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Após fracassar na Europa, Ganso ainda pode dar certo no futebol brasileiro?
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Rafael Reis

Em dois anos e meio atuando na Europa, Paulo Henrique Ganso disputou apenas 41 partidas, marcou míseros sete gols e distribuiu nove assistências. Mais que isso, passou a maior parte do tempo sentado no banco de reservas ou mesmo sem sequer ser relacionado para as partidas dos clubes que defendeu.

Após fracassar no Sevilla e também não conseguir emplacar no modesto Amiens, que luta contra o rebaixamento no Campeonato Francês, o meia está prestes a encerrar sua passagem nada vitoriosa pelo futebol do Velho Continente.

Crédito: Divulgação

O ex-jogador de São Paulo e Santos só precisa encontrar um clube brasileiro disposto a repatriá-lo até o dia 31 de janeiro, data de fechamento da janela de transferência nos principais campeonatos nacionais da Europa.

Mas será que, prestes a completar 30 anos, com pouco ritmo de jogo e após acumular duas grandes decepções no exterior, Ganso ainda seria um reforço válido para os principais times do país pentacampeão mundial de futebol?

Para responder essa pergunta, é preciso primeiro entender as razões pelas quais o antigo companheiro de Neymar (que muitos acreditavam, inclusive que seria melhor que o hoje astro do Paris Saint-Germain) não conseguiu decolar do outro lado do Atlântico.

A resposta para essa dúvida é uma série de clichês que vêm sendo repetidos sobre Ganso há anos, mas que realmente explicam a incapacidade demonstrada pelo jogador de virar aquilo que se esperava dele.

O meia realmente possui uma qualidade técnica acima da média. Sua precisão de passe e visão de jogo são superiores até às de alguns dos meio-campistas que têm sido convocados por Tite para a seleção brasileira.

O problema é que Ganso parece um jogador um tanto quanto perdido no tempo e preso no passado. Sua estrutura física frágil e a falta de evolução tática ao longo da carreira fazem com que ele não consiga suportar o nível de exigência do futebol europeu contemporâneo.

Você conseguiria imaginar o brasileiro jogando no meio-campo de um time que apresenta o nível de intensidade do “quase caótico” Liverpool, de Jürgen Klopp? Sevilla e Amiens nem chegavam no ritmo do líder do Campeonato Inglês. Mesmo assim, já eram velozes demais para a cria da base do Santos.

Para a sorte de Ganso, o futebol brasileiro está alguns anos atrás do europeu na questão da evolução tática. Por aqui, ainda é possível vislumbrar um jogador com suas características (sem capacidade física e disposição para cobrir o campo todo durante os 90 minutos) sendo útil para um time de ponta.

Isso não significa, no entanto, que, caso volte ao Brasil, o meia repetirá o sucesso que obteve no Santos e nos últimos momentos de sua passagem pelo São Paulo. Afinal, o meia está mais velho e o futebol nacional, mesmo que a passos lentos, também está caminhando para o mesmo rumo do Velho Continente.

Mas a chance de Ganso dar certo por aqui é sim maior do que na Europa. A dúvida que persiste é se vale a pena fazer um investimento alto para tê-lo no elenco de 2019.


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Qual é o futuro de Douglas e Ganso após “geladeira” na Europa?
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Rafael Reis

Douglas disputou apenas oito partidas pelo Benfica nesta temporada. Ganso não entra em campo vestindo a camisa do Sevilla desde o dia 20 de dezembro.

Ex-companheiros de São Paulo, o lateral-direito e o meio-campista já tiveram momentos de glória na carreira, como transferências internacionais e passagens por seleções. Hoje, no entanto, vivem uma situação das mais delicadas: estão esquecidos dentro dos elencos dos quais fazem parte.

Mas será que essa é uma situação reversível? Ainda há espaço para Douglas e Ganso nos clubes que eles defendem? E será que voltaremos a vê-los jogando futebol na atual temporada?

A questão envolvendo o lateral é menos delicada. Sem espaço no Barcelona, clube detentor dos seus direitos econômicos, Douglas foi cedido por um ano ao Benfica para ganhar experiência internacional e ter ritmo de jogo.

Só que isso simplesmente não aconteceu. O brasileiro chegou a Portugal com problemas físicos e demorou para entrar no time. Quando se recuperou, teve três oportunidades como titular na Liga dos Campeões e decepcionou.

Criticado pela imprensa portuguesa, que chegou a chama-lo de “assalto à mão armada”, perdeu espaço no elenco. E passou a ficar fora até do banco de reservas.

A situação atual de Douglas é a seguinte: reserva de André Almeida, ele é requisitado quando o titular não tem condição de jogo. Foi o que aconteceu contra o Desportivo Chaves, em janeiro, e minutos finais ante o Marítimo, no começo do mês, únicas aparições do lateral em 2018.

No final da temporada, quando seu empréstimo chegar ao fim, o lateral voltará para o Barcelona. Mas seu futuro não está no clube catalão. O mais provável é que ele seja cedido para outra equipe europeia ou mesmo que retorne ao Brasil.

Já a situação de Ganso é um pouco mais nebulosa. Contratado pelo Sevilla em 2016, o meia não conseguiu se adaptar ao futebol espanhol. A torcida até gosta dele, pois o considera um jogador com qualidade técnica acima da média. Mas os treinadores sofrem com sua pouca mobilidade e dificuldade para se encaixar nas estruturas táticas.

Resultado: desde que chegou à Europa, o ex-Santos e São Paulo convive com longos períodos no banco de reservas ou até mesmo afastado da lista de jogadores relacionados para um jogo.

Esse cenário se agravou depois que o Sevilla contratou o técnico Vincenzo Montella, na virada do ano. Nos três meses da gestão do italiano, o brasileiro jamais foi chamado para uma partida –nem mesmo na Copa do Rei, onde os grandes clubes espanhóis costumam escalar reservas.

Apesar de totalmente ignorado por Montella, Ganso não foi negociado na última janela de transferências. O estafe do jogador também não conseguiu uma rescisão amigável do contrato, que vai até 2021.

Se o treinador continuar na próxima temporada (e tudo indica que vai), o brasileiro tem para ser liberado no mercado do verão europeu (junho, julho e agosto). A maior chance de o meia permanecer no Sevilla é uma nova mudança no comando do time, e a chegada de um técnico que queira conhecer melhor seu futebol antes de tomar uma decisão sobre o futuro.


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Como vídeo de masturbação fez torcida questionar meia da seleção argentina
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Rafael Reis

“Lá vem mais um garoto sul-americano com problemas disciplinares para nos dar dor de cabeça”. Foi isso que muitos torcedores do Valencia pensaram quando o clube pagou 18 milhões de euros (R$ 58 milhões, na cotação atual) ao Boca Juniors para contratar Éver Banega em janeiro de 2008.

A preocupação não era exagerada. Uma década atrás, o hoje camisa 10 do Sevilla e nome certo na convocação da Argentina para a Copa do Mundo-2018 era um garoto de 19 anos que não tinha um histórico comportamental dos melhores.

Para piorar, na mesma semana em que desembarcou na Europa, Banega virou notícia pelo planeta. E o motivo não era propriamente a qualidade do seu futebol ou o alto valor da transferência.

Em uma época em que os nudes caseiros ainda eram uma novidade na internet, um vídeo do jogador se masturbando enquanto conversava com uma garota pela webcam vazou e viralizou na rede.

O assunto causou tanta repercussão que até o então capitão do Valencia, Joaquín, foi questionado sobre o tema durante uma entrevista coletiva pré-jogo. “Já tivemos problemas [de comportamento] como esse por aqui e por isso prefiro evitar qualquer comentário”, limitou-se a dizer.

A “questão Banega” foi tratada com extrema seriedade e preocupação no clube por duas razões.

A primeira é que a fase do Valencia era péssima. Entre novembro de 2007 e janeiro de 2008, o time chegou a ficar nove rodadas do Campeonato Espanhol sem conseguir uma mísera vitória e emendou até três derrotas consecutivas.

Além disso, os torcedores, os dirigentes, a comissão técnica e até mesmo os outros jogadores estavam fartos de atletas indisciplinados. O lateral direito Miguel acabara de ser punido por uma “escapada noturna” e o meia Manuel Fernandes havia sido preso acusado de agredir um homem em um bar.

Antes mesmo do vazamento do vídeo erótico, Banega já havia protagonizado outro escândalo que preocupava o Valencia.

Um ano antes do negócio, o meia e seus companheiros de seleção argentina sub-20 haviam sido acusados de provocar uma quebradeira no hotel onde estavam hospedados no Canadá depois de conquistarem o Mundial da categoria.

Apesar das preocupações, o meia não deu dor de cabeça para o Valencia. O jogador disputou 185 partidas pelo clube, marcou 11 gols e deu 30 assistências até ser negociado com o Sevilla, em 2014.

Banega ainda defendeu a Inter de Milão na temporada passada antes de ser recontratado pelo time de Ganso em julho.

Pela Argentina, o meia foi medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e participou das três últimas edições da Copa América. Desde o fim da Copa-2014, tem sido presença quase que obrigatória nas convocações da seleção.


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Sevilla não quer Ganso, mas é 45% melhor com ele em campo
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Rafael Reis

“Ganso de saída do Sevilla”. “Ganso busca um novo clube para 2018”. “Futuro de Ganso deve ser um empréstimo para outro time”. As últimas notícias publicadas pela imprensa espanhola sobre o meio-campista brasileiro têm todas o mesmo tom.

O ex-jogador de Santos e São Paulo está fora dos planos do técnico Vincenzo Montella, parece com os dias contados no Sevilla e deve encontrar uma nova equipe para defender até o fechamento da janela de transferências do inverno europeu, no fim do mês.

Mas essa situação poderia ser diferente se o treinador italiano, no cargo há menos de um mês, analisasse o desempenho do time ao longo de temporada. Em 2017/18, o Sevilla é 45,4% melhor quando tem Ganso em campo.

Foram 11 partidas com o camisa 19 escalado como titular ou saindo do banco de reservas. Dessas, a equipe andaluz venceu sete, empatou três e perdeu apenas uma. Ou seja, conquistou 72,7% dos pontos que disputou.

O aproveitamento sem Ganso é bastante inferior: apenas 50%. Resultado das nove vitórias, três empates e oito derrotas em que abriu mão do meia.

É verdade que o brasileiro não enfrentou os adversários mais fortes da temporada (Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madri e Liverpool), mas o clube também protagonizou alguns vexames contra rivais fracos sem ele –levou 5 a 1 do Spartak Moscou, na Champions, e perdeu por 1 a 0 para o Alavés, 16º colocado no Campeonato Espanhol.

O desempenho individual de Ganso também não é dos piores. O brasileiro participou ativamente de sete gols nos 11 jogos que disputou. Foram quatro bolas empurradas por ele próprio para as redes e mais três assistências.

A marca é melhor que as do dinamarquês Michael Krohn-Dehli (participação em dois gols) e do argentino Franco Vázquez (participação), que atuam na mesma faixa do campo e foram escalados mais vezes durante a temporada.

Entre os meias centrais do Sevilla, apenas o argentino Éver Banega tem desempenho melhor que o do camisa 19: três gols marcados e cinco passes para companheiros.

Titular no início da temporada e relegado ao banco de reservas durante dois meses, Ganso vinha recuperando espaço com o técnico Eduardo Berizzo no fim do ano. No entanto, a demissão do argentino e a contratação de Montella minaram essa reabilitação.

O ex-comandante de Roma, Fiorentina e Milan não considera que o brasileiro tem disposição física para aguentar o estilo de jogo intenso que pretende implantar no Sevilla.

A última partida de Ganso, a derrota por 3 a 1 para a Real Sociedad, em 20 de dezembro, foi também a despedida de Berizzo.

Nos quatro jogos do Sevilla sob comando de Montella, inclusive dois pela Copa do Rei, competição na qual os reservas costumam receber mais oportunidades, o meia não foi sequer relacionado.


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Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso? Compare
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Rafael Reis

O primeiro era um garoto de 20 anos tratado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, campeão olímpico e que vinha recebendo as primeiras oportunidades na seleção principal.

O segundo era um meia de 27 anos reconhecido como um dos jogadores mais técnicos e talentosos do país, que havia acabado de ser convocado para disputar a Copa América Centenário e parecia estar retornando aos melhores momentos do seu futebol.

Sete meses atrás, Gabigol e Ganso chegaram à Europa cercados de expectativa para a primeira experiência internacional de suas carreiras.

E hoje, relegados a meros figurantes dos elencos de Inter de Milão e Sevilla, respectivamente, só disputam um triste posto. Afinal, qual dos dois é a maior decepção do futebol brasileiro na atual temporada europeia?

Para te ajudar a dar uma opinião mais embasada sobre essa triste disputa, comparamos abaixo algumas marcas de Gabigol e Ganso na temporada de estreia no futebol europeu:

OPORTUNIDADES:

Gabigol ficou 16 minutos em campo na quarta partida da Inter de Milão após sua chegada, depois passou quase três meses sem atuar e voltou a receber chances nas últimas semanas. No total, disputou oito partidas pelo clube italiano, mas só uma como titular, o que explica só ter 153 minutos de futebol na Itália.

Ganso era peça importante para Jorge Sampaoli no começo da temporada e foi titular em três dos primeiros sete jogos do Sevilla em 2016/17. No entanto, está sem jogar desde 4 de janeiro e chegou a emendar oito partidas consecutivas sem sequer ficar no banco de reservas. O meia tem 12 partidas e 644 minutos de bola na temporada.

DESEMPENHO:

Apesar de ter sido pouco utilizado, Gabigol já foi decisivo para uma vitória da Inter. Seu único gol pelo clube de Milão foi o da vitória por 1 a 0 sobre o Bologna, na 25ª rodada do Campeonato Italiano. Até hoje, o ex-santista não deu nenhuma assistência para seus companheiro.

Ganso também só marcou um gol na Europa até o momento, mas ele teve pouca importância: foi o primeiro do 9 a 1 sobre o modestíssimo Formentera, da quarta divisão espanhola, em jogo válido pela Copa do Rei. Na mesma partida, o meia deu um dos seus três passes para gol na temporada –também distribuiu uma assistência no jogo de ida do mesmo mata-mata e na vitória por 2 a 1 sobre o Alavés, na sétima rodada do Espanhol.

ADVERSÁRIOS:

Gabigol tem um tarefa inglória se quiser jogar como centroavante na Inter: desbancar o argentino Mauro Icardi, capitão e principal jogador da equipe italiana. Pelos lados do campo, seus principais adversários são Antonio Candreva e Éder, jogadores da seleção italiana, e Ivan Perisic, um dos destaques da Croácia na última Eurocopa.

Ao longo de sua primeira temporada no Sevilla, Ganso rodou por praticamente todas as funções do meio-campo. Ou seja, todo meia do clube espanhol é um potencial rival por vaga entre os titulares. Os homens mais utilizados por Sampaoli nesse setor do campo são os volantes Iborra, N’Zonzi e Kranevitter e os ofensivos Vitolo, Nasri, Sarabia e Franco Vázquez.

PREÇO:

Gabigol custou 29,5 milhões de euros (R$ 98 milhões). Foi o segundo maior investimento da Inter de Milão para a temporada e uma das cinco maiores vendas para o exterior da história dos clubes brasileiros.

Até por ser mais velho, Ganso não custou tanto quanto o atacante. O ex-jogador do São Paulo foi contratado por 9,5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) e protagonizou a terceira contratação mais cara do Sevilla para a temporada.

PERSPECTIVAS FUTURAS:

A juventude e o contrato por mais três temporadas dão a Gabigol tempo de sobra para se recuperar e explodir no futebol italiano. Ainda que a Inter opte por emprestar o jogador para que ele adquira mais experiência internacional, a projeção alcançada pelo atacante durante o período no Santos deve ser suficiente para levá-lo a um time competitivo.

Ganso também tem contrato até 2021, mas possui idade e mercado menos favoráveis para desabrochar na Europa. Com uma carreira errática e dificuldade para colocar em prática todo o talento que possui, o meia dificilmente conseguiria um outro clube de primeiro escalão para defender no Velho Continente. Já no Brasil, as portas estão abertíssimas para recebê-lo de volta.


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5 motivos que fizeram Ganso virar a “última opção” no Sevilla
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Rafael Reis

Sessenta e nove dias sem entrar em campo. Treze partidas consecutivas sentado no banco de reservas ou, pior, ficando fora até mesmo da relação de jogadores convocados para ir ao estádio.

Uma das principais contratações do Sevilla para a temporada 2016/17, o meia Paulo Henrique Ganso, 27, praticamente naufragou em seu primeiro ano no futebol europeu.

E, se depender do seu histórico recente, é pouco provável que o brasileiro receba uma nova chance nesta terça-feira, quando o time espanhol visita o Leicester por vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões.

Mas por que Ganso virou a última opção do técnico Jorge Sampaoli para o meio-campo do Sevilla? Apontamos abaixo cinco razões para o fiasco do ex-jogador de Santos e São Paulo na Espanha.

1 – MARCA-PASSO
Se a intenção de Sampaoli era que Ganso virasse o coração do meio-campo do Sevilla e ditasse o ritmo do time, o treinador teria de ir atrás de um marca-passo. Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, o brasileiro é dos jogadores do elenco andaluz que menos tocam na bola. No Campeonato Espanhol, ele dá em média 28,3 passes por partida. Nasri e Vitolo, dois dos titulares da sua posição, distribuem 68,8 e 38,9 passes, respectivamente.

2 – PODER DE FOGO
Ganso ficou em campo por 644 minutos com o Sevilla nesta temporada e marcou apenas um gol, contra o Formentera, da quarta divisão, em confronto pela Copa do Rei. Ainda que não seja um artilheiro nato, é pouco para um jogador que atua do meio para frente. Além do gol, Ganso deu mais três assistências para seus companheiros marcarem.

3 – JOGA ONDE?
Apesar de ter sido escalado apenas 12 vezes por Sampaoli, Ganso foi utilizado em quatro funções diferentes nesta temporada. O brasileiro atuou como segundo volante, meia ofensivo central e também aberto pelos lados direito e esquerdo do meio-campo. Como não conseguiu se fixar em nenhuma delas, perdeu espaço no elenco.

4 – SHOW DE HORRORES
A última partida de Ganso pelo Sevilla, em 4 de janeiro, não poderia ter sido pior. Escalado como titular contra o Real Madrid, pela Copa do Rei, passou os primeiros 45 minutos de jogo perdido e sem ver a cor da bola. A derrota por 3 a 0 ainda na primeira etapa e sua atuação desastrosa fizeram com que ele fosse substituído no intervalo… substituído para não voltar mais ao time.

5 – VONTADE
“É uma decisão dele mesmo ficar fora dos relacionados. Quando ele decidir mudar, será impossível ficar fora”. A bronca pública foi dada pelo próprio Sampaoli, em fevereiro, quando foi questionado por jornalistas sobre o motivo de Ganso não ter sido relacionado para o confronto de ida com o Leicester. Depois do puxão de orelhas, o brasileiro voltou pelo menos a ficar no banco de reservas em algumas partidas do Sevilla.


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Neymar e Ganso se enfrentam pela 1ª vez na Europa: o top 3 do fds
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Rafael Reis

Parceiros desde o início de suas carreiras nos profissionais do Santos, Paulo Henrique Ganso e Neymar devem se enfrentar neste domingo pela primeira vez nos gramados da Europa.

O confronto entre Sevilla e Barcelona, segundo e quarto colocados do Campeonato Espanhol, respectivamente, no domingo, é o momento mais esperado deste fim de semana no futebol internacional.

Mas os próximos dias também reservam o maior clássico de Londres e uma disputa interessante pelo topo da tabela na Alemanha.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Então, vamos a elas:

SEVILLA X BARCELONA
Domingo, 17h45 (de Brasília)
Fox Sports
11ª rodada do Campeonato Espanhol
NeyGanso
Sevilla e Barcelona se enfrentam pela terceira vez na temporada, mas só agora o aguardado duelo Ganso x Neymar poderá acontecer, já que nos dois jogos da Supercopa Espanhola o atacante estava cedido à seleção olímpica. O encontro entre os amigos coincide com o melhor momento de Ganso na Europa. O meia foi muito elogiado após a goleada por 4 a 0 sobre o Dínamo Zagreb, pela Champions. No único confronto anterior entre eles, em 2013, Neymar e o Santos levaram a melhor sobre Ganso e o São Paulo: 3 a 1, pela primeira fase do Paulista.

ARSENAL X TOTTENHAM
Domingo, 10h (de Brasília)
ESPN +
11ª rodada do Campeonato Inglês
ozil
Invicto há nove rodadas da Premier League, o Arsenal tem neste domingo uma nova chance de tirar o oscilante Manchester City da liderança do campeonato nacional mais rico do planeta. Mas, para isso, precisa desbancar seu mais tradicional rival, o Tottenham, a quem só venceu uma vez nas últimas cinco partidas. Um desafio e tanto para o meia alemão Mesut Özil, que vive grande fase e marcou um gol épico no meio de semana, ante o Ludogorets.

BAYERN X HOFFENHEIM
Sábado, 12h30 (de Brasília)
Fox Sports
10ª rodada do Campeonato Alemão
Hoffenheim
Em toda a história, o Hoffenheim nunca conseguiu derrotar o Bayern de Munique. São 16 confrontos, com 12 vitórias dos bávaros e quatro empates. Mas a equipe dirigida pelo jovem técnico Julian Nagelsmann, de 29 anos, vem de cinco triunfos consecutivos no Campeonato Alemão, ocupa a terceira colocação e está a apenas quatro pontos do todo poderoso líder da Bundesliga.


Por que o Sevilla domina a Liga Europa? Lateral brasileiro explica
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Rafael Reis

Quatro títulos nos últimos dez anos. Invencibilidade nas decisões. Atual bicampeão. Apenas seis derrotas nas últimas 40 partidas. Já nem está tão distante da realidade assim a piada de que a Liga Europa é aquele campeonato que sempre tem o Sevilla como campeão.

Mas qual é o segredo do time espanhol, que decide nesta quarta-feira, contra o Liverpool, a segunda competição interclubes mais importante do Velho Continente?

Para tentar encontrar a resposta, conversamos com o único jogador brasileiro do elenco do Sevilla, Mariano, ex-Fluminense.

Mariano2

O lateral direito foi contratado do Bordeaux no começo desta temporada e até agora só marcou um gol pela equipe andaluz. O torneio em que balançou as redes? A Liga Europa, é claro

“É difícil explicar, mas tem a ver com confiança. Nossos jogadores entram com um espírito diferente nos jogos da Liga Europa. Eles sentem que são mais fortes, e os adversários acabam tendo um respeito maior”, afirmou o autor de um dos gols da vitória por 5 a 3 no agregado da semifinal contra o Shakhtar Donetsk.

O “doping psicológico” ou o “peso da camisa” a que Mariano se refere tem a ver com a mística que o Sevilla construiu na competição.

Sua história de sucesso e hegemonia na Liga Europa começou a ser escrita em 2006, quando o clube acabou com um jejum de 58 anos sem títulos ao golear o Middlesbrough por 4 a 0 e conquistar sua primeira Copa da Uefa (o torneio só mudaria de nome em 2009).

Aquele time contava com alguns dos maiores astros do Sevilla em todos os tempos, como Daniel Alves, Adriano, Luís Fabiano e Jesús Navas, e venceu também o campeonato do ano seguinte –vitória nos pênaltis sobre o Espanyol.

Já com um elenco completamente reformulado, a equipe voltou ao topo da Liga Europa nos dois últimos anos. Em 2014, o título foi conquistado sobre o Benfica. E, no ano passado, contra o ucraniano Dnipro.

“É o melhor momento da história do Sevilla e, para mim, está sendo incrível jogar aqui. Estou muito feliz por estar na final e disputar um título desta grandeza”, disse o lateral brasileiro.

Sobre a decisão desta quarta, Mariano descarta qualquer tipo de favoritismo até porque, apesar de o time espanhol ser o “rei da Liga Europa”, seu adversário é um gigante que já ganhou 11 títulos de competição europeias.

“Será um jogo de muito respeito, entre dois clubes grandes com potencial enorme. Só mesmo o espetáculo da partida vai poder dizer como ela vai acabar”, completa, filosofando.


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Rafael Reis

Faça uma experiência. Peça para seus amigos e familiares montarem a seleção brasileira ideal da atualidade. Pode ser apenas o time titular ou até mesmo uma convocação com 23 jogadores.

É bem provável que poucos tenham se lembrado de citar Roberto Firmino, 24. E mesmo os que se lembraram de colocar o atacante na equipe devem ter feito sem muita convicção.

Pouco conhecido e muitas vezes criticado em seu país natal, Firmino é o jogador mais decisivo do Liverpool e uma das maiores esperanças inglesas para a decisão da Liga Europa, nesta quarta-feira, contra o atual bicampeão, Sevilla.

Firmino

O alagoano de Maceió, que se profissionalizou no Figueirense e joga na Europa desde os 19 anos, é o atleta dos “Reds” que mais participou de gols na temporada: 22 (uma metade com ele mesmo balançando as redes, e a outra com passes para companheiros para marcarem).

Quem mais se aproxima dos números de Firmino é o experiente meia James Milner, com sete gols e 14 assistências. O celebrado meia brasileiro Philippe Coutinho marcou 12 vezes e deu seis passes decisivos.

Mas o atacante que agora é a esperança do Liverpool de conquistar um título na temporada e voltar à Liga dos Campeões até pouco tempo atrás também era rejeitado na Inglaterra.

Contratado do Hoffenheim (ALE) em junho passado por 41 milhões de euros (R$ 162 milhões, na cotação atual), na segunda transferência mais cara da história do clube, demorou para emplacar.

Foram 14 jogos e um período no banco de reservas até marcar pela primeira vez e começar a ganhar a confiança da torcida.

A história de Firmino no Liverpool só mudou depois da chegada do técnico Jürgen Klopp, em outubro. O ex-treinador do Borussia Dortmund já conhecia o brasileiro dos tempos de futebol alemão e passou a apostar nele, escalando-o como centroavante ou segundo homem do ataque.

“Poucos o conheciam aqui porque ele não jogava no Bayern ou no Dortmund. Mas eu conhecia o Roberto e fiquei impressionado quando o Liverpool o contratou. Agora, dá para notar que ele está bem mais confiante em relação a seu trabalho”, disse Klopp, semana passada, ao jornal “Liverpool Echo”.

Firmino retribui ao carinho e ao voto de confiança que recebeu do comandante do Liverpool e não perde uma oportunidade de classificar o alemão como “o melhor técnico” com quem já trabalhou.

O resultado dessa parceria pode ser decisivo na final da Liga Europa. Pelo menos, os torcedores dos Reds esperam que seja.


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