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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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Qual o tamanho do favoritismo do Brasil na Copa-2018?
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Rafael Reis

Liderança do ranking da Fifa, primeira seleção a se classificar dentro de campo para a Copa do Mundo-2018 e nove vitórias em nove rodadas das eliminatórias desde a troca de Dunga por Tite.

O jogador mais caro da história do futebol (Neymar), o sonho não concretizado do Barcelona (Philippe Coutinho) e duas peças essenciais no funcionamento do clube mais vitorioso da atualidade (Marcelo e Casemiro).

Três anos depois do vexame histórico de ser goleado por 7 a 1 dentro de casa pela Alemanha, na semifinal da Copa-2014, a seleção brasileira renasceu e voltou a ser admirada e respeitada por torcedores e adversários.

A campanha irrepreensível nas eliminatórias sul-americanas, as vitórias tranquilas sobre Argentina, Colômbia e Uruguai, todos times do primeiro escalão mundial e o futebol consistente mostrado ao longo do último ano criaram no brasileiro uma certeza: a seleção chegará como favorita à Rússia-2018.

Mas qual será o verdadeiro tamanho do favoritismo brasileiro no Mundial do próximo ano? Será que o time de Tite é realmente melhor que seus adversários para levantar a taça em Moscou, no dia 15 de julho?

A primeira constatação importante a se fazer é que, sim, o Brasil desembarca na Rússia como favorito ao hexacampeonato mundial. Tão favorito quanto era em 2006, 2010 e 2014, de tristes recordações para o futebol canarinho.

Mas isso não significa que o Brasil é o favorito para ganhar a Copa do Mundo, mas sim que é um dos favoritos para conquistá-la.

Faltando nove meses para o início do Mundial da Rússia, hoje é possível identificar três seleções que estão adiante das adversárias e, consequentemente, possuem chances mais elevadas de faturarem o título. E o Brasil é uma delas.

A Alemanha, atual campeã mundial e recém-saída da conquista da Copa das Confederações, e a França, provavelmente a equipe do planeta com maior oferta de bons jogadores na atualidade, fazem companhia aos comandados de Tite neste trio de favoritos.

Os alemães têm 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias, aproveitam-se de uma base que se conhece há muito tempo, carrega a experiência do título mundial de 2014 e são dirigidos por um treinador mestre na arte de promover a renovação constante da equipe, impedindo assim que ela envelheça e perca vigor físico.

Já os franceses possuem um talento bruto de fazer inveja a qualquer outra seleção do planeta, inclusive ao Brasil, e podem se dar ao luxo de ignorar Karim Benzema, camisa 9 do Real Madrid. Isso porque contam com Griezmann, Pogba, Mbappé, Dembélé, Kanté, Lemar, Bakayoko, Mendy, todos muito jovens e capazes de dar um salto de evolução a qualquer momento.

Isso não significa, é claro, que Espanha, Itália, Argentina ou qualquer outra seleção não possa vencer a Copa. Mas isso seria uma surpresinha. Afinal, o Mundial da Rússia já tem favoritos. E o Brasil é um deles.


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1º brasileiro no PSG perdeu tudo e teve de vender até medalha da Copa-1970
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Rafael Reis

Quem vê o salário de até 40 milhões de euros (R$ 147 milhões) anuais que Neymar irá ganhar no Paris Saint-Germain pode ter dificuldade para acreditar que o primeiro brasileiro a defender o clube francês precisou se desfazer do bem mais precioso de sua carreira profissional para pagar as contas.

Tricampeão mundial com a seleção brasileira no México e companheiro de Pelé no Santos que marcou época na década de 1960, o zagueiro Joel Camargo jogou duas partidas pelo PSG entre 1971 e 1972.

O time da capital francesa estava longe de ser esse milionário e poderoso clube que faz estragos no Mercado da Bola. Pelo contrário, fundado há apenas um ano, havia acabado de chegar à primeira divisão.

O PSG ainda não era digno de um jogador com o título da Copa-1970 e a parceira com Pelé no currículo. Mas foi o que Joel conseguiu depois de um acidente automobilístico que matou duas mulheres lhe fechar a maioria das portas no Brasil.

Joel sempre negou que estivesse alcoolizado quando bateu seu Opala vermelho, comprado com o dinheiro da premiação do tri mundial, em um poste. Mas a opinião pública e o Santos não acreditaram. O zagueiro teve seu contrato rescindido e não encontrou outro clube disposto a contratá-lo.

“O preconceito existe, e eu sempre falei disso. Na época do acidente, fui crucificado por causa da minha cor. Quando o Santos ia jogar na Bahia, tinha um preconceito do c… Na Argentina, não podiam ver a gente. Gritavam ‘macaco’ mesmo. E eu era o único que falava de preconceito naquela época. Meus colegas de time me chamavam de radical, mascarado, pediam pra eu deixar essas coisas pra lá, mas eu queria me expressar”, disse, em depoimento ao jornalista Breiller Pires, publicado logo depois da morte do zagueiro, em 2014 no “Medium”.

A amargura tomou conta de Joel. Depois de não conseguir se adaptar ao PSG, o campeão mundial voltou para casa e começou a torrar tudo aquilo que o futebol havia lhe proporcionado. Aos 35 anos, seis depois da aposentadoria, chegou ao fundo do poço. Com sérios problemas financeiros e abusando do álcool, transformou em dinheiro a medalha do Mundial.

“Um dia, passando dificuldade, pensei: ‘Pra que essa porra de medalha?’ Juntei a tralha e vendi tudo. Eu tava duro, cara. Não tenho fotos nem troféus guardados. A única lembrança dos tempos de jogador é um quadro da Copa de 70 que um torcedor me deu”, afirmou Joel na entrevista a Breiller.

Quando nem mais a medalha lhe restava, Joel foi trabalhar como estivador no Porto de Santos. Permaneceu por lá, carregando sacos de café para cima e para baixo, até a aposentadoria, aos 55 anos.

Trezes anos depois, em 2014, e debilitado por décadas e mais décadas de alcoolismo e diabetes, o primeiro brasileiro a vestir a camisa do PSG morreu vítima de insuficiência renal.


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Como o país da Copa quase encerrou a carreira de Thiago Silva
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Rafael Reis

Capitão da seleção brasileira na última Copa do Mundo, o zagueiro Thiago Silva, 32, certamente quer visitar a Rússia no próximo ano para disputar o terceiro Mundial de sua carreira.

Só que o país-sede da competição mais importante do calendário do futebol não traz boas lembranças para o defensor do Paris Saint-Germain.

Foi na Rússia que Thiago Silva viveu o momento mais dramático de toda sua carreira, um momento em que precisou lutar pela própria vida e viu ameaçado seu futuro como jogador profissional.

O zagueiro, então com 20 anos e pouco conhecido no Brasil, morou na capital russa no segundo semestre de 2005, depois de uma rápida passagem de apenas seis meses pelo Porto B.

Só que Thiago jamais disputou uma partida oficial pelo Dínamo Moscou, clube que desembolsou 3,5 milhões de euros (R$ 12,8 milhões) pelo seu futebol.

Problemas com o técnico? Má fase? Dificuldade de relacionamento com os outros jogadores? Nada disso, o que não permitiu que o zagueiro fosse a campo na Rússia foi um motivo muito mais sério.

O defensor já reclamava de dores no peito desde os tempos em que jogava em Portugal. Mas, aquilo que os médicos do Porto jamais conseguiram identificar, foi rapidamente descoberto pela equipe do Dínamo Moscou.

Thiago Silva estava com tuberculose, uma doença infecto-contagiosa que atinge os pulmões e prejudica a capacidade respiratória. Caso não fosse bem tratado, esse poderia levá-lo a uma aposentadoria precoce dos gramados ou, até mesmo, à morte.

Impossibilitado de voltar ao Brasil devido ao aspecto contagioso de sua doença, o brasileiro ficou internado durante quatro meses em Moscou. Foram meses de muito sofrimento, em um hospital descrito pelo jogador como “precário”, recebendo visitas muito esporádicas e com dificuldade de comunicação com os médicos.

“Foi um período muito complicado em minha vida. Passei momentos que não desejo para a pior pessoa do mundo. Não conhecia quase ninguém na Rússia e contei com a força de minha família e de Deus para superar tudo”, disse, cinco anos atrás, em entrevista ao UOL.

Recuperado da doença, Thiago Silva acabou contratado pelo Fluminense antes mesmo de jogar pelo Dínamo Moscou. E foi aí que sua história de sucesso começou. Do Rio, migrou para o Milan e, posteriormente, para o PSG.

Em 2015, ano seguinte ao Mundial do Brasil, foi convidado pelo Ministério da Saúde para protagonizar uma campanha publicitária contra a tuberculose. Um convite que ele não tinha como recusar.

De volta à seleção brasileira após um período esquecido por Dunga, Thiago Silva tem agora dez meses para convencer Tite de que merece voltar à Rússia no próximo ano… para vencer a Copa e também os fantasmas do seu passado.

O Blog do Rafael Reis publica às quintas-feiras a seção “País da Copa”, que conta as histórias do futebol da Rússia e de jogadores brasileiros que passaram por lá.


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Coutinho e outros 5 listados por Tite que podem mudar de time nesta janela
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Rafael Reis

Faltando ainda cinco semanas para o encerramento da janela de transferências na Europa, o Mercado da Bola anda bastante agitado e muitos jogadores conhecidos podem mudar de clube para a temporada 2017/18.

Entre eles, estão alguns jogadores que já foram convocados para a seleção brasileira por Tite, ou seja, que de alguma forma estão no radar do treinador para a Copa do Mundo do próximo ano.

Conheça agora seis convocáveis brasileiros que ainda podem agitar o mercado de transferências nesta janela.

PHILIPPE COUTINHO
25 anos
Meia-atacante
Liverpool (ING)

Está na mira do Barcelona já há algumas temporadas, mas o interesse do time catalão se intensificou nos últimos dias devido à possível saída de Neymar para o PSG. De acordo com o jornal britânico “Daily Mail”, o Barça já apresentou uma proposta de 80 milhões de euros (R$ 291,5 milhões) pelo camisa 10. O Liverpool, pelo menos por enquanto, diz que não pretende se desfazer do seu astro.

PAULINHO
28 anos
Meia
Guangzhou Evergrande (CHN)

O bom momento na seleção brasileira reabriu o mercado dos grandes clubes europeus para Paulinho. O jogador do Guangzhou Evergrande chegou a ter um namorinho com o Bayern de Munique no início da janela de transferências e agora conversa com o Barcelona. O clube chinês quer que os espanhóis paguem a multa rescisória de 40 milhões de euros (R$ 145,7 milhões) do jogador, hipótese que não agrada ao Barça.

ALEX SANDRO
26 anos
Lateral esquerdo
Juventus (ITA)

A saída do brasileiro da Juventus nesta temporada já foi uma possibilidade mais real, mas Alex Sandro é um dos laterais esquerdos mais valorizados do mundo e ainda está na lista de contratações de pelo menos um dos grandes clubes do planeta, o Chelsea. Segundo a Sky Sports Italia, o campeão inglês já ofereceu 68 milhões de euros (R$ 247,8 milhões) pelo jogador, proposta que foi recusada pelos italianos.

GABIGOL
20 anos
Atacante
Inter de Milão (ITA)

Apesar de ter começado bem a pré-temporada da Inter de Milão, o atacante ainda está na lista de jogadores disponíveis para empréstimo do clube italiano. O último time que apareceu como possível destino de Gabigol para a próxima temporada foi o Fenerbahce, que tenta se reestruturar após ter sido apenas o terceiro colocado no último Campeonato Turco.

RODRIGO CAIO
23 anos
Zagueiro
São Paulo (BRA)

Assim como Alex Sandro, também já esteve mais perto de protagonizar uma transferência nesta janela do que agora. O zagueiro interessa ao Zenit São Petesburgo, que negocia há semanas com o São Paulo a negociação do jogador. Por enquanto, Rodrigo Caio continua no Morumbi, algo incomum para atletas são-paulinos que receberam propostas do exterior na atual temporada.

NEYMAR
25 anos
Atacante
Barcelona (ESP)

O atacante é o grande nome do Mercado da Bola para a temporada 2017/18 do futebol europeu e tem acumulado capas e mais capas na imprensa esportiva europeia. O Paris Saint-Germain está disposto a pagar os 222 milhões de euros (R$ 808 milhões) de sua multa rescisória com o Barcelona, o que faria do brasileiro o jogador mais caro de todos os tempos. No último domingo, depois de dias de expectativa, Piqué postou uma foto ao lado do companheiro anunciando que ele fica. Nas próximas horas, pode ser que Neymar dê razão ao zagueiro e de fato encerre a novela com os franceses. Até lá, no entanto, ele segue sendo uma hipótese no mercado da bola.


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6 convocados por Tite já trocaram de clube nesta janela; saiba quem
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Rafael Reis

Há um ano e um mês no comando da seleção brasileira, Tite convocou 54 jogadores diferentes para vestir a camisa amarela em amistosos e jogos das eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

Desses, seis já trocaram de clube na atual janela de transferências em busca de melhores oportunidades profissionais ou mais visibilidade para garantir um lugar na equipe que vai à Rússia no próximo ano.

Conheça abaixo os selecionáveis de Tite que movimentaram o Mercado da Bola neste meio de 2017.

DANIEL ALVES
34 anos
Lateral direito
Trocou a Juventus (ITA) pelo Paris Saint-Germain (FRA)

Jogador mais experiente da seleção na atualidade e um dos protagonistas do vice-campeonato europeu da Juventus, o lateral direito pediu para deixar o clube italiano após apenas uma temporada por lá e foi prontamente atendido. Inicialmente, imaginava-se que o destino de Daniel Alves seria o Manchester City, treinado por Pep Guardiola, que o comandou no Barcelona. Mas o lateral preferiu assinar por dois anos com o PSG e virou um dos trunfos do time francês para atrair Neymar.

EDERSON
23 anos
Goleiro
Trocou o Benfica (POR) pelo Manchester City (ING)

Brasileiro mais caro da atual janela de transferências, foi negociado pelo Benfica por 40 milhões de euros (R$ 146 milhões). Contratado a pedido de Guardiola por aliar a técnica de goleiro com talento com a bola nos pés, Ederson estreou pelo Manchester City falhando em um amistoso de pré-temporada contra o Manchester United e já recebeu as primeiras críticas da imprensa inglesa.

DOUGLAS COSTA
26 anos
Meia-atacante
Trocou o Bayern de Munique (ALE) pela Juventus (ITA)

Após uma temporada de estreia sensacional pelo Bayern de Munique, sofreu com problemas físicos, perdeu rendimento e foi parar no banco de reservas do clube alemão. Temendo ficar fora da Copa do Mundo, Douglas Costa tratou rapidamente de arranjar outro clube para jogar e se mandou para a Juventus. Os italianos pagaram 6 milhões de euros (R$ 21,8 milhões) pelo empréstimo do brasileiro por um ano e terão de desembolsar mais 40 milhões de euros (R$ 145,8 milhões) se quiserem ficar com ele após esse período.

DIEGO ALVES
32 anos
Goleiro
Trocou o Valencia (ESP) pelo Flamengo

Famoso pelo recorde de defesas de pênalti que estabeleceu no futebol espanhol, escolheu retornar ao futebol brasileiro depois de dez anos atuando na Europa, apesar de ter um mercado farto por lá. A possibilidade de atuar em um clube de enorme apelo popular na temporada pré-Copa do Mundo e de estar mais perto do técnico Tite certamente pesaram na decisão de Diego Alves.

VITOR HUGO
26 anos
Zagueiro
Trocou o Palmeiras pela Fiorentina (ITA)

Convocado por Tite para o amistoso contra a Colômbia, em janeiro, quando o Brasil utilizou uma seleção formada apenas por jogadores que atuavam no próprio país, o zagueiro já havia comunicado há tempos sua intenção de deixar o Palmeiras rumo à Europa no meio de 2017. A proposta de 8 milhões de euros (R$ 29 milhões) da Fiorentina chegou em um momento em que Vitor Hugo já nem era mais titular absoluto do atual campeão brasileiro.

CAMILO
31 anos
Meia
Trocou o Botafogo pelo Internacional

Outro que fez parte da seleção de locais que enfrentou a Colômbia no início do ano, o meia foi o último selecionável a trocar de clube nesta janela de transferências. Inconformado com a reserva no Botafogo, acabou acertando durante a última semana sua ida para o Internacional, em uma troca com o atacante Brenner, que mudou para o Rio, e agora vai disputar a Série B do Brasileiro.


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Com valor de Neymar, PSG compraria os outros titulares do Brasil juntos
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Rafael Reis

A milionária proposta que o Paris Saint-Germain pode pagar para tirar Neymar do Barcelona e que tem agitado o Mercado da Bola na Europa poderia ser suficiente para contratar os outros dez titulares da seleção brasileira.

Para levar o camisa 11 para a capital francesa nesta temporada, o PSG teria de pagar os 222 milhões de euros (R$ 814 milhões) da multa rescisória do jogador, que tem contrato com o Barça até 2021.

A quantia praticamente equivale à soma dos valores de mercado dos outros dez atletas que Tite costuma escalar ao lado do astro na seleção.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado nas transferências do futebol, os titulares mais frequentes do Brasil, com exceção de Neymar, é claro, estão avaliados em 222,5 milhões de euros (R$ 815,8 milhões).

Isso não significa que todos os clubes aceitariam vender seus atletas pelo valor de mercado. Esses preços são apenas uma estimativa de quanto os jogadores valem atualmente no Mercado da Bola.

Neymar, por exemplo, tem valor estimado de 100 milhões de euros (R$ 367 milhões). No entanto, a proposta do PSG pelo atacante de 25 anos é superior ao dobro desse valor.

Também não dá para acreditar que o Manchester City liberaria Gabriel Jesus por apenas 30 milhões de euros (R$ 110 milhões), seu preço estimado pelo “Transfermarkt”.

Por outro lado, há negociações que acontecem por valores inferiores à avaliação de mercado dos jogadores. Daniel Alves, por exemplo, vale 6 milhões de euros (R$ 22 milhões), de acordo com o site, mas acabou de ser liberado gratuitamente pela Juventus para assinar com o PSG.

Outro caso é o de Miranda. Segundo o “Transfermarkt”, o zagueiro da Inter de Milão está avaliado em 9 milhões de euros (R$ 33 milhões). No entanto, é pouco provável que algum clube aceite pagar tanto pelo defensor, que está prestes a completar 33 anos.

A possibilidade de Neymar trocar o Barcelona pelo PSG se tornou a grande história da janela de transferências para a próxima temporada europeia e foi parar nas capas e manchetes dos principais veículos da imprensa esportiva da França e da Espanha.

O Esporte Interativo cravou na última terça-feira que o atacante aceitou a proposta do clube francês e está de mudança para Paris. O estafe do jogador e o PSG não confirmam a negociação, enquanto o Barça descarta a saída do brasileiro.

Caso o pagamento da multa rescisória se confirme, Neymar será de longe a contratação mais cara da história do futebol mundial. O recorde pertence hoje ao francês Paul Pogba, que foi para o Manchester United no ano passado por 105 milhões de euros (R$ 385 milhões).

Ou seja, com o dinheiro da possível transação do brasileiro seria possível contratar dois Pogbas. E ainda sobraria um troco…

QUANTO VALEM OS TITULARES DA SELEÇÃO BRASILEIRA?

Alisson (Roma) – 7 milhões de euros
Daniel Alves (PSG) – 6 milhões
Marquinhos (PSG) – 35 milhões
Miranda (Inter de Milão) – 9 milhões
Marcelo (Real Madrid) – 38 milhões
Casemiro (Real Madrid) – 30 milhões
Paulinho (Guangzhou Evergrande) – 15 milhões
Renato Augusto (Beijinh Guoan) – 7,5 milhões
Philippe Coutinho (Liverpool) – 45 milhões
Gabriel Jesus (Manchester City) – 30 milhões
TOTAL: 222,5 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Lateral brasileiro do Leverkusen se vê na seleção… mas só depois da Copa
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Rafael Reis

Titular da lateral esquerda do Bayer Leverkusen há três temporadas, Wendell considera que há espaço para ele na seleção brasileira. Mas, talvez, não agora…

O ex-jogador do Grêmio admite que hoje é muito difícil tirar Marcelo ou Filipe Luís das convocações e projeta sua consolidação com a camisa amarela a partir do segundo semestre do próximo ano, ou seja, após a Copa do Mundo da Rússia.

“Os caras que estão lá [na seleção] são top de linha. Vou continuar trabalhando, mas preciso ser realista. As chances maiores são mesmo para depois da Copa”, afirmou por telefone.

O lateral, que chegou a ser convocado por Tite para as partidas contra Bolívia e Venezuela, em outubro, mas ainda não estreou pela seleção, conta com a idade a seu favor para fazer parte do projeto da seleção para o Mundial-2022.

Wendell tem apenas 23 anos, contra 28 de Marcelo, o atual titular da posição, e 31 de Filipe Luís, seu reserva imediato. Alex Sandro, outro lateral sempre cotado para fazer parte do elenco pentacampeão mundial, está com 26.

Ao contrário dos seus rivais, o ex-jogador do Grêmio não atua hoje em um dos clubes do primeiro escalão do futebol mundial. Marcelo (Real Madrid), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Alex Sandro (Juventus) estão nas quartas de final da Liga dos Campeões, enquanto o Leverkusen, de Wendell, parou nas oitavas.

“Não acho que isso faz muita diferença. O Tite tem convocado jogadores que estão jogando bem seus clubes, não importa qual é o clube. O Giuliano é do Zenit e tem o pessoal da China também. E não podemos esquecer que o Leverkusen também é um grande clube”, disse.

Mas Wendell poderia estar vestindo hoje uma camisa mais pesada do que a do time alemão. No primeiro semestre do ano passado, o jogador foi cotado para se transferir para o Real Madrid.

O negócio não avançou: o time espanhol achou melhor reintegrar o português Fábio Coentrão ao elenco a pagar os 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 117 milhões) que o Leverkusen queria para liberar o brasileiro.

Irregular na atual temporada, a equipe de Wendell ocupa apenas a 12ª colocação no Campeonato Alemão e tem chances mínimas de classificação para competições europeias. Neste sábado, recebe o Bayern de Munique, atual campeão e líder disparado da Bundesliga.


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Não é só na seleção: Como Paulinho virou “homem-gol” na China
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Rafael Reis

Quem se surpreendeu com os três gols marcados por Paulinho contra o Uruguai, há dez dias, e com o bom desempenho ofensivo do volante nas partidas da seleção brasileira precisa dar uma olhada no que ele anda fazendo no futebol da China.

Em seu terceiro ano vestindo a camisa do Guangzhou Evergrande, atual hexacampeão nacional, o ex-jogador do Corinthians tem balançado as redes como nunca na carreira.

O camisa 8 marcou três gols nas primeiras sete partidas da temporada e divide a vice-artilheira do time com Ricardo Goulart, goleador máximo da última edição do Chinês –Alan, outro brasileiro do elenco, já balançou as redes cinco vezes.

O “novo Paulinho” é bem diferente do jogador que demorou 24 partidas para chegar a três gols pelo Evergrande no ano passado e que marcou apenas duas vezes na temporada 2014/15, sua última pelo Tottenham.

E engana-se quem pensa que o sucesso ofensivo do titular da seleção brasileira na China está ligado a uma decisão de Felipão de escalá-lo mais à frente do que de costume.

No Evergrande, Paulinho faz a mesma função que executou na maior parte de sua carreira: a de segundo homem de meio-campo. O chinês Zhi Zheng, capitão da equipe, atua como volante, e Goulart é o jogador mais adiantado do setor de criação.

Ou seja, a alta frequência dos gols do xodó de Tite está mais ligada à sua volúpia e inteligência para aparecer no ataque como elemento-surpresa do que a um novo esquema tático que acaba privilegiando seus avanços.

Paulinho marcou pela primeira vez na temporada na estreia do Evegrande na Liga dos Campeões da Ásia. Na goleada por 7 a 0 sobre o Eastern, de Hong Kong, ele deixou sua marca e ainda deu uma assistência.

Os outros dois gols saíram no Chinês. O brasileiro fez os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Beijing Guoan, time de Ralf e Renato Augusto, no começo do mês passado.

Um dos jogadores que mais se “queimaram” no fiasco brasileiro na Copa-2014, Paulinho ficou afastado da seleção por dois anos e só voltou a vestir a camisa amarela depois da chegada de Tite, treinador que o dirigiu no Corinthians e o transformou em um nome de destaque no futebol nacional.

Com o novo técnico, ele virou peça-chave da equipe. Foi titular em sete dos oito últimos jogos das eliminatórias (cumpriu suspensão ante a Bolívia) e é o terceiro artilheiro da “era Tite”, com quatro gols.

Só Neymar (seis gols) e Gabriel Jesus (cinco) balançaram as redes mais do que ele desde a troca no comando da seleção. Outra prova de que Paulinho virou mesmo um “homem-gol”.


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A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
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Rafael Reis

Nove vitórias consecutivas, passeios contra Uruguai e Argentina, os mais tradicionais adversários no futebol sul-americano, classificação para a Copa do Mundo e o retorno à liderança do ranking da Fifa.

Em nove meses de trabalho, Tite revolucionou a seleção. Resgatou uma equipe com cara de decadente, que era praticamente uma unanimidade na arte de desagradar o torcedor nos tempos de Dunga, e fez dela novamente um xodó do povo brasileiro.

O futebol convincente apresentado por Neymar e cia. nas eliminatórias e a primeira colocação no ranking mundial são suficientes para levantarmos uma delicada questão: o Brasil já é a melhor seleção do planeta?

A pergunta não é tão simples de se responder porque todos os adversários da era Tite foram sul-americanos. O time pentacampeão mundial deu show contra seus vizinhos, inclusive ante a Argentina, de Messi.

Mas falta saber como ele irá se comportar ante outras escolas de futebol. E não, o amistoso contra os alemães, em março do ano que vem, não será suficiente para tirarmos a prova.

O que dá para dizer por enquanto é que nenhuma seleção do mundo tem jogado em tão alto nível e tomado tão pouco conhecimento de adversários quanto a brasileira. Nem mesmo a Alemanha e a Suíça, equipes com 100% de aproveitamento nas eliminatórias, conseguem seus resultados com a mesma naturalidade dos comandados de Tite.

Por esse ponto de vista, dá para dizer que o Brasil ESTÁ a melhor seleção do mundo. Mas, como vimos nas últimas três edições da Copa das Confederações, isso pode acabar não significando nada.

O que vai determinar se os livros de história tratarão a gestão de Tite como sucesso ou fracasso é o que vai acontecer dentro e um ano e três meses, na Copa da Rússia. E há pelo menos duas fortes candidatas a ESTAREM a melhor seleção do mundo em junho/julho de 2018.

Uma delas é a atual campeã mundial. A Alemanha tem conseguido escapar da tentação de eternizar a geração vencedora que prejudica quase todos os vencedores da Copa (vide Espanha-2014, Brasil-2006 e França-2002) e faz um belo trabalho de renovação constante do seu elenco.

E é justamente essa característica de Joachim Löw que torna tão difícil analisar o real nível da seleção germânica. Afinal, é muito raro o treinador escalar sua força máxima em uma partida. Mesmo assim, os algozes do 7 a 1 estão invictos há oito partidas.

A outra candidata a melhor seleção do mundo é a França. Aquela mesma França que perdeu para Portugal e não conseguiu ser campeã europeia em casa no meio do ano passado? Sim, ela mesma.

A questão é o que os franceses possuem o maior arsenal de jovens talentosos do futebol mundial na atualidade. Mbappé, Dembélé, Lemar, Rabiot, Martial, Coman, Tolisso, Kimpembe, Mendy, Sidibé, Varane e Pogba têm no máximo 24 anos. O sucesso ou fracasso dos Bleus em 2018 vai passar por quão acentuada será a curva de evolução do futebol dessa garotada no próximo ano.


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