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Quem será o quarto nome da zaga da seleção brasileira na Copa-2018?
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Rafael Reis

Qualquer torcedor que esteja acompanhando de perto as convocações e partidas da seleção é capaz de cravar hoje 60% ou 70% dos jogadores que farão parte do elenco brasileiro na Copa do Mundo.

Mas, faltando pouco menos de seis meses para o pontapé inicial da competição, nem o técnico Tite é capaz de dizer qual será o quarto nome da zaga brasileira na Rússia-2018.

Os titulares Marquinhos (PSG) e Miranda (Inter de Milão) são nomes certos na lista e só correm risco se algo fora do comum acontecer, assim como o reserva Thiago Silva (PSG). Só o que o outro nome para a função é uma questão ainda longe de ser resolvida.

Jemerson (Monaco), Rodrigo Caio (São Paulo), David Luiz (Chelsea) e Gil (Shandong Luneng) apareceram nas convocações mais recentes. Mas nenhum deles conseguiu deixar Tite 100% convicto de que merece ir à Copa.

Quem mais se aproximou desse status foi Gil. Jogador de confiança do treinador desde os tempos em que eram parceiros no Corinthians, ele esteve presente em cinco das sete primeiras convocações do mentor e parecia com vaga encaminhada para o Mundial.

Mas, desde que cometeu um erro de posicionamento no gol da derrota por 1 a 0 para a Argentina, em amistoso disputado em junho, o zagueiro que hoje atua no futebol chinês não foi mais lembrado por Tite.

Quem se beneficiou do sumiço de Gil das convocações foi Jemerson. O ex-jogador do Atlético-MG esteve apareceu nas últimas três listas e ficou sentado no banco nas rodadas finais das eliminatórias.

Mas pesam contra o defensor a pouca experiência na seleção (só dois jogos, ambos amistosos, contra Austrália e Japão) e também as atuações desastrosas pelo Monaco em algumas das partidas mais difíceis da temporada, como a goleada por 4 a 1 sofrida ante o RB Leipzig, na Champions.

Se experiência fosse o principal critério da escolha do quarto zagueiro brasileiro na Copa-2018, a vaga certamente ficaria com David Luiz. O problema é que o veterano do Mundial passado não consegue repetir o bom futebol que o redimiu na temporada 2016/17 e foi parar no banco do Chelsea.

Além disso, o cabeludo ainda sofre com uma certa rejeição da torcida pelo excesso de brincadeiras e a displicência tática que marcaram suas atuações em 2014.

O quarto nome da lista, Rodrigo Caio, é muito admirado por Tite graças a seu caráter e personalidade. Por isso, vira e mexe aparece na seleção quando um dos zagueiros que atuam no exterior é cortado. Só que o são-paulino atua no Brasil. E não é nem o melhor zagueiro do futebol brasileiro.

O posto, sem dúvida nenhuma, pertence a Pedro Geromel, capitão do Grêmio na conquista da Libertadores e destaque do time gaúcho no vice-campeonato do Mundial de Clubes.

Apesar de ter sido convocado pela seleção pela última vez em janeiro, o veterano de 32 anos vive o melhor momento de sua carreira, está jogando mais bola que os adversários diretos por uma vaga na Copa e conta com muito apoio popular.

Se Geromel mantiver o nível no primeiro semestre de 2018, é bem possível que convença Tite a lhe dar uma nova oportunidade e ocupe essa tão indefinida quarta vaga para a zaga da seleção brasileira no Mundial da Rússia.


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Por onde andam os jogadores do último título brasileiro no Mundial?
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Rafael Reis

Após três edições de ausência, o futebol brasileiro retorna, nesta terça-feira, aos gramados do Mundial de Clubes.

O Grêmio, atual campeão da Libertadores, encara o desafio de se juntar a Corinthians, São Paulo e Internacional, únicos clubes do país que conquistaram a competição sob chancela da Fifa.

O último título brasileiro aconteceu há meia década. Em 2012, o Corinthians, então treinado por Tite, hoje comandante da seleção, superou o Al-Ahly (Egito) na semifinal e desbancou o poderoso Chelsea (ING) na decisão por 1 a 0.

Cinco anos depois da conquista histórica, como será que estão as vidas dos heróis corintianos? É isso que você irá descobrir logo abaixo.

POR ONDE ANDA – CORINTHIANS (2012)?

Cássio (30 anos) – Único integrante do elenco campeão de 2012 que continua como titular do Corinthians, é um dos jogadores mais vitoriosos da história do clube e já acumula dois títulos do Campeonato Paulista (2013 e 2017), mais dois do Brasileiro (2015 e 2017), uma da Libertadores (2012) e um do Mundial (2012) pelo time de Itaquera. Presente nas últimas convocações feitas por Tite, tem tudo para ser o terceiro goleiro da seleção na Copa do Mundo do próximo ano.

Alessandro (38 anos) – Um dos símbolos da reconstrução corintiana no fim da década passada, vestiu a camisa alvinegra até 2013, quando pendurou as chuteiras. Desde então, vem trabalhando no clube em cargos administrativos. Alessandro foi coordenador técnico das categorias de base e, em junho do ano passado, assumiu a gerência de futebol do clube, em substituição a Edu Gaspar, contratado pelo CBF.

Chicão (36 anos) – Famoso pela precisão nas cobranças de falta, o ex-zagueiro ainda passou por Flamengo, Bahia e teve uma rápida experiência de alguns meses no futebol indiano, onde trabalhou ao lado de Roberto Carlos. Após retornar da Ásia, Chicão anunciou a aposentadoria no ano passado.

Paulo André (34 anos) – Um dos jogadores mais cultos da atualidade, tornou-se conhecido nacionalmente pela militância política e liderança que exercia no Bom Senso FC, movimento que cobrava melhorias na administração e na relação dos clubes e dirigentes com os atletas no futebol brasileiro. Nos últimos dois anos, defendeu o Atlético-PR, clube onde deve continuar trabalhando em 2018, como jogador ou cartola.

Fábio Santos (32 anos) – Revelado pelo São Paulo, viveu o melhor momento de sua carreira no Corinthians, clube que defendeu entre 2011 e 2015. Após deixar o time pelo qual se sagrou campeão mundial, atuou no México (Cruz Azul) e retornou ao Brasil em 2016 para vestir a camisa do Atlético-MG. Atualmente, Fábio Santos é um dos jogadores mais regulares da equipe mineira

Ralf (33 anos) – Uma espécie de cão de guarda da defesa corintiana nas conquistas da Libertadores e do Mundial-2012, o volante permaneceu no clube até o fim de 2015, quando foi negociado com o futebol chinês. Ralf defendeu o Beijing Guoan nas duas últimas temporadas, mas não teve seu contrato renovado e agora procura um novo clube para defender em 2018.

Paulinho (29 anos) – De todos os campeões mundiais pelo Corinthians há cinco anos, é hoje o jogador em melhor situação. Após uma passagem nada empolgante pelo Tottenham e um “exílio” de dois anos na China, Paulinho renasceu em 2017. Contratado a peso de ouro pelo Barcelona, calou críticos na Catalunha e virou um nome importante no meio-campo do clube. Na seleção brasileira, é titular absoluto e homem de confiança de Tite.

Emerson (39 anos) – O mais velho dos jogadores escalados por Tite para enfrentar o Chelsea caminha para os 40 anos, mas ainda continua em atividade. Emerson Sheik disputou o último Campeonato Brasileiro pela Ponte Preta e foi dispensado depois da campanha que culminou no rebaixamento da equipe campineira.

Danilo (38 anos) – Contratado em 2010, é o jogador do elenco atual do Corinthians que há mais tempo está no clube. Meia de qualidade técnica indiscutível e costume de brilhar em momentos decisivos, Danilo sofreu várias lesões ao longo dos últimos dois anos e chegou a ficar 15 meses sem disputar uma partida oficial. Mesmo assim, teve seu contrato renovado até o fim de 2018 e deve agora disputar seu último ano como profissional.

Jorge Henrique (35 anos) – Apesar de ser atacante de origem, era peça fundamental no sistema defensivo do Corinthians campeão do mundo de 2012, já que ajudava muito na marcação pela faixa esquerda do campo. Jorge Henrique deixou o clube no ano seguinte ao da vitória sobre o Chelsea e nunca repetiu o sucesso que fez em São Paulo. Após defender Internacional e Vasco, o atacante jogou pelo Figueirense neste ano.

Paolo Guerrero (33 anos) – Autor do gol da histórica vitória sobre o Chelsea, é um dos maiores ídolos da história recente do Corinthians. Em 2015, mudou de ares e se transferiu para o Flamengo, onde tem uma relação de amor e ódio com a torcida. O centroavante foi essencial para a classificação do Peru para a Copa-2018, mas dificilmente disputará o Mundial, já que foi suspenso por um ano devido a um teste antidoping que apontou um metabólito de cocaína em seu organismo.

Juan Manuel Martínez (32 anos) – Substituto de Guerrero nos minutos finais da decisão do Mundial, o atacante argentino teve vida curta no futebol brasileiro. Martínez chegou ao Corinthians em 2012, não conseguiu se firmar como titular e foi embora no fim da temporada. Atualmente, defende o Independiente, adversário do Flamengo na final da Copa Sul-Americana.

Wallace (29 anos) – Lançado por Tite já nos acréscimos da final contra o Chelsea para ajudar o Corinthians a segurar o resultado, trocou o clube pelo Flamengo no ano seguinte e fez um relativo sucesso com a camisa rubro-negra –chegou a ser capitão da equipe. Tem contrato com o Grêmio até 2019, mas disputou o último Campeonato Brasileiro emprestado ao Vitória.

Tite (56 anos) – As conquistas da Libertadores e do Mundial de 2012 foram um divisor de águas na carreira do treinador e começaram a credenciá-lo para o cargo que ocupa desde o ano passado: o de treinador da seleção brasileira. Quase uma unanimidade nacional, Tite fez o Brasil sair de uma situação de crise extrema para transformá-lo em um dos favoritos ao título da próxima Copa do Mundo.


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Seleção pode viajar até 10 mil km só na primeira fase da Copa
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Rafael Reis

O técnico Tite talvez não tenha uma preferência clara sobre quais equipes gostaria de enfrentar ou evitar na primeira fase da Copa do Mundo-2018. Mas um dos seus desejos para o sorteio desta sexta-feira é óbvio: passar longe do Grupo C.

Isso porque a seleção brasileira poderá ter de rodar quase 10 mil quilômetros Rússia adentro em um período de apenas dez dias caso fique com a vaga destinada ao cabeça de chave desse grupo (C1).

É essa a soma de todos os deslocamentos de avião (ida e volta) entre Sochi, escolhida pela CBF para abrigar a equipe pentacampeã mundial, e as três cidades que receberão os jogos da seleção favorita do Grupo C na primeira fase do mundo Mundial.

A maratona brasileira na etapa de grupos da Copa-2018 começaria em Kazan (3.030 km na soma dos dois trechos), passaria por Ekaterinburgo (4.154 km) e ficaria completa em Moscou (2.720 km).

Ou seja, apenas na parte inaugural do Mundial, a seleção faria seis viagens e acumularia 9.904 km de voo, mais ou menos a distância entre São Paulo e a capital da Grécia, Atenas.

Como comparação, três anos atrás, na Copa-2014, o Brasil viajou “somente” 6.970 km durante toda a primeira fase – ficou hospedado em Teresópolis (RJ) e atuou em São Paulo, Fortaleza e Brasília.

Uma opção para reduzir a maratona no Mundial do próximo ano seria abrir mão de retornar para Sochi, sua casa na Rússia, depois de cada partida e ir diretamente de uma cidade-sede para outra.

Nesse caso, a quilometragem brasileira na fase de grupos cairia para pouco mais de 5 mil km.

As proporções continentais da Rússia (e o desgaste provocado pelas longas viagens pelo país) são uma das principais preocupações das seleções que vão disputar a Copa.

Apesar de nenhuma cidade localizada na parte mais oriental do país ter sido escalada para receber partidas do Mundial, a distância entre as sedes da competição pode chegar a até os 2.500 km que separam Ekaterinburgo e Kaliningrado.

Segundo o “Blog do Marcel Rizzo” publicou na última segunda-feira, a preferência da CBF é que o sorteio das chaves do Mundial coloque o Brasil no Grupo B (estrearia em Sochi e teria só 5.200 km de deslocamento na primeira fase) ou no Grupo H (viajaria 7 mil km, mas só estrearia no dia 18 de junho, o último da rodada inaugural).


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Argentina pode ter até 5 técnicos na Copa; Brasil se contenta com Tite
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Rafael Reis

A Argentina comeu o pão que o diabo amassou para se classificar para a Copa do Mundo e só conseguiu a vaga na última rodada das eliminatórias sul-americanas, no mês passado.

No entanto, a presença do futebol bicampeão mundial (1978 e 1986) na Rússia-2018 nunca esteve seriamente ameaçada. Pelo menos, não a participação dos seus treinadores.

Quatro seleções comandadas por compatriotas de Diego Maradona e Lionel Messi já estão com passaporte carimbado para a próxima Copa. E esse número ainda pode crescer até a semana que vem.

A menos que percam seus empregos até junho, Jorge Sampaoli (Argentina), José Pékerman (Colômbia). Edgardo Bauza (Arábia Saudita) e Héctor Cúper (Egito) irão representar a escola argentina de técnicos no Mundial russo.

O grupo ainda pode ganhar um quinto nome se Ricardo Gareca, ex-comandante do Palmeiras, desbancar a Nova Zelândia, na repescagem das eliminatórias, e conseguir recolocar o Peru em uma Copa depois de 36 anos.

Ou seja, até 15% de todas as seleções que vão participar da principal competição do futebol mundial podem ser dirigidas por treinadores argentinos.

A terra de Messi tem uma chance bastante razoável de ser o país com maior número de técnicos trabalhando na próxima Copa, posto que pertence à Alemanha em 2014 (emplacou quatro nomes).

A situação da Argentina contrasta bastante com a do Brasil. Assim como aconteceu na Copa passada, é bem provável que a seleção brasileira seja a única na Rússia treinada por um representante da única escola pentacampeã mundial.

Se três anos atrás Luiz Felipe Scolari carregou sozinho a responsabilidade de defender esse legado, daqui sete meses a tarefa deve ser exclusividade de Tite.

Nada muito diferente do que já acontece no primeiro escalão do futebol de clubes. Enquanto os técnicos brasileiros raramente conseguem emprego nas ligas mais importantes da Europa, os argentinos fazem sucesso em clubes de sucesso.

Diego Simeone é o exemplo mais bem sucedido. Há seis anos à frente do Atlético de Madri, faturou um título espanhol e foi duas vezes finalista da Liga dos Campeões da Europa. Já Mauricio Pochettino ainda não ganhou nada com o Tottenham, mas fez da equipe londrina a base da seleção inglesa e uma das principais forças da Premier League.

Na Espanha, há ainda Eduardo Berizzo, que substituiu Sampaoli no comando do “mediano” Sevilla. E quatro temporadas atrás, até o poderoso Barcelona foi comandado por um argentino, Tata Martino.


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Firmino elogia “rival” Gabriel Jesus e ainda não se vê na Copa-2018
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Rafael Reis

Sete gols na atual temporada, a titularidade do Liverpool e mais de um ano consecutivo sem ficar fora de uma convocação da seleção brasileira por critérios técnicos. Aos 26 anos, Roberto Firmino parece nome certo na lista de Tite para a Copa do Mundo-2018.

Só que o atacante não acha isso. Para Firmino, “muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo” e é preciso continuar trabalhando duro para conseguir realizar seu sonho de infância e viajar para a Rússia em junho do próximo ano.

Natural de Alagoas, Firmino era praticamente um desconhecido no Brasil quando, após duas temporadas como profissional, trocou o Figueirense pelo Hoffenheim, da Alemanha.

As primeiras chances na seleção vieram em 2014, quando era um dos destaques da Bundesliga. No ano seguinte, desembarcou no badalado do Campeonato Inglês como uma contratação de 41 milhões de euros (R$ 156 milhões) do Liverpool.

Em entrevista ao “Blog do Rafael Reis”, Firmino falou sobre a adaptação ao posto de centroavante, revelou a importância do técnico Jürgen Klopp no seu crescimento como jogador e fez vários elogios a Gabriel Jesus, seu titular na seleção.

“É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.”

Confira abaixo a íntegra do bate-papo com o atacante do Liverpool, que enfrenta nesta sexta-feira o Japão e joga na próxima terça (14) contra a Inglaterra.

Desde sua chegada ao futebol europeu, você nunca foi tão centroavante quanto agora. Por que houve essa mudança no seu posicionamento? Como foi a adaptação a essa função?
Acredito que o trabalho do treinador seja esse de achar a melhor posição para os atletas que tem no elenco. Temos jogadores que atuam mais pelo lado, como o Mané e o Salah, além do Philippe Coutinho, que faz um papel de vir mais de trás. O Klopp vem usando bastante essa formação e tem dado certo. Espero que os gols continuem saindo e o Liverpool vencendo suas partidas.

Este início de temporada tem sido o melhor da sua carreira, pelo menos em relação ao número de gols marcados. Por que você tem feito tantos gols?
É difícil definir um motivo específico para um bom momento de um atleta. Estou entrando na minha terceira temporada pelo Liverpool e a cada ano que passa me sinto mais à vontade, mais em casa, e isso é muito positivo pra mim. Ter a oportunidade de trabalhar com o Klopp foi muito bom para o meu desenvolvimento. Ele é um treinador que cobra muito, tem muita experiência e entende muito de futebol.

O quanto o Klopp, que já te conhecia desde a Alemanha, ajudou a fazer o seu futebol crescer?
O Klopp é um cara fantástico. Tem aquele jeito diferente de comemorar os gols, é bastante agitado, mas é uma pessoa incrível. O Liverpool acertou em cheio quando trouxe ele pra cá e, certamente, esse crescimento do clube nas últimas temporadas passa diretamente pelas mãos dele. Espero que no final da temporada possamos comemorar um título juntos para celebrar esse excelente trabalho desenvolvido por ele.

Faz mais de um ano que você não fica fora de uma convocação da seleção por critérios técnicos. Sua vaga na Copa já está garantida?
Acho muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo. É um sonho que tenho desde criança, trabalhei minha carreira inteira para defender a seleção, e disputar uma Copa é algo que sempre me imaginei fazendo parte. Fico feliz pelas convocações do professor Tite, mas ainda temos um longo caminho até a Rússia. Tenho que continuar focado em fazer bem meu trabalho aqui no Liverpool, para, se Deus quiser, estar na lista final.

Você sentiu preconceito de parte da torcida e da imprensa nas primeiras convocações para a seleção por ser um cara pouco conhecido dentro do Brasil?
Não senti isso diretamente comigo. Como saí muito cedo, depois de apenas um ano como profissional no Figueirense, seria natural que algumas pessoas não me conhecessem. Quando fui convocado pela primeira vez, em 2014, pelo professor Dunga, foi uma sensação especial, única. Mas aquela primeira vez foi resultado do bom momento que eu vivia no Hoffenheim, da Alemanha. Quando vi meu nome pela primeira vez, fui surpreendido e, naquele momento, coloquei na cabeça que trabalharia muito para me manter sempre dentro do grupo da seleção.

Quando você deixou o Figueirense para se arriscar em um quase desconhecido Hoffenheim conseguia imaginar que um dia estaria prestes a disputar uma Copa do Mundo?
Copa do Mundo e seleção brasileira são, obrigatoriamente, os sonhos de qualquer jogador, desde criança, e comigo nunca foi diferente. Batalhei muito para chegar aonde estou e sei que ainda preciso trabalhar bastante para me manter no radar do professor Tite. A Copa do Mundo está cada vez mais próxima, mas até lá preciso manter um futebol de alto nível aqui no Liverpool e ajudar o clube a conquistar os objetivos na temporada.

O Gabriel Jesus virou uma espécie de mania na Inglaterra e hoje é titular na seleção. É possível roubar a vaga dele até a Copa?
O Gabriel Jesus é mais um ótimo talento que o futebol brasileiro revelou nos últimos anos. Chegou aqui no Manchester City com personalidade, lidou bem com a pressão de atuar em uma das ligas mais competitivas do mundo e vem correspondendo dentro de campo, tanto com a camisa do City quanto com a da seleção. É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.

Seu último título foi a Série B do Campeonato Brasileiro, sete anos atrás. E qual será o próximo? A Copa do Mundo?
Estou com boas expectativas para a minha temporada aqui no Liverpool. O clube montou um elenco forte, mantivemos a base do último ano e estamos fazendo um bom início de Premier League e Champions League. Ainda é cedo para falar em títulos, mas certamente temos objetivos na temporada e estamos trabalhando muito para alcançá-los.


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6 jogadores que merecem um teste na seleção brasileira antes da Copa
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Rafael Reis

A seleção brasileira inicia nesta semana sua última série de amistosos do ano.

E, ao contrário de outros times importantes, como Argentina e Portugal, que resolveram poupar suas estrelas e usar a data Fifa de novembro para testar opções, o técnico Tite vai usar força máxima nas partidas contra Japão, nesta sexta-feira, e Inglaterra, no dia 14.

A impressão que passa é que, a sete meses do início da Copa-2018, Tite já tem em sua cabeça um grupo praticamente fechado para tentar o hexacampeonato mundial.

Notícia ruim, ou melhor, péssima, para os brasileiros que estão comendo a bola nos gramados nacionais ou da Europa e que sonham com pelo menos uma convocação para tentar convencer o treinador a fazer parte do elenco da seleção.

Listamos abaixo seis jogadores que merecem ser testados por Tite antes da definição dos 23 convocados para a Rússia-2018.

VANDERLEI
Goleiro
33 anos
Santos (BRA)

O goleiro do Santos é praticamente uma unanimidade como o melhor jogador de sua posição neste Campeonato Brasileiro. Não à toa, torcedores (não só santistas) têm usado as redes sociais para pedir que Tite dê uma oportunidade para Vanderlei. A idade elevada e a ausência de uma história na seleção pesam contra o camisa 1 santista, já que ele não é um nome que poderia acompanhar a Copa-2018 como terceiro goleiro para ser preparado para assumir a posição no futuro.

FABINHO
Volante
24 anos
Monaco (FRA)

Campeão francês e semifinalista da Liga dos Campeões da Europa na temporada passada pelo Monaco, esteve a um passo de ser contratado por Paris Saint-Germain e Manchester United, mas acabou permanecendo no clube do Principado. Fabinho é titular absoluto do meio-campo da equipe dirigida por Leonardo Jardim e um dos homens de confiança do treinador português. O camisa 2 até já foi convocado para a seleção, mas na época em que atuava como lateral direito.

ALLAN
Meia
26 anos
Napoli (ITA)

Ex-jogador do Vasco que se mandou para o futebol italiano com apenas 21 anos, Allan vive o melhor momento da sua carreira e é um dos responsáveis diretos pelo sucesso do Napoli nesta temporada. Polivalente, pode atuar como primeiro volante e também como segundo ou até terceiro homem do meio-campo, já que alia um ótimo poder de marcação com boa chegada ao ataque. Allan seria um ótimo nome para ficar na reserva de Paulinho (ou até jogar ao lado do barcelonista).

TALISCA
Meia-atacante
23 anos
Besiktas (TUR)

Depois de uma passagem marcada pela oscilação no Benfica, Talisca cresceu de produção no Besiktas e virou um dos principais nomes do time turco, líder do grupo G da Liga dos Campeões da Europa. O jogador revelado do Bahia, que chegou a ser convocado para a seleção brasileira logo depois da Copa-2014, tem atuado como segundo homem do ataque, posicionado logo atrás do centroavante. Na seleção, teria de jogar mais recuado, na função hoje exercida por Renato Augusto.

RICHARLISON
Atacante
20 anos
Watford (ING)

É possivelmente a maior revelação brasileira na atual temporada europeia. Contratado do Fluminense pelo nanico Watford, Richarlison se adaptou imediatamente ao futebol vertical praticado na Inglaterra e participou ativamente de seis gols nas primeiras dez rodadas da Premier League (meteu três bolas na rede e deu três assistências). Atacante de características semelhantes às de Gabriel Jesus, pode atuar aberto pela esquerda (como tem jogado no Watford) ou dentro da área adversária.

WILLIAN JOSÉ
Atacante
25 anos
Real Sociedad (ESP)

O ex-São Paulo e Grêmio não é certamente o nome dos sonhos do torcedor brasileiro para o comando de ataque da seleção. No entanto, Willian José é um dos poucos centroavantes brasileiros que conseguiu construir uma carreira estável no primeiro escalão do futebol europeu nas últimas temporadas. O camisa 12 fez sucesso no Las Palmas e atualmente é o vice-artilheiro da Liga Europa pela Real Sociedad, com quatro gols em quatro partidas. Mais experiente internacionalmente que Diego Souza, é um homem de área nato, diferente dos outros atacantes convocados por Tite.


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O que falta para Fabinho ganhar uma chance na seleção?
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Rafael Reis

Desde que assumiu o comando da seleção, em junho do ano passado, Tite já convocou 20 jogadores diferentes para o meio-campo. Atletas que atuavam na China, na Rússia, na Ucrânia e em vários times brasileiros já ganharam uma oportunidade.

Mas a lista de meias lembrados pelo treinador tem um desfalque de peso.

Titular do Monaco semifinalista da Liga dos Campeões da Europa na temporada passada e atual vice-líder do Campeonato Francês, Fabinho espera há 13 meses por uma lembrança do ex-comandante do Corinthians.

“Fico um pouco surpreso com ele ainda não ter sido chamado para a seleção brasileira”, disse o técnico do Monaco, Leonardo Jardim, em março.

Cinco meses e nenhuma convocação depois, o português endureceu o tom da cobrança. “Não entendo por que o Fabinho não é chamado para jogar pelo Brasil. Ele foi semifinalista da Champions, ganhou a Liga Francesa e sempre mostrou muita iniciativa”, afirmou, em agosto.

A incompreensão não é uma exclusividade de Jardim. Basta conversar com qualquer jornalista francês ou torcedor que acompanhe de perto a Ligue 1 para ouvir questionamentos semelhantes a esses.

Todo mundo quer saber por que Fabinho ainda foi convocado por Tite. E ninguém, com exceção do próprio treinador da seleção brasileira, consegue responder precisamente essa pergunta.

Ex-lateral direito formado nas categorias de base do Fluminense, o jogador de 23 anos mudou-se para Portugal aos 18 e jogou por uma temporada no Real Madrid Castilla antes de ser contratado pelo Monaco, em 2013.

O brasileiro permaneceu jogando em sua antiga posição até o primeiro semestre de 2016, quando foi efetivado como meio-campista. Atuando em um novo setor, virou peça-chave para o sucesso do Monaco na temporada passada.

O bom momento foi reconhecido na Europa. Fabinho teve um namoro com o Manchester United e chegou a receber uma proposta de 60 milhões de euros (R$ 224,7 milhões) para acompanhar seu antigo companheiro Kylian Mbappé rumo ao Paris Saint-Germain.

Curiosamente, o sucesso como meio-campista acabou fechando as portas da seleção para ele. Entre 2014 e 2016, quando ainda era lateral, ele recebeu sete convocações de Dunga para servir ao time brasileiro e disputou quatro partidas.

Mas, desde o fim da Copa América Centenário-2016, que marcou a despedida do antigo treinador da seleção e levou à contratação de Tite, Fabinho não integrou mais nenhuma lista da CBF.

Jogador com características para ser primeiro ou segundo homem de meio-campo, o camisa 2 do Monaco poderia ser reserva de Casemiro (Real Madrid) e Paulinho (Barcelona).

Segundo o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Fabinho é o décimo maior ladrão de bolas da Europa nesta temporada. Ele desarma em média 4,1 vezes por partida, bem mais que os convocáveis Casemiro (3,4) e Fernandinho (1,7).

O meia do Monaco também já participou diretamente de dois gols (marcou um e deu passe para outro) nesta temporada, assim como Casemiro. Já Fernandinho só produziu uma jogada que terminou com bola na rede.


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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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Qual o tamanho do favoritismo do Brasil na Copa-2018?
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Rafael Reis

Liderança do ranking da Fifa, primeira seleção a se classificar dentro de campo para a Copa do Mundo-2018 e nove vitórias em nove rodadas das eliminatórias desde a troca de Dunga por Tite.

O jogador mais caro da história do futebol (Neymar), o sonho não concretizado do Barcelona (Philippe Coutinho) e duas peças essenciais no funcionamento do clube mais vitorioso da atualidade (Marcelo e Casemiro).

Três anos depois do vexame histórico de ser goleado por 7 a 1 dentro de casa pela Alemanha, na semifinal da Copa-2014, a seleção brasileira renasceu e voltou a ser admirada e respeitada por torcedores e adversários.

A campanha irrepreensível nas eliminatórias sul-americanas, as vitórias tranquilas sobre Argentina, Colômbia e Uruguai, todos times do primeiro escalão mundial e o futebol consistente mostrado ao longo do último ano criaram no brasileiro uma certeza: a seleção chegará como favorita à Rússia-2018.

Mas qual será o verdadeiro tamanho do favoritismo brasileiro no Mundial do próximo ano? Será que o time de Tite é realmente melhor que seus adversários para levantar a taça em Moscou, no dia 15 de julho?

A primeira constatação importante a se fazer é que, sim, o Brasil desembarca na Rússia como favorito ao hexacampeonato mundial. Tão favorito quanto era em 2006, 2010 e 2014, de tristes recordações para o futebol canarinho.

Mas isso não significa que o Brasil é o favorito para ganhar a Copa do Mundo, mas sim que é um dos favoritos para conquistá-la.

Faltando nove meses para o início do Mundial da Rússia, hoje é possível identificar três seleções que estão adiante das adversárias e, consequentemente, possuem chances mais elevadas de faturarem o título. E o Brasil é uma delas.

A Alemanha, atual campeã mundial e recém-saída da conquista da Copa das Confederações, e a França, provavelmente a equipe do planeta com maior oferta de bons jogadores na atualidade, fazem companhia aos comandados de Tite neste trio de favoritos.

Os alemães têm 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias, aproveitam-se de uma base que se conhece há muito tempo, carrega a experiência do título mundial de 2014 e são dirigidos por um treinador mestre na arte de promover a renovação constante da equipe, impedindo assim que ela envelheça e perca vigor físico.

Já os franceses possuem um talento bruto de fazer inveja a qualquer outra seleção do planeta, inclusive ao Brasil, e podem se dar ao luxo de ignorar Karim Benzema, camisa 9 do Real Madrid. Isso porque contam com Griezmann, Pogba, Mbappé, Dembélé, Kanté, Lemar, Bakayoko, Mendy, todos muito jovens e capazes de dar um salto de evolução a qualquer momento.

Isso não significa, é claro, que Espanha, Itália, Argentina ou qualquer outra seleção não possa vencer a Copa. Mas isso seria uma surpresinha. Afinal, o Mundial da Rússia já tem favoritos. E o Brasil é um deles.


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Brasil foi a seleção que mais movimentou dinheiro na janela; veja top 10
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Rafael Reis

Impulsionado pela venda de Neymar para o Paris Saint-Germain, o Brasil foi a seleção que mais dinheiro movimentou na janela de transferências da temporada 2017/18.

Considerando apenas os jogadores convocados para esta Data Fifa, com partidas espalhadas entre o fim de agosto e o início de setembro, nenhum time nacional do planeta superou os 309 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) movimentados em negociações de atletas da equipe pentacampeã mundial.

O valor engloba as transações de quatro atletas chamados por Tite para as partidas contra Equador e Colômbia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo-2018: Neymar (222 milhões de euros/PSG), Ederson (40 milhões de euros/Manchester City), Paulinho (40 milhões de euros/Barcelona) e Giuliano (7 milhões de euros/Fenerbahce).

O lateral direito Daniel Alves também trocou de clube nesta janela. No entanto, sua transferência da Juventus para o PSG não teve nenhum custo.

O dinheiro das transações envolvendo selecionáveis brasileiros só não foi maior porque o Liverpool se recusou a vender Philippe Coutinho para o Barcelona, mesmo com uma proposta de 160 milhões de euros (quase R$ 600 milhões) em mãos, e Luan não aceitou deixar para o Grêmio para defender o Spartak Moscou –o negócio movimentaria cerca de 22 milhões de euros (R$ 82 milhões).

Sem esses negócios, a liderança do Brasil no ranking das seleções mais ativas na janela de transferências só foi possível devido a uma série de decisões envolvendo a França.

A campeã mundial de 1998 ocupa a segunda colocação no ranking, com 129,5 milhões de euros (R$ 484 milhões) movimentados.

O valor seria muito maior se o técnico Didier Deschamps não tivesse deixado fora da convocação desta data Fifa o lateral esquerdo Benjamin Mendy (57,5 milhões de euros/Manchester City), o volante Tiemoué Bakayoko (40 milhões de euros/Chelsea) e o atacante Ousmane Dembélé (105 milhões de euros/Barcelona).

Além disso, Kylian Mbappé, novo companheiro de ataque de Neymar no Paris Saint-Germain, só terá os 180 milhões de euros (R$ 673 milhões) de sua saída do Monaco contabilizados na janela de 2018/19, devido a uma manobra contábil feita pelo PSG para driblar o fair-play financeiro da Uefa –por enquanto, o jogador está apenas emprestado ao time da capital.

Das dez seleções que mais dinheiro movimentaram nesta janela de transferências, oito são europeias. Além do Brasil, apenas a Colômbia representa a América do Sul no top 10 do ranking.

AS 10 SELEÇÕES QUE MAIS MOVIMENTARAM DINHEIRO NA JANELA

1 – Brasil – 309 milhões de euros
2 – França – 129,5 milhões
3 – Itália – 117 milhões
4 – Bélgica – 116,2 milhões
5 – Espanha – 110 milhões
6 – Portugal – 109,1 milhões
7 – Colômbia – 95,8 milhões
8 – Inglaterra – 88,8 milhões
9 – Alemanha – 72 milhões
10 – Sérvia – 69,7 milhões


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