Blog do Rafael Reis http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br Esse espaço conta as história dos jogadores fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público. Mon, 18 Jun 2018 10:59:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Por que aposta da Inglaterra rejeita sobrenome de realeza africana? http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/por-que-aposta-da-inglaterra-rejeita-sobrenome-de-realeza-africana/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/18/por-que-aposta-da-inglaterra-rejeita-sobrenome-de-realeza-africana/#respond Mon, 18 Jun 2018 07:00:36 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=8872 Se pudesse escolher, o camisa 20 da Inglaterra na Copa do Mundo-2018 teria sido batizado como Bamidele Jermaine Hickford.

Mas, como a vida não lhe concedeu essa opção, o jovem meio-campista de 22 anos, um dos destaques do Tottenham nas últimas temporadas, prefere ser chamado só de Dele, seu apelido de infância.

Dele Alli não usa o sobrenome do pai na camisa, em comunicados oficiais e nem em suas contas de rede social. Afinal, ele não considera essa a sua família.

“Eu queria que o nome na camisa representasse quem eu sou, e não sinto conexão com o sobrenome Alli. Foi uma decisão que tomei depois de muita reflexão e discussão com os familiares mais próximos de mim”, afirmou, dois anos atrás.

A aposta inglesa para o Mundial é filho de um príncipe da tribo Yorubá, uma das mais numerosas da Nigéria, mas foi abandonado pelo pai quando criança. A infância foi ainda mais difícil porque sua mãe sofria de alcoolismo.

Aos 11 anos, Dele ingressou nas categorias de base do MK Dons, time de uma cidade chamada Milton Keynes, localizada a 70 km de Londres. Seu talento era indiscutível, mas o mau comportamento ameaçava seu futuro.

Seus treinadores, então, costuraram um acordo. O menino, então com 13 anos, foi morar na casa de um companheiro de time. Apesar de jamais ter sido oficialmente adotado, o meia chama Alan e Sally Hickford de pais.

O lar mais estruturado deu a Dele a oportunidade de crescer. Aos 16 anos, ele estreou como profissional. Três anos depois, foi vendido ao Tottenham por cerca de 6,6 milhões de euros (R$ 29 milhões).

Meses mais tarde, fez sua estreia pela seleção inglesa adulta. Na última Eurocopa, dois anos atrás, já era uma das principais estrelas da equipe.

Em 146 jogos oficiais pelo Tottenham, o príncipe de umA tribo nigeriana que renegou o sobrenome da realeza marcou 46 gols e 41 assistências. Desempenho que fez com que ele já protagonizasse rumores sobre uma possível saída para Real Madrid e Manchester United.

Nesta segunda-feira, às 15h (de Brasília), Dele e a Inglaterra estreiam na Copa-2018, a primeira da carreira do jogador. A adversária é a Tunísia, e o jogo será disputado em Volgogrado. Bélgica e Panamá são as outras seleções do Grupo G.


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Mas, dentre os 736 jogadores que estão na Rússia-2018, nem todos fazem realmente parte do primeiro escalão do futebol mundial. Há aqueles que atuam em ligas de pouca expressão, como a finlandesa, a romena ou a paraguaia. E também os que até jogam em países importantes, mas não na primeira divisão.

Apresentamos abaixo sete jogadores da Copa que disputaram torneios de segunda divisão na última temporada. A maior parte deles joga na Inglaterra, que possui a Série B mais qualificada do planeta.

TIM CAHILL
Atacante
38 anos
Millwall (ING)
Austrália

Lenda do futebol australiano, o atacante que joga sua quarta edição de Copa do Mundo já está longe do primeiro escalão da bola há algum tempo. Depois de aventurar nos EUA, na China e de jogar durante um ano e meio na liga australiana, Cahill retornou em janeiro para o Milwall, clube da segunda divisão inglesa onde estreou como profissional. A passagem, no entanto, só durou dez jogos.

HENRIK DALSGAARD
Lateral direito
28 anos
Brentford (ING)
Dinamarca

O titular da lateral direita da seleção dinamarquesa tem uma carreira bastante modesta. Ele passou os primeiros oito anos como profissional jogando na liga local, disputou uma temporada na Bélgica e, desde o ano passado, é atleta do Brentford, equipe que terminou a segunda divisão inglesa na nona colocação e nem participou dos playoffs de acesso à Premier League.

ALEKSANDAR MITROVIC
Atacante
23 anos
Fulham (ING)
Sérvia

O centroavante da última adversária do Brasil na fase de grupos da Copa é mais integrante da legião de jogadores da Rússia-2018 que participou da última edição da segundona da Inglaterra. Com 12 gols em 17 partidas, Mitrovic foi um dos destaques da campanha do acesso do Fulham e deve retornar para o Newcastle, dono dos seus direitos econômicos, depois do Mundial.

KAMIL GROSICKI
Meia-atacante
30 anos
Hull City (ING)
Polônia

Veterano das duas últimas Eurocopas, Grosicki deve começar a Copa como titular da faixa esquerda do meio-campo polonês apesar de não estar vivendo os melhores dias de sua carreira. Ex-Rennes, Grosicki foi o grande reforço do Hull City para a disputa da segunda divisão inglesa na última temporada. E, apesar de ter marcado nove gols e distribuído seis assistências, não conseguiu fazer sua equipe ir além da 18ª colocação.

AHMED ELMOHAMADY
Lateral direito
30 anos
Aston Villa (ING)
Egito

O lateral direito da seleção egípcia jogou durante vários anos na Premier League e até chegou a ter algumas temporadas de sucesso pelo Sunderland. No entanto, sua vida nos últimos meses foi tentar fazer com que o tradicional Aston Villa retornasse à elite inglesa. O objetivo ficou perto de ser atingido. O clube de Birmingham foi até a final dos playoffs do acesso, mas acabou derrotado pelo Fulham.

ROMAIN SAISS
Zagueiro
28 anos
Wolverhampton (ING)
Marrocos

O que não falta na Copa do Mundo são jogadores que disputaram a segunda divisão inglesa na última temporada. Mas, no caso do zagueiro titular da seleção marroquina, ir para a Premier League é apenas uma questão de tempo. Saiss foi peça importante na conquista do título da Championship pelo Wolverhampton e deve permanecer no clube para atuar na elite em 2018/19.

GENKI HARAGUCHI
Meia
27 anos
Fortuna Düsseldorf (ALE)
Japão

O meio-campista da seleção japonesa até começou a temporada atuando por um time da primeira divisão da Alemanha. Mas, sem muitas oportunidades no Hertha Berlim, acabou emprestado ao Fortuna Düsseldorf e foi importante na promoção do time para a Bundesliga. Haraguchi se deu tão bem que já foi contratado por uma nova equipe. Depois da Copa, ele se apresenta ao Hannover.


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Por que a camisa da Croácia sempre é quadriculada? http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/16/por-que-a-camisa-da-croacia-sempre-e-quadriculada/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/16/por-que-a-camisa-da-croacia-sempre-e-quadriculada/#respond Sat, 16 Jun 2018 07:00:42 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=8856 A camisa quadriculada em vermelho e branco é inconfundível. Mesmo de longe, é fácil perceber que a Croácia é a seleção que está em campo.

Mas por que a equipe de Luka Modric, Ivan Rakitic e Mario Mandzukic, que estreia neste sábado na Copa do Mundo-2018, contra a Nigéria, em Kaliningrado, veste um uniforme tão diferente?

O xadrez é um símbolo nacional dos croatas. Ele está presente na bandeira e no brasão das forças armadas do país. E sempre nas mesmas cores do uniforme número 1 da equipe do técnico Zlatko Dalic: vermelho e branco.

Escavações realizadas em Innsbruck, na Áustria, chegaram a encontrar artefatos do século XV com o brasão croata.

Só que ninguém sabe ao certo o motivo desse povo adotar o quadriculado como uma peça essencial da sua identidade nacional.

O que existem são teorias. A mais conhecida delas afirma que o desenho é uma forma de retratar as duas principais etnias que compõem o país, os croatas brancos e os croatas vermelhos.

Há também quem defenda que a origem do povo croata está no território do atual Irã e que as bandeiras quadriculadas foram adotadas como uma forma de identificação de quem fazia parte da tribo durante a viagem rumo à Europa.

Por fim, existe até uma lenda que diz que o xadrez foi adotado como símbolo nacional da Croácia dois séculos atrás, depois que o rei Stejpan Drzislav vencer uma partida do jogo de mesmo nome contra um monarca da região onde hoje fica a Itália.

Independente da origem, o quadriculado é o padrão do uniforme da Croácia desde que o país se separou da Iugoslávia, em 1991, e fundou sua própria seleção.

A versão atual da camisa croata traz o xadrez em vermelho apenas na parte da frente. As costas do uniforme são quase que inteiramente brancas (apenas a gola e as mangas são vermelhas).

A Copa-2018 é o quarto Mundial da história da Croácia. A melhor participação aconteceu logo na estreia, em 1998, quando a equipe foi terceira colocada. Quatro anos atrás, a eliminação veio ainda na primeira fase.

Além de croatas e nigerianos, o Grupo D conta ainda com Argentina e Islândia.


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Mas também há celebridades que ficam bem distante da área de jogo. Elas estão espalhadas pelas arquibancadas. São ex-jogadores, narradores, fãs de futebol ou simplesmente gente conhecida que foi ao estádio para torcer pelo amor de sua vida.

Afinal, muitos jogadores de futebol de primeiro escalão são casados ou namoram com personalidades tão ou até mais conhecidas do que eles próprios.

Apresentamos abaixo sete casais de celebridades que fazem parte da Copa-2018.

NEYMAR E BRUNA MARQUEZINE

Entre várias idas e vindas, o camisa 10 da seleção brasileira e a atriz antagonista da novela “Deus Salve o Rei” estão juntos desde 2012. Os dois começaram a namorar após os Jogos Olímpicos de Londres, mas só assumiram o relacionamento no ano seguinte. Depois de alguns términos e reaproximações, eles reataram em dezembro. Recentemente, protagonizaram um ensaio publicitário sensual para uma loja de departamentos.

GERARD PIQUÉ E SHAKIRA

O zagueiro da seleção espanhola e a cantora colombiana formam um dos casais mais conhecidos do futebol. Eles se conheceram na gravação do clipe de “Waka Waka”, música de Shakira escolhida como tema da Copa do Mundo-2010 e estão juntos desde então. O relacionamento deu origem a dois filhos: Milan, de 5 anos, e Sasha, de 3.

KEVIN TRAPP E IZABEL GOULART

O goleiro reserva do Paris Saint-Germain também deve assistir do banco aos jogos da Alemanha na Copa do Mundo, mas tem uma das namoradas mais conhecidas da competição. Trapp namora há dois anos a modelo brasileira Izabel Goulart, que integrou durante mais de uma década o seleto grupo de “angels” da Victoria Secret, e até aprendeu português para melhorar o relacionamento com ela.

SERGIO RAMOS E PILAR RUBIO

Não é por causa do casamento de seis anos com o capitão do Real Madrid e uma das estrelas da seleção espanhola que Pilar Rubio tem mais de 2 milhões de seguidores no Instagram. A atriz tem uma carreira consolidada na TV espanhola e já apresentou programas em cinco emissoras diferentes. Atualmente, participa do elenco do talk show “El Hormiguero” e apresenta um reality show de luta.

DAVID DE GEA E EDURNE GARCÍA

Os jogadores da seleção espanhola são bem chegados em uma celebridade. No caso do goleiro De Gea, a escolhida é a cantora Edurne García, sua namorada desde 2010. Apesar de pouco conhecida fora da Espanha, ela já lançou seis álbuns e é muito famosa em sua terra natal. Não à toa, é uma das juradas da versão espanhola do reality show “Got Talent”, que foi produzido no Brasil pela Record.

ROBERT LEWANDOWSKI E ANNA LEWANDOWSKA

O centroavante e principal jogador da seleção polonesa sonha conquistar na Rússia-2018 um feito que, de certa forma, é corriqueiro para sua esposa. Anna Lewandowska, que é casada com o camisa 9 há cinco anos, já conquistou três medalhas em Campeonatos Mundiais de caratê. Também foi medalhista em dois Europeus da modalidade e subiu ao pódio 29 vezes em competições nacionais.

RADAMEL FALCAO GARCÍA E LORELEI TARÓN

O capitão e centroavante da seleção colombiana é casado há 11 anos com a cantora e compositora argentina Lorelei Tarón. Especializada em música gospel, ela lançou em 2017 seu álbum mais recente “No Me Rendiré”, com 12 canções. A mais famosa delas, justamente a que dá nome ao disco, já tem mais de 2 milhões de visualizações no YouTube.


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Amizade da base do Flamengo chega à Copa via seleção espanhola http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/amizade-da-base-do-flamengo-chega-a-copa-via-selecao-espanhola/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/amizade-da-base-do-flamengo-chega-a-copa-via-selecao-espanhola/#respond Fri, 15 Jun 2018 07:00:14 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=8838 Thiago Alcântara e Rodrigo Moreno se conhecem há 17 anos. São tão íntimos que se consideram primos. Já jogaram juntos nas quadras de um colégio no Rio de Janeiro, na escolinha de futebol do Flamengo, em seleções espanholas das mais diferentes categorias e, claro, em muitas peladas seguidas por churrasco.

A partir desta sexta-feira, a dupla de amigos de infância estará reunida mais uma vez. E no maior desafio de suas carreiras: defender a Espanha na Copa do Mundo-2018.

Os dois são filhos de ex-jogadores brasileiros que fizeram sucesso durante as décadas de 1980 e 1990.

Thiago, meia do Bayern de Munique, é o primogênito de Mazinho, ex-volante de Vasco e Palmeiras, além tetracampeão mundial em 1994. Já Rodrigo, atacante do Valencia, é herdeiro de Adalberto, ex-lateral esquerdo do Flamengo, que teve de encerrar a carreira aos 25 anos devido a problemas físicos.

A dupla, que enfrenta Portugal, a partir das 15h (de Brasília), em Sochi, pela primeira rodada do Grupo B, encontrou-se pela primeira vez em 2001, quando ambos tinham dez anos e estudavam juntos no Rio.

Adalberto foi assistir a um jogo do filho na escola e se encantou com um menininho que falava espanhol em quadra. Dias depois, descobriu que aquele garoto era filho de Mazinho, um velho conhecido dos tempos em que ambos eram jogadores profissionais.

O encontro fez com que as duas famílias se aproximassem e virassem quase que uma só. Rodrigo e Thiago entraram juntos na base do Flamengo e depois se mudaram para a Espanha, quando seus pais decidiram virar sócios em um empreendimento na Europa.

Lá, cada um seguiu seu rumo. Thiago ingressou na celebrada base do Barcelona e permaneceu por lá até ser vendido ao Bayern, em 2013. Rodrigo jogou no Celta, foi para o Real Madrid, passou por Benfica e Bolton até desembarcar no Valencia, quatro anos atrás.

Os amigos de infância passaram então a só se encontrar dentro de campo pela seleção. Apesar de terem cidadania brasileira (e italiana, no caso de Thiago), ambos escolheram cedo que defenderiam a Espanha. E juntos foram vice-campeões europeus sub-19 e conquistaram o título continental sub-21.

Thiago chegou antes à seleção principal. Em 2011, aos 20 anos, já participou de um amistoso contra a Itália. O meia só não foi para a Copa-2014 devido a uma lesão no joelho. A primeira convocação de Rodrigo veio logo depois do Mundial do Brasil, para enfrentar Eslováquia e Luxemburgo.

O filho de Mazinho começou jogando nos dois amistosos pré-Mundial da Espanha. Já o de Adalberto foi titular na vitória por 1 a 0 sobre a Tunísia e saiu do banco no empate por 1 a 1 com a Suíça.

Mas o que importa para eles é que ambos estão pela primeira vez em uma Copa do Mundo. Juntos, como sempre fizeram questão de estar nos últimos 17 anos.


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Mas, nem sempre, isso acontece. Entre 1966 e 1978, a primeira partida do Mundial terminou com o placar zerado. Ou seja, foram quatro edições consecutivas tendo de esperar mais de 90 minutos para ver uma bola balançar as redes.

Só que o último 0 a 0 em abertura de Copa já faz 40 anos. Foi justamente em 1978. A Alemanha Ocidental, então campeã mundial, empacou na Polônia.

O primeiro gol da história da competição mais importante do futebol no planeta foi marcado no dia 13 de junho de 1930, quando ainda não havia esse conceito de jogo de abertura.

França x México e Estados Unidos x Bélgica jogaram simultaneamente, cada um em um canto de Montevidéu (Uruguai). Por muito, imaginou-se que o norte-americano Bart McGhee havia sido o responsável pela abertura de placar nos Mundiais.

Foi só em 1970 que a Fifa reconheceu que o verdadeiro autor do primeiro gol de uma Copa do Mundo não era McGhee, mas sim o francês Lucien Laurent, que havia marcado minutos antes do jogador dos EUA.

Ao longo da história, jogadores de 12 nacionalidades diferentes já marcaram o primeiro gol de uma edição de Mundial.

Alemanha e Brasil são os recordistas nesse feito. Quatro Copas já tiveram suas contagens de gol abertas por alemães (1938, 1974, 1994 e 2006) e outras quatro tiveram as redes inauguradas por brasileiros (1950, 1966, 1998 e 2014).

Foi de um brasileiro, inclusive, o único gol contra que abriu o placar de um Mundial. Quatro anos atrás, Marcelo falhou na tentativa de cortar um cruzamento da Croácia e acabou anotando seu nome na história da competição… mas não do jeito que ele queria.

E, desta vez, quem vai marcar o primeiro gol da Copa do Mundo?

CONHEÇA O AUTOR DO 1º GOL DE CADA COPA

1930 – Lucien Laurent (FRA)
França 4 x 1 México

1934 – Ernesto Belis (ARG)
Suécia 3 x 2 Argentina

1938 – Jupp Gauchel (ALE)
Suíça 1 x 1 Alemanha

1950 – Ademir de Menezes (BRA)
Brasil 4 x 0 México

1954 – Milos Milutinovic (SER)
Sérvia 1 x 0 França

1958 – Tore Klas Simonsson (SUE)
Suécia 3 x 0 México

1962 – Héctor Facundo (ARG)
Argentina 1 x 0 Bulgária

1966 – Pelé (BRA)
Brasil 2 x 0 Bulgária

1970 – Dinko Dermendzbiev (BUL)
Peru 3 x 2 Bulgária

1974 – Paul Breitner (ALE)
Alemanha Ocidental 1 x 0 Chile

1978 – Bernard Lacombe (FRA)
Itália 2 x 1 França

1982 – Erwin Vandenbergh (BEL)
Argentina 0 x 1 Bélgica

1986 – Alessandro Altobelli (ITA)
Bulgária 1 x 1 Itália

1990 – François Omam-Biyik (CAM)
Argentina 0 x 1 Camarões

1994 – Jürgen Klinsmann (ALE)
Alemanha 1 x 0 Bolívia

1998 – César Sampaio (BRA)
Brasil 2 x 1 Escócia

2002 – Papa Bouba Diop (SEN)
França 0 x 1 Senegal

2006 – Philipp Lahm (ALE)
Alemanha 4 x 2 Costa Rica

2010 – Lawrence Tshabalala (AFS)
África do Sul 1 x 1 México

2014 – Marcelo (BRA), contra
Brasil 3 x 1 Croácia


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Assim como o veterano defensor do CSKA Moscou, outros 16 jogadores da seleção anfitriã da Copa do Mundo-2018 não foram registrados como russos quando vieram ao mundo.

Todos eles, com exceção do lateral direito Mário Fernandes, brasileiro de nascimento e naturalizado há apenas dois anos, são remanescentes da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Apesar de a antiga potência dos tempos de Guerra Fria ter sido dissolvida oficialmente há quase 27 anos, no dia 25 de dezembro de 1991, para dar lugar a 15 países independentes, os soviéticos ainda são maioria na seleção que abre a Copa contra a Arábia Saudita, nesta quinta-feira, no estádio Luzhniki, em Moscou.

Prova de como o técnico Stanislav Cherchesov falhou na missão de levar à Copa um grupo rejuvenescido, cheio de gente nova e alheio às marcas dos insucessos recentes do país –parou na fase de grupos do Mundial-2014 e nas Euros-2012 e 2016.

No lugar de renovação, a Rússia chegou a 2018 com os mesmos envelhecidos rostos de sempre. Ignashevich já tem 38 anos. Aleksandr Samedov, 33. O goleiro Igor Akinfeev, 32. E há ainda os trintões Vladimir Gabulov. Fyodor Kudryashov e Vladimir Granat.

As caras realmente novas são poucas e podem ser contadas nos dedos das mãos. O meia Aleksandr Golovin, 22, maior revelação do CSKA nos últimos tempos, e os irmãos gêmeos Anton e Aleksei Miranchuk, 22, campeões nacionais pelo Lokomotiv Moscou nesta temporada.

O trio faz parte do pequeno grupo de jogadores da seleção anfitriã que são genuinamente russos. Para eles, URSS, comunismo e Guerra Fria contra os EUA foram apenas conteúdo das aulas de história e lembranças de infância dos companheiros de time.

Além de Rússia e Arábia Saudita, Egito e Uruguai também fazem parte do Grupo A da Copa do Mundo. A competição começa nesta quinta e terá a final disputada no dia 15 de julho, novamente em Moscou.


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Novo comandante da Espanha, Hierro tem 1 ano de carreira como técnico http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/novo-comandante-da-espanha-hierro-tem-1-ano-de-carreira-como-tecnico/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/novo-comandante-da-espanha-hierro-tem-1-ano-de-carreira-como-tecnico/#respond Wed, 13 Jun 2018 17:59:53 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=8834 Quarenta e três partidas, com 17 vitórias, dez empates e 16 derrotas. É esse o resumo da ínfima carreira como treinador do comandante da seleção espanhola na Copa-2018, Fernando Hierro.

Anunciado a dois dias da estreia no Mundial da Rússia, contra Portugal, na sexta-feira, o ex-zagueiro do Real Madrid passou apenas um dos seus 50 anos de vida trabalhando como técnico. E não deu tão certo assim.

Hierro dirigiu o Oviedo na segunda divisão espanhola durante a temporada 2016/17. Sob seu comando, a equipe terminou na oitava posição e ficou a dois pontos de participar dos playoffs que definiram o acesso para a elite.

O ano do agora técnico da Espanha à frente da Asturias ficou marcado por alguns resultados decepcionantes, como a goleada por 5 a 1 sofrida contra o Alcorcón e um 4 a 0 aplicado pelo Huesca.

A passagem do ex-zagueiro pelo clube incluiu ainda uma sequência de sete jogos sem vencer, logo na reta final da temporada, ou seja, no momento da decisão dos promovidos para a primeira divisão.

Se o substituto de Julen Lopetegui no comando da Espanha não tem muito do que se vangloriar da sua trajetória como técnico, o que ele fez dentro de campo e como cartola é digno de vastos elogios.

Hierro defendeu a camisa do Real Madrid durante 14 temporadas e conquistou três títulos de Liga dos Campeões da Europa. Pela Espanha, foram 89 partidas e quatro participações em Copas do Mundo.

Apesar de ser um jogador de defesa, chegou a ser o maior artilheiro da história da seleção graças ao fato de ter sido um exímio cobrador de faltas e pênaltis. Ainda hoje, é o quinto maior goleador da Fúria, com 29 bolas nas redes.

Depois da aposentadoria, em 2005, pelo Bolton, Hierro fez sucesso como dirigente. Era ele o diretor esportivo da seleção espanhola entre 2007 e 2011, período em que a equipe se consolidou entre as maiores forças do planeta ao faturar uma Euro (2008) e uma Copa (2010).

Após a vitoriosa passagem pela seleção, foi chamado para encabeçar o projeto de transformar o Málaga em uma potencial nacional (e até continental). Permaneceu no clube durante apenas uma temporada, mas conseguiu classifica-lo para a disputa da Champions.

Hierro ainda trabalhou como assistente técnico de Carlo Ancelotti entre 2014 e 2015, período em que Zinédine Zidane dirigia o Castilla, antes de tentar um voo solo como treinador. E se dar mal.

Com a experiência mal sucedida no Oviedo, o ex-zagueiro retornou às origens e foi recontratado em novembro passado pela Real Federação Espanhola de Futebol. A ideia era ter o mesmo cargo da passagem anterior, algo semelhante ao papel que Edu Gaspar desempenha no Brasil.

A surpreendente demissão de Lopetegui, a um dia da abertura da Copa e dois da estreia espanhola, alterou todo esse plano. Agora, a campeã mundial de 2010 vai ter de se virar na Rússia-2018 com um técnico que não tem nem 50 jogos de experiência na função.


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Como políticas de Putin minaram chances da Rússia na Copa-2018 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/como-politicas-de-putin-minaram-chances-da-russia-na-copa-2018/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/como-politicas-de-putin-minaram-chances-da-russia-na-copa-2018/#respond Wed, 13 Jun 2018 07:30:07 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=8815 Apenas uma vitória nos últimos dez jogos disputados, uma vergonhosa 70ª colocação no ranking da Fifa e a nada empolgante sensação de que já estará no lucro caso consiga sobreviver à primeira fase.

Definitivamente, não é assim que o torcedor russo imaginava que sua seleção chegaria à Copa do Mundo-2018 quando descobriu que seu país seria anfitrião da competição.

Oito anos atrás, quando a Fifa anunciou as sedes dos torneios de 2018 e 2022, os planos da Rússia eram ousados. Conquistar o título inédito podia ser mais um sonho que um objetivo. Mas alcançar as semifinais era tratado como uma meta bastante alcançável.

A promessa do presidente Vladimir Putin é de que haveria dinheiro de sobre para o desenvolvimento da seleção. E isso incluía a contratação de um técnico de primeiro escalão (o italiano Fabio Capello) e o fortalecimento da liga local com reforços de alto nível que ajudariam na evolução dos atletas russos.

Mas, então, o que deu errado? Por que a Rússia abre a Copa-2018 nesta quinta-feira, contra a Arábia Saudita, em Moscou, temendo protagonizar um vexame histórico?

A resposta é: faltou dinheiro. A diminuição nos preços do petróleo e do gás natural, produtos essenciais de exportação para a balança comercial russa, e a posição geopolítica agressiva adotada por Putin deixaram o país sem grana suficiente para investir no projeto da seleção.

De acordo com dados da Sipri, uma agência sueca especializada em segurança global, o governo russo ampliou em 87% os gastos militares na última década. Além disso, envolveu-se em pelo menos dois conflitos armados: a Crise da Crimeia, contra a Ucrânia, em 2014, e a luta na Síria.

O conflito com o país vizinho, o apoio ao presidente sírio, Bashar al Assad, e algumas outras intervenções geopolíticas polêmicas, como a influência nas eleições norte-americanas que elegeram Donald Trump e a acusação de envenenamento de um ex-espião que vivia na Inglaterra, fizeram a Rússia sofrer uma série de sanções econômicas do Ocidente.

E quem acabou pagando a conta do crescimento nos gastos militares e da redução do comércio russo com o exterior (que atinge não só o governo, mas também os empresários) foi o futebol.

Para começar, faltou dinheiro para bancar Capello. O treinador italiano, ex-Milan, Juventus e Real Madrid, deixou o cargo em 2015. Seu substituto, Stanislav Cherchesov, ganha o equivalente a 27% do salário do antecessor.

Além disso, as contratações que ampliariam o nível do futebol russo ficaram bem aquém do esperado. Basta olhar as convocações da Copa-2018. O único jogador de uma seleção de primeiro escalão que atua na Rússia é o meia português Manuel Fernandes, do Lokomotiv Moscou.

Os resultados internacionais dos clubes do país anfitrião do Mundial também não são nada animadores. Nos últimos cinco anos, só o Zenit São Petersburgo conseguiu passar pela fase de grupos da Champions e, nas duas oportunidades, caiu já nas oitavas de final.

Os recentes insucessos da seleção russa e a falta de esperança com uma boa campanha na Copa-2018 são apenas o reflexo desse cenário de promessas não cumpridas e ambição geopolítica.


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Mais velha da história, Copa se enche de “tiozões” e tem até quarentão http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/mais-velha-da-historia-copa-se-enche-de-tiozoes-e-tem-ate-quarentao/ http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/mais-velha-da-historia-copa-se-enche-de-tiozoes-e-tem-ate-quarentao/#respond Wed, 13 Jun 2018 07:00:24 +0000 http://blogdorafaelreis.blogosfera.uol.com.br/?p=8806 Goleiro e capitão da seleção do Egito, Essam El-Hadary deve escrever seu nome na história das Copas nesta sexta-feira. Se entrar em campo contra o Uruguai, em Ekaterimburgo, ele se tornará o jogador mais velho a disputar uma partida da competição mais importante do futebol mundial.

El-Hadary terá 45 anos e seis meses no dia da estreia egípcia, dois anos e meio a mais que o também goleiro Faryd Mondragón, da Colômbia, que atuou no Mundial com 43 anos e três dias.

A quebra do recorde não chega a ser uma surpresa. Afinal, a Copa-2018 é “a mais velha de todos dos tempos”.

De acordo com dados disponibilizados pela Fifa, a média da idade dos 736 jogadores convocados para disputar o Mundial da Rússia beira os 28 anos e é a mais alta das 21 edições já realizadas do torneio.

Além de El-Hadary, outros 13 atletas inscritos na Copa já passaram dos 35 anos. Entre eles, estão os intermináveis Rafael Márquez, de 39 anos, zagueiro mexicano que jogará a competição pela quinta vez, e Tim Cahill, 38, atacante australiano que vai para seu quarto Mundial.

Outra prova de como a Copa da Rússia é a mais envelhecida da história são seus principais astros.

Os protagonistas do futebol mundial em 2018 são os mesmos de 2014 e 2010: os trintões Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. O português já tem 33 anos e o argentino irá completar 31 durante a competição.

No total, 223 jogadores convocados para a Copa já entraram na casa dos 30 anos. Isso representa 30% de todos os participantes. Quatro anos atrás, no Brasil, os “veteranos” eram só 179, ou 24% do total.

Assim como aumentou o espaço dos jogadores velhos, o Mundial da Rússia também restringiu a presença de atletas em início de carreira. Desta vez, foram chamados apenas 20 garotos com menos de 21 anos, cinco a menos do que em 2014.

O jogador mais novo convocado para a Copa-2018, o meia-atacante australiano Daniel Arzani, já tem 19 anos e cinco meses. No Mundial passado, houve sete adolescentes em campo mais jovens do que ele é hoje.

A troca da garotada pelos jogadores maduros está ligada à evolução das várias ciências do esporte (nutrição, medicina, treinamentos, etc..), que ajudaram a prolongar a “vida útil” dos atletas.

Esse fenômeno não é exclusivo do futebol. Um bom exemplo vem do tênis: a dupla Rafael Nadal, 32, e Roger Federer, 36, continua dominando o circuito masculino.

Então, prepare-se, a Copa do Mundo deste ano será a “Copa dos tiozões”.

OS 5 JOGADORES MAIS VELHOS DA COPA-2018

1 – Essam El-Hadary (EGI) – 45 anos (15/01/1973)
2 – Rafael Márquez (MEX) – 39 anos (13/02/1979)
3 – Sergei Ignashevich (RUS) – 38 anos (14/07/1979)
4 – Tim Cahill (AUS) – 38 anos (06/12/1979)
5 – José de Jesús Corona (MEX) – 37 anos (26/01/1981)


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