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Por onde andam 7 ídolos históricos da Roma?

Rafael Reis

18/07/2019 04h20

Eles já penduraram as chuteiras e abandonaram o futebol profissional. Mesmo assim, continuam sendo amados e idolatrados pelos torcedores dos clubes onde marcaram gols, fizeram defesas milagrosas, conquistaram títulos importantes e escreveram seus nomes na história.

Desde o começo de abril, o "Blog do Rafael Reis" publica semanalmente a seção "Por Onde Andam os ídolos?". Mostrarmos semanalmente os paradeiros dos maiores nomes de todos os tempos dos times mais importantes do futebol europeu.

Hoje, apresentamos o destino de sete ídolos históricos da Roma. Na próxima semana, será a vez de fazer o mesmo com jogadores que construíram a trajetória do Napoli.

FRANCESCO TOTTI
Ex-atacante
42 anos
Italiano

Crédito: Toni Gentile/Reuters

É impossível falar de Roma sem citar o nome de Totti. O eterno camisa 10 italiano é o recordista de jogos (786) e também de gols (307) do clube da capital italiana e passou os últimos 30 anos de sua vida dedicando-se à agremiação. O atacante chegou à Roma quando tinha 12 anos, profissionalizou-se aos 16, jogou até os 40 e foi diretor nas duas últimas temporadas. Em atrito com os donos do clube, pediu demissão no mês passado, atacou a diretoria e afirmou: "Deixar a Roma é como morrer. Acho que seria melhor se eu tivesse morrido".

PAULO ROBERTO FALCÃO
Ex-meia
65 anos
Brasileiro

Crédito: Reprodução

O apelido "Rei de Roma" diz muito sobre a importância do brasileiro para a história do clube. O ex-meia só passou cinco anos na Itália. Mas o tempo foi suficiente para que ele construísse uma trajetória inesquecível para os torcedores. Entre 1980 e 1985, a Roma ganhou seu segundo título italiano, faturou três Copas da Itália e alcançou a final da Liga dos Campeões de 1984. Desde a aposentadoria, Falcão tem se alternado entre as carreiras de treinador e comentarista de futebol na TV. Ex-comandante da seleção brasileira, ele trabalhou como técnico pela última vez em 2016, quando dirigiu o Internacional.

BRUNO CONTI
Ex-atacante
64 anos
Italiano

Crédito: Divulgação

Nascido na região metropolitana de Roma e cria das categorias de base do clube, era provavelmente o mais talentoso dos companheiros de Falcão no time que tanto sucesso fez na primeira metade da década de 1980. Conti vestiu a camisa da Roma entre 1973 e 1991 (com dois empréstimos para o Genoa no meio do caminho) e está no top 10 dos jogadores que mais defenderam a equipe (402 partidas). Depois da aposentadoria, continuou se dedicando ao clube. Foi técnico da base, treinador do time principal e, desde 2005, coordena o sistema de formação de jovens jogadores.

GABRIEL BATISTUTA
Ex-atacante
50 anos
Argentino

Crédito: Reprodução

Mesmo tendo jogado na Roma por apenas três anos, Batigol é idolatrado até hoje na capital italiana. Afinal, foi graças ao seu apetite pelas bolas nas redes que o clube conquistou o seu terceiro e mais recente título da Série A. Na campanha vitoriosa de 2000/01, o argentino marcou 20 vezes, foi o artilheiro da Roma e o quarto maior goleador do campeonato. Depois de deixar o futebol, em 2005, Batistuta se aventurou durante algum tempo no pólo, esporte a cavalo bastante praticado pela elite na Argentina, e trabalhou durante um ano como diretor técnico do Colón.

GIUSEPPE GIANNINI
Ex-meia
54 anos
Italiano

Crédito: Reprodução

Ídolo de infância de Totti, "Il Principe", como era conhecido, vestiu a braçadeira de capitão da Roma durante longos anos e defendeu o clube ininterruptamente entre 1981 e 1996. Como treinador, jamais conseguiu repetir o sucesso que teve nos gramados e passou a maior parte da carreira treinando times de divisões inferiores do Calcio. Seu melhor momento foram os dois anos que passou à frente da seleção do Líbano (2013-15). Em 2017, teve seu último emprego e dirigiu o Unicusano Fondi na Série C italiana.

ROBERTO PRUZZO
Ex-atacante
64 anos
Italiano

Crédito: Divulgação

A definição perfeita de um jogador de clube. Pela Roma, marcou 138 gols em 315 partidas, entrou para a história como o segundo maior artilheiro do time e fez parte da geração que brilhou na década de 1980. Já pela seleção, disputou apenas seis jogos e nunca balançou as redes. Depois de aposentado, foi treinador de clubes pequenos, trabalhou nas categorias de base do Genoa e hoje é diretor esportivo do Como, time que disputa a quarta divisão.

GIACOMO LOSI
Ex-lateral
83 anos
Italiano

Crédito: Reprodução

Durante 38 anos, foi o jogador com mais partidas disputadas pela Roma: 455. Assim como Totti, o responsável por quebrar seu recorde, o hoje terceiro colocado no ranking não defendeu outro clube ao longo da carreira. Conhecido como "Coração de Roma", o ex-lateral pendurou as chuteiras sem jamais ter sido expulso, algo raro para um jogador de defesa. Mesmo com idade elevada, Losi ainda não se afastou completamente do futebol. Depois de ter sido técnico de times como Lecce e Bari, hoje é diretor de uma equipe amadora da capital italiana.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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