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Allione voltou à Argentina, mas ainda não desistiu de jogar no Palmeiras

Rafael Reis

01/09/2019 04h00

Agustín Allione disputou sua última partida oficial com a camisa do Palmeiras no dia 29 de outubro de 2016. Desde então, ficou dois anos emprestado ao Bahia e está cedido desde o começo de 2019 ao Rosario Central.

Mas, apesar de estar fora dos planos alviverdes já há três temporadas, o meio-campista argentino ainda não considera que sua passagem pelo atual campeão brasileiro tenha chegado ao fim.

Crédito: Divulgação

Contratado do Palmeiras até julho de 2020, Allione considera que há uma chance real de voltar a defender o clube paulista no primeiro semestre do próximo ano, depois do fim do seu empréstimo atual.

"Depende muito do que vai acontecer nesses últimos meses na Argentina. O Palmeiras me contratou pelo que eu jogava. Então, temos que ver como eu vou jogar até o fim do ano. Aí, vamos tomar uma decisão", afirmou.

Allione desembarcou em São Paulo em julho de 2014 e fez parte do pacote de argentinos indicados pelo técnico Ricardo Gareca, ao lado de Pablo Mouche, Fernando Tobio e Jonatan Cristaldo.

O meia, que tinha só 19 anos quando foi contratado do Vélez Sarsfield, fazia parte das seleções de base da Argentina e era considerado uma das grandes apostas do país, é o único do quarteto que ainda continua vinculado ao Palmeiras.

Apesar de não ter se firmado na equipe alviverde e, com isso, ter perdido a oportunidade de uma transferência para a Europa e de virar companheiro de Lionel Messi na seleção adulta, o jogador de 24 anos não considera que cometeu um erro ao se mudar para o Brasil.

"Na verdade, acho que foi minha decisão mais acertada. Mas cheguei no Palmeiras quando ele não estava em uma fase muito boa. Depois que me acertei, tive uma lesão que me atrapalhou um pouco. Quando voltei, o time já estava entrosado e eu sofria com falta de ritmo", avaliou.

De volta à Argentina depois de quase cinco anos morando no Brasil, Allione está feliz. "Já estava começando a bater a saudade de casa. Agora, estou perto da minha família. Pessoalmente, foi muito bom retornar ao meu país."

Mas, dentro de campo, seu desempenho está longe de ser espetacular. O meia até começou a temporada como titular, mas logo foi para o banco, contundiu-se e sumiu das escalações do Rosario Central.

Para piorar, só disputou oito partidas oficiais neste ano. Fez um gol e não venceu nenhuma.

"Perdi espaço quando mudamos de técnico. Depois, precisei passar por uma cirurgia de joelho. Agora, estou me recuperando. Voltei a treinar faz pouco tempo. Daqui a pouco, estarei pronto para jogar", completa.

O Rosario Central somou oito pontos nas primeiras quatro rodadas do Campeonato Argentino, dois a menos que Boca Juniors e San Lorenzo, as equipes de melhor campanha neste início de competição.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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