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Conheça os reforços mais caros da história dos grandes clubes da Europa
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Rafael Reis

Para tirar Cristiano Ronaldo do Real Madrid depois de nove temporadas, a Juventus gastou como nunca em sua história. O astro português, eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo, custou nada menos que 117 milhões de euros (R$ 528,7 milhões).

A quebra do recorde de maior contratação de todos os tempos não é exclusividade da atual heptacampeã italiana.

Em um Mercado da Bola inflacionado como o atual, boa parte dos principais clubes do planeta realizaram a transferência mais cara de duas existências ao longo dos últimos dois anos.

Além da Juve, Barcelona, Liverpool, Atlético de Madri e Arsenal quebraram seus recordes particulares já neste ano. Paris Saint-Germain, Chelsea, Milan, Bayern, Tottenham e Porto estabeleceram as marcas históricas em 2017.

Recordes de contratação antigos, como o da Inter de Milão (Christian Vieri), estabelecido ainda no século passado, viraram raridade e exclusividade de mercados que enfrentaram crises financeiras nos últimos anos, caso da Itália.

Apresentamos abaixo qual é a contratação mais cara de todos os tempos dos principais clubes do futebol europeu.

REFORÇOS MAIS CAROS DA HISTÓRIA DE CADA CLUBE:

Paris Saint-Germain (FRA): Neymar (BRA/2017): 222 milhões de euros
Barcelona (ESP): Philippe Coutinho (BRA/2018): 160 milhões
Juventus (ITA): Cristiano Ronaldo (POR/2018): 117 milhões
Manchester United (ING): Paul Pogba (FRA/2016): 105 milhões
Real Madrid (ESP): Gareth Bale (GAL/2013): 101 milhões
Liverpool (ING): Virgil van Dijk (HOL/2018): 78,8 milhões
Manchester City (ING): Kevin de Bruyne (BEL/2015): 76 milhões
Atlético de Madri (ESP): Thomas Lemar (FRA/2018): 70 milhões
Chelsea (ING): Álvaro Morata (ESP/2017): 66 milhões
Arsenal (ING): Pierre-Emerick Aubameyang (GAB/2018): 63,8 milhões
Inter de Milão (ITA): Christian Vieri (ITA/1999): 46,5 milhões
Monaco (FRA): James Rodríguez (COL/2013): 45 milhões
Milan (ITA): Leonardo Bonucci (ITA/2017): 42 milhões
Bayern (ALE): Corentin Tolisso (FRA/2017): 41,5 milhões
Tottenham (ING): Davinson Sánchez (COL/2017): 40 milhões
Napoli (ITA): Gonzalo Higuaín (ARG/2013): 39 milhões
Roma (ITA): Gabriel Batistuta (ARG/2000): 36,2 milhões
Borussia Dortmund (ALE): André Schürrle (ALE/2016): 30 milhões
Benfica (POR): Raúl Jiménez (MEX/2015): 22 milhões
Porto (POR): Óliver Torres (ESP/2017): 20 milhões
Sporting (POR): Bas Dost (HOL/2016): 11,9 milhões


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Novo lar de CR7 investe R$ 1 bi em reforços; veja os 10 clubes mais gastões
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Rafael Reis

Responsável por tirar Cristiano Ronaldo do Real Madrid, a Juventus é o clube de todo o planeta que mais investiu em reforços até o momento na janela de transferências para a temporada 2018/19.

A atual heptacampeã italiana já gastou 221,9 milhões de euros (R$ 1 bilhão) na aquisição de novos jogadores para tentar voltar a conquistar a Liga dos Campeões da Europa depois de 23 anos.

A maior parte desse dinheiro (117 milhões de euros, ou R$ 530 milhões) foi torrada com a chegada de apenas um jogador, Cristiano Ronaldo, a contratação mais cara da história do clube de Turim.

Além do português pentacampeão do prêmio de melhor do mundo, a Juve contratou o goleiro italiano Mattia Perin (Genoa), o lateral direito português João Cancelo (Inter de Milão) e o meia alemão Emre Can (Liverpool), além de alguns garotos que devem ser emprestados a equipes menores.

A “Velha Senhora” também precisou abrir a carteira para manter Douglas Costa no elenco. O atacante foi emprestado pelo Bayern de Munique na temporada passada e só vai permanecer na Itália porque o clube aceitou pagar os 40 milhões de euros (R$ 180 milhões) de sua cláusula de compra.

O segundo colocado no ranking de clubes mais gastões do Mercado da Bola na atual janela de transferências é o Paris Saint-Germain, justamente o destino de Gianluigi Buffon, goleiro que era capitão e ídolo da Juve até a última temporada.

O PSG não precisou pagar nada pelos direitos econômicos do seu novo arqueiro. Em compensação, investiu 180 milhões de euros (R$ 813,9 milhões) para ter Kylian Mbappé, campeão da Copa-2018 com a seleção francesa.

A transferência do Monaco foi acordada ainda na temporada passada, e o atacante inclusive defendeu a equipe da capital francesa por empréstimo em 2017/18. Mas o negócio final só foi concretizado no início deste mês devido às regras do fair play financeiro.

Liverpool, Roma e West Ham, clube inglês que contratou o meia brasileiro Felipe Anderson, destaque da Lazio, nos últimos anos, completam o top 5 de times de maior investimento no Mercado da Bola.

A atual janela de transferências já movimentou 3,4 bilhões de euros (R$ 15,4 bilhões), o equivalente a 66,7% dos 5,1 bilhões de euros (R$ 23 bilhões) de julho e agosto do ano passado –período que quebrou todos os recordes históricos em transações de jogadores.

OS 10 CLUBES MAIS GASTÕES DA TEMPORADA 2018/19
1º – Juventus (ITA) – 221,9 milhões de euros
2º – Paris Saint-Germain (FRA) – 180 milhões
3º – Liverpool (ING) – 124,7 milhões
4º –  Roma (ITA) – 101,5 milhões
5º – West Ham (ING) – 95 milhões
6º – Atlético de Madri (ESP) – 91 milhões
7º – Real Madrid (ESP) – 89,3 milhões
8º – Napoli (ITA) – 84 milhões
9º – Manchester United (ING) – 82,7 milhões
10º – Arsenal (ING) – 79 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA, Paris Saint-Germain) – 180 milhões
2º – Cristiano Ronaldo (POR, Juventus) – 117 milhões
3º – Thomas Lemar (FRA, Atlético de Madri) – 70 milhões
4º – Riyad Mahrez (ALG, Manchester City) – 67,8 milhões
5º – Naby Keita (GUI, Liverpool) – 60 milhões
6º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
7º – Jorginho (ITA, Chelsea) – 57 milhões
8º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 50 milhões
9º – Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
10º – João Cancelo (POR, Juventus ) – 40,4 milhões
TOTAL: 3,4 bilhões de euros

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões de euros
2º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 50 milhões de euros
3º – Vinícius Jr. (BRA, Flamengo) – 45 milhões
4º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
5º – Felipe Anderson (BRA, West Ham) – 38 milhões
6º – Arthur (BRA, Grêmio) – 31 milhões
7º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 18,5 milhões
8º – Matheus Cunha (BRA, RB Leipzig) – 15 milhões
9º – Bernardo (BRA, Brighton) – 10 milhões
Danilo (BRA, Nice) – 10 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2018/19
1º – Monaco (FRA) – 329 milhões
2º – Real Madrid (ESP) – 132,5 milhões
3º – Napoli (ITA) – 86 milhões
4º – RB Leipzig (ALE) – 72,8 milhões
5º – Inter de Milão (ITA) – 72,7 milhões
6º – Leicester (ING) – 67,8 milhões
7º – Porto (POR) – 65 milhões
8º – Paris Saint-Germain (FRA) – 64 milhões
9º – Roma (ITA) – 59,3 milhões
10º – Shakhtar Donetsk (UCR) – 59 milhões

AS 10 LIGAS MAIS GASTONAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Campeonato Inglês – 826,9 milhões de euros
2º – Campeonato Italiano – 819,7 milhões
3º – Campeonato Espanhol – 517,5 milhões
4º – Campeonato Alemão – 371,1 milhões
5º – Campeonato Francês – 328 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 93,2 milhões
7º – Campeonato Chinês – 55,2 milhões
Campeonato Holandês – 55,2 milhões
9º – Campeonato Português –54,6 milhões
10º – Campeonato Belga – 54,5 milhões


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Só Neymar movimentou mais dinheiro que CR7 em transferências na história
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Rafael Reis

Anunciado na última terça-feira como reforço da Juventus para as próximas quatro temporadas, Cristiano Ronaldo se tornou o segundo jogador da história do futebol que mais movimentou dinheiro em mudanças de clube.

Com os 105 milhões de euros (R$ 406 milhões) pagos ao clube italiano ao Real Madrid, o atacante português de 33 anos soma agora 218 milhões de euros (mais de R$ 990 milhões) em transferências acumuladas durante a carreira. Os dados são do Transfermarkt.

CR7 só movimentou menos dinheiro no Mercado da Bola que Neymar. O brasileiro, o jogador mais caro de todos os tempos, fez girar 310,2 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão) nas suas mudanças do Santos para Barcelona e, posteriormente, Paris Saint-Germain.

No caso de Cristiano Ronaldo, a transferência para a Juventus é sua terceira mudança de endereço desde que se tornou profissional.

O português estreou pelo Sporting aos 17 anos e permaneceu por lá apenas por uma temporada. Em 2003, foi contratado pelo Manchester United por 19 milhões de euros (R$ 86,3 milhões, na cotação atual) com a missão de ser o substituto de David Beckham, transferido para o Real.

Ronaldo seguiu o mesmo caminho e também se mandou para Madri, mas só depois de seis anos, três títulos ingleses, uma Liga dos Campeões e um prêmio de melhor jogador do mundo com a consagrada camisa 7 vermelha.

Para tirar o astro de Manchester, o Real teve desembolsar em 2009 uma quantia que jamais havia sido paga por um atleta de futebol: 94 milhões de euros (R$ 409 milhões). O valor permaneceu como recorde até 2013, quando o clube espanhol gastou 101 milhões de euros (R$ 459 milhões) para ter o galês Gareth Bale.

Em nove temporadas na Espanha, Ronaldo se tornou um dos nomes mais vencedores da história do Real e o maior artilheiro do clube em todos os tempos. Foram 451 gols em 438 partidas, além de quatro títulos de Champions e outras quatro vitórias na eleição de melhor do planeta.

Com o valor de mercado já reduzido devido à idade elevada, o português não teve mais como protagonizar uma transferência na casa dos 222 milhões de euros (R$ 1 bilhão), como a de Neymar para o PSG na última temporada.

No entanto, a ida para a Juventus faz de CR7 o primeiro trintão a ter uma negociação na casa dos 100 milhões de euros.

Antes dele, o veterano mais caro da história havia sido o zagueiro italiano Leonardo Bonucci, comprado pelo Milan na temporada passada, quando tinha 30 anos, por 42 milhões de euros (R$ 190,8 milhões).

JOGADORES QUE MAIS MOVIMENTARAM GRANA EM TRANSFERÊNCIAS

1 – Neymar (BRA) – 310,2 milhões de euros
2 – Cristiano Ronaldo (POR) – 218 milhões
3 – Kylian Mbappé (FRA) – 180 milhões
4 – Ángel di María (ARG) – 179 milhões
5 – Zlatan Ibrahimovic (SUE) – 169,1 milhões
6 – Philippe Coutinho (BRA) – 141,8 milhões
7 – Gonzalo Higuaín (ARG) – 141 milhões
8 – James Rodríguez (COL) – 140,6 milhões
9 – Romelu Lukaku (BEL) – 138,6 milhões
10 – Ousmane Dembélé (FRA) – 130 milhões

Fonte: Transfermarkt

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Nacionais da Europa ficaram tão chatos quanto os Estaduais brasileiros
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Rafael Reis

A Juventus precisa de apenas um empate contra a Roma, no domingo, para sacramentar, com uma rodada de antecedência, o sétimo título italiano consecutivo.

O Bayern faturou o Campeonato Alemão pelo sexto ano seguido há mais de um mês. Manchester City e Paris Saint-Germain conquistaram seus títulos nacionais há 25 dias. Barcelona e Porto também já levantaram os canecos das ligas espanhola e portuguesa, respectivamente.

Isso significa que nenhum dos seis principais campeonatos nacionais da Europa deve chegar à rodada final com a disputa pelo título ainda indefinida. E, para piorar, todos eles tiveram (ou terão) campeões bastante previsíveis.

É essa a realidade que transformou as mais importantes ligas nacionais do Velho Continentes em versões endinheiradas dos nossos velhos Campeonatos Estaduais: competições chatas, arrastadas e com pouco espaço para as surpresas.

Tudo bem que vez ou outra surge um Leicester (campeão inglês de 2014/15) ou um Monaco (vitorioso na França em 2016/17). Mas são exceções cada vez mais raras que comprovam a regra da monotonia que reina nesses torneios.

Uma simples análise histórica mostra como os grandes campeonatos europeus têm ficado menos suscetíveis a zebras.

Entre 1999 e 2008, o Campeonato Espanhol teve quatro campeões (Barcelona, Real Madrid, Valencia e La Coruña) e oito times diferentes ocupando as três primeiras posições de uma determinada temporada.

Nos últimos dez anos, foram apenas três campeões (Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madri), sendo que o Barça faturou sete títulos. O número de equipes que subiram ao pódio caiu para cinco. E nas últimas cinco temporadas (seis com a atual), o trio de grandes ocupou os três primeiros postos da classificação final.

Em maior ou menor intensidade, esse cenário também aconteceu na Itália, na Inglaterra, na Alemanha, na França e em Portugal…

O culpado desse processo que tornou entediante os Nacionais é velho conhecido dos fãs do futebol europeu: a concentração de receitas em um número cada vez menor de mãos, o que fez com que os grandes jogadores sejam contratados sempre pelos mesmos poucos clubes.

Mas a solução para esse problema é bem mais complicada e passa por uma redistribuição na forma de divisão do dinheiro do futebol e também em regras mais rígidas da Uefa e da Fifa para que o poder econômico não se reflita tanto dentro de campo.

Uma ideia que vira e mexe é levantada por alguns clubes da elite da bola é a abolição dos campeonatos nacionais em prol de uma liga que abrangesse as maiores potências da Europa. Nesse cenário, o Bayern não jogaria mais semanalmente contra os Freiburg e Eintracht Frankfurt da vida, mas sim ante Chelsea, Manchester United e Inter de Milão.

É… não é só no Brasil que querem acabar com os Estaduais. Na Europa, também há gente disposta a dar um fim nos Estaduais de lá, ou melhor, nos Campeonatos Nacionais.


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Por que a Juventus pode ter de negociar com Kim para contratar reforço?
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Rafael Reis

O norte-coreano Han Kwang-song é um atacante de 19 anos que está emprestado pelo Cagliari ao Perugia. O garoto já marcou sete vezes nesta temporada, é um dos destaques da Série B italiana e está na mira da Juventus.

Só que para conseguir levar o jovem asiático para Turim, a atual hexacampeã do Calcio pode ter de negociar diretamente com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Isso porque o futuro de Han é considerado um assunto de estado. O centroavante, que se tornou no ano passado o primeiro norte-coreano a marcar na elite italiana, é peça central no plano do ditador de transformar o país em uma potência no futebol.

Nascido em Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, Han chegou a passar um tempo nas categorias de base do Barcelona durante a adolescência, mas ficou conhecido internacionalmente a partir de 2014, quando liderou a seleção do seu país na conquista do Campeonato Asiático sub-17.

O bom futebol mostrado pelo jovem em seu continente e a proximidade entre o ditador da Coreia do Norte e o polêmico senador italiano Antonio Razzi acabaram lhe rendendo um convite para completar sua formação como jogador no Cagliari.

Han foi promovido ao time principal no ano passado e marcou seu primeiro gol como profissional em abril, na derrota por 3 a 2 contra o Torino.

No início da temporada, foi emprestado ao Perugia para disputar a segunda divisão e ganhar mais experiência. Logo na estreia, ante o Virtus Entella, marcou três vezes. Foi convidado a participar de um programa de TV na Itália, mas Kim vetou a participação.

“Recebemos a ligação de um ministro que bloqueou tudo. Nem foi possível negociar porque Pyongyang fala exclusivamente com Han. As restrições impostas pelo governo estão ficando mais rígidas, os jogadores foram proibidos de aparecer na TV sob ameaça de serem obrigados a voltar para casa”, disse o presidente do Perugia, Massimiliano Santopadre.

O veto às aparições públicas não é a única interferência do governo de Kim no dia a dia do reforço desejado pela Juventus no mercado de janeiro.

De acordo com as leis norte-coreanas, o salário recebido por todo cidadão do país que trabalha no exterior pertence ao governo e deve ser mandado para ele.

Clube dono dos direitos econômicos de Han, o Cagliari nega o envio de dinheiro para Kim. No entanto, diz não saber se o atacante fica com sua remuneração para ele próprio ou a manda para a Coreia do Norte.

Dois anos atrás, a Fiorentina foi pressionada a romper contrato com outro jovem norte-coreano, Choe Song-hyok, sob alegação de que o salário do jogador estava financiado o projeto de construção de bombas nucleares da ditadura de Kim.

O meia-atacante deixou o clube de Florença e hoje atua ao lado de Han no Perugia. Com permissão de Kim Jong-un, é claro.


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Os campeões da temporada 2017/18: minhas previsões
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Rafael Reis

Quem serão os campeões desta temporada? A pergunta costuma ser recorrente no mês de agosto, quando têm início as principais ligas nacionais da Europa e, consequentemente, do planeta.

Para não fugir desse desafio, listo abaixo meus palpites de maiores candidatos a levantar cada um dos troféus mais importantes do Velho Continente em 2017/18. É claro que os últimos dez dias de janela de transferências pode mudar um pouco esse cenário. Mas, mesmo assim, vamos arriscar.

Na última temporada, não fui muito bem nessa tentativa de bancar a Mãe Dináh ou o Nostradamus: acertei os campeões italiano e alemão (como quase todo mundo), mas errei todas as outras previsões: Francês, Holandês, Espanhol, Inglês, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Tomara que desta vez seja diferente… Ou não.

LIGA DOS CAMPEÕES

Palpite: Real Madrid
Na temporada passada, o Real Madrid se tornou o primeiro time a conquistar dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa desde 1990. Agora, o desafio é ainda maior. O último tri europeu foi o Bayern de Munique, que faturou a Champions entre 1974 e 1976. Tarefa impossível? Não para a equipe de Zinédine Zidane. Com o declínio do Barcelona e mudanças importantes nos times titulares de Bayern de Juventus, o Real parece estar um passo à frente de qualquer outro clube do mundo no momento.

LIGA EUROPA
Palpite: Milan
Os clubes italianos não costumam levar a Liga Europa tão a sério. Prova disso é que o último italiano a disputar a final do torneio foi o Parma, campeão em 1999, quando a competição ainda chamava Copa da Uefa. Mas, com o Milan desta temporada, tudo pode ser diferente. Como dificilmente conseguirá quebrar a hegemonia da Juventus dentro de casa, é possível que a equipe rossonera trate a Liga Europa como o torneio que pode recolocá-la no mapa do continente. E aí, os 185 milhões de euros (R$ 703 milhões) gastos em contratações para esta temporada podem fazer a diferença.

CAMPEONATO ESPANHOL
Palpite: Real Madrid
Desta vez, dificilmente teremos aquela disputa cabeça a cabeça que tem marcado as últimas temporadas do Campeonato Espanhol. A menos que o Barcelona tire um coelho da cartola e reverta sua tendência de declínio, o Real Madrid tende a nadar de braçadas para conquistar o 34º título nacional de sua história.

CAMPEONATO INGLÊS
Palpite: Manchester United
A Premier League se transformou no campeonato nacional de primeiro escalão mais imprevisível da Europa. A competição tem início com pelo menos quatro candidatos reais ao títulos: Manchester United, Manchester City, Chelsea e Tottenham. E sempre há o risco de uma nova hecatombe, como o Leicester de duas temporadas atrás. Pelo segundo ano consecutivo, meu palpite é que Mourinho conseguirá levar o United ao título. Pelo menos o início de temporada é dos mais promissores.

CAMPEONATO ALEMÃO
Palpite: Bayern de Munique
Sem Philipp Lahm e Xabi Alonso, que se aposentaram no fim da temporada passada, e com Franck Ribéry, Arjen Robben e Robert Lewandowski um ano mais velhos, o Bayern parece ligeiramente menos time do que era 12 meses atrás. Isso talvez dificulte uma conquista de Champions League, mas dificilmente será suficiente para impedir seu sexto título consecutivo na Bundesliga. Até porque o Borussia Dortmund, seu principal adversário, não vive um momento tão brilhante assim.

CAMPEONATO ITALIANO
Palpite: Juventus
Desde 2012, só a Juventus sabe o que é ser campeã italiana. As saídas de Daniel Alves e Leonardo Bonucci e a chegada de um forte investimento chinês no Milan levantam dúvidas sobre a manutenção dessa longa hegemonia bianconera no Calcio. No entanto, elas dificilmente serão suficientes para que a lenda Gianluigi Buffon não se despeça do futebol profissional levantando mais um troféu.

CAMPEONATO FRANCÊS
Palpite: Paris Saint-Germain
Só o desmanche do Monaco, o surpreendente campeão francês da temporada passada, já seria suficiente para colocar o título da Ligue 1 nas mãos do Paris Saint-Germain. Mas o PSG buscou Daniel Alves na Itália, fez de Neymar a contratação mais cara da história do futebol e parece prestes a tirar a revelação Kylian Mbappé do rival local. Resultado: deve ser campeão nacional com rodadas e mais rodadas de antecedência.

CAMPEONATO PORTUGUÊS
Palpite: Sporting
Em uma temporada em que os clubes portugueses praticamente não contrataram, o favorito acaba sendo o time que menos perdeu jogadores importantes. Ao contrário de Benfica, que vendeu Ederson, Lindelöf e Nelson Semedo, e Porto, que negociou André Silva e Rúben Neves, o Sporting manteve suas principais peças e acaba largando na frente. O Sporting tem um técnico vitorioso (Jorge Jesus) e conta com valores interessantes, como o goleiro Rui Patrício, os meias William Carvalho e Adrien Silva e o centroavante holandês Bas Dost para ser campeão nacional pela primeira vez desde 2002.

CAMPEONATO HOLANDÊS
Palpite: Feyenoord
Ao contrário do PSV e Ajax, que sempre escalam times repletos de jovens, o Feyenoord conta com um elenco mais rodado e experimentado. Some-se a isso a confiança adquirida pelo fim do tabu de 18 anos sem conquistar o título holandês e temos um favorito ao bicampeonato. A equipe de Roterdã perdeu um ou outro jogador importante, como o zagueiro Kongolo e o lateral direito Karsdorp, mas conseguiu manter a base vencedora.


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Novo rico e o adeus de Buffon: 7 motivos para acompanhar o Italiano
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Rafael Reis

O Campeonato Italiano possui uma legião de fãs no Brasil, muitos deles de longa data, do começo dos anos 1990, quando os jogos passavam na Band e era a única liga nacional estrangeira transmitida em TV aberta para todo o país.

Mas até os mais fanáticos apreciadores do calcio sabem que o outrora maior campeonato do planeta está devendo já há algumas temporadas.

Só que essa situação pode estar prestes a mudar. O crescimento da Juventus no cenário europeu, as contratações milionárias do Milan e o trabalho sólido feito pelo Napoli deram um gás novo para a competição, que promete ser bem mais emocionante que nos últimos anos.

Conheça abaixo sete motivos para acompanhar a temporada 2017/18 do Campeonato Italiano, que começa neste sábado com duas partidas (Juventus x Cagliari e Hellas Verona x Napoli):

NOVO MILAN

Cento e oitenta cinco milhões de euros (R$ 703 milhões) em reforços. Foi esse o valor que os novos donos do Milan investiram para transformar um time que não sobe ao pódio do Italiano desde 2013 em um candidato a acabar com a hegemonia da Juventus no campeonato. Entre as principais contratações dos rossoneri, destaque para o zagueiro Leonardo Bonucci, ex-Juve e novo capitão do time, e para o centroavante português André Silva, revelação do Porto na temporada passada.

O ADEUS DE GIGI

A não ser que mude radicalmente de planos, a temporada 2017/18 deve marcar a despedida de um dos maiores goleiros da história, Gianluigi Buffon. O arqueiro de 39 anos tem contrato com a Juventus até junho e já afirmou que pretende deixar o futebol profissional depois de disputar a sexta Copa do Mundo de sua carreira. Gigi estreou no Italiano em novembro de 1995, ainda pelo Parma, e defende a meta da atual vice-campeã europeia desde 2001.

A VIDA PÓS-TOTTI

Pela primeira vez em 24 anos, a Roma não terá em seu elenco Francesco Totti. O maior ídolo da história do clube da capital e um dos ícones do futebol italiano se aposentou no fim da última temporada, aos 40 anos. Em homenagem ao astro, a Roma decidiu tirar de circulação sua camisa 10, vestida por Totti durante a maior parte da carreira. O veterano volante Daniele de Rossi herdou a braçadeira de capitão.

A CHANCE DE ALISSON

Criticado por ser titular da seleção mesmo esquentando o banco na Roma durante a última temporada, Alisson terá sua chance de ouro a partir desde fim de semana. Com a ida do polonês Szczesny para a Juventus, o brasileiro deve começar a temporada como titular. O também polonês Lukasz Skorupski (ex-Empoli) e o veterano romeno Bogdan Lobont são os outros goleiros do elenco romano.

O FENÔMENO MERTENS

Dries Mertens era só mais um coadjuvante da aclamada geração belga enquanto jogava como atacante pelos lados de campo. Mas bastou Maurizio Sarri improvisar esse baixinho habilidoso de 1,69 m no comando de ataque do Napoli para o Campeonato Italiano ganhar um novo craque. Mertens fez 34 gols em 46 partidas na temporada passada e virou a maior esperança napolitana de ir além do vice-campeonato obtido em dois dos últimos cinco anos.

O FANTASMA DE BELOTTI

A história italiana é repleta de de atacantes que despontaram como candidatos a figurões do futebol mundial e jamais conseguiram concretizar esse rótulo, como Alberto Gilardino e Ciro Immobile. A bola da vez é Andrea Belotti. Terceiro colocado na artilharia do último Campeonato Italiano, o camisa 9 do Torino entrou na lista de compras de vários clubes, como Chelsea e Milan, mas, pelo menos por enquanto, continua em Turim. Resta saber se será o goleador de uma só temporada ou se conseguirá superar essa “maldição”.

O QUE A INTER QUER?

Último time italiano a vencer a Liga dos Campeões, a Inter parece meio sem saber o que fazer para voltar a ser competitiva. Depois de gastar horrores na temporada passada e não ver resultado dentro de campo, o clube optou neste mercado por fazer contratações daquelas que não empolgam muito o torcedor. Seu reforço mais caro é o volante uruguaio Matías Vecino, tirado da Fiorentina.


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Mesmo com tropeços, arrancada do Corinthians supera Bayern e Juventus
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Rafael Reis

Apesar de ter tropeçado nas duas últimas rodadas, a campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro-2017 ainda é digna das dos campeões das principais ligas nacionais europeias na última temporada.

O time dirigido por Fábio Carile, que empatou com Atlético-PR e Avaí nesta semana, somou 37 pontos em suas primeiras 15 apresentações na Série A deste ano.

A marca é superior às alcançadas por Juventus (36), Bayern de Munique (36) e Monaco (24), campeões italiano, alemão e francês, respectivamente, no mesmo período da competição que conquistaram.

Entre os vencedores das cinco principais ligas nacionais da Europa na última temporada, só o Chelsea, campeão inglês, e o Real Madrid, que levantou a taça na Espanha, tiveram um início de campeonato similar ao corintiano.

Os dois clubes também somaram 37 pontos nas primeiras 15 rodadas. O Real teve uma campanha idêntica à do Corinthians, com 11 vitórias e quatro empates. Já o Chelsea ganhou 12 vezes, empatou uma e sofreu duas derrotas.

O líder do Brasileiro supera todos os principais campeões do Velho Continente em um quesito: a defesa. O time alvinegro sofreu apenas sete gols até o momento. Quem mais se aproxima desse desempenho é o Bayern, vazado nove vezes nas 15 rodadas iniciais da Bundesliga.

Já o ataque corintiano tem números praticamente inexpressivos na comparação com os grandes clubes do planeta. Foram 25 gols marcados na Série A. Com o mesmo número de jogos em suas ligas, o Real já havia colocado 40 bolas nas redes, e o Monaco, 44.

O desafio do Corinthians agora é não “sentir” os últimos tropeços e conseguir manter um aproveitamento próximo aos 82,2% dos pontos disputados que ostenta agora até o fim do campeonato, marca que certamente lhe dará o título.

Entre os cinco campeões analisados, o único que conseguiu ficar acima dessa faixa foi o Monaco, que obteve 83,3% dos pontos possíveis no Francês. Real Madrid e Chelsea tiveram aproveitamentos de 81,6%. O Bayern venceu o Alemão com 80,4%. E a Juve faturou o Italiano com 78,8% dos pontos que disputou.

A melhor campanha da história do Brasileiro de pontos corridos foi conquistada justamente em 2003, primeiro ano desse formato de disputa. Na ocasião, o Cruzeiro se sagrou campeão nacional com 100 pontos e aproveitamento de 72,5%.

Ou seja, o Corinthians de 2017 ainda está muito acima do melhor campeão brasileiro da história recente. Apesar dos seus recentes tropeços.


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Mais Brasil e “novo Buffon”: saiba quem a Juve quer contratar para 2017/18
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Rafael Reis

Goleada por 4 a 1 pelo Real Madrid na decisão da Liga dos Campeões, a Juventus planeja melhorar seu elenco para manter o domínio dentro da Itália e tentar na próxima temporada seu terceiro título europeu.

Com uma defesa bastante sólida e boas opções para o setor no futuro (Daniele Rugani e Mattia Caldara), a maior preocupação do clube italiano é aumentar o leque de opções do técnico Massimiliano Allegri para o meio-campo e o atacante.

É por isso que os maiores esforços do time de Turim no mercado de transferências devem ser para ampliar o número de jogadores de criação e conclusão de jogadas à disposição do seu treinador.

A Juve já assegurou as permanências do meia-atacante Juan Cuadrado e do zagueiro Medhi Benatia, que estavam no clube por empréstimo. Para manter o colombiano e o marroquino no elenco, o clube desembolsou 37 milhões de euros (R$ 135 milhões).

Outro negócio já fechado é a contratação do meia uruguaio Rodrigo Bentancur, 20, do Boca Juniors. Os italianos pagaram 10,5 milhões de euros (R$ 38,3 milhões) pelo jogador, mas ainda não sabem se irão aproveitá-lo de imediato ou emprestá-lo para outra equipe.

Quanto às baixas para a próxima temporada, a mais próxima de ser definida é a do goleiro brasileiro Neto, que cansou de ficar na reserva de Gianluigi Buffon e deve se mandar para o Napoli.

Os laterais Daniel Alves e Alex Sandro também estão em alta no mercado e podem receber polpudas propostas de transferências. Caso sejam negociados, a Juve deve correr atrás de peças de reposição.

Conheça abaixo os principais alvos da Juventus para a temporada 2017/18:

ATAQUE

A Juve quer um jogador experiente com características semelhantes às de Cuadrado para jogar pelo lado esquerdo do ataque, setor hoje ocupado pelo ex-centroavante Mario Mandzukic. E o brasileiro Douglas Costa, reserva no Bayern de Munique, é o número 1 dessa lista. O jogador, que também também interessa a Manchester United e Paris Saint-Germain, deve custar pelo menos 25 milhões de euros (R$ 91 milhões). Outro nome bastante próximo de ser anunciado, esse para ser reserva de Gonzalo Higuaín no comando de ataque, é o tcheco Patrick Schick, revelação da Sampdoria no último Campeonato Italiano.

MEIO-CAMPO

Douglas Costa não é o único atleta que anda meio esquecido no Bayern que pode pintar no elenco da Juventus na próxima temporada. O português Renato Sanches, que chegou cheio de moral a Munique um ano atrás, mas passou a maior parte do tempo no banco, também pode reforçar o elenco italiano. O negócio pode movimentar 45 milhões de euros (R$ 164 milhões). O plano B do clube de Turim para o setor é Fabinho, ex-lateral direito que se destacou no meio-campo com o camisa do Monaco na última temporada. E há ainda uma terceira opção, o volante alemão Emre Can, atualmente no Liverpool.

GOLEIRO

A um ano da provável aposentadoria do ídolo Buffon, a Juve já está preocupada com a sucessão da sua meta. Por isso, pensa em contratar imediatamente aquele que deve ser o substituto do italiano no gol alvinegro a partir de 2018. De acordo com a imprensa italiana, o favorito da diretoria para ocupar essa vaga é o polonês Wojciech Szczesny, que defendeu a Roma na última temporada, mas tem contrato com o Arsenal. A transação deve movimentar cerca de 16 milhões de euros (R$ 58 milhões).


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Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
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Rafael Reis

Ao ajudar o Real Madrid a conquistar pela 12ª vez o título da Liga dos Campeões da Europa, Cristiano Ronaldo não só praticamente garantiu a quinta Bola de Ouro de sua carreira, como também acabou com qualquer dúvida sobre o merecimento do prêmio.

Com a atuação decisiva sobre a Juventus e os dois gols na goleada por 4 a 1 deste sábado, o português se tornou quase uma unanimidade.

É difícil encontrar alguém que, neste momento, não considere o camisa 7 do Real o melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E essa foi a grande vitória individual de CR7 no Millenium Stadium, em Cardiff.

O português já era favorito ao prêmio mesmo antes de a bola rolar na decisão da Champions. Mas a temporada cheia de altos e baixos levantava uma dúvida: seria CR7 o principal candidato ao prêmio pelo futebol que estava apresentando ou pelos holofotes que o iluminam?

A reposta para aqueles que queriam ver a Bola de Ouro para Lionel Messi, o artilheiro do futebol europeu na temporada, ou para Gianluigi Buffon, o goleiro líder da Juventus, foi dada no mais alto estilo.

Desde 2010, quando Diego Milito brilhou no confronto entre Inter de Milão e Bayern de Munique, um jogador não marcava duas vezes na final do torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo venceu Buffon pela primeira vez em um tapa cheio de classe na bola que contou com um leve desvio em Bonucci. Foi o gol que abriu o marcador e começou a desenhar o destino da decisão.

Quando o Real já tinha um 2 a 1 no placar, o português tratou de sepultar as últimas esperanças da Juventus. Como um raio, o camisa 7 surgiu em velocidade dentro da área para escrever seu nome na história… mais uma vez.

Sim, Cristiano Ronaldo será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo e irá igualar o recorde do seu arquirrival, Messi. E, depois da decisão da Champions, não dá mais para questionar isso.


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