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7 crias do Atlético-MG que hoje fazem sucesso (ou não) fora do Brasil
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde julho os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No último capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Atlético-MG, time que tem priorizado nos últimos anos as grandes contratações e deixado um pouco de lado as crias de sua base.

BERNARD
Meia-atacante
24 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)

Mais badalada revelação da base do Atlético-MG nesta década, o meia-atacante fez parte do elenco campeão da Libertadores de 2013 e disputou a Copa do Mundo no ano seguinte, quando ganhou de Luiz Felipe Scolari o apelido de “alegria nas pernas”. Negociado com o Shakhtar por 25 milhões de euros (R$ 93 milhões, na conversão atual), Bernard é a maior venda da história do clube mineiro. Na Ucrânia há quatro anos, o camisa 10 jamais conseguiu se transformar no protagonista do time, mas hoje pelo menos é titular do atual campeão nacional.

JEMERSON
Zagueiro
25 anos
Monaco (FRA)

Atualmente a cria do Atlético-MG com maior sucesso no exterior, o zagueiro passou seis anos no clube de Belo Horizonte, pelo qual se sagrou campeão da Libertadores-2013, antes de se mudar para o Monaco, no começo de 2016. Em sua segunda temporada na Europa, Jemerson venceu, como titular, o Campeonato Francês e chegou à semifinal da Liga dos Campeões da Europa. Apesar de não ser a primeira opção de Tite, tem chances de disputar a Copa do Mundo-2018.

LEANDRO CASTÁN
Zagueiro
30 anos
Roma (ITA)

Apesar de ter se tornado conhecido nacionalmente no Corinthians, o zagueiro começou sua carreira como profissional em Minas Gerais e jogou por dois anos no Atlético-MG antes de se transferir para o futebol da Suécia, em 2007. Recuperado de uma cirurgia no cérebro, Castán tem contrato com a Roma até 2019. Na última temporada, foi emprestado para o Torino, onde começou a recuperar o ritmo de jogo.

KLÉBER
Atacante
27 anos
Estoril (POR)

O centroavante pouco atuou pelo Atlético-MG e fez apenas um gol com a camisa alvinegra antes de se mudar para Portugal, aos 19 anos, para viver o melhor momento de sua carreira. Kléber chegou a viver grande fase no Porto antes de ser emprestado para o Palmeiras, em 2013, e depois rebaixado para o time B do clube do norte português. Atualmente, veste a camisa do Estoril, décimo colocado na última liga lusitana.

JOÃO PEDRO
Meia
25 anos
Cagliari (ITA)

Um daqueles casos clássicos de garotos que são vendidos para o exterior antes mesmo de se firmarem no futebol nacional, o meio-campista disputou só 15 partidas pelo Atlético-MG até ser negociado com o Palermo, da Itália. João Pedro também vestiu as camisas de Vitória de Guimarães, Peñarol, Santos e Estoril. Desde 2014, defende as cores do Cagliari, onde vive a fase mais produtiva de sua carreira.

WESCLEY
Meia
25 anos
Vissel Kobe (JAP)

Promovido ao time principal do Atlético-MG em 2010, o meia permaneceu sob contrato com o clube até o início de 2017. Mas, durante esses sete anos, foi emprestado para oito clubes diferentes (jogou duas vezes no Ceará). Essa peregrinação só terminou em janeiro, quando Wescley foi negociado com o futebol japonês. No Vissel Kobe, o brasileiro tem sido deixado no banco nas últimas rodadas.

RAFAEL MIRANDA
Volante
33 anos
Vitória de Guimarães (POR)

O volante disputou mais de 150 partidas pelo Atlético-MG na década passada e fez parte do elenco campeão da Série B de 2006. Rafael Miranda está na segunda passagem por Portugal. Entre 2010 e 2013, jogou pelo Marítimo e, desde o ano passado, defende o Vitória de Guimarães, que disputa com o Braga o posto de quarta força do futebol português na atualidade.


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Após férias, Libertadores dá início à fase final. E ainda não tem favorito
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Rafael Reis

Quarentas dias depois do encerramento da fase de grupos, a Copa Libertadores da América-2017 entra nesta terça-feira em sua reta final ainda sem a definição de um time favorito ao título.

Ao contrário do ano passado, quando o Atlético Nacional passou pela etapa classificatória com cinco vitórias e um empate e saiu de lá como o maior candidato ao troféu, desta vez nenhuma equipe teve um aproveitamento tão alto dentro do seu grupo.

E mesmo as equipes que mais se destacaram na fase anterior têm motivos de sobra para não merecer o rótulo de favorito nos mata-matas decisivos da principal competição interclubes da América do Sul.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, com 13 pontos e 11 gols de saldo, o Atlético-MG está fora do G6 do Campeonato Brasileiro e até poucos dias atrás tinha seu técnico, Roger Machado, com o cargo sob ameaça devido à ausência de bons resultados.

Ao contrário dos mineiros, Palmeiras e Grêmio, os outros brasileiros que somaram 13 pontos na etapa anterior, vivem bons momentos na competição nacional, mas ainda não foram devidamente testados no torneio sul-americano.

A equipe gaúcha se destacou no mais fraco dos oito grupos da Libertadores. Ou você acha que ganhar de Guaraní, do Paraguai, Deportes Iquique, do Chile, e Zamora, da Venezuela, credencia alguém ao título?

O Palmeiras teve adversários um pouco mais qualificados, mas nem tanto assim: Jorge Wilstermann, da Bolívia, Atlético Tucumán, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai. E, apesar do primeiro lugar da chave, sofreu demais para conseguir cada uma das quatro vitórias que obteve até o momento.

Assim como Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, River Plate e Lanús também somaram 13 pontos na fase de grupos. Só que pesadas dúvidas também pairam sobre o verdadeiro potencial dos argentinos.

O River até parecia um time capaz de carregar o rótulo de favorito. Conta com uma base que foi campeã continental dois anos atrás, vinha praticando um futebol consistente e é comandado há três temporadas pelo mesmo técnico, Marcelo Gallardo.

Mas um escândalo abalou as estruturas dos Millonarios. Dois dos seus titulares, o lateral direito Camilo Mayada e o zagueiro Lucas Martínez, foram pegos em exames antidoping. E mais cinco jogadores são suspeitos de terem utilizado substâncias proibidas.

O clube argentino é também dos sobreviventes da Libertadores que mais corre risco de perder nomes importantes nesta janela de transferências. O atacante Sebastián Driussi, um dos supostamente envolvidos no caso de doping coletivo, deve ir para o Zenit. O meia Gonzalo Martínez e o centroavante Lucas Alario também interessam ao futebol europeu.

Já o Lanús só chegou aos 13 pontos porque herdou três pontos de uma derrota para a Chapecoense, punida pela Conmebol pela escalação irregular de um jogador. O time, campeão nacional de 2016, fez uma campanha discreta no último Campeonato Argentino e foi apenas o oitavo colocado.

Libertadores-2017 – Oitavas de Final

Guaraní (PAR) x River Plate (ARG)
Jorge Wilstermann (BOL) x Atlético-MG (BRA)
Emelec (EQU) x San Lorenzo (ARG)
The Strongest (BOL) x Lanús (ARG)
Atlético-PR (BRA) x Santos (BRA)
Barcelona (EQU) x Palmeiras (BRA)
Nacional (URU) x Botafogo (BRA)
Godoy Cruz (ARG) x Grêmio (BRA)


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Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes
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Rafael Reis

Começar bem uma competição é sempre bom, já que enche os jogadores de confiança, faz com que os torcedores se sintam motivados a ir ao estádio e coloca aquele medo extra nos adversários, certo?

Na maioria das competições, é assim mesmo que funciona. Mas, na Libertadores-2017, brilhar demais logo no início do torneio pode acabar se tornando um problema.

A ampliação no período de disputa da principal competição interclubes da América do Sul, que agora terá a final jogada apenas em novembro, fará com que ela atravesse as janelas de transferências do meio do ano da Europa e da China.

Não precisa ser nenhum Nostradamus para saber que os clubes sul-americanos não passarão ilesos por esses períodos de transações e sofrerão sim desfalques em seus elencos para o segundo semestre.

E quem serão os times mais atingidos pela cobiça dos mercados mais ricos? Justamente aqueles que mais estiverem se destacando e apresentando melhor futebol na Libertadores, é claro.

No ano passado, a bola da vez da janela de transferências foi o Atlético Nacional. O clube colombiano negociou dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu. No entanto, Davinson Sánchez e Marlos Moreno ainda puderam jogar a final da Libertadores porque ela foi disputada em julho, antes do início da temporada no Velho Continente.

Mas agora, com o novo calendário, os clubes europeus não poderão mais esperar. A janela de transferências da Europa (e também da China) abrirá após encerramento da fase de grupos da Libertadores e fechará depois das oitavas de final.

E, por isso, destacar-se na etapa de grupos pode acabar sendo uma armadilha capaz de afastar um time da briga pelo título continental, no fim do ano.

Vamos supor que o empate contra o Atlético Tucumán seja o único tropeço do Palmeiras no Grupo 5 e que o atual campeão brasileiro emende nas próximas rodadas grandes atuações. Nesse cenário, quais as chances de jogadores como Tchê Tchê, Borja e Mina continuarem no clube no segundo semestre e disputarem a reta final da Libertadores?

E no caso do Flamengo: será que Diego, Willian Arão e Berrío não receberão propostas milionárias irrecusáveis da Europa e/ou da China caso atuações como a da estreia contra o San Lorenzo se repitam?

O mesmo vale para Luan, Vitor Bueno e tantos outros jogadores espalhados pelos oito representantes brasileiros na Libertadores-2017.

Por isso, se você não gostou da atuação do seu time na primeira rodada do torneio sul-americano, não se desespere. Talvez seja melhor assim. O importante, por enquanto, é passar de fase. E guardar o bom futebol para a reta final, depois que as janelas de transferências fecharem.


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Desfalques? 91 jogadores têm contratos encerrando durante Libertadores
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Rafael Reis

Capitão do Flamengo e uma das principais armas do time no Rio para a disputa da Libertadores-2017, o zagueiro Réver não sabe se continuará vestindo a camisa rubro-negra até o final da competição.

O defensor de 32 anos está emprestado ao atual vice-campeão brasileiro até junho. Ou seja, a menos que haja um acordo até lá, ele terá de ser devolvido ao Internacional em julho, quando o torneio interclubes mais importante da América do Sul entrar na fase dos mata-matas.

O caso de Réver é mais comum do que parece. Pelo menos 91 jogadores que disputam a partir desta terça-feira a fase de grupos da Libertadores estão em situação semelhante à do zagueiro brasileiro.

Esse cenário preocupante é um efeito colateral da revolução feita no regulamento do torneio para esta edição.

Por determinação da Conmebol, a Libertadores deixou de ser uma competição jogada (quase que) exclusivamente no primeiro semestre. Com duração ampliada, ela só chegará ao final em novembro. O problema é que nem todos os clubes se prepararam para isso.

Um dos adversários do Palmeiras no Grupo 5, o argentino Atlético Tucumán é o exemplo mais crítico. Nada menos do que 14 jogadores do seu elenco têm contrato apenas até junho e podem ir embora gratuitamente no meio do campeonato.

A lista inclui nomes importantes, como o camisa 10 Leandro González, o artilheiro Cristian Menéndez e o meia Rodrigo Aliendro, autor de um dos gols que colocaram a equipe argentina na fase de grupos.

Atual campeão, o colombiano Atlético Nacional é outro que pode sofrer com essa situação. Dayro Moreno, referência de ataque do time depois da saída de Miguel Borja para o Palmeiras, está emprestado pelo Tijuana (MEX) apenas até junho.

Mais acostumados ao calendário anual do que a maioria dos rivais sul-americanos, os clubes brasileiros não têm tantos jogadores com contrato para expirar durante a Libertadores. Mas há exceções, como a de Réver.

No Grêmio, o goleiro reserva Bruno Grassi e o uruguaio Maxi Rodríguez têm contratos que vencem nos próximos meses. Já no Atlético-MG, o meia venezuelano Rómulo Otero possui vínculo que termina antes do fim da Libertadores –está emprestado pelo Huachipato, do Chile. Na Chapecoense, o contrato de Alan Ruschel encerra em maio, mas o clube já garantiu que fará a renovação até o fim do ano.

Situações como as de Réver, Moreno, Otero e pelo menos 91 jogadores desta Libertadores já aconteciam em edições anteriores, mas eram restritas a poucos times que chegavam às semifinais e final em anos em que a competição se estendia até julho e agosto.

Agora, com todos os mata-matas decisivos (a partir das oitavas de final) jogados no segundo semestre, a proporção do problema se tornou muito maior.

Além dos contratos que terminam no meio da Libertadores, os 16 clubes que avançarem para a reta final do torneio continental ainda terão de lidar com o assédio das equipes europeias e da China a seus principais jogadores na janela de transferências do meio do ano.

Por isso, uma coisa é certa. Os times que iniciam nesta terça a disputa pelo troféu sul-americano certamente não serão os mesmos que brigarão pela taça na final, em novembro.

Clubes com contratos que vence durante a Libertadores:

Atlético Tucumán (ARG) – 14 jogadores
Estudiantes (ARG) – 9
Lanús (ARG) – 8
Peñarol (URU), San Lorenzo (ARG) – 6
Nacional (URU), Universidad Católica (CHI) – 5
Godoy Cruz (ARG) – 4
Barcelona (EQU), Deportes Iquique (CHI), Melgar (PER), Sport Boys (BOL), The Strongest (BOL), Zulia (VEN) – 3
Flamengo (BRA), Grêmio (BRA), Independiente Medellín (COL), Independiente Santa Fé (COL), Jorge Wilstermann (BOL), Sporting Cristal (PER) – 2
Atlético-MG (BRA), Atlético Nacional (COL), Chapecoense (BRA) e River Plate (ARG) – 1

Dados parciais de cada clube participante da Libertadores. Não foi possível obter informações Guaraní (PAR), Libertad (PAR) e Zamora (VEN)


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River tem elenco mais caro da Libertadores-17; Brasil põe 6 times no top 10
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Rafael Reis

Pelo segundo ano consecutivo, o dono do elenco mais caro da Taça Libertadores da América não é um clube brasileiro, mas sim, um argentino.

Depois de o Boca Juniors encabeçar a lista de times mais valiosos da edição anterior da competição continental, agora quem possui o grupo de jogadores com maior valor de mercado é seu arquirrival, o River Plate.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, a soma dos valores estimados do atletas do clube campeão da Libertadores-2015 chega a 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões).

A liderança do River não chega a ser uma surpresa, já que o time argentino conta com três dos dez jogadores mais caros que disputarão o torneio: os atacantes Lucas Alario e Sebastián Driussi, além do meia Gonzalo Martínez.

Outros três representantes da terra de Lionel Messi aparecem no top 10 dos elencos mais valiosos: o Estudiantes é o oitavo, o San Lorenzo ocupa a nona colocação e o Lanús fecha a lista.

O clube brasileiro com o grupo de atletas mais caro é o Atlético-MG. Com valor estimado de 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões), a equipe comandada por Roger só é mais barata que o River.

Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Santos e Atlético-PR também estão no top 10. O Botafogo é o 11º, com elenco avaliado em 29,4 milhões de euros (R$ 96,2 milhões). Já a Chapecoense, que teve de reconstruir completamente seu grupo de jogadores após o acidente aéreo de novembro, ocupa a 15ª colocação, com 22,1 milhões de euros (R$ 72,3 milhões).

Atual campeão, o Atlético Nacional é o time da Libertadores-2017 com elenco mais rico, excluindo os brasileiros e argentinos. A equipe colombiana tem valor estimado em 28,1 milhões (R$ 91,9 milhões), a 12ª mais cara da competição.

Até 2015, a lista de clubes com elencos mais valiosos da principal competição interclubes da América do Sul costumava ser dominada pelos clubes brasileiros.

Foram quatro anos consecutivos com representantes do futebol pentacampeão mundial encabeçando o ranking: Santos (2012), Corinthians (2013), Cruzeiro (2014) e São Paulo (2015).

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa nesta terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

CONHEÇA DOS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2017

1º – River Plate (ARG) – 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões)
2º – Atlético-MG (BRA) – 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões)
3º – Palmeiras (BRA) – 59,1 milhões de euros (R$ 193,4 milhões)
4º – Grêmio (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
Flamengo (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
6º – Santos (BRA) – 47,1 milhões de euros (R$ 154,1 milhões)
7º – Atlético-PR (BRA) – 40,5 milhões de euros (R$ 132,5 milhões)
8º – Estudiantes (ARG) – 33,9 milhões de euros (R$ 110,9 milhões)
9º – San Lorenzo (ARG) – 33,4 milhões de euros (R$ 109,3 milhões)
10º – Lanús (ARG) – 31,4 milhões de euros (R$ 102,7 milhões)


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5 brasileiros, 5 argentinos: os 10 jogadores mais caros da Libertadores
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Rafael Reis

Brasil e Argentina, as duas forças mais tradicionais e vitoriosas da história do futebol sul-americano, dominam também a lista dos jogadores mais caros da Taça Libertadores da América-2017.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, cada um dos dois países tem cinco dos dez atletas com maior valor de mercado que irão disputar a partir da próxima semana a fase de grupos da competição continental.

O equilíbrio na avaliação de preços de argentinos e brasileiros é tamanho que até mesmo o primeiro lugar do ranking é dividido entre um representante de cada escola.

Ainda segundo o “Transfermarkt”, o brasileiro Luan (Grêmio) e o argentino Lucas Alario (River Plate) são os jogadores mais caros da Libertadores. Cada um deles tem valor estimado de 12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões).

O River, campeão continental em 2015, é o time mais representado no top 10 dos atletas mais valiosos do torneio. Além de Alario, o atacante Sebastián Driussi e o meia Gonzalo Martínez também fazem parte da lista.

Cinco dos oito clubes brasileiros inscritos na Libertadores contam com jogadores que estão entre os dez de maior valor de mercado da competição: Grêmio, Santos, Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo.

O curioso é que o representante do Fla no top 10 não é um brasileiro, mas sim o meia argentino Federico Mancuello, avaliado em 6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões).

Chama atenção na lista a ausência do centroavante colombiano Miguel Borja, campeão no ano passado pelo Atlético Nacional. Apesar de ter custado quase 10 milhões de euros (R$ 33 milhões) ao Palmeiras, o atacante é avaliado em apenas 1,75 milhão de euros (R$ 5,7 milhões) pelo “Transfermarkt”.

A ausência de colombianos, aliás, é uma das novidades do top 10 de jogadores mais caros da Libertadores em relação ao ano passado. Em 2016, Victor Ibarbo, do Atlético Nacional, intrometeu-se entre os seis brasileiros e três argentinos da lista.

Dos 10 atletas com maior valor de mercado da edição anterior do torneio sul-americano, apenas dois, o lateral direito Marcos Rocha (Atlético-MG) e o meia-atacante Dudu (Palmeiras), permanecem na lista dos mais caros deste ano.

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa na próxima terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

Conheça agora os 10 jogadores mais valiosos da competição

1º – Luan

23 anos
Atacante
Brasileiro
Grêmio (BRA)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

Lucas Alario

24 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

3º – Lucas Lima

26 anos
Meia
Brasileiro
Santos (BRA)
9 milhões de euros (R$ 29,4 milhões)

4º – Sebastián Driussi

21 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
8 milhões de euros (R$ 26,2 milhões)

5º – Santiago Ascacibar

20 anos
Volante
Argentino
Estudiantes (ARG)
7,5 milhões de euros (R$ 24,5 milhões)

6º – Federico Mancuello

27 anos
Meia
Argentino
Flamengo (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Gonzalo Martínez

23 anos
Meia
Argentino
River Plate (ARG)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Marcos Rocha

28 anos
Lateral direito
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Rafael Carioca

27 anos
Volante
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

10º – Dudu

25 anos
Meia-atacante
Brasileiro
Palmeiras (BRA)
5,5 milhões de euros (R$ 18 milhões)


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Arrependido, Tardelli adia volta ao Brasil e fala em novo contrato na China
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Rafael Reis

Desejado pelos torcedores do Atlético-MG e “namorado” por Flamengo e Palmeiras no fim do ano passado, Diego Tardelli, 31, não pensa mais em retornar ao futebol brasileiro… pelo menos, não agora.

O atacante, que chegou a pedir ao Shandong Luneng para voltar para casa no meio de 2016 e acabou sendo afastado por um semestre por causa disso, agora já fala em ficar no clube chinês por mais tempo do que os dois anos que lhe restam por lá.

Diego Tardelli

“Estou pensando em renovar contrato. Não penso em voltar para o Brasil tão cedo. Gosto daqui, a cidade é boa, quero ficar”, afirmou, por telefone.

Segundo a Tardelli, a decisão de pedir para ser negociado foi um “branco” do qual ele se arrepende e que acabou lhe prejudicando bastante.

Ciente de que seu principal atacante não queria permanecer na Ásia, o Shandong foi ao mercado, contratou dois novos homens de frente (o italiano Graziano Pellè e o senegalês Papiss Demba Cissé), preencheu todas sua cota de estrangeiros e não inscreveu o brasileiro no segundo turno do Campeonato Chinês.

O resultado disso é que Tardelli não disputa uma partida oficial desde julho do ano passado (o período inclui o tempo de afastamento e as férias). Foram meses e mais meses apenas treinando e vendo seus companheiros de time irem a campo.

“A culpa foi toda minha. Eu estava bem naquele momento, mas… Sou meio de tomar atitudes sem pensar. Acabei me arrependendo bastante. Jamais faria isso de novo.”

Após uma conversa com o técnico Felix Magath, o brasileiro foi reintegrado ao elenco do Shandong e deve ser inscrito normalmente na próxima edição do Chinês, que começa em março.

E a motivação para continuar no Oriente, longe de boa parte da família e dos amigos, vem da transformação da China em uma importante vitrine que ele julga que pode colocá-lo de volta na seleção.

“Já ouvi comentários de que o Tite olha com carinho para mim. Sempre tive muita vontade de trabalhar com ele. O que eu preciso é jogar. É bom para mim que o Gil, o Renato Augusto e Paulinho [que jogam na China] continuem na seleção, assim os olhares estarão voltados para cá.”

Mas apesar de ainda prever uma longa vida na China antes de retornar para casa, Tardelli não abandona um velho hábito que o mantém bastante ligado ao Brasil.

“Assisto a quase todos os jogos do Atlético. É um pouco complicado porque acaba sendo de madrugada aqui, mas sempre dá que eu acompanho. Não escondo de ninguém que quero voltar a jogar no Atlético. Mas acho que ainda tenho mais uns cinco anos para queimar antes de aposentar.”


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Do City ao desemprego: onde estão estrangeiros que defenderam o Atlético-MG
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Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

Neste nono episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do Atlético-MG e continuam em atividade.

A série retorna na quarta-feira, quando apresentaremos os estrangeiros do Cruzeiro.

NICOLÁS OTAMENDI
Zagueiro
28 anos
Argentino
No Atlético-MG: 2014
Manchester City (ING)
Otamendi
Quem diria que o zagueiro que defendeu o Atlético-MG por empréstimo no primeiro semestre de 2014 viraria titular da seleção argentina e do Manchester City, um dos melhores times do mundo? Não que Otamendi tenha ido mal em sua curta passagem pelo Brasil. Muito pelo contrário, o jogador foi embora ovacionado e ouvindo a torcida gritar o seu nome. Mas o futebol mostrado com a camisa alvinegra era apenas competente, nada que o credenciasse à carreira especial que construiu desde então.

FABIÁN CARINI
Goleiro
36 anos
Uruguaio
No Atlético-MG: De 2009 a 2010
Juventud de las Piedras (URU)
Carini
Apontado como um dos futuros melhores goleiros do mundo no começo dos anos 2000, quando se transferiu para a Juventus, passou pelo Galo quando já carregava o carimbo de “eterna promessa” e chegou a ser reserva do reserva em Minas Gerais com Vanderlei Luxemburgo. Com uma carreira longeva, defende desde 2014 o Juventud de las Piedras, uma modesta equipe uruguaia cujo objetivo anual é não se rebaixada para a segunda divisão.

JAIRO CAMPOS
Zagueiro
32 anos
Equatoriano
No Atlético-MG: De 2010 a 2011
El Nacional (EQU)
Campos
Primeiro equatoriano a jogar no Atlético-MG, foi um dos destaques do clube no Campeonato Mineiro e na Copa do Brasil de 2010. Mas, após o primeiro semestre em Belo Horizonte, caiu de desempenho, perdeu espaço na equipe titular e acabou cedido ao Deportivo Quito, de sua terra natal. Depois de dois anos se recuperando de uma grave lesão no tendão de Aquiles, Campos retornou ao futebol profissional no início de 2016. Atualmente, defende o El Nacional, também do Equador.

WASON RENTERÍA
Atacante
31 anos
Colombiano
No Atlético-MG: De 2009 a 2010
Desempregado
Renteria
Atacante de relativo sucesso no futebol brasileiro, onde também defendeu Internacional e Santos, teve sua passagem pelo Atlético-MG marcada por ter se atrasado na apresentação para a pré-temporada de 2010 e recebido uma multa da diretoria. No começo do ano, retornou ao Boyacá Chicó, clube que o lançou para o futebol colombiano. Mas, em setembro, anunciou sua saída. Agora, está com o futuro indefinido.

DAMIÁN ESCUDERO
Meia
29 anos
Argentino
No Atlético-MG: 2012
Puebla (MEX)
Escudero
Outro que rodou bastante pelo Brasil. Ex-Grêmio e Vitória, fez parte do elenco campeão mineiro de 2012 e só não ficou no Atlético por mais tempo porque o Boca Juniors, então dono dos seus direitos econômicos, pediu muito por sua liberação. No México, para onde se transferiu no começo de 2016, Escudero é titular absoluto do Puebla, time que fez campanha apenas mediana nesta temporada e ficou fora dos mata-matas decisivos.


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Anelka não é do Galo. Então, por onde ele anda?
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Rafael Reis

“Anelka é do Galo”. Esse post, publicado pelo então presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, em seu perfil no Twitter, na madrugada de 6 de abril de 2014, já foi compartilhado mais de 28 mil vezes desde então.

Até hoje, a mensagem escrita pelo cartola volta à tona quando algum clube anuncia uma contratação impactante que acaba não se concretizando. O tweet de Kalil virou sinônimo de negócio que deu errado.

Dois anos depois de recusar a transferência para o futebol brasileiro e até mesmo produzir um vídeo negando ter assinado contrato com o Atlético-MG, o atacante francês com passagem por Paris Saint-Germain, Arsenal, Real Madrid e Chelsea vive um momento de indefinição na carreira.

Anelka

Aos 37 anos, Anelka está sem disputar uma partida oficial desde novembro. Seu último gol foi marcado já faz muito tempo, um ano e sete meses atrás.

O centroavante francês participou das duas últimas temporadas da Superliga Indiana, maldosamente apelidada de “Liga dos Aposentados”, por reunir veteranos como Del Piero, Lúcio, Trezeguet e Ljungberg.

Em 2014, logo depois de recusar a proposta do Atlético-MG, Anelka assinou contrato para disputar a primeira edição do campeonato pelo Mumbai City. No ano passado, voltou à equipe conciliando as funções de técnico e jogador.

Ao fim da última temporada, incomodado com os resultados negativos, disse que dificilmente retornaria ao futebol da Índia. Seu cargo como treinador já foi preenchido, mas o de jogador, ainda não –a liga começa apenas em outubro.

Com o futuro indefinido, Anelka tem utilizado suas contas em redes sociais para comentar jogos da Eurocopa e aproveitado o tempo livre para se dedicar a algo que sabe tão bem quanto fazer gols: ganhar dinheiro (não à toa defendeu 12 clubes em 20 anos como profissional).

Em maio, o francês inaugurou em Tournai, na Bélgica, sua primeira escolinha de futebol exclusiva para a formação de atacantes. Ele também é consultor de um fundo de investimentos que comprou no ano passado um clube da quarta divisão belga.

Não, Anelka não é do Galo. Nunca foi. E, já praticamente aposentado dos gramados, é certo dizer também que: nunca será.


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Atlético-MG pode levar gol de goleiro nas oitavas da Libertadores; entenda
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Rafael Reis

Não se surpreenda se o Atlético-MG levar gol de goleiro no confronto contra o Racing, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América.

Desde a aposentadoria de Rogério Ceni, no fim do ano passado, o veterano Sebastián Saja, 36, camisa 1 da equipe azul de Avellaneda, é o “goleiro-artilheiro” mais conhecido do mundo.

Ao longo de 16 anos de carreira, o arqueiro argentino já marcou 20 gols, todos em cobranças de pênalti.

Saja

Foram 12 tiros convertidos pelo San Lorenzo, clube onde iniciou sua trajetória e despontou para fama, sete pelo Racing, onde desde 2011, e um com a camisa do Grêmio.

Sim, o goleiro argentino teve uma passagem pelo futebol brasileiro entre 2007 e 2008 e até marcou um gol pelo Tricolor gaúcho.

O único gol de Saja pelo Grêmio foi aconteceu na derrota por 2 a 1 para o Figueirense, pelo Brasileiro de 2007. O feito, no entanto, foi eclipsado por um frango sofrido pelo argentino.

Saja começou a bater pênaltis em 2002, quando o goleiro paraguaio José Luis Chilavert chamava a atenção de todo mundo com seus tiros penais e cobranças de falta e o são-paulino Rogério Ceni seguia o mesmo caminho.

No mesmo ano, fez o primeiro gol da decisão da edição inaugural da Copa Sul-Americana, conquistada pelo San Lorenzo com uma vitória por 4 a 0 sobre os colombianos do Atlético Nacional.

Seu gol mais recente foi anotado seis meses atrás, no 3 a 1 do Racing sobre o Boca Juniors, pelo Campeonato Argentino.

Canhoto, Saja tem um ótimo aproveitamento nas cobranças de pênalti e converteu até hoje cerca de 80% de todas as suas tentativas.

Apesar de ser ídolo de dois dos mais poderosos clubes da Argentina (San Lorenzo e Racing) e ter disputado quatro partidas pela seleção, o goleiro não deu muito certo no exterior.

Além do Grêmio, Saja teve passagens curtas por Brescia (ITA), Rayo Vallecano (ESP), América (MEX) e Córdoba (ESP). Fora da Argentina, só se firmou no AEK (GRE), onde ficou por três anos e ganhou um título de copa.

Então, torcedor do Atlético-MG, saiba que seu time pode sofrer um gol de goleiro nesta quarta-feira ou na próxima semana. E que isso já é algo corriqueiro na carreira de Saja.


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