Blog do Rafael Reis http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br Esse espaço conta as história dos jogadores fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público. Sat, 23 Sep 2017 07:00:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/23/indicacao-de-neymar-a-melhor-do-mundo-e-vitoria-do-marketing-sobre-futebol/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/23/indicacao-de-neymar-a-melhor-do-mundo-e-vitoria-do-marketing-sobre-futebol/#comments Sat, 23 Sep 2017 07:00:06 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=6221 Neymar é um craque. Se não fosse, o Paris Saint-Germain jamais teria gasto 222 milhões de euros (R$ 831 milhões) para tirá-lo do Barcelona e transformá-lo no símbolo máximo de um clube que sonha em se tornar o mais poderoso do planeta.

Mas, apesar de todo esse talento acima da média que possui, o brasileiro não deveria ter sido indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E mais: sua presença na lista de finalistas do troféu da Fifa, ao lado do favorito Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e de Lionel Messi (Barcelona), não passa de uma vitória do marketing sobre o futebol.

Não que o atacante seja uma invenção da imprensa brasileira ou mereça o apelido de Neymarketing, expressões de sucesso entre seus críticos nas redes sociais. Só que ele simplesmente não jogou bola suficiente na temporada passada para estar entre os três melhores do planeta.

Seu último ano com a camisa do Barcelona foi o menos produtivo de sua carreira desde a Copa-2014. Neymar marcou apenas 20 gols (contra 31 de 2015/16 e 39 de 2014/15) e só conquistou a Copa do Rei pelo clube catalão.

Mas o brasileiro foi a estrela do histórico 6 a 1 aplicado pelo Barça sobre o PSG… Verdade, aquela realmente foi uma atuação extraordinária. Mas foi apenas um entre 45 jogos da temporada e teve como o efeito prático apenas adiar em uma rodada a eliminação do time blaugrana na Liga dos Campeões.

Sergio Ramos e Marcelo, campeões europeus ao lado de Cristiano Ronaldo no Real, Gianluiggi Buffon e Paulo Dybala, vice continentais pela Juventus, e talvez até mesmo a sensação francesa Kylian Mbappé mereciam mais que Neymar estar entre os três finalistas do prêmio da Fifa.

O que levou o brasileiro à segunda indicação de sua carreira (foi terceiro colocado em 2015) foi mesmo o marketing. Não uma campanha orquestrada para colocá-lo lá, mas sim um longo e sólido trabalho de construção da sua imagem como o sucessor natural de CR7 e Messi.

Para muita gente, entre os quais vários eleitores do prêmio da Fifa (técnicos, capitães de seleções, jornalistas e pessoas comuns cadastradas no site da entidade), Neymar será o melhor do mundo assim que os dois maiores astros do futebol na atualidade derem um deslize e perderem rendimento.

É essa crença popular, inflada evidentemente pela transformação do brasileiro no jogador mais caro de todos os tempos (negociação concluída pouco antes do período de votação do prêmio), que colocou o novo camisa 10 do PSG na final da eleição do melhor do mundo, mesmo sem ter jogado futebol suficiente para merecer a indicação.

É por isso que a presença de Neymar na cerimônia do próximo dia 23 de outubro, em Londres, é uma vitória do marketing e das fortunas movimentadas por esse mercado global sobre o futebol praticado dentro de campo.


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Treze anos depois, o zagueiro do Montpellier vai se encontrar neste sábado pela primeira vez com seu compatriota que foi contratado pelo Paris Saint-Germain para ser o “rei” do futebol que ele conhece tão bem.

“Estou feliz por conhecer Neymar, talvez ele também fique feliz por conhecer um jogador quarentão”, brincou Hilton, durante entrevista coletiva na última quinta-feira.

Com recém-completados 40 anos de idade e disputando o Campeonato Francês desde 2004, ele pode se orgulhar de algumas marcas que conquistou.

O defensor é o jogador brasileiro que há mais tempo atua na França e também o segundo atleta mais velho (de qualquer nacionalidade) inscrito nesta temporada da Ligue 1 –perde apenas para o meia-atacante Benjamin Nivet, do Troyes, que nasceu oito meses antes.

Natural de Brasília, o zagueiro começou a carreira na Chapecoense e atuou no Paraná Clube antes de se mandar para a Europa, em 2002, para defender o Servette, da Suíça. Dois anos depois, foi emprestado ao Bastia e começou sua trajetória na terra de Zinédine Zidane.

Ao longo de mais de uma década de Ligue 1, Hilton defendeu quatro clubes: Bastia, Lens, Olympique de Marselha e Montpellier, onde joga desde 2011. Ele já foi campeão nacional duas vezes, em 2010, pelo Marselha, e em 2012, pelo seu time atual.

O brasileiro já disputou 394 partidas de Campeonato Francês na carreira e foi eleito quatro vezes para a seleção da competição (2007, 2008, 2009 e 2012).

Apesar de estar na reta final de sua carreira (renovou contrato em maio por apenas mais uma temporada), Hilton ainda é uma figura importante para o Montpellier, 15º colocado e que sonha com resultados mais expressivos neste ano.

Após iniciar a temporada no banco de reservas, o veterano zagueiro, que carrega a braçadeira de capitão e é a voz do técnico Michel del Zakarian dentro de campo, recuperou a posição e foi titular nas duas últimas rodadas do Francês.

Contra o PSG, não deve ser diferente. O Montpellier conta com seu maior especialista em futebol francês, um brasileiro, para acabar com os 100% de aproveitamento da equipe de Neymar na temporada.

“Ninguém está esperando que a gente derrote o PSG. Mas talvez essa seja a surpresa da temporada”, completou o capitão.


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Só que a maioria deles vem dos mesmos poucos países de sempre: Argentina, Colômbia, Chile, Uruguai, Equador, Paraguai… enfim, da América do Sul.

Importar um jogador europeu ainda continua sendo uma espécie de tabu para os clubes brasileiros. Em 2017, apenas dois atletas nascidos na Europa disputam a Série A: o turco Colim Kazim-Richards (Corinthians) e o alemão Alexander Baumjohann (Coritiba).

Relembre abaixo seis europeus que cruzaram o Atlântico para defender clubes brasileiros nas últimas décadas.

DEJAN PETKOVIC
Sérvio
45 anos
Meia
Jogou por Vitória, Flamengo, Vasco, Fluminense, Goiás, Santos e Atlético-MG

Jogador europeu que mais sucesso fez no futebol brasileiro, o meia desembarcou por aqui em 1997, quando trocou o Real Madrid pelo Vitória (sim, é verdade). Ao longo de 22 anos, Petkovic se tornou ídolo de várias torcidas no Brasil e conquistou cinco títulos estaduais, além da Série A de 2009 (Flamengo). Apesar de ter sido um dos melhores cobradores de falta do planeta em sua geração, teve vida curta na seleção iugoslava e nunca disputou uma Copa do Mundo. Com residência fixada no Brasil, já trabalhou como técnico de Atlético-PR, Criciúma, Sampaio Corrêa e Vitória.

CLARENCE SEEDORF
Holandês
41 anos
Meia
Jogou pelo Botafogo

Quarto colocado na Copa do Mundo-1998 e semifinalista das Euros de 2000 e 2004 pela seleção holandesa, o ex-meia de Real Madrid, Inter de Milão e Milan deu seus últimos chutes como profissional vestindo a camisa do Botafogo. Seedorf defendeu o time do Rio de Janeiro entre 2012 e 2014 e conquistou o título estadual de 2013. Três anos atrás, já ídolo da torcida botafoguense, decidiu deixar o clube para se arriscar como treinador do Milan, uma experiência que não durou muito e nem deu grandes frutos.

MARCO OSIO
Italiano
51 anos
Meia
Jogou pelo Palmeiras

Pouco lembrado até mesmo pelo torcedor palmeirense, o ex-meia da Lazio teve uma passagem rápida pelo clube brasileiro no auge da era Parmalat e participou, como reserva, da conquista do Campeonato Paulista de 1996. Após retornar à Itália, Osio se arrastrou durante mais cinco temporadas por clubes pequenos locais e, desde 2001, trabalha como treinador de equipes de divisões inferiores do Calcio.

JOSÉ DOMINGUEZ
Português
43 anos
Meia-atacante
Jogou pelo Vasco

Companheiro de Luís Figo e Rui Costa em alguns poucos jogos da seleção portuguesa na década de 1990 (três, para ser mais exato), o meia-atacante de passagens por Sporting, Tottenham e Kaiserslautern foi anunciado com pompa pelo Vasco em 2005, mas pouco jogou no Brasil devido a uma contusão no joelho que o obrigou a abandonar a carreira. Após a aposentadoria, Dominguez virou treinador. Seu trabalho mais recente foi no Recreativo Huelva, da Espanha, em 2015.

FRAN MÉRIDA
Espanhol
27 anos
Meia
Jogou pelo Atlético-PR

Uma das grandes promessas da base do Arsenal e da seleção espanhola na década passada, o meia chegou a fazer parte da lista de desejos de Real Madrid e Milan, mas nunca conseguiu explodir. Em 2013, depois de fracassar em vários clubes, inclusive no Atlético de Madri, Fran Mérida veio parar no Atlético-PR. A passagem do espanhol por Curitiba, no entanto, esteve longe de merecer algum destaque. Atualmente, o meia defende o Osasuna, da segunda divisão da Espanha.

MARIUSZ PIEKARSKI
Polonês
42 anos
Meia
Jogou por Atlético-PR, Flamengo e Mogi Mirim

O meia desembarcou no futebol brasileiro em 1996, ao lado do volante Krzystof Nowak (morto em 2005), ambos contratados pelo Atlético-PR, e gostou tanto do país que permaneceu por aqui até 1998. Depois da aposentadoria, trabalhou como empresário e passou a levar jogadores brasileiros para a Polônia, como o lateral e meia Roger Guerreiro (ex-Corinthians). Piekarski não teve uma carreira das mais brilhantes na Europa e defendeu a seleção polonesa apenas duas vezes.


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Mas, afinal, qual é o clube brasileiro que mais revelou jogadores para o primeiro escalão do futebol europeu nesta temporada, ou seja, as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (e, consequentemente, do planeta): Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França?

Se considerarmos como atleta revelado por um clube aquele que se profissionalizou por lá ou que deixou aquele time direto para o exterior, então temos um empate na primeira colocação da lista de time que mais emplacaram talentos brasileiros na elite do futebol mundial.

E o empate se dá justamente entre dois times que são famosos pela formação e utilização de jovens jogadores de suas equipes de base e que, por causa disso, costumam ocupar sempre as primeiras colocações em rankings como esse: Santos e São Paulo.

Juntos, os dois clubes paulistas colocaram 16 jogadores no primeiro escalão do futebol europeu em 2017/18: oito foram Meninos da Vila e oito foram formados no badalado CT de Cotia, casa da base são-paulina.

As crias do Santos estão espalhadas por três das cinco maiores ligas nacionais do Velho Continente: Ganso (Sevilla) joga na Espanha, Neymar (PSG), Marcelo (Lyon) e Thiago Maia (Lille) atuam na França e Felipe Anderson (Lazio), Emerson Palmieri (Roma), Rafael Cabral (Napoli) e Rafael Bitencourt (Cagliari) disputam o Italiano.

Já os jogadores “made in São Paulo” estão em um campeonato a mais: o goleiro Ederson (Manchester City) sonha com o título inglês, Casemiro (Real Madrid) briga pelo espanhol, Lucas (PSG), Boschilia (Monaco) e Luiz Araújo (Lille) querem o francês e João Schmidt (Atalanta), Ewandro (Udinese) e Lyanco (Torino) entram em campo no Italiano.

Além de Santos e São Paulo, líderes do ranking, Atlético-PR, Fluminense e Internacional também contam com um número expressivo de crias atuando na elite do futebol europeu. Os paranaenses e os cariocas formaram sete jogadores cada para essas ligas, e os gaúchos, seis.

No total, 137 jogadores brasileiros (incluindo aqueles que se naturalizaram e defendem outras seleções) disputam um dos cinco maiores campeonatos nacionais na temporada 2017/18. Eles foram formados por 48 clubes diferentes de quatro das cinco regiões do país (não há nenhum representante do Norte).

Dez desses atletas brasileiros foram revelados diretamente por times do exterior.

JOGADORES REVELADOS NO BRASIL QUE ESTÃO NA ELITE DO FUTEBOL EUROPEU 2017/18:

1º – Santos e São Paulo: 8
3º – Atlético-PR e Fluminense: 7
5º – Internacional: 6
6º – Flamengo: 5
7º – Atlético-MG, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras: 4
13º – Juventus, Vasco e Vitória: 3
16º – América-MG, Audax, Desportivo Brasil, Figueirense, Goiás, Red Bull Brasil, RS Futebol e Santo André: 2
24º – Avaí, Bahia, Bangu, Barcelona de Ibiúna, Barueri, Botafogo, Campo Grande, Cascavel, Chapecoense, Corinthians-AL, Criciúma, Ferroviária, Guarantiguetá, Ipatinga, Iraty, Ituano, Juventude, Metropolitano, Náutico, Paulista, Ponte Preta, Portuguesa, Portuguesa Santista, Resende e Rio Claro: 1


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Nem Neymar, nem Cavani: Melhores batedores de pênalti do PSG estão no banco http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/20/neymar-ou-cavani-melhores-cobradores-de-penalti-do-psg-estao-na-reserva/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/20/neymar-ou-cavani-melhores-cobradores-de-penalti-do-psg-estao-na-reserva/#comments Wed, 20 Sep 2017 07:30:00 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=6189 Neymar ou Edinson Cavani: quem é o melhor cobrador de pênaltis do Paris Saint-Germain?

A resposta para essa pergunta, discutida em todos os cantos desde que os dois se estranharam na partida contra o Lyon, domingo, não vai agradar os fãs do astro brasileiro e nem os apoiadores do centroavante uruguaio.

De acordo com levantamento de todos os penais cobrados por jogadores do elenco do PSG ao longo das últimas quatro temporadas, os batedores de pênaltis mais precisos do clube francês não são os astros da companhia, mas sim reservas que vêm sendo pouco utilizados pelo técnico Unai Emery.

O líder desse ranking é o meia Hatem Ben Arfa, que fazia parte da lista de “negociáveis” da equipe na última janela de transferências e nem pisou no gramado nesta temporada.

O camisa 21 converteu todos os sete pênaltis que bateu desde 2013/14. E, segundo dados do site “Transfermarkt”, não errou nenhuma das 13 cobranças que realizou ao longo de toda a carreira.

Outro que ostenta 100% de aproveitamento nas últimas quatro temporadas é o brasileiro Lucas, que só jogou 12 minutos desde a chegada de Neymar à França. O ex-jogador do São Paulo converteu os seis pênaltis que bateu defendendo o PSG.

Atual cobrador oficial dos penais do líder do Campeonato Francês, Cavani só aparece na terceira colocação no acerto das cobranças. O uruguaio transformou 22 das últimas 25 batidas em gol, um aproveitamento de 88%.

Contratação mais cara da história do futebol e “dono” informal do PSG dentro de campo, Neymar tem números bem inferiores aos do camisa 9. O astro desperdiçou seis das 22 cobranças que executou por Barcelona e seleção desde 2013. Ou seja, só balançou as redes em 72,7% dos seus penais.

Dentre todos os jogadores do clube francês que executaram pelo menos três cobranças de pênalti nas últimas quatro temporadas, o desempenho do atacante brasileiro só não é pior que o do argentino Ángel di María, que acertou duas de suas três batidas (66,7%) no período.

Neymar e Cavani se desentenderam na hora de definir quem bater o pênalti do PSG na vitória por 2 a 0 sobre o Lyon.  O brasileiro pediu para executar a cobrança, mas foi ignorado pelo uruguaio, que já havia tido uma atitude semelhante no jogo contra o Toulouse, há um mês. Para piorar, o camisa 9 desperdiçou a cobrança.

Ao contrário do que havia acontecido em agosto, o conflito não conseguiu ser rapidamente controlado por colegas de time e pelo treinador.

De acordo o o jornal francês L’Equipe, o clima esquentou depois da partida nos vestiários: Cavani teria tentado tirar satisfações com Neymar pela atitude, algo que irritou o brasileiro –a tarefa de impedir uma briga foi do zagueiro e capitão Thiago Silva, que separou os dois jogadores.

Melhores cobradores de pênaltis do elenco do PSG (desde 2013/14)
1º – Hatem Ben Arfa (FRA) – 100% de acerto (7 cobranças)
2º – Lucas (BRA) – 100% de acerto (6 cobranças)
3º – Edinson Cavani (URU) – 88% de acerto (25 cobranças)
4º – Neymar (BRA) – 72,7% de acerto (22 cobranças)
5º – Ángel di María (ARG) – 66,7% de acerto (3 cobranças)


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O jogador de 21 anos deve ser escalado pelo técnico do Benfica, Rui Vitória, para enfrentar o Braga, pela primeira rodada da Taça da Liga Portuguesa.

Gabigol deve entrar na vaga de outro brasileiro, o veterano Jonas, 33, artilheiro do time na temporada, com oito gols, que deve ser um dos vários titulares preservados pelo clube de Lisboa.

Contratado pela Inter de Milão no ano passado, o ex-atacante do Santos teve uma temporada trágica de estreia na Europa. Foram apenas 10 jogos disputados e um golzinho marcado ao longo de 2016/17.

Em seu primeiro ano no Velho Continente, o jovem só foi titular uma vez. No dia 17 de janeiro, ele ficou em campo durante 72 minutos na vitória por 3 a 2 sobre o Bologna, pelas oitavas de final da Copa Itália.

Emprestado ao Benfica para ganhar ritmo de jogo e recuperar a confiança no seu futebol, o atacante vem sendo utilizado a conta-gotas neste início de temporada.

Reserva de Jonas e do suíço Haris Seferovic, autor de cinco gols em 2017/18, o brasileiro atuou por 13 minutos contra o CSKA Moscou, na semana passada, pela Liga dos Campeões da Europa, e por mais 13 no confronto com o Boavista, no último sábado, pelo Campeonato Português.

Além da dupla de brasileiros e do suíço, o Benfica conta com mais uma opção para seu comando de ataque, o mexicano Raúl Jiménez (ex-Atlético de Madri), que vem sendo um pouco mais aproveitado que Gabigol.

DOUGLAS

Ao contrário do atacante que brilhou no Santos, o outro brasileiro que o clube português deseja resgatar nesta temporada ainda não está pronto para ter uma chance de atuar como titular.

O lateral direito Douglas, que pertence ao Barcelona e está cedido ao Benfica até o fim da temporada, ainda tenta recuperar a forma para ficar à disposição do treinador e poder estrear em sua nova equipe.

Devido às limitações físicas do brasileiro, que disputou a última temporada pelo Sporting Gijón, rebaixado à segunda divisão espanhola, André Almeida não deve ser incluído no rodízio programado para a Taça de Portugal e tem tudo para ser mantido entre os titulares no confronto com o Braga.


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Caso faça pelo menos um gol contra o Betis, no Santiago Bernabéu, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Espanhol, a equipe dirigida por Zinédine Zidane irá superar a marca de 73 jogos consecutivos balançando as redes estabelecida pelo time brasileiro no início da década de 1960.

Nessas 73 partidas consecutivas em que seu ataque funcionou (45 no Campeonato Espanhol, 16 na Champions, 6 na Copa do Rei, 2 na Supercopa Europeia, 2 no Mundial de Clubes e 2 na Supercopa Espanhola), o time de Cristiano Ronaldo marcou 200 vezes, média de 2,74 por jogo.

Entre 1961 e 1963, quando o Santos emendou 73 apresentações consecutivas deixando sua marca nas defesas adversárias, Pelé e cia. comemoraram 245 gols, ou seja, uma média de 3,35 por partida.

Apesar de estar longe da frequência de gols do Santos de meio século atrás, o Real está a 90 minutos de alcançar uma marca impressionante. E você lembra da última vez que o time espanhol passou em branco?

O atual bicampeão europeu fez gols em todos os jogos oficiais que disputou nos últimos 17 meses. Um ano e cinco meses atrás, no dia 26 de abril de 2016, ele empatou por 0 a 0 com o Manchester City.

A partida, disputada na Inglaterra, era o primeiro dos dois confrontos que valiam a classificação para a final da Champions –na volta, o Real venceu por 1 a 0 e selou sua ida para a decisão contra o Atlético de Madri.

Na ocasião, os espanhóis não puderam contar com seu astro máximo e principal goleador, Cristiano Ronaldo, que se recuperava de uma lesão muscular na coxa. Para piorar as coisas, Karim Benzema teve de ser substituído no intervalo devido a dores no joelho.

Mesmo com poder de fogo reduzido, o Real esteve mais perto de balançar as redes do que o City. Foram 11 finalizações espanholas, com direito a uma bola na travem contra apenas cinco inglesas.

O então futuro campeão europeu só não saiu de campo com pelo menos um golzinho graças à ótima atuação do goleiro Joe Hart (hoje no West Ham), que fez pelo menos três defesas milagrosas.

Dos 13 jogadores usados por Zidane na partida (11 titulares e dois reservas que saíram do banco), apenas dois já deixaram o clube: o zagueiro Pepe, hoje no Besiktas, e o atacante Jesé, que agora pertence ao Paris Saint-Germain, mas está emprestado ao Stoke City.

Todos os outros estarão dentro de campo ou na torcida para que o Real balance as redes nesta quarta e supere a marca histórica do Santos de Pelé.


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A associação dos principais veículos de mídia esportiva do Velho Continente, responsável pela distribuição do prêmio, decidiu reclassificar a Ligue 1 e colocá-la no mesmo patamar dos campeonatos de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e Portugal.

A partir desta temporada, cada gol marcado na primeira divisão francesa passa a valer 2 pontos na Chuteira de Ouro, como já era nas competições de elite dos cinco países citados acima.

Até 2016/17, o Francês estava no segundo escalão do prêmio, junto com o Holandês, o Turco, o Belga e vários outros campeonatos nacionais, e distribuía apenas 1,5 ponto para cada bola na rede.

Na prática, isso inviabilizava que um jogador da Ligue 1 tivesse chances reais de conquistar a Chuteira de Ouro.

Foi o que aconteceu na temporada passada, quando Edinson Cavani (Paris Saint-Germain) marcou 35 vezes no Francês e só ficou atrás de Lionel Messi (Barcelona) no número de gols em um campeonato nacional na Europa. No entanto, o uruguaio foi apenas o nono colocado no prêmio, com 52,5 pontos.

Com a nova classificação, o atual artilheiro da Ligue 1, Radamel Falcao García (Monaco), já aparece na quarta colocação do ranking da Chuteira de Ouro. Ele soma 18 pontos, sete a menos que o líder, o estoniano Albert Prosa (Tallin).

Maior contratação da história do futebol mundial e nome mais badalado do Francês na atualidade, o brasileiro Neymar ainda não aparece entre os 30 primeiros colocados do prêmio. O camisa 10 do PSG tem quatro gols na competição e oito pontos na classificação dos artilheiros.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Messi, que somou 74 pontos (37 gols) na última temporada. O argentino divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 25 pontos (25 gols)
2º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 22 pontos (22 gols)
3º – Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
4º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 18 pontos (9 gols)
Andri Bjarnason (ISL, Grindavík) – 18 pontos (18 gols)
Gerard Gohou (CAZ, Kairat Almaty) – 18 pontos (18 gols)
7º – Rimo Hunt (EST, Levadia) – 17 pontos (17 gols)
8º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 16,5 pontos (11 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 16,5 pontos (11 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornyk Zabrze) – 16,5 pontos (11 gols)


Mais de Brasileiros pelo Mundo

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– 5 brasileiros no exterior que já podem assinar com seu time para 2018
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– Dagoberto e promessas da seleção: 7 brasileiros que hoje jogam Segundonas

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Dagoberto e promessas da seleção: 7 brasileiros que hoje jogam Segundonas http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/18/astro-do-sp-e-promessas-da-selecao-7-brasileiros-que-disputam-segundonas/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/18/astro-do-sp-e-promessas-da-selecao-7-brasileiros-que-disputam-segundonas/#comments Mon, 18 Sep 2017 07:00:23 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=6161 Você certamente está acostumado a ver jogadores brasileiros conhecidos atuando nos principais campeonatos nacionais europeus (Espanhol, Inglês, Italiano, Francês, Alemão, Português, etc…), na China, nos Estados Unidos e até mesmo em ligas do Oriente Médio. Mas, e em torneios de segunda divisão?

Pois sabia que há muita gente conhecida do torcedor brasileiro espalhada pelas Séries B de diversos países da Europa e também da Ásia.

Listamos abaixo sete brasileiros famosos, que atuaram em grandes clubes do país ou foram apontados como grandes promessas para o futuro da seleção, que hoje ganham a vida em alguma Segundona no exterior.

DAGOBERTO
Atacante
34 anos
San Francisco Deltas (EUA)

Cinco vezes campeão brasileiro (2001, 2007, 2008, 2013 e 2014), o atacante que foi ídolo do São Paulo no final da década passada não disputa oficialmente uma segunda divisão. Mas, na prática, a NASL (North American Soccer League), competição na qual o San Francisco Deltas está inserido, é o segundo escalão do futebol nos Estados Unidos –abaixo da MLS (Major League Soccer). A equipe que Dagoberto defende é novinha em folha. Foi fundada no ano passado e está em sua primeira temporada na NASL.

LUCAS PIAZÓN
Meia-atacante
23 anos
Fulham (ING)

Promessa com status de estrela nas categorias de base do São Paulo, foi camisa 11 da seleção no Mundial sub-17 de 2011 e acabou contratado já no ano seguinte pelo Chelsea. Apesar do alto investimento (7,5 milhões de euros, ou R$ 28 milhões) para um atleta tão jovem, praticamente não teve chances em Stamford Bridge. Piazón ainda pertence ao clube londrino, mas está em seu quinto empréstimo para outra equipe. Desde agosto de 2016, está cedido ao Fulham, sétimo colocado na temporada passada da segunda divisão inglesa. No momento, o brasileiro está fora de ação devido a uma fratura na perna.

FÁBIO
Lateral esquerdo
27 anos
Middlesbrough (ING)

Adversário de Piazón na Championship, o irmão gêmeo de Rafael (Lyon) foi rebaixado para a segunda divisão inglesa na temporada passada com o Middlesbrough e permaneceu no clube para tentar devolvê-lo à Premier League. Ex-Manchester United, o brasileiro começou 2017/18 no banco de reservas, mas ganhou a posição nas últimas rodadas e até já balançou as redes na Copa da Liga Inglesa.

EVANDRO
Meia
31 anos
Hull City (ING)

O ex-jogador de Palmeiras, Atlético-PR e seleção sub-20 completa o grupo de brasileiros conhecidos na divisão de acesso da Inglaterra. Evandro chegou ao Hull City em janeiro, após dois anos e meio no Porto, para tentar evitar a queda do time para a Championship. Só que o meia sofreu uma lesão, ficou mais de um mês parado e não conseguiu escapar do rebaixamento. Com contrato até 2019, ele permanece na equipe inglesa.

XANDÃO
Zagueiro
29 anos
Sporting Gijón (ESP)

Após passagens por Portugal e Rússia e cinco meses de desemprego no primeiro semestre, o ex-zagueiro do São Paulo assinou em agosto com o Sporting Gijón, antepenúltimo colocado do Campeonato Espanhol na temporada passada. O vínculo firmado por Xandão tem apenas um ano de duração, tempo que ele espera ser suficiente para devolver o clube ao primeiro escalão da terra de Barcelona e Real Madrid.

MAURÍCIO RAMOS
Zagueiro
32 anos
Rizespor (TUR)

Um dos integrantes do elenco do Palmeiras no rebaixamento de 2012, o zagueiro voltou a viver a experiência de cair de divisão na temporada passada, quando defendeu o Adanaspor. Apesar de não ter permanecido no clube para 2017/18, Maurício Ramos irá disputar a segunda divisão turca, já que assinou contrato contrato de um ano com o Rizespor, que foi rebaixado junto com o Adanaspor.

ADRIANO
Atacante
29 anos
Shijiazhuang Ever Bright (CHN)

Apelidado de Michael Jackson, pelo costume de imitar o Rei do Pop na comemoração dos seus gols, o ex-atacante de Bahia e Palmeiras é mais um dos jogadores brasileiros que se renderam ao dinheiro do futebol chinês. Mas Adriano acabou sendo contratado em janeiro por um clube da segunda divisão do Gigante Asiático. Sem problemas, já que o Ever Bright é o terceiro colocado na League One e está na briga direta pelo acesso.


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Cinco anos depois, Neymar revê ex-companheiro que se queimou na seleção http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/17/cinco-anos-depois-neymar-reve-ex-companheiro-que-se-queimou-na-selecao/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2017/09/17/cinco-anos-depois-neymar-reve-ex-companheiro-que-se-queimou-na-selecao/#comments Sun, 17 Sep 2017 07:00:57 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=6158 Em sua sexta partida oficial pelo Paris Saint-Germain, Neymar irá reencontrar um velho companheiro de seleção brasileira.

Caso seja escalado como titular pelo técnico do Lyon, Bruno Génésio, para a partida deste domingo, o lateral direito Rafael deve ser o responsável direto pela marcação do jogador mais caro da história do futebol mundial.

O defensor conhece Neymar há muito tempo. Sete anos atrás, quando o atacante recebeu sua primeira convocação para a seleção principal, o hoje atleta do Lyon também fazia parte da lista divulgada por Mano Menezes.

Em 2012, ambos fizeram parte do time que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres.

E foi justamente essa competição que acabou sendo um divisor de águas na carreira de Rafael.

Até a Olimpíada britânica, o lateral era considerado um garoto-prodígio do futebol brasileiro e o sucessor direto de Maicon e Daniel Alves com a camisa 2 da seleção.

Afinal, não é todo mundo que é descoberto pelo Manchester United (ao lado do irmão gêmeo, Fábio) antes mesmo de completar a maioridade, muda para a Inglaterra e rapidamente se firma no elenco de um dos maiores clubes do planeta.

Só que uma atuação desastrosa na final olímpica colocou tudo isso por água abaixo. Com apenas 23 segundos de jogo, Rafael errou um passe bobo na intermediária e permitiu que o México marcasse o primeiro gol da vitória por 2 a 1 em Wembley.

Já no final da partida, quando a medalha de ouro havia virado um sonho distante, o lateral deu um passe de letra. Um lance de efeito que repercutiu muito mal: levou uma bronca pesada do zagueiro Juan e foi severamente criticado pela imprensa esportiva.

Tratado como vilão da derrota brasileira em Londres, Rafael nunca mais recebeu uma nova chance de vestir a camisa amarelinha. E essa oportunidade dificilmente virá nos próximos meses com Tite.

O lateral ainda ficou por mais três temporadas no Manchester United, mas, também no clube, foi perdendo espaço gradativamente. Em seu último ano de Inglaterra, só foi titular em seis partidas da Premier League.

Em 2015, mudou de ares e acabou contratado pelo Lyon por 3,2 milhões de euros (quase R$ 12 milhões, na cotação atual), praticamente a mesma quantia que o United havia desembolsado sete anos antes para tirá-lo das categorias de base do Fluminense.

Na França, Rafael voltou a jogar com frequência e fez duas temporadas razoáveis na nova equipe: são 51 partidas, com um gol e cinco assistências. Na atual, tem se revezado com o holandês Kenny Tete (ex-Ajax) no time titular.

Neste domingo, quando reencontrar Neymar, ele certamente irá se lembrar de quando atuava ao lado do parceiro na seleção e era apontado como a grande promessa brasileira para a lateral direita.


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