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Rafael Reis

“Cale-se Tite” e “vem pra briga, Cavani”: Messi nervosinho não é novidade

Rafael Reis

20/11/2019 04h20

No folclore do futebol, Lionel Messi é o craque bonzinho, aquele jogador que apanha, apanha, apanha e nunca revida, que raramente dá declarações polêmicas e tem uma vida particular livre de grandes escândalos.

Mas, como ninguém é santo, até mesmo um cara com esse perfil tem seus dias de fúria. De vez em quando, o craque do Barcelona e da Argentina faz questão de nos lembrar que ele também tem sangue quente.

O "Blog do Rafael Reis" relembra abaixo cinco vezes em que o hexacampeão do prêmio de melhor jogador do mundo (2009, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2019) perdeu a cabeça e teve atitudes que mancharam sua reputação de bom moço.

Crédito: AP

A FIM DE BRIGA
A confusão mais recente de Messi aconteceu na última segunda-feira, durante o amistoso entre Argentina e Uruguai. O craque se desentendeu com Edinson Cavani depois de uma falta e os dois começaram a bater boca. De acordo com o jornal "Olé", o centroavante do Paris Saint-Germain ficou irritado e chamou o craque do Barcelona para briga. O camisa 10 não baixou a bola e respondeu com um "quando quiser". A situação foi tão surreal que foi preciso Luis Suárez (sim, ele mesmo) intervir e separar a confusão entre seu colega e o parceiro de seleção.

CALA A BOCA, TITE
Cavani não foi o único alvo do argentino na Data Fifa de novembro. No amistoso contra o Brasil, na semana passada, a discussão de Messi foi com o técnico Tite. O astro não gostou de ouvir do treinador brasileiro que deveria ter recebido um cartão amarelo por uma falta que cometeu e, de dentro do campo, mandou o adversário "calar a boca". Tite retrucou com a mesma arma e também mandou Messi ficar quieto. A discussão entre os dois foi revelada pelo treinador na entrevista concedida após a derrota por 1 a 0, com gol do principal jogador da Argentina.

TÁ TUDO ARMADO
2019 certamente é o ano mais nervosinho de Messi. Em julho, o argentino deu chilique depois da eliminação de sua seleção na Copa América e disse que a competição estava armada para o Brasil ser campeão. O camisa 10 também se recusou a participar da cerimônia de entrega da medalha de bronze porque, nas suas palavras, não queria "fazer parte dessa corrupção". O tiroteio contra a Conmebol e a organização da Copa América lhe rendeu uma suspensão de três meses sem poder participar dos amistosos da Argentina.

44 SEGUNDOS
Foi esse o tempo exato de duração da estreia de Messi pela seleção principal da Argentina. Em 2005, o então adolescente de 18 anos que havia acabado de se sagrar campeão mundial sub-20 ficou apenas 44 segundos em campo antes de ser expulso do amistoso contra a Hungria. O cartão vermelho apareceu no segundo lance em que ele tocou na boca. Messi partiu em arrancada, foi puxado pela camisa e retribuiu metendo a mão no rosto do marcador. A agressão não escapou aos olhos do árbitro alemão Markus Merk, que mandou o garoto de volta para o vestiário.

NA PORRADA
Messi fica normalmente mais esquentado quando está com a camisa da Argentina. Mas em jogos do Barcelona, ele também já andou aprontando. E, para tirá-lo do sério, a partida nem precisa valer muita coisa. No troféu Joan Gamper de 2015, uma partida amistosa de pré-temporada disputada naquele ano contra a Roma, o atacante se irritou como o zagueiro Mapou Yanga-Mbiwa, pegou-o pelo pescoço e deu uma cabeçada no adversário. O árbitro deu aquela aliviada e só mostrou cartão amarelo para o craque.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.