Blog do Rafael Reis

PSG: Neymar é rei dos dribles, assistências… e também dos passes errados
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Rafael Reis

Neymar foi contratado para ser o protagonista do Paris Saint-Germain. E basta olhar suas estatísticas para constatar que isso tem acontecido.

O craque brasileiro nunca balançou as redes em uma frequência tão alta na carreira (média de 0,96 gol por partida).

O camisa 10 é também o vice-artilheiro do PSG na temporada (28 gols), o jogador que mais dribla (7,3 por jogo), que mais deu assistências (17) e também o que mais cria oportunidades para seus companheiros finalizarem (3,6 por partida).

 

Um desempenho que lembra o de outros protagonistas dos grandes clubes do planeta, como Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Digno daquilo que o PSG desejava quando foi buscá-lo na Catalunha.

Mas até mesmo o jogador mais caro da história tem um ponto fraco.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar tem o pior passe de todo o elenco do líder do Campeonato Francês.

Segundo a plataforma, o camisa 10 acerta 79,4% dos passes que tenta. Nenhum dos 25 jogadores que o técnico Unai Emery já escalou nesta edição da Ligue 1 tem desempenho tão ruim nos passes.

A maior parte dos atletas do PSG tem acerto de passe superior aos 90%. Fazem parte desse clube os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os meias Marco Verratti, Adrien Rabiot, Giovani Lo Celso e o meia-atacante Julian Draxler, entre outros.

É óbvio que Neymar erra mais passes não porque tem uma qualidade técnica inferior à dos seus companheiros de equipe, mas porque arrisca mais do que eles.

Enquanto os membros do meio-campo do PSG têm como principal missão fazer a bola rodar, em passes curtos e laterais, o brasileiro é o homem da criatividade e precisar dar toques mais ousados, muitas vezes em profundidade, que quebrem a marcação adversária.

No entanto, mesmo na comparação com outros jogadores do primeiro escalão que desempenham funções parecidas com a dele e também precisam ousar mais do que a média nos passes, o desempenho de Neymar nesse fundamento deixa a desejar.

Lionel Messi, o homem-chave do Barcelona, tem 80,2% de acerto nos passes, aproveitamento melhor do que o outros três integrantes do elenco catalão: Aleix Vidal, Luis Suárez e o garoto José Arnáiz.

Já o belga Kevin de Bruyne, o cara do passe decisivo no Manchester City, tem um desempenho bem melhor no passe: 83,3%, mais que os atacantes Sergio Agüero, Leroy Sané e Gabriel Jesus.

Contra o Real Madrid, no próximo dia 6, é bom que Neymar calibre o pé e acerte mais passes do que de costume.

Afinal, o PSG precisa (e muito) do seu principal jogador para reverter o 3 a 1 aplicado pelo atual bicampeão europeu na Espanha e continuar vivo na briga pelo título inédito da Champions.


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7 jogadores que podem perder a Copa-2018 por problemas físicos
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Rafael Reis

Radamel Falcao García (Colômbia), Marco Reus, Holger Badstuber e Ilkay Gündogan (Alemanha), Franck Ribéry (França), Thiago Alcántara (Espanha), Rafael van der Vaart (Holanda). Esses são só alguns dos jogadores que perderam a última Copa do Mundo devido a problemas físicos.

Não tem jeito. Todo Mundial tem seus desfalques por conta de lesões. Afinal, o futebol é um esporte de contato, bastante suscetível a contusões, ainda mais na reta final das desgastantes temporadas europeias, período no qual a competição costuma ser disputa.

Mas, a menos de quatro meses do pontapé inicial da Copa-2018, quem corre risco de ficar fora do torneio por questões físicas?

Listamos abaixo sete jogadores de algumas das principais seleções do planeta que estão machucados e correm contra o tempo para disputar o Mundial da Rússia.

MANUEL NEUER
Goleiro
Alemanha
31 anos
Fratura no pé

O goleiro mais badalado do planeta não disputa uma partida oficial desde setembro, quando preciso passar por uma cirurgia no metatarso do pé esquerdo. A previsão inicial é que o camisa 1 do Bayern de Munique e da seleção alemã retornasse aos gramados em meados de março, mas esse prazo dificilmente será cumprido. Segundo Joachim Löw, a recuperação de Neuer está em um ritmo suficiente para que ele dispute a Copa. Só que qualquer atraso pode lhe custar a chance de buscar seu bicampeonato mundial.

BENJAMIN MENDY
Lateral esquerdo
França
23 anos
Ruptura de ligamento cruzado do joelho

Contratado do Monaco por 57,5 milhões de euros (quase R$ 231 milhões), o lateral esquerdo disputou apenas cinco partidas pelo Manchester City antes de romper o ligamento do joelho esquerdo, em setembro. Se cumprir a previsão de retorno e voltar a jogar até meados de abril, Mendy poderá disputar algumas poucas partidas antes da convocação da seleção francesa para a Copa do Mundo. De acordo com o técnico Didier Deschamps, o jogador ainda faz parte dos seus planos para a Rússia-2018.

DARÍO BENEDETTO
Atacante
Argentina
27 anos
Ruptura de ligamento cruzado do joelho

O centroavante que brilhou com a camisa do Boca Juniors em 2017 e entrou na briga por vaga na seleção argentina também rompeu o ligamento cruzado do seu joelho, mas a lesão aconteceu dois meses depois da sofrida por Mendy, o que complica bastante as suas chances de se recuperar a tempo da Copa. Mesmo assim, Benedetto tem se mantido otimista e acredita que poderá jogar novamente antes de junho. Recentemente, ele postou em suas redes sociais um vídeo correndo na esteira para mostrar o estágio da recuperação em que se encontra.

STEVEN DEFOUR
Meia
Bélgica
29 anos
Problema na cartilagem do joelho

Um dos jogadores mais experientes da Bélgica, uma das candidatas à surpresa da Copa-2018, o meia do Burnley já jogou a toalha. No começo do mês, quando descobriu que precisaria passar por uma cirurgia para restaurar a cartilagem do seu joelho, Defour anunciou que não jogaria mais nesta temporada e, consequentemente, que não teria condições de disputar o Mundial. O tempo de recuperação do belga varia entre cinco e seis meses.

MARCEL HALSTENBERG
Lateral esquerdo
Alemanha
26 anos
Ruptura de ligamento cruzado do joelho

Opção do técnico Joachim Löw para a lateral esquerda da seleção alemã, uma das posições mais carentes do elenco dos atuais campeões mundiais, o jogador do RB Leipzig virou carta fora do baralho para o Mundial depois de romper o ligamento cruzado do joelho no fim de janeiro. Halstenberg havia sido testado por Löw na última Data Fifa e foi titular no empate sem gols no amistoso entre Alemanha e Inglaterra, em novembro.

FEDERICO VALVERDE
Meia
Uruguai
19 anos
Lesão muscular

Revelação do futebol uruguaio, o meia que pertence ao Real Madrid e está emprestado ao La Coruña ganhou espaço na seleção no fim das eliminatórias e terminou o torneio qualificatório como titular da equipe dirigida por Óscar Tabárez. Valverde sofreu uma contusão muscular na semana passada e deve ficar pelo menos um mês fora dos gramados. Tempo não falta para ele se recuperar e poder jogar a Copa. O problema é que o uruguaio pouco tem ido a campo pelo La Coruña e corre risco de perder ainda mais espaço no elenco devido à contusão. Sem ritmo de jogo, a vaga na seleção também fica ameaçada.

RUBEN LOFTUS-CHEEK
Meia
Inglaterra
22 anos
Lesão no tornozelo

Emprestado pelo Chelsea ao Crystal Palace, o meia vivia um bom momento e vinha frequentando as convocações da seleção inglesa até sofrer uma lesão no tornozelo, no fim de dezembro. Loftus-Cheek voltou a Stamford Bridge para ser avaliado pelos médicos do clube detentor dos seus direitos econômicos e continua na fase inicial da recuperação. O jogador ainda não tem um prazo estimado para voltar aos campos. Por isso, corre risco de ficar fora da Copa.


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Nova casa de Muralha, segundona do Japão é reduto de brasileiros conhecidos
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Rafael Reis

Quando Alex Muralha anunciou que deixaria o Flamengo, depois de um 2017 marcado por falhas e uma avalanche de críticas nas redes sociais, ninguém se surpreendeu. O mesmo não aconteceu quando foi revelado seu destino.

O goleiro, que até pouco tempo atrás fazia parte das convocações da seleção brasileira, não rumou para a Europa, nem sequer para uma liga de segundo escalão, como a chinesa e as dos países do Oriente Médio.

Desde janeiro, o ex-goleiro do Fla defende a camisa do Albirex Niigata, clube que disputa a J2 League, a segunda divisão do Campeonato Japonês.

O curioso é que Muralha terá, do outro lado do mundo, companheiros de time e também adversários que são bem conhecidos por aqui.

A temporada 2018 da segunda divisão japonesa terá a participação de 32 jogadores brasileiros. E dentre eles estão atletas com passagem por Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Chapecoense e Grêmio e até estrelas das seleções de base que não vingaram como profissionais.

O clã de brasileiros conhecidos na J2 League começa dentro próprio time do ex-goleiro do Fla. Além de Muralha, Albirex Niigata, que foi rebaixado da elite na temporada passada, conta também com o atacante Thalles, que até 2017 defendia o Vasco.

Já o Avispa Fukuoka se reforçou com o centroavante Túlio de Melo. Jogador com passagem por vários clubes da Europa, como Palermo, Valladolid e Lille, ele atuou no ano passado pela Chapecoense e foi o autor do gol que classificou a equipe para a Libertadores.

Outro homem de frente conhecido no futebol brasileiro que vai disputar a segundona do Japão em 2018 é Dinei. Ex-Vitória, Atlético-PR e Palmeiras, o jogador está no Oriente desde 2015 e defende o Ventforet Kofu, outro rebaixado da temporada passada.

Na equipe da região de Chubu, ele terá a companhia de Lins, atacante com passagem pelo Grêmio e que defendeu a Ponte Preta em parte do último Campeonato Brasileiro.

A segunda divisão do país-sede da próxima edição dos Jogos Olímpicos conta ainda com a presença que pintou nas seleções brasileiras de base como fenômeno, mas nunca conseguiu demonstrar todo esse potencial como profissional.

O já veterano meia-atacante Leandro Domingues, 34, que começou a carreira no Vitória e também defendeu Cruzeiro, Fluminense e Portuguesa, é hoje um dos principais nomes do Yokohama FC.


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O dia em que um príncipe invadiu campo para anular gol na Copa do Mundo
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Rafael Reis

Imagine a seguinte cena: o príncipe de um país do Oriente Médio se revolta com a decisão da arbitragem, deixa as tribunas onde estava acomodado, invade o gramado ao lado dos seus guarda-costas pessoais, pressiona o juiz a voltar atrás e consegue o que desejava.

O episódio descrito acima não aconteceu em um torneio amador e nem nas divisões inferiores de algum pequeno país do Mundo Árabe. O palco dessa cena pitoresca foi a competição de futebol mais importante do planeta.

Em 1982, o xeque Fahd Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah, irmão do então emir do Kuwait, conseguiu paralisar uma partida de Copa do Mundo. E impôs sua posição sobre a do trio da arbitragem.

A cena aconteceu na partida entre França e Kuwait, em Valladolid (Espanha), pela segunda rodada da fase de grupos.

Os europeus já venciam por 3 a 1 quando, aos 27 min do segundo tempo, Giresse marcou mais um. O lance provocou a revolta dos jogadores árabes, que alegaram que o adversário estava impedido e que haviam escutado um apito.

O xeque Fahd, que também era o presidente da federação local de futebol, levou a reclamação a sério. Tão a sério que decidiu ir até o campo para conversar pessoalmente com o árbitro Miroslav Stupar, da União Soviética.

O kuwaitiano argumentou que os jogadores de sua seleção desistiram da jogada do gol de Giresse depois de ouvir um apito, talvez até vindo das arquibancadas, por acreditarem que o juiz estava marcando impedimento.

A lábia de Fahd convenceu Stupar, que voltou atrás e anulou o quarto gol francês. Foi só depois dessa decisão que os jogadores do Kuwait, que haviam deixado o gramado durante a confusão, retornaram para o campo.

Os franceses ainda tiveram tempo para balançar as redes mais uma vez e venceram por 4 a 1.

Já o Kuwait, que era treinado pelo brasileiro Carlos Alberto Parreira, despediu-se da Copa-1982 com duas derrotas (França e Inglaterra) e um empate (Tchecoslováquia). Desde então, o time do Oriente Médio jamais voltou a se classificar para a competição.

Posteriormente, tanto o xeque Fahd quando o árbitro Stupar acabaram suspensos pela Fifa.

O juiz continuou trabalhando no Campeonato Soviético até 1991, quando decidiu se aposentar. Já o príncipe kuwaitiano morreu em 1990, no início da Guerra do Golfo, por forças iraquianas que invadiram seu país.


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Queridinho de Guardiola sonha com Copa e Shakhtar na final da Champions
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Rafael Reis

Fred já caiu nas graças de Pep Guardiola. Mas, durante os próximos meses, o treinador que ele realmente deseja agradar é outro: Tite.

Aos 24 anos, o volante do Shakhtar Donetsk, que nesta quarta-feira (16h45 de Brasília) recebe a Roma no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, acredita que ainda tem chance de conquistar uma vaguinha na seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo.

Seu caminho para a Rússia-2018, no entanto, poderia ter sido bem mais curto. O ex-jogador do Internacional passou cerca de um ano suspenso devido a um caso positivo de doping na Copa América de 2015 – foi suspenso devido ao uso da substância proibida hidroclorotiazida.

Mas desde que voltou aos gramados, Fred não tem muito do que reclamar. Na Inglaterra, sua transferência para o Manchester City é dada como certa para a próxima temporada. Ele também teve uma nova chance na seleção – foi convocado para a rodada final das eliminatórias, no ano passado, mas não entrou em campo.

O bom momento faz o jogador sonhar longe. Não apenas com a Copa do Mundo, mas também com uma final de Champions. E ele nem acha necessário esperar a transferência para o City para realizar o objetivo europeu.

“Seria um sonho chegar à final [com o Shakhtar], que este ano será justamente em Kiev [capital da Ucrânia].”

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Fred:

Você já foi elogiado publicamente pelo Guardiola e é tratado na Inglaterra como futuro jogador do Manchester City. Como você encara esses elogios vindos de um dos maiores treinadores do planeta?
É claro que é sempre bom receber elogios. É sinal de reconhecimento, de que estamos fazendo um bom trabalho, de que estamos no caminho certo. Vindo de pessoas como o Guardiola, hoje um dos treinadores mais reconhecidos no mundo, é um orgulho. Faz com que a gente se motive ainda mais e continue fazendo o melhor em cada treino e em cada jogo. Nosso time fez uma grande apresentação diante do City pela Champions [vitória por 2 a 1, em dezembro, pela fase de grupos], o que acabou com uma invencibilidade de mais de 30 partidas deles e abriu os olhos de muita gente para a nossa equipe. Esperamos, agora, fazer outras boas exibições contra a Roma nas oitavas de final.

Você já conversou pessoalmente com o Guardiola? O que ele te disse?
Nós nos encontramos rapidamente depois daquele jogo. Ele elogiou a partida que eu fiz, eu agradeci e elogiei o time dele. Foi tudo muito rápido, nada além disso. Tudo em relação aos elogios que ele fez e ao suposto interesse do City fiquei sabendo pela imprensa. Procuro não me preocupar com isso. Deixo meus representantes cuidarem dessa parte. Meu foco é o Shakhtar, com o qual tenho contrato.

Você costuma ser bastante comparado ao Fernandinho. Além do fato de ele também ter jogado no Shakhtar, acha que vocês dois têm muito em comum?
Ser comparado a grandes jogadores é sempre uma honra. O Fernandinho foi um dos brasileiros que jogaram por mais tempo aqui no Shakhtar. Mas não tivemos a oportunidade de jogar juntos. Quando cheguei, em 2013, ele tinha acabado de sair. Só fomos nos encontrar na seleção brasileira. Eu jogo numa posição no meio mais à frente do que ele, que atua mais de primeiro volante. Ele é um pouco mais marcador e eu chego mais ao ataque. Trata-se de um grande jogador, merecidamente convocado para a seleção há alguns anos e já com uma Copa do Mundo na bagagem.

O Shakhtar é uma porta de entrada para jogadores brasileiros na Europa. Você acha que o seu momento de deixar a Ucrânia e ir para uma liga mais forte já chegou?
Eu procuro fazer o meu melhor todos os dias aqui. O futuro a Deus pertence. Se tiver que sair um dia, acontecerá naturalmente. Não me prendo muito a isso. Foi o Shakhtar que abriu as portas pra mim aqui na Europa e sou e sempre serei grato ao clube. Desde que cheguei recebo sondagens de outros grandes clubes europeus, mas nada de concreto. Como disse, tenho gente competente cuidando da minha carreira e deixo para eles resolverem.

Agora, vamos falar um pouco de Champions. Vocês vão enfrentar a Roma nas oitavas. Acha que, dentre as opções possíveis, vocês acabaram dando sorte no sorteio?
Não vejo dessa forma. Basta olhar todos os times que se classificaram para as oitavas de final. Só tem cachorro grande, todos de muita qualidade. A Roma é um dos grandes clubes da Europa, não teremos vida fácil. Tem tudo para ser um duelo muito bom e equilibrado. E eles ainda fazem o jogo de volta em casa. Teremos que nos impor no nosso estádio e buscar levar alguma vantagem pra Itália.

Até onde você acha que o Shakhtar pode ir na Champions?
Não sei. Temos que pensar jogo a jogo, como fizemos na primeira fase, em que muitos apostavam em Manchester City e Napoli, líder do Campeonato Italiano, e nós acabamos avançando, realizando boas partidas. Vencemos, inclusive, nossos três jogos em casa. Nossa equipe tem feito uma boa temporada e sabemos que podemos chegar mais longe. Mas é o que eu falei: temos que dar um passo de cada vez. Seria um sonho chegar à final, que esse ano será justamente em Kiev.

O Shakhtar voltou com tudo nesta temporada depois de dois anos que não foram tão bons assim. Qual o principal motivo dessa boa fase?
Não concordo que não tenham sido anos bons. Somos os atuais campeões nacionais, o que nos credenciou a voltar a disputar a Champions League, e vencemos as duas últimas edições da Copa da Ucrânia. Além disso, o nosso treinador (Paulo Fonseca) tem o grupo cada vez mais nas mãos e conseguiu dar a sua cara ao time. O elenco é muito bom e bem unido. Talvez esse seja o grande segredo.

Você acha que seu caso de doping te tirou a chance de disputar a Copa-2018? Acredita que suas chances de estar na seleção atualmente seriam maiores se você não tivesse ficado tanto tempo parado?
Sinceramente, não sei. Pode até ser, mas nunca parei pra pensar nisso. O que mais me deixou feliz, mesmo, foi ter voltado a jogar e a fazer o que mais gosto. Aquela fase passou, voltei a ser convocado para a seleção e farei de tudo para estar no grupo que defenderá o Brasil na Copa da Rússia. Todos têm chances até a divulgação da lista final. O professor Tite sempre foi coerente nas suas convocações e vai chamar quem estiver melhor. Portanto, todos nós temos que nos manter no mais alto nível físico e técnico para ser lembrado.


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Neymar deixa Jonas para trás e vira melhor brasileiro na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Em meio às incertezas que tomaram conta do Paris Saint-Germain depois da derrota para o Real Madrid, na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar se tornou o brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao principal goleador das ligas nacionais do Velho Continente na temporada.

Com o gol marcado na vitória por 5 a 2 sobre o Strasbourg, no sábado, o camisa 10 da seleção de Tite chegou a 38 pontos e deixou para trás Jonas, do Benfica, que passou em branco na rodada do último fim de semana.

Apesar de feito menos gols que o artilheiro do Campeonato Português (19, contra 25), Neymar aparece à frente do benfiquista porque, de acordo com o regulamento da Chuteira de Ouro, cada bola na rede no Campeonato Francês tem peso dois, enquanto cada tento na liga portuguesa vale só 1,5.

O astro do PSG ocupa agora a oitava colocação no prêmio. Já Jonas aparece logo na sequência e é o nono.

Vivendo a melhor fase desde que desembarcou na Ligue 1, no começo da temporada, Neymar está oito pontos (quatro gols) atrás do inglês Harry Kane, do Tottenham, e do uruguaio Edinson Cavani, seu companheiro no PSG, que dividem a liderança do prêmio.

Mohamed Salah (Liverpool), Ciro Immobile (Lazio), Sergio Agüero (Manchester City), Lionel Messi (Barcelona) e Robert Lewandowski (Bayern de Munique) também estão à frente do brasileiro.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada e adversário de Neymar na Champions, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, está em franca recuperação e já aparece na 38ª posição, com 24 pontos (12 gols no Campeonato Espanhol).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. E aí, nesta temporada, quem ficará com o prêmio?

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 46 pontos (23 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 46 pontos (23 gols)
3º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 44 pontos (22 gols)
Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 44 pontos (22 gols)
5º – Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 42 pontos (21 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 40 pontos (20 gols)
8º – Neymar (BRA, Paris Saint-Germain) – 38 pontos (19 gols)
9º – Jonas (BRA, Benfica) – 37,5 pontos (25 gols)
10º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)


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Pegou fogo: 5 jogos que transformaram Barcelona e Chelsea em arquirrivais
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Rafael Reis

Chelsea e Barcelona dão início nesta terça-feira ao maior clássico das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa nesta temporada.

É isso mesmo. Apesar de suas sedes estarem separadas por mais de 1.100 quilômetros, o atual campeão inglês e o clube catalão construíram ao longo dos últimos 15 anos uma relação bastante conflituosa.

A rivalidade entre as duas equipes que se enfrentam nesta terça, às 16h45 (de Brasília), no Stamford Brige, em Londres, nasceu de uma série de confrontos decisivos marcados por resultados conquistados a fórceps, decisões questionáveis da arbitragem e muita provocação.

Relembre abaixo cinco partidas que transformaram Chelsea e Barcelona em arquirrivais europeus:

CHELSEA 1 x 1 BARCELONA
06/05/2009
Semifinal da Liga dos Campeões

O Barcelona perdia o jogo e a vaga na decisão da Champions até os 48 min do segundo tempo, quando Iniesta marcou um golaço e abriu caminho para o primeiro título europeu da “era Guardiola”. Só isso já seria suficiente para classificar o jogo como um épico. Mas a partida em Stamford Bridge teve muito mais. O Chelsea reclamou de pelo menos quatro pênaltis não marcados pelo árbitro norueguês Tom Henning Överbö, que até hoje sofre ameaças de morte por aquela atuação. Recentemente, ele admitiu que errou em alguns desses lances e que o resultado da semifinal seria outro se naquela época já existisse o VAR, sistema de vídeo que auxilia a arbitragem.

BARCELONA 2 x 2 CHELSEA
24/04/2012
Semifinal da Liga dos Campeões

O Chelsea demorou três anos para conseguir a tão esperada vingança contra o Barcelona. Em 2012, os clubes se reencontraram em uma semifinal de clima fervente fora de campo. Os ingleses largaram na frente na briga pela vaga na final com uma vitória por 1 a 0 em Londres. Mas, na partida de volta, o Barcelona abriu 2 a 0 com 43 minutos de jogo e parecia fadado a disputar mais uma final de europeia. Só que um gol de Ramires, outro de Fernando Torres e uma retranca com direito a 18% da posse de bola (na soma dos dois jogos) decretaram a revanche do Chelsea, que conquistaria naquele ano seu primeiro (e até hoje único) título de Champions.

CHELSEA 1 x 2 BARCELONA
22/02/2006
Oitavas de final da Liga dos Campeões

Se hoje Neymar é acusado de ser “cai-cai” e de valorizar demais as pancadas que sofre dos adversários, 12 anos atrás o alvo dessas críticas era Lionel Messi. Pelo menos, na cabeça do então técnico do Chelsea, José Mourinho, que elogiou as habilidades artísticas do jogador após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida das oitavas de final da Champions de 2006. O motivo da ira do português foi a jogada que fez com o que o lateral esquerdo Asier del Horno fosse expulso aos 37 min do primeiro tempo. Na partida de volta, houve empate por 1 a 1, e o Barça ficou com a vaga. Mas Messi saiu de campo contundido e pouco jogou na reta final daquela temporada.

BARCELONA 2 x 1 CHELSEA
23/02/2005
Oitavas de final da Liga dos Campeões

O cartão vermelho recebido por Drogba, após uma entrada no goleiro Victor Valdés, aos 11 min do segundo tempo de uma partida que o Chelsea vencia por 1 a 0, é uma espécie de marco zero da rivalidade entre os clubes. Após a partida, o técnico José Mourinho acusou o árbitro Anders Frisk de ter conversado com o então comandante do Barça, Frank Rijkaard, durante o intervalo da partida, e levantou suspeitas sobre a idoneidade do juiz. Ameaçado de morte por torcedores do Chelsea, Frisk anunciou a aposentadoria semanas mais tarde.

CHELSEA 4 x 2 BARCELONA
08/03/2005
Oitavas de final da Liga dos Campeões

Foi em uma clima de extrema tensão provocada pela “metralhadora” de Mourinho que Chelsea e Barcelona se reencontraram duas semanas depois para definir quem continuaria na Champions. Os ingleses levaram a melhor: 4 a 2, mas não sem polêmicas. O Barcelona reclamou de falta em um dos gols do Chelsea e de um pênalti não marcado. Samuel Eto’o, atacante do Barça, também disse ter sido vítima de racismo dentro de campo. Para completar, ao fim do jogo, Rijkaard partiu para cima de André Villas-Boas, então auxiliar de Mourinho naquele mata-mata.


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Ex-Liverpool é demitido dias após vazar suposto flagra de sexo na web
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Rafael Reis

Vice-campeão europeu com o Liverpool em 2007 e com passagens por Arsenal, Stoke City, Wolverhampton e Zaragoza, entre outros, o meia-atacante Jermaine Pennant, 35, foi demitido do Bilericay Town, que disputa o equivalente à sétima divisão inglesa.

O clube, que participa de uma liga regional que engloba time de Londres, do Sudeste e do Oeste da Inglaterra, decidiu dispensar o jogador após ele protagonizar um escândalo sexual ao lado de sua mulher, Alice Goodwin.

Segundo diferentes veículos da imprensa britânica, Pennant foi flagrado tendo relações sexuais com a esposa em um site de sexo ao vivo pago.

Essa plataforma permite que usuários possam acompanhar performances eróticas desembolsando taxa de 8 libras por minuto (cerca de R$ 37/minuto). E um dos shows disponíveis era o do ex-jogador do Liverpool.

Na transmissão que gerou a polêmica e foi parar nos jornais, Pennant não mostrava o rosto. No entanto, sua identidade foi descoberta devido a uma tatuagem da palavra “Love” que ele possui na mão.

Além disso, Alice Goodwin, a modelo com quem o jogador é casado desde 2014, é profissional da área e já vinha trabalhando em sites de sexo fazendo performances eróticas via webcam.

“Isso é uma piada. O pior é que as pessoas vão mesmo pensar que sou um ator pornô. Não tenho uma vida perfeita, mas essa história é mentirosa”, negou o meia-atacante, em entrevista ao “Daily Mirror”.

O Bilericay Town, clube que o jogador defendia desde o início da temporada, parece não ter acreditado nele e, sem explicações oficiais, comunicou sua demissão logo após o caso aparecer na imprensa, no começo do mês.

Revelado nas categorias de base do Notts County, Pennant foi contratado pelo Arsenal quando tinha apenas 16 anos. E, desde então, vem recheando os tabloides ingleses com histórias de sua vida pessoal.

O jogador tem algumas passagens pela polícia. Em 2005, foi condenado à prisão por dirigir sob efeito de álcool e chegou a disputar uma partida da Premier League usando uma pulseira eletrônica para monitoramento.

O auge de sua carreira aconteceu no Liverpool. Entre 2006 e 2009, ele disputou 80 partidas pelos Reds, fez três gols e deu 18 assistências. Na decisão da Champions de 2007, foi escalado como titular por Rafa Benítez e participou dos 90 minutos da derrota por 2 a 1 contra o Milan.


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Ainda não será desta vez que Copa terá jogadores gays assumidos. Que pena!
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Rafael Reis

Dentre os 736 jogadores que vão disputar a próxima Copa do Mundo, daqui a quatro meses, certamente alguns são homossexuais ou bissexuais. Mas os torcedores dificilmente saberão disso.

Em 88 anos de história, o Mundial masculino de futebol jamais teve um gay assumido em campo. E nada indica que essa situação irá mudar na Rússia-2018.

Isso não significa que os homossexuais não façam parte do mundo do esporte mais popular do planeta. Eles fazem, mas preferem continuar escondidos.

Há atletas gays em todos os níveis do futebol: nas peladas entre amigos, nas várzeas, nos clubes pequenos, nas equipes médias, nos times de repercussão mundial e, claro, nas seleções. Só que eles optam por não expor essa condição.

A prova disso foi dada por Thomas Hitzlsperger, um dos integrantes da seleção alemã que foi terceira colocada na Copa-2006. Meio-campista com passagem por Aston Villa, Stuttgart, Lazio, West Ham, Wolfsburg e Everton, ele tornou pública sua homossexualidade no início de 2014, logo depois de anunciar a aposentadoria.

Assim como Hitzlsperger, é bem possível que outros jogadores conhecidos do grande público, talvez até alguns convocados para o Mundial deste ano, esperem o adeus dos gramados para poderem viver publicamente suas condições sexuais.

O motivo desse medo de se expor é aquele velho combo que todo mundo está cansado de conhecer: o futebol ainda é um ambiente machista, cheio de torcedores preconceituosos que não aceitariam bem ter jogadores homossexuais assumidos nos seus times.

Ou seja, esconder a condição sexual do público é a forma encontrada por esses atletas de sobreviverem nesse meio. Revelar que é gay ainda é um risco para sua segurança e, principalmente, para sua carreira –será que um homossexual teria as mesmas oportunidades profissionais que um hétero?

É óbvio que ninguém é obrigado (e nem deve ser) a revelar sua orientação sexual. Se Neymar não precisa dizer que gosta de mulheres, é injusto cobrar de um jogador gay que anuncie a todos que curte outros homens.

Mas ações como essa fazem falta, muita falta. É uma questão de afirmação: quanto mais jogadores homossexuais assumirem essa condição, mais os garotos que jogam bola terão em quem se inspirar para fazerem o mesmo.

O futebol só deixará de ser um ambiente de preconceito e intolerância sexual quando a presença de homossexuais nesse meio for totalmente naturalizada. E para isso é preciso que os jogadores gays afirmem suas orientações sexuais.

Ainda não será desta vez que a Copa do Mundo terá homossexuais assumidos em campo. Que pena!


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7 jogadores que abandonaram o futebol devido a problemas médicos
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Rafael Reis

Pouco mais de um ano depois de um choque de cabeça que fraturou seu crânio durante uma partida contra o Chelsea, o meia Ryan Mason, e-Tottenham e que defendia o Hull City na época do incidente, anunciou durante a semana sua aposentadoria do futebol.

O jogador de 26 anos decidiu encerrar precocemente a carreira devido a orientações médicas. Segundo os especialistas consultados, um novo choque na região poderia causar sérios danos à sua saúde.

O caso de Mason, infelizmente, não é o primeiro e provavelmente não será o último envolvendo jogadores de futebol que precisaram abandonar o esporte que praticavam devido a problemas médicos.

Muita gente conhecida, até mesmo campeões mundiais e atletas com passagem por seleções, tiveram de seguir o mesmo caminho do meia inglês.

Apresentamos abaixo outros sete jogadores que abreviaram suas carreiras como profissionais por conta de questões médicas:

FABRICE MUAMBA
Volante
Inglês
Aposentado aos 24 anos, em 2012

Com passagem pelas seleções inglesas de base, o ex-volante revelado pelo Arsenal protagonizou uma das cenas mais impressionantes do futebol mundial nos últimos anos. Em 2012, enquanto defendia o Bolton, Muamba sofreu um mal súbito e desabou em campo. Seu coração ficou parado por 78 minutos, mas ele incrivelmente sobreviveu. Cinco meses após o colapso cardíaco, o jogador anunciou que não jogaria mais futebol profissionalmente. Atualmente, o ex-volante é formado em jornalismo esportivo e também já concluiu um curso de técnico.

RUBÉN DE LA RED
Meia
Espanhol
Aposentado aos 25 anos, em 2010

Campeão da Euro-2008 com a seleção espanhola, o meia havia acabado de ser recontratado pelo Real Madrid, seu clube formador, depois de uma temporada de sucesso pelo Getafe, quando desmaiou em campo durante uma partida da Copa do Rei. Exames detectaram um problema cardíaco no jogador, que ainda passou dois anos tentando reunir condições médicas para voltar ao futebol antes de jogar a toalha. Aposentado aos 25 anos, De la Red passou a trabalhas nas categorias de base do Real e depois virou treinador do time reserva do Getafe.

TOSTÃO
Atacante
Brasileiro
Aposentado aos 26 anos, em 1973

Um dos grandes nomes da história do futebol brasileiro, o ídolo do Cruzeiro levou uma bolada no olho esquerdo durante uma partida contra o Corinthians em 1969 e sofreu um deslocamento de retina. O craque ainda conseguiu se recuperar a tempo de disputar (e vencer) a Copa do Mundo do ano seguinte. No entanto, sua visão foi piorando progressivamente e o levou a abandonar o futebol três anos depois da conquista do tri. Tostão entrou em uma faculdade de medicina e se dedicou exclusivamente à nova carreira até a década de 1990, quando decidiu voltar ao mundo de esporte e passou a trabalhar como comentarista.

DONI
Goleiro
Brasileiro
Aposentado em 2013, aos 32 anos

Reserva da seleção brasileira na Copa-2010 e dono da meta da Roma por seis temporadas, Doni descobriu uma arritmia cardíaca ainda no início da carreira, em 2004, e jogou durante quase uma década ciente desse problema. A situação, no entanto, começou a se agravar durante sua passagem pelo Liverpool, na temporada 2011/12. Doni voltou ao Brasil para jogar no Botafogo-SP, clube onde começou a carreira. Só que os problemas cardíacos fizeram com que ele desistisse da ideia e antecipasse a aposentadoria.

STILIYAN PETROV
Volante
Búlgaro
Aposentado em 2013, aos 33 anos

Capitão da seleção da Bulgária na Euro-2004, o volante disputou quase 200 jogos pelo Aston Villa até que uma leucemia pôs fim à sua carreira. O jogador, que também passou por Montana, CSKA Sofia e Celtic, ficou em três anos em tratamento e assumiu outras funções no clube inglês. Em 2016, Petrov tentou retornar ao gramado e até participou da pré-temporada do Villa. No entanto, acabou não sendo integrado ao elenco.

CHRIS NAUMOFF
Meia-atacante
Australiano
Aposentado em 2016, aos 21 anos

Estrela ascendente do futebol australiano, Naumoff estava de transferência para o futebol espanhol quando descobriu um problema cardíaco que o obrigou a deixar os gramados com apenas 21 anos. O meia-atacante foi reprovado nos exames médicos do Numancia, atualmente na segunda divisão da Espanha, que detectaram que ele sofria de uma cardiomiopatia hipertrófica (mesma doença que provocou a morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, em 2004).

SINAN BYTYQI
Meia
Kosovar
Aposentado em 2017, aos 22 anos

Hoje olheiro de Pep Guardiola, o meia de origem kosovar era alguns meses atrás uma das promessas do Manchester City. Bytyqi descobriu que sofria de cardiomiopatia hipertrófica durante um exame de rotina feito em dezembro de 2016 pelo Go Ahead Eagles, clube holandês ao qual estava emprestado. Quase um ano depois, em novembro de 2017, veio o diagnóstico definitivo: devido à doença, ele não poderia mais jogar futebol profissional. O City, então, ofereceu-lhe um novo emprego e ele passou a integrar a equipe de olheiros de Guardiola.


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