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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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Qual o tamanho do favoritismo do Brasil na Copa-2018?
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Rafael Reis

Liderança do ranking da Fifa, primeira seleção a se classificar dentro de campo para a Copa do Mundo-2018 e nove vitórias em nove rodadas das eliminatórias desde a troca de Dunga por Tite.

O jogador mais caro da história do futebol (Neymar), o sonho não concretizado do Barcelona (Philippe Coutinho) e duas peças essenciais no funcionamento do clube mais vitorioso da atualidade (Marcelo e Casemiro).

Três anos depois do vexame histórico de ser goleado por 7 a 1 dentro de casa pela Alemanha, na semifinal da Copa-2014, a seleção brasileira renasceu e voltou a ser admirada e respeitada por torcedores e adversários.

A campanha irrepreensível nas eliminatórias sul-americanas, as vitórias tranquilas sobre Argentina, Colômbia e Uruguai, todos times do primeiro escalão mundial e o futebol consistente mostrado ao longo do último ano criaram no brasileiro uma certeza: a seleção chegará como favorita à Rússia-2018.

Mas qual será o verdadeiro tamanho do favoritismo brasileiro no Mundial do próximo ano? Será que o time de Tite é realmente melhor que seus adversários para levantar a taça em Moscou, no dia 15 de julho?

A primeira constatação importante a se fazer é que, sim, o Brasil desembarca na Rússia como favorito ao hexacampeonato mundial. Tão favorito quanto era em 2006, 2010 e 2014, de tristes recordações para o futebol canarinho.

Mas isso não significa que o Brasil é o favorito para ganhar a Copa do Mundo, mas sim que é um dos favoritos para conquistá-la.

Faltando nove meses para o início do Mundial da Rússia, hoje é possível identificar três seleções que estão adiante das adversárias e, consequentemente, possuem chances mais elevadas de faturarem o título. E o Brasil é uma delas.

A Alemanha, atual campeã mundial e recém-saída da conquista da Copa das Confederações, e a França, provavelmente a equipe do planeta com maior oferta de bons jogadores na atualidade, fazem companhia aos comandados de Tite neste trio de favoritos.

Os alemães têm 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias, aproveitam-se de uma base que se conhece há muito tempo, carrega a experiência do título mundial de 2014 e são dirigidos por um treinador mestre na arte de promover a renovação constante da equipe, impedindo assim que ela envelheça e perca vigor físico.

Já os franceses possuem um talento bruto de fazer inveja a qualquer outra seleção do planeta, inclusive ao Brasil, e podem se dar ao luxo de ignorar Karim Benzema, camisa 9 do Real Madrid. Isso porque contam com Griezmann, Pogba, Mbappé, Dembélé, Kanté, Lemar, Bakayoko, Mendy, todos muito jovens e capazes de dar um salto de evolução a qualquer momento.

Isso não significa, é claro, que Espanha, Itália, Argentina ou qualquer outra seleção não possa vencer a Copa. Mas isso seria uma surpresinha. Afinal, o Mundial da Rússia já tem favoritos. E o Brasil é um deles.


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Brasil foi a seleção que mais movimentou dinheiro na janela; veja top 10
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Rafael Reis

Impulsionado pela venda de Neymar para o Paris Saint-Germain, o Brasil foi a seleção que mais dinheiro movimentou na janela de transferências da temporada 2017/18.

Considerando apenas os jogadores convocados para esta Data Fifa, com partidas espalhadas entre o fim de agosto e o início de setembro, nenhum time nacional do planeta superou os 309 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) movimentados em negociações de atletas da equipe pentacampeã mundial.

O valor engloba as transações de quatro atletas chamados por Tite para as partidas contra Equador e Colômbia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo-2018: Neymar (222 milhões de euros/PSG), Ederson (40 milhões de euros/Manchester City), Paulinho (40 milhões de euros/Barcelona) e Giuliano (7 milhões de euros/Fenerbahce).

O lateral direito Daniel Alves também trocou de clube nesta janela. No entanto, sua transferência da Juventus para o PSG não teve nenhum custo.

O dinheiro das transações envolvendo selecionáveis brasileiros só não foi maior porque o Liverpool se recusou a vender Philippe Coutinho para o Barcelona, mesmo com uma proposta de 160 milhões de euros (quase R$ 600 milhões) em mãos, e Luan não aceitou deixar para o Grêmio para defender o Spartak Moscou –o negócio movimentaria cerca de 22 milhões de euros (R$ 82 milhões).

Sem esses negócios, a liderança do Brasil no ranking das seleções mais ativas na janela de transferências só foi possível devido a uma série de decisões envolvendo a França.

A campeã mundial de 1998 ocupa a segunda colocação no ranking, com 129,5 milhões de euros (R$ 484 milhões) movimentados.

O valor seria muito maior se o técnico Didier Deschamps não tivesse deixado fora da convocação desta data Fifa o lateral esquerdo Benjamin Mendy (57,5 milhões de euros/Manchester City), o volante Tiemoué Bakayoko (40 milhões de euros/Chelsea) e o atacante Ousmane Dembélé (105 milhões de euros/Barcelona).

Além disso, Kylian Mbappé, novo companheiro de ataque de Neymar no Paris Saint-Germain, só terá os 180 milhões de euros (R$ 673 milhões) de sua saída do Monaco contabilizados na janela de 2018/19, devido a uma manobra contábil feita pelo PSG para driblar o fair-play financeiro da Uefa –por enquanto, o jogador está apenas emprestado ao time da capital.

Das dez seleções que mais dinheiro movimentaram nesta janela de transferências, oito são europeias. Além do Brasil, apenas a Colômbia representa a América do Sul no top 10 do ranking.

AS 10 SELEÇÕES QUE MAIS MOVIMENTARAM DINHEIRO NA JANELA

1 – Brasil – 309 milhões de euros
2 – França – 129,5 milhões
3 – Itália – 117 milhões
4 – Bélgica – 116,2 milhões
5 – Espanha – 110 milhões
6 – Portugal – 109,1 milhões
7 – Colômbia – 95,8 milhões
8 – Inglaterra – 88,8 milhões
9 – Alemanha – 72 milhões
10 – Sérvia – 69,7 milhões


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Eliminatórias podem derrubar Brasil para 3º lugar de ranking da Fifa
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Rafael Reis

Já classificada para a Copa do Mundo-2018, a seleção brasileira fará sua volta a campo nesta quinta-feira, contra o Equador, em Porto Alegre, e na próxima terça, ante a Colômbia, em Barranquilla.

Amistosos de luxo? Que nada. Os confrontos da 15ª e da 16ª rodadas das eliminatórias sul-americanas para o Mundial da Rússia valem a manutenção do time de Tite na liderança do ranking da Fifa.

Atualmente, o Brasil ocupa a primeira colocação da classificação de seleções feita pela entidade que gerencia o futebol mundial. A equipe pentacampeã tem 1.604 pontos e é seguida por Alemanha (1.549) e Argentina (1.399).

Para continuarem no topo da lista na próxima edição do ranking, que será divulgado no dia 14 de setembro, Neymar e cia. precisam vencer suas duas partidas nesta Data Fifa. Caso cumpram esse objetivo, irão a 1.677 pontos e não poderão ser alcançados por nenhuma outra equipe.

No entanto, qualquer tropeço pode custar ao Brasil o posto de seleção número 1 do planeta. Se deixar de vencer algum compromisso, o time canarinho chegará no máximo a 1.601 pontos e correrá risco de ser ultrapassado pela Alemanha.

Isso porque, segundo o simulador disponibilizado pela Fifa, os atuais campeões mundiais alcançarão 1.606 pontos se vencerem seus dois próximos compromissos: contra República Tcheca, nesta sexta-feira, fora de casa, e Noruega, segunda, em Stuttgart.

O Brasil ainda corre risco de ser superado pela Argentina e cair para o terceiro lugar do ranking, mas só se não vencer nenhum dos seus jogos nesta Data Fifa.

Nessa situação, o time dirigido por Tite ficaria no máximo com 1.475 pontos e poderia ser deixado para trás pelos argentinos, que podem chegar a 1.482 pontos se baterem Uruguai, nesta quinta, como visitantes, e Venezuela, na terça, em casa.

Brasil, Alemanha e Argentina têm se revezado no pódio do ranking desde outubro do ano passado. Os três times chegaram a ocupar a liderança da lista em algum momento de 2017.

Criado em 1993, o ranking da Fifa não é uma classificação histórica das seleções, mas sim um compilado dos resultados dos últimos quatro anos –jogos disputados antes desse período têm a pontuação descartada.

A pontuação de cada time é uma média que leva em consideração o resultado, a importância da partida, o nível do adversário e de qual confederação ele é. Ou seja, partidas válidas pelas eliminatórias têm peso maior que simples amistosos. E enfrentar a Argentina rende bem mais pontos do que um confronto com Benin ou Andorra.

A expectativa é que, assim como aconteceu em 2014, o ranking da Fifa seja o critério de definição dos cabeças de chave para a Copa-2018. Por isso, é importante para qualquer seleção tentar ocupar uma das sete primeiras colocações da lista.

Caso esse critério seja mantido, Brasil, Alemanha, Argentina, Suíça, Polônia, Portugal e Chile, além da anfitriã, Rússia, encabeçariam as chaves no sorteio de grupos do próximo Mundial.


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Coutinho e outros 5 listados por Tite que podem mudar de time nesta janela
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Rafael Reis

Faltando ainda cinco semanas para o encerramento da janela de transferências na Europa, o Mercado da Bola anda bastante agitado e muitos jogadores conhecidos podem mudar de clube para a temporada 2017/18.

Entre eles, estão alguns jogadores que já foram convocados para a seleção brasileira por Tite, ou seja, que de alguma forma estão no radar do treinador para a Copa do Mundo do próximo ano.

Conheça agora seis convocáveis brasileiros que ainda podem agitar o mercado de transferências nesta janela.

PHILIPPE COUTINHO
25 anos
Meia-atacante
Liverpool (ING)

Está na mira do Barcelona já há algumas temporadas, mas o interesse do time catalão se intensificou nos últimos dias devido à possível saída de Neymar para o PSG. De acordo com o jornal britânico “Daily Mail”, o Barça já apresentou uma proposta de 80 milhões de euros (R$ 291,5 milhões) pelo camisa 10. O Liverpool, pelo menos por enquanto, diz que não pretende se desfazer do seu astro.

PAULINHO
28 anos
Meia
Guangzhou Evergrande (CHN)

O bom momento na seleção brasileira reabriu o mercado dos grandes clubes europeus para Paulinho. O jogador do Guangzhou Evergrande chegou a ter um namorinho com o Bayern de Munique no início da janela de transferências e agora conversa com o Barcelona. O clube chinês quer que os espanhóis paguem a multa rescisória de 40 milhões de euros (R$ 145,7 milhões) do jogador, hipótese que não agrada ao Barça.

ALEX SANDRO
26 anos
Lateral esquerdo
Juventus (ITA)

A saída do brasileiro da Juventus nesta temporada já foi uma possibilidade mais real, mas Alex Sandro é um dos laterais esquerdos mais valorizados do mundo e ainda está na lista de contratações de pelo menos um dos grandes clubes do planeta, o Chelsea. Segundo a Sky Sports Italia, o campeão inglês já ofereceu 68 milhões de euros (R$ 247,8 milhões) pelo jogador, proposta que foi recusada pelos italianos.

GABIGOL
20 anos
Atacante
Inter de Milão (ITA)

Apesar de ter começado bem a pré-temporada da Inter de Milão, o atacante ainda está na lista de jogadores disponíveis para empréstimo do clube italiano. O último time que apareceu como possível destino de Gabigol para a próxima temporada foi o Fenerbahce, que tenta se reestruturar após ter sido apenas o terceiro colocado no último Campeonato Turco.

RODRIGO CAIO
23 anos
Zagueiro
São Paulo (BRA)

Assim como Alex Sandro, também já esteve mais perto de protagonizar uma transferência nesta janela do que agora. O zagueiro interessa ao Zenit São Petesburgo, que negocia há semanas com o São Paulo a negociação do jogador. Por enquanto, Rodrigo Caio continua no Morumbi, algo incomum para atletas são-paulinos que receberam propostas do exterior na atual temporada.

NEYMAR
25 anos
Atacante
Barcelona (ESP)

O atacante é o grande nome do Mercado da Bola para a temporada 2017/18 do futebol europeu e tem acumulado capas e mais capas na imprensa esportiva europeia. O Paris Saint-Germain está disposto a pagar os 222 milhões de euros (R$ 808 milhões) de sua multa rescisória com o Barcelona, o que faria do brasileiro o jogador mais caro de todos os tempos. No último domingo, depois de dias de expectativa, Piqué postou uma foto ao lado do companheiro anunciando que ele fica. Nas próximas horas, pode ser que Neymar dê razão ao zagueiro e de fato encerre a novela com os franceses. Até lá, no entanto, ele segue sendo uma hipótese no mercado da bola.


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6 convocados por Tite já trocaram de clube nesta janela; saiba quem
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Rafael Reis

Há um ano e um mês no comando da seleção brasileira, Tite convocou 54 jogadores diferentes para vestir a camisa amarela em amistosos e jogos das eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

Desses, seis já trocaram de clube na atual janela de transferências em busca de melhores oportunidades profissionais ou mais visibilidade para garantir um lugar na equipe que vai à Rússia no próximo ano.

Conheça abaixo os selecionáveis de Tite que movimentaram o Mercado da Bola neste meio de 2017.

DANIEL ALVES
34 anos
Lateral direito
Trocou a Juventus (ITA) pelo Paris Saint-Germain (FRA)

Jogador mais experiente da seleção na atualidade e um dos protagonistas do vice-campeonato europeu da Juventus, o lateral direito pediu para deixar o clube italiano após apenas uma temporada por lá e foi prontamente atendido. Inicialmente, imaginava-se que o destino de Daniel Alves seria o Manchester City, treinado por Pep Guardiola, que o comandou no Barcelona. Mas o lateral preferiu assinar por dois anos com o PSG e virou um dos trunfos do time francês para atrair Neymar.

EDERSON
23 anos
Goleiro
Trocou o Benfica (POR) pelo Manchester City (ING)

Brasileiro mais caro da atual janela de transferências, foi negociado pelo Benfica por 40 milhões de euros (R$ 146 milhões). Contratado a pedido de Guardiola por aliar a técnica de goleiro com talento com a bola nos pés, Ederson estreou pelo Manchester City falhando em um amistoso de pré-temporada contra o Manchester United e já recebeu as primeiras críticas da imprensa inglesa.

DOUGLAS COSTA
26 anos
Meia-atacante
Trocou o Bayern de Munique (ALE) pela Juventus (ITA)

Após uma temporada de estreia sensacional pelo Bayern de Munique, sofreu com problemas físicos, perdeu rendimento e foi parar no banco de reservas do clube alemão. Temendo ficar fora da Copa do Mundo, Douglas Costa tratou rapidamente de arranjar outro clube para jogar e se mandou para a Juventus. Os italianos pagaram 6 milhões de euros (R$ 21,8 milhões) pelo empréstimo do brasileiro por um ano e terão de desembolsar mais 40 milhões de euros (R$ 145,8 milhões) se quiserem ficar com ele após esse período.

DIEGO ALVES
32 anos
Goleiro
Trocou o Valencia (ESP) pelo Flamengo

Famoso pelo recorde de defesas de pênalti que estabeleceu no futebol espanhol, escolheu retornar ao futebol brasileiro depois de dez anos atuando na Europa, apesar de ter um mercado farto por lá. A possibilidade de atuar em um clube de enorme apelo popular na temporada pré-Copa do Mundo e de estar mais perto do técnico Tite certamente pesaram na decisão de Diego Alves.

VITOR HUGO
26 anos
Zagueiro
Trocou o Palmeiras pela Fiorentina (ITA)

Convocado por Tite para o amistoso contra a Colômbia, em janeiro, quando o Brasil utilizou uma seleção formada apenas por jogadores que atuavam no próprio país, o zagueiro já havia comunicado há tempos sua intenção de deixar o Palmeiras rumo à Europa no meio de 2017. A proposta de 8 milhões de euros (R$ 29 milhões) da Fiorentina chegou em um momento em que Vitor Hugo já nem era mais titular absoluto do atual campeão brasileiro.

CAMILO
31 anos
Meia
Trocou o Botafogo pelo Internacional

Outro que fez parte da seleção de locais que enfrentou a Colômbia no início do ano, o meia foi o último selecionável a trocar de clube nesta janela de transferências. Inconformado com a reserva no Botafogo, acabou acertando durante a última semana sua ida para o Internacional, em uma troca com o atacante Brenner, que mudou para o Rio, e agora vai disputar a Série B do Brasileiro.


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Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
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Rafael Reis

Tite resgatou o bom futebol e a confiança da seleção brasileira, tirou-a de uma situação delicada nas eliminatórias e a classificou com quatro rodadas de antecedência para a Copa do Mundo. E, de quebra, a colocou na liderança do ranking da Fifa.

É preciso ser muito do contra para não concordar que Tite é o maior técnico brasileiro da atualidade. Seu trabalho no Corinthians e o sucesso instantâneo na equipe pentacampeã mundial são incontestáveis.

Mas será que o gaúcho de Caxias do Sul está no mesmo patamar dos principais técnicos do planeta? Seria Tite tão bom quanto Pep Guardiola, José Mourinho, Diego Simeone, Carlo Ancelotti, Jürgen Klopp e Antonio Conte?

Como toda comparação, essa também pode estar cheia de injustiças. Mas a discussão vale para entendermos o real tamanho de Adenor Bacchi no cenário global da bola.

Por um lado, o treinador brasileiro jamais mediu forças com nenhum dos nomes que ocupam o “Olimpo da função”. O único rival europeu de sua carreira, o Chelsea, derrotado pelo Corinthians na final do Mundial de 2012, era comandado por um bastante questionável Rafa Benítez.

Já pelo outro, Tite construiu sua carreira sem ter à disposição um elenco composto por estrelas do primeiro escalão mundial, como as que fizeram as famas de Guardiola, Mourinho e Ancelotti, por exemplo. Seu vitorioso Corinthians tinha como astro Paulinho, aquele mesmo que fracassaria mais tarde no Tottenham e hoje voltou a brilhar na seleção.

Como passou praticamente toda sua vida profissional no Brasil (teve apenas duas experiências nos Emirados Árabes), o treinador jamais experimentou a vantagem de disputar uma liga desequilibrada com um time infinitamente superior à maioria dos seus adversários.

Isso ajuda explicar porque Tite só ganhou dois títulos brasileiros (2011 e 2015, pelo Corinthians) em mais de 25 anos de carreira, enquanto Guardiola, por exemplo, faturou dois espanhóis em três anos de trabalho como treinador.

Uma característica que o comandante da seleção tem em comum com os maiores técnicos do mundo é a empatia com o elenco. Sabe aquela sensação de que os jogadores do Atlético de Madri morreriam em campo por Diego Simeone e o brilho nos olhos dos atletas do Barcelona de 2009 a 2012 ao falarem de Guardiola?

Tite também tem isso. Seu discurso centrado no “merecimento” e o jeitão de gente boa demonstrado no dia a adia contagiam os jogadores que ele dirige e faz com que eles se dediquem ao máximo para ajudá-lo dentro de campo. Essa é uma das chaves do seu sucesso.

A outra, claro, é a parte tática. O comandante da seleção está antenado a tudo aquilo de mais moderno que existe no futebol mundial: marcação pressão, defesa alta, composição de espaços, alternância entre a posse de bola e transição rápida entre ataque e defesa.

Mas, até hoje, Tite se mostrou mais um reprodutor de tendências táticas em alta internacionalmente do que alguém que revoluciona o futebol ao mostrar dentro de campo novidades que serão copiadas por outros treinadores.

É justamente essa capacidade de ditar tendências que faz (ou fez) Guardiola, Mourinho, Klopp e Simeone, por exemplo, serem tão especiais.

É lógico que a trajetória internacional de Tite está apenas começando. Se vencer a Copa ou fizer um bom papel na Rússia, o ex-comandante do Corinthians pode descolar uma proposta para trabalhar na Europa e dirigir um dos grandes clubes do mundo.

E aí sim teremos condições reais de descobrir se ele está no mesmo nível dos maiores treinadores do planeta.


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Diego Alves não quer ser “só” o goleiro que pega pênaltis e mira seleção
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Rafael Reis

“Não coloquem a fama de pegador de pênaltis acima do meu trabalho como goleiro.”

É assim que Diego Alves, 31, reage quando questionado sobre sua mais impressionante estatística.

O goleiro brasileiro do Valencia é o recordista em pênaltis defendidos da história do Campeonato Espanhol: 21. Desde que chegou ao Valencia, em 2011, pouco mais de 50% das cobranças contra ele viraram gols.

Griezmann, Cristiano Ronaldo e Messi estão entre os figurões do futebol mundial que já esbarraram nele.

“É só uma característica, não chega a ser um cartão de visitas, como as cobranças de falta são para Cristiano Ronaldo e Messi. Para se analisar um goleiro, é preciso olhar para toda a história dele, não só para uma temporada”, afirma, por telefone.

O ex-jogador do Atlético-MG, que se mudou para a Espanha há dez anos e atuou por quatro temporadas no Almería até desembarcar no Valencia, definitivamente não quer ser conhecido apenas como o “milagreiro dos pênaltis”.

Uma das razões é por saber que só esse rótulo não será suficiente para devolvê-lo às convocações da seleção.

Diego Alves não esconde de ninguém que pretende voltar a defender a meta do Brasil, como em 2012, quando foi titular no final da gestão Mano Menezes, e em dois amistosos do início da segunda passagem de Dunga, em 2014. No ano passado, foi convocado para a Copa América Centenário, mas não saiu do banco.

E ele está ciente de que há muitos torcedores que também desejam vê-lo em breve outra vez na seleção.

“Sei que minha possível convocação gera muito debate, e isso muitas vezes vem da própria imprensa. Mas essa chance depende do que eu apresentar no clube. O trabalho vem sendo feito da melhor maneira possível. Só tenho que esperar o momento certo”.

O goleiro do Valencia ainda evita críticas a Tite por dar a titularidade da meta da seleção a um arqueiro que é reserva em seu clube. Alisson só disputou 15 jogos na temporada pela Roma e ainda não saiu banco nas partidas do Campeonato Italiano.

“Essa situação depende do treinador, da confiança que ele tem ou não em um determinado jogador. E isso você precisa respeitar. É a opinião do técnico. O que costumo dizer é que, técnica e psicologicamente, estou mais preparado do que nunca”, completa.


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A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
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Rafael Reis

Nove vitórias consecutivas, passeios contra Uruguai e Argentina, os mais tradicionais adversários no futebol sul-americano, classificação para a Copa do Mundo e o retorno à liderança do ranking da Fifa.

Em nove meses de trabalho, Tite revolucionou a seleção. Resgatou uma equipe com cara de decadente, que era praticamente uma unanimidade na arte de desagradar o torcedor nos tempos de Dunga, e fez dela novamente um xodó do povo brasileiro.

O futebol convincente apresentado por Neymar e cia. nas eliminatórias e a primeira colocação no ranking mundial são suficientes para levantarmos uma delicada questão: o Brasil já é a melhor seleção do planeta?

A pergunta não é tão simples de se responder porque todos os adversários da era Tite foram sul-americanos. O time pentacampeão mundial deu show contra seus vizinhos, inclusive ante a Argentina, de Messi.

Mas falta saber como ele irá se comportar ante outras escolas de futebol. E não, o amistoso contra os alemães, em março do ano que vem, não será suficiente para tirarmos a prova.

O que dá para dizer por enquanto é que nenhuma seleção do mundo tem jogado em tão alto nível e tomado tão pouco conhecimento de adversários quanto a brasileira. Nem mesmo a Alemanha e a Suíça, equipes com 100% de aproveitamento nas eliminatórias, conseguem seus resultados com a mesma naturalidade dos comandados de Tite.

Por esse ponto de vista, dá para dizer que o Brasil ESTÁ a melhor seleção do mundo. Mas, como vimos nas últimas três edições da Copa das Confederações, isso pode acabar não significando nada.

O que vai determinar se os livros de história tratarão a gestão de Tite como sucesso ou fracasso é o que vai acontecer dentro e um ano e três meses, na Copa da Rússia. E há pelo menos duas fortes candidatas a ESTAREM a melhor seleção do mundo em junho/julho de 2018.

Uma delas é a atual campeã mundial. A Alemanha tem conseguido escapar da tentação de eternizar a geração vencedora que prejudica quase todos os vencedores da Copa (vide Espanha-2014, Brasil-2006 e França-2002) e faz um belo trabalho de renovação constante do seu elenco.

E é justamente essa característica de Joachim Löw que torna tão difícil analisar o real nível da seleção germânica. Afinal, é muito raro o treinador escalar sua força máxima em uma partida. Mesmo assim, os algozes do 7 a 1 estão invictos há oito partidas.

A outra candidata a melhor seleção do mundo é a França. Aquela mesma França que perdeu para Portugal e não conseguiu ser campeã europeia em casa no meio do ano passado? Sim, ela mesma.

A questão é o que os franceses possuem o maior arsenal de jovens talentosos do futebol mundial na atualidade. Mbappé, Dembélé, Lemar, Rabiot, Martial, Coman, Tolisso, Kimpembe, Mendy, Sidibé, Varane e Pogba têm no máximo 24 anos. O sucesso ou fracasso dos Bleus em 2018 vai passar por quão acentuada será a curva de evolução do futebol dessa garotada no próximo ano.


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Que país tem mais técnicos nas eliminatórias da Copa?
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Rafael Reis

Didier Deschamps foi o homem encarregado de levantar o troféu da única Copa do Mundo conquistada pela França, há 19 anos. Desde 2012, sua missão é outra: transformar uma safra repleta de jogadores talentosos, como Pogba, Griezmann e agora a revelação Mbappé, em uma seleção capaz de conquistar o segundo título mundial do país.

Mas engana-se quem pensa que o ex-volante da Juventus e do Chelsea é o único treinador francês de olho na Rússia-2018.

Nenhum país conta com tantos técnicos trabalhando nas eliminatórias da Copa quanto a França. Das 108 seleções que continuam na disputa do qualificatório, seis são treinadas por compatriotas de Deschamps.

Os treinadores franceses estão espalhados por três continentes: Europa (Deschamps), África (Hervé Renard, de Marrocos, Alain Giresse, de Mali, e Pierre Lachantre, da República do Congo) e Oceania (Christophe Gamel, de Fiji, Ludovic Graugnard, do Taiti).

Só que o sucesso da terra de Zidane nas eliminatórias está mais ligada a questões geopolíticas do que ao poderio do futebol francês.

Com exceção de Fiji, todos os outros países que utilizam atualmente treinadores da nação campeã mundial em 1998 foram colonizados pela França e, até hoje, usam o francês como um dos seus principais idiomas.

Se formos levar em conta apenas a “influência futebolística”, as nacionalidades campeãs das eliminatórias da Copa são justamente as últimas campeãs mundiais. Alemanha e Espanha têm cinco treinadores cada na disputa por vaga para a Rússia-2018.

E o Brasil, onde aparece nesse ranking?

A resposta não é muito positiva para o mercado nacional de treinadores. Tite, o atual comandante da seleção brasileira, é o único técnico do país pentacampeão mundial ainda vivo nas eliminatórias.

A situação chega a ser constrangedora porque outros países sul-americanos têm feito sucesso no exterior neste qualificatório.

O Egito, líder do Grupo E das eliminatórias africanas, por exemplo, é dirigido por um argentino, Héctor Cúper (ex-Valencia e Inter de Milão).

Já a Colômbia é a terra de três dos seis treinadores finalistas das eliminatórias da Concacaf: Juan Carlos Osorio (México), Hernán Darío Gómez (Panamá) e Jorge Luis Pinto (Honduras).

No total, há técnicos de 64 nacionalidades diferentes trabalhando no classificatório da Copa. E apenas um brasileiro. Muito pouco, não?

Confira o top 10 das nacionalidades dos técnicos das eliminatórias da Copa-2018:

1º – França – 6 treinadores
2º – Alemanha – 5
Espanha – 5
4º – Argentina
Bélgica
Itália – 4
7º – Colômbia
Inglaterra
Portugal
Sérvia – 3


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