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Com valor de Neymar, PSG compraria os outros titulares do Brasil juntos
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Rafael Reis

A milionária proposta que o Paris Saint-Germain pode pagar para tirar Neymar do Barcelona e que tem agitado o Mercado da Bola na Europa poderia ser suficiente para contratar os outros dez titulares da seleção brasileira.

Para levar o camisa 11 para a capital francesa nesta temporada, o PSG teria de pagar os 222 milhões de euros (R$ 814 milhões) da multa rescisória do jogador, que tem contrato com o Barça até 2021.

A quantia praticamente equivale à soma dos valores de mercado dos outros dez atletas que Tite costuma escalar ao lado do astro na seleção.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado nas transferências do futebol, os titulares mais frequentes do Brasil, com exceção de Neymar, é claro, estão avaliados em 222,5 milhões de euros (R$ 815,8 milhões).

Isso não significa que todos os clubes aceitariam vender seus atletas pelo valor de mercado. Esses preços são apenas uma estimativa de quanto os jogadores valem atualmente no Mercado da Bola.

Neymar, por exemplo, tem valor estimado de 100 milhões de euros (R$ 367 milhões). No entanto, a proposta do PSG pelo atacante de 25 anos é superior ao dobro desse valor.

Também não dá para acreditar que o Manchester City liberaria Gabriel Jesus por apenas 30 milhões de euros (R$ 110 milhões), seu preço estimado pelo “Transfermarkt”.

Por outro lado, há negociações que acontecem por valores inferiores à avaliação de mercado dos jogadores. Daniel Alves, por exemplo, vale 6 milhões de euros (R$ 22 milhões), de acordo com o site, mas acabou de ser liberado gratuitamente pela Juventus para assinar com o PSG.

Outro caso é o de Miranda. Segundo o “Transfermarkt”, o zagueiro da Inter de Milão está avaliado em 9 milhões de euros (R$ 33 milhões). No entanto, é pouco provável que algum clube aceite pagar tanto pelo defensor, que está prestes a completar 33 anos.

A possibilidade de Neymar trocar o Barcelona pelo PSG se tornou a grande história da janela de transferências para a próxima temporada europeia e foi parar nas capas e manchetes dos principais veículos da imprensa esportiva da França e da Espanha.

O Esporte Interativo cravou na última terça-feira que o atacante aceitou a proposta do clube francês e está de mudança para Paris. O estafe do jogador e o PSG não confirmam a negociação, enquanto o Barça descarta a saída do brasileiro.

Caso o pagamento da multa rescisória se confirme, Neymar será de longe a contratação mais cara da história do futebol mundial. O recorde pertence hoje ao francês Paul Pogba, que foi para o Manchester United no ano passado por 105 milhões de euros (R$ 385 milhões).

Ou seja, com o dinheiro da possível transação do brasileiro seria possível contratar dois Pogbas. E ainda sobraria um troco…

QUANTO VALEM OS TITULARES DA SELEÇÃO BRASILEIRA?

Alisson (Roma) – 7 milhões de euros
Daniel Alves (PSG) – 6 milhões
Marquinhos (PSG) – 35 milhões
Miranda (Inter de Milão) – 9 milhões
Marcelo (Real Madrid) – 38 milhões
Casemiro (Real Madrid) – 30 milhões
Paulinho (Guangzhou Evergrande) – 15 milhões
Renato Augusto (Beijinh Guoan) – 7,5 milhões
Philippe Coutinho (Liverpool) – 45 milhões
Gabriel Jesus (Manchester City) – 30 milhões
TOTAL: 222,5 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Conheça os reforços mais caros da história dos 20 maiores clubes da Europa
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Rafael Reis

Paul Pogba lidera o ranking de contratação mais cara da história. Sua ida para Manchester United, no ano passado, custou 105 milhões de euros (R$ 395 milhões). Gareth Bale e Neymar não custaram tanto quanto o meia francês, mas são os reforços mais caros já adquiridos por Real Madrid e Barcelona, respectivamente.

Esses recordes do Mercado da Bola são bem conhecidos. Mas você sabe qual foi a maior transferência da história do Bayern de Munique? E a do Atlético de Madri? Algum palpite sobre quem é o maior reforço que já fechou com o Borussia Dortmund?

Foi pensando nisso que o “Blog do Rafael Reis” preparou uma lista com a contratação mais cara já realizada por cada um dos 20 clubes mais bem classificados no ranking da Uefa, o mesmo que define os potes do sorteio dos grupos da Liga dos Campeões da Europa.

Alguma informações desse levantamento chamam a atenção.

Para começar, Neymar não é o único brasileiro que detém o posto de maior contratação de um clube do primeiro escalão do futebol europeu.

Dois dos seus companheiros de seleção na última Copa do Mundo também ostentam essa marca: Hulk, hoje no futebol chinês, lidera o ranking de transferências do Zenit São Petesburgo, e Bernard é o reforço mais caro já anunciado pelo Shakhtar Donetsk, clube onde está até hoje.

Outra curiosidade da lista é que Gonzalo Higuaín aparece no topo das maiores contratações de dois clubes diferentes. Em 2013, o centroavante argentino quebrou o recorde do Napoli. Três anos depois, virou a transferência mais cara da Juventus.

Por fim, dois dos 20 clubes mais fortes da Europa realizaram já nesta janela de transferências a maior transação de suas histórias.

O Bayern de Munique quebrou seu recorde particular ao pagar 41,5 milhões de euros (R$ 156 milhões) pelo meia francês Corentin Tolisso, que estava no Lyon. Já o Porto igualou sua maior marca de todos os tempos ao exercer a opção de compra do meia Óliver Torres, que estava emprestado ao clube, e pagar 20 milhões de euros ao Atlético de Madrid pelo jogador espanhol.

Confira a lista logo abaixo:

O REFORÇO MAIS CARO DA HISTÓRIA DOS 20 MAIORES CLUBES DA EUROPA

MANCHESTER UNITED (ING) – Paul Pogba (FRA, 2016) – 105 milhões de euros
REAL MADRID (ESP) – Gareth Bale (GAL, 2013) – 101 milhões
JUVENTUS (ITA) – Gonzalo Higuaín (ARG, 2016) – 90 milhões
BARCELONA (ESP) – Neymar (BRA, 2013) – 88,2 milhões
MANCHESTER CITY (ING) – Kevin de Bruyne (BEL, 2015) – 74 milhões
PARIS SAINT-GERMAIN (FRA) – Edinson Cavani (URU, 2013) – 64,5 milhões
CHELSEA (ING) – Fernando Torres (ESP, 2010) – 58,5 milhões
ARSENAL (ING) – Mesut Özil (ALE, 2013) – 47 milhões
BAYERN DE MUNIQUE (ALE) – Corentin Tolisso (FRA, 2017) – 41,5 milhões
ATLÉTICO DE MADRI (ESP) – Radamel Falcao García (COL, 2011) – 40 milhões
ZENIT (RUS) – Hulk (BRA, 2012) e Axel Witsel (BEL, 2012) – 40 milhões
NAPOLI (ITA) – Gonzalo Higuaín (ARG, 2013) – 39 milhões
TOTTENHAM (ING) – Moussa Sissoko (FRA, 2016) – 35 milhões
BORUSSIA DORTMUND (ALE) – André Schürrle (ALE, 2016) – 30 milhões
SHAKHTAR DONETSK (UCR) – Bernard (BRA, 2013) – 25 milhões
SCHALKE 04 (ALE) – Breel Embolo (SUI, 2016) – 22,5 milhões
BENFICA (POR) – Raúl Jiménez (MEX, 2015) – 22 milhões
PORTO (POR) – Óliver Torres (ESP, 2017) e Giannelli Imbula (FRA, 2015) – 20 milhões
BAYER LEVERKUSEN (ALE) – Kevin Volland (ALE, 2016) – 20 milhões
SEVILLA (ESP) – Franco Vázquez (ITA, 2016) e Álvaro Negredo (ESP, 2009) – 15 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Top 10 de brasileiros mais caros da história tem “chineses” e garoto do Fla
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Rafael Reis

Dois melhores do mundo, dois zagueiros, duas crias das categorias de base do Santos, três “chineses” e uma promessa de 16 anos que ninguém ainda sabe se irá vingar no futebol profissional.

É esse o grupo das dez contratações mais caras de todos os tempos envolvendo jogadores brasileiros, de acordo com levantamento do “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola.

O primeiro lugar no ranking está longe de ser uma surpresa. Negociado pelo Santos com uma Barcelona em uma transação que até hoje levanta suspeitas e que lhe provocou uma série de problemas judiciais, Neymar não é apenas o atleta brasileiro mais caro que já existiu, como também o protagonista da quinta maior transferência da história do futebol.

Segundo o “Transfermarkt”, sua contratação pelo clube catalão movimentou 88,2 milhões de euros (R$ 330 milhões, na cotação atual), menos apenas que as negociações de Paul Pogba (Manchester United), Gareth Bale e Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Gonzalo Higuaín (Juventus).

Até a ida de Neymar para o Barça, o brasileiro mais caro da história era Kaká, negociado em 2009 pelo Milan com o Real Madrid por 65 milhões de euros (R$ 242 milhões). O ex-São Paulo e Ronaldo são os únicos jogadores que já foram eleitos melhor do mundo na lista dos 10 maiores negócios envolvendo representantes do futebol pentacampeão mundial.

O que chama atenção no ranking é a presença pesada de transferências realizadas nos últimos dois anos por clubes chineses. A terceira (Oscar), a quarta (Hulk) e a quinta (Alex Teixeira) maiores contratações de brasileiros na história foram pagas pelos novos ricos do Extremo Oriente.

Outra “estranheza” do top 10 dos grandes negócios protagonizados por brazucas é a presença de uma contratação que, na prática, ainda nem aconteceu.

O meia-atacante garoto Vinícius Júnior, de 16 anos, recentemente promovido para o time principal do Flamengo, foi negociado no mês passado com o Real Madrid por 45 milhões de euros (R$ 168 milhões), a sétima transferência mais cara de um brasileiro na história.

Mas o garoto só vai se mudar para a Espanha depois de atingir a maioridade, em julho do próximo ano. Há ainda a possibilidade de ele permanecer no Flamengo mais um pouco, até 2019.

As 10 transferências mais caras de jogadores brasileiros na história:

1º – Neymar (2013, Santos-Barcelona) – 88,2 milhões de euros
2º – Kaká (2009, Milan-Real Madrid) – 65 milhões
3º – Oscar (2017, Chelsea-Shanghai SIPG) – 60 milhões
4º – Hulk (2017, Zenit-Shanghai SIPG) – 55,8 milhões
5º – Alex Teixeira (2016, Shakhtar Donetsk – Jiangsu Suning) – 50 milhões
6º – David Luiz (2014, Chelsea-PSG) – 49,5 milhões
7º – Ronaldo (2002, Inter de Milão-Real Madrid) – 45 milhões
Vinícius Júnior (2018 ou 2019, Flamengo-Real Madrid) – 45 milhões
9º – Robinho (2008, Real Madrid-Manchester City) – 43 milhões
10º – Thiago Silva (2012, Milan-PSG) – 42 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Nenhum brasileiro apanhou mais que Neymar na Europa; ex-Corinthians é o 2º
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Rafael Reis

Quem foi o jogador brasileiro mais caçado pelos marcadores adversários durante a recém-encerrada temporada 2016/17 do futebol europeu? A resposta mais óbvia para essa pergunta é também a correta.

Mas Neymar não foi apenas o representante do futebol pentacampeão mundial que mais apanhou nos gramados do Velho Continente ao longo dos últimos nove meses.

Entre todos os jogadores de qualquer nacionalidade inscritos em uma das sete ligas mais importantes da Europa na última temporada, ninguém sofreu mais faltas que o camisa 11 do Barcelona.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar recebeu em média 4,2 faltas por jogo disputado em 2016/17, o número mais alto desde sua chegada à Espanha, em 2013.

O segundo jogador mais caçado da Europa no período foi o paraguaio Darío Lezcano, do nanico Ingolstadt, da Alemanha, com 4,1 infrações sofridas por partida. O terceiro colocado na lista é o espanhol Dani Ceballos, revelação do Betis, com 3,9 pancadas recebidas.

Já entre os brasileiros, ninguém se aproxima da quantidade de porradas levadas por Neymar.

O ex-corintiano Petros, atualmente no Betis, e o atacante Welthon, que fez grande temporada em Portugal com a camisa do Paços de Ferreira e pode pintar em breve no Porto ou no Sporting, dividem o posto de segundo brasileiro mais caçado. Cada um deles sofreu 2,6 faltas por partida.

O restante do top 10 de brasileiros que mais sofrem com os marcados é formado basicamente por jogadores que são quase desconhecidos do torcedor nacional.

Fazem parte dessa lista nomes como Rafael Assis (Paços de Ferreira), Éber Bessa (Marítimo), Djavan e Patrick Oliveira (todos do Marítimo).

OS BRASILEIROS MAIS CAÇADOS DA TEMPORADA EUROPEIA

1º – Neymar (Barcelona) – 4,2 faltas sofridas por jogo
2º – Petros (Betis) – 2,6
Welthon (Paços de Ferreira) – 2,6
4º – Rafael Assis (Chaves) – 2,5
5º – Éber Bessa (Marítimo) – 2,3
João Pedro (Cagliari) – 2,3
7º – Djavan (Marítimo) – 2,2
Otávio (Porto) – 2,2
9º – Deyverson (Alavés) – 2,1
Patrick Oliveira (Marítimo) – 2,1


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Rafael Reis

Não é novidade para ninguém que acompanha de perto o futebol que Neymar não possui a melhor das relações com os árbitros. O atacante do Barcelona reclama demais e também revida aqueles que são seus marcadores mais ferrenhos com jogadas mais duras.

Mas o camisa 11 não é apenas mais um jogador indisciplinado. A cria das categorias de base do Santos foi o atleta brasileiro mais indisciplinado na recém-encerrada temporada europeia.

Neymar recebeu nada menos do que 15 cartões amarelos e 1 vermelho ao longo de 45 partidas oficiais disputadas nos últimos nove meses pelo clube catalão.

Entre todos os jogadores brasileiros inscritos nas dez principais ligas nacionais do futebol europeu na última temporada, nenhum teve um resultado disciplinar pior do que o principal astro do único país pentacampeão mundial.

O número de cartões recebidos por Neymar durante 2016/17 não fica muito abaixo, inclusive, da quantidade de gols que ele marcou. O astro colocou 20 bolas na rede na última temporada.

O excesso de problemas com a arbitragem chegou a tirar o atacante do aguardado clássico contra o Real Madrid, no segundo turno do Campeonato Espanhol. Na ocasião, o brasileiro cumpria uma suspensão de três partidas pela expulsão ante o Málaga.

E Neymar não foi o único atacante brasileiro que abusou da indisciplina na temporada europeia. O segundo colocado no ranking também é um homem de frente.

Deyverson, do espanhol Alavés, recebeu 16 amarelos, mais do que qualquer outro representante do futebol tupiniquim, e só ficou atrás do astro do Barcelona porque não recebeu nenhum vermelho.

Para efeitos estatísticos da elaboração da lista, cada cartão amarelo representa 1 ponto de indisciplina, enquanto o vermelho vale 2. O primeiro critério de desempate é o número de expulsões.

OS BRASILERIOS MAIS INDISCIPLINADOS DA TEMPORADA EUROPEIA

1º – Neymar (Barcelona) – 15 cartões amarelos e 1 vermelho
2º – Deyverson (Alavés) – 16 CA
3º – Bruno Santos (Paços de Ferreira) – 11 CA e 2 CV
4º – Casemiro (Real Madrid) – 15 CA
5º – Marcelo (Rio Ave) – 12 CA e 1 CV
6º – Fernandinho (Manchester City) – 7 CA e 3 CV
7º – Fransérgio (Marítimo) – 11 CA e 1 CV
Fred (Shakhtar Donetsk) – 11 CA e 1 CV
Wendell (Bayer Leverkusen) – 11 CA e 1 CV
10º – Ailton (Estoril) – 13 CA


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Rafael Reis

Pela segunda temporada consecutiva, Neymar foi o jogador brasileiro que mais presenteou seus companheiros com gols no futebol europeu.

Na soma de todas competições que disputou com a camisa do Barcelona ao longo dos últimos nove meses, o atacante distribuiu 27 assistências, mesma marca atingida em 2015/16.

Neymar foi o maior garçom da Liga dos Campeões da Europa (nove assistências) e também do Campeonato Espanhol (15 passes para gol, mesma marca do uruguaio Luis Suárez, seu companheiro de equipe e de ataque na Catalunha).

Entre os atletas brasileiros inscritos em uma das dez principais ligas nacionais do Velho Continente, nenhum sequer se aproximou do número de assistências dadas pelo principal representante do futebol pentacampeão mundial na atualidade.

Os segundos principais garçons brasileiros da temporada, o meia-atacante Felipe Anderson, da italiana Lazio, e o lateral esquerdo Marcelo, campeão europeu pelo Real Madrid, tiveram pouco mais da metade dos passes para gol de Neymar: 14.

A lista dos principais assistentes brasileiros da temporada conta com dois laterais. Além de Marcelo, Alex Telles, lateral esquerdo do Porto, também se destacou pelos passes dados para companheiros balançarem as redes.

Outra característica curiosa do “top 10” dos garçons é a presença pela segunda temporada consecutiva do meia Fernando Canesin, praticamente desconhecido no Brasil, que atua no Oostende, da Bélgica.

O Shakhtar Donetsk, que voltou a ser campeão ucraniano após duas temporadas de seca, foi o único clube a emplacar dois nomes na lista: o “selecionável” Taison e Marlos, ex-São Paulo, que inclusive cogita uma naturalização para defender a seleção do país onde vive e joga.

MAIORES ASSISTENTES BRASILEIROS NA EUROPA

1º – Neymar (Barcelona) – 27 passes para gol
2º – Felipe Anderson (Lazio) – 14
Marcelo (Real Madrid) – 14
4º – Giuliano (Zenit São Petesburgo) – 13
5º – Lucas (Paris Saint-Germain) – 11
Roberto Firmino (Liverpool) – 11
7º – Alex Telles (Porto) – 10
Fernando Canesin (Oostende) – 10
Marlos (Shakhtar Donetsk) – 10
Taison (Shakhtar Donetsk) – 10


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Rafael Reis

Aos 32 anos e afastado do futebol nacional desde o fim de 2015, Vágner Love foi o principal goleador brasileiro na Europa na temporada 2016/17.

O ex-jogador de Palmeiras, Corinthians e Flamengo marcou 23 gols com a camisa do Alanyaspor, todos no Campeonato Turco, e deixou para trás a principal estrela do país pentacampeão mundial, Neymar.

Pelo segundo ano consecutivo, o astro do Barcelona ficou na vice-liderança da lista dos maiores artilheiros brasileiros do Velho Continente.

O camisa 11, que não teve das temporadas mais artilheiras de sua carreira, marcou 13 gols no Espanhol, quatro na Liga dos Campeões e três na Copa do Rei. Na soma, ficou três atrás de Vágner Love.

Neymar ainda precisou dividir o segundo lugar do ranking com Tiquinho Soares, uma das revelações da temporada europeia, que marcou 20 vezes atuando por Vitória de Guimarães e Porto, ganhou o apelido de “novo Hulk” e virou sensação em Portugal.

Artilheiro brasileiro da temporada passada, quando colocou 35 bolas na rede, Jonas sofreu com problemas físicos que o deixaram afastado por cerca de quatro meses. Mesmo assim, o atacante do Benfica fez 18 gols e também entrou no top 5 dos goleadores.

Entre os dez jogadores brasileiros inscritos em uma das dez ligas nacionais mais importantes da Europa que mais marcaram em 2016/17 estão três que jogam na Turquia e outros três que atuam em Portugal. Espanha, França, Rússia e Inglaterra são outros países que aparecem na lista.

Apesar de ter ficado fora do top 10 de goleadores, Gabriel Jesus merece menção honrosa. O atual camisa 9 da seleção só chegou ao Velho Continente em janeiro e ainda perdeu dois meses de Premier League devido a uma fratura.

Apesar dos contratempos, o ex-palmeirense marcou sete vezes em 11 jogos pelo Manchester City. Sua média de 0,64 gol por partida foi melhor que as de Neymar (0,44) e Tiquinho (0,53), os segundo colocados na artilharia brasileira da temporada europeia.

MAIORES ARTILHEIROS BRASILEIROS NA EUROPA

1º – Vágner Love (Alanyaspor) – 23 gols
2º – Neymar (Barcelona) – 20
Tiquinho Soares (Porto) – 20*
4º – Lucas (Paris Saint-Germain) – 19
5º – Jonas (Benfica) – 18
6º – Giuliano (Zenit São Petesburgo) – 17
Talisca (Besiktas) – 17
8º – Welthon (Paços de Ferreira) – 16
9º – Welliton (Kayserispor) – 15
10º – Philippe Coutinho (Liverpool) – 14
Willian José (Real Sociedad) – 14

*Jogou a primeira metade da temporada 2016/17 pelo Vitória de Guimarães


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Rafael Reis

Neymar pode até não ter tido seu melhor ano com a camisa do Barcelona. Mas isso não significa que os atacantes brasileiros ficaram devendo na temporada europeia.

Muito pelo contrário: há seis anos as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente não viam tantas bolas serem empurradas para as redes por representantes do futebol pentacampeão mundial.

Somadas as primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, jogadores de cidadania brasileira anotaram 223 gols em 2016/17, 11 a mais do que na temporada anterior.

Trata-se da maior marca desde 2010/11, quando foram anotados 226 tentos com DNA tupiniquim.

Apesar de ter passado longe de repetir os 24 gols feitos no Campeonato Espanhol de 2015/16, Neymar ainda dividiu com Philippe Coutinho o posto de principal artilheiro brasileiro das principais ligas nacionais da Europa.

O atacante do Barcelona e o meia do Liverpool marcaram 13 vezes cada em seus respectivos campeonatos.

Também nascido no Brasil, Diego Costa, colocou 20 bolas na rede com a camisa do Chelsea e foi o quarto colocado na artilharia da Premier League inglesa. No entanto, seus gols são oficialmente computados para a Espanha, país que decidiu defender.

Mesmo com o crescimento no número de gols anotados por brasileiros nas principais competições do planeta, a marca desta temporada ainda está distante do auge da artilharia nacional na Europa.

Em 2007/08, os brazucas marcaram 373 vezes nas cinco ligas analisadas, sendo 106 delas só no Espanhol. Na ocasião, Luís Fabiano (Sevilla) foi o terceiro na artilharia, com 24 gols, e Ricardo Oliveira (Betis) ficou em sexto, com 18.

A liga espanhola continua sendo a de maior poderio ofensivo brasileiro, ainda que os números de agora sejam bem mais modestos.

Na recém-encerrada temporada, foram 83 tentos brasileiros na primeira divisão espanhola marcados por 19 jogadores diferentes. Entre eles, estão Neymar, Marcelo, Ganso, Casemiro e Willian José, mas também Douglas (ex-São Paulo), Petros e Luciano (ex-Corinthians).


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De Mazzola a Neymar: os 9 brasileiros que marcaram em finais de Champions
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Rafael Reis

Disputar a final da Liga dos Campeões da Europa é para poucos. Balançar as redes na decisão do torneio interclubes mais rico e badalado do planeta é um feito ainda mais histórico.

Ao longo de 61 anos de história, apenas nove brasileiros deixaram sua marca na partida que define o campeão continental do Velho Continente. E nenhum conseguiu repetir a dose em uma segunda final.

É essa a marca que o lateral esquerdo Marcelo tenta atingir neste sábado, quando seu Real Madrid enfrenta a Juventus, em Cardiff, na decisão da Champions.

Três temporadas atrás, o camisa 12 fez um dos gols da goleada por 4 a 1 sobre o Atlético de Madri que deu “La Decima” à equipe merengue. Agora, quer ser o primeiro brasileiro a marcar em duas finais do torneio europeu.

José Altafini, o Mazzola, atacante que disputou a Copa do Mundo de 1958 pela seleção brasileira e depois se naturalizou italiano para fazer história no Velho Continente, já fez dois gols em final de Liga dos Campeões, mas em uma mesma edição.

Em 1963, o centroavante paulista conduziu o Milan ao primeiro título europeu de sua história ao botar duas bolas na rede na vitória por 2 a 1 dos italianos sobre o Benfica.

Os gols de Mazzola foram os primeiros anotados por um jogador brasileiro na final da então Copa Europeia, hoje Liga dos Campeões da Europa, Uefa Champions League ou, simplesmente, Champions.

Dois anos depois, foi a vez de Jair da Costa, integrante da seleção brasileira no bicampeonato mundial (1962), marcar o gol do título continental da Inter de Milão. E, em 1987, Juary, um ex-Menino da Vila, saiu do banco para fazer do Porto campeão europeu.

Foi só no século 21, quando a globalização realmente tomou conta do futebol mundial, que os gols brasileiros em finais de Champions se tornaram frequentes.

Ao longo das últimas duas décadas, Lúcio, Carlos Alberto, Deco, Belletti, Marcelo e Neymar escreveram seus nomes na história da competição.

Um fato curioso sobre os artilheiros brasileiros na decisão da Liga dos Campeões é que quase todos acabaram conquistando a competição.

O zagueiro Lúcio, ex-capitão da seleção, é a única regra para a exceção. Em 2002, seu gol não evitou a derrota do Bayer Leverkusen para o Real Madrid, que era liderado dentro de campo por seu técnico atual, Zinédine Zidane.

GOLS BRASILEIROS EM FINAIS DE CHAMPIONS

1962/63 – Mazzola (2 gols) – Milan 2 x 1 Benfica
1964/65 – Jair da Costa – Inter de Milão 1 x 0 Benfica
1986/87 – Juary – Porto 2 x 1 Bayern de Munique
2001/02 – Lúcio – Real Madrid 2 x 1 Bayer Leverkusen
2003/04 – Carlos Alberto – Porto 3 x 0 Monaco
2003/04 – Deco – Porto 3 x 0 Monaco
2005/06 – Belletti – Barcelona 2 x 1 Arsenal
2013/14 – Marcelo – Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madri
2014/15 – Neymar – Barcelona 3 x 1 Juventus


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Rafael Reis

Ele é brasileiro, atacante, tem um faro de gol apurado, não é dos jogadores mais queridos pelos árbitros, recebe muitos cartões e estará em campo neste sábado em busca do título da Copa do Rei da Espanha.

Essa até poderia ser a descrição de Neymar. Mas, na verdade, é uma breve apresentação do camisa 20 do último adversário do Barcelona na temporada 2016/17.

Deyverson é uma das principais esperanças do Alavés para conquistar neste fim de semana o maior título dos seus 96 anos de história. Mas não deixa de ser uma das grandes preocupações do técnico Mauricio Pellegrino.

Isso porque sua fúria pode render gols (é o vice-artilheiro do time na temporada, com sete bolas na rede) ou situações que deixem seu clube em situação delicada.

Só no Campeonato Espanhol, Deyverson recebeu 14 cartões amarelos ao longo dos últimos nove meses. Nenhum jogador brasileiro que disputa as cinco principais ligas nacionais da Europa foi mais punido do que ele.

“Isso é coisa de futebol. Tomo bastante cartão porque quero ajudar a equipe”, minimiza, antes de admitir que é sim um jogador polêmico, daqueles que incomodam os adversários e também os árbitros.

“Sou provocador. Falo bastante, protesto bastante. E também já tem aquela perseguição contra jogador brasileiro.”

Mas o momento mais polêmico da temporada não lhe rendeu nenhuma punição da arbitragem. Em março, Deyverson comemorou o gol da vitória por 1 a 0 do Alavés sobre a Real Sociedad abaixando o calção para mostrar um beijo tatuado pouco abaixo da cintura.

O comportamento lhe rendeu muitas críticas nas redes sociais e na imprensa. Afinal, o jogador por pouco ficou a poucos centímetros de exibir suas partes íntimas dentro do gramado e para as câmeras de TV.

“Não foi por mal, foi coisa de euforia. Quis homenagear minha família. Mas já pedi desculpas aos pais que levaram os filhos ao estádio ou que estavam vendo o jogos pela TV. O problema é que as pessoas criticam mais que elogiam.”

Nascido no Rio de Janeiro, Deyverson começou a carreira no Mangaratibense, onde jogou até 2012, quando foi contratado pelo Benfica para defender a equipe B do clube. Desde então, tem rodado pela Europa.

Já atuou em Portugal (Belenenses), na Alemanha (Colônia) e chegou em 2015 à Espanha. Atualmente, está emprestado ao Alavés pelo Levante, que voltará à primeira divisão na próxima temporada.

Só que Deyverson não sabe para onde vai depois da decisão da Copa do Rei. Apesar de ter contrato com o clube valenciano até 2019, ele sabe que os gols marcados nesta temporada contra Barcelona e Real Madrid podem ter aberto novas portas.

“Para mim, todo gol é especial. Mas é claro que as pessoas falam muito de você quando marca gols contra Barça e Real”, completa.


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