caminha para o final da carreira. Contestado desde o momento em que sua contratação era apenas um rumor, o ex-jogador do Corinthians pode se tornar um dos meias mais respeitados do planeta, mas também corre risco de se queimar de vez no Velho Continente e prejudicar até mesmo sua permanência na seleção.

PILARES DO REAL… E DA SELEÇÃO

Casemiro e Marcelo são dois dos segredos do sucesso do Real Madrid bicampeão europeu. Enquanto o primeiro faz o papel de cão de guarda da defesa espanhola, o segundo é o principal elo entre o setor defensivo e o ofensivo e também desempenha durante as partidas o papel de ponta esquerda da equipe dirigida por técnico Zinedine Zidane. Ambos estão entre os melhores do mundo em suas posições e também serão peças fundamentais para que a seleção brasileira possa brilhar na Copa do Mundo-2018.

DÉJÀ-VU

Entra temporada, sai temporada e a conversa é a mesma: o técnico Diego Simeone, o zagueiro Diego Godín e o atacante Antoine Griezmann vão deixar o Atlético de Madri. Só que o adeus dos três principais pilares do sucesso do projeto colchonero nunca se concretiza. E, assim, o Atlético vai se mantendo como uma sombra real para Barcelona e Real Madrid, os dois mais poderosos clubes da temporada.

E AGORA, GANSO?

A primeira temporada de Paulo Henrique Ganso no futebol europeu foi um desastre. O meia participou de apenas 16 jogos do Sevilla, marcou três gols e passou longe de conquistar a confiança da torcida. Mas a saída do técnico Jorge Sampaolli deu um fôlego novo para o brasileiro. Será que o novo comandante do Sevilla, o também argentino Eduardo Berizzo, vai lhe dar mais oportunidades?

MERECE PALMAS

Vitolo é jogador da seleção espanhola, Halilovic já foi apontado como o “novo Messi” e Jonathan Calleri, apesar de ter fracasso na Inglaterra, provou seu potencial no São Paulo. Pelo menos até dezembro, esse deve ser o trio ofensivo do Las Palmas, pequena equipe das Ilhas Canárias que resolveu investir em talento na montagem do seu time. Tudo para melhorar a 14ª colocação da temporada passada.


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De Cruyff a Neymar: veja a evolução do recorde de mais caro do mundo
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Rafael Reis

Em 1º de julho de 1973, Johan Cruyff deixou o Ajax para começar a mudar a história do Barcelona. Se convertida para valores atuais, essa transferência foi a primeira vez na história do futebol a romper a casa do 1 milhão de euros (R$ 3,67 milhões).

Entre os 2 milhões de euros (R$ 7,3 milhões) pagos pelo clube catalão ao astro holandês e os 222 milhões de euros (R$ 815 milhões) gastos pelo Paris Saint-Germain para ter Neymar, 44 anos depois, o recorde de contratação mais cara do mundo foi quebrado 15 vezes.

Três delas, por brasileiros. Antes do novo camisa 10 do PSG, Ronaldo (1997) e Denilson (1998) também tiveram o gosto de ser, pelo menos por alguns meses, o reforço mais caro de todos os tempos.

A lista de recordista é repleta de alguns dos nomes mais importantes da modalidade ao longo das últimas décadas: Cristiano Ronaldo, Zinédine Zidane, Luís Figo, Ronaldo, Johan Cruyff e Diego Maradona.

Maradona, aliás, é um caso à parte. O argentino é o único jogador que protagonizou dois negócios de proporções históricas. Em 1982, foi para o Barcelona pelo equivalente a 8 milhões de euros (R$ 29,4 milhões). Dois anos depois, migrou para o Napoli por um valor ainda maior, 13 milhões de euros (R$ 47,7 milhões).

Mas a lista não é formada apenas por unanimidades. Denilson não conseguiu justificar o rótulo de jogador mais caro do planeta durante as sete temporadas em que vestiu a camisa do Betis.

Já o escocês Andy Gray, que quebrou o recorde de Cruyff ao assinar com o Wolverhampton por 3 milhões de euros (R$ 11 milhões), em 1979, é praticamente um anônimo fora do Reino Unido.

Entre os clubes, nenhum foi responsável por uma quantidade maior de contratações mais caras da história que o Real Madrid.

O time espanhol protagonizou quatro quebras de recorde (Figo, Zidane, Cristiano Ronaldo e Bale) e teve o maior negócio de todos os tempos entre 2000 e 2016.

EVOLUÇÃO DO RECORDE DE JOGADOR MAIS CARO DO MUNDO

1973 – Johan Cruyff (HOL/Barcelona) – 2 milhões de euros*
1979 – Andry Gray (ESC/Wolverhampton) – 3 milhões*
1982 – Diego Maradona (ARG/Barcelona) – 8 milhões*
1984 – Diego Maradona (ARG/Napoli) – 13 milhões*
1992 – Gianluca Vialli (ITA/Juventus) – 16,5 milhões*
1996 – Alan Shearer (ING/Newcastle) – 21 milhões*
1997 – Ronaldo (BRA/Inter de Milão) – 28 milhões*
1998 – Denílson (BRA/Betis) – 31,5 milhões*
1999 – Christian Vieri (ITA/Inter de Milão) – 46,5 milhões*
2000 – Luís Figo (POR/Real Madrid) – 60 milhões
2001 – Zinédine Zidane (FRA/Real Madrid) – 73,5 milhões
2009 – Cristiano Ronaldo (POR/Real Madrid) – 94 milhões
2013 – Gareth Bale (GAL/Real Madrid) – 101 milhões
2016 – Paul Pogba (FRA/Manchester United) – 105 milhões
2017 – Neymar (BRA/Paris Saint-Germain) – 222 milhões

* Como o euro ainda não existia, foi feita uma conversão para os valores atuais das respectivas moedas


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Por onde andam os jogadores da estreia de Cristiano Ronaldo no Real?
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Rafael Reis

A possibilidade de deixar o Real Madrid e o namoro com o Paris Saint-Germain transformaram Cristiano Ronaldo no protagonista da janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu.

Oito anos atrás, o português também foi a estrela máxima do Mercado da Bola do Velho Continente ao trocar o Manchester United pelo clube espanhol por 94 milhões de euros (R$ 353 milhões), naquela que na época era a contratação mais cara da história.

Ronaldo ainda vestia a camisa 9 quando estreou no Real. Sua primeira partida oficial com o uniforme branco que lhe renderia três títulos europeus foi a vitória por 3 a 2 sobre o La Coruña, na rodada inaugural do Campeonato Espanhol. O reforço madridista deixou sua marca. Raúl e Lassana Diarra marcaram os outros gols do triunfo.

Conheça abaixo o paradeiro dos primeiros companheiros do atual melhor jogador do mundo no Real Madrid.

POR ONDE ANDA –REAL MADRID (2009)

Iker Casillas (36 anos) – Dono da meta do Real Madrid por mais de uma década e meia, o prata da casa continua em atividade, mas já não goza mais do posto de um dos melhores do mundo na posição. O goleiro, campeão mundial (2010) e bi europeu (2008 e 2012) com a Espanha, defendeu o Porto nas duas últimas temporadas, mas fica sem contrato a partir de sábado. Após a Euro-2016, deixou de ser convocado para a seleção.

Álvaro Arbeloa (34 anos) – Também campeão mundial com a Espanha em 2010 e bi da Eurocopa, anunciou a aposentadoria no início da semana. Arbeloa permaneceu no Real até agosto do ano passado e disputou a última temporada de sua carreira na Inglaterra, vestindo a camisa do West Ham.

Raúl Albiol (31 anos) – Uma espécie de “patinho feio” da geração multicampeã da seleção espanhola, o zagueiro passou a maior parte da sua carreira no Real como opção no banco de reservas. Em 2013, transferiu-se para o Napoli, onde é titular absoluto e um dos líderes da equipe.

Ezequiel Garay (30 anos) – Vice-campeão da Copa-2014 com a seleção argentina, o zagueiro vem perdendo espaço no futebol mundial nos últimos anos. Na última temporada, oscilou demais com o Valencia, que foi apenas o 12º colocado no Campeonato Espanhol.

Marcelo (29 anos) – O caçula do time de 2009 se transformou em um dos principais laterais esquerdos do mundo e em uma das maiores armas ofensivas do Real Madrid de 2017. O brasileiro fez gol na final da Liga dos Campeões de 2014 e é o segundo estrangeiro na história com mais partidas pelo clube.

Lassana Diarra (32 anos) – Camisa 10 na estreia de Cristiano Ronaldo, o volante francês caminha para um discreto fim de carreira. Depois de se destacar na temporada 2015/16 no Olympique de Marselha, Diarra optou por deixar a Europa e assinou em abril com Al-Jazira, dos Emirados Árabes.

Xabi Alonso (35 anos) – Assim como Arbeloa, acaba de entrar para o time dos aposentados. Xabi Alonso disputou sua última partida como profissional no dia 20 de maio, quando seu Bayern de Munique goleou o Freibrug por 4 a 1, na derradeira rodada do Campeonato Alemão.

Cristiano Ronaldo (32 anos) – Em oito anos de Real Madrid, tornou-se o maior artilheiro da história do clube, com 406 gols em partidas oficiais. Já foi eleito o melhor jogador do mundo em quatro oportunidades (três com a camisa branca) e caminha para a quinta Bola de Ouro da sua carreira.

Kaká (35 anos) – A outra contratação bombástica do Real Madrid para a temporada 2009/10, não passou nem perto de ter o mesmo sucesso de Cristiano Ronaldo na Espanha. Kaká retornou para o Milan quatro anos depois de ser contratado e atualmente é uma das estrelas da MLS (Major League Soccer) nos Estados Unidos.

Raúl (40 anos) – Maior artilheiro do Real até a aparição de Cristiano Ronaldo, Raúl Madrid, como ficou conhecido, deixou o clube em 2010 e defendeu Schalke 04, Al Sadd (Qatar) e New York Cosmos nos últimos cinco anos de sua carreira. De volta à Espanha após alguns anos morando nos EUA, o autor de um dos gols da partida contra o Vasco trabalhará como assessor presidencial do Real na próxima temporada.

Karim Benzema (29 anos) – Apesar dos problemas extracampo que o afastaram da seleção francesa e do futebol abaixo do esperado na última temporada, continua como titular do Real Madrid. Benzema teve seu nome especulado em várias equipes para 2017/18, mas deve renovar contrato com o clube espanhol.

Esteban Granero (29 anos) – Criado nas categorias de base do Real, foi resgatado em 2009 pelo clube depois de uma passagem de sucesso pelo Getafe. No entanto, o meia não vingou no Santiago Bernabéu. Três anos depois, foi embora para nunca mais voltar. Na última temporada, foi reserva da Real Sociedad.

Guti (40 anos) – Jogador presente na estreia de Cristiano Ronaldo há mais tempo aposentado, o ex-meia abandonou o futebol em 2011, quando defendia o Besiktas, da Turquia. Guti está no início da carreira de treinador e atualmente comanda a equipe sub-18 do Real.

Gonzalo Higuaín (29 anos) – Reserva de luxo de Benzema no fim da década passada, passou pelo Napoli, foi contratado pela Juventus na quarta transferência mais cara da história do futebol e reencontrou o Real na decisão da última edição da Liga dos Campeões. HIguaín voltou para casa como vice.

Manuel Pellegrini (63 anos) – O chileno durou só uma temporada no Real Madrid e costuma ser mais lembrado pelos três anos que passou à frente do Manchester City, com direito à conquista do título inglês de 2014. Atraído pelos salários milionários pagos pela China, dirige atualmente o Hebei Fortune, time dos brasileiros Hernanes e Aloísio.


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Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
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Rafael Reis

Aubameyang no Paris Saint-Germain, Lukaku no Chelsea, Morata no Manchester United, Hazard e Mbappé no Real Madrid.

As principais novelas do futebol europeu para a próxima temporada já não apresentam novidades há alguns dias. E o culpado por essa pasmaceira toda é um só: Cristiano Ronaldo.

A possível saída do astro português do Real simplesmente travou a janela de transferências.

Afinal, os principais clubes do planeta não querem desperdiçar a oportunidade de contratar o melhor jogador do mundo na atualidade. Por isso, colocaram em stand-by qualquer outro negócio que possa ameaçar a chegada do camisa 7.

Foi o que fez, por exemplo, o PSG, clube apontado pela imprensa espanhola como favorito para tirar Cristiano Ronaldo de Madri.

O time francês negocia há meses com o Borussia Dortmund a contratação de Aubameyang, artilheiro do último Campeonato Alemão. O valor do negócio giraria em torno de 70 milhões de euros (R$ 260 milhões).

A transferência parecia bem encaminhada, mas esfriou nos últimos dias. Motivo: a proposta de 150 milhões de euros (R$ 556 milhões) que será apresentada por CR7 tornam a compra do goleador da Bundesliga inviável do ponto de vista econômico –apesar de muito rico, o PSG precisa obedecer ao fair-play financeiro.

Algo semelhante acontece com o Chelsea e seu desejo de acertar com Lukaku, atualmente no Everton, para substituir Diego Costa. O possível custo da contratação do belga, algo superior a 100 milhões de euros (R$ 370 milhões), inviabilizaria a contratação do astro do Real Madrid.

Em meio a essa situação, a decisão dos atuais campeões ingleses foi a mais óbvia de todas: deixar Lukaku esperando, concentrar esforços em CR7 e já pensar em um plano B para seu comando de ataque (Lewandowski).

Outro jogador que está com seu destino conectado ao do astro português é Morata. O espanhol tem um namoro avançado com o Manchester United há tempos. Mas o clube inglês também sonha com a recontratação de Cristiano Ronaldo e se vê em um dilema: será que o Real Madrid abriria mão de dois dos seus atacantes simultaneamente e, para piorar, para o mesmo time?

Por fim, há a lista de reforços do próprio Real. O atual bicampeão europeu deseja pelo menos dois novos nomes para sua linha de frente: o meia-atacante belga Hazard, do Chelsea, e a revelação francesa Mbappé, do Monaco.

Realizar uma dessas contratações não é problema, é algo que cabe no orçamento e na montagem do time do técnico Zinédine Zidane. Mas adicionar duas novas estrelas ao elenco só deve ser possível se Cristiano Ronaldo for embora.

A avaliação é clara: a janela de transferências da temporada 2017/18 só vai destravar depois que CR7 decidir seu futuro.


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