Blog do Rafael Reis

Atuação do ano e garçom: 5 motivos para Neymar ser eleito melhor do mundo
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Rafael Reis

Finalista do prêmio de melhor jogador do mundo pela segunda vez na carreira, o brasileiro Neymar (Paris Saint-Germain) é o azarão na disputa com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Lionel Messi (Barcelona).

O atacante de 25 anos é o único dos três atletas que disputam o título principal do “The Best” nesta segunda-feira que jamais conquistou o troféu individual mais cobiçado do futebol mundial.

A melhor classificação de Neymar na história do prêmio foi o terceiro lugar alcançado em 2015. No ano passado, o brasileiro ficou na quarta posição e perdeu seu espaço no pódio para Antoine Griezmann (Atlético de Madri).

Listamos abaixo cinco motivos pelos quais o camisa 10 do PSG poderia ser eleito o melhor jogador do planeta em 2017. No sábado, será a vez de apresentarmos os pontos fortes de Messi. E, no domingo, as razões pelas quais Cristiano Ronaldo deve faturar o prêmio.

ATUAÇÃO DE GALA

O brasileiro protagonizou aquela que possivelmente foi a grande atuação individual do futebol europeu na temporada passada. Em março, Neymar liderou o Barcelona na histórica goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, após derrota por 4 a 0 no jogo de ida, que classificou a equipe espanhola para as quartas de final da Liga dos Campeões. Na ocasião, o atacante marcou duas vezes e deu duas assistências, uma delas para o gol de Sergi Roberto, aos 50 minutos do segundo tempo, que definiu o mata-mata e a sobrevida catalã na Champions.

REI DO MERCADO

Tudo bem que Cristiano Ronaldo e Messi, seus rivais pelo posto de melhor do mundo, não trocaram de clube na última janela de transferências, o que torna impossível uma comparação de valores. No entanto, Neymar se tornou no começo de agosto o jogador mais caro da história do futebol. Para tirar o brasileiro do Barcelona, o Paris Saint-Germain desembolsou 222 milhões de euros (R$ 828 milhões), incríveis 117 milhões de euros (R$ 436,5 milhões) a mais que a maior negociação que já havia sido feita até então, a ida de Paul Pogba para o Manchester United.

FUTEBOL ARTE

De acordo com o “WhoScored?”, Neymar foi o maior driblador do futebol europeu na temporada passada. Segundo dados do site especializado em estatísticas, o atacante brasileiro driblou seus adversários 5,6 vezes por partida durante 2016/17, quando ainda defendia o Barcelona, marca superior às médias alcançadas por Messi (5,3) e Cristiano Ronaldo (0,9).

SELEÇÃO EM ALTA

Portugal e Argentina, as seleções dos adversários de Neymar pelo prêmio da Fifa, precisaram lutar até a última rodada das eliminatórias para conquistarem vaga para a Copa-2018. Já o Brasil remou em águas tranquilas no qualificatório para o Mundial da Rússia. Comandado dentro de campo pelo atacante do PSG, o time brasileiro chegou a emendar oito vitórias consecutivas e selou a classificação para a Copa ainda em março, com quatro rodadas de antecedência.

GARÇOM

Neymar pode até não ter o mesmo faro artilheiro dos outros finalistas do melhor do mundo, mas superou seus adversários pelo prêmio na quantidade de passes para que companheiros balançassem as redes. O brasileiro deu 19 assistências entre 20 de novembro de 2016 e 6 de agosto de 2017, período contabilizado pela Fifa para a definição do vencedor desta edição do “The Best”, contra 14 de Messi e nove de Cristiano Ronaldo.


Mais de Opinião

– Messi ficará menor se a Argentina não se classificar para a Copa?
– Eu quero a Argentina na Copa-2018… e você deveria querer também
– Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol
– O PSG já é um candidato real ao título da Champions?


Gringos raros: 5 técnicos europeus que comandaram times no Brasil
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Rafael Reis

Você lembra quem foi o último técnico estrangeiro que seu clube de coração contratou? Ele provavelmente era sul-americano, certo? É bem possível que fosse argentino, talvez uruguaio, quem sabe até colombiano.

Apesar de ter aberto suas fronteiras para jogadores gringos já há algum tempo, o mercado brasileiro ainda continua um tanto quanto conservador em relação a treinadores.

Poucos são os técnicos estrangeiros que trabalharam por aqui nos últimos anos e quase todos vieram do mesmo grupinho fechado de países.

Mas é claro que há exceções. De vez em quando (e bem de vez em quando mesmo), algum clube resolve ousar e vai à Europa em busca de um comandante acostumado a trabalhar nas melhores ligas nacionais do planeta.

Conheça abaixo cinco treinadores europeus que toparam cruzar o Oceano Atlântico para trabalhar no futebol brasileiro. Se fizeram sucesso ou não por aqui, bem, isso é uma outra história…

LOTHAR MATTHÄUS
Alemanha
56 anos
Atlético-PR (2006)

O capitão do tricampeonato mundial da Alemanha (1990) não tem uma trajetória das mais brilhantes como técnico. Os pontos altos de sua carreira foram os títulos sérvio, em 2003, pelo Partizan Belgrado, e austríaco, em 2007, pelo Red Bull Salzsburg. Entre um trabalho e o outro, Matthäus passou cerca de dois meses em Curitiba, comandando o Atlético-PR. O alemão foi embora invicto (seis vitórias e dois empates) porque sua mulher ameaçou pedir o divórcio caso ele permanecesse no Brasil.

PAULO BENTO
Portugal
48 anos
Cruzeiro (2016)

Semifinalista da Eurocopa-2012 e eliminado na primeira fase da Copa do Mundo-2014 com a seleção portuguesa, foi anunciado pelo Cruzeiro em maio do ano passado como uma tentativa de sacudir o futebol brasileiro. Só que a falta de resultados emperrou esse projeto de revolução. Dois meses depois de chegar a Belo Horizonte e com o time ocupando a penúltima colocação no Brasileiro, Paulo Bento foi demitido após uma derrota para o Sport.

MIGUEL ÁNGEL PORTUGAL
Espanha
61 anos
Atlético-PR (2014)

Ex-comandante dos times B e C do Real Madrid e com passagem pela primeira divisão espanhola (Racing Santander), trabalhou durante dois anos na Bolívia antes de ser contratado pelo Atlético-PR, no começo de 2014. Mas, assim como a maioria dos técnicos do futebol brasileiro, Portugal não teve vida longa no cargo. Em quatro meses à frente da equipe rubro-negra, o técnico espanhol conseguiu cinco vitórias, dois empates e seis derrotas.

BÉLA GUTTMANN
Hungria
Morto em 1981
São Paulo (1957-58)

Técnico de Ferenc Puskas e Sandor Kocsis no Honved que servia como base da seleção húngara na década de 1950, Guttmann ficou pouco mais de um ano no São Paulo e conquistou apenas um Campeonato Paulista. Só que seu trabalho foi muito maior do que a impressão deixada pela duração e pelos resultados obtidos. O treinador húngaro modernizou o futebol brasileiro e trouxe para cá os métodos de treinamento e inovações táticas que faziam sucesso na Europa, como o esquema 4-2-4 e eram praticamente desconhecidas deste lado do Atlântico.

SÉRGIO VIEIRA
Portugal
34 anos
Guaratinguetá, Atlético-PR, Ferroviária, América-MG e São Bernardo (desde 2015)

Um dos poucos treinadores estrangeiros a construir uma carreira em clubes pequenos do futebol brasileiro, o português chamou a atenção ao desenvolver um trabalho inovador na Ferroviária durante o Campeonato Paulista do ano passado. Adepto de um futebol de muita intensidade e toque de bola, Vieira também passou por Guarantiguetá, Atlético-PR e América-MG. No primeiro semestre deste ano, dirigiu o São Bernardo.


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Melhor do mundo no PSG está perto de ser presidente, mas teve 1 frustração
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Rafael Reis

Adversário de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo na eleição de melhor jogador do mundo, o brasileiro Neymar pode se tornar na próxima segunda-feira o primeiro atleta do Paris Saint-Germain a conquistar o prêmio dado pela Fifa.

Bem, essa é só uma meia verdade.

Apesar de já ser jogador do Milan em 8 de janeiro de 1996, quando levantou seu troféu, o liberiano George Weah foi escolhido o melhor jogador do planeta por sua atuação em 1995, ano em que se dividiu entre o clube italiano e PSG.

Na ocasião, o centroavante derrotou o italiano Paolo Maldini, o alemão Jürgen Klinsmann e o brasileiro Romário, que ficaram, respectivamente, nas segunda, terceira e quarta colocações da eleição.

Único africano a ganhar o mais desejado prêmio individual do futebol mundial, Weah voltou aos holofotes nos últimos dias depois de ser o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais da Libéria.

O ex-camisa 9 do PSG e do Milan é o favorito para ganhar também o segundo turno, no próximo mês, e assim realizar um dos dois grandes sonhos de sua carreira: ser presidente do país onde nasceu.

A outra grande meta de vida de Weah não foi alcançada. Mas isso não significa que ele não tenha se esforçado ao máximo para conseguir transformá-la em realidade.

O melhor jogador do mundo em 1995 sonhava classificar a Libéria, um país localizado no extremo oeste da África, com 4,5 milhões de habitantes e que atualmente ocupa a 135ª colocação no ranking da Fifa, para uma Copa do Mundo.

Os 22 gols marcados em 60 partidas pela seleção não foram a única contribuição de Weah para tentar tornar real esse sonho.

Ao longo de 16 anos de carreira, ele pagou do próprio bolso salários, viagens, premiações e até melhorias nas condições de treino para seus companheiros de seleção. Tudo para conseguir levar a Libéria ao Mundial.

Mas o mais próximo que Weah conseguiu disso foi disputar duas edições da Copa Africana de Nações (1996 e 2002) e bater na trave nas eliminatórias da Copa da Coreia do Sul e do Japão, em 2002.

Na ocasião, os liberianos chegaram à última rodada das eliminatórias dependendo de um tropeço da Nigéria contra Gana para conquistarem a classificação inédita. Só que os nigerianos venceram por 3 a 0 e impediram que o sonho de Weah se concretizasse.

Em 2003, prestes a completar 37 anos e jogando nos Emirados Árabes Unidos, o craque decidiu que chegara a hora de desistir da Copa, pendurar as chuteiras, entrar na política e mergulhar de vez na busca por seu segundo sonho.

Um sonho que agora está a alguns milhares de votos de se tornar realidade.


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Rafael Reis

A conta de Mohd Faiz Subri no Instagram é digna de uma celebridade. Seus 207 mil seguidores visualizam posts patrocinados de marcas conhecidas mundialmente, como Adidas e Nivea, propagandas de perfumes, palmilhas de calçados e motocicletas, além de fotos (muitas fotos) do jogador ao lado de fãs mirins.

O meia-atacante de 29 anos é hoje o nome mais conhecido do futebol da Malásia, mesmo sem jamais tem atuado pela seleção do seu país.

Tudo culpa de uma cobrança de falta histórica. No dia 16 de fevereiro de 2016, Faiz Subri acertou um tiro de longa distância digno dos melhores momentos de Roberto Carlos.

A falta, que fez duas curvas diferentes (uma para cada lado) antes de morrer no ângulo adversário, rendeu ao malaio o Prêmio Puskas, concedido pela Fifa ao gol mais bonito do futebol mundial no ano passado.

O troféu rendeu muito para Faiz Subri, que ganhou fama em sua terra natal, fãs e seguidores em suas redes sociais, contratos de patrocínio, 200 mil ringgits (cerca de R$ 150 mil) em premiações pagas por diferentes órgãos do governo da Malásia e a chance de conhecer seu ídolo, Cristiano Ronaldo.

Só que nem o Puskas foi suficiente para fazer a carreira do meia-atacante deslanchar… pelo menos, não dentro de campo.

Um ano depois de desbancar o brasileiro Marlone e a venezuelana Daniuska Rodríguez como autor do gol mais bonito de 2016, Faiz Subri é hoje reserva do maior saco de pancadas do futebol da Malásia.

O Penang FA, clube que defende desde 2015, é o último colocado do Campeonato Malaio. Das 21 partidas que disputou, perdeu 15 e só venceu três. Duas goleadas (uma por 6 a 1 e outra por 5 a 1) estão na galeria dos seus resultados mais recentes.

O vencedor do Puskas-2016 só marcou dois dos 15 gols da equipe na competição e amargou o banco nas quatro últimas rodadas. A última vez em que permaneceu em campo durante os 90 minutos de uma partida foi três meses atrás, no começo de julho.

A trajetória de Faiz Subri lembra um pouco a de Wendell Lira. Ganhador do prêmio em 2015, o brasileiro abandonou no ano passado uma carreira errática nos gramados (passou a maior parte da vida defendendo times menores de Minas Gerais e Goiás) para se tornar jogador profissional de videogame.

Na próxima segunda-feira, a Fifa anuncia os vencedores dos prêmios de melhor do mundo em 2017.

O francês Olivieir Giroud (Arsenal), o sul-africano Oscarine Masuluke (Baroka) e a venezuelana Deyna Castellanos (Santa Clarita Blue Heart) concorrem ao Puskas, que pela primeira vez não teve nenhum brasileiro entre os dez indicados.

RELEMBRE TODOS OS VENCEDORES DO PUSKAS

2009 – Cristiano Ronaldo (POR)
2010 – Hamit Altintop (TUR)
2011 – Neymar (BRA)
2012 – Miroslav Stoch (SVK)
2013 – Zlatan Ibrahimovic (SUE)
2014 – James Rodríguez (COL)
2015 – Wendell Lira (BRA)
2016 – Mohd Faiz Subri (MLS)


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Rafael Reis

Eleito por cinco vezes o melhor jogador do planeta e finalista do prêmio da Fifa neste ano, Lionel Messi foi diagnosticado durante a infância com Síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo, e algumas das características dessa condição até ajudaram-no a se tornar um dos maiores nomes das história do futebol.

Você provavelmente já ouviu esse papo. E talvez até tenha recebido em seu Whatsapp ou no Facebook um vídeo com cenas que “comprovariam” o autismo do camisa 10 do Barcelona.

Mas, como será que surgiu essa estória, uma das mais conhecidas lendas urbanas do futebol contemporâneo?

Curiosamente, ela não nasceu na Argentina, país onde o craque nasceu há 30 anos, e nem na Espanha, para onde se mudou no começo da adolescência. Os boatos sobre um possível quadro de autismo de Messi só ficaram famosos depois de ganharem uma mãozinha brasileira.

Em 2013, o escritor e jornalista Roberto Amado, sobrinho de Jorge Amado, publicou em seu site “Poucas Palavras” que o então melhor jogador do planeta havia sido diagnosticado com Asperger quando tinha oito anos.

O texto trazia uma série de características de Messi que comprovariam seu autismo: a timidez com a imprensa, seu estilo de finalização e o uso de dribles parecidos, que indicariam um gosto por padrões repetidos, uma das características dos portadores da síndrome.

O relato de Amado contava ainda com declarações de entidades de portadores de Asperger e de pais de crianças portadoras da síndrome. O cunho social do texto fez com que ele se espalhasse pela internet fosse difundido.

A família de Messi, no entanto, sempre negou que o camisa 10 tenha sido diagnosticado com a síndrome. Em entrevista ao UOL, concedida dias depois de o caso ganhar repercussão mundial, o médico Diego Schwarzstein, que tratou da conhecida deficiência hormonal que atrapalhou o crescimento do craque durante a infância, classificou o assunto como “bobagem”.

O possível caso de Asperger também foi ignorado pelas principais e mais respeitadas biografias (em texto e vídeo) já lançadas sobre a vida e a carreira do melhor jogador do planeta em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015.

Apesar das negativas oficiais, dos diagnósticos médicos de quem tratou o craque e dos relatos dos biógrafos, ainda há muita gente nas redes sociais que insiste que Messi é sim autista e que simplesmente decidiu esconder essa condição da imprensa mundial por não lidar muito bem com ela.

E é essa crença que fez do autismo do craque do Barcelona uma grande lenda urbana.

O argentino corre por fora na disputa pelo prêmio de melhor jogador do planeta em 2017. O favorito para conquistar o prêmio da Fifa neste ano é o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid. O brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, completa a lista de finalistas.


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Rafael Reis

Os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo de 2017 começaram a nova temporada do futebol europeu sem a mesma fome de gols que lhes é de costume.

O argentino Lionel Messi é o único dos três candidatos (os outros são Cristiano Ronaldo e Neymar) ao troféu que será entregue pela Fifa na próxima segunda-feira que aparece entre os primeiros 50 colocados da Chuteira de Ouro, prêmio destinado ao maior goleador das ligas nacionais europeias em uma temporada.

O astro argentino, que já levou quatro Chuteiras de Ouro para casa e é o atual detentor da honraria, divide a quarta colocação no ranking dos artilheiros do Velho Continente em 2017/18 com o italiano Ciro Immobile (Lazio) e com o marfinense Gerard Gohou (Kairat Almaty). Cada um deles tem 22 pontos.

A liderança continua com o estoniano Albert Prosa, que já marcou 27 gols pelo Tallinn e acumula 27 pontos. O colombiano Radamel Falcao García (24), do Monaco, e o estoniano Rauno Sappinen (23), do Floram, aparecem na sequência.

Já Neymar e Cristiano Ronaldo, os adversários do camisa 10 do Barcelona na disputa pelo prêmio “The Best”, concedido pela Fifa ao maior craque do futebol mundial no ano, estão bem distante das primeiras colocações.

O brasileiro do Paris Saint-Germain aparece no meio da tabela. Com seis gols no Campeonato Francês e 12 pontos na classificação da Chuteira de Ouro, divide a 56ª posição com outros jogadores bem conhecidos, como Gabriel Jesus (Manchester City), Álvaro Morata (Chelsea) e Harry Kane (Tottenham).

Enquanto isso, o favorito para ser eleito o melhor do mundo neste ano mal praticamente não existe no ranking de goleadores dos campeonatos nacionais europeus nesta temporada.

Cristiano Ronaldo disputou apenas quatro jogos do Espanhol desde as férias e marcou somente um gol, contra o Getafe, no último sábado. Com dois pontos, a estrela do Real Madrid não está nem entre os 250 primeiros na classificação da Chuteira de Ouro.

Na temporada passada, Messi conquistou o prêmio com 74 pontos, relativos aos 37 gols que marcou no Espanhol. Ele e Cristiano Ronaldo são os recordistas de troféus de maior goleador da Europa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
2º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 24 pontos (12 gols)
3º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 23 pontos (23 gols)
4º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 22 pontos (11 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 22 pontos (22 gols)
7º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
9º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Pìerre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 20 pontos (20 gols)


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Rafael Reis

Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, Museu CR7, Praça Cristiano Ronaldo, Hotel Pestana CR7 Funchal, Loja CR7, um polêmico busto, uma estátua de bronze de 3,40 m.

O filho mais ilustre da Ilha da Madeira é lembrado em todos os cantos da região que deu ao planeta o favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2017. Até dentro dos gramados da várzea.

No futebol amador do arquipélago de cerca de 260 mil habitantes, não há chutes e cabeçadas mais temidas do que as desferidas por José Adriano Xavier Aveiro, ou, simplesmente, “primo de Cristiano”, como é mais conhecido.

Filho de um irmão do pai de Cristiano Ronaldo, Adriano Aveiro é um ano e meio mais velho que o astro e foi o artilheiro de duas das quatro últimas temporadas da Primeira Divisão Regional da Associação de Futebol da Madeira, um campeonato disputado por clubes amadores equivalente à quarta divisão portuguesa.

Autor de 75 gols nos 76 jogos que disputou entre o segundo semestre de 2013 e o primeiro de 2017 (uma média de quase um gol por partida), o centroavante ganhou na atual temporada a melhor oportunidade de sua carreira e assinou com o Câmara de Lobos, equipe da Madeira promovida para o terceiro escalão do futebol lusitano.

“Na seriedade e na ambição que demonstrou em campo, sou parecido com meu primo. Isso está no nosso sangue. O resto, claro, é muito diferente: ele é o melhor do mundo; eu sou só um dos melhores do meu campeonato”, afirmou o camisa 9, em entrevista ao site português “Mais Futebol”.

Cristiano e Adriano começaram juntos nas categorias de base do Andorinha, time da cidade de Funchal, capital da Madeira, onde nasceram. Mas, enquanto o primeiro deixou a ilha no começo da adolescência para jogar no Sporitng e depois conquistar o mundo, o segundo jamais ficou longe de casa.

O centroavante do Câmara de Lobos até tentou se profissionalizar no Marítimo, clube da região que costuma disputar a primeira divisão portuguesa, mas não teve a mesma sorte do primo. Então, foi trabalhar com telecomunicações.

“Financeiramente não compensa jogar nos ‘Nacionais’ [as duas primeiras divisões portuguesas. Tenho o meu emprego e uma vida estável em termos familiares, jogo futebol por hobby, treino à noite e consigo conciliar com o trabalho, que obriga a alguma rotatividade.”

Apesar de não ter 1% do reconhecimento do Aveiro mais famoso do futebol, Adriano pode se orgulhar de um feito que deixou o primo rico com uma pontinha de inveja.

Na temporada passada, quando defendia o Santacruzense, o centroavante que brilha no futebol amador marcou seis vezes em uma mesma partida (goleada por 8 a 1 sobre o Clube de Formação da Madeira).

Em toda sua carreira como profissional, Cristiano Ronaldo nunca conseguiu superar as cinco bolas na rede em 90 minutos –atingiu essa marca somente duas vezes, contra Granada e Espanyol, ambas em 2015.

O astro do Real Madrid é o favorito para ser eleito, na próxima segunda-feira, o melhor jogador do mundo pela quinta vez na carreira. O argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, são os outros finalistas do prêmio da Fifa.


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Como Neymar e astros da seleção protagonizaram vexame histórico na base
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Rafael Reis

Qual a expectativa de um time que tem Alisson no gol, Casemiro no comando do meio-campo, Philippe Coutinho na criação das jogadas e Neymar no ataque? Ser campeão, é claro, ou pelo menos brigar arduamente pelo título…

Pois foi com quatro prováveis titulares da seleção que Tite levará à Rússia no próximo ano que o Brasil realizou uma das piores campanhas de sua história em Copas do Mundo da Fifa.

Acompanhados de Wellington Nem (São Paulo), Wellington Silva (Fluminense) e Dodô (Sampdoria), os quatro selecionáveis naufragaram no Mundial sub-17 de 2009, disputado na Nigéria.

Apesar de vários nomes que se consolidariam mais tarde no primeiro escalão do futebol mundial, o Brasil não passou da primeira fase da competição.

Pior: só não se despediu do torneio sem conseguir sequer uma mísera vitória porque Nem marcou o gol que definiu o 3 a 2 sobre o Japão, na primeira rodada, aos 49 min do segundo tempo.

Após o triunfo sobre os nipônicos, a equipe comandada por Lucho Nizzo, atualmente à frente do América-RJ, só colheu resultados negativos, que lhe custaram a queda precoce no Mundial: derrotas por 1 a 0 para o México e para a Suíça, que acabaria se sagrando campeã sub-17.

A campanha foi uma das piores já feitas pelo Brasil em competições da Fifa em todos os tempos. Apenas outras quatro vezes na história, a seleção foi eliminada na primeira fase de uma Copa do Mundo: 1930, 1934 e 1966 (adulto) e 1987 (sub-17).

Dos quatro jogadores que hoje defendem a seleção principal, apenas Casemiro não era titular absoluto da equipe de 2009. O volante, então no São Paulo, começou jogando apenas a partida contra a Suíça.

Indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo deste ano, Neymar já era a estrela da companhia na seleção juvenil. O atacante, que estava em seu primeiro ano como profissional do Santos e carregava o rótulo de futuro craque, fez um dos três gols brasileiros na competição.

Curiosamente, enquanto os jogadores que protagonizaram o fiasco brasileiro deram a volta por cima e hoje são referências internacionais, os maiores destaques daquele Mundial sub-17 não conseguiram deslanchar como profissionais.

O nigeriano Sani Emmanuel, eleito o craque da competição, está desempregado desde que deixou o Oskarshamns, da terceira divisão da Suécia, dois anos atrás. Já o suíço Nassim Ben Khalifa, autor do gol da vitória sobre o Brasil e Bola de Prata do torneio, acaba de ser contratado pelo St. Gallen, time de meio de tabela do seu país.

Por fim, o espanhol Borja González, artilheiro do Mundial, até chegou a disputar a Premier League pelo Swansea City, mas hoje está emprestado ao Málaga.


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6 jogadores que ganharam a Champions e hoje jogam em times de Série B
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Rafael Reis

Conquistar a Liga dos Campeões é um sonho para praticamente qualquer jogador de futebol. Afinal, não há nenhum título interclubes mais badalado e conceituado do que o de campeão europeu.

Vencer a Champions pode ser o auge da carreira de um atleta, mas não garante a ninguém a certeza de que passará o resto dos seus dias como profissional defendendo as camisas mais imponentes do futebol mundial.

Por isso, listamos abaixo seis jogadores que tiveram a honra de ganhar a Liga dos Campeões, alguns deles até como protagonistas, e que hoje estão bem longe da elite. A realidade atual deles não é glamour da Champions, mas sim as competições de segunda divisão.

DIDIER DROGBA
Atacante
39 anos
Costa do Marfim
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga pelo Phoenix Rising (EUA)

Autor do gol que levou a decisão da Champions de 2012 para a prorrogação e também do último pênalti convertido pelo Chelsea na decisão contra o Bayern de Munique, o astro marfinense poderia estar jogando uma primeira divisão nacional e até ser líder dela. Só que Drogba recusou o convite feito pelo Corinthians no início do ano. O centroavante preferiu comprar uma parte do Phoenix Rising e se juntar ao elenco do time que disputa a USL (United Soccer League), uma liga de segundo escalão do futebol profissional nos EUA.

JOHN TERRY
Zagueiro
36 anos
Inglaterra
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga no Aston Villa (ING)

Apesar de não ter participado da decisão contra o Bayern devido a uma suspensão por cartão vermelho, Terry era o capitão do Chelsea na conquista do seu único título de Liga dos Campeões, em 2012. O zagueiro, que também chegou a ostentar a braçadeira da seleção inglesa, passou 22 dos 36 anos de sua vida jogando em Stamford Bridge. Terry só deixou o Chelsea no final da temporada passada, quando assinou contrato com o Aston Villa, clube tradicional do seu país, mas que anda desde 2016 na segunda divisão.

ALBERTO GILARDINO
Atacante
35 anos
Itália
Campeão com o Milan em 2007
Joga no Spezia (ITA)

O centroavante possui os dois maiores títulos do futebol na atualidade: conquistou a Champions de 2007 pelo Milan e, um ano antes, havia faturado a Copa do Mundo pela seleção italiana. Apesar da prateleira cheia de medalhas, Gilardino anda com a carreira em baixa. Seu último gol foi marcado há quase um ano, pelo Empoli, na Copa Italia. Nesta temporada, não arranjou nenhum time da elite do Campeonato Italiano para defender e teve de se contentar com o convite para jogar a Série B pelo pouco expressivo Spezia.

JOHN O’SHEA
Zagueiro
36 anos
Irlanda
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Sunderland (ING)

Polivalente zagueiro e meio-campista que defendeu o Manchester United durante 12 temporadas, o irlandês fez parte do elenco que faturou o título europeu de 2008. O’Shea deixou os Red Devils em 2011 e, desde então, veste as cores do Sunderland. Nem mesmo o rebaixamento da última temporada tirou o jogador do clube. Na segunda divisão inglesa, é O’Shea quem usa a braçadeira de capitão do Sunderland.

TOMASZ KUSZCZAK
Goleiro
35 anos
Polônia
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Birmingham (ING)

Companheiro de O’Shea na conquista da Liga dos Campeões de 2008, passou seis temporadas no Manchester United, quase sempre na reserva do holandês Edwin van der Sar. Em 2012, deixou Old Trafford para ser titular de times menores da Inglaterra. Kuszczak passou por Watford, Brighton, Wolverhampton e há dois anos defende o Birmingham. Na temporada passada, ajudou o clube a escapar do rebaixamento para a terceira divisão. Nesta, foi parar no banco.

MCDONALD MARIGA
Volante
30 anos
Quênia
Campeão com a Inter de Milão em 2010
Joga no Oviedo (ESP)

Um dos poucos jogadores quenianos com passagem por grandes clubes do futebol europeu, o volante assistiu do banco de reservas à vitória por 2 a 0 sobre o Bayern de Munique que o título da Champions de 2010 para a Inter. Após deixar Milão, sua carreira nunca mais decolou. Mariga ''faliu'' com o Parma, jogou um campeonato semiamador com o Latina, da Itália, e assinou em julho com o Real Oviedo, clube que tenta retornar para a primeira divisão da Espanha.


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Ex-Botafogo é tão ídolo na China que ganhou até ingresso com nome em ouro
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Rafael Reis

Um ingresso da Copa do Mundo-2014 com seu nome cravejado em ouro. Esse é apenas um dos presentes que Elkeson já recebeu pelos serviços prestados ao futebol chinês.

O ex-atacante de Vitória e Botafogo vive no Oriente desde 2013 e se transformou em um patrimônio da China. Resultado das conquistas de três títulos nacionais e duas Ligas dos Campeões da Ásia, além dos gols, muitos gols, que ele fez por lá.

Com 80 gols, Elkeson já é o quinto maior artilheiro da história da primeira divisão chinesa e o maior goleador entre os jogadores estrangeiros. Para alcançar o recordista, Li Jinyu, faltam apenas 40 bolas na rede.

Tarefa difícil? Talvez, mas não impossível. No bate-papo abaixo, o atacante do Shanghai SIPG fala sobre o sucesso na China, um possível retorno ao futebol brasileiro e convites para defender a seleção chinesa.

Você é o maior artilheiro estrangeiro da história do futebol chinês e está a 40 gols de se tornar o maior goleador do país em todos os tempos. Essa marca está entre os seus objetivos?

Não gosto de estipular marcas nas temporadas porque isso pode se tornar uma coisa ruim pessoalmente. Gosto de trabalhar e focar muito no meu trabalho para conseguir alcançar grandes feitos nos clubes que defendo. Graças a Deus, consegui construir uma história muito bacana aqui na China e sou tratado com muito respeito pelos chineses. É claro que quebrar recordes e deixar seu nome na história é gratificante porque é um reconhecimento da sua batalha no dia a dia.

Na sua avaliação, por que você se adaptou tão bem à China? Como explica o tamanho do seu sucesso por aí?

Acredito que tive muita sorte com os companheiros que trabalhei. Quando cheguei aqui na China, o Muriqui e o Conca já estavam há mais tempo e foram fundamentais no meu início aqui no país. Além deles, os jogadores chineses me abraçaram e isso fez com que eu me sentisse em casa rapidamente. Não posso deixar de citar meu primeiro treinador na China, o Marcelo Lippi, profissional campeão por onde passou e que ajudou muito o Guangzhou a conquistar tudo.

Você está há quase 5 anos na China e viu o futebol do país mudar muito. O quanto ficou mais difícil jogar na China?

O futebol chinês investiu muito para que a liga fosse vista pelo mundo todo. Foram contratados profissionais de alta qualidade dentro e fora de campo. Treinadores campeões do mundo vieram para cá, jogadores que defendem seleções nacionais se transferiram para a China e tudo isso ajudou muito no desenvolvimento do esporte no país. Como o país tem um líder que é apaixonado pelo futebol, tudo se tornou favorável para que os clubes abrissem os cofres para trazerem profissionais renomados e, consequentemente, valorizando o produto final.

Quais hábitos e costumes chineses você já incorporou ao seu dia a dia?

Estou morando em Shanghai, que é uma cidade global. Posso encontrar restaurantes internacionais, churrascarias, supermercados com comidas que estamos acostumados, shoppings com bastante entretenimento, e isso facilitou muito o dia a dia aqui. Os costumes dos chineses são bem diferentes dos nossos e acho que não adquiri nenhum específico.

Por ser um dos maiores nomes da história do futebol da China, imagino que você já tenha recebido vários presentes e mimos de dirigentes e torcedores. Qual a coisa mais maluca e a mais valiosa que já recebeu?

Já recebi muitos presentes e homenagens de torcedores aqui na China e, inclusive, ganhei o apelido de urso. Um presente que ganhei do camisa 10 do Guangzhou Evergrande, da época em que joguei lá, em 2015, foram ingressos da Copa do Mundo realizada no Brasil com meu nome cravejado em ouro, como uma lembrança e recordação do torneio. É um presente que representa muito para mim e guardo com muito carinho. Quando fiz gol na final da Champions da Ásia, em 2013, os diretores do clube ficaram muito felizes com o título, os gols e me presentearam com uma bela bonificação.

Você é muito mais famoso na China do que no Brasil, o que atrapalha por exemplo uma ida para a seleção ou a idolatria no seu país natal? Isso te incomoda?

Acredito que, enquanto joguei no Brasil, fiz meu nome ser reconhecido através do meu trabalho. Tive uma boa passagem pelo Vitória e também pelo Botafogo. Aqui na China conquistei meus principais prêmios individuais e coletivos e, por isso, sou muito grato aos diretores e profissionais que se interessaram pelo meu futebol e me trouxeram para cá. Estamos vendo que a seleção brasileira está passando por um momento bacana com o professor Tite, que mantém os olhos abertos para os brasileiros no mundo inteiro. Vimos que Gil, Renato, Paulinho e, agora, o Diego Tardelli foram convocados atuando aqui na China, o que é muito gratificante por saber que o treinador da seleção está nos observando também.

Você ainda pensa em retornar ao futebol brasileiro ou acha que a China virou mesmo sua casa? Por quê?

Eu me sinto muito bem aqui. Ainda não passa pela minha cabeça voltar ao Brasil, mas a gente nunca sabe o dia de amanhã. Estou escrevendo uma história muito bacana aqui na China e ainda tenho objetivos a conquistar aqui no país. Ainda tenho 28 anos e alguns anos de carreira pela frente. Vamos ver o que o destino nos proporciona.

Você já recebeu alguma proposta para se naturalizar chinês e defender a seleção? Caso receba, aceitaria o convite? Por quê?

Recebo pedidos de naturalização o tempo todo de torcedores chineses que gostam muito do meu trabalho. Alguns jogadores que atuei junto e defendem a seleção chinesa também vieram me fazer esse pedido, mas nunca recebi um convite formal da federação chinesa. Se um dia isso acontecer, seria algo que eu pensaria com muito carinho junto com os meus familiares para tomar a decisão certa.


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