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PSG: Neymar é rei dos dribles, assistências… e também dos passes errados
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Rafael Reis

Neymar foi contratado para ser o protagonista do Paris Saint-Germain. E basta olhar suas estatísticas para constatar que isso tem acontecido.

O craque brasileiro nunca balançou as redes em uma frequência tão alta na carreira (média de 0,96 gol por partida).

O camisa 10 é também o vice-artilheiro do PSG na temporada (28 gols), o jogador que mais dribla (7,3 por jogo), que mais deu assistências (17) e também o que mais cria oportunidades para seus companheiros finalizarem (3,6 por partida).

 

Um desempenho que lembra o de outros protagonistas dos grandes clubes do planeta, como Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Digno daquilo que o PSG desejava quando foi buscá-lo na Catalunha.

Mas até mesmo o jogador mais caro da história tem um ponto fraco.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar tem o pior passe de todo o elenco do líder do Campeonato Francês.

Segundo a plataforma, o camisa 10 acerta 79,4% dos passes que tenta. Nenhum dos 25 jogadores que o técnico Unai Emery já escalou nesta edição da Ligue 1 tem desempenho tão ruim nos passes.

A maior parte dos atletas do PSG tem acerto de passe superior aos 90%. Fazem parte desse clube os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os meias Marco Verratti, Adrien Rabiot, Giovani Lo Celso e o meia-atacante Julian Draxler, entre outros.

É óbvio que Neymar erra mais passes não porque tem uma qualidade técnica inferior à dos seus companheiros de equipe, mas porque arrisca mais do que eles.

Enquanto os membros do meio-campo do PSG têm como principal missão fazer a bola rodar, em passes curtos e laterais, o brasileiro é o homem da criatividade e precisar dar toques mais ousados, muitas vezes em profundidade, que quebrem a marcação adversária.

No entanto, mesmo na comparação com outros jogadores do primeiro escalão que desempenham funções parecidas com a dele e também precisam ousar mais do que a média nos passes, o desempenho de Neymar nesse fundamento deixa a desejar.

Lionel Messi, o homem-chave do Barcelona, tem 80,2% de acerto nos passes, aproveitamento melhor do que o outros três integrantes do elenco catalão: Aleix Vidal, Luis Suárez e o garoto José Arnáiz.

Já o belga Kevin de Bruyne, o cara do passe decisivo no Manchester City, tem um desempenho bem melhor no passe: 83,3%, mais que os atacantes Sergio Agüero, Leroy Sané e Gabriel Jesus.

Contra o Real Madrid, no próximo dia 6, é bom que Neymar calibre o pé e acerte mais passes do que de costume.

Afinal, o PSG precisa (e muito) do seu principal jogador para reverter o 3 a 1 aplicado pelo atual bicampeão europeu na Espanha e continuar vivo na briga pelo título inédito da Champions.


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Neymar deixa Jonas para trás e vira melhor brasileiro na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Em meio às incertezas que tomaram conta do Paris Saint-Germain depois da derrota para o Real Madrid, na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar se tornou o brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao principal goleador das ligas nacionais do Velho Continente na temporada.

Com o gol marcado na vitória por 5 a 2 sobre o Strasbourg, no sábado, o camisa 10 da seleção de Tite chegou a 38 pontos e deixou para trás Jonas, do Benfica, que passou em branco na rodada do último fim de semana.

Apesar de feito menos gols que o artilheiro do Campeonato Português (19, contra 25), Neymar aparece à frente do benfiquista porque, de acordo com o regulamento da Chuteira de Ouro, cada bola na rede no Campeonato Francês tem peso dois, enquanto cada tento na liga portuguesa vale só 1,5.

O astro do PSG ocupa agora a oitava colocação no prêmio. Já Jonas aparece logo na sequência e é o nono.

Vivendo a melhor fase desde que desembarcou na Ligue 1, no começo da temporada, Neymar está oito pontos (quatro gols) atrás do inglês Harry Kane, do Tottenham, e do uruguaio Edinson Cavani, seu companheiro no PSG, que dividem a liderança do prêmio.

Mohamed Salah (Liverpool), Ciro Immobile (Lazio), Sergio Agüero (Manchester City), Lionel Messi (Barcelona) e Robert Lewandowski (Bayern de Munique) também estão à frente do brasileiro.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada e adversário de Neymar na Champions, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, está em franca recuperação e já aparece na 38ª posição, com 24 pontos (12 gols no Campeonato Espanhol).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. E aí, nesta temporada, quem ficará com o prêmio?

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 46 pontos (23 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 46 pontos (23 gols)
3º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 44 pontos (22 gols)
Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 44 pontos (22 gols)
5º – Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 42 pontos (21 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 40 pontos (20 gols)
8º – Neymar (BRA, Paris Saint-Germain) – 38 pontos (19 gols)
9º – Jonas (BRA, Benfica) – 37,5 pontos (25 gols)
10º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)


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Neymar ou Cristiano Ronaldo: quem é o verdadeiro “rei” do mata-mata?
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo e Neymar já costumam atrair boa parte dos holofotes em todas as partidas de Real Madrid e Paris Saint-Germain. Mas nesta quarta-feira, às 17h45 (de Brasília), quando as duas equipes se enfrentarem no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, a atenção sobre eles será maior ainda.

Além de serem os protagonistas dos times que irão medir força no mais aguardado confronto do início da fase final da Champions, o astro português e o craque brasileiro têm uma característica especial que será posta à prova no Santiago Bernabéu: eles costumam crescer nos momentos de decisão.

Apesar de serem consistentes também em competições de pontos corridos e em fases de grupos de torneios híbridos, Cristiano Ronaldo e Neymar construíram os grandes momentos de suas carreiras em confrontos eliminatórios, como o desta quarta.

Mas, afinal, qual dos dois é o verdadeiro “Rei dos Mata-Matas”? Analisamos e comparamos os desempenhos do português do Real Madrid e do brasileiro do PSG em partidas disputadas nesse formato para te ajudar a responder essa pergunta.

PROTAGONISMO

Cristiano Ronaldo já conquistou quatro títulos de Champions, e em todos eles brilhou na reta final da competição, que é disputada em formato mata-mata. Em 2008, fez o gol do Manchester United no tempo normal da decisão (vencida nos pênaltis, contra o Chelsea). Oito anos depois, descolou um hat-trick nas quartas que impediu a queda do Real ante o Wolfsburg. Em 2016, marcou em cinco dos sete jogos da fase final do torneio. E no ano passado, obteve um feito ainda maior: marcou dez vezes nos últimos cinco jogos da campanha (quartas, semi e final).

Já Neymar brilhou na reta final da Champions de 2015, a única que venceu até o momento. Então no Barcelona, o brasileiro balançou as redes nos dois jogos nas quartas (contra o PSG), nas duas partidas da semifinal (ante o Bayern de Munique) e também na decisão com a Juve. Com isso, foi co-artilheiro da competição. O outro torneio em que foi artilheiro na Europa também foi disputado em sistema de mata-mata, a Copa do Rei 2014/15. Além disso, sua grande atuação nos últimos anos se deu em uma partida eliminatória: a goleada por 6 a 1 aplicada pelo Barça sobre o PSG nas oitavas da Champions passada.

GOLS

Neymar pode se orgulhar de uma marca rara, que deixa bem claro que ele não é aquele tipo de jogador que se esconde no momento da decisão. Muito pelo contrário. Em sua trajetória europeia, o camisa 10 do PSG vai às redes em uma frequência maior quando disputa jogos eliminatórios. Desde 2013, quando trocou o Santos pelo Barcelona, Neymar tem média de 0,67 gol por jogos em mata-matas, contra 0,61 em partidas de pontos corridos ou fase de grupos.

No mesmo período, Cristiano Ronaldo fez um número bem maior de gols, teve um índice um pouco abaixo nos confrontos eliminatórios, mas mesmo assim acima de Neymar. Sua média de bolas na rede em jogos de fase de grupos ou pontos corridos é de 1,04. A de mata-matas também é excelente, mas um pouco menor: 0,87 por partida.

SELEÇÃO

Maior artilheiro da história da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo ajudou seu país a atingir o inédito título da Eurocopa, em 2016, e também foi vice continental, 12 anos antes. Nas duas campanhas, teve papel decisivo na fase de mata-matas. Em 2004, fez um e deu uma assistência na semifinal contra a Holanda (2 a 1). Em 2016, novamente no jogo classificatório para a decisão, repetiu a dose ante o País de Gales (2 a 0). Só que em Copas do Mundo, a situação é bem diferente. CR7 já disputou cinco partidas de mata-matas da principal competição do planeta, e nunca balançou as redes.

Com trajetória bem mais curta que a do adversário desta quarta, Neymar também ainda persegue seu primeiro gol na reta final de uma Copa, mas só participou de dois jogos nesse formato até agora. Seu grande momento pela seleção brasileira aconteceu na Copa das Confederações-2013. Na ocasião, fez um gol e deu assistência na vitória por 3 a 0 sobre a Espanha, na final da competição.


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Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
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Rafael Reis

Neymar foi para o Paris Saint-Germain no início da temporada para ser o líder de um time que sonha ganhar o título europeu. Lionel Messi já é o “cara” do Barcelona há cerca de uma década.

Mas, afinal, qual dos dois craques sul-americanos é mais essencial para o sucesso de seu time? E quem é mais dependente do futebol do seu maior astro, PSG ou Barça?

A primeira forma de se analisar essa questão é confrontar a participação dos jogadores no total de números marcados por cada equipe na atual temporada.

Desde que desembarcou no PSG, Neymar já balançou as redes 27 vezes e deu mais 16 assistências para seus companheiros marcarem. Ou seja, o brasileiro “criou” 43 gols para a equipe francesa.

O ataque do PSG, o mais positivo do futebol europeu em 2017/18, marcou 125 vezes na “era Neymar”. Isso significa que o camisa 10 participou ativamente de 34,4% de todos os gols marcados pelo time de Unai Emery.

Assim como o astro brasileiro, Lionel Messi também tem 27 tentos na temporada. Mas seu número de passes decisivos para gol é um pouco menor que o do antigo companheiro de Barça: 14.

Só que os 41 gols “produzidos” pelo argentino representam quase 47,1% de todas as vezes que o Barcelona foi às redes nos últimos seis meses, já que o clube espanhol acumula “apenas” 87 gols na soma de todas as competições que disputa.

Isso significa que, na quantidade de gols, o Barça é muito mais dependente de Messi do que o PSG em relação a Neymar.

O segundo método para se avaliar o nível de importância de cada jogador no elenco é medir o desempenho do time quando tem ele em campo e quando ele é desfalque.

E aí, quem leva a vantagem é o camisa o 10 brasileiro.

O aproveitamento do Barcelona quando não conta com o futebol de Messi já é muito bom: 77,8% dos pontos disputados (duas vitórias e uma empate). Mas fica ainda melhor quando utiliza seu principal jogador: 80,5% (27 vitórias, 6 empates e três derrotas).

O aproveitamento do PSG também cresce quando escala sua estrela máxima, o homem de 222 milhões de euros (R$ 893 milhões), mas em uma escala bem maior.

Nos jogos em que não utilizou o atacante brasileiro, a equipe francesa conseguiu 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Ou seja, conquistou 84,8% dos pontos possíveis. Com Neymar em campo, o aproveitamento subiu para 89,7% (23 vitórias, 1 empate e 2 derrotas).

Ou seja, se na construção de jogadas de gol, o Barça é mais dependente de Messi do que o PSG de Neymar, na obtenção de resultados positivos, o que acontece é justamente o contrário. Que tal um empate técnico?


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Neymar, Messi e cia.: Top 10 da artilharia da Europa tem 7 sul-americanos
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Rafael Reis

Os maiores artilheiros do futebol europeu na temporada 2017/18 nasceram bem longe do Velho Continente.

Dos 11 jogadores que ocupam o top 10 da Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao goleador máximo dos campeonatos nacionais europeus, apenas três não são “forasteiros”: o inglês Harry Kane (Tottenham), o italiano Ciro Immobile (Lazio) e o polonês Robert Lewandowski (Bayern de Munique).

Quem domina o ranking dos artilheiros desta temporada é a América do Sul, com nada menos que sete jogadores no top 10.

O Brasil tem dois representantes. Jonas (Benfica), é o sexto colocado no prêmio, com 37,5 pontos (23 gols). Neymar (PSG), o maios astro do país na atualidade, aparece logo na sequência, com 36 pontos (18 gols).

A lista ainda tem três argentinos, Lionel Messi (Barcelona), Mauro Icardi (Inter de Milão) e Sergio Agüero (Manchester City), um uruguaio, Edison Cavani (PSG), e o colombiano Radamel Falcao García (Monaco).

O outro não-europeu que ocupa a parte de cima da classificação da Chuteira de Ouro é o egípcio Mohamed Salah (Liverpool), um dos vice-líderes do prêmio, com 42 pontos (21 gols) – Cavani divide com ele a segunda posição.

Apesar do predomínio dos estrangeiros no top 10 desta edição, o prêmio tem como líder um europeu legítimo. Na atual temporada, nenhum jogador pontuou mais no prêmio que o inglês Harry Kane.

O camisa 10 do Tottenham acumula até o momento 22 gols na Premier League, marca que lhe rende 44 pontos e a liderança do cobiçado troféu.

O atual campeão da Chuteira de Ouro é um argentino, Messi, que marcou 37 vezes no Campeonato Espanhol de 2016/17 e encerrou a disputa com 74 pontos. O astro do Barcelona, quarto colocado neste ano, já conquistou quatro troféus de artilheiro da Europa ao longo da carreira.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, ocupa apenas a 108ª posição, com 16 pontos (oito gols).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 44 pontos (22 gols)
2º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 42 pontos (21 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 pontos (21 gols)
4º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
6º – Jonas (BRA, Benfica) – 37,5 pontos (23 gols)
7º – Neymar (BRA, – 36 pontos (18 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 36 pontos (18 gols)
10º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 34 pontos (17 gols)
Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 34 pontos (17 gols)


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Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
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Rafael Reis

Em 2017, as transferências internacionais no Mercado da Bola movimentaram US$ 6,37 bilhões (cerca de R$ 20,2 bilhões).

O valor impressiona, mas representa apenas 15,8% de todas as transações de jogadores de futebol envolvendo clubes de países diferentes.

É que, mesmo em tempos marcados pela gastança desenfreada dos principais clubes do planeta e quando tudo no futebol parece girar em torno do dinheiro, a maioria absoluta das transferências acontece sem nenhum tipo de compensação financeira.

De acordo com o “Global Transfer Market Report” (“Relatório do Mercado Global de Transferências”, em tradução livre para o português), documento divulgado pela Fifa na última semana, 84,2% de todas as transferências internacionais seladas no ano passado foram gratuitas.

Esses negócios incluem empréstimos, mudanças de clube ao fim do contrato vigente, contratações de atletas que não possuíam vínculo com nenhum time ou mesmo transações em que as duas equipes (compradora e vencedora) julgaram não ser necessárias nenhuma espécie de pagamento pelo jogador.

E mesmo entre os 15,8% das transferências que envolvem dinheiro, poucas são as que mexem com quantias milionárias.

Negócios que superam os US$ 10 milhões (pouco menos de R$ 32 milhões), aqueles que normalmente a imprensa dá algum destaque e os torcedores comentam com mais ânimo nas redes sociais, corresponderam a apenas 1% das transações internacionais de 2017, de acordo com o relatório produzido pela Fifa.

As mudanças de clube que movimentaram no máximo US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões) representaram 11% do total, sendo que pouco menos da metade delas (5% do montante global) foram de negócios que não chegaram nem a US$ 100 mil (R$ 320 mil).

Ou seja, enquanto alguns poucos times gastam caminhões de dinheiro para ter um Neymar, um Philippe Coutinho ou Kylian Mbappé em seus elencos, a maioria das equipes de futebol do planeta não investe nada (ou praticamente nada) na compra de direitos econômicos de jogadores.

E esses times não apenas aqueles que estão na periferia da bola.

O Las Palmas, que disputa a primeira divisão espanhol, gastou apenas 350 mil euros (R$ 1,4 milhão) em contratações na atual temporada.

Já o Troyes, adversário de Neymar, o jogador mais caro da história do futebol, na Ligue 1 francesa, obteve um feito ainda mais impressionante: não torra sequer um centavo na aquisição de novos atletas há dois anos e meio.

Sim, o Mercado da Bola movimenta muito dinheiro. Mas ele está em poucas e privilegiadas mãos.


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Com 6 gols em 2 jogos, Neymar entra no top 10 dos artilheiros da Europa
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Rafael Reis

Pela primeira vez desde que chegou ao Paris Saint-Germain e se transformou no jogador de futebol mais caro de todos os tempos, Neymar entrou no top 10 da Chuteira de Ouro, o prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais da Europa em uma temporada.

Com os dois gols marcados na vitória por 4 a 0 sobre o Montpellier, no sábado, o camisa 10 do PSG chegou a 17 bolas na rede no Campeonato Francês e assumiu a nona colocação no ranking dos goleadores de 2017/18, com 34 pontos.

O atacante, que marcou seis vezes em suas duas últimas apresentações na Ligue 1, é o segundo melhor brasileiro na classificação. Ele está atrás apenas de Jonas, artilheiro do Campeonato Português pelo Benfica, que ocupa a quinta posição, com 36 pontos (24 gols).

Contratado por 222 milhões de euros (R$ 868,7 milhões) em agosto, Neymar nunca passou perto de conquistar a Chuteira de Ouro. Na última edição do prêmio, quando ainda vestia a camisa do Barcelona, ele foi apenas o 66º colocado.

Na atual temporada, a briga pelo troféu está equilibrada. O inglês Harry Kane, do Tottenham, e o uruguaio Edinson Cavani, companheiro da estrela brasileira no PSG, dividem a primeira colocação, com 42 pontos (21 gols).

Dono de quatro Chuteiras de Ouro e atual vencedor do prêmio, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o italiano Ciro Immobile, da Lazio, aparecem logo na sequência, com um gol (e dois pontos) a menos.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, ocupa apenas a 103ª posição, com 16 pontos (oito gols).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 42 pontos (21 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 42 pontos (21 gols)
3º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
5º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 36 pontos (18 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 36 pontos (18 gols)
Jonas (BRA, Benfica) – 36 pontos (24 gols)
9º – Neymar – 34 pontos (17 gols)
10º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 32 pontos (16 gols)
Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 32 pontos (16 gols)
Nabil Fekir (FRA, Lyon) – 32 pontos (16 gols)
Fabio Quagliarella (ITA, Sampdoria) – 32 pontos (16 gols)
Luis Suárez (ESP, Barcelona) – 32 pontos (16 gols)


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Amado ou odiado? Com Neymar, PSG tem maior média de público de sua história
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Rafael Reis

Neymar pode até não estar vivendo a sonhada lua de mel que desejava com a torcida do Paris Saint-Germain. Mas, mesmo aos trancos e barrancos com os fãs, sua presença tem sido suficiente para encher o Parc-des-Princes.

Na primeira temporada do brasileiro com a camisa azul, o PSG tem registrado a maior média de público da sua história no Campeonato Francês. E o mesmo está para acontecer na Liga dos Campeões da Europa.

Nos primeiros 11 jogos como mandante na Ligue 2017/18, o time da capital francesa atraiu para o estádio pouco mais de 513 mil torcedores.

A média, de 46.707 espectadores por partida, é a maior dentre os 20 clubes que disputam a primeira divisão e supera em 3% a marca de 45.317 torcedores por jogo da equipe na temporada passada.

Ela também é maior que o recorde histórico do PSG, 46.160 pessoas a cada apresentação, estabelecido em 2015/16, o último ano da passagem de Ibrahimovic pelo clube.

Na Champions, o PSG segue o mesmo caminho. Após os três jogos da fase de grupos da competição, o time de Neymar tem média de 46.314 torcedores por partida, também maior que a da temporada anterior (45.516).

O público atual ainda está um pouco abaixo do registrado em 2015/16, o maior da história, quando teve média de 46.322 pagantes por partida, mas certamente irá superá-lo depois do confronto com o Real Madrid, pelas oitavas de final.

O maior público do PSG na atual temporada foi registrado na goleada por 4 a 1 sobre o Nantes, em novembro: 47.680 torcedores. Curiosamente, Neymar não marcou e nem passe para gol deu naquela tarde de sábado.

Como a capacidade atual do Parc-des-Princes é de 47.929 pessoas (um pouco menos em jogos de Champions), o clube francês já não tem muita margem para crescimento. A média atual na Ligue 1 equivale a 97,4% da lotação do estádio.

Neymar foi contratado pelo PSG em agosto pela maior quantia já paga por um jogador de futebol: 222 milhões de euros (R$ 879 milhões). Os principais objetivos do clube francês eram fortalecer sua marca e conquistar pela primeira vez o título da Champions.

Apesar do sucesso comercial instantâneo e dos 24 gols nas primeiras 23 partidas pela nova equipe, o brasileiro não caiu completamente nas graças dos franceses.

Na goleada por 8 a 0 sobre o Dijon, na semana passada, o camisa 10 foi vaiado por torcedores do próprio PSG depois de não permitir que Cavani cobrasse um pênalti que poderia transformá-lo no maior goleador da história do clube.

A imprensa e ex-jogadores franceses também não tem economizado nas críticas ao jogador, não tanto por seu desempenho, mas sim pelo comportamento dentro de campo.

Em meio a tudo isso, o nome de Neymar passou a ser ventilado em uma nova transferência bombástica, agora para o Real Madrid, arquirrival do Barcelona, clube que ele defendia até seis meses atrás.


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Kane se isola na ponta da Chuteira de Ouro, mas vê Messi na sua cola
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Rafael Reis

É bom Harry Kane, Ciro Immobile, Edinson Cavani e os outros candidatos à Chuteira de Ouro na atual temporada ficarem de olhos bem abertos.

Atual vencedor e um dos recordistas do prêmio, com quatro troféus levantados, o argentino Lionel Messi entrou de vez na briga pelo posto de maior artilheiro das ligas nacionais europeias em 2017/18.

Com os dois gols marcados no 5 a 0 aplicado pelo Barcelona contra o Betis, no domingo, o camisa 10 chegou a 19 gols no Campeonato Espanhol e pulou para a quarta colocação no ranking dos goleadores do continente.

Messi tem agora 38 pontos, só quatro a menos que o inglês Harry Kane, do Tottenham, que se isolou na liderança da Chuteira de Ouro depois de marcar o gol do Tottenham no empate por 1 a 1 sobre o Southampton, também no domingo.

Só que o argentino tem uma vantagem considerável sobre o primeiro colocado do prêmio. Enquanto o Campeonato Espanhol vai agora para a 21ª rodada, a Premier League Inglesa já teve disputadas 24 das suas 38 rodadas.

Novamente na briga pela Chuteira de Ouro, Messi já venceu o prêmio em 2009/10, 2011/12, 2012/13 e 2016/17. Na temporada passada, somou 74 pontos, resultados dos 37 gols anotados na liga espanhola.

O melhor brasileiro no ranking deste ano é Jonas, do Benfica, que tem 34,5 pontos e aparece na sétima posição. A última vitória do país na Chuteira de Ouro foi alcançada por Jardel, então jogador do Sporting, em 2001/12.

Neymar, o jogador mais caro da história do futebol e a principal estrela do PSG e da seleção brasileira na atualidade, ocupa a 12ª posição no ranking, com 30 pontos (15 gols). Cristiano Ronaldo, o atual melhor do mundo e camisa 7 do Real Madrid, é o 239º colocado, com 12 pontos (seis gols).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 42 pontos (21 gols)
2º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40 pontos (20 gols)
4º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 38 pontos (19 gols)
5º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 36 pontos (18 gols)
7º – Jonas (BRA, Benfica) – 34,5 pontos (23 gols)
8º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 34 pontos (17 gols)
9º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 32 pontos (16 gols)
Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 32 pontos (16 gols)
Nabil Fekir (FRA, Lyon) – 32 pontos (16 gols)


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Em 6 meses, jogadores brasileiros movimentam R$ 3,5 bi no Mercado da Bola
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Rafael Reis

Os jogadores brasileiros de futebol nunca movimentaram tanto dinheiro no Mercado da Bola quanto nos últimos seis meses.

Desde julho do ano passado, pelo menos 890 milhões de euros (R$ 3,5 bilhões) foram investidos por clubes do mundo inteiro na contratação de atletas do único país pentacampeão mundial de futebol.

O valor compreende apenas as transações de jogadores que têm como cidadania principal a brasileira. Quem nasceu no Brasil, mas hoje defende outra seleção, caso do espanhol Diego Costa, que trocou o Chelsea pelo Atlético de Madri, em um negócio de 66 milhões de euros (cerca de 260 milhões) não foi contabilizado.

O levantamento, feito através do banco de dados do “Transfermark”, site especializado no Mercado da Bola, leva em conta todas as transferências concretizadas entre a abertura da janela de transferências do verão europeu (1º de julho de 2017) e o dia 20 de janeiro de 2018.

Negociações que foram acertadas no período, mas ainda não foram colocadas em prática, como a saída de Vinícius Júnior para o Real Madrid por 45 milhões de euros (R$ 177 milhões), também foram descartadas.

Mesmo com essas restrições, o valor movimentado em transações de jogadores brasileiros é, de longe, o maior da história.

Só como comparação, durante a temporada 2016/17, ou seja, entre os dias 1º de julho de 2016 e 30 de junho de 2017, o saldo das transações envolvendo atletas aptos a defender a seleção de Tite foi de aproximadamente 585 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões).

Isso significa que as contratações de jogadores brasileiros feitas últimos seis meses movimentaram 52,1% a mais de dinheiro do que os negócios fechados nos 12 meses anteriores a esse período.

A conta da temporada 2017/18 ainda deve aumentar mais um pouco nos próximos meses, já que a janela de transferências da Europa ainda ficará aberta por mais dez dias e os mercados brasileiro, chinês e do Oriente Médio também continuarão contratando.

O recorde nos negócios envolvendo atletas do Brasil está ligado a dois fatores.

O primeiro é a própria inflação do Mercado da Bola internacional. As três transações mais caras da história do futebol (quatro, se considerarmos a venda de Kylian Mbappé para o PSG, que só será contabilizada em julho, pois ainda está emprestado) foram feitas nos últimos seis meses.

Além disso, o Brasil foi protagonista nesse processo que alavancou os preços dos jogadores mais desejados do planeta.

Afinal, a ida de Neymar para o PSG, por 222 milhões de euros (R$ 873 milhões), em agosto, é o maior negócio já fechado entre os clubes de futebol. E a de Philippe Coutinho para o Barcelona, por 160 milhões de euros (R$ 630 milhões), concretizada no início do mês, ocupa o segundo lugar nesse ranking.

10 MAIORES TRANSFERÊNCIAS DE BRASILEIRO – 2017/18

1 – Neymar (PSG) – 222 milhões de euros
2 – Philippe Coutinho (Barcelona) – 160 milhões
3 – Ederson (Manchester City) – 40 milhões
Paulinho (Barcelona) – 40 milhões
5 – Danilo (Manchester City) – 30 milhões
6 – Dalbert (Inter de Milão) – 20 milhões
7 – Thiago Maia (Lille) – 14 milhões
8 – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
9 – Richarlison (Watford) – 12,4 milhões
10 – Pedro Rocha (Spartak Moscou) – 12 milhões
Douglas Luiz (Manchester City) – 12 milhões

Fonte: Transfermarkt


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