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PSG: Neymar é rei dos dribles, assistências… e também dos passes errados
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Rafael Reis

Neymar foi contratado para ser o protagonista do Paris Saint-Germain. E basta olhar suas estatísticas para constatar que isso tem acontecido.

O craque brasileiro nunca balançou as redes em uma frequência tão alta na carreira (média de 0,96 gol por partida).

O camisa 10 é também o vice-artilheiro do PSG na temporada (28 gols), o jogador que mais dribla (7,3 por jogo), que mais deu assistências (17) e também o que mais cria oportunidades para seus companheiros finalizarem (3,6 por partida).

 

Um desempenho que lembra o de outros protagonistas dos grandes clubes do planeta, como Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Digno daquilo que o PSG desejava quando foi buscá-lo na Catalunha.

Mas até mesmo o jogador mais caro da história tem um ponto fraco.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar tem o pior passe de todo o elenco do líder do Campeonato Francês.

Segundo a plataforma, o camisa 10 acerta 79,4% dos passes que tenta. Nenhum dos 25 jogadores que o técnico Unai Emery já escalou nesta edição da Ligue 1 tem desempenho tão ruim nos passes.

A maior parte dos atletas do PSG tem acerto de passe superior aos 90%. Fazem parte desse clube os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os meias Marco Verratti, Adrien Rabiot, Giovani Lo Celso e o meia-atacante Julian Draxler, entre outros.

É óbvio que Neymar erra mais passes não porque tem uma qualidade técnica inferior à dos seus companheiros de equipe, mas porque arrisca mais do que eles.

Enquanto os membros do meio-campo do PSG têm como principal missão fazer a bola rodar, em passes curtos e laterais, o brasileiro é o homem da criatividade e precisar dar toques mais ousados, muitas vezes em profundidade, que quebrem a marcação adversária.

No entanto, mesmo na comparação com outros jogadores do primeiro escalão que desempenham funções parecidas com a dele e também precisam ousar mais do que a média nos passes, o desempenho de Neymar nesse fundamento deixa a desejar.

Lionel Messi, o homem-chave do Barcelona, tem 80,2% de acerto nos passes, aproveitamento melhor do que o outros três integrantes do elenco catalão: Aleix Vidal, Luis Suárez e o garoto José Arnáiz.

Já o belga Kevin de Bruyne, o cara do passe decisivo no Manchester City, tem um desempenho bem melhor no passe: 83,3%, mais que os atacantes Sergio Agüero, Leroy Sané e Gabriel Jesus.

Contra o Real Madrid, no próximo dia 6, é bom que Neymar calibre o pé e acerte mais passes do que de costume.

Afinal, o PSG precisa (e muito) do seu principal jogador para reverter o 3 a 1 aplicado pelo atual bicampeão europeu na Espanha e continuar vivo na briga pelo título inédito da Champions.


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Alexis, Mina, Lucas: os 34 novos inscritos para fase final da Champions
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Rafael Reis

A Liga dos Campeões da Europa entra nesta terça-feira em sua fase final com 34 caras novas.

Com o começo dos mata-matas decisivos, os 16 times sobreviventes na disputa da principal competição interclubes do planeta puderam realizar alterações em suas listas de jogadores inscritos.

A maioria dos novos nomes da Champions 2017/18 é formada por atletas que trocaram de clube na janela de transferências de janeiro e agora tentarão ajudar suas novas equipes a conquistarem o cobiçado título continental.

Fazem parte desse grupo o atacante chileno Alexis Sánchez, que trocou o Arsenal pelo Manchester United, o zagueiro espanhol Aymeric Laporte, ex-Athletic Bilbao e agora no Manchester City, e os brasileiros Lucas Moura (Tottenham), Vágner Love (Besiktas), Emerson Palmieri (Chelsea), Guilherme Arana (Sevilla) e Dodô (Shakhtar Donetsk).

O também brasileiro Philippe Coutinho, que foi para o Barcelona em um negócio de 160 milhões de euros (R$ 643,7 milhões), o maior da história das janelas de janeiro, não poderá disputar a fase final da Champions porque já entrou em campo pelo Liverpool na competição nesta temporada.

Além dos jogadores recém-contratados, foram inscritos também na fase final da Champions atletas que já faziam parte dos elencos dos clubes, mas que perderam a etapa de grupos devido a problemas físicos, como o goleiro alemão Manuel Neuer (Bayern de Munique) e o lateral direito inglês Nathaniel Clyne (Liverpool).

Por fim, há também crias das categorias de base das equipes que não haviam sido relacionados anteriormente q eu agora foram anexados à relação do torneio continental. O Barcelona, por exemplo, inscreveu os zagueiros David Costas e o meia-atacante José Arnaiz, do Barça B.

De acordo com o regulamento da Liga dos Campeões, cada clube tem o direito de inscrever três novos jogadores nas oitavas de final da competição.

No entanto, como nenhum time pode ter mais de 25 atletas em sua lista A (dedicada a quem faz parte do elenco principal), às vezes é necessário cortar um nome para poder inscrever outro.

É por isso que o Sevilla abriu mão do meia brasileiro Paulo Henrique Ganso, que disputou a fase de grupos da Champions, mas hoje está fora dos planos do técnico Vincenzo Montella, para poder inscrever novos jogadores –Arana, ex-Corinthians, é um deles.

Conheça abaixo todos os novos jogadores que inscritos na fase final da Champions:

BARCELONA: Yerry Mina (Z, COL), José Arnaiz (MA, ESP) e David Costas (Z, ESP)

BASEL: Léo Lacroix (Z, SUI), Fabian Frei (M, SUI) e Valentin Stocker (MA, SUI)

BAYERN DE MUNIQUE: Manuel Neuer (G, ALE), Sandro Wagner (A, ALE) e Kwasi Wriedt (GAN)

BESIKTAS: Vágner Love (A, BRA), Domagoj Vida (Z, CRO) e Cyle Larin (A, CAN)

CHELSEA: Olivier Giroud (A, FRA), Ross Barkley (M, CHE) e Emerson Palmieri (LE, BRA)

JUVENTUS: Stephan Lichtsteiner (LD, SUI)

LIVERPOOL: Virgil van Dijk (Z, HOL), Nathaniel Clyne (LD, ING) e Danny Ings (A, ING)

MANCHESTER CITY: Aymeric Laporte (Z, ESP), Olexandr Zinchenko (LE, UCR)

MANCHESTER UNITED: Alexis Sánchez (A, CHI)

PARIS SAINT-GERMAIN: Lassana Diarra (V, FRA)

PORTO: Gonçalo Paciência (A, POR), Yordan Osorio (Z, VNZ) e Majeed Waris (A, GAN)

REAL MADRID: Ninguém

ROMA: Ninguém

SEVILLA: Guilherme Arana (LE, BRA), Roque Mesa (V, ESP) e Sandro Ramírez (A, ESP)

SHAKHTAR DONETSK: Dodô (LD, BRA), Ruslan Fomin (A, UCR) e Vyacheslav Tankovsky (M, UCR)

TOTTENHAM: Lucas Moura (MA, BRA) e Érik Lamela (M, ARG)


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Como Talisca renasceu na Turquia e virou astro de zebra da Champions
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Rafael Reis

Na atual edição da Liga dos Campeões da Europa, Anderson Talisca recebe mais passes que Edison Cavani, recupera mais bolas que Marquinhos, cria mais oportunidades de gol que Andrés Iniesta, dribla mais que Marco Verratti e finaliza tanto quanto Gabriel Jesus.

Não é à toa que o ex-jogador do Bahia é o coração da maior surpresa da Champions nesta temporada.

Embalado pelo bom futebol do meia brasileiro, o Besiktas foi um dos cinco clubes que encerraram a primeira metade da fase de grupo da principal competição interclubes da Europa com 100% de aproveitamento. E o único deles que não faz parte do rol de favoritos ao título.

Nesta quarta-feira, porém, o clube empatou a primeira ao ficar no 1 a 1 com o Monaco e está praticamente classificado para as oitavas de final, com 10 pontos.

Um feito e tanto para um clube que não passa da primeira fase da Champions desde 1987 e que nunca foi além das quartas de final alcançadas há exatamente 30 anos.

O sucesso do Besiktas se deve à chegada de reforços experimentados internacionalmente, como o zagueiro Pepe (Real Madrid), o lateral Adriano (Barcelona) e o volante chileno Gary Medel (Inter de Milão). Mas também ao grande momento vivido por Talisca.

O ex-meia do Bahia desembarcou na Turquia em agosto do ano passado depois de duas temporadas no Benfica em que foi de Yaya Talisca (apelido que ganhou em homenagem a Yaya Touré) e convocável para a seleção brasileira a apenas mais uma opção de banco da equipe portuguesa.

Emprestado ao Besiktas até junho de 2018, o brasileiro virou um novo jogador nas mãos do técnico Senol Günes. Para começar, o treinador turco acabou com as eternas dúvidas sobre qual a posição ideal de Talisca e o efetivou como um segundo homem de ataque, que joga logo atrás do centroavante.

A mudança teve efeito imediato. O ex-Benfica marcou 13 vezes no último Campeonato Turco, foi o vice-artilheiro da equipe na competição e teve papel decisivo na conquista do título nacional.

Nesta temporada, já são dois gols em três jogos de Champions, ambos em cabeçadas, uma de suas especialidades. Mais: segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, Talisca tem finalizado na competição europeia tanto quanto Gabriel Jesus, atual camisa 9 da seleção: média de 1,3 conclusão por partida.

A boa fase do brasileiro não tem passado despercebida pelo Mercado da Bola. Alguns gigantes europeus, como Manchester United, Chelsea e Atlético de Madri têm seguido seus passos e já manifestaram intenção de contratá-lo.

Já o Besiktas pretende pagar os 20 milhões de euros (R$ 75,6 milhões) da cláusula de compra de Talisca estabelecida pelo Benfica para mantê-lo na Turquia por mais tempo ou lucrar com uma possível venda do jogador para um time do primeiro escalão europeu.


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TV brasileira mostra mais PSG que Corinthians e Palmeiras juntos
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Rafael Reis

Empolgada com a histórica transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain, a televisão brasileira transformou o clube francês na prioridade absoluta de sua escala de transmissões esportivas.

Desde o início de agosto, nenhum clube do planeta teve tantas partidas exibidas ao vivo pelos canais de TV aberta e fechada do Brasil (com exceção do pay-per-view) quanto o PSG.

Com exibição prevista para Esporte Interativo e Band, o confronto contra o Anderlecht, nesta terça-feira, pela quarta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, será o 15º jogo da equipe de Neymar transmitido para a TV brasileira desde o dia 1º de agosto.

No mesmo período, a TV brasileira exibiu para o estado de São Paulo apenas cinco partidas do Corinthians e nove do Palmeiras.

Ou seja, entre agosto e outubro, o número de jogos do PSG que foram transmitidos ao vivo para o estado mais populoso do país foi superior à soma das partidas exibidas do líder e do vice-líder do Campeonato Brasileiro.

A marca só foi atingida porque SporTV e ESPN, os canais que dividem os direitos de transmissão do Campeonato Francês no Brasil, comprometeram-se a exibir todas as partidas de Neymar e cia. na Ligue 1 na atual temporada.

Além disso, os canais que estão exibindo a Champions (Esporte Interativo e Band, no momento, já que a Globo ainda não iniciou suas transmissões) têm priorizado os jogos do PSG em detrimento de outros clubes mais tradicionais da Europa, como Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e Juventus.

É por isso que todas as apresentações de Neymar com a camisa do PSG (e também as partidas em que ele foi poupado ou desfalcou a equipe) foram televisionadas ao vivo para todo o território brasileiro.

O espaço dedicado pela TV brasileira ao terceiro melhor jogador do mundo de 2017 já tem, inclusive, incomodado espectadores que não são tão entusiastas assim do futebol internacional.

A decisão da Globo de anunciar gols do PSG (com exibição da tradicional bolinha na parte de baixo da tela) durante transmissões de jogos do Campeonato Brasileiro já foi criticada por vários torcedores nas redes sociais.

A transformação do Paris Saint-Germain no queridinho na TV brasileira aconteceu depois que o clube francês desembolsou 222 milhões de euros (R$ 843 milhões) para ter Neymar e o transformou na contratação mais cara da história do futebol mundial.

Liderado por seu novo camisa 10, o PSG ainda está invicto na temporada 2017/18, lidera o Campeonato Francês, com quatro pontos de vantagem para o Monaco, e tem 100% de aproveitamento na Champions.


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6 jogadores que ganharam a Champions e hoje jogam em times de Série B
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Rafael Reis

Conquistar a Liga dos Campeões é um sonho para praticamente qualquer jogador de futebol. Afinal, não há nenhum título interclubes mais badalado e conceituado do que o de campeão europeu.

Vencer a Champions pode ser o auge da carreira de um atleta, mas não garante a ninguém a certeza de que passará o resto dos seus dias como profissional defendendo as camisas mais imponentes do futebol mundial.

Por isso, listamos abaixo seis jogadores que tiveram a honra de ganhar a Liga dos Campeões, alguns deles até como protagonistas, e que hoje estão bem longe da elite. A realidade atual deles não é glamour da Champions, mas sim as competições de segunda divisão.

DIDIER DROGBA
Atacante
39 anos
Costa do Marfim
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga pelo Phoenix Rising (EUA)

Autor do gol que levou a decisão da Champions de 2012 para a prorrogação e também do último pênalti convertido pelo Chelsea na decisão contra o Bayern de Munique, o astro marfinense poderia estar jogando uma primeira divisão nacional e até ser líder dela. Só que Drogba recusou o convite feito pelo Corinthians no início do ano. O centroavante preferiu comprar uma parte do Phoenix Rising e se juntar ao elenco do time que disputa a USL (United Soccer League), uma liga de segundo escalão do futebol profissional nos EUA.

JOHN TERRY
Zagueiro
36 anos
Inglaterra
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga no Aston Villa (ING)

Apesar de não ter participado da decisão contra o Bayern devido a uma suspensão por cartão vermelho, Terry era o capitão do Chelsea na conquista do seu único título de Liga dos Campeões, em 2012. O zagueiro, que também chegou a ostentar a braçadeira da seleção inglesa, passou 22 dos 36 anos de sua vida jogando em Stamford Bridge. Terry só deixou o Chelsea no final da temporada passada, quando assinou contrato com o Aston Villa, clube tradicional do seu país, mas que anda desde 2016 na segunda divisão.

ALBERTO GILARDINO
Atacante
35 anos
Itália
Campeão com o Milan em 2007
Joga no Spezia (ITA)

O centroavante possui os dois maiores títulos do futebol na atualidade: conquistou a Champions de 2007 pelo Milan e, um ano antes, havia faturado a Copa do Mundo pela seleção italiana. Apesar da prateleira cheia de medalhas, Gilardino anda com a carreira em baixa. Seu último gol foi marcado há quase um ano, pelo Empoli, na Copa Italia. Nesta temporada, não arranjou nenhum time da elite do Campeonato Italiano para defender e teve de se contentar com o convite para jogar a Série B pelo pouco expressivo Spezia.

JOHN O’SHEA
Zagueiro
36 anos
Irlanda
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Sunderland (ING)

Polivalente zagueiro e meio-campista que defendeu o Manchester United durante 12 temporadas, o irlandês fez parte do elenco que faturou o título europeu de 2008. O’Shea deixou os Red Devils em 2011 e, desde então, veste as cores do Sunderland. Nem mesmo o rebaixamento da última temporada tirou o jogador do clube. Na segunda divisão inglesa, é O’Shea quem usa a braçadeira de capitão do Sunderland.

TOMASZ KUSZCZAK
Goleiro
35 anos
Polônia
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Birmingham (ING)

Companheiro de O’Shea na conquista da Liga dos Campeões de 2008, passou seis temporadas no Manchester United, quase sempre na reserva do holandês Edwin van der Sar. Em 2012, deixou Old Trafford para ser titular de times menores da Inglaterra. Kuszczak passou por Watford, Brighton, Wolverhampton e há dois anos defende o Birmingham. Na temporada passada, ajudou o clube a escapar do rebaixamento para a terceira divisão. Nesta, foi parar no banco.

MCDONALD MARIGA
Volante
30 anos
Quênia
Campeão com a Inter de Milão em 2010
Joga no Oviedo (ESP)

Um dos poucos jogadores quenianos com passagem por grandes clubes do futebol europeu, o volante assistiu do banco de reservas à vitória por 2 a 0 sobre o Bayern de Munique que o título da Champions de 2010 para a Inter. Após deixar Milão, sua carreira nunca mais decolou. Mariga “faliu” com o Parma, jogou um campeonato semiamador com o Latina, da Itália, e assinou em julho com o Real Oviedo, clube que tenta retornar para a primeira divisão da Espanha.


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Econômico, Bayern montou time titular com 68% do preço de Neymar
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Rafael Reis

O Bayern de Munique tem 27 títulos alemães, cinco Liga dos Campeões da Europa, o rótulo de um dos clubes mais vitoriosos do planeta e um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar.

Adversário do Paris Saint-Germain na segunda rodada da fase de grupos da Champions, o clube alemão tem uma política financeira completamente diferente da do rival desta quarta-feira.

Enquanto o PSG não tem vergonha nenhuma de abrir os cofres e oferecer valores astronômicos para atrair grandes jogadores para seu projeto, o Bayern tem um comportamento bem mais austero.

Os alemães não são afeitos a milionárias transferências. Seus reforços costumam chegar aos poucos, pinçados de times menores ou contratados sem custo no final do seus contratos, para se juntar a uma base já devidamente experimentada.

A prova disso é que os 11 titulares escalados pelo técnico italiano Carlo Ancelotti na última apresentação do Bayern custaram aos cofres do clube alemão apenas 68% dos 222 milhões de euros (R$ 826,5 milhões) que o PSG desembolsou na última janela de transferências por Neymar.

Para ter Ulreich, Kimmich, Hummels, Boateng, Rafinha, Vidal, Rudy, Robben, Müller, Ribéry e Lewandowski, os jogadores que começaram jogando no empate por 2 a 2 com o Wolfsburg, na sexta-feira, os alemães gastaram “somente” 152 milhões de euros (R$ 565 milhões).

Mesmo que outros jogadores mais caros do elenco fossem utilizados, como o goleiro Manuel Neuer, que está machucado, e o meia Thiago Alcántara, o valor da equipe titular dificilmente chegaria ao custo do astro brasileiro da equipe francesa.

Um outro dado mostra bem as diferenças de filosofia entre os adversários desta quarta. O meia francês Corentin Tolisso, tirado do Lyon em julho, é o reforço mais caro do Bayern em todos os tempos e custou 41,5 milhões de euros (R$ 154,5 milhões). O valor equivale apenas à oitava maior contratação da história do PSG.

No mês passado, o presidente do time bávaro fez questão de deixar bem claro que a estratégia da equipe alemã não é a mesma dos franceses. Em entrevista à revista “Sport Bild”, Karl-Heinz Rummenigge, alfinetou os adversários ao lembrar que Neymar custou mais que seu estádio, a Allianz Arena.

“O Bayern tem que representar outra filosofia. Não queremos entrar nessa loucura nem tampouco podemos. E está bom que assim seja. Creio que a opinião pública e nossos torcedores entendem.”

Mas, mesmo dentro do Bayern, a ideia de gastar pouco com reforços não é uma unanimidade. Preocupado com o início de temporada conturbado do time (é apenas o terceiro colocado no Alemão), o centroavante Robert Lewandowski afirmou no início do mês que o clube deveria ter uma política mais agressiva no mercado.

“O Bayern deve fazer um esforço para trazer craques. Se quer continuar a ser competitivo, precisa de qualidade. Fizemos negócios com valores que não condizem ao mercado de alto nível”, disse o polonês, para a revista “Der Spiegel”.

Rummenigge não gostou das declarações do seu camisa 9 e deu um puxão de orelhas público em Lewandowski. Afinal, o Bayern tem um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar e se orgulha demais disso.

QUANTO CUSTARAM OS TITULARES DO BAYERN?
Sven Ulreich – 3,5 milhões de euros
Joshua Kimmich – 8,5 milhões de euros
Mats Hummels – 35 milhões de euros
Jérôme Boateng – 13,5 milhões de euros
Rafinha – 5,5 milhões de euros
Arturo Vidal – 37 milhões de euros
Sebastian Rudy – sem custo
Arjen Robben – 24 milhões de euros
Thomas Müller – categorias de base
Franck Ribéry – 25 milhões de euros
Robert Lewandowski – sem custo
TOTAL: 152 milhões de euros


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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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Champions começa com time de vilarejo de 867 pessoas e estádios minúsculos
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Rafael Reis

Leirvík é uma cidade de 867 habitantes localizado na costa leste de Eysturoy, a segunda maior das Ilhas Faröe. O povoado foi fundado no século 9 por vikings e chegou a ser dizimado pela Peste Negra, em 1349.

É desse minúsculo vilarejo de pescadores habituados a enfrentar temperaturas negativas que vem um dos oito clubes que abrem nesta terça-feira a temporada 2017/18 da Liga dos Campeões da Europa.

O Vikingur Gota, clube fundado há nove anos depois da fusão do Leirvík IF com o time de um outro nanico povoado localizado a 5 km, é o atual campeão da Ilhas Faröe e vai estrear na Champions.

O time, composto basicamente por atletas amadores que trabalham com pesca ou no setor de serviços das cidades vizinhas, enfrenta na primeira rodada da fase preliminar da competição continental o Trepça’89, primeiro representante de Kosovo na história do torneio.

Devido ao tamanho do evento, a partida não será disputada no Serpugerdi Stadium, sua casa. O Leirvík viajou para Torshavn, a capital das Ilhas Faröe, e irá jogar no Tórsvollur, o maior estádio do país, com capacidade para 6.500 pessoas.

Mas outros jogos da rodada de abertura da Champions terão palcos ainda menos imponentes.

O TNS, de Gales, e o Hibernians, de Malta, farão seus jogos contra Eurocopa FC (Gibraltar) e FCI Talinn, da Estônia, em arenas com capacidade inferior a 3 mil torcedores, ou seja, menores que o estádio da Rua Javari, a bucólica casa do Juventus, em São Paulo.

A primeira rodada da fase preliminar da Liga dos Campeões reúne os vencedores dos dez campeonatos nacionais de pior ranking na Uefa (Ilhas Faröe, Kosovo, Malta, Estônia, Armênia, Andorra, Gales, Gibraltar, Irlanda do Norte e San Marino).

No total, a Champions conta com quatro rodadas de mata-mata até a definição dos 32 clubes que irão disputar a partir de setembro a fase de grupos da principal e mais badalada competição interclubes do planeta.

A definição do próximo campeão europeu está marcada para o dia 26 de maio de 2018, em Kiev (Ucrânia). O Real Madrid venceu as duas últimas edições do torneio e tentará ser o primeiro tricampeão consecutivo desde a década de 1970.


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Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
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Rafael Reis

Ao ajudar o Real Madrid a conquistar pela 12ª vez o título da Liga dos Campeões da Europa, Cristiano Ronaldo não só praticamente garantiu a quinta Bola de Ouro de sua carreira, como também acabou com qualquer dúvida sobre o merecimento do prêmio.

Com a atuação decisiva sobre a Juventus e os dois gols na goleada por 4 a 1 deste sábado, o português se tornou quase uma unanimidade.

É difícil encontrar alguém que, neste momento, não considere o camisa 7 do Real o melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E essa foi a grande vitória individual de CR7 no Millenium Stadium, em Cardiff.

O português já era favorito ao prêmio mesmo antes de a bola rolar na decisão da Champions. Mas a temporada cheia de altos e baixos levantava uma dúvida: seria CR7 o principal candidato ao prêmio pelo futebol que estava apresentando ou pelos holofotes que o iluminam?

A reposta para aqueles que queriam ver a Bola de Ouro para Lionel Messi, o artilheiro do futebol europeu na temporada, ou para Gianluigi Buffon, o goleiro líder da Juventus, foi dada no mais alto estilo.

Desde 2010, quando Diego Milito brilhou no confronto entre Inter de Milão e Bayern de Munique, um jogador não marcava duas vezes na final do torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo venceu Buffon pela primeira vez em um tapa cheio de classe na bola que contou com um leve desvio em Bonucci. Foi o gol que abriu o marcador e começou a desenhar o destino da decisão.

Quando o Real já tinha um 2 a 1 no placar, o português tratou de sepultar as últimas esperanças da Juventus. Como um raio, o camisa 7 surgiu em velocidade dentro da área para escrever seu nome na história… mais uma vez.

Sim, Cristiano Ronaldo será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo e irá igualar o recorde do seu arquirrival, Messi. E, depois da decisão da Champions, não dá mais para questionar isso.


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Cristiano Ronaldo é só o 19º melhor do mundo? Para estatísticos, sim
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo vai a campo neste sábado em busca do quarto título de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira e de uma quase certeza que será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

Mas, de acordo com os algoritmos do “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o astro do Real Madrid é o dono apenas do 19º melhor desempenho da atual temporada.

Segundo a ferramenta, o futebol mostrado por CR7 em 2016/17 é digno da nota 7,61. A avaliação é feita por uma inteligência artificial a partir da análise dos dados de cada atleta em incontáveis fundamentos, como gols, assistências, dribles e desarmes.

A média atual é a pior da carreira de Cristiano Ronaldo desde a chegada ao Real Madrid, em 2009. O português nunca fechou uma temporada com nota abaixo de 7,99 (2015/16).

Para as estatísticas do “Who Scored?”, o melhor jogador do planeta é o brasileiro Neymar (8,52), com pequena vantagem para o argentino Lionel Messi (8,47), seu companheiro no Barcelona. O espanhol Thiago Alcántara (8,28), do Bayern de Munique, completa o pódio.

Além do camisa 11 do Barça, outros dois brasileiros tiveram uma temporada melhor que CR7 na visão dos algoritmos que analisam o desempenho dos jogadores.

O lateral esquerdo Alex Sandro, da Juventus, adversária do Real na decisão deste sábado, tem 7,63 de média e aparece na 17ª colocação no ranking. O 18º é o meia-atacante Felipe Anderson, da Lazio, com 7,62.

Apesar da queda de desempenho apontada pela fria análise das estatísticas e das inteligências artificiais, Cristiano Ronaldo é o favorito para ganhar pela quinta vez o prêmio de melhor do mundo por ter sido o jogador mais decisivo da competição mais importante da temporada.

Dos dez gols anotou pelo português na atual edição da Champions, oito saíram na fase de mata-mata. CR7 marcou cinco vezes contra o Bayern de Munique, nas quartas de final, e mais três ante o Atlético de Madri, na semi.

Atuações que foram essenciais para colocar o Real frente a Juventus neste sábado, em Cardiff, e que, se não conquistaram os computadores do “Who Scored?”, certamente chamaram a atenção dos eleitores do prêmio.

OS 10 MELHORES DA TEMPORADA, SEGUNDO O “WHO SCORED?”

1 – Neymar (BRA/Barcelona) – 8,52
2 – Lionel Messi (ARG/Barcelona) – 8,47
3 – Thiago Alcántara (ESP/Bayern de Munique) – 8,28
4 – Edin Dzeko (BOS/Roma) – 7,85
5 – Arjen Robben (HOL/Bayern de Munique) – 7,82
6 – Eden Hazard (BEL/Chelsea) – 7,81
7 – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 7,81
8 – Dries Mertens (BEL/Napoli) – 7,76
9 – Alexis Sánchez (CHI/Arsenal) – 7,76
10 – Alejandro Gómez (ARG/Atalanta) – 7,75


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