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Que clube brasileiro revelou mais jogadores para a elite da Europa?
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Rafael Reis

A cada gol de Gabriel Jesus pelo Manchester City, o torcedor palmeirense certamente sente saudades do seu antigo artilheiro. O mesmo sentimento atinge o santista a cada lance de efeito protagonizado por Neymar no Paris Saint-Germain, o vascaíno em cada oportunidade de gol criada por Philippe Coutinho no Liverpool e o são-paulino a cada desarme de Casemiro no Real Madrid.

Mas, afinal, qual é o clube brasileiro que mais revelou jogadores para o primeiro escalão do futebol europeu nesta temporada, ou seja, as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (e, consequentemente, do planeta): Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França?

Se considerarmos como atleta revelado por um clube aquele que se profissionalizou por lá ou que deixou aquele time direto para o exterior, então temos um empate na primeira colocação da lista de time que mais emplacaram talentos brasileiros na elite do futebol mundial.

E o empate se dá justamente entre dois times que são famosos pela formação e utilização de jovens jogadores de suas equipes de base e que, por causa disso, costumam ocupar sempre as primeiras colocações em rankings como esse: Santos e São Paulo.

Juntos, os dois clubes paulistas colocaram 16 jogadores no primeiro escalão do futebol europeu em 2017/18: oito foram Meninos da Vila e oito foram formados no badalado CT de Cotia, casa da base são-paulina.

As crias do Santos estão espalhadas por três das cinco maiores ligas nacionais do Velho Continente: Ganso (Sevilla) joga na Espanha, Neymar (PSG), Marcelo (Lyon) e Thiago Maia (Lille) atuam na França e Felipe Anderson (Lazio), Emerson Palmieri (Roma), Rafael Cabral (Napoli) e Rafael Bitencourt (Cagliari) disputam o Italiano.

Já os jogadores “made in São Paulo” estão em um campeonato a mais: o goleiro Ederson (Manchester City) sonha com o título inglês, Casemiro (Real Madrid) briga pelo espanhol, Lucas (PSG), Boschilia (Monaco) e Luiz Araújo (Lille) querem o francês e João Schmidt (Atalanta), Ewandro (Udinese) e Lyanco (Torino) entram em campo no Italiano.

Além de Santos e São Paulo, líderes do ranking, Atlético-PR, Fluminense e Internacional também contam com um número expressivo de crias atuando na elite do futebol europeu. Os paranaenses e os cariocas formaram sete jogadores cada para essas ligas, e os gaúchos, seis.

No total, 137 jogadores brasileiros (incluindo aqueles que se naturalizaram e defendem outras seleções) disputam um dos cinco maiores campeonatos nacionais na temporada 2017/18. Eles foram formados por 48 clubes diferentes de quatro das cinco regiões do país (não há nenhum representante do Norte).

Dez desses atletas brasileiros foram revelados diretamente por times do exterior.

JOGADORES REVELADOS NO BRASIL QUE ESTÃO NA ELITE DO FUTEBOL EUROPEU 2017/18:

1º – Santos e São Paulo: 8
3º – Atlético-PR e Fluminense: 7
5º – Internacional: 6
6º – Flamengo: 5
7º – Atlético-MG, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras: 4
13º – Juventus, Vasco e Vitória: 3
16º – América-MG, Audax, Desportivo Brasil, Figueirense, Goiás, Red Bull Brasil, RS Futebol e Santo André: 2
24º – Avaí, Bahia, Bangu, Barcelona de Ibiúna, Barueri, Botafogo, Campo Grande, Cascavel, Chapecoense, Corinthians-AL, Criciúma, Ferroviária, Guarantiguetá, Ipatinga, Iraty, Ituano, Juventude, Metropolitano, Náutico, Paulista, Ponte Preta, Portuguesa, Portuguesa Santista, Resende e Rio Claro: 1


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Antes de ganhar o mundo, São Paulo de Telê goleou Barça e Real Madrid
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Rafael Reis

Há exatos 25 anos, a Europa descobriu o São Paulo.

No dia 15 de agosto de 1992, menos de dois meses após levantar pela primeira vez a Libertadores, o histórico time dirigido por Telê Santana apresentou ao Velho Continente com uma goleada por 4 a 1 sobre o Barcelona.

Apesar de a partida não valer praticamente nada, apenas o troféu do Teresa Herrera, uma competição da pré-temporada disputada anualmente em La Coruña, o feito teve uma repercussão gigantesca.

Afinal, o Barcelona acabara de conquistar o título inédito da Liga dos Campeões e vivia a melhor fase da sua então quase centenária história.

Não à toa, a equipe goleada pelo São Paulo era (e continua sendo) chamada de “Dream Team”, uma seleção liderada no banco de reservas por Johan Cruyff e que contava em campo com talentos do nível de Hristo Stoichkov, Michael Laudrup, Pep Guardiola, Ronald Koeman e Andoni Zubizarreta.

Até a ascensão da “era Messi” e os anos e mais anos de sucesso no século XXI, esse “Dream Team” era praticamente uma unanimidade entre jornalistas e torcedores como a melhor equipe da história do clube catalão.

Foi esse Barça que o São Paulo derrotou dentro da Espanha há 25 anos. E derrotou de virada, já que Julio Salinas marcou logo aos 3 min do primeiro tempo.

Só que apenas seis minutos depois, Müller recebeu em velocidade e tocou por cima de Zubizarreta para empatar a partida. A virada veio na etapa final, primeiro com Maurício e depois com Raí, que fez um gol de pênalti e outro em cobrança de falta indireta.

Time de Telê ainda atropelou Real Madrid

O estrago feito pelos comandados de Telê na Espanha seguiu pouco mais de 10 dias. O time tricolor disputou na sequência o Troféu Ramón de Carranza. Na semifinal, realizada em 27 de agosto, o time derrotou o Cádiz, donos da casa, por 2 a 0, com gols de Palhinha e Raí.

Com a vitória, o time tricolor foi para a final contra o poderoso Real Madrid. Assim como aconteceu com o Barcelona, o São Paulo não tomou conhecimento dos rivais madrilenhos, que tinham nomes como o zagueiro Hierro os meio-campistas Prosinecki e Luis Enrique e o centroavante chileno Zamorano.

Elivélton abriu o placar aos 7min da primeira etapa. No segundo tempo, Raí ampliou para 2 a 0 e Muller fechou a goleada de 4 a 0, anotando mais dois tentos. A partida foi transmitida na época pela TV Bandeirantes, com narração de Silvio Luiz.

Confiança extra para o Mundial

As vitórias serviram como um turbo de confiança aos jogadores são-paulinos para derrotar mais uma vez o Barça, por 2 a 1, no Mundial de Interclubes, jogado quatro meses mais tarde.

E também abriu as portas da Europa para o elenco mais vitorioso da história do São Paulo.

Dois titulares da equipe que goleou o Barcelona na decisão do Teresa Herrera, o lateral direito Cafu e o meia Raí, construíram carreiras de sucesso no Velho Continente. Além deles, o goleiro Zetti, o zagueiro Ronaldão e o atacante Müller também fizeram parte do elenco da seleção brasileira no tetracampeonato mundial, em 1994.

A histórica vitória também rendeu ao São Paulo o convite para jogar a competição amistosa no ano seguinte, quando novamente enfrentou o Barça na decisão e acabou derrotado por 1 a 0

A fase de sucesso internacional do clube do Morumbi se estendeu por mais dois anos. Em 1993, o time foi bi da Libertadores, voltou a ganhar o Mundial e também faturou a Recopa e a Supercopa Sul-Americana. No ano seguinte, foi vice continental, levantou a Copa Conmebol e outra Recopa.

Mas parte considerável dessa história de louros foi escrita em 15 de agosto de 1992, o dia que a Europa descobriu o São Paulo.


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De Real Madrid a Japão. Os destinos de 7 crias do São Paulo no exterior
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde a semana passada os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No terceiro capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no São Paulo, o clube brasileiro que mais lucrou com venda de atletas na atual janela de transferências. Na próxima sexta-feira, será a vez do Santos.

CASEMIRO
Volante
25 anos
Real Madrid (ESP)

Muito criticado pela torcida são-paulina durante os três anos em que atuou na equipe principal do Morumbi, aproveitou a chance que recebeu de transferir para o time B do Real Madrid para se transformar em um dos melhores volantes do futebol mundial na atualidade. Casemiro já acumula três títulos de Liga dos Campeões pelo Real, é peça essencial no meio-campo do técnico Zinédine Zidane e um dos pilares da seleção brasileira que vai à Copa do Mundo da Rússia em 2018.

LUCAS
Meia-atacante
24 anos
Paris Saint-Germain (FRA)

Ao contrário de Casemiro, seu contemporâneo no São Paulo, sempre jogou muito bem no clube paulista e foi idolatrado pela torcida. Vendido por 40 milhões de euros (R$ 146,5 milhões) para o Paris Saint-Germain, na segunda venda mais cara da história do futebol brasileiro, ainda não conseguiu se tornar na França o jogador de primeiro escalão do futebol mundial que parecia ser. É exatamente por isso que continua fora da seleção.

EDERSON
Goleiro
23 anos
Manchester City (ING)

Pouca gente sabe, mas o goleiro de 40 milhões de euros (R$ 146,5 milhões) que desembarcou no Manchester City a pedido de Pep Guardiola nesta temporada é uma cria das categorias de base do São Paulo. Ederson ficou no CT de Cotia por dois anos. Em 2009, após completar seu 16º aniversário, mudou-se para Portugal e ingressou nas equipes inferiores do Benfica, clube pelo qual se destacou na última temporada europeia.

KAKÁ
Meia
35 anos
Orlando City (EUA)

O último brasileiro a conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo (2007) teve duas passagens pelo São Paulo. A primeira começou na adolescência e foi até a venda para o Milan, em 2003. Em 2014, Kaká retornou ao Morumbi por empréstimo e defendeu seu time de coração no Campeonato Brasileiro. Desde o ano seguinte, é uma das principais estrelas da MLS (Major League Soccer), a elite do futebol nos Estados Unidos. Seu contrato com o Orlando City, porém, termina em dezembro.

OSCAR
Meia
25 anos
Shanghai SIPG (CHN)

Apesar de ter sido revelado pelo São Paulo, explodiu para o futebol brasileiro com a camisa do Internacional, para onde se mudou em 2010, após entrar na Justiça contra o clube formador alegando irregularidades no seu contrato. Titular da seleção brasileira na Copa do Mundo-2014, perdeu espaço no time depois de ir para o banco de reservas do Chelsea e, posteriormente, acertar sua transferência para o futebol da China, onde atua hoje em dia.

DAVID NERES
Meia-atacante
20 anos
Ajax (HOL)

Caçulinha da lista, não teve nem tempo de se firmar no São Paulo antes de ser vendido para o Ajax, em janeiro, por 12 milhões de euros (R$ 44 milhões). Em seu primeiro semestre na Europa, disputou apenas 12 jogos pelo time principal, chegou a ser rebaixado para a equipe B, mas participou da partida mais importante da história recente do clube holandês, a decisão da Liga Europa –derrota por 2 a 0 para o Manchester United.

ADEMILSON
Atacante
23 anos
Gamba Osaka (JAP)

Destaque na base do São Paulo e artilheiro brasileiro do Mundial sub-17 de 2011, foi promovido em 2012 ao time principal como promessa de craque. No entanto, Ademilson nunca conseguiu se transformar em realidade no Morumbi. Seu futebol só voltou a aparecer depois que ele encontrou refúgio no Japão. Jogando na Ásia desde 2015, o ex-jogador do São Paulo é hoje uma das estrelas do Gamba Osaka, campeão da J.League em 2014.


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São Paulo entra no top 10 de maiores vendedores da atual janela; veja lista
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Rafael Reis

Em meio a um processo de desmanche do elenco e ocupando um lugar dentro da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o São Paulo entrou no top 10 dos clubes do mundo que mais venderam jogadores na atual janela de transferências.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado no Mercado da Bola, o time do Morumbi é o oitavo do planeta que mais dinheiro levantou com transações de atletas para a temporada 2017/18.

Com as vendas de Luiz Araújo e Thiago Mendes (Lille), Maicon (Galatasaray) e Lianco (Torino), o São Paulo arrecadou 32,4 milhões de euros (R$ 122,3 milhões) e entrou para o grupo que conta ainda com Benfica, Roma, Monaco, Lyon, Porto, Juventus, Torino, Anderlecht e Ajax.

O maior vendedor da atual janela é o Benfica, que já faturou 81,8 milhões de euros (R$ 308,8 milhões) com transferências. Curiosamente, quase metade desse valor foi levantado com a venda para o Manchester City do goleiro Ederson, outro ex-jogador do São Paulo.

Ederson, negociado por 40 milhões de euros (R$ 151 milhões) é o único brasileiro na lista das dez maiores transferências do planeta visando a próxima temporada.

Até momento, o período de transferências para 2017/18 já movimentou mais de 1,5 bilhão de euros (nada menos que R$ 5,6 bilhões).

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 81,8 milhões de euros
2º – Roma (ITA) – 69,5 milhões
3º – Monaco (FRA) – 58 milhões
4º – Lyon (FRA) – 48 milhões
5º – Porto (POR) – 44 milhões
6º – Juventus (ITA) – 40,4 milhões
7º – Torino (ITA) – 37,1 milhões
8º – São Paulo (BRA) – 32,4 milhões
9º – Anderlecht (BEL) – 27,2 milhões
10º – Ajax (HOL) – 27 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Bayern de Munique (ALE) – 90,5 milhões de euros
2º – Manchester City (ING) – 90 milhões
3º – Milan (ITA) – 82 milhões
4º – Roma (ITA) – 64,9 milhões
5º – Everton (ING) – 63,5 milhões
6º – Juventus (ITA) – 47,5 milhões
7º – Borussia Dortmund (ALE) – 44 milhões
8º – Liverpool (ING) – 42 milhões
9º – Monaco (FRA) – 36 milhões
10º – Manchester United (ING) – 35 milhões
Schalke 04 (ALE) – 35 milhões
Wolfsburg (ALE) – 35 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
3º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
4º – Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
5º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões
6º – Victor Lindelöf (SUE/Manchester United) – 35 milhões
7º – Jordan Pickford (ING/Everton) – 28,5 milhões
8º – Davy Klaasen (ING/Everton) – 27 milhões
9º – Youri Tielemans (FRA/Monaco) – 25 milhões
10º – Leandro Paredes (ARG/Zenit) – 23 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
4º – Thiago Mendes (Lille) – 9 milhões
5º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
Wanderson (Krasnodar) – 8 milhões
8º – Maicon (Galatasaray) – 7 milhões
9º – Lyanco (Torino) – 5,9 milhões
10º – Marlon (Barcelona) – 5 milhões
William (Wolfsburg) – 5 milhões

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Alemão – 355,2 milhões de euros
2º – Campeonato Inglês – 347,4 milhões
3º – Campeonato Italiano – 343,6 milhões
4º – Campeonato Francês – 141,8 milhões
5º – Campeonato Espanhol – 109,8 milhões
6º – Campeonato Belga – 48,5 milhões
7º – Campeonato Russo – 48,1 milhões
8º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 45 milhões
9º – Campeonato Português – 38,1 milhões
10º – Campeonato Mexicano – 35,9 milhões
TOTAL: 1,5 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões)

Fonte: Transfermarkt


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Ex-São Paulo, artilheiro de 2010 diz que Copinha só lhe rendeu “mídia”
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Rafael Reis

Tailândia, Vietnã, Omã, Lituânia e Japão. O que parece um roteiro alternativo de turismo pelo Oriente é, na verdade, um resumo dos três últimos anos da carreira do artilheiro da Copa São Paulo de 2010.

Com nove gols, Lucas Gaúcho liderou o São Paulo rumo à conquista da mais importante competição de base do Brasil e ficou nacionalmente conhecido, mas não conseguiu decolar tanto quanto Casemiro (Real Madrid) e Lucas (Paris Saint-Germain), seus companheiros de time em Cotia.

Lucas Gaucho

“[A Copa São Paulo] só me rendeu mais mídia. Nenhum jogador subiu depois da Copinha. Passaram quatro ou cinco meses para que fôssemos chamados para o profissional. Até hoje, não sei muito bem como as coisas funcionam no SPFC.”

Promovido para a equipe principal ao longo de 2010, assim como Casemiro e Lucas, o centroavante não teve tantas chances de mostrar seu futebol quanto os antigos parceiros. Foram apenas cinco partidas com a camisa do São Paulo, com dois gols.

Os números não são ruins, o que ajuda a atender as dúvidas de Lucas Gaúcho em relação aos critérios de aproveitamento do clube que o formou. Outra mágoa que ficou daqueles tempos foi o rótulo de baladeiro e jogador de temperamento difícil que recebeu.

“As pessoas falam muito. Como todo jogador novo, tive uma fase em que gostava de sair. Mas ninguém teve paciência para explicar se o que eu fazia era certo. Dentro de campo, eu dei resultado. Mas, o dentro de campo não importou muito”, lamenta.

Lucas Gaucho 2

Fora dos planos do São Paulo, Lucas Gaúcho iniciou uma peregrinação por times menores: São Bernardo, Portuguesa, Luverdense, Espanyol B e São José até que, em 2013, foi tentar a sorte na Tailândia.

Na sequência vieram o Vietnã, a vice-artilharia da liga nacional do Omã e os jogos de fase preliminar da Champions pelo Zalgiris, da Lituânia. Em julho, ele se transferiu para o Thespakusatsu Gunma, da segunda divisão japonesa.

“Sou o homem que sou hoje por conta das coisas que vivi como atleta. Deus proporciona coisas que às vezes não entendemos, mas é sempre para o nosso bem. Sou muito grato pelo que vivi até agora no futebol e também como ser humano”, conclui.


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Paraguai, Inglaterra e Chile: onde estão gringos que jogaram no São Paulo
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Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

Neste terceiro episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do São Paulo e continuam em atividade.

A série retorna na quarta-feira, quando apresentaremos os estrangeiros do Santos.

JONATHAN CALLERI
Atacante
23 anos
Argentino
No São Paulo: 2016
West Ham (ING)
Calleri
Jogou no Brasil apenas por um semestre, entre fevereiro e julho deste ano, tempo suficiente para conquistar a torcida do São Paulo. Mas, desde que foi para a Inglaterra, sua carreira desandou. Reserva do West Ham, time que tem lutado contra o rebaixamento nesta temporada, passou em branco nas nove partidas que disputou e chegou a ser rebaixado para a equipe B do clube londrino para ganhar ritmo de jogo.

CLEMENTE RODRÍGUEZ
Lateral esquerdo
35 anos
Argentino
No São Paulo: De 2013 a 2015
Colón (ARG)
Clemente
Lembrado pela torcida são-paulina mais pelo longo período em que recebeu para só treinar (afastado do restante do elenco) do que por qualquer coisa que fez nos três jogos em que foi utilizado, o ex-lateral da seleção argentina voltou a ter uma vida normal de jogador de futebol no Colón. Apesar de estar longe de ser o jogador que se destacou no Boca Juniors, Clemente Rodríguez atua com frequência na equipe de Santa Fé, sexta colocada no Campeonato Argentino.

MARCELO CAÑETE
Meia
26 anos
Argentino
No São Paulo: De 2011 a 2015
Libertad (PAR)
Canete
Outro argentino que, assim como Clemente Rodríguez, teve poucas oportunidades no São Paulo e que, quando recebeu alguma chance, desperdiçou. O meia, que passou três anos sendo emprestado (Portuguesa, Náutico e São Bernardo) antes de rescindir seu contrato, agora atua no Paraguai. Mas Cañete tem ficado no banco de reservas nas últimas partidas do Libertad.

NELSON SAAVEDRA
Lateral direito
28 anos
Chileno
No São Paulo: 2010
Audax Italiano (CHI)
Saavedra
Um dos grandes mistérios da história recente do São Paulo, o lateral que chegou por indicação do empresário Juan Figger, treinou por um ano e foi embora sem nunca ter disputado uma partida, continua não sendo dos jogadores de futebol mais atuantes. Contratado pelo Audax Italiano em 2013, soma apenas 40 jogos pelo clube. E, na atual temporada, só foi a campo uma vez.

IVÁN PIRIS
Lateral direito
27 anos
Paraguaio
No São Paulo: De 2011 a 2012
Monterrey (MEX)
Piris
O São Paulo precisou contratar Piris para descobrir que ele não era o melhor lateral direito das Américas e nem o cara que sabia o segredo para anular Neymar. Mas, Piris construiu uma carreira bem interessante depois de deixar o Morumbi. Vestiu as camisas da Roma, do Sporting e da Udinese até se transferir para o Monterrey, do México, onde é titular absoluto.


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Irreverente, ex-São Paulo se diz “maior que Pelé”… pelo menos no Bahrein
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Rafael Reis

“Ih, rapaz, não sei direito quantos gols eu fiz não. Mas, foram muitos. Acho que tenho mais gols que o Pelé.”

Aos 35 anos, o atacante Rico não perde a irreverência dos tempos em que seus cabelos platinados e a facilidade com que balançava as redes o tornaram uma das sensações do futebol brasileiro.

Rico

Vice-artilheiro e semifinalista do Campeonato Paulista de 2003 pela modesta Portuguesa Santista, o ex-jogador de São Paulo e Grêmio adora a comparação com Pelé. Tanto que a repetiu três vezes em uma entrevista de 20 minutos.

Não que Rico realmente se considere o Rei do Futebol. Mas por que não um Xeque do Futebol, pelo menos do futebol do Bahrein?

Entre várias idas e vindas, Rico jogou por 11 anos no país árabe. Ele ganhou cinco títulos nacionais, uma Copa da AFC (torneio para campeões nacionais de ligas do segundo escalão asiático) e até o prêmio de maior artilheiro de uma competição internacional do mundo em 2008, dado pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol).

Em sua fase mais produtiva, entre 2005 e 2010, quando defendia o Al-Muharraq, chegou a ter média superior a um gol por jogo.

“Fiz história no futebol do Bahrein. Fiz muitos gols, ganhei muitos. Até hoje, nenhum estrangeiro fez o mesmo que eu por lá. Sempre que alguém chega no aeroporto e diz que é brasileiro, eles já perguntam se conhece o Rico”, diverte-se.

O sucesso no Oriente Médio deu ao ex-atacante de São Paulo e Grêmio a possibilidade de defender uma seleção. Uma chance que ele recusou por excesso de ganância, e uma escolha da qual se arrepende até hoje.

“Recebi convite para jogar pelo Bahrein, sim, mas queria que eles dessem uma casa e dinheiro para eu me naturalizar, igual os Emirados fazem. Fiquei esperando eles me darem alguma coisa, mas eles não quiseram pagar”, conta.

“Fiquei bastante arrependido depois. Se eu tivesse o passaporte asiático poderia jogar em qualquer lugar por lá. Seria mais fácil.”

O arrependimento reflete o momento atual de Rico. Depois de defender o Buisateen no último Campeonato Barenita, o veterano está desempregado e à procura de um clube para dar sequência à carreira.

“Já falei para eu empresário que agora quero jogar e São Paulo. Sinto falta da época que pediam para tirar foto comigo no shopping por aqui. Quero aparecer um pouco no Brasil para que isso volte.”


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Ex-São Paulo aguarda estreia na Champions e se assusta com preços em Mônaco
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Rafael Reis

“Já fui sim ao cassino, mas foi mais para conhecer. Não jogo mais do que 50 euros [R$ 180]. Não dura nem três minutos, mas é assim mesmo. No cassino, você não ganha nenhuma vez. Só perde.”

O meia Gabriel Boschilia tem muito mais do que um garoto de 20 anos ousa sequer sonhar. Defende um clube que disputa a Liga dos Campeões da Europa, recebe em euros e mora em um dos lugares mais cobiçados do planeta. Mas faz questão de manter os pés no chão.

Boschilia

Trata-se de uma estratégia de sobrevivência. O principado de Mônaco, para onde se mudou em agosto do ano passado, quando deixou o São Paulo, é uma tentação. Uma terra repleta de celebridades, marcas luxuosas e um custo de vista que assusta o jogador.

“Aqui é tudo muito caro. Todos os carros são de luxo, os apartamentos também são maravilhosos. Sempre que chega uma conta, você se assusta. Você precisa se acostumar, mas é difícil.”

Ainda mais, quando lembra que cada euro gasto por lá equivale a R$ 3,62 que poderia engordar sua conta.

“Tive que parar com esse negócio de ficar convertendo o preço de tudo porque eu não queria nem comprar uma Coca-Cola”, brinca.

“Mão fechada” assumido, Boschilia está longe de ganhar mal. Mesmo assim, do alto dos seus 20 anos, faz questão de economizar o máximo que pode por pensar no futuro.

“Carreira de jogador de futebol termina cedo, com 35 anos já fica complicado. E, também, gastar vira vício, você se acostuma com um padrão de vida e depois não consegue mais manter”, afirma.

O meia, que passou o primeiro semestre de 2016 emprestado ao Standard Liège, da Bélgica, para ganhar experiência, voltou ao Mônaco nesta temporada e já marcou um gol no Campeonato Francês, sonha agora em realizar o sonho de infância de estrear na Liga dos Campeões.

O ex-jogador do São Paulo já sentiu o cheirinho da Champions ao ficar no banco contra o Villarreal, pela etapa preliminar da competição. Mas, agora, quer ir a campo.

“A expectativa é muito grande, estou trabalhando para isso. Só de ficar no banco já foi muito emocionante. Vi a Champions tantas vezes na TV, e agora estou lá dentro, é realidade. Fica aquela ansiedade de querer entrar e jogar, mas preciso ter calma.”

O time de Boschilia, que estreou na fase de grupos com uma surpreendente vitória na Inglaterra sobre o Tottenham, recebe nesta terça-feira o Bayer Leverkusen com o objetivo de manter a liderança do Grupo E. O meia deve começar no banco de reservas.


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Reforço do São Paulo já foi melhor da Liga Europa, mas não joga há 7 meses
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Rafael Reis

Novo reforço da defesa do São Paulo, o zagueiro Douglas, 26, foi um dos zagueiros de maior destaque do futebol europeu na temporada 2014/15, mas está sem disputar uma partida oficial há sete meses.

O jogador, que defende o Dnipro há três anos e meio, não joga desde a paralisação de inverno do Campeonato Ucraniano, em dezembro, devido a uma lesão no joelho direito.

Revelado pelo Juventude, o defensor se destacou pelo Vasco, time onde atuou por três anos e conquistou o título da Copa do Brasil de 2011. Em janeiro de 2013, foi vendido por 4 milhões de euros (R$ 14,4 milhões, na cotação atual).

Douglas

No Dnipro, Douglas quase sempre foi titular e atuou ao lado de Giuliano (Grêmio) e Egídio (Palmeiras). Foram 87 jogos oficiais pelo clube e um gol.

Seu auge aconteceu no ano passado, quando ajudou o time ucraniano a ser vice-campeão da Liga Europa. De quebra, o brasileiro acabou eleito para a seleção da competição.

O bom desempenho despertou os interesses de Lazio, Stuttgart e Besiktas, mas Douglas preferiu continuar no futebol ucraniano.

O desejo de sair apareceu agora. O zagueiro não gostou do tratamento recebido para a contusão no joelho e está incomodado com os salários atrasados –o Dnipro enfrenta graves problemas financeiros e foi excluído dos torneios continentais pela Uefa devido a dívidas com jogadores.

Foi devido aos atrasos salariais que Douglas conseguiu rescindir seu contrato, que inicialmente iria até o fim de 2017. Sem vínculo com nenhum clube, ele poderá assinar com o São Paulo fora da janela de transferências internacionais, que fecha nesta terça-feira.

A ideia do time do Morumbi é ter o defensor por dois anos. Devido a questões burocráticas, o zagueiro só deve ser liberado pelos ucranianos para ser anunciado como novo reforço do time paulistano entre 20 e 30 dias.

A contratação de Douglas pelo São Paulo é uma forma de o clube se prevenir ante a possível saída de Rodrigo Caio, que foi convocado para disputar os Jogos Olímpicos com a seleção sub-23 e tem mercado internacional.

Douglas não é tão veloz e técnico quanto o atual titular da defesa tricolor, mas tem porte físico avantajado (1,90 m) e é eficiente na marcação corpo a corpo. Caso ganhe vaga na equipe titular, deve formar uma dupla de zaga boa no jogo aéreo com Maicon, que tem 1,91 m.


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Placar que classifica SP não acontece há 38 jogos na casa do Nacional
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Rafael Reis

Derrotar o Atlético Nacional por três gols de diferença (ou dois, desde que o adversário também balance as redes), dentro do estádio Atanasio Girardot, em Medellín.

A missão do São Paulo para evitar nesta quarta-feira sua eliminação na semifinal da Libertadores e alcançar pela sétima vez a decisão da competição continental é bem difícil.

Tão difícil que nenhum clube nos últimos 1 ano e três meses conseguiu realizá-la.

Atletico Nacional

O Nacional não é derrotado dentro de casa por um placar que provoque sua queda na Libertadores desde o dia 4 de abril do ano passado, quando foi batido por 3 a 1 pelo Cortuluá, em partida válida pelo Campeonato Colombiano.

Desde então, jogou mais 38 vezes em seu estádio e sofreu três derrotas. Nenhuma delas por mais de um gol de diferença.

A situação cômoda dos colombianos na semifinal que define o primeiro time classificado para a decisão da Libertadores foi construída na semana passada.

A vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo no Morumbi deixou o time do técnico Reinaldo Rueda muito próximo da vaga –Independiente del Valle, do Equador, e o argentino Boca Juniors disputam o outro posto de finalista.

Para complicar ainda mais a situação são-paulina, o Nacional tem até o momento uma campanha quase perfeita como mandante na Libertadores.

Os colombianos jogaram cinco vezes em casa na competição e venceram quatro. A única exceção, o empate sem gols com o Huracán, aconteceu na última rodada da primeira fase, em jogo que servia apenas para cumprimento de tabela.

Já o São Paulo está longe de ser dos visitantes mais eficientes. O time brasileiro ainda não venceu fora de casa na Libertadores. Contando a fase preliminar do torneio, soma quatro empates e duas derrotas longe dos seus domínios.

Os principais desfalques são-paulinos para a segunda partida da semifinal são o meia Ganso e o atacante Kelvin, que se recuperam de problemas musculares na coxa. O atacante argentino Calleri, um dos artilheiros da competição, está confirmado.


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