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"Triste", Cavani tem chance depois de 70 dias em meio a calvário no PSG

Rafael Reis

09/11/2019 04h20

Em meio a um calvário no Paris Saint-Germain e a rumores de que precisará procurar uma nova casa na próxima temporada, o atacante Edinson Cavani terá neste sábado sua primeira oportunidade de começar jogando uma partida pela equipe da capital em mais de 70 dias.

O centroavante uruguaio foi confirmado como titular pelo técnico Thomas Tuchel para a partida contra o Brest, válida pela 13ª rodada do Campeonato Francês.

Crédito: Thomas Sanson/AFP

Mas a escalação não significa que o camisa 9 recuperou a confiança do treinador alemão e agora terá uma longa sequência de jogos pela frente. Não, o jogador de 32 anos só irá a campo porque Mauro Icardi, novo dono da posição, está com dores musculares e será poupado.

Maior artilheiro da história do PSG, com 195 gols, Cavani não inicia uma partida pelo clube desde a goleada por 4 a 0 sobre o Toulouse, em 25 de agosto. Na ocasião, ele sentiu uma lesão e precisou ser substituído depois de apenas 14 minutos do primeiro tempo.

A contusão muscular fez o centroavante perder oito jogos e abriu brecha para a ascensão de Icardi. O argentino, que está emprestado pela Inter de Milão, adaptou-se rapidamente ao time francês, já balançou as redes oito vezes e lhe roubou a posição.

Cavani voltou às atividades há cerca de 20 dias. Desde então, passou dois jogos inteiros no banco (Brugge e Nice) e atuou por cerca de 20 minutos em três partidas diferentes (Olympique de Marselha, Dijon e Brugge).

Na última quarta-feira, no segundo jogo contra o Brugge, ele chegou a se rebelar durante o aquecimento. Irritado, abandonou os exercícios com o preparador físico e sentou no banco para só assistir à partida.

"Cavani está desapontado porque ele está acostumado a começar todos os jogos. Então, ficar no banco por algumas semanas é uma grande diferença para ele. Mas ele tem uma cabeça boa", disse Tuchel, ao confirmar a escalação do uruguaio no jogo de hoje.

Com contrato até o fim da temporada, o camisa 9 já começa a se preparar para deixar Paris em junho. Ele está ciente de que sua renovação está longe de ser uma das prioridades do clube e vai começar a sondar o mercado em dezembro.

Além do bom momento vivido por Icardi e dos problemas físicos que começam a afligi-lo, outras questões jogam contra o futuro de Cavani no maior clube da França. Um é seu alto salário, na casa dos 20 milhões de euros (R$ 91 milhões) por temporada. Outro, a campanha contra feita pelo "clã brasileiro" do elenco, que prefere jogar ao lado de um atacante de mais mobilidade.

Apesar de liderar o Campeonato Francês e de ter sete pontos de vantagem para o Angers, segundo colocado, o PSG não vive um momento tão tranquilo assim na competição. A equipe foi derrotada por 2 a 1 pelo então lanterna, Dijon, na rodada passada, e tem sido cobrada pela imprensa pela inconstância que tem apresentado em campo.

Esta é a segunda temporada de Tuchel no comando do time parisiense. Em 2018/19, ele conquistou o título da Ligue 1, mas deixou escapar a Copa da França e a Copa da Liga. Na Champions, parou nas oitavas de final, eliminado pelo Manchester United.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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