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Neymar ou Cristiano Ronaldo: quem é o verdadeiro “rei” do mata-mata?
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo e Neymar já costumam atrair boa parte dos holofotes em todas as partidas de Real Madrid e Paris Saint-Germain. Mas nesta quarta-feira, às 17h45 (de Brasília), quando as duas equipes se enfrentarem no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, a atenção sobre eles será maior ainda.

Além de serem os protagonistas dos times que irão medir força no mais aguardado confronto do início da fase final da Champions, o astro português e o craque brasileiro têm uma característica especial que será posta à prova no Santiago Bernabéu: eles costumam crescer nos momentos de decisão.

Apesar de serem consistentes também em competições de pontos corridos e em fases de grupos de torneios híbridos, Cristiano Ronaldo e Neymar construíram os grandes momentos de suas carreiras em confrontos eliminatórios, como o desta quarta.

Mas, afinal, qual dos dois é o verdadeiro “Rei dos Mata-Matas”? Analisamos e comparamos os desempenhos do português do Real Madrid e do brasileiro do PSG em partidas disputadas nesse formato para te ajudar a responder essa pergunta.

PROTAGONISMO

Cristiano Ronaldo já conquistou quatro títulos de Champions, e em todos eles brilhou na reta final da competição, que é disputada em formato mata-mata. Em 2008, fez o gol do Manchester United no tempo normal da decisão (vencida nos pênaltis, contra o Chelsea). Oito anos depois, descolou um hat-trick nas quartas que impediu a queda do Real ante o Wolfsburg. Em 2016, marcou em cinco dos sete jogos da fase final do torneio. E no ano passado, obteve um feito ainda maior: marcou dez vezes nos últimos cinco jogos da campanha (quartas, semi e final).

Já Neymar brilhou na reta final da Champions de 2015, a única que venceu até o momento. Então no Barcelona, o brasileiro balançou as redes nos dois jogos nas quartas (contra o PSG), nas duas partidas da semifinal (ante o Bayern de Munique) e também na decisão com a Juve. Com isso, foi co-artilheiro da competição. O outro torneio em que foi artilheiro na Europa também foi disputado em sistema de mata-mata, a Copa do Rei 2014/15. Além disso, sua grande atuação nos últimos anos se deu em uma partida eliminatória: a goleada por 6 a 1 aplicada pelo Barça sobre o PSG nas oitavas da Champions passada.

GOLS

Neymar pode se orgulhar de uma marca rara, que deixa bem claro que ele não é aquele tipo de jogador que se esconde no momento da decisão. Muito pelo contrário. Em sua trajetória europeia, o camisa 10 do PSG vai às redes em uma frequência maior quando disputa jogos eliminatórios. Desde 2013, quando trocou o Santos pelo Barcelona, Neymar tem média de 0,67 gol por jogos em mata-matas, contra 0,61 em partidas de pontos corridos ou fase de grupos.

No mesmo período, Cristiano Ronaldo fez um número bem maior de gols, teve um índice um pouco abaixo nos confrontos eliminatórios, mas mesmo assim acima de Neymar. Sua média de bolas na rede em jogos de fase de grupos ou pontos corridos é de 1,04. A de mata-matas também é excelente, mas um pouco menor: 0,87 por partida.

SELEÇÃO

Maior artilheiro da história da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo ajudou seu país a atingir o inédito título da Eurocopa, em 2016, e também foi vice continental, 12 anos antes. Nas duas campanhas, teve papel decisivo na fase de mata-matas. Em 2004, fez um e deu uma assistência na semifinal contra a Holanda (2 a 1). Em 2016, novamente no jogo classificatório para a decisão, repetiu a dose ante o País de Gales (2 a 0). Só que em Copas do Mundo, a situação é bem diferente. CR7 já disputou cinco partidas de mata-matas da principal competição do planeta, e nunca balançou as redes.

Com trajetória bem mais curta que a do adversário desta quarta, Neymar também ainda persegue seu primeiro gol na reta final de uma Copa, mas só participou de dois jogos nesse formato até agora. Seu grande momento pela seleção brasileira aconteceu na Copa das Confederações-2013. Na ocasião, fez um gol e deu assistência na vitória por 3 a 0 sobre a Espanha, na final da competição.


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Ele sofreu o 1º gol de Messi como profissional. Hoje, é o “olho” de Zidane
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Rafael Reis

“Perdíamos por 1 a 0. Eu fiz a reposição rápida para tentar surpreender o Barcelona com um contra-ataque, mas eles recuperaram a bola no meio do campo. Messi pegou a bola perto da área, tabelou com Ronaldinho, que deu um passe por cima da defesa, e finalizou muito bem. Então, ele me encobriu. Foi algo surpreendente. Quando um jogador jovem fica nessa situação, ele normalmente fica nervoso e chuta forte. Mas ele fez justamente o contrário. Na hora, percebi que era um garoto especial. Já se via que ele tinha classe e que seria um grande jogador.”

Foi assim que o ex-goleiro Raúl Valbuena relatou ao jornal espanhol “Marca” o momento que colocou seu nome na história do futebol mundial.

No dia 1º de maior de 2005, o então jogador do Albacete foi o primeiro goleiro a ser vazado por Lionel Messi no futebol profissional.

O hoje consagrado camisa 10 do Barcelona era apenas um garoto de 17 anos, 10 meses e 7 dias recém-promovido das categorias de base, cercado de expectativas pelo talento que mostrava nas canteras e de dúvidas pelo porte físico nada avantajado, quando se deparou com Valbuena pela frente.

O toque leve sobre o goleiro, já nos acréscimos da partida, decretou a vitória por 2 a 0 do Barça sobre o Albacete, que seria rebaixado para a segunda divisão espanhola ao término daquela temporada, e colocou Messi pela primeira vez na lista dos artilheiros do clube catalão.

“Não me incomoda ser lembrado por esse gol. Afinal, foi só um gol. Para mim, é simplesmente uma piada graciosa da minha carreira”, disse.

Mas, treze anos depois do primeiro gol como profissional de Messi e dez anos após sua aposentadoria, Raúl Valbuena continua tendo o astro argentino como um adversário a ser temido.

É que, desde setembro de 2016, o ex-goleiro faz parte da comissão técnica de Zinédine Zidane no Real Madrid, o arquirrival do Barcelona e do seu camisa 10.

Valbuena, que passou pelas categorias de base do clube da capital espanhola quando jogador e tentou emplacar uma carreira de treinador depois de pendurar as luvas, é um dos olheiros que trabalham para Zidane.

Sua missão é abastecer o treinador francês com o máximo de informações possível sobre os próximos adversários do Real e também sobre jogadores que podem vir a ser contratados pelo clube.

Ou seja, o primeiro goleiro a sofrer um gol de Messi como profissional ainda hoje precisa ficar de olhos bem abertos no craque argentino.


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Decadência? CR7 tem menos gols que Paulinho e Willian José no Espanhol
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Rafael Reis

Nos últimos 11 anos, Cristiano Ronaldo sempre esteve entre os três maiores artilheiros de todas as ligas nacionais que disputou. Mas, na atual temporada, é preciso ir até a 27ª colocação na tabela de goleadores para encontrar seu nome.

Metade das 38 rodadas da temporada 2017/18 Campeonato Espanhol já se foi, e o melhor jogador do mundo marcou apenas quatro gols.

Willian José, Paulinho, Portu, Gerard Moreno, Antonio Sanabria, Ángel Rodríguez, Charles, Sergio León, Joan Jordán, Florin Andone, Loic Rémy… Todos eles balançaram as redes mais vezes do que o camisa 7 do Real Madrid na competição.

Mas qual é o motivo da seca de Cristiano Ronaldo? Será que, prestes a completar 33 anos, o astro finalmente entrou em uma fase de declínio físico que o impossibilita de continuar sendo um dos grandes goleadores do planeta?

É melhor não traçar nenhuma avaliação definitiva sobre isso. Afinal, vale lembrar que o jejum de gols de CR7 é uma exclusividade do Espanhol.

Na Liga dos Campeões da Europa, o faro artilheiro do português continua inabalável. O atacante já marcou nove vezes na principal competição interclubes da temporada e se tornou o primeiro jogador da história a deixar sua marca em todos os seis jogos da fase de grupos de uma edição.

Ou seja, o Cristiano Ronaldo da temporada 2017/18 não funciona no dia a dia, na rotina que é o Campeonato Espanhol, mas continua sendo brilhante nos momentos especiais, quando todos os olhos estão voltados para ele.

Bem, isso parece uma questão mais psicológica do que uma decadência técnica ou física.

O camisa 7 sempre foi um monstro faminto, um jogador sedento por vitórias, títulos e também por glórias individuais. Só que nesta edição do Campeonato Espanhol, parece ter jogado a toalha.

Nesta temporada, o Real não deverá conquistar o título nacional. Quarto colocado, com 32 pontos, 19 a menos que o Barcelona, líder da competição, já pode se dar por satisfeito caso consiga se classificar para a Champions.

O que resta a Cristiano Ronaldo em 2017/18 é concentrar sua força e determinação no sonho de vencer pela terceira vez consecutiva a competição continental e também na preparação para a Copa do Mundo.

Depois do Mundial da Rússia, é bem possível que ele encare um novo desafio.

De acordo com o jornal espanhol “Mundo Deportivo”, CR7 deseja um salário de cerca de 40 milhões de euros (R$ 158 milhões) para continuar no futebol espanhol, valor que o Real não cogita desembolsar.

Duas soluções já surgiram para o impasse. Uma é inclui-lo em uma possível negociação com o Paris Saint-Germain para ter o atacante brasileiro Neymar. A outra é uma transferência para o Manchester United.

Ou seja, apesar de ter menos gols que Paulinho e Willian José no Campeonato Espanhol, Cristiano Ronaldo segue em alta… pelo menos, no Mercado da Bola.


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Sonho do Real Madrid, Kane alcança italiano e vira o artilheiro da Europa
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Rafael Reis

A Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior artilheiro dos campeonatos nacionais da Europa na temporada, tem um novo líder.

Com os dois gols marcados na goleada por 4 a 0 aplicada pelo Tottenham sobre o Everton, no sábado, Harry Kane chegou a 20 bolas nas redes na edição 2017/18 da Premier League inglesa e assumiu também a ponta na corrida pelo prêmio continental.

Kane tem agora 40 pontos e divide a primeira colocação da Chuteira de Ouro com o italiano Ciro Immobile, da Lazio, que não entrou em campo neste fim de semana.

O grande momento do centroavante inglês coincide com fortes rumores sobre seu futuro.

Kane encabeça a lista de desejos do Real Madrid para reconstrução do seu setor ofensivo para a próxima temporada. De acordo com o presidente do Tottenham, Daniel Levy, o jogador vale 250 milhões de euros (mais de R$ 977 milhões).

Além do camisa 10, o Real também está de olho em outros dois integrantes do top 10 da Chuteira de Ouro: o argentino Mauro Icardi, da Inter de Milão, e o egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, que dividem a quarta colocação, com 36 pontos.

O melhor brasileiro no ranking é Jonas, do Benfica, que tem 31,5 pontos e aparece na sétima posição.

A última vitória brasileira na Chuteira de Ouro foi alcançada por Jardel, então jogador do Sporting, em 2001/02. O atual vencedor do prêmio é Lionel Messi, do Barcelona, que nesta temporada ocupa a sexta colocação, com seis pontos a menos que Kane e Immobile.

Neymar, o jogador mais caro da história do futebol e a principal estrela do PSG e da seleção brasileira na atualidade, ocupa a 27ª posição no ranking, com 22 pontos (11 gols). Cristiano Ronaldo, o atual melhor do mundo e camisa 7 do Real Madrid, não aparece nem entre os 250 jogadores mais bem classificados.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 40 pontos (20 gols)
Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 40 pontos (20 gols)
3º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 38 pontos (19 gols)
4º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 36 pontos (18 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 34 pontos (17 gols)
7º – Jonas (BRA, Benfica) – 31,5 pontos (20 gols)
8º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 30 pontos (15 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 30 pontos (15 gols)
10º – Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  28,5 pontos (19 gols)


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Por que astro de rival do Brasil na Copa é tão questionado no Real?
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Rafael Reis

Entra ano, sai ano, e o Real Madrid continua sua incansável busca por um novo goleiro. Só nas últimas temporadas, o clube perseguiu David de Gea (Manchester United), sonhou com Thibaut Courtois (Chelsea) e agora está em negociações avançadas com Kepa Arrizabalaga (Athletic Bilbao).

É assim desde que Keylor Navas desbancou o ídolo Iker Casillas e assumiu a titularidade do gigante espanhol, três anos atrás.

Mas afinal, por que o astro da seleção da Costa Rica, adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, goza de tão pouco prestígio com a torcida e a diretoria merengue?

Os números do arqueiro de 31 anos pelo Real não são nada ruins. Em 117 partidas com a famosa camisa branca, ele sofreu 108 gols.

A média de 0,92 gol sofrido por jogo não é muito diferente da Ter Stegen (0,87, do arquirrival Barcelona, que disputa os mesmos torneios que ele) e até é melhor que as dos desejados De Gea (0,99, no Manchester United) e Courtois (0,95, no Chelsea).

É difícil também se lembrar de algum momento em que Navas tenha realmente deixado o Real na mão. O costarriquenho até falha, como todos os goleiros, mas seus erros raramente custam caro ao time espanhol.

Desde que o ex-jogador do Levante assumiu a meta madridista, o clube conquistou dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa, encerrou um jejum de cinco anos sem faturar o Espanhol e tirou do Barcelona o posto de “time a ser batido” no planeta.

A principal razão pela qual a diretoria do Real insiste há tanto tempo na necessidade de contratar um goleiro é mais extracampo do que relacionada ao desempenho do seu arqueiro titular.

Basicamente, o que os cartolas querem é “jogar para a torcida” e alimentar a máquina de marketing do clube com um nome consagrado (como seriam De Gea e Courtois), que venderia camisas e encheria a torcida de orgulho, ou com um jogador espanhol para agradar os apoiadores mais nacionalistas (Kepa).

Navas não é nem um, nem outro. O goleiro vem de um país de pouca tradição no futebol, a Costa Rica, e fez sua carreira atuando em times pouco relevantes no cenário internacional (Deportivo Saprissa, em sua terra natal, além de Levante e Albacete, na Espanha).

Vale lembrar que o hoje camisa 1 do Real não foi contratado para ser titular do Real, mas sim para fazer sombra ao veterano Casillas até a chegada de um novo dono para a posição. Foi na marra que ele conquistou seu espaço e vem se mantendo desde então.

Até quando? Só o tempo dirá.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Barcelona e Real têm algum jogador que ainda não estreou por seleção?
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Rafael Reis

Os treinos dos grandes clubes europeus parecem um deserto durante as Datas Fifa. Afinal, se um jogador tem qualidade suficiente para atuar em um dos maiores times do planeta é bem provável também que faça parte da seleção do país que escolheu defender.

Essa situação é corriqueira no Barcelona e no Real Madrid. Os adversários do clássico deste sábado, válido pela 17ª rodada do Campeonato Espanhol, têm atletas espalhados por várias seleções e serão representados em peso na próxima Copa do Mundo.

Assim, a pergunta não é se determinado jogador de Barça ou Real foi convocado para a seleção, mas sim o contrário.

E será que existe algum atleta nos elencos dos dois maiores clubes da Espanha que jamais defendeu a seleção do seu país?

A resposta para essa questão é sim, mas eles não são tantos e podem ser contados usando apenas os dedos das mãos.

Dos 49 jogadores que compõem os elencos profissionais dos adversários deste sábado, apenas sete jamais atuaram por uma seleção principal.

A maioria absoluta deles está no Real Madrid, que possui nesta temporada um grupo de jogadores repleto de jovens que até pouco tempo atrás militavam nas canteras (categorias de base) ou em clubes de menor escalão.

Seis jogadores que hoje estão à disposição de Zinédine Zidane ainda sonham com a primeira oportunidade em seleção: o zagueiro Jesús Vallejo, o lateral esquerdo Theo Hernández, os meias Marcos Llorente e Dani Ceballos, o atacante Borja Mayoral e o goleiro Luca Zidane, filho do treinador e segundo reserva da posição.

Todos eles, porém, têm história em seleções de base. Vallejo, Llorente, Ceballos e Mayoral foram vice-campeões europeus sub-21 com a Espanha em junho. Zidane já disputou um Mundial sub-17 com a França, e Hernández já disputou vários amistosos com as equipes menores francesas.

A situação no Barcelona é ainda mais extrema. Apesar de ter alguns jogadores que raramente são convocados e por isso treinam no clube durante as Datas Fifa, como Aleix Vidal, Sergi Roberto e Gerard Deulofeu, o time tem apenas um jogador em todo seu elenco que ainda não estreou pela seleção.

O terceiro goleiro, Adrián Ortolá, é o estranho nesse ninho. O arqueiro de 24 anos, que até costuma atuar mais pelo Barça B do que pela equipe principal, até disputou o Mundial sub-20 de 2013 pela Espanha, mas ainda não passou nem perto de ser lembrado por Julen Lopetegui para o time adulto.


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9 jogadores que estão na mira de Barça e Real para a janela de janeiro
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Rafael Reis

O mercado de transferências de janeiro não costuma ser levado muito a sério pelos clubes de primeiro escalão da Europa. Os maiores times do continente costumam usar a janela para emprestar jogadores pouco utilizados, livrar-se de atletas incomodados e fazer um ou outro ajuste no elenco.

Mas Barcelona e Real não devem agir assim em 2018. Os adversários deste sábado, em clássico válido pela 17ª rodada do Campeonato Espanhol, pretendem quebrar essa tradição e investir pesado em reforços no próximo mês.

Os catalães ainda sonham encontrar o substituto ideal para Neymar e não vão economizar nessa busca. Além disso, possuem uma defesa envelhecida e combalida por problemas físicos que precisa de renovação imediata.

Já o Real está incomodado com a quarta colocação na tabela e com o início de temporada bem abaixo da média dos seus últimos anos. A solução? Ir ao mercado para ampliar o elenco e dar mais opções de qualidade para o técnico Zinedine Zidane.

Apresentamos abaixo 9 jogadores que estão na mira de Barcelona e Real Madrid e são especulados para vestir a camisa de um dos dois gigantes do futebol espanhol já no próximo mês.

PHILIPPE COUTINHO
Meia-atacante
Brasileiro
25 anos
Liverpool (ING)
Barcelona quer

A novela de Coutinho no Barcelona se arrasta desde a janela de transferências do meio do ano, e o clube catalão espera que ela tenha um final feliz no mercado de janeiro. Para isso, promete oferecer algo em torno de 140 ou 150 milhões de euros (até R$ 582 milhões), um valor que se aproxima daquilo que foi solicitado pelo Liverpool. O problema é que os ingleses estão nas oitavas de final da Champions e podem ser duros em liberar o camisa 10. Caso a negociação seja concretizada, o meia-atacante brasileiro será o reforço mais caro da história das janelas de inverno do futebol europeu.

KEPA ARRIZABALAGA
Goleiro
Espanhol
23 anos
Athletic Bilbao (ESP)
Real Madrid quer

Reserva da seleção espanhola, o jovem basco é a solução viável encontrada pelo Real Madrid para tirar Keylor Navas do time titular depois das inúmeras negativas do Manchester United em negociar De Gea. Segundo o diário espanhol “AS”, o atual bicampeão europeu pagará os 20 milhões de euros (R$ 77 milhões) da multa rescisória de Kepa para poder contar com o goleiro já em janeiro.

ANTOINE GRIEZMANN
Atacante
Francês
26 anos
Atlético de Madri (ESP)
O Barcelona quer

Definitivamente, o Barcelona não vai conter esforços para remontar seu setor ofensivo depois da saída de Neymar. Além de Philippe Coutinho, o clube pretende adicionar ao seu elenco o astro francês Antoine Griezmann. O interesse no terceiro melhor jogador do mundo em 2016 já foi confirmado por dirigentes do Barça. A negociação com o Atlético de Madri a princípio ficaria para o meio do ano, mas pode ser antecipada para janeiro caso a transferência de Coutinho não seja concluída em breve.

MAURO ICARDI
Atacante
Argentino
24 anos
Inter de Milão (ITA)
Real Madrid quer

A má fase vivida por Karim Benzema, autor de apenas cinco gols em 19 jogos nesta temporada, ligou o sinal de alerta na diretoria do Real Madrid, que decidiu ir ao mercado para encontrar um novo companheiro de ataque para Cristiano Ronaldo. O nome preferido do time espanhol para a função é Mauro Icardi, artilheiro do Campeonato Italiano, com 17 gols. O empecilho para uma transferência imediata é o fato de a Inter de Milão sonhar com a conquista do título nacional e não ter nenhum interesse em se desfazer do seu capitão e jogador mais importante.

YERRY MINA
Zagueiro
Colombiano
23 anos
Palmeiras (BRA)
Barcelona quer

O zagueiro colombiano tem uma espécie de acordo verbal para se transferir para o Barcelona no meio de 2018. No entanto, o desembarque do jogador do Palmeiras na Catalunha pode ser antecipado para janeiro devido aos problemas defensivos que o time de Ernesto Valverde tem enfrentado. O francês Samuel Umtiti está machucado, Javier Mascherano pode ser negociado com a China e o belga Vermaelen vive com problemas físicos e raramente consegue emendar uma sequência de jogos.

TIMO WERNER
Atacante
Alemão
21 anos
RB Leipzig (ALE)
Real Madrid quer

A jovem revelação alemã, que despontou na temporada passada pelo Leipzig e deve ser titular da seleção na Copa do Mundo-2018, é o plano B do Real Madrid para o comando de ataque. Caso perceba que não conseguirá contratar Icardi, o time espanhol deve depositar suas fichas em Werner. Por enquanto, o Leipzig também nega qualquer intenção de negociá-lo.

MESUT ÖZIL
Meia
Alemão
29 anos
Arsenal (ING)
Barcelona quer

Desiludido com o Arsenal e sem repetir o mesmo futebol de temporadas anteriores, o meia tem contrato com o clube londrino até junho e sairá de graça caso não seja negociado na janela de janeiro. O Barcelona pensa em incluir na transação por Özil algum dos jogadores do seu elenco que não têm futuro no Camp Nou, como André Gomes, Arda Turan e Rafinha. O Manchester United também tem interesse no meia alemão.

MOHAMED SALAH
Meia-atacante
Egípcio
25 anos
Liverpool (ING)
Real Madrid quer

Sensação do Liverpool na temporada e artilheiro do Campeonato Inglês, com 14 gols, o egípcio não é um homem de área e nem propriamente um atacante nato. Mesmo assim, despertou o interesse do Real Madrid para aumentar o poderio ofensivo do time. Salah vem sendo elogiado frequentemente por Zidane, e uma proposta pelo jogador pode ser feita na janela de janeiro.

ARTHUR
Volante
Brasileiro
21 anos
Grêmio (BRA)
Barcelona e Real Madrid querem

Principal revelação do futebol brasileiro em 2017, o volante do Grêmio já chamou a atenção dos dois maiores clubes da Espanha. O primeiro a procurar Arthur foi o Barcelona –uma foto do jogador com a camisa do time de Messi chegou a vazar e provocou polêmica. O Real tem sido mais discreto em sua investida, mas também considera a possibilidade de sondar o volante, cuja multa rescisória é de 50 milhões de euros (R$ 194 milhões).


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Maestro do Real, Kroos já foi acusado de só jogar por ser filho do técnico
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Rafael Reis

Quem vê Toni Kroos desfilando técnica, categoria e visão de jogo no meio-campo do Real Madrid não consegue imaginar que muita gente já desconfiou da sua capacidade de se tornar um jogador profissional de futebol.

E essa desconfiança sobre o talento do camisa 8 do adversário do Grêmio na decisão do Mundial de Clubes, neste sábado, em Abu Dhabi, não vinha de longe, mas sim dos seus próprios companheiros de time e dos torcedores que acompanhavam suas partidas.

Filho de uma ex-atleta de badminton e de um ex-jogador de futebol, Kroos foi levado para as categorias de base do Hansa Rostock quando o pai foi contratado para dirigir o time sub-12 do clube.

Foi aí que o garoto de 12 anos teve o primeiro grande desafio de sua carreira: convencer a torcida e também os meninos que jogavam ao seu lado que ele não tinha lugar na equipe apenas por ser filho do treinador.

A missão não foi nada fácil. O pai do hoje astro do Real e da seleção alemã já afirmou em inúmeras entrevistas que os olhares na base do Rostock eram implacáveis com Kroos e que ele sofria bastante preconceito por lá.

Só que o talento do garoto era mais forte e se sobressaiu à desconfiança que o rondava. Em 2006, ele já havia ficado grande demais para o clube que defendia e aceitou um convite para fazer a reta final da sua formação no Bayern de Munique.

No ano seguinte, Kroos foi eleito o melhor jogador do Mundial sub-17 e disputou sua primeira partida como profissional. A primeira convocação para a seleção principal da Alemanha chegou em 2010, assim como a afirmação no Bayern –após uma temporada de empréstimo ao Bayer Leverkusen.

A transferência para o Real chegou em 2014, logo depois de ser um dos protagonistas da conquista alemã da Copa do Mundo. O meia custou 25 milhões de euros (R$ 97,3 milhões). O investimento foi pago com as duas Ligas dos Campeões (2016 e 2017), dois Mundiais (2014 e 2016) e um Campeonato Espanhol (2017) que o clube faturou desde então.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o meia é hoje o jogador do elenco clube espanhol que mais trabalha a bola: média de 78,4 passes por jogo nesta temporada.

Ele também o rei dos lançamentos (5,7 bolas longas por partida) e o terceiro atleta do Real que mais dá passes para finalizações dos companheiros: 1,9 a cada 90 minutos, menos apenas que Gareth Bale (2,4) e Marcelo (2).

E pensar que, para seus companheiros de base e torcedores do Hansa Rostock, Toni Kroos era apenas o filho do técnico…


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Real chega ao Mundial como pior europeu desde Chelsea-2012
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Rafael Reis

Após derrotar o Pachuca por 1 a 0 na semifinal do Mundial de Clubes, o Grêmio tem pelo menos um bom motivo para acreditar que pode sair campeão da decisão do próximo sábado… mesmo que tenha como adversário o poderoso Real Madrid.

Apesar de contar com estrelas do nível de Cristiano Ronaldo, Toni Kroos e Marcelo, o time espanhol, que joga nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília), contra o Al-Jazira por vaga na decisão, é o europeu que desembarcou no torneio da Fifa em pior momento dos últimos cinco anos.

Vencedor das duas últimas edições da Liga dos Campeões, o Real ainda não embalou depois das férias do meio de ano e conquistou apenas 73,1% dos pontos que disputou na atual temporada.

Desde 2012, uma equipe europeia não chegava ao Mundial de Clubes com um aproveitamento tão baixo. Na ocasião, o Chelsea havia faturado 66,2% dos pontos jogados no Campeonato Inglês, na Champions e nas copas nacionais.

E foi justamente o clube de Londres que protagonizou o último fracasso de um representante europeu na competição. Naquele ano, o Corinthians derrotou os ingleses por 1 a 0 e trouxe o troféu para o Brasil.

A fase do Real não chega a ser tão ruim quanto a do Chelsea-2012, que chegou a ficar quase um mês sem vencer entre novembro e dezembro. Mesmo assim, está bem distante do que se espera de um vencedor da Champions.

A comparação com o ano passado é inevitável. Em 2016, o Real chegou ao Mundial ainda invicto na temporada. Seu currículo tinha 17 vitórias e sete empates. Ou seja, aproveitamento de 80,5%.

Em 2017/18, o Real já acumula três derrotas (para Tottenham, Betis e Girona). Além disso, venceu 17 vezes e empatou outras seis (ante Tottenham, Valencia, Levante, Atlético de Madrid, Athletic Bilbao e Fuenlabrada).

Com uma quantidade de tropeços acima do normal, o time de Cristiano Ronaldo se classificou para a fase final da Champions na segunda colocação do seu grupo e ocupa apenas um modesto quarto lugar no Campeonato Espanhol.

Alguns dos seus principais jogadores, como o zagueiro Sergio Ramos, Gareth Bale e Karim Benzema, têm sofrido com problemas físicos, o que tem obrigado o técnico Zinedine Zidane a dar cada vez mais espaço para garotos pouco experimentados, como o zagueiro Jesús Vallejo, o lateral direito Achraf Hakimi e o centroavante Borja Mayoral.

A sensação só não é completamente de crise porque o time emendou dois bons resultados antes da viagem para os Emirados Árabes: uma vitória por 3 a 2 sobre o Borussia Dortmund e a goleada por 5 a 0 ante o Sevilla.

Mas não se engane, o Real de dezembro de 2017 está muito mais para o Chelsea-2012 do que para a equipe que encantou o planeta e se sagrou bicampeã europeia nas duas últimas temporadas. Sorte do Grêmio (que já está na decisão).

APROVEITAMENTO NA TEMPORADA DOS TIMES EUROPEUS DO MUNDIAL

2017 – Real Madrid (ESP) – 73,1%
2016 – Real Madrid (ESP) – 80,5%
2015 – Barcelona (ESP) – 77,8%
2014 – Real Madrid (ESP) – 88%
2013 – Bayern de Munique (ALE) – 85,2%
2012 – Chelsea (ING) – 66,2%


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O Grêmio realmente pode desbancar o Real e conquistar o Mundial?
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Rafael Reis

Há 11 dias o torcedor do Grêmio não para de comemorar. A vitória sobre o Lanús na decisão da Libertadores não só deu ao clube gaúcho seu terceiro título de campeão sul-americano, como também o colocou pela primeira vez em um Mundial de Clubes da Fifa no atual formato.

Mas será que o time dirigido por Renato Gaúcho realmente tem chance de desbancar o favoritismo do Real Madrid e se consagrar como melhor time do planeta em 2017?

O histórico recente dos Mundiais aponta que a missão gremista é muito difícil, para não dizer quase impossível. Das últimas dez edições do torneio, os europeus venceram nove. O triunfo do Corinthians sobre o Chelsea em 2012 foi um ponto muito fora da curva nesse retrospecto recente.

Mesmo nos tempos da Copa Intercontinental, competição disputada entre 1960 e 2004 que reunia apenas os campeões europeu e sul-americano, jamais houve um período de domínio tão explícito dos representantes de um continente como agora.

Os europeus são quase imbatíveis no Mundial por um motivo muito simples: possuem jogadores muito melhores que seus oponentes. E desta vez, não é diferente.

Nem mesmo o gremista mais fanático é capaz de achar que Luan é melhor que Cristiano Ronaldo, que Cortez tem um nível técnico semelhante ao de Marcelo ou que Ramiro é páreo para Luka Modric.

A comparação entre os elencos é até injusta, visto o abismo financeiro que separa os dois clubes. E fica ainda mais complicada devido à lesão de Arthur, meia gremista com potencial de defender um grande clube europeu no futuro, que não disputa o Mundial.

Só que o futebol não é decidido apenas pelo talento. E é nisso que o clube brasileiro se apoia para protagonizar a zebra em Abu Dhabi. Há pelo menos dois fatores que também são importantes para definir o resultado de uma partida em que o Grêmio leva vantagem sobre o Real Madrid.

O primeiro deles é recorrentes nos confrontos entre sul-americanos e europeus no Mundial: a vontade. Enquanto para os representantes do Velho Continente o torneio da Fifa é apenas mais uma competição do calendário, os vencedores da Libertadores costumam encará-lo como uma autêntica Copa do Mundo.

Desta vez, a dedicação, ingrediente que não tem sido suficiente nos últimos anos para conter o domínio europeu, tem um importante aliado: o momento.

O Grêmio chega ao Mundial de Clubes embalado com a recente conquista da Libertadores e, mesmo em fim de temporada, jogando um futebol dos mais redondinhos. O mesmo não se pode falar do Real Madrid.

O time de Cristiano Ronaldo conquistou o título que o levou a Abu Dhabi seis meses atrás e, desde então, vem oscilando demais e raramente mostra a bola que o transformou em vencedor da Champions.

Na atual temporada, o Real está distante da briga pela liderança do Campeonato Espanhol, ficou em segundo lugar em seu grupo na Champions e já foi derrotado três vezes (por Tottenham, Betis e Girona). A goleada por 5 a 0 sobre o Sevilla, no sábado, em sua última apresentação antes da viagem para os Emirados Árabes, pode ser o início de recuperação, mas a situação ainda é incerta.

É por isso que o Grêmio acredita que, caso passe pelo Pachuca (MEX) na semifinal da próxima terça-feira, tem condições de derrotar sim o Real em uma eventual decisão do Mundial. Resta saber se essa é só uma crença ou uma possibilidade real.


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