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Mistério e polêmicas: quem é o homem que tem revolucionado o Milan?
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Rafael Reis

Trinta e oito milhões de euros (R$ 140 milhões) pela revelação portuguesa André Silva. Mais 44 milhões de euros (R$ 163 milhões) investidos nas contratações de Ricardo Rodríguez, Mateo Musachio e Franck Kessié. E o sonho da chegada de um reforço do peso de Cesc Fàbregas ou Kylian Mbappé.

Depois de anos relegado ao segundo escalão até mesmo do futebol italiano, o Milan se tornou o protagonista do início do período de transferências na Europa. E tudo isso graças ao dinheiro do seu novo proprietário.

Mas, afinal, quem é Li Yonghong, o homem que encabeça o Rossoneri Sport Investment Luxembourg, fundo de investimento que adquiriu em abril 99,92973% das ações do clube italiano e sucedeu Silvio Berlusconi na administração milanista?

O problema é que quase ninguém sabe responder com exatidão essa pergunta.

Até o início das negociações de compra do Milan, Li era um desconhecido até mesmo para a imprensa da China, país onde nasceu. O novo proprietário do clube rossonero não faz parte da lista de bilionários da revista “Forbes”, jamais foi acionista majoritário de uma empresa de porte global e nem ocupou cargo diretivo de um grande conglomerado asiático.

O que se sabe sobre ele é muito pouco. Tem 47 anos, nasceu na China e migrou para Hong Kong duas décadas atrás, é casado com Miss Huang, dona de parte considerável das ações de múltiplas empresas dadas como garantia na compra do clube italiano… Nem mesmo o local de sua residência é conhecido.

Quase todas as outras informações sobre o novo presidente do Milan são histórias que circulam pela imprensa europeia, rumores de redes sociais ou dados que padecem de uma comprovação oficial.

Li é um homem do mercado financeiro, que aparentemente fez fortuna especulando com compra e venda de ações na Bolsa de Hong Kong –trabalhou em duas empresas do setor, a Enson Enterprises Limited e a Grand Dragon International Holdings Co. Ltd.

Seus principais investimentos estariam concentrados em fábricas de embalagens, minas de fosfato e na construção de um prédio em Guangzhou, na China.

O novo dono do Milan também teria sua história marcada por pelo menos três casos de fraudes.

Na década de 1990, Li teria aplicado um golpe em 18 mil clientes de um fundo de investimento que haviam lhe confiado suas economias. O empresário, no entanto, nega que essa história seja verídica.

Além disso, um dos seus irmãos, Li Yongfei, foi preso em 2003 por uma outra fraude financeira. Os rumores dizem que o agora proprietário do Milan escapou de ter o mesmo destino porque fugiu para Honduras.

Já em 2012, Li foi condenado a pagar uma multa de 80 mil euros (R$ 295 mil) por violar as regras da Bolsa de Xangai que preveem a divulgação de dados das empresas que participam do mercado financeiro chinês.

São essas mãos, misteriosas e, no mínimo, polêmicas, que fazem o torcedor do Milan sonhar novamente com a volta de um tempo em que o clube era um dos mais temidos do futebol mundial. O dinheiro para isso já tem sido gasto.


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Mais comportados! Cartões a brasileiros caem 15% na temporada europeia
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Rafael Reis

Os jogadores brasileiros ficaram mais comportados na temporada 2016/17 do primeiro escalão do futebol europeu.

O número de cartões amarelos mostrados a representantes do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França) caiu 15% em relação ao ano anterior.

Foram 397 advertências dadas a 99 atletas diferentes ao longo dos últimos nove meses, 70 a menos do que o total registrado em 2015/16.

O atacante Deyverson, do Alavés, nono colocado do Campeonato Espanhol, foi o recordista brasileiro de amarelos na temporada. O atacante recebeu 14 cartões em 32 partidas disputadas na liga.

A queda no número de expulsões foi ainda mais acentuada. Os jogadores brazucas receberam 18 cartões vermelhos no somatório das cinco competições analisadas. Na temporada passada, foram 28 exclusões.

Quem se destacou negativamente nessa estatística foi um integrante da seleção. O volante Fernandinho, que também atuou improvisado como lateral direito no Manchester City, foi expulso duas vezes na Premier League inglesa.

A redução na punição a jogadores brasileiros no primeiro escalão do futebol europeu não é uma simples questão matemática. Ela demonstra que houve uma evolução disciplinar dos atletas brazucas nesta temporada.

Isso porque, ao contrário do número cartões, a presença brasileira em campo nos cinco campeonatos nacionais mais importantes do continente cresceu. Ou seja, mesmo jogando mais, nossos atletas foram menos avertidos.

Um dado deixa isso bem claro: na atual temporada, os jogadores brasileiros receberam um cartão amarelo a cada 442 minutos (4,9 partidas) que ficaram em campo. Na anterior, era uma advertência a cada 370 minutos (4,1 jogos).


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Gols brasileiros na Europa crescem e atingem maior marca em 6 anos
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Rafael Reis

Neymar pode até não ter tido seu melhor ano com a camisa do Barcelona. Mas isso não significa que os atacantes brasileiros ficaram devendo na temporada europeia.

Muito pelo contrário: há seis anos as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente não viam tantas bolas serem empurradas para as redes por representantes do futebol pentacampeão mundial.

Somadas as primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, jogadores de cidadania brasileira anotaram 223 gols em 2016/17, 11 a mais do que na temporada anterior.

Trata-se da maior marca desde 2010/11, quando foram anotados 226 tentos com DNA tupiniquim.

Apesar de ter passado longe de repetir os 24 gols feitos no Campeonato Espanhol de 2015/16, Neymar ainda dividiu com Philippe Coutinho o posto de principal artilheiro brasileiro das principais ligas nacionais da Europa.

O atacante do Barcelona e o meia do Liverpool marcaram 13 vezes cada em seus respectivos campeonatos.

Também nascido no Brasil, Diego Costa, colocou 20 bolas na rede com a camisa do Chelsea e foi o quarto colocado na artilharia da Premier League inglesa. No entanto, seus gols são oficialmente computados para a Espanha, país que decidiu defender.

Mesmo com o crescimento no número de gols anotados por brasileiros nas principais competições do planeta, a marca desta temporada ainda está distante do auge da artilharia nacional na Europa.

Em 2007/08, os brazucas marcaram 373 vezes nas cinco ligas analisadas, sendo 106 delas só no Espanhol. Na ocasião, Luís Fabiano (Sevilla) foi o terceiro na artilharia, com 24 gols, e Ricardo Oliveira (Betis) ficou em sexto, com 18.

A liga espanhola continua sendo a de maior poderio ofensivo brasileiro, ainda que os números de agora sejam bem mais modestos.

Na recém-encerrada temporada, foram 83 tentos brasileiros na primeira divisão espanhola marcados por 19 jogadores diferentes. Entre eles, estão Neymar, Marcelo, Ganso, Casemiro e Willian José, mas também Douglas (ex-São Paulo), Petros e Luciano (ex-Corinthians).


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Rafael Reis

Três anos depois de ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, o Brasil já começou a recuperar o prestígio internacional que costumava ostentar antes do vexame na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Prova disso é que a participação brasileira nos gramados do primeiro escalão do futebol internacional não para de crescer e já é inclusive superior a do período anterior ao último Mundial.

De acordo com informações do banco de dados “O Gol”, atletas representantes do único país pentacampeão mundial permaneceram dentro de campo durante 175.721 minutos nas cinco principais ligas nacionais da Europa na atual temporada.

Esse dado significa um crescimento de 1,6% em relação à temporada anterior e a melhor marca desde os 200.084 minutos registrados em 2009/10.

Mais que isso: essa é a primeira vez que a participação de jogadores brasileiros nos mais importantes campeonatos nacionais do planeta chega ao patamar anterior ao do fracasso dos comandados de Luiz Felipe Scolari ante a Alemanha.

Em 2013/14, logo antes da Copa, os clubes espanhóis, ingleses, alemães, italianos e franceses usaram atletas “brazucas” durante 174.194 minutos na primeira divisão de suas ligas. Coincidência ou não, na temporada seguinte, essa utilização despencou 10%.

O déficit já começou a ser reduzido na última temporada. E a recuperação se tornou completa ao longo dos últimos nove meses.

Na recém-encerrada temporada, 108 jogadores brasileiros foram escalados para participar das cinco principais ligas nacionais do planeta. O Italiano foi o campeonato que usou a maior variedade de atletas com cidadania brasileira (39).

No entanto, foi a primeira divisão espanhola quem mais deu oportunidade para os representantes do futebol pentacampeão mundial. Foram 47.539 minutos de Neymar, Marcelo, Casemiro e cia…

O lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes, foi o brasileiro que mais participou dos campeonatos nacionais nesta temporada. O ex-Botafogo e Internacional ficou em campo em 3.382 dos 3.420 minutos possíveis no Francês.

Quem aparece do outro lado da tabela é o meia Matheus Pereira, revelado pelo Corinthians e hoje nas categorias de base da Juventus, que disputou apenas cinco minutos do Italiano com a camisa do Empoli.


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Rafael Reis

Os estádios não estão vazios, e os clubes não têm do que reclamar em relação à venda de ingressos. Mesmo assim, a elite do futebol europeu ligou o sinal amarelo e anda preocupa com a redução na presença de torcedores nas arenas.

Isso porque a recém-encerrada temporada 2016/17 registou o menor público dos últimos dez anos.

Pela primeira vez desde 2007, a média de público das cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanhol, Inglês, Alemão, Italiano e Francês) ficou abaixo dos 29 mil torcedores por partida.

Foram vendidos pouco mais de 52,6 milhões de ingressos para os 1.826 jogos da primeira divisão desses cinco países. Na média, 28.837 pagantes para cada confronto, contra 29.192 da temporada passada.

A maior queda foi justamente a registrada na liga campeã de presença de público na Europa. A Bundesliga alemã teve uma redução de 4,3% no número de torcedores nas arenas –a média caiu de 43.309 pessoas por jogo para 41.518.

Já a Premier League (média de 35.821 por partida) teve sua primeira redução de público dos últimos cinco anos.

Entre as cinco ligas analisadas, a única que registrou aumento (ainda que mínimo) na presença de torcedores nos estádios nesta temporada foi a espanhola, que viu sua média crescer de 27.755 pessoas por partida para 27.856.

Três dos cinco clubes campeões de audiência do continente também não conseguiram repetir nesta temporada seus melhores resultados.

O Borussia Dortmund, que continua sendo o recordista de público do futebol europeu, fechou seu primeiro Campeonato Alemão desde 2011 com média inferior a 80 mil torcedores por jogo no Westfalenstadion.

Já o Barcelona não conseguiu alcançar a casa das 78 mil pessoas por partida, que havia sido superada na temporada passada. Até mesmo o Real Madrid, campeão espanhol e finalista da Liga dos Campeões, ficou aquém da marca de 2015/16 –média de 69.170 torcedores por jogo, contra 69.736 do ano anterior.

MAIORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Borussia Dortmund (ALE) – 79.653 (81178), primeiro abaixo de 80 desde 2011
Barcelona (ESP) – 77.944
Manchester United (ING) – 75.290
Bayern de Munique (ALE) – 75.000
Real Madrid (ESP) – 69.170

MENORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Leganés (ESP) – 9.847
Monaco (FRA) – 9.499
Empoli (ITA) – 9.483
Crotone (ITA) – 7.868
Eibar (ESP) – 5.363


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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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Após 1.050 dias de banco, goleiro ex-Corinthians volta a jogar… e leva 5
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Rafael Reis

Depois de quase três anos sentado no banco de reservas, o goleiro brasileiro Rubinho, 34, ex-Corinthians, voltou neste domingo a disputar uma partida oficial.

Só que o retorno não foi como ele esperava. Escalado como titular do Genoa na 30ª rodada do Campeonato Italiano, acabou vazado cinco vezes na derrota por 5 a 0 para o Atalanta.

A goleada foi a primeira apresentação de Rubinho desde o dia 18 de maio de 2014, quando permaneceu em campo por 37 minutos na vitória por 3 a 0 da Juventus sobre o Cagliari, na despedida da temporada 2014/15.

No total, o brasileiro ficou 1.050 dias sem disputar uma partida oficial. Foram duas temporadas inteiras como terceiro goleiro da Juve, cinco meses de desemprego entre julho e agosto do ano passado, uma rápida passagem de um mês no Como e quase três meses como reserva do Genoa.

Ele ganhou uma chance para voltar a jogar contra a Atalanta porque o titular da meta genovesa, Mattia Perin, está machucado e seu reserva imediato, Eugenio Lamanna, não vem atravessando um bom momento.

Irmão do ex-volante Zé Elias, hoje comentarista da ESPN, e revelado nas categorias de base do Corinthians, Rubinho passou por todas as seleções brasileiras de base e está na Europa desde 2005.

Após passagens por Hellas Verona, Vitória de Setúbal, Genoa, Palermo, Livorno e Torino, o goleiro foi contratado em 2012 para fazer parte do elenco da Juventus, o clube mais vitorioso do futebol italiano.

A ida para a Vecchia Signora pode até ter rendido um bom dinheiro para Rubinho, mas acabou interrompendo sua trajetória dentro de campo.

À sombra de Gianluigi Buffon, um dos maiores nomes da história da posição, o brasileiro virou terceira opção no gol da Juve e atuou por apenas 47 minutos ao longo de quatro anos no clube alvinegro.

No final da temporada passada, a atual pentacampeã italiana optou por não renovar seu contrato e o deixou desempregado.

“Ninguém me informou de nada. Só deixaram acabar o contrato e me mandaram uma mensagem por telefone avisando que haviam feito uma homenagem para mim na página do clube. Não queria fogos de artifício, mas esperava que tivessem me avisado antes que eu pudesse correr atrás de algo”, disse, em setembro.

Rubinho ficou parado até dezembro, quando assinou com o Como, da terceira divisão italiana. Antes de estrear, recebeu uma proposta para retornar ao Genoa e voltou à elite do calcio.


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Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso? Compare
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Rafael Reis

O primeiro era um garoto de 20 anos tratado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, campeão olímpico e que vinha recebendo as primeiras oportunidades na seleção principal.

O segundo era um meia de 27 anos reconhecido como um dos jogadores mais técnicos e talentosos do país, que havia acabado de ser convocado para disputar a Copa América Centenário e parecia estar retornando aos melhores momentos do seu futebol.

Sete meses atrás, Gabigol e Ganso chegaram à Europa cercados de expectativa para a primeira experiência internacional de suas carreiras.

E hoje, relegados a meros figurantes dos elencos de Inter de Milão e Sevilla, respectivamente, só disputam um triste posto. Afinal, qual dos dois é a maior decepção do futebol brasileiro na atual temporada europeia?

Para te ajudar a dar uma opinião mais embasada sobre essa triste disputa, comparamos abaixo algumas marcas de Gabigol e Ganso na temporada de estreia no futebol europeu:

OPORTUNIDADES:

Gabigol ficou 16 minutos em campo na quarta partida da Inter de Milão após sua chegada, depois passou quase três meses sem atuar e voltou a receber chances nas últimas semanas. No total, disputou oito partidas pelo clube italiano, mas só uma como titular, o que explica só ter 153 minutos de futebol na Itália.

Ganso era peça importante para Jorge Sampaoli no começo da temporada e foi titular em três dos primeiros sete jogos do Sevilla em 2016/17. No entanto, está sem jogar desde 4 de janeiro e chegou a emendar oito partidas consecutivas sem sequer ficar no banco de reservas. O meia tem 12 partidas e 644 minutos de bola na temporada.

DESEMPENHO:

Apesar de ter sido pouco utilizado, Gabigol já foi decisivo para uma vitória da Inter. Seu único gol pelo clube de Milão foi o da vitória por 1 a 0 sobre o Bologna, na 25ª rodada do Campeonato Italiano. Até hoje, o ex-santista não deu nenhuma assistência para seus companheiro.

Ganso também só marcou um gol na Europa até o momento, mas ele teve pouca importância: foi o primeiro do 9 a 1 sobre o modestíssimo Formentera, da quarta divisão espanhola, em jogo válido pela Copa do Rei. Na mesma partida, o meia deu um dos seus três passes para gol na temporada –também distribuiu uma assistência no jogo de ida do mesmo mata-mata e na vitória por 2 a 1 sobre o Alavés, na sétima rodada do Espanhol.

ADVERSÁRIOS:

Gabigol tem um tarefa inglória se quiser jogar como centroavante na Inter: desbancar o argentino Mauro Icardi, capitão e principal jogador da equipe italiana. Pelos lados do campo, seus principais adversários são Antonio Candreva e Éder, jogadores da seleção italiana, e Ivan Perisic, um dos destaques da Croácia na última Eurocopa.

Ao longo de sua primeira temporada no Sevilla, Ganso rodou por praticamente todas as funções do meio-campo. Ou seja, todo meia do clube espanhol é um potencial rival por vaga entre os titulares. Os homens mais utilizados por Sampaoli nesse setor do campo são os volantes Iborra, N’Zonzi e Kranevitter e os ofensivos Vitolo, Nasri, Sarabia e Franco Vázquez.

PREÇO:

Gabigol custou 29,5 milhões de euros (R$ 98 milhões). Foi o segundo maior investimento da Inter de Milão para a temporada e uma das cinco maiores vendas para o exterior da história dos clubes brasileiros.

Até por ser mais velho, Ganso não custou tanto quanto o atacante. O ex-jogador do São Paulo foi contratado por 9,5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) e protagonizou a terceira contratação mais cara do Sevilla para a temporada.

PERSPECTIVAS FUTURAS:

A juventude e o contrato por mais três temporadas dão a Gabigol tempo de sobra para se recuperar e explodir no futebol italiano. Ainda que a Inter opte por emprestar o jogador para que ele adquira mais experiência internacional, a projeção alcançada pelo atacante durante o período no Santos deve ser suficiente para levá-lo a um time competitivo.

Ganso também tem contrato até 2021, mas possui idade e mercado menos favoráveis para desabrochar na Europa. Com uma carreira errática e dificuldade para colocar em prática todo o talento que possui, o meia dificilmente conseguiria um outro clube de primeiro escalão para defender no Velho Continente. Já no Brasil, as portas estão abertíssimas para recebê-lo de volta.


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Fim das retrancas: Europa vê maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
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Rafael Reis

O Campeonato Espanhol não vê um 0 a 0 há mais de um mês. No Inglês, só três dos 20 clubes participantes têm média inferior a um gol por partida. E, no Italiano, três jogadores já romperam a casa dos 20 gols só nesta edição.

Esses não são fatos isolados. O primeiro escalão do futebol europeu (e, consequentemente, mundial) foi tomado por uma verdadeira de chuva de gols nesta temporada.

Somando os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês), temos até agora em 2016/17 um total de 1.678 partidas e 4.593 gols. A média de 2,78 gols por partida é a mais alta dos últimos 39 anos.

Para encontrar uma temporada com fartura de bolas na rede superior à atual é preciso voltar a 1977/78, quando a grande maioria dos jogadores profissionais de hoje ainda nem tinham nascido.

Na ocasião, as cinco grandes ligas europeias registraram uma média de 2,79 gols por jogo, só um pouquinho acima da vista nesta temporada.

Nos últimos 39 anos, a média de gols da elite da bola variou entre 2,38 gols por partida, em 1991/92, ainda na ressaca da seca da Copa do Mundo-1990, e 2,76, marca registrada três temporadas atrás.

Em 2016/17, todas as cinco grandes ligas nacionais da Europa ostentam médias superiores a 2,5 gols por jogo. A Espanha é a que possui a média mais alta: 2,91, a mais elevada no país em 54 anos.

Inglaterra e Itália também apresentam marcas histórias em relação ao número de bolas na rede. No caso da primeira divisão inglesa, a média atual (2,84) é a mais alta desde 1968. Já os italianos têm nesta temporada o melhor resultado ofensivo (2,79) desde 1993.

O maior goleador das principais ligas da Europa vem da França. O uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, já marcou 27 vezes, quatro a mais que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, o segundo colocado na lista.

Curiosamente, o ataque mais produtivo também vem da Ligue 1, tradicionalmente um dos campeonatos nacionais de futebol menos vistoso e ofensivo do continente.

O Monaco, que eliminou o Manchester City da Liga dos Campeões e desponta como a grande sensação da temporada, marcou 84 vezes nas primeiras 29 rodadas do Francês. Uma média que beira o inacreditável: 2,89 gols por partida.

As oitavas de final da Champions, aliás, mostraram bem essa nova cara do futebol europeu.

Tivemos dois placares de 5 a 1, um 5 a 3, outro 6 a 1 e mais um 4 a 2. No total, foram registrados 62 gols em apenas 16 partidas. Isso dá uma média de 3,87 gols por jogo.

E, vale lembrar, esses jogos reuniram aqueles que são em tese os 16 clubes mais fortes da Europa na atualidade, o que derruba o argumento de que a chuva de gols desta temporada seja apenas um reflexo da diferença técnica entre as equipes mais poderosas e as mais fracas.

Resumindo: o futebol europeu pegou gosto pelo gol. E quem ganha com isso são todos aqueles que gostam de um futebol bem jogado. Ou seja, eu… e imagino que vocês também.


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