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Amado ou odiado? Com Neymar, PSG tem maior média de público de sua história
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Rafael Reis

Neymar pode até não estar vivendo a sonhada lua de mel que desejava com a torcida do Paris Saint-Germain. Mas, mesmo aos trancos e barrancos com os fãs, sua presença tem sido suficiente para encher o Parc-des-Princes.

Na primeira temporada do brasileiro com a camisa azul, o PSG tem registrado a maior média de público da sua história no Campeonato Francês. E o mesmo está para acontecer na Liga dos Campeões da Europa.

Nos primeiros 11 jogos como mandante na Ligue 2017/18, o time da capital francesa atraiu para o estádio pouco mais de 513 mil torcedores.

A média, de 46.707 espectadores por partida, é a maior dentre os 20 clubes que disputam a primeira divisão e supera em 3% a marca de 45.317 torcedores por jogo da equipe na temporada passada.

Ela também é maior que o recorde histórico do PSG, 46.160 pessoas a cada apresentação, estabelecido em 2015/16, o último ano da passagem de Ibrahimovic pelo clube.

Na Champions, o PSG segue o mesmo caminho. Após os três jogos da fase de grupos da competição, o time de Neymar tem média de 46.314 torcedores por partida, também maior que a da temporada anterior (45.516).

O público atual ainda está um pouco abaixo do registrado em 2015/16, o maior da história, quando teve média de 46.322 pagantes por partida, mas certamente irá superá-lo depois do confronto com o Real Madrid, pelas oitavas de final.

O maior público do PSG na atual temporada foi registrado na goleada por 4 a 1 sobre o Nantes, em novembro: 47.680 torcedores. Curiosamente, Neymar não marcou e nem passe para gol deu naquela tarde de sábado.

Como a capacidade atual do Parc-des-Princes é de 47.929 pessoas (um pouco menos em jogos de Champions), o clube francês já não tem muita margem para crescimento. A média atual na Ligue 1 equivale a 97,4% da lotação do estádio.

Neymar foi contratado pelo PSG em agosto pela maior quantia já paga por um jogador de futebol: 222 milhões de euros (R$ 879 milhões). Os principais objetivos do clube francês eram fortalecer sua marca e conquistar pela primeira vez o título da Champions.

Apesar do sucesso comercial instantâneo e dos 24 gols nas primeiras 23 partidas pela nova equipe, o brasileiro não caiu completamente nas graças dos franceses.

Na goleada por 8 a 0 sobre o Dijon, na semana passada, o camisa 10 foi vaiado por torcedores do próprio PSG depois de não permitir que Cavani cobrasse um pênalti que poderia transformá-lo no maior goleador da história do clube.

A imprensa e ex-jogadores franceses também não tem economizado nas críticas ao jogador, não tanto por seu desempenho, mas sim pelo comportamento dentro de campo.

Em meio a tudo isso, o nome de Neymar passou a ser ventilado em uma nova transferência bombástica, agora para o Real Madrid, arquirrival do Barcelona, clube que ele defendia até seis meses atrás.


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Como Talisca renasceu na Turquia e virou astro de zebra da Champions
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Rafael Reis

Na atual edição da Liga dos Campeões da Europa, Anderson Talisca recebe mais passes que Edison Cavani, recupera mais bolas que Marquinhos, cria mais oportunidades de gol que Andrés Iniesta, dribla mais que Marco Verratti e finaliza tanto quanto Gabriel Jesus.

Não é à toa que o ex-jogador do Bahia é o coração da maior surpresa da Champions nesta temporada.

Embalado pelo bom futebol do meia brasileiro, o Besiktas foi um dos cinco clubes que encerraram a primeira metade da fase de grupo da principal competição interclubes da Europa com 100% de aproveitamento. E o único deles que não faz parte do rol de favoritos ao título.

Nesta quarta-feira, porém, o clube empatou a primeira ao ficar no 1 a 1 com o Monaco e está praticamente classificado para as oitavas de final, com 10 pontos.

Um feito e tanto para um clube que não passa da primeira fase da Champions desde 1987 e que nunca foi além das quartas de final alcançadas há exatamente 30 anos.

O sucesso do Besiktas se deve à chegada de reforços experimentados internacionalmente, como o zagueiro Pepe (Real Madrid), o lateral Adriano (Barcelona) e o volante chileno Gary Medel (Inter de Milão). Mas também ao grande momento vivido por Talisca.

O ex-meia do Bahia desembarcou na Turquia em agosto do ano passado depois de duas temporadas no Benfica em que foi de Yaya Talisca (apelido que ganhou em homenagem a Yaya Touré) e convocável para a seleção brasileira a apenas mais uma opção de banco da equipe portuguesa.

Emprestado ao Besiktas até junho de 2018, o brasileiro virou um novo jogador nas mãos do técnico Senol Günes. Para começar, o treinador turco acabou com as eternas dúvidas sobre qual a posição ideal de Talisca e o efetivou como um segundo homem de ataque, que joga logo atrás do centroavante.

A mudança teve efeito imediato. O ex-Benfica marcou 13 vezes no último Campeonato Turco, foi o vice-artilheiro da equipe na competição e teve papel decisivo na conquista do título nacional.

Nesta temporada, já são dois gols em três jogos de Champions, ambos em cabeçadas, uma de suas especialidades. Mais: segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, Talisca tem finalizado na competição europeia tanto quanto Gabriel Jesus, atual camisa 9 da seleção: média de 1,3 conclusão por partida.

A boa fase do brasileiro não tem passado despercebida pelo Mercado da Bola. Alguns gigantes europeus, como Manchester United, Chelsea e Atlético de Madri têm seguido seus passos e já manifestaram intenção de contratá-lo.

Já o Besiktas pretende pagar os 20 milhões de euros (R$ 75,6 milhões) da cláusula de compra de Talisca estabelecida pelo Benfica para mantê-lo na Turquia por mais tempo ou lucrar com uma possível venda do jogador para um time do primeiro escalão europeu.


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TV brasileira mostra mais PSG que Corinthians e Palmeiras juntos
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Rafael Reis

Empolgada com a histórica transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain, a televisão brasileira transformou o clube francês na prioridade absoluta de sua escala de transmissões esportivas.

Desde o início de agosto, nenhum clube do planeta teve tantas partidas exibidas ao vivo pelos canais de TV aberta e fechada do Brasil (com exceção do pay-per-view) quanto o PSG.

Com exibição prevista para Esporte Interativo e Band, o confronto contra o Anderlecht, nesta terça-feira, pela quarta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, será o 15º jogo da equipe de Neymar transmitido para a TV brasileira desde o dia 1º de agosto.

No mesmo período, a TV brasileira exibiu para o estado de São Paulo apenas cinco partidas do Corinthians e nove do Palmeiras.

Ou seja, entre agosto e outubro, o número de jogos do PSG que foram transmitidos ao vivo para o estado mais populoso do país foi superior à soma das partidas exibidas do líder e do vice-líder do Campeonato Brasileiro.

A marca só foi atingida porque SporTV e ESPN, os canais que dividem os direitos de transmissão do Campeonato Francês no Brasil, comprometeram-se a exibir todas as partidas de Neymar e cia. na Ligue 1 na atual temporada.

Além disso, os canais que estão exibindo a Champions (Esporte Interativo e Band, no momento, já que a Globo ainda não iniciou suas transmissões) têm priorizado os jogos do PSG em detrimento de outros clubes mais tradicionais da Europa, como Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e Juventus.

É por isso que todas as apresentações de Neymar com a camisa do PSG (e também as partidas em que ele foi poupado ou desfalcou a equipe) foram televisionadas ao vivo para todo o território brasileiro.

O espaço dedicado pela TV brasileira ao terceiro melhor jogador do mundo de 2017 já tem, inclusive, incomodado espectadores que não são tão entusiastas assim do futebol internacional.

A decisão da Globo de anunciar gols do PSG (com exibição da tradicional bolinha na parte de baixo da tela) durante transmissões de jogos do Campeonato Brasileiro já foi criticada por vários torcedores nas redes sociais.

A transformação do Paris Saint-Germain no queridinho na TV brasileira aconteceu depois que o clube francês desembolsou 222 milhões de euros (R$ 843 milhões) para ter Neymar e o transformou na contratação mais cara da história do futebol mundial.

Liderado por seu novo camisa 10, o PSG ainda está invicto na temporada 2017/18, lidera o Campeonato Francês, com quatro pontos de vantagem para o Monaco, e tem 100% de aproveitamento na Champions.


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O PSG já é um candidato real ao título da Champions?
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Rafael Reis

Areola; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Kurzawa; Thiago Motta, Verratti e Rabiot (Di María); Mbappé, Cavani e Neymar. É mais ou menos com essa formação que o Paris Saint-Germain sonha conquistar pela primeira vez na história a Liga dos Campeões.

Mas será que, depois de se comprometer a gastar mais de 400 milhões de euros (quase R$ 1,5 bilhão) nos dois jogadores mais caros de todos os tempos, o PSG já é um candidato real ao título europeu?

A pergunta começará a ser respondida nesta terça-feira, quando o clube francês abre sua participação na Champions contra o Celtic, na Escócia. No entanto, já é possível antecipar um pouco as possibilidades do time de Neymar na competição interclubes mais badalada do planeta.

Para começar, é importante lembrar que o PSG tem um time forte demais. A maioria dos titulares normalmente escalados pelo espanhol Unai Emery fazem parte do primeiro escalão dos jogadores de suas respectivas posições.

Além disso, alguns dos reservas dos franceses, casos por exemplo de Meunier, Draxler e Lucas, caberiam tranquilamente nos elencos dos times acostumados a disputar o título da Champions.

Só que ter uma equipe competitiva (e mesmo um elenco repleto de atletas talentosos até no banco de reservas) não é suficiente para um clube se tornar favorito ao cobiçado troféu continental. Ganhar a Champions, afinal é uma tarefa muito difícil. Principalmente para quem não tem tanta história assim na competição.

O último time a estrear em uma decisão do torneio foi o Chelsea, nove anos atrás. O clube inglês também foi o mais recente campeão inédito, em 2012, na segunda vez em que alcançou a final.

Já a trajetória do PSG no torneio europeu está longe de ser longa e brilhante. A equipe vai para sua 11ª participação na Champions e, mesmo com todo o investimento das últimas temporadas, só chegou à semifinal uma única vez, em 1994/95.

Outra característica negativa do clube mais poderoso da França é um certo desequilíbrio no elenco. Apesar de cheio de bons nomes, o grupo de jogadores de Emery sofre com debilidades em posições essenciais para o sucesso de uma equipe.

Se o ataque do PSG é um dos melhores do planeta, o mesmo não pode se dizer do seu meio-campo. Thiago Motta e Rabiot estão longe de serem jogadores ruins, mas não estão no mesmo nível de Casemiro e Kroos (Real Madrid), Thiago e Vidal (Bayern de Munique) e Pjanic e Khedira (Juventus), por exemplo.

Além disso, faltam ao treinador espanhol mais opções para compor a faixa central de sua defesa. Os brasileiros Marquinhos e Thiago Silva e o garoto francês Kimpembe são os únicos zagueiros do elenco. Se perder dois desses defensores, o PSG já terá de improvisar alguém no setor.

Por fim, há um outro problema que pode prejudicar as pretensões do time da Cidade Luz no âmbito europeu: o Campeonato Francês. Com uma enorme disparidade técnica em relação a pelo menos 18 dos seus 19 oponentes na Ligue 1 (o Monaco talvez seja a única exceção), o PSG corre o risco de não se acostumar a usar o máximo do seu potencial durante a temporada.

E essa falta de costume de jogar com intensidade plena pode fazer falta na hora de medir forças contra os clubes mais poderosos de Inglaterra, Itália, Espanha e até da Alemanha… como aliás já fez em confrontos das temporadas passadas.

Resumindo: o PSG ainda tem um longo caminho pela frente para poder ser apontado como um dos favoritos ao título da Champions.

Com Neymar, Mbappé e cia., o clube se tornou um candidato real ao posto de campeão europeu. Mas, pelo menos por enquanto, ainda não é um Real Madrid, um Bayern de Munique, um Barcelona ou uma Juventus….


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Champions começa com time de vilarejo de 867 pessoas e estádios minúsculos
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Rafael Reis

Leirvík é uma cidade de 867 habitantes localizado na costa leste de Eysturoy, a segunda maior das Ilhas Faröe. O povoado foi fundado no século 9 por vikings e chegou a ser dizimado pela Peste Negra, em 1349.

É desse minúsculo vilarejo de pescadores habituados a enfrentar temperaturas negativas que vem um dos oito clubes que abrem nesta terça-feira a temporada 2017/18 da Liga dos Campeões da Europa.

O Vikingur Gota, clube fundado há nove anos depois da fusão do Leirvík IF com o time de um outro nanico povoado localizado a 5 km, é o atual campeão da Ilhas Faröe e vai estrear na Champions.

O time, composto basicamente por atletas amadores que trabalham com pesca ou no setor de serviços das cidades vizinhas, enfrenta na primeira rodada da fase preliminar da competição continental o Trepça’89, primeiro representante de Kosovo na história do torneio.

Devido ao tamanho do evento, a partida não será disputada no Serpugerdi Stadium, sua casa. O Leirvík viajou para Torshavn, a capital das Ilhas Faröe, e irá jogar no Tórsvollur, o maior estádio do país, com capacidade para 6.500 pessoas.

Mas outros jogos da rodada de abertura da Champions terão palcos ainda menos imponentes.

O TNS, de Gales, e o Hibernians, de Malta, farão seus jogos contra Eurocopa FC (Gibraltar) e FCI Talinn, da Estônia, em arenas com capacidade inferior a 3 mil torcedores, ou seja, menores que o estádio da Rua Javari, a bucólica casa do Juventus, em São Paulo.

A primeira rodada da fase preliminar da Liga dos Campeões reúne os vencedores dos dez campeonatos nacionais de pior ranking na Uefa (Ilhas Faröe, Kosovo, Malta, Estônia, Armênia, Andorra, Gales, Gibraltar, Irlanda do Norte e San Marino).

No total, a Champions conta com quatro rodadas de mata-mata até a definição dos 32 clubes que irão disputar a partir de setembro a fase de grupos da principal e mais badalada competição interclubes do planeta.

A definição do próximo campeão europeu está marcada para o dia 26 de maio de 2018, em Kiev (Ucrânia). O Real Madrid venceu as duas últimas edições do torneio e tentará ser o primeiro tricampeão consecutivo desde a década de 1970.


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Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
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Rafael Reis

Ao ajudar o Real Madrid a conquistar pela 12ª vez o título da Liga dos Campeões da Europa, Cristiano Ronaldo não só praticamente garantiu a quinta Bola de Ouro de sua carreira, como também acabou com qualquer dúvida sobre o merecimento do prêmio.

Com a atuação decisiva sobre a Juventus e os dois gols na goleada por 4 a 1 deste sábado, o português se tornou quase uma unanimidade.

É difícil encontrar alguém que, neste momento, não considere o camisa 7 do Real o melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E essa foi a grande vitória individual de CR7 no Millenium Stadium, em Cardiff.

O português já era favorito ao prêmio mesmo antes de a bola rolar na decisão da Champions. Mas a temporada cheia de altos e baixos levantava uma dúvida: seria CR7 o principal candidato ao prêmio pelo futebol que estava apresentando ou pelos holofotes que o iluminam?

A reposta para aqueles que queriam ver a Bola de Ouro para Lionel Messi, o artilheiro do futebol europeu na temporada, ou para Gianluigi Buffon, o goleiro líder da Juventus, foi dada no mais alto estilo.

Desde 2010, quando Diego Milito brilhou no confronto entre Inter de Milão e Bayern de Munique, um jogador não marcava duas vezes na final do torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo venceu Buffon pela primeira vez em um tapa cheio de classe na bola que contou com um leve desvio em Bonucci. Foi o gol que abriu o marcador e começou a desenhar o destino da decisão.

Quando o Real já tinha um 2 a 1 no placar, o português tratou de sepultar as últimas esperanças da Juventus. Como um raio, o camisa 7 surgiu em velocidade dentro da área para escrever seu nome na história… mais uma vez.

Sim, Cristiano Ronaldo será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo e irá igualar o recorde do seu arquirrival, Messi. E, depois da decisão da Champions, não dá mais para questionar isso.


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Cristiano Ronaldo é só o 19º melhor do mundo? Para estatísticos, sim
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo vai a campo neste sábado em busca do quarto título de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira e de uma quase certeza que será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

Mas, de acordo com os algoritmos do “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o astro do Real Madrid é o dono apenas do 19º melhor desempenho da atual temporada.

Segundo a ferramenta, o futebol mostrado por CR7 em 2016/17 é digno da nota 7,61. A avaliação é feita por uma inteligência artificial a partir da análise dos dados de cada atleta em incontáveis fundamentos, como gols, assistências, dribles e desarmes.

A média atual é a pior da carreira de Cristiano Ronaldo desde a chegada ao Real Madrid, em 2009. O português nunca fechou uma temporada com nota abaixo de 7,99 (2015/16).

Para as estatísticas do “Who Scored?”, o melhor jogador do planeta é o brasileiro Neymar (8,52), com pequena vantagem para o argentino Lionel Messi (8,47), seu companheiro no Barcelona. O espanhol Thiago Alcántara (8,28), do Bayern de Munique, completa o pódio.

Além do camisa 11 do Barça, outros dois brasileiros tiveram uma temporada melhor que CR7 na visão dos algoritmos que analisam o desempenho dos jogadores.

O lateral esquerdo Alex Sandro, da Juventus, adversária do Real na decisão deste sábado, tem 7,63 de média e aparece na 17ª colocação no ranking. O 18º é o meia-atacante Felipe Anderson, da Lazio, com 7,62.

Apesar da queda de desempenho apontada pela fria análise das estatísticas e das inteligências artificiais, Cristiano Ronaldo é o favorito para ganhar pela quinta vez o prêmio de melhor do mundo por ter sido o jogador mais decisivo da competição mais importante da temporada.

Dos dez gols anotou pelo português na atual edição da Champions, oito saíram na fase de mata-mata. CR7 marcou cinco vezes contra o Bayern de Munique, nas quartas de final, e mais três ante o Atlético de Madri, na semi.

Atuações que foram essenciais para colocar o Real frente a Juventus neste sábado, em Cardiff, e que, se não conquistaram os computadores do “Who Scored?”, certamente chamaram a atenção dos eleitores do prêmio.

OS 10 MELHORES DA TEMPORADA, SEGUNDO O “WHO SCORED?”

1 – Neymar (BRA/Barcelona) – 8,52
2 – Lionel Messi (ARG/Barcelona) – 8,47
3 – Thiago Alcántara (ESP/Bayern de Munique) – 8,28
4 – Edin Dzeko (BOS/Roma) – 7,85
5 – Arjen Robben (HOL/Bayern de Munique) – 7,82
6 – Eden Hazard (BEL/Chelsea) – 7,81
7 – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 7,81
8 – Dries Mertens (BEL/Napoli) – 7,76
9 – Alexis Sánchez (CHI/Arsenal) – 7,76
10 – Alejandro Gómez (ARG/Atalanta) – 7,75


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Rafael Reis

Cinco participações em Copas do Mundo, um título mundial, oito scudetti do Campeonato Italiano e 16 anos como titular da meta da Juventus. Não é à toa que Gianluigi Buffon é uma das principais atrações da final da Liga dos Campeões da Europa.

Mas um dos grandes ídolos do adversário deste sábado do Real Madrid pelo troféu mais cobiçado do futebol mundial na temporada 2016/17 também tem um outro lado. E ele está cheio de polêmicas.

Conheça abaixo cinco histórias que fazem com que Buffon não seja lembrado apenas como um dos melhores goleiros da história, mas também como um atleta de vida pessoal conturbada e atitudes pouco exemplares para seus milhares (ou milhões) de fãs espalhados pela Itália e por todo o planeta.

JOGATINA
Buffon cativou durante anos o hábito de apostar em resultados de partida de futebol, um problema em um país marcado por escândalos de manipulação de resultados. Sua participação na máfia que fabricava placares no Campeonato Italiano chegou inclusive a ser investigada pela polícia. O goleiro só escapou de punição porque conseguiu provar que jamais havia posto dinheiro na previsão de placares de partidas do próprio time e nem feito apostas depois de 2005, quando a prática foi criminalizada para jogadores de futebol.

EXTREMA-DIREITA
Apesar de sempre negar ter inclinações políticas radicais, Buffon foi visto no início da carreira como simpatizante de regimes de extrema-direita, como nazismo e fascismo. Isso porque o goleiro costumava usar no Parma o número 88, considerado uma apologia a “Heil Hitler”, a saudação feita pelos alemães a Adolf Hitler. Além disso, em 1999, Buffon apareceu com uma camiseta estampada com a frase “Boia chi Molla” (algo como “Quem desiste é um assassino dos seus próprios companheiros”), usada pelo exército de Benito Mussolini durante o regime fascista e a Segunda Guerra Mundial.

CIGARRO
O goleiro faz parte de uma numerosa lista de jogadores de futebol que mantêm um hábito que pouco tem a ver com a vida saudável de um esportista de alto nível. Assim como Zidane, Ronaldo e vários outros, Buffon é fumante. O astro da Juventus nunca negou o vício, mas sempre alegou que só acende seu cigarro quando está de folga. No entanto, o atacante Pablo Daniel Osvaldo, seu ex-companheiro de seleção, já afirmou que já fumou ao lado do goleiro no vestiário da Azzurra.

INFIEL
Buffon fez a alegria dos paraparazzi italianos pouco antes da Copa-2014, quando surgiu o rumor de que ele estava tendo uma relação extraconjugal com a apresentadora esportiva Ilaria D’Amico. Meses mais tarde, o goleiro anunciou o fim do seu casamento com a modelo e atriz tcheca Alena Seredova, mãe dos seus dois primeiros filhos, e assumiu o namoro com a apresentadora da TV, ao lado de quem vive até hoje.

ABRAÇO
Essa polêmica é mais recente, do início do ano. Após a vitória por 2 a 0 da Juventus sobre a Lazio, o goleiro, todo sorridente, deu um caloroso abraço no árbitro Paolo Tagliavento. A cena provocou questionamentos na Itália devido à relação histórica de promiscuidade entre a Juve e a arbitragem italiana – uma das acusações que levaram o clube a ser rebaixado para a segunda divisão em 2006 era a de influenciar as escalações de juízes “favoráveis” para suas partidas.


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Rafael Reis

A final da Liga dos Campeões da Europa, entre Juventus e Real Madrid, neste sábado, em Cardiff (País de Gales), alterou a tabela da segunda divisão do Campeonato Argentino.

A decisão foi tomada pela AFA (Associação de Futebol da Argentina) a pedido do Instituto de Córdoba, clube que revelou o atacante Paulo Dybala, uma das estrelas da Juve, e que não queria que seu torcedor tivesse de escolher entre o filho ilustre e o time de coração.

Inicialmente, o Instituto entraria em campo para enfrentar o Central Córdoba, pela 36ª rodada da Primeira B Nacional, às 17h (de Brasília), em pleno segundo tempo da decisão da competição europeia, que terá pontapé inicial às 15h45.

Com a mudança, o início do jogo na Argentina foi adiado para as 19h. Assim, os torcedores que viram de perto Dybala surgir e despontar como promessa de craque poderão acompanhar na íntegra a partida mais importante da carreira do garoto de 23 anos, mesmo que ela vá para a prorrogação ou para os pênaltis.

Natural de Laguna Larga, uma cidade com menos de 8 mil habitantes localizada a 55 km de Córdoba, o hoje astro da Juventus chegou às categorias de base do Instituto quando tinha dez anos e permaneceu no clube até 2011.

Apesar de ter feito apenas 40 jogos pelo Instituto e nunca ter saído da segunda divisão argentina, o atacante conseguiu colocar seu nome na história do clube.

É que sua venda para o Palermo (12 milhões de euros ou R$ 43,8 milhões, na cotação atual) foi a maior da história do time de Córdoba.

Antes de ir embora para a Europa, Dybala igualou a marca história de Mario Kempes, artilheiro da Copa do Mundo-1978 e outra das crias das categorias de base do clube. Ambos anotaram sete gols em suas primeiras dez partidas pelo Instituto quando tinham somente 17 anos de idade.

Neto de um refugiado polonês que encontrou abrigo na Argentina durante a 2ª Guerra Mundial, o atacante está na Juventus desde 2015. Na atual temporada, marcou 19 gols em 47 partidas e é o vice-artilheiro do time, atrás apenas de Gonzalo Higuaín, que empurrou 32 bolas para as redes.

Na Champions, Dybala foi decisivo no confronto com o Barcelona, pelas quartas de final. O argentino marcou duas vezes na vitória por 3 a 0 na partida de ida, em Turim, que encaminhou a classificação italiana para a semi.


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Rafael Reis

Vinte e um ano atrás, a Juventus conseguiu o mesmo feito que espera atingir no próximo sábado: evitar que seu adversário conquiste pela segunda temporada consecutiva a Liga dos Campeões da Europa e, de quebra, levar para a casa a mais cobiçada taça do futebol mundial.

Se o rival desta semana é o Real Madrid, o do dia 22 de maio de 1996 era o Ajax, um timaço recheado por estrelas do porte de Van der Sar, Frank de Boer, Edgard Davids, Kwankwo Kanu e Patrick Kluivert.

O segundo título da Juventus na história da Champions foi decidido nos pênaltis, 4 a 2, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

Conheça abaixo os paradeiros dos jogadores que ajudaram a Juve a se sagrar campeã europeia pela última vez… pelo menos, até sábado.

POR ONDE ANDA – JUVENTUS (1996)

Angelo Peruzzi (47 anos)Herói da decisão, defendeu os pênaltis cobrados por Davids e Silooy. Campeão mundial com a Itália em 2006, o ex-goleiro trabalhou na comissão técnica da seleção depois da aposentadoria dos gramados e também passou pela Sampdoria. Desde o meio do ano passado, é diretor de futebol da Lazio, último clube em que atuou profissionalmente.

Moreno Torricelli (47 anos)Lateral de pouco brilho, mas muita dedicação, deixou a Juventus dois anos após a conquista e jogou até 2005. Depois de trabalhar sem muito sucesso como treinador de equipes de divisões inferiores, Torricelli se dedica atualmente a escolinhas de futebol.

Pietro Vierchowood (58 anos)Veterano da conquista italiana na Copa-1982, o ex-zagueiro se despediu da Juventus justamente no confronto com o Ajax. Vierchowood ainda atuou no Milan e no Piacenza até se aposentar, em 2000. Como treinador, passou por Catania, na Fiorentina e na Triestina. Seu último trabalho foi em 2014, na Hungria, onde dirigiu durante quatro meses o lendário Honved.

Ciro Ferrara (50 anos)O ex-zagueiro que passou 11 anos vestindo a camisa da Juventus parecia ser até pouco tempo atrás um dos mais promissores técnicos da nova geração italiana. Assistente de Marcello Lippi na conquista da Copa-2006, Ferrara também fez bem um belo trabalho na seleção sub-21 da Itália e passou pelos bancos de Juve e Sampdoria. Mas sua carreira desandou e, em março, ele foi demitido do Wuhan Zall, da segunda divisão chinesa.

Gianluca Pessotto (46 anos)Apelidado de “Professor” pela torcida juventina, passou a maior parte da carreira em Turim. Em 2006, semanas depois de sua aposentadoria e em meio ao escândalo de corrupção que levou a Juve ao rebaixamento, sobreviveu a uma queda de 15 metros de altura, que foi classificada como tentativa de suicídio. Desde que se recuperou do incidente, Pessotto trabalha nas categorias de base do clube. Atualmente, é o diretor do setor de formação de jogadores.

Paulo Sousa (46 anos) – Integrante da geração de Luís Figo e Rui Costa, que recolocou Portugal no mapa do futebol mundial, o ex-volante é um treinador com carreira consolidada. Paulo Sousa já foi campeão como técnico na Hungria, em Israel e na Suíça. Desde 2015, dirige a Fiorentina, sua primeira experiência no banco de reservas no futebol italiano.

Antonio Conte (47 anos) – Um dos treinadores do momento no futebol europeu, acaba de ser campeão inglês pelo Chelsea e é o principal responsável pelo resgate do esquema com três zagueiros, outra vez na moda no Velho Continente. Jogou por 13 anos no meio-campo da Juventus e trabalhou durante três temporadas como técnico do clube, entre 2011 e 2014. Conte também dirigiu a seleção italiana na última Eurocopa.

Didier Deschamps (48 anos) – Companheiro de Conte na criação das jogadas da Juventus de 1996, o francês também dirigiu a “Velha Senhora” e tem feito sucesso como treinador. Deschamps é o comandante da França desde 2012 e foi vice-campeão europeu no ano passado. Antes, dirigiu Monaco, Olympique de Marselha e foi o comandante da Juve no retorno à Série A italiana, em 2007.

Fabrizio Ravanelli (48 anos) – Famoso pelos precoces cabelos grisalhos que exibia quando jogador, o autor do gol que abriu o placar da final da Liga dos Campeões trabalhou como comentarista de futebol na Itália, dirigiu equipes de base da Juventus e está desempregado desde 2013, quando fracassou como treinador do Ajaccio, da França.

Gianluca Vialli (52 anos) – O homem que levantou a segunda Champions da história da Juventus até tentou uma carreira como técnico. Em 1998/99, sua última temporada antes da aposentadoria, foi jogador-treinador do Chelsea e se tornou o primeiro italiano a dirigir um time na Premier League. Na sequência, dirigiu o Watford. Em meados dos anos 2000, mudou novamente de carreira. Vialli lançou um livro e se tornou comentarista de futebol da Sky Italia.

Alessandro del Piero (42 anos) – Um dos maiores ídolos da história da Juventus, era um garoto em início de carreira na final contra o Ajax. Aposentado desde 2014, dois anos depois de deixar o clube de Turim, Del Piero hoje disputa partidas de veteranos e trabalha como comentarista para a Sky Italia.

Vladimir Jugovic (47 anos) – Primeiro reserva usado por Marcello Lippi na final, substituiu Conte ainda antes do intervalo. O ex-meia, que fez parte de uma ótima geração da Iugoslávia nos anos 1990, hoje trabalha com prospecção de jovens jogadores e também é comentarista de TV.

Angelo di Livio (50 anos) – Meia da seleção italiana em duas Copas do Mundo (1998 e 2002), trabalhou nas categorias de base da Roma, clube onde iniciou a carreira, e é garoto-propaganda e embaixador de uma casa de apostas esportivas online austríaca.

Michele Padovano (50 anos) – Possivelmente o jogador menos conhecido entre todos os usados pela Juventus na decisão da Champions, o ex-atacante foi parar atrás das grades em 2006. Padovano foi condenado a oito anos de prisão por tráfico de drogas.

Marcello Lippi (69 anos) – O homem que levou a Juve ao título europeu foi também o comandante da Azzurra na conquista da Copa do Mundo de 2006. Lippi deixou a seleção italiana logo após o tetra, mas retornou dois anos depois e dirigiu a equipe na Copa-2010. Passou também pelo Guangzhou Evergrande, hoje nas mãos de Luiz Felipe Scolari, até ser contratado no ano passado para tentar levar a China ao Mundial da Rússia.


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