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De calote a garota de programa a traições: astro do City acumula polêmicas
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Rafael Reis

Segunda contratação mais cara da história do Manchester City, o atacante inglês Raheem Sterling saiu da pré-temporada do clube nos Estados Unidos com uma fama nada honrosa: a de caloteiro de garota de programa.

O jogador de 22 anos foi acusado por uma acompanhante norte-americana, descrita pelo tabloide inglês “The Sun” como sósia da socialite Kim Kardashian, de usufruir dos seus serviços e não pagar o valor combinado previamente.

Segundo a prostituta norte-americana, que não teve a identidade divulgada, o atacante se recusou a pagar os 3.300 euros (R$ 12.200 mil) referentes ao programa, alegando que “havia ficado muito bêbado e não se lembrava do que havia acontecido”.

Ainda de acordo com a garota, Sterling deixou o hotel em Los Angeles onde ocorreu o encontro e, só depois de muita discussão via Whatsapp, enviou-lhe 1.500 euros (cerca de R$ 5.600), menos da metade do valor do serviço.

Revoltada com aquilo que chamou de “atitude mesquinha” do atacante, a norte-americana resolveu contar a história para o “Sun”, um jornal famoso na Inglaterra por vasculhar a vida dos famosos, entre eles, astros do futebol mundial.

O caso repercutiu bastante na imprensa inglesa durante o último mês. Isso porque Sterling está longe de ser um novato em escândalos sexuais.

Apesar do longo relacionamento com Paige Milian, sua namorada desde a adolescência e mãe do seu filho, Thiago, o atacante já foi flagrado em pelo menos dois momentos de infidelidade.

No ano passado, quando sua mulher já estava grávida, o astro do Manchester City viajou de férias para a Jamaica ao lado de um affair, a modelo Elise Wagstaff, e sua irmã, que também trabalha no ramo da moda.

Meses antes, ele havia sido visto em um hotel de luxo ao lado da também modelo Tabby Brown, ex-namorada de Mario Balotelli.

Sterling é cria do Liverpool e foi contratado pelo City em 2015 por 62,5 milhões de euros (R$ 232 milhões, na cotação atual). De acordo com a imprensa inglesa, seu salário é de aproximadamente 196 mil euros (R$ 728 mil) semanais.

Apesar dos altos valores que o cercam, o camisa 7 está longe de ser uma unanimidade no time azul de Manchester. Na temporada passada, ele fez apenas 10 gols em 47 partidas. Na atual, começou no banco nas duas rodadas já disputadas do Campeonato Inglês.


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Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês
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Rafael Reis

Sucesso global de crítica e público, o Campeonato Inglês começa nesta sexta-feira apostando na competitividade para fidelizar os torcedores.

Enquanto as outras principais ligas nacionais da Europa têm um ou dois favoritos destacados ao título, a Premier League conta com um leque bem maior de candidatos a levantar o troféu de campeão.

Por diferentes motivos, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham largam em vantagem. Mas Arsenal e Liverpool estão sempre rondando as primeiras colocações. E há ainda a possibilidade de uma nova zebra histórica, como a protagonizada pelo Leicester em 2016.

Por isso, quando a bola rolar nesta sexta para Arsenal x Leicester, teremos o início da mais equilibrada liga nacional de primeiro escalão do futebol europeu.

Mas essa não é a única atração da Premier League. Conheça abaixo 7 motivos para acompanhar de perto a temporada 2017/18 do Campeonato Inglês:

MENINO JESUS

Gabriel Jesus chegou ao Manchester City em janeiro e não demorou para mostrar a que veio. Foram 7 gols em 11 partidas, marca que lhe transformou em titular absoluto da equipe de Pep Guardiola. Agora, o jovem camisa 9 da seleção brasileira fará sua primeira temporada completa na Inglaterra e terá para municiá-lo um elenco bem mais recheado de opções do que o de antes das férias. Um prato cheio para quem tem fome de gol.

SHOW DO BILHÃO

Nenhum país do mundo gasta tanto em contratações quanto a Inglaterra. Faltando ainda mais de duas semanas para o fechamento da janela de transferências, os clubes da Premier League já torraram 1,12 bilhão de euros (R$ 4,1 bilhões) em novos jogadores para esta temporada. O reforço mais caro é o centroavante belga Romelu Lukaku, que trocou o Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou 84,7 milhões de euros (R$ 313 milhões).

A REVOLUÇÃO DE PEP

Decepcionado com a primeira temporada sem título em sua carreira como treinador, Guardiola resolveu radicalizar. Resultado, fez do Manchester City o time do planeta que mais gastou com contratações nesta temporada. Com os 240,5 milhões de euros (R$ 889 milhões) investidores pelo clube inglês, Pep levou para Manchester o goleiro Ederson, os laterais Danilo, Kyle Walker e Benjamin Mendy, além do meia-atacante Bernardo Silva e do jovem brasileiro Douglas Luiz, que foi emprestado ao Girona.

O FANTASMA DE FERGUSON

Maior campeão inglês da história, o Manchester United não conquista o título nacional desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013. O escocês David Moyes e o holandês Louis van Gaal, os dois primeiros substitutos do histórico treinador, falharam na tarefa de substituído. Desde o ano passado, essa missão cabe a José Mourinho. Em sua temporada de estreia, ele passou longe de vencer a Premier League, mas pelo menos faturou a Liga Europa e recolocou o United na Champions. Será que chegou a hora do fim do jejum?

ESTRANHO NO NINHO

Enquanto os clubes ingleses gastam milhões em busca de reforços badalados e caríssimos, o Tottenham prefere manter a base e apostar em jovens promessas formadas em casa. A estratégia tem dado certo, e o time foi vice-campeão da última Premier League. Nesta temporada, o técnico argentino Mauricio Pochettino resolveu radicalizar e ainda não gastou um centavo sequer para reforçar seu elenco.

WENGER ETERNO

Entra temporada, sai temporada, e a pergunta permanece: até quando Arsène Wenger vai continuar à frente do Arsenal. O francês dirige o clube londrino desde 1996 e, pela primeira vez, não conseguiu classificá-lo para a Liga dos Campeões da Europa. Motivo para demissão? Que nada. Wenger renovou contrato por mais duas temporadas e só deve deixar o Emirates Stadium em 2019.

BOM FILHO

Principal jogador da Inglaterra nos últimos tempos, Wayne Rooney está de volta ao clube onde começou a carreira. Treze anos depois de deixar o Everton para se tornar ídolo no Manchester United, o atacante vai voltar a vestir a camisa azul do tradicional time de Liverpool. Aos 31 anos, Rooney ainda tem muita lenha para queimar, apesar do declínio físico e técnico das temporadas mais recentes. Pelo menos, é nisso que o Everton acredita.


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Sozinha, Inglaterra responde por 36% do valor gasto no Mercado da Bola
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Rafael Reis

A cada 3 euros gastos com compra ou empréstimo de jogadores na atual janela de transferências, pelo menos 1 euro é desembolsado por um clube da Inglaterra.

Faltando ainda um mês para o encerramento do período de contratação de atletas para a próxima temporada, as duas principais divisões do futebol inglês já gastaram juntas 1,15 bilhão de euros (R$ 4,3 bilhões) em reforços.

Isso corresponde a 36% do total do 3,2 bilhões de euros (R$ 11,9 bilhões) movimentados pelo Mercado da Bola nesta janela de transferências.

O domínio inglês na balança comercial do futebol mundial é nítido quando se analisa os principais rankings que resume a movimentação de jogadores nesse período de transferências.

A Premier League, primeira divisão inglesa, é o campeonato nacional que mais gastou até o momento na obtenção de novos jogadores: 1 bilhão de euros (R$ 3,7 bilhões). Já a Championship, sua segundona, ocupa o sexto lugar nessa lista, com 153,4 milhões de euros (R$ 567,3 milhões).

Isso significa que a divisão de acesso da Inglaterra gasta mais na contratação de atletas que ligas importantes do cenário europeu, como a portuguesa, a holandesa e a russa.

Dos dez clubes que mais torraram dinheiro com reforços nesta janela, cinco são ingleses (Manchester City, Chelsea, Manchester United, Everton e Arsenal).

E, agora, o dado que talvez mais demonstre a hegemonia inglesa no Mercado da Bola. Apenas dois dos dez reforços que custaram mais dinheiro na atual janela não disputarão a próxima edição da Premier League.

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

AS 10 LIGAS EUROPEIAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Inglês – 1 bilhão de euros
2º – Campeonato Italiano – 659,1 milhões
3º – Campeonato Alemão – 467,2 milhões de euros
4º – Campeonato Espanhol – 338,7 milhões
5º – Campeonato Francês – 316,1 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 153,4 milhões
7º – Campeonato Russo – 70,1 milhões
8º – Campeonato Belga – 60,5 milhões
9º – Campeonato Português – 55,9 milhões
10º – Campeonato Holandês – 43,2 milhões
TOTAL: 3,2 bilhões de euros (R$ 11,9 bilhões)

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Manchester City (ING) – 240,5 milhões de euros
2º – Milan (ITA) – 189,5 milhões
3º – Manchester United (ING) – 164,4 milhões
4º – Chelsea (ING) – 140 milhões
5º – Juventus (ITA) – 122,2 milhões
6º – Bayern de Munique (ALE) – 100,5 milhões
7º – Everton (ING) – 98 milhões
8º – Roma (ITA) – 88 milhões
9º – Lille (FRA) – 65,5 milhões
10º– Arsenal (ING) – 53 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Monaco (FRA) – 167,5 milhões de euros
2º – Chelsea (ING) – 122,2 milhões
3º – Real Madrid (ESP) – 122 milhões
4º – Benfica (POR) – 114,1 milhões
5º – Roma (ITA) – 108,3 milhões
6º – Everton (ING) – 106,3 milhões
7º – Juventus (ITA) – 105,8 milhões
8º – Lyon (FRA) – 102,8 milhões
9º – Sevilla (ESP) – 77 milhões
10º – Porto (POR) – 61,9 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Romelu Lukaku (BEL/Manchester United) – 84,7 milhões de euros
2º – Álvaro Morata (ESP/Chelsea) – 65 milhões
3º – Benjamin Mendy (FRA/Manchester City) – 57,5 milhões
4º – Alexander Lacazette (FRA/Arsenal) – 53 milhões
5º – Kyle Walker (ING/Manchester City) – 51 milhões
6º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões
7º – Nemanja Vidic (SER/Manchester United) – 44,7 milhões
8º – Leonardo Bonucci (ITA/Milan) – 42 milhões
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões
10º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Danilo (Manchester City) – 30 milhões
3º – Thiago Maia (Lille) – 14 milhões
4º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
5º – Douglas (Manchester City) – 12 milhões
6º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
7º – Luiz Gustavo (Olympique de Marselha) – 10 milhões
8º – Thiago Mendes (Lille) – 9 milhões
9º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
Wanderson (Krasnodar) – 8 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Mais caro de 2007 vai de “novo Ronaldinho” na Europa a figurante no Brasil
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Rafael Reis

Em dez anos, o jogador brasileiro mais caro da janela de transferências da temporada 2007/08 do futebol europeu deixou de ser o “novo Ronaldinho” e o futuro camisa 10 da seleção para se tornar um mero coadjuvante no futebol nacional.

Anderson chegou ao Manchester United no dia 2 de julho de 2007 após o clube inglês pagar 31,5 milhões de euros (R$ 115 milhões, na cotação atual) ao Porto.

A contratação do jogador gaúcho foi o maior negócio envolvendo um atleta brasileiro naquela temporada e, até então, o terceiro maior da história –apenas as idas de Ronaldo para o Real Madrid (2002) e Ronaldinho para o Barcelona (2003) haviam movimentado mais grana.

Mesmo com o alto valor da transferência, nada naquele momento indicava que o United não deveria fazer um investimento tão alto por Anderson.

Aos 19 anos, o meia parecia seguir a mesma cartilha de sucesso de Ronaldinho, que brilhava com a camisa do Barcelona e havia sido eleito o melhor jogador do mundo em dois dos últimos três anos.

Tal como Ronaldinho, Anderson havia surgido como um fenômeno adolescente no Grêmio, feito sucesso nas categorias de base da seleção brasileira e passado por uma liga menor (Portugal) antes de desembarcar em um dos maiores clubes do planeta.

Mas as coincidências com o astro do Barça acabaram assim que o brasileiro vestiu a camisa vermelha do United. Para começar, Alex Ferguson decidiu alterar sua posição em campo e transformou o habilidoso e criativo meia-atacante gaúcho em uma espécie de volante.

Inicialmente, Anderson até seu adaptou bem à nova função. Em seus dois primeiros anos de Inglaterra, foi titular da equipe, conquistou um título de Liga dos Campeões da Europa, disputou os Jogos Olímpicos e frequentou as convocações da seleção brasileira adulta.

Só que a partir de 2010, tudo começou a dar errado para o meio-campista. O jogador sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, foi multado por retornar ao Brasil sem autorização do treinador e bateu o carro enquanto se recuperava da contusão.

Quando retornou ao futebol, Anderson já não era mais o mesmo. O brasileiro começou a ter problemas de peso, enfrentou várias pequenas contusões e foi se afastando cada vez mais do time titular até ser emprestado à Fiorentina em 2014 e cedido gratuitamente ao Internacional no ano seguinte.

No total, Anderson disputou 181 partidas pelo Manchester United e marcou nove gols. Pouco, ou melhor, quase nada para quem custou tanto e era apontado como um futuro candidato ao prêmio de melhor jogador do mundo.

A passagem pelo Inter também esteve longe de impressionar. O meia retornou ao Rio Grande do Sul para atuar no arquirrival do clube onde foi formado, assinou um contrato com salário milionário, chegou a acertar um soco em um companheiro de time durante treinamento e acabou rebaixado para a Série B no ano passado.

Mas Anderson não ficou no Inter para disputar a segunda divisão. Em fevereiro, foi emprestado para o Coritiba, 12º colocado no Campeonato Brasileiro. Em 16 partidas pela equipe paranaense, soma três gols e três cartões amarelos.

Recentemente, o jogador deu entrevistas afirmando ter propostas de Portugal e Turquia para retornar à Europa. Mas, dez anos depois de desembarcar no Manchester United como candidato a astro internacional, Anderson certamente não seria um dos brasileiros mais caros da atual janela de transferência.


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Mercado da Bola já movimentou R$ 9,5 bi; conheça os 10 reforços mais caros
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Rafael Reis

Impulsionada pelos gastos do Milan e dos grandes clubes da Inglaterra, a janela de transferências para temporada 2017/18 já movimentou mais de 2,6 bilhões de euros, algo em torno de R$ 9,5 bilhões.

Das dez contratações mais caras fechadas ao longo das últimas semanas, nove foram feitas por times italianos ou por equipes que disputam a Premier League. O meia francês Corentin Tolisso, reforço do Bayern de Munique, é o único intruso na lista.

Os jogadores franceses são os que mais protagonizaram grandes negócios até o momento. Três transferências do “top 10” envolveram atletas do país campeão mundial de 1998: Lacazette, Bakayoko e Tolisso.

O goleiro brasileiro Ederson, que trocou o Benfica pelo Manchester City, é o único brasileiro na lista das maiores transferências. Sua mudança de clube custou 40 milhões de euros (R$ 146 milhões) ao time dirigido por Pep Guardiola.

Não à toa, os campeonatos Inglês e Italiano são as duas ligas nacionais que mais torraram dinheiro em contratações nesta janela. A Premier League lidera o ranking de competições gastonas, com investimento superior a 750 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões), e é seguida pela Série A, que já movimentou mais de 540 milhões de euros (quase R$ 2 bilhões).

Nas principais ligas da Europa, a janela de transferências para a temporada 2017/18 vai até o dia 31 de agosto. Ou seja, ainda há muito tempo para todas essas cifras aumentaram consideravelmente.

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Romelu Lukaku (BEL/Manchester United) – 84,7 milhões de euros
2º – Alexander Lacazette (FRA/Arsenal) – 53 milhões
3º – Kyle Walker (ING/Manchester City) – 51 milhões
4º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
5º – Leonardo Bonucci (ITA/Milan) – 42 milhões
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
7º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
8º – Tiemoué Bakayoko (FRA/Chelsea) – 40 milhões
Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
10º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Douglas (Manchester City) – 12 milhões
4º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
5º – Luiz Gustavo (Olympique de Marselha) – 10 milhões
6º – Thiago Mendes (Lille) – 9 milhões
7º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
Wanderson (Krasnodar) – 8 milhões
10º – Lyanco (Torino) – 7 milhões
Maicon (Galatasaray) – 7 milhões
Marcelo (Lyon) – 7 milhões
Neto (Valencia) – 7 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Milan (ITA) – 189,5 milhões
2º – Manchester City (ING) – 153 milhões
3º – Manchester United (ING) – 119,7 milhões
4º – Bayern de Munique (ALE) – 100,5 milhões
5º – Everton (ING) – 98 milhões
6º – Roma (ITA) – 78 milhões
7º – Chelsea (ING) – 75 milhões
8º – Juventus (ITA) – 53,5 milhões
9º – Arsenal (ING) – 53 milhões
10º – Monaco (FRA) – 51 milhões
Lille (FRA) – 51 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 112,3 milhões
2º – Monaco (FRA) – 111 milhões
3º – Roma (ITA) – 108,3 milhões
4º – Everton (ING) – 106,3 milhões
5º – Lyon (FRA) – 101 milhões
6º – Juventus (ITA) – 88,2 milhões
7º – Sevilla (ESP) – 78 milhões
8º – Chelsea (ING) – 77,5 milhões
9º – Porto (POR) – 61,9 milhões
10º – Sampdoria (ITA) – 51,5 milhões

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Inglês – 754,5 milhões
2º – Campeonato Italiano – 544,3 milhões
3º – Campeonato Alemão – 441,2 milhões de euros
4º – Campeonato Espanhol – 313,3 milhões
5º – Campeonato Francês – 272,2 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 100,7 milhões
7º – Campeonato Russo – 68,4 milhões
8º – Campeonato Belga – 56,3 milhões
9º – Campeonato Mexicano – 49,3 milhões
10º – Campeonato Português – 43,3 milhões
TOTAL: 2,6 bilhões de euros (R$ 9,5 bilhões)

Fonte: Transfermarkt


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Rafael Reis

Não é de hoje que o reforço mais caro da atual janela de transferências do futebol europeu convive com câmeras apontadas para ele.

Contratado do Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou pelo menos 84,7 milhões de euros (R$ 309 milhões), Romelu Lukaku descobriu o que é a fama ainda na adolescência.

Em 2010, quando tinha apenas 17 anos e estava em sua segunda temporada como profissional do Anderlecht, o centroavante protagonizou um reality show na TV belga.

Exibido em dez episódios, “De School van Lukaku” (A Escola de Lukaku, em tradução livre para o português) mostrava o cotidiano dos alunos do último ano do ensino médio de um colégio de Bruxelas, capital da Bélgica.

Apesar de estrelado por um futuro astro do esporte mundial, o programa não tinha o futebol como tema.

De acordo com sua sinopse, o reality era focado nos anseios, temores e expectativas de adolescentes prestes a ingressar na vida adulta. Durante o show, Lukaku e os colegas de sala expuseram suas opiniões sobre temas como amizade, mercado de trabalho, sexo, religião, segurança e futuro.

Além da nova esperança de gols do United, outros garotos das categorias de base do Anderlecht que estudavam na escola participaram do programa. Nenhum deles, porém, conseguiu ter destaque como profissional.

Lukaku permaneceu no clube que o revelou até 2011, quando teve a primeira grande chance de sua carreira ao se transferir para o Chelsea. Muito jovem, o belga praticamente não jogou, foi emprestado ao West Bromwich e acabou negociado com o Everton.

No clube de Liverpool, o centroavante deslanchou. Foram 68 gols em 141 partidas, a artilharia da Liga Europa de 2015 e o segundo lugar na lista dos goleadores da última edição do Campeonato Inglês.

O bom futebol no Everton chamou a atenção de United e Chelsea, que passaram a disputar sua contratação. A equipe de Manchester levou a melhor na disputa ao desembolsar o segundo maior valor já pago por um jogador em sua história –só fica atrás de Paul Pogba, contratado na temporada passada por 105 milhões de euros (R$ 383 milhões).

Na seleção, Lukaku já é um veterano. Ele estreou pela Bélgica em março de 2010, antes mesmo do reality show sobre sua turma de escola ir ao ar. O centroavante esteve na Copa do Mundo-2014 e já marcou 23 gols em 59 partidas vestindo a camisa vermelha.

Desde 2015, o atacante costuma ter como companheiro de seleção um outro integrante da família, seu irmão Jordan, um ano e dois meses mais novo, que é lateral esquerdo da Lazio.


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Janela já movimentou R$ 4,5 bi em transferências; Bundesliga lidera gastos
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Rafael Reis

A menos de uma semana da abertura da janela de transferências para o futebol europeu, o Mercado da Bola já movimentou mais de 1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões) em compras e vendas de jogadores para a temporada 2017/18.

Apesar de o período de concretização de transferências internacionais nas principais ligas do planeta começar oficialmente apenas no sábado, os grandes clubes da Europa já estão em pleno vapor à caça de reforços para as competições dos próximos meses.

Contrariando uma tendência das últimas temporadas, o campeonato “mais gastão” de 2017/18 não é a Premier League inglesa, mas sim a Bundesliga alemã.

Até a última segunda-feira, os 18 clubes da primeira divisão do atual campeão mundial de futebol haviam gasto juntos 298 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) na chegada de novos jogadores, pouco mais que os 288,9 milhões de euros (R$ 1 bilhão) desembolsados pelos 20 times que disputam o Campeonato Inglês.

Mas, curiosamente, só dois dos dez negócios mais caros da janela haviam sido protagonizados por equipes alemãs, as compras dos franceses Corentin Tolisso e Kingsley Coman pelo Bayern de Munique.

Já os ingleses eram responsáveis por seis das dez contratações mais caras para a próxima temporada, inclusive a ida do meia-atacante português Bernardo Silva para o Manchester City, a líder do ranking dos grandes negócios de 2017/18.

Das dez ligas mais gastonas da temporada, nove são de países localizados na Europa. A exceção é o Campeonato Mexicano, que aparece na sétima colocação na lista, com investimento de 35,9 milhões de euros (R$ 134 milhões) em transferências.

O top 10 também conta com uma segunda divisão, a da Inglaterra, que já gastou 33,4 milhões de euros (R$ 124,8 milhões) em reforços e aparece no oitavo lugar entre todas as ligas nacionais do planeta.

O “Blog do Rafael Reis” publicada semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Alemão – 298,8 milhões de euros
2º – Campeonato Inglês – 288,9 milhões
3º – Campeonato Italiano – 263,9 milhões
4º – Campeonato Francês – 101,8 milhões
5º – Campeonato Espanhol – 76,1 milhões
6º – Campeonato Belga – 44,8 milhões
7º – Campeonato Mexicano – 35,9 milhões
8º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 33,4 milhões
9º – Campeonato Português – 27,8 milhões
10º – Campeonato Turco – 14,8 milhões
TOTAL:
1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões)

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
3º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
4º – Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
5º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões
6º – Victor Lindelöf (SUE/Manchester United) – 35 milhões
7º – Jordan Pickford (ING/Everton) – 28,5 milhões
8º – Davy Klaasen (ING/Everton) – 27 milhões
9º – Youri Tielemans (FRA/Monaco) – 25 milhões
10º – Kingsley Coman (FRA/Bayern de Munique) – 21 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
4º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
6º – Lyanco (Torino) – 6 milhões
7º – Marlon (Barcelona) – 5 milhões
William (Wolfsburg) – 5 milhões
9º – Marçal (Lyon) – 4,5 milhões
Guilherme (La Coruña) – 4,5 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Bayern de Munique (ALE) – 90,5 milhões de euros
2º – Manchester City (ING) – 90 milhões
3º – Milan (ITA) – 82 milhões
4º – Everton (ING) – 55,5 milhões
5º – Juventus (ITA) – 47,5 milhões
6º – Borussia Dortmund (ALE) – 44 milhões
7º – Liverpool (ING) – 42 milhões
8º – Monaco (FRA) – 36 milhões
9º – Roma (ITA) – 35,5 milhões
10º – Manchester United (ING) – 35 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 81,8 milhões de euros
2º – Monaco (FRA) – 62,5 milhões
3º – Porto (POR) – 45 milhões
4º – Lyon (FRA) – 43 milhões
5º – Roma (ITA) – 42 milhões
6º – Juventus (ITA) – 38,5 milhões
7º – Torino (ITA) – 36,6 milhões
8º – Anderlecht (BEL) – 27,2 milhões
9º – Freiburg (ALE) – 26,5 milhões
10º – Wolfsburg (ALE) – 25 milhões

Fonte: Transfermarkt


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City é quem mais investiu em reforços desde 2007; veja o top 10 dos gastões
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Rafael Reis

Um bilhão e 430 milhões de euros, mais de R$ 5,3 bilhões. Grana suficiente para comprar mais de 3 mil Ferraris, 15 apartamentos do mais luxuoso edifício de Mônaco ou formar um time com 11 Pogbas.

Foi esse o dinheiro investido em contratações pelo Manchester City ao longo dos últimos dez anos. Desde 2007, nenhum clube gastou tanto no Mercado da Bola quanto o terceiro colocado do último Campeonato Inglês.

Foram 294 jogadores contratados. O mais caro deles, o meia belga Kevin de Bruyne, foi adquirido do Wolfsburg, dois anos atrás, por 74 milhões de euros (R$ 275 milhões).

O saldo do City no mercado de transferências desde a temporada 2007/08 é assustador: prejuízo de 1,096 bilhão (mais de R$ 4 bilhões). É disparada a maior balança comercial entre todos os clubes do planeta.

Esse prejuízo é absorvido sem reclamação pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e proprietário do clube inglês desde agosto de 2008.

A grana investida pelo magnata tirou o City do meio da tabela da Premier League, rendeu-lhe dois títulos nacionais e uma semifinal de Liga dos Campeões da Europa. Pouco para o clube que mais contratou ao longo dos últimos dez anos.

O segundo time que mais investiu em reforços no período, o Real Madrid, com 1,06 bilhão de euros (R$ 3,94 bilhões) gastos na chegada de novos jogadores, faturou três Champions na última década e é o atual bicampeão continental.

Dos dez clubes que mais gastaram com reforços nos últimos dez anos, cinco são ingleses (Manchester City, Chelsea, Manchester United, Liverpool e Tottenham) e três fazem parte do grupo dos novos ricos, times que só passaram a ocupar o primeiro escalão do futebol mundial depois de serem adquiridos por algum magnata: City, Chelsea e Paris Saint-Germain.

Juntas, essas dez agremiações torraram mais de 9,2 bilhões de euros (R$ 34 bilhões) só com compras de jogadores desde 2007.

Chama a atenção a ausência Bayern de Munique e Atlético de Madri no top 10 do ranking dos grandes compradores do futebol europeu. Afinal, trata-se de dois dos clubes de maior regularidade nas últimas edições da Champions.

Os alemães, que conquistaram o título europeu em 2013, ocupam a 11ª colocação na lista, com 627 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões) de investimento no Mercado da Bola e aparecem logo à frente do Atlético, 12º, com gastos na casa de 620 milhões de euros (também R$ 2,3 bilhões).

OS 10 CLUBES QUE MAIS GASTARAM COM REFORÇOS NOS ÚLTIMOS 10 ANOS:

1º – Manchester City (ING) – 1,43 bilhão de euros
2º – Real Madrid (ESP) – 1,06 bilhão
3º – Manchester United (ING) – 993 milhões
4º – Chelsea (ING) – 938 milhões
5º – Juventus (ITA) – 888 milhões
6º – Barcelona (ESP) – 885 milhões
7º – Liverpool (ING) – 855 milhões
8º – Paris Saint-Germain (FRA) – 759 milhões
9º – Tottenham (ING) – 710 milhões
10º – Inter de Milão (ITA) – 685 milhões


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Rafael Reis

Ao ver três terroristas invadirem armados com facas um bar chamado Black & Blue, no último sábado, em Londres, Roy Larner, 47, não teve dúvidas. O inglês gritou “foda-se, eu sou Millwall” e, com as mãos livres, partiu para cima dos radicais islâmicos.

Não foi à toa que o “Leão da London Bridge”, como tem sido chamado pela imprensa britânica, fez questão de evocar seu time de coração antes do confronto que salvou inúmeras vidas na capital inglesa e o levou para o hospital.

Apesar de estar fora da primeira divisão inglesa desde 1991 e de jamais ter conquistado um título realmente relevante, o Millwall é um clube conhecido mundialmente. Evidentemente, não por seus feitos dentro de campo.

O que torna o time da região leste de Londres tão famoso é justamente a ferocidade dos seus torcedores, os mais temidos de toda a Inglaterra.

O Millwall Bushwackers, torcida extremista ligado ao clube, foi o grupo de hooligans mais perigoso do auge da violência no futebol inglês (décadas de 1970 e 80) e produziu alguns dos episódios mais aterrorizantes dos estádios da terra da Rainha.

Em 1978, hooligans do Millwall proporcionaram uma verdadeira batalha campal contra torcedores do Ipswich Town antes de uma partida da Copa da Inglaterra. Os confrontos começaram do lado de fora da arena e chegaram até dentro do gramado. Pedras, garrafas e tijolos foram usados no enfrentamento, que fez o clube ficar impedido de disputar a competição por dois anos.

Sete anos mais tarde, houve um incidente ainda mais grave. Cerca de dez mil fãs da equipe londrina viajaram a Luton para outra partida da Copa da Inglaterra. O saldo da invasão mostra o tamanho da confusão na qual eles se meteram: 700 assentos foram jogados no gramado e mais de 80 pessoas ficaram feridas, sendo 33 delas policiais.

Nem mesmo a guerra aos hooligans promovida pelo governo britânico nas últimas décadas fez com que o lema “No one like us, we don’t care” (Ninguém gosta de nós, nós não nos importamos), cantado a plenos pulmões pelo Bushwackers, deixasse de ser atual.

Em 2002, torcedores do Millwall usaram até fogos de artifício para deixar 45 policiais feridos após a frustração de o time não conseguir o acesso da terceira para a segunda divisão inglesa. Já em 2009, um clássico contra o West Ham, seu arquirrival, chegou a ser interrompido três vezes devido a invasões de campo.

A rivalidade entre Millwall e West Ham é tão famosa e temida que já foi parar até nas telas de cinema. Os sangrentos confrontos entre os dois clubes fazem parte do enredo da trilogia Hooligans (Green Street), lançada entre 2005 e 2013.


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Menos gol e mais zagueiro: Como D. Luiz se transformou e deu volta por cima
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Rafael Reis

Para ser campeão inglês, tornar-se um dos destaques positivos do Chelsea na temporada, começar a recuperar o respeito do torcedor e voltar a ser cogitado na seleção brasileira, David Luiz precisou virar zagueiro de verdade.

A afirmação pode até parecer estranha, já que o jogador de 30 anos ficou conhecido internacionalmente e passou a maior parte da carreira jogando no miolo de zaga.

Mas o que difere o David Luiz que proporcionou lances estabanados e que não se mostrava tão confiável no fiasco brasileiro na Copa do Mundo-2014 e nas últimas temporadas no Paris Saint-Germain do David Luiz sólido como uma rocha na atual temporada é justamente seu comportamento de zagueiro.

O agora trintão deixou de lado o gosto pelo ataque, que tanto atormentava treinadores e torcedores que lhe cobravam mais disciplina tática, para se contentar em defender e, vez ou outra, até adotar o humilde jeitão “beque de fazenda”.

Os números comprovam essa transformação de estilo do zagueiro brasileiro.

O jogador, que já chegou a participar ativamente, ou seja, balançando as redes e dando passes para seus companheiros marcarem, de 12 gols em uma temporada, a de 2012/13, só anotou um gol desde agosto e ainda não distribui nenhuma assistência.

Desde 2007/08, seu segundo ano na Europa, David Luiz não tinha uma produção ofensiva tão baixa. E, vale lembrar que, naquela temporada, ele jogou apenas 12 vezes pelo Benfica. Na atual, já são 36 jogos pelo Chelsea e mais quatro no PSG.

A menor preocupação com o ataque veio acompanhada de um aumento na seriedade que o brasileiro demonstra em campo. Os tempos de sair driblando adversários no campo de defesa e insistir nos passes curtos, mesmo quando pressionado pela marcação, ficaram no passado.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, David Luiz dá em média 5,1 chutões por jogo nesta temporada. Sua média de “aliviadas” no PSG era de apenas 3,5 por partida e, na primeira passagem pelo Chelsea, 4,3.

O “novo” David Luiz caiu nas graças de Antonio Conte, o treinador italiano que reconduziu o Chelsea ao caminho do título inglês depois de um péssimo desempenho na temporada anterior.

O brasileiro assumiu a titularidade na quinta rodada do Inglês, subiu de desempenho depois da adoção do esquema com três zagueiros e não saiu mais do time.

Campeão da Premier League, David Luiz ainda foi escolhido o melhor jogador de defesa da primeira metade da temporada pelo jornal “Telegraph” e acabou escolhido para a seleção de 2016/17, em eleição da PFA, o sindicato dos jogadores profissionais da Inglaterra.


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