Blog do Rafael Reis

Arquivo : copa das confederações

Árbitro de vídeo passa em teste, mas não livra apito de erros e polêmicas
Comentários Comente

Rafael Reis

Uma boa notícia para aqueles que defendem o uso da tecnologia no futebol: de acordo com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a arbitragem com apoio do vídeo passou no teste na Copa das Confederações e deve ser usada novamente na Copa do Mundo do próximo ano, na Rússia.

Mas a notícia é que, pelo menos por enquanto, o auxílio das imagens está longe de livrar a modalidade dos erros de apito e evitar que os juízes cometam lambanças e interfiram direta e indiretamente no placar.

Por orientação da Fifa, limitação técnica ou escolha dos árbitros principais, aqueles que ficam em campo e são os responsáveis finais pelas decisões da arbitragem, o VAR (Vídeo Assistant Referee) não mostrou todo seu potencial na Copa das Confedações.

A análise das imagens foi usada com razoável frequência em lances capitais da partida, como a existência ou não de impedimento em um lance de gol, a marcação de um pênalti ou a definição da expulsão de um jogador.

Mas o futebol não é feito apenas de lances capitais. Faltas na intermediária, escanteios e cartões amarelos também influenciam o placar de um jogo.

Só que, durante a Copa das Confederações, essas decisões foram tomadas quase que exclusivamente pelo árbitro principal. A tecnologia estava à disposição, mas pouco se recorreu a ela.

Medo de um excesso de paralisações e da perda da dinâmica usual do futebol? Temor de uma certa banalização do sistema de vídeo? Ou apenas o orgulho de um juiz que quer provar que não precisa de ajuda externa para tomar as decisões corretas? Difícil responder com precisão.

O certo é que os erros de arbitragem continuam fazendo parte do cotidiano do futebol. Às vezes, até mesmo quando o VAR é acionado.

Na decisão da Copa das Confederaçõeso árbitro recorreu ao vídeo para analisar uma agressão de Jara a Werner. Mesmo depois de ver imagens que mostravam uma cotovelada clara do zagueiro chileno no rosto do atacante alemão, optou por mostrar apenas o cartão amarelo para o defensor. Questão de interpretação, mas também um erro crasso do seu apito.

Não há dúvidas que o sistema de vídeo será aprimorado e, com o passar do tempo, conseguirá reduzir o número de erros de arbitragem e tornar mais justo o resultado final de uma partida de futebol.

Mas até que isso aconteça, os juízes continuarão sendo os vilões do esporte. Com acertos, é claro, mas também com muitos erros.


Mais de Opinião

– Entenda por que esta pode ser a última Copa das Confederações da história
– Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
– Show dos Milhões: entenda por que o mercado da bola inflacionou tanto
– Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo


Como obsessão de Löw salvou a Alemanha da “maldição dos campeões mundiais”
Comentários Comente

Rafael Reis

França, Brasil, Itália e Espanha. Todas as seleções campeãs mundiais entre 1998 e 2010 padeceram do mesmo mal na hora de defenderem seus títulos: com elencos envelhecidos, cheio de medalhões intocáveis, fracassaram no Mundial seguinte à conquista.

É claro que a Alemanha, que decide neste domingo a Copa das Confederações contra o Chile, também pode ter um resultado desastroso na Rússia-2018. Mas, certamente, não pelos mesmos motivos.

A campeã da Copa-2014 está protegida da maior maldição que costuma atingir as seleções vencedoras de Mundiais: a de não conseguir trocar a safra vencedora por uma nova. E a culpa é toda de uma certa obsessão do seu treinador, Joachim Löw.

“Se eu tenho dois jogadores de qualidade técnica similar, vou sempre escolher o mais jovem, porque ele será mais útil no futuro”. É essa espécie de mantra que guia o trabalho do treinador, que está há 11 anos no comando do time germânico.

A obsessão de Löw pela renovação constante da seleção é facilmente provada. Em todas as grandes competições que disputou desde sua ascensão ao cargo, o treinador convocou pelo menos seis jogadores com até 23 anos.

Dos 23 campeões mundiais em 2014, pouco mais da metade (12) tem chances reais de participarem também do grupo que vai à Rússia no próximo ano. O restante se aposentou ou simplesmente sumiu das convocações do comandante alemão.

A filosofia do treinador faz todo sentido. Sua ideia é nunca ter em campo uma equipe muito velha, que não tenha pernas para competir contra rivais bem mais jovens e fortes fisicamente, e nem precisar recorrer a garotos pouco experimentados internacionalmente, que possam sentir o peso de uma partida importante.

Foi exatamente para dar bagagem a garotos que certamente lhe serão úteis no futuro (e também para dar descanso aos titulares antes da temporada do Mundial) que Löw optou por levar para a Copa das Confederações uma espécie de seleção B, formada na maioria por atletas que ainda buscam espeço na seleção.

E a estratégia deu muito certo. A Alemanha não apenas chegou à decisão do torneio pela primeira vez na história, como encontrou também algumas peças que certamente farão parte do seu elenco no próximo ano.

Uma delas é o meia Leon Goretzka, 22, do Schalke 04, que marcou duas vezes na semifinal contra o México. Outra é o atacante Timo Werner, 21, do RB Leipzig, com quem ele divide a artilharia da competição. E há ainda Benjamin Henrichs, Niklas Süle, Sebastian Rudy, Julian Brandt.

Uma coisa é certa: você não verá no próximo ano uma Alemanha envelhecida tentando defender seu título de campeã mundial. E a culpa é de Joachim Löw.


Mais de Seleções:

– Final da C. das Confederações pode tirar Brasil do topo de ranking da Fifa
– 5 seleções que estão próximas da classificação para a Copa do Mundo-2018
– Para 10 ex-participantes de Copa do Mundo, Rússia-2018 já acabou
– Eliminatórias têm ingressos a R$ 4; Brasil é o mais caro da Conmebol


Final da C. das Confederações pode tirar Brasil do topo do ranking da Fifa
Comentários Comente

Rafael Reis

Líder do ranking da Fifa desde abril, o Brasil corre risco de ter vida curta no posto de seleção número um do planeta.

O fim da invencibilidade na “era Tite” e a ausência na principal competição da temporada, podem custar à equipe o primeiro lugar na lista organizada pela entidade.

Atual campeã mundial e terceira colocada na classificação da Fifa, a Alemanha deve ser a nova líder do ranking caso derrote o Chile, no tempo normal ou na prorrogação, neste domingo, e conquiste o título da Copa das Confederações.

Com o resultado, os germânicos saltarão dos atuais 1.511 pontos para cerca de 1.610 pontos e tendem a deixar para trás Brasil e Argentina, que hoje ocupam respectivamente os primeiro e segundo lugares na lista.

Agora, se conquistar o título na disputa de pênaltis ou acabar derrotado pelos chilenos, a seleção Joachim Löw não conseguirá ultrapassar o Brasil e será máximo a vice-líder na próxima edição do ranking, na próxima edição do ranking, prevista para ser divulgada na quinta-feira (6).

Apesar de ter vencido a última Copa do Mundo e de estar mantendo uma sequência razoável de resultados desde então, a Alemanha não lidera a classificação de seleções desde junho de 2015.

O salto dos alemães para o topo do ranking só será possível porque, de acordo com o simulador disponibilizado pela Fifa em seu site oficial, a pontuação do Brasil cairá de 1.715 para 1.603 pontos na lista de julho.

A queda está ligada principalmente a três fatores: o primeiro tropeço da seleção desde a troca de Dunga por Tite, a não participação na Copa das Confederações, torneio oficial que oferece a seus participantes a possibilidade de somar muitos pontos, e a própria dinâmica do ranking, que vai descartando ou diminuindo a pontuação de partidas mais antigas.

Em junho, o Brasil disputou dois amistosos. Primeiro, perdeu para a Argentina por 1 a 0 e viu o fim da sequência de nove vitórias consecutivas desde a contratação do técnico Tite. Depois, goleou a Austrália por 4 a 0.

Atual tricampeã da Copa das Confederações, a seleção não disputa a competição neste ano porque não é o país-sede da próxima Copa do Mundo e nem campeã mundial e ou da Copa América.


Mais de Seleções:

– 5 seleções que estão próximas da classificação para a Copa do Mundo-2018
– Para 10 ex-participantes de Copa do Mundo, Rússia-2018 já acabou
– Eliminatórias têm ingressos a R$ 4; Brasil é o mais caro da Conmebol
– China tem técnico mais caro que Guardiola, mas patina nas eliminatórias


Chicharito jogou no Brasil com 16 anos e negociou ida para o Inter
Comentários Comente

Rafael Reis

Maior artilheiro da história do México e uma das esperanças da seleção azteca na semifinal da Copa das Confederações, contra a Alemanha, nesta quinta-feira, Chicharito Hernández por pouco não construiu sua carreira no futebol brasileiro.

Em 2005, quando tinha apenas 16 anos, o hoje atacante do Bayer Leverkusen veio ao país para disputar uma competição de base, a Copa Promissão, no interior de São Paulo, com a equipe sub-17 do Chivas Guadalajara.

Apesar de não ter balançado as redes no campeonato, Chicharito chamou a atenção do Internacional, que procurou o clube mexicano para conversar sobre uma possível transferência.

O negócio só não saiu porque os dirigentes gaúchos se assustaram com o valor pedido pelo Chivas na época, algo em torno de US$ 1 milhão (R$ 3,3 milhões, na cotação atual).

Cinco anos mais tarde, o time de Guadalajara acabou negociando Chicharito com o Manchester United por uma quantia muito maior, 7,5 milhões de euros (R$ 28 milhões). A última transação do atacante mexicano, para o Leverkusen, foi ainda mais elevada: 12 milhões de euros (aproximadamente R$ 40 milhões).

A passagem do centroavante pela Copa Promissão ficou marcada por um curioso incidente na derrota por 1 a 0 para o Corinthians. Na ocasião, quatro jogadores do Chivas foram expulsos. Chicharito, ainda que por engano de um árbitro que errou na hora de identificar o jogador que cometeu a falta digna de cartão vermelho, foi um deles.

Em sua primeira experiência em território brasileiro, o atacante do Leverkusen teve a companhia de Carlos Vela, hoje jogador da Real Sociedad, que atua ao seu lado no setor ofensivo do México.

Chicharito se profissionalizou em 2006 e estreou na seleção principal três anos mais tarde. Ele disputou as duas últimas Copas do Mundo (2010 e 2014) e já fez 94 partidas com a camisa mexicana.

Em maio, o atacante se tornou o artilheiro da história da equipe dirigida por Juan Carlos Osorio. O camisa 14 soma 48 gols pela seleção, dois a mais do que Jared Borgetti, o antigo detentor do recorde.

Na Copa das Confederações, Chicharito marcou apenas uma vez, no empate por 2 a 2 com Portugal, pela primeira rodada da competição.


Mais de Cidadãos do Mundo

Goleiro da Nova Zelândia chegou a trocar futebol por carreira como modelo
Dybala lidera ranking de valorização de mercado; G. Jesus é o 1º brasileiro
Por onde andam campeões da C. das Confederações pré-domínio do Brasil?
7 estrangeiros que estão na Europa para reforçar seu time no Brasileiro


Goleiro da Nova Zelândia chegou a trocar futebol por carreira como modelo
Comentários Comente

Rafael Reis

Quem é o muso da Copa das Confederações? Cristiano Ronaldo? Alexis Sánchez? André Silva? Marc-André ter Stegen?

O principal candidato ao posto, no entanto, não é dos jogadores mais conhecidos desta edição. E passou as duas primeiras rodadas da competição bem escondido, sentado discretamente no banco de reservas.

Terceira opção do gol da Nova Zelândia, Tamati Williams tem hoje 33 anos, joga no RKC Waalwijk, da segunda divisão holandesa e conseguiu construir uma carreira consolidada no futebol. Mas, tempos atrás, chegou a largar o esporte para viver da sua beleza.

Em 2007, quando defendia o Auckland City, atualmente o time mais poderoso do futebol da Oceania, o arqueiro decidiu tirar um período sabático no futebol para trabalhar como modelo.

Williams desfilou e fez ensaios fotográficos para marcas importantes do mundo da moda, como Calvin Klein e Esprit, e chegou a participar de um episódio do reality show “America’s Next Top Model”.

O goleiro trabalhou como modelo em cinco países diferentes: Austrália, Estados Unidos, França e Itália, além, é claro, da Nova Zelândia.

Atualmente, a moda ficou em segundo plano. O neozelandês ainda faz ensaios eventuais como modelo. Mas o futebol voltou a ser sua prioridade. Ou melhor, uma de suas prioridades.

Williams é um apaixonado por natureza e aproveita o tempo livre para estudar sobre o tema. E ele leva a sério essa atividade, tanto que é pós-graduado em zoologia e conservação biológica.

Na seleção, a história do goleiro não rende tantos holofotes quanto os que iluminaram seu caminho na moda. O camisa 23 disputou apenas uma partida com a camisa dos “All Whites”. E foram somente três minutos de um amistoso contra a África do Sul, em 2014.

No restante do tempo, Williams ficou bem escondido, sentado discretamente no banco de reservas, à espera de uma oportunidade de provar que não é só mais um rostinho bonito na seleção da Nova Zelândia.


Mais de Cidadãos do Mundo

Dybala lidera ranking de valorização de mercado; G. Jesus é o 1º brasileiro
Por onde andam campeões da C. das Confederações pré-domínio do Brasil?
7 estrangeiros que estão na Europa para reforçar seu time no Brasileiro
Sonho de ter Cristiano Ronaldo transforma estrelas em “moedas de troca”


Por onde andam campeões da C. das Confederações pré-domínio do Brasil?
Comentários Comente

Rafael Reis

Copa das Confederações é aquela competição disputada pelas seleções campeãs de cada continente e que acaba sempre do mesmo jeito, com o Brasil no lugar mais alto do pódio e levantando o troféu.

Durante tempos, essa piada fez todo sentido. Afinal, foram três conquistas consecutivas da única seleção pentacampeã mundial de futebol: 2005, 2009 e 2013.

Mas piada cairá por terra neste ano, já que o Brasil não participa da Copa das Confederações-2017, que está sendo disputada desde o último fim de semana na Rússia.

É hora então de lembrar da última seleção que faturou o torneio antes do início da hegemonia brasileira. Em 2003, a França ficou com a taça depois de derrotar Camarões, na prorrogação de uma final marcada por homenagens a Marc-Vivien Foé, volante camaronês que havia morrido em campo durante a disputa da competição.

Quatorze anos depois, o que andam fazendo os jogadores franceses que conquistaram aquela Copa das Confederações? É isso que você descobrirá logo abaixo.

POR ONDE ANDA – FRANÇA (2003)

Fabien Barthez (45 anos) – O goleiro, que nunca foi uma unanimidade na França, tem uma vida bastante intensa desde que deixou o futebol profissional, há dez anos. Barthez virou piloto de carros, participou de competições de Porsche e até disputou a tradicional 24 horas de Le Mans. Também trabalhou como dirigente e presidente de honra do Luzenac, clube que chegou a subir para a segunda divisão francesa em 2014, mas que perdeu na Justiça o direito de disputá-la.

Willy Sagnol (40 anos) – Lateral direito do Bayern de Munique por quase uma década, acumulou bons empregos desde a aposentadoria, em 2008. Sagnol foi diretor esportivo da Federação Francesa de Futebol, treinou as seleções sub-20 e sub-21 do seu país e comandou o Bordeaux durante quase dois anos. Na próxima temporada, será assistente técnico de Carlo Ancelotti no Bayern.

Marcel Desailly (48 anos) – Apelidado de “The Rock” (A Pedra ou a Rocha, em tradução para o português), o ex-zagueiro de Milan e Chelsea emendou uma carreira de comentarista de futebol logo após pendurar as chuteiras, em 2004, e também participou de inúmeras campanhas beneficentes. Atualmente, Desailly faz parte da academia Laureus, que escolhe os vencedores e entrega o prêmio conhecido informalmente como “Oscar do esporte”.

William Gallas (39 anos) – Zagueiro com passagem por Chelsea, Arsenal e Tottenham, encerrou a carreira há apenas três anos, defendendo o Perth Glory, da Austrália. No momento, tem se dedicado a trabalhos voluntários. Neste fim de semana, irá participar de uma partida beneficente para arrecadar fundos para uma organização que investe em educação em Benin, na África.

Bixente Lizarazu (47 anos) – O lateral esquerdo de origem basca é um dos principais comentaristas de futebol da França na atualidade. Lizarazu trabalha na TV, no rádio e também escreve para o “L’Equipe”, principal jornal esportivo do país. Nas horas vagas, ainda encontra tempo para se dedicar a duas outras paixões: o jiu-jitsu (já foi campeão europeu em 2009) e o surfe.

Olivier Dacourt (42 anos) – O volante, que na época se destacava com a camisa da Roma, não teve vida longa na seleção francesa. Foram apenas três anos e 21 partidas a serviço dos “Bleus”. Após pendurar as chuteiras, Dacourt construiu uma carreira como comentarista de futebol na TV. O ex-jogador já trabalhou para a Eurosport e atualmente faz parte do elenco do Canal+.

Benoit Pedretti (36 anos) – Um daqueles casos clássicos de promessa que não vingou, o meia rodou por Olympique de Marselha, Lyon, Auxerre e Lille, entre outros clubes franceses. Ainda em atividade, defendeu nas duas últimas temporadas o Nancy. Titular da equipe durante a maior parte do Campeonato Francês, não conseguiu evitar seu rebaixamento para a segunda divisão.

Ludovic Giuly (40 anos) – Camisa 10 da França na Copa das Confederações, foi campeão europeu com o Barcelona em 2006 e também defendeu Roma, Monaco e Paris Saint-Germain. Dedicou os últimos três anos de sua carreira ao Monts d’or Azergues, time que disputa a quarta divisão francesa. Em 2013, o estádio do clube passou a ser chamado de Ludovic Giuly em sua homenagem.

Sylvain Wiltord (43 anos) – O ex-atacante do Arsenal disputou duas Copas do Mundo (2002 e 2006) e marcou respeitáveis 26 gols com a camisa da seleção francesa. Aposentado desde 2012, participou dois anos atrás de um reality show de sobrevivência na TV da França que ficou marcado por um acidente de helicóptero que matou dez pessoas, incluindo três participantes.

Djibril Cissé (35 anos) – Estrela teen do futebol francês no início da década passada, o caçula da França na Copa das Confederações teve uma carreira marcada por polêmicas e chegou a ser preso no escândalo de extorsão contra o meia Mathieu Valbuena. Aposentado desde 2015, Cissé já participou de um filme, lançou uma linha de roupas e perfumes e participou da versão francesa do “Dança dos Famosos”.

Thierry Henry (39 anos) – Melhor jogador da Copa das Confederações-2003 e autor do gol do título, o ex-atacante francês é o artilheiro máximo do Arsenal em todos os tempos, com 228 gols. Astro do New York Red Bulls e do futebol dos EUA por quatro temporadas, está aposentado desde 2014. No ano passado, estreou em uma nova função, a de auxiliar-técnico da seleção da Bélgica.

Robert Pirès (43 anos) – Reserva na decisão contra o Camaronês, o meia ascendência portuguesa fez parte do lendário Arsenal campeão inglês invicto em 2003/04 e ainda jogou por Villarreal e Aston Villa até deixar o futebol profissional, em 2011. Três anos depois, Pirès abandonou a aposentadoria para disputar as duas primeiras temporadas da Superliga Indiana. O francês também comenta jogos esporadicamente para a Sky Sports.

Lilian Thuram (45 anos) – Um dos remanescentes do time que havia sido campeão mundial cinco anos antes, o lateral direito se tornou uma importante nome no combate contra o racismo desde a aposentadoria, em 2008. Thuram é hoje embaixador da Unicef e uma voz relevante no cenário francês. Ao longo da carreira pós-futebol, o ex-jogador já liderou protestos contra o ex-presidente Nicolas Sarkozy e foi curador de uma exposição de museu.

Olivier Kapo (36 anos) – Nascido na Costa do Marfim, disputou apenas nove partidas com a camisa da França. Uma espécie de peregrino da bola, jogou profissionalmente em oito países diferentes. Está sem jogar desde 2015, quando deixou o Korona Kielce, da Polônia. Na semana passada, disputou um amistoso contra a Itália com a seleção de másters da França.

Jacques Santini (65 anos) – Técnico responsável pelo primeiro título francês da história do Lyon, em 2002, assumiu a seleção depois da Copa do Mundo daquele ano e durou só até a Eurocopa, em 2004. Após deixar o cargo, trabalhou pouco como treinador. Foram alguns meses à frente do Tottenham e uma temporada no comando do Auxerre. Desde então, migrou para cargos diretivos. O mais recente, no Paris FC, onde ficou até 2014.


Mais de Cidadãos do Mundo

Sonho de ter Cristiano Ronaldo transforma estrelas em “moedas de troca”
Como a novela “Rebelde” ajudou Ochoa a se transformar em astro no México
Novato da seleção alemã já foi suspenso por comentário machista
Por onde andam os jogadores da Alemanha que foi tri mundial na Copa-1990?


Como a novela “Rebelde” ajudou Ochoa a se transformar em astro no México
Comentários Comente

Rafael Reis

Goleiro titular do México na última Copa do Mundo e na atual edição da Copa das Confederações, Guillermo Ochoa, 31, não é apenas um ídolo em sua terra natal, mas também uma celebridade.

A fama do garoto prodígio que aos 19 anos já era dono da meta do América, o clube mais popular do futebol mexicano, vai muito além dos gramados e chega às revistas e sites de fofoca.

No início da carreira, Ochoa foi um ídolo teen, daqueles que estampam capas de revistas femininas destinadas às adolescentes e fazem parte de lista de musos de uma geração. E a culpa é da novela “Rebelde”, um sucesso global que foi exibido no Brasil pelo SBT e que ganhou uma versão brasileira na Record.

Isso porque entre 2005 e 2006, bem no auge do sucesso da trama, o goleiro teve um relacionamento com a atriz e cantora Dulce María, uma das protagonistas da história produzida pela Televisa.

O namoro não durou muito, apenas alguns meses. Mas foi suficiente para lançar Ochoa ao estrelato, mesmo entre aqueles que não apreciam muito o futebol.

Afinal, o goleiro e atriz participaram de todo aquele roteiro típico de um casal formado por celebridades: revistas, programas de televisão e flagras de paparazzi.

O término do relacionamento também não foi dos mais tranquilos. Veículos da imprensa mexicana relataram rumores de que Dulce María terminou o namoro porque descobriu que Ochoa a traíra.

A cantora jamais confirmou essa história e costuma dizer apenas que “não é amiga de nenhum dos seus ex-namorados”.

Morando na Europa desde 2011, quando trocou o América pelo Ajaccio, da França, o goleiro tem hoje uma vida um pouco mais tranquila ao lado da modelo Karla Mora, sua mulher há seis anos e mãe dos seus filhos.

Contratado do Málaga desde 2014, Ochoa atuou por empréstimo pelo Granada na última temporada e não conseguiu evitar o rebaixamento do clube para a segunda divisão espanhola.

Pela seleção, o camisa 13 já disputou 80 partidas e conquistou dois títulos, as Copas Ouro de 2009 e 2015.

O México está no Grupo A da Copa das Confederações e tem Nova Zelândia, Portugal e Rússia como adversários na primeira fase.


Mais de Cidadãos do Mundo

Novato da seleção alemã já foi suspenso por comentário machista
Por onde andam os jogadores da Alemanha que foi tri mundial na Copa-1990?
7 astros que podem protagonizar transferências milionárias nesta janela
Mistério e polêmicas: quem é o homem que tem revolucionado o Milan?


Novato da seleção alemã já foi suspenso por comentário machista
Comentários Comente

Rafael Reis

Uma das novidades da Alemanha para a disputa da Copa das Confederações, o meia Kerem Demirbay, 23, destaque do Hoffenheim na última temporada, tem no currículo uma suspensão do futebol por machismo.

Em novembro de 2015, quando defendia o Fortuna Düsseldorf, da segunda divisão alemã, o jogador ficou afastado durante três partidas devido a um comentário sexista contra a árbitra Bibiana Steinhaus.

Após ser expulso pelo segundo cartão amarelo na partida contra o FSV Frankfurt, Demirbay deixou o campo gesticulando e reclamando da decisão da juíza. Uma das frases ditas por ele na ocasião foi: “As mulheres não deveriam ter espaço no futebol masculino”.

O comentário, flagrado por câmaras de TV e lançado pela árbitra na súmula da partida, repercutiu demais na imprensa alemã e nas redes sociais. Como punição, o Fortuna o escalou para apitar uma partida de um time feminino das categorias de base do clube.

Apesar de ter se desculpado publicamente pelo comentário e de ter afirmado que agiu de “forma excessiva” à expulsão, o meia acabou recebendo uma sanção pesada: cinco jogos de suspensão –a pena foi reduzida para três partidas depois da apelação do seu time na época.

O meia do Hoffenheim e Bibiana devem se reencontrar na próxima temporada do Campeonato Alemão. Em maio, a Bundesliga anunciou que a juíza será promovida de divisão e se transformará na primeira mulher a trabalhar como árbitra principal na elite do futebol germânico.

Descendente de imigrantes turcos, Demirbay começou a carreira no Schalke 04 e se profissionalizou pelo Borussia Dortmund, em 2012. Após passagens por Hamburgo, Kaiserslautern e Fortuna Düsseldorf, o jogador foi contratado na última temporada pelo Hoffenheim.

Com a camisa do novo clube, o meia, enfim, estourou. Foram seis gols e dez assistências na campanha que fez do Hoffenheim o quarto colocado do Campeonato Alemão.

O bom futebol não passou despercebido pelo técnico Joachim Löw, que o convocou para a disputa da Copa das Confederações. Até então, Demirbay defendia as seleções de base da Turquia –jogou nos times sub-19, sub-20 e sub-21.

O jogador estreou na equipe campeã mundial no amistoso contra a Dinamarca, no último dia 6.

O meia é uma das várias caras novas da “seleção do futuro”, nome pelo qual o treinador alemão tem chamado a equipe que optou por levar para a disputa da competição na Rússia –os nomes mais consagrados, como Neuer, Kroos, Boateng, Hummels, Khedira, Özil e Thomas Müller, ganharam descanso e foram deixados de fora da convocação.

Atual campeã mundial, a Alemanha está no Grupo B da Copa das Confederações e enfrenta Camarões, Chile e Austrália na primeira fase.


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores da Alemanha que foi tri mundial na Copa-1990?
7 astros que podem protagonizar transferências milionárias nesta janela
Mistério e polêmicas: quem é o homem que tem revolucionado o Milan?
Janela nem abriu e já movimentou R$ 2,2 bi; veja os reforços mais caros


Vitrine: 7 jogadores da Copa das Confederações que devem trocar de clube
Comentários Comente

Rafael Reis

A Copa das Confederações é tradicionalmente um aquecimento para a Copa do Mundo, uma oportunidade para técnicos e jogadores conhecerem o clima, os gramados e alguns dos adversários que terão pela frente no ano seguinte.

Mas, disputado em meio ao período de transferências do futebol europeu, o torneio também serve como uma espécie de vitrine para aqueles atletas que desejam trocar de clube para a próxima temporada.

Conheça abaixo sete jogadores que disputam a Copa das Confederações deste ano de olho também no Mercado da Bola e que não sabem ainda qual camisa irão vestir depois do verão europeu.

PEPE
Zagueiro
34 anos
Portugal
Real Madrid (ESP)

A 12 dias do encerramento do seu contrato com o Real Madrid, o zagueiro nascido no Brasil tem pelo menos quatro possibilidades para dar sequência à sua carreira. O mais provável é que Pepe assine com o Paris Saint-Germain, como vem sendo noticiado pela imprensa espanhola nas últimas semanas. Mas o veterano defensor também tem em mãos propostas da Inter de Milão, do Zenit e de um clube chinês.

NÉLSON SEMEDO
Lateral direito
23 anos
Portugal
Benfica (POR)

Destaque em uma posição com poucos nomes inquestionáveis no futebol mundial, o lateral direito é tratado pela imprensa portuguesa como a próxima grande venda que o Benfica fará nesta janela de transferências. O clube de Lisboa deseja faturar 50 milhões de euros (R$ 184 milhões) com o jogador, mas Barcelona, Paris Saint-Germain e Manchester United, os clubes que já manifestaram interesse em contratá-lo, oferecem no máximo 30 milhões de euros (R$ 110 milhões).

GELSON MARTINS
Meia-atacante
22 anos
Portugal
Sporting (POR)

Titular da seleção portuguesa no último jogo antes da Copa das Confederações, contra a Letônia, o ponta direita é outro que tem vários gigantes do futebol mundial em seu encalço. Extraoficialmente, o Sporting admite liberá-lo se receber uma oferta de 50 milhões de euros (R$ 184 milhões), valor que o Liverpool aceita pagar. Barcelona e Manchester United também querem Gelson Martins, mas só se não precisarem gastar tanto assim.

ALEXIS SÁNCHEZ
Atacante
28 anos
Chile
Arsenal (ING)

Principal jogador do Arsenal nas últimas temporadas e terceiro colocado na lista de artilheiros da mais recente edição do Campeonato Inglês, o atacante é o maior desejo do Bayern de Munique para a próxima temporada. O Manchester City também tem interesse no astro da seleção chilena, mas tem como principal desvantagem o fato de ser um adversário direto do Arsenal dentro da Inglaterra.

BENJAMIN HENRICHS
Lateral direito
20 anos
Alemanha
Bayer Leverkusen (ALE)

Polivalente, já que pode atuar nas duas laterais e também no meio-campo, a jovem revelação do Bayer Leverkusen tem uma gama de qualidades capaz de impressionar os grandes clubes do planeta. Por enquanto, quem está de olho nele é o Tottenham. À procura de reposição para uma possível saída de Kyle Walker, o atual vice-campeão inglês está monitorando Henrichs. Por enquanto, não houve nenhuma proposta oficial pelo prodígio.

EMRE CAN
Volante
23 anos
Alemanha
Liverpool (ING)

Faz parte da lista de desejos da Juventus para qualificar o elenco e tentar conquistar o título da Liga dos Campeões da Europa que lhe escapou por pouco na última temporada. O problema para os italianos é que o Liverpool não parece muito disposto a liberar o volante alemão e lhe ofereceu um novo contrato com salário 80% superior ao atual.

KEVIN TRAPP
Goleiro
26 anos
Alemanha
Paris Saint-Germain (FRA)

Titular da meta do PSG nas duas últimas temporadas, pode ter de buscar um novo clube, já que o time francês sonha com a contratação da estrela adolescente italiana Gianluigi Donnarumma. Mas interessados não faltam para Trapp. O goleiro da seleção alemã interessa a Bayer Leverkusen, Wolfsburg e ao próprio Milan, que deseja uma reposição em alto nível para Donnarumma.


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores da Alemanha que foi tri mundial na Copa-1990?
7 astros que podem protagonizar transferências milionárias nesta janela
Mistério e polêmicas: quem é o homem que tem revolucionado o Milan?
Janela nem abriu e já movimentou R$ 2,2 bi; veja os reforços mais caros


Entenda por que esta pode ser a última Copa das Confederações da história
Comentários Comente

Rafael Reis

A décima edição da Copa das Confederações, que começa neste sábado, na Rússia, pode ser a última da história da competição jogada quadrienalmente pelas seleções campeãs de cada continente.

A Fifa anda descontente com os rumos comerciais e técnicos do torneio. Por isso, desde o segundo semestre do ano passado, vem discutindo internamente a possibilidade de extinguir a disputa.

O principal motivo, claro, é de ordem econômica.

A Copa das Confederações está longe de ser um sucesso do ponto de vista comercial. De acordo com o comitê organizador russo, só 70% dos ingressos para competição já foram vendidos. E não há nenhuma garantia de que esses números não estejam inflacionados.

Além disso, a Fifa tem sofrido para conseguir patrocinadores para o evento. A entidade vendeu apenas quatro cotas da competição: Budweiser, McDonalds, Hisense e Vivo.

Os direitos de transmissão do torneio, outra importante fonte de renda da Fifa, também encalharam. Para se ter uma ideia, o acordo para exibição televisiva das partidas na Rússia, o país-anfitrião do campeonato, só foi anunciado no último domingo, seis dias antes do pontapé inicial.

Para piorar, a Copa das Confederações tem perdido aquela aura de aquecimento para a Copa do Mundo que justifica sua existência.

Atual campeã mundial, a Alemanha decidiu levar ao torneio uma espécie de seleção B, formada por jovens jogadores. Na cabeça do técnico Joachim Löw, é mais importante descansar seus principais astros para a temporada que vai culminar Mundial que experimentá-los nos campos russos.

E, para completar, a próxima edição da competição traria um desafio que a Fifa não parece muito disposta a resolver.

Se quiser realizar a Copa das Confederações no Qatar, em novembro ou dezembro de 2021, a entidade terá de mexer ainda mais nos calendários das competições nacionais europeias, que já serão alterados em 2022 em virtude de um Mundial disputado fora do seu período tradicional, o verão europeu.

É por isso que tudo conspira para o fim da Copa das Confederações. Ou, pelo menos, para uma mudança radical na estrutura do torneio depois da Rússia-2017.

A competição é disputada regularmente desde 1992, quando foi criada pela Arábia Saudita para homenagear o Rei Fahd. Em 1997, a Fifa assumiu a organização do torneio e lhe deu seu nome atual.

O Brasil é o maior vencedor da história da Copa das Confederações, com quatro títulos. Pela primeira vez desde 1995, a seleção pentacampeã mundial não disputa o torneio.


Mais de Opinião

– Show dos Milhões: entenda por que o mercado da bola inflacionou tanto
– Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
– Por que o Brasil produz os melhores laterais da Champions (e do mundo)?
– Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>