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Ele negou Juve, Real e Manchester United para virar o sucessor de Maradona
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Rafael Reis

Juventus, Milan, Manchester United, Real Madrid e tantos outros clubes que já tentaram contratar Marek Hamsik ouviram dele a mesma resposta: “Adoro o Napoli, e os torcedores me adoram. Jamais irei embora desta cidade. É preferível ganhar um título aqui do que dez em outro lugar.”

O meia eslovaco de 30 anos, os últimos 11 dedicados ao líder do Campeonato Italiano, tem um sonho que não esconde de ninguém: fazer com que a torcida napolitana “esqueça um pouco” de Diego Maradona.

O astro argentino é uma espécie de “Deus” no Napoli. Foi durante sua passagem pelo sul da Itália que o clube conquistou seus dois títulos de Serie A (1987 e 1990) e também a antiga Copa da Uefa, hoje Liga Europa, em 1989.

“Todos sabem que Diego significa muito para esta cidade. Ele é o número 1 e será assim para sempre. No entanto, queremos e precisamos que esse mito se dissolva um pouco. E para isso, é preciso vencer. Faz muito tempo que o Napoli não ganha nada e seria maravilhoso reviver sua época de glórias”, disse o jogador, em entrevista à rede de TV alemã Sport1.

Jogando na Itália desde a adolescência, Hamsik já deu o primeiro passo nesse plano para eclipsar Maradona.

Em dezembro, o eslovaco quebrou o recorde do argentino e se tornou o maior artilheiro da história do Napoli. O camisa 17, dono de um famoso cabelo moicano, soma 118 gols com a camisa azul, três a mais do que o antigo detentor da marca.

A segunda (e mais ousada) parte da meta também nunca esteve tão perto de ser alcançada.

Vice-campeão nacional clube em 2013 e 2016, o capitão agora vê o Napoli na liderança da Serie A. Com 24 das 38 rodadas já disputadas, o clube tem 63 pontos, um a mais que a Juventus, atual hexacampeã e adversária a ser batida nesta temporada.

“Já passamos da metade do campeonato e estamos em uma corrida cabeça a cabeça com a Juventus. Talvez isso não volte a acontecer nos próximos anos. Por isso, temos que mergulhar fundo nessa briga. A Juve é um clube de repercussão mundial, que tem um excelente time de 600 milhões de euros. Não tem como comparar conosco. Mas estamos à beira de fazer algo incrível e queremos vencer o campeonato. Tenho certeza que chegou a nossa vez.”

Será que um dia o torcedor napolitano colocará Maradona e Hamsik lado a lado no mesmo pedestal? Só o tempo responderá essa pergunta, mas Marek está se esforçando para isso.


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Como um produtor de cinema transformou time falido no líder do Italiano
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Rafael Reis

Treze anos atrás, o Napoli era um clube em estado de falência, com dívidas na casa de 70 milhões de euros (R$ 270 milhões) e que estava perdido no último escalão do futebol da Itália. Hoje é um dos times mais admirados da Europa, lidera o Campeonato Italiano e sonha com o título que não conquista desde a “era Maradona”.

Essa história de superação é tão boa que parece até coisa de cinema, não? Pois o homem responsável por escrevê-la ganha a vida justamente fazendo filmes.

Aurelio de Laurentiis é dono do Napoli desde setembro de 2004. Antes, já era um renomado produtor de cinema italiano especialista em filmes natalinos e presidente da Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos.

Sobrinho de Dino de Laurentiis, vencedor do Oscar de melhor filmes estrangeiro de 1958 com “Noites de Cabíria” e produtor de sucessos como “Hannibal” e “Conan, o Bárbaro”, o magnata decidiu se dedicar ao futebol quando viu o roteiro do Napoli se desfazendo.

Em 2004, o clube estava condenado à falência. Sua situação financeira era tão grave que ele chegou a ser expulso da entidade que organiza o futebol profissional na Itália. Foi aí que surgiu De Laurentiis.

O produtor de cinema pagou 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 115 milhões) pelo espólio, refundou o clube com um novo nome (Napoli Soccer, no lugar do tradicional Società Sportiva Calcio Napoli, recuperado mais tarde) e teve de recomeçar na Serie C1, a terceira divisão italiana e a última do futebol profissional.

A promessa do novo proprietário que o Napoli retornaria à elite do Calcio em cinco temporadas. A meta foi alcançada bem antes, em apenas três anos.

Impulsionado por uma torcida fiel, que chegou a levar 51 mil pessoas a um jogo de terceira divisão, por um ótimo senso de negócios de Laurentiis, que multiplicou as receitas do clube com diretos de TV e patrocinadores, e pelos bons reforços contratados, como Cavani, Hamsik e Higuaín, o time foi se tornando aos poucos uma das potências do Calcio.

Em 2011, o Napoli voltou a disputar a Liga dos Campeões da Europa. No ano seguinte, ganhou a Copa Italia, seu primeiro título de elite desde 1990. Em 2014, repetiu a dose. Desde 2010, sempre termina o Campeonato Italiano entre os seis primeiros colocados –foi vice-campeão em 2013 e 2016.

O objetivo que falta ao clube é faturar o Italiano pela terceira vez. Nas outras duas, 1987 e 1990, o time era liderado dentro de campo por Diego Armando Maradona, o maior jogador de sua história.

Apesar de não contar com nenhuma estrela digna de Hollywood, como era o camisa 10 argentino, o Napoli faz bonito na atual temporada. Depois de 20 rodadas disputadas, soma 51 pontos, um a mais que a Juventus, vencedora das últimas seis edições do campeonato.

O time dirigido pelo técnico Maurizio Sarri, hoje uma quase unanimidade no Calcio, tem a melhor defesa do país, com apenas 13 gols sofridos, e um setor ofensivo liderado por baixinhos cheios de habilidade e talento, como o belga Dries Mertens (1,69 m) e o italiano Lorenzo Insigne (1,63 m).

São eles os personagens em que o Napoli aposta para que o filme que começou a ser escrito há pouco mais de 13 anos por De Laurentiis encontre nesta temporada seu final feliz.


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‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
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Rafael Reis

“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.

Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.

Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.

Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.

Nos últimos 24 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.

E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.

O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.

Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.

A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.

Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.

Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.

Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.


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Para robô, Felipe Anderson é o melhor jogador do Italiano
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Rafael Reis

Quem é o melhor jogador do Campeonato Italiano? Gonzalo Higuaín, Paulo Dybala, Miralem Pjanic ou algum outro destaque da Juventus? Edin Dezko, o artilheiro da competição pela Roma? Andrea Belotti, a revelação do Torino?

Que nada, para os robôs do “WhoScored?”, ninguém tem jogado mais bola no Calcio que um velho conhecido do torcedor santista.

Lazio

Cria das categorias de base da Vila Belmiro, o meia Felipe Anderson é o melhor jogador desta temporada na Itália. Pelo menos, é o que dizem os algoritmos do site especializado nas estatísticas do futebol.

O camisa 10 da Lazio possui a avaliação mais alta entre todos os atletas que já foram a campo na primeira divisão italiana em 2016/17. Segundo o “WhoScored?”, a nota média de suas atuações é 7,842.

Felipe Anderson está à frente de Dzeko, segundo colocado no ranking dos melhores do Italiano, por menos de um palmo. O centroavante bósnio da Roma, artilheiro do campeonato, com 17 gols, tem nota 7,841.

Essas notas não têm intervenção humana. Elas são dadas pelo próprio sistema do site e são baseadas nas mais diferentes estatísticas do jogo. Gols, assistências, dribles, acerto de passes e até carrinhos são algumas delas.

Aos 23 anos, Felipe Anderson vive a melhor das suas quatro temporadas com a camisa da Lazio. Até então, sua média mais alta no “WhoScored?” era 7,47, marca alcançada em 2014/15.

O brasileiro se destaca principalmente no quesito assistências. Já foram oito passes para seus companheiros balançarem as redes na atual edição do Italiano. Apenas o espanhol José Callejón, do Napoli, criou mais jogadas que terminaram em gol: nove.

É graças principalmente a Felipe Anderson que a Lazio pode sonhar com a classificação para a Liga dos Campeões.

O time da capital, que não disputa a fase de grupos da Champions há uma década, ocupa a quarta colocação no Italiano e está a cinco pontos do Napoli, equipe que hoje ficaria com a última vaga para a principal competição europeia.

O bom futebol de Felipe Anderson fez com que seu nome voltasse a ser cogitado pelos grandes clubes do planeta. Na última janela de transferências, em janeiro, o jogador foi alvo de rumores que o ligavam a Manchester United e Chelsea. Mas, pelo menos até o fim da temporada, ele seguirá na Lazio.

O meia não é o único brasileiro de destaque no futebol italiano, de acordo com os algoritmos do “WhoScored?”. O lateral esquerdo Alex Sandro, seu ex-companheiro de Santos e hoje na Juventus, aparece na terceira colocação no ranking, com nota 7,63.

Emerson Palmieri, da Roma, outro lateral esquerdo revelado na Vila, é o 13º, com 7,44.


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Guia do Campeonato Italiano: reforços, estrelas, favoritos e brasileiros
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Rafael Reis

Nome oficial: Serie A
Período de disputa: 20/08/2016 a 28/05/2017
Rodadas: 38
Atual campeã: Juventus (32 títulos)
Maior campeã: Juventus (32 títulos)
Promovidos:  Cagliari, Crotone e Pescara
Rebaixados: Carpi, Frosinone e Hellas Verona
NA TV: ESPN e Fox Sports dividem a transmissão do campeonato. A segunda divisão italiana é exibida pelo Bandsports


A FAVORITA
Juventus
Buffon
É verdade que a Juve negociou Pogba, seu principal jogador. Mas a reposição de qualidade veio dos seus dois maiores adversários na briga pelo título italiano: Napoli (Higuaín) e Roma (Pjanic). Com rivais cada vez mais fracos, não dá para pensar em outro campeã nacional. A Vecchia Signora tem tudo para conquistar a liga pelo sexto ano consecutivo.

A ZEBRA
Fiorentina

Não, a Fiorentina não será campeã italiana pela terceira vez na história. Mas com o enfraquecimento do Napoli e a pré-temporada conturbada vivida pela Inter de Milão, é possível imaginar a Viola brigando seriamente por uma vaga na Liga dos Campeões. A base, quinta colocada no campeonato passado, ganhou o reforço do bom volante colombiano Carlos Sánchez. Resta a dúvida se o centroavante alemão Mario Gómez também se juntará ao elenco.

O CRAQUE
Gonzalo Higuaín
Higuain
Os 90 milhões de euros pagos por sua contratação podem até ser um absurdo, mas isso não impede que o centroavante argentino seja um grande reforço para a Juventus. Artilheiro do último Italiano pelo Napoli, com o recorde de 36 gols, Higuaín deve suprir uma das raras deficiências que a Vecchia Signora tinha: a falta de um homem de referência no ataque.

A CARA NOVA
Arkadiusz Milik
Milik
Vice-campeão em duas das quatro últimas temporadas, o Napoli tem de se recuperar da perda de Higuaín, seu artilheiro e principal jogador, para continuar na briga pelas primeiras colocações. E, para isso, precisa que o substituto do argentino funcione. O polonês Arkadiusz Milik foi contratado do Ajax com essa missão. E o valor do investimento, 32 milhões de euros, já mostra que a responsabilidade é grande.


QUEM MAIS GASTOU EM REFORÇOS

1º – Juventus – 157,5 milhões de euros
2º – Roma – 98,1 milhões de euros
3º – Napoli – 57,5 milhões de euros
4º – Inter de Milão – 45,8 milhões de euros
5º – Sampdoria – 24 milhões de euros


AS CONTRATAÇÕES MAIS CARAS

1º – Gonzalo Higuaín (A, ARG, Juventus) – 90 milhões de euros
2º – Miralem Pjanic (M, BOS, Juventus) – 32 milhões de euros
Arkadiusz Milik (A, POL, Napoli) – 32 milhões de euros
4º – Marko Pjaca (MA, CRO, Juventus) – 23 milhões de euros
5º – Antonio Candreva (M, ITA, Inter de Milão) – 22 milhões de euros
6º – Gerson (M, BRA, Roma) – 16,6 milhões de euros
7º – Mohamed Salah (MA, EGI, Roma) – 15 milhões de euros
8º – Piotr Zielinski (M, POL, Napoli) – 14 milhões de euros
9º – Stephan el Shaarawy (MA, ITA, Roma) – 13 milhões de euros
10º – Edin Dzeko (A, BOS, Roma) – 11 milhões de euros


SELEÇÃO DOS MAIS VALIOSOS DO CAMPEONATO*

G – Samir Handanovic (ESL, Inter de Milão) – 15 milhões de euros
LD – Bruno Peres (BRA, Roma) – 13 milhões de euros
Z – Leonardo Bonucci (ITA, Juventus) – 35 milhões de euros
Z – Konstantinos Manolas (GRE, Roma) – 25 milhões de euros
LE – Alex Sandro (BRA, Juventus) – 26 milhões de euros
M – Miralem Pjanic (BOS, Juventus) – 38 milhões de euros
M – Marek Hamsik (SVK, Napoli) – 38 milhões de euros
MOC – Éver Banega (ARG, Inter de Milão) – 17 milhões de euros
AD – Mohamed Salah (EGI, Roma) – 27 milhões de euros
AC – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 65 milhões de euros
AE – Ivan Perisic (CRO, Inter de Milão) – 25 milhões de euros

*valores de mercado de acordo com o site Transfermarkt


ESTRANGEIROS

321 jogadores (55,3% do total)

41 brasileiros
31 argentinos
20 croatas
15 sérvios
14 franceses


BRASILEIROS

São 41, além de três naturalizados que possuem dupla cidadania: Éder (Inter de Milão), Jorginho (Napoli), Thiago Cionek (Palermo)

Juventus: Alex Sandro, Daniel Alves, Neto e Hernanes
Lazio: Felipe Anderson, Wallace, Maurício, Vinícius e Ronaldo
Napoli: Allan e Rafael
Inter de Milão: Miranda, Dodô, e Felipe Melo
Roma: Bruno Peres, Gerson, Juan Jesus, Emerson Palmieri e Alisson
Milan: Luiz Adriano, Gabriel e Rodrigo Ely
Sampdoria: Leandro Castán
Atalanta: Rafael Tolói
Cagliari: João Pedro, Diego Farias e Rafael
Udinese: Samir, Danilo, Ryder Matos, Edenilson, Lucas Evangelista, Ewandro e Felipe
Torino: Danilo Avelar
Fiorentina: Gilberto
Bologna: Angelo da Costa
Crotone: Claiton
Palermo: Matheus Cassini
Chievo: Victor da Silva
Empoli: Matheus Pereira


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