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Arquivo : seleção brasileira

Quem será o quarto nome da zaga da seleção brasileira na Copa-2018?
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Rafael Reis

Qualquer torcedor que esteja acompanhando de perto as convocações e partidas da seleção é capaz de cravar hoje 60% ou 70% dos jogadores que farão parte do elenco brasileiro na Copa do Mundo.

Mas, faltando pouco menos de seis meses para o pontapé inicial da competição, nem o técnico Tite é capaz de dizer qual será o quarto nome da zaga brasileira na Rússia-2018.

Os titulares Marquinhos (PSG) e Miranda (Inter de Milão) são nomes certos na lista e só correm risco se algo fora do comum acontecer, assim como o reserva Thiago Silva (PSG). Só o que o outro nome para a função é uma questão ainda longe de ser resolvida.

Jemerson (Monaco), Rodrigo Caio (São Paulo), David Luiz (Chelsea) e Gil (Shandong Luneng) apareceram nas convocações mais recentes. Mas nenhum deles conseguiu deixar Tite 100% convicto de que merece ir à Copa.

Quem mais se aproximou desse status foi Gil. Jogador de confiança do treinador desde os tempos em que eram parceiros no Corinthians, ele esteve presente em cinco das sete primeiras convocações do mentor e parecia com vaga encaminhada para o Mundial.

Mas, desde que cometeu um erro de posicionamento no gol da derrota por 1 a 0 para a Argentina, em amistoso disputado em junho, o zagueiro que hoje atua no futebol chinês não foi mais lembrado por Tite.

Quem se beneficiou do sumiço de Gil das convocações foi Jemerson. O ex-jogador do Atlético-MG esteve apareceu nas últimas três listas e ficou sentado no banco nas rodadas finais das eliminatórias.

Mas pesam contra o defensor a pouca experiência na seleção (só dois jogos, ambos amistosos, contra Austrália e Japão) e também as atuações desastrosas pelo Monaco em algumas das partidas mais difíceis da temporada, como a goleada por 4 a 1 sofrida ante o RB Leipzig, na Champions.

Se experiência fosse o principal critério da escolha do quarto zagueiro brasileiro na Copa-2018, a vaga certamente ficaria com David Luiz. O problema é que o veterano do Mundial passado não consegue repetir o bom futebol que o redimiu na temporada 2016/17 e foi parar no banco do Chelsea.

Além disso, o cabeludo ainda sofre com uma certa rejeição da torcida pelo excesso de brincadeiras e a displicência tática que marcaram suas atuações em 2014.

O quarto nome da lista, Rodrigo Caio, é muito admirado por Tite graças a seu caráter e personalidade. Por isso, vira e mexe aparece na seleção quando um dos zagueiros que atuam no exterior é cortado. Só que o são-paulino atua no Brasil. E não é nem o melhor zagueiro do futebol brasileiro.

O posto, sem dúvida nenhuma, pertence a Pedro Geromel, capitão do Grêmio na conquista da Libertadores e destaque do time gaúcho no vice-campeonato do Mundial de Clubes.

Apesar de ter sido convocado pela seleção pela última vez em janeiro, o veterano de 32 anos vive o melhor momento de sua carreira, está jogando mais bola que os adversários diretos por uma vaga na Copa e conta com muito apoio popular.

Se Geromel mantiver o nível no primeiro semestre de 2018, é bem possível que convença Tite a lhe dar uma nova oportunidade e ocupe essa tão indefinida quarta vaga para a zaga da seleção brasileira no Mundial da Rússia.


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Como guerra e fome transformaram seleção suíça em ameaça real ao Brasil
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Rafael Reis

Xherdan Shaqiri nasceu em Gjilan, no leste do Kosovo, na época em que a região ainda fazia parte da Iugoslávia. Antes de completar seu primeiro aniversário, mudou-se com os familiares para bem longe do conflito que matou mais de 15 mil pessoas.

Johan Djorou é de Abidjan, capital econômica da Costa do Marfim, país localizado na costa oeste da África que tem apenas o 171º IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do planeta. Quando tinha apenas 17 meses, seu pai deixou a dureza da vida no continente africano rumo à Europa.

Foi com histórias assim, forjadas à base de guerra e fome, como a do meia-atacante do Stoke City (ING) e a do zagueiro do Antalyaspor (TUR), que nasceu a seleção mais perigosa que o Brasil irá enfrentar na primeira fase da Copa do Mundo-2018.

Oitava colocada no ranking da Fifa e derrotada apenas uma vez em suas últimas 18 partidas oficiais, a Suíça é uma seleção formada por imigrantes e descendentes de estrangeiros que tiveram de lutar muito para superar as mazelas da vida.

Dos 24 jogadores que fizeram parte de sua última convocação, para os confrontos com a Irlanda do Norte, pela repescagem das eliminatórias europeias, 14 possuem múltiplas cidadanias, ou seja, estariam aptos a defender outras seleções.

A maioria deles chegou à Suíça na onda de imigração provocada pelas inúmeras guerras que levaram à desintegração da Iugoslávia, entre as décadas de 1990 e 2000. Behrami, Xhaka e Shaqiri carregam sangue kosovar. Dzemaili e Mehmedi são da Macedônia. Gavranovic é filho de croatas. E Seferovic é descente de bósnios.

A diáspora provocada pela fome na África também contribuiu muito para a formação do adversário de estreia do Brasil no Mundial-2018. Os primos Gelson e Edimilson Fernandes são de família oriunda de Cabo Verde. Embolo nasceu em Camarões. Akanji é descendente de nigerianos. Zakaria é fruto da união entre congoleses e sudaneses. Já Djorou, que não enfrentou a Irlanda do Norte, é marfinense de nascimento.

Essa verdadeira Torre de Babel fica completa com dois descendentes de sul-americanos. O lateral esquerdo Ricardo Rodríguez tem mãe chilena. Já a família materna do zagueiro Léo Lacroix é do Rio de Janeiro. Ambos, no entanto, nasceram na Suíça.

A chegada de tantos estrangeiros, com tipos físicos diferentes daqueles com quais os suíços estavam acostumados e sede de sobrevivência grafada em seus DNAs, foi um divisor de águas para o futebol helvético.

O país, que só disputou uma Copa entre 1970 e 2002, vai para o seu quarto Mundial consecutivo e avançou para a fase final em duas das suas últimas três participações (2006 e 2014).

Só nesta década, a Suíça já venceu Portugal, Espanha Brasil e Alemanha. Também empatou com França, Inglaterra e Holanda. Em agosto alcançou sua melhor colocação na história do ranking da Fifa, o quarto lugar.

Brasileiros e suíços se enfrentam no dia 17 de junho, em Rostov, pela primeira rodada da Copa-2018. Costa Rica e Sérvia são as outras seleções que formam o Grupo E da principal competição do futebol mundial.


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Adversária na Copa, Sérvia já entrou em briga com o Brasil por zagueiro
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Rafael Reis

Última adversária do Brasil na fase de grupos da Copa-2018, a Sérvia já chegou a disputar um jogador com a seleção pentacampeã mundial.

Ex-jogador do São Paulo e atualmente no Torino (ITA), o zagueiro Lyanco Vojnovic defendeu as duas nas seleções de base.

Neto de um sérvio que fugiu da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, na década de 1940, e encontrou refúgio em Franca, no interior do estado de São Paulo, o defensor foi descoberto pela comissão técnica da terra de sua família paterna no final de 2015.

No começo do ano seguinte, Lyanco foi convocado para defender a seleção sérvia sub-19 e participou de três jogos oficiais da fase preliminar do Campeonato Europeu da categoria –foi titular contra Dinamarca, França e Montenegro.

Mas ainda em 2016, sua história teve uma reviravolta. O zagueiro foi convencido pela CBF a defender o Brasil e vestiu a amarelinha em amistosos e no Sul-Americano sub-20, disputado entre janeiro e fevereiro deste ano.

Segundo o regulamento da Fifa, a escolha de Lyanco ainda não é definitiva. Como já possuía a dupla cidadania no momento em que atuou por seleções de base, o jogador só assumirá uma nacionalidade definitiva quando disputar uma partida oficial pelo time adulto da Sérvia ou do Brasil.

Contratado do São Paulo na última janela de transferências por 7 milhões de euros (R$ 27 milhões), o zagueiro de 20 anos ainda vem tentando encontrar seu espaço no futebol italiano. Na atual temporada, Lyanco participou de apenas quatro partidas pelo Torino –três na liga nacional e uma na Copa.

Casos como o dele não são raros na Sérvia, que fazia parte da antiga Iugoslávia. Devido às inúmeras guerras enfrentadas pelo país durante o século 20, muitos dos seus cidadãos migraram para o exterior em busca de paz e melhores oportunidades de vida.

Pelo menos três jogadores que fizeram parte da mais recente convocação da seleção principal sérvia são frutos de histórias semelhantes à de Lyanco. O zagueiro Milos Veljkovic (Werder Bremen) e o atacante Aleksandar Prijovic (PAOK) nasceram na Suíça. Já o meia Sergej Milinkovic-Savic (Lazio) é natural da Espanha.

Todos eles podem aparecer na escalação da equipe que irá enfrentar o Brasil, no dia 27 de junho, em Moscou. Suíça e Costa Rica são as outras integrantes do Grupo E da Copa do Mundo-2018.


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Rival na Copa, suíço tem DNA carioca, chorou pelo Brasil e é louco pelo Fla
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Rafael Reis

“Eu estava acompanhando o sorteio e até chamei um amigo para ver comigo quem seria o primeiro adversário do Brasil. Quando sortearam a Suíça, foi uma surpresa. Estou muito feliz, minha família também. Será um honra enfrentar o Brasil.”

É com um português quase perfeito, praticamente livre de sotaque, que o zagueiro Léo Lacroix, do Saint-Étienne (FRA), conta sobre o momento que descobriu que sua seleção estrearia na Copa-2018 contra o time pentacampeão mundial.

A fluência no idioma tem uma explicação. O defensor pode até ter nascido em Lausanne, uma das principais cidades suíças. Mas seu metade do seu DNA e seu coração são genuinamente brasileiros. Ou melhor ainda, cariocas.

Lacroix é fruto do casamento de uma brasileira com um suíço, cresceu no meio de uma comunidade brasileira na Europa, adora churrasco, curte um pagodinho e é completamente apaixonado pelo Flamengo.

Na Copa-1998, chorou com a derrota brasileira na final ante a França. E, durante a adolescência, morou por um tempo no Rio de Janeiro para aprender um pouco da malandragem carioca dentro dos campos.

“Quando passamos pela repescagem [contra a Irlanda do Norte] e nos classificamos para a Copa já me veio o pensamento: quero enfrentar o Brasil. Só não imaginei que esse sonho se tornaria realidade.”

Formado nas categorias de base do Sion, clube duas vezes campeão suíço, e com passagem pelo São Cristóvão, mesmo time que revelou Ronaldo Fenômeno, o defensor 50% carioca joga no Saint-Étienne desde o ano passado.

A primeira chance na seleção principal também chegou em 2016, quando foi chamado para as partidas contra Hungria e Andorra, pelas eliminatórias.

Lacroix ainda não disputou nenhuma partida oficial pela Suíça, mas esteve na última convocação feita pelo técnico Vladimir Petkovic. E é nisso que ele se apoia para acreditar em um encontro dentro de campo com o Brasil no dia 17 de junho, em Rostov.

“Serão sete meses de muito trabalho pelo clube para conquistar essa vaga. Vamos ver se serei convocado para os próximos amistosos.”

E o zagueiro já até tem em mente uma partida para a Suíça se espelhar e conseguir derrotar o futebol pentacampeão mundial na primeira rodada da Copa.

“O Brasil tem um time muito forte.  Mas, em 2010, a Espanha também tinha e conseguimos surpreender na estreia [vitória por 1 a 0]”, completa.


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Para ranking da Fifa, grupo do Brasil é o mais difícil do século
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Rafael Reis

O torcedor brasileiro deve ter ficado aliviado nesta sexta-feira ao descobrir que a seleção escapou de confrontos com Espanha, Inglaterra, Dinamarca e Suécia na primeira fase da Copa do Mundo.

Só que, de acordo com o ranking da Fifa, o Grupo E da Rússia-2018 é a chave mais difícil com a qual o Brasil já se deparou neste século.

Isso porque colocação média na lista de seleções da entidade das três equipes que irão enfrentar o único time pentacampeão mundial de futebol na primeira fase da Copa (Suíça, Costa Rica e Sérvia) é o 23,6º lugar.

Adversários de estreia da seleção de Tite, os suíços são os mais bem posicionados e ocupam o oitavo lugar no ranking. A Costa Rica, que chegou até as quartas de final em 2014, está na 26ª colocação. Já a Sérvia, que volta ao Mundial depois da ausência na última edição, é a 37ª do planeta na atualidade.

Desde a França-1998, o Brasil não tinha na primeira fase rivais tão bem ranqueados. Na época do sorteio daquele torneio, a posição média ocupada por Noruega (14ª), Marrocos (16ª) e Escócia (36ª) na classificação da Fifa era a 22ª colocação.

Nos Mundiais do século 21, a tarefa da equipe canarinha na fase de grupos nunca foi muito complicada.

Em 2002, os adversários brasileiros ocupavam em média a 36ª posição no ranking. Quatro anos depois, o 28º lugar. Na África do Sul-2010, o 35º posto. E na última Copa, em 2014, a 29ª colocação.

Também pela primeira vez desde 1998, o Brasil não tem nenhum adversário na chave que esteja fora do grupo das 40 melhores seleções do mundo. Ou seja, Neymar, Gabriel Jesus e cia. não terão nenhuma “galinha morta” pela frente.

Ainda de acordo com o ranking da Fifa, o grupo mais forte da Copa-2018 é o C (França, Austrália, Peru e Dinamarca), cujas seleções ocupam em média a 17,75ª colocação.

Por outro lado, o grupo mais fraca é o A (Rússia, Arábia Saudita, Egito e Uruguai), o único que não teve um cabeça de chave definido pelo ranking. Os quatro times da chave têm como classificação média o 45º lugar.


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Quais são os adversários mais frequentes do Brasil na 1ª fase da Copa?
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Rafael Reis

Se a formação dos grupos da próxima Copa do Mundo obedecesse a critérios históricos, a seleção brasileira teria como Espanha, México e Sérvia como adversários na primeira fase da Rússia-2018.

Afinal, esses três países fazem parte do grupo de rivais mais frequentes da camisa amarelinha na fase de abertura da principal competição do futebol mundial.

Cada um deles já teve quatro encontros com o Brasil em primeiras fases da Copa (grupos ou mata-matas, formato do torneio em 1934 e 1938). Além do trio, a Escócia, que não se classificou para a Rússia-2018, também apareceu no caminho brasileiro quatro vezes.

Uma das oito equipes que integram o pote 2 do sorteio da Copa, nesta sexta-feira, a Espanha mediu forças com os brasileiros na primeira fase em quatro oportunidades. Em 1934, venceu por 3 a 1. Em 1978, empatou sem gols. Já em 1962 e 1986, foi derrotada por 2 a 1 e 1 a 0, respetivamente.

Contra o México, que também está no pote 2, o Brasil acumula três vitórias (4 a 0, em 1950, 5 a 0, em 1954, e 2 a 0, em 1962) e um empate por 0 a 0, em Fortaleza, três anos e meio atrás.

Já a Sérvia só enfrentou a seleção em Copas quando ainda era Iugoslávia, país de quem carrega o legado futebolístico. Dos quatro confrontos de primeira fase entre as duas equipes, os europeus venceram um (2 a 1, em 1930), perderam outro (2 a 0, em 1950) e empataram dois (1 a 1, em 1954, e 0 a 0, em 1974).

Ao longo de 20 edições de Copa, o Brasil já teve 32 adversários diferentes em confrontos de primeira fase. Contra 13 dessas seleções, a única equipe pentacampeã mundial jogou mais do que uma vez.

Dos 32 participantes da Rússia-2018, metade jamais enfrentou o time da CBF na fase inaugural de um Mundial.

ADVERSÁRIOS MAIS FREQUENTES DO BRASIL NA 1ª FASE DA COPA

1º – Escócia – 1974, 1982, 1990 e 1998
Espanha – 1934, 1962, 1978 e 1986
Iugoslávia – 1930, 1950, 1954 e 1974
México – 1950, 1954, 1962 e 2014
5º – Rússia – 1958*, 1982* e 1994
Suécia – 1978, 1990 e 1994
7º – Áustria – 1958 e 1978
Camarões – 1994 e 2014
Costa Rica – 1990 e 2002
Croácia – 2006 e 2014
Inglaterra – 1958 e 1970
Portugal – 1966 e 2010
Tchecoslováquia – 1962 e 1970
14º – Argélia – 1986
Austrália – 2006
Bolívia – 1930
Bulgária – 1966
China – 2002
Coreia do Norte – 2010
Costa do Marfim – 2010
França – 1954
Hungria – 1966
Irlanda do Norte – 1986
Japão – 2006
Marrocos – 1998
Noruega – 1998
Nova Zelândia – 1982
Polônia – 1938
Romênia – 1970
Turquia – 2002
Suíça – 1950
Zaire – 1974

*ainda como União Soviética

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Seleção pode viajar até 10 mil km só na primeira fase da Copa
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Rafael Reis

O técnico Tite talvez não tenha uma preferência clara sobre quais equipes gostaria de enfrentar ou evitar na primeira fase da Copa do Mundo-2018. Mas um dos seus desejos para o sorteio desta sexta-feira é óbvio: passar longe do Grupo C.

Isso porque a seleção brasileira poderá ter de rodar quase 10 mil quilômetros Rússia adentro em um período de apenas dez dias caso fique com a vaga destinada ao cabeça de chave desse grupo (C1).

É essa a soma de todos os deslocamentos de avião (ida e volta) entre Sochi, escolhida pela CBF para abrigar a equipe pentacampeã mundial, e as três cidades que receberão os jogos da seleção favorita do Grupo C na primeira fase do mundo Mundial.

A maratona brasileira na etapa de grupos da Copa-2018 começaria em Kazan (3.030 km na soma dos dois trechos), passaria por Ekaterinburgo (4.154 km) e ficaria completa em Moscou (2.720 km).

Ou seja, apenas na parte inaugural do Mundial, a seleção faria seis viagens e acumularia 9.904 km de voo, mais ou menos a distância entre São Paulo e a capital da Grécia, Atenas.

Como comparação, três anos atrás, na Copa-2014, o Brasil viajou “somente” 6.970 km durante toda a primeira fase – ficou hospedado em Teresópolis (RJ) e atuou em São Paulo, Fortaleza e Brasília.

Uma opção para reduzir a maratona no Mundial do próximo ano seria abrir mão de retornar para Sochi, sua casa na Rússia, depois de cada partida e ir diretamente de uma cidade-sede para outra.

Nesse caso, a quilometragem brasileira na fase de grupos cairia para pouco mais de 5 mil km.

As proporções continentais da Rússia (e o desgaste provocado pelas longas viagens pelo país) são uma das principais preocupações das seleções que vão disputar a Copa.

Apesar de nenhuma cidade localizada na parte mais oriental do país ter sido escalada para receber partidas do Mundial, a distância entre as sedes da competição pode chegar a até os 2.500 km que separam Ekaterinburgo e Kaliningrado.

Segundo o “Blog do Marcel Rizzo” publicou na última segunda-feira, a preferência da CBF é que o sorteio das chaves do Mundial coloque o Brasil no Grupo B (estrearia em Sochi e teria só 5.200 km de deslocamento na primeira fase) ou no Grupo H (viajaria 7 mil km, mas só estrearia no dia 18 de junho, o último da rodada inaugural).


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Da morte? Brasil tem 40% de chance de ter campeão mundial em seu grupo
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Rafael Reis

A vitória do Peru sobre a Nova Zelândia na definição da última seleção classificada para a Copa do Mundo-2018 pode ter complicado um pouquinho o caminho do Brasil na competição que será disputada no próximo ano.

Graças à vaga conquistada pela equipe de Cueva, Guerrero e Trauco, as chances de a seleção brasileira enfrentar um outro país campeão mundial já na primeira fase da Rússia-2018 são de aproximadamente 40%.

Isso porque o Peru, décimo colocado no ranking da Fifa, entrará no pote 2 do sorteio das chaves do Mundial e, por pertencer à mesma confederação do Brasil, não poderá cair no mesmo grupo do time dirigido por Tite.

Outras duas seleções sul-americanas, Colômbia e Uruguai, também farão parte do segundo pote e estão sujeitas ao mesmo bloqueio no sorteio.

Ou seja, o Brasil já sabe que irá enfrentar na primeira fase da Copa uma dessas cinco seleções: Espanha, Suíça, Inglaterra, México ou Croácia. Como espanhóis e ingleses já venceram o torneio, a chance de cruzar logo de cara com um campeão mundial é de cerca de 40%.

Essa possibilidade seria menor caso a Nova Zelândia tivesse conquistado a última vaga para o Mundial. Nesse caso, a oitava integrante do segundo pote seria a Dinamarca, e não o Peru, aumentando assim o leque de possíveis adversários brasileiros.

A Fifa ainda não anunciou como será feito o sorteio da próxima Copa. No entanto, nos últimos Mundiais, ela primeiro sorteou todas as equipes do pote 1, depois os times 2 e assim sucessivamente. Caso a entidade opte por alterar a dinâmica da definição das chaves na Rússia, 2018, as possibilidades do sorte também serão alteradas.

A seleção amarelinha não enfrenta um outro campeão mundial na primeira fase da Copa desde 1970, quando caiu na mesma chave da Inglaterra e a derrotou por 1 a 0 em seu segundo jogo na competição.

Levando em consideração a divisão dos potes para o sorteio do Mundial de 2018, um possível “grupo da morte” envolvendo a seleção brasileira teria também Espanha (ou Inglaterra), Suécia e Nigéria.

Por outro lado, o Brasil pode ter também uma fase de grupos bastante tranquila, enfrentando México, Islândia e  Arábia Saudita, por exemplo.

O sorteio que irá definir a primeira fase da Copa da Rússia será realizado no dia 1º de dezembro, em Moscou. Dois países da mesma confederação não podem ficar na mesma chave, com exceção dos europeus, que podem emplacar no máximo duas seleções na mesma chave.

Veja com ficaram os potes do sorteio dos grupos da Copa-2018:

POTE 1: Rússia, Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França
POTE 2: Espanha, Peru, Suíça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia
POTE 3: Dinamarca, Islândia, Costa Rica, Suécia, Tunísia, Egito, Senegal e Irã
POTE 4: Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coreia do Sul e Arábia Saudita


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1º brasileiro campeão da Copa vestia azul e era filho de presidente da Lusa
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Rafael Reis

A seleção brasileira só conquistou o primeiro dos cinco títulos mundiais de sua história em 1958, na Suécia. Só que 24 anos antes, um jogador nascido e criado em São Paulo teve a honra de levantar a Copa do Mundo.

Anfilogino Guarisi Marques, ou simplesmente Filó, foi o primeiro brasileiro a faturar o título mais importante do futebol mundial. O atacante foi um dos integrantes da “legião estrangeira” que ajudou a Itália a ganhar a Copa-1934.

Além do paulistano, a Azzurra utilizou naquela oportunidade atletas nascidos na França (Felice Borel), na Argentina (Attilio Demaría, Luis Monti, Raimundo Orsi e Enrique Guaita) e no atual território da Croácia (Mario Varglien).

Filó pôde vestir a tradicional camisa azul e assim se tornar campeão mundial graças à sua mãe, uma imigrante italiana que deixou a Europa para se radicar no Brasil. Mas foi seu pai quem o inseriu no mundo da bola.

O ponta direita era filho de Manuel Augusto Marques, o segundo presidente da história da Portuguesa de Desportos. Como não poderia ser diferente, foi no clube do Canindé que o futuro jogador da Itália começou a carreira.

Filó jogou por dois anos na Portuguesa antes de se transferir para o Paulistano, onde atuaria ao lado de Arthur Friedenreich, o primeiro grande craque do futebol brasileiro. Em 1929, transferiu-se para o Corinthians, seu último time antes de começar a trajetória que o levaria à Copa-1934.

O jogador poderia até disputado a competição quatro anos antes, em 1930, pela sua terra natal. Mas o boicote dos clubes paulistas à convocação impediu o ponta de participar da primeira edição do Mundial e fez com que sua história na seleção brasileira se resumisse a quatro partidas jogadas em 1925.

Um ano depois da Copa-1930, Filó recebeu um convite que parecia irrecusável: trocar o futebol brasileiro, que ainda dava seus primeiros passos rumo ao profissionalismo, pela poderosa Lazio, nada menos que o clube para o qual torcia o então primeiro-ministro da Itália, Benito Mussolini.

Filó fez tanto sucesso em Roma que acabou convocado para reforçar a seleção italiana no Mundial que o país recebeu em 1934. O brasileiro, chamado pelo sobrenome Guarisi por lá, participou de apenas uma partida, a goleada por 7 a 1 sobre os EUA.

Mas mesmo que não tivesse pisado em campo, a simples convocação para jogar pela Itália na Copa-1934 já lhe renderia um posto histórico: o de primeiro jogador brasileiro a conquistar um título mundial de futebol.

O atacante permaneceu na Lazio até 1937, quando aceitou uma proposta para retornar ao Corinthians. Depois, ainda foi para o arquirrival Palestra Itália (hoje Palmeiras), onde pendurou as chuteiras, em 1940.

Filó viveu até os 68 anos e viu o Brasil conquistar seus três primeiros títulos mundiais (1958, 1962 e 1970). Ele morreu em 8 de junho de 1974, cinco dias antes da Copa na Alemanha.


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Rival do Brasil, técnico do Japão foi ferido de guerra e fugiu do seu país
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Rafael Reis

Adversário do Brasil no penúltimo amistoso do ano, nesta sexta-feira, em Lille (França), o técnico do Japão, Vahid Halilhodzic, não tem medo de Neymar, Gabriel Jesus ou de qualquer outro jogador de futebol.

Esse sentimento simplesmente não faz mais parte do vocabulário de quem teve a vida destruída por uma guerra, foi expulso de sua terra natal e teve de conviver com olhares tortos por seu comportamento.

Halilhodzic nasceu no atual território da Bósnia, mas quando ela fazia parte da Iugoslávia, e construiu uma trajetória de sucesso no futebol francês. Ídolo do Nantes, clube pelo qual disputou mais de 160 partidas, foi duas vezes artilheiro da Ligue 1 (1982/83 e 1984/85).

Até o começo da década de 1990, sua vida não era muito diferente da de qualquer outro jogador de sucesso aposentado. O ex-atacante iniciava sua carreira como técnico do Velez Mostar, time cuja sede ficava a 50 km de sua cidade natal.

Foi aí que tudo começou a virar de ponta cabeça.

A Guerra da Bósnia, conflito armado envolvendo bósnios, croatas e iugoslavos (sérvios e montenegrinos) que matou quase 100 mil pessoas, atingiu em cheio Mostar. Halilhodzic escapou da morte, mas chegou a ser ferido em um bombardeio.

Após deixar o hospital, o hoje treinador do Japão passou a ser ameaçado pelo exército croata e precisou fugir do país. Logo após ir embora, sua casa foi saqueada e incendiada pelas forças que estavam em conflito com a Bósnia.

Expulso de sua terra natal, Halilhodzic encontrou mais uma vez refúgio na França, onde sua nova carreira realmente emplacou. O bósnio dirigiu o pequeno Beauvais, devolveu o Lille à primeira divisão e escapou do rebaixamento com o Rennes.

Em 2004, quando dirigia o Paris Saint-Germain, recebeu a mais alta honraria do governo francês. Ele foi condecorado cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, título criado por Napoleão Bonaparte no início do século 19 e que é concedido como recompensa a civis e miliares de destaque.

A condecoração foi um raro reconhecimento para alguém que não costuma despertar os melhores sentimentos nas pessoas que o cercam. Halilhodzic é uma pessoa difícil e vive criando polêmicas.

Em 2010, quando a seleção do Togo sofreu um atentado terrorista a caminho da Copa Africana de Nações, o então treinador da Costa do Marfim disse que havia vivido coisas piores em Mostar.

O técnico também vivia em guerra com a imprensa da Argélia, seleção que comandou entre 2011 e 2014, e chegou a abandonar uma entrevista coletiva na última Copa do Mundo por não querer falar sobre o Ramadã (período sagrado dos muçulmanos, marcado por jejuns).

Caso permaneça à frente do Japão até junho do próximo ano, Halilhodzic trabalhará em sua segunda Copa do Mundo. Em 2014, ele conduziu a Argélia até as oitavas de final.


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