Blog do Rafael Reis

Os campeões da temporada 2017/18: minhas previsões
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Rafael Reis

Quem serão os campeões desta temporada? A pergunta costuma ser recorrente no mês de agosto, quando têm início as principais ligas nacionais da Europa e, consequentemente, do planeta.

Para não fugir desse desafio, listo abaixo meus palpites de maiores candidatos a levantar cada um dos troféus mais importantes do Velho Continente em 2017/18. É claro que os últimos dez dias de janela de transferências pode mudar um pouco esse cenário. Mas, mesmo assim, vamos arriscar.

Na última temporada, não fui muito bem nessa tentativa de bancar a Mãe Dináh ou o Nostradamus: acertei os campeões italiano e alemão (como quase todo mundo), mas errei todas as outras previsões: Francês, Holandês, Espanhol, Inglês, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Tomara que desta vez seja diferente… Ou não.

LIGA DOS CAMPEÕES

Palpite: Real Madrid
Na temporada passada, o Real Madrid se tornou o primeiro time a conquistar dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa desde 1990. Agora, o desafio é ainda maior. O último tri europeu foi o Bayern de Munique, que faturou a Champions entre 1974 e 1976. Tarefa impossível? Não para a equipe de Zinédine Zidane. Com o declínio do Barcelona e mudanças importantes nos times titulares de Bayern de Juventus, o Real parece estar um passo à frente de qualquer outro clube do mundo no momento.

LIGA EUROPA
Palpite: Milan
Os clubes italianos não costumam levar a Liga Europa tão a sério. Prova disso é que o último italiano a disputar a final do torneio foi o Parma, campeão em 1999, quando a competição ainda chamava Copa da Uefa. Mas, com o Milan desta temporada, tudo pode ser diferente. Como dificilmente conseguirá quebrar a hegemonia da Juventus dentro de casa, é possível que a equipe rossonera trate a Liga Europa como o torneio que pode recolocá-la no mapa do continente. E aí, os 185 milhões de euros (R$ 703 milhões) gastos em contratações para esta temporada podem fazer a diferença.

CAMPEONATO ESPANHOL
Palpite: Real Madrid
Desta vez, dificilmente teremos aquela disputa cabeça a cabeça que tem marcado as últimas temporadas do Campeonato Espanhol. A menos que o Barcelona tire um coelho da cartola e reverta sua tendência de declínio, o Real Madrid tende a nadar de braçadas para conquistar o 34º título nacional de sua história.

CAMPEONATO INGLÊS
Palpite: Manchester United
A Premier League se transformou no campeonato nacional de primeiro escalão mais imprevisível da Europa. A competição tem início com pelo menos quatro candidatos reais ao títulos: Manchester United, Manchester City, Chelsea e Tottenham. E sempre há o risco de uma nova hecatombe, como o Leicester de duas temporadas atrás. Pelo segundo ano consecutivo, meu palpite é que Mourinho conseguirá levar o United ao título. Pelo menos o início de temporada é dos mais promissores.

CAMPEONATO ALEMÃO
Palpite: Bayern de Munique
Sem Philipp Lahm e Xabi Alonso, que se aposentaram no fim da temporada passada, e com Franck Ribéry, Arjen Robben e Robert Lewandowski um ano mais velhos, o Bayern parece ligeiramente menos time do que era 12 meses atrás. Isso talvez dificulte uma conquista de Champions League, mas dificilmente será suficiente para impedir seu sexto título consecutivo na Bundesliga. Até porque o Borussia Dortmund, seu principal adversário, não vive um momento tão brilhante assim.

CAMPEONATO ITALIANO
Palpite: Juventus
Desde 2012, só a Juventus sabe o que é ser campeã italiana. As saídas de Daniel Alves e Leonardo Bonucci e a chegada de um forte investimento chinês no Milan levantam dúvidas sobre a manutenção dessa longa hegemonia bianconera no Calcio. No entanto, elas dificilmente serão suficientes para que a lenda Gianluigi Buffon não se despeça do futebol profissional levantando mais um troféu.

CAMPEONATO FRANCÊS
Palpite: Paris Saint-Germain
Só o desmanche do Monaco, o surpreendente campeão francês da temporada passada, já seria suficiente para colocar o título da Ligue 1 nas mãos do Paris Saint-Germain. Mas o PSG buscou Daniel Alves na Itália, fez de Neymar a contratação mais cara da história do futebol e parece prestes a tirar a revelação Kylian Mbappé do rival local. Resultado: deve ser campeão nacional com rodadas e mais rodadas de antecedência.

CAMPEONATO PORTUGUÊS
Palpite: Sporting
Em uma temporada em que os clubes portugueses praticamente não contrataram, o favorito acaba sendo o time que menos perdeu jogadores importantes. Ao contrário de Benfica, que vendeu Ederson, Lindelöf e Nelson Semedo, e Porto, que negociou André Silva e Rúben Neves, o Sporting manteve suas principais peças e acaba largando na frente. O Sporting tem um técnico vitorioso (Jorge Jesus) e conta com valores interessantes, como o goleiro Rui Patrício, os meias William Carvalho e Adrien Silva e o centroavante holandês Bas Dost para ser campeão nacional pela primeira vez desde 2002.

CAMPEONATO HOLANDÊS
Palpite: Feyenoord
Ao contrário do PSV e Ajax, que sempre escalam times repletos de jovens, o Feyenoord conta com um elenco mais rodado e experimentado. Some-se a isso a confiança adquirida pelo fim do tabu de 18 anos sem conquistar o título holandês e temos um favorito ao bicampeonato. A equipe de Roterdã perdeu um ou outro jogador importante, como o zagueiro Kongolo e o lateral direito Karsdorp, mas conseguiu manter a base vencedora.


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Novo rico e o adeus de Buffon: 7 motivos para acompanhar o Italiano
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Rafael Reis

O Campeonato Italiano possui uma legião de fãs no Brasil, muitos deles de longa data, do começo dos anos 1990, quando os jogos passavam na Band e era a única liga nacional estrangeira transmitida em TV aberta para todo o país.

Mas até os mais fanáticos apreciadores do calcio sabem que o outrora maior campeonato do planeta está devendo já há algumas temporadas.

Só que essa situação pode estar prestes a mudar. O crescimento da Juventus no cenário europeu, as contratações milionárias do Milan e o trabalho sólido feito pelo Napoli deram um gás novo para a competição, que promete ser bem mais emocionante que nos últimos anos.

Conheça abaixo sete motivos para acompanhar a temporada 2017/18 do Campeonato Italiano, que começa neste sábado com duas partidas (Juventus x Cagliari e Hellas Verona x Napoli):

NOVO MILAN

Cento e oitenta cinco milhões de euros (R$ 703 milhões) em reforços. Foi esse o valor que os novos donos do Milan investiram para transformar um time que não sobe ao pódio do Italiano desde 2013 em um candidato a acabar com a hegemonia da Juventus no campeonato. Entre as principais contratações dos rossoneri, destaque para o zagueiro Leonardo Bonucci, ex-Juve e novo capitão do time, e para o centroavante português André Silva, revelação do Porto na temporada passada.

O ADEUS DE GIGI

A não ser que mude radicalmente de planos, a temporada 2017/18 deve marcar a despedida de um dos maiores goleiros da história, Gianluigi Buffon. O arqueiro de 39 anos tem contrato com a Juventus até junho e já afirmou que pretende deixar o futebol profissional depois de disputar a sexta Copa do Mundo de sua carreira. Gigi estreou no Italiano em novembro de 1995, ainda pelo Parma, e defende a meta da atual vice-campeã europeia desde 2001.

A VIDA PÓS-TOTTI

Pela primeira vez em 24 anos, a Roma não terá em seu elenco Francesco Totti. O maior ídolo da história do clube da capital e um dos ícones do futebol italiano se aposentou no fim da última temporada, aos 40 anos. Em homenagem ao astro, a Roma decidiu tirar de circulação sua camisa 10, vestida por Totti durante a maior parte da carreira. O veterano volante Daniele de Rossi herdou a braçadeira de capitão.

A CHANCE DE ALISSON

Criticado por ser titular da seleção mesmo esquentando o banco na Roma durante a última temporada, Alisson terá sua chance de ouro a partir desde fim de semana. Com a ida do polonês Szczesny para a Juventus, o brasileiro deve começar a temporada como titular. O também polonês Lukasz Skorupski (ex-Empoli) e o veterano romeno Bogdan Lobont são os outros goleiros do elenco romano.

O FENÔMENO MERTENS

Dries Mertens era só mais um coadjuvante da aclamada geração belga enquanto jogava como atacante pelos lados de campo. Mas bastou Maurizio Sarri improvisar esse baixinho habilidoso de 1,69 m no comando de ataque do Napoli para o Campeonato Italiano ganhar um novo craque. Mertens fez 34 gols em 46 partidas na temporada passada e virou a maior esperança napolitana de ir além do vice-campeonato obtido em dois dos últimos cinco anos.

O FANTASMA DE BELOTTI

A história italiana é repleta de de atacantes que despontaram como candidatos a figurões do futebol mundial e jamais conseguiram concretizar esse rótulo, como Alberto Gilardino e Ciro Immobile. A bola da vez é Andrea Belotti. Terceiro colocado na artilharia do último Campeonato Italiano, o camisa 9 do Torino entrou na lista de compras de vários clubes, como Chelsea e Milan, mas, pelo menos por enquanto, continua em Turim. Resta saber se será o goleador de uma só temporada ou se conseguirá superar essa “maldição”.

O QUE A INTER QUER?

Último time italiano a vencer a Liga dos Campeões, a Inter parece meio sem saber o que fazer para voltar a ser competitiva. Depois de gastar horrores na temporada passada e não ver resultado dentro de campo, o clube optou neste mercado por fazer contratações daquelas que não empolgam muito o torcedor. Seu reforço mais caro é o volante uruguaio Matías Vecino, tirado da Fiorentina.


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Da China a Portugal: por onde andam 7 crias da base do Inter?
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo mundo da bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde julho os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No décimo capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Internacional, um dos times brasileiros que mais valorizam seu trabalho de formação de atletas. Na próxima quarta-feira, será a vez do Cruzeiro.

ALEXANDRE PATO
Atacante
27 anos
Tianjin Quanjian (CHN)

Estreou no time profissional do Inter com 17 anos e teve um início de carreira arrasador, com 12 gols nas 27 primeiras partidas que disputou. Foi negociado com o Milan antes mesmo de atingir a maioridade e tinha tudo para ser o camisa 9 da seleção brasileira por pelo menos uma década. Mas Pato nunca atingiu o nível que se esperava dele e, após passagens por Corinthians, São Paulo, Chelsea e Villarreal, hoje é um dos astros do Campeonato Chinês pelo Tianjian Quanjian, estreante na primeira divisão.

ALISSON
Goleiro
24 anos
Roma (ITA)

Titular do gol da seleção brasileira, foi tetracampeão gaúcho pelo Internacional entre 2013 e 2016 antes de se mandar para a Roma, no meio do ano passado. Passou sua primeira temporada na Roma sentado no banco de reservas, o que fez com que seu posto na seleção passasse a ser seriamente questionado. Com a saída de Szczesny para a Juventus, deve assumir a meta da equipe italiana nesta temporada.

MURIEL
Goleiro
30 anos
Belenenses (POR)

Irmão mais velho de Alisson, o goleiro recebeu oportunidades no time adulto antes do caçula e foi titular do Inter entre 2011 e 2013. Após empréstimo para o Bahia no ano passado, acabou liberado para assinar como o Belenenses, de Portugal. Aos 30 anos e com uma década de carreira como profissional, disputa pela primeira vez um campeonato nacional na Europa.

TAISON
Meia-atacante
29 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)

Despontou no Internacional em 2009 e fez parte do time campeão da Libertadores no ano seguinte, quando acabou negociado com o Metalist Kharkiv por 6,3 milhões de euros (R$ 23,3 milhões, na cotação atual). Desde 2013 no Shakhtar Donetsk, clube mais vitorioso da Ucrânia nos últimos tempos, entrou no radar do técnico Tite, com quem já havia trabalhado no Inter, e passou a fazer parte de convocações da seleção brasileira.

LUIZ ADRIANO
Atacante
30 anos
Spartak Moscou (RUS)

Apareceu no time adulto do Internacional mais ou menos na mesma época de Pato e, assim como ele, não teve vida longa no clube gaúcho. Em 2007, um ano depois de ser promovido à equipe profissional, já foi negociado com o Shakhtar. Luiz Adriano permaneceu na Ucrânia por oito anos e foi escolhido o melhor jogador da fase de grupos da Champions na temporada 2014/15. Após passagem infeliz pelo Milan, o atacante brasileiro se transferiu para o Spartak Moscou no início do ano.

FRED
Volante
24 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)

Uma das últimas crias da base do Inter a despontar no cenário internacional, foi negociado com o Shakhtar em 2013 por 15 milhões de euros (pouco mais de R$ 55 milhões) e chegou a fazer parte de convocações da seleção brasileira. Uma suspensão por doping o deixou afastado do futebol por vários meses entre 2016 e 2017 e acabou prejudicando o andamento de sua carreira.

SANDRO
Volante
28 anos
Antalyaspor (TUR)

Campeão da Libertadores-2010 pelo Internacional, teve vida razoavelmente longa na seleção brasileira e disputou a Copa América-2011 e os Jogos Olímpicos de Londres-2012. Atuou durante quatro temporadas no Tottenham e chegou a jogar a segunda divisão inglesa pelo Queens Park Rangers. Em janeiro, transferiu-se para o Antalyaspor, da Turquia, onde tem se alternado entre o time titular e o banco de reservas.


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Disputa é pela artilharia: 7 motivos para acompanhar o Campeonato Alemão
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Rafael Reis

Bayern de Munique e Bayer Leverkusen dão nesta sexta-feira, a partir das 15h30, o pontapé inicial para a 55ª edição da Bundesliga, a primeira divisão do Campeonato Alemão.

E apesar de quase todo mundo acreditar que, ao término desta temporada, o Bayern adicionará mais um troféu ao seu vasto currículo, não faltam motivos para acompanhar de perto o futebol germânico.

Conheça abaixo sete motivos pelos quais vale a pena dar uma olhadinha na temporada 2017/18 do Campeonato Alemão:

CAMPEÕES MUNDIAIS

A um ano da Copa do Mundo, é bom acompanhar de perto as armas das seleções que podem ameaçar o Brasil no próximo ano. E uma das principais ameaças com certeza é a Alemanha, atual campeã mundial e da Copa das Confederações. Pois bem, a maior parte dos convocados de Joachim Löw para a Rússia-2018 deve sair desta edição do Campeonato Alemão. Então, olho neles.

BAYERN SEM PILARES

O Bayern continua sendo a maior potência da Alemanha e principal favorito ao título, só que terá de se virar nesta temporada sem dois dos seus principais pilares dos últimos anos. O lateral direito Philipp Lahm, 33, e o volante Xabi Alonso, 35, decidiram se aposentar e não deixaram substitutos prontos para desempenhar as funções que tinham na equipe. Trabalho extra para o técnico Carlo Ancelotti.

VAI TER BRIGA?

O possível enfraquecimento do Bayern nesta temporada levanta a questão: será que poderemos ter um outro campeão alemão? A pergunta é difícil de ser respondida porque o Borussia Dortmund, atualmente o maior rival do clube de Munique na Bundesliga, ainda pode perder para o Barcelona um dos seus principais jogadores, o meia-atacante francês Ousmane Dembélé, e está de técnico novo, o holandês Peter Bosz, ex-Ajax.

DISPUTA PELA ARTILHARIA

Se a briga pelo título alemão não tem sido das mais empolgantes nos últimos anos, a disputa pelo posto de artilheiro da Bundesliga sempre pega fogo. Em 2016, Robert Lewandowski, do Bayern, levou a melhor. Na última temporada, Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, deu o troco. Desta vez, a menos que Auba deixe a Alemanha em uma transação de última hora, a dupla deve protagonizar mais uma vez o confronto pela artilharia.

TERCEIRA VIA

Em sua primeira temporada na elite do futebol alemão, o RB Leipzig fez bonito, tão bonito que terminou à frente do Borussia Dortmund e como vice-campeão da Bundesliga. Agora, tendo que dividir atenções entre a liga nacional e a Champions, chegou a hora de o time da Red Bull provar se é um fenômeno passageiro ou uma força que veio para se firmar no cenário germânico.

QUEM É TOLISSO?

O reforço mais caro da história do Bayern de Munique é praticamente um desconhecido para os torcedores. O francês Corentin Tolisso, de 23 anos, foi tirado do Lyon por 41,5 milhões de euros (R$ 154 milhões) para ampliar as opções de Ancelotti no meio-campo do atual campeão alemão e talvez até ser o substituto de Xabi Alonso. Nos dois primeiros jogos oficiais da temporada, Tolisso fez o mínimo que se espera de alguém que custou tanto: foi titular e não comprometeu.

LOBOS PERDIDOS

Um dos clubes mais ricos da Alemanha, graças ao aporte da Volkswagen, o Wolfsburg tenta reencontrar seu caminho depois de escapar por pouco do rebaixamento na temporada passada. O campeão alemão de 2009 e vice de 2015 gastou mais de 50 milhões de euros (R$ 185 milhões) em reforços, entre eles o lateral brasileiro William, ex-Internacional.


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Em 10 anos, país da Copa gasta quase R$ 1 bilhão em jogadores brasileiros
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Rafael Reis

O país-sede da próxima edição da Copa do Mundo adora um jogador brasileiro.

Só nos últimos dez anos, os clubes da primeira divisão do Campeonato Russo gastaram aproximadamente 255 milhões de euros (R$ 957 milhões, na cotação atual) com a contratação de representantes do futebol pentacampeão mundial.

Esse valor representa muito, mais de 14% do total de 1,8 bilhão de euros (R$ 6,7 bilhões) que os times do país da Copa-2018 investiram em reforços de todas as nacionalidades desde a temporada 2007/08.

Não à toa, um dois jogadores que dividem o posto de contratação cara da história da Rússia é brasileiro: o atacante Hulk, que custou 40 milhões de euros (R$ 150 milhões) ao Zenit em 2012 e foi negociado com a China quatro anos depois.

Os meia-atacantes Willian, atualmente no Chelsea, e Carlos Eduardo, hoje no Vitória, também figuram no top 10 dos maiores negócios futebolísticos já feitos no país de Vladimir Putin.

Além deles, vários outros nomes conhecidos por aqui, com passagem até pela seleção principal, já jogaram na Rússia, como o volante Rafael Carioca, os meias Alex, Giuliano e Wagner e os atacantes Jô e Diego Tardelli.

Desde 2007, o Brasil é o país estrangeiro com maior número de jogadores inscritos no Campeonato Russo, superando nações que possuem uma ligação histórica com a terra da Copa-2018, como Ucrânia, Belarus e Sérvia.

Apesar da recente saída de Giuliano, que trocou o Zenit pelo Fenerbahce, da Turquia, 14 brasileiros disputam a atual temporada.

A lista, que não inclui o goleiro Guilherme (Lokomotiv Moscou) e o lateral direito Mário Fernandes (CSKA), naturalizados russos, tem o volante Fernando (Spartak Moscou) e os atacantes Vitinho (CSKA) e Luiz Adriano (Spartak Moscou) como estrelas.

Oito dos 16 clubes da primeira divisão russa contam atualmente com algum brasileiro no elenco.

E o número de atletas do Brasil no país da próxima Copa ainda pode aumentar até o fechamento da janela de transferências, no dia 31 de agosto.

O atacante Luan, do Grêmio, está na mira do Spartak, atual campeão nacional, que aceitaria pagar até 24 milhões de euros (R$ 90 milhões) pelo jogador.

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA HISTÓRIA DA RÚSSIA

1 – Hulk, contratado em 2012 pelo Zenit por 40 milhões de euros
2 – Willian, contratado 2013 pelo Anzhi por 35 milhões
3 – Carlos Eduardo, contratado em 2010 pelo Rubin Kazan por 20 milhões
4 – Fernando, contratado em 2016 pelo Spartak Moscou por 12,5 milhões
5 – Jucilei, contratado em 2011 pelo Anzhi por 10 milhões
6 – Vitinho, contratado em 2013 pelo CSKA por 9,5 milhões
7 – Rômulo, contratado em 2012 pelo Spartak Moscou por 8 milhões
Hernani, contratado em 2017 pelo Zenit por 8 milhões
Wanderson, contratado em 2017 pelo Krasnodar por 8 milhões
10 – Derlei, contratado em 2005 pelo Dínamo Moscou por 7,5 milhões


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Sem Neymar, mas com Messi e Ronaldo: 7 motivos para acompanhar o Espanhol
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Rafael Reis

A transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain foi um baque para o Campeonato Espanhol, mas isso não significa que a liga do país campeão mundial em 2010 tenha deixado de ser uma das mais interessantes do planeta.

Afinal, a temporada 2017/18 do Espanhol, que começa nesta sexta-feira com dois jogos (Leganés x Alavés e Valencia x Las Palmas), reúne o atual bicampeão europeu e três dos quatro últimos finalistas da Liga dos Campeões.

Conta ainda com 21 jogadores brasileiros espalhados por 13 dos 20 clubes que disputam a primeira divisão. Entre eles, vários nomes conhecidos, como Marcelo e Casemiro (Real Madrid), Paulinho (Barcelona), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Paulo Henrique Ganso (Sevilla).

Conheça abaixo outros sete motivos para que, mesmo sem Neymar, você continue acompanhando de perto o Campeonato Espanhol:

MESSI X CRISTIANO RONALDO

Desde 2009, quando Cristiano Ronaldo desembarcou no Real Madrid, o embate entre os dois melhores jogadores do planeta é a principal atração internacional do Espanhol. Durante esse período, Lionel Messi e o Barcelona se sagraram campeões nacionais por cinco vezes. Já CR7 e o Real só ganharam dois títulos. No entanto, o momento é todo “blanco”, já que, na temporada passada, a equipe do astro português venceu a liga nacional e faturou pelo segundo ano consecutivo a Champions.

VIDA SEM NEYMAR

Como ficará o Barcelona sem Neymar? Essa é a principal questão a ser respondida na nova temporada do Campeonato Espanhol. Apesar de não ser o protagonista da equipe, o brasileiro vinha sendo cada vez uma peça essencial para que o jogo catalão funcionasse. O Barça ainda sonha com um reforço de peso que possa substituir seu antigo camisa 11, mas as contratações do francês Ousmane Dembélé (Borussia Dortmund) e do brasileiro Philippe Coutinho (Liverpool) estão empacadas.

PAULINHO EM XEQUE

Aos 29 anos e quase um desconhecido na Europa, onde teve uma passagem para lá de esquecível pelo Tottenham, Paulinho ganhou no colo uma missão das mais pesadas: começar a substituir Andrés Iniesta, cérebro do Barcelona que caminha para o final da carreira. Contestado desde o momento em que sua contratação era apenas um rumor, o ex-jogador do Corinthians pode se tornar um dos meias mais respeitados do planeta, mas também corre risco de se queimar de vez no Velho Continente e prejudicar até mesmo sua permanência na seleção.

PILARES DO REAL… E DA SELEÇÃO

Casemiro e Marcelo são dois dos segredos do sucesso do Real Madrid bicampeão europeu. Enquanto o primeiro faz o papel de cão de guarda da defesa espanhola, o segundo é o principal elo entre o setor defensivo e o ofensivo e também desempenha durante as partidas o papel de ponta esquerda da equipe dirigida por técnico Zinedine Zidane. Ambos estão entre os melhores do mundo em suas posições e também serão peças fundamentais para que a seleção brasileira possa brilhar na Copa do Mundo-2018.

DÉJÀ-VU

Entra temporada, sai temporada e a conversa é a mesma: o técnico Diego Simeone, o zagueiro Diego Godín e o atacante Antoine Griezmann vão deixar o Atlético de Madri. Só que o adeus dos três principais pilares do sucesso do projeto colchonero nunca se concretiza. E, assim, o Atlético vai se mantendo como uma sombra real para Barcelona e Real Madrid, os dois mais poderosos clubes da temporada.

E AGORA, GANSO?

A primeira temporada de Paulo Henrique Ganso no futebol europeu foi um desastre. O meia participou de apenas 16 jogos do Sevilla, marcou três gols e passou longe de conquistar a confiança da torcida. Mas a saída do técnico Jorge Sampaolli deu um fôlego novo para o brasileiro. Será que o novo comandante do Sevilla, o também argentino Eduardo Berizzo, vai lhe dar mais oportunidades?

MERECE PALMAS

Vitolo é jogador da seleção espanhola, Halilovic já foi apontado como o “novo Messi” e Jonathan Calleri, apesar de ter fracasso na Inglaterra, provou seu potencial no São Paulo. Pelo menos até dezembro, esse deve ser o trio ofensivo do Las Palmas, pequena equipe das Ilhas Canárias que resolveu investir em talento na montagem do seu time. Tudo para melhorar a 14ª colocação da temporada passada.


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Do Japão à seleção russa: por onde andam 7 crias da base do Grêmio?
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde julho os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No nono capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Grêmio, o clube que deu ao mundo um dos grandes magos do futebol mundial no século 21, Ronaldinho. Na próxima sexta-feira, será a vez do Internacional.

DOUGLAS COSTA
Meia-atacante
26 anos
Juventus (ITA)

Apareceu com pinta de craque no Grêmio no final da década passada e, dois anos após estrear no time principal, acabou negociado com o Shakhtar Donetsk. Douglas Costa ficou na Ucrânia até 2015, quando se mudou para o Bayern. O brasileiro logo caiu nas graças de Pep Guardiola e foi um dos destaques do clube alemão na temporada 2015/16. Mas, depois da saída do treinador espanhol e em meio a vários problemas físicos, perdeu espaço e acabou cedido para a Juventus, onde tentará recuperar o bom futebol para ir à Copa do Mundo-2018.

LUCAS LEIVA
Volante
30 anos
Lazio (ITA)

Revelação da passagem do Grêmio pela Série B do Brasileiro, em 2005, permaneceu no clube por mais dois anos e foi negociado com o Liverpool, onde atuou por uma década e carregou por várias vezes a braçadeira de capitão. Lucas Leiva deixou a Inglaterra nesta janela de transferências para assinar contrato com a Lazio. Na estreia oficial pelo novo clube, já conquistou a Supercopa da Itália.

WALACE
Volante
22 anos
Hamburgo (ALE)

Promovido ao time principal do Grêmio por Luiz Felipe Scolari em 2014, o volante fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil no ano passado e rendeu 9,2 milhões de euros (R$ 34,5 milhões, na cotação atual) ao clube que o projetou. Medalhista de ouro no futebol dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, Walace defende o Hamburgo desde o início de 2017 e escapou por pouco do rebaixamento no Alemão.

MÁRIO FERNANDES
Lateral direito
26 anos
CSKA Moscou (RUS)

Jogador eternizado por ter recusado uma convocação para a seleção brasileira, Mário Fernandes estreou pelo Grêmio no Gre-Nal comemorativo aos 100 anos do clássico e vestiu a camisa tricolor durante três anos, até 2012, quando foi negociado com o CSKA Moscou. Estabelecido na Rússia, o lateral direito ganhou uma nova cidadania e deve atuar pelo país-sede na Copa do Mundo do próximo ano.

FERNANDO
Volante
25 anos
Spartak Moscou (RUS)

Integrante da mesma geração de Douglas Costa e Mário Fernandes no Grêmio, defendeu a seleção brasileira em todas as categorias existentes. Foi campeão sul-americano com os times sub-15 e sub-17 e faturou os títulos continental e mundial no sub-20. Pela seleção adulta, ganhou a Copa das Confederações de 2013. Distante do melhor momento da carreira, foi negociado com o Spartak Moscou na temporada passada pela Sampdoria.

LEANDRO
Atacante
24 anos
Kashima Antlers (JAP)

Despontou como possível candidato a craque no Campeonato Gaúcho de 2011, mas sua carreira não decolou tanto assim. Cedido ao Palmeiras em 2013 como contrapartida pela contratação de Barcos, teve um ótimo início no futebol paulista, mas logo perdeu o fôlego. Leandro ainda foi emprestado ao Santos antes de ser enviado ao Kashima Antlers no começo do ano.

BRUNO TELES
Lateral esquerdo
31 anos
Rio Ave (POR)

Nome menos conhecido da lista, foi jogador do Grêmio entre 2006 e 2009, período em que se alternou entre a camisa tricolor e os empréstimos para Portuguesa, Sport e Juventude. Já caminhando para a reta final da carreira, Bruno Teles é um dos inúmeros que disputam esta temporada do Português. Atualmente, é reserva do Rio Ave, surpresa deste início de campeonato.


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Maior artilheiro da pré-Champions é brasileiro e arrasta fãs para igreja
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Rafael Reis

O pastor Marcos Tavares sabe que boa parte do público que costuma frequentar seus cultos em Maribor, segunda cidade mais populosa da Eslovênia, está mais interessada em conhecer o maior ídolo do futebol do país do que os ensinamentos da Bíblia.

Mas o líder da igreja ''Jesus é o caminho'' não parece se importar com isso.

''Meu maior ministério é fora da igreja, é jogando futebol. Sei que as pessoas vão até mim atrás do Tavares, mas acabam encontrando Jesus Cristo e é por ele que ficam. Foi esse o caminho que Deus escolheu para mim: onde os pastores não entram, o futebol chega''.

Há quase uma década vestindo a camisa do Maribor, o clube mais vitorioso da história da Eslovênia, o brasileiro de 33 anos é o maior nome do futebol do país que até 1991 fazia parte da Iugoslávia.

Tavares é o maior goleador (165 gols) e o jogador que mais atuou (435 partidas) pelo time vencedor de cinco das últimas seis edições do Campeonato Esloveno. Mas não é nenhum desses recordes o que mais lhe enche de orgulho.

''Sou o maior artilheiro da história das fases preliminares da Liga dos Campeões'', enche a boca para dizer.

O gaúcho de Porto Alegre, que começou a carreira no Internacional, profissionalizou-se no Grêmio, defendeu as seleções brasileiras de base e está no exterior desde 2007 balançou as redes 20 vezes nas etapas anterior à fase de grupos da Champions.

Só nesta temporada, Tavares já marcou quatro vezes na campanha que colocou o Maribor a um passo da classificação para a fase mais conhecida do torneio continental.

Se vencer o mata-mata contra o israelense Hapoel Be’er Sheva, nesta quarta e na próxima terça-feira, o time esloveno irá à fase principal da Champions, e o atacante brasileiro terá a chance de realizar mais um dos seus objetivos.

''Eu disputei a fase de grupos três anos atrás, mas não consegui marcar nenhum gol''.

Em 2014/15, quando superou a etapa preliminar do torneio europeu pela última vez, o Maribor caiu no mesmo grupo de Sporting, Schalke 04 e Chelsea. Apesar de não ter conseguido se classificar para a fase final, o time esloveno colheu três honrosos empates, um contra cada adversário.

Mesmo sem ter conseguido balançar as redes na ocasião, Tavares lembra com carinho da experiência de enfrentar alguns dos principais jogadores do planeta. E faz questão de frisar: ''Fui eu que fiz o gol que colocou o Maribor na fase de grupos''.

Mais um episódio que reforçou a idolatria, palavra que o artilheiro não gosta por questões religiosas, dos torcedores eslovenos pelo pastor e camisa 9 brasileiro.

“No Brasil, ninguém me conhece. Mas aqui na Eslovênia, graças a Deus, é diferente. Construí uma história muito bonita por aqui. Todo mundo me conhece, vem conversar comigo, quer tirar foto”… até mesmo, dentro de sua igreja.


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Brasileiros já movimentaram R$ 2,2 bi nesta janela; veja os 10 mais caros
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Rafael Reis

A duas semanas do fechamento da janela de transferências nas principais ligas nacionais da Europa, o Mercado da Bola já movimentou 3,8 bilhões de euros (cerca de R$ 14,2 bilhões) em compras e vendas de jogadores.

Cerca de 15% desse montante foi em transações envolvendo brasileiros. No total, clubes do mundo inteiro gastaram mais de 580 milhões de euros (R$ 2,2 bilhões) em atletas representantes do futebol pentacampeão mundial.

Boa parte desse valor foi gasto com apenas um jogador: Neymar. Contratado por 222 milhões de euros (R$ 831 milhões), o novo camisa 10 do Paris Saint-Germain se tornou a contratação mais cara da história da modalidade.

Além de Neymar, outras dez transferências envolvendo brasileiros superaram a casa dos 10 milhões de euros (R$ 37,4 milhões). O goleiro Ederson e o meia Paulinho, contratados por Manchester City e Barcelona, respectivamente, protagonizaram os maiores negócios.

E a tendência é que as transferências envolvendo brasileiros ainda continuem até o dia 31 de agosto. O nome mais cotado para mudar de time é o meia-atacante Philippe Coutinho.

O astro do Liverpool é o nome favorito do Barcelona para substituir Neymar e nem foi relacionado para o confronto desta terça-feira do clube inglês contra o Hoffenheim, pela fase preliminar da Liga dos Campeões.

Caso seja concretizada a transferência do ex-jogador do Vasco para a Catalunha, o negócio irá movimentar um valor superior a 100 milhões de euros (R$ 374 milhões), proposta que já foi recusada anteriormente pelo Liverpool.

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Neymar (Paris Saint-Germain) – 222 milhões de euros
2º – Paulinho (Barcelona) – 40 milhões de euros
Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
4º – Danilo (Manchester City) – 30 milhões
5º – Dalbert (Inter de Milão) – 20 milhões
6º – Thiago Maia (Lille) – 14 milhões
7º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
8º – Richarlison (Watford) – 12,4 milhões
9º – Douglas (Manchester City) – 12 milhões
10º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Neymar (BRA/Paris Saint-Germain) – 222 milhões
2º – Romelu Lukaku (BEL/Manchester United) – 84,7 milhões
3º – Álvaro Morata (ESP/Chelsea) – 65 milhões
4º – Benjamin Mendy (FRA/Manchester City) – 57,5 milhões
5º – Alexander Lacazette (FRA/Arsenal) – 53 milhões
6º – Kyle Walker (ING/Manchester City) – 51 milhões
7º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões
8º – Nemanja Matic (SER/Manchester United) – 44,7 milhões
9º – Leonardo Bonucci (ITA/Milan) – 42 milhões
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Manchester City (ING) – 240,5 milhões
2º – Paris Saint-Germain (FRA) – 238 milhões
3º – Milan (ITA) – 189,5 milhões
4º – Manchester United (ING) – 164,4 milhões
5º – Chelsea (ING) – 140 milhões
6º – Juventus (ITA) – 122,2 milhões
7º – Bayern de Munique (ALE) – 100,5 milhões
8º – Everton (ING) – 98 milhões
9º – Roma (ITA) – 88,6 milhões
10º – Barcelona (ESP) – 87,5 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Barcelona (ESP) – 226 milhões
2º – Monaco (FRA) – 178,5 milhões
3º – Juventus (ITA) –122,9 milhões
4º – Chelsea (ING) – 122,8 milhões
5º – Real Madrid (ESP) – 122 milhões
6º – Lyon (FRA) – 119,2 milhões
7º – Benfica (POR) – 114,1 milhões
8º – Roma (ITA) – 108,3 milhões
9º – Everton (ING) – 106,3 milhões
10º – Manchester City (ING) – 79,3 milhões

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Inglês – 1,13 bilhão
2º – Campeonato Italiano – 752,8 milhões
3º – Campeonato Francês – 579,9 milhões
4º – Campeonato Alemão – 471,4 milhões
5º – Campeonato Espanhol – 412,9 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 165,2 milhões
7º – Campeonato Russo – 95,1 milhões
8º – Campeonato Turco – 74,5 milhões
9º – Campeonato Belga – 61,9 milhões
10º – Campeonato Português – 56,5 milhões
TOTAL: 3,8 bilhões de euros (R$ 14,2 bilhões)


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Antes de ganhar o mundo, São Paulo de Telê goleou Barça e Real Madrid
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Rafael Reis

Há exatos 25 anos, a Europa descobriu o São Paulo.

No dia 15 de agosto de 1992, menos de dois meses após levantar pela primeira vez a Libertadores, o histórico time dirigido por Telê Santana apresentou ao Velho Continente com uma goleada por 4 a 1 sobre o Barcelona.

Apesar de a partida não valer praticamente nada, apenas o troféu do Teresa Herrera, uma competição da pré-temporada disputada anualmente em La Coruña, o feito teve uma repercussão gigantesca.

Afinal, o Barcelona acabara de conquistar o título inédito da Liga dos Campeões e vivia a melhor fase da sua então quase centenária história.

Não à toa, a equipe goleada pelo São Paulo era (e continua sendo) chamada de ''Dream Team'', uma seleção liderada no banco de reservas por Johan Cruyff e que contava em campo com talentos do nível de Hristo Stoichkov, Michael Laudrup, Pep Guardiola, Ronald Koeman e Andoni Zubizarreta.

Até a ascensão da “era Messi” e os anos e mais anos de sucesso no século XXI, esse “Dream Team” era praticamente uma unanimidade entre jornalistas e torcedores como a melhor equipe da história do clube catalão.

Foi esse Barça que o São Paulo derrotou dentro da Espanha há 25 anos. E derrotou de virada, já que Julio Salinas marcou logo aos 3 min do primeiro tempo.

Só que apenas seis minutos depois, Müller recebeu em velocidade e tocou por cima de Zubizarreta para empatar a partida. A virada veio na etapa final, primeiro com Maurício e depois com Raí, que fez um gol de pênalti e outro em cobrança de falta indireta.

Time de Telê ainda atropelou Real Madrid

O estrago feito pelos comandados de Telê na Espanha seguiu pouco mais de 10 dias. O time tricolor disputou na sequência o Troféu Ramón de Carranza. Na semifinal, realizada em 27 de agosto, o time derrotou o Cádiz, donos da casa, por 2 a 0, com gols de Palhinha e Raí.

Com a vitória, o time tricolor foi para a final contra o poderoso Real Madrid. Assim como aconteceu com o Barcelona, o São Paulo não tomou conhecimento dos rivais madrilenhos, que tinham nomes como o zagueiro Hierro os meio-campistas Prosinecki e Luis Enrique e o centroavante chileno Zamorano.

Elivélton abriu o placar aos 7min da primeira etapa. No segundo tempo, Raí ampliou para 2 a 0 e Muller fechou a goleada de 4 a 0, anotando mais dois tentos. A partida foi transmitida na época pela TV Bandeirantes, com narração de Silvio Luiz.

Confiança extra para o Mundial

As vitórias serviram como um turbo de confiança aos jogadores são-paulinos para derrotar mais uma vez o Barça, por 2 a 1, no Mundial de Interclubes, jogado quatro meses mais tarde.

E também abriu as portas da Europa para o elenco mais vitorioso da história do São Paulo.

Dois titulares da equipe que goleou o Barcelona na decisão do Teresa Herrera, o lateral direito Cafu e o meia Raí, construíram carreiras de sucesso no Velho Continente. Além deles, o goleiro Zetti, o zagueiro Ronaldão e o atacante Müller também fizeram parte do elenco da seleção brasileira no tetracampeonato mundial, em 1994.

A histórica vitória também rendeu ao São Paulo o convite para jogar a competição amistosa no ano seguinte, quando novamente enfrentou o Barça na decisão e acabou derrotado por 1 a 0

A fase de sucesso internacional do clube do Morumbi se estendeu por mais dois anos. Em 1993, o time foi bi da Libertadores, voltou a ganhar o Mundial e também faturou a Recopa e a Supercopa Sul-Americana. No ano seguinte, foi vice continental, levantou a Copa Conmebol e outra Recopa.

Mas parte considerável dessa história de louros foi escrita em 15 de agosto de 1992, o dia que a Europa descobriu o São Paulo.


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