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As 10 transferências mais caras da história das janelas de janeiro
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Rafael Reis

Ao contrário do que acontece no Brasil, a janela de transferências de janeiro não é o principal período de compras e vendas de jogadores naquele que é o principal centro do futebol mundial, a Europa.

Lá no Velho Continente, o mercado de inverno (no Hemisfério Norte) é visto pelos clubes como o momento de fazer mudanças pontuais nos elencos: contratar um atleta para uma posição carente, emprestar algum jovem para ganhar experiência e negociar reservas que estão tendo poucas oportunidades.

Crédito: Divulgação

Mas isso não significa que grandes negócios não sejam fechados nesse período do ano. Pelo contrário, cada vez mais as contratações bombásticas que movimentam o Mercado da Bola também acontecem em janeiro.

Prova disso foi o que aconteceu no ano passado. Nada menos que cinco dos seis maiores negócios da janela de inverno foram fechados em 2018.

O maior deles, a saída do meia brasileiro Philippe Coutinho do Liverpool rumo ao Barcelona, que movimentou 160 milhões de euros (R$ 684,8 milhões). As compras do zagueiro holandês Virgil van Dijk e do centroavante Diego Costa pelos Reds e pelo Atlético de Madri, respectivamente, completam o pódio.

A única transferência no top 10 fechada neste ano é justamente a que impede o domínio completo do mercado de 2018: o meia Christian Pulisic, que acertou a saída do Borussia Dortmund para jogar pelo Chelsea por 64 milhões de euros (R$ 274 milhões), a quinta maior transação já feita em janeiro.

Dos dez negócios mais polpudos feitos no período, oito tiveram como clubes compradores oriundos da Europa. Os dois intrusos na lista são os chineses Shanghai SIPG e Jiangsu Suning, que contrataram os brasileiros Oscar e Alex Teixeira, respectivamente.

Vale lembrar que o calendário do futebol da China é semelhante ao do Brasil, ou seja, suas principais competições começam e terminam no mesmo ano. Assim, o mercado de janeiro é o mais importante para as equipes do gigante do Oriente.

A janela de transferências das ligas mais importantes da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) vai até o dia 31 de janeiro. Então, ainda há bastante tempo para novos negócios milionários alterarem o ranking.

TOP 10 CONTRATAÇÕES DA HISTÓRIA DA JANELA DE JANEIRO

1º – Philippe Coutinho (BRA, 2018, Barcelona): 160 milhões de euros
2º – Virgil van Dijk (HOL, 2018, Liverpool): 84 milhões
3º – Diego Costa (ESP, 2018, Atlético de Madri): 66 milhões
4º – Aymeric Laporte (FRA, 2018, Manchester City): 65 milhões
5º – Christian Pulisic (EUA, 2019, Chelsea): 64 milhões
6º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, 2018, Arsenal): 63,8 milhões
7º – Oscar (BRA, 2017, Shanghai SIPG): 60 milhões
8º – Fernando Torres (ESP, 2011, Chelsea): 58,5 milhões
9º – Alex Teixeira (BRA, 2016, Jiangsu Suning): 50 milhões
10º – Juan Mata (ESP, 2014, Manchester United): 44,8 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Como zagueiro de R$ 336 milhões ficou barato para o Liverpool
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Rafael Reis

No dia 27 de dezembro de 2017, o Liverpool transformou Virgil van Dijk no zagueiro mais caro da história do futebol mundial. Pouco mais de um ano depois, já tem torcedor dos Reds achando que os 78,8 milhões de euros (R$ 336,5 milhões) pagos pelo jogador foram uma verdadeira pechincha.

Isso porque o holandês transformou o sistema defensivo montado por Jürgen Klopp e ajudou o treinador alemão a construir as bases da equipe que foi vice-campeã europeia na temporada passada e se tornou a sensação do futebol mundial nos últimos meses.

Crédito: Divulgação

Os números deixam bem claro como a chegada de Van Dijk impactou o time e o deixou muito mais seguro.

Nas primeiras 48 partidas do holandês vestindo a tradicional camisa vermelha, a equipe foi vazada 37 vezes, média 0,77 gol sofrido por jogo.

No mesmo número de apresentações antes do início da “era Van Dijk”, os goleiros do Liverpool tiveram de buscar 48 bolas dentro de suas metas. Ou seja, o Liverpool sofreu um gol a cada 90 minutos.

Além disso, a equipe de Anfield possui a melhor defesa do Campeonato Inglês pela primeira vez desde a temporada 2006/07, quando dividiu o posto com o Manchester United e terminou a competição no terceiro lugar.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Van Dijk é o jogador do Liverpool que mais intercepta passes (1,2 por partida) e bloqueia finalizações (0,6 por jogo) nesta edição da Premier League.

O holandês também é praticamente imbatível pelo alto. Com 1,93 m, 92 kg e ótimo senso de posicionamento, ganha em média 4,1 jogadas aéreas a cada nova apresentação do time de Klopp –menos apenas que o croata Dejan Lovren (5), seu companheiro de zaga.

“Quando um jogador custa o que ele custou e dá certo, então foi um dinheiro bem gasto. Agora, quando você gasta menos e a coisa não funciona tão bem assim, então ficou caro”, avaliou o técnico Pep Guardiola, do Manchester City, antes do duelo entre as duas equipes, na semana passada.

O sucesso do holandês o transformou no favorito das casas de aposta para vencer o prêmio de melhor jogador do Inglês nesta temporada.

O site “bet365” irá pagar 2,1 libras (R$ 10) para cada libra apostada se o zagueiro ganhar a eleição. O espanhol David Silva (City) e o egípcio Mohamed Salah (Liverpool) têm as cotações que mais se aproximam dele: 9 libras (R$ 42,8) para cada libra investida.

Hoje próximo de ser uma unanimidade, o capitão da seleção holandesa e principal nome da classificação do país para a fase final da Liga das Nações demorou para ser reconhecido no cenário internacional.

Van Dijk começou a carreira no Willem II, profissionalizou-se no Groningen e nunca jogou em nenhum dos grandes do futebol da terra de Johan Cruyff. Sua primeira experiência no exterior se deu na Escócia, em 2013. Só após duas temporadas no Celtic foi contratado pelo Southampton e desembarcou na Inglaterra.

Lá, teve de jogar mais dois anos e meio até convencer o Liverpool a investir uma fortuna para contratá-lo. O zagueiro chegou ao clube já com 26 anos nas costas e, caso chegue a disputar alguma Copa do Mundo, não o fará antes de se tornar um trintão.

Mas, pelo menos por enquanto, o Mundial é um mero detalhe para Van Dijk. No momento, tudo que ele deseja é fazer o Liverpool acabar com um jejum de quase 30 anos sem conquistar o título inglês e provar para os ainda poucos descrentes que o zagueiro mais caro do mundo custou muito… pouco.


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Como a Holanda deixou de ser fábrica de craques e ficou carente de talento
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Rafael Reis

Para derrotar a Alemanha, neste sábado, e conseguir sua primeira vitória na Liga das Nações, a Holanda aposta em jogadores que defendem Bournemouth (Nathan Aké), Brighton (Davy Pröpper), Atalanta (Marten de Roon), Besiktas (Ryan Babel) e até o modesto Club Brugge (Arnaut Danjuma), da Bélgica.

Buscar atletas em equipes que não fazem parte do primeiro escalão do futebol europeu é o caminho que sobrou para uma das seleções mais tradicionais do planeta, vice-campeã mundial em três oportunidades (1974, 1978 e 2010).

Os últimos craques indiscutíveis que a Holanda produziu, o meia Wesley Sneijder e os atacantes Arjen Robben e Robin van Persie, já passaram dos 34 anos, estão na reta final da carreira e deixaram a seleção.

Só que a nova geração não tem mostrado força suficiente para se firmar nos grandes clubes do Velho Continente e muito menos para manter a seleção competitiva –o país não se classificou para a Eurocopa-2016 e nem para a última Copa do Mundo.

Dos 25 convocados pelo técnico Ronald Koeman para a partida contra a Alemanha e o amistoso ante a Bélgica, na próxima semana, só dois são titulares de times que hoje realmente fazem parte da elite internacional: o zagueiro Virgil van Dijk e o meia Georginio Wijnaldum, do Liverpool.

A seleção ainda tem um goleiro do Barcelona (Jasper Cillessen), mas que é reserva na Catalunha, um zagueiro da Inter de Milão (Stefan de Vrij) e um atacante do Sevilla (Quincy Promes).

Todo o restante do elenco é formado por jogadores que atuam em equipes menores de ligas importantes ou times fortes de campeonatos que já não possuem tanto prestígio assim, como o próprio Holandês.

São 11 atletas que jogam no futebol local na última convocação, cinco deles no PSV Eindhoven, atual campeão nacional.

Na Copa-2010, o último grande feito da seleção laranja, nove jogadores atuavam no país e a lista continha representantes de Real Madrid, Liverpool, Arsenal, Bayern de Munique e Manchester City.

A dificuldade holandesa de encontrar nomes de qualidade suficiente para fazer jus à sua história não é exclusividade de sua equipe adulta.

Seu time sub-21 só se classificou para a fase final de uma das cinco últimas edições do Europeu da categoria. No sub-20, o país não joga o Mundial desde 2005, quando sediou a competição (e por isso conseguiu a vaga).

A luz no fim do túnel vem da geração nascida em 2001, que se sagrou campeã continental sub-17 em maio. Mas o principal jogador do time, o meia Wouter Burger, do Feyenoord, só jogou 26 minutos como profissional até hoje.

Em busca de uma espécie de “renascimento”, os holandeses fazem parte do Grupo 1 da Liga das Nações e estrearam na nova competição da Europa com uma derrota por 2 a 1 para a França, fora de casa, no mês passado.


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Final da Champions mostra força de país 154º colocado no ranking da Fifa
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Rafael Reis

Os 550 mil habitantes de Suriname terão um motivo especial para acompanhar com atenção a final da Liga dos Campeões da Europa, no próximo dia 26, e torcer para que o Liverpool encerre a hegemonia do Real Madrid no torneio.

O país, que faz fronteira com os estados do Amapá e do Pará, conta com a seleção 154ª colocada no ranking da Fifa e tem um futebol tão incipiente que nem é aceita pela confederação do continente onde está localizado, terá dois representantes na decisão da competição interclubes mais importante do planeta.

Apesar de terem nascido na Holanda, o zagueiro Virgil van Dijk e o meia Georginio Wijnaldum, prováveis titulares dos “Reds” no confronto com o Real, são cidadãos surinameses e poderiam defender a camisa da seleção que nunca disputou uma Copa do Mundo.

Van Dijk, o zagueiro mais caro da história do futebol (78,8 milhões de euros, ou R$ 334,7 milhões), é filho de mãe surinamesa com pai holandês. Já a família de Wijnaldum é 100% natural da América do Sul, e seus pais migraram para a Europa antes do seu nascimento.

A dupla mostra como o futebol do Suriname, uma antiga colônia da Holanda que só se tornou realmente independente durante a década de 1970, sofre com a perda de talentos para a antiga metrópole.

Os ex-meias Clarence Seedorf e Edgard Davids, que fizeram sucesso com a camisa laranjas nas décadas de 1990 e 2000, nasceram lá, assim como o ex-centroavante Jimmy Floyd Hasselbaink, que jogou no Chelsea.

Além deles, vários outros atletas de origem surinamesa preferiram jogar pela seleção da Holanda a defender o país onde estão suas raízes.

Para a seleção surinamesa, sobra o resto: jogadores que atuam no próprio país e um ou outro nome que fez a vida na Holanda, mas percebeu que não teria chance nenhuma de emplacar uma carreira na equipe europeia.

Só que esse resto é muito pouco. O melhor resultado da história da ex-colônia holandesa foi a sexta colocação conseguida na Copa Ouro de 1977.

As eliminatórias do Mundial da Rússia-2018 duraram apenas dois jogos para os surinameses. Ainda em 2015, o time perdeu dois jogos para Nicarágua (1 a 0 e 3 a 1) e foi eliminado na segunda fase do qualificatório da Concacaf.

Apesar de estar geograficamente localizado na América do Sul, o Suriname não disputa as mesmas competições que Brasil, Argentina, Colômbia e Uruguai. Assim como Guiana e Guiana Francesa, eles não fazem parte da Conmebol por critérios técnicos –seriam sacos de pancada para os outros países do continente.

Por isso, foram acolhidos pela Concacaf, a Confederação que reúne as nações da América do Norte, da América Central e do Caribe, que está cheia de seleções com futebol menos desenvolvido.

De acordo com o Blog do Marcel Rizzo, a Conmebol até pensa em mudar essa situação e convidar Suriname para se tornar um dos seus afiliados. A razão principal dessa mudança, no entanto, não é técnica, mas sim de fortalecimento político.

Liverpool, dos surinameses Van Dijk e Wijnaldum, e Real Madrid decidem o título de campeão europeu da temporada 2017/18 no dia 26 de maio, um sábado, em Kiev, capital da Ucrânia.


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Por que 2018 está tendo a janela de janeiro mais movimentada da história?
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Rafael Reis

Apesar de ainda faltar um dia para o encerramento da janela de transferências de janeiro, já é possível dizer que 2018 teve o mercado de inverno europeu mais movimentado de todos os tempos.

Mesmo que o volume de dinheiro das negociações (650 milhões de euros, só nas cinco maiores ligas do Velho Continente, até a última segunda-feira) ainda não tenha superado os 675 milhões de euros de 2017, nunca houve tantas transações milionárias quanto neste ano.

Só o antigo recorde de contratação mais cara da história de janeiro na Europa, a ida de Fernando Torres para o Chelsea por 58,5 milhões de euros, que perdurou entre 2011 e 2017, foi superado três vezes ao longo do mês.

Diego Costa trocou o Chelsea pelo Atlético de Madri por 66 milhões de euros. O zagueiro holandês Virgil van Dijk, ex-Southampton, custou 78,8 milhões de euros ao Liverpool. E o Barcelona pagou 160 milhões de euros para ter Philippe Coutinho.

Além desses três negócios, houve pelo menos mais uma transferência envolvendo um jogador de primeiro escalão do futebol mundial: a saída do atacante chileno Alexis Sánchez do Arsenal rumo ao Manchester United –em troca pelo meia armênio Henrikh Mkhitaryan.

Para completar, há ainda a novela sobre a possível transferência do atacante gabonês Pierre-Emerick Aubamyang do Borussia Dortmund para o Arsenal, que ficou para os últimos dias de janeiro.

Mas, afinal, por que uma janela que normalmente é destinada para pequenas transações de jogadores pouco utilizados e remodelagens pontuais de elenco acabou sendo tão movimentada nesta temporada?

São duas as principais explicações para esse fenômeno.

A primeira é que a janela de julho/agosto foi insuficiente para finalizar todos os negócios que estavam em andamento no verão europeu. As transações de Coutinho, Alexis Sánchez e Aubameyang, por exemplo, vinham se arrastando há meses e já poderiam ter sido acertadas na janela passada.

A volta de Diego Costa ao Atético de Madri também não é “coisa de agora”. A transferência do centroavante só foi concretizada neste mês porque o clube espanhol estava proibido de contratar no meio de 2017 –cumpria uma sanção imposta pela Fifa.

O segundo fator responsável pela movimentação histórica nesta janela é a inflação no Mercado da Bola determinada pela transferência de Neymar.

Desde que o atacante brasileiro protagonizou a transferência de 222 milhões de euros, a maior da história, para o Paris Saint-Germain, quase seis meses atrás, os valores das transações dos outros grandes jogadores do planeta subiram drasticamente.

Em julho passado, Coutinho certamente não custaria 160 milhões de euros. E nem Van Dijk valeria 78,8 milhões de euros. Esses são os valores deles já atualizados pelo “fator Neymar”.

É a soma dessas questões e a fome intensa de clubes como Barcelona e Manchester Uniter por reforços que transformou janeiro de 2018 na janela de inverno mais intensa da história do futebol europeu.

OS 10 REFORÇOS MAIS CAROS DE JANEIRO-2018 NA EUROPA

1º – Philippe Coutinho (BRA/Barcelona) – 160 milhões de euros
2º – Virgil van Dijk (HOL/Liverpool) – 78,8 milhões de euros
3º – Diego Costa (ESP/Atlético de Madri) – 66 milhões de euros
4º – Theo Walcott (ING/Everton) – 22,5 milhões de euros
5º – Cenk Tosun (TUR/Everton) – 22 milhões de euros
Guido Carrillo (ARG/Southampton) – 22 milhões de euros
7º – Manuel Akanji (SUI/Borussia Dortmund) – 21,5 milhões de euros
8º – Pietro Pellegri (ITA/Monaco) – 21 milhões de euros
9º – Jürgen Locadia (HOL/Brighton) – 17 milhões de euros
10º – Ross Barkley (ING/Chelsea) – 16,9 milhões de euros


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Zagueiro mais caro do mundo não leva cartão há um ano e é novato em seleção
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Rafael Reis

Virgil van Dijk nunca disputou uma partida da fase final da Liga dos Campeões, jamais vestiu a camisa de um dos pesos pesados do futebol europeu e tem uma história de apenas dois anos por sua seleção.

Mesmo assim, transformou-se na última quarta-feira no zagueiro mais caro da história do futebol mundial.

Não foi à toa que o anúncio de que o Liverpool pagou quase 85 milhões de euros (quase R$ 335 milhões) para tirar o defensor holandês de 26 anos do Southampton deixou tanta gente perplexo.

Afinal, apesar de ter sido um dos melhores zagueiros do Campeonato Inglês nas duas últimas temporadas, Van Dijk não tem a mesma fama de Piqué, Bonucci, Boateng ou Sergio Ramos e é praticamente desconhecido para muitos fãs de futebol.

Isso deve à trajetória pouco glamorosa percorrida pelo jogador ao longo de sua carreira.

Filho de pai holandês com mãe surinamesa, o zagueiro jamais jogou por Ajax, PSV Eindhoven ou Feyenoord, os grandes clubes do seu país. Van Dijk foi formado nas categorias de base do Willem e se profissionalizou no Groningen.

Após três temporadas de relativo destaque na primeira divisão holandesa, foi negociado com o Celtic. Nos dois anos em que permaneceu na Escócia, o defensor colecionou títulos (foi bicampeão nacional e entrou duas vezes na seleção do campeonato).

O sucesso local não foi suficiente para despertar o interesse de um clube do primeiro escalão da Europa, mas conseguiu levá-lo para a badalada Premier League. Van Dijk assinou com o Southampton, um clube famoso por apostar em jovens jogadores.

Foi só depois de desembarcar na Inglaterra que sua carreira realmente decolou. Três meses após a transferência, o zagueiro disputou sua primeira partida pela seleção principal da Holanda. Na ocasião, já tinha 24 anos e três meses.

Ao longo de 70 jogos com a camisa do Southampton, Van Dijk marcou sete gols e se firmou como um dos jogadores de defesa mais cobiçados do futebol inglês. Tanto que foi disputado a tapas por Jürgen Klopp (Liverpool) e Pep Guardiola (Manchester City), o que acabou alavancando seu preço.

Muito bom no jogo aéreo e forte fisicamente sem perder velocidade, o holandês tem uma característica cada vez mais admirada pelos técnicos do primeiro escalão do futebol mundial: é um jogador limpo.

O último cartão amarelo recebido por Van Dijk completa aniversário de um ano neste domingo. E sua média de faltas na atual temporada (0,5 por partida, segundo o site “Who Scored?”) é das mais baixas entre os zagueiros titulares dos 20 clubes que disputam o Campeonato Inglês.

Van Dijk vale 85 milhões de euros e merece ser o zagueiro mais caro de todos os tempos? As respostas para essas perguntas começarão a ser descobertas a partir da próxima semana, quando ele desembarcar no Liverpool e chegar ao ponto mais alto de sua carreira.


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