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Mercado da Bola movimenta R$ 6,2 bi antes da Copa; veja clubes mais gastões
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Rafael Reis

Os clubes de futebol mais poderosos do planeta decidiram não esperar a Copa do Mundo para começarem a montar seus elencos para a próxima temporada. Apesar de a janela de transferências ainda nem estar oficialmente aberta, eles já torraram 1,4 bilhão de euros (R$ 6,2 bilhões) em reforços para 2018/19.

O valor corresponde a mais de 25% dos 5,1 bilhões de euros (R$ 22,7 bilhões) movimentados pelo Mercado da Bola na janela do verão europeu do ano passado, que foi a maior da história do esporte.

Vale lembrar que os times dos mais ricos da Europa poderão registrar novos jogadores até agosto e que, tradicionalmente, a maior parte dos negócios mais caros acontecem nas semanas finais da janela de transferências.

Parte significativa do 1,4 bilhão de euros já movimentados no período atual de transações está ligada a contratos fechados lá atrás, ainda na temporada passada.

É por isso que o Paris Saint-Germain aparece no topo da lista dos clubes mais gastões de 2018/19. Seu investimento de 180 milhões de euros (R$ 802 milhões) é relativo à contratação do atacante francês Kylian Mbappé, que defendeu o clube por empréstimo na última temporada e agora assinará contrato “definitivo”.

As idas do meia senegalês Naby Keita (ex-RB Leipzig) para o Liverpool e do meia-atacante brasileiro Vinícius Júnior (Flamengo) ao Real Madrid também foram fechadas ainda em 2017, mas só serão concretizadas em julho.

Dos negócios selados já nas últimas semanas, a transferência mais cara é a do meia brasileiro Fred, vendido pelo Shakhtar Donetsk para o Manchester United por 59 milhões de euros (R$ 263 milhões).

Chama a atenção a presença de dois clubes pequenos da Inglaterra no top 10 dos times mais gastões da temporada.

O Wolverhampton, recém-promovido para a primeira divisão, é o sexto colocado no ranking. A equipe laranja gastou 40,2 milhões de euros (R$ 179 milhões) na chegada de três reforços. O mais caro deles, o atacante Benik Afobe (ex-Bournemouth).

Já o Huddersfield Town, 16º colocado na última Premier League, é o décimo na lista de investimentos. Foram 27,5 milhões de euros (R$ 122,6 milhões) gastos para ter o zagueiro holandês Terence Kongolo (ex-Monaco), o lateral direito suíço Florent Hadergjonaj (ex-Ingolstadt) e o goleiro dinamarquês Jonas Lössl (ex-Mainz).

OS 10 CLUBES MAIS GASTÕES DA TEMPORADA 2018/19 (em euros)
1º – Paris Saint-Germain (FRA) – 180 milhões
2º – Liverpool (ING) – 110 milhões
3º – Manchester United (ING) – 81 milhões
4º – Juventus (ITA) – 52 milhões
5º – Real Madrid (ESP) – 45 milhões
6º – Wolverhampton (ING) – 40,2 milhões
7º – Bayer Leverkusen (ALE) – 38,4 milhões
8º – Roma (ITA) – 35 milhões
9º – Tianjin Quanjian (CHN) – 29 milhões
10º – Huddesfield Town (ING) – 27,5 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA/Paris Saint-Germain) – 180 milhões
2º – Naby Keita (SNG, Liverpool) – 60 milhões
3º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
4º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
6º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
7º – Anthony Modeste (CHN, Tianjin Quanjian) – 29 milhões
8º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 26,4 milhões
9º – Geoffrey Kondogbia (FRA, Valencia) – 25 milhões
10º – Lautaro Martínez (ARG, Inter de Milão) – 23 milhões
TOTAL: 1,4 bilhão de euros

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
2º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões de euros
Vinícius Jr. (BRA, Flamengo) – 45 milhões
4º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
5º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 26,4 milhões
6º – Danilo (BRA, Nice) – 10 milhões
7º – Raphinha (BRA, Sporting) – 6,5 milhões
8º – Felipe Vizeu (BRA, Udinese) – 5 milhões
9º – Tchê Tchê (BRA, Dínamo de Kiev) – 4,8 milhões
10º – Rodrigo (BRA, Real Madrid Castilla) – 4,1 milhões

 


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Próxima janela de transferências nem abriu, mas já movimentou R$ 4 bi
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Rafael Reis

A Liga dos Campeões mal terminou e ainda falta pouco mais de um mês para a abertura oficial da janela de transferências das ligas mais importantes da Europa. Mesmo assim, o Mercado da Bola para a temporada 2018/19 já movimentou 940,2 milhões de euros (R$ 4 bilhões) em contratações.

Apesar de só poderem registrar novos contratos a partir do dia 1º de julho, os clubes dos principais campeonatos nacionais do Velho Continente já vêm fechando negócios para a temporada pós-Copa do Mundo.

A maior parte do montante gasto em reforços para 2018/19 está relacionado à execução de opções de compras de empréstimos que foram feitos ainda na temporada anterior.

Esse é o caso de Kylian Mbappé. Para driblar as regras do Fair Play Financeiro, o Paris Saint-Germain selou um acordo alternativo com o Monaco, que emprestou o atacante ao clube na capital francesa em 2017 e agora irá vendê-lo por 180 milhões de euros (R$ 768 milhões).

A transação do brasileiro Vinícius Júnior também tem suas particularidades. O jogador do Flamengo foi vendido ao Real Madrid no ano passado. No entanto, a transação só pode ser oficialmente completada depois que o garoto completar 18 anos, no dia 12 de julho.

Ainda não há confirmação se o vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro continuará mais um tempo no Rio de Janeiro ou se migrará para a Espanha no segundo semestre.

Apesar de casos como os de Mbappé e Vinícius Jr., há também transações importantes visando a próxima temporada que foram fechadas já agora, ao longo das últimas semanas.

A mais cara delas foi a venda do meia brasileiro Fabinho, do Monaco, para o Liverpool, por 45 milhões de euros (R$ 192 milhões).

O argentino Lautaro Martínez, um dos destaques da fase de grupos da Libertadores pelo Racing, também vai mudar de time depois das férias. Seu destino será a Inter de Milão, que pagou 23 milhões de euros (R$ 98,2 milhões) por seu futebol.

A janela de transferências de julho/agosto do ano passado foi a maior da história do futebol e movimentou mais de 5,1 bilhões de euros (R$ 21,7 bilhões).

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA, Paris Saint-Germain) – 180 milhões de euros
2º – Naby Keita (SNG, Liverpool) – 60 milhões
3º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
5º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
6º – Anthony Modeste (FRA, Tianjin Quanjian) – 29 milhões
7º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 26,4 milhões
8º – Geoffrey Kondogbia (FRA, Valencia) – 25 milhões
9º – Lautaro Martínez (ARG, Inter de Milão) – 23 milhões
10º – Rodri (ESP, Atlético de Madri) – 20 milhões
Nikola Kalinic (CRO, Milan) – 20 milhões
Ricardo Pereira (POR, Leicester) – 20 milhões
TOTAL: 940,2 milhões de euros


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Nacionais da Europa ficaram tão chatos quanto os Estaduais brasileiros
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Rafael Reis

A Juventus precisa de apenas um empate contra a Roma, no domingo, para sacramentar, com uma rodada de antecedência, o sétimo título italiano consecutivo.

O Bayern faturou o Campeonato Alemão pelo sexto ano seguido há mais de um mês. Manchester City e Paris Saint-Germain conquistaram seus títulos nacionais há 25 dias. Barcelona e Porto também já levantaram os canecos das ligas espanhola e portuguesa, respectivamente.

Isso significa que nenhum dos seis principais campeonatos nacionais da Europa deve chegar à rodada final com a disputa pelo título ainda indefinida. E, para piorar, todos eles tiveram (ou terão) campeões bastante previsíveis.

É essa a realidade que transformou as mais importantes ligas nacionais do Velho Continentes em versões endinheiradas dos nossos velhos Campeonatos Estaduais: competições chatas, arrastadas e com pouco espaço para as surpresas.

Tudo bem que vez ou outra surge um Leicester (campeão inglês de 2014/15) ou um Monaco (vitorioso na França em 2016/17). Mas são exceções cada vez mais raras que comprovam a regra da monotonia que reina nesses torneios.

Uma simples análise histórica mostra como os grandes campeonatos europeus têm ficado menos suscetíveis a zebras.

Entre 1999 e 2008, o Campeonato Espanhol teve quatro campeões (Barcelona, Real Madrid, Valencia e La Coruña) e oito times diferentes ocupando as três primeiras posições de uma determinada temporada.

Nos últimos dez anos, foram apenas três campeões (Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madri), sendo que o Barça faturou sete títulos. O número de equipes que subiram ao pódio caiu para cinco. E nas últimas cinco temporadas (seis com a atual), o trio de grandes ocupou os três primeiros postos da classificação final.

Em maior ou menor intensidade, esse cenário também aconteceu na Itália, na Inglaterra, na Alemanha, na França e em Portugal…

O culpado desse processo que tornou entediante os Nacionais é velho conhecido dos fãs do futebol europeu: a concentração de receitas em um número cada vez menor de mãos, o que fez com que os grandes jogadores sejam contratados sempre pelos mesmos poucos clubes.

Mas a solução para esse problema é bem mais complicada e passa por uma redistribuição na forma de divisão do dinheiro do futebol e também em regras mais rígidas da Uefa e da Fifa para que o poder econômico não se reflita tanto dentro de campo.

Uma ideia que vira e mexe é levantada por alguns clubes da elite da bola é a abolição dos campeonatos nacionais em prol de uma liga que abrangesse as maiores potências da Europa. Nesse cenário, o Bayern não jogaria mais semanalmente contra os Freiburg e Eintracht Frankfurt da vida, mas sim ante Chelsea, Manchester United e Inter de Milão.

É… não é só no Brasil que querem acabar com os Estaduais. Na Europa, também há gente disposta a dar um fim nos Estaduais de lá, ou melhor, nos Campeonatos Nacionais.


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“Cinderela da Bola”, rival do PSG em final tem teto salarial de 3 mil euros
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Rafael Reis

Durante as cerca de duas horas em que ficará sentado nas tribunas do Stade de France para assistir à decisão da Copa da França, nesta terça-feira, Neymar irá receber do Paris Saint-Germain algo em torno de 8.500 euros (R$ 35,8 mil).

O valor é equivalente a quase três meses de salário dos jogadores mais bem remunerados do Les Herbiers, o adversário do PSG na decisão mais desigual da temporada 2017/18 no futebol europeu.

O time da terceira divisão, que nunca havia ido além das oitavas de final da Copa da França, é um nanico até mesmo para os padrões dos escalões inferiores do futebol local.

Seu orçamento anual é 2 milhões de euros (R$ 8,4 milhões), apenas 25% da grana de que dispõe o Laval, sétimo colocado na terceirona francesa.

Já os ganhos anuais do PSG estão na casa de 540 milhões de euros (quase R$ 2,3 bilhões), ou seja, 270 vezes mais do que os do Les Herbiers.

A diferença financeira fica explícita quando se compara a folha salarial dos dois clubes.

Enquanto o campeão nacional desta temporada e favorito ao título desta terça tem elenco com média salarial mensal de 750 mil euros (R$ 3,1 milhões) e um jogador que ganha mais de 3 milhões de euros (R$ 12,6 milhões) a cada 30 dias, Neymar, o azarão da Copa da França não paga mais de 3 mil euros (R$ 12,6 mil) de salário a nenhum dos seus atletas.

Mesmo assim, conseguiu o milagre de chegar à final do torneio mata-mata mais importante da terra de Michel Platini e Zinédine Zidane.

E foi um milagre com grande pitada de sorte. O clube deu sorte nos sorteios e não precisou enfrentar nenhum time de primeira divisão até a final. Seus adversários mais conhecidos foram duas equipes da Ligue 2, o Auxerre, derrotado por 3 a 0 nas oitavas de final, e o Lens, batido nos pênaltis nas quartas.

O elenco do Les Herbiers, é óbvio, não conta com nenhum jogador conhecido. Os atletas que passam mais perto desse status são o centroavante Adrian Dabasse (ex-Bordeaux) e o meia Joachim Eickmayer, que começou a carreira no Sochaux.

“Se eles chegaram à final é porque mereceram. Havia equipes mais conhecidas na competição, mas elas não estão na decisão. Então, parabéns ao clube por viver um momento histórico. Disputar um título no Stade de France cheio é algo único na vida”, disse o técnico do PSG, Unai Emery, ao tomar conhecimento do seu adversário na decisão.

Além da chance histórica de se mostrar para a França e completar com final feliz seu conto de fadas, o Les Herbiers sonha com a classificação para a Liga Europa e com os 2,4 milhões de euros (R$ 10,1 milhões) que conquistará em caso de título – dinheiro suficiente para sustentar o clube por mais de um ano.

“Vamos celebrar este belo final de temporada, aconteça o que acontecer”, resumiu à agência de notícias France Presse o presidente do pequeno time do oeste da França, Michel Landreau.


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7 brasileiros que já se sagraram campeões nesta temporada europeia
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Rafael Reis

A temporada 2017/18 do futebol europeu só acaba na segunda metade do próximo mês. Mesmo assim, já há muitos jogadores com sensação de dever cumprido.

Três das ligas nacionais mais importantes do continente (Inglesa, Alemã e Francesa) já conhecem há algum tempo seus campeões. O Campeonato Espanhol também prestes a consagrar mais uma vez uma Barcelona.

Apresentamos abaixo sete jogadores brasileiros que já sabem que não vão passar 2018 em branco. Mesmo antes do encerramento da temporada, eles já conquistaram algum título nos países onde atuam.

NEYMAR
Paris Saint-Germain (FRA)
Campeão francês e da Copa da Liga Francesa
Outros brasileiros: Daniel Alves, Thiago Silva e Marquinhos

A primeira temporada do astro na Cidade Luz não foi tão boa quanto ele sonhava. O brasileiro caiu nas oitavas de final da Liga dos Campeões e sofreu uma fratura no pé direito que o tirou de boa parte da segunda metade da temporada. Mesmo assim, houve motivos para Neymar sorrir em Paris. Enquanto se recuperava da lesão, o camisa 10 viu o PSG vencer a Copa da Liga e recuperar a hegemonia no Campeonato Francês. A equipe dirigida por Unai Emery ainda pode conquistar mais um troféu em 2017/18. No dia 8 de maio, enfrenta o Les Herbies, da terceira divisão, na final da Copa da França.

GABRIEL JESUS
Manchester City (ING)
Campeão inglês e da Copa da Liga Inglesa
Outros brasileiros: Ederson, Danilo e Fernandinho

A primeira temporada completa de Gabriel Jesus na Inglaterra não foi tão brilhante quanto os seis meses iniciais da sua trajetória no futebol europeu. Mas, apesar de ter ido parar no banco de reservas do Manchester City, o atacante teve o prazer de ajudar Pep Guardiola a levantar mais dois troféus. Em fevereiro, sagrou-se campeão da Copa da Liga, após vencer uma final contra o Arsenal. Dois meses depois, veio o tão esperado título inglês, conquistado com cinco rodadas de antecipação.

RAFINHA
Bayern de Munique (ALE)
Campeão alemão

O veterano de 32 anos foi uma espécie de 12º titular do Bayern de Munique durante a temporada e se revezou entre as laterais direita, sua especialidade, e esquerda. Com o clube bávaro, Rafinha conquistou seu sexto título alemão consecutivo e ainda pode levantar mais duas taças expressivas, já que o Bayern continua vivo na Liga dos Campeões da Europa e vai enfrentar o Eintracht Frankfurt na decisão da Copa da Alemanha.

BRUNO CÉSAR
Sporting (POR)
Campeão da Taça da Liga de Portugal
Outro brasileiro: Wendel

O ex-meia de Corinthians e Palmeiras está em segundo plano na briga pelo título português desta temporada, mas viu seu Sporting se tornar o rei das competições de mata-mata na terra de Cristiano Ronaldo. Ainda em janeiro, a equipe de Lisboa conquistou a Taça da Liga ao derrotar nos pênaltis o Vitória de Setúbal, após empate por 1 a 1 nos 120 minutos. No dia 20 de maio, a decisão é contra o Desportivo Aves e vale o título da Taça de Portugal.

MAURO JÚNIOR
PSV Eindhoven (HOL)
Campeão holandês

Praticamente desconhecido em sua terra natal, o garoto de 18 anos que foi revelado pelo Desportivo Brasil e chegou à Europa nesta temporada já pode colocar no currículo seu primeiro título como profissional, o de campeão holandês. O meia teve participação discreta na 24ª conquista do PSV Eindhoven: disputou apenas 14 partidas, marcou um gol e distribuiu quatro assistências.

ERIC BOTTEGHIN
Feyenoord (HOL)
Campeão da Copa da Holanda

Campeão holandês em 2016/17, o time de Roterdã passou longe da briga pelo título nacional nesta temporada. No entanto, não vai encerrar 2018 de mãos abanando. O Feyenoord conquistou no domingo passado a Copa da Holanda ao derrotar o AZ Alkmaar por 3 a 0 na decisão. O zagueiro brasileiro Eric Bottegin (ex-Internacional e Barueri), que passou boa parte dos últimos meses se recuperando de uma lesão no joelho, entrou no final da partida.

RODRIGO GALO
AEK Atenas (GRE)
Campeão grego

Depois de sete temporadas consecutivas de domínio do Olympiacos, o Campeonato Grego teve nesta temporada um novo campeão. O AEK Atenas se sagrou campeão helênico pela primeira vez no século e encerrou um jejum de 34 anos. O representante brasileiro na conquista foi o lateral direito Rodrigo Galo, ex-Avaí, que atua no futebol europeu há dez anos e passou a maior parte da carreira em Portugal.


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Afastado há um ano, meia-atacante recebeu R$ 20 mi do PSG para não jogar
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Rafael Reis

Nos últimos 12 meses, Hatem Ben Arfa recebeu do Paris Saint-Germain quase 5 milhões de euros (R$ 20,6 milhões). Sua contrapartida pelo salário milionário foi nenhum gol, nenhuma assistência e, o mais inacreditável, nenhum minuto de futebol.

Não, o meia-atacante de 31 anos não está se recuperando de nenhuma contusão grave, daquelas que fazem com que um jogador permaneça no departamento médico por meses e mais meses.

O camisa 21 do PSG é simplesmente um “fantasma” no elenco do técnico Unai Emery.

Ben Arfa não joga pelo líder do Campeonato Francês e sequer treina ao lado dos companheiros de time porque brigou com o treinador espanhol.

Jogador com longo histórico de problemas disciplinares por onde passou (Lyon, Olympique de Marselha, Newcastle, Hull City e Nice), ele disputou sua última partida oficial no dia 5 de abril de 2017 (goleada por 4 a 0 sobre o Avranches, pela Copa da França).

Quatro dias depois, ainda ficou no banco contra o Guingamp. Desde então, nunca mais foi sequer relacionado.

O conflito entre Ben Arfa e Emery é ainda mais antigo. Em 2016, o treinador reclamou do comportamento do jogador durante um treino: “Você não é Messi. Se fosse, não te repreenderia”, disse.

Em setembro, o jogador chegou a denunciar o PSG à comissão jurídica da Liga Francesa Profissional (LFP), que organiza a Ligue 1, por considerar que estava sendo vítima de “métodos psicológicos” no clube.

Com salário mensal na casa de 400 mil euros (quase R$ 1,7 milhão), o meia-atacante ganha mais do que alguns jogadores que muitas vezes são titulares do PSG, como o goleiro Alphonse Aréola, o zagueiro Presnel Kimpembe e o lateral direito Thomas Meunier.

A situação incômoda fez a diretoria procurar Ben Arfa para discutir um possível acordo para saída.

Mas o meia-atacante não apenas rejeitou todas as oportunidades de transferência que lhe foram oferecidas, como, de acordo com a revista “France Football”, pediu 10 milhões de euros (R$ 41,2 milhões) pela rescisão.

Como o PSG se recusou a pagar a multa solicitada, Ben Arfa cumprirá seu contrato até o fim. Até junho, ele continuará recebendo mensalmente seu salário para não jogar. Depois, vai seguir sua carreira em outro clube –Lyon, Leicester e Fenerbahce teriam interesse em sua contratação.


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Melhor mandante do mundo, PSG aposta em estádio para sobreviver sem Neymar
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Rafael Reis

O Paris Saint-Germain faz nesta terça-feira, às 16h45 (de Brasília), o seu jogo da temporada. Para sobreviver na disputa da Liga dos Campeões da Europa, precisa derrotar o Real Madrid por 2 a 0 (ou pelo menos três gols de diferença caso seja vazado). E terá de conquistar essa virada histórica sem seu principal jogador, Neymar, que está contundido.

A situação da equipe francesa nas oitavas de final da Champions só não é mais dramática porque ela conta com um aliado dos mais poderosos: o Parc-des-Princes.

Dentre os clubes do primeiro escalão do futebol mundial, o PSG é o que tem o melhor desempenho como mandante.

Já são 51 partidas consecutivas válidas pelas competições oficiais sem uma derrota dentro de casa.

A última vez que Cavani, Verratti, Marquinhos e cia. saíram derrotados do gramado do Parc-des-Princes foi há quase dois anos, no dia 20 de março de 2016, quando perderam para o Monaco, pelo Campeonato Francês.

O retrospecto do PSG como mandante nos últimos 23 meses e meio é espetacular. São 43 vitórias e oito empates. Na atual temporada, o time venceu todos os 19 jogos que disputou em seu estádio.

Outro número do retrospecto do time dirigido por Unai Emery em Paris também chama a atenção. Seu último jogo como mandante sem balançar as redes aconteceu há mais de um ano – empate por 0 a 0 com o Toulouse, em 19 de fevereiro de 2017.

Os últimos grandes resultados do PSG também foram conquistados dentro do Parc-des-Princes.

Na temporada passada da Champions, o time fez 4 a 0 no Barcelona no primeiro jogo das oitavas (depois levou 6 a 1 na Catalunha e acabou eliminado). Já na fase de grupos da atual, meteu 3 a 0 no poderoso Bayern de Munique.

O sucesso do PSG como mandante é de fazer inveja aos outros clubes que podem se orgulhar de fazer parte do primeiro escalão do futebol mundial. O Manchester City, líder do Campeonato Inglês, é quem mais se aproxima dos franceses no tamanho da invencibilidade em casa. Mesmo assim, está a 12 partidas da marca do time parisiense.

Outros gigantes, como Bayern de Munique, Barcelona e Juventus, ainda nem completaram um ano sem perder em seus domínios.

É graças a esse poderio no Parc-des-Princes que ninguém no PSG jogou a toalha depois da derrota para o Real Madrid, na ida das oitavas, e da contusão sofrida por Neymar.

“Sabemos que vamos jogar contra uma grande equipe, mas tudo dependerá da forma como vamos encarar o confronto. Acredito que temos elenco para vencer, com todo o respeito ao adversário. Perdemos por 3 a 1 na Espanha, mas fazer 2 a 0 no Real é possível”, disse o volante Thiago Motta, ao site oficial do clube.

INVENCIBILIDADE EM CASA SEM PERDER (ÚLTIMA DERROTA)

Paris Saint-Germain (FRA) – 51 jogos (20/03/2016)
Manchester City (ING) – 39 jogos (03/12/2016)
Bayern de Munique (ALE) – 20 jogos (26/04/2017)
Barcelona (ESP) – 19 jogos (13/08/2017)
Juventus (ITA) – 13 jogos (18/10/2017)


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Caçula de trio, Neymar se machuca mais que Messi e Cristiano Ronaldo
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Rafael Reis

Com uma fissura no pé direito que pode encerrar prematuramente sua temporada de estreia no Paris Saint-Germain e causa apreensão no torcedor brasileiro às vésperas da Copa do Mundo, Neymar é o integrante do top 3 de craques do futebol mundial que mais frequenta o departamento médico.

Apesar de ser quase cinco anos mais novo do que Lionel Messi e sete mais jovem que Cristiano Ronaldo, o astro brasileiro acumula nos últimos anos mais problemas físicos do que os jogadores que lhe acompanharam nos prêmios de melhor do mundo em 2015 e 2017.

Desde que desembarcou no futebol europeu, em 2013, Neymar já desfalcou suas equipes (Barcelona, até julho do ano passado, e PSG, desde então) devido a contusões ou enfermidades em 34 partidas.

O levantamento, feito pelo site “Transfermarkt”, que apresenta dados sobre o mercado de transferência e o cotidiano dos principais clubes da Europa, mostra Messi e Cristiano Ronaldo bem mais ativos no período.

Nos últimos cinco anos, o argentino perdeu 30 jogos do Barcelona por conta de problemas físicos. Já CR7 só ficou de fora de 21 apresentações do Real Madrid por estar entregue ao departamento médico.

A fissura no pé direito sofrida por Neymar durante o segundo tempo da vitória por 3 a 0 do PSG sobre o Olympique de Marselha, no domingo, foi a quarta contusão um pouco mais grave da fase europeia da carreira do atacante de 26 anos.

Entre julho e agosto de 2014, ele ficou 32 dias no estaleiro devido a uma fratura na terceira vértebra lombar em virtude de uma joelhada dada pelo colombiano Camilo Zúñiga, nas quartas de final da Copa do Mundo.

Em abril daquele mesmo, o atacante já havia desfalcado o Barcelona durante 25 dias por conta de um edema no pé esquerdo. No mesmo semestre, foram 32 dias afastado do futebol graças a um entorse no joelho direito.

O período de quase quatro anos sem nenhuma lesão mais séria chegou ao fim em uma jogada em que o brasileiro se contundiu sozinho. Após uma disputa de bola com Bouna Sarr, o brasileiro pisou em falso, torceu o tornozelo e teve a fissura.

O tratamento a que Neymar será submetido foi alvo de uma queda de braço entre o jogador e o PSG. Seu estafe solicitou que ele passasse por uma cirurgia, que diminuiria os riscos de uma nova lesão na região e o deixaria afastado dos gramados por cerca de dois meses.

Já o clube francês gostava mais da ideia de um tratamento conservador, sem intervenção cirúrgica, que devolveria o atacante ao futebol mais cedo (e não no fim da temporada europeia), mas traria um risco maior de a contusão não ser completamente curada e acabar se agravando.

O impasse foi resolvido na tarde da última quarta-feira, quando o PSG anunciou que Neymar virá ao Brasil para ser operado neste fim de semana pelo médico da seleção Rodrigo Lasmar.


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PSG: Neymar é rei dos dribles, assistências… e também dos passes errados
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Rafael Reis

Neymar foi contratado para ser o protagonista do Paris Saint-Germain. E basta olhar suas estatísticas para constatar que isso tem acontecido.

O craque brasileiro nunca balançou as redes em uma frequência tão alta na carreira (média de 0,96 gol por partida).

O camisa 10 é também o vice-artilheiro do PSG na temporada (28 gols), o jogador que mais dribla (7,3 por jogo), que mais deu assistências (17) e também o que mais cria oportunidades para seus companheiros finalizarem (3,6 por partida).

 

Um desempenho que lembra o de outros protagonistas dos grandes clubes do planeta, como Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Digno daquilo que o PSG desejava quando foi buscá-lo na Catalunha.

Mas até mesmo o jogador mais caro da história tem um ponto fraco.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar tem o pior passe de todo o elenco do líder do Campeonato Francês.

Segundo a plataforma, o camisa 10 acerta 79,4% dos passes que tenta. Nenhum dos 25 jogadores que o técnico Unai Emery já escalou nesta edição da Ligue 1 tem desempenho tão ruim nos passes.

A maior parte dos atletas do PSG tem acerto de passe superior aos 90%. Fazem parte desse clube os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os meias Marco Verratti, Adrien Rabiot, Giovani Lo Celso e o meia-atacante Julian Draxler, entre outros.

É óbvio que Neymar erra mais passes não porque tem uma qualidade técnica inferior à dos seus companheiros de equipe, mas porque arrisca mais do que eles.

Enquanto os membros do meio-campo do PSG têm como principal missão fazer a bola rodar, em passes curtos e laterais, o brasileiro é o homem da criatividade e precisar dar toques mais ousados, muitas vezes em profundidade, que quebrem a marcação adversária.

No entanto, mesmo na comparação com outros jogadores do primeiro escalão que desempenham funções parecidas com a dele e também precisam ousar mais do que a média nos passes, o desempenho de Neymar nesse fundamento deixa a desejar.

Lionel Messi, o homem-chave do Barcelona, tem 80,2% de acerto nos passes, aproveitamento melhor do que o outros três integrantes do elenco catalão: Aleix Vidal, Luis Suárez e o garoto José Arnáiz.

Já o belga Kevin de Bruyne, o cara do passe decisivo no Manchester City, tem um desempenho bem melhor no passe: 83,3%, mais que os atacantes Sergio Agüero, Leroy Sané e Gabriel Jesus.

Contra o Real Madrid, no próximo dia 6, é bom que Neymar calibre o pé e acerte mais passes do que de costume.

Afinal, o PSG precisa (e muito) do seu principal jogador para reverter o 3 a 1 aplicado pelo atual bicampeão europeu na Espanha e continuar vivo na briga pelo título inédito da Champions.


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Neymar deixa Jonas para trás e vira melhor brasileiro na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Em meio às incertezas que tomaram conta do Paris Saint-Germain depois da derrota para o Real Madrid, na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar se tornou o brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao principal goleador das ligas nacionais do Velho Continente na temporada.

Com o gol marcado na vitória por 5 a 2 sobre o Strasbourg, no sábado, o camisa 10 da seleção de Tite chegou a 38 pontos e deixou para trás Jonas, do Benfica, que passou em branco na rodada do último fim de semana.

Apesar de feito menos gols que o artilheiro do Campeonato Português (19, contra 25), Neymar aparece à frente do benfiquista porque, de acordo com o regulamento da Chuteira de Ouro, cada bola na rede no Campeonato Francês tem peso dois, enquanto cada tento na liga portuguesa vale só 1,5.

O astro do PSG ocupa agora a oitava colocação no prêmio. Já Jonas aparece logo na sequência e é o nono.

Vivendo a melhor fase desde que desembarcou na Ligue 1, no começo da temporada, Neymar está oito pontos (quatro gols) atrás do inglês Harry Kane, do Tottenham, e do uruguaio Edinson Cavani, seu companheiro no PSG, que dividem a liderança do prêmio.

Mohamed Salah (Liverpool), Ciro Immobile (Lazio), Sergio Agüero (Manchester City), Lionel Messi (Barcelona) e Robert Lewandowski (Bayern de Munique) também estão à frente do brasileiro.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada e adversário de Neymar na Champions, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, está em franca recuperação e já aparece na 38ª posição, com 24 pontos (12 gols no Campeonato Espanhol).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. E aí, nesta temporada, quem ficará com o prêmio?

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 46 pontos (23 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 46 pontos (23 gols)
3º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 44 pontos (22 gols)
Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 44 pontos (22 gols)
5º – Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 42 pontos (21 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 40 pontos (20 gols)
8º – Neymar (BRA, Paris Saint-Germain) – 38 pontos (19 gols)
9º – Jonas (BRA, Benfica) – 37,5 pontos (25 gols)
10º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)


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