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6 jogadores que já marcaram em Real Madrid x Barça e você não lembrava
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Rafael Reis

Lionel Messi já marcou 21 vezes e é o maior artilheiro da história dos confrontos entre Barcelona e Real Madrid. Cristiano Ronaldo não fica muito atrás. Com 16 gols, é o terceiro colocado no ranking, logo atrás de outra lenda, Alfredo Di Stéfano.

Mas nem só de Messi, Cristiano Ronaldo, Di Stéfano e outras estrelas do primeiro escalão do futebol mundial vive a lista de principais goleadores do maior clássico do futebol espanhol.

Muitos jogadores não tão consagrados como os citados acima, ou mesmo Zidane, Ronaldo, Ronaldinho, Romário ou Eto’o, já deixaram sua marca nos encontros entre duas das camisas mais encantadoras do planeta.

Relembre abaixo 6 jogadores que estão longe de serem super astros, mas que também já mexeram no placar de um Barcelona x Real Madrid:

JÚLIO BAPTISTA
Barcelona 0 x 1 Real Madrid
23/12/2007

O gol anotado dois dias antes do Natal de 2007 foi certamente o mais inesquecível dos 13 que o brasileiro marcou em 77 partidas espalhadas por três anos no Real Madrid. Após tabelar com Van Nistelrooy, Júlio Baptista decidiu o clássico espanhol, fez o Real conseguir uma rara vitória sobre o Barcelona no Camp Nou e ajudou sua equipe no caminho que levaria à conquista do título nacional daquela temporada.

JEFFRÉN SUÁREZ
Barcelona 5 x 0 Real Madrid
29/11/2010

O atacante, que hoje defende o Eupen (Bélgica) e joga pela seleção da Venezuela, era só uma promessa da base do Barcelona quando ganhou de Pep Guardiola a oportunidade de jogar por menos de cinco minutos o clássico contra o Real Madrid. A partida já estava decidida, e o Barcelona era aclamado pela torcida eufórica com a goleada por 4 a 0. Mas havia ainda tempo para mais um gol, o que colocou o nome de Jeffrén na história.

SANTIAGO SOLARI
Real Madrid 1 x 2 Barcelona
25/04/2004

O meia jogou no Real Madrid por cinco anos e passou praticamente todo o tempo no banco de reservas. Apesar da vida longa com a camisa merengue, nunca se destacou a ponto de virar uma peça importante na seleção argentina (disputou apenas 11 partidas com a equipe nacional). Em 2004, marcou o primeiro gol do clássico contra o Barcelona. Para seu azar, a equipe catalã conseguiu a virada.

JÉRÉMY MATHIEU
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
22/03/2015

Não é segredo para ninguém que o zagueiro e lateral esquerdo francês é um dos jogadores mais limitados tecnicamente do atual elenco do Barcelona. Mas, apesar da falta de categoria, ele também já teve seus momentos de glória. Em sua primeira temporada na Catalunha, a 2014/15, ele foi essencial para que o Barça conseguisse derrotar seu arquirrival. De cabeça, ele abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 dos catalães.

JESÉ
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
26/10/2013

Atualmente emprestado pelo PSG aos Las Palmas, o atacante espanhol viveu um momento mágico logo em sua primeira temporada no elenco principal do Real Madrid. Três meses após a promoção do Castilla para o time de cima, Jesé deixou sua marca contra o Barcelona. Tudo bem que o gol foi nos acréscimos e clássico já estava decidido em favor dos rivais. Mas, mesmo assim, aquele 26 de outubro foi histórico para Jesé.

MEHO KODRO
Barcelona 3 x 0 Real Madrid
10/02/1996

O centroavante bósnio passou um ano no Barcelona e fez apenas oito gols com a camisa blaugrana. Mas dois deles foram contra o Real Madrid. E na mesma partida. Kodro, que viria a ser substituído por Ronaldo no elenco do Barça na temporada seguinte, foi o grande nome do 3 a 0 aplicado no clássico do segundo turno do Campeonato Espanhol. O português Figo, que mais tarde trocaria de lado e jogaria pelo Real, fez o outro gol.


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5 brasileiros desempregados no exterior para seu time repatriar
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Rafael Reis

Seu time ainda está à procura de reforços para este início da temporada? Bem, é bom você saber que há muitos jogadores conhecidos que estão dando mole por aí, disponíveis no mercado.

Alguns deles construíram, ao longo dos últimos anos, suas carreiras longe do Brasil. Mas agora, desempregados, podem estar dispostos a voltar para casa.

Listamos abaixo cinco brasileiros que perderam seus empregos no exterior e poderiam ser repatriados pelo futebol nacional.

JÚLIO BAPTISTA
35 anos
Meia
Último clube: Orlando City (EUA)

Jogador com passagens por Real Madrid, Arsenal e Roma, a cria das categorias de base do São Paulo não teve seu contrato renovado nos Estados Unidos depois de uma temporada em que passou a maior parte do tempo no banco de reservas da equipe do seu velho amigo Kaká. No total, Júlio Baptista disputou 24 partidas pelo Orlando City e fez seis gols. Os números até que não são ruim, mas o brasileiro só foi titular seis vezes ao longo do ano.

MAICON
35 anos
Lateral direito
Último clube: Roma (ITA)

Parado desde maio do ano passado, quando disputou suas últimas partidas pela Roma, o antigo titular da lateral direita da seleção chegou a declarar que pretendia retornar ao futebol brasileiro no segundo semestre de 2016. Mas, até agora, nenhum negócio foi fechado para a repatriação de Maicon. Recentemente, teve seu nome ligado a rumores sobre uma possível ida emergencial para o Barcelona, que perdeu Aleix Vidal por lesão.

LÚCIO
38 anos
Zagueiro
Último clube: FC Goa (IND)

O ex-capitão da seleção brasileira disputou as duas últimas temporadas da Superliga Indiana pelo FC Goa, time dirigido por Zico. Mas a competição, que não tem nem três meses de duração, foi a única atividade física profissional do zagueiro desde a rescisão do contrato com Palmeiras, no primeiro semestre de 2015. É necessário também saber se Lúcio ainda deseja ter uma vida usual de jogador profissional em seu país natal.

ANDERSON PICO
28 anos
Lateral esquerdo
Último clube: Dnipro (UCR)

Jogador com a carreira marcada pela estrutura física pouco comum para um jogador de futebol, o lateral esquerdo deixou o Dnipro após um péssimo segundo semestre na Ucrânia e tem conversado com clubes brasileiros para acertar seu futuro. Anderson Pico já negociou com o Internacional e também com o Atlético-PR. Mas, por enquanto, está na fila dos desempregados.

RONNY
30 anos
Meia
Último clube: Hertha Berlin (ALE)

Revelado pelo Corinthians mais de uma década atrás, irmão do atacante Raffael, do Borussia Mönchengladbach, e conhecido pelos fortes chutes que saem de sua perna esquerda, Ronny está parado desde o fim de sua passagem de seis temporadas pelo Hertha Berlin, da primeira divisão alemã. O jogador, que é lateral esquerdo de origem, chegou a ter um namoro com o futebol do Qatar, mas a relação não foi adiante.


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Ele sofre para se firmar no Cruzeiro, mas já decidiu um Real x Barcelona
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Rafael Reis

Júlio Baptista, 34, lembra com detalhes do gol que marcou no dia 23 de dezembro de 2007, dois dias antes de um dos Natais mais especiais da sua carreira.

“Foi muito bonito porque foi tudo de primeira. Eu toquei, recebi e bati de primeira. Era um chute que corria o risco de mandar longe, mas acabei pegando muito bem na bola e praticamente acertei o ângulo.”

Mas não é só pela beleza plástica que esse gol não sai da memória do meia-atacante do Cruzeiro. Ele é inesquecível porque se trata do dia que Júlio Baptista decidiu o clássico mais badalado do planeta.

O golaço, nascido depois de uma tabelinha entre ele e o holandês Van Nistelrooy, foi o único da vitória por 1 a 0 do Real Madrid sobre o Barcelona, em pleno Camp Nou, a casa da equipe catalã.

jb

Com aquela vitória, a equipe merengue abriu sete pontos de vantagem para seu maior rival. O Real acabaria se sagrando campeão espanhol daquela temporada com 18 pontos a mais que a equipe de Messi –o Villarreal ficou em segundo.

“A história vai passar e meu nome vai ficar lá gravado. Todo mundo para ver esse jogo, que é como se fosse uma partida de Copa do Mundo. É uma parte importante da minha carreira que consegui deixar guardada na história.”

Sem conseguir se firmar no Cruzeiro desde que foi contratado com status de grande estrela, em 2013, e enfrentando vários problemas físicos, Júlio Baptista foi jogador do Real Madrid entre 2005 e 2008 –atuou por empréstimo no Arsenal em 2006/07.

O gol no clássico natalino de 2007 foi o único que ele marcou contra o Barcelona. Mas esse lance não é sua única recordação dos confrontos contra os catalães.

“É tudo muito grande. Duas semanas antes, as pessoas já estão falando sobre este jogo. Uma semana antes, você tem uma partida pela frente e ninguém quer saber dela, os jornalistas só perguntam sobre o Barça x Madrid.”

Curiosamente, o Campeonato Espanhol vencido na temporada em que Júlio Baptista decidiu o clássico foi o único título que “La Bestia”, como era conhecido por lá, conquistou com a cobiçada camisa do Real. Mais um motivo para aquele lance ser inesquecível para o brasileiro.


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