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Esquecido por Tite, Oscar “renasce” e vira maestro de melhor time da China
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Rafael Reis

Quatro anos atrás, Oscar vestia a camisa 11 da seleção, era visto semanalmente pelos torcedores via TV nas partidas do Chelsea e possuía lugar cativo no time que Felipão montou para a Copa do Mundo-2014.

Às vésperas de um novo Mundial, a situação é bem diferente. O meia de 26 anos é ignorado há quase dois anos por Tite, ficou distante os holofotes do futebol europeu e caiu em uma espécie de ostracismo em sua terra natal.

O Brasil pode até ter se esquecido de Oscar. Mas, na China, o nome do jogador nunca esteve tão na moda.

O meia é o maestro do melhor time do país nesta temporada, o Shanghai SIPG, e também o rei das assistências da primeira divisão do gigante asiático.

Nas primeiras seis rodadas da Superliga Chinesa, Oscar deu sete passes para gol, mais do que qualquer outro jogador inscrito na competição. O meia também já marcou três vezes, todas na estreia, contra o Dalian Yifang.

Em apenas um dos seis jogos que disputou até o momento, a vitória por 2 a 1 sobre o Henan Jianye, no começo de abril, o brasileiro saiu de campo sem presentear seus companheiros com um passe para gol.

Quem tem que agradecer muito pela boa fase do ex-jogador do Chelsea é o chinês Lei Wu, artilheiro do campeonato. Dos nove gols marcados pelo camisa 7 do SIPG, quatro nasceram de assistências do meia.

É graças também ao belo início de temporada de Oscar que o time da maior cidade da China se tornou a sensação da Superliga-2018.

O SPIG, que também conta com os brasileiros Hulk e Elkseson, venceu todos os seis jogos que disputou até o momento e já abriu cinco pontos de vantagem para o Guangzhou Evergrande, vice-líder e atual heptacampeão nacional.

Com três gols e sete assistências, ele participou ativamente de quase 50% de todas as 21 bolas que o time vermelho colocou nas redes adversárias nesta temporada.

Oscar é a contratação mais cara da história do futebol chinês. O brasileiro desembarcou na Ásia em janeiro do ano passado, depois de uma temporada no banco de reservas do Chelsea, em um negócio que movimentou 60 milhões de euros (R$ 252 milhões).

Desde sua chegada à China, o meia nunca mais foi chamado para a seleção brasileira. Sua última partida com a camisa amarelinha foi em 2015. A convocação mais recente, em outubro de 2016.

Oscar sabe que não irá à Copa, mas ainda tem idade suficiente para voltar à seleção depois da Rússia-2018 e disputar o Mundial do Qatar, daqui quatro anos. Fazer com que o torcedor brasileiro redescubra seu futebol é o primeiro passo.


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Semana de amistosos vai mostrar seleção favorita para vencer a Copa?
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Rafael Reis

Este texto foi escrito antes do amistoso entre a seleção brasileira a Rússia. Mas não importa o que aconteça (ou tenha acontecido, dependendo do momento de sua leitura) no estádio Luzhniki, em Moscou, minha opinião sobre as chances dos comandados de Tite na Copa do Mundo-2018 continua a mesma.

Por mais tentador que seja acreditar que os resultados das partidas da última Data Fifa antes da convocação para o Mundial sejam indícios do sucesso ou do fracasso de um time na principal torneio de futebol do planeta, a verdade é que esses amistosos não são tão determinantes assim.

Em março de 2014, o Brasil goleia por 5 a 0 a África do Sul. Mas, quando chegou a Copa, fracassou e saiu de campo com um histórico 7 a 1 tatuado na testa. Já em 2002, a seleção não foi além de um empate por 1 a 1 com o Portugal. Mesmo assim, conquistou o penta.

É verdade que quatro anos atrás a Alemanha derrotou a forte seleção do Chile no período de preparação para o seu quarto título mundial. Mas sua campanha pré-Copa também teve empates contra Polônia e Camarões.

Amistosos não são um termômetro confiável para o Mundial porque eles são apenas… amistosos.

Enquanto em partidas oficiais o resultado é o mais importante, e muitas vezes não importa o que você fez para chegar a ele, em amistosos o placar está longe de ser o mais importantes. Esses jogos são terrenos férteis para observação, experiências táticas e testes de novos jogadores.

É isso que a Data Fifa de março oferecerá em abundância: oportunidade para que os treinadores das 32 seleções que vão à Rússia-2018 descubram outras formações e atletas que possam compor suas listas finais.

Quase todos os times candidatos ao título mundial têm caras novas para os amistosos desta e da próxima semana. O Brasil conta com Willian José e Ismaily. A Argentina, com o fenômeno mal saído da adolescência Lautaro Martínez. França, Espanha, Bélgica e Inglaterra também farão testes com jogadores nunca antes convocados.

Além disso, há um outro fator que impede uma avaliação plena das chances de cada seleção na Copa com base no que elas farão nos amistosos deste mês: o tempo.

Ainda faltam quase três meses para o pontapé inicial do Mundial, e muita coisa vai acontecer até lá. Neymar vai se recuperar de sua fratura no pé, outros jogadores certamente irão se machucar. Atletas que estão em boa fase vão entrar em momentos negativos, e vice-versa.

Ou seja, algumas das cartas que vão definir a próxima seleção a conquistar a Copa do Mundo serão reembalharadas.

É por isso que, não importa o que aconteça (ou tenha acontecido) no amistoso contra a Rússia e nem qual será o resultado do confronto com a Alemanha, o Brasil vai à Copa-2018 como um candidato real ao título. Não como favorito, mas como um dos possíveis campeões.


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Xodó de Tite, Taison vive seca de 6 meses e soma mais cartões que gols
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Rafael Reis

No dia 13 de setembro do ano passado, Taison fez o gol que abriu caminho para a vitória por 2 a 1 do Shakhtar Donetsk sobre o Napoli, pela primeira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

O chute de pé esquerdo, dado após passe do argentino Facundo Ferreyra, foi a última finalização do ex-jogador do Internacional que balançou as redes adversárias.

É isso mesmo: o atacante convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha e candidato real a uma das 23 vagas da seleção brasileira para a Copa do Mundo-2018 não faz um golzinho sequer há mais de seis meses.

O jejum de Taison já dura 21 partidas, 20 pelo time ucraniano, além de uma apresentação com a camisa amarelinha –3 a 1 sobre o Japão, em novembro.

O tamanho da seca do camisa 7 do Shakhtar chama atenção mesmo quando comparado à produção ofensiva de jogadores da seleção que atuam em posições mais defensivas… e que têm menos obrigação de fazer gols.

O zagueiro Marquinhos, do PSG, marcou pela última vez no final de janeiro. O volante Fernandinho, do Manchester City, também. Já o lateral esquerdo Marcelo, do Real Madrid, fez seu último gol há pouco mais de um mês.

Em toda a temporada 2017/18, Taison acumula apenas dois golzinhos (também marcou contra o PFK Stal, em julho, pelo Campeonato Ucraniano) e sete assistências. Ele foi a campo em 29 oportunidades.

Até o número de cartões recebidos pelo jogador de 30 anos é maior do que a quantidade de bolas que ele empurrou para as redes. Na verdade, bem maior.

Taison já ganhou seis cartões amarelos nesta temporada. O triplo do número de gols que marcou.

No esquema tático do Shakhtar, time que defende desde 2013, o jogador revelado nas categorias de base do Internacional não é um centroavante. Mas faz parte do sistema ofensivo do time.

O gaúcho de Pelotas costuma se revezar entre duas funções. Na maior parte dos jogos, é um camisa 10 moderno, um híbrido entre meia-armador e segundo homem de ataque, posição semelhante à de Lionel Messi no Barcelona.

Mas, em algumas partidas, Taison também é usado como homem da faixa esquerda do ataque, posto que normalmente é exercido no Shakhtar pelo brasileiro Bernard.

O atacante trabalhou com Tite logo no início de sua trajetória como jogador profissional. No final da década passada, ambos estavam no Inter que conquistou a Copa Sul-Americana de 2008 e o Campeonato Gaúcho de 2009.

Logo que assumiu o comando da seleção, em 2016, o treinador recorreu a seu antigo pupilo. Taison esteve na primeira convocação do atual comandante do Brasil, estreou no segundo jogo de Tite à frente da equipe e vem se mantendo desde então como candidato a participar da Copa-2018… Mesmo quase sem fazer gols.


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Quem é o rival do Brasil que vale R$ 720 mi e derrubou técnico de seleção?
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Rafael Reis

Sergej Milinkovic-Savic sabe bem o que é derrotar o Brasil. Em 2015, era ele a grande estrela da seleção sub-20 da Sérvia que venceu o time de Gabriel Jesus, Malcom, Jorge e Boschilia na decisão do Mundial da categoria.

Três anos depois, o meia da Lazio tem um encontro ainda mais importante agendado com os brasileiros: dia 27 de junho, em Moscou, pela última rodada do Grupo E da Copa do Mundo-2018.

Se em 2015 Milinkovic-Savic era um garoto que fazia sucesso apenas no modesto Campeonato Belga, onde defendia o Genk, agora é uma estrela internacional de 22 anos que deve ser um dos protagonistas da próxima janela de transferências na Europa.

A lista dos clubes que desejam tirá-lo da Lazio é extensa e impactante: Juventus, Real Madrid, Manchester United, Manchester City, Paris Saint-Germain.

O preço também impressiona. O meia não deixará a capital italiana por menos de 100 milhões de euros (R$ 401,7 milhões). E, de acordo com diferentes jornais europeus, pode protagonizar uma transferência de até 180 milhões de euros (R$ 723 milhões).

Nascido na Espanha e filho de um ex-jogador de futebol com uma ex-atleta profissional de basquete, Milinkovic-Savic teve uma trajetória meteórica até se tornar uma das estrelas do Campeonato Italiano e da seleção da Sérvia.

Ele estreou como profissional em novembro de 2013, pelo sérvio Vojvodina. Sete meses depois, mudou para a Bélgica. E, uma temporada mais tarde, virou jogador da Lazio.

Hoje, é o grande responsável pela ótima temporada da equipe de Roma. Graças aos seus 11 gols e seis assistências, o time do técnico Simone Inzaghi ocupa a quarta colocação no Calcio e sonha com a classificação para a próxima Liga dos Campeões.

Apelidado de “Sargento”, pela liderança que exerce na Lazio, Milinkovic-Savic é frequentemente comparado ao francês Paul Pogba. Assim como o jogador do Manchester United, o jovem é um meio-campista alto (1,92 m), mas também técnico e com criatividade acima da média.

A esperança depositada pela Sérvia em seu garoto de 180 milhões de euros é tão grande que foi suficiente para derrubar o técnico que classificou o país para a próxima Copa do Mundo

Em outubro, logo depois de assegurar a ida da seleção para a Rússia-2018, Slavoljub Muslin perdeu o cargo. Em entrevista a um jornal sérvio, ele admitiu que foi demitido porque tinha uma visão diferente da federação sobre o time que deveria ser escalado.

Muslin resistia à ideia de rejuvenescer a seleção. Mais importante do que isso: não vinha convocando Milinkovic-Savic. Um crime que custou sua cabeça e a chance de dirigir o país no Mundial.

Além de Brasil e Sérvia, Suíça e Costa Rica também fazem parte do Grupo E da Copa. O torneio mais importante do futebol mundial começa no dia 14 de junho. A final está marcada para 15 de julho.


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Como “temporada dos pesadelos” matou volta de David Luiz à seleção
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Rafael Reis

David Luiz terminou a temporada passada com tudo. Um dos destaques do título inglês conquistado pelo Chelsea, foi incluído na seleção da Premier League e acabou convocado por Tite para dois amistosos em junho.

Em alta, o defensor de 30 anos parecia seguir um caminho que fatalmente o levaria à Copa do Mundo de 2018, a segunda de sua carreira, e talvez lhe daria a possibilidade de se redimir do fiasco no Brasil-2014.

Mas, faltando três meses para o pontapé inicial do Mundial da Rússia, tudo mudou. David Luiz perdeu espaço no Chelsea, virou carta fora do baralho de Tite e sabe que, a menos que uma hecatombe aconteça, acompanhará da TV a próxima Copa.

Qual o motivo dessa transformação radical? Por que o zagueiro cabeludo perdeu tanto rendimento e viu fugir dos seus dedos a oportunidade de voltar a fazer parte do elenco da seleção brasileira?

A resposta é simples: uma temporada em que tudo, absolutamente tudo, deu errado para David Luiz.

Para começar, o zagueiro começou a enfrentar graves problemas físicos. Uma inflamação no joelho deixou o jogador parado durante 40 dias entre novembro e janeiro. Mais recentemente, ele sofreu uma contusão no tornozelo.

Segundo o “Transfermarkt”, site que que apresenta dados sobre o mercado de transferência e o cotidiano dos principais clubes da Europa, o brasileiro já perdeu 13 partidas do Chelsea nesta temporada devido a questões médicas.

A falta de sequência de partidas e também atritos que se tornaram públicos com o técnico Antonio Conte custaram a David Luiz um lugar entre os titulares do Chelsea. O ex-jogador do Paris Saint-Germain perdeu espaço para o dinamarquês Andreas Christensen e para o alemão Antonio Rüdiger.

Das últimas cinco partidas em que esteve à disposição do treinador italiano, o brasileiro só começou jogando em uma. Em três oportunidades, ele passou o tempo todo sentado no banco de reservas.

Para piorar, o próprio Chelsea está longe de ser aquela maravilha que foi na temporada passada.

Após ser campeão inglês em 2016/17, o time perdeu desempenho nos últimos meses, chegou a ficar cinco partidas consecutivas sem vencer (três sem balançar as redes) e, na Premier League, está fora da zona de classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões.

Até pouco tempo atrás inquestionável no time londrino, David Luiz nem sabe mais se seu futuro será mesmo em Stamford Bridge.

O jogador tem contrato com o Chelsea até 2019, mas vem sendo alvo de rumores sobre uma possível de mudança de ares. Manchester United, Real Madrid e Barcelona são os clubes que, de acordo com diferentes veículos europeus, têm interesse no jogador.

A possível transferência de David Luiz aconteceria depois da Copa do Mundo-2018, uma Copa do Mundo que o zagueiro provavelmente assistirá de casa.


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O dia em que um técnico brasileiro eliminou Pelé da Copa do Mundo
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Rafael Reis

Comandar uma seleção estrangeira em Copa do Mundo não chega a ser nenhuma novidade para treinadores brasileiros. Ter de enfrentar a equipe de sua terra natal em um Mundial também não tem nada de inédito.

Agora, derrotar a seleção mais vitoriosa da história na principal competição do futebol mundial é um feito que apenas um técnico brasileiro conseguiu.

E o carioca Otto Glória o fez em grande estilo. À frente de Portugal, derrotou o Brasil por 3 a 1 e provocou a eliminação da equipe canarinho ainda na fase de grupos da Copa do Mundo de 1966.

Uma marca tão histórica que jamais voltou a se repetir. Nos últimos 52 anos, a seleção brasileira sempre chegou pelo menos às oitavas de final do torneio que conquistou cinco vezes.

O feito de Otto Glória é ainda mais impressionante quando se analisa quem estava do outro lado do campo. Apesar de envelhecido e taticamente confuso, o Brasil vinha de dois títulos mundiais consecutivos e tinha em campo Pelé e Jairzinho. O banco também era estrelado: Djalma Santos, Bellini, Gerson, Zito, Garrincha e Tostão.

Por ter vencido nas duas primeiras rodadas do Grupo 3 (contra Hungria e Bulgária), Portugal só precisava de um empate para passar para a fase final do Mundial. Mesmo assim, não demorou para construir o placar.

Aos 15 min do primeiro tempo, António Simões abriu o placar. Doze minutos depois, o craque Eusébio ampliou. A situação brasileira ficou ainda pior depois que o zagueiro João Pedro Morais deu duas entradas violentas em Pelé e deixou o camisa 10 baleado, arrastando-se em campo.

Na segunda etapa, Rildo (Botafogo) diminuiu. Mas Eusébio fez mais um, selou a classificação portuguesa, mandou o Brasil de volta para a casa e decretou a façanha de Otto Glória.

Após o 3 a 1 em Liverpool, o treinador brasileiro continuou fazendo história no Mundial da Inglaterra. Os portugueses terminaram a competição na terceira posição, algo que nem as gerações de Figo e Cristiano Ronaldo conseguiram repetir.

Otto Glória, que já tinha passado por Botafogo, Vasco, Benfica, Belenenses, Sporting, Olympique de Marselha, Vasco e Porto antes da Copa, migrou para a Espanha e foi dirigir o Atlético de Madri após ganhar destaque com a seleção lusa.

Em 1971, voltou para o futebol brasileiro e entrou para o folclore local na decisão do Paulista-1973, quando ordenou que os jogadores da Portuguesa deixassem o gramado ao perceber que o árbitro da partida contra o Santos havia errado na contagem dos gols na disputa de pênaltis. Por essa razão, o título estadual daquele ano foi dividido entre os dois clubes.

O treinador ainda teve uma segunda passagem pela seleção de Portugal.  Após ser goleado por 4 a 0 em um amistoso contra o Brasil (o mesmo país que ele havia eliminado na Copa-1966), Otto Glória perdeu o emprego e encerrou sua trajetória internacional.

O técnico sensação do Mundial da Inglaterra morreu no dia 4 de setembro de 1986, aos 69 anos.


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Ex-Flamengo defende nível técnico do Campeonato Francês: “Não é ruim”
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Rafael Reis

Dez pontos de vantagem do líder para o segundo colocado, uma facilidade imensa para o Paris Saint-Germain ganhar a maior parte de suas partidas e marcadores que são incapazes de parar Neymar.

Para muitos torcedores nas redes sociais, essas são provas que mostram que o Francês, o campeonato escolhido pelo principal jogador brasileiro da atualidade para tentar se tornar o melhor do mundo, não tem um nível técnico tão bom assim.

Mas o lateral esquerdo Jorge, ex-Flamengo e atualmente no Monaco, pensa diferente.

“Não concordo [com as críticas]. O nível sempre foi esse, e não é ruim. Como em qualquer grande liga aqui na Europa, é claro que existem os clubes com maior poderio econômico, que conseguem montar elencos mais fortes. O que nem sempre é sinal de que as coisas vão dar certo. A chegada do Neymar fez o PSG dar um salto de qualidade, é um dos grandes nomes da atualidade. O que fez muito bem para o campeonato, que ganhou ainda mais visibilidade”, afirmou o jogador.

Jorge está na Europa há um ano. Nos primeiros seis meses, ficou no banco de Benjamin Mendy. Na atual temporada, com a venda do titular para o Manchester City, assumiu a posição no time.

Em 28 partidas pela equipe do Principado, o brasileiro acumula dois gols e quatro assistências. Segundo o “WhoScored?”, site que avalia o desempenho dos jogadores com base nas estatísticas, ele é o melhor lateral esquerdo do futebol francês em 2017/18, com nota 7,5.

É com base nesses números que o jogador de 21 anos sonha ainda disputar em junho a primeira Copa do Mundo de sua carreira. Jorge já disputou um amistoso com a seleção e foi convocado por Tite na última rodada das eliminatórias.

“Enquanto a lista final não for divulgada, todos têm chance. Sabemos, é claro, que grande parte dela já está definida, já que o professor Tite é muito coerente nas suas escolhas. Nós, jogadores, precisamos estar sempre preparados para quando a chance aparecer.”

Além da alta concorrência na seleção (Marcelo, a quem Jorge considera o “melhor do mundo” na posição, Filipe Luís e Alex Sandro), um outro fator atrapalha um pouco os planos do ex-Flamengo.

Após ser campeão francês e semifinalista da Liga dos Campeões na temporada passada, o Monaco vem decepcionando em 2017/18. O time, que vendeu seus principais jogadores no último verão europeu, é só o terceiro colocado na Ligue 1 e se despediu da Champions ainda na fase de grupos, sem vencer uma única partida.

“Nem a gente imaginava [essa campanha tão ruim]. Todos esperavam muito da gente pela bela temporada que fizemos.Ficamos tristes, pois sabíamos que dava pra chegar mais longe. Pecamos um pouco pela falta de entrosamento, mas melhoramos e estamos fazendo bons jogos agora”, completa o camisa 6.


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Barcelona e Real têm algum jogador que ainda não estreou por seleção?
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Rafael Reis

Os treinos dos grandes clubes europeus parecem um deserto durante as Datas Fifa. Afinal, se um jogador tem qualidade suficiente para atuar em um dos maiores times do planeta é bem provável também que faça parte da seleção do país que escolheu defender.

Essa situação é corriqueira no Barcelona e no Real Madrid. Os adversários do clássico deste sábado, válido pela 17ª rodada do Campeonato Espanhol, têm atletas espalhados por várias seleções e serão representados em peso na próxima Copa do Mundo.

Assim, a pergunta não é se determinado jogador de Barça ou Real foi convocado para a seleção, mas sim o contrário.

E será que existe algum atleta nos elencos dos dois maiores clubes da Espanha que jamais defendeu a seleção do seu país?

A resposta para essa questão é sim, mas eles não são tantos e podem ser contados usando apenas os dedos das mãos.

Dos 49 jogadores que compõem os elencos profissionais dos adversários deste sábado, apenas sete jamais atuaram por uma seleção principal.

A maioria absoluta deles está no Real Madrid, que possui nesta temporada um grupo de jogadores repleto de jovens que até pouco tempo atrás militavam nas canteras (categorias de base) ou em clubes de menor escalão.

Seis jogadores que hoje estão à disposição de Zinédine Zidane ainda sonham com a primeira oportunidade em seleção: o zagueiro Jesús Vallejo, o lateral esquerdo Theo Hernández, os meias Marcos Llorente e Dani Ceballos, o atacante Borja Mayoral e o goleiro Luca Zidane, filho do treinador e segundo reserva da posição.

Todos eles, porém, têm história em seleções de base. Vallejo, Llorente, Ceballos e Mayoral foram vice-campeões europeus sub-21 com a Espanha em junho. Zidane já disputou um Mundial sub-17 com a França, e Hernández já disputou vários amistosos com as equipes menores francesas.

A situação no Barcelona é ainda mais extrema. Apesar de ter alguns jogadores que raramente são convocados e por isso treinam no clube durante as Datas Fifa, como Aleix Vidal, Sergi Roberto e Gerard Deulofeu, o time tem apenas um jogador em todo seu elenco que ainda não estreou pela seleção.

O terceiro goleiro, Adrián Ortolá, é o estranho nesse ninho. O arqueiro de 24 anos, que até costuma atuar mais pelo Barça B do que pela equipe principal, até disputou o Mundial sub-20 de 2013 pela Espanha, mas ainda não passou nem perto de ser lembrado por Julen Lopetegui para o time adulto.


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Adversária na Copa, Sérvia já entrou em briga com o Brasil por zagueiro
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Rafael Reis

Última adversária do Brasil na fase de grupos da Copa-2018, a Sérvia já chegou a disputar um jogador com a seleção pentacampeã mundial.

Ex-jogador do São Paulo e atualmente no Torino (ITA), o zagueiro Lyanco Vojnovic defendeu as duas nas seleções de base.

Neto de um sérvio que fugiu da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, na década de 1940, e encontrou refúgio em Franca, no interior do estado de São Paulo, o defensor foi descoberto pela comissão técnica da terra de sua família paterna no final de 2015.

No começo do ano seguinte, Lyanco foi convocado para defender a seleção sérvia sub-19 e participou de três jogos oficiais da fase preliminar do Campeonato Europeu da categoria –foi titular contra Dinamarca, França e Montenegro.

Mas ainda em 2016, sua história teve uma reviravolta. O zagueiro foi convencido pela CBF a defender o Brasil e vestiu a amarelinha em amistosos e no Sul-Americano sub-20, disputado entre janeiro e fevereiro deste ano.

Segundo o regulamento da Fifa, a escolha de Lyanco ainda não é definitiva. Como já possuía a dupla cidadania no momento em que atuou por seleções de base, o jogador só assumirá uma nacionalidade definitiva quando disputar uma partida oficial pelo time adulto da Sérvia ou do Brasil.

Contratado do São Paulo na última janela de transferências por 7 milhões de euros (R$ 27 milhões), o zagueiro de 20 anos ainda vem tentando encontrar seu espaço no futebol italiano. Na atual temporada, Lyanco participou de apenas quatro partidas pelo Torino –três na liga nacional e uma na Copa.

Casos como o dele não são raros na Sérvia, que fazia parte da antiga Iugoslávia. Devido às inúmeras guerras enfrentadas pelo país durante o século 20, muitos dos seus cidadãos migraram para o exterior em busca de paz e melhores oportunidades de vida.

Pelo menos três jogadores que fizeram parte da mais recente convocação da seleção principal sérvia são frutos de histórias semelhantes à de Lyanco. O zagueiro Milos Veljkovic (Werder Bremen) e o atacante Aleksandar Prijovic (PAOK) nasceram na Suíça. Já o meia Sergej Milinkovic-Savic (Lazio) é natural da Espanha.

Todos eles podem aparecer na escalação da equipe que irá enfrentar o Brasil, no dia 27 de junho, em Moscou. Suíça e Costa Rica são as outras integrantes do Grupo E da Copa do Mundo-2018.


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Firmino elogia “rival” Gabriel Jesus e ainda não se vê na Copa-2018
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Rafael Reis

Sete gols na atual temporada, a titularidade do Liverpool e mais de um ano consecutivo sem ficar fora de uma convocação da seleção brasileira por critérios técnicos. Aos 26 anos, Roberto Firmino parece nome certo na lista de Tite para a Copa do Mundo-2018.

Só que o atacante não acha isso. Para Firmino, “muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo” e é preciso continuar trabalhando duro para conseguir realizar seu sonho de infância e viajar para a Rússia em junho do próximo ano.

Natural de Alagoas, Firmino era praticamente um desconhecido no Brasil quando, após duas temporadas como profissional, trocou o Figueirense pelo Hoffenheim, da Alemanha.

As primeiras chances na seleção vieram em 2014, quando era um dos destaques da Bundesliga. No ano seguinte, desembarcou no badalado do Campeonato Inglês como uma contratação de 41 milhões de euros (R$ 156 milhões) do Liverpool.

Em entrevista ao “Blog do Rafael Reis”, Firmino falou sobre a adaptação ao posto de centroavante, revelou a importância do técnico Jürgen Klopp no seu crescimento como jogador e fez vários elogios a Gabriel Jesus, seu titular na seleção.

“É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.”

Confira abaixo a íntegra do bate-papo com o atacante do Liverpool, que enfrenta nesta sexta-feira o Japão e joga na próxima terça (14) contra a Inglaterra.

Desde sua chegada ao futebol europeu, você nunca foi tão centroavante quanto agora. Por que houve essa mudança no seu posicionamento? Como foi a adaptação a essa função?
Acredito que o trabalho do treinador seja esse de achar a melhor posição para os atletas que tem no elenco. Temos jogadores que atuam mais pelo lado, como o Mané e o Salah, além do Philippe Coutinho, que faz um papel de vir mais de trás. O Klopp vem usando bastante essa formação e tem dado certo. Espero que os gols continuem saindo e o Liverpool vencendo suas partidas.

Este início de temporada tem sido o melhor da sua carreira, pelo menos em relação ao número de gols marcados. Por que você tem feito tantos gols?
É difícil definir um motivo específico para um bom momento de um atleta. Estou entrando na minha terceira temporada pelo Liverpool e a cada ano que passa me sinto mais à vontade, mais em casa, e isso é muito positivo pra mim. Ter a oportunidade de trabalhar com o Klopp foi muito bom para o meu desenvolvimento. Ele é um treinador que cobra muito, tem muita experiência e entende muito de futebol.

O quanto o Klopp, que já te conhecia desde a Alemanha, ajudou a fazer o seu futebol crescer?
O Klopp é um cara fantástico. Tem aquele jeito diferente de comemorar os gols, é bastante agitado, mas é uma pessoa incrível. O Liverpool acertou em cheio quando trouxe ele pra cá e, certamente, esse crescimento do clube nas últimas temporadas passa diretamente pelas mãos dele. Espero que no final da temporada possamos comemorar um título juntos para celebrar esse excelente trabalho desenvolvido por ele.

Faz mais de um ano que você não fica fora de uma convocação da seleção por critérios técnicos. Sua vaga na Copa já está garantida?
Acho muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo. É um sonho que tenho desde criança, trabalhei minha carreira inteira para defender a seleção, e disputar uma Copa é algo que sempre me imaginei fazendo parte. Fico feliz pelas convocações do professor Tite, mas ainda temos um longo caminho até a Rússia. Tenho que continuar focado em fazer bem meu trabalho aqui no Liverpool, para, se Deus quiser, estar na lista final.

Você sentiu preconceito de parte da torcida e da imprensa nas primeiras convocações para a seleção por ser um cara pouco conhecido dentro do Brasil?
Não senti isso diretamente comigo. Como saí muito cedo, depois de apenas um ano como profissional no Figueirense, seria natural que algumas pessoas não me conhecessem. Quando fui convocado pela primeira vez, em 2014, pelo professor Dunga, foi uma sensação especial, única. Mas aquela primeira vez foi resultado do bom momento que eu vivia no Hoffenheim, da Alemanha. Quando vi meu nome pela primeira vez, fui surpreendido e, naquele momento, coloquei na cabeça que trabalharia muito para me manter sempre dentro do grupo da seleção.

Quando você deixou o Figueirense para se arriscar em um quase desconhecido Hoffenheim conseguia imaginar que um dia estaria prestes a disputar uma Copa do Mundo?
Copa do Mundo e seleção brasileira são, obrigatoriamente, os sonhos de qualquer jogador, desde criança, e comigo nunca foi diferente. Batalhei muito para chegar aonde estou e sei que ainda preciso trabalhar bastante para me manter no radar do professor Tite. A Copa do Mundo está cada vez mais próxima, mas até lá preciso manter um futebol de alto nível aqui no Liverpool e ajudar o clube a conquistar os objetivos na temporada.

O Gabriel Jesus virou uma espécie de mania na Inglaterra e hoje é titular na seleção. É possível roubar a vaga dele até a Copa?
O Gabriel Jesus é mais um ótimo talento que o futebol brasileiro revelou nos últimos anos. Chegou aqui no Manchester City com personalidade, lidou bem com a pressão de atuar em uma das ligas mais competitivas do mundo e vem correspondendo dentro de campo, tanto com a camisa do City quanto com a da seleção. É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.

Seu último título foi a Série B do Campeonato Brasileiro, sete anos atrás. E qual será o próximo? A Copa do Mundo?
Estou com boas expectativas para a minha temporada aqui no Liverpool. O clube montou um elenco forte, mantivemos a base do último ano e estamos fazendo um bom início de Premier League e Champions League. Ainda é cedo para falar em títulos, mas certamente temos objetivos na temporada e estamos trabalhando muito para alcançá-los.


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