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6 jogadores que ganharam a Champions e hoje jogam em times de Série B
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Rafael Reis

Conquistar a Liga dos Campeões é um sonho para praticamente qualquer jogador de futebol. Afinal, não há nenhum título interclubes mais badalado e conceituado do que o de campeão europeu.

Vencer a Champions pode ser o auge da carreira de um atleta, mas não garante a ninguém a certeza de que passará o resto dos seus dias como profissional defendendo as camisas mais imponentes do futebol mundial.

Por isso, listamos abaixo seis jogadores que tiveram a honra de ganhar a Liga dos Campeões, alguns deles até como protagonistas, e que hoje estão bem longe da elite. A realidade atual deles não é glamour da Champions, mas sim as competições de segunda divisão.

DIDIER DROGBA
Atacante
39 anos
Costa do Marfim
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga pelo Phoenix Rising (EUA)

Autor do gol que levou a decisão da Champions de 2012 para a prorrogação e também do último pênalti convertido pelo Chelsea na decisão contra o Bayern de Munique, o astro marfinense poderia estar jogando uma primeira divisão nacional e até ser líder dela. Só que Drogba recusou o convite feito pelo Corinthians no início do ano. O centroavante preferiu comprar uma parte do Phoenix Rising e se juntar ao elenco do time que disputa a USL (United Soccer League), uma liga de segundo escalão do futebol profissional nos EUA.

JOHN TERRY
Zagueiro
36 anos
Inglaterra
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga no Aston Villa (ING)

Apesar de não ter participado da decisão contra o Bayern devido a uma suspensão por cartão vermelho, Terry era o capitão do Chelsea na conquista do seu único título de Liga dos Campeões, em 2012. O zagueiro, que também chegou a ostentar a braçadeira da seleção inglesa, passou 22 dos 36 anos de sua vida jogando em Stamford Bridge. Terry só deixou o Chelsea no final da temporada passada, quando assinou contrato com o Aston Villa, clube tradicional do seu país, mas que anda desde 2016 na segunda divisão.

ALBERTO GILARDINO
Atacante
35 anos
Itália
Campeão com o Milan em 2007
Joga no Spezia (ITA)

O centroavante possui os dois maiores títulos do futebol na atualidade: conquistou a Champions de 2007 pelo Milan e, um ano antes, havia faturado a Copa do Mundo pela seleção italiana. Apesar da prateleira cheia de medalhas, Gilardino anda com a carreira em baixa. Seu último gol foi marcado há quase um ano, pelo Empoli, na Copa Italia. Nesta temporada, não arranjou nenhum time da elite do Campeonato Italiano para defender e teve de se contentar com o convite para jogar a Série B pelo pouco expressivo Spezia.

JOHN O’SHEA
Zagueiro
36 anos
Irlanda
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Sunderland (ING)

Polivalente zagueiro e meio-campista que defendeu o Manchester United durante 12 temporadas, o irlandês fez parte do elenco que faturou o título europeu de 2008. O’Shea deixou os Red Devils em 2011 e, desde então, veste as cores do Sunderland. Nem mesmo o rebaixamento da última temporada tirou o jogador do clube. Na segunda divisão inglesa, é O’Shea quem usa a braçadeira de capitão do Sunderland.

TOMASZ KUSZCZAK
Goleiro
35 anos
Polônia
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Birmingham (ING)

Companheiro de O’Shea na conquista da Liga dos Campeões de 2008, passou seis temporadas no Manchester United, quase sempre na reserva do holandês Edwin van der Sar. Em 2012, deixou Old Trafford para ser titular de times menores da Inglaterra. Kuszczak passou por Watford, Brighton, Wolverhampton e há dois anos defende o Birmingham. Na temporada passada, ajudou o clube a escapar do rebaixamento para a terceira divisão. Nesta, foi parar no banco.

MCDONALD MARIGA
Volante
30 anos
Quênia
Campeão com a Inter de Milão em 2010
Joga no Oviedo (ESP)

Um dos poucos jogadores quenianos com passagem por grandes clubes do futebol europeu, o volante assistiu do banco de reservas à vitória por 2 a 0 sobre o Bayern de Munique que o título da Champions de 2010 para a Inter. Após deixar Milão, sua carreira nunca mais decolou. Mariga “faliu” com o Parma, jogou um campeonato semiamador com o Latina, da Itália, e assinou em julho com o Real Oviedo, clube que tenta retornar para a primeira divisão da Espanha.


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Econômico, Bayern montou time titular com 68% do preço de Neymar
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Rafael Reis

O Bayern de Munique tem 27 títulos alemães, cinco Liga dos Campeões da Europa, o rótulo de um dos clubes mais vitoriosos do planeta e um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar.

Adversário do Paris Saint-Germain na segunda rodada da fase de grupos da Champions, o clube alemão tem uma política financeira completamente diferente da do rival desta quarta-feira.

Enquanto o PSG não tem vergonha nenhuma de abrir os cofres e oferecer valores astronômicos para atrair grandes jogadores para seu projeto, o Bayern tem um comportamento bem mais austero.

Os alemães não são afeitos a milionárias transferências. Seus reforços costumam chegar aos poucos, pinçados de times menores ou contratados sem custo no final do seus contratos, para se juntar a uma base já devidamente experimentada.

A prova disso é que os 11 titulares escalados pelo técnico italiano Carlo Ancelotti na última apresentação do Bayern custaram aos cofres do clube alemão apenas 68% dos 222 milhões de euros (R$ 826,5 milhões) que o PSG desembolsou na última janela de transferências por Neymar.

Para ter Ulreich, Kimmich, Hummels, Boateng, Rafinha, Vidal, Rudy, Robben, Müller, Ribéry e Lewandowski, os jogadores que começaram jogando no empate por 2 a 2 com o Wolfsburg, na sexta-feira, os alemães gastaram “somente” 152 milhões de euros (R$ 565 milhões).

Mesmo que outros jogadores mais caros do elenco fossem utilizados, como o goleiro Manuel Neuer, que está machucado, e o meia Thiago Alcántara, o valor da equipe titular dificilmente chegaria ao custo do astro brasileiro da equipe francesa.

Um outro dado mostra bem as diferenças de filosofia entre os adversários desta quarta. O meia francês Corentin Tolisso, tirado do Lyon em julho, é o reforço mais caro do Bayern em todos os tempos e custou 41,5 milhões de euros (R$ 154,5 milhões). O valor equivale apenas à oitava maior contratação da história do PSG.

No mês passado, o presidente do time bávaro fez questão de deixar bem claro que a estratégia da equipe alemã não é a mesma dos franceses. Em entrevista à revista “Sport Bild”, Karl-Heinz Rummenigge, alfinetou os adversários ao lembrar que Neymar custou mais que seu estádio, a Allianz Arena.

“O Bayern tem que representar outra filosofia. Não queremos entrar nessa loucura nem tampouco podemos. E está bom que assim seja. Creio que a opinião pública e nossos torcedores entendem.”

Mas, mesmo dentro do Bayern, a ideia de gastar pouco com reforços não é uma unanimidade. Preocupado com o início de temporada conturbado do time (é apenas o terceiro colocado no Alemão), o centroavante Robert Lewandowski afirmou no início do mês que o clube deveria ter uma política mais agressiva no mercado.

“O Bayern deve fazer um esforço para trazer craques. Se quer continuar a ser competitivo, precisa de qualidade. Fizemos negócios com valores que não condizem ao mercado de alto nível”, disse o polonês, para a revista “Der Spiegel”.

Rummenigge não gostou das declarações do seu camisa 9 e deu um puxão de orelhas público em Lewandowski. Afinal, o Bayern tem um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar e se orgulha demais disso.

QUANTO CUSTARAM OS TITULARES DO BAYERN?
Sven Ulreich – 3,5 milhões de euros
Joshua Kimmich – 8,5 milhões de euros
Mats Hummels – 35 milhões de euros
Jérôme Boateng – 13,5 milhões de euros
Rafinha – 5,5 milhões de euros
Arturo Vidal – 37 milhões de euros
Sebastian Rudy – sem custo
Arjen Robben – 24 milhões de euros
Thomas Müller – categorias de base
Franck Ribéry – 25 milhões de euros
Robert Lewandowski – sem custo
TOTAL: 152 milhões de euros


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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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Champions começa com time de vilarejo de 867 pessoas e estádios minúsculos
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Rafael Reis

Leirvík é uma cidade de 867 habitantes localizado na costa leste de Eysturoy, a segunda maior das Ilhas Faröe. O povoado foi fundado no século 9 por vikings e chegou a ser dizimado pela Peste Negra, em 1349.

É desse minúsculo vilarejo de pescadores habituados a enfrentar temperaturas negativas que vem um dos oito clubes que abrem nesta terça-feira a temporada 2017/18 da Liga dos Campeões da Europa.

O Vikingur Gota, clube fundado há nove anos depois da fusão do Leirvík IF com o time de um outro nanico povoado localizado a 5 km, é o atual campeão da Ilhas Faröe e vai estrear na Champions.

O time, composto basicamente por atletas amadores que trabalham com pesca ou no setor de serviços das cidades vizinhas, enfrenta na primeira rodada da fase preliminar da competição continental o Trepça’89, primeiro representante de Kosovo na história do torneio.

Devido ao tamanho do evento, a partida não será disputada no Serpugerdi Stadium, sua casa. O Leirvík viajou para Torshavn, a capital das Ilhas Faröe, e irá jogar no Tórsvollur, o maior estádio do país, com capacidade para 6.500 pessoas.

Mas outros jogos da rodada de abertura da Champions terão palcos ainda menos imponentes.

O TNS, de Gales, e o Hibernians, de Malta, farão seus jogos contra Eurocopa FC (Gibraltar) e FCI Talinn, da Estônia, em arenas com capacidade inferior a 3 mil torcedores, ou seja, menores que o estádio da Rua Javari, a bucólica casa do Juventus, em São Paulo.

A primeira rodada da fase preliminar da Liga dos Campeões reúne os vencedores dos dez campeonatos nacionais de pior ranking na Uefa (Ilhas Faröe, Kosovo, Malta, Estônia, Armênia, Andorra, Gales, Gibraltar, Irlanda do Norte e San Marino).

No total, a Champions conta com quatro rodadas de mata-mata até a definição dos 32 clubes que irão disputar a partir de setembro a fase de grupos da principal e mais badalada competição interclubes do planeta.

A definição do próximo campeão europeu está marcada para o dia 26 de maio de 2018, em Kiev (Ucrânia). O Real Madrid venceu as duas últimas edições do torneio e tentará ser o primeiro tricampeão consecutivo desde a década de 1970.


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Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
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Rafael Reis

Ao ajudar o Real Madrid a conquistar pela 12ª vez o título da Liga dos Campeões da Europa, Cristiano Ronaldo não só praticamente garantiu a quinta Bola de Ouro de sua carreira, como também acabou com qualquer dúvida sobre o merecimento do prêmio.

Com a atuação decisiva sobre a Juventus e os dois gols na goleada por 4 a 1 deste sábado, o português se tornou quase uma unanimidade.

É difícil encontrar alguém que, neste momento, não considere o camisa 7 do Real o melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E essa foi a grande vitória individual de CR7 no Millenium Stadium, em Cardiff.

O português já era favorito ao prêmio mesmo antes de a bola rolar na decisão da Champions. Mas a temporada cheia de altos e baixos levantava uma dúvida: seria CR7 o principal candidato ao prêmio pelo futebol que estava apresentando ou pelos holofotes que o iluminam?

A reposta para aqueles que queriam ver a Bola de Ouro para Lionel Messi, o artilheiro do futebol europeu na temporada, ou para Gianluigi Buffon, o goleiro líder da Juventus, foi dada no mais alto estilo.

Desde 2010, quando Diego Milito brilhou no confronto entre Inter de Milão e Bayern de Munique, um jogador não marcava duas vezes na final do torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo venceu Buffon pela primeira vez em um tapa cheio de classe na bola que contou com um leve desvio em Bonucci. Foi o gol que abriu o marcador e começou a desenhar o destino da decisão.

Quando o Real já tinha um 2 a 1 no placar, o português tratou de sepultar as últimas esperanças da Juventus. Como um raio, o camisa 7 surgiu em velocidade dentro da área para escrever seu nome na história… mais uma vez.

Sim, Cristiano Ronaldo será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo e irá igualar o recorde do seu arquirrival, Messi. E, depois da decisão da Champions, não dá mais para questionar isso.


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Cristiano Ronaldo é só o 19º melhor do mundo? Para estatísticos, sim
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo vai a campo neste sábado em busca do quarto título de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira e de uma quase certeza que será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

Mas, de acordo com os algoritmos do “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o astro do Real Madrid é o dono apenas do 19º melhor desempenho da atual temporada.

Segundo a ferramenta, o futebol mostrado por CR7 em 2016/17 é digno da nota 7,61. A avaliação é feita por uma inteligência artificial a partir da análise dos dados de cada atleta em incontáveis fundamentos, como gols, assistências, dribles e desarmes.

A média atual é a pior da carreira de Cristiano Ronaldo desde a chegada ao Real Madrid, em 2009. O português nunca fechou uma temporada com nota abaixo de 7,99 (2015/16).

Para as estatísticas do “Who Scored?”, o melhor jogador do planeta é o brasileiro Neymar (8,52), com pequena vantagem para o argentino Lionel Messi (8,47), seu companheiro no Barcelona. O espanhol Thiago Alcántara (8,28), do Bayern de Munique, completa o pódio.

Além do camisa 11 do Barça, outros dois brasileiros tiveram uma temporada melhor que CR7 na visão dos algoritmos que analisam o desempenho dos jogadores.

O lateral esquerdo Alex Sandro, da Juventus, adversária do Real na decisão deste sábado, tem 7,63 de média e aparece na 17ª colocação no ranking. O 18º é o meia-atacante Felipe Anderson, da Lazio, com 7,62.

Apesar da queda de desempenho apontada pela fria análise das estatísticas e das inteligências artificiais, Cristiano Ronaldo é o favorito para ganhar pela quinta vez o prêmio de melhor do mundo por ter sido o jogador mais decisivo da competição mais importante da temporada.

Dos dez gols anotou pelo português na atual edição da Champions, oito saíram na fase de mata-mata. CR7 marcou cinco vezes contra o Bayern de Munique, nas quartas de final, e mais três ante o Atlético de Madri, na semi.

Atuações que foram essenciais para colocar o Real frente a Juventus neste sábado, em Cardiff, e que, se não conquistaram os computadores do “Who Scored?”, certamente chamaram a atenção dos eleitores do prêmio.

OS 10 MELHORES DA TEMPORADA, SEGUNDO O “WHO SCORED?”

1 – Neymar (BRA/Barcelona) – 8,52
2 – Lionel Messi (ARG/Barcelona) – 8,47
3 – Thiago Alcántara (ESP/Bayern de Munique) – 8,28
4 – Edin Dzeko (BOS/Roma) – 7,85
5 – Arjen Robben (HOL/Bayern de Munique) – 7,82
6 – Eden Hazard (BEL/Chelsea) – 7,81
7 – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 7,81
8 – Dries Mertens (BEL/Napoli) – 7,76
9 – Alexis Sánchez (CHI/Arsenal) – 7,76
10 – Alejandro Gómez (ARG/Atalanta) – 7,75


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Rafael Reis

Cinco participações em Copas do Mundo, um título mundial, oito scudetti do Campeonato Italiano e 16 anos como titular da meta da Juventus. Não é à toa que Gianluigi Buffon é uma das principais atrações da final da Liga dos Campeões da Europa.

Mas um dos grandes ídolos do adversário deste sábado do Real Madrid pelo troféu mais cobiçado do futebol mundial na temporada 2016/17 também tem um outro lado. E ele está cheio de polêmicas.

Conheça abaixo cinco histórias que fazem com que Buffon não seja lembrado apenas como um dos melhores goleiros da história, mas também como um atleta de vida pessoal conturbada e atitudes pouco exemplares para seus milhares (ou milhões) de fãs espalhados pela Itália e por todo o planeta.

JOGATINA
Buffon cativou durante anos o hábito de apostar em resultados de partida de futebol, um problema em um país marcado por escândalos de manipulação de resultados. Sua participação na máfia que fabricava placares no Campeonato Italiano chegou inclusive a ser investigada pela polícia. O goleiro só escapou de punição porque conseguiu provar que jamais havia posto dinheiro na previsão de placares de partidas do próprio time e nem feito apostas depois de 2005, quando a prática foi criminalizada para jogadores de futebol.

EXTREMA-DIREITA
Apesar de sempre negar ter inclinações políticas radicais, Buffon foi visto no início da carreira como simpatizante de regimes de extrema-direita, como nazismo e fascismo. Isso porque o goleiro costumava usar no Parma o número 88, considerado uma apologia a “Heil Hitler”, a saudação feita pelos alemães a Adolf Hitler. Além disso, em 1999, Buffon apareceu com uma camiseta estampada com a frase “Boia chi Molla” (algo como “Quem desiste é um assassino dos seus próprios companheiros”), usada pelo exército de Benito Mussolini durante o regime fascista e a Segunda Guerra Mundial.

CIGARRO
O goleiro faz parte de uma numerosa lista de jogadores de futebol que mantêm um hábito que pouco tem a ver com a vida saudável de um esportista de alto nível. Assim como Zidane, Ronaldo e vários outros, Buffon é fumante. O astro da Juventus nunca negou o vício, mas sempre alegou que só acende seu cigarro quando está de folga. No entanto, o atacante Pablo Daniel Osvaldo, seu ex-companheiro de seleção, já afirmou que já fumou ao lado do goleiro no vestiário da Azzurra.

INFIEL
Buffon fez a alegria dos paraparazzi italianos pouco antes da Copa-2014, quando surgiu o rumor de que ele estava tendo uma relação extraconjugal com a apresentadora esportiva Ilaria D’Amico. Meses mais tarde, o goleiro anunciou o fim do seu casamento com a modelo e atriz tcheca Alena Seredova, mãe dos seus dois primeiros filhos, e assumiu o namoro com a apresentadora da TV, ao lado de quem vive até hoje.

ABRAÇO
Essa polêmica é mais recente, do início do ano. Após a vitória por 2 a 0 da Juventus sobre a Lazio, o goleiro, todo sorridente, deu um caloroso abraço no árbitro Paolo Tagliavento. A cena provocou questionamentos na Itália devido à relação histórica de promiscuidade entre a Juve e a arbitragem italiana – uma das acusações que levaram o clube a ser rebaixado para a segunda divisão em 2006 era a de influenciar as escalações de juízes “favoráveis” para suas partidas.


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A final da Liga dos Campeões da Europa, entre Juventus e Real Madrid, neste sábado, em Cardiff (País de Gales), alterou a tabela da segunda divisão do Campeonato Argentino.

A decisão foi tomada pela AFA (Associação de Futebol da Argentina) a pedido do Instituto de Córdoba, clube que revelou o atacante Paulo Dybala, uma das estrelas da Juve, e que não queria que seu torcedor tivesse de escolher entre o filho ilustre e o time de coração.

Inicialmente, o Instituto entraria em campo para enfrentar o Central Córdoba, pela 36ª rodada da Primeira B Nacional, às 17h (de Brasília), em pleno segundo tempo da decisão da competição europeia, que terá pontapé inicial às 15h45.

Com a mudança, o início do jogo na Argentina foi adiado para as 19h. Assim, os torcedores que viram de perto Dybala surgir e despontar como promessa de craque poderão acompanhar na íntegra a partida mais importante da carreira do garoto de 23 anos, mesmo que ela vá para a prorrogação ou para os pênaltis.

Natural de Laguna Larga, uma cidade com menos de 8 mil habitantes localizada a 55 km de Córdoba, o hoje astro da Juventus chegou às categorias de base do Instituto quando tinha dez anos e permaneceu no clube até 2011.

Apesar de ter feito apenas 40 jogos pelo Instituto e nunca ter saído da segunda divisão argentina, o atacante conseguiu colocar seu nome na história do clube.

É que sua venda para o Palermo (12 milhões de euros ou R$ 43,8 milhões, na cotação atual) foi a maior da história do time de Córdoba.

Antes de ir embora para a Europa, Dybala igualou a marca história de Mario Kempes, artilheiro da Copa do Mundo-1978 e outra das crias das categorias de base do clube. Ambos anotaram sete gols em suas primeiras dez partidas pelo Instituto quando tinham somente 17 anos de idade.

Neto de um refugiado polonês que encontrou abrigo na Argentina durante a 2ª Guerra Mundial, o atacante está na Juventus desde 2015. Na atual temporada, marcou 19 gols em 47 partidas e é o vice-artilheiro do time, atrás apenas de Gonzalo Higuaín, que empurrou 32 bolas para as redes.

Na Champions, Dybala foi decisivo no confronto com o Barcelona, pelas quartas de final. O argentino marcou duas vezes na vitória por 3 a 0 na partida de ida, em Turim, que encaminhou a classificação italiana para a semi.


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Rafael Reis

Vinte e um ano atrás, a Juventus conseguiu o mesmo feito que espera atingir no próximo sábado: evitar que seu adversário conquiste pela segunda temporada consecutiva a Liga dos Campeões da Europa e, de quebra, levar para a casa a mais cobiçada taça do futebol mundial.

Se o rival desta semana é o Real Madrid, o do dia 22 de maio de 1996 era o Ajax, um timaço recheado por estrelas do porte de Van der Sar, Frank de Boer, Edgard Davids, Kwankwo Kanu e Patrick Kluivert.

O segundo título da Juventus na história da Champions foi decidido nos pênaltis, 4 a 2, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

Conheça abaixo os paradeiros dos jogadores que ajudaram a Juve a se sagrar campeã europeia pela última vez… pelo menos, até sábado.

POR ONDE ANDA – JUVENTUS (1996)

Angelo Peruzzi (47 anos)Herói da decisão, defendeu os pênaltis cobrados por Davids e Silooy. Campeão mundial com a Itália em 2006, o ex-goleiro trabalhou na comissão técnica da seleção depois da aposentadoria dos gramados e também passou pela Sampdoria. Desde o meio do ano passado, é diretor de futebol da Lazio, último clube em que atuou profissionalmente.

Moreno Torricelli (47 anos)Lateral de pouco brilho, mas muita dedicação, deixou a Juventus dois anos após a conquista e jogou até 2005. Depois de trabalhar sem muito sucesso como treinador de equipes de divisões inferiores, Torricelli se dedica atualmente a escolinhas de futebol.

Pietro Vierchowood (58 anos)Veterano da conquista italiana na Copa-1982, o ex-zagueiro se despediu da Juventus justamente no confronto com o Ajax. Vierchowood ainda atuou no Milan e no Piacenza até se aposentar, em 2000. Como treinador, passou por Catania, na Fiorentina e na Triestina. Seu último trabalho foi em 2014, na Hungria, onde dirigiu durante quatro meses o lendário Honved.

Ciro Ferrara (50 anos)O ex-zagueiro que passou 11 anos vestindo a camisa da Juventus parecia ser até pouco tempo atrás um dos mais promissores técnicos da nova geração italiana. Assistente de Marcello Lippi na conquista da Copa-2006, Ferrara também fez bem um belo trabalho na seleção sub-21 da Itália e passou pelos bancos de Juve e Sampdoria. Mas sua carreira desandou e, em março, ele foi demitido do Wuhan Zall, da segunda divisão chinesa.

Gianluca Pessotto (46 anos)Apelidado de “Professor” pela torcida juventina, passou a maior parte da carreira em Turim. Em 2006, semanas depois de sua aposentadoria e em meio ao escândalo de corrupção que levou a Juve ao rebaixamento, sobreviveu a uma queda de 15 metros de altura, que foi classificada como tentativa de suicídio. Desde que se recuperou do incidente, Pessotto trabalha nas categorias de base do clube. Atualmente, é o diretor do setor de formação de jogadores.

Paulo Sousa (46 anos) – Integrante da geração de Luís Figo e Rui Costa, que recolocou Portugal no mapa do futebol mundial, o ex-volante é um treinador com carreira consolidada. Paulo Sousa já foi campeão como técnico na Hungria, em Israel e na Suíça. Desde 2015, dirige a Fiorentina, sua primeira experiência no banco de reservas no futebol italiano.

Antonio Conte (47 anos) – Um dos treinadores do momento no futebol europeu, acaba de ser campeão inglês pelo Chelsea e é o principal responsável pelo resgate do esquema com três zagueiros, outra vez na moda no Velho Continente. Jogou por 13 anos no meio-campo da Juventus e trabalhou durante três temporadas como técnico do clube, entre 2011 e 2014. Conte também dirigiu a seleção italiana na última Eurocopa.

Didier Deschamps (48 anos) – Companheiro de Conte na criação das jogadas da Juventus de 1996, o francês também dirigiu a “Velha Senhora” e tem feito sucesso como treinador. Deschamps é o comandante da França desde 2012 e foi vice-campeão europeu no ano passado. Antes, dirigiu Monaco, Olympique de Marselha e foi o comandante da Juve no retorno à Série A italiana, em 2007.

Fabrizio Ravanelli (48 anos) – Famoso pelos precoces cabelos grisalhos que exibia quando jogador, o autor do gol que abriu o placar da final da Liga dos Campeões trabalhou como comentarista de futebol na Itália, dirigiu equipes de base da Juventus e está desempregado desde 2013, quando fracassou como treinador do Ajaccio, da França.

Gianluca Vialli (52 anos) – O homem que levantou a segunda Champions da história da Juventus até tentou uma carreira como técnico. Em 1998/99, sua última temporada antes da aposentadoria, foi jogador-treinador do Chelsea e se tornou o primeiro italiano a dirigir um time na Premier League. Na sequência, dirigiu o Watford. Em meados dos anos 2000, mudou novamente de carreira. Vialli lançou um livro e se tornou comentarista de futebol da Sky Italia.

Alessandro del Piero (42 anos) – Um dos maiores ídolos da história da Juventus, era um garoto em início de carreira na final contra o Ajax. Aposentado desde 2014, dois anos depois de deixar o clube de Turim, Del Piero hoje disputa partidas de veteranos e trabalha como comentarista para a Sky Italia.

Vladimir Jugovic (47 anos) – Primeiro reserva usado por Marcello Lippi na final, substituiu Conte ainda antes do intervalo. O ex-meia, que fez parte de uma ótima geração da Iugoslávia nos anos 1990, hoje trabalha com prospecção de jovens jogadores e também é comentarista de TV.

Angelo di Livio (50 anos) – Meia da seleção italiana em duas Copas do Mundo (1998 e 2002), trabalhou nas categorias de base da Roma, clube onde iniciou a carreira, e é garoto-propaganda e embaixador de uma casa de apostas esportivas online austríaca.

Michele Padovano (50 anos) – Possivelmente o jogador menos conhecido entre todos os usados pela Juventus na decisão da Champions, o ex-atacante foi parar atrás das grades em 2006. Padovano foi condenado a oito anos de prisão por tráfico de drogas.

Marcello Lippi (69 anos) – O homem que levou a Juve ao título europeu foi também o comandante da Azzurra na conquista da Copa do Mundo de 2006. Lippi deixou a seleção italiana logo após o tetra, mas retornou dois anos depois e dirigiu a equipe na Copa-2010. Passou também pelo Guangzhou Evergrande, hoje nas mãos de Luiz Felipe Scolari, até ser contratado no ano passado para tentar levar a China ao Mundial da Rússia.


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De Mazzola a Neymar: os 9 brasileiros que marcaram em finais de Champions
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Rafael Reis

Disputar a final da Liga dos Campeões da Europa é para poucos. Balançar as redes na decisão do torneio interclubes mais rico e badalado do planeta é um feito ainda mais histórico.

Ao longo de 61 anos de história, apenas nove brasileiros deixaram sua marca na partida que define o campeão continental do Velho Continente. E nenhum conseguiu repetir a dose em uma segunda final.

É essa a marca que o lateral esquerdo Marcelo tenta atingir neste sábado, quando seu Real Madrid enfrenta a Juventus, em Cardiff, na decisão da Champions.

Três temporadas atrás, o camisa 12 fez um dos gols da goleada por 4 a 1 sobre o Atlético de Madri que deu “La Decima” à equipe merengue. Agora, quer ser o primeiro brasileiro a marcar em duas finais do torneio europeu.

José Altafini, o Mazzola, atacante que disputou a Copa do Mundo de 1958 pela seleção brasileira e depois se naturalizou italiano para fazer história no Velho Continente, já fez dois gols em final de Liga dos Campeões, mas em uma mesma edição.

Em 1963, o centroavante paulista conduziu o Milan ao primeiro título europeu de sua história ao botar duas bolas na rede na vitória por 2 a 1 dos italianos sobre o Benfica.

Os gols de Mazzola foram os primeiros anotados por um jogador brasileiro na final da então Copa Europeia, hoje Liga dos Campeões da Europa, Uefa Champions League ou, simplesmente, Champions.

Dois anos depois, foi a vez de Jair da Costa, integrante da seleção brasileira no bicampeonato mundial (1962), marcar o gol do título continental da Inter de Milão. E, em 1987, Juary, um ex-Menino da Vila, saiu do banco para fazer do Porto campeão europeu.

Foi só no século 21, quando a globalização realmente tomou conta do futebol mundial, que os gols brasileiros em finais de Champions se tornaram frequentes.

Ao longo das últimas duas décadas, Lúcio, Carlos Alberto, Deco, Belletti, Marcelo e Neymar escreveram seus nomes na história da competição.

Um fato curioso sobre os artilheiros brasileiros na decisão da Liga dos Campeões é que quase todos acabaram conquistando a competição.

O zagueiro Lúcio, ex-capitão da seleção, é a única regra para a exceção. Em 2002, seu gol não evitou a derrota do Bayer Leverkusen para o Real Madrid, que era liderado dentro de campo por seu técnico atual, Zinédine Zidane.

GOLS BRASILEIROS EM FINAIS DE CHAMPIONS

1962/63 – Mazzola (2 gols) – Milan 2 x 1 Benfica
1964/65 – Jair da Costa – Inter de Milão 1 x 0 Benfica
1986/87 – Juary – Porto 2 x 1 Bayern de Munique
2001/02 – Lúcio – Real Madrid 2 x 1 Bayer Leverkusen
2003/04 – Carlos Alberto – Porto 3 x 0 Monaco
2003/04 – Deco – Porto 3 x 0 Monaco
2005/06 – Belletti – Barcelona 2 x 1 Arsenal
2013/14 – Marcelo – Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madri
2014/15 – Neymar – Barcelona 3 x 1 Juventus


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