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São Paulo entra no top 10 de maiores vendedores da atual janela; veja lista
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Rafael Reis

Em meio a um processo de desmanche do elenco e ocupando um lugar dentro da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o São Paulo entrou no top 10 dos clubes do mundo que mais venderam jogadores na atual janela de transferências.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado no Mercado da Bola, o time do Morumbi é o oitavo do planeta que mais dinheiro levantou com transações de atletas para a temporada 2017/18.

Com as vendas de Luiz Araújo e Thiago Mendes (Lille), Maicon (Galatasaray) e Lianco (Torino), o São Paulo arrecadou 32,4 milhões de euros (R$ 122,3 milhões) e entrou para o grupo que conta ainda com Benfica, Roma, Monaco, Lyon, Porto, Juventus, Torino, Anderlecht e Ajax.

O maior vendedor da atual janela é o Benfica, que já faturou 81,8 milhões de euros (R$ 308,8 milhões) com transferências. Curiosamente, quase metade desse valor foi levantado com a venda para o Manchester City do goleiro Ederson, outro ex-jogador do São Paulo.

Ederson, negociado por 40 milhões de euros (R$ 151 milhões) é o único brasileiro na lista das dez maiores transferências do planeta visando a próxima temporada.

Até momento, o período de transferências para 2017/18 já movimentou mais de 1,5 bilhão de euros (nada menos que R$ 5,6 bilhões).

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 81,8 milhões de euros
2º – Roma (ITA) – 69,5 milhões
3º – Monaco (FRA) – 58 milhões
4º – Lyon (FRA) – 48 milhões
5º – Porto (POR) – 44 milhões
6º – Juventus (ITA) – 40,4 milhões
7º – Torino (ITA) – 37,1 milhões
8º – São Paulo (BRA) – 32,4 milhões
9º – Anderlecht (BEL) – 27,2 milhões
10º – Ajax (HOL) – 27 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Bayern de Munique (ALE) – 90,5 milhões de euros
2º – Manchester City (ING) – 90 milhões
3º – Milan (ITA) – 82 milhões
4º – Roma (ITA) – 64,9 milhões
5º – Everton (ING) – 63,5 milhões
6º – Juventus (ITA) – 47,5 milhões
7º – Borussia Dortmund (ALE) – 44 milhões
8º – Liverpool (ING) – 42 milhões
9º – Monaco (FRA) – 36 milhões
10º – Manchester United (ING) – 35 milhões
Schalke 04 (ALE) – 35 milhões
Wolfsburg (ALE) – 35 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
3º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
4º – Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
5º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões
6º – Victor Lindelöf (SUE/Manchester United) – 35 milhões
7º – Jordan Pickford (ING/Everton) – 28,5 milhões
8º – Davy Klaasen (ING/Everton) – 27 milhões
9º – Youri Tielemans (FRA/Monaco) – 25 milhões
10º – Leandro Paredes (ARG/Zenit) – 23 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
4º – Thiago Mendes (Lille) – 9 milhões
5º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
Wanderson (Krasnodar) – 8 milhões
8º – Maicon (Galatasaray) – 7 milhões
9º – Lyanco (Torino) – 5,9 milhões
10º – Marlon (Barcelona) – 5 milhões
William (Wolfsburg) – 5 milhões

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Alemão – 355,2 milhões de euros
2º – Campeonato Inglês – 347,4 milhões
3º – Campeonato Italiano – 343,6 milhões
4º – Campeonato Francês – 141,8 milhões
5º – Campeonato Espanhol – 109,8 milhões
6º – Campeonato Belga – 48,5 milhões
7º – Campeonato Russo – 48,1 milhões
8º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 45 milhões
9º – Campeonato Português – 38,1 milhões
10º – Campeonato Mexicano – 35,9 milhões
TOTAL: 1,5 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões)

Fonte: Transfermarkt


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Ex-São Paulo, artilheiro de 2010 diz que Copinha só lhe rendeu “mídia”
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Rafael Reis

Tailândia, Vietnã, Omã, Lituânia e Japão. O que parece um roteiro alternativo de turismo pelo Oriente é, na verdade, um resumo dos três últimos anos da carreira do artilheiro da Copa São Paulo de 2010.

Com nove gols, Lucas Gaúcho liderou o São Paulo rumo à conquista da mais importante competição de base do Brasil e ficou nacionalmente conhecido, mas não conseguiu decolar tanto quanto Casemiro (Real Madrid) e Lucas (Paris Saint-Germain), seus companheiros de time em Cotia.

Lucas Gaucho

“[A Copa São Paulo] só me rendeu mais mídia. Nenhum jogador subiu depois da Copinha. Passaram quatro ou cinco meses para que fôssemos chamados para o profissional. Até hoje, não sei muito bem como as coisas funcionam no SPFC.”

Promovido para a equipe principal ao longo de 2010, assim como Casemiro e Lucas, o centroavante não teve tantas chances de mostrar seu futebol quanto os antigos parceiros. Foram apenas cinco partidas com a camisa do São Paulo, com dois gols.

Os números não são ruins, o que ajuda a atender as dúvidas de Lucas Gaúcho em relação aos critérios de aproveitamento do clube que o formou. Outra mágoa que ficou daqueles tempos foi o rótulo de baladeiro e jogador de temperamento difícil que recebeu.

“As pessoas falam muito. Como todo jogador novo, tive uma fase em que gostava de sair. Mas ninguém teve paciência para explicar se o que eu fazia era certo. Dentro de campo, eu dei resultado. Mas, o dentro de campo não importou muito”, lamenta.

Lucas Gaucho 2

Fora dos planos do São Paulo, Lucas Gaúcho iniciou uma peregrinação por times menores: São Bernardo, Portuguesa, Luverdense, Espanyol B e São José até que, em 2013, foi tentar a sorte na Tailândia.

Na sequência vieram o Vietnã, a vice-artilharia da liga nacional do Omã e os jogos de fase preliminar da Champions pelo Zalgiris, da Lituânia. Em julho, ele se transferiu para o Thespakusatsu Gunma, da segunda divisão japonesa.

“Sou o homem que sou hoje por conta das coisas que vivi como atleta. Deus proporciona coisas que às vezes não entendemos, mas é sempre para o nosso bem. Sou muito grato pelo que vivi até agora no futebol e também como ser humano”, conclui.


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Paraguai, Inglaterra e Chile: onde estão gringos que jogaram no São Paulo
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Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

Neste terceiro episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do São Paulo e continuam em atividade.

A série retorna na quarta-feira, quando apresentaremos os estrangeiros do Santos.

JONATHAN CALLERI
Atacante
23 anos
Argentino
No São Paulo: 2016
West Ham (ING)
Calleri
Jogou no Brasil apenas por um semestre, entre fevereiro e julho deste ano, tempo suficiente para conquistar a torcida do São Paulo. Mas, desde que foi para a Inglaterra, sua carreira desandou. Reserva do West Ham, time que tem lutado contra o rebaixamento nesta temporada, passou em branco nas nove partidas que disputou e chegou a ser rebaixado para a equipe B do clube londrino para ganhar ritmo de jogo.

CLEMENTE RODRÍGUEZ
Lateral esquerdo
35 anos
Argentino
No São Paulo: De 2013 a 2015
Colón (ARG)
Clemente
Lembrado pela torcida são-paulina mais pelo longo período em que recebeu para só treinar (afastado do restante do elenco) do que por qualquer coisa que fez nos três jogos em que foi utilizado, o ex-lateral da seleção argentina voltou a ter uma vida normal de jogador de futebol no Colón. Apesar de estar longe de ser o jogador que se destacou no Boca Juniors, Clemente Rodríguez atua com frequência na equipe de Santa Fé, sexta colocada no Campeonato Argentino.

MARCELO CAÑETE
Meia
26 anos
Argentino
No São Paulo: De 2011 a 2015
Libertad (PAR)
Canete
Outro argentino que, assim como Clemente Rodríguez, teve poucas oportunidades no São Paulo e que, quando recebeu alguma chance, desperdiçou. O meia, que passou três anos sendo emprestado (Portuguesa, Náutico e São Bernardo) antes de rescindir seu contrato, agora atua no Paraguai. Mas Cañete tem ficado no banco de reservas nas últimas partidas do Libertad.

NELSON SAAVEDRA
Lateral direito
28 anos
Chileno
No São Paulo: 2010
Audax Italiano (CHI)
Saavedra
Um dos grandes mistérios da história recente do São Paulo, o lateral que chegou por indicação do empresário Juan Figger, treinou por um ano e foi embora sem nunca ter disputado uma partida, continua não sendo dos jogadores de futebol mais atuantes. Contratado pelo Audax Italiano em 2013, soma apenas 40 jogos pelo clube. E, na atual temporada, só foi a campo uma vez.

IVÁN PIRIS
Lateral direito
27 anos
Paraguaio
No São Paulo: De 2011 a 2012
Monterrey (MEX)
Piris
O São Paulo precisou contratar Piris para descobrir que ele não era o melhor lateral direito das Américas e nem o cara que sabia o segredo para anular Neymar. Mas, Piris construiu uma carreira bem interessante depois de deixar o Morumbi. Vestiu as camisas da Roma, do Sporting e da Udinese até se transferir para o Monterrey, do México, onde é titular absoluto.


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Irreverente, ex-São Paulo se diz “maior que Pelé”… pelo menos no Bahrein
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Rafael Reis

“Ih, rapaz, não sei direito quantos gols eu fiz não. Mas, foram muitos. Acho que tenho mais gols que o Pelé.”

Aos 35 anos, o atacante Rico não perde a irreverência dos tempos em que seus cabelos platinados e a facilidade com que balançava as redes o tornaram uma das sensações do futebol brasileiro.

Rico

Vice-artilheiro e semifinalista do Campeonato Paulista de 2003 pela modesta Portuguesa Santista, o ex-jogador de São Paulo e Grêmio adora a comparação com Pelé. Tanto que a repetiu três vezes em uma entrevista de 20 minutos.

Não que Rico realmente se considere o Rei do Futebol. Mas por que não um Xeque do Futebol, pelo menos do futebol do Bahrein?

Entre várias idas e vindas, Rico jogou por 11 anos no país árabe. Ele ganhou cinco títulos nacionais, uma Copa da AFC (torneio para campeões nacionais de ligas do segundo escalão asiático) e até o prêmio de maior artilheiro de uma competição internacional do mundo em 2008, dado pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol).

Em sua fase mais produtiva, entre 2005 e 2010, quando defendia o Al-Muharraq, chegou a ter média superior a um gol por jogo.

“Fiz história no futebol do Bahrein. Fiz muitos gols, ganhei muitos. Até hoje, nenhum estrangeiro fez o mesmo que eu por lá. Sempre que alguém chega no aeroporto e diz que é brasileiro, eles já perguntam se conhece o Rico”, diverte-se.

O sucesso no Oriente Médio deu ao ex-atacante de São Paulo e Grêmio a possibilidade de defender uma seleção. Uma chance que ele recusou por excesso de ganância, e uma escolha da qual se arrepende até hoje.

“Recebi convite para jogar pelo Bahrein, sim, mas queria que eles dessem uma casa e dinheiro para eu me naturalizar, igual os Emirados fazem. Fiquei esperando eles me darem alguma coisa, mas eles não quiseram pagar”, conta.

“Fiquei bastante arrependido depois. Se eu tivesse o passaporte asiático poderia jogar em qualquer lugar por lá. Seria mais fácil.”

O arrependimento reflete o momento atual de Rico. Depois de defender o Buisateen no último Campeonato Barenita, o veterano está desempregado e à procura de um clube para dar sequência à carreira.

“Já falei para eu empresário que agora quero jogar e São Paulo. Sinto falta da época que pediam para tirar foto comigo no shopping por aqui. Quero aparecer um pouco no Brasil para que isso volte.”


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Ex-São Paulo aguarda estreia na Champions e se assusta com preços em Mônaco
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Rafael Reis

“Já fui sim ao cassino, mas foi mais para conhecer. Não jogo mais do que 50 euros [R$ 180]. Não dura nem três minutos, mas é assim mesmo. No cassino, você não ganha nenhuma vez. Só perde.”

O meia Gabriel Boschilia tem muito mais do que um garoto de 20 anos ousa sequer sonhar. Defende um clube que disputa a Liga dos Campeões da Europa, recebe em euros e mora em um dos lugares mais cobiçados do planeta. Mas faz questão de manter os pés no chão.

Boschilia

Trata-se de uma estratégia de sobrevivência. O principado de Mônaco, para onde se mudou em agosto do ano passado, quando deixou o São Paulo, é uma tentação. Uma terra repleta de celebridades, marcas luxuosas e um custo de vista que assusta o jogador.

“Aqui é tudo muito caro. Todos os carros são de luxo, os apartamentos também são maravilhosos. Sempre que chega uma conta, você se assusta. Você precisa se acostumar, mas é difícil.”

Ainda mais, quando lembra que cada euro gasto por lá equivale a R$ 3,62 que poderia engordar sua conta.

“Tive que parar com esse negócio de ficar convertendo o preço de tudo porque eu não queria nem comprar uma Coca-Cola”, brinca.

“Mão fechada” assumido, Boschilia está longe de ganhar mal. Mesmo assim, do alto dos seus 20 anos, faz questão de economizar o máximo que pode por pensar no futuro.

“Carreira de jogador de futebol termina cedo, com 35 anos já fica complicado. E, também, gastar vira vício, você se acostuma com um padrão de vida e depois não consegue mais manter”, afirma.

O meia, que passou o primeiro semestre de 2016 emprestado ao Standard Liège, da Bélgica, para ganhar experiência, voltou ao Mônaco nesta temporada e já marcou um gol no Campeonato Francês, sonha agora em realizar o sonho de infância de estrear na Liga dos Campeões.

O ex-jogador do São Paulo já sentiu o cheirinho da Champions ao ficar no banco contra o Villarreal, pela etapa preliminar da competição. Mas, agora, quer ir a campo.

“A expectativa é muito grande, estou trabalhando para isso. Só de ficar no banco já foi muito emocionante. Vi a Champions tantas vezes na TV, e agora estou lá dentro, é realidade. Fica aquela ansiedade de querer entrar e jogar, mas preciso ter calma.”

O time de Boschilia, que estreou na fase de grupos com uma surpreendente vitória na Inglaterra sobre o Tottenham, recebe nesta terça-feira o Bayer Leverkusen com o objetivo de manter a liderança do Grupo E. O meia deve começar no banco de reservas.


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Reforço do São Paulo já foi melhor da Liga Europa, mas não joga há 7 meses
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Rafael Reis

Novo reforço da defesa do São Paulo, o zagueiro Douglas, 26, foi um dos zagueiros de maior destaque do futebol europeu na temporada 2014/15, mas está sem disputar uma partida oficial há sete meses.

O jogador, que defende o Dnipro há três anos e meio, não joga desde a paralisação de inverno do Campeonato Ucraniano, em dezembro, devido a uma lesão no joelho direito.

Revelado pelo Juventude, o defensor se destacou pelo Vasco, time onde atuou por três anos e conquistou o título da Copa do Brasil de 2011. Em janeiro de 2013, foi vendido por 4 milhões de euros (R$ 14,4 milhões, na cotação atual).

Douglas

No Dnipro, Douglas quase sempre foi titular e atuou ao lado de Giuliano (Grêmio) e Egídio (Palmeiras). Foram 87 jogos oficiais pelo clube e um gol.

Seu auge aconteceu no ano passado, quando ajudou o time ucraniano a ser vice-campeão da Liga Europa. De quebra, o brasileiro acabou eleito para a seleção da competição.

O bom desempenho despertou os interesses de Lazio, Stuttgart e Besiktas, mas Douglas preferiu continuar no futebol ucraniano.

O desejo de sair apareceu agora. O zagueiro não gostou do tratamento recebido para a contusão no joelho e está incomodado com os salários atrasados –o Dnipro enfrenta graves problemas financeiros e foi excluído dos torneios continentais pela Uefa devido a dívidas com jogadores.

Foi devido aos atrasos salariais que Douglas conseguiu rescindir seu contrato, que inicialmente iria até o fim de 2017. Sem vínculo com nenhum clube, ele poderá assinar com o São Paulo fora da janela de transferências internacionais, que fecha nesta terça-feira.

A ideia do time do Morumbi é ter o defensor por dois anos. Devido a questões burocráticas, o zagueiro só deve ser liberado pelos ucranianos para ser anunciado como novo reforço do time paulistano entre 20 e 30 dias.

A contratação de Douglas pelo São Paulo é uma forma de o clube se prevenir ante a possível saída de Rodrigo Caio, que foi convocado para disputar os Jogos Olímpicos com a seleção sub-23 e tem mercado internacional.

Douglas não é tão veloz e técnico quanto o atual titular da defesa tricolor, mas tem porte físico avantajado (1,90 m) e é eficiente na marcação corpo a corpo. Caso ganhe vaga na equipe titular, deve formar uma dupla de zaga boa no jogo aéreo com Maicon, que tem 1,91 m.


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Placar que classifica SP não acontece há 38 jogos na casa do Nacional
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Rafael Reis

Derrotar o Atlético Nacional por três gols de diferença (ou dois, desde que o adversário também balance as redes), dentro do estádio Atanasio Girardot, em Medellín.

A missão do São Paulo para evitar nesta quarta-feira sua eliminação na semifinal da Libertadores e alcançar pela sétima vez a decisão da competição continental é bem difícil.

Tão difícil que nenhum clube nos últimos 1 ano e três meses conseguiu realizá-la.

Atletico Nacional

O Nacional não é derrotado dentro de casa por um placar que provoque sua queda na Libertadores desde o dia 4 de abril do ano passado, quando foi batido por 3 a 1 pelo Cortuluá, em partida válida pelo Campeonato Colombiano.

Desde então, jogou mais 38 vezes em seu estádio e sofreu três derrotas. Nenhuma delas por mais de um gol de diferença.

A situação cômoda dos colombianos na semifinal que define o primeiro time classificado para a decisão da Libertadores foi construída na semana passada.

A vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo no Morumbi deixou o time do técnico Reinaldo Rueda muito próximo da vaga –Independiente del Valle, do Equador, e o argentino Boca Juniors disputam o outro posto de finalista.

Para complicar ainda mais a situação são-paulina, o Nacional tem até o momento uma campanha quase perfeita como mandante na Libertadores.

Os colombianos jogaram cinco vezes em casa na competição e venceram quatro. A única exceção, o empate sem gols com o Huracán, aconteceu na última rodada da primeira fase, em jogo que servia apenas para cumprimento de tabela.

Já o São Paulo está longe de ser dos visitantes mais eficientes. O time brasileiro ainda não venceu fora de casa na Libertadores. Contando a fase preliminar do torneio, soma quatro empates e duas derrotas longe dos seus domínios.

Os principais desfalques são-paulinos para a segunda partida da semifinal são o meia Ganso e o atacante Kelvin, que se recuperam de problemas musculares na coxa. O atacante argentino Calleri, um dos artilheiros da competição, está confirmado.


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Futebol mexicano acumula decepções na Libertadores; entenda por quê
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Rafael Reis

Uma liga organizada e clubes endinheirados, com muitos torcedores e até mesmo jogadores reconhecidos internacionalmente. Em tese, o futebol mexicano tinha tudo para ser uma das principais potências da Libertadores.

Mas, depois de 18 anos de participação na competição sul-americana, os representantes da Concacaf ainda buscam seu primeiro título e acumulam muito mais decepções do que campanhas de sucesso.

Apenas três clubes mexicanos chegaram até a decisão da Libertadores até hoje (Cruz Azul, em 2001, Chivas, em 2010, e Tigres, no ano passado). Mas todos foram derrotados na final.

Toluca

Em contrapartida, o futebol mexicano não conseguiu nem alcançar as semi em dez oportunidades, incluindo quatro das cinco últimas edições.

O fracasso mais recente foi a goleada por 4 a 0 sofrida na semana passada pelo Toluca contra o São Paulo, no Morumbi, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

Para continuar na competição e evitar outro fiasco, a equipe mexicana precisa vencer a brasileira, nesta quarta-feira, por pelo menos cinco gols de diferença.

“Os times daqui são fortes, não ficam devendo em nada em relação aos brasileiros. Mas não são os melhores que jogam a Libertadores”, justifica o veterano meia Sinha, 39, do Querétaro, radicado no México há duas décadas e que defendeu a seleção tricolor na Copa-2006.

Ao contrário dos outros dez países participantes, a terra de Chaves e Chicharito não envia seu campeão nacional para a competição. O vencedor e o vice de cada semestre do Campeonato Mexicano disputam a Liga dos Campeões da Concacaf, confederação a qual ele é filiado.

Restam à Libertadores o campeão da Supercopa MX e os dois primeiros colocados do Torneio Apertura do ano anterior que não estejam na Concachampions. Na prática, o quinto e o sexto melhores times do país.

Além disso, um eventual título sul-americano não vale aos mexicanos o direito de participar do Mundial de Clubes, já que o país participa da competição continental como convidado e não é filiado à Conmebol.

“Antes, os clubes daqui realmente deixaram a Libertadores em segundo plano. Mas isso já está mudando”, adiciona Sinha.

Por fim, há a distância e o desgaste provocado por viagens longas, que chegam a durar até 12 horas. Sempre que sai para jogar no exterior na Libertadores, os clubes mexicanos precisam encarar voos de pelo menos 3.000 km.

Agora imagine fazer isso até oito vezes em um período de cinco ou meses. Certamente, o cansaço irá bater e o desempenho dentro de campo não será o mesmo de quem não precisa se locomover tanto.

É por tudo isso que o México, apesar de ter uma liga forte, endinheirada e competitiva, ainda não venceu a Libertadores e já recebeu a fama de ser a “decepção” da competição.


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Rafael Reis

Nacional (URU), Toluca (MEX) e os argentinos Racing e Rosario Central. Serão esses os adversários nas oitavas de final da Libertadores de Corinthians, São Paulo, Atlético-MG e Grêmio, os quatro brasileiros vivos na competição.

Os confrontos serão disputados nas duas próximas semanas e prometem fortes emoções para os torcedores paulistas, mineiros e gaúchos.

Para ajudar na preparação desses torcedores, preparamos um guia com seis jogadores que são as principais ameaças às classificações dos brasileiros para a próxima fase do mata-mata final da competição sul-americana.

MARCO RUBÉN
Clube: Rosario Central (ARG)
Adversário: Grêmio
Marco Ruben
Autor de quatro gols na fase de grupos, talvez seja o melhor camisa 9 do continente na atualidade. Capitão do Rosario Central e homem de confiança do técnico Eduardo Coudet, Rubén já passou pelo Villarreal, teve uma experiência no futebol mexicano e foi o artilheiro da última edição do Campeonato Argentino. O sucesso fez o Rosario gastar 6 milhões de euros (R$ 24 milhões), uma fortuna para o futebol local, para comprar seus direitos econômicos no começo do ano e não perder seu principal jogador.

DIEGO MILITO
Clube: Racing (ARG)
Adversário: Atlético-MG
Diego Milito
Aos 36 anos, Diego Milito tem nome e currículo que assustam qualquer adversário. Vencedor da Liga dos Campeões com a Inter de Milão em 2009 e ex-jogador da seleção, Milito retornou ao Racing, clube onde começou sua carreira, em 2014 e, logo na primeira temporada, tirou o time de um jejum de 13 anos sem conquistar o título argentino. Evidentemente, o centroavante já não é o mesmo dos seus melhores dias, mas ainda marca seus golzinhos e tem experiência de sobra para jogos decisivos. Já anunciou que se aposenta após a Libertadores.

GIOVANI LO CELSO
Clube: Rosario Central (ARG)
Adversário: Grêmio
Giovani Lo Celso
Principal revelação do Rosario Central, o jovem meia de 20 anos responde pela criatividade do adversário do Grêmio. Apesar de ter dado apenas assistência na fase de grupos da Libertadores, tem nos passes para gols sua principal virtude (já deu pelo menos cinco assistências na atual edição do Campeonato Argentino). Está naquela fase em que passa a ser disputado pelos grandes clubes europeus. Seu nome já esteve envolvido em possíveis negociações com PSG, Juventus, Manchester United, Liverpool e Arsenal.

ENRIQUE TRIVERIO
Clube: Toluca (MEX)
Adversário: São Paulo
Triverio
Não espere um futebol vistoso e de muita habilidade do camisa 21 do Toluca. Mas o argentino Enrique Triverio faz aquilo que um centroavante mais precisa: gols. Foram três na fase de grupos da Libertadores, dois apenas na estreia contra o Grêmio (2 a 0). Esteve fora dos últimos jogos devido a uma lesão no tornozelo direito, mas deve reforçar a equipe mexicana nas oitavas de final da Libertadores.

NICO LÓPEZ
Clube: Nacional (URU)
Adversário: Corinthians
Nico Lopez
Autor de três gols na fase de grupos da Libertadores, infernizou o Palmeiras dentro do Allianz Parque e mostrou que um jogador pode fazer muita diferença. O atacante uruguaio Nico López é o “algo a mais” do Nacional, o responsável por fazer o time não ser apenas um gigante com muita camisa e vontade. Rápido e oportunista passou pelas categorias de base da Roma e está emprestado até o meio do ano pela Udinese. Tem futuro no futebol italiano e também na seleção.

ÓSCAR ROMERO
Clube: Racing (ARG)
Adversário: Atlético-MG
Oscar Romero
O irmão gêmeo do Ángel Romero é o melhor jogador da família. Camisa 10 do Racing, ele joga mais recuado que o atacante corintiano e é o armador do time argentino. Na primeira fase da Libertadores, deu três assistências, menos apenas que Seijas (Independiente Santa Fé) e Alejandro Silva (Olimpia), responsáveis por quatro passes para gol cada. Também defende a seleção paraguaia.


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Rival do SP venceu quase 80% dos jogos em casa na Libertadores em 10 anos
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Rafael Reis

Não é à toa que o torcedor do São Paulo está tão preocupado com a partida contra o Strongest, nesta quinta-feira, em La Paz.

Apesar de o time brasileiro precisar apenas de um empate para avançar às oitavas de final da Libertadores, seu adversário é das equipes mais temidas das Américas quando atua em casa.

Ajudado pela altitude da capital boliviana, localizada 3.600 m acima do nível do mar, o Strongest venceu nada menos que 78,9% dos jogos que disputou como mandante nos últimos dez anos na principal competição interclubes do continente.

Desde 2006, o time aurinegro acumula 15 vitórias, dois empates e duas derrotas jogando em casa pela Libertadores.

Antes do empate por 1 a 1 com o River Plate, no dia 16 de março, o Strongest vinha de dez vitórias consecutivas em La Paz pelo torneio.

Caso repita o resultado da maior parte dos seus jogos em casa, a equipe boliviana ficará com uma das duas vagas do Grupo 1 na próxima fase e praticamente eliminará o São Paulo, que dependeria de uma quase impossível goleada do venezuelano Trujillanos sobre o River, na Argentina, para continuar na Libertadores.

Em uma tentativa de amenizar o efeito da altitude de La Paz e diminuir o suposto favoritismo do Strongest, o time brasileiro chegará à cidade poucas horas antes do início da partida, marcada para as 21h45 (horário de Brasília).

A equipe dirigida por Edgardo Bauza já deu vexame na atual Libertadores contra o adversário desta quinta. Na primeira rodada da fase de grupos, acabou com a série de 34 anos dos bolivianos sem vencer fora de casa na competição ao ser derrotada por 1 a 0 no Pacaembu.

Não perder mais uma vez para o Strongest e sobreviver na competição sul-americana é uma questão de honra para um São Paulo que aparenta estar à beira da crise.

O time foi goleado por 4 a 1 pelo Audax, no domingo, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, e se despediu do Estadual de forma melancólica.

A eliminação também na Libertadores deixaria a equipe do Morumbi sem calendário por quase um mês, já que a rodada de abertura do Brasileiro está prevista para os dias 14 e 15 de maio.


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