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Fla com R$ 314 mi e River, R$ 223 mi; Libertadores terá o campeão mais caro

Rafael Reis

21/11/2019 04h00

Não importa se vai dar Flamengo ou River Plate na decisão deste sábado. A Copa Libertadores da América já sabe que consagrará neste ano seu campeão mais caro de todos os tempos.

Tanto o time brasileiro quanto a equipe argentina investiram pesado na construção dos seus elencos atuais, mais do que qualquer outro clube que já conquistou o principal torneio interclubes do futebol sul-americano.

Crédito: Pilar Olivares/Reuters

Segundo dados do "Transfermarkt", site especializado na cobertura do mercado global do futebol, o Flamengo gastou 67,5 milhões de euros (R$ 314,6 milhões) só com compra e empréstimo dos direitos econômicos dos jogadores que hoje estão à disposição do técnico Jorge Jesus.

O curso da montagem do elenco do River foi um pouco mais baixo, 47,8 milhões de euros (R$ 222,8 milhões), ainda assim mais alto do que a de todos os campeões anteriores da história da Libertadores.

O recorde de time mais caro a conquistar o posto de campeão sul-americano pertence ao clube argentino. No ano passado, a equipe dirigida por Marcelo Gallardo havia custado 46,6 milhões de euros (R$ 217,2 milhões, na cotação atual).

Os dois finalistas deste ano deste ano têm atualmente em seus elencos os jogadores mais caros já contratados por eles (e também dos seus respectivos países).

No caso do Fla, o reforço mais caro da história é o meia uruguaio Giorgian de Arrascaeta, tirado do Cruzeiro no começo de 2019 por 15 milhões de euros (quase R$ 70 milhões). Os outros dois integrantes desse pódio (Vitinho e Gerson) também estão na equipe que decide a Libertadores.

Já o River tem com recordista o centroavante Lucas Pratto, ex-Atlético-MG, que foi contratado do São Paulo em janeiro do ano passado por 11,5 milhões de euros (R$ 53,6 milhões). Mas, apesar do investimento grandioso, hoje ele é reserva dos "Millonarios".

Curiosamente, alguns dos jogadores mais importantes do time brasileiro e da equipe argentina foram contratações "gratuitas" ou que não custaram tanto assim.

O Fla não precisou pagar nada a Bayern de Munique e Atlético de Madri para contar com os laterais Rafinha e Filipe Luís. Como estavam com seus contratos encerrados, os dois jogadores custaram "apenas" o valor dos seus salários e o bônus que receberam pela assinatura do vínculo.

O River também não pagou nenhum clube para ter o volante Leonardo Ponzio, seu capitão. Já o zagueiro Javier Pinola, o meia Enzo Pérez e o atacante Rafael Santos Borré, três pilares da estratégia de Gallardo, custaram só 1,4 milhão de euros (R$ 6,5 milhões), 2,5 milhões de euros (R$ 11,6 milhões) e 3 milhões de euros (R$ 14 milhões), respectivamente.

Flamengo e River Plate decidem depois de amanhã, em Lima (Peru), qual é o melhor time da América do Sul neste ano. Os brasileiros, campeões em 1981, buscam o segundo título de Libertadores de sua história. A equipe argentina, vencedora em 1986, 1996, 2015 e 2018, quer o penta.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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