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Dos finalistas do melhor do mundo, só Messi é top 50 na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo de 2017 começaram a nova temporada do futebol europeu sem a mesma fome de gols que lhes é de costume.

O argentino Lionel Messi é o único dos três candidatos (os outros são Cristiano Ronaldo e Neymar) ao troféu que será entregue pela Fifa na próxima segunda-feira que aparece entre os primeiros 50 colocados da Chuteira de Ouro, prêmio destinado ao maior goleador das ligas nacionais europeias em uma temporada.

O astro argentino, que já levou quatro Chuteiras de Ouro para casa e é o atual detentor da honraria, divide a quarta colocação no ranking dos artilheiros do Velho Continente em 2017/18 com o italiano Ciro Immobile (Lazio) e com o marfinense Gerard Gohou (Kairat Almaty). Cada um deles tem 22 pontos.

A liderança continua com o estoniano Albert Prosa, que já marcou 27 gols pelo Tallinn e acumula 27 pontos. O colombiano Radamel Falcao García (24), do Monaco, e o estoniano Rauno Sappinen (23), do Floram, aparecem na sequência.

Já Neymar e Cristiano Ronaldo, os adversários do camisa 10 do Barcelona na disputa pelo prêmio “The Best”, concedido pela Fifa ao maior craque do futebol mundial no ano, estão bem distante das primeiras colocações.

O brasileiro do Paris Saint-Germain aparece no meio da tabela. Com seis gols no Campeonato Francês e 12 pontos na classificação da Chuteira de Ouro, divide a 56ª posição com outros jogadores bem conhecidos, como Gabriel Jesus (Manchester City), Álvaro Morata (Chelsea) e Harry Kane (Tottenham).

Enquanto isso, o favorito para ser eleito o melhor do mundo neste ano mal praticamente não existe no ranking de goleadores dos campeonatos nacionais europeus nesta temporada.

Cristiano Ronaldo disputou apenas quatro jogos do Espanhol desde as férias e marcou somente um gol, contra o Getafe, no último sábado. Com dois pontos, a estrela do Real Madrid não está nem entre os 250 primeiros na classificação da Chuteira de Ouro.

Na temporada passada, Messi conquistou o prêmio com 74 pontos, relativos aos 37 gols que marcou no Espanhol. Ele e Cristiano Ronaldo são os recordistas de troféus de maior goleador da Europa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
2º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 24 pontos (12 gols)
3º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 23 pontos (23 gols)
4º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 22 pontos (11 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 22 pontos (22 gols)
7º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
9º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Pìerre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 20 pontos (20 gols)


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Como Neymar e astros da seleção protagonizaram vexame histórico na base
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Rafael Reis

Qual a expectativa de um time que tem Alisson no gol, Casemiro no comando do meio-campo, Philippe Coutinho na criação das jogadas e Neymar no ataque? Ser campeão, é claro, ou pelo menos brigar arduamente pelo título…

Pois foi com quatro prováveis titulares da seleção que Tite levará à Rússia no próximo ano que o Brasil realizou uma das piores campanhas de sua história em Copas do Mundo da Fifa.

Acompanhados de Wellington Nem (São Paulo), Wellington Silva (Fluminense) e Dodô (Sampdoria), os quatro selecionáveis naufragaram no Mundial sub-17 de 2009, disputado na Nigéria.

Apesar de vários nomes que se consolidariam mais tarde no primeiro escalão do futebol mundial, o Brasil não passou da primeira fase da competição.

Pior: só não se despediu do torneio sem conseguir sequer uma mísera vitória porque Nem marcou o gol que definiu o 3 a 2 sobre o Japão, na primeira rodada, aos 49 min do segundo tempo.

Após o triunfo sobre os nipônicos, a equipe comandada por Lucho Nizzo, atualmente à frente do América-RJ, só colheu resultados negativos, que lhe custaram a queda precoce no Mundial: derrotas por 1 a 0 para o México e para a Suíça, que acabaria se sagrando campeã sub-17.

A campanha foi uma das piores já feitas pelo Brasil em competições da Fifa em todos os tempos. Apenas outras quatro vezes na história, a seleção foi eliminada na primeira fase de uma Copa do Mundo: 1930, 1934 e 1966 (adulto) e 1987 (sub-17).

Dos quatro jogadores que hoje defendem a seleção principal, apenas Casemiro não era titular absoluto da equipe de 2009. O volante, então no São Paulo, começou jogando apenas a partida contra a Suíça.

Indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo deste ano, Neymar já era a estrela da companhia na seleção juvenil. O atacante, que estava em seu primeiro ano como profissional do Santos e carregava o rótulo de futuro craque, fez um dos três gols brasileiros na competição.

Curiosamente, enquanto os jogadores que protagonizaram o fiasco brasileiro deram a volta por cima e hoje são referências internacionais, os maiores destaques daquele Mundial sub-17 não conseguiram deslanchar como profissionais.

O nigeriano Sani Emmanuel, eleito o craque da competição, está desempregado desde que deixou o Oskarshamns, da terceira divisão da Suécia, dois anos atrás. Já o suíço Nassim Ben Khalifa, autor do gol da vitória sobre o Brasil e Bola de Prata do torneio, acaba de ser contratado pelo St. Gallen, time de meio de tabela do seu país.

Por fim, o espanhol Borja González, artilheiro do Mundial, até chegou a disputar a Premier League pelo Swansea City, mas hoje está emprestado ao Málaga.


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Econômico, Bayern montou time titular com 68% do preço de Neymar
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Rafael Reis

O Bayern de Munique tem 27 títulos alemães, cinco Liga dos Campeões da Europa, o rótulo de um dos clubes mais vitoriosos do planeta e um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar.

Adversário do Paris Saint-Germain na segunda rodada da fase de grupos da Champions, o clube alemão tem uma política financeira completamente diferente da do rival desta quarta-feira.

Enquanto o PSG não tem vergonha nenhuma de abrir os cofres e oferecer valores astronômicos para atrair grandes jogadores para seu projeto, o Bayern tem um comportamento bem mais austero.

Os alemães não são afeitos a milionárias transferências. Seus reforços costumam chegar aos poucos, pinçados de times menores ou contratados sem custo no final do seus contratos, para se juntar a uma base já devidamente experimentada.

A prova disso é que os 11 titulares escalados pelo técnico italiano Carlo Ancelotti na última apresentação do Bayern custaram aos cofres do clube alemão apenas 68% dos 222 milhões de euros (R$ 826,5 milhões) que o PSG desembolsou na última janela de transferências por Neymar.

Para ter Ulreich, Kimmich, Hummels, Boateng, Rafinha, Vidal, Rudy, Robben, Müller, Ribéry e Lewandowski, os jogadores que começaram jogando no empate por 2 a 2 com o Wolfsburg, na sexta-feira, os alemães gastaram “somente” 152 milhões de euros (R$ 565 milhões).

Mesmo que outros jogadores mais caros do elenco fossem utilizados, como o goleiro Manuel Neuer, que está machucado, e o meia Thiago Alcántara, o valor da equipe titular dificilmente chegaria ao custo do astro brasileiro da equipe francesa.

Um outro dado mostra bem as diferenças de filosofia entre os adversários desta quarta. O meia francês Corentin Tolisso, tirado do Lyon em julho, é o reforço mais caro do Bayern em todos os tempos e custou 41,5 milhões de euros (R$ 154,5 milhões). O valor equivale apenas à oitava maior contratação da história do PSG.

No mês passado, o presidente do time bávaro fez questão de deixar bem claro que a estratégia da equipe alemã não é a mesma dos franceses. Em entrevista à revista “Sport Bild”, Karl-Heinz Rummenigge, alfinetou os adversários ao lembrar que Neymar custou mais que seu estádio, a Allianz Arena.

“O Bayern tem que representar outra filosofia. Não queremos entrar nessa loucura nem tampouco podemos. E está bom que assim seja. Creio que a opinião pública e nossos torcedores entendem.”

Mas, mesmo dentro do Bayern, a ideia de gastar pouco com reforços não é uma unanimidade. Preocupado com o início de temporada conturbado do time (é apenas o terceiro colocado no Alemão), o centroavante Robert Lewandowski afirmou no início do mês que o clube deveria ter uma política mais agressiva no mercado.

“O Bayern deve fazer um esforço para trazer craques. Se quer continuar a ser competitivo, precisa de qualidade. Fizemos negócios com valores que não condizem ao mercado de alto nível”, disse o polonês, para a revista “Der Spiegel”.

Rummenigge não gostou das declarações do seu camisa 9 e deu um puxão de orelhas público em Lewandowski. Afinal, o Bayern tem um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar e se orgulha demais disso.

QUANTO CUSTARAM OS TITULARES DO BAYERN?
Sven Ulreich – 3,5 milhões de euros
Joshua Kimmich – 8,5 milhões de euros
Mats Hummels – 35 milhões de euros
Jérôme Boateng – 13,5 milhões de euros
Rafinha – 5,5 milhões de euros
Arturo Vidal – 37 milhões de euros
Sebastian Rudy – sem custo
Arjen Robben – 24 milhões de euros
Thomas Müller – categorias de base
Franck Ribéry – 25 milhões de euros
Robert Lewandowski – sem custo
TOTAL: 152 milhões de euros


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Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol
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Rafael Reis

Neymar é um craque. Se não fosse, o Paris Saint-Germain jamais teria gasto 222 milhões de euros (R$ 831 milhões) para tirá-lo do Barcelona e transformá-lo no símbolo máximo de um clube que sonha em se tornar o mais poderoso do planeta.

Mas, apesar de todo esse talento acima da média que possui, o brasileiro não deveria ter sido indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E mais: sua presença na lista de finalistas do troféu da Fifa, ao lado do favorito Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e de Lionel Messi (Barcelona), não passa de uma vitória do marketing sobre o futebol.

Não que o atacante seja uma invenção da imprensa brasileira ou mereça o apelido de Neymarketing, expressões de sucesso entre seus críticos nas redes sociais. Só que ele simplesmente não jogou bola suficiente na temporada passada para estar entre os três melhores do planeta.

Seu último ano com a camisa do Barcelona foi o menos produtivo de sua carreira desde a Copa-2014. Neymar marcou apenas 20 gols (contra 31 de 2015/16 e 39 de 2014/15) e só conquistou a Copa do Rei pelo clube catalão.

Mas o brasileiro foi a estrela do histórico 6 a 1 aplicado pelo Barça sobre o PSG… Verdade, aquela realmente foi uma atuação extraordinária. Mas foi apenas um entre 45 jogos da temporada e teve como o efeito prático apenas adiar em uma rodada a eliminação do time blaugrana na Liga dos Campeões.

Sergio Ramos e Marcelo, campeões europeus ao lado de Cristiano Ronaldo no Real, Gianluiggi Buffon e Paulo Dybala, vice continentais pela Juventus, e talvez até mesmo a sensação francesa Kylian Mbappé mereciam mais que Neymar estar entre os três finalistas do prêmio da Fifa.

O que levou o brasileiro à segunda indicação de sua carreira (foi terceiro colocado em 2015) foi mesmo o marketing. Não uma campanha orquestrada para colocá-lo lá, mas sim um longo e sólido trabalho de construção da sua imagem como o sucessor natural de CR7 e Messi.

Para muita gente, entre os quais vários eleitores do prêmio da Fifa (técnicos, capitães de seleções, jornalistas e pessoas comuns cadastradas no site da entidade), Neymar será o melhor do mundo assim que os dois maiores astros do futebol na atualidade derem um deslize e perderem rendimento.

É essa crença popular, inflada evidentemente pela transformação do brasileiro no jogador mais caro de todos os tempos (negociação concluída pouco antes do período de votação do prêmio), que colocou o novo camisa 10 do PSG na final da eleição do melhor do mundo, mesmo sem ter jogado futebol suficiente para merecer a indicação.

É por isso que a presença de Neymar na cerimônia do próximo dia 23 de outubro, em Londres, é uma vitória do marketing e das fortunas movimentadas por esse mercado global sobre o futebol praticado dentro de campo.


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Adversário do PSG, brasileiro chegou à França quando Neymar tinha 12 anos
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Rafael Reis

Quando Hilton desembarcou na França, Neymar não passava de um pré-adolescente talentoso de 12 anos que havia acabado de chegar nas categorias de base do Santos.

Treze anos depois, o zagueiro do Montpellier vai se encontrar neste sábado pela primeira vez com seu compatriota que foi contratado pelo Paris Saint-Germain para ser o “rei” do futebol que ele conhece tão bem.

“Estou feliz por conhecer Neymar, talvez ele também fique feliz por conhecer um jogador quarentão”, brincou Hilton, durante entrevista coletiva na última quinta-feira.

Com recém-completados 40 anos de idade e disputando o Campeonato Francês desde 2004, ele pode se orgulhar de algumas marcas que conquistou.

O defensor é o jogador brasileiro que há mais tempo atua na França e também o segundo atleta mais velho (de qualquer nacionalidade) inscrito nesta temporada da Ligue 1 –perde apenas para o meia-atacante Benjamin Nivet, do Troyes, que nasceu oito meses antes.

Natural de Brasília, o zagueiro começou a carreira na Chapecoense e atuou no Paraná Clube antes de se mandar para a Europa, em 2002, para defender o Servette, da Suíça. Dois anos depois, foi emprestado ao Bastia e começou sua trajetória na terra de Zinédine Zidane.

Ao longo de mais de uma década de Ligue 1, Hilton defendeu quatro clubes: Bastia, Lens, Olympique de Marselha e Montpellier, onde joga desde 2011. Ele já foi campeão nacional duas vezes, em 2010, pelo Marselha, e em 2012, pelo seu time atual.

O brasileiro já disputou 394 partidas de Campeonato Francês na carreira e foi eleito quatro vezes para a seleção da competição (2007, 2008, 2009 e 2012).

Apesar de estar na reta final de sua carreira (renovou contrato em maio por apenas mais uma temporada), Hilton ainda é uma figura importante para o Montpellier, 15º colocado e que sonha com resultados mais expressivos neste ano.

Após iniciar a temporada no banco de reservas, o veterano zagueiro, que carrega a braçadeira de capitão e é a voz do técnico Michel del Zakarian dentro de campo, recuperou a posição e foi titular nas duas últimas rodadas do Francês.

Contra o PSG, não deve ser diferente. O Montpellier conta com seu maior especialista em futebol francês, um brasileiro, para acabar com os 100% de aproveitamento da equipe de Neymar na temporada.

“Ninguém está esperando que a gente derrote o PSG. Mas talvez essa seja a surpresa da temporada”, completou o capitão.


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Nem Neymar, nem Cavani: Melhores batedores de pênalti do PSG estão no banco
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Rafael Reis

Neymar ou Edinson Cavani: quem é o melhor cobrador de pênaltis do Paris Saint-Germain?

A resposta para essa pergunta, discutida em todos os cantos desde que os dois se estranharam na partida contra o Lyon, domingo, não vai agradar os fãs do astro brasileiro e nem os apoiadores do centroavante uruguaio.

De acordo com levantamento de todos os penais cobrados por jogadores do elenco do PSG ao longo das últimas quatro temporadas, os batedores de pênaltis mais precisos do clube francês não são os astros da companhia, mas sim reservas que vêm sendo pouco utilizados pelo técnico Unai Emery.

O líder desse ranking é o meia Hatem Ben Arfa, que fazia parte da lista de “negociáveis” da equipe na última janela de transferências e nem pisou no gramado nesta temporada.

O camisa 21 converteu todos os sete pênaltis que bateu desde 2013/14. E, segundo dados do site “Transfermarkt”, não errou nenhuma das 13 cobranças que realizou ao longo de toda a carreira.

Outro que ostenta 100% de aproveitamento nas últimas quatro temporadas é o brasileiro Lucas, que só jogou 12 minutos desde a chegada de Neymar à França. O ex-jogador do São Paulo converteu os seis pênaltis que bateu defendendo o PSG.

Atual cobrador oficial dos penais do líder do Campeonato Francês, Cavani só aparece na terceira colocação no acerto das cobranças. O uruguaio transformou 22 das últimas 25 batidas em gol, um aproveitamento de 88%.

Contratação mais cara da história do futebol e “dono” informal do PSG dentro de campo, Neymar tem números bem inferiores aos do camisa 9. O astro desperdiçou seis das 22 cobranças que executou por Barcelona e seleção desde 2013. Ou seja, só balançou as redes em 72,7% dos seus penais.

Dentre todos os jogadores do clube francês que executaram pelo menos três cobranças de pênalti nas últimas quatro temporadas, o desempenho do atacante brasileiro só não é pior que o do argentino Ángel di María, que acertou duas de suas três batidas (66,7%) no período.

Neymar e Cavani se desentenderam na hora de definir quem bater o pênalti do PSG na vitória por 2 a 0 sobre o Lyon.  O brasileiro pediu para executar a cobrança, mas foi ignorado pelo uruguaio, que já havia tido uma atitude semelhante no jogo contra o Toulouse, há um mês. Para piorar, o camisa 9 desperdiçou a cobrança.

Ao contrário do que havia acontecido em agosto, o conflito não conseguiu ser rapidamente controlado por colegas de time e pelo treinador.

De acordo o o jornal francês L’Equipe, o clima esquentou depois da partida nos vestiários: Cavani teria tentado tirar satisfações com Neymar pela atitude, algo que irritou o brasileiro –a tarefa de impedir uma briga foi do zagueiro e capitão Thiago Silva, que separou os dois jogadores.

Melhores cobradores de pênaltis do elenco do PSG (desde 2013/14)
1º – Hatem Ben Arfa (FRA) – 100% de acerto (7 cobranças)
2º – Lucas (BRA) – 100% de acerto (6 cobranças)
3º – Edinson Cavani (URU) – 88% de acerto (25 cobranças)
4º – Neymar (BRA) – 72,7% de acerto (22 cobranças)
5º – Ángel di María (ARG) – 66,7% de acerto (3 cobranças)


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Mudança de regra coloca Neymar na briga por Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Uma alteração na regra da Chuteira de Ouro colocou Neymar e os outros jogadores que disputam o Campeonato Francês na briga pelo posto de maior artilheiro das ligas nacionais europeias na temporada 2017/18.

A associação dos principais veículos de mídia esportiva do Velho Continente, responsável pela distribuição do prêmio, decidiu reclassificar a Ligue 1 e colocá-la no mesmo patamar dos campeonatos de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e Portugal.

A partir desta temporada, cada gol marcado na primeira divisão francesa passa a valer 2 pontos na Chuteira de Ouro, como já era nas competições de elite dos cinco países citados acima.

Até 2016/17, o Francês estava no segundo escalão do prêmio, junto com o Holandês, o Turco, o Belga e vários outros campeonatos nacionais, e distribuía apenas 1,5 ponto para cada bola na rede.

Na prática, isso inviabilizava que um jogador da Ligue 1 tivesse chances reais de conquistar a Chuteira de Ouro.

Foi o que aconteceu na temporada passada, quando Edinson Cavani (Paris Saint-Germain) marcou 35 vezes no Francês e só ficou atrás de Lionel Messi (Barcelona) no número de gols em um campeonato nacional na Europa. No entanto, o uruguaio foi apenas o nono colocado no prêmio, com 52,5 pontos.

Com a nova classificação, o atual artilheiro da Ligue 1, Radamel Falcao García (Monaco), já aparece na quarta colocação do ranking da Chuteira de Ouro. Ele soma 18 pontos, sete a menos que o líder, o estoniano Albert Prosa (Tallin).

Maior contratação da história do futebol mundial e nome mais badalado do Francês na atualidade, o brasileiro Neymar ainda não aparece entre os 30 primeiros colocados do prêmio. O camisa 10 do PSG tem quatro gols na competição e oito pontos na classificação dos artilheiros.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Messi, que somou 74 pontos (37 gols) na última temporada. O argentino divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 25 pontos (25 gols)
2º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 22 pontos (22 gols)
3º – Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
4º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 18 pontos (9 gols)
Andri Bjarnason (ISL, Grindavík) – 18 pontos (18 gols)
Gerard Gohou (CAZ, Kairat Almaty) – 18 pontos (18 gols)
7º – Rimo Hunt (EST, Levadia) – 17 pontos (17 gols)
8º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 16,5 pontos (11 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 16,5 pontos (11 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornyk Zabrze) – 16,5 pontos (11 gols)


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Cinco anos depois, Neymar revê ex-companheiro que se queimou na seleção
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Rafael Reis

Em sua sexta partida oficial pelo Paris Saint-Germain, Neymar irá reencontrar um velho companheiro de seleção brasileira.

Caso seja escalado como titular pelo técnico do Lyon, Bruno Génésio, para a partida deste domingo, o lateral direito Rafael deve ser o responsável direto pela marcação do jogador mais caro da história do futebol mundial.

O defensor conhece Neymar há muito tempo. Sete anos atrás, quando o atacante recebeu sua primeira convocação para a seleção principal, o hoje atleta do Lyon também fazia parte da lista divulgada por Mano Menezes.

Em 2012, ambos fizeram parte do time que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres.

E foi justamente essa competição que acabou sendo um divisor de águas na carreira de Rafael.

Até a Olimpíada britânica, o lateral era considerado um garoto-prodígio do futebol brasileiro e o sucessor direto de Maicon e Daniel Alves com a camisa 2 da seleção.

Afinal, não é todo mundo que é descoberto pelo Manchester United (ao lado do irmão gêmeo, Fábio) antes mesmo de completar a maioridade, muda para a Inglaterra e rapidamente se firma no elenco de um dos maiores clubes do planeta.

Só que uma atuação desastrosa na final olímpica colocou tudo isso por água abaixo. Com apenas 23 segundos de jogo, Rafael errou um passe bobo na intermediária e permitiu que o México marcasse o primeiro gol da vitória por 2 a 1 em Wembley.

Já no final da partida, quando a medalha de ouro havia virado um sonho distante, o lateral deu um passe de letra. Um lance de efeito que repercutiu muito mal: levou uma bronca pesada do zagueiro Juan e foi severamente criticado pela imprensa esportiva.

Tratado como vilão da derrota brasileira em Londres, Rafael nunca mais recebeu uma nova chance de vestir a camisa amarelinha. E essa oportunidade dificilmente virá nos próximos meses com Tite.

O lateral ainda ficou por mais três temporadas no Manchester United, mas, também no clube, foi perdendo espaço gradativamente. Em seu último ano de Inglaterra, só foi titular em seis partidas da Premier League.

Em 2015, mudou de ares e acabou contratado pelo Lyon por 3,2 milhões de euros (quase R$ 12 milhões, na cotação atual), praticamente a mesma quantia que o United havia desembolsado sete anos antes para tirá-lo das categorias de base do Fluminense.

Na França, Rafael voltou a jogar com frequência e fez duas temporadas razoáveis na nova equipe: são 51 partidas, com um gol e cinco assistências. Na atual, tem se revezado com o holandês Kenny Tete (ex-Ajax) no time titular.

Neste domingo, quando reencontrar Neymar, ele certamente irá se lembrar de quando atuava ao lado do parceiro na seleção e era apontado como a grande promessa brasileira para a lateral direita.


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Parceria com Neymar funciona, e Cavani faz gols como nunca na carreira
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Rafael Reis

A contratação de Neymar fez um bem danado ao Paris Saint-Germain: aumentou a venda de camisas do clube, fez com que ele passasse a ser mais respeitado internacionalmente e o alçou ao grupo de candidatos reais ao título da Liga dos Campeões.

Mas há um jogador do elenco do PSG que se tem se beneficiado ainda mais da parceria com o jovem astro brasileiro: Edinson Cavani.

Desde a chegada do novo camisa 10 a Paris, o centroavante uruguaio passou a balançar as redes em um ritmo jamais antes visto em seus 11 anos de carreira como jogador profissional de futebol.

Só nos primeiros sete jogos da temporada 2017/18, o atacante de 30 anos já marcou nove vezes. Foram dois gols contra Saint-Étienne, Metz e Celtic, e um ante Amiens, Guingamp e Toulouse.

A partida contra o Monaco, válida pela Supercopa da França, torneio de um jogo só que serve como abertura oficial da temporada, foi a única em que Cavani passou em branco.

Em toda a carreira, o uruguaio jamais havia tido um começo de temporada tão promissor em bolas na rede.

Até então, suas melhores marcas haviam sido registradas no ano passado, já pelo PSG, e em 2012, quando ainda disputava o Campeonato Italiano pelo Napoli. Nas duas ocasiões, ele marcou sete vezes nos primeiros sete compromissos oficiais pelo clube.

A evolução do faro artilheiro de Cavani está intimamente ligada ao desembarque de Neymar em Paris e ao crescimento do poderio ofensivo do PSG proporcionado pela contratação do jogador mais caro da história.

Na temporada passada, quando ainda não contava com o astro brasileiro, o clube da capital francesa fez 20 gols nas sete primeiras partidas. Agora, foram 26 no mesmo número de jogos, uma média superior a 3,7 por apresentação.

Além disso, dois dos nove gols anotados por Cavani neste início de 2017/18 nasceram de assistências de Neymar. O uruguaio, que continua como cobrador oficial de pênaltis do time apesar do estrelado parceiro de ataque, também marcou três vezes em penalidades.

O uruguaio anotou 49 gols em 50 partidas na temporada passada e foi o artilheiro do Campeonato Francês. Agora, ao lado de Neymar e comandando um dos ataques mais temidos do mundo, planeja voos maiores.

A meta é superar Zlatan Ibrahimovic e se transformar no maior goleador da história do Paris Saint-Germain. Cavani já tem 139 gols com a camisa do clube mais poderoso da França. Faltam só 17 para alcançar o recorde do sueco, que defendeu o PSG entre 2012 e 2016.

Com a fome de gols deste início de temporada, o recorde é só questão de tempo para o uruguaio. Ou melhor, questão de pouco tempo…


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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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