Blog do Rafael Reis

Dia do Professor: 7 “mestres” que revolucionaram o futebol mundial

Rafael Reis

Você certamente já ouviu algum jogador de futebol chamando seu técnico de professor. A relação entre as duas profissões, a dos mestres das salas de aulas e dos comandantes dos times nos gramados, está no ato de ensinar.

Assim como o professor é responsável por orientar seus alunos no processo de aprendizagem, o treinador tem a missão de colocar na cabeça dos atletas suas convicções táticas e movimentações que podem ajudar o time a conquistar uma vitória.

No Dia do Professor, que é comemorado nesta segunda-feira, apresentamos abaixo sete técnicos que revolucionaram o futebol mundial com suas ideias e continuam influenciando até hoje o jogo que é praticado ao redor do planeta.

PEP GUARDIOLA
Espanha
47 anos

O ex-volante catalão é um dos técnicos mais vitoriosos e visionários deste século. Em 11 anos de carreira à frente de Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, Guardiola já conquistou 25 títulos, incluindo aí duas edições da Champions (2009 e 2011). “Pai” do Barça de Messi, Xavi e Iniesta, que ganhou tudo na última virada de década, é responsável direto pela popularização nos últimos anos da valorização do posse de bola, do jogo de toques de curtos e da marcação sob pressão.

JOSÉ MOURINHO
Portugal
55 anos

Quem começou a acompanhar futebol há pouco tempo e vê hoje o Manchester United naufragando pode até ter dificuldades para entender por que José Mourinho está nesta lista. Mas o português já foi um fenômeno do banco de reservas. Aos 41 anos, levou o Porto à conquista da Liga dos Campeões. Na sequência, transformou o Chelsea em uma potência na Inglaterra. E ainda fez da Inter de Milão o melhor time da Europa em 2010. Sua maior contribuição tática para o futebol foi encontrar um jeito de fazer frente ao jogo de toques curtos dos times de Guardiola. A defesa com linhas de handebol, que tanto sucesso fez na última Copa do Mundo, é uma criação do “Special One”.

JOHAN CRUYFF
Holanda
Morreu em 2016, aos 68 anos

Um dos maiores nomes da história do futebol, o líder dentro de campo do Carrossel Holandês, a seleção vice-campeã mundial de 1974, também fez sucesso como treinador. Foi ele que montou o “Dream Team” do Barcelona, que conquistou quatro títulos espanhóis consecutivos entre 1991 e 1994, além da Liga dos Campeões de 1992. Cruyff ainda é “culpado” pelo estilo do Barça de jogar futebol. É graças ao ex-camisa 14 laranja que o clube tem uma metodologia de valorização da técnica em detrimento da força física, linha que permitiu o aparecimento de jogadores como Xavi e Lionel Messi.

RINUS MICHELS
Holanda
Morreu em 2005, aos 77 anos

À frente da seleção holandesa, perdeu a final da Copa-1974, mas mudou o futebol mundial. Eleito o melhor treinador do século passado pela Fifa, é com certeza o técnico mais influente de todos os tempos. Michels introduziu a ideia de futebol total, conceito que prega que os jogadores não devem ficar presos às suas posições originais durante o tempo todo e precisam flutuar pelo campo. Se hoje você trata com naturalidade um atacante marcando ou um zagueiro ajudando na criação das jogadas ofensivas, agradeça ao holandês.

GUSZTÁV SEBES
Hungria
Morreu em 1986, aos 80 anos

Ao lado de Béla Gutmann e Márton Bukovi, revolucionou o futebol mundial em meados do século passado e fez da Hungria uma das grandes potências da década de 1950. O trio é pioneiro na utilização do esquema 4-2-4 (que daria origem posteriormente ao 4-3-3 e ao 4-4-2) e, principalmente, no aquecimento pré-jogo. Não à toa, a seleção húngara de 1954, dirigida por Sebes, voava nos primeiros minutos das partidas da Copa do Mundo. Apesar da vantagem física, acabou derrotada pela Alemanha na final da competição.

KARL RAPPAN
Áustria
Morreu em 1996, os 90 anos

Se o momento mais esperado de uma partida de futebol é o gol, Rappan pode ser considerado um dos maiores vilões da história da modalidade. Basicamente, o que o treinador percebeu é que o caminho da vitória pode ser “sofrer menos gols que o adversário” e não “fazer mais gols do que ele”. Sua seleção suíça de 1938 é uma espécie de “marco zero” do uso das retrancas no futebol e ganhou o apelido de “ferrolho”. Rappan inspirou profundamente a escola italiana e foi uma espécie de mentor do argentino Helenio Herrera, bicampeão europeu com a Inter de Milão na década de 1960 e sinônimo de um jogo mais defensivo.

HERBERT CHAPMAN
Inglaterra
Morreu em 1934, aos 55 anos

Quatro vezes campeão inglês por Arsenal e Huddersfield Town, é, de certa forma, uma espécie de “pai” da visão tática sobre o futebol. Chapman foi o inventor do esquema WM, um tipo de 3-2-2-3 (variação do 3-4-3) que fez muito sucesso no começo do século passado e mudou a forma dos jogadores se posicionarem no gramado. Ainda na década de 1920, o inglês já estava preocupado com questões como a preparação física, que só se tornariam populares muito tempo depois.


Mais de Cidadãos do Mundo

Dia das Crianças: 7 craques que começaram a brilhar cedo no mundo da bola
5 caras novas das seleções sul-americanas para seu time contratar
Nada de aposentadoria: 7 astros que estão ''escondidos'' em ligas menores
7 jogadores estrangeiros que trocaram o futebol pela política