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PSG: Neymar é rei dos dribles, assistências… e também dos passes errados
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Rafael Reis

Neymar foi contratado para ser o protagonista do Paris Saint-Germain. E basta olhar suas estatísticas para constatar que isso tem acontecido.

O craque brasileiro nunca balançou as redes em uma frequência tão alta na carreira (média de 0,96 gol por partida).

O camisa 10 é também o vice-artilheiro do PSG na temporada (28 gols), o jogador que mais dribla (7,3 por jogo), que mais deu assistências (17) e também o que mais cria oportunidades para seus companheiros finalizarem (3,6 por partida).

 

Um desempenho que lembra o de outros protagonistas dos grandes clubes do planeta, como Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Digno daquilo que o PSG desejava quando foi buscá-lo na Catalunha.

Mas até mesmo o jogador mais caro da história tem um ponto fraco.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar tem o pior passe de todo o elenco do líder do Campeonato Francês.

Segundo a plataforma, o camisa 10 acerta 79,4% dos passes que tenta. Nenhum dos 25 jogadores que o técnico Unai Emery já escalou nesta edição da Ligue 1 tem desempenho tão ruim nos passes.

A maior parte dos atletas do PSG tem acerto de passe superior aos 90%. Fazem parte desse clube os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os meias Marco Verratti, Adrien Rabiot, Giovani Lo Celso e o meia-atacante Julian Draxler, entre outros.

É óbvio que Neymar erra mais passes não porque tem uma qualidade técnica inferior à dos seus companheiros de equipe, mas porque arrisca mais do que eles.

Enquanto os membros do meio-campo do PSG têm como principal missão fazer a bola rodar, em passes curtos e laterais, o brasileiro é o homem da criatividade e precisar dar toques mais ousados, muitas vezes em profundidade, que quebrem a marcação adversária.

No entanto, mesmo na comparação com outros jogadores do primeiro escalão que desempenham funções parecidas com a dele e também precisam ousar mais do que a média nos passes, o desempenho de Neymar nesse fundamento deixa a desejar.

Lionel Messi, o homem-chave do Barcelona, tem 80,2% de acerto nos passes, aproveitamento melhor do que o outros três integrantes do elenco catalão: Aleix Vidal, Luis Suárez e o garoto José Arnáiz.

Já o belga Kevin de Bruyne, o cara do passe decisivo no Manchester City, tem um desempenho bem melhor no passe: 83,3%, mais que os atacantes Sergio Agüero, Leroy Sané e Gabriel Jesus.

Contra o Real Madrid, no próximo dia 6, é bom que Neymar calibre o pé e acerte mais passes do que de costume.

Afinal, o PSG precisa (e muito) do seu principal jogador para reverter o 3 a 1 aplicado pelo atual bicampeão europeu na Espanha e continuar vivo na briga pelo título inédito da Champions.


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Neymar deixa Jonas para trás e vira melhor brasileiro na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Em meio às incertezas que tomaram conta do Paris Saint-Germain depois da derrota para o Real Madrid, na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar se tornou o brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao principal goleador das ligas nacionais do Velho Continente na temporada.

Com o gol marcado na vitória por 5 a 2 sobre o Strasbourg, no sábado, o camisa 10 da seleção de Tite chegou a 38 pontos e deixou para trás Jonas, do Benfica, que passou em branco na rodada do último fim de semana.

Apesar de feito menos gols que o artilheiro do Campeonato Português (19, contra 25), Neymar aparece à frente do benfiquista porque, de acordo com o regulamento da Chuteira de Ouro, cada bola na rede no Campeonato Francês tem peso dois, enquanto cada tento na liga portuguesa vale só 1,5.

O astro do PSG ocupa agora a oitava colocação no prêmio. Já Jonas aparece logo na sequência e é o nono.

Vivendo a melhor fase desde que desembarcou na Ligue 1, no começo da temporada, Neymar está oito pontos (quatro gols) atrás do inglês Harry Kane, do Tottenham, e do uruguaio Edinson Cavani, seu companheiro no PSG, que dividem a liderança do prêmio.

Mohamed Salah (Liverpool), Ciro Immobile (Lazio), Sergio Agüero (Manchester City), Lionel Messi (Barcelona) e Robert Lewandowski (Bayern de Munique) também estão à frente do brasileiro.

Eleito o melhor jogador do mundo na temporada passada e adversário de Neymar na Champions, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, está em franca recuperação e já aparece na 38ª posição, com 24 pontos (12 gols no Campeonato Espanhol).

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. E aí, nesta temporada, quem ficará com o prêmio?

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 46 pontos (23 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 46 pontos (23 gols)
3º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 44 pontos (22 gols)
Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 44 pontos (22 gols)
5º – Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 42 pontos (21 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 40 pontos (20 gols)
Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 40 pontos (20 gols)
8º – Neymar (BRA, Paris Saint-Germain) – 38 pontos (19 gols)
9º – Jonas (BRA, Benfica) – 37,5 pontos (25 gols)
10º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 36 pontos (18 gols)


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Neymar ou Cristiano Ronaldo: quem é o verdadeiro “rei” do mata-mata?
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo e Neymar já costumam atrair boa parte dos holofotes em todas as partidas de Real Madrid e Paris Saint-Germain. Mas nesta quarta-feira, às 17h45 (de Brasília), quando as duas equipes se enfrentarem no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, a atenção sobre eles será maior ainda.

Além de serem os protagonistas dos times que irão medir força no mais aguardado confronto do início da fase final da Champions, o astro português e o craque brasileiro têm uma característica especial que será posta à prova no Santiago Bernabéu: eles costumam crescer nos momentos de decisão.

Apesar de serem consistentes também em competições de pontos corridos e em fases de grupos de torneios híbridos, Cristiano Ronaldo e Neymar construíram os grandes momentos de suas carreiras em confrontos eliminatórios, como o desta quarta.

Mas, afinal, qual dos dois é o verdadeiro “Rei dos Mata-Matas”? Analisamos e comparamos os desempenhos do português do Real Madrid e do brasileiro do PSG em partidas disputadas nesse formato para te ajudar a responder essa pergunta.

PROTAGONISMO

Cristiano Ronaldo já conquistou quatro títulos de Champions, e em todos eles brilhou na reta final da competição, que é disputada em formato mata-mata. Em 2008, fez o gol do Manchester United no tempo normal da decisão (vencida nos pênaltis, contra o Chelsea). Oito anos depois, descolou um hat-trick nas quartas que impediu a queda do Real ante o Wolfsburg. Em 2016, marcou em cinco dos sete jogos da fase final do torneio. E no ano passado, obteve um feito ainda maior: marcou dez vezes nos últimos cinco jogos da campanha (quartas, semi e final).

Já Neymar brilhou na reta final da Champions de 2015, a única que venceu até o momento. Então no Barcelona, o brasileiro balançou as redes nos dois jogos nas quartas (contra o PSG), nas duas partidas da semifinal (ante o Bayern de Munique) e também na decisão com a Juve. Com isso, foi co-artilheiro da competição. O outro torneio em que foi artilheiro na Europa também foi disputado em sistema de mata-mata, a Copa do Rei 2014/15. Além disso, sua grande atuação nos últimos anos se deu em uma partida eliminatória: a goleada por 6 a 1 aplicada pelo Barça sobre o PSG nas oitavas da Champions passada.

GOLS

Neymar pode se orgulhar de uma marca rara, que deixa bem claro que ele não é aquele tipo de jogador que se esconde no momento da decisão. Muito pelo contrário. Em sua trajetória europeia, o camisa 10 do PSG vai às redes em uma frequência maior quando disputa jogos eliminatórios. Desde 2013, quando trocou o Santos pelo Barcelona, Neymar tem média de 0,67 gol por jogos em mata-matas, contra 0,61 em partidas de pontos corridos ou fase de grupos.

No mesmo período, Cristiano Ronaldo fez um número bem maior de gols, teve um índice um pouco abaixo nos confrontos eliminatórios, mas mesmo assim acima de Neymar. Sua média de bolas na rede em jogos de fase de grupos ou pontos corridos é de 1,04. A de mata-matas também é excelente, mas um pouco menor: 0,87 por partida.

SELEÇÃO

Maior artilheiro da história da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo ajudou seu país a atingir o inédito título da Eurocopa, em 2016, e também foi vice continental, 12 anos antes. Nas duas campanhas, teve papel decisivo na fase de mata-matas. Em 2004, fez um e deu uma assistência na semifinal contra a Holanda (2 a 1). Em 2016, novamente no jogo classificatório para a decisão, repetiu a dose ante o País de Gales (2 a 0). Só que em Copas do Mundo, a situação é bem diferente. CR7 já disputou cinco partidas de mata-matas da principal competição do planeta, e nunca balançou as redes.

Com trajetória bem mais curta que a do adversário desta quarta, Neymar também ainda persegue seu primeiro gol na reta final de uma Copa, mas só participou de dois jogos nesse formato até agora. Seu grande momento pela seleção brasileira aconteceu na Copa das Confederações-2013. Na ocasião, fez um gol e deu assistência na vitória por 3 a 0 sobre a Espanha, na final da competição.


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Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
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Rafael Reis

Neymar foi para o Paris Saint-Germain no início da temporada para ser o líder de um time que sonha ganhar o título europeu. Lionel Messi já é o “cara” do Barcelona há cerca de uma década.

Mas, afinal, qual dos dois craques sul-americanos é mais essencial para o sucesso de seu time? E quem é mais dependente do futebol do seu maior astro, PSG ou Barça?

A primeira forma de se analisar essa questão é confrontar a participação dos jogadores no total de números marcados por cada equipe na atual temporada.

Desde que desembarcou no PSG, Neymar já balançou as redes 27 vezes e deu mais 16 assistências para seus companheiros marcarem. Ou seja, o brasileiro “criou” 43 gols para a equipe francesa.

O ataque do PSG, o mais positivo do futebol europeu em 2017/18, marcou 125 vezes na “era Neymar”. Isso significa que o camisa 10 participou ativamente de 34,4% de todos os gols marcados pelo time de Unai Emery.

Assim como o astro brasileiro, Lionel Messi também tem 27 tentos na temporada. Mas seu número de passes decisivos para gol é um pouco menor que o do antigo companheiro de Barça: 14.

Só que os 41 gols “produzidos” pelo argentino representam quase 47,1% de todas as vezes que o Barcelona foi às redes nos últimos seis meses, já que o clube espanhol acumula “apenas” 87 gols na soma de todas as competições que disputa.

Isso significa que, na quantidade de gols, o Barça é muito mais dependente de Messi do que o PSG em relação a Neymar.

O segundo método para se avaliar o nível de importância de cada jogador no elenco é medir o desempenho do time quando tem ele em campo e quando ele é desfalque.

E aí, quem leva a vantagem é o camisa o 10 brasileiro.

O aproveitamento do Barcelona quando não conta com o futebol de Messi já é muito bom: 77,8% dos pontos disputados (duas vitórias e uma empate). Mas fica ainda melhor quando utiliza seu principal jogador: 80,5% (27 vitórias, 6 empates e três derrotas).

O aproveitamento do PSG também cresce quando escala sua estrela máxima, o homem de 222 milhões de euros (R$ 893 milhões), mas em uma escala bem maior.

Nos jogos em que não utilizou o atacante brasileiro, a equipe francesa conseguiu 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Ou seja, conquistou 84,8% dos pontos possíveis. Com Neymar em campo, o aproveitamento subiu para 89,7% (23 vitórias, 1 empate e 2 derrotas).

Ou seja, se na construção de jogadas de gol, o Barça é mais dependente de Messi do que o PSG de Neymar, na obtenção de resultados positivos, o que acontece é justamente o contrário. Que tal um empate técnico?


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Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
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Rafael Reis

Em 2017, as transferências internacionais no Mercado da Bola movimentaram US$ 6,37 bilhões (cerca de R$ 20,2 bilhões).

O valor impressiona, mas representa apenas 15,8% de todas as transações de jogadores de futebol envolvendo clubes de países diferentes.

É que, mesmo em tempos marcados pela gastança desenfreada dos principais clubes do planeta e quando tudo no futebol parece girar em torno do dinheiro, a maioria absoluta das transferências acontece sem nenhum tipo de compensação financeira.

De acordo com o “Global Transfer Market Report” (“Relatório do Mercado Global de Transferências”, em tradução livre para o português), documento divulgado pela Fifa na última semana, 84,2% de todas as transferências internacionais seladas no ano passado foram gratuitas.

Esses negócios incluem empréstimos, mudanças de clube ao fim do contrato vigente, contratações de atletas que não possuíam vínculo com nenhum time ou mesmo transações em que as duas equipes (compradora e vencedora) julgaram não ser necessárias nenhuma espécie de pagamento pelo jogador.

E mesmo entre os 15,8% das transferências que envolvem dinheiro, poucas são as que mexem com quantias milionárias.

Negócios que superam os US$ 10 milhões (pouco menos de R$ 32 milhões), aqueles que normalmente a imprensa dá algum destaque e os torcedores comentam com mais ânimo nas redes sociais, corresponderam a apenas 1% das transações internacionais de 2017, de acordo com o relatório produzido pela Fifa.

As mudanças de clube que movimentaram no máximo US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões) representaram 11% do total, sendo que pouco menos da metade delas (5% do montante global) foram de negócios que não chegaram nem a US$ 100 mil (R$ 320 mil).

Ou seja, enquanto alguns poucos times gastam caminhões de dinheiro para ter um Neymar, um Philippe Coutinho ou Kylian Mbappé em seus elencos, a maioria das equipes de futebol do planeta não investe nada (ou praticamente nada) na compra de direitos econômicos de jogadores.

E esses times não apenas aqueles que estão na periferia da bola.

O Las Palmas, que disputa a primeira divisão espanhol, gastou apenas 350 mil euros (R$ 1,4 milhão) em contratações na atual temporada.

Já o Troyes, adversário de Neymar, o jogador mais caro da história do futebol, na Ligue 1 francesa, obteve um feito ainda mais impressionante: não torra sequer um centavo na aquisição de novos atletas há dois anos e meio.

Sim, o Mercado da Bola movimenta muito dinheiro. Mas ele está em poucas e privilegiadas mãos.


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Amado ou odiado? Com Neymar, PSG tem maior média de público de sua história
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Rafael Reis

Neymar pode até não estar vivendo a sonhada lua de mel que desejava com a torcida do Paris Saint-Germain. Mas, mesmo aos trancos e barrancos com os fãs, sua presença tem sido suficiente para encher o Parc-des-Princes.

Na primeira temporada do brasileiro com a camisa azul, o PSG tem registrado a maior média de público da sua história no Campeonato Francês. E o mesmo está para acontecer na Liga dos Campeões da Europa.

Nos primeiros 11 jogos como mandante na Ligue 2017/18, o time da capital francesa atraiu para o estádio pouco mais de 513 mil torcedores.

A média, de 46.707 espectadores por partida, é a maior dentre os 20 clubes que disputam a primeira divisão e supera em 3% a marca de 45.317 torcedores por jogo da equipe na temporada passada.

Ela também é maior que o recorde histórico do PSG, 46.160 pessoas a cada apresentação, estabelecido em 2015/16, o último ano da passagem de Ibrahimovic pelo clube.

Na Champions, o PSG segue o mesmo caminho. Após os três jogos da fase de grupos da competição, o time de Neymar tem média de 46.314 torcedores por partida, também maior que a da temporada anterior (45.516).

O público atual ainda está um pouco abaixo do registrado em 2015/16, o maior da história, quando teve média de 46.322 pagantes por partida, mas certamente irá superá-lo depois do confronto com o Real Madrid, pelas oitavas de final.

O maior público do PSG na atual temporada foi registrado na goleada por 4 a 1 sobre o Nantes, em novembro: 47.680 torcedores. Curiosamente, Neymar não marcou e nem passe para gol deu naquela tarde de sábado.

Como a capacidade atual do Parc-des-Princes é de 47.929 pessoas (um pouco menos em jogos de Champions), o clube francês já não tem muita margem para crescimento. A média atual na Ligue 1 equivale a 97,4% da lotação do estádio.

Neymar foi contratado pelo PSG em agosto pela maior quantia já paga por um jogador de futebol: 222 milhões de euros (R$ 879 milhões). Os principais objetivos do clube francês eram fortalecer sua marca e conquistar pela primeira vez o título da Champions.

Apesar do sucesso comercial instantâneo e dos 24 gols nas primeiras 23 partidas pela nova equipe, o brasileiro não caiu completamente nas graças dos franceses.

Na goleada por 8 a 0 sobre o Dijon, na semana passada, o camisa 10 foi vaiado por torcedores do próprio PSG depois de não permitir que Cavani cobrasse um pênalti que poderia transformá-lo no maior goleador da história do clube.

A imprensa e ex-jogadores franceses também não tem economizado nas críticas ao jogador, não tanto por seu desempenho, mas sim pelo comportamento dentro de campo.

Em meio a tudo isso, o nome de Neymar passou a ser ventilado em uma nova transferência bombástica, agora para o Real Madrid, arquirrival do Barcelona, clube que ele defendia até seis meses atrás.


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Como River superou investimento do Palmeiras e virou o “PSG das Américas”
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Rafael Reis

No ano passado, o Palmeiras foi chamado por muitos torcedores de “Real Madrid das Américas” devido ao poderio financeiro que possibilitou ao clube ter um elenco recheado de estrelas como Borja, Dudu, Felipe Melo e Guerra.

Mas se o time paulista merece a comparação com o atual bicampeão europeu, um dos seus adversários na Libertadores-2018 ganhou um outro apelido igualmente pomposo, “PSG das Américas”.

Afinal, ninguém no continente gastou tanto dinheiro para montar seu elenco atual quanto o River Plate.

A contratação do centroavante Lucas Pratto, ex-São Paulo, por 11,5 milhões de euros (cerca de R$ 45 milhões), maior negócio da história do futebol argentino, foi só uma pequena mostra do estrago que o time de Buenos Aires tem feito no Mercado da Bola sul-americano.

Para construir o elenco que o técnico Marcelo Gallardo irá dirigir nesta temporada, os “Millonarios”, apelido totalmente apropriado para o momento o clube, gastaram cerca de 54 milhões de euros (R$ 211 milhões).

Dos 28 jogadores da equipe profissional do River, dez custaram mais de 2,5 milhões de euros (R$ 9,8 milhões): o goleiro Franco Armani, o zagueiro Luciano Lollo, o lateral esquerdo Milton Casco, o volante Iván Rossi, os meia Nicolás de la Cruz e Gonzalo Martínez e os atacantes Ignacio Scocco, Santos Borré e Marcelo Larrondo, além de Pratto.

Para se ter uma ideia de como o elenco argentino é caro para os padrões sul-americanos, o Palmeiras gastou pouco mais de 40 milhões de euros (R$ 156 milhões) para construir seu elenco atual.

Ou seja, a construção do plantel do River foi 33% mais cara do que a do clube que se tornou sinônimo de dinheiro no futebol brasileiro.

Ao contrário do Palmeiras, que enriqueceu nos últimos anos graças a uma série de fatores, como a construção de um novo estádio, a força do seu programa de sócios-torcedores e um patrocinador forte, boa parte do dinheiro que os “Millonarios” investiram em reforços veio do próprio Mercado da Bola.

Só nas últimas três temporadas, o River arrecadou mais de 91 milhões de euros (R$ 350 milhões) com venda de jogadores. Só com as idas de Lucas Alario e Sebastián Driussi para Bayer Leverkusen e Zenit São Petesburgo, respectivamente, o clube faturou quase 40 milhões de euros (R$ 156 milhões).

O sonho do “PSG das Américas” para 2018 é o mesmo do Palmeiras e de qualquer outro dos grandes clubes que vão disputar a Libertadores nesta temporada: conquistar o título sul-americano e disputar o Mundial.

O River já venceu o principal torneio interclubes do continente em três ocasiões, 1986, 1996 e 2015. Nesta temporada, ele está no Grupo 4 e terá como primeiros adversários Flamengo, Emelec e um outro clube advindo das etapas preliminares da competição.


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Com Neymar, ataque do PSG cresce 53% e vira o melhor da Europa
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Rafael Reis

A contratação de Neymar e a mudança de patamar do Paris Saint-Germain fizeram a produtividade do ataque do líder do Campeonato Francês crescer mais de 53%.

É essa a diferença entre o número de gols marcados pelo PSG na primeira metade da atual temporada, já com a presença do reforço mais caro da história do futebol mundial, e no mesmo período do ano anterior.

Em 2017/18, o time de Unai Emery já disputou 27 partidas e marcou 89 vezes. A média de 3,3 gols por jogo é disparada a maior entre todos os clubes que disputam uma das cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França).

Já na temporada anterior, quando ainda não tinha Neymar e nem Kylian Mbappé, seu outro reforço de peso para o ataque nos últimos meses, o PSG fez 31 gols a menos. Foram 58 bolas na rede nas primeiras 27 apresentações de 2016/17.

Contratado do Barcelona por 222 milhões de euros (quase R$ 870 milhões, na cotação atual) para ser o protagonista do clube francês, Neymar participou ativamente de 35% dos 89 gols anotados por sua equipe na atual temporada.

O brasileiro já marcou 17 vezes (é o vice-artilheiro da equipe, atrás apenas do uruguaio Edinson Cavani, que tem 25) e distribuiu 14 assistências (mais do que qualquer outro companheiro de equipe).

Curiosamente, o crescimento ofensivo do PSG após a chegada do astro está mais ligado a uma evolução na pontaria do seu ataque do que propriamente ao número de chances criadas pela equipe.

Segundo o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a quantidade de finalizações da equipe francesa também aumentou nesta temporada, mas não tanto quanto a frequência de gols marcados.

De acordo com a plataforma, o PSG tem uma média de 17,4 chutes a gol por partida em 2017/18, apenas 13% a mais que as 15,4 conclusões por jogo da temporada anterior.

Isso significa que, hoje em dia, cerca de 19% de todas as finalizações do time de Neymar balançam as redes adversárias. Antes da contratação do brasileiro, essa marca estava na casa dos 14%.

É graças a esse aproveitamento exemplar que o PSG bateu o recorde de gols da história da fase de grupos da Liga dos Campeões (25 gols nos primeiros seis jogos da competição, superando os 21 anotados pelo Borussia Dortmund na temporada passada), tem o melhor ataque do Campeonato Francês e virou um dos times mais temidos do planeta.


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Mudança na regra impede Jonas de ser vice-líder da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

O futebol brasileiro não tem nenhum representante entre os dez primeiros colocados do ranking da Chuteira de Ouro. Mas isso só porque o prêmio concedido ao goleador máximo dos campeonatos nacionais da Europa mudou de regra na atual temporada.

As reclassificações na pontuação de dois campeonatos, Português e Francês, tiraram do brasileiro Jonas a possibilidade de estar no pódio da lista dos artilheiros do continente em 2017/18.

Artilheiro da primeira divisão portuguesa, com 15 gols, o camisa 10 do Benfica soma 22,5 pontos na Chuteira de Ouro e ocupa apenas a 13ª colocação no ranking. Pelas regras válidas até a temporada passada, ele teria 30 pontos e seria o vice-líder.

Isso porque os veículos de imprensa que organizam a premiação decidiram inverter o peso dos gols marcados nas primeiras divisões de Portugal e França. Até a edição anterior, cada bola na rede em Portugal valia 2 pontos e as na França, 1,5 ponto. Agora, o que vale é o contrário.

Com a antiga pontuação, o uruguaio Edinson Cavani, companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, não seria o líder do prêmio. O centroavante tem 17 gols na Ligue 1 e 34 pontos na classificação dos artilheiros.

Se as regras ainda continuassem as mesmas, Cavani teria 25,5 pontos e nem aparecia no top 10.

Na dinâmica antiga, o líder da Chuteira de Ouro seria Mauro Icardi, da Inter de Milão, que soma 32 pontos e é hoje a maior ameaça ao uruguaio do PSG. O argentino seria seguido de perto por Ciro Immobile (Lazio) e por Jonas, que dividiriam o segundo lugar.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Messi, que somou 74 pontos (37 gols) na última temporada. O argentino divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 34 pontos (17 gols)
2º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 32 pontos (16 gols)
3º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 30 pontos (15 gols)
4º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 28 pontos (14 gols)
5º – Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  27 pontos (18 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 27 pontos (27 gols)
Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 27 pontos (18 gols)
9º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 26 pontos (13 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 26 pontos (13 gols)


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De olho em recorde, PSG sonha com melhor campanha da história da Champions
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Rafael Reis

Não é só no primeiro lugar do Grupo B e na glória de derrotar fora de casa um dos clubes mais poderosos do planeta que o Paris Saint-Germain está de olho na última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

O objetivo do PSG contra o Bayern de Munique, nesta terça-feira, na Alemanha, é bem mais audacioso.

Se sair da Allianz Arena com mais três pontos na conta, o time de Neymar, Cavani, Mbappé e cia. entrará para a história da Champions como dono da melhor campanha da fase de grupos da competição em todos os tempos.

O recorde atual pertence ao Real Madrid da temporada 2011/12. Na ocasião, a equipe espanhola venceu os seis jogos que disputou, colocou 19 bolas nas redes e foi vazado duas vezes. Ou seja, somou 18 pontos e saldo de 17 gols.

O PSG venceu as cinco primeiras partidas do torneio continental e teve um desempenho ofensivo bem superior ao do Real de seis anos atrás. Foram 24 gols marcados e somente um sofrido. O saldo é de 23.

Por isso, caso derrote o Bayern, registrará a melhor performance de um clube na fase de grupos do torneio desde que ela foi implantada, em 1991/92.

“O Paris Saint-Germain alcançou um novo nível nesta temporada devido às contratações espetaculares que fez. Agora, são um dos favoritos para faturar o título da Liga dos Campeões”, afirmou o técnico do adversário desta terça, Jupp Heynckes.

O treinador ainda não estava no Bayern no confronto anterior entre as duas equipes. No final de setembro, o PSG deu uma demonstração de força e passeou no encontro com os alemães em Paris e os derrotou por 3 a 0, gols de Daniel Alves, Cavani e Neymar.

Além do líder do Campeonato Francês, apenas o Manchester City chega à última rodada da Champions com 100% de aproveitamento.

No entanto, o clube inglês, que vai à Ucrânia visitar o Shakhtar Donetsk, tem saldo de apenas dez gols. Isso significa que, para desbancar um possível recorde do PSG, teria de vencer seu confronto de quarta-feira por pelo menos 14 gols de vantagem.

Passar ileso pela fase de grupos do principal torneio interclubes do planeta está longe de ser das tarefas mais simples.

Desde a virada do século, somente três times que conseguiram se classificar para as oitavas de final com 100% de aproveitamento: o Barcelona de 2002/03 e o Real Madrid de 2011/12 e 2014/15.

Curiosamente, nenhum deles conseguiu levantar o cobiçado troféu continental. Todos caíram pelo caminho na hora dos mata-matas decisivos.

Ou seja, o PSG sonha em entrar para a história da Champions nesta terça. Mas, mesmo que consiga, sabe que ainda tem um longo caminho pela frente para que essa história tenha um final feliz.


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