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Ano sabático ou seleção francesa: qual será o futuro de Zidane?
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Rafael Reis

A decisão de Zinédine Zidane de deixar o Real Madrid depois de dois anos e meio de trabalho e três títulos da Liga dos Campeões da Europa caiu como uma bomba atômica no Mercado da Bola.

De uma hora para a outra, o clube e o treinador mais vitoriosos da década no futebol mundial ficaram o futuro em aberto.

A imprensa espanhola não perdeu tempo e já tratou de elencar os nomes dos possíveis substitutos do craque francês na capital espanhola: Mauricio Pochettino, Jurgen Klopp, Joachim Löw, Arsène Wenger e Guti.

Mas, e Zidane? Qual será o seu futuro como treinador?

As opções profissionais imediatas para Zizou são bastante limitadas. Dentre os principais clubes do planeta, aqueles que têm grana e prestígio suficiente para contratar um nome do seu porte, apenas o Chelsea ainda não definiu o técnico para a próxima temporada –o italiano Maurizio Sarri, ex-Napoli, lidera as apostas.

Bayern de Munique, Arsenal, Paris Saint-Germain e Napoli também terão novos treinadores depois da Copa do Mundo-2018, mas escolheram os ocupantes do cargo antes do bombástico anúncio de quinta-feira.

Até por isso, Zidane fez questão de dizer em sua entrevista coletiva de adeus que não vai “treinar nenhuma outra equipe” na próxima temporada.

Ou seja, o ex-meia irá tirar um ano sabático, como fez Pep Guardiola ao deixar o Barcelona e antes de assinar como o Bayern, ou antecipar o caminho que parece inevitável em sua carreira: dirigir a seleção francesa.

Pouco depois do agora antigo técnico do Real anunciar sua decisão, o L’Équipe, principal jornal esportivo da França, já levantou a possibilidade de o ex-camisa 10 substituir Didier Deschamps na seleção após o Mundial.

O próprio Deschamps, que tem contrato até a Eurocopa-2020, mas enfrenta críticas da imprensa local por seu trabalho, precisou responder sobre o tema durante a preparação francesa para a Rússia-2018.

“Eu não sei o que ele decidiu. No momento, acho que ele quer desfrutar do descanso, da família e da companhia das pessoas queridas. Ele será treinador [da França] em algum momento. Quando? Não posso dizer. Mas parece lógico para mim. Acontecerá quando tiver que acontecer”, afirmou.

Em fevereiro, durante uma entrevista à rede de TV portuguesa RTP, Zidane já havia admitido que virar comandante de uma seleção seria “a continuidade” do trabalho que vinha fazendo em Madri.

Caso Zizou seja o próximo técnico da seleção francesa, ele quebrará alguns paradigmas.

Ao contrário do que acontece no Brasil, onde ser comandante da seleção é visto como o auge da carreira de um treinador, a Europa não costuma ter técnicos de primeiro escalão à frente dos seus times nacionais.

Sem condições financeiras para competir com os salários pagos por clubes como Barcelona, Manchester City e Real, as seleções europeias costumam ser dirigidas por treinadores já veteranos (como Fernando Santos, de Portugal) ou novatos que ainda não se firmaram na carreira (caso de Julen Lopetegui, da Espanha).

Mas se juntar ao grupo de técnicos de seleção pode ser o futuro de Zidane. Isso ou tirar um ano de descanso.


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Rafael Reis

A Liga dos Campeões mal terminou e ainda falta pouco mais de um mês para a abertura oficial da janela de transferências das ligas mais importantes da Europa. Mesmo assim, o Mercado da Bola para a temporada 2018/19 já movimentou 940,2 milhões de euros (R$ 4 bilhões) em contratações.

Apesar de só poderem registrar novos contratos a partir do dia 1º de julho, os clubes dos principais campeonatos nacionais do Velho Continente já vêm fechando negócios para a temporada pós-Copa do Mundo.

A maior parte do montante gasto em reforços para 2018/19 está relacionado à execução de opções de compras de empréstimos que foram feitos ainda na temporada anterior.

Esse é o caso de Kylian Mbappé. Para driblar as regras do Fair Play Financeiro, o Paris Saint-Germain selou um acordo alternativo com o Monaco, que emprestou o atacante ao clube na capital francesa em 2017 e agora irá vendê-lo por 180 milhões de euros (R$ 768 milhões).

A transação do brasileiro Vinícius Júnior também tem suas particularidades. O jogador do Flamengo foi vendido ao Real Madrid no ano passado. No entanto, a transação só pode ser oficialmente completada depois que o garoto completar 18 anos, no dia 12 de julho.

Ainda não há confirmação se o vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro continuará mais um tempo no Rio de Janeiro ou se migrará para a Espanha no segundo semestre.

Apesar de casos como os de Mbappé e Vinícius Jr., há também transações importantes visando a próxima temporada que foram fechadas já agora, ao longo das últimas semanas.

A mais cara delas foi a venda do meia brasileiro Fabinho, do Monaco, para o Liverpool, por 45 milhões de euros (R$ 192 milhões).

O argentino Lautaro Martínez, um dos destaques da fase de grupos da Libertadores pelo Racing, também vai mudar de time depois das férias. Seu destino será a Inter de Milão, que pagou 23 milhões de euros (R$ 98,2 milhões) por seu futebol.

A janela de transferências de julho/agosto do ano passado foi a maior da história do futebol e movimentou mais de 5,1 bilhões de euros (R$ 21,7 bilhões).

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA, Paris Saint-Germain) – 180 milhões de euros
2º – Naby Keita (SNG, Liverpool) – 60 milhões
3º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
5º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
6º – Anthony Modeste (FRA, Tianjin Quanjian) – 29 milhões
7º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 26,4 milhões
8º – Geoffrey Kondogbia (FRA, Valencia) – 25 milhões
9º – Lautaro Martínez (ARG, Inter de Milão) – 23 milhões
10º – Rodri (ESP, Atlético de Madri) – 20 milhões
Nikola Kalinic (CRO, Milan) – 20 milhões
Ricardo Pereira (POR, Leicester) – 20 milhões
TOTAL: 940,2 milhões de euros


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Ganhar Champions e Copa no mesmo ano? Só 1 brasileiro conseguiu até hoje
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Rafael Reis

Vencedores da Liga dos Campeões da Europa pelo Real Madrid, o lateral esquerdo Marcelo e o volante Casemiro irão buscar na Copa do Mundo-2018 um feito tão raro, tão raro que apenas um jogador brasileiro já conseguiu.

O ex-lateral Roberto Carlos foi o único atleta nascido no Brasil que conquistou no mesmo os títulos do principal torneio interclubes do planeta e do Mundial de seleções.

A marca foi alcançada em 2002, quando o Real, clube que defendeu ao longo de 11 temporadas, faturou sua nona taça da Champions e a seleção brasileira sagrou-se pentacampeã mundial.

Além de Roberto Carlos, o campeão europeu da temporada 2001/02 contava com mais dois brasileiros, o volante Flávio Conceição e o atacante Sávio. Mas ambos não fizeram parte da convocação de Luiz Felipe Scolari para a Copa da Coreia do Sul e do Japão.

Ronaldo, destaque na conquista do penta, foi contratado pelo Real logo depois do Mundial.

Desde que a Champions foi criada, em 1955, ainda com o nome de Copa Europeia, somente dez jogadores conseguiram vencê-la no mesmo que ganharam o título mundial por suas seleções.

A maior parte desse grupo fez a dobradinha em 1974, quando a Alemanha Ocidental venceu a Copa do Mundo com sete jogadores do Bayern de Munique, campeão europeu: Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Hans Georg-Schwarzenbeck, Paul Breitner, Uli Hoeness, Gerd Müller e Jupp Kapellmann.

Desde então, apenas outros três nomes conseguiram repetir essa façanha. E, curiosamente, todos defendiam o Real Madrid: o volante francês Christian Karembeu, em 1998, Roberto Carlos e o meia alemão Sami Khedira, quatro anos atrás.

A chance de algo assim acontecer novamente em 2018 é grande, já que o elenco dirigido por Zinédine Zidane tem jogadores convocados pela maior parte das seleções favoritas a vencer a Copa.

A Espanha conta com seis jogadores do Real: Carvajal, Sergio Ramos, Nacho, Isco, Asensio e Lucas Vázquez. A França tem o zagueiro Raphaël Varane. A Alemanha, o meia Toni Kroos. Há ainda a dupla brasileira. E, claro, Cristiano Ronaldo em Portugal.

Um dos brasileiros que podem igualar a marca de Roberto Carlos, Marcelo foi justamente seu sucessor no Real Madrid. Ele joga pelo time espanhol desde 2007, já faturou quatro títulos de Champions e disputou a última Copa do Mundo.

Assim como Marcelo, Casemiro também é tetra europeu, apesar de ter menos tempo de casa. O volante desembarcou na Europa em 2013, mas ficou a temporada 2014/15 emprestado ao Porto antes de ganhar um lugar cativo no time. A Copa-2018 será a primeira de sua carreira.


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Sem CR7 e com Neymar? Como será o Real Madrid da próxima temporada?
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Rafael Reis

Campeão europeu pela 13ª vez na história e vencedor de quatro das cinco edições mais recentes da Champions, o Real Madrid pode passar por uma verdadeira revolução na próxima temporada.

O clube, que sonha com a contratação de Neymar e também pretende buscar reforços para a meta e para a defesa, corre risco de ficar sem Cristiano Ronaldo depois da Copa do Mundo-2018.

A revelação foi feita em tom misterioso pelo próprio jogador depois da vitória por 3 a 1 sobre o Liverpool, no sábado, que deu ao Real mais um título do torneio interclubes mais importante do planeta.

“Foi muito bonito jogar no Real Madrid. Nos próximos dias, darei uma resposta aos torcedores, que sempre estiveram ao meu lado. Por enquanto, é hora de desfrutar”, disse o português à “Bein Sports”.

Caso o veterano de 33 anos realmente deixe o Santiago Bernabéu, o Real já sabe quem deseja contratar para liderar sua equipe a partir de agosto.

Neymar é sonho antigo da equipe da capital espanhola. E vem convivendo nos últimos meses com vários rumores que sua passagem pelo Paris Saint-Germain pode ser encurtada por uma transferência para Madri.

Até mesmo o ex-atacante Ronaldo, que é embaixador do Real, foi escalado para ajudar na tentativa de tirar o camisa 10 da seleção brasileira da capital francesa para levá-lo de volta à Espanha.

O maior empecilho ao negócio é o fato de o atual contrato de Neymar não prever multa rescisória. Ou seja, se quiser contratar o atacante, o atual tricampeão europeu terá de convencer o PSG a vendê-lo.

Mas o maior craque brasileiro da atualidade não é o único representante do futebol pentacampeão mundial que está na lista de compras do Real para a próxima temporada.

A diretoria do time dirigido pelo técnico francês Zinédine Zidane não está satisfeita com o goleiro costarriquenho Keylor Navas e pretende aproveitar a janela de transferências para encontrar um novo camisa 1.

O favorito para a vaga seria Alisson, titular da Roma e também da seleção de Tite. De acordo com o jornal italiano “Corriere dello Sport”, o clube italiano planeja fazer jogo duro e só aceitará se desfazer do brasileiro se receber uma proposta na casa dos 100 milhões de euros (R$ 426 milhões).

Outro nome da Roma que pode aparecer no Real é o zagueiro grego Kostas Manolas. Segundo o jornal “Marca”, o defensor foi oferecido aos espanhóis, que contam atualmente com Sergio Ramos, Raphaël Varane, Nacho e Jesús Vallejo para o setor.

O clube também tem o direito de pedir já no meio deste ano a integração do meia-atacante brasileiro Vinícius Júnior. O garoto foi contratado no Flamengo ainda em 2017 e vai continuar atuando no Brasil enquanto o Real não quiser levá-lo à Espanha.

POSSÍVEIS SAÍDAS

Cristiano Ronaldo não é o único nome importante do Real cotado para deixar o clube na próxima temporada. Karim Benzema e Gareth Bale, seus companheiros de ataque nos últimos anos, também vivem essa situação.

O francês, autor do primeiro gol da decisão contra o Liverpool, vem sendo especulado em vários clubes ingleses, como Manchester United, Tottenham e West Ham. Já Bale, que marcou os outros dois gols contra os Reds, vem sendo “namorado” pelo Chelsea.

Outro nome também bastante cotado para deixar Madri é o croata Mateo Kovacic, uma espécie de primeiro reserva de Casemiro, Luka Modric e Toni Kroos. De acordo com o “Marca”, Juventus e Inter de Milão têm interesse em contratá-lo.


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Na final pela 6ª vez, CR7 sonha com recordes de lendas do Real
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Rafael Reis

É de olho em recordes de duas lendas da história do Real Madrid (e consequentemente do futebol mundial) que Cristiano Ronaldo disputa contra o Liverpool, neste sábado, em Kiev (Ucrânia), a sexta final de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira.

O astro português, que faturou o título continental em 2008, 2014, 2016 e 2017 e também foi vice em 2009, sonha em alcançar marcas históricas de Alfredo di Stéfano e Ferenc Puskás.

A dupla vestiu a camisa do Real mas décadas de 1950 e 1960 e fez parte do esquadrão mais vitorioso da história da Champions, a equipe que conquistou as cinco primeiras edições da competição, entre 1956 e 1960.

O primeiro recorde pode ser batido pelo atual camisa 7 do time espanhol já neste sábado, mas depende de uma grande atuação contra o Liverpool.

Cristiano Ronaldo está a três gols de igualar Di Stéfano e Puskás como maior artilheiro da história das finais do torneio continental.

Ao longo da carreira, o português já marcou quatro vezes em finais de Champions. Já o argentino e o húngaro meterem sete bolas nas redes cada em partidas que valiam o título mais cobiçado do futebol de clubes.

A outra marca sonhada por CR7 pertence apenas a Di Stéfano e vai demorar pelo menos mais um ano para ser igualada.

O craque da contemporaneidade já marcou em três finais diferentes da competição (2008, 2014 e 2017), duas a menos do que o argentino, que fez gol nas decisões dos cinco primeiros títulos do Real Madrid.

Campeão por Manchester United e Real, Cristiano Ronaldo já é o maior goleador da história da Champions. O português soma 120 gols em 152 partidas pelo torneio –o segundo colocado, Lionel Messi, marcou 20 vezes a menos.

O camisa 7 foi o artilheiro isolado ou dividiu a artilharia das últimas cinco edições do torneio continental. Neste ano, ele também ocupa a liderança do ranking, com 15 gols, cinco a mais que os vice-líderes, os também finalistas Mohamed Salah e Roberto Firmino, do Liverpool.

A Champions é também a competição que tem sido essencial para Cristiano Ronaldo ser eleito o melhor jogador do mundo. Nos quatro anos que faturou o troféu, ele também ganhou a Bola de Ouro – sua outra vitória na eleição aconteceu em 2013, quando o Real parou nas semifinais.


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5 jogadores que deram errado na nova “era de ouro” do Real Madrid
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Rafael Reis

O Real Madrid vai a campo neste sábado, às 15h45 (de Brasília), contra o Liverpool, em Kiev (Ucrânia), em busca do seu quarto título nas últimas cinco edições da Liga dos Campeões da Europa.

Os principais responsáveis por essa “nova era de ouro” do clube espanhol todo mundo conhece bem: Cristiano Ronaldo, Sergio Ramos, Marcelo, Luka Modric, Toni Kroos, o técnico Zinédine Zidane…

Mas, apesar de estar vivendo sua fase de maior sucesso continental desde o começo da década de 1960, quando chegou a emendar cinco títulos europeus, o Real também teve alguns pequenos fiascos neste último quinquênio.

Apresentamos abaixo cinco jogadores dessa “era de ouro” que prometiam muito, mas acabaram naufragando no Santiago Bernabéu.

LUCAS SILVA
Volante
25 anos
Brasileiro
Defendeu o Real em 2015

Um dos destaques do Cruzeiro bicampeão brasileiro em 2013 e 2014, foi contratado pelo Real como aposta de jogador de grande futuro. No entanto, Lucas Silva disputou apenas nove partidas pelo clube antes de ser emprestado ao Olympique de Marselha, onde também não foi bem. Diagnosticado com um problema cardíaco em 2016, chegou a ficar afastado até dos treinos do time merengue. Após novos exames que não detectaram nada de errado com seu coração, o volante foi emprestado ao Cruzeiro no ano passado. Lucas Silva recuperou o bom futebol e vive grande momento em Minas Gerais.

FÁBIO COENTRÃO
Lateral esquerdo
30 anos
Português
Defendeu o Real entre 2011 e 2017

Em seus primeiros anos de Real Madrid, o lateral português até que foi bem e chegou a deixar Marcelo inúmeras vezes no banco de reservas –inclusive na decisão da Liga dos Campeões de 2014, contra o Atlético de Madri. O calvário de Coentrão começou no ano seguinte, quando começou a ser “esquecido” pelo comando técnico do clube. Sem espaço, o português foi emprestado ao Monaco em 2015/16 e para o Sporting na atual temporada. O jogador ainda tem mais um ano de contrato, mas é pouco provável que volte a ser utilizado por Zinédine Zidane.

JESÉ
Atacante
25 anos
Espanhol
Defendeu o Real entre 2013 e 2016

Cria das categorias de base do Real Madrid, surgiu como um furacão no time principal, fez gols importantes e dava pinta de que rapidamente se transformaria em um jogador importante. Mas não foi o que aconteceu. Jesé ainda foi negociado com o Paris Saint-Germain antes de mergulhar em problemas disciplinares. Nesta temporada, jogou apenas 13 vezes pelo Stoke City.

ASIER ILLARRAMENDI
Volante
28 anos
Espanhol
Defendeu o Real entre 2013 e 2015

Pelo planejamento da diretoria do Real Madrid, o companheiro de Luka Modric e Toni Kroos no meio-campo merengue deveria ser Illarramendi, e não Casemiro. Essa era a expectativa geral quando o clube desembolsou 32 milhões de euros (R$ 137 milhões) para tirá-lo da Real Sociedad. Mas o volante deu tão errado no Real que acabou engolido pelo brasileiro e sendo negociado de volta com o clube que o formou. Longe da capital espanhola, Illarramendi voltou a jogar bem nas últimas temporadas e chegou a ser cotado para ir à Copa do Mundo-2018.

MARTIN ÖDEGAARD
Meia-atacante
19 anos
Norueguês
Defendeu o Real entre 2015 e 2017

Estreou como profissional em abril de 2014, com apenas 15 anos. Três meses depois, disputou sua primeira partida de Liga dos Campeões. Em agosto, jogou pela seleção principal da Noruega. E, em janeiro, já era jogador do Real Madrid. Só que a ascensão do candidato a futuro melhor do mundo parou por aí. Ödegaard pouco mostrou no Castilla, fez só duas partidas na equipe principal e acabou emprestado ao Heerenveen. Na Holanda desde janeiro de 2017, disputou 43 partidas e fez só três golzinhos.


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Rafael Reis

“Ele é habilidoso, muito veloz e tem uma capacidade rara para a finalização. É profissional, talentoso e trabalhador. Ele mostra o quão formidável é o Islã e sempre agradece a Deus depois de cada gol”. É assim que Mohamed Salah é descrito por seu “pai”, Hamdy Nouh.

Não, o treinador não é o pai biológico da nova estrela da bola mundial. Mas “pai” é a forma carinhosa e respeitosa que a principal esperança do Liverpool para derrotar o Real Madrid, sábado, na decisão da Liga dos Campeões da Europa, costuma usar para se referir ao homem que começou a transformá-lo em jogador de futebol.

Nouh e Salah se conheceram quando o atacante ainda era um pré-adolescente de 12 anos que acabara de chegar nas categorias de base do El Mokawloon.

O técnico egípcio era o comandante da equipe sub-15, categoria para qual o garoto foi encaminhado, e viu de perto o quanto o hoje camisa 11 do Liverpool teve de batalhar para alcançar o estrelato.

O começo foi especialmente difícil. Salah morava em Nagrig, cidade onde nasceu, e tinha de percorrer 130 km para chegar aos treinos do El Mokawloon, em Nasr City, nos arredores do Cairo, capital do Egito.

Apesar dos três ônibus que precisava pegar para cumprir essa jornada, o menino não desistiu. E foi essa persistência (além do futebol bastante acima da média para o país norte-africano) que conquistou Nouh.

“Ele é muito dedicado e comprometido. Quando Salah tinha 15 anos, percebi que ele já havia dominado as noções básicas de profissionalismo e seria um grande jogador de futebol. Ele costumava fazer muitos gols e não tinha medo de entrar na área adversária e finalizar”, conta o técnico, por telefone.

Salah se profissionalizou em 2010 e defendeu o El Mokawloon por mais duas temporadas. Em 2012, desembarcou na Europa para atuar no Basel (Suíça). Dois anos depois, já vestia a camisa do poderoso Chelsea.

Sem brilhar na Inglaterra, entrou na lista dos jogadores “emprestáveis”. Foi cedido a Fiorentina e Roma. Jogou bem, fez seus gols, mas nada que o credenciasse ao posto de um dos grandes do futebol mundial.

Tudo mudou quando o Liverpool aceitou pagar 42 milhões de euros (R$ 183 milhões) para levá-lo a Anfield. Em menos de um ano no novo clube, marcou 44 gols, foi artilheiro do Campeonato Inglês, classificou a seleção egípcia para a Copa do Mundo-2018 e conduziu seu time à decisão da Champions.

O atacante deixou de ser apenas mais um bom jogador de futebol. Virou lenda, mito, exemplo a ser seguido.

“Mo Salah se transformou no ídolo de todos os jogadores egípcios. Ele representa a imagem do Egito, a imagem da África”, diz Nouh.

O primeiro treinador do craque mantém contato frequente com o jogador. Sempre que Salah volta ao Egito, faz questão de visitá-lo. Quando eles estão distantes, as conversas são por telefone.

E onde Nouh quer ver seu pupilo? Talvez na cerimônia de melhor jogador do mundo. Afinal, para ele, o atacante do Liverpool já é tão bom quanto Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, dupla que domina a premiação há uma década.

“Certamente [eles estão no mesmo nível]. Salah ainda tem tempo e muitos anos pela frente para continuar brilhando e impressionando seus fãs”.


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Rafael Reis

Para tentar impedir o terceiro título consecutivo do Real Madrid na Liga dos Campeões e voltar a ser campeão europeu depois de 13 anos, o Liverpool aposta em um grupo de jogadores que não estão acostumados a vencer.

Mais da metade dos 25 atletas que compõem o elenco dirigido pelo técnico alemão Jürgen Klopp não levantaram sequer um troféu de campeonato de primeira divisão ou copa como profissionais.

No total, são 13 jogadores ainda em busca do primeiro título. E não pense que eles estarão todos sentados no banco de reservas do Estádio Olímpico de Kiev (Ucrânia) na decisão deste sábado.

Quatro dos prováveis titulares do Liverpool na final da Champions fazem parte desse grupo: o goleiro alemão Loris Karius, os lateral direito inglês Trent Alexander-Arnold, o lateral esquerdo escocês Andrew Robertson e o atacante brasileiro Roberto Firmino.

Outros reservas que também costumam ser bastante utilizados por Klopp, como o lateral direito Nathaniel Clyne e o atacante Dominic Solake, também fazem parte do time dos sem troféu.

Nem mesmo o capitão dos Reds, o volante Jordan Henderson, 27, está muito acostumado com as conquistas O único título de sua carreira foi a Copa da Liga Inglesa, conquistada em 2011/12, sua primeira temporada em Anfield.

A taça, aliás, foi a última que entrou na sala de troféus do Liverpool. Apesar de ser o segundo maior campeão inglês da história, o clube foi campeão nacional pela última vez em 1990. Já a mais recente das suas cinco Champions foi levantada em 2005.

De todos os jogadores do time da terra dos Beatles, só um já faturou o principal torneio interclubes do planeta: o volante alemão Emre Can, que fazia parte (mas não jogava) do elenco do Bayern de Munique em 2012/13.

A situação do Liverpool é completamente diferente da vivida por seu adversário na decisão.

Atual bicampeão europeu, o Real Madrid conta um elenco repleto de jogadores acostumados a subir no pódio, colocar a medalha de peito, levantar o troféu e cantar: “Campeones, campeones”.

O time do treinador francês Zinédine Zidane tem dois jogadores que já ganharam Copa do Mundo (Sergio Ramos e Toni Kroos) e um que é atual campeão da Eurocopa (Cristiano Ronaldo).

Além disso, 18 atletas do elenco atual fizeram parte do elenco de pelo menos um título de Champions. Só CR7, o astro da companhia, já venceu a competição quatro vezes.

BUSCAM O 1º TÍTULO:
Adam Bogdan (G, HUN, 30 anos)
Adam Lallana (M, ING, 30 anos)
Andrew Robertson (LE, ESC, 24 anos)
Ben Woodburn (MA, GAL, 18 anos)
Danny Ings (A, ING, 25 anos)
Danny Ward (G, GAL, 24 anos)
Dominic Solanke (A, ING, 20 anos)
Joe Gomez (LD, ING, 20 anos)
Loris Karius (G, ALE, 24 anos)
Nathaniel Clyne (LD, ING, 27 anos)
Roberto Firmino (A, BRA, 26 anos)
Simon Mignolet (G, BEL, 30 anos)
Trent Alexander-Arnold (LD, ING, 19 anos)


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Lateral do Coritiba foi 1º “xodó” de Zidane no Real e deve carreira a ele
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Rafael Reis

Se derrotar o Liverpool no próximo sábado (26), em Kiev (Ucrânia), e conquistar pelo terceiro ano consecutivo o título da Liga dos Campeões da Europa pelo Real Madrid, é bem possível que Zinédine Zidane receba em seu celular uma mensagem de parabéns vinda de um jogador do Coritiba.

O lateral esquerdo Abner, 21, não apenas tem Zizou no WhatsApp. O garoto considera o treinador francês como um divisor de águas em sua carreira e foi uma espécie de primeiro “xodó” brasileiro dele no clube espanhol.

Muito antes de se derreter em elogios por Casemiro e armar um esquema para explorar todo o potencial ofensivo de Marcelo, Zidane já tinha um carinho especial pelo jogador que conheceu no Real Madrid Castilla, a equipe B do gigante merengue.

“Ele sempre gostou de brasileiros. Na época de jogador, era bastante próximo do Ronaldo. Sinto um privilégio enorme por ter esse carinho do Zidane. Trabalhamos juntos durante um ano e meio, mas só cheguei a jogar duas ou três partidas com ele como técnico do Castilla”, afirma.

O motivo de Abner ter atuado tão pouco com o hoje vitorioso treinador do time principal do Real foi justamente o que o aproximou de Zidane: uma série de contusões que chegaram a ameaçar sua carreira.

Entre 2013 e 2015, o lateral sofreu três graves lesões no joelho, que o fizeram pensar seriamente em abandonar o sonho de ser jogador profissional.

“Se hoje eu ainda jogo futebol, posso dizer que é por causa do Zidane. Quando sofri a terceira contusão, ele era meu treinador. Cheguei para ele e disse que ia parar. Ele não deixou: falou que eu era muito jovem, tinha bastante tempo pela frente e ia sair dessa. O conselho foi fundamental para eu mudar de ideia.”

Além de Zidane, Abner também desenvolveu lanços afetivos com os dois filhos mais velhos do treinador, Enzo e Luca, que atuaram com ele no Castilla –o primeiro é meio-campista e está emprestado ao Lausanne (SUI); já o segundo, goleiro, continua atuando na base do Real.

“Eu tinha o mesmo personal trainer deles, então a gente costumava treinar juntos. Temos uma relação boa. A família toda é gente boa”.

Abner atualmente possui contrato com o PSTC, um clube formador da cidade de Londrina, no norte do Paraná, e está emprestado ao Coritiba até o meio do ano.

O Real Madrid é uma espécie de terceira parte desse vínculo, já que tem opção de compra do jogador e, caso queira exercê-la, pode fazer com que ele retorne à Europa na próxima temporada.


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Por que Firmino é o melhor “camisa 10” brasileiro da atualidade?
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Rafael Reis

A decisão da Liga dos Campeões da Europa, entre Real Madrid e Liverpool, no próximo sábado (26), em Kiev (Ucrânia), levará a campo o melhor camisa 10 brasileiro desta temporada.

Sim, eu sei que Marcelo, Casemiro e Roberto Firmino, os representantes do futebol pentacampeão mundial envolvidos na final, não usam o número que Pelé consagrou e nem atuam (pelo menos oficialmente) na posição de armador de jogadas.

Marcelo é lateral esquerdo e uma das principais opções ofensivas do Real pelos lados do campo. Casemiro, volante, é o cão de guarda da defesa espanhola. E Firmino é centroavante… Será que ele é mesmo centroavante?

Apesar de usar o número 9 às costas e passar a maior parte do tempo em campo na faixa central do ataque do Liverpool, Firmino não é centroavante. Na verdade, centroavante é tudo que ele não é.

O jogador de 26 anos, que deixou o Figueirense ainda na adolescência para tentar a sorte na Alemanha (Hoffenheim) antes de se consagrar nos “Reds”, é o verdadeiro camisa 10 do esquema montado pelo técnico alemão Jürgen Klopp.

Basta acompanhar as movimentações ofensivas do Liverpool para se chegar à essa conclusão.

Em boa parte dos ataques ingleses, Firmino deixa o comando do ataque e recua até a intermediária para buscar a bola e fazer com que os zagueiros adversários se adiantem em campo.

O espaço que ele acaba deixando vazio lá na frente é ocupado pelas entradas em diagonal dos pontas Sadio Mané e, principalmente, Mohamed Salah, os alvos primordiais de seus passes quando está na posição normalmente ocupada por um “camisa 10”.

A facilidade de Firmino em exercer essa função não é mero acaso. Nos seus primeiros anos de Europa, ele não era atacante, mas sim um meia que encostava no ataque (às vezes pela faixa central, outras como ponta). Foi só com Klopp que ele passou a ser escalado como “centroavante”.

A inteligência tática do brasileiro e esse recuo dele para a faixa de criação de jogadas são dois dos motivos do sucesso do Liverpool.

Se Salah vive o momento máximo de sua carreira, foi artilheiro do Campeonato Inglês e pode até aparecer como finalista do prêmio de melhor jogador do mundo, parte da culpa é do ex-Hoffenheim.

Não à toa, Firmino divide com James Milner, seu companheiro nos “Reds”, o posto de jogador com maior número de assistências da Champions. O alagoano já deu oito passes para gol nesta edição do torneio interclubes mais importante do planeta, três só na semifinal contra a Roma.

Em toda a temporada, já são 17 assistências, mais do que em qualquer outro momento de sua carreira.

Mas a característica que faz de Firmino um jogador tão especial e essencial para o sucesso do Liverpool é também o que reduz suas chances de ser titular da seleção brasileira.

Ao contrário dos Reds, o time de Tite não está acostumado a ter no comando de ataque um jogador que se comporta como “camisa 10” e deixa tanto a área para as entradas em diagonais dos atacantes de lado de campo.

Gabriel Jesus, apesar de também ser um centroavante de mobilidade, tem mais presença de área de Firmino. Resta ao jogador do Liverpool convencer Tite que sua grande fase pode compensar qualquer dificuldade tática que ele possa vir a ter em uma formação mais “tradicional”.

A final da Champions é uma boa oportunidade para isso.


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