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4 motivos para Cristiano Ronaldo ser eleito o melhor do mundo

Rafael Reis

21/09/2019 04h00

Quem será escolhido o melhor jogador do planeta na temporada 2018/19: o zagueiro holandês Virgil van Dijk (Liverpool), o meia-atacante argentino Lionel Messi (Barcelona) ou o atacante português Cristiano Ronaldo (Juventus)? A resposta só será conhecida na tarde de segunda-feira, quando a Fifa realiza sua cerimônia anual de premiação aos maiores destaques da temporada no mundo do futebol.

Mas, até lá, o "Blog do Rafael Reis" irá apresentar os principais requisitos que fazem de cada um dos três finalistas da eleição alguém digno do status de principal atleta da modalidade na atualidade. Para começar, apresentamos quatro argumentos pelos quais Cristiano Ronaldo merece ser eleito pela sexta vez o melhor jogador do mundo e se tornar, isoladamente, o maior vencedor da história do prêmio.

Crédito: Miguel Medina/AFP

SELEÇÃO
O maior feito de Cristiano Ronaldo na temporada 2018/19 não foi alcançado na Juventus, clube para o qual se transferiu depois de quase uma década no Real Madrid, mas sim no futebol de seleções. CR7 levou Portugal ao segundo título de sua história no futebol adulto. A conquista da edição inaugural da Liga das Nações da Europa teve ainda um tempero especial: a vitória por 1 a 0 na final foi justamente contra a Holanda, país de Virgil van Dijk, adversário de Ronaldo na briga pelo posto de melhor jogador do mundo.

CONSISTÊNCIA
Em tese, o prêmio da Fifa deveria levar em conta apenas os feitos dos jogadores ao longo do último ano. Mas, é claro que ele não funciona assim. Na prática, os eleitores acabam considerando também o histórico de cada candidato ao troféu. E aí, Cristiano Ronaldo é praticamente imbatível. O português é o rei da consistência. Esse é a 12ª vez (a nona consecutiva) em que o camisa 7 fica entre os três finalistas do prêmio. Em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017, ele ganhou o troféu. Em 2009, 2011, 2012 e 2015, foi vice. Já em 2007, foi o terceiro mais votado.

JOGOS GRANDES
Em sua primeira temporada na Itália, o português viu sua média de gols cair bastante (de 1 gol por jogo para 0,65 por partida). Mas, o que não diminuiu foi seu poder de decisão nos compromissos mais importantes. Na última temporada, CR7 anotou um hat-trick contra o Atlético de Madri, nas oitavas de final da Liga dos Campeões, marcou nos dois jogos das quartas contra o Ajax e também balançou as redes em confrontos com Manchester United, Milan e Inter de Milão.

TÍTULO QUASE INVICTO
A Juventus conquistou o octacampeonato italiano com quatro derrotas ao longo das 38 rodadas. Mas, Cristiano Ronaldo pode dizer que foi um campeão quase invicto. Isso porque o português só participou de um desses quatro jogos em que a equipe de Turim saiu de campo sem pontuar (2 a 0 contra a Roma, na antepenúltima rodada da Serie A). Nos insucessos ante Genoa, SPAL e Sampdoria, ele estava machucado ou foi poupado.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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