Blog do Rafael Reis

“Bip Bip”: o trio de ataque que supera Neymar, Mbappé e Cavani na França
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Rafael Reis

Jonathan Bamba tem 22 anos, é cria das categorias de base do Saint-Étienne e acabou liberado do clube após o término do seu contrato, em junho. Jonathan Ikoné é dois anos mais novo e precisou deixar o Paris Saint-Germain porque lá não havia espaço para sua promoção. Já Nicolas Pepé nasceu na França há 23 anos, optou por defender a seleção da Costa do Marfim e chegou à primeira divisão pelo modesto Angers.

Separados, os três jogadores possuem carreiras modestas e, até a temporada passada, não haviam produzido nenhum impacto importante no futebol mundial. Mas, juntos, eles se tornaram uma das sensações do Velho Continente em 2018/19.

O trio de ataque apelidado de “Bip Bip”, junção das iniciais dos sobrenomes dos seus integrantes e também uma homenagem ao personagem de desenho de animado Papa Léguas, famoso por sua velocidade, mudou a história do Lille.

Da luta contra o rebaixamento até as rodadas finais na temporada passada, a equipe do norte da França saltou para o alto da tabela da Ligue 1. Após nove rodadas, ocupa a vice-liderança da competição, com 19 pontos, menos apenas que o PSG (27).

O triângulo ofensivo é responsável direto pelo sucesso do time. Dos 17 gols marcados pelo ataque vermelho e azul no campeonato nacional, nada menos que 14 saíram dos pés (ou cabeças) do “Bip Bip”.

Bamba é o goleador do time, com sete bolas nas redes. Só perde para Kylian Mbappé e Neymar (PSG) na tabela de artilheiros da primeira divisão francesa. Pepé marcou seis vezes e deu seis assistências. Já Ikoné só tem um golzinho, mas é essencial na organização tática.

É raro encontrar um trio de ataque tão essencial para uma equipe quanto o do Lille. O “Bip Bip” anotou 82,3% de todos os gols do clube na Ligue 1. Só como comparação, Neymar, Cavani e Mbappé produziram apenas 65% dos tentos do PSG (21, dos 32 feitos na competição).

O último gol da equipe marcado por um jogador que não faz parte da trinca ofensiva saiu há mais de 350 minutos. Na vitória por 2 a 1 sobre o Nantes, em 22 de setembro, o zagueiro português José Fonte abriu o placar logo no início da partida.

Campeão francês pela última vez em 2011, quando tinha o belga Eden Hazard como principal estrela, o Lille volta a campo neste sábado para enfrentar o Dijon e continuar mantendo vivo o sonho de fazer uma grande temporada. Tudo graças ao trio “Bip-Bip”.


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5 escândalos que arranharam a imagem de CR7 antes da acusação de estupro
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Rafael Reis

Eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo e um dos maiores nomes do futebol no século XXI, o português Cristiano Ronaldo vive hoje o momento mais delicado de sua carreira. Mas isso não tem nada ver com o que tem feito com a camisa da Juventus.

O camisa 7 está sendo acusado de ter praticado sexo sem consentimento pela professora norte-americana de educação física Kathryn Mayorga.

O estupro teria acontecido em 2009, mas o caso ficou adormecido durante anos devido a um acordo extrajudicial costurado entre os advogados do jogador e a suposta vítima.

O caso só veio à tona no ano passado, quando a revista alemã ''Der Spiegel'' descobriu a existência dessa acusação. A investigação foi reaberta pela polícia dos EUA no último dia 1º de outubro.

CR7 nega ter praticado qualquer violação e diz que a relação sexual com Kathryn foi consensual.

Relembre abaixo outros cinco escândalos envolvendo o astro português:

CRIANÇAS SEM MÃE

Dos quatro filhos de Cristiano Ronaldo, apenas a caçula, Alana Martina, é fruto de um relacionamento público do jogador. Cristianinho e os gêmeos Mateo e Eva Maria simplesmente foram anunciados à imprensa, sem que fossem revelados os nomes de suas mães. A identidade delas é um mistério porque, na prática, o atacante “comprou” as crianças: pagou para as progenitoras se afastarem das crianças e não contarem nada para ninguém. De acordo com o jornal britânico “Daily MIrror”, o silêncio da mãe do filho mais velho de CR7, supostamente uma garçonete que vivia nos EUA, custou 12 milhões de euros (R$ 52 milhões) ao astro.

SUPOSTO ABUSO SEXUAL

Antes do caso atual explodir, o craque da Juventus já havia sido acusado anteriormente de abuso sexual. Em 2005, quando tinha 20 anos e jogava pelo Manchester United, o português precisou depor em uma delegacia de Londres sob um suposto abuso sexual cometido por ele contra uma mulher em um hotel de luxo inglês. CR7 alegou que a acusação não passava de uma “armação”, e o caso acabou sendo arquivado.

DESTRUIDOR DE FERRARI

Em 2009, dias depois de ser eleito pela primeira vez na carreira o melhor jogador do mundo, o então camisa 7 do Manchester United destruiu a Ferrari 599 GTB Fiorano F1 a caminho do treino. O atacante bateu o automóvel avaliado em 250 mil euros (mais de R$ 1 milhão) dentro de um túnel em Manchester. Apesar de o carro ter ficado bastante danificado, Cristiano Ronaldo escapou ileso do acidente.

AMEAÇAS CONTRA URACH

De acordo com a brasileira Andressa Urach, Cristiano Ronaldo ameaçou “mandar gente atrás dela” depois que a modelo revelou à imprensa inglesa que havia tido relações sexuais com o astro português. Urach também afirmou ter sido trancada durante três horas e meia pelos seguranças de CR7 para que não tirasse uma foto ao lado do jogador. Após se tornar evangélica, ela admitiu ter inventado várias histórias para aumentar sua fama, mas confirmou que aquilo que falou sobre o atacante é verdade.

AMIGO CONDENADO

Um dos melhores amigos de Cristiano Ronaldo durante sua passagem pelo Real Madrid tem ficha suja na Justiça e até já foi condenado a prisão. O lutador de kickboxing Badr Hari, que vivia recebendo o atacante em sua casa, no Marrocos, foi condenado a dois anos de reclusão em 2017 por agredir um homem em uma casa noturna, seis anos atrás. A amizade entre os dois deu uma “esfriada” depois do escândalo.


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Sem diálogo com a Fifa, engenheiro processa entidade por autoria do VAR
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Rafael Reis

Ignorado pela Fifa na disputa pela propriedade intelectual do VAR (sigla em inglês para árbitro assistente de vídeo), o engenheiro boliviano Fernando Méndez Rivero decidiu processar a entidade que gerencia o futebol mundial.

O inventor protocolou na semana passada uma denúncia contra a instituição na Justiça de Buenos Aires, capital da Argentina, sob alegação de que o uso do sistema em competições do mundo todo está sendo feito de forma irregular.

Méndez Rivero alega que o VAR, que foi utilizado na última Copa do Mundo-2018 e hoje faz parte de boa parte dos principais torneios de futebol do planeta, é plágio de um mecanismo desenvolvido e patenteado por ele há 13 anos, o ''Projeto Piloto de Arbitragem Eletrônica”.

“Meus direitos autorais estão protegidos em 186 países do mundo porque a Bolívia está inscrita em dois grandes convênios de propriedade intelectual, o Convênio de Berna e o Convênio de Paris”, afirmou, por telefone.

No fim do mês passado, o engenheiro enviou uma notificação extrajudicial à Fifa solicitando a interrupção do uso do árbitro do vídeo em todas as competições organizadas pela própria entidade e por suas afiliadas (como Conmebol, Uefa e federações nacionais).

No entanto, segundo Méndez Rivero, seu advogado não recebeu nenhuma resposta do órgão, motivo pelo qual eles decidiram deixar de lado a tentativa de costurar um acordo amigável para acionar a Justiça.

O engenheiro pede uma indenização de US$ 104,5 milhões (cerca de R$ 395 milhões) pelo que considera uma utilização indevida da aparelhagem.

Além da entidade global, a Conmebol também é parte do processo do boliviano devido ao uso do VAR nas partidas do mata-mata da Libertadores. Outras duas empresas, a Mediapro e um braço Sony, que fornecem equipamentos para a arbitragem em vídeo, constam na ação protocolada pelo engenheiro.

Procurada pela blog, a Fifa não se posicionou sobre a acusação e nem sobre o processo judicial até a publicação desta reportagem.

O VAR começou a ser testado há seis anos pela Federação Holandesa de Futebol. Em 2016, começou a se espalhar por ligas de todo o planeta. Dois anos depois, estreou na Copa do Mundo.

Atualmente, é utilizado em boa parte dos principais campeonatos de primeiro escalão, como Italiano, Espanhol, Alemão e Francês, além da Libertadores e da Copa do Brasil. Na próxima temporada, estará disponível também nas partidas da Liga dos Campeões da Europa.


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Como fascismo criou o 1º esquadrão da história do futebol europeu
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Rafael Reis

O fascismo foi um regime que cassou liberdades individuais na Itália entre as décadas de 1920 e 1940, provocou direta ou indiretamente mais de 400 mil mortes e levou o país a se aliar com a Alemanha e Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Mas foi durante o governo do ditador Benito Mussolini, entre 1922 e 1943, que a Europa conheceu o seu primeiro esquadrão no futebol. E a montagem desse supertime teve tudo a ver com o “Il Duce”.

O chefe do governo italiano percebeu rapidamente que poderia usar a modalidade como um importante instrumento de propaganda para seu regime e como um fator de união nacional. A partir daí, fez de tudo para transformar seu país na potência número um do futebol mundial.

A estratégia não demorou para dar resultado. A seleção italiana foi a primeira a ganhar duas edições da Copa do Mundo (1934 e 1938) e, sob o comando de Vitorio Pozzo, ganhou 60 dos 87 jogos que disputou entre 1929 e 1948.

O papel do fascismo na montagem dessa equipe foi completo. Para começar, o regime de Mussolini adotou várias táticas para fortalecer o futebol local e fazer dele uma paixão verdadeiramente nacional.

Foi durante o período do autoritarismo que a Itália deixou de ter campeonatos regionalizados e ganhou uma primeira divisão no formato atual, com disputa em pontos corridos entre times de todos os cantos do país.

Mussolini também limitou a presença de clubes de uma mesma cidade na elite do futebol nacional. A ideia era fazer com que as equipes do sul do país se desenvolvessem e, assim, ampliassem o alcance da propaganda ideológica do ditador.

O chefe do governo também escancarou a porta da seleção para os “oriundi”, os descendentes de italianos nascidos em outros países, processo que até hoje faz sucesso na Azzurra, que conta, por exemplo, com o volante brasileiro Jorginho (Chelsea).

O time campeão mundial de 1934 contava com quatro argentinos, um francês, um austro-húngaro e até um brasileiro, o atacante Filó, que havia jogado no Corinthians antes de se transferir para a Lazio.  Em 1938, no bi, a legião estrangeira ganhou ainda o reforço de um uruguaio.

Mussolini ainda teve papel direto no dia a dia das conquistas que fizeram da Itália a seleção a ser batida na primeira metade do século passado.

Em 1934, fez questão de receber a Copa do Mundo (e, dizem as más línguas, teve um papel de bastante influência sobre a arbitragem). Ainda naquele ano, presenteou cada jogador da Azzurra com um automóvel Alfa Romeo pela vitória em um amistoso contra a Inglaterra, país inventor do futebol que se recusava a disputar o Mundial.

Quatro anos depois, antes da final contra a Hungria, enviou um telegrama aos jogadores que se tornou célebre. O conteúdo pode ser resumido em uma frase: “Vincere o Morire!” (Vencer ou Morrer, em tradução para o português). A vitória por 4 a 2 na decisão livrou a cabeça de todo o elenco.

O curioso é que Mussolini nem era tão chegado assim em futebol.  O ditador considerava que o esporte feria a identidade italiana já que havia sido criado por ingleses e tentou emplacar no país o Calcio Fiorentino, um jogo medieval tipicamente nacional.

Como a aposta falhou, o líder fascista abraçou o futebol e escolheu um time, a Lazio, para abraçar. Até hoje, mais de 70 anos depois da derrocada do regime, parte dos torcedores da equipe romana ainda são identificados com a extrema-direita e com causas como racismo e xenofobia.


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Dia do Professor: 7 “mestres” que revolucionaram o futebol mundial
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Rafael Reis

Você certamente já ouviu algum jogador de futebol chamando seu técnico de professor. A relação entre as duas profissões, a dos mestres das salas de aulas e dos comandantes dos times nos gramados, está no ato de ensinar.

Assim como o professor é responsável por orientar seus alunos no processo de aprendizagem, o treinador tem a missão de colocar na cabeça dos atletas suas convicções táticas e movimentações que podem ajudar o time a conquistar uma vitória.

No Dia do Professor, que é comemorado nesta segunda-feira, apresentamos abaixo sete técnicos que revolucionaram o futebol mundial com suas ideias e continuam influenciando até hoje o jogo que é praticado ao redor do planeta.

PEP GUARDIOLA
Espanha
47 anos

O ex-volante catalão é um dos técnicos mais vitoriosos e visionários deste século. Em 11 anos de carreira à frente de Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, Guardiola já conquistou 25 títulos, incluindo aí duas edições da Champions (2009 e 2011). “Pai” do Barça de Messi, Xavi e Iniesta, que ganhou tudo na última virada de década, é responsável direto pela popularização nos últimos anos da valorização do posse de bola, do jogo de toques de curtos e da marcação sob pressão.

JOSÉ MOURINHO
Portugal
55 anos

Quem começou a acompanhar futebol há pouco tempo e vê hoje o Manchester United naufragando pode até ter dificuldades para entender por que José Mourinho está nesta lista. Mas o português já foi um fenômeno do banco de reservas. Aos 41 anos, levou o Porto à conquista da Liga dos Campeões. Na sequência, transformou o Chelsea em uma potência na Inglaterra. E ainda fez da Inter de Milão o melhor time da Europa em 2010. Sua maior contribuição tática para o futebol foi encontrar um jeito de fazer frente ao jogo de toques curtos dos times de Guardiola. A defesa com linhas de handebol, que tanto sucesso fez na última Copa do Mundo, é uma criação do “Special One”.

JOHAN CRUYFF
Holanda
Morreu em 2016, aos 68 anos

Um dos maiores nomes da história do futebol, o líder dentro de campo do Carrossel Holandês, a seleção vice-campeã mundial de 1974, também fez sucesso como treinador. Foi ele que montou o “Dream Team” do Barcelona, que conquistou quatro títulos espanhóis consecutivos entre 1991 e 1994, além da Liga dos Campeões de 1992. Cruyff ainda é “culpado” pelo estilo do Barça de jogar futebol. É graças ao ex-camisa 14 laranja que o clube tem uma metodologia de valorização da técnica em detrimento da força física, linha que permitiu o aparecimento de jogadores como Xavi e Lionel Messi.

RINUS MICHELS
Holanda
Morreu em 2005, aos 77 anos

À frente da seleção holandesa, perdeu a final da Copa-1974, mas mudou o futebol mundial. Eleito o melhor treinador do século passado pela Fifa, é com certeza o técnico mais influente de todos os tempos. Michels introduziu a ideia de futebol total, conceito que prega que os jogadores não devem ficar presos às suas posições originais durante o tempo todo e precisam flutuar pelo campo. Se hoje você trata com naturalidade um atacante marcando ou um zagueiro ajudando na criação das jogadas ofensivas, agradeça ao holandês.

GUSZTÁV SEBES
Hungria
Morreu em 1986, aos 80 anos

Ao lado de Béla Gutmann e Márton Bukovi, revolucionou o futebol mundial em meados do século passado e fez da Hungria uma das grandes potências da década de 1950. O trio é pioneiro na utilização do esquema 4-2-4 (que daria origem posteriormente ao 4-3-3 e ao 4-4-2) e, principalmente, no aquecimento pré-jogo. Não à toa, a seleção húngara de 1954, dirigida por Sebes, voava nos primeiros minutos das partidas da Copa do Mundo. Apesar da vantagem física, acabou derrotada pela Alemanha na final da competição.

KARL RAPPAN
Áustria
Morreu em 1996, os 90 anos

Se o momento mais esperado de uma partida de futebol é o gol, Rappan pode ser considerado um dos maiores vilões da história da modalidade. Basicamente, o que o treinador percebeu é que o caminho da vitória pode ser “sofrer menos gols que o adversário” e não “fazer mais gols do que ele”. Sua seleção suíça de 1938 é uma espécie de “marco zero” do uso das retrancas no futebol e ganhou o apelido de “ferrolho”. Rappan inspirou profundamente a escola italiana e foi uma espécie de mentor do argentino Helenio Herrera, bicampeão europeu com a Inter de Milão na década de 1960 e sinônimo de um jogo mais defensivo.

HERBERT CHAPMAN
Inglaterra
Morreu em 1934, aos 55 anos

Quatro vezes campeão inglês por Arsenal e Huddersfield Town, é, de certa forma, uma espécie de “pai” da visão tática sobre o futebol. Chapman foi o inventor do esquema WM, um tipo de 3-2-2-3 (variação do 3-4-3) que fez muito sucesso no começo do século passado e mudou a forma dos jogadores se posicionarem no gramado. Ainda na década de 1920, o inglês já estava preocupado com questões como a preparação física, que só se tornariam populares muito tempo depois.


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Em 2018, Argentina é melhor sem Messi do que com craque
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Rafael Reis

Após vencer Estados Unidos, El Salvador e Arábia Saudita, o Brasil terá na próxima terça-feira seu primeiro adversário de peso depois da Copa do Mundo-2018. Mas um adversário de peso desfalcado do seu principal jogador.

Então, Tite, Neymar e o restante dos jogadores da única equipe pentacampeã mundial nem precisam se preocupar com a Argentina? Não é isso que os números indicam.

Pelo menos neste ano, o aproveitamento da equipe alviceleste é melhor nas partidas em que não pode contar com Lionel Messi do que nos jogos em que escalou o camisa 10 do Barcelona, eleito cinco vezes o melhor do planeta.

Nas cinco apresentações em que o craque desfalcou a Argentina em 2018, a equipe conquistou três vitórias, um empate e somente uma derrota. Se todas as partidas fossem de fases de grupos de competições oficiais, teria conquistado 75% dos pontos disputados.

Já com Messi em campo, esse aproveitamento cairia para 46,7%. Foram duas vitórias, um empate e duas derrotas nos últimos cinco jogos em que o astro esteve à disposição do seu país-natal.

A principal diferença é que a maior parte dos jogos sem o camisa 10 foram amistosos, alguns deles contra seleções de qualidade duvidosa (como Guatemala e Iraque), enquanto as partidas em que utilizou o astro foram majoritariamente aquelas da última Copa, incluindo os confrontos contra França e Croácia, campeã e vice do Mundial, respectivamente.

Sem seu maior astro, a Argentina tem dado mais espaço para Paulo Dybala. O camisa 10 da Juventus participou dos dois últimos amistosos e deve começar jogando novamente contra o Brasil.

Na goleada por 4 a 0 contra o Iraque, na quinta, os gols foram marcados por Lautaro Martínez (Inter de Milão), Roberto Pereyra (Watford), Germán Pezzella (Fiorentina) e Franco Cervi (Benfica).

Maior artilheiro da história da Argentina (65 gols) e terceiro jogador com mais partidas (128), Messi não joga pela seleção desde a eliminação para a França nas oitavas de final da Copa-2018.

O atacante pediu para não ser convocado até o fim do ano. A ideia é ganhar tempo para se recuperar psicologicamente das críticas sofridas durante o Mundial da Rússia e ver se a AFA, a federação local, consegue se organizar –os argentinos ainda estão sendo comandados por um treinador interino, Lionel Scaloni.

Messi já tem 31 anos e disputou quatro Copas do Mundo. No entanto, jamais levantou uma taça pela seleção adulta. Seus únicos títulos pela Argentina foram obtidos nas categorias sub-23 (ouro nos Jogos Olímpicos de 2008) e sub-20 (Mundial de 2005).

ARGENTINA SEM MESSI EM 2018
4 x 0 Iraque
0 x 0 Colômbia
3 x 0 Guatemala
1 x 6 Espanha
2 x 0 Itália

ARGENTINA COM MESSI EM 2018
3 x 4 França
2 x 1 Nigéria
0 x 3 Croácia
1 x 1 Islândia
4 x 0 Haiti


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Como a Holanda deixou de ser fábrica de craques e ficou carente de talento
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Rafael Reis

Para derrotar a Alemanha, neste sábado, e conseguir sua primeira vitória na Liga das Nações, a Holanda aposta em jogadores que defendem Bournemouth (Nathan Aké), Brighton (Davy Pröpper), Atalanta (Marten de Roon), Besiktas (Ryan Babel) e até o modesto Club Brugge (Arnaut Danjuma), da Bélgica.

Buscar atletas em equipes que não fazem parte do primeiro escalão do futebol europeu é o caminho que sobrou para uma das seleções mais tradicionais do planeta, vice-campeã mundial em três oportunidades (1974, 1978 e 2010).

Os últimos craques indiscutíveis que a Holanda produziu, o meia Wesley Sneijder e os atacantes Arjen Robben e Robin van Persie, já passaram dos 34 anos, estão na reta final da carreira e deixaram a seleção.

Só que a nova geração não tem mostrado força suficiente para se firmar nos grandes clubes do Velho Continente e muito menos para manter a seleção competitiva –o país não se classificou para a Eurocopa-2016 e nem para a última Copa do Mundo.

Dos 25 convocados pelo técnico Ronald Koeman para a partida contra a Alemanha e o amistoso ante a Bélgica, na próxima semana, só dois são titulares de times que hoje realmente fazem parte da elite internacional: o zagueiro Virgil van Dijk e o meia Georginio Wijnaldum, do Liverpool.

A seleção ainda tem um goleiro do Barcelona (Jasper Cillessen), mas que é reserva na Catalunha, um zagueiro da Inter de Milão (Stefan de Vrij) e um atacante do Sevilla (Quincy Promes).

Todo o restante do elenco é formado por jogadores que atuam em equipes menores de ligas importantes ou times fortes de campeonatos que já não possuem tanto prestígio assim, como o próprio Holandês.

São 11 atletas que jogam no futebol local na última convocação, cinco deles no PSV Eindhoven, atual campeão nacional.

Na Copa-2010, o último grande feito da seleção laranja, nove jogadores atuavam no país e a lista continha representantes de Real Madrid, Liverpool, Arsenal, Bayern de Munique e Manchester City.

A dificuldade holandesa de encontrar nomes de qualidade suficiente para fazer jus à sua história não é exclusividade de sua equipe adulta.

Seu time sub-21 só se classificou para a fase final de uma das cinco últimas edições do Europeu da categoria. No sub-20, o país não joga o Mundial desde 2005, quando sediou a competição (e por isso conseguiu a vaga).

A luz no fim do túnel vem da geração nascida em 2001, que se sagrou campeã continental sub-17 em maio. Mas o principal jogador do time, o meia Wouter Burger, do Feyenoord, só jogou 26 minutos como profissional até hoje.

Em busca de uma espécie de “renascimento”, os holandeses fazem parte do Grupo 1 da Liga das Nações e estrearam na nova competição da Europa com uma derrota por 2 a 1 para a França, fora de casa, no mês passado.


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Dia das Crianças: 7 craques que começaram a brilhar cedo no mundo da bola
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Rafael Reis

Com que idade um jogador de futebol pode fazer sucesso no meio dos profissionais? Na maioria dos casos, a maturidade só chega aos 20 e poucos anos. É por isso que existem competições específicas para atletas sub-15, sub-17, sub-20 e até sub-23.

Mas há casos excepcionais de jogadores que começam a brilhar bem mais cedo, antes mesmo de entrar na maioridade legal, e viram os grandes nomes de seus times (ou até de suas seleções) quando ainda estão com os rostos cheios de espinhas.

No Dia das Crianças, relembramos sete astros precoces, grandes nomes da história do futebol mundial e da contemporaneidade que começaram a fazer sucesso ainda na adolescência.

PELÉ

O maior nome da história do futebol também foi o grande craque adolescente de todos os tempos. Pelé estreou como profissional do Santos quando tinha apenas 15 anos. Aos 16, chegou à seleção brasileira. E, no ano seguinte, já ajudou a seleção brasileira a faturar seu primeiro título mundial, na Copa-1958, na Suécia. Vale lembrar que Pelé não apenas fez parte do grupo campeão, mas foi um dos protagonistas da conquista, com direito a dois gols na final contra os anfitriões.

LIONEL MESSI

O camisa 10 deixou a Argentina para se juntar às categorias de base do Barcelona aos 13 anos e cresceu sendo tratado como uma pedra preciosa a ser lapidada. Três anos após a chegada à Europa, Messi já disputou um amistoso pela equipe adulta. Pouco depois do seu 17º aniversário, participou de sua primeira partida. Na conquista da Champions de 2005/06, quando tinha 18 anos, já era um jogador importante do elenco.

NEYMAR

Assim como Messi, ganhou o rótulo de craque muito cedo e passou a adolescência cercado de expectativas. Quando ainda era praticamente uma criança, quase se transferiu para o Real Madrid. O interesse espanhol lhe rendeu um salário digno de adulto ainda nas categorias de base. Neymar ganhou sua primeira chance no time adulto um mês após completar 17 anos e rapidamente virou o grande nome do futebol brasileiro. No ano seguinte, já viu um grande lobby de torcedores e imprensa para ser incluído na lista de convocados para a Copa do Mundo-2010, o que não aconteceu.

KYLIAN MBAPPÉ

Protagonista da transferência mais cara da história envolvendo um jogador sub-20 (180 milhões de euros, por sua ida para o Paris Saint-Germain), o atacante tem só 19 anos, mas já é campeão da Copa do Mundo como um dos principais jogadores da seleção francesa. Mais impressionante ainda é o que Mbappé fez dois anos atrás. Em 2016/17, conduziu o Monaco até as semifinais da Champions e marcou seis vezes nos últimos seis jogos dos mata-matas do torneio continental mais importante do planeta.

RONALDO

Ainda que como reserva da seleção, conseguiu o mesmo feito de Pelé: ser campeão mundial com apenas 17 anos, quando ainda nem era conhecido como Fenômeno e jogava pelo Cruzeiro. Aos 20, já como astro do Barcelona, foi eleito pela primeira vez o melhor jogador do planeta. Até hoje, Ronaldo é o vencedor mais jovem da história do prêmio distribuído anualmente pela Fifa.

ROMELU LUKAKU

As imagens do centroavante belga nas categorias de base são assustadoras e viralizaram mundo à fora. Aos 9 anos, já usava calçados de tamanho de adulto e parecia um senhor jogando contra crianças que mal chegavam ao seu peito. Com um desenvolvimento físico tão precoce, Lukaku estreou como profissional logo após completar 16 anos e, meses depois, já estava na seleção principal. Seu cotidiano ao lado dos colegas de ensino médio virou até programa de TV na Bélgica.

RONALDINHO GAÚCHO

Mais um projeto de craque adolescente que vingou. Irmão de um ex-jogador do Grêmio, Assis, entrou nas categorias de base do clube gaúcho quando ainda era criança e foi subindo degrau a degrau até a estreia como profissional, aos 17 anos, já em um jogo válido pela Libertadores. Pouco mais de um ano depois, já estava na seleção brasileira que conquistaria a Copa América-1999. Foi nessa competição que Ronaldinho marcou um gol de placa contra a Venezuela, eternizado pela narração “Olha o que ele fez, olha o que ele fez” de Galvão Bueno.


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Por onde andam 7 ex-jogadores do Fluminense que estão no exterior?
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Rafael Reis

Como está a carreira daquele jogador que passou por seu time de coração e que hoje defende algum time no exterior, mas não aqueles que aparecem quase que semanalmente na TV brasileira, como Barcelona, Manchester City ou Chelsea?

É para responder a essa pergunta que o “Blog do Rafael Reis” publica desde o mês passado a seção “Por Onde Anda? – Times Brasileiros”. Durante 12 semanas, vamos revelar os paradeiros de vários jogadores que estão nessa situação.

Hoje, mostramos os destinos de sete ex-jogadores do Fluminense. Na semana que vem, será a vez de fazermos a mesma coisa com atletas que atuaram no Vasco.

MARLON
Zagueiro
23 anos
Sassuolo (ITA)

Uma das principais revelações da base do Fluminense nos últimos anos, fez sucesso na seleção sub-20 e permaneceu como titular do clube durante duas temporadas. Em 2016, acabou negociado com o Barcelona e passou a defender a equipe B dos catalães. Sem espaço no time de cima, foi emprestado para o Nice e, no início desta temporada, negociado com o Sassuolo, onde tem sido titular absoluto.

OSVALDO
Atacante
31 anos
Buriram United (TAI)

Após jogar no Fluminense entre 2015 e 2017, Osvaldo voltou ao futebol nordestino no ano passado e defendeu Sport e Fortaleza. Em junho, aceitou um incomum convite para se transferir para a Tailândia. Na campanha que levou o Buriram United ao bicampeonato nacional, o jogador fez dupla de ataque com outro brasileiro, Diogo (ex-Palmeiras, Santos e Flamengo).

SAMUEL
Atacante
27 anos
Al-Nasr (EAU)

Integrante do elenco que ajudou o Flu a ser campeão brasileiro em 2012, passou os últimos quatro anos do seu contrato com o time carioca acumulando um empréstimo atrás do outro e chegou a jogar até nos Estados Unidos. Samuel está em sua terceira temporada nos Emirados Árabes. Depois de fazer sucesso pelo Hatta, assinou com um dos grandes do país, o Al-Nasr, três vezes campeão nacional.

BIRO BIRO
Meia-atacante
23 anos
Shanghai Shenxin (CHN)

Transformado em profissional pelo Fluminense, passou três anos no clube sem conseguir muito destaque. Em 2015, foi emprestado para a Ponte Preta e, aí sim, estourou. Seu sucesso em Campinas atraiu o interesse do futebol chinês. Biro-Biro mudou para o Oriente, mas foi defender uma equipe da segunda divisão. Apesar de manter uma média de mais de dez gols por ano, tem falhado na tentativa de colocar seu time na elite.

FERNANDO BOB
Volante
30 anos
Minnesota United (EUA)

Revelado na base do Fluminense, participou da campanha do título brasileiro de 2010 e foi emprestado para seis clubes diferentes durante sua passagem pelas Laranjeiras. Fernando Bob renasceu na Ponte Preta e de uma alavancada em sua carreira. Já trintão, migrou há pouco mais de um mês para os Estados Unidos e rapidamente virou titular do Minnesota United.

TARTÁ
Meia-atacante
29 anos
Foolad (IRA)

Habilidoso, surgiu como promessa de craque há mais de uma década, mas não conseguiu provar o potencial que parecia ter. Fez parte do elenco do Flu na conquista do Campeonato Brasileiro de 2010 e permaneceu vinculado ao clube até 2013. Depois de passar por Japão, Coreia do Sul e Tailândia, transferiu-se neste ano para um mercado praticamente inexplorado por jogadores brasileiros, o Irã.

THIAGO CARLETO
Lateral esquerdo
29 anos
Al-Ittihad (ARA)

O lateral famoso pelos chutes fortes de perna esquerda teve uma passagem de relativo sucesso pelo Flu em 2012 e foi campeão brasileiro pelo clube. Atualmente, está seu quarto ciclo no exterior. Depois de jogar na Espanha, em Portugal e no Paraguai, Carleto se transferiu no meio do ano para a Arábia Saudita para jogar ao lado de Romarinho e Jonas (ex-Flamengo) no Al-Ittihad.


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“É uma bomba”, diz meia brasileiro sobre fraudes no futebol da Bélgica
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Rafael Reis

“É uma bomba. Todo mundo está muito surpreso e não para de comentar o caso. Nunca imaginei que algo assim poderia acontecer por aqui.”

Foi assim que o meio-campista brasileiro Fernando Canesin, do Oostende, reagiu à eclosão de um escândalo de corrupção que ameaça manchar o futebol da Bélgica, país da seleção que foi terceira colocada na Copa do Mundo-2018.

Na última quarta-feira, a polícia da terra de Eden Hazard, Romelu Lukaku e Kevin de Bruyne comandou uma megaoperação em 57 localidades de dez países diferentes para investigar um suposto esquema de fraudes no mercado de transferência de jogadores, lavagem de dinheiro e manipulação de resultados no futebol belga.

Dez dos 16 clubes da primeira divisão receberam visitas de policiais. Além de apreensão de documentos, computadores e dinheiro, vários suspeitos de participar do esquema foram levados para interrogatório.

De acordo com diferentes veículos da imprensa belga, o croata Ivan Leko, técnico do Brugge, atual campeão nacional e representante do país na fase de grupos da Champions, e o empresário Mogi Bayat, agente mais poderoso do futebol local e responsável pelas transferências de boa parte da “geração belga” para o exterior, estão entre os investigados.

“Quando cheguei para treinar, ainda não sabia de nada. Fiquei assustado quando vi todo mundo comentando o que estava acontecendo. Estão falando que há muita gente envolvida, e gente importante. É uma pena isso acontecer na Bélgica justamente agora que ela se tornou uma grande vitrine.”

Canesin é um veterano de futebol belga. Revelado pelo Olé Brasil, de Ribeirão Preto (SP), mudou-se para a Europa em 2009, com apenas 17 anos, e chegou a jogar ao lado de Lukaku, de quem é amigo, no Anderlecht antes de chegar ao seu atual clube.

Segundo o meio-campista, todo jogador que atua na elite do país precisa assinar anualmente um contrato onde constam várias proibições que visam coibir o risco de corrupção no campeonato nacional.

“Um pouco antes de começar a temporada, já recebemos um termo que, por exemplo, nos proíbe de usar sites de apostas esportivas na Bélgica ou em qualquer outro lugar do mundo”, explica.

A investigação sobre possíveis atos de corrupção no futebol belga começou no final do ano passado, a partir de um relatório da Unidade de Fraudes Esportivas da Polícia Federal que apontava transações financeiras suspeitas na primeira divisão nacional envolvendo pagamentos de salários de jogadores e treinadores e comissões de agentes.

De acordo com o Ministério Público, durante as investigações, descobriu-se também uma suposta “influência” nos resultados dentro de campo da temporada 2017/18.

Formada basicamente por jogadores que atuam no exterior, principalmente na Inglaterra, a Bélgica fez na Copa-2018 a melhor campanha de sua história. Para chegar ao terceiro lugar, os “Diabos Vermelhos” derrotaram o Brasil nas quartas de final da competição.


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