Blog do Rafael Reis

Dia das Crianças: 7 craques que começaram a brilhar cedo no mundo da bola

Rafael Reis

Com que idade um jogador de futebol pode fazer sucesso no meio dos profissionais? Na maioria dos casos, a maturidade só chega aos 20 e poucos anos. É por isso que existem competições específicas para atletas sub-15, sub-17, sub-20 e até sub-23.

Mas há casos excepcionais de jogadores que começam a brilhar bem mais cedo, antes mesmo de entrar na maioridade legal, e viram os grandes nomes de seus times (ou até de suas seleções) quando ainda estão com os rostos cheios de espinhas.

No Dia das Crianças, relembramos sete astros precoces, grandes nomes da história do futebol mundial e da contemporaneidade que começaram a fazer sucesso ainda na adolescência.

PELÉ

O maior nome da história do futebol também foi o grande craque adolescente de todos os tempos. Pelé estreou como profissional do Santos quando tinha apenas 15 anos. Aos 16, chegou à seleção brasileira. E, no ano seguinte, já ajudou a seleção brasileira a faturar seu primeiro título mundial, na Copa-1958, na Suécia. Vale lembrar que Pelé não apenas fez parte do grupo campeão, mas foi um dos protagonistas da conquista, com direito a dois gols na final contra os anfitriões.

LIONEL MESSI

O camisa 10 deixou a Argentina para se juntar às categorias de base do Barcelona aos 13 anos e cresceu sendo tratado como uma pedra preciosa a ser lapidada. Três anos após a chegada à Europa, Messi já disputou um amistoso pela equipe adulta. Pouco depois do seu 17º aniversário, participou de sua primeira partida. Na conquista da Champions de 2005/06, quando tinha 18 anos, já era um jogador importante do elenco.

NEYMAR

Assim como Messi, ganhou o rótulo de craque muito cedo e passou a adolescência cercado de expectativas. Quando ainda era praticamente uma criança, quase se transferiu para o Real Madrid. O interesse espanhol lhe rendeu um salário digno de adulto ainda nas categorias de base. Neymar ganhou sua primeira chance no time adulto um mês após completar 17 anos e rapidamente virou o grande nome do futebol brasileiro. No ano seguinte, já viu um grande lobby de torcedores e imprensa para ser incluído na lista de convocados para a Copa do Mundo-2010, o que não aconteceu.

KYLIAN MBAPPÉ

Protagonista da transferência mais cara da história envolvendo um jogador sub-20 (180 milhões de euros, por sua ida para o Paris Saint-Germain), o atacante tem só 19 anos, mas já é campeão da Copa do Mundo como um dos principais jogadores da seleção francesa. Mais impressionante ainda é o que Mbappé fez dois anos atrás. Em 2016/17, conduziu o Monaco até as semifinais da Champions e marcou seis vezes nos últimos seis jogos dos mata-matas do torneio continental mais importante do planeta.

RONALDO

Ainda que como reserva da seleção, conseguiu o mesmo feito de Pelé: ser campeão mundial com apenas 17 anos, quando ainda nem era conhecido como Fenômeno e jogava pelo Cruzeiro. Aos 20, já como astro do Barcelona, foi eleito pela primeira vez o melhor jogador do planeta. Até hoje, Ronaldo é o vencedor mais jovem da história do prêmio distribuído anualmente pela Fifa.

ROMELU LUKAKU

As imagens do centroavante belga nas categorias de base são assustadoras e viralizaram mundo à fora. Aos 9 anos, já usava calçados de tamanho de adulto e parecia um senhor jogando contra crianças que mal chegavam ao seu peito. Com um desenvolvimento físico tão precoce, Lukaku estreou como profissional logo após completar 16 anos e, meses depois, já estava na seleção principal. Seu cotidiano ao lado dos colegas de ensino médio virou até programa de TV na Bélgica.

RONALDINHO GAÚCHO

Mais um projeto de craque adolescente que vingou. Irmão de um ex-jogador do Grêmio, Assis, entrou nas categorias de base do clube gaúcho quando ainda era criança e foi subindo degrau a degrau até a estreia como profissional, aos 17 anos, já em um jogo válido pela Libertadores. Pouco mais de um ano depois, já estava na seleção brasileira que conquistaria a Copa América-1999. Foi nessa competição que Ronaldinho marcou um gol de placa contra a Venezuela, eternizado pela narração “Olha o que ele fez, olha o que ele fez” de Galvão Bueno.


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