Blog do Rafael Reis

Arquivo : river plate

Melhor time da Rússia, Zenit vira “filial” do River Plate
Comentários Comente

Rafael Reis

Após oito rodadas, o primeiro colocado do Campeonato Russo é o Zenit São Petesburgo. Mas parte dessa liderança se deve a um clube localizado a mais de 13 mil quilômetros do país-sede da Copa do Mundo-2018.

Isso porque o time onde brilhou o atacante brasileiro Hulk se tornou nesta temporada uma espécie de filial do argentino River Plate.

Três jogadores que fizeram parte do elenco do River campeão da Libertadores-2015 hoje vestem a camisa do Zenit: o zagueiro Emanuel Mammana, o volante Matías Kranevitter e o atacante Sebastián Driussi (na foto acima).

Todos eles desembarcaram em São Petesburgo na última janela de transferências a pedido do técnico italiano Roberto Mancini, que já havia trabalhado com uma legião de argentinos na Inter de Milão.

Mammana, que já estava na Europa e defendia o Lyon, foi o mais caro do trio e custou 16 milhões de euros (quase R$ 60 milhões). Driussi foi tirado do River por 15 milhões de euros (55,8 milhões). E Kranevitter foi contratado do Atlético de Madri por 8 milhões (cerca de R$ 30 milhões).

Além deles, o elenco do Zenit conta com outros dois jogadores argentinos: o volante Leandro Paredes, revelado no Boca Juniors e que estava na Roma até a temporada passada, e o meia-atacante Emanuel Rigoni, buscado no Independiente.

Com a filial russa do River Plate, acrescida de uma pitada de Boca e outra de Independiente, o clube de São Petesburgo voltou a sonhar em conquistar o título nacional depois de ser terceiro colocado nas duas últimas edições do torneio.

O Zenit é o único time ainda invicto na primeira divisão do país da Copa-2018 nesta temporada. Em oito jogos, acumula seis vitórias e dois empates. Tem 20 pontos, um a mais que o Lokomotiv Moscou, vice-líder.

Curiosamente, dos 16 gols marcados pelo melhor ataque da Rússia, só três saíram de pés argentinos. Driussi marcou duas vezes, e Paredes deixou sua marca em uma oportunidade. O artilheiro da equipe (e do campeonato) é o centroavante Aleksandr Kokorin, autor de seis gols na competição.

Além do Campeonato Russo e da Copa da Rússia, o “River Plate de São Petesburgo” disputa nesta temporada a Liga Europa. A equipe dirigida por Mancini está no Grupo L e irá enfrentar Rosenborh (Noruega), Vardar (Macedônia) e Real Sociedad (Espanha).


Mais de Clubes

– Não acabou não! Saiba onde a janela de transferências continua aberta
– 7 clubes que quebraram seus recordes de contratação mais cara nesta janela
– Time de Hitler? Como clube alemão tenta apagar nazismo de sua história
– Novo rico e adeus de Buffon: 7 motivos para acompanhar o Italiano


Após férias, Libertadores dá início à fase final. E ainda não tem favorito
Comentários Comente

Rafael Reis

Quarentas dias depois do encerramento da fase de grupos, a Copa Libertadores da América-2017 entra nesta terça-feira em sua reta final ainda sem a definição de um time favorito ao título.

Ao contrário do ano passado, quando o Atlético Nacional passou pela etapa classificatória com cinco vitórias e um empate e saiu de lá como o maior candidato ao troféu, desta vez nenhuma equipe teve um aproveitamento tão alto dentro do seu grupo.

E mesmo as equipes que mais se destacaram na fase anterior têm motivos de sobra para não merecer o rótulo de favorito nos mata-matas decisivos da principal competição interclubes da América do Sul.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, com 13 pontos e 11 gols de saldo, o Atlético-MG está fora do G6 do Campeonato Brasileiro e até poucos dias atrás tinha seu técnico, Roger Machado, com o cargo sob ameaça devido à ausência de bons resultados.

Ao contrário dos mineiros, Palmeiras e Grêmio, os outros brasileiros que somaram 13 pontos na etapa anterior, vivem bons momentos na competição nacional, mas ainda não foram devidamente testados no torneio sul-americano.

A equipe gaúcha se destacou no mais fraco dos oito grupos da Libertadores. Ou você acha que ganhar de Guaraní, do Paraguai, Deportes Iquique, do Chile, e Zamora, da Venezuela, credencia alguém ao título?

O Palmeiras teve adversários um pouco mais qualificados, mas nem tanto assim: Jorge Wilstermann, da Bolívia, Atlético Tucumán, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai. E, apesar do primeiro lugar da chave, sofreu demais para conseguir cada uma das quatro vitórias que obteve até o momento.

Assim como Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, River Plate e Lanús também somaram 13 pontos na fase de grupos. Só que pesadas dúvidas também pairam sobre o verdadeiro potencial dos argentinos.

O River até parecia um time capaz de carregar o rótulo de favorito. Conta com uma base que foi campeã continental dois anos atrás, vinha praticando um futebol consistente e é comandado há três temporadas pelo mesmo técnico, Marcelo Gallardo.

Mas um escândalo abalou as estruturas dos Millonarios. Dois dos seus titulares, o lateral direito Camilo Mayada e o zagueiro Lucas Martínez, foram pegos em exames antidoping. E mais cinco jogadores são suspeitos de terem utilizado substâncias proibidas.

O clube argentino é também dos sobreviventes da Libertadores que mais corre risco de perder nomes importantes nesta janela de transferências. O atacante Sebastián Driussi, um dos supostamente envolvidos no caso de doping coletivo, deve ir para o Zenit. O meia Gonzalo Martínez e o centroavante Lucas Alario também interessam ao futebol europeu.

Já o Lanús só chegou aos 13 pontos porque herdou três pontos de uma derrota para a Chapecoense, punida pela Conmebol pela escalação irregular de um jogador. O time, campeão nacional de 2016, fez uma campanha discreta no último Campeonato Argentino e foi apenas o oitavo colocado.

Libertadores-2017 – Oitavas de Final

Guaraní (PAR) x River Plate (ARG)
Jorge Wilstermann (BOL) x Atlético-MG (BRA)
Emelec (EQU) x San Lorenzo (ARG)
The Strongest (BOL) x Lanús (ARG)
Atlético-PR (BRA) x Santos (BRA)
Barcelona (EQU) x Palmeiras (BRA)
Nacional (URU) x Botafogo (BRA)
Godoy Cruz (ARG) x Grêmio (BRA)


Mais de Opinião

– Árbitro de vídeo passa em teste, mas não livra apito de erros e polêmicas
– Entenda por que esta pode ser a última Copa das Confederações da história
– Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
– Show dos Milhões: entenda por que o mercado da bola inflacionou tanto


River tem elenco mais caro da Libertadores-17; Brasil põe 6 times no top 10
Comentários Comente

Rafael Reis

Pelo segundo ano consecutivo, o dono do elenco mais caro da Taça Libertadores da América não é um clube brasileiro, mas sim, um argentino.

Depois de o Boca Juniors encabeçar a lista de times mais valiosos da edição anterior da competição continental, agora quem possui o grupo de jogadores com maior valor de mercado é seu arquirrival, o River Plate.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, a soma dos valores estimados do atletas do clube campeão da Libertadores-2015 chega a 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões).

A liderança do River não chega a ser uma surpresa, já que o time argentino conta com três dos dez jogadores mais caros que disputarão o torneio: os atacantes Lucas Alario e Sebastián Driussi, além do meia Gonzalo Martínez.

Outros três representantes da terra de Lionel Messi aparecem no top 10 dos elencos mais valiosos: o Estudiantes é o oitavo, o San Lorenzo ocupa a nona colocação e o Lanús fecha a lista.

O clube brasileiro com o grupo de atletas mais caro é o Atlético-MG. Com valor estimado de 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões), a equipe comandada por Roger só é mais barata que o River.

Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Santos e Atlético-PR também estão no top 10. O Botafogo é o 11º, com elenco avaliado em 29,4 milhões de euros (R$ 96,2 milhões). Já a Chapecoense, que teve de reconstruir completamente seu grupo de jogadores após o acidente aéreo de novembro, ocupa a 15ª colocação, com 22,1 milhões de euros (R$ 72,3 milhões).

Atual campeão, o Atlético Nacional é o time da Libertadores-2017 com elenco mais rico, excluindo os brasileiros e argentinos. A equipe colombiana tem valor estimado em 28,1 milhões (R$ 91,9 milhões), a 12ª mais cara da competição.

Até 2015, a lista de clubes com elencos mais valiosos da principal competição interclubes da América do Sul costumava ser dominada pelos clubes brasileiros.

Foram quatro anos consecutivos com representantes do futebol pentacampeão mundial encabeçando o ranking: Santos (2012), Corinthians (2013), Cruzeiro (2014) e São Paulo (2015).

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa nesta terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

CONHEÇA DOS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2017

1º – River Plate (ARG) – 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões)
2º – Atlético-MG (BRA) – 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões)
3º – Palmeiras (BRA) – 59,1 milhões de euros (R$ 193,4 milhões)
4º – Grêmio (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
Flamengo (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
6º – Santos (BRA) – 47,1 milhões de euros (R$ 154,1 milhões)
7º – Atlético-PR (BRA) – 40,5 milhões de euros (R$ 132,5 milhões)
8º – Estudiantes (ARG) – 33,9 milhões de euros (R$ 110,9 milhões)
9º – San Lorenzo (ARG) – 33,4 milhões de euros (R$ 109,3 milhões)
10º – Lanús (ARG) – 31,4 milhões de euros (R$ 102,7 milhões)


Mais de Clubes

– Não é só Rooney: China ainda tem 9 vagas abertas para estrangeiros
– Igreja Católica é dona da poderosa Juventus de Turim? Verdade ou boato?
– Dependência? Como o Real ”ignora” a seca de gols de CR7 na Champions
– Em três anos, China acumula prejuízo de R$ 2,4 bilhões no Mercado da Bola


5 brasileiros, 5 argentinos: os 10 jogadores mais caros da Libertadores
Comentários Comente

Rafael Reis

Brasil e Argentina, as duas forças mais tradicionais e vitoriosas da história do futebol sul-americano, dominam também a lista dos jogadores mais caros da Taça Libertadores da América-2017.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, cada um dos dois países tem cinco dos dez atletas com maior valor de mercado que irão disputar a partir da próxima semana a fase de grupos da competição continental.

O equilíbrio na avaliação de preços de argentinos e brasileiros é tamanho que até mesmo o primeiro lugar do ranking é dividido entre um representante de cada escola.

Ainda segundo o “Transfermarkt”, o brasileiro Luan (Grêmio) e o argentino Lucas Alario (River Plate) são os jogadores mais caros da Libertadores. Cada um deles tem valor estimado de 12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões).

O River, campeão continental em 2015, é o time mais representado no top 10 dos atletas mais valiosos do torneio. Além de Alario, o atacante Sebastián Driussi e o meia Gonzalo Martínez também fazem parte da lista.

Cinco dos oito clubes brasileiros inscritos na Libertadores contam com jogadores que estão entre os dez de maior valor de mercado da competição: Grêmio, Santos, Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo.

O curioso é que o representante do Fla no top 10 não é um brasileiro, mas sim o meia argentino Federico Mancuello, avaliado em 6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões).

Chama atenção na lista a ausência do centroavante colombiano Miguel Borja, campeão no ano passado pelo Atlético Nacional. Apesar de ter custado quase 10 milhões de euros (R$ 33 milhões) ao Palmeiras, o atacante é avaliado em apenas 1,75 milhão de euros (R$ 5,7 milhões) pelo “Transfermarkt”.

A ausência de colombianos, aliás, é uma das novidades do top 10 de jogadores mais caros da Libertadores em relação ao ano passado. Em 2016, Victor Ibarbo, do Atlético Nacional, intrometeu-se entre os seis brasileiros e três argentinos da lista.

Dos 10 atletas com maior valor de mercado da edição anterior do torneio sul-americano, apenas dois, o lateral direito Marcos Rocha (Atlético-MG) e o meia-atacante Dudu (Palmeiras), permanecem na lista dos mais caros deste ano.

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa na próxima terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

Conheça agora os 10 jogadores mais valiosos da competição

1º – Luan

23 anos
Atacante
Brasileiro
Grêmio (BRA)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

Lucas Alario

24 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

3º – Lucas Lima

26 anos
Meia
Brasileiro
Santos (BRA)
9 milhões de euros (R$ 29,4 milhões)

4º – Sebastián Driussi

21 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
8 milhões de euros (R$ 26,2 milhões)

5º – Santiago Ascacibar

20 anos
Volante
Argentino
Estudiantes (ARG)
7,5 milhões de euros (R$ 24,5 milhões)

6º – Federico Mancuello

27 anos
Meia
Argentino
Flamengo (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Gonzalo Martínez

23 anos
Meia
Argentino
River Plate (ARG)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Marcos Rocha

28 anos
Lateral direito
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Rafael Carioca

27 anos
Volante
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

10º – Dudu

25 anos
Meia-atacante
Brasileiro
Palmeiras (BRA)
5,5 milhões de euros (R$ 18 milhões)


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores do Barcelona “campeão de tudo” em 2009?
Manipuladores de resultados já apagaram luz de jogo do Barça na Champions
Novo Guardiola: 5 técnicos que o Barcelona poderia ”inventar” para 2017/18
Fã, Buffon deu ao filho nome de goleiro preso por magia negra


Depois do Brasil, Argentina quer criar a sua “Primeira Liga”
Comentários Comente

Rafael Reis

Após o Brasil, que encerrou na última quarta-feira a edição de estreia da Primeira Liga, a Argentina pode ser o próximo país da América do Sul a ter um campeonato organizado pelos próprios clubes.

Dirigentes dos principais times do país se reuniram no começo da semana para discutir a criação da SuperLiga.

A proposta é mais radical do que a da Primeira Liga brasileira. Os clubes desejam tirar da AFA (Associação de Futebol da Argentina) a organização das primeira e segunda divisões nacionais e deixá-la responsável apenas pelas seleções e divisões inferiores.

O modelo desejado é o mesmo praticado nos principais países da Europa, como Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha, onde uma associação de clubes, a liga, é responsável pelos campeonatos nacionais.

Tevez

A ideia da criação da SuperLiga é liderada por quatro dos cinco maiores clubes da Argentina (Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo e Racing). Apenas o Independiente, que também participou da primeiras negociações, não está tão decidido a apoiá-la.

Segundo o jornal “La Nación”, outros sete integrantes da primeira divisão, entre eles o Vélez Sarsfield e o Estudiantes, também apoiam o projeto. E apenas três times da elite (Arsenal de Sarandí, Gimnasia La Plata e Quilmes) são radicalmente contra a ideia.

“Não queremos só um salto de qualidade, mas sim uma solução para os clubes de futebol da Argentina. Não é uma ideia de ruptura, mas sim de fazer com que nossas receitas aumentem”, disse o presidente do San Lorenzo, Matías Lammens, ao canal “TyC Sports”.

A AFA, por enquanto, dá de ombros para a ideia dos clubes e classifica o projeto de criação da SuperLiga como uma medida eleitoreira.

O apresentador de TV e braço direito de Lammens no San Lorenzo, Marcelo Tinelli, é um dos pré-candidatos à presidência da entidade. O pleito, que escolherá o substituto de Julio Grondona, morto em 2014, está marcado para 29 de junho.

BRASIL

No Brasil, a Primeira Liga não nasceu como o intuito de substituir a primeira divisão nacional, mas sim como uma competição regional, exclusiva para clubes da região Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O grupo ganhou ares de movimento rebelde depois de atritos com a CBF, que chegou a proibir a competição. Por fim, acabou a reconhecendo, mas apenas como um torneio amistoso.

A edição de estreia da Primeira Liga foi vencida pelo Fluminense, que derrotou o Atlético-PR por 1 a 0 na decisão de quarta-feira.


Mais de Clubes

– Leicester já teve artilheiro de Copa, “goleiro de Pelé” e estrela rival
– Inflação: cambistas já vendem ingresso para jogo do Leicester a R$ 37 mil
– Comida vegana e painéis solares: Inglaterra tem time mais “verde” do mundo
– Quanto custa ver um jogo das quartas de final da Champions?


Briguento: técnico de rival do Palmeiras já deu resposta chula a jornalista
Comentários Comente

Rafael Reis

O Palmeiras estreia nesta terça-feira na Libertadores contra um time dirigido por um técnico que chama atenção por onde passa.

À frente do River Plate (URU) desde o ano passado, o uruguaio Juan Ramón Carrasco, 59, é uma daquelas figuras de personalidade forte e um tanto quanto controversa que habitam o mundo do futebol.

Comandante da seleção uruguaia entre 2003 e 2004, Carrasco dirigiu o Nacional (URU), passou por mais três clubes locais, pelo Emelec (EQU) e até dirigiu o Atlético-PR, em 2012.

Carrasco

Saiu de todos os empregos com a mesma fama: uma mistura de gênio e louco.

Apelidado de “tiqui-tiqui”, já adotava um futebol baseado na troca de passes e na busca obsessiva pelo ataque antes mesmo desse estilo virar moda.

Mas, apesar do jogo vistoso que suas equipes praticam, pouco venceu até hoje. Seu título mais importante foi o Campeonato Uruguaio que venceu com o Nacional em 2011.

Conheça cinco histórias que mostram a personalidade incomum de Carrasco

PROFESSOR PARDAL
Em 2012, quando dirigia o Atlético (PR), transformou o zagueiro Manoel, atualmente no Cruzeiro, em centroavante na partida contra o Corinthians (PR), pelo Estadual. A substituição foi feita no intervalo, quando o Furacão já vencia por 1 a 0. Com o beque perdido no ataque, o Atlético cedeu o empate. Segundo Carrasco, a mudança foi realizada porque o “jogo pedia um centroavante e não tínhamos nenhum no banco.”

COMIDA EM PRIMEIRO LUGAR
Quando era jogador do Nacional (URU), levou uma bronca de um dirigente das categorias de base porque estava comendo no CT enquanto já deveria estar a caminho do estádio. Carrasco ignorou a dura e só foi para o jogo depois de terminar seu prato. Barrado da partida, deu uma ótima justificativa para a afronta: “A comida daqui é horrível. Até parece que eu ia perder logo hoje que tinha ravióli.”

FOI EMBORA
Em 2008, durante sua primeira passagem pelo River Plate (URU), abandonou o gramado com a partida contra o Central Español ainda em andamento. O motivo? Apenas a irritação com a derrota do seu time. A caminho do vestiário, Carrasco ainda parou atrás de um dos gols e encostou na trave para ver um último lance.

MEUS NADA AMIGOS JORNALISTAS
A relação entre treinador do adversário de estreia do Palmeiras e os jornalistas está longe de ser amistosa. Carrasco já arrancou o microfone da mão de um repórter durante uma entrevista ao vivo, disse que a mulher de outro jornalista era “gostosa” como resposta para uma pergunta que não lhe agradou e abandonou algumas coletivas.

AMIGOS, AMIGOS… RIVALIDADE À PARTE
Em 2010, Carrasco, então comandante do Nacional (URU), interrompeu uma entrevista ao vivo que Diego Aguirre, técnico do arquirrival Peñarol, concedia a um programa de TV. Ele só queria agradecer ao amigo por um desejo de sorte que havia recebido ao ser contratado.

 

 

 

 


Pela 1ª vez em 5 anos, times mais caros da Libertadores não são do Brasil
Comentários Comente

Rafael Reis

A crise econômica atingiu em cheio os cofres dos clubes brasileiros. As grandes contratações de um passado recente ficaram para trás e deram a lugar à venda em massa de jogadores para o exterior.

Resultado: pela primeira vez nos últimos cinco anos, o elenco mais caro da Libertadores não pertence a um time brasileiro.

Nem o mais caro, nem o segundo mais valioso, diga-se de passagem.

De acordo com o site “Transfermarkt”, especialista no mercado da bola, os gigantes argentinos Boca Juniors e River Plate possuem os dois elencos mais valiosos desta edição do torneio sul-americano.

Tevez

O Boca, que estreia na próxima semana, contra o colombiano Deportivo Cali, lidera o ranking. Somados, seus jogadores têm valor de mercado estimado em 84,9 milhões de euros (R$ 381 milhões).

A liderança do campeão argentino se deve muito à presença de Carlos Tevez no grupo. O astro é o jogador mais caro da competição. Vale sozinho 15 milhões de euros (R$ 67,3 milhões).

Quem mais se aproxima do valor do Boca é o River. O atual campeão da Libertadores, que inicia a defesa do título nesta terça, contra o Trujillanos (VEN), vale 80,1 milhões de euros (quase R$ 360 milhões).

Seu principal destaque para o mercado é seu camisa 10, o meia Gonzalo Martínez, avaliado em 9 milhões de euros (R$ 40,4 milhões).

Ver os clubes da Argentina com os elencos mais ricos da Libertadores é uma novidade. Desde 2012, esse ranking sempre era encabeçado por clubes brasileiros, que aproveitaram a estabilidade econômica que o país vivia para contratar reforços de peso, como Alexandre Pato, agora no Chelsea.

Quando ainda tinha Pato, o São Paulo foi o dono do elenco mais caro da Libertadores-2015. Em 2014, o posto foi do Cruzeiro. No ano anterior, do Corinthians, que havia acabado de se sagrar campeão do mundo. E em 2012, do Santos, inflado é claro pela presença de Neymar.

Agora, o brasileiro com elenco mais rico da Libertadores aparece apenas em terceiro lugar do ranking geral. Trata-se do Palmeiras, avaliado em 75,8 milhões de euros (R$ 340 milhões).

CONHEÇA DOS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2016

1º – Boca Juniors (ARG) – 84,9 milhões de euros (R$ 381 milhões)
2º – River Plate (ARG) – 80,1 milhões de euros (R$ 360 milhões)
3 – Palmeiras (BRA) – 75,8 milhões de euros (R$ 340 milhões)
4º – São Paulo (BRA) – 70 milhões de euros (R$ 314 milhões)
5º – Grêmio (BRA) – 63,7 milhões de euros (R$ 286 milhões)
6º – Corinthians (BRA) – 62,7 milhões de euros (R$ 282 milhões)
7º – Atlético-MG (BRA) – 60,1 milhões de euros (R$ 270 milhões)
8º – San Lorenzo (ARG) – 43,4 milhões de euros (R$ 195 milhões)
9º – Racing (ARG) – 39,9 milhões de euros (R$ 179 milhões)
10º – Rosario Central (ARG) – 34,5 milhões de euros (R$ 155 milhões)


Conheça 5 pedreiras e 5 babas do sorteio da Libertadores
Comentários Comente

Rafael Reis

Corinthians, Palmeiras, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo conhecerão nesta terça-feira seus primeiros adversários na Copa Libertadores da América.

O sorteio da próxima edição da principal competição interclubes da América do Sul será realizado a partir das 21h30 (de Brasília), em Assunção (Paraguai), na sede da Conmebol.

A novidade da Libertadores-2016 é a que o sorteio será orientado por um ranking de clubes baseado na história recente da competição.

Últimos brasileiros a faturarem o título, Corinthians e Atlético-MG serão cabeças de chave. Palmeiras e Grêmio estarão no pote 2. E o São Paulo, caso passe pela fase preliminar, entrará em uma vaga destinada ao pote 4.

Já pensando no sorteio, elaboramos uma lista de cinco times que qualquer brasileiro quer evitar em seu grupo, e outras cinco equipes que podem ser consideradas como os adversários ideais para começar bem a Libertadores.

5 PEDREIRAS

Atlético Nacional (COL)
Um dos times mais consistentes do futebol sul-americano nos últimos anos. Conquistou quatro dos últimos seis títulos colombianos e foi vice da Sul-Americana em 2014. Tem no elenco jogadores conhecidos, como o goleiro Vargas e os meias Mejía e Macnelly Torres. A equipe não perdeu força nem com a saída do técnico Juan Carlos Osorio no meio do ano. Seu substituto, Reinaldo Rueda, montou uma defesa vazada apenas 11 vezes em 26 jogos no Campeonato Colombiano do segundo semestre.

Boca Juniors (ARG)
A camisa do hexacampeão da Libertadores pesa. Mas o Boca Juniors não é só camisa. O time xeneize tem o melhor jogador em atividade no continente, o atacante Carlos Tevez, e mais uma série de atletas interessantes, como o lateral direito Gino Peruzzi e o volante Fernando Gago. Não à toa ganhou os dois títulos possíveis na Argentina em 2015: o campeonato e a copa.

Tevez

Pumas UNAM (MEX)
Ainda que nenhum mexicano tenha vencido a Libertadores até hoje, as equipes que vêm da América do Norte costumam ter muito dinheiro e elencos poderosos para o padrão do continente. Entre os três representantes do México de 2016, o mais forte é o Pumas, melhor time da temporada regular do Torneio Apertura. O astro do time é o atacante Fidel Martínez, conhecido como Neymar do Equador.

River Plate (ARG)
A impressão deixada na final do Mundial contra o Barcelona não foi das melhores, mas será que o enredo seria diferente se o representante da América do Sul fosse outro? O atual campeão da Libertadores é um time muito bem treinado pelo jovem técnico Marcelo Gallardo e com bons valores individuais. O problema do River Plate será remontar seu meio-campo depois das saídas de Matías Kranevitter (Atlético de Madri) e do uruguaio Carlos Sánchez (Monterrey).

Santa Fé (COL)
O campeão da Copa Sul-Americana consegue aliar dois fatores que raramente se juntam no continente: bom futebol e altitude. Os 2.640 m acima do nível do mar são uma das forças da equipe colombiana. A missão do técnico uruguaio Gerardo Pelusso será lidar com as inúmeras baixas do time, que perdeu, entre outros, o zagueiro Francisco Meza e o artilheiro Wilson Morelo.


5 BABAS

Caracas (VEN)
A Venezuela está longe de ser uma força no futebol da América do Sul. E, apesar de o Caracas ser um dos times mais fortes do país, está longe de ser capaz de enfrentar de frente os times brasileiros. Além disso, a equipe da capital não vive uma boa fase. Na edição mais recente do campeonato nacional, foi apenas a sétima colocada.

Oriente Petrolero (BOL)
Clubes bolivianos só costumam ser respeitados na Libertadores porque têm em seu favor a altitude. Mas Santa Cruz de la Sierra, a casa do Oriente Petrolero, é só de 416 m acima do nível do mar, menos que São Paulo, por exemplo. Ou seja, resta muito pouco a temer em um eventual confronto com o time alviverde.

Sporting Cristal (PER)
Acabou de se sagrar vice-campeão peruano. Mas, e daí? Tem como principal deficiência a fragilidade da sua defesa. No segundo turno do campeonato nacional sofreu 24 gols em 16 partidas, a retaguarda entre os oito primeiros colocados.  A decisão contra o Melgar também expôs esse ponto fraco e teve placar agregado de 5 a 4.

Trujillanos (VEN)
Está na Libertadores por ter sido o melhor time do Torneio Apertura da temporada 2014/15 do Campeonato Venezuelano. Ou seja, conseguiu em dezembro de 2014 sua terceira classificação para o torneio sul-americano na história. Nos últimos 12 meses, muita coisa mudou. Nos dois torneios nacionais disputados desde então, ficou em 11º (primeiro semestre de 2015) e nono (segundo semestre deste ano).

Universidad César Vallejo (PER)
Foi apenas o quarto melhor time do Peru neste ano. Seu saldo de gols mostra bem como o time é pouco confiável: apenas dois gols positivos. Conseguiu a classificação para a Libertadores de forma heroica, apenas nos minutos finais, do mata-mata com o Real Garcilaso.


Para Lucho González, do River, encarar Messi no Mundial tem sabor especial
Comentários Comente

Rafael Reis

O meia Lucho González, 34, tem um motivo extra para querer desbancar o Barcelona e fazer do River Plate o campeão do Mundial de Clubes da Fifa.

O jogador, que disputou a Copa-2006, briga com Lionel Messi pelo posto de argentino com mais títulos na história do futebol.

A vantagem do maior astro do Barcelona é mínima: 26, contra 24 troféus. Entre eles, há ainda Alfredo di Stéfano, que se sagrou campeão 25 vezes entre as décadas de 1940 e 1960.

Revelado pelo Huracán no final dos anos 1990, Lucho González foi campeão em praticamente todos os lugares que passou ao longo de 17 anos de carreira como profissional.

Seus principais títulos foram o bicampeonato argentino pelo River (2003 e 2004), o hexa português com a camisa do Porto (2006, 2007, 2008, 2009, 2012 e 2013) e o título francês de 2010, o último conquistado pelo Olympique de Marselha.

Lucho

De volta ao River em julho, depois de dez anos perambulando pelo mundo e já com a carreira em declínio, o meia ainda venceu a Libertadores-2015 e ganhou o direito de disputar o Mundial.

Ficou perto, aliás, de chegar ao Japão encostado no número de taças já levantadas por Messi, mas a derrota na semifinal da Copa Sul-Americana para o também argentino Huracán atrapalhou seus planos.

“Não posso me comparar a ele”, afirmou Lucho, humildemente, ao diário “Olé”, quando questionado sobre a disputa particular com o craque do Barcelona.

Apesar de toda a experiência que possui e da história de sucesso que construiu no futebol, o meia não é titular absoluto da equipe dirigida por Marcelo Gallardo. Joga bastante, mas muitas vezes começa no banco.

Em busca de um título inédito para Lucho e que só foi conquistado pelo clube uma vez (1986), o River estreia no Mundial nesta quarta-feira contra o Sanfrecce Hiroshima, atual campeão japonês.

Na quinta, é a vez do Barcelona medir forças com o Guangzhou Evergrande, da China. A decisão da competição está prevista para domingo.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>