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Dia da Mentira: 5 grandes "fake news" do futebol mundial

Rafael Reis

2001-04-20T18:04:00

01/04/2018 04h00

1º de abril é consagrado no Brasil como o "Dia da Mentira". E o futebol, assim como outros segmentos que despertam paixão na sociedade, é um terreno fértil para a propagação de histórias que não são tão verdadeiras assim.

Você possivelmente já ouviu falar que Lionel Messi é autista, que o meia italiano Marco Verratti é um transexual ou que o filho mais velho de Cristiano Ronaldo é um clone do jogador. Bem, esses três clássicos da cultura futebolística contemporânea não passam de lendas urbanas, ou fake news, para usar um termo mais da moda.

Conheça abaixo outras cinco grandes mentiras do futebol mundial que repercutiram (e ainda repercutem) bastante entre torcedores e fãs da modalidade:

FORTALEZA?

Duas lendas do futebol italiano, Franco Baresi e Paolo Maldini jogaram juntos no miolo de zaga do Milan em 196 partidas e concederam apenas 23 gols aos adversários. Esse boato surgiu em 2015 e foi tão forte que até mesmo as redes sociais do Campeonato Italiano ajudaram a passa-lo adiante. Mas, na verdade, os dois defensores atuaram juntos em 297 partidas (a maioria delas com Maldini na lateral esquerda, e não como zagueiro), nas quais o Milan sofreu 221 gols.

NOVO PELÉ-GARRINCHA?

Pelé e Garrincha realmente nunca perderam uma partida em que estiveram juntos em campo pela seleção brasileira. Mas o mesmo não vale para Romário e Ronaldo. A dupla Ro-Ro, como ficou conhecida em meados da década de 1990, fez muito sucesso e venceu 14 dos 19 jogos que disputou. No entanto, foi derrotada em dois amistosos: 4 a 2 contra a Noruega, em 1997, e 1 a 0 ante a Argentina, no ano seguinte.

MIL GOLS. SERÁ MESMO?

Todos os jogadores que chegaram a 1.000 gols na carreira, até mesmo Pelé, aproveitaram-se de contas meio marotas para alcançar a marca. Mas a grande lenda que virou "verdade" a respeito desse tema é a que envolve Arthur Friedenreich, o primeiro craque do futebol brasileiro. Durante muito tempo acreditou-se que "El Tigre" havia balançado as redes 1.329 vezes. No entanto, o livro "Friedenreich – A saga de um craque nos primeiros tempos do futebol brasileiro", lançado em 2013 pelo jornalista Luiz Carlos Duarte, derruba essa tese e diz que o atacante fez "apenas" 595 gols.

CRUYFF BOICOTOU A COPA?

Maior nome da história do futebol holandês, Johan Cruyff só disputou uma Copa do Mundo, em 1974. Quatro anos depois, ele decidiu não ir ao Mundial na Argentina em boicote à ditadura militar do país-sede. Bem, essa é a versão que se popularizou pelo planeta. No entanto, em 2010, o craque revelou o verdadeiro motivo da ausência na Copa-1978: depois de um assalto à sua casa, em que bandidos chegaram a colocar uma arma em sua cabeça, ele decidiu que não queria mais passar longos períodos longe da família.

A DITADURA VETOU MARADONA?

Uma outra lenda bastante difundida a respeito da Copa de 1978 é que a ditadura argentina teria proibido a convocação de Diego Maradona, então um garoto abusado de 17 anos que fazia sucesso no Argentinos Juniors. No entanto, o técnico César Luis Menotti sempre negou essa história e assumiu para si a responsabilidade de ter deixado o futuro astro fora do Mundial. De acordo com o treinador, Maradona não foi chamado por que tinha pouca experiência.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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