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Como técnico foi de segundo pior da história a ídolo russo em 3 semanas
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Rafael Reis

Goleiro da seleção russa nas Copas de 1994 e 2002 e técnico da equipe há dois anos, Stanislav Cherchesov se tornou nas últimas semanas um dos nomes mais queridos do país anfitrião do Mundial-2018.

Afinal, pela primeira vez desde a dissolução da União Soviética, o país passou da primeira fase da competição mais importante de futebol do planeta, avançou pelas oitavas de final, chegou às quartas e joga neste sábado, contra a Croácia, em Sochi, por uma surpreendente classificação para a semifinal.

Situação bem diferente da vivida até o início do mês passado, quando Cherchesov era simplesmente o segundo treinador de pior desempenho de toda a história da seleção da Rússia.

Até o início da Copa, o cartel do ex-goleiro era de dar pena: cinco vitórias, seis empates e nove derrotas. Aproveitamento de apenas 35% dos pontos disputados, o segundo mais baixo dentre os 12 treinadores que passaram pelo time desde o fim da URSS.

O único treinador com desempenho inferior ao de Cherchesov foi o ucraniano Anatoliy Byshovets, que dirigiu o time em 1998 e perdeu todos os jogos que disputou. Não à toa durou só seis partidas no cargo.

O atual comandante russo chegou ao Mundial com um jejum de vitórias que já durava oito meses e sete apresentações. Derrotas para seleções que nem se classificaram para a Copa, como Áustria e Costa do Marfim, também não ajudavam a aliviar sua barra.

O temor de fracasso era geral, ainda mais depois das contusões de jogadores que seriam titulares, como os zagueiros Viktor Vasin (CKSA Moscou) e Giorgi Jikia (Spartak Moscou) e o atacante Aleksandr Kokorin (Zenit).

Mas tudo mudou assim que a bola rolou na Rússia. Os anfitriões estrearam metendo 5 a 0 na Arábia Saudita, fizeram um convincente 3 a 1 no Egito e perderam a partida que podiam (3 a 0 ante o Uruguai, no encerramento da fase de grupos).

Nas oitavas, seguraram a Espanha, campeã mundial de 2010, e conseguiram a classificação nos pênaltis. A preocupação de um vexame histórico deu lugar ao sonho da conquista de um título inédito.

Os números de Cherchesov, técnico que teve como grande momento de sua carreira a vitória no Campeonato Polonês de 2016, pelo Legia Varsóvia, continuam não sendo grande coisa. Seu aproveitamento na seleção agora subiu para 38,9%. Mas vocês acham que alguém na Rússia está ligando para isso?


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Cheia de zebras, Copa tem quartas de final “mais fracas” em 24 anos
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Rafael Reis

As quartas de final da Copa do Mundo-2018 serão as “mais fracas” da principal competição de futebol do planeta nos últimos 24 anos.

Desde que o ranking da Fifa foi implantado, antes do Mundial dos Estados Unidos, em 1994, nunca uma edição do torneio teve seleções tão mal posicionadas na lista da entidade quanto na Rússia-2018.

Os oito países que continuam vivos na briga pelo título ocupam em média a 19ª colocação na classificação das seleções, de acordo com a última versão, divulgada no dia 7 de junho.

Até então, as quartas menos poderosas da história haviam sido as do Mundial de 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Na ocasião, as equipes participantes da segunda rodada da fase final ocupavam em média um fictício 18,8º lugar.

A responsável direta pela quebra do recorde neste ano é a Rússia. Ao eliminar nos pênaltis a favorita Espanha, a anfitriã da Copa-2018 se tornou a seleção de pior ranking a ficar entre as oito melhores de uma edição do torneio.

O time do centroavante Artem Dzyuba e do goleiro Igor Akinfeev é apenas o 70º no ranking da Fifa. Antes dos russos, o pior quadrifinalista de todos os tempos era a Ucrânia de 2006, que ocupava o 45º lugar na época.

Na atual edição da Copa, três dos oito times na disputa pela taça estão fora do top 15 da classificação de seleções. Além da anfitriã, fazem parte desse grupo Croácia (20ª) e Suécia (24ª).

Das seis seleções mais bem posicionadas no ranking, só duas ainda podem ser campeãs mundiais em 2018: o Brasil, vice-líder, e a Bélgica, terceira colocada, que se enfrentam na sexta-feira, em Kazan.

França (7ª), Inglaterra (12ª) e Uruguai (14ª) são as outras classificadas para as quartas.

Curiosamente, esta é a segunda edição consecutiva em que a melhor seleção considerada do planeta dá vexame e cai precocemente no torneio. Neste ano, a Alemanha foi eliminada ainda na primeira fase e repetiu o fiasco protagonizado pela Espanha, então do líder do ranking, em 2014.

A próxima fase da Copa começa na sexta, com o confronto entre uruguaios e franceses, em Nizhny, que será seguido da partida entre Neymar e cia contra os belgas. No sábado, serão outros dois jogos: Rússia x Croácia, em Sochi, e Suécia x Inglaterra, em Samara.

A decisão do Mundial da Rússia está marcada para 15 de julho e será disputada em Moscou.

CLASSIFICAÇÃO MÉDIA DOS QUADRIFINALISTAS DA COPA (RANKING DA FIFA):

1994 – 7,6ª
1998 – 14ª
2002 – 18,8ª
2006 – 14ª
2010 – 12,4ª
2014 – 11,1ª
2018 – 19ª


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Cinco gols em um só jogo: conheça o último russo artilheiro de Copa
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Rafael Reis

Quantos jogos são necessários para se fazer um artilheiro de Copa do Mundo? No caso do último jogador russo a conquistar o prêmio, três partidas foram o suficiente.

Oleg Salenko dividiu a artilharia do Mundial-1994 com o búlgaro Hristo Stoichkov mesmo tendo participado apenas da primeira fase da competição. Cada um deles meteu seis bolas nas rede.

O russo passou em branco na derrota por 2 a 0 na estreia contra o Brasil, fez um golzinho de pênalti na queda por 3 a 1 diante da Suécia e escreveu seu nome na história da competição na última rodada do Grupo B, contra Camarões.

A Rússia aplicou 6 a 1 na seleção africana. E seu camisa 9 se tornou o primeiro (e até hoje único) jogador da história do principal torneio de futebol do planeta a marcar cinco vezes na mesma partida.

A exibição de gala contra Camarões, o recorde e o prêmio de artilheiro da Copa foram um ponto fora da curva em uma carreira que, com exceção do Mundial dos EUA, não teve nada de extraordinária.

Revelado pelo Zenit, Salenko atuou no futebol da antiga União Soviética entre 1986 e 1992. Descendente de ucranianos, ele chegou a disputar um amistoso pela seleção dos seus familiares depois do fim da URSS.

O centroavante só pôde jogar pela Rússia porque a seleção ucraniana ainda não havia sido reconhecida pela Fifa na partida em que ele atuou.

Na época da Copa-1994, Salenko defendia o pequeno Logroñés, que lutava contra o rebaixamento no Campeonato Espanhol. O sucesso na competição lhe rendeu um contrato com o Valencia.

No novo clube, o russo foi treinado por Carlos Alberto Parreira. Mas a parceria durou pouco e não rendeu muito sucesso. Tanto o atacante, quanto o técnico, foram embora na temporada seguinte.

A carreira de Salenko, então, começou a descer a escada. Ele ainda passou alguns meses no Glasgow Rangers, da Escócia, antes de se aventurar na Turquia (Istanbulspor), nas divisões menores da Espanha (Córdoba) e na Polônia (Pogon Szczecin).

O artilheiro da Copa-1994 deixou o futebol profissional em 2001, aos 32 anos. Pela seleção, disputou somente oito partidas e marcou seis gols. Sim, os gols do Mundial foram os únicos do jogador com a camisa russa.

Já aposentado, Salenko ainda treinou durante alguns meses a seleção ucraniana de futebol de areia e trabalhou para a Federação Ucraniana de Futebol.

Em 2010, o atacante voltou aos holofotes ao dar uma entrevista revelando que xeques dos Emirados Árabes Unidos lhe ofereceram US$ 500 mil (R$ 2,2 milhões, na cotação atual) por seu troféu de goleador do Mundial.

Apesar do interesse do russo em vender a peça, o negócio nunca foi concretizado. E o último russo a ser artilheiro de uma Copa do Mundo continua com a prova material do maior momento de sua vida profissional.


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Envelhecida, Rússia recebe a Copa com seleção “soviética”
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Rafael Reis

O zagueiro Sergei Ignashevich tinha 12 anos, estava completamente alfabetizado e já possuia alguma noção de política quando o país onde nasceu e viveu durante toda a infância chegou ao fim.

Assim como o veterano defensor do CSKA Moscou, outros 16 jogadores da seleção anfitriã da Copa do Mundo-2018 não foram registrados como russos quando vieram ao mundo.

Todos eles, com exceção do lateral direito Mário Fernandes, brasileiro de nascimento e naturalizado há apenas dois anos, são remanescentes da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Apesar de a antiga potência dos tempos de Guerra Fria ter sido dissolvida oficialmente há quase 27 anos, no dia 25 de dezembro de 1991, para dar lugar a 15 países independentes, os soviéticos ainda são maioria na seleção que abre a Copa contra a Arábia Saudita, nesta quinta-feira, no estádio Luzhniki, em Moscou.

Prova de como o técnico Stanislav Cherchesov falhou na missão de levar à Copa um grupo rejuvenescido, cheio de gente nova e alheio às marcas dos insucessos recentes do país –parou na fase de grupos do Mundial-2014 e nas Euros-2012 e 2016.

No lugar de renovação, a Rússia chegou a 2018 com os mesmos envelhecidos rostos de sempre. Ignashevich já tem 38 anos. Aleksandr Samedov, 33. O goleiro Igor Akinfeev, 32. E há ainda os trintões Vladimir Gabulov. Fyodor Kudryashov e Vladimir Granat.

As caras realmente novas são poucas e podem ser contadas nos dedos das mãos. O meia Aleksandr Golovin, 22, maior revelação do CSKA nos últimos tempos, e os irmãos gêmeos Anton e Aleksei Miranchuk, 22, campeões nacionais pelo Lokomotiv Moscou nesta temporada.

O trio faz parte do pequeno grupo de jogadores da seleção anfitriã que são genuinamente russos. Para eles, URSS, comunismo e Guerra Fria contra os EUA foram apenas conteúdo das aulas de história e lembranças de infância dos companheiros de time.

Além de Rússia e Arábia Saudita, Egito e Uruguai também fazem parte do Grupo A da Copa do Mundo. A competição começa nesta quinta e terá a final disputada no dia 15 de julho, novamente em Moscou.


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Como políticas de Putin minaram chances da Rússia na Copa-2018
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Rafael Reis

Apenas uma vitória nos últimos dez jogos disputados, uma vergonhosa 70ª colocação no ranking da Fifa e a nada empolgante sensação de que já estará no lucro caso consiga sobreviver à primeira fase.

Definitivamente, não é assim que o torcedor russo imaginava que sua seleção chegaria à Copa do Mundo-2018 quando descobriu que seu país seria anfitrião da competição.

Oito anos atrás, quando a Fifa anunciou as sedes dos torneios de 2018 e 2022, os planos da Rússia eram ousados. Conquistar o título inédito podia ser mais um sonho que um objetivo. Mas alcançar as semifinais era tratado como uma meta bastante alcançável.

A promessa do presidente Vladimir Putin é de que haveria dinheiro de sobre para o desenvolvimento da seleção. E isso incluía a contratação de um técnico de primeiro escalão (o italiano Fabio Capello) e o fortalecimento da liga local com reforços de alto nível que ajudariam na evolução dos atletas russos.

Mas, então, o que deu errado? Por que a Rússia abre a Copa-2018 nesta quinta-feira, contra a Arábia Saudita, em Moscou, temendo protagonizar um vexame histórico?

A resposta é: faltou dinheiro. A diminuição nos preços do petróleo e do gás natural, produtos essenciais de exportação para a balança comercial russa, e a posição geopolítica agressiva adotada por Putin deixaram o país sem grana suficiente para investir no projeto da seleção.

De acordo com dados da Sipri, uma agência sueca especializada em segurança global, o governo russo ampliou em 87% os gastos militares na última década. Além disso, envolveu-se em pelo menos dois conflitos armados: a Crise da Crimeia, contra a Ucrânia, em 2014, e a luta na Síria.

O conflito com o país vizinho, o apoio ao presidente sírio, Bashar al Assad, e algumas outras intervenções geopolíticas polêmicas, como a influência nas eleições norte-americanas que elegeram Donald Trump e a acusação de envenenamento de um ex-espião que vivia na Inglaterra, fizeram a Rússia sofrer uma série de sanções econômicas do Ocidente.

E quem acabou pagando a conta do crescimento nos gastos militares e da redução do comércio russo com o exterior (que atinge não só o governo, mas também os empresários) foi o futebol.

Para começar, faltou dinheiro para bancar Capello. O treinador italiano, ex-Milan, Juventus e Real Madrid, deixou o cargo em 2015. Seu substituto, Stanislav Cherchesov, ganha o equivalente a 27% do salário do antecessor.

Além disso, as contratações que ampliariam o nível do futebol russo ficaram bem aquém do esperado. Basta olhar as convocações da Copa-2018. O único jogador de uma seleção de primeiro escalão que atua na Rússia é o meia português Manuel Fernandes, do Lokomotiv Moscou.

Os resultados internacionais dos clubes do país anfitrião do Mundial também não são nada animadores. Nos últimos cinco anos, só o Zenit São Petersburgo conseguiu passar pela fase de grupos da Champions e, nas duas oportunidades, caiu já nas oitavas de final.

Os recentes insucessos da seleção russa e a falta de esperança com uma boa campanha na Copa-2018 são apenas o reflexo desse cenário de promessas não cumpridas e ambição geopolítica.


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4 seleções que saem em alta dos amistosos de março, e 3 que temem pela Copa
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Rafael Reis

Confrontos entre grandes seleções, goleadas históricas, resultados surpreendentes. Quem queria um bom preview da Copa do Mundo-2018 teve uma semana cheia de futebol para apreciar e avaliar.

Os amistosos de março consolidaram alguns favoritos, mostraram que umas seleções estão mais fortes do que se imaginava e que outros times, inclusive alguns dos mais tradicionais do planeta, correm risco de passar vergonha na Rússia.

Apresentam abaixo quatro seleções que saem em alta da última Data Fifa antes da divulgação dos convocados para a Copa. E três países que têm motivos de sobra para ficarem preocupados com a sua equipe nacional

EM ALTA

Espanha
1 x 1 Alemanha
6 x 1 Argentina

A grande vencedora desta Data Fifa. Primeiro, empatou com a Alemanha, atual campeã mundial, em um jogo de altíssimo nível técnico e tático. Depois, aplicou uma inesquecível goleada sobre a Argentina. Os resultados fizeram o time de Julen Lopetegui subir alguns degraus na escala de favoritos da Copa-2018. A Espanha sai dos amistosos de março como a seleção a ser batida.

Suíça
1 x 0 Grécia
6 x 0 Panamá

A primeira adversária do Brasil na Copa-2018 optou por não enfrentar nenhuma seleção de primeiro escalão nos amistosos deste mês. Mesmo assim, as vitórias sobre Grécia e Panamá, foram expressivas. Os suíços mostraram a solidez defensiva tradicional e não foram vazados. Mas, mais do que isso, conseguiram marcar sete vezes em dois jogos. Prova que seu ataque também funciona.

Uruguai
2 x 0 República Tcheca
1 x 0 País de Gales

O título da China Cup nem é o principal motivo para o Uruguai sair desta Data Fifa cheio de esperanças. O que realmente empolga o técnico Óscar Tabárez é a percepção de que o trabalho de renovação da equipe está dando certo. Garotos como Rodrigo Bentancur, Nahitan Nández e Lucas Torreira estão cada vez mais integrados à seleção e prometem dar aos uruguaios sangue novo para o Mundial.

Peru
2 x 0 Croácia
3 x 1 Islândia

De volta a uma Copa do Mundo depois de 26 anos, o Peru mostrou força para ir além do papel de simples coadjuvante na Rússia-2018 que parecia destinado a ele. Ainda sem seu principal jogador, o atacante Paolo Guerrero, o time sul-americano desbancou a Croácia, de Luka Modric, Ivan Rakitic e Mario Mandzukic, e também superou a Islândia, sensação da última Eurocopa.

EM BAIXA

Argentina
2 x 0 Itália
1 x 6 Espanha

A vitória sobre a Itália deu ao torcedor argentino a falsa ilusão de que há vida sem Lionel Messi, que estava machucado. Mas a goleada por 6 a 1 sofrida contra a Espanha foi um choque de realidade suficientemente forte para destruir qualquer esperança. A Argentina será melhor quando tiver o craque do Barcelona em campo. Mas só Messi será suficiente para evitar um vexame na Copa?

Portugal
2 x 1 Egito
0 x 3 Holanda

Levar 6 a 1 de uma das melhores seleções do planeta é feio. Mas, tomar 3 a 0 de um time que nem conseguiu se classificar para a Copa não fica muito atrás. Contra a Holanda, Portugal mostrou que está longe de ser uma equipe confiável. É verdade que Fernando Santos escalou vários reservas no fatídico amistoso. No entanto, Cristiano Ronaldo estava em campo. E ele é 50% da seleção portuguesa.

Rússia
0 x 3 Brasil
1 x 3 França

O sonho do torcedor russo é que sua equipe faça um papel digno na Copa. Mas está cada vez mais difícil acreditar na seleção anfitriã. O time é fraco, carece de talento individual e não dá mostras de evolução no jogo coletivo. Poderia ter sido goleado por Brasil e França. Sofrer seis gols nos amistosos de março ficou barato pela bolinha jogada pela Rússia.


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Climão? Artilheiro de rival do Brasil foi casado com embaixadora da Copa
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Rafael Reis

Principal homem de ataque da seleção da Rússia, adversária do Brasil em amistoso nesta sexta-feira, o atacante Fedor Smolov, 28, do Krasnodar, tem evitado participar dos eventos que promovem a Copa do Mundo em seu país.

O motivo é sua ex-mulher.

Smolov foi casado durante dois anos com a modelo, atriz apresentadora de TV e Miss Rússia 2003, Victoria Lopyreva, a embaixadora oficial do Mundial-2018.

A russa tem viajado por todo o planeta para promover a competição que será realizada pela primeira vez em sua terra-natal. Além disso, também é figurinha carimbada nos eventos do torneio dentro do território russo.

Lopyreva está envolvida com o futebol desde 2007, quando estreou como apresentadora de um programa esportivo. Em 2012, ela começou a namorar Smolov, então jogador do Dínamo de Moscou. Eles se casaram no ano seguinte, e o relacionamento durou até 2015.

O casamento entre o atacante da seleção russa e a embaixadora da Copa-2018 terminou com algumas trocas de farpas públicas.

A modelo publicou em sua conta no Instagram que o relacionamento chegou ao fim porque Smolov “estava mais interessado em redes sociais e belos carros” do que em manter o casamento.

A mãe do atacante rebateu a declaração da ex-nora e disse que Lopyreva, por ter uma carreira de sucesso, participava de muitos eventos profissionais e não tinha tempo suficiente para se dedicar ao marido, que “gosta de ficar em casa e de atenção”.

Agora solteiro, Smolov vive a melhor fase de sua carreira. O atacante foi o artilheiro das duas últimas edições do Campeonato Russo e também ocupa o topo da tabela dos goleadores nesta temporada, com 12 gols em 16 partidas.

Principal esperança de bolas na rede da seleção anfitriã da Copa-2018, o camisa 10 do Krasnodar é o jogador convocado pelo técnico Stanislav Cherchesov para os amistosos contra Brasil e França que mais gols já marcou pela seleção: 11 em 28 apresentações.

Cabeça de chave do Grupo A, a Rússia estreia no Mundial contra a Arábia Saudita, no dia 14 de junho, em Moscou. Egito e Uruguai são os outros adversários da primeira fase.


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Falta de dinheiro minou plano megalomaníaco do País da Copa para 2018
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Rafael Reis

Sete anos atrás, quando foi anunciada como sede da Copa do Mundo, a Rússia acreditava que poderia arrasar em 2018. A conquista do título inédito, ou ao menos uma campanha histórica, não era considerado um sonho, mas sim um objetivo alcançável.

O plano era simples: investir pesado em um técnico de elite, no fortalecimento da liga nacional e em amistosos de primeiro escalão para fazer com que os russos chegassem ao Mundial em igualdade de forças com as seleções mais poderosas do planeta.

Só que, faltando menos de um ano para o pontapé inicial da Copa-2018, pensar em título virou um delírio para o time anfitrião, eliminado ainda na fase de grupos da última Eurocopa e da Copa das Confederações.

A meta agora é bem menos ambiciosa: simplesmente não passar vergonha dentro de casa. E o motivo é um velho conhecido brasileiro.

A queda nos preços do petróleo e do gás natural, produtos de exportação essenciais para a balança comercial da Rússia, e o crescente investimento do presidente Vladimir Putin no Exército e em ações militares deixaram o país sem dinheiro para gastar com o futebol.

Resultado: nenhum dos pilares sobre os quais os russos pretendiam construir uma seleção capaz de se sagrar campeã mundial conseguiu permanecer em pé.

Para começar, Stanislav Cherchesov, o atual comandante da equipe anfitriã da Copa-2018, está longe de ser um treinador do primeiro escalão mundial. Ex-Dínamo de Moscou, Spartak e Légia Varsóvia, ele tem como título mais importante de sua carreira o Campeonato Polonês de 2016.

Mas Cherchesov é o técnico que a Rússia pode pagar. Ele recebe 2 milhões de euros (R$ 7,6 milhões) anuais, menos de um terço do salário de 7,3 milhões de euros (R$ 27,8 milhões) que Fabio Capello recebia durante sua passagem pela seleção.

No período em que dirigiu a equipe russa, o treinador italiano (ex-Milan, Real Madrid e Juventus, entre outros) chegou a ser o mais bem pago do mundo. Só que o dinheiro acabou, seus salários começaram a atrasar e ele teve seu contrato rescindido em 2015.

O encolhimento da economia russa também impediu o fortalecimento do campeonato nacional e, consequentemente, o desenvolvimento dos jogadores que podem ser convocados para o Mundial do próximo ano.

Em duas das três últimas temporadas, os clubes da primeira divisão russa ganharam mais dinheiro com venda de jogadores do que gastaram com a chegada de reforços. O valor investido em contratações encolheu de 322,8 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão), em 2013, para pouco mais de 104 milhões de euros (R$ 396 milhões), na atual temporada.

Por fim, a Rússia não tem conseguido medir forças com as melhores seleções do mundo. Como não disputa as eliminatórias, o país-sede da Copa depende exclusivamente de amistosos para testar seu nível atual.

Só que jogar contra Alemanha, Brasil, Espanha, França e os outros times de primeiro escalão requer o pagamento de cachês generosos, o que os russos não estão dispostos a fazer neste momento.

A consequência disso são amistosos menos interessantes do ponto de vista técnico, como o encontro com a Hungria, em junho, ou a partida contra a Costa do Marfim, em março. Nesta Data Fifa, o único teste será contra o Dínamo Moscou, atual campeão da segunda divisão russa.


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Para evitar fracasso em 2018, País da Copa “fabrica” jogadores russos
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Rafael Reis

Para tentar evitar um fiasco na Copa do Mundo-2018, a seleção anfitriã da competição está “fabricando” novos jogadores russos.

Com o intuito de montar uma equipe que consiga ser competitiva no torneio do próximo ano, a Rússia tem aderido à naturalização de estrangeiros e ao resgaste de atletas que até possuem raízes russas, mas que sempre defenderam outras camisas.

Desde o segundo semestre de 2014, quando o plano de preparação para a Copa-2018 começou a ser colocado em prática, quatro desses novos russos foram convocados para a seleção.

Dois deles, inclusive, são nascidos no Brasil.

O goleiro Guilherme, ex-Atlético-PR, que defende o Lokomotiv Moscou desde 2007, disputou a última Eurocopa e a Copa das Confederações. Já o lateral direito Mário Fernandes, do CSKA Moscou, que chegou no passado a jogar amistosos pela seleção brasileira, foi chamado para uma sessão de treinos na próxima semana.

Ao lado do ex-jogador do Grêmio, estarão outros dois russos “recém-fabricados”: o zagueiro Roman Neustädter (Fenerbahce) e o lateral esquerdo Konstantin Rausch (Hannover). Ambos cresceram na Alemanha e atuaram pelas seleções germânicas de base até receberem o convite da Rússia.

Neustädter, que também esteve na Euo-2016, nasceu na antiga União Soviética, mas em território que hoje pertence à Ucrânia e pode defender a seleção russa devido à sua família paterna. Rausch, por outro lado, é nativo da Rússia, mas deixou o país quando tinha apenas cinco anos e optou inicialmente pela cidadania alemã no mundo da bola.

Além dos quatro jogadores que já fazem parte do elenco do técnico Stanislav Cherchesov, pelo menos outros três estrangeiros, dois deles brasileiros, estão sendo observados e podem ganhar uma chance até a Copa do Mundo.

O meia-atacante Joãozinho (Krasnodar), que vive na Rússia desde 2011 e já está apto a defender a seleção, e o centroavante Ari, do Lokomotiv Moscou, que ainda aguarda seu passaporte russo, já admitiram interesse em defender a nova pátria no Mundial.

Além deles, o meia Edgar Prib, capitão do Hannover 96, mais um caso de russo de nascimento que emigrou para Alemanha no começo da infância, pode pintar na seleção anfitriã da Copa.

A preocupação da Rússia em garimpar novos jogadores para o Mundial é justificada pelos resultados ruins que a equipe tem obtido na fase de preparação para 2018.

Os russos pararam ainda na fase de grupos na Copa das Confederações, não venceram sequer uma partida na última Eurocopa e só ganharam dois dos últimos sete amistosos que disputaram.

O medo da Rússia é repetir o fracasso vivido pela África do Sul. Em 2010, a seleção anfitriã da Copa passou vergonha ao se despedir do Mundial que organizou na primeira fase –ficou na terceira colocação em um grupo que tinha Uruguai, México e França.

É para não ser uma nova África do Sul que o time da casa em 2018 decidiu “fabricar” seus próprios russos.


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Em 10 anos, país da Copa gasta quase R$ 1 bilhão em jogadores brasileiros
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Rafael Reis

O país-sede da próxima edição da Copa do Mundo adora um jogador brasileiro.

Só nos últimos dez anos, os clubes da primeira divisão do Campeonato Russo gastaram aproximadamente 255 milhões de euros (R$ 957 milhões, na cotação atual) com a contratação de representantes do futebol pentacampeão mundial.

Esse valor representa muito, mais de 14% do total de 1,8 bilhão de euros (R$ 6,7 bilhões) que os times do país da Copa-2018 investiram em reforços de todas as nacionalidades desde a temporada 2007/08.

Não à toa, um dois jogadores que dividem o posto de contratação cara da história da Rússia é brasileiro: o atacante Hulk, que custou 40 milhões de euros (R$ 150 milhões) ao Zenit em 2012 e foi negociado com a China quatro anos depois.

Os meia-atacantes Willian, atualmente no Chelsea, e Carlos Eduardo, hoje no Vitória, também figuram no top 10 dos maiores negócios futebolísticos já feitos no país de Vladimir Putin.

Além deles, vários outros nomes conhecidos por aqui, com passagem até pela seleção principal, já jogaram na Rússia, como o volante Rafael Carioca, os meias Alex, Giuliano e Wagner e os atacantes Jô e Diego Tardelli.

Desde 2007, o Brasil é o país estrangeiro com maior número de jogadores inscritos no Campeonato Russo, superando nações que possuem uma ligação histórica com a terra da Copa-2018, como Ucrânia, Belarus e Sérvia.

Apesar da recente saída de Giuliano, que trocou o Zenit pelo Fenerbahce, da Turquia, 14 brasileiros disputam a atual temporada.

A lista, que não inclui o goleiro Guilherme (Lokomotiv Moscou) e o lateral direito Mário Fernandes (CSKA), naturalizados russos, tem o volante Fernando (Spartak Moscou) e os atacantes Vitinho (CSKA) e Luiz Adriano (Spartak Moscou) como estrelas.

Oito dos 16 clubes da primeira divisão russa contam atualmente com algum brasileiro no elenco.

E o número de atletas do Brasil no país da próxima Copa ainda pode aumentar até o fechamento da janela de transferências, no dia 31 de agosto.

O atacante Luan, do Grêmio, está na mira do Spartak, atual campeão nacional, que aceitaria pagar até 24 milhões de euros (R$ 90 milhões) pelo jogador.

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA HISTÓRIA DA RÚSSIA

1 – Hulk, contratado em 2012 pelo Zenit por 40 milhões de euros
2 – Willian, contratado 2013 pelo Anzhi por 35 milhões
3 – Carlos Eduardo, contratado em 2010 pelo Rubin Kazan por 20 milhões
4 – Fernando, contratado em 2016 pelo Spartak Moscou por 12,5 milhões
5 – Jucilei, contratado em 2011 pelo Anzhi por 10 milhões
6 – Vitinho, contratado em 2013 pelo CSKA por 9,5 milhões
7 – Rômulo, contratado em 2012 pelo Spartak Moscou por 8 milhões
Hernani, contratado em 2017 pelo Zenit por 8 milhões
Wanderson, contratado em 2017 pelo Krasnodar por 8 milhões
10 – Derlei, contratado em 2005 pelo Dínamo Moscou por 7,5 milhões


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