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7 técnicos estrangeiros para seu time trazer ao futebol brasileiro

Rafael Reis

11/09/2019 04h00

Sob o comando do português Jorge Jesus, o Flamengo lidera o Campeonato Brasileiro, voltou às semifinais da Libertadores depois de 35 anos e pratica no momento o futebol mais elogiado do país.

O argentino Jorge Sampaoli também está fazendo bonito por aqui. Adepto de um estilo envolvente e de muita intensidade, levou o Santos à segunda colocação do Brasileirão e fez a equipe alvinegra voltar sonhar com um título nacional.

Depois de anos e anos marcados por alguns trabalhos malsucedidos, falta de tempo para adaptação e muito preconceito, os treinadores estrangeiros enfim conquistaram o Brasil. Agora, eles não são só aceitos, mas também desejados por torcedores do futebol pentacampeão mundial.

O "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo sete técnicos gringos que estão dentro da realidade dos nossos clubes e poderiam se dar muito bem por aqui. Quem sabe seu time de coração não possa apelar a um desses nomes na próxima vez que mudar de comando?

MARCELO GALLARDO
Argentino
43 anos
River Plate (ARG)

Crédito: Marcos Brindicci/Reuters

O ex-meia da seleção argentina é o técnico de maior sucesso na América do Sul nos últimos anos. Gallardo assumiu o comando do River Plate em 2014 e, desde então, conquistou dois troféus da Libertadores (2015 e 2018) e um da Copa Sul-Americana (2014). Com dez troféus no total, já se transformou no treinador mais vitorioso de toda a história do clube de Buenos Aires.  Na Argentina, é apontado como o maior candidato para assumir a seleção local quando Lionel Scaloni deixar o cargo. Mas talvez uma milionária proposta de um gigante brasileiro tenha força para mudar esse destino.

RUI VITÓRIA
Português
49 anos
Al-Nassr (ARA)

Crédito: Divulgação

Jorge Jesus não é o único treinador português viável ao futebol brasileiro que poderia brilhar por aqui. Seu sucessor no comando do Benfica também tem todos os predicados para dar certo no Brasileirão. Ex-meia de carreira inexpressiva como jogador, Rui Vitória comandou a equipe lisboeta por quase quatro anos, conquistou dois títulos portugueses e foi eleito em duas oportunidades o melhor treinador da liga. Ele tem contrato na Arábia Saudita até o meio do próximo ano. Mas são raros os técnicos que cumprem acordos até o fim no Oriente Médio.

SEBASTIÁN BECCACECE
Argentino
38 anos
Independiente (ARG)

Crédito: Reprodução

Se Rui Vitória é a resposta perfeita a Jorge Jesus, Beccacece pode ser o contra-ataque ideal para quem deseja se inspirar em Sampaoli. Afinal, o atual comandante do Independiente foi durante muito tempo auxiliar do hoje treinador do Santos e gosta de fazer seus times praticarem um futebol semelhante ao do seu mentor. Beccacece estreou como técnico em 2016, mas não teve muito sucesso à frente da Universidad de Chile. Em compensação, na temporada passada, conseguiu levar o nanico Defensa y Justicia ao vice-campeonato argentino, o que lhe rendeu a transferência para o Independiente e o passaporte para o clube dos treinadores mais desejados da América do Sul.

JUAN CARLOS OSORIO
Colombiano
58 anos
Atlético Nacional (COL)

Crédito: Nelson Almeida/AFP

Apesar de ter passado menos de cinco meses no comando do São Paulo, em 2015, o treinador colombiano deixou saudades por aqui. Seus bilhetinhos e a ideia de rotação de elenco revolucionaram o futebol brasileiro e se tornaram bastante frequentes entre os técnicos locais. Osorio certamente seria muito bem recebido por qualquer torcida no país. Atualmente, tenta reconstruir sua carreira no Atlético Nacional depois de uma passagem turbulenta pela seleção mexicana e um trabalho que mal começou e já terminou à frente do Paraguai.

RICARDO GARECA
Argentino
61 anos
Peru

Crédito: Martin Meissner/AP

Assim como Osorio, teve uma passagem curta pelo futebol brasileiro e foi embora dando impressão de que poderia ter construído algo muito mais sólido por aqui. O argentino que comandou o Palmeiras é hoje ídolo nacional no Peru, já que levou a seleção local a uma Copa do Mundo depois de 36 anos de ausência e à decisão da Copa América deste ano. Apesar de ter contrato até 2021, afirmou em entrevista ao UOL, no mês passado, que gostaria de voltar a trabalhar no Brasil. "Me animaria a uma revanche".

FRANCISCO ARCE
Paraguaio
48 anos
Nacional (PAR)

Crédito: Miguel Schincariol/AFP

O ex-lateral direito não é um treinador revolucionário e nem faz parte do primeiro escalão do futebol sul-americano, mas tem algo que outros treinadores estrangeiros não possuem: é ídolo por aqui. Arce, que já dirigiu a seleção paraguaia em duas oportunidades e conquistou títulos nacionais por Cerro Porteño e Olimpia, até hoje amado pelas torcidas de Grêmio e Palmeiras pelo que fez quando jogador. Discípulo de Luiz Felipe Scolari, ele acabou de iniciar um trabalho à frente do Nacional (PAR).

ARIEL HOLAN
Argentino
58 anos
Desempregado

Crédito: Marcos Brindicci/Reuters

O único da lista que está desempregado acabou de deixar o comando do Independiente, clube que dirigiu por dois anos e meio. Holan chegou a ser cogitado para dirigir o Santos antes da contratação de Sampaoli e também já esteve na mira do Flamengo. Ex-treinador de hóquei de grama, o argentino trocou de campo no começo do século, mas passou muito tempo como auxiliar. Ele estreou em voo solo só em 2015 e teve como auge a conquista da Copa Sul-Americana de 2017.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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