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No futebol da terra de Cristiano Ronaldo, quem brilha é o primo do craque
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Rafael Reis

Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, Museu CR7, Praça Cristiano Ronaldo, Hotel Pestana CR7 Funchal, Loja CR7, um polêmico busto, uma estátua de bronze de 3,40 m.

O filho mais ilustre da Ilha da Madeira é lembrado em todos os cantos da região que deu ao planeta o favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2017. Até dentro dos gramados da várzea.

No futebol amador do arquipélago de cerca de 260 mil habitantes, não há chutes e cabeçadas mais temidas do que as desferidas por José Adriano Xavier Aveiro, ou, simplesmente, “primo de Cristiano”, como é mais conhecido.

Filho de um irmão do pai de Cristiano Ronaldo, Adriano Aveiro é um ano e meio mais velho que o astro e foi o artilheiro de duas das quatro últimas temporadas da Primeira Divisão Regional da Associação de Futebol da Madeira, um campeonato disputado por clubes amadores equivalente à quarta divisão portuguesa.

Autor de 75 gols nos 76 jogos que disputou entre o segundo semestre de 2013 e o primeiro de 2017 (uma média de quase um gol por partida), o centroavante ganhou na atual temporada a melhor oportunidade de sua carreira e assinou com o Câmara de Lobos, equipe da Madeira promovida para o terceiro escalão do futebol lusitano.

“Na seriedade e na ambição que demonstrou em campo, sou parecido com meu primo. Isso está no nosso sangue. O resto, claro, é muito diferente: ele é o melhor do mundo; eu sou só um dos melhores do meu campeonato”, afirmou o camisa 9, em entrevista ao site português “Mais Futebol”.

Cristiano e Adriano começaram juntos nas categorias de base do Andorinha, time da cidade de Funchal, capital da Madeira, onde nasceram. Mas, enquanto o primeiro deixou a ilha no começo da adolescência para jogar no Sporitng e depois conquistar o mundo, o segundo jamais ficou longe de casa.

O centroavante do Câmara de Lobos até tentou se profissionalizar no Marítimo, clube da região que costuma disputar a primeira divisão portuguesa, mas não teve a mesma sorte do primo. Então, foi trabalhar com telecomunicações.

“Financeiramente não compensa jogar nos ‘Nacionais’ [as duas primeiras divisões portuguesas. Tenho o meu emprego e uma vida estável em termos familiares, jogo futebol por hobby, treino à noite e consigo conciliar com o trabalho, que obriga a alguma rotatividade.”

Apesar de não ter 1% do reconhecimento do Aveiro mais famoso do futebol, Adriano pode se orgulhar de um feito que deixou o primo rico com uma pontinha de inveja.

Na temporada passada, quando defendia o Santacruzense, o centroavante que brilha no futebol amador marcou seis vezes em uma mesma partida (goleada por 8 a 1 sobre o Clube de Formação da Madeira).

Em toda sua carreira como profissional, Cristiano Ronaldo nunca conseguiu superar as cinco bolas na rede em 90 minutos –atingiu essa marca somente duas vezes, contra Granada e Espanyol, ambas em 2015.

O astro do Real Madrid é o favorito para ser eleito, na próxima segunda-feira, o melhor jogador do mundo pela quinta vez na carreira. O argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, são os outros finalistas do prêmio da Fifa.


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Você se lembra da última partida em que o Real Madrid não fez gol?
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Rafael Reis

Vencedor das duas últimas edições da Liga dos Campeões da Europa, o Real Madrid vai a campo nesta quarta-feira para superar um recorde mundial do Santos de Pelé.

Caso faça pelo menos um gol contra o Betis, no Santiago Bernabéu, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Espanhol, a equipe dirigida por Zinédine Zidane irá superar a marca de 73 jogos consecutivos balançando as redes estabelecida pelo time brasileiro no início da década de 1960.

Nessas 73 partidas consecutivas em que seu ataque funcionou (45 no Campeonato Espanhol, 16 na Champions, 6 na Copa do Rei, 2 na Supercopa Europeia, 2 no Mundial de Clubes e 2 na Supercopa Espanhola), o time de Cristiano Ronaldo marcou 200 vezes, média de 2,74 por jogo.

Entre 1961 e 1963, quando o Santos emendou 73 apresentações consecutivas deixando sua marca nas defesas adversárias, Pelé e cia. comemoraram 245 gols, ou seja, uma média de 3,35 por partida.

Apesar de estar longe da frequência de gols do Santos de meio século atrás, o Real está a 90 minutos de alcançar uma marca impressionante. E você lembra da última vez que o time espanhol passou em branco?

O atual bicampeão europeu fez gols em todos os jogos oficiais que disputou nos últimos 17 meses. Um ano e cinco meses atrás, no dia 26 de abril de 2016, ele empatou por 0 a 0 com o Manchester City.

A partida, disputada na Inglaterra, era o primeiro dos dois confrontos que valiam a classificação para a final da Champions –na volta, o Real venceu por 1 a 0 e selou sua ida para a decisão contra o Atlético de Madri.

Na ocasião, os espanhóis não puderam contar com seu astro máximo e principal goleador, Cristiano Ronaldo, que se recuperava de uma lesão muscular na coxa. Para piorar as coisas, Karim Benzema teve de ser substituído no intervalo devido a dores no joelho.

Mesmo com poder de fogo reduzido, o Real esteve mais perto de balançar as redes do que o City. Foram 11 finalizações espanholas, com direito a uma bola na travem contra apenas cinco inglesas.

O então futuro campeão europeu só não saiu de campo com pelo menos um golzinho graças à ótima atuação do goleiro Joe Hart (hoje no West Ham), que fez pelo menos três defesas milagrosas.

Dos 13 jogadores usados por Zidane na partida (11 titulares e dois reservas que saíram do banco), apenas dois já deixaram o clube: o zagueiro Pepe, hoje no Besiktas, e o atacante Jesé, que agora pertence ao Paris Saint-Germain, mas está emprestado ao Stoke City.

Todos os outros estarão dentro de campo ou na torcida para que o Real balance as redes nesta quarta e supere a marca histórica do Santos de Pelé.


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Elencos da Champions valem R$ 35 bilhões; conheça os 10 times mais caros
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Rafael Reis

Competição mais rica e badalada do futebol mundial, a Liga dos Campeões da Europa dá início nesta terça-feira à sua fase de grupos, colocando em campo um total de 9,4 bilhões de euros (R$ 35 bilhões).

Esse valor astronômico equivale à soma dos preços estimados pelo site “Transfermarkt”, especializado no Mercado da Bola, de todos os jogadores que disputam o cobiçado título continental da temporada 2017/18.

Atual bicampeão europeu e vencedor de três das últimas quatro edições, o Real Madrid possui o elenco mais caro dos 32 participantes da Champions e, consequentemente, de todo o futebol mundial.

A equipe do técnico Zinédine Zidane está avaliada em 743,8 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões) e conta com pelo menos sete jogadores com preço de pelo menos 40 milhões de euros (R$ 148,7 milhões): Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Toni Kroos, Karim Benzema, Luka Modric, Sergio Ramos e Isco.

O Real fará o confronto mais desigual da primeira rodada da fase de grupos, já que na quarta-feira visita o Apoel Nicósia, o terceiro time com elenco mais barato de toda a Champions.

Segundo o Transfermarkt, todos os jogadores da equipe cipriota somados valem mais ou menos que apenas um titular do time espanhol, o goleiro Keylor Navas: 18 milhões de euros (R$ 67 milhões).

Apesar da venda de Neymar para o Paris Saint-Germain, o Barcelona ainda conta com o segundo grupo de atletas mais caro da Liga dos Campeões. Lionel Messi, Luis Suárez, Ousmane Dembélé e os outros aletas do clube catalão valem 706,5 milhões de euros (R$ 2,6 bilhões).

O novo time do craque da seleção brasileira também faz parte do top 10 de elencos mais valiosos da Champions. Com valor estimado de 521,3 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão), o PSG ocupa o oitavo lugar no ranking.

Além dos dois gigantes do futebol espanhol e do PSG, a lista dos dez clubes mais valiosos do torneio continental conta ainda com Atlético de Madri, Bayern de Munique, Juventus e quatro ingleses: Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham.

Conheça os 10 elencos mais caros da Champions

Real Madrid (ESP) – 743,8 milhões de euros
Barcelona (ESP) – 706,5 milhões
Chelsea (ING) – 614,4 milhões
Manchester City (ING) – 588,5 milhões
Bayern de Munique (ALE) – 581,4 milhões
Manchester United (ING) – 565,8 milhões
Juventus (ITA) – 538,6 milhões
Paris Saint-Germain (FRA) – 521,3 milhões
Atlético de Madri (ESP) – 511 milhões
Tottenham (ING) – 505,3 milhões

Conheça os 10 elencos mais baratos da Champions

Shakhtar Donetsk (UCR) – 103,1 milhões
Anderlecht (BEL) – 99,1 milhões
Feyenoord (HOL) – 96,8 milhões
CSKA Moscou (RUS) – 77,7 milhões
Olympiacos (GRE) – 75,3 milhões
Celtic (ESC) – 57,8 milhões
Basel (SUI) – 48,35 milhões
Apoel Nicósia (CYP) – 18,5 milhões
Qarabag (AZE) – 17,3 milhões
Maribor (SVN) – 14 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Os campeões da temporada 2017/18: minhas previsões
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Rafael Reis

Quem serão os campeões desta temporada? A pergunta costuma ser recorrente no mês de agosto, quando têm início as principais ligas nacionais da Europa e, consequentemente, do planeta.

Para não fugir desse desafio, listo abaixo meus palpites de maiores candidatos a levantar cada um dos troféus mais importantes do Velho Continente em 2017/18. É claro que os últimos dez dias de janela de transferências pode mudar um pouco esse cenário. Mas, mesmo assim, vamos arriscar.

Na última temporada, não fui muito bem nessa tentativa de bancar a Mãe Dináh ou o Nostradamus: acertei os campeões italiano e alemão (como quase todo mundo), mas errei todas as outras previsões: Francês, Holandês, Espanhol, Inglês, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Tomara que desta vez seja diferente… Ou não.

LIGA DOS CAMPEÕES

Palpite: Real Madrid
Na temporada passada, o Real Madrid se tornou o primeiro time a conquistar dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa desde 1990. Agora, o desafio é ainda maior. O último tri europeu foi o Bayern de Munique, que faturou a Champions entre 1974 e 1976. Tarefa impossível? Não para a equipe de Zinédine Zidane. Com o declínio do Barcelona e mudanças importantes nos times titulares de Bayern de Juventus, o Real parece estar um passo à frente de qualquer outro clube do mundo no momento.

LIGA EUROPA
Palpite: Milan
Os clubes italianos não costumam levar a Liga Europa tão a sério. Prova disso é que o último italiano a disputar a final do torneio foi o Parma, campeão em 1999, quando a competição ainda chamava Copa da Uefa. Mas, com o Milan desta temporada, tudo pode ser diferente. Como dificilmente conseguirá quebrar a hegemonia da Juventus dentro de casa, é possível que a equipe rossonera trate a Liga Europa como o torneio que pode recolocá-la no mapa do continente. E aí, os 185 milhões de euros (R$ 703 milhões) gastos em contratações para esta temporada podem fazer a diferença.

CAMPEONATO ESPANHOL
Palpite: Real Madrid
Desta vez, dificilmente teremos aquela disputa cabeça a cabeça que tem marcado as últimas temporadas do Campeonato Espanhol. A menos que o Barcelona tire um coelho da cartola e reverta sua tendência de declínio, o Real Madrid tende a nadar de braçadas para conquistar o 34º título nacional de sua história.

CAMPEONATO INGLÊS
Palpite: Manchester United
A Premier League se transformou no campeonato nacional de primeiro escalão mais imprevisível da Europa. A competição tem início com pelo menos quatro candidatos reais ao títulos: Manchester United, Manchester City, Chelsea e Tottenham. E sempre há o risco de uma nova hecatombe, como o Leicester de duas temporadas atrás. Pelo segundo ano consecutivo, meu palpite é que Mourinho conseguirá levar o United ao título. Pelo menos o início de temporada é dos mais promissores.

CAMPEONATO ALEMÃO
Palpite: Bayern de Munique
Sem Philipp Lahm e Xabi Alonso, que se aposentaram no fim da temporada passada, e com Franck Ribéry, Arjen Robben e Robert Lewandowski um ano mais velhos, o Bayern parece ligeiramente menos time do que era 12 meses atrás. Isso talvez dificulte uma conquista de Champions League, mas dificilmente será suficiente para impedir seu sexto título consecutivo na Bundesliga. Até porque o Borussia Dortmund, seu principal adversário, não vive um momento tão brilhante assim.

CAMPEONATO ITALIANO
Palpite: Juventus
Desde 2012, só a Juventus sabe o que é ser campeã italiana. As saídas de Daniel Alves e Leonardo Bonucci e a chegada de um forte investimento chinês no Milan levantam dúvidas sobre a manutenção dessa longa hegemonia bianconera no Calcio. No entanto, elas dificilmente serão suficientes para que a lenda Gianluigi Buffon não se despeça do futebol profissional levantando mais um troféu.

CAMPEONATO FRANCÊS
Palpite: Paris Saint-Germain
Só o desmanche do Monaco, o surpreendente campeão francês da temporada passada, já seria suficiente para colocar o título da Ligue 1 nas mãos do Paris Saint-Germain. Mas o PSG buscou Daniel Alves na Itália, fez de Neymar a contratação mais cara da história do futebol e parece prestes a tirar a revelação Kylian Mbappé do rival local. Resultado: deve ser campeão nacional com rodadas e mais rodadas de antecedência.

CAMPEONATO PORTUGUÊS
Palpite: Sporting
Em uma temporada em que os clubes portugueses praticamente não contrataram, o favorito acaba sendo o time que menos perdeu jogadores importantes. Ao contrário de Benfica, que vendeu Ederson, Lindelöf e Nelson Semedo, e Porto, que negociou André Silva e Rúben Neves, o Sporting manteve suas principais peças e acaba largando na frente. O Sporting tem um técnico vitorioso (Jorge Jesus) e conta com valores interessantes, como o goleiro Rui Patrício, os meias William Carvalho e Adrien Silva e o centroavante holandês Bas Dost para ser campeão nacional pela primeira vez desde 2002.

CAMPEONATO HOLANDÊS
Palpite: Feyenoord
Ao contrário do PSV e Ajax, que sempre escalam times repletos de jovens, o Feyenoord conta com um elenco mais rodado e experimentado. Some-se a isso a confiança adquirida pelo fim do tabu de 18 anos sem conquistar o título holandês e temos um favorito ao bicampeonato. A equipe de Roterdã perdeu um ou outro jogador importante, como o zagueiro Kongolo e o lateral direito Karsdorp, mas conseguiu manter a base vencedora.


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Sem Neymar, mas com Messi e Ronaldo: 7 motivos para acompanhar o Espanhol
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Rafael Reis

A transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain foi um baque para o Campeonato Espanhol, mas isso não significa que a liga do país campeão mundial em 2010 tenha deixado de ser uma das mais interessantes do planeta.

Afinal, a temporada 2017/18 do Espanhol, que começa nesta sexta-feira com dois jogos (Leganés x Alavés e Valencia x Las Palmas), reúne o atual bicampeão europeu e três dos quatro últimos finalistas da Liga dos Campeões.

Conta ainda com 21 jogadores brasileiros espalhados por 13 dos 20 clubes que disputam a primeira divisão. Entre eles, vários nomes conhecidos, como Marcelo e Casemiro (Real Madrid), Paulinho (Barcelona), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Paulo Henrique Ganso (Sevilla).

Conheça abaixo outros sete motivos para que, mesmo sem Neymar, você continue acompanhando de perto o Campeonato Espanhol:

MESSI X CRISTIANO RONALDO

Desde 2009, quando Cristiano Ronaldo desembarcou no Real Madrid, o embate entre os dois melhores jogadores do planeta é a principal atração internacional do Espanhol. Durante esse período, Lionel Messi e o Barcelona se sagraram campeões nacionais por cinco vezes. Já CR7 e o Real só ganharam dois títulos. No entanto, o momento é todo “blanco”, já que, na temporada passada, a equipe do astro português venceu a liga nacional e faturou pelo segundo ano consecutivo a Champions.

VIDA SEM NEYMAR

Como ficará o Barcelona sem Neymar? Essa é a principal questão a ser respondida na nova temporada do Campeonato Espanhol. Apesar de não ser o protagonista da equipe, o brasileiro vinha sendo cada vez uma peça essencial para que o jogo catalão funcionasse. O Barça ainda sonha com um reforço de peso que possa substituir seu antigo camisa 11, mas as contratações do francês Ousmane Dembélé (Borussia Dortmund) e do brasileiro Philippe Coutinho (Liverpool) estão empacadas.

PAULINHO EM XEQUE

Aos 29 anos e quase um desconhecido na Europa, onde teve uma passagem para lá de esquecível pelo Tottenham, Paulinho ganhou no colo uma missão das mais pesadas: começar a substituir Andrés Iniesta, cérebro do Barcelona que caminha para o final da carreira. Contestado desde o momento em que sua contratação era apenas um rumor, o ex-jogador do Corinthians pode se tornar um dos meias mais respeitados do planeta, mas também corre risco de se queimar de vez no Velho Continente e prejudicar até mesmo sua permanência na seleção.

PILARES DO REAL… E DA SELEÇÃO

Casemiro e Marcelo são dois dos segredos do sucesso do Real Madrid bicampeão europeu. Enquanto o primeiro faz o papel de cão de guarda da defesa espanhola, o segundo é o principal elo entre o setor defensivo e o ofensivo e também desempenha durante as partidas o papel de ponta esquerda da equipe dirigida por técnico Zinedine Zidane. Ambos estão entre os melhores do mundo em suas posições e também serão peças fundamentais para que a seleção brasileira possa brilhar na Copa do Mundo-2018.

DÉJÀ-VU

Entra temporada, sai temporada e a conversa é a mesma: o técnico Diego Simeone, o zagueiro Diego Godín e o atacante Antoine Griezmann vão deixar o Atlético de Madri. Só que o adeus dos três principais pilares do sucesso do projeto colchonero nunca se concretiza. E, assim, o Atlético vai se mantendo como uma sombra real para Barcelona e Real Madrid, os dois mais poderosos clubes da temporada.

E AGORA, GANSO?

A primeira temporada de Paulo Henrique Ganso no futebol europeu foi um desastre. O meia participou de apenas 16 jogos do Sevilla, marcou três gols e passou longe de conquistar a confiança da torcida. Mas a saída do técnico Jorge Sampaolli deu um fôlego novo para o brasileiro. Será que o novo comandante do Sevilla, o também argentino Eduardo Berizzo, vai lhe dar mais oportunidades?

MERECE PALMAS

Vitolo é jogador da seleção espanhola, Halilovic já foi apontado como o “novo Messi” e Jonathan Calleri, apesar de ter fracasso na Inglaterra, provou seu potencial no São Paulo. Pelo menos até dezembro, esse deve ser o trio ofensivo do Las Palmas, pequena equipe das Ilhas Canárias que resolveu investir em talento na montagem do seu time. Tudo para melhorar a 14ª colocação da temporada passada.


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O que Guardiola viu em Danilo para buscá-lo no banco do Real Madrid?
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Rafael Reis

Danilo passou os últimos dois anos se revezando entre o banco de reservas do Real Madrid e as críticas dos torcedores direcionadas a ele sempre que pisava no gramado do Santiago Bernabéu.

Mesmo assim, o Manchester City aceitou pagar 36 milhões de euros (R$ 131,5 milhões) pelo lateral brasileiro de 26 anos, mais até do que os 31,5 milhões de euros (R$ 115 milhões, na cotação atual) que ele havia custado ao clube espanhol duas temporadas atrás.

Mas, afinal, o que Pep Guardiola viu de especial no ex-jogador do Santos para ignorar seu desempenho abaixo do esperado no Real e bancar sua ida para a Inglaterra?

Para entender essa transação, é preciso primeiro analisar as qualidades e os pontos fracos de Danilo, assim como as características que o treinador espanhol costuma buscar em seus laterais.

Apesar de não ter tido sucesso no atual bicampeão europeu, o brasileiro está longe de ser um jogador ruim. Pelo contrário, Danilo possui uma qualidade técnica acima da média, lê bem o jogo ofensivamente e é capaz de criar inúmeras oportunidades de gol.

As críticas da torcida do Real ao camisa 23 eram muito mais concentradas à sua atuação defensiva. E nesse aspecto, ele realmente deixa a desejar. O ex-santista está longe de ser um grande marcador e sofre muito com lançamentos às suas costas.

Só que Guardiola não parece se importar muito com isso. Os laterais que mais fizeram sucesso sob seu comando, Daniel Alves e Jordi Alba (Barcelona), além de Alaba (Bayern de Munique), destacam-se mais pela técnica refinada e pelo poderio ofensivo do que pelas propriedades defensivas –o austríaco chegou até a ser escalado como zagueiro por Pep para melhor a saída de bola do time alemão.

Além disso, Danilo possui uma característica rara entre os laterais e que encaixa perfeitamente na estrutura tática do novo treinador do City. Como atuou durante parte de sua carreira como volante, o brasileiro trafega bem pela faixa central do campo.

Durante a passagem de Guardiola pelo Bayern, era comum ver Alaba subindo ao ataque em diagonal, ou seja, partindo do lado esquerdo do campo e se juntando aos volantes e meias centrais para criar superioridade numérica e facilitar a tabela e a retenção da posse de bola.

Na primeira partida do City na atual pré-temporada, contra o Manchester United, o lateral direito Kyle Walker também abusou dessa movimentação, que vai contra a cartilha tradicional da posição –os laterais usualmente exploram apenas os flancos do campo.

Por fim, a versatilidade de Danilo também é uma virtude que atrai Pep. Além de sua posição mais tradicional, o brasileiro pode atuar como lateral esquerdo, setor em que o treinador tem improvisado Fernandinho e tenta desesperadamente contratar o francês Benjamin Mendy (Monaco), e volante.

É por isso que o torcedor do Real Madrid e o treinador do Manchester City têm visões completamente diferentes sobre o novo reforço do clube inglês.


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Mesmo com tropeços, arrancada do Corinthians supera Bayern e Juventus
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Rafael Reis

Apesar de ter tropeçado nas duas últimas rodadas, a campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro-2017 ainda é digna das dos campeões das principais ligas nacionais europeias na última temporada.

O time dirigido por Fábio Carile, que empatou com Atlético-PR e Avaí nesta semana, somou 37 pontos em suas primeiras 15 apresentações na Série A deste ano.

A marca é superior às alcançadas por Juventus (36), Bayern de Munique (36) e Monaco (24), campeões italiano, alemão e francês, respectivamente, no mesmo período da competição que conquistaram.

Entre os vencedores das cinco principais ligas nacionais da Europa na última temporada, só o Chelsea, campeão inglês, e o Real Madrid, que levantou a taça na Espanha, tiveram um início de campeonato similar ao corintiano.

Os dois clubes também somaram 37 pontos nas primeiras 15 rodadas. O Real teve uma campanha idêntica à do Corinthians, com 11 vitórias e quatro empates. Já o Chelsea ganhou 12 vezes, empatou uma e sofreu duas derrotas.

O líder do Brasileiro supera todos os principais campeões do Velho Continente em um quesito: a defesa. O time alvinegro sofreu apenas sete gols até o momento. Quem mais se aproxima desse desempenho é o Bayern, vazado nove vezes nas 15 rodadas iniciais da Bundesliga.

Já o ataque corintiano tem números praticamente inexpressivos na comparação com os grandes clubes do planeta. Foram 25 gols marcados na Série A. Com o mesmo número de jogos em suas ligas, o Real já havia colocado 40 bolas nas redes, e o Monaco, 44.

O desafio do Corinthians agora é não “sentir” os últimos tropeços e conseguir manter um aproveitamento próximo aos 82,2% dos pontos disputados que ostenta agora até o fim do campeonato, marca que certamente lhe dará o título.

Entre os cinco campeões analisados, o único que conseguiu ficar acima dessa faixa foi o Monaco, que obteve 83,3% dos pontos possíveis no Francês. Real Madrid e Chelsea tiveram aproveitamentos de 81,6%. O Bayern venceu o Alemão com 80,4%. E a Juve faturou o Italiano com 78,8% dos pontos que disputou.

A melhor campanha da história do Brasileiro de pontos corridos foi conquistada justamente em 2003, primeiro ano desse formato de disputa. Na ocasião, o Cruzeiro se sagrou campeão nacional com 100 pontos e aproveitamento de 72,5%.

Ou seja, o Corinthians de 2017 ainda está muito acima do melhor campeão brasileiro da história recente. Apesar dos seus recentes tropeços.


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Por onde andam os jogadores da estreia de Cristiano Ronaldo no Real?
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Rafael Reis

A possibilidade de deixar o Real Madrid e o namoro com o Paris Saint-Germain transformaram Cristiano Ronaldo no protagonista da janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu.

Oito anos atrás, o português também foi a estrela máxima do Mercado da Bola do Velho Continente ao trocar o Manchester United pelo clube espanhol por 94 milhões de euros (R$ 353 milhões), naquela que na época era a contratação mais cara da história.

Ronaldo ainda vestia a camisa 9 quando estreou no Real. Sua primeira partida oficial com o uniforme branco que lhe renderia três títulos europeus foi a vitória por 3 a 2 sobre o La Coruña, na rodada inaugural do Campeonato Espanhol. O reforço madridista deixou sua marca. Raúl e Lassana Diarra marcaram os outros gols do triunfo.

Conheça abaixo o paradeiro dos primeiros companheiros do atual melhor jogador do mundo no Real Madrid.

POR ONDE ANDA –REAL MADRID (2009)

Iker Casillas (36 anos) – Dono da meta do Real Madrid por mais de uma década e meia, o prata da casa continua em atividade, mas já não goza mais do posto de um dos melhores do mundo na posição. O goleiro, campeão mundial (2010) e bi europeu (2008 e 2012) com a Espanha, defendeu o Porto nas duas últimas temporadas, mas fica sem contrato a partir de sábado. Após a Euro-2016, deixou de ser convocado para a seleção.

Álvaro Arbeloa (34 anos) – Também campeão mundial com a Espanha em 2010 e bi da Eurocopa, anunciou a aposentadoria no início da semana. Arbeloa permaneceu no Real até agosto do ano passado e disputou a última temporada de sua carreira na Inglaterra, vestindo a camisa do West Ham.

Raúl Albiol (31 anos) – Uma espécie de “patinho feio” da geração multicampeã da seleção espanhola, o zagueiro passou a maior parte da sua carreira no Real como opção no banco de reservas. Em 2013, transferiu-se para o Napoli, onde é titular absoluto e um dos líderes da equipe.

Ezequiel Garay (30 anos) – Vice-campeão da Copa-2014 com a seleção argentina, o zagueiro vem perdendo espaço no futebol mundial nos últimos anos. Na última temporada, oscilou demais com o Valencia, que foi apenas o 12º colocado no Campeonato Espanhol.

Marcelo (29 anos) – O caçula do time de 2009 se transformou em um dos principais laterais esquerdos do mundo e em uma das maiores armas ofensivas do Real Madrid de 2017. O brasileiro fez gol na final da Liga dos Campeões de 2014 e é o segundo estrangeiro na história com mais partidas pelo clube.

Lassana Diarra (32 anos) – Camisa 10 na estreia de Cristiano Ronaldo, o volante francês caminha para um discreto fim de carreira. Depois de se destacar na temporada 2015/16 no Olympique de Marselha, Diarra optou por deixar a Europa e assinou em abril com Al-Jazira, dos Emirados Árabes.

Xabi Alonso (35 anos) – Assim como Arbeloa, acaba de entrar para o time dos aposentados. Xabi Alonso disputou sua última partida como profissional no dia 20 de maio, quando seu Bayern de Munique goleou o Freibrug por 4 a 1, na derradeira rodada do Campeonato Alemão.

Cristiano Ronaldo (32 anos) – Em oito anos de Real Madrid, tornou-se o maior artilheiro da história do clube, com 406 gols em partidas oficiais. Já foi eleito o melhor jogador do mundo em quatro oportunidades (três com a camisa branca) e caminha para a quinta Bola de Ouro da sua carreira.

Kaká (35 anos) – A outra contratação bombástica do Real Madrid para a temporada 2009/10, não passou nem perto de ter o mesmo sucesso de Cristiano Ronaldo na Espanha. Kaká retornou para o Milan quatro anos depois de ser contratado e atualmente é uma das estrelas da MLS (Major League Soccer) nos Estados Unidos.

Raúl (40 anos) – Maior artilheiro do Real até a aparição de Cristiano Ronaldo, Raúl Madrid, como ficou conhecido, deixou o clube em 2010 e defendeu Schalke 04, Al Sadd (Qatar) e New York Cosmos nos últimos cinco anos de sua carreira. De volta à Espanha após alguns anos morando nos EUA, o autor de um dos gols da partida contra o Vasco trabalhará como assessor presidencial do Real na próxima temporada.

Karim Benzema (29 anos) – Apesar dos problemas extracampo que o afastaram da seleção francesa e do futebol abaixo do esperado na última temporada, continua como titular do Real Madrid. Benzema teve seu nome especulado em várias equipes para 2017/18, mas deve renovar contrato com o clube espanhol.

Esteban Granero (29 anos) – Criado nas categorias de base do Real, foi resgatado em 2009 pelo clube depois de uma passagem de sucesso pelo Getafe. No entanto, o meia não vingou no Santiago Bernabéu. Três anos depois, foi embora para nunca mais voltar. Na última temporada, foi reserva da Real Sociedad.

Guti (40 anos) – Jogador presente na estreia de Cristiano Ronaldo há mais tempo aposentado, o ex-meia abandonou o futebol em 2011, quando defendia o Besiktas, da Turquia. Guti está no início da carreira de treinador e atualmente comanda a equipe sub-18 do Real.

Gonzalo Higuaín (29 anos) – Reserva de luxo de Benzema no fim da década passada, passou pelo Napoli, foi contratado pela Juventus na quarta transferência mais cara da história do futebol e reencontrou o Real na decisão da última edição da Liga dos Campeões. HIguaín voltou para casa como vice.

Manuel Pellegrini (63 anos) – O chileno durou só uma temporada no Real Madrid e costuma ser mais lembrado pelos três anos que passou à frente do Manchester City, com direito à conquista do título inglês de 2014. Atraído pelos salários milionários pagos pela China, dirige atualmente o Hebei Fortune, time dos brasileiros Hernanes e Aloísio.


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Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
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Rafael Reis

Aubameyang no Paris Saint-Germain, Lukaku no Chelsea, Morata no Manchester United, Hazard e Mbappé no Real Madrid.

As principais novelas do futebol europeu para a próxima temporada já não apresentam novidades há alguns dias. E o culpado por essa pasmaceira toda é um só: Cristiano Ronaldo.

A possível saída do astro português do Real simplesmente travou a janela de transferências.

Afinal, os principais clubes do planeta não querem desperdiçar a oportunidade de contratar o melhor jogador do mundo na atualidade. Por isso, colocaram em stand-by qualquer outro negócio que possa ameaçar a chegada do camisa 7.

Foi o que fez, por exemplo, o PSG, clube apontado pela imprensa espanhola como favorito para tirar Cristiano Ronaldo de Madri.

O time francês negocia há meses com o Borussia Dortmund a contratação de Aubameyang, artilheiro do último Campeonato Alemão. O valor do negócio giraria em torno de 70 milhões de euros (R$ 260 milhões).

A transferência parecia bem encaminhada, mas esfriou nos últimos dias. Motivo: a proposta de 150 milhões de euros (R$ 556 milhões) que será apresentada por CR7 tornam a compra do goleador da Bundesliga inviável do ponto de vista econômico –apesar de muito rico, o PSG precisa obedecer ao fair-play financeiro.

Algo semelhante acontece com o Chelsea e seu desejo de acertar com Lukaku, atualmente no Everton, para substituir Diego Costa. O possível custo da contratação do belga, algo superior a 100 milhões de euros (R$ 370 milhões), inviabilizaria a contratação do astro do Real Madrid.

Em meio a essa situação, a decisão dos atuais campeões ingleses foi a mais óbvia de todas: deixar Lukaku esperando, concentrar esforços em CR7 e já pensar em um plano B para seu comando de ataque (Lewandowski).

Outro jogador que está com seu destino conectado ao do astro português é Morata. O espanhol tem um namoro avançado com o Manchester United há tempos. Mas o clube inglês também sonha com a recontratação de Cristiano Ronaldo e se vê em um dilema: será que o Real Madrid abriria mão de dois dos seus atacantes simultaneamente e, para piorar, para o mesmo time?

Por fim, há a lista de reforços do próprio Real. O atual bicampeão europeu deseja pelo menos dois novos nomes para sua linha de frente: o meia-atacante belga Hazard, do Chelsea, e a revelação francesa Mbappé, do Monaco.

Realizar uma dessas contratações não é problema, é algo que cabe no orçamento e na montagem do time do técnico Zinédine Zidane. Mas adicionar duas novas estrelas ao elenco só deve ser possível se Cristiano Ronaldo for embora.

A avaliação é clara: a janela de transferências da temporada 2017/18 só vai destravar depois que CR7 decidir seu futuro.


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Rafael Reis

O Manchester City pagou 50 milhões de euros (R$ 183 milhões) por Bernardo Silva, meia-atacante que é reserva de Portugal. Ederson, que nunca jogou pela seleção brasileira, custou 40 milhões de euros (R$ 146 milhões) e se tornou o segundo goleiro mais caro da história. Caso decidam trocar de clube, as possíveis transferências de Griezmann e Mbappé devem romper a casa dos 100 milhões (R$ 366 milhões).

A janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu ainda nem foi oficialmente aberta, mas já é possível cravar que ela movimentará uma quantidade de dinheiro jamais vista no mundo do futebol.

Culpa da inflação que tomou conta do mercado da bola e levou o preço dos jogadores de primeiro e até de segundo escalão às alturas. O atleta que há três anos valia 20 milhões de euros (R$ 73 milhões), hoje dificilmente trocará de clube por menos de 30 milhões de euros (R$ 110 milhões).

A tendência já pode ser percebida em alguns negócios isolados da temporada passada: Pogba virou a maior transferência da história ao assinar com o Manchester United por 105 milhões de euros (R$ 384,7 milhões) e Higuaín, atacante que jamais vislumbrou a chance de um dia ser o melhor do mundo, foi para a Juventus por 90 milhões de euros (R$ 330 milhões). Agora, virou regra.

Mas, afinal, o que aconteceu para a inflação bater tão forte no mercado da bola e transformá-lo em um verdadeiro “show dos milhões”?

Não há apenas uma explicação para esse superaquecimento, mas sim uma soma de fatores que alavancaram os preços dos atletas ao longo das últimas temporadas e que culminaram nos valores exorbitantes previstos para esta janela.

Para começar, o faturamento dos principais clubes do planeta não para de crescer. Turbinado por novos contratos de direitos de transmissão, o Manchester United, time mais rico do mundo, arrecadou 689 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões) em 2015/16. Sete anos atrás, nenhuma equipe ultrapassava a casa dos 400 milhões de euros (R$ 1,5 bilhões) de faturamento.

O crescimento do mercado chinês é outro fator responsável pela inflação. A disposição dos clubes asiáticos em gastar pesado na aquisição de reforços consagrados teve como efeito colateral um aumento nos salários e nos valores desembolsados em transferências na Europa. Afinal, quanto maior a quantidade de compradores, maior o preço dos produtos disputados.

Especificamente nesta temporada, há ainda dois fatores que contribuem para a alavancada dos valores.

Um deles é a necessidade de alguns dos clubes mais ricos do planeta de reformularem seus elencos. O City, por exemplo, planeja montar um time praticamente novo para Pep Guardiola. O United disponibilizou um orçamento de 230 milhões de euros (R$ 842 milhões) para a janela de transferências. E até o Real Madrid, atual bicampeão europeu, considera necessária a contratação de um ou dois novos titulares.

Por fim, há a injeção de dinheiro de investidores em clubes tradicionais, mas que andaram em baixa nas últimas temporadas. Milan e Inter de Milão trocaram de proprietários recentemente, e os novos donos prometeram abrir os bolsos para fazer com que suas equipes voltem a fazer frente à Juventus no futebol italiano.


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