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Rafael Reis

Alguém falou em fim de era? Melhor do mundo-2019 será de novo CR7 x Messi

Rafael Reis

14/03/2019 04h00

A vitória de Luka Modric na temporada passada criou a impressão de que, depois de uma década de domínio completo, a era da hegemonia de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo nos prêmios de melhor jogador do mundo havia chegado ao fim.

Ledo engano. Seis meses se passaram desde que o camisa 10 do Real Madrid venceu a eleição da Fifa, e tudo já voltou ao que era antes da zebra croata.

A menos que algo de muito extraordinário aconteça na reta final desta temporada, o ganhador dos troféus de melhor jogador do planeta em 2018/19 será novamente CR7 ou o astro do Barcelona.

As oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa praticamente selaram que a dupla de trintões (o português tem 34 anos, enquanto o argentino completa 32 em junho) estará mais vez uma vez no alto do pódio da premiação.

Isso porque Kylian Mbappé, artilheiro do Campeonato Francês e possivelmente a maior ameaça aos "tiozões", deu adeus prematuramente à competição com a queda do Paris Saint-Germain ante o Manchester United.

A eliminação do PSG ainda matou as chances de Neymar voltar da lesão no quinto metatarso do pé direito dando show na reta final do torneio continental, conduzir o time ao título inédito e assim também se credenciar ao prêmio.

Por fim, o início dos mata-matas do torneio mais importante da temporada (e, consequentemente, o mais decisivo na eleição de melhor do mundo) coincidiu também com o desabrochar de Ronaldo.

O camisa 7, que só havia marcado uma vez pela Juve na fase de grupos da Champions, teve uma atuação épica na classificação italiana paras as quartas de final. Coube ao português a missão de marcar os três gols da virada alvinegra sobre o Atlético de Madri, na terça.

A atuação de gala de CR7 o credenciou a brigar novamente pelo posto de craque máximo do planeta com Lionel Messi, seu mais tradicional arquirrival e astro mais regular da temporada, que vem carregando o Barcelona nas costas, lidera o Campeonato Espanhol e também a Chuteira de Ouro.

Além da dupla "de sempre", é difícil encontrar alguém das equipes sobreviventes na corrida pelo título europeu com reais condições de sair consagrado com o maior prêmio individual da temporada.

Sergio Agüero e Raheem Sterling estão comendo a bola no Manchester City, mas o sucesso do líder inglês está muito mais ligado ao jogo coletivo do que a um ou outro jogador. Mohamed Salah (Liverpool) e Harry Kane (Tottenham) não estão tão bem quanto em 2017/18. E Porto e Ajax, as zebras desta edição, não contam com nenhum atleta já devidamente inserido no primeiro escalão do futebol mundial.

Messi e Ronaldo são os dois maiores vencedores da história do prêmio da Fifa. Cada um deles foi eleito o melhor do mundo em cinco oportunidades. O argentino ganhou em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015. O português levou a melhor em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.