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Real e Juve gastaram R$ 3,8 bi para montar elencos finalistas da Champions
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Rafael Reis

Adversários na decisão da Liga dos Campeões da Europa, Real Madrid e Juventus levarão 1,05 bilhão de euros (R$ 3,8 bilhões) ao gramado do Millennium Stadium, em Cardiff, no próximo sábado.

É essa a soma dos investimentos em contratações feitos pelos dois melhores clubes da Europa na temporada 2016/17 para montar seus elencos atuais.

O Real, atual campeão e candidato a se tornar o primeiro time a emendar dois títulos de Champions em 27 anos, gastou mais.

Foram 624 milhões de euros (quase R$ 2,3 bilhões) torrados na chegada de 21 reforços –o restante do grupo dirigido por Zinédine Zidane foi formado em casa e não exigiu compra de direitos econômicos.

Três dos dez jogadores mais caros da história fazem parte do bilionário elenco espanhol: o galês Gareth Bale é o segundo colocado no ranking, o português Cristiano Ronaldo é o terceiro e o colombiano James Rodríguez, um reserva luxo do banco merengue, ocupa o oitavo lugar.

A Juventus, que busca o terceiro título europeu de sua história e o fim de um tabu de 21 anos sem a mais cobiçada taça do futebol mundial, pode até ter gasto menos que o Real. Mas isso não significa que seu investimento tenha sido modesto.

Para montar o elenco mais poderoso da Itália e um dos mais temidos do continente, o clube de Turim abriu os cofres e investiu mais de 424 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,5 bilhão).

A Juve também conta com um top 10 das maiores transferências do futebol mundial em todos os tempos: o centroavante argentino Gonzalo Higuaín, quarto colocado no ranking.

Além disso, conta com o goleiro mais caro da história, o capitão e ídolo Gianluigi Buffon, que foi contratado 16 anos atrás por quase 53 milhões de euros (R$ 193 milhões, na conversão atual).

O gasto da Juventus na montagem do seu elenco só não foi maior porque o clube soube aproveitar algumas situações de pechincha no mercado para captar bons jogadores.

O lateral direito brasileiro Daniel Alves e o meia alemão Sami Khedira, dois dos principais nomes do time dirigido por Massimiliano Allegri, chegaram a Turim depois de ficarem sem contrato no Barcelona e no Real Madrid, respectivamente. Ou seja, foram contratações que não obrigaram a Juve a colocar a mão no bolso para pagar por direitos econômicos.

5 REFORÇOS MAIS CAROS DO ELENCO DO REAL MADRID
1º – Gareth Bale – 101 milhões de euros, em 2013
2º – Cristiano Ronaldo – 94 milhões de euros, em 2009
3º – James Rodríguez – 75 milhões de euros, em 2014
4º – Karim Benzema – 35 milhões de euros, em 2009
5º – Danilo – 31,5 milhões de euros, em 2015

5 REFORÇOS MAIS CAROS DO ELENCO DA
1º – Gonzalo Higuaín – 90 milhões de euros, em 2016
2º – Gianluigi Buffon – 52,9 milhões de euros, em 2001
3º – Paulo Dybala – 40 milhões de euros, em 2015
4º – Miralem Pjanic – 32 milhões de euros, em 2016
5º – Alex Sandro, 26 milhões de euros, em 2015


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Buffon largou casamento para viver com apresentadora esportiva de TV
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Rafael Reis

Um dos maiores goleiros de todos os tempos, Gianluigi Buffon não se limita a viver o futebol apenas quando está nos treinos e jogos da Juventus, uma das finalistas da Liga dos Campeões da Europa.

O esporte faz parte da rotina do veterano de 39 anos mesmo quando ele está longe dos campos. Não importa se ele está dentro de casa, em um passeio de iate pelo Mediterrâneo ou mesmo em um jantar romântico, a bola sempre o persegue.

Isso porque sua mulher também tem o futebol como “ganhão pão”.

Ilaria D’Amico é uma espécie de Renata Fan italiana. A apresentadora comanda programas esportivos na televisão há quase duas décadas. Já trabalhou na RAI, emissora pública do país, e hoje faz parte da equipe da SKY Sports.

Um dos rostos mais conhecidos da TV esportiva na Itália, a apresentadora e comentarista só não é mais popular e querida graças justamente a Buffon.

Ao contrário de Renata Fan, que tem uma vida amorosa bastante discreta e jamais foi vista com boleiros, D’Amico resolveu namorar um dos principais nomes do futebol italiano… e quando ele ainda era casado.

O escândalo estourou no primeiro semestre de 2014, pouco antes da Copa do Mundo do Brasil, e fez a festa dos jornalistas de celebridade locais.

Em meio a rumores de que estaria tendo um caso extraconjugal com a apresentadora pipocando na imprensa, Buffon decidiu se separar da modelo e atriz tcheca Alena Seredova, mãe dos seus dois primeiros filhos.

Logo depois do Mundial, o goleiro e D’Amico foram flagrados em clima de romance na Grécia por paparazzo de uma revista de fofocas. Na sequência, decidiram assumir o polêmico relacionamento.

O casal está junto desde então e já tem um filho, o pequeno Leopoldo Mattia, nascido em janeiro do ano passado.

“Com Buffon, vivo constantemente um conflito de interesses”, admitiu a jornalista, em março, sobre o fato de ser paga para analisar o desempenho de jogadores de futebol, inclusive, do seu marido.

O certo é que Ilaria D’Amico estará no Millenium Stadium, em Cardiff, no dia 3 de junho, para a decisão da Champions, entre Juventus e Real Madrid. Resta saber se apenas para torcer para o marido, ou também para entrevistá-lo.


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Conheça os brasileiros que podem ser campeões na Europa neste fim de semana
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Rafael Reis

A menos de um mês do encerramento oficial da temporada 2016/17 do futebol europeu, os principais campeonatos nacionais do Velho Continente caminham para a definição.

Alguns deles, como o Alemão (Bayern de Munique), o Grego (Olympiacos), o Russo (Spartak Moscou) e o Ucraniano (Shakhtar Donetsk), já conhecem seus campeões. Em outros, a conclusão da disputa pelo título é apenas uma questão de dias.

Conheça abaixo os jogadores brasileiros que podem se sagrar campeões nacionais na Europa neste fim de semana.

JUVENTUS

Finalistas da Liga dos Campeões da Europa, os laterais Daniel Alves e Alex Sandro, além do goleiro Neto, precisam apenas de um empate na “decisão” contra a Roma, vice-líder, no domingo, para ajudar a Juventus a conquistar com duas rodadas de antecedência o sexto título italiano consecutivo. O time de Turim tem sete pontos de vantagem para a Roma e oito para o Napoli, que ainda tem chances. O clube do sul da Itália, no entanto, leva a pior no confronto direto com a Juventus, primeiro critério de desempate.

CHELSEA

David Luiz, Willian e Kenedy podem ser campeões ingleses já nesta sexta-feira. Para isso, basta que o Chelsea (84 pontos) derrote o West Bromwich, fora de casa. Caso o líder da Premier League não vença seu compromisso válido pela antepenúltima rodada, a conquista antecipada do troféu dependerá de um tropeço do Tottenham (77), vice-líder e única ameaça ao título, no difícil encontro com o Manchester United.

MONACO

Fabinho, Jemerson, Jorge e Boschilia não conseguiram levar o Monaco para a decisão da Liga dos Campeões, mas estão prestes a ver o time do Principado encerrar um jejum de 17 anos sem conquistar o título francês. A equipe da sensação Mbappé será campeã nacional neste domingo se conseguir aumentar a vantagem de três pontos que possui atualmente em relação ao Paris Saint-Germain, segundo colocado. Os monegascos recebem o Lille no mesmo horário do confronto entre PSG e Saint-Étienne.

BENFICA

Todo ano, uma porção de jogadores brasileiros conquista o campeonato português. Nesta temporada, Ederson, Luisão, Filipe Augusto, Jonas, Júlio César, Jardel e Marcelo Hermes estão com a mão na taça. São eles os representantes do futebol pentacampeão mundial no Benfica (78), atual tricampeão nacional, que precisa vencer o Vitória de Guimarães, no sábado, para ser tetra. Qualquer outro resultado abre a possibilidade de o Porto (73) levar a disputa para a última rodada, desde que derrote o Paços de Ferreira, no domingo.

FEYENOORD

Pouco conhecido no Brasil, o zagueiro Eric Botteghin, revelado no Grêmio Barueri e com passagem pelo Internacional, está perto de ajudar o Feyenoord a ser campeão holandês pela primeira vez neste século. A equipe de Roterdã entra na última rodada da Eredivisie, que será jogada neste domingo, com um ponto e cinco gols de vantagem no saldo de gols (primeiro critério de desempate) em relação ao Ajax. O Feyernoord joga em casa contra o Heracles. Já o time de Amsterdã visita o Willem II.

AJAX

Se o Feyenoord der bobeira e não derrotar o Heracles, David Neres e o Ajax terão a chance de conquistar o título holandês que o clube deixou escapar nas duas últimas temporadas. Contratado do São Paulo no início do ano, o jovem atacante brasileiro de 20 anos ainda é reserva e só participou de sete partidas da competição nacional, mas já marcou três gols.


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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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Como Dani Alves virou o recordista brasileiro de assistências na Champions
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Rafael Reis

Dois passes para Gonzalo Higuaín, dois gols do argentino. A atuação de Daniel Alves na vitória por 2 a 0 da Juventus sobre o Monaco, semana passada, no jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões da Europa, pode até ser sido digna dos mais variados elogios.

No entanto, passou longe de ser um ponto fora da curva na carreira do veterano de 34 anos.

O lateral direito, que busca nesta terça-feira contra a equipe francesa a classificação para sua quarta decisão de Champions, é o brasileiro com mais assistências na história da principal competição interclubes do mundo.

É também o único jogador de defesa entre os dez jogadores que mais presentearam seus companheiros com lances de gol no torneio continental.

Com as duas assistências dadas para Higuaín na primeira partida da semi, Daniel Alves chegou a 26 passes para gol em 98 partidas espalhadas durante dez temporadas de Champions.

A maioria delas aconteceu com a camisa do Barcelona. Foram 19 assistências em oito anos vestindo a camisa do clube catalão. O brasileiro também criou quatro jogadas de gol pela Juventus e outras três pelo Sevilla.

A atuação de gala contra o Monaco fez Daniel Alves deixar para trás o recorde de Kaká, até então o maior garçom brasileiro na história da Champions. O hoje jogador do Orlando City deu 25 passes para gol na competição europeia.

Os outros grandes nomes do futebol brasileiro nas últimas décadas não passam nem perto da marca estabelecida pelo lateral da Juventus.

Neymar, o recordista deste quesito na atual edição da Champions, soma 20 assistências no torneio. Roberto Carlos, dono da lateral esquerda do Real Madrid por mais de uma década, parou nas 17 jogadas de gol. Ronaldinho e Marcelo deram 13 passes cada. Já Ronaldo e Rivaldo, apenas nove.

O sucesso ofensivo de Daniel Alves chama ainda mais a atenção pelo fato de ele ser um jogador que atua originalmente na defesa –mesmo que tenha sido utilizado no meio-campo em algumas ocasiões.

E, entre os defensores, ninguém chega perto do número de assistências dadas pelo brasileiro no torneio continental.

Oitavo jogador da história da Champions com mais passes para gol, o lateral direito só é superado nesse ranking por atletas de meio-campo e ataque.

E bem, não são quaisquer atletas, mas sim Cristiano Ronaldo, Ryan Giggs, Lionel Messi, Zinedine Zidane, Xavi, Andrés Iniesta e Zlatan Ibrahimovic.

MAIS ASSISTÊNCIAS NA HISTÓRIA DA CHAMPIONS

1º – Cristiano Ronaldo (POR) – 38
2º – Ryan Giggs (GAL) – 34
3º – Lionel Messi (ARG) – 32
4º – Zinedine Zidane (FRA)
Xavi (ESP) – 31
6º – Andrés Iniesta (ESP) – 29
7º – Zlatan Ibrahimovic (SUE) – 27
8º – Daniel Alves (BRA)
Franck Ribéry (FRA)
Mesut Özil (ALE) – 26


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Como Falcao enterrou piadas para se tornar líder de time sensação da Europa
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Rafael Reis

Marcar 28 gols em uma única temporada é uma marca de respeito para praticamente qualquer atacante do futebol mundial. Mas, para Radamel Falcao García, o feito vale muito mais.

O sucesso do centroavante colombiano no Monaco, que recebe a Juventus nesta quarta-feira por vaga na final da Liga dos Campeões, significa o fim de um tenebroso período marcado por lesões, banco de reservas, jejum de gols, piadas e até mesmo a desconfiança se ele conseguiria voltar a jogar em alto nível.

Um dos grandes artilheiros do planeta até pouco tempo atrás, o camisa 9 não marcava tantos gols em uma única temporada desde 2012/13, quando se despediu do Atlético de Madri.

Contratado a peso de ouro pelo Monaco (43 milhões de euros), o colombiano sofreu uma grave lesão no joelho, perdeu a Copa do Mundo-2014, acabou emprestado para Manchester United e Chelsea e nunca mais foi o mesmo.

Foram três anos com a carreira em declínio. Ao longo de 64 partidas, marcou apenas 18 gols. O fundo do poço aconteceu na temporada passada. No Chelsea, chegou ao cúmulo de virar a última opção do elenco para o ataque e não ser nem relacionado para o banco de reservas.

A sorte de Falcao começou a mudar quando seu caminho cruzou com o técnico português Leonardo Jardim.

O jovem treinador português de 42 anos, apenas 11 a mais que o astro colombiano, não só fez questão de reinseri-lo no elenco do Monaco para a atual temporada, como apostou no centroavante como titular e capitão da equipe.

Livre dos problemas físicos que tanto vinham prejudicando sua carreira, Falcao retribuiu o voto de confiança dado pelo técnico com quase três dezenas de gols e a liderança positiva sobre uma garotada que tem assombrado a Europa.

No Monaco, favorito ao título francês e semifinalista da Champions, o atacante funciona como uma espécie de tiozão conselheiro.

Único jogador de linha titular com mais de 30 anos e vivência de ter passado por alguns dos grandes clubes do futebol mundial, Falcao orienta jovens estrelas como Mbappé, 18, Lemar, 21, e Bernardo Silva, 22, a terem um posicionamento melhor dentro de campo e um bom comportamento fora dele.

Em troca, recebe da garotada muitos passes precisos para transformar em gols, reconstruir sua carreira e ganhar cada vez mais confiança. Artilheiro do Monaco na temporada, Falcao García reaprendeu a voar.


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Rafael Reis

Vice-artilheiro da Juventus na temporada e principal nome da classificação do clube italiano para as semifinais da Liga dos Campeões, após vitória sobre o Barcelona nas quartas, Paulo Dybala é um dos grandes nomes do futebol mundial em 2016/17.

Mas ao contrário de astros como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, que exibem a cada partida os mais modernos e coloridos modelos de chuteira de Nike, Adidas ou qualquer outra grande empresa de material esportivo, o argentino de 23 anos tem optado por ir a campo com calçados inteiramente pretos.

Isso quer dizer que Dybala é um boleiro raiz ou um fanático por moda que decidiu usar uma chuteira com cara de retrô?

É claro que não. A decisão do novo astro argentino envolve dinheiro… muito dinheiro.

Até o final de janeiro, o camisa 21 da Juventus era patrocinado pela Nike e ostentava dentro de campo as reluzentes chuteiras da marca norte-americana.

Como seu contrato não foi renovado, Dybala resolveu não fazer propaganda gratuita para a antiga patrocinadora. O argentino continua usando a Nike Mercurial Superfly V, um dos modelos mais modernos no mercado, mas a pintou de preto para esconder a marca.

Em alguns jogos, como no 3 a 0 sobre o Barça, na ida do confronto da Champions, quando marcou duas vezes, o atacante tem aproveitado o espaço livre nos pés para exibir sua própria logomarca.

Mas é claro que essa não é uma situação que permanecerá por muito tempo.

Uma das estrelas da nova geração do futebol mundial, Dybala é também dos jogadores mais visados pelas empresas fornecedoras de material esportivo.

O argentino negocia com pelo menos três marcas interessadas em tê-lo como novo garoto-propaganda: Adidas, Puma e Under Armour. Até mesmo um novo vínculo com a Nike não está totalmente descartado.

A parceria com empresas de materiais esportivos é uma das principais fontes de renda dos jogadores do primeiro escalão do futebol mundial.

Estima-se que Cristiano Ronaldo, que possui um contrato vitalício com a Nike, receba anualmente cerca de 24 milhões de euros (R$ 83 milhões) para vestir roupas e calçados da marca e protagonizar suas campanhas publicitárias.

Já Messi ganha pelo menos 20 milhões de euros (R$ 69 milhões) para ser o principal garoto-propaganda da Adidas no meio esportivo.

A Juventus, equipe de Dybala, inicia na próxima quarta-feira, contra o Monaco, a disputa por vaga na decisão da Liga dos Campeões. A outra semifinal reúne os espanhóis Real Madrid e Atlético de Madri, que fizeram a final na temporada passada.


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Fã, Buffon deu ao filho nome de goleiro preso por magia negra
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Rafael Reis

Não é à toa que Louis Thomas Buffon ganhou esse nome.

O garoto de nove anos, o mais velho dos três filhos de Gianluigi Buffon, foi batizado em homenagem ao homem que teve um papel decisivo na transformação do seu pai em um dos maiores nomes da história do futebol italiano.

Quando garoto, o dono da meta da Juventus e da Azzurra há quase duas décadas não curtia esse negócio de pegar a bola com as mãos. Seu negócio era chutá-la em direção ao gol adversário.

Mas então, Thomas N’Kono cruzou o caminho de Buffon e mudou completamente a vida do futuro camisa 1 da Itália.

O pequeno Gianluigi, então com 12 anos, ficou simplesmente encantado com as atuações do goleiro de Camarões na Copa do Mundo de 1990, disputada justamente no quintal de sua casa, que passou a cogitar a possibilidade de trocar os pés pelas mãos.

A ideia ficou guardada na cabeça de Buffon. No ano seguinte, ele entrou nas categorias de base do Parma. No início, ainda atuou em posições de linha, principalmente no meio-campo.

Mas quando dois dos goleiros da equipe sub-15 ficaram machucados ao mesmo tempo, ele resgatou aquele velho plano nascido da admiração por N’Kono e se ofereceu para defender a meta. Duas semanas depois, já era o dono inquestionável da posição.

O resto é uma história bem conhecida: Buffon chegou ao time principal do Parma em 1995, disputou a primeira de suas cinco Copas do Mundo em 1998, transferiu-se para a Juventus em 2001 e ganhou o título mundial com a Itália em 2006.

Hoje aos 39 anos, carrega o rótulo de um dos maiores goleiros de todos os tempos e ainda tem objetivos profissional bem ousados. Um deles: conquistar a Liga dos Campeões da Europa, um dos maiores títulos que lhe faltam.

Para isso, é necessário primeiro passar pelo Porto. O primeiro jogo das oitavas de final acontece nesta quarta-feira, em Portugal. A partida de volta, em Turim, está marcada para 14 de março.

Mas, afinal, quem é Thomas N’Kono, o ídolo de Buffon?

O homem que inspirou Buffon a ir para o caminho do gol e que recebeu em troca uma bonita homenagem do craque italiano marcou época no futebol africano e também fez sucesso na Espanha.

N’Kono foi goleiro da seleção de Camarões por 18 anos e um dos protagonistas da geração que colocou o país no mapa do futebol, ao alcançar as quartas de final da Copa do Mundo-1990.

No total, ele disputou três Mundiais: 1982, 1990 e 1994. Na Europa, brilhou com a camisa do Espanyol, o segundo time da cidade de Barcelona, que o teve em sua meta por 241 partidas entre 1982 e 1991.

Após a aposentadoria, N’Kono se envolveu no episódio mais polêmico de sua vida. Em 2002, quando trabalhava como preparador de goleiros da seleção camaronesa, ele foi preso sob acusação de ter praticado magia negra para ajudar sua equipe a vencer Mali na semifinal da Copa Africana de Nações.

A polícia de Mali, país que sediava o torneio, alegou ter encontrado com o ex-goleiro um amuleto normalmente utilizado em rituais de magia negra e o levou para a prisão.

N’Kono ficou suspenso do futebol por um ano e não pôde acompanhar do banco de reservas a decisão contra o Senegal. E, mesmo sem a ajuda do seu amuleto, Camarões ficou com o título.


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Igreja Católica é dona da poderosa Juventus de Turim? Verdade ou boato?
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Rafael Reis

Não é segredo para ninguém que o Papa Francisco é torcedor fanático do San Lorenzo. Jorge Mario Bergoglio, aliás, não faz questão nenhuma de esconder sua paixão mundana e é até sócio de carteirinha do clube argentino.

Mas a equipe de Buenos Aires não é a única que costuma ter seu nome ligado ao Vaticano.

Muita gente costuma dizer que o time oficial da Igreja Católica é a Juventus. E mais: que a maior campeã da história do futebol italiano pertence na verdade aos padres, bispos e cardeais da Praça de São Pedro.

Até que ponto essa história é verdade? Será que o Vaticano realmente é dono da Juve?

Não é bem assim. O clube de Turim, 32 vezes campeão italiano (34, se você considerar os títulos cassados por corrupção) e dono de duas Ligas dos Campeões, pertence desde a década de 1920 à família Agnelli.

Os Agnelli são os proprietários de um fundo de investimento chamado Exor N.V., que possui o controle acionário de uma série de empresas importantes da Itália. Entre elas, a Fiat.

E é justamente na montadora que a história da Juventus acaba cruzando com a do Vaticano.

A Igreja Católica é dona de um gigantesco patrimônio, composto por terrenos, museus, pedras preciosas e obras de arte espalhadas pelo mundo todo. Ela também possui participação em várias organizações.

E uma das empresas que fazem parte de sua carteira de investimento é a Fiat. Sim, o Vaticano possui ações da montadora, assim como a Família Agnelli.

Logo, a história de que a Igreja Católica é a verdadeira dona da Juventus não passa de boato, ainda que seja um daqueles boatos que foram construídos a partir de uma pitada de realidade.

Na verdade, o Vaticano é parceiro comercial do principal acionista do clube de Turim. É essa a ligação entre os católicos e o time mais vitorioso da Itália.

Líder do Campeonato Italiano e ainda viva na disputa da Liga dos Campeões da Europa, a Juventus tem como principal patrocinadora uma das empresas do Grupo Fiat, montadora especializada em veículos off-road.

O contrato, válido até a temporada 2020/2021, rende ao clube algo em torno de 17 milhões de euros (R$ 56 milhões) por ano.


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Mourinho em Stamford Bridge, time da moda e Milan: 3 jogos para ver no fds
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Rafael Reis

O fim de semana promete ser de briga intensa pela primeira colocação nos principais campeonatos nacionais da Europa. Inglaterra, Espanha, Alemanha e Portugal podem ter um novo líder nos próximos dias.

Mesmo na Itália, onde a Juventus reina soberana e está longe por ser alcançada por qualquer adversário, a nona rodada da temporada 2016/17 reserva um confronto válido pelo alto da tabela de classificação.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Então, vamos a elas:

ARSENAL x MIDDLESBROUGH
Sábado, 12h (de Brasília)
ESPN Brasil
9ª rodada do Campeonato Inglês

Sete vitórias consecutivas, média superior a três gols por partidas no último mês, goleada por 6 a 0 sobre o Ludogorets na Liga dos Campeões. O Arsenal, time da moda da Europa neste momento, pode assumir neste fim de semana a primeira colocação isolada do Campeonato Inglês. Para isso, precisa derrotar em casa o Middlesbrough e torcer para que o Manchester City, que vem em declínio e levou 4 a 0 do Barcelona na quarta-feira, perca pontos ante o perigoso Southampton. A equipe de Londres tem como arma o bom momento do meia Mesut Özil, que conseguiu na Champions o primeiro “hat-trick”(três gols em uma mesma partida) de sua carreira.

MILAN x JUVENTUS
Sábado, 16h45 (de Brasília)
Fox Sports
9ª rodada do Campeonato Italiano

Após três anos condenado ao meio da tabela do Campeonato Italiano, o Milan dá mostras nesta temporada que pode voltar a brigar por algo no Italiano. Terceiro colocado, o time do artilheiro Carlos Bacca fez em apenas oito rodadas quase 30% dos pontos que conquistou na edição anterior do campeonato. Mas ainda falta à equipe do técnico Vincenzo Montella vencer um jogo grande. E a oportunidade pode ser neste sábado, em casa, contra a Juventus, líder do calcio, com cinco pontos de vantagem para os rossoneros. A vitória, além de dar um ânimo extra para a recuperação do Milan, pode significar a abertura de um campeonato que, desde o início da temporada, já parece ter dona bem definida.

CHELSEA x MANCHESTER UNITED
Domingo, 13h (de Brasília)
ESPN +
9ª rodada do Campeonato Inglês

Chelsea e Manchester United não brigam pela liderança do Inglês e nem se destacam positivamente neste início de temporada. Mas, nada disso, tira a importância do clássico de domingo. Trata-se afinal do retorno do português José Mourinho, hoje à frente dos “Red Devils”, à Stamford Bridge. O treinador dirigiu o Chelsea duas vezes. A primeira passagem durou três anos (2004-2007) e foi gloriosa, com direito aos dois primeiros títulos ingleses do clube na era Roman Abramovich. Na segunda, entre 2013 e o ano passado, também se sagrou campeão nacional, mas foi demitido em um momento melancólico, quando o time lutava contra o rebaixamento.


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