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CR7 é o melhor do mundo pela 4ª vez. Conseguirá alcançar recorde de Messi?

Rafael Reis

09/01/2017 16h53

Sem nenhuma surpresa, Cristiano Ronaldo venceu nesta segunda-feira seu quarto prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo. Campeão em 2008, 2013 e 2014, o gajo não tinha como perder a eleição em um ano que faturou a Liga dos Campeões e levou Portugal à inédita conquista da Eurocopa.

A vitória de CR7 levantou uma questão interessante. Quem encerrará a carreira com mais troféus de maior craque do planeta: ele ou seu tradicional arquirrival no futebol, Lionel Messi?

O argentino do Barcelona é o recordista do prêmio, com cinco vitórias (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015). Mas, Cristiano Ronaldo já vem logo em seguida.

O problema para o português é que o tempo não joga a seu favor.

Ronaldo é dois anos e quatro meses mais velho que Messi e já comemorará seu 32º aniversário em fevereiro.

Em toda a história do prêmio da Fifa, apenas um jogador foi eleito o melhor do planeta com idade tão elevada: o zagueiro italiano Fabio Cannavaro, consagrado em 2006, aos 33 anos.

Apesar de ser um poço de vigor físico e do conhecido apreço pelos treinos, o camisa 7 já começa sim a sentir o peso da idade.

Até pouco tempo atrás, o português não aceitava de maneira nenhuma ficar fora de alguma partida do Real Madrid se não estivesse contundido. Agora, tem acatado com naturalidade a decisão de Zinedine Zidane de poupá-lo dos jogos menos importantes.

Não à toa, Ronaldo foi o finalista do prêmio da Fifa que menos atuou em 2016 (57 jogos, contra 62 de Messi e 68 de Griezmann).

A preocupação com a condição física já tirou do astro uma de suas tradicionais armas para convencer técnicos, capitães e torcedores do mundo todo a votarem nele como melhor do mundo: a artilharia.

No ano passado, CR7 balançou as redes menos do que Messi, o que não acontecia desde 2012.

Mas o mesmo Zidane que tem o forçado a descansar um pouco e o privado de balançar tanto as redes quanto antes talvez seja a principal chance de Ronaldo continuar acumulando prêmios de melhor do planeta.

Em seu primeiro ano como treinador, o francês transformou o Real Madrid em uma máquina praticamente imbatível. Já são 39 partidas de invencibilidade, a maior sequência da história do futebol espanhol.

Motivo de sobra para acreditar o clube que possa ser bi da Liga dos Campeões neste ano e continuar como forte candidato nas próximas temporadas. E como conquistar a Champions é meio passo para que seu protagonista, no caso CR7, fature o prêmio de melhor do mundo…

Querem meu palpite?

Essa provavelmente não foi a última vez que vimos Cristiano Ronaldo ganhar a eleição da Fifa. É bem possível que ele fature sim um quinto prêmio. Mas, isso não significa alcançar Messi. Tal como o português, o argentino tem todas as chances do mundo de voltar a ser eleito o melhor do planeta.

Sim, caros leitores, a era Messi-Cristiano Ronaldo ainda não tem data para acabar.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.


Rafael Reis