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Mesmo com tropeços, arrancada do Corinthians supera Bayern e Juventus
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Rafael Reis

Apesar de ter tropeçado nas duas últimas rodadas, a campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro-2017 ainda é digna das dos campeões das principais ligas nacionais europeias na última temporada.

O time dirigido por Fábio Carile, que empatou com Atlético-PR e Avaí nesta semana, somou 37 pontos em suas primeiras 15 apresentações na Série A deste ano.

A marca é superior às alcançadas por Juventus (36), Bayern de Munique (36) e Monaco (24), campeões italiano, alemão e francês, respectivamente, no mesmo período da competição que conquistaram.

Entre os vencedores das cinco principais ligas nacionais da Europa na última temporada, só o Chelsea, campeão inglês, e o Real Madrid, que levantou a taça na Espanha, tiveram um início de campeonato similar ao corintiano.

Os dois clubes também somaram 37 pontos nas primeiras 15 rodadas. O Real teve uma campanha idêntica à do Corinthians, com 11 vitórias e quatro empates. Já o Chelsea ganhou 12 vezes, empatou uma e sofreu duas derrotas.

O líder do Brasileiro supera todos os principais campeões do Velho Continente em um quesito: a defesa. O time alvinegro sofreu apenas sete gols até o momento. Quem mais se aproxima desse desempenho é o Bayern, vazado nove vezes nas 15 rodadas iniciais da Bundesliga.

Já o ataque corintiano tem números praticamente inexpressivos na comparação com os grandes clubes do planeta. Foram 25 gols marcados na Série A. Com o mesmo número de jogos em suas ligas, o Real já havia colocado 40 bolas nas redes, e o Monaco, 44.

O desafio do Corinthians agora é não “sentir” os últimos tropeços e conseguir manter um aproveitamento próximo aos 82,2% dos pontos disputados que ostenta agora até o fim do campeonato, marca que certamente lhe dará o título.

Entre os cinco campeões analisados, o único que conseguiu ficar acima dessa faixa foi o Monaco, que obteve 83,3% dos pontos possíveis no Francês. Real Madrid e Chelsea tiveram aproveitamentos de 81,6%. O Bayern venceu o Alemão com 80,4%. E a Juve faturou o Italiano com 78,8% dos pontos que disputou.

A melhor campanha da história do Brasileiro de pontos corridos foi conquistada justamente em 2003, primeiro ano desse formato de disputa. Na ocasião, o Cruzeiro se sagrou campeão nacional com 100 pontos e aproveitamento de 72,5%.

Ou seja, o Corinthians de 2017 ainda está muito acima do melhor campeão brasileiro da história recente. Apesar dos seus recentes tropeços.


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Por onde andam os jogadores da estreia de Cristiano Ronaldo no Real?
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Rafael Reis

A possibilidade de deixar o Real Madrid e o namoro com o Paris Saint-Germain transformaram Cristiano Ronaldo no protagonista da janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu.

Oito anos atrás, o português também foi a estrela máxima do Mercado da Bola do Velho Continente ao trocar o Manchester United pelo clube espanhol por 94 milhões de euros (R$ 353 milhões), naquela que na época era a contratação mais cara da história.

Ronaldo ainda vestia a camisa 9 quando estreou no Real. Sua primeira partida oficial com o uniforme branco que lhe renderia três títulos europeus foi a vitória por 3 a 2 sobre o La Coruña, na rodada inaugural do Campeonato Espanhol. O reforço madridista deixou sua marca. Raúl e Lassana Diarra marcaram os outros gols do triunfo.

Conheça abaixo o paradeiro dos primeiros companheiros do atual melhor jogador do mundo no Real Madrid.

POR ONDE ANDA –REAL MADRID (2009)

Iker Casillas (36 anos) – Dono da meta do Real Madrid por mais de uma década e meia, o prata da casa continua em atividade, mas já não goza mais do posto de um dos melhores do mundo na posição. O goleiro, campeão mundial (2010) e bi europeu (2008 e 2012) com a Espanha, defendeu o Porto nas duas últimas temporadas, mas fica sem contrato a partir de sábado. Após a Euro-2016, deixou de ser convocado para a seleção.

Álvaro Arbeloa (34 anos) – Também campeão mundial com a Espanha em 2010 e bi da Eurocopa, anunciou a aposentadoria no início da semana. Arbeloa permaneceu no Real até agosto do ano passado e disputou a última temporada de sua carreira na Inglaterra, vestindo a camisa do West Ham.

Raúl Albiol (31 anos) – Uma espécie de “patinho feio” da geração multicampeã da seleção espanhola, o zagueiro passou a maior parte da sua carreira no Real como opção no banco de reservas. Em 2013, transferiu-se para o Napoli, onde é titular absoluto e um dos líderes da equipe.

Ezequiel Garay (30 anos) – Vice-campeão da Copa-2014 com a seleção argentina, o zagueiro vem perdendo espaço no futebol mundial nos últimos anos. Na última temporada, oscilou demais com o Valencia, que foi apenas o 12º colocado no Campeonato Espanhol.

Marcelo (29 anos) – O caçula do time de 2009 se transformou em um dos principais laterais esquerdos do mundo e em uma das maiores armas ofensivas do Real Madrid de 2017. O brasileiro fez gol na final da Liga dos Campeões de 2014 e é o segundo estrangeiro na história com mais partidas pelo clube.

Lassana Diarra (32 anos) – Camisa 10 na estreia de Cristiano Ronaldo, o volante francês caminha para um discreto fim de carreira. Depois de se destacar na temporada 2015/16 no Olympique de Marselha, Diarra optou por deixar a Europa e assinou em abril com Al-Jazira, dos Emirados Árabes.

Xabi Alonso (35 anos) – Assim como Arbeloa, acaba de entrar para o time dos aposentados. Xabi Alonso disputou sua última partida como profissional no dia 20 de maio, quando seu Bayern de Munique goleou o Freibrug por 4 a 1, na derradeira rodada do Campeonato Alemão.

Cristiano Ronaldo (32 anos) – Em oito anos de Real Madrid, tornou-se o maior artilheiro da história do clube, com 406 gols em partidas oficiais. Já foi eleito o melhor jogador do mundo em quatro oportunidades (três com a camisa branca) e caminha para a quinta Bola de Ouro da sua carreira.

Kaká (35 anos) – A outra contratação bombástica do Real Madrid para a temporada 2009/10, não passou nem perto de ter o mesmo sucesso de Cristiano Ronaldo na Espanha. Kaká retornou para o Milan quatro anos depois de ser contratado e atualmente é uma das estrelas da MLS (Major League Soccer) nos Estados Unidos.

Raúl (40 anos) – Maior artilheiro do Real até a aparição de Cristiano Ronaldo, Raúl Madrid, como ficou conhecido, deixou o clube em 2010 e defendeu Schalke 04, Al Sadd (Qatar) e New York Cosmos nos últimos cinco anos de sua carreira. De volta à Espanha após alguns anos morando nos EUA, o autor de um dos gols da partida contra o Vasco trabalhará como assessor presidencial do Real na próxima temporada.

Karim Benzema (29 anos) – Apesar dos problemas extracampo que o afastaram da seleção francesa e do futebol abaixo do esperado na última temporada, continua como titular do Real Madrid. Benzema teve seu nome especulado em várias equipes para 2017/18, mas deve renovar contrato com o clube espanhol.

Esteban Granero (29 anos) – Criado nas categorias de base do Real, foi resgatado em 2009 pelo clube depois de uma passagem de sucesso pelo Getafe. No entanto, o meia não vingou no Santiago Bernabéu. Três anos depois, foi embora para nunca mais voltar. Na última temporada, foi reserva da Real Sociedad.

Guti (40 anos) – Jogador presente na estreia de Cristiano Ronaldo há mais tempo aposentado, o ex-meia abandonou o futebol em 2011, quando defendia o Besiktas, da Turquia. Guti está no início da carreira de treinador e atualmente comanda a equipe sub-18 do Real.

Gonzalo Higuaín (29 anos) – Reserva de luxo de Benzema no fim da década passada, passou pelo Napoli, foi contratado pela Juventus na quarta transferência mais cara da história do futebol e reencontrou o Real na decisão da última edição da Liga dos Campeões. HIguaín voltou para casa como vice.

Manuel Pellegrini (63 anos) – O chileno durou só uma temporada no Real Madrid e costuma ser mais lembrado pelos três anos que passou à frente do Manchester City, com direito à conquista do título inglês de 2014. Atraído pelos salários milionários pagos pela China, dirige atualmente o Hebei Fortune, time dos brasileiros Hernanes e Aloísio.


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Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
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Rafael Reis

Aubameyang no Paris Saint-Germain, Lukaku no Chelsea, Morata no Manchester United, Hazard e Mbappé no Real Madrid.

As principais novelas do futebol europeu para a próxima temporada já não apresentam novidades há alguns dias. E o culpado por essa pasmaceira toda é um só: Cristiano Ronaldo.

A possível saída do astro português do Real simplesmente travou a janela de transferências.

Afinal, os principais clubes do planeta não querem desperdiçar a oportunidade de contratar o melhor jogador do mundo na atualidade. Por isso, colocaram em stand-by qualquer outro negócio que possa ameaçar a chegada do camisa 7.

Foi o que fez, por exemplo, o PSG, clube apontado pela imprensa espanhola como favorito para tirar Cristiano Ronaldo de Madri.

O time francês negocia há meses com o Borussia Dortmund a contratação de Aubameyang, artilheiro do último Campeonato Alemão. O valor do negócio giraria em torno de 70 milhões de euros (R$ 260 milhões).

A transferência parecia bem encaminhada, mas esfriou nos últimos dias. Motivo: a proposta de 150 milhões de euros (R$ 556 milhões) que será apresentada por CR7 tornam a compra do goleador da Bundesliga inviável do ponto de vista econômico –apesar de muito rico, o PSG precisa obedecer ao fair-play financeiro.

Algo semelhante acontece com o Chelsea e seu desejo de acertar com Lukaku, atualmente no Everton, para substituir Diego Costa. O possível custo da contratação do belga, algo superior a 100 milhões de euros (R$ 370 milhões), inviabilizaria a contratação do astro do Real Madrid.

Em meio a essa situação, a decisão dos atuais campeões ingleses foi a mais óbvia de todas: deixar Lukaku esperando, concentrar esforços em CR7 e já pensar em um plano B para seu comando de ataque (Lewandowski).

Outro jogador que está com seu destino conectado ao do astro português é Morata. O espanhol tem um namoro avançado com o Manchester United há tempos. Mas o clube inglês também sonha com a recontratação de Cristiano Ronaldo e se vê em um dilema: será que o Real Madrid abriria mão de dois dos seus atacantes simultaneamente e, para piorar, para o mesmo time?

Por fim, há a lista de reforços do próprio Real. O atual bicampeão europeu deseja pelo menos dois novos nomes para sua linha de frente: o meia-atacante belga Hazard, do Chelsea, e a revelação francesa Mbappé, do Monaco.

Realizar uma dessas contratações não é problema, é algo que cabe no orçamento e na montagem do time do técnico Zinédine Zidane. Mas adicionar duas novas estrelas ao elenco só deve ser possível se Cristiano Ronaldo for embora.

A avaliação é clara: a janela de transferências da temporada 2017/18 só vai destravar depois que CR7 decidir seu futuro.


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Show dos Milhões: entenda por que o mercado da bola inflacionou tanto
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Rafael Reis

O Manchester City pagou 50 milhões de euros (R$ 183 milhões) por Bernardo Silva, meia-atacante que é reserva de Portugal. Ederson, que nunca jogou pela seleção brasileira, custou 40 milhões de euros (R$ 146 milhões) e se tornou o segundo goleiro mais caro da história. Caso decidam trocar de clube, as possíveis transferências de Griezmann e Mbappé devem romper a casa dos 100 milhões (R$ 366 milhões).

A janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu ainda nem foi oficialmente aberta, mas já é possível cravar que ela movimentará uma quantidade de dinheiro jamais vista no mundo do futebol.

Culpa da inflação que tomou conta do mercado da bola e levou o preço dos jogadores de primeiro e até de segundo escalão às alturas. O atleta que há três anos valia 20 milhões de euros (R$ 73 milhões), hoje dificilmente trocará de clube por menos de 30 milhões de euros (R$ 110 milhões).

A tendência já pode ser percebida em alguns negócios isolados da temporada passada: Pogba virou a maior transferência da história ao assinar com o Manchester United por 105 milhões de euros (R$ 384,7 milhões) e Higuaín, atacante que jamais vislumbrou a chance de um dia ser o melhor do mundo, foi para a Juventus por 90 milhões de euros (R$ 330 milhões). Agora, virou regra.

Mas, afinal, o que aconteceu para a inflação bater tão forte no mercado da bola e transformá-lo em um verdadeiro “show dos milhões”?

Não há apenas uma explicação para esse superaquecimento, mas sim uma soma de fatores que alavancaram os preços dos atletas ao longo das últimas temporadas e que culminaram nos valores exorbitantes previstos para esta janela.

Para começar, o faturamento dos principais clubes do planeta não para de crescer. Turbinado por novos contratos de direitos de transmissão, o Manchester United, time mais rico do mundo, arrecadou 689 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões) em 2015/16. Sete anos atrás, nenhuma equipe ultrapassava a casa dos 400 milhões de euros (R$ 1,5 bilhões) de faturamento.

O crescimento do mercado chinês é outro fator responsável pela inflação. A disposição dos clubes asiáticos em gastar pesado na aquisição de reforços consagrados teve como efeito colateral um aumento nos salários e nos valores desembolsados em transferências na Europa. Afinal, quanto maior a quantidade de compradores, maior o preço dos produtos disputados.

Especificamente nesta temporada, há ainda dois fatores que contribuem para a alavancada dos valores.

Um deles é a necessidade de alguns dos clubes mais ricos do planeta de reformularem seus elencos. O City, por exemplo, planeja montar um time praticamente novo para Pep Guardiola. O United disponibilizou um orçamento de 230 milhões de euros (R$ 842 milhões) para a janela de transferências. E até o Real Madrid, atual bicampeão europeu, considera necessária a contratação de um ou dois novos titulares.

Por fim, há a injeção de dinheiro de investidores em clubes tradicionais, mas que andaram em baixa nas últimas temporadas. Milan e Inter de Milão trocaram de proprietários recentemente, e os novos donos prometeram abrir os bolsos para fazer com que suas equipes voltem a fazer frente à Juventus no futebol italiano.


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“Novo Hulk”, revelação do Porto é o brasileiro mais faltoso da Europa
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Rafael Reis

Apelidado de “novo Hulk” pela imprensa portuguesa, Tiquinho Soares andou abusando do uso do corpanzil nas divididas com zagueiros durante a recém-encerrada temporada europeia.

O atacante, que se destacou no Vitória de Guimarães e acabou contratado em janeiro pelo Porto, foi o jogador brasileiro que mais cometeu faltas em 2016/17 na soma das sete principais ligas nacionais do Velho Continente.

O jogador de 26 anos, que passou a maior parte da carreira no futebol paraibano até se mandar para Portugal, em 2015, cometeu em 3,3 faltas por partida ao longo dos últimos nove meses, segundo o “Who Scored?“, site especializado nas estatísticas do futebol.

Tiquinho foi uma das revelações da temporada portuguesa. Contratado no início de 2017 pelo Porto por 3,5 milhões de euros (R$ 13 milhões), marcou 12 vezes em 17 partidas pelo novo clube e possui uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros (R$ 147 milhões).

O “novo Hulk” lidera o batalhão português na lista dos jogadores brasileiros mais faltosos na Europa. Dos dez primeiros colocados da lista, nada menos que oito atuam na nossa antiga metrópole.

As duas únicas exceções vêm da Espanha.

Campeão nacional e europeu com a camisa do Real Madrid, o volante Casemiro aparece na sétima colocação da lista.

O ex-jogador do São Paulo, que bateu demais em confrontos decisivos da Champions, como contra o Bayern de Munique e o Atlético de Madrid, teve uma média de 2,1 faltas por partida ao longo da temporada.

O outro “intruso” no domínio português no ranking dos maiores caçadores brasileiros de 2016/17 é o meia-atacante Gabriel Pires, ex-jogador das categorias de base do Vasco, que cometeu em média 2 faltas por jogo com a camisa do Leganés.

OS BRASILEIROS MAIS FALTOSOS DA TEMPORADA EUROPEIA

1º – Tiquinho Soares (Porto) – 3,3 faltas por jogo
2º – Mateus da Silva (Paços de Ferreira) – 3,2
3º – Kléber (Estoril) – 2,9
4º – Aílton (Estoril) – 2,6
5º – Baiano (Braga) – 2,3
6º – Éber Bessa (Marítimo) – 2,2
7º – Anderson Carvalho (Boavista) – 2,1
Casemiro (Real Madrid) – 2,1
Rafael Assis (Chaves) – 2,1
10º – Gabriel Pires (Leganés) – 2


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Foco na juventude: conheça os alvos do Real Madrid para a próxima temporada
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Rafael Reis

Primeiro time a conquistar duas edições consecutivas da Liga dos Campeões desde o Milan de 1990, o Real Madrid será uma equipe bem diferente depois das férias do verão europeu.

Isso porque, depois de gastar apenas 30 milhões de euros (R$ 110 milhões, na cotação atual) em contratações na temporada passada, o clube espanhol planeja investir pesado na próxima janela de transferências.

A avaliação do técnico Zinédine Zidane é que chegou a hora de o Real começar a pensar no futuro e buscar nomes que possam ser manter como titulares da equipe por alguns longos anos.

É por isso que a equipe espanhola já fechou a compra do meia-atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Flamengo, de 16 anos, por incríveis 45 milhões de euros (R$ 165 milhões) e deve se reforçar nos próximos meses com alguns outros adolescentes ou jovens que mal entraram na casa dos 20 anos.

Além de rejuvenescer o elenco, outra preocupação do Real é encontrar peças de reposição para jogadores que não andam muito satisfeitos em Madri e planejam buscar novos ares na próxima temporada.

Quem puxa a fila é o veterano zagueiro Pepe, 34, que fica sem contrato no fim do mês e deve se transferir para a Inter de Milão ou para o futebol chinês.

O meia colombiano James Rodríguez, o centroavante francês Karim Benzema, o atacante espanhol Álvaro Morata e até mesmo o galês Gareth Bale são outros que cogitam dar sequência à vida longe do Santiago Bernabéu.

Conheça abaixo os principais alvos do Real Madrid para a temporada 2017/18:

ATAQUE

O garoto de 18 anos que marcou seis vezes na fase final da Champions e se tornou a sensação do futebol europeu nesta temporada é o grande sonho do Real Madrid nesta janela de transferências. O clube espanhol vê em Kylian Mbappé o nome ideal para ser o futuro substituto de Cristiano Ronaldo como protagonista da equipe. Mas a negociação com o Monaco promete ser pesada. Isso porque o clube francês planeja faturar pelo menos 130 milhões de euros (R$ 475 milhões) com o negócio, valor que faria dessa transferência a mais cara da história do futebol.

GOLEIRO

Essa até parece notícia velha. Apesar de mais uma temporada acima da média do costarriquenho Keylor Navas, o Real quer trocar seu goleiro titular e sonha com a contratação de David de Gea. A transação está arrastada há anos e, caso seja concretizada, fará do espanhol o goleiro mais caro de todos os tempos. Isso porque, de acordo com a Sky Sports News, o Manchester United já recusou uma proposta de 60 milhões de euros (R$ 219 milhões) do Real pelo arqueiro.

LATERAL

O primeiro reforço confirmado do Real Madrid para a temporada 2017/18 deve ser o novo reserva de Marcelo na lateral esquerda. O francês Theo Hernández, de 19 anos, um dos destaques do Alavés, vice-campeão da Copa do Rei, já é um nome dado como certo no Santiago Bernábeu. O garoto, que possui vínculo com o Atlético de Madri, deve mudar de lado na capital espanhola depois do pagamento da sua cláusula de rescisão: 24 milhões de euros (R$ 87 milhões).

RETORNOS

Pelo menos dois garotos que estavam emprestados pelo Real Madrid na recém-encerrada temporada devem retornar ao clube e fazer parte do elenco principal depois das férias de verão. O volante Marcos Llorente, 22, de ótimo desempenho no Alavés, é visto na Espanha como alguém que pode inclusive disputar vaga no time titular com o brasileiro Casemiro. Já o zagueiro Jesús Vallejo, 20, que estava cedido ao Eintracht Frankfurt, deve compor elenco por enquanto, mas também é uma grande aposta para o futuro.


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Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
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Rafael Reis

Ao ajudar o Real Madrid a conquistar pela 12ª vez o título da Liga dos Campeões da Europa, Cristiano Ronaldo não só praticamente garantiu a quinta Bola de Ouro de sua carreira, como também acabou com qualquer dúvida sobre o merecimento do prêmio.

Com a atuação decisiva sobre a Juventus e os dois gols na goleada por 4 a 1 deste sábado, o português se tornou quase uma unanimidade.

É difícil encontrar alguém que, neste momento, não considere o camisa 7 do Real o melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E essa foi a grande vitória individual de CR7 no Millenium Stadium, em Cardiff.

O português já era favorito ao prêmio mesmo antes de a bola rolar na decisão da Champions. Mas a temporada cheia de altos e baixos levantava uma dúvida: seria CR7 o principal candidato ao prêmio pelo futebol que estava apresentando ou pelos holofotes que o iluminam?

A reposta para aqueles que queriam ver a Bola de Ouro para Lionel Messi, o artilheiro do futebol europeu na temporada, ou para Gianluigi Buffon, o goleiro líder da Juventus, foi dada no mais alto estilo.

Desde 2010, quando Diego Milito brilhou no confronto entre Inter de Milão e Bayern de Munique, um jogador não marcava duas vezes na final do torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo venceu Buffon pela primeira vez em um tapa cheio de classe na bola que contou com um leve desvio em Bonucci. Foi o gol que abriu o marcador e começou a desenhar o destino da decisão.

Quando o Real já tinha um 2 a 1 no placar, o português tratou de sepultar as últimas esperanças da Juventus. Como um raio, o camisa 7 surgiu em velocidade dentro da área para escrever seu nome na história… mais uma vez.

Sim, Cristiano Ronaldo será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo e irá igualar o recorde do seu arquirrival, Messi. E, depois da decisão da Champions, não dá mais para questionar isso.


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Cristiano Ronaldo é só o 19º melhor do mundo? Para estatísticos, sim
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo vai a campo neste sábado em busca do quarto título de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira e de uma quase certeza que será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

Mas, de acordo com os algoritmos do “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o astro do Real Madrid é o dono apenas do 19º melhor desempenho da atual temporada.

Segundo a ferramenta, o futebol mostrado por CR7 em 2016/17 é digno da nota 7,61. A avaliação é feita por uma inteligência artificial a partir da análise dos dados de cada atleta em incontáveis fundamentos, como gols, assistências, dribles e desarmes.

A média atual é a pior da carreira de Cristiano Ronaldo desde a chegada ao Real Madrid, em 2009. O português nunca fechou uma temporada com nota abaixo de 7,99 (2015/16).

Para as estatísticas do “Who Scored?”, o melhor jogador do planeta é o brasileiro Neymar (8,52), com pequena vantagem para o argentino Lionel Messi (8,47), seu companheiro no Barcelona. O espanhol Thiago Alcántara (8,28), do Bayern de Munique, completa o pódio.

Além do camisa 11 do Barça, outros dois brasileiros tiveram uma temporada melhor que CR7 na visão dos algoritmos que analisam o desempenho dos jogadores.

O lateral esquerdo Alex Sandro, da Juventus, adversária do Real na decisão deste sábado, tem 7,63 de média e aparece na 17ª colocação no ranking. O 18º é o meia-atacante Felipe Anderson, da Lazio, com 7,62.

Apesar da queda de desempenho apontada pela fria análise das estatísticas e das inteligências artificiais, Cristiano Ronaldo é o favorito para ganhar pela quinta vez o prêmio de melhor do mundo por ter sido o jogador mais decisivo da competição mais importante da temporada.

Dos dez gols anotou pelo português na atual edição da Champions, oito saíram na fase de mata-mata. CR7 marcou cinco vezes contra o Bayern de Munique, nas quartas de final, e mais três ante o Atlético de Madri, na semi.

Atuações que foram essenciais para colocar o Real frente a Juventus neste sábado, em Cardiff, e que, se não conquistaram os computadores do “Who Scored?”, certamente chamaram a atenção dos eleitores do prêmio.

OS 10 MELHORES DA TEMPORADA, SEGUNDO O “WHO SCORED?”

1 – Neymar (BRA/Barcelona) – 8,52
2 – Lionel Messi (ARG/Barcelona) – 8,47
3 – Thiago Alcántara (ESP/Bayern de Munique) – 8,28
4 – Edin Dzeko (BOS/Roma) – 7,85
5 – Arjen Robben (HOL/Bayern de Munique) – 7,82
6 – Eden Hazard (BEL/Chelsea) – 7,81
7 – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 7,81
8 – Dries Mertens (BEL/Napoli) – 7,76
9 – Alexis Sánchez (CHI/Arsenal) – 7,76
10 – Alejandro Gómez (ARG/Atalanta) – 7,75


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Rafael Reis

Cinco participações em Copas do Mundo, um título mundial, oito scudetti do Campeonato Italiano e 16 anos como titular da meta da Juventus. Não é à toa que Gianluigi Buffon é uma das principais atrações da final da Liga dos Campeões da Europa.

Mas um dos grandes ídolos do adversário deste sábado do Real Madrid pelo troféu mais cobiçado do futebol mundial na temporada 2016/17 também tem um outro lado. E ele está cheio de polêmicas.

Conheça abaixo cinco histórias que fazem com que Buffon não seja lembrado apenas como um dos melhores goleiros da história, mas também como um atleta de vida pessoal conturbada e atitudes pouco exemplares para seus milhares (ou milhões) de fãs espalhados pela Itália e por todo o planeta.

JOGATINA
Buffon cativou durante anos o hábito de apostar em resultados de partida de futebol, um problema em um país marcado por escândalos de manipulação de resultados. Sua participação na máfia que fabricava placares no Campeonato Italiano chegou inclusive a ser investigada pela polícia. O goleiro só escapou de punição porque conseguiu provar que jamais havia posto dinheiro na previsão de placares de partidas do próprio time e nem feito apostas depois de 2005, quando a prática foi criminalizada para jogadores de futebol.

EXTREMA-DIREITA
Apesar de sempre negar ter inclinações políticas radicais, Buffon foi visto no início da carreira como simpatizante de regimes de extrema-direita, como nazismo e fascismo. Isso porque o goleiro costumava usar no Parma o número 88, considerado uma apologia a “Heil Hitler”, a saudação feita pelos alemães a Adolf Hitler. Além disso, em 1999, Buffon apareceu com uma camiseta estampada com a frase “Boia chi Molla” (algo como “Quem desiste é um assassino dos seus próprios companheiros”), usada pelo exército de Benito Mussolini durante o regime fascista e a Segunda Guerra Mundial.

CIGARRO
O goleiro faz parte de uma numerosa lista de jogadores de futebol que mantêm um hábito que pouco tem a ver com a vida saudável de um esportista de alto nível. Assim como Zidane, Ronaldo e vários outros, Buffon é fumante. O astro da Juventus nunca negou o vício, mas sempre alegou que só acende seu cigarro quando está de folga. No entanto, o atacante Pablo Daniel Osvaldo, seu ex-companheiro de seleção, já afirmou que já fumou ao lado do goleiro no vestiário da Azzurra.

INFIEL
Buffon fez a alegria dos paraparazzi italianos pouco antes da Copa-2014, quando surgiu o rumor de que ele estava tendo uma relação extraconjugal com a apresentadora esportiva Ilaria D’Amico. Meses mais tarde, o goleiro anunciou o fim do seu casamento com a modelo e atriz tcheca Alena Seredova, mãe dos seus dois primeiros filhos, e assumiu o namoro com a apresentadora da TV, ao lado de quem vive até hoje.

ABRAÇO
Essa polêmica é mais recente, do início do ano. Após a vitória por 2 a 0 da Juventus sobre a Lazio, o goleiro, todo sorridente, deu um caloroso abraço no árbitro Paolo Tagliavento. A cena provocou questionamentos na Itália devido à relação histórica de promiscuidade entre a Juve e a arbitragem italiana – uma das acusações que levaram o clube a ser rebaixado para a segunda divisão em 2006 era a de influenciar as escalações de juízes “favoráveis” para suas partidas.


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Rafael Reis

A final da Liga dos Campeões da Europa, entre Juventus e Real Madrid, neste sábado, em Cardiff (País de Gales), alterou a tabela da segunda divisão do Campeonato Argentino.

A decisão foi tomada pela AFA (Associação de Futebol da Argentina) a pedido do Instituto de Córdoba, clube que revelou o atacante Paulo Dybala, uma das estrelas da Juve, e que não queria que seu torcedor tivesse de escolher entre o filho ilustre e o time de coração.

Inicialmente, o Instituto entraria em campo para enfrentar o Central Córdoba, pela 36ª rodada da Primeira B Nacional, às 17h (de Brasília), em pleno segundo tempo da decisão da competição europeia, que terá pontapé inicial às 15h45.

Com a mudança, o início do jogo na Argentina foi adiado para as 19h. Assim, os torcedores que viram de perto Dybala surgir e despontar como promessa de craque poderão acompanhar na íntegra a partida mais importante da carreira do garoto de 23 anos, mesmo que ela vá para a prorrogação ou para os pênaltis.

Natural de Laguna Larga, uma cidade com menos de 8 mil habitantes localizada a 55 km de Córdoba, o hoje astro da Juventus chegou às categorias de base do Instituto quando tinha dez anos e permaneceu no clube até 2011.

Apesar de ter feito apenas 40 jogos pelo Instituto e nunca ter saído da segunda divisão argentina, o atacante conseguiu colocar seu nome na história do clube.

É que sua venda para o Palermo (12 milhões de euros ou R$ 43,8 milhões, na cotação atual) foi a maior da história do time de Córdoba.

Antes de ir embora para a Europa, Dybala igualou a marca história de Mario Kempes, artilheiro da Copa do Mundo-1978 e outra das crias das categorias de base do clube. Ambos anotaram sete gols em suas primeiras dez partidas pelo Instituto quando tinham somente 17 anos de idade.

Neto de um refugiado polonês que encontrou abrigo na Argentina durante a 2ª Guerra Mundial, o atacante está na Juventus desde 2015. Na atual temporada, marcou 19 gols em 47 partidas e é o vice-artilheiro do time, atrás apenas de Gonzalo Higuaín, que empurrou 32 bolas para as redes.

Na Champions, Dybala foi decisivo no confronto com o Barcelona, pelas quartas de final. O argentino marcou duas vezes na vitória por 3 a 0 na partida de ida, em Turim, que encaminhou a classificação italiana para a semi.


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