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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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Por onde andam os jogadores do Barcelona “campeão de tudo” em 2009?
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Rafael Reis

Em 2008/09, o Barcelona começou a construir uma das histórias mais brilhantes do futebol mundial nas últimas décadas.

Em sua temporada de estreia como técnico de um time de primeira divisão, Pep Guardiola conquistou todos os títulos que disputou e deu o pontapé inicial para uma verdadeira revolução tática, que mudou radicalmente a forma como as equipes do planeta todo praticam a modalidade.

Mas, oito anos depois, onde estão os protagonistas dessa história? Mostramos logo abaixo os paradeiros dos jogadores que ajudaram Guardiola a ganhar a Tríplice Coroa (Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol e Copa do Rei) e a transformar seu estilo de marcação alta e controle de posse de bola em uma febre mundial.

POR ONDE ANDA – BARCELONA DE 2008/09?

Victor Valdés (35 anos) – Deixou o Barcelona em 2014, passou por Manchester United e Standar Liège e atualmente é o goleiro titular do Middlesbrough, time que luta contra o rebaixamento no Campeonato Inglês.

Carles Puyol (38 anos) – Capitão do Barcelona durante toda a “era Guardiola”, o zagueiro encerrou a carreira em 2014. Puyol ainda trabalhou por um semestre como auxiliar do então diretor de futebol do clube, Andoni Zubizarreta, até encerrar o vínculo legal com o clube catalão.

Yaya Touré (33 anos) – O volante marfinense, que atuou improvisado na zaga na decisão da Champions-2009 contra o Manchester United, reencontrou Guardiola no Manchester City na atual temporada. Inimigo público do treinador, ficou na geladeira por três meses até começar a ser utilizado pelo espanhol.

Gerard Piqué (30 anos), Sergio Busquets (28 anos), Andrés Iniesta (32 anos) e Lionel Messi (29 anos) – O quarteto continua firme no Barcelona. E, apesar da idade avançada, segue como titular absoluto da equipe comandada por Luis Enrique. Messi ainda é o artilheiro, o camisa 10 e o principal astro do time.

Sylvinho (42 anos) – Jogador mais velho do elenco daquele Barcelona, ainda jogou por uma temporada no Manchester City antes de pendurar as chuteiras. Desde 2011, trabalha como assistente técnico. Convidado para assumir o comando do Corinthians no ano passado, recusou o cargo. Hoje, é auxiliar de Tite na seleção brasileira.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona de Guardiola, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Thierry Henry (39 anos) – O francês, que ocupava no Barcelona a mesma faixa de campo por onde hoje joga Neymar, deixou a Espanha em 2010 e foi a estrela máxima do soccer nos Estados Unidos até deixar o New York Red Bulls e o futebol profissional em 2014. Atualmente, é o assistente de Roberto Martínez na seleção da Bélgica.

Samuel Eto’o (35 anos) – Autor do primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre o Manchester United na decisão da Champions, o camaronês defendeu cinco clubes diferentes nos últimos quatro anos. Desde 2015, veste a camisa 9 e usa a braçadeira de capitão do Antalyaspor, time de meio de tabela do Campeonato Turco.

Seydou Keita (37 anos) – O volante malinês era reserva naquela temporada, mas disputou 20 minutos da final europeia. Depois de deixar o Barcelona em 2012, passou pela China, jogou no Valencia e defendeu a Roma. Ficou na Itália até agosto, quando acertou transferência para ser companheiro de Romarinho no El-Jaish, do Qatar.

Pedro (29 anos)  – Promovido para o time principal do Barcelona por Guardiola naquela temporada, foi para a Inglaterra em busca da titularidade em 2015. Hoje, é peça importante no esquema de Antonio Conte no Chelsea, líder da Premier League, e botou o brasileiro Willian no banco de reservas.

Daniel Alves (33 anos) – É outro que não tem motivos para reclamar da vida. Desde que se mandou para a Juventus, no início da temporada, vê o Barcelona sofrendo com a limitação dos seus laterais direitos (Sergi Roberto e Aleix Vidal). Atualmente, é um jogador importante da provável campeã italiana e de uma candidata ao título da Champions.

Éric Abidal (37 anos) – O zagueiro e lateral esquerdo francês sobreviveu a dois cânceres e precisou passar por um transplante de fígado durante a “era Guardiola”. Aposentado desde 2014, dedica-se atualmente a uma fundação que ajuda crianças que sofrem da mesma doença que ameaçou sua vida.

Pep Guardiola (46 anos) – O técnico que revolucionou o Barcelona e o futebol mundial ainda é admirado como um dos grandes nomes da profissão, mas não conquistou nenhuma Liga dos Campeões depois que deixou o clube em 2012. Após três anos no Bayer de Munique, está em sua primeira temporada no Manchester City e ocupa a terceira colocação no Campeonato Inglês.


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Em crise, City tem piores posse de bola e passe da carreira de Guardiola
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Rafael Reis

Quinta colocação no Campeonato Inglês, 12 pontos de desvantagem para o líder, derrotas para Tottenham, Chelsea, Leicester, Liverpool, Everton Manchester United e Barcelona. Em sua primeira temporada à frente do Manchester City, Pep Guardiola sofre como nunca em sua carreira de treinador.

E sofre também porque o passe, estrutura básica do seu estilo de jogo desde que estreou no comando do Barça, nove anos atrás, jamais teve tantos problemas de funcionamento quanto agora.

Guardiola

Dados do “Who Scored?”, página especializado nas estatísticas do futebol, comprovam: o City da atual temporada é a equipe treinada por Guardiola que menos e pior toca a bola.

Segundo o site, o time azul líder o ranking de posse de bola da Premier League e fica com a pelota sobre seu controle durante 60,6% do tempo de jogo. Ah, então está tudo certo, né?

Que nada. Essa é a pior marca de toda a carreira do técnico catalão. Durante as passagens por Barcelona e Bayern de Munique, a posse de bola de suas equipes variou nunca foi menor que 63,7% e chegou até a 67,4%.

Além disso, pela primeira vez na história de Guardiola como treinador, seu time não é o que mais acerta passes na liga nacional que disputa.

De acordo com o “Who Scored?”, o City concretiza 84,3% das trocas de bola que se dispõe a fazer, 0,5% a menos que seu arquirrival de cidade, o Manchester United, líder do ranking na Inglaterra.

A comparação com os trabalhos anteriores de Pep também é cruel. Até então, a pior margem de acerto dos times treinados por ele era de 87%, com o Barcelona da temporada 2009/10. No ano seguinte, a equipe catalã alcançou incríveis 89,6% de passes certos.

Com dificuldade para dar sua cara ao elenco do City, Guardiola ainda não conseguiu encontrar um meia para controlar a posse de bola e ser seu principal distribuidor de jogo. Ou seja, para fazer o papel que era de Xavi, no Barcelona, e de Lahm, no Bayern de Munique.

Fernandinho, o homem mais experimentado nessa função, é apenas o quinto jogador da Premier League com mais passes para companheiros nesta temporada. Com média de 69 toques por partida, ele fica atrás de Jordan Henderson e Dejan Lovren (Liverpool) e Paul Pogba e Ander Herrera (Manchester United).

Sem tanta e tão qualificada posse de bola quanto de costume, Guardiola não consegue se acertar no City. Nas últimas quatro partidas, foram duas derrotas, um empate e somente uma vitória.

O resultado disso é que pela primeira vez na carreira Pep corre risco real de não classificar seu time para Liga dos Campeões da Europa –no momento, está dois pontos atrás do Liverpool, quarto colocado.

É claro que a Premier League é uma competição mais equilibrada que o Espanhol e o Alemão, mas isso não ameniza o início ruim de Guardiola no City.

Pep quer retornar aos bons tempos. E, para isso, precisa que sua velha amiga, a bola, volte a ficar nos pés dos seus jogadores.


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Campeão mundial, Zidane tem ano de estreia melhor que o de Guardiola
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Rafael Reis

A vitória por 4 a 2 na prorrogação sobre o Kashima Antlers, no domingo, na decisão do Mundial de Clubes, fez Zinedine Zidane encerrar com chave de ouro seu primeiro ano à frente de um time de primeira divisão.

O melhor jogador do planeta em 1998, 2000 e 2003 já conquistou três títulos na nova função (Liga dos Campeões e Supercopa Europeia, além do torneio da Fifa). E conseguiu um feito ainda mais impressionante: superar o desempenho do já histórico primeiro ano de carreira de Pep Guardiola.

Zidane

Apesar de ter deixado escapar o título espanhol, o Real Madrid de 2016 consegue ser melhor que o Barcelona da temporada 2008/09. Pelo menos, em relação ao aproveitamento de pontos.

Promovido a técnico do time principal em 4 de janeiro, logo após a demissão de Rafa Benítez, Zidane dirigiu o Real Madrid em 53 partidas em seu primeiro ano de carreira. Foram 40 vitórias, 11 empates e 2 derrotas. Ou seja, conquistou 82,4% dos pontos que disputou.

A marca é superior aos 74,7% alcançados por Guardiola em seus primeiros 12 meses à frente do Barcelona, oito anos atrás. Na ocasião, o técnico estreante conseguiu 42 vitórias, 13 empates e 7 derrotas.

A vantagem do ano de estreia da revolução Pep no Barça foi a conquista de todos os títulos possíveis naquele momento: Espanhol, Copa do Rei e Liga dos Campeões.

Nunca na história do Real Madrid um treinador teve um início tão bom quanto o astro francês.

Sem perder há 37 partidas, o time de Zidane ostenta a maior invencibilidade do clube em 114 anos de história e está a dois jogos de igualar a maior marca do futebol espanhol em todos os tempos –estabelecida pelo Barcelona na temporada passada.

A última vez que o ex-camisa 10 da seleção francesa saiu de campo derrotado foi em 6 de abril, quando o Real foi batido pelo Wolfsburg, na Alemanha, no jogo de ida das quartas de final da Champions.

Naquele momento, ainda havia dúvidas se Zidane vingaria na carreira de técnico. Mas, desde então, ele venceu todas as suas batalhas: ganhou o título europeu, faturou o Mundial, fixou Casemiro como um homem essencial para seu meio-campo, provou que James Rodríguez merece ser reserva e convenceu Cristiano Ronaldo a aceitar ser poupado de vez em quando.

Mais que isso, tem conseguido cumprir a pesada meta que a diretoria lhe impôs: ser para o Real Madrid o mesmo que Guardiola havia sido para o Barcelona.

Os predicados são os mesmos: Zidane também foi ídolo como jogador e se formou como técnico nas categorias de base do clube que lhe deu a primeira chance na nova carreira, assumiu um time em crise e teve sucesso praticamente instantâneo.

Os números do início da era Guardiola, ele já superou.


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Balotelli, Neymar e encontro de líderes: 3 jogos para ver no fim de semana
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Rafael Reis

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Desta vez, todos os três jogos escolhidos serão no domingo, dia de eleições municipais, mas também de acompanhar como o Manchester City irá reagir a seu primeiro tropeço na temporada, o surpreendente líder do Campeonato Francês e Neymar como protagonista do Barcelona.

MANCHESTER CITY x TOTTENHAM
Domingo, 10h15 (de Brasília)
ESPN Brasil
7ª rodada do Campeonato Inglês
Manchester City
Confronto entre líder e vice-líder da Premier League. Mas, mais do que isso, a oportunidade para ver como o Manchester City irá reagir a seu primeiro tropeço na temporada. O time de Pep Guardiola venceu dez jogos consecutivos até empatar por 3 a 3 com o Celtic, terça, na Escócia, pela Liga dos Campeões. O alívio para o City neste domingo é que a primeira colocação do Inglês será mantida mesmo em casa de derrota, já que sua vantagem em relação ao Tottenham é de quatro pontos.

NICE x LORIENT
Domingo, 12h (de Brasília)
SporTV
8ª rodada do Campeonato Francês
Nice
Poucos imaginavam que o Campeonato Francês chegaria à oitava rodada com o Paris Saint-Germain fora da liderança. Menos pessoas ainda ousariam apostar que o Nice ocuparia a primeira colocação na tabela tendo Mario Balotelli como protagonista. O polêmico atacante italiano tem recuperado na França o bom futebol do início de sua carreira. Em apenas dois jogos na Ligue 1, já marcou quatro gols e aparece em terceiro na artilharia.

CELTA x BARCELONA
Domingo, 15h45 (de Brasília)
Fox Sports
7ª rodada do Campeonato Espanhol
Barcelona
Vice-líder do Espanhol, a um ponto do Real Madrid, o Barcelona vai a Vigo para tentar tomar a ponta do arquirrival impulsionado pela liderança de Neymar. Sem Messi, machucado, é o brasileiro quem tem ocupado o protagonismo do time catalão. Nos dois jogos sem a companhia do astro argentino, a estrela maior da companhia, Neymar já marcou duas vezes (5 a 0 contra o Sporting Gijón) e de uma assistência (2 a 1 sobre o Borussia Mönchengladbach, pela Champions).


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City será o maior desafio da carreira de Guardiola; entenda por quê
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Rafael Reis

Competitividade da Premier League, elenco menos adequado a suas ideias e uma pressão enorme pelo inédito título europeu. O Manchester City será o maior desafio da carreira de Pep Guardiola.

Depois de quatro temporadas memoráveis no Barcelona e três anos de hegemonia local temperada com problemas de relacionamento no Bayern de Munique, o catalão colocará à prova na Inglaterra o seu título de melhor treinador do mundo a partir do segundo semestre.

E nada indica que terá tarefa fácil, mesmo que o City seja o atual vice-líder do Inglês e tenha um orçamento enorme para contratações.

Guardiola

Para começar, Guardiola não terá na Premier League tantas partidas fáceis para experimentar sem muitos riscos suas tão frequentes e festejadas inovações táticas.

No Espanha e na Alemanha, o catalão tinha pelo menos uma dezena de adversários contra os quais poderia fazer o que quisesse (time com apenas um zagueiro ou com cinco atacantes) que ainda sairia com a vitória.

Mas as equipes pequenas da Inglaterra são bem mais fortes do que os times menores das outras ligas onde Guardiola trabalhou.

Um teste tático mal sucedido na Premier League possivelmente significará derrota do City e uma pressão enorme nas costas do treinador.

A forma de diminuir a necessidade de experiências seria ter um elenco já adequado às ideias básicas de Guardiola: domínio territorial da partida e qualidade técnica para controlar a posse de bola.

Só que aí entra o segundo problema que o treinador terá de ligar na Inglaterra.

Apesar de ser o terceiro time que mais fica com a bola na Inglaterra, o City não tem grandes passadores no setor que o técnico espanhol julga mais essencial: a faixa central do meio-campo.

O marfinense Yaya Touré, o melhor passador do time e o nono da Premier League, é brigado com Guardiola desde os tempos do Barcelona e deve ir embora.

Restariam assim Fernando, Fernandinho e Delph para a função. Nenhum deles é grosso, mas todos estão longe do rótulo de jogador mais técnico do elenco que o catalão tanto gosta para o seu volante.

Uma possível solução seria recuar David Silva para a saída de bola. No Bayern, Guardiola transformou Lahm em meio-campista para executar essa função.

Outra, talvez mais provável para um clube tão rico quanto o City, seria ir ao mercado para buscar novos volantes. E também opções mais técnicas para completar a linha de defesa e fazer o time sair com a bola no chão.

Mas reformulações de elenco demandam tempo. E tempo é tudo que os Citizens não parecem ter.

Se Barcelona e Bayern já estão segmentados como grandes clubes do mundo e precisam apenas manter esse status, a equipe inglesa sofre com a obsessão de conquistar o quanto antes a primeira Liga dos Campeões de sua história para ingressar nesse grupo.

Só que os resultados mais recentes mostram que ainda há um bom caminho a ser cumprido.

Há cinco anos consecutivos disputando a maior competição mundial interclubes do planeta, o City ainda não conseguiu ir além das oitavas de final –tem sua melhor chance nesta temporada, quando enfrenta o Dínamo de Kiev por vaga nas quartas.

Conquistar a Champions e transformar o City em um time realmente global. Essas são as missões que Guardiola terá no trabalho mais difícil de sua carreira.


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