Blog do Rafael Reis

5 técnicos gringos que podem pintar no futebol brasileiro durante 2018

Rafael Reis

O colombiano Reinaldo Rueda chegou ao Flamengo em agosto. Em menos de cinco meses no clube, o ex-comandante do Atlético Nacional (COL) foi vice-campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana.

O bom trabalho do experiente treinador de 60 anos, que está envolvido em rumores sobre uma possível ida para a seleção chilena, reforça uma política que tem sido cada vez mais praticada pelos clubes brasileiros: a aposta em técnicos estrangeiros.

Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro, Internacional e vários outros times do Brasil entregaram nos últimos anos seus bancos de reservas a comandantes nascidos em outros países.

E a tendência deve continuar em 2018. O Atlético-PR chegou a sondar o holandês Clarence Seedorf para dirigir a equipe nesta temporada. O negócio não vingou, mas outras tentativas semelhantes devem acontecer durante o ano.

Por isso, listamos abaixo cinco treinadores estrangeiros que têm chances razoáveis de desembarcar no futebol brasileiro ao longo dos próximos meses.

CHIQUI ARCE
46 anos
Paraguai
Desempregado

Ex-lateral direito de sucesso por Grêmio e Palmeiras na década de 1990, o paraguaio tem grande identificação com os dois clubes e já admitiu que sonha voltar ao futebol brasileiro para dirigi-los. Arce, inclusive, já foi sondado pelas diretorias gaúcha e paulista em um passado não tão distante assim. Depois de não conseguir classificar a seleção paraguaia para a Copa do Mundo-2018, o treinador está livre no mercado.

ARIEL HOLAN
57 anos
Argentina
Independiente (ARG)

Um dos técnicos da moda no continente, o argentino trabalhou no hóquei de grama antes de migrar para o futebol, há 15 anos. Ex-auxiliar de Estudiantes, River Plate e Argentinos Juniors, entre outros, conquistou no mês passado a Copa Sul-Americana pelo Independiente, apenas o  segundo clube de sua carreira como treinador. Badalado, Holan deve alçar voos mais altos em breve. Se não conseguir uma vaguinha na Europa, é bem possível que apareça no México ou no Brasil, os mercados mais ricos do futebol na América.

JORGE ALMIRÓN
46 anos
Argentina
Atlético Nacional (COL)

Após ser derrotado pelo Grêmio e ficar com o vice-campeonato da Libertadores pelo Lanús, o ex-volante parecia ter destino traçado: deixaria a Argentina para iniciar uma carreira europeia à frente dos Las Palmas. Mas Almirón surpreendeu ao anunciar sua transferência para o Atlético Nacional, clube colombiano que tem se notabilizado por fornecer técnicos para o futebol brasileiro. Dois dos seus três últimos comandantes (Juan Carlos Osorio e Reinaldo Rueda) apareceram por aqui. Quem sabe Almirón seja o próximo…

EDGARDO BAUZA
59 anos
Argentina
Desempregado

Campeão da Libertadores por LDU (2008) e San Lorenzo (2014), o “Patón”, apelido pelo qual é conhecido, já passou pelo futebol brasileiro em 2016, mas abandonou o São Paulo para dirigir a Argentina. Bauza durou pouco à frente de Messi e cia, foi mal no comando da seleção dos Emirados Árabes e também não teve sucesso na direção da Arábia Saudita. Desempregado desde novembro, é um dos estrangeiros que pode ganhar uma nova chance no Brasil no decorrer de 2018.

MIGUEL ÁNGEL RUSSO
61 anos
Argentina
Millonarios (COL)

Ao longo de quase 30 anos de carreira, o técnico sessentão já rodou bastante e dirigiu times de Argentina, Chile, Espanha, México e Colômbia. Falta à carreira de Russo, campeão da Libertadores de 2007 pelo Boca Juniors, a experiência de trabalhar no Brasil. Uma experiência que pode surgir graças a seu bom desempenho no futebol colombiano –é o atual campeão nacional pelo Millonarios.


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