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Que clube brasileiro revelou mais jogadores para a elite da Europa?
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Rafael Reis

A cada gol de Gabriel Jesus pelo Manchester City, o torcedor palmeirense certamente sente saudades do seu antigo artilheiro. O mesmo sentimento atinge o santista a cada lance de efeito protagonizado por Neymar no Paris Saint-Germain, o vascaíno em cada oportunidade de gol criada por Philippe Coutinho no Liverpool e o são-paulino a cada desarme de Casemiro no Real Madrid.

Mas, afinal, qual é o clube brasileiro que mais revelou jogadores para o primeiro escalão do futebol europeu nesta temporada, ou seja, as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (e, consequentemente, do planeta): Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França?

Se considerarmos como atleta revelado por um clube aquele que se profissionalizou por lá ou que deixou aquele time direto para o exterior, então temos um empate na primeira colocação da lista de time que mais emplacaram talentos brasileiros na elite do futebol mundial.

E o empate se dá justamente entre dois times que são famosos pela formação e utilização de jovens jogadores de suas equipes de base e que, por causa disso, costumam ocupar sempre as primeiras colocações em rankings como esse: Santos e São Paulo.

Juntos, os dois clubes paulistas colocaram 16 jogadores no primeiro escalão do futebol europeu em 2017/18: oito foram Meninos da Vila e oito foram formados no badalado CT de Cotia, casa da base são-paulina.

As crias do Santos estão espalhadas por três das cinco maiores ligas nacionais do Velho Continente: Ganso (Sevilla) joga na Espanha, Neymar (PSG), Marcelo (Lyon) e Thiago Maia (Lille) atuam na França e Felipe Anderson (Lazio), Emerson Palmieri (Roma), Rafael Cabral (Napoli) e Rafael Bitencourt (Cagliari) disputam o Italiano.

Já os jogadores “made in São Paulo” estão em um campeonato a mais: o goleiro Ederson (Manchester City) sonha com o título inglês, Casemiro (Real Madrid) briga pelo espanhol, Lucas (PSG), Boschilia (Monaco) e Luiz Araújo (Lille) querem o francês e João Schmidt (Atalanta), Ewandro (Udinese) e Lyanco (Torino) entram em campo no Italiano.

Além de Santos e São Paulo, líderes do ranking, Atlético-PR, Fluminense e Internacional também contam com um número expressivo de crias atuando na elite do futebol europeu. Os paranaenses e os cariocas formaram sete jogadores cada para essas ligas, e os gaúchos, seis.

No total, 137 jogadores brasileiros (incluindo aqueles que se naturalizaram e defendem outras seleções) disputam um dos cinco maiores campeonatos nacionais na temporada 2017/18. Eles foram formados por 48 clubes diferentes de quatro das cinco regiões do país (não há nenhum representante do Norte).

Dez desses atletas brasileiros foram revelados diretamente por times do exterior.

JOGADORES REVELADOS NO BRASIL QUE ESTÃO NA ELITE DO FUTEBOL EUROPEU 2017/18:

1º – Santos e São Paulo: 8
3º – Atlético-PR e Fluminense: 7
5º – Internacional: 6
6º – Flamengo: 5
7º – Atlético-MG, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras: 4
13º – Juventus, Vasco e Vitória: 3
16º – América-MG, Audax, Desportivo Brasil, Figueirense, Goiás, Red Bull Brasil, RS Futebol e Santo André: 2
24º – Avaí, Bahia, Bangu, Barcelona de Ibiúna, Barueri, Botafogo, Campo Grande, Cascavel, Chapecoense, Corinthians-AL, Criciúma, Ferroviária, Guarantiguetá, Ipatinga, Iraty, Ituano, Juventude, Metropolitano, Náutico, Paulista, Ponte Preta, Portuguesa, Portuguesa Santista, Resende e Rio Claro: 1


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Você se lembra da última partida em que o Real Madrid não fez gol?
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Rafael Reis

Vencedor das duas últimas edições da Liga dos Campeões da Europa, o Real Madrid vai a campo nesta quarta-feira para superar um recorde mundial do Santos de Pelé.

Caso faça pelo menos um gol contra o Betis, no Santiago Bernabéu, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Espanhol, a equipe dirigida por Zinédine Zidane irá superar a marca de 73 jogos consecutivos balançando as redes estabelecida pelo time brasileiro no início da década de 1960.

Nessas 73 partidas consecutivas em que seu ataque funcionou (45 no Campeonato Espanhol, 16 na Champions, 6 na Copa do Rei, 2 na Supercopa Europeia, 2 no Mundial de Clubes e 2 na Supercopa Espanhola), o time de Cristiano Ronaldo marcou 200 vezes, média de 2,74 por jogo.

Entre 1961 e 1963, quando o Santos emendou 73 apresentações consecutivas deixando sua marca nas defesas adversárias, Pelé e cia. comemoraram 245 gols, ou seja, uma média de 3,35 por partida.

Apesar de estar longe da frequência de gols do Santos de meio século atrás, o Real está a 90 minutos de alcançar uma marca impressionante. E você lembra da última vez que o time espanhol passou em branco?

O atual bicampeão europeu fez gols em todos os jogos oficiais que disputou nos últimos 17 meses. Um ano e cinco meses atrás, no dia 26 de abril de 2016, ele empatou por 0 a 0 com o Manchester City.

A partida, disputada na Inglaterra, era o primeiro dos dois confrontos que valiam a classificação para a final da Champions –na volta, o Real venceu por 1 a 0 e selou sua ida para a decisão contra o Atlético de Madri.

Na ocasião, os espanhóis não puderam contar com seu astro máximo e principal goleador, Cristiano Ronaldo, que se recuperava de uma lesão muscular na coxa. Para piorar as coisas, Karim Benzema teve de ser substituído no intervalo devido a dores no joelho.

Mesmo com poder de fogo reduzido, o Real esteve mais perto de balançar as redes do que o City. Foram 11 finalizações espanholas, com direito a uma bola na travem contra apenas cinco inglesas.

O então futuro campeão europeu só não saiu de campo com pelo menos um golzinho graças à ótima atuação do goleiro Joe Hart (hoje no West Ham), que fez pelo menos três defesas milagrosas.

Dos 13 jogadores usados por Zidane na partida (11 titulares e dois reservas que saíram do banco), apenas dois já deixaram o clube: o zagueiro Pepe, hoje no Besiktas, e o atacante Jesé, que agora pertence ao Paris Saint-Germain, mas está emprestado ao Stoke City.

Todos os outros estarão dentro de campo ou na torcida para que o Real balance as redes nesta quarta e supere a marca histórica do Santos de Pelé.


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Demolidor de brasileiros, ameaça ao Santos acumula gols, brigas e confusões
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Rafael Reis

Forte, aguerrido, goleador nato e chegado em uma confusão. Eis a maior ameaça ao Santos no confronto com o Barcelona de Guayaquil, nesta quarta-feira (13), pelo duelo de ida das quartas de final da Libertadores.

Artilheiro do clube equatoriano na temporada, com 17 gols, o centroavante uruguaio Jonatan Álvez, de 30 anos, vive a melhor fase de sua carreira. E já marcou contra dois brasileiros nesta edição do torneio.

Foi do camisa 9 o gol da vitória por 1 a 0 do Barcelona sobre o Palmeiras, no Equador, no jogo de ida das oitavas. Na fase de grupos, o atacante foi às redes no triunfo por 2 a 0 sobre o Botafogo.

Revelado pelo River Plate uruguaio, Álvez rodou por vários clubes pequenos do seu país até ter uma chance no Danubio, na temporada 2013/14. Depois, teve curtas passagens por Vitória de Guimarães (Portugal) e LDU (Equador).

O uruguaio foi contratado pelo Barcelona no ano passado e desandou a fazer gols. Foram 20 no Equatoriano-2016 e mais 13 só no primeiro turno do campeonato nacional nesta temporada. Na Libertadores, já deixou sua marca três vezes.

Mas a história de Álvez não se resume a gols. Sua personalidade forte, contestadora e, por vezes, até indisciplinada chamam a atenção desde os tempos em que ele despontou em sua terra natal. Não à toa, seu apelido é “Loco” (de tradução óbvia para o português).

Em 2014, quando morava em Portugal, o centroavante foi flagrado dirigindo sob efeito de álcool e por pouco não foi parar na cadeia.

O atacante também já foi expulso depois de apenas 21 minutos em campo em um clássico contra o Emelec, em abril.

Seu episódio mais recente de indisciplina chegou a ameaçar sua participação nas quartas de final da Libertadores e até mesmo a permanência no Barcelona.

No mês passado, o centroavante não gostou de ser substituído no final de uma partida contra o Clan Juvenil, válida pelo Campeonato Equatoriano, e ofendeu o técnico Guillermo Almada. Mais tarde, quis agredir o treinador e só não foi para cima dele porque seus companheiros de time o impediram de deixar o banco de reservas.

Após a partida, o comandante do Barcelona admitiu que situações como aquela eram corriqueiras com Álvez e que o jogador já havia sido punido internamente algumas vezes.

Depois da confusão, o uruguaio chegou a ser afastado do elenco, treinou separado dos seus parceiros de clube e não participou de duas partidas. Mas foi perdoado por Almada e hoje é peça-chave na equipe que deseja deixar mais um brasileiro pelo caminho na Libertadores.


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Chape é o 6º brasileiro em torneio amistoso do Barça; veja as participações
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Rafael Reis

Oito meses e meio depois do trágico acidente aéreo na Colômbia que matou 71 pessoas, inclusive boa parte dos seus jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes, a Chapecoense enfrenta nesta segunda-feira o Barcelona, às 15h30 (horário de Brasília).

O clube catarinense é o convidado deste ano do Troféu Joan Gamper, competição amistosa realizada anualmente no Camp Nou desde 1966, que serve para o time catalão apresentar à torcida seu elenco para a nova temporada espanhola e europeia.

A partida também marcará a volta de Alan Ruschel aos gramados. O jogador foi um dos seis sobreviventes do acidente aéreo na Colômbia. O zagueiro Neto (que ainda está em processo de recuperação para voltar a jogar), o ex-goleiro Follmann, o jornalista Rafael Henzel e dois integrantes da tripulação foram os outros sobreviventes.

Nos primeiros 30 anos, o torneio, que leva o nome do fundador do Barça, era disputado por quatro times e contava com semifinais e final. Desde 1997, no entanto, ele é jogado em uma partida única.

Convidada pelo Barcelona a jogar no Camp Nou devido à tragédia, a Chape não é o primeiro time brasileiro a disputar o Joan Gamper.

Relembre abaixo os cinco representantes do futebol pentacampeão mundial que já participaram da competição:

SANTOS
2 participações (1998 e 2013)
De todos os brasileiros, é o que tem a presença no Joan Gamper mais lembrada pelos torcedores, principalmente pelos rivais. Isso porque o Santos acabou goleado por 8 a 0 pelo Barcelona na edição de 2013 do torneio, que serviu como parte do pagamento pela transferência de Neymar para a Espanha. Em 1998, quando estreou na competição, o time brasileiro foi um adversário bem mais duro e só foi derrotado nos pênaltis, após empate por 2 a 2 no tempo normal.

INTERNACIONAL
3 participações (1982, 1989 e 1991)
É o único time não-europeu que já conquistou o Joan Gamper. O Inter se sagrou campeão em 1982, edição marcada pela estreia de Diego Maradona com a camisa do Barcelona. Os gaúchos bateram o time da casa, com o astro argentino e tudo, nas semifinais e meteram 3 a 1 no Manchester City na decisão. O sucesso naquele ano rendeu outros dois convites ao Inter, que não passou da semi em 1989 e 1991.

FLAMENGO
1 participação (1968)
Foi o primeiro time brasileiro a disputar o torneio amistoso. Em 1968, na terceira edição do Joan Gamper, fez um partida com contornos épicos contra o Barcelona, mas acabou derrotado por 5 a 4. Antes, na semifinal, o Flamengo havia batido o Athletic Bilbao por 1 a 0.

VASCO
3 participações (1972, 1980 e 1981)
Assim como o Internacional, disputou três edições do Joan Gamper, todas entre 1972 e 1981. Os vários convites têm uma explicação: Roberto Dinamite, que defendeu o Barcelona na temporada 1980/81. O Vasco só conseguiu chegar à decisão do torneio em 1980, quando acabou derrotado por 2 a 1 pelo Barça. Nas outras participações, perdeu já na semifinal.

BOTAFOGO
1 participação (1978)
Foi último colocado em sua única participação no torneio. Em 1978, perdeu para 2 a 1 para o Colônia na semifinal do Joan Gamper. Na disputa pelo terceiro lugar, nova derrota, desta vez por 3 a 2 ante o anfitrião Barcelona.


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4 anos depois, onde estão os jogadores do Barça que fez 8 a 0 no Santos?
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Rafael Reis

Na próxima segunda-feira, a Chapecoense vai ao Camp Nou enfrentar o Barcelona pelo Troféu Joan Gamper, tradicional jogo amistoso organizado pelo clube catalão no início da temporada para apresentar seu novo elenco à torcida.

A última participação brasileira na competição festiva ainda é muito lembrada pelos santistas e, principalmente, pelos torcedores rivais.

Há exatos quatro anos, no dia 2 de agosto de 2013, o Santos foi goleado por 8 a 0 pelo Barcelona. O jogo serviu como parte do pagamento pela contratação de Neymar e foi a primeira e única vez que o astro brasileiro enfrentou seu antigo time.

Conheça abaixo o paradeiro atual dos 11 titulares do Barça naquela partida histórica e também dos reservas que foram a campo no segundo e balançaram as redes.

POR ONDE ANDA – BARCELONA 2013

Victor Valdés (35 anos) – O goleiro titular na maior parte da “era Messi” no Barcelona, conquistou três títulos da Liga dos Campeões e deixou o clube em 2014. Foi rebaixado com o Middlesbrough no Campeonato Inglês na última temporada e agora procura um clube para dar sequência à reta final de sua carreira.

Daniel Alves (34 anos) – Um dos nomes mais importantes da história recente do Barça, defendeu o clube catalão entre 2008 e 2016. Depois de uma temporada de destaque na Juventus, assinou com o Paris Saint-Germain, onde deve reencontrar Neymar, seu ex-companheiro na Catalunha e ainda parceiro na seleção brasileira.

Gerard Piqué (30 anos) – Cria das categorias de base do Barcelona, passou pelo Manchester United e retornou para casa em 2008. Um dos zagueiros mais respeitados do futebol mundial na atualidade, é um dos líderes do elenco atual e sonha se tornar presidente do clube depois da aposentadoria.

Javier Mascherano (33 anos) – Volante que foi transformado em zagueiro no Barcelona, o argentino continua firme na seleção, onde ainda costuma atuar como meio-campista, mas já perdeu o posto de titular absoluto do time espanhol.

Jordi Alba (28 anos) – Atual titular da lateral esquerda da seleção espanhola, terminou a última temporada em baixa no Barcelona e chegou a frequentar o banco de reservas. Com a contratação do técnico Ernesto Valverde, deve receber uma nova oportunidade na equipe.

Sergio Busquets (29 anos) – Filho de um ex-goleiro do Barcelona, é praticamente indiscutível no time titular desde que foi promovido ao time principal, em 2008, por Pep Guardiola. Além da qualidade técnica, ocupa posição de destaque no clube graças à liderança que possui sobre o elenco.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona na “era Guardiola”, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Andrés Iniesta (33 anos) – Um dos símbolos da melhor fase da história do Barcelona, o autor do gol do título mundial da Espanha em 2010 é hoje o capitão da equipe catalã. Já sofrendo com o declínio físico natural da idade, tem perdido desempenho e número de partidas em campo temporada após temporada. Não à toa, o Barça busca no mercado um substituto para Iniesta.

Pedro (30 anos) – Autor de um dos gols da vitória sobre o Santos, o ponta espanhol permaneceu no Barcelona até 2015, quando, cansado da reserva, acertou sua transferência para o Chelsea. Na última temporada, marcou nove vezes na campanha que deu o título inglês à equipe londrina.

Alexis Sánchez (28 anos) – O chileno jogou apenas uma temporada ao lado de Neymar no Barcelona antes de se mudar para o Arsenal e se tornar um dos principais atacantes da Premier League. Mas Alexis pode se reencontrar com o brasileiro nesta temporada, já que também faz parte da lista de compras do Paris Saint-Germain.

Lionel Messi (30 anos) – Autor do primeiro gol da histórica vitória sobre o Santos, o argentino dispensa apresentações e continua brilhando com a camisa do Barcelona até hoje. Mas, segue um resuminho de sua carreira: maior artilheiro da história do clube, tetra da Liga dos Campeões da Europa, eleito cinco vezes o melhor jogador do planeta e um dos principais ícones do futebol mundial no século 21.

Neymar (25 anos) – Responsável direto pela participação do Santos no Joan Gamper-2013, disputou apenas os 45 minutos finais da partida contra seu ex-time e não balançou as redes. Quatro anos depois, é protagonista da maior novela da atual janela de transferências para o futebol europeu: sua provável transferência para o PSG por 222 milhões de euros (R$ 822 milhões), maior quantia já paga por um jogador de futebol.

Cesc Fàbregas (30 anos) – Reserva de luxo do Barcelona de 2013, entrou no segundo tempo do amistoso e marcou dois gols contra o Santos. Especulado no Milan e também no futebol chinês durante os últimos meses, continua no Chelsea, clube pelo qual conquistou duas das três últimas edições da Premier League.

Adriano (32 anos) – Fez o penúltimo dos oito gols do Barça contra o Santos. O lateral ambidestro permaneceu na Catalunha até o ano passado, quando se transferiu para o Besiktas. Na Turquia, tem se revezado entre sua posição de origem e o posto de meio-campista aberto pela esquerda.

Jean Marie Dongou (22 anos) – O camaronês que fechou a goleada sobre o Santos é mais uma daquelas promessas que brilharam nas categorias de base e não conseguiram repetir o desempenho depois de se profissionalizarem. Na temporada passada, quando disputou a segunda divisão espanhola pelo Zaragoza, o atacante sofreu com problemas físicos e acabou não tendo seu contrato renovado. Agora, está desempregado.

Gerardo Martino (54 anos) – O conterrâneo de Messi durou apenas uma temporada no comando do Barcelona e não deixou saudades no Camp Nou. Após deixar o cargo, teve ainda uma passagem de pouco brilho pela seleção argentina antes de assinar com o Atlanta United, franquia que estreia na MLS (Major League Soccer) nesta temporada.


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Barcelona, Itália e reserva: os destinos de 7 crias do Santos no exterior
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde a semana passada os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No terceiro capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Santos, o clube brasileiro de primeiro escalão que mais espaço costuma conceder para seus jovens valores. Na próxima quarta-feira, será a vez do Flamengo.

NEYMAR
Atacante
25 anos
Barcelona (ESP)

Maior nome do futebol brasileiro na atualidade, conquistou três títulos paulistas, uma Copa do Brasil e uma Libertadores durante as quatro temporadas e meia em que vestiu a camisa do Santos. Transferido para o Barcelona em uma polêmica negociação que foi parar na Justiça, rompeu as relações com a diretoria do clube onde começou a carreira. Atualmente, está envolvido em outra novela do Mercado da Bola, já que tem em mãos uma proposta milionária para trocar o clube catalão pelo Paris Saint-Germain.

GANSO
Meia
27 anos
Sevilla (ESP)

Fiel escudeiro de Neymar nos tempos de Santos, chegou a ser considerado durante algum tempo um jogador de nível semelhante ao do então companheiro de time. Assim como o astro da seleção brasileira, não tem uma boa relação com o torcedor santista. O motivo? A saída para o São Paulo, em 2012. Na última temporada, estreou no futebol europeu. E não foi nada bem: passou a maior parte do tempo no banco de reservas do Sevilla e disputou apenas 16 partidas oficiais pelo time espanhol.

FELIPE ANDERSON
Meia-atacante
24 anos
Lazio (ITA)

Alvo de constantes críticas do técnico Muricy Ramalho durante o período em que trabalharam juntos na Vila Belmiro, o meia nunca deslanchou com a camisa do Santos. Foi preciso uma transferência para a Lazio para Felipe Anderson mostrar ser um jogador com potencial de defender a seleção brasileira. O camisa 10 foi um dos destaques do último Campeonato Italiano e responsável direto pela classificação do seu time para a Liga Europa.

GABIGOL
Atacante
20 anos
Inter de Milão (ITA)

Cercado de expectativas desde os tempos que estava nas categorias de base do Santos, foi a promessa do clube depois do surgimento de Neymar. Negociado há um ano com a Inter de Milão por 29,5 milhões de euros (R$ 108,6 milhões), foi um fracasso completo em sua temporada de estreia na Itália. O primeiro ano de Gabigol na Inter se resumiu a 183 minutos de futebol, com direito a um gol e muitas manchetes negativas na imprensa.

RAFAEL CABRAL
Goleiro
27 anos
Napoli (ITA)

O goleiro da vitoriosa geração de Neymar e Ganso no Santos chegou a ser apontado como uma das grandes promessas da posição e como futuro camisa 1 da seleção brasileira. No entanto, sua carreira empacou desde que foi negociado com o Napoli, há quatro anos. Reserva fixo de Pepe Reina, campeão mundial com a seleção espanhola em 2010, Rafael chegou a ficar 1 ano e 11 meses sem disputar uma partida oficial pelo clube napolitano.

EMERSON PALMIERI
Lateral esquerdo
22 anos
Roma (ITA)

O lateral esquerdo não chegou a jogar nem 40 partidas pelo Santos antes de ser emprestado ao Palermo, em 2014, e dar início à sua carreira internacional. Na Roma desde 2015, Emerson conquistou a simpatia e a confiança do técnico Giampiero Ventura, que vem convocando o jogador constantemente para uma espécie de seleção italiana do futuro. O ex-santista só ainda não estreou no time principal da Azzurra em virtude de uma lesão que deve tirá-lo do futebol até outubro.

VICTOR ANDRADE
Atacante
21 anos
Benfica (POR)

Assim como Gabigol, teve de lidar com o rótulo de “novo Neymar”. Victor Andrade estreou pelo Santos em 2012, meses antes de completar 17 anos, e, em 2014, já se mandou para o Benfica revoltado com as poucas oportunidades que recebia na Vila Belmiro. O atacante ainda tem contrato com o clube português, mas foi emprestado na última temporada ao 1860 Munique e participou da campanha que rebaixou o clube para a terceira divisão da Alemanha.


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Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes
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Rafael Reis

Começar bem uma competição é sempre bom, já que enche os jogadores de confiança, faz com que os torcedores se sintam motivados a ir ao estádio e coloca aquele medo extra nos adversários, certo?

Na maioria das competições, é assim mesmo que funciona. Mas, na Libertadores-2017, brilhar demais logo no início do torneio pode acabar se tornando um problema.

A ampliação no período de disputa da principal competição interclubes da América do Sul, que agora terá a final jogada apenas em novembro, fará com que ela atravesse as janelas de transferências do meio do ano da Europa e da China.

Não precisa ser nenhum Nostradamus para saber que os clubes sul-americanos não passarão ilesos por esses períodos de transações e sofrerão sim desfalques em seus elencos para o segundo semestre.

E quem serão os times mais atingidos pela cobiça dos mercados mais ricos? Justamente aqueles que mais estiverem se destacando e apresentando melhor futebol na Libertadores, é claro.

No ano passado, a bola da vez da janela de transferências foi o Atlético Nacional. O clube colombiano negociou dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu. No entanto, Davinson Sánchez e Marlos Moreno ainda puderam jogar a final da Libertadores porque ela foi disputada em julho, antes do início da temporada no Velho Continente.

Mas agora, com o novo calendário, os clubes europeus não poderão mais esperar. A janela de transferências da Europa (e também da China) abrirá após encerramento da fase de grupos da Libertadores e fechará depois das oitavas de final.

E, por isso, destacar-se na etapa de grupos pode acabar sendo uma armadilha capaz de afastar um time da briga pelo título continental, no fim do ano.

Vamos supor que o empate contra o Atlético Tucumán seja o único tropeço do Palmeiras no Grupo 5 e que o atual campeão brasileiro emende nas próximas rodadas grandes atuações. Nesse cenário, quais as chances de jogadores como Tchê Tchê, Borja e Mina continuarem no clube no segundo semestre e disputarem a reta final da Libertadores?

E no caso do Flamengo: será que Diego, Willian Arão e Berrío não receberão propostas milionárias irrecusáveis da Europa e/ou da China caso atuações como a da estreia contra o San Lorenzo se repitam?

O mesmo vale para Luan, Vitor Bueno e tantos outros jogadores espalhados pelos oito representantes brasileiros na Libertadores-2017.

Por isso, se você não gostou da atuação do seu time na primeira rodada do torneio sul-americano, não se desespere. Talvez seja melhor assim. O importante, por enquanto, é passar de fase. E guardar o bom futebol para a reta final, depois que as janelas de transferências fecharem.


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River tem elenco mais caro da Libertadores-17; Brasil põe 6 times no top 10
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Rafael Reis

Pelo segundo ano consecutivo, o dono do elenco mais caro da Taça Libertadores da América não é um clube brasileiro, mas sim, um argentino.

Depois de o Boca Juniors encabeçar a lista de times mais valiosos da edição anterior da competição continental, agora quem possui o grupo de jogadores com maior valor de mercado é seu arquirrival, o River Plate.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, a soma dos valores estimados do atletas do clube campeão da Libertadores-2015 chega a 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões).

A liderança do River não chega a ser uma surpresa, já que o time argentino conta com três dos dez jogadores mais caros que disputarão o torneio: os atacantes Lucas Alario e Sebastián Driussi, além do meia Gonzalo Martínez.

Outros três representantes da terra de Lionel Messi aparecem no top 10 dos elencos mais valiosos: o Estudiantes é o oitavo, o San Lorenzo ocupa a nona colocação e o Lanús fecha a lista.

O clube brasileiro com o grupo de atletas mais caro é o Atlético-MG. Com valor estimado de 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões), a equipe comandada por Roger só é mais barata que o River.

Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Santos e Atlético-PR também estão no top 10. O Botafogo é o 11º, com elenco avaliado em 29,4 milhões de euros (R$ 96,2 milhões). Já a Chapecoense, que teve de reconstruir completamente seu grupo de jogadores após o acidente aéreo de novembro, ocupa a 15ª colocação, com 22,1 milhões de euros (R$ 72,3 milhões).

Atual campeão, o Atlético Nacional é o time da Libertadores-2017 com elenco mais rico, excluindo os brasileiros e argentinos. A equipe colombiana tem valor estimado em 28,1 milhões (R$ 91,9 milhões), a 12ª mais cara da competição.

Até 2015, a lista de clubes com elencos mais valiosos da principal competição interclubes da América do Sul costumava ser dominada pelos clubes brasileiros.

Foram quatro anos consecutivos com representantes do futebol pentacampeão mundial encabeçando o ranking: Santos (2012), Corinthians (2013), Cruzeiro (2014) e São Paulo (2015).

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa nesta terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

CONHEÇA DOS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2017

1º – River Plate (ARG) – 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões)
2º – Atlético-MG (BRA) – 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões)
3º – Palmeiras (BRA) – 59,1 milhões de euros (R$ 193,4 milhões)
4º – Grêmio (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
Flamengo (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
6º – Santos (BRA) – 47,1 milhões de euros (R$ 154,1 milhões)
7º – Atlético-PR (BRA) – 40,5 milhões de euros (R$ 132,5 milhões)
8º – Estudiantes (ARG) – 33,9 milhões de euros (R$ 110,9 milhões)
9º – San Lorenzo (ARG) – 33,4 milhões de euros (R$ 109,3 milhões)
10º – Lanús (ARG) – 31,4 milhões de euros (R$ 102,7 milhões)


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5 brasileiros, 5 argentinos: os 10 jogadores mais caros da Libertadores
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Rafael Reis

Brasil e Argentina, as duas forças mais tradicionais e vitoriosas da história do futebol sul-americano, dominam também a lista dos jogadores mais caros da Taça Libertadores da América-2017.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, cada um dos dois países tem cinco dos dez atletas com maior valor de mercado que irão disputar a partir da próxima semana a fase de grupos da competição continental.

O equilíbrio na avaliação de preços de argentinos e brasileiros é tamanho que até mesmo o primeiro lugar do ranking é dividido entre um representante de cada escola.

Ainda segundo o “Transfermarkt”, o brasileiro Luan (Grêmio) e o argentino Lucas Alario (River Plate) são os jogadores mais caros da Libertadores. Cada um deles tem valor estimado de 12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões).

O River, campeão continental em 2015, é o time mais representado no top 10 dos atletas mais valiosos do torneio. Além de Alario, o atacante Sebastián Driussi e o meia Gonzalo Martínez também fazem parte da lista.

Cinco dos oito clubes brasileiros inscritos na Libertadores contam com jogadores que estão entre os dez de maior valor de mercado da competição: Grêmio, Santos, Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo.

O curioso é que o representante do Fla no top 10 não é um brasileiro, mas sim o meia argentino Federico Mancuello, avaliado em 6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões).

Chama atenção na lista a ausência do centroavante colombiano Miguel Borja, campeão no ano passado pelo Atlético Nacional. Apesar de ter custado quase 10 milhões de euros (R$ 33 milhões) ao Palmeiras, o atacante é avaliado em apenas 1,75 milhão de euros (R$ 5,7 milhões) pelo “Transfermarkt”.

A ausência de colombianos, aliás, é uma das novidades do top 10 de jogadores mais caros da Libertadores em relação ao ano passado. Em 2016, Victor Ibarbo, do Atlético Nacional, intrometeu-se entre os seis brasileiros e três argentinos da lista.

Dos 10 atletas com maior valor de mercado da edição anterior do torneio sul-americano, apenas dois, o lateral direito Marcos Rocha (Atlético-MG) e o meia-atacante Dudu (Palmeiras), permanecem na lista dos mais caros deste ano.

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa na próxima terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

Conheça agora os 10 jogadores mais valiosos da competição

1º – Luan

23 anos
Atacante
Brasileiro
Grêmio (BRA)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

Lucas Alario

24 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

3º – Lucas Lima

26 anos
Meia
Brasileiro
Santos (BRA)
9 milhões de euros (R$ 29,4 milhões)

4º – Sebastián Driussi

21 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
8 milhões de euros (R$ 26,2 milhões)

5º – Santiago Ascacibar

20 anos
Volante
Argentino
Estudiantes (ARG)
7,5 milhões de euros (R$ 24,5 milhões)

6º – Federico Mancuello

27 anos
Meia
Argentino
Flamengo (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Gonzalo Martínez

23 anos
Meia
Argentino
River Plate (ARG)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Marcos Rocha

28 anos
Lateral direito
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Rafael Carioca

27 anos
Volante
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

10º – Dudu

25 anos
Meia-atacante
Brasileiro
Palmeiras (BRA)
5,5 milhões de euros (R$ 18 milhões)


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‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
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Rafael Reis

“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.

Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.

Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.

Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.

Nos últimos 24 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.

E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.

O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.

Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.

A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.

Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.

Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.

Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.


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