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Tite precisa aprender a usar Firmino, o melhor camisa 10 do Brasil
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Rafael Reis

Em 29 jogos pela seleção brasileira, Roberto Firmino marcou oito gols e distribuiu três assistências. Na prática, isso significa que ele participa de 0,38 jogada que termina em bola na rede a cada partida que disputa.

Já no Liverpool, o alagoano de Maceió ostenta 60 tentos e 43 passes para gol ao longo de 174 apresentações oficiais. Ou seja, ele tem atuação direta em quase 0,60 gol a cada 90 minutos de futebol.

Crédito: Divulgação

A discrepância entre esses dois números escancara uma das missões mais urgentes de Tite no comando da seleção: aprender a usar Firmino corretamente.

O objetivo não tem nada de individualista e, muito menos, de banal. Fazer o jogador render tudo que pode na equipe canarinha é essencial. Afinal, apesar de usar o número 9 nos Reds, ele é o melhor camisa 10 do futebol brasileiro na atualidade.

Sim, eu sei que Neymar tem exercido exatamente essa função no Paris Saint-Germain e eventualmente também na seleção. Mas a aptidão de Firmino para trabalhar na criação das jogadas é até maior do que a do craque do PSG.

E a explicação para isso é uma só: cérebro. Sob a orientação do técnico alemão Jürgen Klopp, o brasileiro se transformou em um dos jogadores de maior inteligência tática do futebol mundial.

Se Mohamed Salah virou um dos atacantes mais temidos da atualidade, parte considerável da responsabilidade é de Firmino, que aprendeu a se movimentar em campo de forma que abrisse espaço para as entradas em diagonal do egípcio.

O sucesso do Liverpool finalista da Liga dos Campeões na temporada passada e líder desta edição do Campeonato Inglês também passa pelo brasileiro, que disputou todos os 30 jogos do clube em 2018/19.

Até a temporada passada, Firmino era, pelo menos no papel, o centroavante dos Reds. Na prática, ele se comportava como um falso 9, que recuava ao meio-campo para participar da criação das jogadas ofensivas e abria espaços para Salah e Sadio Mané ocuparem.

Mas, nos últimos meses, o brasileiro mudou de posicionamento e foi recuado para jogar logo atrás do astro egípcio. No esquema 4-2-3-1 implantado por Klopp, o alagoano é o principal armador da equipe, o cara que joga pela faixa central do campo e municia o atacante. Ou seja, o camisa 10.

A adaptação de Firmino à função foi das mais tranquilas. Afinal, era assim que ele jogava lá no início de sua carreira europeia, em 2011, pelo Hoffenheim. Foi também nessa posição que ele teve sua melhor atuação na temporada, o hat-trick (três gols em um jogo) na goleada por 5 a 1 sobre o Arsenal, no fim do mês passado.

A seleção volta a campo em março, contra adversários ainda não definidos. E Tite cometerá um erro danado se colocar Firmino para disputar posição com Gabriel Jesus ou qualquer outro atacante que venha a ser convocado.

O jogador do Liverpool precisa ser escalado na função de camisa 10. É nessa posição que ele conseguirá, enfim, mostrar tudo o que sabe para o torcedor brasileiro.


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Por onde andam 7 ex-jogadores do Liverpool que “sumiram”?
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Rafael Reis

Como está a carreira daquele jogador que já teve seus momentos de glória em um dos grandes clubes do futebol europeu, mas que hoje anda um tanto quanto sumido, vestindo uma camisa menos tradicional e atuando por um campeonato que gera menos repercussão midiática?

É para responder a essa pergunta que o “Blog do Rafael Reis” publica desde o fim de novembro a seção “Por Onde Anda? – Times Internacionais”. Durante as próximas semanas, revelaremos os paradeiros de vários jogadores que estão nessa situação.

Nesta quinta-feira, mostramos os destinos de sete ex-jogadores do Liverpool. Na semana que vem, será a vez de desvendarmos os paradeiros de atletas que passaram pelo Arsenal.

LORIS KARIUS
Goleiro
25 anos
Alemão
Besiktas (TUR)

Crédito: Andrew Boyers/Reuters

Vilão da derrota do Liverpool para o Real Madrid na final da última Liga dos Campeões, o goleiro alemão ficou sem clima para continuar em Anfield e acabou emprestado para o futebol turco. No Besiktas, Karius é titular absoluto, mas não tem passado tanta confiança assim para seus zagueiros. A prova disso é que só não sofreu gols em três das 18 partidas que disputou na atual temporada.

GLEN JOHNSON
Lateral direito
34 anos
Inglês
Sem clube

Crédito: Divulgação

Dono da lateral direita dos Reds durante pelo menos cinco temporadas, defendeu a seleção inglesa em duas Copas do Mundo (2010 e 2014) e uma Eurocopa (2012). Seu último clube foi o Stoke City, onde passou três anos. Desde julho, quando seu contrato chegou ao fim, está desempregado e busca um novo time para dar continuidade à carreira.

ANDY CARROLL
Atacante
30 anos
Inglês
West Ham (ING)

Crédito: AFP

Uma das piores contratações do Liverpool nas últimas décadas, o centroavante custou 41 milhões de euros (R$ 177,6 milhões) e só marcou 11 gols com a tradicional camisa vermelha. Sem mostrar futebol no clube, Carroll voltou à sua rotina de atuar por times medianos do futebol inglês. Na atual temporada, vem tentando recuperar espaço no West Ham depois de uma cirurgia no tornozelo que o deixou fora de ação por mais de quatro meses.

MARTIN SKRTEL
Zagueiro
34 anos
Eslovaco
Fenerbahce (TUR)

Crédito: Chris Hughes/AP

Apesar de nunca ter sido um primor do ponto de vista técnico, o zagueiro permaneceu durante oito temporadas e meia no elenco do Liverpool e até hoje é um dos jogadores mais importantes da seleção eslovaca. Longe dos holofotes desde que deixou o clube para jogar no Fenerbahce, em 2016, voltou a ter seu nome comentado nas últimas semanas depois que apareceu na imprensa europeia como possível reforço da defesa do Barcelona para a janela de janeiro.

YOSSI BENAYOUN
Meia
38 anos
Israelense
Beitar Jerusalem (ISR)

Crédito: Reprodução

O meia rodou bastante pelo futebol inglês entre 2005 e 2014. Além do Liverpool, onde jogou por três temporadas, também defendeu West Ham, Chelsea, Arsenal e Queens Park Rangers. O jogador retornou a Israel cinco anos atrás e já tem aposentadoria marcada para junho. Antes, quer impedir que o Beitar Jerusalem, time pelo qual assinou nove dias atrás, seja rebaixado para a segunda divisão nacional.

STEWART DOWNING
Meia
34 anos
Inglês
Middlesbrough (ING)

Crédito: Reprodução

Uma das grandes promessas do futebol inglês no começo da década passada, chegou a disputar a Copa do Mundo de 2006, mas não “explodiu” como esperado. Entre 2011 e 2013, defendeu o Liverpool, único time de grande porte de sua carreira. A passagem de Downing por Anfield, no entanto, foi esquecível. Hoje, disputa a segundona inglesa pelo Middlesbrough, seu primeiro clube como profissional.

DAVID N’GOG
Atacante
29 anos
Francês
Honvéd (HUN)

Crédito: Reprodução

O torcedor do Liverpool certamente não sente saudades do centroavante francês que se destacou nos seus primeiros dias como profissional no Paris Saint-Germain e desembarcou na Inglaterra logo depois. N’Gog chegou a jogar 94 vezes pela equipe vermelha, mas perdeu bem mais gols do que as 19 bolas que conseguiu empurrar para as redes adversárias. Após rodar pela Grécia e se aventurar na Escócia, o atacante tem frequentado o banco de reservas no nada poderoso futebol da Hungria.


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Rafael Reis

No dia 27 de dezembro de 2017, o Liverpool transformou Virgil van Dijk no zagueiro mais caro da história do futebol mundial. Pouco mais de um ano depois, já tem torcedor dos Reds achando que os 78,8 milhões de euros (R$ 336,5 milhões) pagos pelo jogador foram uma verdadeira pechincha.

Isso porque o holandês transformou o sistema defensivo montado por Jürgen Klopp e ajudou o treinador alemão a construir as bases da equipe que foi vice-campeã europeia na temporada passada e se tornou a sensação do futebol mundial nos últimos meses.

Crédito: Divulgação

Os números deixam bem claro como a chegada de Van Dijk impactou o time e o deixou muito mais seguro.

Nas primeiras 48 partidas do holandês vestindo a tradicional camisa vermelha, a equipe foi vazada 37 vezes, média 0,77 gol sofrido por jogo.

No mesmo número de apresentações antes do início da “era Van Dijk”, os goleiros do Liverpool tiveram de buscar 48 bolas dentro de suas metas. Ou seja, o Liverpool sofreu um gol a cada 90 minutos.

Além disso, a equipe de Anfield possui a melhor defesa do Campeonato Inglês pela primeira vez desde a temporada 2006/07, quando dividiu o posto com o Manchester United e terminou a competição no terceiro lugar.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Van Dijk é o jogador do Liverpool que mais intercepta passes (1,2 por partida) e bloqueia finalizações (0,6 por jogo) nesta edição da Premier League.

O holandês também é praticamente imbatível pelo alto. Com 1,93 m, 92 kg e ótimo senso de posicionamento, ganha em média 4,1 jogadas aéreas a cada nova apresentação do time de Klopp –menos apenas que o croata Dejan Lovren (5), seu companheiro de zaga.

“Quando um jogador custa o que ele custou e dá certo, então foi um dinheiro bem gasto. Agora, quando você gasta menos e a coisa não funciona tão bem assim, então ficou caro”, avaliou o técnico Pep Guardiola, do Manchester City, antes do duelo entre as duas equipes, na semana passada.

O sucesso do holandês o transformou no favorito das casas de aposta para vencer o prêmio de melhor jogador do Inglês nesta temporada.

O site “bet365” irá pagar 2,1 libras (R$ 10) para cada libra apostada se o zagueiro ganhar a eleição. O espanhol David Silva (City) e o egípcio Mohamed Salah (Liverpool) têm as cotações que mais se aproximam dele: 9 libras (R$ 42,8) para cada libra investida.

Hoje próximo de ser uma unanimidade, o capitão da seleção holandesa e principal nome da classificação do país para a fase final da Liga das Nações demorou para ser reconhecido no cenário internacional.

Van Dijk começou a carreira no Willem II, profissionalizou-se no Groningen e nunca jogou em nenhum dos grandes do futebol da terra de Johan Cruyff. Sua primeira experiência no exterior se deu na Escócia, em 2013. Só após duas temporadas no Celtic foi contratado pelo Southampton e desembarcou na Inglaterra.

Lá, teve de jogar mais dois anos e meio até convencer o Liverpool a investir uma fortuna para contratá-lo. O zagueiro chegou ao clube já com 26 anos nas costas e, caso chegue a disputar alguma Copa do Mundo, não o fará antes de se tornar um trintão.

Mas, pelo menos por enquanto, o Mundial é um mero detalhe para Van Dijk. No momento, tudo que ele deseja é fazer o Liverpool acabar com um jejum de quase 30 anos sem conquistar o título inglês e provar para os ainda poucos descrentes que o zagueiro mais caro do mundo custou muito… pouco.


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Salah é o símbolo do Islã para o mundo, diz 1º técnico de astro egípcio
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Rafael Reis

Adversário de Cristiano Ronaldo (Juventus) e Luka Modric (Real Madrid) na final do prêmio de melhor jogador do mundo, o atacante egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, virou o maior símbolo do Islã no planeta.

É essa a avaliação de Hamdy Nouh, primeiro técnico do artilheiro do último Campeonato Inglês e que costuma ser chamado de “pai” por ele.

“Salah é o muçulmano que mais chama a atenção no mundo hoje em dia. Ele é uma inspiração para todos nós e nos mostra o quão formidável é o Islã. Sempre que marca um gol, faz questão de agradecer a Deus”, disse o treinador, por telefone, em maio.

Nouh conheceu Salah quando o atacante tinha 11 anos e o treinou na equipe sub-15 do El Mokawloon, clube que chegou a defender como profissional e onde partiu em 2012 rumo ao início de sua trajetória europeia (Basel, Chelsea, Fiorentina, Roma e, desde o ano passado, Liverpool).

De acordo com o técnico, o atacante demonstrava, já na adolescência, uma qualidade técnica muito acima da média para um egípcio e uma fé inabalável na religião islâmica, característica que mantém até hoje.

A filha única de Salah se chama Makka, uma adaptação de Mecca, a cidade sagrada do Islã, para onde os praticantes da religião precisam viajar ao menos uma vez na vida.

Também não é raro ver o atacante ajoelhar-se em campo e levar a testa até o gramado após balançar as redes. O gesto é uma das características das orações realizadas diariamente pelos muçulmanos.

Até mesmo o Ramadã, período do ano em que os islâmicos precisam jejuar durante o dia e se alimentam exclusivamente à noite, Salah faz questão de seguir.

Mesmo com a final da Liga dos Campeões (e partida mais importante de sua carreira) coincidindo com o mês sagrado muçulmano, o jogador fez questão de manter a dieta na preparação para a decisão e só voltou a se alimentar normalmente dois dias antes do confronto com o Real Madrid, em maio.

Ao contrário de símbolos anteriores do Islã no Ocidente, como Saddam Hussein e Osama bin Laden, normalmente identificados com questões bélicas pela população deste lado do mundo, Salah transmite uma ideia de paz e caridade.

É ele quem sustenta a escola, o hospital e o ginásio de esportes de Nagrig, a cidade onde nasceu. Entre suas doações ao vilarejo estão também uma ambulância, duas incubadoras para bebês prematuros e unidades de tratamento para artrite e problemas de coluna.

O atacante também ajuda o principal hospital especializado em câncer infantil do Egito e faz doações mensais para uma associação que presta auxílio a ex-jogadores de futebol do país.

O astro já se meteu até na política econômica da sua terra natal. Em janeiro, ele doou cerca de R$ 1 milhão a um fundo de investimentos local para ajuda a combater a desvalorização da moeda egípcia.

Salah, CR7 e Modric disputam na próxima segunda-feira o título de melhor jogador do planeta na temporada 2017/18. O único veterano do prêmio é o português, que já venceu a eleição cinco vezes e busca se isolar como o maior campeão do troféu instituído pela Fifa.


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Rafael Reis

Vice-campeão da Champions de 2007 pelo Liverpool e famoso pelos escândalos sexuais e problemas judiciais que acumulou ao longo da carreira, o meia-atacante Jermaine Pennant transformou sua vida amorosa em uma espécie de reality show coberto diariamente pela imprensa inglesa.

O jogador de 35 anos foi um dos participantes da 22ª edição do Celebrity Big Brother, uma versão para famosos do reality show exibida no Reino Unido de 16 de agosto a 10 de setembro, e passou boa parte do programa se engraçando com a modelo Chloe Ayling (na foto abaixo, é a da esquerda).

O problema é que Pennant é casado desde 2014 com a stripper Alice Goodwin, que faz performances eróticas via webcam. E, para piorar, jamais falou do relacionamento que mantinha fora da casa para seu affair no reality.

Desde então, todos os passos do triângulo amoroso têm sido acompanhados diariamente (e com bastante destaque) pelos tabloides ingleses.

Na última segunda-feira, após a festa de encerramento do programa, Pennant foi flagrado durante a madrugada no hotel onde Chloe estava hospedada. Horas mais tarde, o “Sun” fotografou a esposa do jogador saindo de casa sem aliança no dedo.

No mesmo dia, o ex-Liverpool concedeu uma entrevista à revista “New! Magazine” admitindo que o flerte dentro do Big Brother havia causado danos a seu casamento. No entanto, o inglês afirmou também que o problema já estava resolvido.

“Foi pior do que eu imaginei lá de dentro. Óbvio que ela ficou chateada. Mas [meu comportamento] foi algo inocente, mesmo que não tenha parecido. Foi apenas uma pequena paquera. Pedi desculpas, e ela aceitou. Então, vamos superar e tocar a vida adiante.”

Mas, por mais que Pennant tenha tentado colocar panos quentes na situação, a imprensa inglesa não deixou o caso cair no rápido esquecimento.

Na quinta, Choe admitiu a uma rádio que gostaria de ter um caso com o jogador “caso ele não fosse comprometido” e que continua tendo contato fora da casa com o companheiro de reality. Algo que sua esposa certamente preferia que não acontecesse.

Pennant começou sua trajetória no futebol defendendo o Notts County e também passou por Arsenal, Birmingham e Stoke. O melhor momento de sua carreira aconteceu no Liverpool, time pelo qual jogou entre 2006 e 2009.

Seu último clube foi o Bilericay Town, do equivalente à sétima divisão da Inglaterra, que o demitiu em fevereiro após o suposto vazamento de um vídeo em que ele aparecia transando com sua esposa em um site de sexo ao vivo pago.

Recentemente, o jogador lançou sua autobiografia em que revelou que ele e seus colegas de futebol tinham uma espécie de pacto: caso transassem com uma mulher que já havia ido para cama de um desses companheiros de grupo, teriam de pagar uma espécie de “pedágio” para o antecessor.

Além dos escândalos sexuais, Pennant tem uma longa trajetória de passagens pela polícia, com direito a acusação de agressão a uma ex-namorada e alguns casos de excesso de velocidade.

Em 2005, ele chegou a sercondenado à prisão por dirigir sob efeito de álcool e até disputou uma partida da Premier League usando uma pulseira eletrônica para monitoramento.


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Rafael Reis

Único jogador africano finalista do prêmio de melhor do mundo nos últimos 13 anos, o atacante Mohamed Salah, do Liverpool, impôs uma série de exigências para continuar defendendo a seleção do Egito.

O astro de 26 anos, que disputa o troféu deste ano com Cristiano Ronaldo e Luka Modric, enviou um comunicado no mês passado à federação nacional com sete itens que precisam ser cumpridos para que ele não se aposente precocemente da equipe.

Entre as exigências feitas por Salah estão o bloqueio de todas as ligações para o seu quarto na concentração, a presença de dois seguranças ao seu lado sempre que estiver a serviço da seleção e sua indisponibilidade para participar de qualquer evento promocional de patrocinadores da federação –as marcas também não podem usar sua imagem.

Além disso, o atacante não quer ser importunado durante as madrugadas na concentração, dar autógrafos ou tirar selfies com funcionários da entidade. Por fim, o jogador precisa ser buscado no aeroporto e transportado para o hotel de maneira discreta sempre que for convocado para atuar por seu país.

Mas será que essa lista de exigências, que tem rodado as redes sociais nas últimas semanas, é real? Ou se trata de apenas mais uma das várias lendas urbanas do universo do futebol que habitam a internet, como o autismo de Lionel Messi e a transexualidade de Marco Verratti?

Bem, a história foi originalmente publicada pelo site egípcio “FilGoal”. Logo depois, o empresário do jogador, Ramy Abbas Issa, admitiu o ultimato de Salah à federação, mas negou que o conteúdo das exigências seja exatamente aquele que foi divulgado.

“A única forma de tornar nosso pedidos irracionais é distorcendo. Nunca pedimos, por exemplo, para que Salah fosse transportado separadamente do resto do time. Quando falamos de discrição no aeroporto, estávamos nos referindo apenas à chegada no Egito”, escreveu o agente em suas redes sociais.

O conflito entre a federação egípica e o principal jogador do país começou no primeiro semestre.

O atacante do Liverpool não gostou de ver sua imagem estampada no avião da seleção em uma propaganda de um dos patrocinadores da entidade (uma empresa de telefonia que é concorrente de um dos seus apoiadores individuais) e ameaçou não disputar a Copa do Mundo.

Um acordo foi costurado e Salah disputou normalmente a Rússia-2018, o primeiro Mundial de sua carreira. No entanto, as desavenças entre o jogador e a entidade continuaram depois da competição.

Após a divulgação da lista de exigências, o atacante foi convocado para o primeiro jogo do Egito pós-Copa. O camisa 10 da seleção fez dois gols e deu duas assistências no 6 a 0 sobre Niger, no sábado, pela primeira rodada das eliminatórias da Copa Africana de Nações.

O atacante sonha igualar o feito do liberiano George Weah (1995) e ser o segundo africano eleito o melhor jogador do mundo. O continente não era representado entre os finalistas do prêmio desde a terceira colocação do camaronês Samuel Eto’o em 2005.


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Mercado da Bola passa de R$ 23 bilhões; veja os 10 clubes mais gastões
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Rafael Reis

Maior janela de transferências da história do futebol, o Mercado da Bola para a temporada 2018/19 já movimentou 5,3 bilhões de euros (R$ 23,8 bilhões) em compras e empréstimos de jogadores. E o período para busca de reforços ainda nem chegou ao fim.

Até o dia 31 de agosto, os clubes de Espanha, Alemanha, França e da maior parte das ligas nacionais mais importantes da Europa ainda podem realizar novos negócios e anexar outros atletas aos seus elencos –na Inglaterra e na Itália, a janela já fechou.

A marca atual supera os 5,1 bilhões de euros (R$ 22,9 bilhões) que mudaram de mãos entre julho e agosto do ano passado, período que havia quebrado todos os recordes históricos em transações futebolísticas.

Na janela atual, quase 30% de todo o investimento em contratações saiu de um grupo de apenas dez clubes.

Juntos, Juventus, Paris Saint-Germain, Liverpool, Chelsea, Roma, Barcelona, Roma, Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madri, Milan e Leicester gastaram mais de 1,5 bilhão de euros (R$ 6,7 bilhões).

Nada menos que oito dos 11 contratações mais caras do período foram feitas por um dos times desse grupo. As exceções foram o argelino Riyad Mahrez, que foi para o Manchester City, e o meia brasileiro Fred, novo jogador do Manchester United.

A recordista do mercado para a atual temporada é a Juventus, que tirou o astro português Cristiano Ronaldo do Real Madrid e investiu quase 257 milhões de euros (R$ 1 bilhão) em reforços para tentar conquistar a Liga dos Campeões da Europa.

Paris Saint-Germain, de Neymar e Kylian Mbappé, e Liverpool, de Alisson, Robert Firmino e Mohamed Salah, completam o pódio dos grandes gastões desta janela de transferências.

OS 10 CLUBES MAIS GASTÕES DA TEMPORADA 2018/19
1º – Juventus (ITA) – 256,9 milhões de euros
2º – Paris Saint-Germain (FRA) – 217 milhões
3º – Liverpool (ING) – 182,2 milhões
4º – Chelsea (ING) – 137 milhões
5º – Roma (ITA) – 136,6 milhões
6º – Barcelona (ESP) – 125,9 milhões
7º – Real Madrid (ESP) – 124,3 milhões
8º – Atlético de Madri (ESP) – 123,5 milhões
9º – Milan (ITA) – 122,5 milhões
10º – Leicester (ING) – 114,6 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA, Paris Saint-Germain) – 180 milhões
2º – Cristiano Ronaldo (POR, Juventus) – 117 milhões
3º – Kepa Arrizabalaga (G, ESP, Chelsea) – 80 milhões
4º – Thomas Lemar (FRA, Atlético de Madri) – 70 milhões
5º – Riyad Mahrez (ALG, Manchester City) – 67,8 milhões
6º – Alisson (BRA, Liverpool) – 62,5 milhões
7º – Naby Keita (GUI, Liverpool) – 60 milhões
8º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
9º – Jorginho (ITA, Chelsea) – 57 milhões
10º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
TOTAL: 5,3 bilhões de euros

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Alisson (BRA, Liverpool) – 62,5 milhões
2º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
3º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
5º – Malcom (BRA, Barcelona) – 41 milhões
6º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
7º – Richarlison (BRA, Everton) – 39,2 milhões
8º – Felipe Anderson (BRA, West Ham) – 38 milhões
9º – Arthur (BRA, Barcelona) – 31 milhões
10º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 18,5 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2018/19
1º – Monaco (FRA) – 361,8 milhões
2º – Real Madrid (ESP) – 132,5 milhões
3º – Roma (ITA) – 124,7 milhões
4º – Juventus (ITA) – 99,5 milhões
5º – Napoli (ITA) – 91,5 milhões
6º – Sevilla (ESP) – 89,3 milhões
7º – Leicester (ING) – 85,8 milhões
8º – Milan (ITA) – 83,4 milhões
9º – Barcelona (ESP) – 80,2 milhões
10º – Atletic Bilbao (ESP) – 80 milhões

AS 10 LIGAS MAIS GASTONAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Campeonato Inglês – 1,42 bilhão de euros
2º – Campeonato Italiano – 1,14 bilhão
3º – Campeonato Espanhol – 787,3 milhões
4º – Campeonato Francês – 497,6 milhões
5º – Campeonato Alemão – 447,2 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 185,9 milhões
7º – Campeonato Mexicano – 96,7 milhões
8º – Campeonato Saudita – 96,1 milhões
9º – Campeonato Holandês – 75,4 milhões
10º – Campeonato Português – 72,5 milhões


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5 clubes que gastaram “como nunca” nesta janela de transferências
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Rafael Reis

Nunca os clubes de futebol gastaram tanto em contratações quanto nesta temporada. Apesar de ainda termos mais duas semanas de janela de transferências nas maioria das principais ligas nacionais do planeta, o Mercado da Bola já movimentou 5,2 bilhões de euros (R$ 23 bilhões) na montagem dos times para 2018/19.

Para que essa marca fosse atingida, é óbvio que vários times investiram como nunca haviam feito antes. Casos como o do Tottenham, que não gastou sequer um centavo em reforços nesta temporada, são pontos fora da curva.

Apresentamos abaixo cinco clubes que não fizeram questão nenhuma de economizar e quebraram seus recordes particulares de gasto na atual janela de transferências. É bom prestarmos atenção neles ao longo dos próximos meses.

Afinal, no futebol, dinheiro pode sim trazer felicidade.

JUVENTUS (ITA)
GASTO NESTA JANELA: 256,9 milhões de euros
RECORDE ANTERIOR: 162,8 milhões de euros (2016/17)

Clube que mais gastou em contratações nesta janela de transferências, a Juventus superou em 57,8% seu recorde anterior de investimento em novos jogadores. Além de Cristiano Ronaldo, o reforço mais caro de sua história, o clube mais poderoso da Itália exerceu a opção de compra do brasileiro Douglas Costa (ex-Bayern de Munique) e acertou a chegada de mais seis caras novas. As principais, o goleiro Mattia Perin (ex-Genoa), o zagueiro Leonardo Bonucci (que retorna do Milan), o lateral direito português João Cancelo (ex-Valencia) e o meia alemão Emren Can (ex-Liverpool).

LIVERPOOL (ING)
GASTO NESTA JANELA: 182,2 milhões de euros
RECORDE ANTERIOR: 151,4 milhões de euros (2014/15)

O vice-campeonato da Liga dos Campeões na temporada passada incentivou os proprietários do Liverpool a abrirem a carteira como nunca haviam feito antes. O segundo time que mais gastou em reforços na atual janela realizou três contratações que superaram os 40 milhões de euros: os brasileiros Alisson (ex-Roma) e Fabinho (ex-Monaco), além do meia guineense Naby Keita (ex-RB Leipzig). A quarta e última novidade do elenco dos Reds é o meia-atacante Xherdan Shaqiri (ex-Stoke City), um dos destaques da Suíça na Copa do Mundo.

LEICESTER (ING)
GASTO NESTA JANELA: 114,6 milhões de euros
RECORDE ANTERIOR: 85,8 milhões de euros (2017/18)

O surpreendente campeão inglês da temporada 2015/16 resolveu investir pesado para tentar voltar a brigar na parte de cima da tabela da Premier League. O clube, que perdeu um dos seus principais jogadores, o meia-atacante argelino Riyad Mahrez, para o Manchester City, ultrapassou os 100 milhões de euros em reforços pela primeira vez na história. No total, o Leicester contratou sete jogadores. O maior destaque é o ala direito português Ricardo Pereira, que estava no Porto.

ROMA (ITA)
GASTO NESTA JANELA: 110 milhões de euros
RECORDE ANTERIOR: 98,6 milhões de euros (2016/17)

Assim como o Liverpool, encheu-se de ambição depois de uma campanha acima da média na última Champions e mergulhou fundo no Mercado da Bola. Mas a semifinalista da competição interclubes mais importante do planeta privilegiou a quantidade na hora de contratar nesta janela de transferências. A Roma fechou com nada menos do que 13 reforços. Apenas um deles, o meia argentino Javier Pastore (ex-PSG), custou mais de 20 milhões de euros.

FULHAM (ING)
GASTO NESTA JANELA: 109 milhões de euros
RECORDE ANTERIOR: 36 milhões de euros (2007/08)

De volta à primeira divisão inglesa depois de quatro temporadas consecutivas na Championship, o Fulham se tornou a grande surpresa desta janela de transferências. O clube de Londres, que nunca havia gasto nem 40 milhões de euros na montagem de uma equipe, ultrapassou a barreira dos 100 milhões de euros em reforços e contratou vários nomes conhecidos do mercado internacional, como o atacante alemão André Schürrle (ex-Borussia Dortmund), o goleiro espanhol Sergio Rico (ex-Sevilla) e o meia marfinense Jean Michaël Seri (ex-Nice), que já esteve na mira do Barcelona.


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Na final pela 6ª vez, CR7 sonha com recordes de lendas do Real
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Rafael Reis

É de olho em recordes de duas lendas da história do Real Madrid (e consequentemente do futebol mundial) que Cristiano Ronaldo disputa contra o Liverpool, neste sábado, em Kiev (Ucrânia), a sexta final de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira.

O astro português, que faturou o título continental em 2008, 2014, 2016 e 2017 e também foi vice em 2009, sonha em alcançar marcas históricas de Alfredo di Stéfano e Ferenc Puskás.

A dupla vestiu a camisa do Real mas décadas de 1950 e 1960 e fez parte do esquadrão mais vitorioso da história da Champions, a equipe que conquistou as cinco primeiras edições da competição, entre 1956 e 1960.

O primeiro recorde pode ser batido pelo atual camisa 7 do time espanhol já neste sábado, mas depende de uma grande atuação contra o Liverpool.

Cristiano Ronaldo está a três gols de igualar Di Stéfano e Puskás como maior artilheiro da história das finais do torneio continental.

Ao longo da carreira, o português já marcou quatro vezes em finais de Champions. Já o argentino e o húngaro meterem sete bolas nas redes cada em partidas que valiam o título mais cobiçado do futebol de clubes.

A outra marca sonhada por CR7 pertence apenas a Di Stéfano e vai demorar pelo menos mais um ano para ser igualada.

O craque da contemporaneidade já marcou em três finais diferentes da competição (2008, 2014 e 2017), duas a menos do que o argentino, que fez gol nas decisões dos cinco primeiros títulos do Real Madrid.

Campeão por Manchester United e Real, Cristiano Ronaldo já é o maior goleador da história da Champions. O português soma 120 gols em 152 partidas pelo torneio –o segundo colocado, Lionel Messi, marcou 20 vezes a menos.

O camisa 7 foi o artilheiro isolado ou dividiu a artilharia das últimas cinco edições do torneio continental. Neste ano, ele também ocupa a liderança do ranking, com 15 gols, cinco a mais que os vice-líderes, os também finalistas Mohamed Salah e Roberto Firmino, do Liverpool.

A Champions é também a competição que tem sido essencial para Cristiano Ronaldo ser eleito o melhor jogador do mundo. Nos quatro anos que faturou o troféu, ele também ganhou a Bola de Ouro – sua outra vitória na eleição aconteceu em 2013, quando o Real parou nas semifinais.


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Final “mais louca do século” deu último título de Champions ao Liverpool
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Rafael Reis

25 de maio de 2005. Todo torcedor do Liverpool que se preze sabe bem o que o que aconteceu nesse dia.

Há exatos 13 anos, o clube inglês não apenas conquistou seu quinto e mais recente título da Liga dos Campeões da Europa. Ele também protagonizou a decisão de Champions mais eletrizante do século.

Assim como na final deste sábado, quando irá enfrentar o Real Madrid, em Kiev (Ucrânia), os Reds tiveram em 2005 um adversário repleto de estrelas de primeira grandeza do futebol mundial. Kaká, Andriy Shevchenko, Clarence Seedorf, Cafu e Paolo Maldini eram só alguns dos astros do elenco do Milan.

E esse poderoso rival foi enfileirando um gol atrás do outro no primeiro tempo no estádio Olímpico de Istambul, na Turquia.

Logo no primeiro minuto de jogo, Maldini abriu o placar. O argentino Hernán Crespo ampliou aos 39 min e fez mais um quando faltava apenas um minuto para o intervalo.

Quando Milan e Liverpool deixaram o gramado, o placar já apontava 3 a 0 para os italianos. Partida decidida… era essa a aposta da maioria esmagadora das milhões de pessoas que acompanhavam a final da Champions pela TV.

“Enquanto eu caminhava rumo ao vestiário, sentia uma combinação deprimente de desânimo e humilhação. Eu não conseguia levantar a cabeça e olhar para que aqueles rostos vestindo camisas vermelhas nas arquibancadas. Meus sonhos haviam virado pó. Eu já não pensava mais no jogo, só nas minhas famílias e amigos”, escreveu o zagueiro Jamie Carragher, em sua autobiografia.

Além do bate-papo do técnico Rafa Benítez com seus comandados, boa parte deles tomados pelo espírito da derrota descrito acima pelo defensor, o fato novo do intervalo foi a lesão sofrida pelo lateral direito irlandês Steve Finnan. Em seu lugar, entrou o meia alemão Dietmar Hamman.

“Sempre digo que fui quem mudou a partida naquela noite. Se eu não fosse minha contusão, não teríamos conquistado a Liga dos Campeões. Aquela lesão foi a melhor coisa que já aconteceu com o Liverpool”, brincou Finnan, em entrevista ao jornal “Liverpool Echo”, em 2015.

Exagero ou não, tudo mudou quando o segundo tempo começou. O capitão Steven Gerrard iniciou a reação aos 9 min. Aos 11 min, foi a vez do tcheco Vladimir Smicer marcar. E, aos 15 min, o espanhol Xabi Alonso converteu o pênalti que transformou o empate em realidade.

Três gols em seis minutos. E a imensa vantagem construída pelo Milan antes do intervalo foi para o espaço.

“No intervalo, eu era um dos que achavam que [a virada] era impossível e que eu deixaria esse gramado aos prantos. Nós tínhamos uma montanha para escalar e conseguimos depois de lutar até o fim”, disse, ao fim da partida, Gerrard.

Mas o Liverpool ainda precisava fazer mais um gol para conquistar a taça… ou arrastar a partida até a decisão por pênaltis e sair dela como vencedor. A segunda opção foi a que prevaleceu. Mas isso só aconteceu graças a mais um dos heróis de Istambul, o goleiro polonês Jerzy Dudek.

A três minutos do fim da prorrogação, ele evitou o gol na cabeçada de Shevchenko, mas não conseguiu tirar a bola para fora da pequena área. O próprio ucraniano pegou o rebote e finalizou à queima-roupa. Por um detalhe do destino, a bola não explodiu nas redes, mas sim nas mãos do goleiro.

“Não sei como consegui fazer aquela defesa. Foi sorte, algo fantástico para mim. Só sei que foi o momento pelo qual eu estava esperando”, disse, logo após a decisão.

Dudek voltou a brilhar na hora dos pênaltis. O polonês viu Serginho chutar para fora sua cobrança e defendeu dois tiros: o de Andrea Pirlo e o de Shevchenko, o vilão da noite milanista.

Resultado: a decisão de Champions “mais louca do século” terminou com a vitória por 3 a 2 do Liverpool nos pênaltis. “Foi uma das grandes finais de todos os tempos. E não consigo acreditar que vencemos”, resumiu Carragher.


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