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Como o Ajax faturou R$ 1,5 bilhão em 15 anos só com venda de jogadores
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Rafael Reis

Vinte e um ano depois de ser derrotado pela Juventus na final da Liga dos Campeões e ver cair por terra o sonho de emendar duas conquistas consecutivas de Champions, o Ajax volta nesta quarta-feira a decidir um título continental.

Mas, mesmo que não vença o Manchester United, em Estocolmo, na Suécia, na final da Liga Europa, o clube holandês terá cumprido uma de suas principais metas da temporada: apresentar aos grandes clubes do planeta uma nova safra de jovens talentosos que irá engordar seus cofres.

Afinal, desde meados da década de 1990, quando a Lei Bosman acabou com a ideia de jogadores como propriedade dos clubes e minou a capacidade de equipes de segundo escalão fazerem frente aos Real Madrid e Barcelona da vida, formar garotos e negociá-los com os maiores centros virou a tábua de salvação do Ajax.

Só nos últimos 15 anos, o clube de Amsterdã arrecadou cerca de 410 milhões de euros (pouco mais de R$ 1,5 bilhão) com venda de jogadores, a maioria recém-saída da adolescência.

O valor inclui as transferências para grandes centros de vários meninos que se tornaram astros de primeira grandeza do futebol mundial, como Zlatan Ibrahimovic, Luis Suárez, Wesley Sneijder e Jan Vertonghen.

Até mesmo o Manchester United, adversário desta quarta-feira, beneficiou-se da capacidade de formação de atletas do rival. O lateral esquerdo e zagueiro Daley Blind é cria das categorias de base do Ajax e custou 17,5 milhões (64,6 milhões).

Dos 410 milhões de euros que faturou com venda de jogadores desde a temporada 2002/03, o Ajax só gastou 51% na contratação de novos atletas. E a maior parte desses 211 milhões de euros (R$ 780 milhões) foi investida em jovens com potencial de venda futura.

Esses são os casos do atacante brasileiro David Neres, de apenas 20 anos, que foi contratado do São Paulo em janeiro por 12 milhões de euros (R$ 44 milhões) e ainda frequenta o banco de reservas, e das duas maiores apostas do clube holandês para faturar alto na próxima janela de transferências.

O zagueiro colombiano Davinson Sánchez, também de 20 anos, foi buscado no Atlético Nacional depois da conquista da Libertadores do ano passado e custou 5 milhões de euros (R$ 18,5 milhões). Agora, já vale 25 milhões de euros (R$ 92 milhões) e está na mira do Barcelona.

Já o atacante alemão Amin Younes, três anos mais velho, está na Holanda desde 2015 e foi adquirido do Borussia Mönchengladbach por 2,5 milhões de euros (R$ 9,2 milhões). O clube holandês já rejeitou uma proposta de 12 milhões de euros (R$ 44 milhões) pelo jogador, que interessa a Borussia Dortmund e RB Leipzig.

É por isso, que mesmo que não conquiste a Liga Europa, o Ajax já pode se considerar um vencedor.


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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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Por que gigantes europeus, como o Dortmund, têm ações na Bolsa?
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Rafael Reis

A investigação feita pela Promotoria Federal da Alemanha apontou que o ataque terrorista cometido contra o ônibus que transportava os jogadores do Borussia Dortmund para a partida contra o Monaco, no dia 11 de abril, pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, possivelmente não teve um motivo religioso.

Segundo comunicado emitido na última sexta, o suspeito pela explosão que feriu o zagueiro espanhol Marc Bartra pode ter tido motivos econômicos para atacar o elenco alemão.

De acordo com a Promotoria, Sergej W, 28, que está preso por suposto envolvimento no caso, planejou o atentado para fazer o preço das ações do Dortmund na Bolsa dos Valores despencar e, assim, obter um lucro maior com a transação de títulos do clube.

Mas, afinal, o que leva equipes do primeiro escalão do futebol europeu, como o próprio Dortmund, o Manchester United, a Juventus e o Arsenal, a venderem ações na Bolsa de Valores?

Para começar, é preciso entender que a maior parte dos times do Velho Continente são empresas, ao contrário do que acontece no Brasil. Isso significa que eles possuem um ou mais proprietários e muitas vezes têm como objetivo dar lucro.

Alguns desses donos são globalmente conhecidos, casos do russo Roman Abramovich (Chelsea), do xeque qatari Abdullah bin Mohammed bin Saud Al Thani (Paris Saint-Germain) e de Mansour bin Zayed Al Nahyan (Manchester City), filho do emir de Abu Dhabi.

Já o modelo brasileiro, em que o clube pertence a uma comunidade de associados que elegem um presidente e um conselho responsável pela administração da agremiação, é restrito a algumas poucas equipes da elite europeia, como o Barcelona e o Real Madrid.

O motivo que leva os clubes-empresas a abrirem capital e ingressarem nas Bolsas de Valores é o mesmo que faz com que qualquer outro tipo de companhia venda ações: levantar dinheiro e aumentar seu potencial de investimento.

O modelo é usado no futebol desde o início da década de 1980. Em 1983, o Tottenham fez história ao lançar ações na Bolsa de Londres. Mas o caso mais conhecido veio oito anos depois, quando o Manchester United abriu seu capital para arrecadar os 10 milhões de libras  (R$ 40 milhões) necessários para a modernização do seu estádio, o Old Trafford.

De acordo com um estudo da KPMG, uma gigante global dos ramos de auditoria e consultoria, havia no final do ano passado 22 clubes europeus com capital aberto, ou seja, ações à venda em Bolsas de Valores.

Arsenal, Manchester United (Inglaterra), Juventus, Lazio, Roma (Itália), Lyon (França), Borussia Dortmund (Alemanha), Benfica, Porto, Sporting (Portugal), Ajax (Holanda), Trabzonspor, Besiktas, Galatasaray, Fenerbahce (Turquia) e Celtic (Escócia) eram os principais integrantes desse grupo.

Essa forma de negócio, no entanto, não é exclusiva da Europa. Os três maiores clubes chilenos, Universidad Católica, Universidad de Chile e Colo Colo, por exemplo, também estão na Bolsa.

Já no Brasil, a abertura de capital ainda é um tabu, principalmente pelo fato de a ampla maioria dos clubes ser formada por associações geridas por sócios, e não por empresas. Bahia, Vitória e Paraná já flertaram com modelos de gestão alternativos, mas não chegaram a vender suas ações para investidores externos.


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Por onde andam os jogadores do Manchester que impediu Mundial do Palmeiras?
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Rafael Reis

Afinal, o Palmeiras é ou não é campeão mundial? Em 1999, o time alviverde conquistou a Taça Libertadores da América e teve a chance de colocar um ponto final nesta dúvida, existente desde a vitória na Copa Rio-1951, torneio que foi reconhecido pela Fifa como o primeiro de dimensões mundiais, mas que é motivo de descrença da maioria dos aficcionados rivais.

Uma falha de Marcos e o gol de Roy Keane impediram o tão sonhado título e fizeram o Manchester United conquistar pela primeira vez em sua história o Mundial.

Dezoito anos depois, saiba o que aconteceu com os jogadores do clube inglês que derrotaram a equipe brasileira por 1 a 0, no dia 30 de novembro de 1999, no Japão, e mantiveram viva a piada “o Palmeiras não tem Mundial” para os torcedores adversários do atual campeão brasileiro.

POR ONDE ANDA – MANCHESTER UNITED DE 1999?

Mark Bosnich (45 anos) – Contratado para substituir a lenda Peter Schmeichel, o goleiro australiano não teve vida longa em Old Trafford e acabou liberado após disputar 23 partidas pelo United.  Em 2003, foi demitido do Chelsea após ser flagrado no doping por uso de cocaína. Por opção, ficou cinco anos longe do futebol. Quando retornou, jogou por duas temporadas na Austrália. Hoje, é comentarista da Fox Sports em sua terra natal.

Gary Neville (42 anos) – O lateral direito jogou até 2011 no United, o único clube que defendeu em toda a carreira. Após a aposentadoria, trabalhou por quatro anos como assistente da seleção inglesa. Em 2015, tentou seu primeiro voo solo como técnico, mas a experiência de comandar o Valencia durou só quatro meses. Enquanto não arranja outro clube, comenta futebol na Sky Sports.

Mikaël Silvestre (39 anos) – Caçula da equipe escalada para enfrentar o Palmeiras, o zagueiro francês passou pelo futebol dos EUA e jogou profissionalmente até 2014, quando disputou a Superliga Indiana pelo Chennaiyin. De 2015 até o final do ano passado, trabalhou como diretor de futebol do Rennes, clube que o revelou. Atualmente, dedica-se à produção e comercialização de rum.

Jaap Stam (44 anos) – Um dos principais zagueiros do mundo no final do século passado, o holandês voltou ao futebol inglês em junho do ano passado. Não como jogador, evidentemente, mas sim como treinador. Depois de trabalhar como auxiliar do Zwolle e do Ajax, na Holanda, ele assumiu o comando do Reading, atual quinto colocado da segunda divisão da Inglaterra.

Denis Irwin (51 anos) – Outro exemplo de jogador que fez história no Manchester United, o lateral esquerdo irlandês vestiu por 12 anos a camisa do clube e só saiu de lá para atuar duas temporadas no Wolverhampton antes de se aposentar. Após pendurar as chuteiras, voltou a Old Trafford para trabalhar como apresentador da MUTV, o canal de TV oficial dos “Red Devils”.

David Beckham (41 anos) – O popstar daquela equipe, ficou conhecido como sinônimo de homem elegante e bonito, foi durante anos o jogador de futebol que mais ganhou dinheiro no planeta e até hoje estrela incontáveis campanhas publicitárias. Casado com Victoria Beckham, ex-integrante do Spice Girls, está aposentado há quatro anos. Pretende estrear em 2019 como dono de time –é um dos acionistas da nova equipe de Miami que planeja entrar na MLS.

Roy Keane (45 anos) – Autor do gol do título mundial, o volante que ficou famoso pelo temperamento difícil deixou os gramados em 2006 e já deu início a uma nova carreira fora dos gramados. Em 11 anos, dirigiu o Sunderland e o Ipswich Town, trabalhou como auxiliar do Aston Villa e, desde 2013, é assistente de Martin O’Neill na seleção irlandesa, que disputou a última Eurocopa.

Nicky Butt (42 anos) – Assim como Denis Irwin, o volante trabalha no Manchester United desde que pendurou as chuteiras, em 2011, em Hong Kong. Butt é atualmente o chefe das categorias de base do clube e também dirige a equipe sub-23 que disputa a Premier League 2 (Campeonato Inglês de reservas). Além disso, é sócio dos irmãos Neville, de Paul Scholes e de Ryan Giggs no Salford City, time que disputa divisões amadoras da Inglaterra.

Ryan Giggs (43 anos)  – Lenda em Old Trafford, jogou até os 41 anos e disputou 672 partidas pelo Manchester United até a aposentadoria, em 2014. Na última temporada, chegou a quebrar o galho como jogador-treinador da equipe. Após pendurar as chuteiras, virou auxiliar de Louis van Gaal. Cotado para suceder o holandês no cargo, acabou preterido por José Mourinho e deixou o clube em julho.

Paul Scholes (42 anos) – Assim como Giggs e Gary Neville, não defendeu outro clube na carreira. Scholes se aposentou em 2011, ficou um ano parado e retornou ao Manchester United para disputar mais uma temporada antes de deixar de vez o futebol profissional. O meia trabalhou nas categorias de base dos “Red Devils” e auxiliou Giggs no período em que ele dirigiu interinamente a equipe. Hoje, atua pela equipe de veteranos do United.

Ole Gunnar Solskjaer (44 anos) – Herói da conquista do título europeu, meses antes, o atacante norueguês está aposentado há dez anos e já construiu uma carreira sólida como técnico. Depois de dirigir a equipe B do Manchester United e o Cardiff City, Solskjaer está desde 2015 à frente do Molde, quinto colocado no último Campeonato Norueguês.

Teddy Sheringham (50 anos) – O atacante, que entrou no segundo tempo da decisão contra o Palmeiras, prolongou a carreira até os 42 anos e se aposentou defendendo o Colchester United, hoje na quarta divisão inglesa. Trabalhou como técnico do ataque do West Ham e dirigiu o Stevenage, também na quarta divisão, durante parte da temporada passada.

Dwight Yorke (45 anos) – O maior nome da história de Trinidad e Tobago passou quase toda a carreira na Inglaterra, jogou até os 37 anos e conseguiu a proeza de disputar uma Copa do Mundo por seu país. Depois de aposentado, trabalhou por um ano como assistente técnico da seleção trinitina. Voltou às manchetes no mês passado, quando foi proibido de entrar nos EUA para uma partida de másters por ter um visto iraniano carimbado em seu passaporte.

Alex Ferguson (75 anos) – Um dos maiores (talvez até o maior) nome da história do Manchester United. Foram quase 27 anos e 38 títulos como treinador da equipe inglesa. Depois que deixou o comando do time, em 2013, virou membro da diretoria. Sir Alex Ferguson também dá nome a um dos setores do Old Trafford.


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Sorriso, cantada e tradução: a vida da brasileira que trabalha no United
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Rafael Reis

Débora Barbosa já fez Ángel di María sorrir, recebeu cantada de Ander Herrera e está acostumada a bater papo com David de Gea, Antonio Valencia e Marcos Rojo.

A universitária brasileira de 21 anos, que deixou sua casa em Francisco Beltrão (PR) aos 15 para fazer um intercâmbio nos Estados Unidos e nunca mais voltou, trabalha em uma empresa de dar inveja a todos que gostam de futebol: o Manchester United.

Debora Barbosa

A estudante de administração da Universidade de Salford faz parte do grupo de tradutores do maior campeão da história do futebol inglês.

É ela quem acompanha os jogadores espanhóis e sul-americanos em eventos para a comunidade, como visitas a hospitais e escolas. Além disso, Débora faz traduções para patrocinadores do United nos camarotes de Old Traffford durante as partidas.

“Conheço aquele estádio como a palma da minha mão”, resume a estudante.

A paranaense foi parar no clube quase que por acaso. Filha de torcedor do Internacional e apaixonada por futebol desde a infância, ela se mudou para a Inglaterra a convite de uma intercambista tailandesa que conheceu nos EUA.

“No meu primeiro dia de faculdade, em 2013, fui até um painel de oportunidades de trabalho, e o escudo do United me chamou a atenção. Eles procuravam uma voluntária para ensinar as criancinhas da cidade a jogar futebol”.

“Fui para a entrevista e falei que não jogava futebol desde a infância, mas que sabia alemão, espanhol, português e inglês. Então, me colocaram para trabalhar com crianças de Angola e começaram a me testar como tradutora”, conta.

A maior parte do trabalho de Débora é voluntário (só recebe nos dias de jogos). Mas a estudante já recebeu a promessa de que será contratada assim que terminar a faculdade, em 2018. É por isso que não desiste do United… por isso, e também porque se diverte demais no trabalho.

“Na primeira vez que fui traduzir o Di María, a assessora veio me alertar que ele possivelmente seria grosso comigo. Mas assim que o cumprimentei em espanhol, ele abriu um sorriso e falou algo como ‘até que enfim alguém que não fala inglês por aqui'”, conta.

“Outra vez, fiz um evento com os jogadores espanhóis e o Ander Herrera deu em cima de mim. Eu estava traduzindo o De Gea, o Víctor Valdés chegou e me deu um beijo quando descobriu que eu era brasileira e o Herrera me chamou para jantar. Mas não aconteceu nada. Temos ordens para não nos aproximarmos dos jogadores do clube”.

Depois de três anos com o United encravado em sua rotina, Débora já não se imagina mais vivendo fora do futebol. E faz planos ousados para o futuro. Ela quer, basicamente, fazer história.

“Nunca imaginei que trabalharia com futebol. Mas agora é minha paixão. Já disse para meu chefe que um dia serei a primeira chefe internacional do Manchester United. Todos são britânicos. Serei a primeira estrangeira a mandar lá”, diverte-se.

E a tradutora também manda uma mensagem para quem, assim como ela, sonha alto.

“Nunca tive familiares ricos e aceitei trabalhar de graça. Qualquer um pode chegar onde quiser. Só é preciso correr atrás do sonho. Quero que as pessoas se sintam inspiradas com a minha história.”


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Manchester United, Torino, Zâmbia: as maiores tragédias aéreas do futebol
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Rafael Reis

O acidente sofrido pelo elenco da Chapecoense nesta terça-feira, a caminho da Colômbia para a disputa da primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, não foi infelizmente a primeira tragédia aérea que chocou o futebol mundial.

A história do esporte tem vários casos semelhantes ao que agora se abateu sobre a equipe catarinense.

Relembramos abaixo as cinco maiores tragédias aéreas da história do futebol mundial:

TORINO/1949
Torino
Aquela que é considerada uma das maiores equipes de futebol da história do futebol italiano teve um fim trágico. Após um amistoso contra o Benfica, o avião que levava o elenco do Torino de volta para casa se chocou contra uma das torres da Basílica de Superga, em Turim, matando os 30 passageiros a bordo (18 jogadores). Com elenco dizimado, o clube usou seu time juvenil nas últimas rodadas do Italiano. Os adversários, por respeito, fizeram o mesmo, e o Torino conquistou seu quinto título nacional consecutivo. Mais de 500 mil pessoas acompanharam o funeral da equipe.

MANCHESTER UNITED/1958
Manchester United
Após se classificar superar o Estrela Vermelha e se classificar para as semifinais da Copa Europeia (hoje Liga dos Campeões), o Manchester United foi abatido por uma tragédia na escala que fez em Munique. Seu avião tentou decolar três vezes na Alemanha, e, na última sofreu um grave acidente. Oito jogadores e três membros da diretoria morreram. O acontecimento pôs fim aos Busby Babes, equipe histórica do United que ganhou dois Campeonatos Ingleses com uma baixíssima média de idade. O técnico Matt Busby e Bobby Charlton, que seria o maior astro da conquista inglesa na Copa-1966, foram dois dos sobreviventes.

THE STRONGEST/1969
Strongest
Em meio ao clima pesado do golpe militar que colocou o general Alfredo Ovando Candía no poder na Bolívia, o avião que carregava o Strongest depois da disputa de um quadrangular em Santa Cruz de la Sierra desapareceu. Restos da aeronave foram encontrados em uma região montanhosa, em Viloco. No total, 16 jogadores do Strongest morreram no acidente, que até hoje não foi esclarecido. O clube recebeu uma licença e ficou um ano fora das competições até retornar às atividades.

ALIANZA LIMA/1987
Alianza Lima
Segundo maior campeão da história do futebol peruano, o Alianza Lima caminhava para encerrar um jejum de nove anos sem conquistar o título nacional quando o avião que carregava sua equipe rumo ao aeroporto de Lima caiu no mar. Um total de 43 pessoas, sendo 16 jogadores, morreu no acidente. Uma das vítimas foi o goleiro José Gonzalez Ganoza, tio do atacante Paolo Guerrero. Após a tragédia, Teófilo Cubillas, o maior nome da história da modalidade no país, aceitou voltar da aposentadoria para ajudar na reconstrução da Alianza Lima.

ZÂMBIA/1993
Zambia
A seleção da Zâmbia era a sensação das eliminatórias africanas e caminhava para a inédita classificação para a Copa do Mundo-1994 quando uma tragédia interrompeu esse sonho. O time viajava para Dacar, no Senegal, quando o motor direito (o esquerdo já estava danificado por um incêndio) do avião parou de funcionar e a aeronave caiu nos arredores de Libreville, capital do Gabão. Os 25 passageiros, incluindo 18 jogadores, morreram, e a Zâmbia perdeu a vaga no Mundial para Marrocos.


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Rivalidade à prova: os 5 maiores confrontos Mourinho x Guardiola
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Rafael Reis

José Mourinho e Pep Guardiola, os dois técnicos mais importantes e influentes do futebol mundial no século 21, têm pela frente um aguardado encontro neste fim de semana.

Após assumirem novos desafios nesta temporada, o português e o espanhol protagonizam neste sábado, a partir das 8h30 (de Brasília), o primeiro Manchester United x Manchester City de suas carreiras.

Mourinho-Guardiola

A partida, válida pela quarta rodada do Campeonato Inglês, será o 17º confronto direto desta rivalidade.

A vantagem de Guardiola é bastante expressiva. São sete vitórias do atual comandante do City, contra apenas três triunfos do treinador do United.

Mesmo atrás no retrospecto, Mourinho também já teve seus momentos de glória contra o maior rival.

Relembramos abaixo os cinco principais encontros dos dois badalados treinadores.

INTER DE MILÃO 3 x 2 BARCELONA
Liga dos Campeões 2009/10
Vitória de Mourinho

O placar é o somatório das duas partidas da semifinal da Liga dos Campeões. O confronto é sem dúvida um dos maiores momentos da carreira de Mourinho. Após derrotar o celebrado Barcelona de Guardiola e Messi por 3 a 1 no jogo de ida, o treinador português armou uma retranca histórica na partida de volta, a ponto de Eto’o virar um marcador de lateral. A estratégia deu certo: os italianos perderam por apenas um gol na Espanha e avançaram para a conquista do título europeu.

BARCELONA 5 x 0 REAL MADRID
Campeonato Espanhol 2010/11
Vitória de Guardiola

Seis meses depois da derrota para a Inter na Liga dos Campeões, Guardiola deu a Mourinho a pior recepção possível ao Campeonato Espanhol. No primeiro clássico à frente do Real Madrid, o técnico português levou uma goleada histórica do Barcelona: 5 a 0, acabando com uma invencibilidade de 26 partidas do time da capital. Curiosamente, Messi passou em branco nesse jogo: Villa (2), Xavi, Pedro e Jeffren fizeram os gols.

REAL MADRID 1 x 0 BARCELONA
Copa do Rei 2010/11
Vitória de Mourinho

A primeira vitória de Mourinho sobre Guardiola em um clássico espanhol lhe deu também seu primeiro título no Real Madrid. O 1 a 0 sobre o Barcelona, com gol de Cristiano Ronaldo, decidiu a Copa do Rei em favor dos merengues e decretou o encerramento de um período de três anos sem uma única taça levantada pelo Real.

BARCELONA 3 x 1 REAL MADRID
Liga dos Campeões 2010/11
Vitória de Guardiola

Pelo segundo ano consecutivo, Mourinho e Guardiola se encontraram em uma semifinal da Liga dos Campeões. Mas, em 2011, quem se saiu melhor foi o catalão. A vitória por 2 a 0 do Barcelona no jogo de ida não deu chance ao português de repetir a retranca da temporada anterior. Com o empate por 1 a 1 na volta, os catalães foram à decisão e abriram caminho para o título.

REAL MADRID 2 x 1 BARCELONA
Campeonato Espanhol 2011/12
Vitória de Mourinho

A primeira vitória do Real Madrid em quatro anos no Camp Nou também deixou o time da capital e Mourinho a um passo da conquista do título espanhol daquela temporada. O clássico foi decidido por Khedira e Cristiano Ronaldo, enquanto Alexis Sánchez descontou para o Barcelona. Messi, a maior esperança de Guardiola para bater o arquirrival, teve uma atuação discreta.


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5 novelas para acompanhar na última semana da janela de transferências
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Rafael Reis

A janela de transferências para as principais ligas da Europa fecha daqui uma semana. Isso significa que clubes de Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França têm até o dia 31 para fecharem seus elencos para a primeira metade da temporada 2016/17.

Apesar do pouco tempo para o encerramento das negociações, há muita coisa que ainda precisa ser definida: contratações para suprir deficiências, jogadores indesejados para serem negociados e jovens que precisam ser emprestados para ganhar experiência.

Separamos agora as cinco maiores novelas que se arrastaram até a última semana da janela de transferências e que têm apenas mais sete dias para ganharem um final feliz.

O QUE SERÁ DE BALOTELLI?
Balotelli
Ex-futuro candidato ao posto de um dos melhores jogadores do mundo, o problemático atacante está completamente fora dos planos do Liverpool depois de um mal sucedido empréstimo ao Milan na temporada passada. Ciente de que não terá chance nos Reds, Balotelli tentou emplacar transferências para Ajax e Besiktas, mas os dois clubes o recusaram. Seu destino mais provável é um time menor do futebol italiano. Bologna, Chievo e Sassuolo são os interessados em contratá-lo.

O 4º ATACANTE DO BARCELONA
Barcelona
Um clube com a importância e o dinheiro do Barcelona não deve ter dificuldade para convencer um atacante a vestir sua camisa, certo? Errado. O time catalão passou a janela de transferências inteira tentando em vão contratar um jogador para ser o substituto direto de Messi, Neymar e Suarez. Gameiro, Vietto e Gabriel Jesus foram alguns dos nomes que recusaram o Barça e preferiram outras equipes. De acordo com o meia Iniesta, nenhum homem de frente quer jogar no gigante catalão por ter certeza que será reserva.

OS INDESEJADOS DE MOURINHO
Schweinsteiger
Não é segredo nenhum que José Mourinho não curte muito alguns jogadores do Manchester United e adoraria se ver livre deles. Bem, resta uma semana para o treinador português encontrar um novo clube para o volante alemão Schweinsteiger, que chegou a ser rebaixado para o time B, o lateral direito Darmian e o meia-atacante Depay, por exemplo. Quanto ao meia Mata, seu desafeto dos tempos de Chelsea, a situação melhorou: o espanhol tem sido inclusive titular da equipe no começo da temporada.

TROCA-TROCA DOS GOLEIROS
Brav
Essa novela está mais encaminhada. Em sua primeira temporada no Manchester City, Pep Guardiola não quer saber de Hart como goleiro titular e decidiu contratar Bravo. O Barcelona, por sua vez, optou por ir atrás do holandês Cilessen, do Ajax, para a vaga que será aberta pela saída do chileno. Os dois negócios estão praticamente concretizados. O que está em aberto é qual será o destino de Hart, dono da camisa 1 da seleção inglesa. O Everton tem interesse, mas os 35 milhões de euros (R$ 128 milhões) pedidos pelo City dificultam a transação.

CADÊ O DINHEIRO DA CHINA DO MILAN?
Berlusconi
A venda para um grupo de investidores chineses após 30 anos de administração de Silvio Berlusconi deu ao torcedor a esperança de ver o Milan sair do marasmo das últimas temporadas e voltar a ser grande, pelo menos na Itália. Mas, apesar de o acordo prever um investimento de R$ 350 milhões (quase R$ 1,3 bilhão) nos últimos três anos, o mercado milanista tem sido decepcionante. O reforço mais conhecido é José Sosa, um meia argentino que não deu certo no Bayern e no Atlético de Madri. Uma contratação mais impactante, como o meia espanhol Isco, do Real Madrid, é o sonho para a última semana da janela.


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Rafael Reis

Nome oficial: Premier League
Período de disputa: 13/08/2016 a 21/05/2017
Rodadas: 38
Atual campeão: Leicester (1 título)
Maior campeão: Manchester United (20 títulos)
Promovidos:  Burnley, Middlesbrough e Hull City
Rebaixados: Newcastle, Norwich e Aston Villa
NA TV: A ESPN tem exclusividade dos direitos de transmissão e promete exibir os 380 jogos do campeonato em alguma plataforma (TV, app ou site)


O FAVORITO
Manchester United
Zlatan
Não dá para esperar um novo Leicester nesta temporada. Esse tipo de fenômeno só acontece uma vez a cada muito tempo. O próximo campeão inglês deve ser óbvio. E nada mais óbvio que ver um time com Pogba, Rooney e Ibrahimovic, todos comandados por um revitalizado José Mourinho, levantando a taça.

A ZEBRA
West Ham
Payet
Sétimo colocado na temporada passada, ficou a quatro pontos da classificação para a Liga dos Campeões. Seu grande feito foi ter mantido o meia-atacante francês Payet, um dos destaques da última Premier League. Além disso, reforçou-se bem com o ganês André Ayew e o argelino Feghouli. Para completar, vai estrear sua nova casa: o estádio Olímpico de Londres, construído para os Jogos de 2012.

O CRAQUE
Paul Pogba
Paul Pogba
Contratação mais cara da história do futebol mundial (110 milhões de euros), o meia francês de 23 anos retorna ao Manchester United quatro temporadas depois de deixar Old Trafford para conseguir suas primeiras chances reais como profissional na Juventus. Apontado como um possível futuro melhor jogador do planeta, Pogba irá dividir com Rooney e Ibrahimovic a responsabilidade de conduzir o maior campeão inglês ao título nacional após três anos de jejum.

A CARA NOVA
Pep Guardiola
Pep Guardiola
É difícil cravar se a mudança será para melhor ou pior, mas é certo que o Manchester City será radicalmente diferente nesta temporada. Culpa do Pep Guardiola (ex-Barcelona e Bayern de Munique), que vai levar seu jogo de passes curtos e alternâncias táticas para a Inglaterra.  É para ter peças capazes de executar esse estilo que o técnico espanhol tanto gosta que o clube gastou quase 200 milhões de euros em contratações.


QUEM MAIS GASTOU EM REFORÇOS

1º – Manchester City – 194,8 milhões de euros
2º – Manchester United – 190 milhões de euros
3º – Liverpool – 79,9 milhões de euros
4º – Chelsea – 74,8 milhões de euros
5º – Arsenal – 52 milhões de euros


AS CONTRATAÇÕES MAIS CARAS

1º – Paul Pogba (M, FRA, Manchester United) – 110 milhões de euros
2º – John Stones (Z, ING, Manchester City) – 55,8 milhões de euros
3º – Leroy Sané (MA, ALE, Manchester City) – 50 milhões de euros
4º – Granit Xhaka (M, SUI, Arsenal) – 45 milhões de euros
5º – Henrikh Mkhitaryan (MA, ARM, Manchester United) – 42 milhões de euros
6º – Sadio Mané (MA, SEN, Liverpool) – 41,2 milhões de euros
7º – Michy Batshuayi (A, BEL, Chelsea) – 39 milhões de euros
8º – Eric Bailly (Z, CMF, Manchester United) – 38 milhões de euros
9º – N’Golo Kanté (V, FRA, Chelsea) – 35,8 milhões de euros
10º – Gabriel Jesus (A, BRA, Manchester City) – 32 milhões de euros*

*o jogador se apresenta em janeiro de 2017


SELEÇÃO DOS MAIS VALIOSOS DO CAMPEONATO*

G – David de Gea (ESP, Manchester United) – 40 milhões de euros
LD – Nathaniel Clyne (ING, Liverpool) – 21 milhões de euros
Z – Nicolás Otamendi (ARG, Manchester City) – 32 milhões de euros
Z – John Stones (ING, Manchester City) – 28 milhões de euros
LE – Luke Shaw (ING, Manchester United) – 21 milhões de euros
M – Cesc Fàbregas (ESP, Chelsea) – 45 milhões de euros
M – Paul Pogba (FRA, Manchester United) – 70 milhões de euros
MOC – Kevin de Bruyne (BEL, Manchester City) – 60 milhões de euros
AD – Érik Lamela (ARG, Tottenham) – 26 milhões de euros
AC – Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 60 milhões de euros
AE – Eden Hazard (BEL, Chelsea) – 65 milhões de euros

*valores de mercado de acordo com o site Transfermarkt


ESTRANGEIROS

373 jogadores (67% do total)

34 espanhóis
29 franceses
24 irlandeses
21 belgas
19 holandeses


BRASILEIROS

São 12, além de dois naturalizados que possuem dupla cidadania, o espanhol Diego Costa (Chelsea) e o eslovaco Dionatan Teixeira (Stoke City)

Liverpool: Philippe Coutinho, Roberto Firmino e Lucas Leiva
Chelsea: Oscar, Willian, Kenedy e Lucas Piazón
Manchester City: Fernandinho e Fernando
Arsenal: Gabriel Paulista
Manchester United: Andreas Pereira
Watford: Gomes


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Após 16 anos, Real perde recorde de contratação mais cara da história
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Rafael Reis

A contratação de Paul Pogba pelo Manchester United irá tirar do Real Madrid um posto do qual ele tanto se orgulhava há 16 anos: o de responsável pela transferência mais cara da história do futebol.

O clube inglês pagará à Juventus algo entre 110 milhões de euros (R$ 388 milhões) e 120 milhões de euros (R$ 422 milhões), valor que transforma o meio-campista francês no jogador mais caro de todos os tempos.

Paul Pogba

Até então, o maior negócio registrado era os 100 milhões de euros (R$ 353 milhões, na cotação atual) pagos em 2013 pelo Real ao Tottenham para ter o meia-atacante Gareth Bale.

O recorde de transferência mais cara da história, no entanto, pertencia ao time espanhol há bem mais tempo, desde o primeiro ano deste milênio.

Em 2000, o Real tirou o português Luís Figo do seu arquirrival, Barcelona, e o tornou o jogador mais caro do mundo.

A transação de 60 milhões de euros (R$ 211,8 milhões atuais) deixou para trás os 45 milhões de euros (R$ 158 milhões) que a Inter de Milão havia pago por Christian Vieri no ano anterior.

O Real ainda quebrou o recorde mais duas vezes antes da contratação de Bale, três anos atrás.

Primeiro com Zinedine Zidane, cuja saída da Juventus em 2001 custou 73,5 milhões de euros (259 milhões). Em 2009, foi a vez de Cristiano Ronaldo assumir o topo do ranking, quando deixou o Manchester United mediante pagamento de 94,5 milhões de euros (R$ 331,8 milhões).

Ter o jogador mais caro de todos os tempos não é um mero capricho do Real Madrid. A ideia faz parte da filosofia do clube, implantada pelo ex-presidente Santiago Bernabéu: para ser o maior time é necessário ter o maior estádio e o maior jogador.

Não à toa, a equipe espanhola também sonhou com Pogba e chegou a negociar com o francês, mas desistiu do negócio depois de perceber o montante de dinheiro que seria necessário para tirá-lo da Juventus.

Valorizado como nunca, o meia retorna para Old Trafford após quatro temporadas.

Cria das categorias de base do Manchester United, ele foi para a Itália praticamente de graça devido à falta de chances na equipe principal. Agora, volta com a responsabilidade de honrar o maior investimento já feito por um clube de futebol em um jogador.

O JOGADOR MAIS CARO DO MUNDO (evolução)

1984 – Diego Maradona (ARG)
Trocou o Barcelona pelo Napoli pelo equivalente a 13 milhões de euros

1992 – Gianluca Vialli (ITA)
Trocou a Sampdoria pela Juventus pelo equivalente a 16,5 milhões de euros

1996 – Alan Shearer (ING)
Trocou o Blackburn pelo Newcastle pelo equivalente a 21 milhões de euros

1997 – Ronaldo (BRA)
Trocou o Barcelona pela Inter de Milão pelo equivalente a 28 milhões de euros

1998 – Denílson (BRA)
Trocou o São Paulo pelo Betis pelo equivalente a 31,5 milhões de euros

1999 – Christian Vieri (ITA)
Trocou a Lazio pela Inter de Milão pelo equivalente a 45 milhões de euros

2000 – Luís Figo (POR)
Trocou o Barcelona pelo Real Madrid pelo equivalente a R$ 60 milhões de euros

2001 – Zinedine Zidane (FRA)
Trocou a Juventus pelo Real Madrid pelo equivalente a R$ 73,5 milhões de euros

2009 – Cristiano Ronaldo (POR)
Trocou o Manchester United pelo Real Madrid por 94,5 milhões de euros

2013 – Gareth Bale (GAL)
Trocou o Tottenham pelo Real Madrid por 100 milhões de euros

2016 – Paul Pogba (FRA)
Trocará a Juventus pelo Manchester United por 110 milhões ou 120 milhões de euros

Fonte: Transfermarkt


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