Blog do Rafael Reis

Arquivo : juventus

Os campeões da temporada 2017/18: minhas previsões
Comentários Comente

Rafael Reis

Quem serão os campeões desta temporada? A pergunta costuma ser recorrente no mês de agosto, quando têm início as principais ligas nacionais da Europa e, consequentemente, do planeta.

Para não fugir desse desafio, listo abaixo meus palpites de maiores candidatos a levantar cada um dos troféus mais importantes do Velho Continente em 2017/18. É claro que os últimos dez dias de janela de transferências pode mudar um pouco esse cenário. Mas, mesmo assim, vamos arriscar.

Na última temporada, não fui muito bem nessa tentativa de bancar a Mãe Dináh ou o Nostradamus: acertei os campeões italiano e alemão (como quase todo mundo), mas errei todas as outras previsões: Francês, Holandês, Espanhol, Inglês, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Tomara que desta vez seja diferente… Ou não.

LIGA DOS CAMPEÕES

Palpite: Real Madrid
Na temporada passada, o Real Madrid se tornou o primeiro time a conquistar dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa desde 1990. Agora, o desafio é ainda maior. O último tri europeu foi o Bayern de Munique, que faturou a Champions entre 1974 e 1976. Tarefa impossível? Não para a equipe de Zinédine Zidane. Com o declínio do Barcelona e mudanças importantes nos times titulares de Bayern de Juventus, o Real parece estar um passo à frente de qualquer outro clube do mundo no momento.

LIGA EUROPA
Palpite: Milan
Os clubes italianos não costumam levar a Liga Europa tão a sério. Prova disso é que o último italiano a disputar a final do torneio foi o Parma, campeão em 1999, quando a competição ainda chamava Copa da Uefa. Mas, com o Milan desta temporada, tudo pode ser diferente. Como dificilmente conseguirá quebrar a hegemonia da Juventus dentro de casa, é possível que a equipe rossonera trate a Liga Europa como o torneio que pode recolocá-la no mapa do continente. E aí, os 185 milhões de euros (R$ 703 milhões) gastos em contratações para esta temporada podem fazer a diferença.

CAMPEONATO ESPANHOL
Palpite: Real Madrid
Desta vez, dificilmente teremos aquela disputa cabeça a cabeça que tem marcado as últimas temporadas do Campeonato Espanhol. A menos que o Barcelona tire um coelho da cartola e reverta sua tendência de declínio, o Real Madrid tende a nadar de braçadas para conquistar o 34º título nacional de sua história.

CAMPEONATO INGLÊS
Palpite: Manchester United
A Premier League se transformou no campeonato nacional de primeiro escalão mais imprevisível da Europa. A competição tem início com pelo menos quatro candidatos reais ao títulos: Manchester United, Manchester City, Chelsea e Tottenham. E sempre há o risco de uma nova hecatombe, como o Leicester de duas temporadas atrás. Pelo segundo ano consecutivo, meu palpite é que Mourinho conseguirá levar o United ao título. Pelo menos o início de temporada é dos mais promissores.

CAMPEONATO ALEMÃO
Palpite: Bayern de Munique
Sem Philipp Lahm e Xabi Alonso, que se aposentaram no fim da temporada passada, e com Franck Ribéry, Arjen Robben e Robert Lewandowski um ano mais velhos, o Bayern parece ligeiramente menos time do que era 12 meses atrás. Isso talvez dificulte uma conquista de Champions League, mas dificilmente será suficiente para impedir seu sexto título consecutivo na Bundesliga. Até porque o Borussia Dortmund, seu principal adversário, não vive um momento tão brilhante assim.

CAMPEONATO ITALIANO
Palpite: Juventus
Desde 2012, só a Juventus sabe o que é ser campeã italiana. As saídas de Daniel Alves e Leonardo Bonucci e a chegada de um forte investimento chinês no Milan levantam dúvidas sobre a manutenção dessa longa hegemonia bianconera no Calcio. No entanto, elas dificilmente serão suficientes para que a lenda Gianluigi Buffon não se despeça do futebol profissional levantando mais um troféu.

CAMPEONATO FRANCÊS
Palpite: Paris Saint-Germain
Só o desmanche do Monaco, o surpreendente campeão francês da temporada passada, já seria suficiente para colocar o título da Ligue 1 nas mãos do Paris Saint-Germain. Mas o PSG buscou Daniel Alves na Itália, fez de Neymar a contratação mais cara da história do futebol e parece prestes a tirar a revelação Kylian Mbappé do rival local. Resultado: deve ser campeão nacional com rodadas e mais rodadas de antecedência.

CAMPEONATO PORTUGUÊS
Palpite: Sporting
Em uma temporada em que os clubes portugueses praticamente não contrataram, o favorito acaba sendo o time que menos perdeu jogadores importantes. Ao contrário de Benfica, que vendeu Ederson, Lindelöf e Nelson Semedo, e Porto, que negociou André Silva e Rúben Neves, o Sporting manteve suas principais peças e acaba largando na frente. O Sporting tem um técnico vitorioso (Jorge Jesus) e conta com valores interessantes, como o goleiro Rui Patrício, os meias William Carvalho e Adrien Silva e o centroavante holandês Bas Dost para ser campeão nacional pela primeira vez desde 2002.

CAMPEONATO HOLANDÊS
Palpite: Feyenoord
Ao contrário do PSV e Ajax, que sempre escalam times repletos de jovens, o Feyenoord conta com um elenco mais rodado e experimentado. Some-se a isso a confiança adquirida pelo fim do tabu de 18 anos sem conquistar o título holandês e temos um favorito ao bicampeonato. A equipe de Roterdã perdeu um ou outro jogador importante, como o zagueiro Kongolo e o lateral direito Karsdorp, mas conseguiu manter a base vencedora.


Mais de Opinião

– O mercado da bola perdeu o juízo: Neymar não vale R$ 821 milhões
– O que Guardiola viu em Danilo para buscá-lo no banco do Real Madrid?
– Após férias, Libertadores dá início à fase final. E ainda não tem favorito
– Árbitro de vídeo passa em teste, mas não livra apito de erros e polêmicas


Novo rico e o adeus de Buffon: 7 motivos para acompanhar o Italiano
Comentários Comente

Rafael Reis

O Campeonato Italiano possui uma legião de fãs no Brasil, muitos deles de longa data, do começo dos anos 1990, quando os jogos passavam na Band e era a única liga nacional estrangeira transmitida em TV aberta para todo o país.

Mas até os mais fanáticos apreciadores do calcio sabem que o outrora maior campeonato do planeta está devendo já há algumas temporadas.

Só que essa situação pode estar prestes a mudar. O crescimento da Juventus no cenário europeu, as contratações milionárias do Milan e o trabalho sólido feito pelo Napoli deram um gás novo para a competição, que promete ser bem mais emocionante que nos últimos anos.

Conheça abaixo sete motivos para acompanhar a temporada 2017/18 do Campeonato Italiano, que começa neste sábado com duas partidas (Juventus x Cagliari e Hellas Verona x Napoli):

NOVO MILAN

Cento e oitenta cinco milhões de euros (R$ 703 milhões) em reforços. Foi esse o valor que os novos donos do Milan investiram para transformar um time que não sobe ao pódio do Italiano desde 2013 em um candidato a acabar com a hegemonia da Juventus no campeonato. Entre as principais contratações dos rossoneri, destaque para o zagueiro Leonardo Bonucci, ex-Juve e novo capitão do time, e para o centroavante português André Silva, revelação do Porto na temporada passada.

O ADEUS DE GIGI

A não ser que mude radicalmente de planos, a temporada 2017/18 deve marcar a despedida de um dos maiores goleiros da história, Gianluigi Buffon. O arqueiro de 39 anos tem contrato com a Juventus até junho e já afirmou que pretende deixar o futebol profissional depois de disputar a sexta Copa do Mundo de sua carreira. Gigi estreou no Italiano em novembro de 1995, ainda pelo Parma, e defende a meta da atual vice-campeã europeia desde 2001.

A VIDA PÓS-TOTTI

Pela primeira vez em 24 anos, a Roma não terá em seu elenco Francesco Totti. O maior ídolo da história do clube da capital e um dos ícones do futebol italiano se aposentou no fim da última temporada, aos 40 anos. Em homenagem ao astro, a Roma decidiu tirar de circulação sua camisa 10, vestida por Totti durante a maior parte da carreira. O veterano volante Daniele de Rossi herdou a braçadeira de capitão.

A CHANCE DE ALISSON

Criticado por ser titular da seleção mesmo esquentando o banco na Roma durante a última temporada, Alisson terá sua chance de ouro a partir desde fim de semana. Com a ida do polonês Szczesny para a Juventus, o brasileiro deve começar a temporada como titular. O também polonês Lukasz Skorupski (ex-Empoli) e o veterano romeno Bogdan Lobont são os outros goleiros do elenco romano.

O FENÔMENO MERTENS

Dries Mertens era só mais um coadjuvante da aclamada geração belga enquanto jogava como atacante pelos lados de campo. Mas bastou Maurizio Sarri improvisar esse baixinho habilidoso de 1,69 m no comando de ataque do Napoli para o Campeonato Italiano ganhar um novo craque. Mertens fez 34 gols em 46 partidas na temporada passada e virou a maior esperança napolitana de ir além do vice-campeonato obtido em dois dos últimos cinco anos.

O FANTASMA DE BELOTTI

A história italiana é repleta de de atacantes que despontaram como candidatos a figurões do futebol mundial e jamais conseguiram concretizar esse rótulo, como Alberto Gilardino e Ciro Immobile. A bola da vez é Andrea Belotti. Terceiro colocado na artilharia do último Campeonato Italiano, o camisa 9 do Torino entrou na lista de compras de vários clubes, como Chelsea e Milan, mas, pelo menos por enquanto, continua em Turim. Resta saber se será o goleador de uma só temporada ou se conseguirá superar essa “maldição”.

O QUE A INTER QUER?

Último time italiano a vencer a Liga dos Campeões, a Inter parece meio sem saber o que fazer para voltar a ser competitiva. Depois de gastar horrores na temporada passada e não ver resultado dentro de campo, o clube optou neste mercado por fazer contratações daquelas que não empolgam muito o torcedor. Seu reforço mais caro é o volante uruguaio Matías Vecino, tirado da Fiorentina.


Mais de Clubes

– Disputa é pela artilharia: 7 motivos para acompanhar o Campeonato Alemão
– Sem Neymar, mas com Messi e Ronaldo: 7 motivos para acompanhar o Espanhol
– Antes de ganhar o mundo, São Paulo de Telê goleou Barça e Real Madrid
– Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês


Mesmo com tropeços, arrancada do Corinthians supera Bayern e Juventus
Comentários Comente

Rafael Reis

Apesar de ter tropeçado nas duas últimas rodadas, a campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro-2017 ainda é digna das dos campeões das principais ligas nacionais europeias na última temporada.

O time dirigido por Fábio Carile, que empatou com Atlético-PR e Avaí nesta semana, somou 37 pontos em suas primeiras 15 apresentações na Série A deste ano.

A marca é superior às alcançadas por Juventus (36), Bayern de Munique (36) e Monaco (24), campeões italiano, alemão e francês, respectivamente, no mesmo período da competição que conquistaram.

Entre os vencedores das cinco principais ligas nacionais da Europa na última temporada, só o Chelsea, campeão inglês, e o Real Madrid, que levantou a taça na Espanha, tiveram um início de campeonato similar ao corintiano.

Os dois clubes também somaram 37 pontos nas primeiras 15 rodadas. O Real teve uma campanha idêntica à do Corinthians, com 11 vitórias e quatro empates. Já o Chelsea ganhou 12 vezes, empatou uma e sofreu duas derrotas.

O líder do Brasileiro supera todos os principais campeões do Velho Continente em um quesito: a defesa. O time alvinegro sofreu apenas sete gols até o momento. Quem mais se aproxima desse desempenho é o Bayern, vazado nove vezes nas 15 rodadas iniciais da Bundesliga.

Já o ataque corintiano tem números praticamente inexpressivos na comparação com os grandes clubes do planeta. Foram 25 gols marcados na Série A. Com o mesmo número de jogos em suas ligas, o Real já havia colocado 40 bolas nas redes, e o Monaco, 44.

O desafio do Corinthians agora é não “sentir” os últimos tropeços e conseguir manter um aproveitamento próximo aos 82,2% dos pontos disputados que ostenta agora até o fim do campeonato, marca que certamente lhe dará o título.

Entre os cinco campeões analisados, o único que conseguiu ficar acima dessa faixa foi o Monaco, que obteve 83,3% dos pontos possíveis no Francês. Real Madrid e Chelsea tiveram aproveitamentos de 81,6%. O Bayern venceu o Alemão com 80,4%. E a Juve faturou o Italiano com 78,8% dos pontos que disputou.

A melhor campanha da história do Brasileiro de pontos corridos foi conquistada justamente em 2003, primeiro ano desse formato de disputa. Na ocasião, o Cruzeiro se sagrou campeão nacional com 100 pontos e aproveitamento de 72,5%.

Ou seja, o Corinthians de 2017 ainda está muito acima do melhor campeão brasileiro da história recente. Apesar dos seus recentes tropeços.


Mais de Clubes

– São Paulo entra no top 10 de maiores vendedores da atual janela; veja a lista
– Champions começa com time de vilarejo de 867 pessoas e estádios minúsculos
– Janela já movimentou R$ 4,5 bi em transferências; Bundesliga lidera gastos
– Portugueses dominam ranking de clubes que mais faturam com venda de atletas


Mais Brasil e “novo Buffon”: saiba quem a Juve quer contratar para 2017/18
Comentários Comente

Rafael Reis

Goleada por 4 a 1 pelo Real Madrid na decisão da Liga dos Campeões, a Juventus planeja melhorar seu elenco para manter o domínio dentro da Itália e tentar na próxima temporada seu terceiro título europeu.

Com uma defesa bastante sólida e boas opções para o setor no futuro (Daniele Rugani e Mattia Caldara), a maior preocupação do clube italiano é aumentar o leque de opções do técnico Massimiliano Allegri para o meio-campo e o atacante.

É por isso que os maiores esforços do time de Turim no mercado de transferências devem ser para ampliar o número de jogadores de criação e conclusão de jogadas à disposição do seu treinador.

A Juve já assegurou as permanências do meia-atacante Juan Cuadrado e do zagueiro Medhi Benatia, que estavam no clube por empréstimo. Para manter o colombiano e o marroquino no elenco, o clube desembolsou 37 milhões de euros (R$ 135 milhões).

Outro negócio já fechado é a contratação do meia uruguaio Rodrigo Bentancur, 20, do Boca Juniors. Os italianos pagaram 10,5 milhões de euros (R$ 38,3 milhões) pelo jogador, mas ainda não sabem se irão aproveitá-lo de imediato ou emprestá-lo para outra equipe.

Quanto às baixas para a próxima temporada, a mais próxima de ser definida é a do goleiro brasileiro Neto, que cansou de ficar na reserva de Gianluigi Buffon e deve se mandar para o Napoli.

Os laterais Daniel Alves e Alex Sandro também estão em alta no mercado e podem receber polpudas propostas de transferências. Caso sejam negociados, a Juve deve correr atrás de peças de reposição.

Conheça abaixo os principais alvos da Juventus para a temporada 2017/18:

ATAQUE

A Juve quer um jogador experiente com características semelhantes às de Cuadrado para jogar pelo lado esquerdo do ataque, setor hoje ocupado pelo ex-centroavante Mario Mandzukic. E o brasileiro Douglas Costa, reserva no Bayern de Munique, é o número 1 dessa lista. O jogador, que também também interessa a Manchester United e Paris Saint-Germain, deve custar pelo menos 25 milhões de euros (R$ 91 milhões). Outro nome bastante próximo de ser anunciado, esse para ser reserva de Gonzalo Higuaín no comando de ataque, é o tcheco Patrick Schick, revelação da Sampdoria no último Campeonato Italiano.

MEIO-CAMPO

Douglas Costa não é o único atleta que anda meio esquecido no Bayern que pode pintar no elenco da Juventus na próxima temporada. O português Renato Sanches, que chegou cheio de moral a Munique um ano atrás, mas passou a maior parte do tempo no banco, também pode reforçar o elenco italiano. O negócio pode movimentar 45 milhões de euros (R$ 164 milhões). O plano B do clube de Turim para o setor é Fabinho, ex-lateral direito que se destacou no meio-campo com o camisa do Monaco na última temporada. E há ainda uma terceira opção, o volante alemão Emre Can, atualmente no Liverpool.

GOLEIRO

A um ano da provável aposentadoria do ídolo Buffon, a Juve já está preocupada com a sucessão da sua meta. Por isso, pensa em contratar imediatamente aquele que deve ser o substituto do italiano no gol alvinegro a partir de 2018. De acordo com a imprensa italiana, o favorito da diretoria para ocupar essa vaga é o polonês Wojciech Szczesny, que defendeu a Roma na última temporada, mas tem contrato com o Arsenal. A transação deve movimentar cerca de 16 milhões de euros (R$ 58 milhões).


Mais de Cidadãos do Mundo

Cristiano Ronaldo é só o 19º melhor do mundo? Para estatísticos, sim
Clube que revelou Dybala adia jogo para não competir com final da Champions
Por onde andam os jogadores do último título da Juventus na Champions?
5 destaques da fase de grupos da Libertadores para seu time contratar


Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
Comentários Comente

Rafael Reis

Ao ajudar o Real Madrid a conquistar pela 12ª vez o título da Liga dos Campeões da Europa, Cristiano Ronaldo não só praticamente garantiu a quinta Bola de Ouro de sua carreira, como também acabou com qualquer dúvida sobre o merecimento do prêmio.

Com a atuação decisiva sobre a Juventus e os dois gols na goleada por 4 a 1 deste sábado, o português se tornou quase uma unanimidade.

É difícil encontrar alguém que, neste momento, não considere o camisa 7 do Real o melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E essa foi a grande vitória individual de CR7 no Millenium Stadium, em Cardiff.

O português já era favorito ao prêmio mesmo antes de a bola rolar na decisão da Champions. Mas a temporada cheia de altos e baixos levantava uma dúvida: seria CR7 o principal candidato ao prêmio pelo futebol que estava apresentando ou pelos holofotes que o iluminam?

A reposta para aqueles que queriam ver a Bola de Ouro para Lionel Messi, o artilheiro do futebol europeu na temporada, ou para Gianluigi Buffon, o goleiro líder da Juventus, foi dada no mais alto estilo.

Desde 2010, quando Diego Milito brilhou no confronto entre Inter de Milão e Bayern de Munique, um jogador não marcava duas vezes na final do torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo venceu Buffon pela primeira vez em um tapa cheio de classe na bola que contou com um leve desvio em Bonucci. Foi o gol que abriu o marcador e começou a desenhar o destino da decisão.

Quando o Real já tinha um 2 a 1 no placar, o português tratou de sepultar as últimas esperanças da Juventus. Como um raio, o camisa 7 surgiu em velocidade dentro da área para escrever seu nome na história… mais uma vez.

Sim, Cristiano Ronaldo será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo e irá igualar o recorde do seu arquirrival, Messi. E, depois da decisão da Champions, não dá mais para questionar isso.


Mais de Opinião

– Por que o Brasil produz os melhores laterais da Champions (e do mundo)?
– Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
– Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
– A seleção brasileira já é a melhor do planeta?


Cristiano Ronaldo é só o 19º melhor do mundo? Para estatísticos, sim
Comentários Comente

Rafael Reis

Cristiano Ronaldo vai a campo neste sábado em busca do quarto título de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira e de uma quase certeza que será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

Mas, de acordo com os algoritmos do “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o astro do Real Madrid é o dono apenas do 19º melhor desempenho da atual temporada.

Segundo a ferramenta, o futebol mostrado por CR7 em 2016/17 é digno da nota 7,61. A avaliação é feita por uma inteligência artificial a partir da análise dos dados de cada atleta em incontáveis fundamentos, como gols, assistências, dribles e desarmes.

A média atual é a pior da carreira de Cristiano Ronaldo desde a chegada ao Real Madrid, em 2009. O português nunca fechou uma temporada com nota abaixo de 7,99 (2015/16).

Para as estatísticas do “Who Scored?”, o melhor jogador do planeta é o brasileiro Neymar (8,52), com pequena vantagem para o argentino Lionel Messi (8,47), seu companheiro no Barcelona. O espanhol Thiago Alcántara (8,28), do Bayern de Munique, completa o pódio.

Além do camisa 11 do Barça, outros dois brasileiros tiveram uma temporada melhor que CR7 na visão dos algoritmos que analisam o desempenho dos jogadores.

O lateral esquerdo Alex Sandro, da Juventus, adversária do Real na decisão deste sábado, tem 7,63 de média e aparece na 17ª colocação no ranking. O 18º é o meia-atacante Felipe Anderson, da Lazio, com 7,62.

Apesar da queda de desempenho apontada pela fria análise das estatísticas e das inteligências artificiais, Cristiano Ronaldo é o favorito para ganhar pela quinta vez o prêmio de melhor do mundo por ter sido o jogador mais decisivo da competição mais importante da temporada.

Dos dez gols anotou pelo português na atual edição da Champions, oito saíram na fase de mata-mata. CR7 marcou cinco vezes contra o Bayern de Munique, nas quartas de final, e mais três ante o Atlético de Madri, na semi.

Atuações que foram essenciais para colocar o Real frente a Juventus neste sábado, em Cardiff, e que, se não conquistaram os computadores do “Who Scored?”, certamente chamaram a atenção dos eleitores do prêmio.

OS 10 MELHORES DA TEMPORADA, SEGUNDO O “WHO SCORED?”

1 – Neymar (BRA/Barcelona) – 8,52
2 – Lionel Messi (ARG/Barcelona) – 8,47
3 – Thiago Alcántara (ESP/Bayern de Munique) – 8,28
4 – Edin Dzeko (BOS/Roma) – 7,85
5 – Arjen Robben (HOL/Bayern de Munique) – 7,82
6 – Eden Hazard (BEL/Chelsea) – 7,81
7 – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 7,81
8 – Dries Mertens (BEL/Napoli) – 7,76
9 – Alexis Sánchez (CHI/Arsenal) – 7,76
10 – Alejandro Gómez (ARG/Atalanta) – 7,75


Mais de Cidadãos do Mundo

Clube que revelou Dybala adia jogo para não competir com final da Champions
Por onde andam os jogadores do último título da Juventus na Champions?
5 destaques da fase de grupos da Libertadores para seu time contratar
Buffon largou casamento para viver com apresentador esportiva de TV


Herói ou vilão? 5 polêmicas que marcaram a carreira de Buffon
Comentários Comente

Rafael Reis

Cinco participações em Copas do Mundo, um título mundial, oito scudetti do Campeonato Italiano e 16 anos como titular da meta da Juventus. Não é à toa que Gianluigi Buffon é uma das principais atrações da final da Liga dos Campeões da Europa.

Mas um dos grandes ídolos do adversário deste sábado do Real Madrid pelo troféu mais cobiçado do futebol mundial na temporada 2016/17 também tem um outro lado. E ele está cheio de polêmicas.

Conheça abaixo cinco histórias que fazem com que Buffon não seja lembrado apenas como um dos melhores goleiros da história, mas também como um atleta de vida pessoal conturbada e atitudes pouco exemplares para seus milhares (ou milhões) de fãs espalhados pela Itália e por todo o planeta.

JOGATINA
Buffon cativou durante anos o hábito de apostar em resultados de partida de futebol, um problema em um país marcado por escândalos de manipulação de resultados. Sua participação na máfia que fabricava placares no Campeonato Italiano chegou inclusive a ser investigada pela polícia. O goleiro só escapou de punição porque conseguiu provar que jamais havia posto dinheiro na previsão de placares de partidas do próprio time e nem feito apostas depois de 2005, quando a prática foi criminalizada para jogadores de futebol.

EXTREMA-DIREITA
Apesar de sempre negar ter inclinações políticas radicais, Buffon foi visto no início da carreira como simpatizante de regimes de extrema-direita, como nazismo e fascismo. Isso porque o goleiro costumava usar no Parma o número 88, considerado uma apologia a “Heil Hitler”, a saudação feita pelos alemães a Adolf Hitler. Além disso, em 1999, Buffon apareceu com uma camiseta estampada com a frase “Boia chi Molla” (algo como “Quem desiste é um assassino dos seus próprios companheiros”), usada pelo exército de Benito Mussolini durante o regime fascista e a Segunda Guerra Mundial.

CIGARRO
O goleiro faz parte de uma numerosa lista de jogadores de futebol que mantêm um hábito que pouco tem a ver com a vida saudável de um esportista de alto nível. Assim como Zidane, Ronaldo e vários outros, Buffon é fumante. O astro da Juventus nunca negou o vício, mas sempre alegou que só acende seu cigarro quando está de folga. No entanto, o atacante Pablo Daniel Osvaldo, seu ex-companheiro de seleção, já afirmou que já fumou ao lado do goleiro no vestiário da Azzurra.

INFIEL
Buffon fez a alegria dos paraparazzi italianos pouco antes da Copa-2014, quando surgiu o rumor de que ele estava tendo uma relação extraconjugal com a apresentadora esportiva Ilaria D’Amico. Meses mais tarde, o goleiro anunciou o fim do seu casamento com a modelo e atriz tcheca Alena Seredova, mãe dos seus dois primeiros filhos, e assumiu o namoro com a apresentadora da TV, ao lado de quem vive até hoje.

ABRAÇO
Essa polêmica é mais recente, do início do ano. Após a vitória por 2 a 0 da Juventus sobre a Lazio, o goleiro, todo sorridente, deu um caloroso abraço no árbitro Paolo Tagliavento. A cena provocou questionamentos na Itália devido à relação histórica de promiscuidade entre a Juve e a arbitragem italiana – uma das acusações que levaram o clube a ser rebaixado para a segunda divisão em 2006 era a de influenciar as escalações de juízes “favoráveis” para suas partidas.


Mais de Cidadãos do Mundo

Clube que revelou Dybala adia jogo para não competir com final da Champions
Por onde andam os jogadores do último título da Juventus na Champions?
5 destaques da fase de grupos da Libertadores para seu time contratar
Buffon largou casamento para viver com apresentador esportiva de TV


Clube que revelou Dybala adia jogo para não competir com final da Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

A final da Liga dos Campeões da Europa, entre Juventus e Real Madrid, neste sábado, em Cardiff (País de Gales), alterou a tabela da segunda divisão do Campeonato Argentino.

A decisão foi tomada pela AFA (Associação de Futebol da Argentina) a pedido do Instituto de Córdoba, clube que revelou o atacante Paulo Dybala, uma das estrelas da Juve, e que não queria que seu torcedor tivesse de escolher entre o filho ilustre e o time de coração.

Inicialmente, o Instituto entraria em campo para enfrentar o Central Córdoba, pela 36ª rodada da Primeira B Nacional, às 17h (de Brasília), em pleno segundo tempo da decisão da competição europeia, que terá pontapé inicial às 15h45.

Com a mudança, o início do jogo na Argentina foi adiado para as 19h. Assim, os torcedores que viram de perto Dybala surgir e despontar como promessa de craque poderão acompanhar na íntegra a partida mais importante da carreira do garoto de 23 anos, mesmo que ela vá para a prorrogação ou para os pênaltis.

Natural de Laguna Larga, uma cidade com menos de 8 mil habitantes localizada a 55 km de Córdoba, o hoje astro da Juventus chegou às categorias de base do Instituto quando tinha dez anos e permaneceu no clube até 2011.

Apesar de ter feito apenas 40 jogos pelo Instituto e nunca ter saído da segunda divisão argentina, o atacante conseguiu colocar seu nome na história do clube.

É que sua venda para o Palermo (12 milhões de euros ou R$ 43,8 milhões, na cotação atual) foi a maior da história do time de Córdoba.

Antes de ir embora para a Europa, Dybala igualou a marca história de Mario Kempes, artilheiro da Copa do Mundo-1978 e outra das crias das categorias de base do clube. Ambos anotaram sete gols em suas primeiras dez partidas pelo Instituto quando tinham somente 17 anos de idade.

Neto de um refugiado polonês que encontrou abrigo na Argentina durante a 2ª Guerra Mundial, o atacante está na Juventus desde 2015. Na atual temporada, marcou 19 gols em 47 partidas e é o vice-artilheiro do time, atrás apenas de Gonzalo Higuaín, que empurrou 32 bolas para as redes.

Na Champions, Dybala foi decisivo no confronto com o Barcelona, pelas quartas de final. O argentino marcou duas vezes na vitória por 3 a 0 na partida de ida, em Turim, que encaminhou a classificação italiana para a semi.


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores do último título da Juventus na Champions?
5 destaques da fase de grupos da Libertadores para seu time contratar
Buffon largou casamento para viver com apresentador esportiva de TV
7 aspirantes a craque para acompanhar de perto no Mundial sub-20


Por onde andam os jogadores do último título da Juventus na Champions?
Comentários Comente

Rafael Reis

Vinte e um ano atrás, a Juventus conseguiu o mesmo feito que espera atingir no próximo sábado: evitar que seu adversário conquiste pela segunda temporada consecutiva a Liga dos Campeões da Europa e, de quebra, levar para a casa a mais cobiçada taça do futebol mundial.

Se o rival desta semana é o Real Madrid, o do dia 22 de maio de 1996 era o Ajax, um timaço recheado por estrelas do porte de Van der Sar, Frank de Boer, Edgard Davids, Kwankwo Kanu e Patrick Kluivert.

O segundo título da Juventus na história da Champions foi decidido nos pênaltis, 4 a 2, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

Conheça abaixo os paradeiros dos jogadores que ajudaram a Juve a se sagrar campeã europeia pela última vez… pelo menos, até sábado.

POR ONDE ANDA – JUVENTUS (1996)

Angelo Peruzzi (47 anos)Herói da decisão, defendeu os pênaltis cobrados por Davids e Silooy. Campeão mundial com a Itália em 2006, o ex-goleiro trabalhou na comissão técnica da seleção depois da aposentadoria dos gramados e também passou pela Sampdoria. Desde o meio do ano passado, é diretor de futebol da Lazio, último clube em que atuou profissionalmente.

Moreno Torricelli (47 anos)Lateral de pouco brilho, mas muita dedicação, deixou a Juventus dois anos após a conquista e jogou até 2005. Depois de trabalhar sem muito sucesso como treinador de equipes de divisões inferiores, Torricelli se dedica atualmente a escolinhas de futebol.

Pietro Vierchowood (58 anos)Veterano da conquista italiana na Copa-1982, o ex-zagueiro se despediu da Juventus justamente no confronto com o Ajax. Vierchowood ainda atuou no Milan e no Piacenza até se aposentar, em 2000. Como treinador, passou por Catania, na Fiorentina e na Triestina. Seu último trabalho foi em 2014, na Hungria, onde dirigiu durante quatro meses o lendário Honved.

Ciro Ferrara (50 anos)O ex-zagueiro que passou 11 anos vestindo a camisa da Juventus parecia ser até pouco tempo atrás um dos mais promissores técnicos da nova geração italiana. Assistente de Marcello Lippi na conquista da Copa-2006, Ferrara também fez bem um belo trabalho na seleção sub-21 da Itália e passou pelos bancos de Juve e Sampdoria. Mas sua carreira desandou e, em março, ele foi demitido do Wuhan Zall, da segunda divisão chinesa.

Gianluca Pessotto (46 anos)Apelidado de “Professor” pela torcida juventina, passou a maior parte da carreira em Turim. Em 2006, semanas depois de sua aposentadoria e em meio ao escândalo de corrupção que levou a Juve ao rebaixamento, sobreviveu a uma queda de 15 metros de altura, que foi classificada como tentativa de suicídio. Desde que se recuperou do incidente, Pessotto trabalha nas categorias de base do clube. Atualmente, é o diretor do setor de formação de jogadores.

Paulo Sousa (46 anos) – Integrante da geração de Luís Figo e Rui Costa, que recolocou Portugal no mapa do futebol mundial, o ex-volante é um treinador com carreira consolidada. Paulo Sousa já foi campeão como técnico na Hungria, em Israel e na Suíça. Desde 2015, dirige a Fiorentina, sua primeira experiência no banco de reservas no futebol italiano.

Antonio Conte (47 anos) – Um dos treinadores do momento no futebol europeu, acaba de ser campeão inglês pelo Chelsea e é o principal responsável pelo resgate do esquema com três zagueiros, outra vez na moda no Velho Continente. Jogou por 13 anos no meio-campo da Juventus e trabalhou durante três temporadas como técnico do clube, entre 2011 e 2014. Conte também dirigiu a seleção italiana na última Eurocopa.

Didier Deschamps (48 anos) – Companheiro de Conte na criação das jogadas da Juventus de 1996, o francês também dirigiu a “Velha Senhora” e tem feito sucesso como treinador. Deschamps é o comandante da França desde 2012 e foi vice-campeão europeu no ano passado. Antes, dirigiu Monaco, Olympique de Marselha e foi o comandante da Juve no retorno à Série A italiana, em 2007.

Fabrizio Ravanelli (48 anos) – Famoso pelos precoces cabelos grisalhos que exibia quando jogador, o autor do gol que abriu o placar da final da Liga dos Campeões trabalhou como comentarista de futebol na Itália, dirigiu equipes de base da Juventus e está desempregado desde 2013, quando fracassou como treinador do Ajaccio, da França.

Gianluca Vialli (52 anos) – O homem que levantou a segunda Champions da história da Juventus até tentou uma carreira como técnico. Em 1998/99, sua última temporada antes da aposentadoria, foi jogador-treinador do Chelsea e se tornou o primeiro italiano a dirigir um time na Premier League. Na sequência, dirigiu o Watford. Em meados dos anos 2000, mudou novamente de carreira. Vialli lançou um livro e se tornou comentarista de futebol da Sky Italia.

Alessandro del Piero (42 anos) – Um dos maiores ídolos da história da Juventus, era um garoto em início de carreira na final contra o Ajax. Aposentado desde 2014, dois anos depois de deixar o clube de Turim, Del Piero hoje disputa partidas de veteranos e trabalha como comentarista para a Sky Italia.

Vladimir Jugovic (47 anos) – Primeiro reserva usado por Marcello Lippi na final, substituiu Conte ainda antes do intervalo. O ex-meia, que fez parte de uma ótima geração da Iugoslávia nos anos 1990, hoje trabalha com prospecção de jovens jogadores e também é comentarista de TV.

Angelo di Livio (50 anos) – Meia da seleção italiana em duas Copas do Mundo (1998 e 2002), trabalhou nas categorias de base da Roma, clube onde iniciou a carreira, e é garoto-propaganda e embaixador de uma casa de apostas esportivas online austríaca.

Michele Padovano (50 anos) – Possivelmente o jogador menos conhecido entre todos os usados pela Juventus na decisão da Champions, o ex-atacante foi parar atrás das grades em 2006. Padovano foi condenado a oito anos de prisão por tráfico de drogas.

Marcello Lippi (69 anos) – O homem que levou a Juve ao título europeu foi também o comandante da Azzurra na conquista da Copa do Mundo de 2006. Lippi deixou a seleção italiana logo após o tetra, mas retornou dois anos depois e dirigiu a equipe na Copa-2010. Passou também pelo Guangzhou Evergrande, hoje nas mãos de Luiz Felipe Scolari, até ser contratado no ano passado para tentar levar a China ao Mundial da Rússia.


Mais de Cidadãos do Mundo

5 destaques da fase de grupos da Libertadores para seu time contratar
Por onde andam os jogadores do Real que impediu Mundial do Vasco em 1998?
Buffon largou casamento para viver com apresentador esportiva de TV
7 aspirantes a craque para acompanhar de perto no Mundial sub-20


Real e Juve gastaram R$ 3,8 bi para montar elencos finalistas da Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Adversários na decisão da Liga dos Campeões da Europa, Real Madrid e Juventus levarão 1,05 bilhão de euros (R$ 3,8 bilhões) ao gramado do Millennium Stadium, em Cardiff, no próximo sábado.

É essa a soma dos investimentos em contratações feitos pelos dois melhores clubes da Europa na temporada 2016/17 para montar seus elencos atuais.

O Real, atual campeão e candidato a se tornar o primeiro time a emendar dois títulos de Champions em 27 anos, gastou mais.

Foram 624 milhões de euros (quase R$ 2,3 bilhões) torrados na chegada de 21 reforços –o restante do grupo dirigido por Zinédine Zidane foi formado em casa e não exigiu compra de direitos econômicos.

Três dos dez jogadores mais caros da história fazem parte do bilionário elenco espanhol: o galês Gareth Bale é o segundo colocado no ranking, o português Cristiano Ronaldo é o terceiro e o colombiano James Rodríguez, um reserva luxo do banco merengue, ocupa o oitavo lugar.

A Juventus, que busca o terceiro título europeu de sua história e o fim de um tabu de 21 anos sem a mais cobiçada taça do futebol mundial, pode até ter gasto menos que o Real. Mas isso não significa que seu investimento tenha sido modesto.

Para montar o elenco mais poderoso da Itália e um dos mais temidos do continente, o clube de Turim abriu os cofres e investiu mais de 424 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,5 bilhão).

A Juve também conta com um top 10 das maiores transferências do futebol mundial em todos os tempos: o centroavante argentino Gonzalo Higuaín, quarto colocado no ranking.

Além disso, conta com o goleiro mais caro da história, o capitão e ídolo Gianluigi Buffon, que foi contratado 16 anos atrás por quase 53 milhões de euros (R$ 193 milhões, na conversão atual).

O gasto da Juventus na montagem do seu elenco só não foi maior porque o clube soube aproveitar algumas situações de pechincha no mercado para captar bons jogadores.

O lateral direito brasileiro Daniel Alves e o meia alemão Sami Khedira, dois dos principais nomes do time dirigido por Massimiliano Allegri, chegaram a Turim depois de ficarem sem contrato no Barcelona e no Real Madrid, respectivamente. Ou seja, foram contratações que não obrigaram a Juve a colocar a mão no bolso para pagar por direitos econômicos.

5 REFORÇOS MAIS CAROS DO ELENCO DO REAL MADRID
1º – Gareth Bale – 101 milhões de euros, em 2013
2º – Cristiano Ronaldo – 94 milhões de euros, em 2009
3º – James Rodríguez – 75 milhões de euros, em 2014
4º – Karim Benzema – 35 milhões de euros, em 2009
5º – Danilo – 31,5 milhões de euros, em 2015

5 REFORÇOS MAIS CAROS DO ELENCO DA
1º – Gonzalo Higuaín – 90 milhões de euros, em 2016
2º – Gianluigi Buffon – 52,9 milhões de euros, em 2001
3º – Paulo Dybala – 40 milhões de euros, em 2015
4º – Miralem Pjanic – 32 milhões de euros, em 2016
5º – Alex Sandro, 26 milhões de euros, em 2015


Mais de Clubes

Como o Ajax faturou R$ 1,5 bilhão em 15 anos só com venda de jogadores
– Rival do Real vai levar 1 mi de euros se não vencer jogo do título espanhol
– Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
– 9 times que disputam campeonatos nacionais fora dos seus países