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Com valor de Neymar, PSG compraria os outros titulares do Brasil juntos
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Rafael Reis

A milionária proposta que o Paris Saint-Germain pode pagar para tirar Neymar do Barcelona e que tem agitado o Mercado da Bola na Europa poderia ser suficiente para contratar os outros dez titulares da seleção brasileira.

Para levar o camisa 11 para a capital francesa nesta temporada, o PSG teria de pagar os 222 milhões de euros (R$ 814 milhões) da multa rescisória do jogador, que tem contrato com o Barça até 2021.

A quantia praticamente equivale à soma dos valores de mercado dos outros dez atletas que Tite costuma escalar ao lado do astro na seleção.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado nas transferências do futebol, os titulares mais frequentes do Brasil, com exceção de Neymar, é claro, estão avaliados em 222,5 milhões de euros (R$ 815,8 milhões).

Isso não significa que todos os clubes aceitariam vender seus atletas pelo valor de mercado. Esses preços são apenas uma estimativa de quanto os jogadores valem atualmente no Mercado da Bola.

Neymar, por exemplo, tem valor estimado de 100 milhões de euros (R$ 367 milhões). No entanto, a proposta do PSG pelo atacante de 25 anos é superior ao dobro desse valor.

Também não dá para acreditar que o Manchester City liberaria Gabriel Jesus por apenas 30 milhões de euros (R$ 110 milhões), seu preço estimado pelo “Transfermarkt”.

Por outro lado, há negociações que acontecem por valores inferiores à avaliação de mercado dos jogadores. Daniel Alves, por exemplo, vale 6 milhões de euros (R$ 22 milhões), de acordo com o site, mas acabou de ser liberado gratuitamente pela Juventus para assinar com o PSG.

Outro caso é o de Miranda. Segundo o “Transfermarkt”, o zagueiro da Inter de Milão está avaliado em 9 milhões de euros (R$ 33 milhões). No entanto, é pouco provável que algum clube aceite pagar tanto pelo defensor, que está prestes a completar 33 anos.

A possibilidade de Neymar trocar o Barcelona pelo PSG se tornou a grande história da janela de transferências para a próxima temporada europeia e foi parar nas capas e manchetes dos principais veículos da imprensa esportiva da França e da Espanha.

O Esporte Interativo cravou na última terça-feira que o atacante aceitou a proposta do clube francês e está de mudança para Paris. O estafe do jogador e o PSG não confirmam a negociação, enquanto o Barça descarta a saída do brasileiro.

Caso o pagamento da multa rescisória se confirme, Neymar será de longe a contratação mais cara da história do futebol mundial. O recorde pertence hoje ao francês Paul Pogba, que foi para o Manchester United no ano passado por 105 milhões de euros (R$ 385 milhões).

Ou seja, com o dinheiro da possível transação do brasileiro seria possível contratar dois Pogbas. E ainda sobraria um troco…

QUANTO VALEM OS TITULARES DA SELEÇÃO BRASILEIRA?

Alisson (Roma) – 7 milhões de euros
Daniel Alves (PSG) – 6 milhões
Marquinhos (PSG) – 35 milhões
Miranda (Inter de Milão) – 9 milhões
Marcelo (Real Madrid) – 38 milhões
Casemiro (Real Madrid) – 30 milhões
Paulinho (Guangzhou Evergrande) – 15 milhões
Renato Augusto (Beijinh Guoan) – 7,5 milhões
Philippe Coutinho (Liverpool) – 45 milhões
Gabriel Jesus (Manchester City) – 30 milhões
TOTAL: 222,5 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
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Rafael Reis

Aubameyang no Paris Saint-Germain, Lukaku no Chelsea, Morata no Manchester United, Hazard e Mbappé no Real Madrid.

As principais novelas do futebol europeu para a próxima temporada já não apresentam novidades há alguns dias. E o culpado por essa pasmaceira toda é um só: Cristiano Ronaldo.

A possível saída do astro português do Real simplesmente travou a janela de transferências.

Afinal, os principais clubes do planeta não querem desperdiçar a oportunidade de contratar o melhor jogador do mundo na atualidade. Por isso, colocaram em stand-by qualquer outro negócio que possa ameaçar a chegada do camisa 7.

Foi o que fez, por exemplo, o PSG, clube apontado pela imprensa espanhola como favorito para tirar Cristiano Ronaldo de Madri.

O time francês negocia há meses com o Borussia Dortmund a contratação de Aubameyang, artilheiro do último Campeonato Alemão. O valor do negócio giraria em torno de 70 milhões de euros (R$ 260 milhões).

A transferência parecia bem encaminhada, mas esfriou nos últimos dias. Motivo: a proposta de 150 milhões de euros (R$ 556 milhões) que será apresentada por CR7 tornam a compra do goleador da Bundesliga inviável do ponto de vista econômico –apesar de muito rico, o PSG precisa obedecer ao fair-play financeiro.

Algo semelhante acontece com o Chelsea e seu desejo de acertar com Lukaku, atualmente no Everton, para substituir Diego Costa. O possível custo da contratação do belga, algo superior a 100 milhões de euros (R$ 370 milhões), inviabilizaria a contratação do astro do Real Madrid.

Em meio a essa situação, a decisão dos atuais campeões ingleses foi a mais óbvia de todas: deixar Lukaku esperando, concentrar esforços em CR7 e já pensar em um plano B para seu comando de ataque (Lewandowski).

Outro jogador que está com seu destino conectado ao do astro português é Morata. O espanhol tem um namoro avançado com o Manchester United há tempos. Mas o clube inglês também sonha com a recontratação de Cristiano Ronaldo e se vê em um dilema: será que o Real Madrid abriria mão de dois dos seus atacantes simultaneamente e, para piorar, para o mesmo time?

Por fim, há a lista de reforços do próprio Real. O atual bicampeão europeu deseja pelo menos dois novos nomes para sua linha de frente: o meia-atacante belga Hazard, do Chelsea, e a revelação francesa Mbappé, do Monaco.

Realizar uma dessas contratações não é problema, é algo que cabe no orçamento e na montagem do time do técnico Zinédine Zidane. Mas adicionar duas novas estrelas ao elenco só deve ser possível se Cristiano Ronaldo for embora.

A avaliação é clara: a janela de transferências da temporada 2017/18 só vai destravar depois que CR7 decidir seu futuro.


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Cavani iguala gols de Messi, mas fica longe da briga por Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Autor de dois gols na confortável vitória por 5 a 0 do Paris Saint-Germain sobre o Saint-Étienne, no domingo, Edinson Cavani poderia estar travando uma batalha cabeça a cabeça com Lionel Messi pela Chuteira de Ouro. Só poderia…

Apesar de ter os mesmos 35 gols em um campeonato nacional nesta temporada do líder do prêmio, o uruguaio do PSG ocupa apenas a sétima colocação no ranking da competição entre os goleadores da Europa.

Isso porque, de acordo com o regulamento da Chuteira de Ouro, cada gol marcado no Francês vale 1,5 ponto, enquanto as bolas na rede nos campeonatos Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Português têm peso 2.

Resultado: Messi lidera com folga a disputa do prêmio de maior artilheiro da temporada europeia, com 70 pontos. Já Cavani tem “apenas” 52,5 pontos.

Faltando apenas uma rodada para o encerramento da maioria dos campeonatos nacionais do Velho Continente, o astro argentino do Barcelona já está com nove dedos na quarta Chuteira de Ouro de sua carreira.

Vencedor do prêmio em 2009/10, 2011/12 e 2012/13, o camisa 10 tem oito pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, segundo colocado.

Ou seja, para não conquistar o troféu desta temporada, Messi teria de passar em branco contra o Eibar, domingo, na última rodada do Espanhol, e ver Dost marcar ao menos cinco vezes ante o Desportivo Chaves, no mesmo dia, no encerramento do Português.

Caso confirme o favoritismo e conquiste a Chuteira de Ouro, o argentino irá igualar o recorde de Cristiano Ronaldo, campeão em 2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15).

Desta vez, o português do Real Madrid está fora da disputa. Com apenas 44 pontos, ocupa uma modesta 14ª colocação no ranking dos artilheiros dos campeonatos nacionais do Velho Continente.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 70 pontos (35 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 62 pontos (31 gols)
3º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 60 pontos (30 gols)
4º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 58 pontos (24 gols)
5º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 56 pontos (28 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 54 pontos (27 gols)
7º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 52,5 pontos (35 gols)
8º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 50 pontos (25 gols)
9º – Dries Mertens (BEL, Napoli) – 50 pontos (25 gols)
10º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 50 pontos (25 gols)


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Marquinhos vê “melhor temporada da carreira” e pede perfeição contra Barça
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Rafael Reis

Há quatro anos na Europa, o zagueiro Marquinhos não tem dúvida ao afirmar: “Essa é a melhor temporada da minha carreira”.

O camisa 5 do Paris Saint-Germain, que recebe o Barcelona nesta terça-feira, no primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, tem motivos de sobra para sorrir como nunca.

Marquinhos

Afinal, não é todo dia que se conquista a inédita medalha de ouro olímpica, vira titular absoluto da seleção brasileira principal e deixa para trás uma rotina de seguidas atuações fora de sua posição de origem.

Até a temporada passada, Marquinhos era uma espécie de coringa no sistema defensivo do PSG. Atuava no miolo de zaga, mas também na lateral direita e como volante Foi só depois da saída de David Luiz para o Chelsea que ele se fixou como zagueiro ao lado de Thiago Silva.

“Esse tem sido um ano de confirmação para mim. Tive um momento maravilhoso nos Jogos Olímpicos, recebi oportunidades como titular na seleção e consegui meu espaço no PSG”, afirma, por telefone.

A temporada 2016/17 também tem sido de novidades para seu clube. Depois de perder sua maior estrela, o sueco Zlatan Ibrahimovic, o PSG andou tropeçando mais do que de costume. Prova disso é que não ocupa a liderança do Campeonato Francês –está três pontos atrás do Monaco.

Mas, após as férias de fim de ano, tudo mudou. Desde janeiro, o time da capital acumula oito vitórias e um empate. Motivo de sobra para Marquinhos chegar cheio de confiança para o confronto com o Barça.

“Passamos por mudanças no estilo de jogo e na filosofia. Mas agora estamos bem adaptados ao nosso treinador [Unai Emery, substituto de Laurent Blanc]. Imagino que as chances na Champions sejam iguais: 50% para cada time.”

Só que a receita do zagueiro brasileiro para parar Messi, Suárez e Neymar, o temido trio de ataque com o qual terá de lidar nesta terça, é daquelas bem difíceis de serem colocadas em prática.

“Contra o Barcelona, é preciso fazer um jogo perfeito. Qualquer erro, você sofre gols”, completa.

Este será o terceiro mata-mata de Champions entre Barça e PSG nas últimas cinco temporadas. Nas duas ocasiões anteriores (quartas de final de 2012/13 e 2014//15), os espanhóis se deram melhores e seguiram em frente na competição.


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Janela europeia bate recorde e aumenta em 47,7% gastos com reforços
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Rafael Reis

A janela de transferências de inverno do futebol europeu nunca movimentou tanto dinheiro quanto neste ano.

Os 182 clubes que disputam a primeira divisão das 10 ligas nacionais mais fortes de acordo com o coeficiente da Uefa (Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália, França, Portugal, Rússia, Ucrânia, Bélgica e Turquia) torraram durante janeiro incríveis 725,5 milhões de euros (quase R$ 2,5 bilhões) em contratações.

Draxler

Nunca na história da janela de inverno, tradicionalmente menos relevante do que a de verão e usada pelos clubes apenas para consertar falhas no elenco, houve uma gastança tão desenfreada quanto agora.

A comparação com o ano passado comprova essa hiperinflação nas compras. Em 2016, os reforços contratados no mercado de janeiro nessas mesmas 10 ligas custaram juntos 491,23 milhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão).

Isso mesmo, de um ano para outro, o volume de negócios da janela de janeiro subiu inacreditáveis 47,7%.

Das dez ligas analisadas, oito tiveram um início de 2017 mais gastão do que no começo do ano passado. Apenas Espanha e Ucrânia investiram menos em reforços na atual temporada na comparação com 2016.

Como acontece anualmente desde 2011, a Inglaterra liderou a gastança. Os 20 times da Premier League desembolsaram 253,85 milhões de euros (R$ 857 milhões) em reforços. Só Gabriel Jesus, o mais caro deles, custou 32 milhões de euros (R$ 107 milhões).

Mas o país que realmente puxou para cima os gastos no mercado de inverno foi a França. Pela primeira vez na história, as equipes da Ligue 1 superaram os 100 milhões de investimento na janela de janeiro.

Impulsionado pela crise técnica do Paris Saint-Germain, o futebol francês torrou 152,8 milhões de euros (R$ 515,8 milhões) em contratações. Sozinho, o PSG foi responsável por 45% dessa despesa.

Em busca de um novo craque para substituir Ibrahimovic, hoje no Manchester United, o time da capital realizou duas das três contratações mais caras da janela europeia: pagou 40 milhões de euros (R$ 133,5 milhões) pelo alemão Julian Draxler e 30 milhões de euros (R$ 100 milhões) pelo português Gonçalo Guedes.


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Por que Lucas é sempre ignorado pela seleção brasileira?
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Rafael Reis

A cada nova convocação da seleção brasileira, a resposta de boa parte dos torcedores para aquela clássica pergunta “quem deveria ter sido chamado, mas ficou de fora?” costuma ser a mesma.

Aos 24 anos e em sua quarta temporada pelo Paris Saint-Germain, o meia-atacante Lucas vive um momento estranho na carreira: é sempre citado como um dos brasileiros em melhor fase na Europa, mas parece fora do radar da CBF.

Lucas

E esse sumiço da seleção não é nenhuma exclusividade ou perseguição de Tite. Muito pelo contrário, o ex-jogador do São Paulo também não era dos nomes preferidos de Dunga, que ocupava o cargo até cinco meses atrás.

Prova disso é que Lucas só participou de uma das 16 últimas partidas oficiais da seleção, o empate sem gols contra o Equador, em junho, pela Copa América Centenário.

São poucos os brasileiros titulares de grandes clubes europeus que receberam tão poucas oportunidades no período.

Desde a troca de Dunga por Tite no comando da seleção, Lucas não foi mais convocado. E não dá para usar como argumento para esse esquecimento um suposto momento ruim do meia-atacante.

Lucas nunca esteve tão bem na Europa. Nos primeiros 17 jogos da temporada pelo PSG, marcou sete gols, mais da metade dos 13 tentos que demorou 56 partidas para anotar no ano anterior.

Na atual temporada, o camisa 7 do atual tetracampeão francês balançou mais as redes por seu clube que Firmino (6), Taison (4), Willian (2), Douglas Costa (1) e Oscar (0), só para citar alguns nomes que foram ou tem sido lembrados por Tite.

Então, o que falta para Lucas se tornar um jogador da seleção?

Em seus primeiros meses à frente do Brasil, Tite tem priorizado atletas já consagrados com a camisa amarela (como Neymar, Daniel Alves, Marcelo, Thiago Silva e Willian, por exemplo) ou que tenham trabalhado com ele no passado (Fagner, Paulinho, Renato Augusto, Giuliano e até Taison).

Joga contra Lucas o fato de ele ainda não ter mostrado a que veio quando jogou pela seleção.

Em 35 jogos pela equipe principal do Brasil, o meia-atacante só marcou quatro vezes, todas em partidas amistosas.  Já na seleção olímpica, decepcionou. Convocado para ser uma das estrelas do time medalhista de prata em Londres-2012, acabou a competição como reserva.

Apesar dessa série de fracassos, Lucas merece uma nova chance na seleção. Não para ser titular, já que Neymar e Philippe Coutinho são absolutos neste momento. Mas, pelo menos para que a pergunta “quem deveria ter sido chamado, mas ficou de fora?” tenha uma nova resposta.


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Aposentadoria? Ibra nunca criou tantos gols quanto nesta temporada
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Rafael Reis

O Paris Saint-Germain tem um ótimo motivo para acreditar em vitória sobre o Manchester City, nesta quarta-feira, no confronto de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, e até mesmo na inédita conquista do título europeu.

É que, apesar de já estar com 34 anos e ter começado a falar abertamente sobre aposentadoria, o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, principal referência da equipe francesa, nunca produziu tantos gols quanto agora.

Artilheiro do Campeonato Francês com quase o dobro de gols do segundo colocado (30, contra 16 de Lacazette), o camisa 10 já balançou as redes 38 vezes e deu 16 assistências na atual temporada do PSG.

Ibrahimovic

Isso significa que Ibra participou diretamente de 54 gols em apenas 41 partidas pela equipe nos últimos oito meses.

A média de 1,31 gol criado por jogo, somando seus momentos de artilharia e passes para os companheiros marcarem, é a maior de toda a longa carreira do centroavante.

Até então, a melhor temporada da vida de Ibra havia sido a 2013/14, já no PSG, quando havia atingido a média de 1,26. Na ocasião, ele fez 41 gols e distribuiu 17 assistências ao longo de 45 partidas.

A fase do sueco anda tão boa que até a tradicional crítica de que ele não consegue brilhar nos mata-matas da Champions tem ficado para trás.

O atacante, campeão nacional em nove das últimas nove temporadas e ainda em busca do seu primeiro título europeu, foi essencial nas oitavas de final deste ano e marcou nos dois jogos do confronto contra o Chelsea.

Com contrato para vencer em junho, Ibra dificilmente permanecerá no PSG e, apesar da idade avançada, pode ser um dos nomes mais concorridos da próxima janela de transferências.

O atacante já foi sondado por clubes de Inglaterra (Manchester United, Arsenal e Chelsea), Itália e dos mercados emergentes Estados Unidos e China.

Mas, na semana passada, provocou surpresa ao afirmar que essas não são suas únicas opções para o segundo semestre. “Eu poderia me aposentar no fim da temporada. No futebol, é melhor sair quanto ainda se está no topo. Assim, as pessoas vão lembrar melhor das coisas que tenho feito nos últimos anos.”

E, se há uma certeza em relação a Ibrahimovic, é que ele realmente ainda está no topo. Sorte do PSG.


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City x PSG irá reunir 1 bilhão de euros em reforços
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Rafael Reis

O confronto entre Manchester City e Paris Saint-Germain, pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, definido em sorteio nesta sexta-feira, colocará à prova praticamente 1 bilhão de euros em reforços.

É que os adversários por vaga na semifinal do torneio interclubes mais importante do mundo gastaram juntos inacreditáveis 998,7 milhões de euros na montagem dos seus elencos atuais.

Foram 536,3 milhões de euros torrados pelo City apenas na contratação de jogadores e mais 462,4 milhões de euros investidos pelo PSG.

Entre os oito times vivos na Champions, apenas um, o Real Madrid, precisou abrir mais os cofres para montar sua equipe. O sempre gastador espanhol desembolsou 569,7 milhões de euros em Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e cia.

A gastança desenfreada de City e PSG pode ser explicada pela história dos dois clubes.

PSG

Ambas as equipes eram forças apenas medianas dos seus países de origem até menos de uma década atrás e só se tornaram times de primeiro escalão depois de serem comprados por fundos de investimento árabes.

Sem a tradição de uma camisa pesada, as duas equipes passaram a investir verdadeiras fortunas na compra de jogadores. Os títulos nacionais já vieram, mas a Liga dos Campeões ainda é um sonho inédito.

No City, a grana vem da família real de Abu Dhabi, um dos Emirados Árabes Unidos. Rico desde 2008, o clube conseguiu ser campeão inglês em 2012 e 2014.

Seu reforço mais caro até hoje foi o meia belga Kevin de Bruyne, contratado do Wolfsburg para esta temporada por 74 milhões de euros.

Outras seis transações de sua história recente romperam a casa dos 40 milhões de euros, inclusive a do atacante brasileiro Robinho, anunciado em 2008 como primeiro grande nome do projeto.

Manchester City

Já no PSG, o investimento é mais recente. E também mais vitorioso. O clube foi comprado em 2011 por um fundo ligado ao governo do Qatar e já emenda quatro títulos franceses consecutivos.

Apesar de a estrela máxima da companhia ser Zlatan Ibrahimovic, o maior investimento já feito pelo clube foi na aquisição do atacante uruguaio Edinson Cavani, que deixou o Napoli em 2013 mediante o pagamento de 64,5 milhões de euros.

No total, já são seis negócios que chegaram ou ultrapassaram os 40 milhões de euros, incluindo aí as contratações de três brasileiros, os zagueiros David Luiz e Thiago Silva e o meia-atacante Lucas.

QUANTO GASTARAM OS TIMES DA CHAMPIONS PARA MONTAR OS ELENCOS

1º – Real Madrid (ESP) – 569,7 milhões de euros
2º – Manchester City (ING) – 536,3 milhões de euros
3º – Paris Saint-Germain (FRA) – 462,4 milhões de euros
4º – Barcelona (ESP) – 389,2 milhões de euros
5º – Bayern de Munique (ALE) – 336,1 milhões de euros
6º – Atlético de Madri (ESP) – 165,4 milhões de euros
7º – Wolfsburg (ALE) – 160,7 milhões de euros
8º – Benfica (POR) – 72,9 milhões de euros


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Após 15 anos no exterior, lateral do PSG admite voltar ao Brasil
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Rafael Reis

Ajax, Inter de Milão, Barcelona, Paris Saint-Germain, seleção brasileira, Copa do Mundo, dez títulos nacionais e duas conquistas da Liga dos Campeões da Europa. É difícil imaginar que falta algo no currículo de Maxwell.

Talvez apenas uma passagem mais contundente pelo futebol brasileiro. O lateral esquerdo se mandou para o exterior ainda na adolescência, há 15 anos.

E é pensando nisso que Maxwell cogita uma volta para casa. Aos 34 anos e com contrato com o PSG até junho, ele admite que pode pintar no Brasil no segundo semestre.

“Sempre paro para pensar nisso. Avalio todas as possibilidades, e seria jogar um campeonato que praticamente não disputei. É uma ideia que passa pela minha cabeça, mas não depende só de mim, temos que ver as ofertas. Mas as portas estão abertas.”

Maxwell

Revelado pelo Cruzeiro, o lateral disputou apenas 27 partidas pelo time mineiro antes de ser negociado com o Ajax, em 2001, e se tornar um estranho para o torcedor brasileiro (apesar do sucesso em gigantes europeus e de ter disputado a Copa-2014).

“Não sei se sofro algum preconceito por ser saído jovem. Sempre soube das consequências, e elas nunca me preocuparam. Fiz minha carreira do jeito que acho que deveria ter feito. Ser pouco conhecido no Brasil faz parte.”

Mas antes de um possível retorno para sua terra natal, Maxwell tem um importante objetivo para cumprir na França: ajudar o multimilionário PSG a conquistar o tão sonhado título da Liga dos Campeões, inédito para o clube.

O time inicia na próxima terça-feira o confronto com o Chelsea para alcançar as quartas de final pelo quarto ano consecutivo.

“Essa fase eliminatória da Champions é decidida em poucos detalhes. Estivemos perto de chegar até as semifinais nos últimos anos, mas não conseguimos. Precisávamos de mais experiência e faltava chegar fisicamente bem para esses confrontos.”

A experiência foi conquistada dentro de campo com seguidas participações no torneio europeu. E a vantagem física do PSG está nos benefícios trazidos pelos incríveis 24 pontos de diferença que abriu para o vice-líder do Campeonato Francês, o Monaco.

“Acho que isso será importante na Champions. Estamos tendo a chance de revezar os jogadores no Francês. Assim, ninguém no elenco fica muito desgastado ou sem ritmo de jogo”, completa.

 

 


Favoritos terão confrontos de peso, mas PSG é o único que corre sério risco
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Rafael Reis

Não importa que o Chelsea não venha bem, sofra com problemas internos e até mesmo lute contra o rebaixamento no Campeonato Inglês. O time londrino certamente não era um dos que Paris Saint-Germain desejava enfrentar nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Entre os quatro maiores favoritos ao título europeu desta temporada, o PSG certamente é o que tem menos chances de avançar às quartas da competição interclubes mais badalada do mundo.

É verdade que Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique, os outros três candidatíssimos à taça, na minha humilde opinião, enfrentarão camisas pesadas na primeira rodada de mata-matas da fase final.

Só que eles são muito melhores que Roma, Arsenal e Juventus, respectivamente. Já o PSG não é tão melhor assim que o Chelsea.

Ibrahimovic 2

Para começar, nunca é bom enfrentar José Mourinho em um mata-mata. Mesmo distante de sua melhor fase, o treinador português é um gênio da motivação. Além disso, não tem vergonha nenhuma de lançar mão das maiores retrancas quando julga necessário.

E se é para jogar por um gol, o Chelsea dispõe de boas armas para isso. Willian vive grande fase na bola parada e pode decidir um mata-mata em uma cobrança de falta direta para o gol ou em cruzamento para Ivanovic, Cahill, Terry ou Diego Costa.

É claro que o PSG é favorito, como já mostrou no duelo das oitavas passadas, quando desbancou os ingleses, então em boa fase, ao contrário desta temporada, graças aos gols marcados fora de casa.

Mas a equipe francesa não é tão favorita quanto seria contra o Zenit ou Wolfsburg, por exemplo, os adversários mais fracos que poderia enfrentar, já que foi segunda colocada no grupo do Real Madrid.

Dos outros quatro confrontos das oitavas, três têm cara de estarem definidos de antemão. Wolsfburg, Manchester City e Atlético de Madri devem passar por Gent, Dínamo de Kiev e PSV.

A única partida com grau de imprevisibilidade comparável a Chelsea x PSG é Zenit x Benfica. Pelo que fizeram na primeira fase (e também pelo ótimo futebol mostrado por Hulk e Dzyuba), os russos parecem um pouco à frente. Mas só um pouco.

OS CONFRONTOS DAS OITAVAS
Real Madrid >>> Roma
Barcelona >>> Arsenal
Atlético de Madri >>> PSV
Manchester City >>> Dínamo de Kiev
Bayern >> Juventus
Wolfsburg >> Gent
PSG > Chelsea
Zenit > Benfica


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