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Pato recupera fome de gol na China e tem melhor média em 10 anos
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Rafael Reis

Azar no amor, sorte no jogo.

Em meio ao fim do relacionamento de três anos com a modelo e atriz Fiorella Mattheis, anunciado na última terça-feira, o atacante brasileiro Alexandre Pato reencontrou o caminho do gol.

Depois de fracassar com as camisas de Chelsea e Villarreal, o ex-jogador de São Paulo e Corinthians virou um dos principais homens-gol do Campeonato Chinês nesta temporada.

Nas primeiras 15 partidas pelo Tianjin Quanjian, clube que pagou 18 milhões de euros (R$ 56,2 milhões) para contar com seu futebol, o paranaense já balançou as redes oito vezes. Sua média de gols (0,53 por partida) é a mais alta dos últimos dez anos.

Desde que deixou o Internacional, em 2007, como um adolescente que parecia fadado a construir uma carreira de sucesso na seleção, Pato não comemorava gols com tanta frequência.

No Milan, onde ficou por quase seis temporadas, o brasileiro teve média de 0,42 gol por jogo. O segundo melhor desempenho foi no São Paulo (0,39). No Corinthians e no Villarreal, as marcas foram parecidas, algo em torno de 0,27.

Já as estatísticas do Chelsea não devem nem ser consideradas. Afinal, a passagem de Pato pela Inglaterra praticamente não existiu. Durante o semestre que vestiu a camisa azul, o atacante só entrou em campo duas vezes e marcou um gol, de pênalti.

No Quanjian, clube que estreia na primeira divisão chinesa e que conquistou a Série B na temporada passada com um elenco repleto de brasileiros (Jadson, Luís Fabiano e Geuvânio), Pato é o camisa 10 e a maior referência ofensiva.

O centroavante responde por 38% dos 21 gols anotados por seu time no campeonato e é o principal responsável pela boa campanha da equipe, quinta colocada, com 25 pontos, 12 a menos que o Guangzhou Evergrande, líder e atual hexacampeão nacional.

Foi justamente contra o Evergrande, time dirigido por Luiz Felipe Scolari e que conta com os brasileiros Paulinho, Alan e Ricardo Goulart, que Pato fez sua obra-prima desde a chegada ao Oriente.

No encontro entre as duas equipes, no último domingo, Pato recebeu a bola antes da linha do meio-campo, atravessou toda a intermediária adversária, driblou dois marcadores e anotou um golaço na vitória por 4 a 3 do Quanjian.

“Hoje fizemos um pedaço da história do futebol chinês! E essa vitória é muito importante para a história do Tianjin Quanjian! Obrigado a todos”, postou o jogador, em sua conta no Instagram.


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“Rei das estreias”, Pato enfrenta jejum de gols inédito na China
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Rafael Reis

Passar em branco nos dois primeiros jogos por um novo clube não é problema para nenhum atacante. Ou, pelo menos, não deveria ser.

Mas, para o brasileiro Alexandre Pato, os 180 minutos sem balançar as redes pelo Tianjin Quanjian significam demais.

Apelidado de “Rei das estreias” pela tradição construída ao longo da carreira de marcar logo na primeira partida oficial por uma nova equipe, o atacante nunca demorou tanto para festejar seu primeiro gol vestindo uma camisa quanto na China.

Pato marcou no seu primeiro jogo oficial como profissional, aos 17 anos, contra o Palmeiras, pelo Internacional. Repetiu a dose na seleção brasileira, no Milan, no Corinthians, no Villarreal e até no Chelsea, clube pelo qual disputou apenas duas partidas e onde foi transformado em piada pela imprensa inglesa.

Já no São Paulo, o atacante até balançou as redes, na estreia contra o CSA, pela Copa do Brasil-2014. Mas o gol foi anulado. Sem problemas: na partida de volta do mata-mata, sua segunda vestindo a camisa do time do Morumbi, ele deixou sua marca.

É por isso que ter passado em branco nas duas primeiras rodadas do Campeonato Chinês é um fato inédito na carreira do jogador de 27 anos.

Contratado no fim de janeiro por 18 milhões de euros (R$ 61,1 milhões) do Villarreal, Pato ganhou a camisa 10 do Tianjin Quanjian, atual campeão da segunda divisão chinesa e que contou na temporada passada com Jadson (Corinthians) e Luís Fabiano (Vasco).

Em sua primeira partida oficial na Ásia, Pato não só passou em branco, como viu sua equipe ser derrotada fora de casa pelo Guangzhou R&F, clube que conta em seu elenco com o ex-corintiano Zizao.

Já na segunda rodada do Chinês-2017, o brasileiro teve uma oportunidade de ouro para comemorar seu primeiro gol pelo Quanjian e evitar o jejum histórico. Mas, acabou desperdiçando um pênalti ante o Shanghai Shenhua, clube que tem Tevez como estrela.

A falha do centroavante custou caro ao time de Pato, que empatou por 1 a 1 e ocupa apenas a 12ª colocação no campeonato.

O pênalti desperdiçado pelo brasileiro repercutiu bastante na China e também no exterior. Não pela falha em si, mas pela suspensão de dois jogos recebida pelo meia Sun Shilin, do Shenhua. O jogador foi punido por ter “ridicularizado” Pato com um joinha logo após o lance.

O atacante ex-Inter, Corinthians e São Paulo terá neste sábado mais uma oportunidade de marcar seu primeiro gol pelo Quanjian. A equipe do brasileiro recebe o modesto Henan Jianye, que também ainda não venceu nesta temporada.


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Brasileiros na China somam 290 partidas e 53 gols pela seleção
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Rafael Reis

O Campeonato Chinês começa nesta sexta-feira, com a participação de 24 jogadores brasileiros que, somados, acumulam 290 partidas e 53 gols pela seleção pentacampeã mundial.

São 11 atletas que já vestiram a camisa amarelinha em partidas oficiais com a seleção adulta espalhados pela primeira divisão do país mais populoso do mundo: Ramires, Hulk, Oscar, Paulinho, Alexandre Pato, Hernanes, Renato Augusto, Diego Tardelli, Gil, Ralf e Ricardo Goulart.

Desses, cinco disputaram a última Copa do Mundo (Ramires, Hulk, Oscar, Paulinho e Hernanes) e três têm frequentado praticamente todas as convocações feitas pelo técnico Tite: Paulinho, Gil e Renato Augusto.

Além dos atletas com passagem pela seleção adulta, o futebol chinês conta nesta temporada com alguns jogadores que se destacaram pelo Brasil nas categorias de base, mas que ainda não estrearam pela equipe principal.

São os casos, por exemplo, de Alex Teixeira e Alan Kardec, vice-campeões mundiais sub-20 em 2009.

Entre os atletas brasileiros que disputarão a nova temporada da Superliga Chinesa, o mais experiente em seleção é Ramires. O meia do Jiangsu Suning, que chegou à Ásia no segundo semestre do ano passado, tem 52 partidas no currículo com a amarelinha.

Já o posto de maior artilheiro pertence a Oscar. Ex-companheiro de Ramires no Chelsea, o meia do Shanghai SIPG já marcou 12 vezes pela seleção.

O jogador de 25 anos, aliás, é uma das maiores novidades desta edição do Chinês. Contratado em janeiro, Oscar é o reforço mais caro da história do futebol asiático: 60 milhões de euros (R$ 196,5 milhões).

No total, os clubes chineses gastaram 93,1 milhões (R$ 305 milhões) na contratação de brasileiros para a nova temporada. Em relação ao ano anterior, o número de representantes do futebol brazuca na competição teve um ligeiro aumento.

A temporada anterior da Superliga começou com 22 atletas brasileiros, presentes em 11 dos 16 clubes da primeira divisão. Agora, são dois jogadores a mais, mas seis times não contam com nenhum brasileiro.

Entre os estrangeiros nascidos em outros países, a maior novidade do Chinês-2017 é Carlitos Tevez. O argentino de 33 anos trocou o Boca Juniors, seu clube de coração, pelo Shanghai Shenhua. O meia Axel Witsel, titular da Bélgica e agora jogador do Tianjin Quanjian, é outra cara nova importante da competição.

O Campeonato Chinês começa nesta sexta-feira, com a partida entre Guizhou Zhicheng e Liaoning Whowin.  O Guangzhou Evergrande, time dirigido por Luiz Felipe Scolari, é o atual hexacampeão.


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Camisa 10 pela 1ª vez, Pato já supera atacantes escolhidos por Tite
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Rafael Reis

Alexandre Pato até hoje não conseguiu convencer que é um atacante para a seleção brasileira. Mas, pelo menos no início da temporada 2016/17, tem balançado as redes em uma frequência maior do que os escolhidos por Tite.

O ex-jogador do São Paulo e do Corinthians, que agora defende o Villarreal e veste a camisa 10 pela primeira vez na carreira, supera em minutos necessários para anotar um gol três dos quatros homens de frente convocados para as partidas contra Bolívia e Venezuela, em outubro, pelas eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

Pato

Com três gols em oito partidas com a camisa do Submarino Amarelo, Pato anota em média um gol a cada 180 minutos em campo na atual temporada.

A marca é ligeiramente melhor que a de Roberto Firmino (197 minutos), do Liverpool, e bate de longe o desempenho de Taison (444 minutos), que também atuam na Europa.

Gabriel Jesus, o atual centroavante titular da seleção, só vai para o Velho Continente no próximo ano, o que torna mais difícil a comparação. Mas, desde que voltou dos Jogos Olímpicos, jogou 472 minutos pelo Palmeiras e marcou apenas uma vez.

O único dos atacantes da seleção que tem números melhores que o paranaense na temporada é Neymar. O camisa 11 do Barcelona tem em média um gol a cada 135 minutos no gramado pela equipe espanhola.

Fracasso no Chelsea, onde participou de apenas duas partidas em um semestre e passou a ser tratado como uma das piores contratações da história do clube inglês, Pato se beneficiou das contusões de Soldado e Bakambu logo na chegada ao Villarreal.

Apesar do bom desempenho, o brasileiro não é titular absoluto do ataque da equipe espanhola e tem se revezado com o italiano Nicola Sansone na função.

Além dos três gols, o camisa 10 também já desperdiçou um pênalti, na vitória por 2 a 1 sobre a Real Sociedad, pelo Campeonato Espanhol.

Sua melhor atuação aconteceu na estreia da Liga Europa. Contra o Zurique, há duas semanas, Pato marcou um gol e deu uma assistência no triunfo por 2 a 1 do Villarreal.

Nesta quinta-feira, os espanhóis fazem sua segunda apresentação na competição europeia, contra o Steaua Bucareste, fora de casa. E Pato tem sido tratado pela imprensa romena como a estrela internacional que participará do confronto.


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5 brasileiros para acompanhar de perto na temporada europeia
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Rafael Reis

Se você estava com a atenção toda voltada para a Olimpíada do Rio-2016, saiba que a temporada 2016/17 do futebol europeu já começou.

Os campeonatos Francês, Inglês, Espanhol e Italiano já tiveram suas primeiras rodadas disputadas e a Liga dos Campeões está na sua última fase preliminar. Mas não se preocupe, ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo.

A nova temporada do futebol europeu está cheia de histórias que merecem ser contadas e jogadores que devem ser observados de perto.

Selecionamentos cinco atletas, todos brasileiros, que merecem esse acompanhamento do público ao longo dos próximos meses.

ALEXANDRE PATO
Atacante
26 anos
Villarreal (ESP)
Pato
Depois de passar um semestre em que praticamente não entrou em campo no Chelsea, o centroavante recebeu mais uma chance de atuar em uma das ligas mais importantes do futebol mundial ao assinar com o Villarreal. Apesar do fracasso na Inglaterra, Pato chegou com pompa na Espanha. Ganhou a camisa 10 e estreou balançando as redes –marcou na derrota por 2 a 1 para o Monaco, na semana passada, pela Liga dos Campeões.

GANSO
Meia
26 anos
Sevilla (ESP)
Ganso
Após mais de meia década de uma curiosidade geral de comentaristas e torcedores, enfim descobriremos se o futebol de Ganso conseguirá se encaixar no futebol europeu. O ex-meia de Santos e São Paulo foi contratado pelo Sevilla, time dirigido pelo badalado treinador argentino Jorge Sampaoli, ex-comandante do Chile. Por enquanto, o brasileiro é banco no atual tricampeão da Liga Europa.

ALLAN
Volante
25 anos
Napoli (ITA)
Allan
Coração do Napoli ao longo da temporada passada, o ex-volante do Vasco foi um dos destaques do Campeonato Italiano e virou opção real para o futuro da seleção brasileira. Resta saber agora se, atuando em um time mais enfraquecido depois da venda de Gonzalo Higuaín, Allan conseguirá manter o futebol de alto nível e se concretizar como um nome válido para o técnico Tite.

MARQUINHOS
Zagueiro
22 anos
Paris Saint-Germain (FRA)
Marquinhos
Medalha de ouro com a seleção na Olimpíada do Rio, de Janeiro o zagueiro ameaçou deixar o PSG por não ser titular da equipe. A chegada do técnico Unai Emery ao clube mais forte da França acalmou seus ânimos e o fez ficar. Agora, é hora de descobrir se o treinador espanhol lhe dará um lugar mesmo um lugar no time ou manterá David Luiz ao lado de Thiago Silva no miolo de zaga.

ALISSON
Goleiro
23 anos
Roma (ITA)
Alisson
Titular de Dunga na seleção, o goleiro gaúcho já teria normalmente sua vaga ameaçada com a mudança de treinador e a contratação de Tite para dirigir o Brasil. Recém-chegado à Roma, Alisson ficou em situação ainda mais complicada depois que o clube italiano decidiu exercer o direito de compra do polonês Szczesny e colocou os dois para disputar posição. O brasileiro foi titular na Liga dos Campeões, mas viu do banco a estreia no Italiano.


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De esperança a “peso morto”: Pato foi a decepção brasileira na temporada
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Rafael Reis

Neymar teve um segundo semestre ruim e chegou a conviver com críticas no Barcelona. Felipe Anderson não conseguiu manter o bom nível do ano anterior e virou um jogador comum na Lazio. Hernanes foi contratado para ser um dos líderes o meio-campo da Juventus e passou a maior parte do tempo no banco.

Mas, quando se pensa em decepção brasileira na temporada 2015/16 do futebol europeu, ninguém chega nem perto de Alexandre Pato, 26.

O atacante desperdiçou no Chelsea a oportunidade de ouro de escrever uma daquelas lindas histórias de volta por cima que marcaram a carreira, por exemplo, de Ronaldo Fenômeno.

Pato

Execrado pela torcida do Corinthians, Pato havia reencontrado o bom futebol no São Paulo e voltava a um grande clube da Europa três anos depois de sair do Milan pelas portas do fundo do departamento médico.

Mas, no fim, a melhor definição da passagem do atacante pelo time londrino foi a dada pelo tabloide “The Sun”, que o chamou de “peso morto”.

Pato pode até se despedir da temporada com um hat-trick e atuação de gala contra o surpreendente campeão inglês Leicester, neste domingo, que nada irá mudar.

Afinal, não dá para considerar aceitável que um jogador com passagem pela seleção brasileira e no auge da idade jogue apenas 131 minutos em três meses e marque um golzinho (de pênalti).

Ah, mas o técnico Guus Hiddink não gosta dele e por isso evitava escalá-lo. Desculpe, mas não há gosto pessoal de um treinador que resista a demonstrações de dedicação e bom futebol durante os treinamentos.

As insinuações de que a falta de oportunidades dadas a Pato faria parte de um plano maquiavélico do Chelsea para não valorizar demais o jogador durante o período de empréstimo feito pelo Corinthians (que vence em junho) e correr o risco ter de pagar um salário maior no futuro para contratá-lo em definitivo são ainda mais malucas.

Em que mundo um clube que praticamente rasga dinheiro e tem um proprietário multimilionário como Roman Abramovich abriria mão do sucesso dentro de campo para economizar alguns poucos milhões de euros?

Pato se deu mal em seu retorno à Europa por culpa dele próprio. Falhou por não se dedicar como precisava e nem lutar contra as adversidades. Fracassou por ser o mesmo jogador que foi no Corinthians, e não aquele parecia ser um novo homem no São Paulo.


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Falta de humildade faz Pato cometer maior erro da carreira no Chelsea
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Rafael Reis

Ao ver Alexandre Pato totalmente escanteado no Chelsea, fica até difícil lembrar que, apenas três meses atrás, ele terminava sua passagem pelo São Paulo com sensação de dever cumprido e a imagem de grande jogador devidamente resgatada.

Era a chance de recolocar sua carreira nos trilhos e quem sabe até voltar à seleção brasileira. Mas…

Sem disputar uma partida oficial desde o fim da temporada passada e correndo sério risco de completar sua passagem pelo clube inglês sem ao menos entrar no campo, o atacante brasileiro já conseguiu apagar tudo de bom que havia reconstruído nos últimos dois anos.

Tudo por culpa de uma certa soberba que insiste em acompanhá-lo há tempos.

Pato

Se o desejo de Pato não era retornar do empréstimo ao São Paulo direto para o Corinthians, mas sim jogar mais uma vez na Europa, ele deveria ter se preparado para isso e realizado uma pré-temporada particular durante suas férias.

Mas não. Segundo o técnico Guus Hiddink, o brasileiro desembarcou no Chelsea no fim de janeiro em com um físico incompatível com a temporada inglesa que corria em pleno vapor.

Evidentemente, foi barrado pelo treinador e mandado para uma espécie de pré-temporada para recuperar a forma e ter condições de estrear. Assim, perdeu o bonde da história e já se queimou de cara com o holandês.

Não à toa, Hiddink não dá nenhum indício de que pretende utilizar Pato até o fim da temporada, quando os contratos de ambos chegam ao fim.

O brasileiro hoje é apenas a quarta opção do Chelsea para o comando do ataque. Está atrás de Diego Costa, Rémy e até mesmo do garoto Bertrand Traoré.

Durante a semana, o jornal inglês “Evening Standard” chegou a publicar que os “Blues” cogitam até mesmo interromper o empréstimo de Pato e devolvê-lo ao Corinthians antes do fim da temporada.

Pato poderia ter evitado essa situação constrangedora se houvesse tido humildade de se preparar fisicamente para o Chelsea. Ou, se tivesse aceitado ir para um time menos expressivo, onde conseguiria um espaço maior mesmo não estando no auge de sua forma.

Vale lembrar que o jogador recebeu uma proposta milionária para jogar no Tianjin Quanjian, da China, e também foi sondado pelo Fenerbahce, da Turquia.

Mas Pato recusou os dois convites porque ir para a elite da Europa e jogar ao lado dos melhores. A viagem, ele conseguiu. Agora, jogar, virou um grande problema. Culpa da sua soberba.


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Pato ainda pode dar certo na Europa?
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Rafael Reis

Era dia de sessão de fotos para um comercial da Nike no Corinthians. Eis que aparece Alexandre Pato, adiantado para o ensaio e todo sorridente. O fotógrafo puxou papo e ouviu do atacante: “isso é bem mais legal que treino”.

Essa história, datada de três anos atrás, resume bem porque o jogador desperta tanta desconfiança nos torcedores.

Centroavante mais talentoso da sua geração no futebol brasileiro, Pato tinha tudo para ser titular da seleção em até quatro Copas do Mundo.

Agora, se conseguir disputar um Mundial, já estará no lucro.

Pato

Pato adora tudo que o futebol lhe traz: dinheiro, admiração, status e as belas mulheres (todas famosas) que o acompanham desde a adolescência. Só que, na maior parte da carreira, não mostrou sentir o mínimo prazer em competir.

Mas há um alento: o ano passado. Emprestado pelo Corinthians ao São Paulo, recuperou o bom futebol dos seus momentos iniciais de Inter e Milan e deu os primeiros sinais de maturidade.

Aos 26 anos, deu mostras de que pode ter deixado para trás aquele moleque de discurso ensaiado e ar displicente para trás.

O atacante mostra personalidade ao recusar milhões para se esconder na China. Pato também não quer ficar no Corinthians. Deseja a Europa.

Pode ser só a vaidade de retornar ao centro do mundo futebolístico e curtir por lá os prazeres da vida. Mas por que não seria a ambição de querer enfrentar os melhores?

Não importa se jogará por Chelsea, Liverpool ou por um clube português. Essa provavelmente será a última oportunidade do brasileiro em um time de ponta na Europa.

Se fracassar em sua próxima empreitada, Pato terá de retornar mais uma vez ao Brasil, defender equipes europeias de segundo escalão, aquelas que não disputam títulos, ou aceitar uma aventura na Ásia ou nos EUA.

Mas será que Pato realmente pode brilhar em um gigante europeu?

A diferença enorme de nível entre o futebol brasileiro e as grandes equipes do mundo torna a avaliação um pouco complicada.

Tecnicamente, Pato parece apto a fazer frente aos melhores atacantes da atualidade. Tem visão de jogo, bate bem na bola e cabeceia como poucos. Não à toa, brincava de fazer gols no Milan antes de sofrer com uma série de problemas físicos.

A questão principal é saber se Pato conseguirá atingir o nível de competitividade que uma Premier League ou Liga dos Campeões exige.

Basta ver uma só partida do Campeonato Inglês ou mesmo da Champions para perceber que o ritmo do futebol jogado é muito mais intenso do que no Brasil. Há mais velocidade, aplicação tática e entrega do que nos gramados nacionais.

Dedicação, suor e vontade. É justamente nos mais tradicionais pontos fracos de Pato que está chave para ele conseguir triunfar em uma possível volta à Europa.

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