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Por onde andam os jogadores do time dos “galácticos” do Real Madrid?
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Rafael Reis

Pode um único clube concentrar os jogadores mais caros e conhecidos do futebol mundial? O empresário espanhol do ramo da construção civil Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, acreditava que sim e tratou de transformar seu projeto em realidade.

Durante seis anos, de 2000 a 2006, o dirigente tratou de levar para a capital espanhola todo jogador que considerasse ter potencial para ser eleito o melhor do planeta ou, pelo menos, vender alguns milhões de camisas.

Os “galácticos” do Real Madrid nem conquistaram tantos títulos assim (uma Liga dos Campeões e dois Espanhóis, apenas), mas ajudaram a consolidar o marketing do clube como um fenômeno global e o paraíso das estrelas da bola.

O “Por Onde Anda” desta quinta-feira não irá mostrar os paradeiros dos jogadores de um time de sucesso em uma determinada temporada ou competição, mas sim dos atletas mais importantes que fizeram parte deste projeto megalomaníaco, o Real Madrid dos “galácticos”.

POR ONDE ANDA – REAL MADRID GALÁCTICO (2000 a 2006)?

Iker Casillas (35 anos) – Dono da meta do Real Madrid por mais de uma década e meia, o prata da casa é um dos poucos integrantes do “projeto galáctico” que ainda continua em atividade. O goleiro, campeão mundial (2010) e bi europeu (2008 e 2012) com a Espanha, defende o Porto desde que deixou seu clube formador, em 2015. Após a Euro-2016, deixou de ser convocado para a seleção.

Roberto Carlos (44 anos) – Estrangeiro que mais vestiu a camisa Real Madrid (527) em todos os tempos, o lateral esquerdo que marcou época na Espanha e na seleção brasileira se aposentou em 2012. Desde então, trabalhou como técnico do Anzhi, da Rússia, de dois times da Turquia (Sivasspor e Belediyespor) e do Dehli Dynamos (Índia). Atualmente, desempenha a função de embaixador do Real no exterior.

Raúl González (39 anos) – Maior artilheiro do Real até a aparição de Cristiano Ronaldo, Raúl Madrid, como ficou conhecido, deixou o clube em 2010 e defendeu Schalke 04, Al Sadd (Qatar) e New York Cosmos nos últimos cinco anos de sua carreira. De volta à Espanha após alguns anos morando nos EUA, ele trabalhará como assessor presidencial do Real a partir da próxima temporada.

Luís Figo (44 anos) – O melhor jogador do mundo em 2001, cuja transferência do Barcelona para o Real Madrid é considerada como o pontapé inicial do projeto galáctico, está aposentado há oito anos. Hoje em dia, Figo é um empresário com investimentos em diferentes áreas em Portugal. Dois anos atrás, lançou-se candidato à presidência da Fifa, mas desistiu da campanha às vésperas da eleição.

Zinedine Zidane (44 anos) – O autor do gol mais emblemático da “era galáctica” (o sem-pulo contra o Bayer Leverkusen, na decisão da Liga dos Campeões de 2002) é também aquele que vive o melhor momento na carreira. Ex-auxiliar de Carlo Ancelotti e técnico do Real Madrid Castilla entre 2014 e 2016, Zidane assumiu no ano passado o comando da equipe principal do clube espanhol e logo de cara conquistou o título da Champions.

Ronaldo (40 anos) – O Fenômeno desembarcou no Real Madrid logo depois da conquista da Copa-2002 com a seleção brasileira e vestiu por cinco temporadas a vitoriosa camisa branca. Aposentado desde o fim de sua passagem pelo Corinthians, em 2011, possui uma vasta gama de negócios e investimentos. Também comenta os jogos da seleção brasileira na TV Globo e é embaixador do Real.

David Beckham (41 anos) – O popstar daquela equipe, ficou conhecido como sinônimo de homem elegante e bonito, foi durante anos o jogador de futebol que mais ganhou dinheiro no planeta e até hoje estrela incontáveis campanhas publicitárias. Casado com Victoria Beckham, ex-integrante do Spice Girls, está aposentado há quatro anos. Pretende estrear em 2019 como dono de time – é um dos acionistas da nova equipe de Miami que planeja entrar na MLS.

Michael Owen (37 anos) – O garoto de ouro do futebol inglês no fim dos anos 1990 chegou ao Real Madrid em 2004, já debilitado por uma série de problemas físicos que impediram sua carreira de alcançar todo potencial que possuía. Sem jogar profissionalmente desde 2013, é um dos proprietários de uma rede social esportiva.

Robinho (33 anos) – Um dos últimos grandes investimentos da “era galáctica” era para ter sido o jogador capaz de fazer a transição do Real Madrid dos anos 2000 para a equipe da década de 2010. Mas, no meio do caminho, Robinho decidiu trocar a Espanha pelo projeto de novo rico do Manchester City. No ano passado, reencontrou o bom futebol no Atlético-MG e foi um dos artilheiros do Brasileiro.

Antonio Cassano (34 anos) – Uma espécie de Mario Balotelli da década passada, o atacante italiano teve no Real Madrid a oportunidade de ouro para se firmar como um dos grandes jogadores do futebol mundial. Mas a cabeça pequena e a barriga grande atrapalharam. Cassano está desempregado desde janeiro, mas promete que voltará à primeira divisão italiana na próxima temporada.

Vicente del Bosque (66 anos) – Único treinador que conseguiu domar a fogueira das vaidades do vestiário do Real Madrid durante os anos galácticos, conquistou a Liga dos Campeões em 2002 e deixou o clube no ano seguinte. Encontrou a consagração na seleção espanhola, onde permaneceu por oito anos e faturou o inédito título mundial (2010). Está aposentado desde o fim da Euro-2016.


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7 transferências dos anos 1990 que parecem absurdas hoje em dia
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Rafael Reis

O futebol muda. O dinheiro e o sucesso trocam de mãos. Times que eram gigantes praticamente caem no esquecimento, enquanto novas forças surgem empurradas por proprietários milionários ou muito trabalho.

Até por isso, muita coisa que aconteceu no passado da modalidade simplesmente não faz sentido para nossos olhos e repertórios de informações atuais.

Listamos abaixo sete transferências internacionais dos anos 1990 que certamente não se repetiriam nos dias de hoje. E, mais que isso, que chegam até a parecer estranhas para quem não viveu aquela época.

ROMÁRIO
Foi do Barcelona para o Flamengo em 1995
Romário
Seis meses depois de ser o protagonista da conquista do tetracampeonato da Copa do Mundo com a seleção brasileira, o melhor jogador do planeta de 1994 decidiu dar um basta em sua carreira na Europa e voltar para o calor do Rio de Janeiro. Com uma poderosa e inusitada campanha de marketing, o Flamengo conseguiu repatriar o Baixinho e construir o “melhor ataque do mundo” (Sávio, Romário e Edmundo), que não deu muito certo.

RONALDO
Foi do Barcelona para a Inter de Milão em 1997
RONALDO
Vocês conseguem imaginar Messi ou Cristiano Ronaldo deixando o futebol espanhol para jogar na Itália? E ainda por cima para defender outro clube que não a Juventus? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu em 1997. Ronaldo, ainda antes de ganhar o apelido Fenômeno, havia acabado de ser eleito o melhor jogador do mundo e fazer uma temporada de estreia histórica pelo Barcelona quando se mandou para a Inter de Milão, uma das potências do campeonato nacional mais forte e rico da época, o Italiano.

DENILSON
Foi do São Paulo para o Betis em 1998
Denilson
Hoje em dia, uma jovem estrela do São Paulo frequentemente convocada para seleção brasileira se transferir para o Betis já seria algo bizarro. Agora, essa transferência ser a mais cara da história do futebol mundial é algo que chega a beirar a insanidade. Sim, Denilson, aquele que hoje é comentarista da Band, foi para o clube espanhol por uma fortuna até então jamais paga por um jogador de futebol: 32 milhões de dólares.

DAVID GINOLA
Foi do Paris Saint-Germain para o Newcastle em 1995
Ginola
O meia francês era um dos principais astros do Paris Saint-Germain quando aceitou o convite para vestir a camisa do Newcastle e jogar na Premier League. Só que naquela época, 22 anos atrás, o PSG ainda não era rico, não tinha ambição de vencer a Liga dos Campeões da Europa e nem mesmo era a principal potência da França. Já o Newcastle, era uma força da Inglaterra, não um time da segunda divisão.

DEJAN PETKOVIC
Foi do Real Madrid para o Vitória em 1997
Petkovic
Um sérvio ir parar na Bahia é algo que certamente não se vê todo dia. Agora, um sérvio deixar o Real Madrid para jogar no Vitória é daquelas situações que só acontecem uma vez por século. Petkovic já tinha oito jogos pelo time principal do Real e nenhum vínculo com o Brasil quando foi descoberto pelo time baiano em um torneio amistoso e aceitou convite para ser emprestado ao Vitória. Deu tão certo que Pet virou ídolo no novo país e também passou por Flamengo, Vasco, Fluminense, Goiás, Santos e Atlético-MG.

CÉSAR SAMPAIO, EVAIR E ZINHO
Foram do Palmeiras para o Yokohama Flugels em 1995
Cesar Sampaio
Três das estrelas do Palmeiras na conquista do bicampeonato brasileiro, em 1993 e 1994, decidem deixar o país seduzidos por propostas milionárias vindas do Oriente. Parece até algo atual, né? Só que eles não foram para a China, mas sim para o Japão, o mercado asiático que, naquele momento, havia acabado de descobrir o futebol e investia pesado para atrair jogadores de fama internacional para turbinar sua liga.

ANTÔNIO CARLOS
Foi do São Paulo para o Albacete em 1992
Zago
O hoje treinador do Internacional havia conquistado o título da Libertadores do São Paulo quando aceitou uma proposta de transferência para o futebol espanhol. Até aí nada demais, certo? Mas seu destino não foi nenhum Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid ou mesmo Sevilla. Zago foi parar no Albacete, clube que hoje está na terceira divisão do Campeonato Espanhol.


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Debandada e crises de Cosmos e time de Ronaldo põem em risco liga dos EUA
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Rafael Reis

Considerada a segunda divisão do futebol profissional dos Estados Unidos, a NASL (North American Soccer League) está à beira do colapso.

A liga, que conta com as participações do tradicional New York Cosmos e do Fort Lauderdale Strikers, time que tem Ronaldo como um dos proprietários, pode ser reclassificada e corre até risco de ter de fechar as portas.

NASL

Os motivos principais são a debandada de equipes para as outras ligas do soccer e os problemas financeiros enfrentados por algumas das franquias vitais para sua sobrevivência.

Dos 12 times que disputaram a última edição da NASL, três não voltarão para a próxima temporada porque decidiram migrar para outras ligas.

O Minnesota United, uma das equipes de maior público da competição, estreará em 2017 na MLS (Major League Soccer), o primeiro escalão do futebol nos EUA.

Já o Ottawa Fury e o Tampa Bay Rowdies preferiram deixar a liga para disputar a USL (United Soccer League), liga equivalente à terceira divisão nacional, mas que tem apresentado resultados financeiros melhores que a NASL.

Além disso, outros quatro dos seus participantes estão enfrentando problemas financeiros que ameaçam a continuidade na liga e até mesmo sua existência.

Um deles é o Fort Lauderdale Strikers. Comandado por um grupo de empresários brasileiros, entre eles Ronaldo Fenômeno, o time da Flórida está à venda. De acordo com a imprensa americana, os atuais proprietários já informaram a liga que não manterão a operação por muito tempo.

Atrasos nos salários e dispensa de jogadores e funcionários também têm feito parte da rotina do Jacksonville Armada e do Rayo OKC.

Para piorar, a situação do New York Cosmos, franquia símbolo da NASL e que já teve Pelé, Beckenbauer e Carlos Alberto Torres nas décadas de 1970 e 1980, é ainda mais crítica.

O time tem perdido torcedores e, principalmente, mercado para as outras duas equipes da cidade, o New York Red Bulls e o New York City, que participam da MLS.

A franquia já demitiu todos os jogadores que ainda tinham contrato e, sem acordo de locação de nenhum estádio, ficou impossibilitada de vender ingressos para a próxima temporada e antecipar receitas.

Fechado por “tempo indeterminado”, o atual campeão não estará na próxima temporada e tentará voltar em 2018, um baque que pode custar a própria existência da NASL.

A liga, que já corre o risco de perder o posto de “segunda divisão” para a USL pode ter em 2017 a participação de apenas seis equipes, o que a deixaria praticamente inviável do ponto de vista financeiro.

Na melhor das hipóteses, a próxima temporada da NASL terá nove times –os oito sobreviventes, além do estreante San Francisco Deltas.

A liga já faliu uma vez, em 1984, e ficou 26 anos sem ser disputada até renascer cinco anos atrás. Agora, corre risco mais uma vez.


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Maior tabu, Brasil não bate Colômbia nas eliminatórias desde Kaká e Ronaldo
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Rafael Reis

Embalada pela vitória por 3 a 0 sobre o Equador, na estreia do técnico Tite, a seleção terá pela frente nesta terça-feira, em Manaus, um dos seus maiores tabus nas eliminatórias da Copa do Mundo.

A Colômbia é, ao lado da Bolívia, a adversária que o Brasil não derrota há mais tempo no torneio qualificatório sul-americano para o Mundial.

Nos dois casos, a última vitória brasileira aconteceu ainda no primeiro turno das eliminatórias da Copa-2006, época em que o time pentacampeão mundial ainda contava com Kaká e Ronaldo.

Os dois ex-melhores jogadores do planeta marcaram os gols da vitória por 2 a 1 sobre os colombianos, no dia 7 de setembro de 2003, em Barranquilla.

Desde então, foram três encontros entre as duas equipes nas eliminatórias. E todos terminaram com o mesmo placar: empates por 0 a 0.

Fora das eliminatórias, no entanto, os confrontos entre Brasil e Colômbia têm sido muito mais frequentes e movimentados.

Em 2014, os brasileiros bateram a equipe de James Rodríguez nas quartas de final da Copa do Mundo, mas perderam Neymar, machucado.

No ano seguinte, foi a vez de a Colômbia se dar melhor em uma partida da primeira fase da Copa América.

O encontro mais recente aconteceu há menos de um mês, entre as equipes olímpicas dos dois países. Com gols de Neymar e Luan, o Brasil venceu por 2 a 0 e avançou para as semifinais dos Jogos do Rio-2016.

Na partida válida pelas eliminatórias nesta terça, os colombianos terão os desfalques do volante Daniel Torres e do atacante Teo Gutiérrez. Já Tite poderá escalar a mesma equipe de sua estreia na seleção.

O Brasil tem 12 pontos no qualificatório e ocupa a quinta colocação, posto que o levaria para a repescagem. Com um ponto a mais, a Colômbia é a terceira e está na zona de conquista de uma das vagas da América do Sul para a Copa da Rússia-2018.


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