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Por que os clubes ingleses só têm mais uma semana para contratar?

Rafael Reis

01/08/2019 04h00

Os principais clubes da Europa ainda têm mais um mês para realizar contratações, garimpar novos jogadores no Mercado da Bola e terminar de montar seus elencos para a temporada 2019/20, certo?

Bem, isso vale para os times que disputam os campeonatos de Espanha, Alemanha, França, Itália e de vários outros países importantes do cenário do Velho Continente. Mas, no caso dos ingleses, o prazo está bem mais curto.

Crédito: Oli Scarff/AFP

A janela de transferências para as equipes que disputam a Premier League termina daqui uma semana. Ou seja, os clubes da primeira divisão da Inglaterra só podem contratar jogadores de outros times até a próxima quinta-feira, 8 de agosto.

O adiantamento do fim do período de transações tem uma explicação: evitar que as equipes continuem mudando seus elencos depois do início do Campeonato Inglês, que terá sua primeira partida disputada no dia 9 (Liverpool x Norwich).

Essa é a segunda temporada consecutiva com esse modelo. Até 2017, os times ingleses normalmente podiam contratar até o último dia de agosto –em alguns anos, essa data era estendida para 1º ou 2 de setembro.

Com a antecipação da janela de transferências, os participantes da Premier League também passaram a poder completar suas transações mais cedo. Nesta temporada, a janela abriu em 16 de maio, enquanto na maioria dos países esse período só teve início em julho.

Fora da janela de transferências, as equipes da elite da Inglaterra continuam aptas a vender e emprestar jogadores para times de outras divisões ou países, mas só podem adicionar novos jogadores a seus elencos se eles estiverem sem contrato com nenhuma outra agremiação.

Contratações que forem fechadas a partir da sexta-feira da próxima semana só poderão ser oficialmente concretizadas (com os jogadores sendo inscritos nos campeonatos e aptos a irem a campo) no próximo período de transações, em janeiro.

A uma semana do fechamento da janela, a liga nacional mais rica do planeta tem registrado um mercado para lá de discreto.

Até o momento, os clubes da Premier League gastaram "apenas" 906,7 milhões de euros (R$ 3,9 bilhões) na contratação de novos atletas, quantia inferior ao 1,2 bilhão de euros (R$ 5,2 bilhões) do Campeonato Espanhol e bem menos que o 1,5 bilhão (R$ 6,5 bilhões) investido na temporada passada.

Os principais clubes do país pouco gastaram. O único time inglês que já ultrapassou a casa dos 100 milhões de euros (R$ 433 milhões) em reforços não é nenhum dos integrantes do "Big Six" (Liverpool, Tottenham, Manchester City, Manchester United, Chelsea e Arsenal), mas sim o Aston Villa, que volta à primeira divisão nesta temporada.

Além disso, das dez maiores compras realizadas no planeta para a temporada 2019/20, apenas três foram realizadas por clubes ingleses.

O volante espanhol Rodri (ex-Atlético de Madri), contratado pelo Manchester City por 70 milhões de euros (R$ 303,2 milhões), ocupa a sétima colocação nesse ranking. O francês Tanguy N'Dombélé (Tottenham) e o lateral direito Aaron Wan-Bissaka (Manchester United) são o oitavo e o décimo colocados do top 10, respectivamente.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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