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Wenger criou Arsenal “francês” e gastou 20% do orçamento com compatriotas
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Rafael Reis

Em quase 22 anos como técnico do Arsenal, Arsène Wenger gastou 913,6 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões) em reforços. E cerca de 20% desse montante foi aplicado apenas na contratação de jogadores franceses.

O investimento de 186,7 milhões de euros (R$ 782,6) em seus compatriotas foi uma das principais e mais criticadas características da longa passagem do treinador por Highbury e, posteriormente, pelo Emirates Stadium.

O reforço padrão do Arsenal durante as mais de duas décadas de “era Wenger” sempre foi um jovem, muitas vezes pouco conhecido internacionalmente, mas que vinha se destacando no futebol francês.

A obsessão do treinador por atletas de sua terra natal fez com que muitas vezes o clube londrino tivesse mais franceses em campo do que as equipes que disputam a Ligue 1.

A prioridade dada por Wenger aos compatriotas rendeu ao Arsenal alguns dos grandes ídolos de sua história recente, como Thierry Henry, o artilheiro máximo do clube em todos os tempos, e o meia-atacante Robert Pirès, figura essencial na conquista do título inglês invicto em 2004.

Por outro lado, também levou à Inglaterra algumas bombas que os torcedores Gunners sonham esquecer. Casos do lateral direito Mathieu Debuchy, do zagueiro Sébastien Squillaci e do atacante Jérémie Aliadière.

O primeiro reforço da “era Wenger” já foi um francês: o centroavante Nicolas Anelka, então um adolescente de 17 anos que despontava no PSG. O último, também nasceu na França: o atacante Pierre-Emerick Aubameyang, que escolheu defender a seleção do Gabão.

O Arsenal francês do treinador em Strasbourg foi responsável direto por uma revolução na Premier League.

Foi graças ao vários latinos escalados por Wenger que a primeira divisão inglesa começou a abandonar as ligações diretas e os chuveirinhos que faziam parte do seu DNA para dar espaço ao estilo mais técnico que vemos hoje em dia.

Mas o técnico não conseguiu se reinventar. Enquanto seus rivais gastavam rios de dinheiro na contratação de alguns dos melhores jogadores do planeta, ele preferiu continuar investindo na lapidação de jovens que se destacavam na França.

O preço a pagar por essa ousadia foi caro. Quatorze anos sem ganhar o Campeonato Inglês e uma dificuldade enorme até para conseguir se classificar para a Liga dos Campeões–nesta temporada, por exemplo, o time disputa a Liga Europa.

O que vai chegar ao fim no encerramento da atual temporada, quando o treinador deixar o cargo, conforme anunciado na sexta-feira, não será apenas a “era Wenger”, mas também a “era francesa” do Arsenal.

OS 10 FRANCESES MAIS CAROS DA “ERA WENGER”

1 – Alexandre Lacazette (2017) – 53 milhões de euros
2 – Sylvain Wiltord (2000) – 17,5 milhões
3 – Thierry Henry (1999) – 16,1 milhões
4 – Samir Nasri (2008) – 16 milhões
5 – Mathieu Debuchy (2014) – 15 milhões
6 – Laurent Koscielny (2010) – 12,5 milhões
7 – Olivier Giroud (2012) – 12 milhões
8 – Robert Pirès (2000) – 9,8 milhões
9 – Bacary Sagna (2007) – 9 milhões
10 – Sébastien Squillaci (2010) – 6,5 milhões


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Falta de gols e finalizações: Gabriel Jesus vive pior semestre na Europa
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Rafael Reis

Gabriel Jesus pode conquistar neste sábado o primeiro título inglês de sua carreira. E justamente em um confronto contra o Manchester United, o maior adversário do seu time, o Manchester City.

Mas engana-se quem pensa que esse é um momento de festa para o atacante titular da seleção brasileira.

Além da derrota por 3 a 0 para o Liverpool, na quarta, que deixou o City à beira da eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, o ex-jogador do Palmeiras tem um outro grande motivo para estar preocupado: sua fase.

O garoto de 21 anos vive seu pior semestre desde que chegou à Europa, em janeiro de 2017.

Hoje reserva do argentino Sergio Agüero, que está machucado, o camisa 33 marcou apenas duas vezes em sete partidas disputadas neste início de ano. A média de 0,28 gol por jogo é bem pior que a de 0,37 do semestre passado e que a de 0,64 registrada na temporada passada.

A queda no volume de gols de Gabriel Jesus não é uma mera questão de falta de pontaria. O brasileiro está cada vez participando menos das ações ofensivas da equipe comandada por Pep Guardiola.

Segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a quantidade de finalizações do brasileiro vem caindo progressivamente.

Em seu semestre de estreia no City, ele finalizava em média 2,4 vezes por partida. Esse número caiu para 1,9 entre agosto e dezembro de 2017. E agora, não chega nem a 0,9.

Não à toa, Gabriel Jesus ficou muito irritado com seu desempenho na partida contra o Liverpool. Apesar de ter ficado em campo durante os 90 minutos, só deu um chute a gol e, ainda por cima, recebeu cartão amarelo por reclamação.

“Foi uma das minhas piores partidas. Não consegui movimentar e nem finalizar. Não tem como estar feliz”, afirmou.

A fase negativa de Gabriel Jesus não poderia vir em um momento pior. Na reta final da temporada, o City precisa confirmar o título inglês e enfrenta os mata-matas decisivos da Champions, título que o clube nunca conquistou.

Além disso, faltam apenas dois meses para a Copa do Mundo, e Roberto Firmino, o principal rival do ex-Palmeiras pela vaga de titular do ataque da seleção brasileira, está voando. O camisa 9 do Liverpool marcou seis vezes e deu cinco assistências em suas últimas 12 apresentações pelo clube inglês.

O City lidera a Premier League com 84 pontos, 16 a mais que o United, segundo colocado. Para ser campeão já neste sábado, com seis rodadas de antecipação, precisa vencer o dérbi de Manchester, que será disputado a partir das 13h30 (de Brasília), no Etihad Stadium.


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Salah dispara na liderança da Chuteira de Ouro; CR7 estreia no top 10
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Rafael Reis

A Chuteira de Ouro 2017/18 tem um novo rei. Ou melhor, um novo faraó.

Com os quatro gols marcados na vitória por 5 a 0 do Liverpool sobre o Watford, no sábado, o egípcio Mohamed Salah não apenas assumiu a liderança isolada do prêmio concedido ao artilheiro máximo dos campeonatos nacionais da Europa na temporada, como também uma vantagem confortável na disputa pelo troféu.

O camisa 11 dos Reds soma agora 56 pontos, resultado das 28 bolas que colocou para dentro das redes no Campeonato Inglês.

Atual vencedor da Chuteira de Ouro, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, tem 50 pontos e ocupa a segunda colocação. Portanto, a diferença do líder para o vice-líder é de três gols.

Contratado em julho por 42 milhões de euros (quase R$ 170 milhões), Salah vive a melhor temporada de sua carreira. Na soma de todas as competições, o egípcio já marcou 36 vezes com a camisa do Liverpool.

Antes da passagem pelo clube inglês, o ex-atacante de Roma e Chelsea jamais havia marcado mais de 19 gols em uma única temporada.

Agora favorito à Chuteira de Ouro, Salah está de olho em um feito histórico. Em 50 de existência, o prêmio dado por alguns dos principais veículos da imprensa esportiva europeia jamais foi para mãos de um jogador africano.

Mesmo atacantes históricos da região, como o camaronês Samuel Eto’o, o marfinense Didier Drogba e o liberiano George Weah, não conseguiram se sagrar o maior goleador de uma temporada no Velho Continente.

Além do sucesso no Liverpool, Salah vem brilhando também com a camisa da seleção egípcia. O atacante, que já marcou 32 vezes em 56 partidas pelo seu país, é o grande nome da equipe que vai disputar a Copa do Mundo-2018 depois de 28 anos de ausência na competição.

O top 10 da Chuteira de Ouro nesta semana tem uma outra novidade: a presença de Cristiano Ronaldo.

Um dos recordistas da história do prêmio (possui quatro troféus, assim como Messi), o português aparece pela primeira vez na temporada entre os dez maiores goleadores da Europa. Resultado dos quatro gols anotados no 6 a 3 aplicado pelo Real Madrid no Girona, no domingo.

CR7 divide a oitava colocação do ranking de artilheiros do continente com o argentino Mauro Icardi, da Inter de Milão. Cada um deles tem 22 gols no campeonato nacional que disputa, ou 44 pontos na classificação do prêmio.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. E aí,
nesta temporada, quem ficará com o prêmio?

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 56 pontos (28 gols)
2º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
3º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 48 pontos (24 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 48 pontos (24 gols)
Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 48 pontos (24 gols)
6º – Jonas (BRA, Benfica) – 46,5 pontos (31 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 46 pontos (23 gols)
8º –  Cristiano Ronaldo (POR, Real Madrid) – 44 pontos (22 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 44 pontos (22 gols)
10º – Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 42 pontos (21 gols)
Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)


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Como irmão cadeirante ajudou meia do Tottenham a superar lesão e traumas
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Rafael Reis

Meia do Tottenham, o argentino Érik Lamela não conseguia focar exclusivamente no exercício de sua profissão até pouco tempo atrás. O camisa 11 do time inglês estava doente, com o psicológico devastado, em estado de depressão.

Uma grave contusão no quadril, que o deixou fora de ação por mais de um ano (13 meses), a morte do seu cachorro, Simba, e o acidente que colocou seu irmão Axel em uma cadeira de rodas devastaram sua mente.

“Foram dias muito difíceis para mim, especialmente por estar em Londres. Eu tinha alguns familiares por perto, mas só moro aqui para jogar futebol. Se não fosse por isso, eu estaria na Argentina, junto com todo mundo. Minha cabeça não conseguia relaxar. Sempre havia dúvidas rondando minha mente. Eu ficava preocupado e pensava se realmente conseguiria ficar bem novamente”, disse Lamela, ao jornal britânico “Guardian”.

O argentino não procurou nenhum psiquiatra para falar sobre o problema que o afligia. Seu tratamento para superar a tristeza profunda que sentia foram a fé e a experiência de acompanhar de perto o drama vivido pelo irmão.

“Nós somos muito próximos e sempre tentava fazer ele se animar mesmo naquele momento difícil. O que aconteceu com ele foi uma das coisas que me fizeram perceber o que é realmente importante na nossa vida. A saúde vale mais que o futebol”, explicou.

Axel Lamela sofreu um acidente em dezembro de 2016, enquanto se divertia na Argentina. Ele bateu a cabeça na piscina e ficou paralítico. A situação fez seu irmão mais velho ficar fora da Inglaterra durante uma semana, com permissão do técnico Mauricio Pochettino, para cuidar da família.

“Eu tenho uma carreira no futebol, e contusão fazem parte delas. O que aconteceu com Axel é completamente diferente, é muito pior.”

Pouco mais de um ano depois do acidente, o irmão de Lamela já está melhor. Axel ainda não abandonou a cadeiras de rodas, mas já dá alguns passos com a ajuda de muletas.

Já o camisa 11 do Tottenham voltou aos gramados no final de novembro e acumula 22 jogos, um gol e cinco assistências desde então.


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Ex-Liverpool é demitido dias após vazar suposto flagra de sexo na web
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Rafael Reis

Vice-campeão europeu com o Liverpool em 2007 e com passagens por Arsenal, Stoke City, Wolverhampton e Zaragoza, entre outros, o meia-atacante Jermaine Pennant, 35, foi demitido do Bilericay Town, que disputa o equivalente à sétima divisão inglesa.

O clube, que participa de uma liga regional que engloba time de Londres, do Sudeste e do Oeste da Inglaterra, decidiu dispensar o jogador após ele protagonizar um escândalo sexual ao lado de sua mulher, Alice Goodwin.

Segundo diferentes veículos da imprensa britânica, Pennant foi flagrado tendo relações sexuais com a esposa em um site de sexo ao vivo pago.

Essa plataforma permite que usuários possam acompanhar performances eróticas desembolsando taxa de 8 libras por minuto (cerca de R$ 37/minuto). E um dos shows disponíveis era o do ex-jogador do Liverpool.

Na transmissão que gerou a polêmica e foi parar nos jornais, Pennant não mostrava o rosto. No entanto, sua identidade foi descoberta devido a uma tatuagem da palavra “Love” que ele possui na mão.

Além disso, Alice Goodwin, a modelo com quem o jogador é casado desde 2014, é profissional da área e já vinha trabalhando em sites de sexo fazendo performances eróticas via webcam.

“Isso é uma piada. O pior é que as pessoas vão mesmo pensar que sou um ator pornô. Não tenho uma vida perfeita, mas essa história é mentirosa”, negou o meia-atacante, em entrevista ao “Daily Mirror”.

O Bilericay Town, clube que o jogador defendia desde o início da temporada, parece não ter acreditado nele e, sem explicações oficiais, comunicou sua demissão logo após o caso aparecer na imprensa, no começo do mês.

Revelado nas categorias de base do Notts County, Pennant foi contratado pelo Arsenal quando tinha apenas 16 anos. E, desde então, vem recheando os tabloides ingleses com histórias de sua vida pessoal.

O jogador tem algumas passagens pela polícia. Em 2005, foi condenado à prisão por dirigir sob efeito de álcool e chegou a disputar uma partida da Premier League usando uma pulseira eletrônica para monitoramento.

O auge de sua carreira aconteceu no Liverpool. Entre 2006 e 2009, ele disputou 80 partidas pelos Reds, fez três gols e deu 18 assistências. Na decisão da Champions de 2007, foi escalado como titular por Rafa Benítez e participou dos 90 minutos da derrota por 2 a 1 contra o Milan.


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Como agente de Ibra virou pivô de crise de casal mais polêmico do futebol
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Rafael Reis

Um dos casais mais famosos e polêmicos do mundo do futebol, o formado pelo atacante argentino Mauro Icardi e pela dançarina argentina Wanda Nara, está em crise. E o motivo é a infidelidade.

Não, o capitão da Inter de Milão não andou pulando com a cerca com nenhuma garota. E nem Wanda se relacionou com outro homem.

A infidelidade que colocou em xeque o casamento dos argentinos não tem nada a ver com romance ou sexo. Foi uma questão totalmente profissional.

De acordo com o jornal italiano “Corriere dela Sera”, Nara não gostou de ver o marido conversando sobre o futuro de sua carreira com o empresário Mino Raiola, que cuida dos interesses de Zlatan Ibrahimovic, Paul Pogba e Gianluigi Donnarumma, entre outros.

Desde 2015, quando demitiu seu empresário, Icardi tem como agente a própria mulher.

Ainda segundo o jornal italiano, é ela quem está costurando uma possível transferência do camisa 9 da Inter para o Real Madrid na próxima temporada. O valor do negócio passaria dos 100 milhões de euros (pouco mais de R$ 401 milhões).

O motivo da aproximação de Raiola com Icardi também é o Mercado da Bola. O agente gostaria de levá-lo para o Manchester United. Mas, em vez de procurar a empresária e esposa do centroavante, preferiu conversar diretamente com o jogador, o que levou Nara a uma crise de ciúmes.

A crise no relacionamento do atacante argentino se tornou pública no fim de semana passada, quando ele deixou de seguir a mulher no “Instagram”. Nara não deixou por menos. Publicou uma foto sensual em sua rede social e provocou o marido na legenda: “só para os meus seguidores”.

No sábado, o centroavante da Inter tentou colocar panos quentes na situação. Também em sua conta no “Instagram”, postou uma foto ao lado da esposa e escreveu que a ama na mensagem.

Icardi e Wanda Nara estão juntos há quase cinco anos. Eles se conheceram quando o centroavante chegou ao futebol italiano, em 2011, e foi acolhido pelo também atacante argentino Maxi López, ídolo da adolescência do jogador da Inter e até então casado com a dançarina.

O romance começou como caso extraconjugal e virou casamento. Até hoje, López, atualmente na Udinese, recusa-se a cumprimentar o antigo amigo todas as vezes que eles se encontram em jogos do Campeonato Italiano.

Já o casal vive provocando o ex-jogador do Grêmio. Nara já postou uma imagem dos filhos do seu antigo casamento vestindo a camisa de Icardi durante um confronto entre a Inter e o time do pai das crianças. Além disso, também protagonizou uma propaganda em que ironizava pessoas traídas.


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“Bom com os pés”, Ederson se destaca nos passes e supera até De Bruyne
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Rafael Reis

Um dos destaques do Manchester City na temporada, o goleiro brasileiro Ederson foi contratado em julho do Benfica mais pela sua habilidade com os pés do que propriamente pela capacidade de evitar gols adversários.

Mas o que nem o técnico Pep Guardiola imaginava é que o arqueiro de 24 anos acabaria se destacando mais no passe do que o meia Kevin de Bruyne, craque do time e principal articulador das jogadas ofensivas do líder do Campeonato Inglês.

É isso mesmo. Passadas 22 rodadas da Premier League, Ederson tem um índice de acerto de passes superior ao do astro belga, um dos pré-candidatos a melhor jogador da temporada europeia e, consequentemente, do mundo.

De acordo com o “WhoScored?” site especializado nas estatísticas do futebol, o goleiro do City acertou na atual temporada 85,2% dos passes que efetuou. Já De Bruyne só conseguiu entregar para seus companheiros de time 83,3% das bolas que tentou.

Além do belga, outros jogadores importantes da equipe inglesa acertam menos passes que o arqueiro brasileiro. Ente eles, estão os atacantes Raheem Sterling (84,7%), Sergio Agüero (81,2%) e Gabriel Jesus (82,2%), além do meia-atacante alemão Leroy Sané (82,2%).

É evidente que, por atuarem em zonas com marcação mais intensa e terem a obrigação de criar jogadas ofensivas, os passes dados por esses jogadores de ataque têm um grau de dificuldade bem maior do que os de Ederson.

No entanto, na comparação com outros goleiros conhecidos mundialmente por serem “bons com os pés”, o brasileiro do City também leva vantagem.

Marc-André ter Stegen, do Barcelona, uma das referências no fundamento, acertou 81,7% dos passes nesta edição do Campeonato Espanhol. Já o aproveitamento do também alemão Manuel Neuer, do Bayern de Munique, é de 84,5%. Por fim, o espanhol David de Gea, do Manchester United, tem índice de acerto de apenas 56,1%.

Ter um goleiro com bom passe e, consequentemente, capacidade para iniciar as jogadas de sua equipe ainda no campo de defesa é uma das obsessões de Guardiola.

Na temporada passada, o treinador espanhol entregou a missão para o chileno Claudio Bravo, ex-Barcelona, que não deu conta do recado e hoje é reserva. Foi por isso que o clube inglês foi ao mercado no último verão europeu e desembolsou 40 milhões de euros (cerca de R$ 155 milhões) por Ederson.

O hoje reserva da seleção brasileira vem sendo aclamado desde que chegou à Inglaterra. Além dos elogios públicos feitos por Guardiola, ele foi eleito pela revista “FourFourTwo” a melhor contratação da temporada na Premier League.

Com Ederson debaixo da meta e dando o pontapé inicial para as saídas do City rumo ao ataque, o time de Manchester se tornou uma das sensações do futebol europeu em 2017/18.

A equipe lidera o Campeonato Inglês, com 62 pontos conquistados em 66 disputados, avançou para a fase final da Liga dos Campeões com a melhor campanha do seu grupo e só perdeu um dos 33 jogos que disputou na temporada.

Neste domingo, o City visita o Liverpool, quarto colocado da Premier League. No primeiro turno, os comandados de Guardiola aplicaram uma sonora goleada por 5 a 0 nos adversários deste fim de semana.


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Zagueiro mais caro do mundo não leva cartão há um ano e é novato em seleção
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Rafael Reis

Virgil van Dijk nunca disputou uma partida da fase final da Liga dos Campeões, jamais vestiu a camisa de um dos pesos pesados do futebol europeu e tem uma história de apenas dois anos por sua seleção.

Mesmo assim, transformou-se na última quarta-feira no zagueiro mais caro da história do futebol mundial.

Não foi à toa que o anúncio de que o Liverpool pagou quase 85 milhões de euros (quase R$ 335 milhões) para tirar o defensor holandês de 26 anos do Southampton deixou tanta gente perplexo.

Afinal, apesar de ter sido um dos melhores zagueiros do Campeonato Inglês nas duas últimas temporadas, Van Dijk não tem a mesma fama de Piqué, Bonucci, Boateng ou Sergio Ramos e é praticamente desconhecido para muitos fãs de futebol.

Isso deve à trajetória pouco glamorosa percorrida pelo jogador ao longo de sua carreira.

Filho de pai holandês com mãe surinamesa, o zagueiro jamais jogou por Ajax, PSV Eindhoven ou Feyenoord, os grandes clubes do seu país. Van Dijk foi formado nas categorias de base do Willem e se profissionalizou no Groningen.

Após três temporadas de relativo destaque na primeira divisão holandesa, foi negociado com o Celtic. Nos dois anos em que permaneceu na Escócia, o defensor colecionou títulos (foi bicampeão nacional e entrou duas vezes na seleção do campeonato).

O sucesso local não foi suficiente para despertar o interesse de um clube do primeiro escalão da Europa, mas conseguiu levá-lo para a badalada Premier League. Van Dijk assinou com o Southampton, um clube famoso por apostar em jovens jogadores.

Foi só depois de desembarcar na Inglaterra que sua carreira realmente decolou. Três meses após a transferência, o zagueiro disputou sua primeira partida pela seleção principal da Holanda. Na ocasião, já tinha 24 anos e três meses.

Ao longo de 70 jogos com a camisa do Southampton, Van Dijk marcou sete gols e se firmou como um dos jogadores de defesa mais cobiçados do futebol inglês. Tanto que foi disputado a tapas por Jürgen Klopp (Liverpool) e Pep Guardiola (Manchester City), o que acabou alavancando seu preço.

Muito bom no jogo aéreo e forte fisicamente sem perder velocidade, o holandês tem uma característica cada vez mais admirada pelos técnicos do primeiro escalão do futebol mundial: é um jogador limpo.

O último cartão amarelo recebido por Van Dijk completa aniversário de um ano neste domingo. E sua média de faltas na atual temporada (0,5 por partida, segundo o site “Who Scored?”) é das mais baixas entre os zagueiros titulares dos 20 clubes que disputam o Campeonato Inglês.

Van Dijk vale 85 milhões de euros e merece ser o zagueiro mais caro de todos os tempos? As respostas para essas perguntas começarão a ser descobertas a partir da próxima semana, quando ele desembarcar no Liverpool e chegar ao ponto mais alto de sua carreira.


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Traição, seleção nanica e carro tardio: as histórias vividas por De Bruyne
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Rafael Reis

Seis bolas na rede no Campeonato Inglês, 11 assistências nesta temporada, média de 2,7 oportunidades de gol criadas por jogo, acerto superior a 83% dos passes e o principal, o posto de grande nome do clube sensação da Europa.

Não é à toa que o meia belga Kevin de Bruyne, 26, caiu nas graças do técnico Pep Guardiola e virou um candidato real a brigar em um futuro próximo pelos prêmios de melhor jogador do planeta.

Mas o camisa 17 do Manchester City não é formado apenas de gols e passes espetaculares. Sua vida está cheia de histórias curiosas e surpreendentes que merecem ser compartilhadas com você, leitor.

Conheça então um pouco mais de Kevin de Bruyne:

JÁ FOI TRAÍDO
Hoje casado com Michele Lacroix, o craque do City foi traído por uma de suas ex-namoradas. E para piorar, o caso foi com um dos seus companheiros de seleção. A traição foi contada pela própria Caroline Lijnen, em entrevista ao jornal “Daily Mail”, em 2014. De acordo com a ex do craque, ela teve uma noite de sexo com o goleiro Thibaut Courtois enquanto ainda era namorada do meia. A revelação provocou um racha na seleção belga durante algum tempo, mas já foi digerida por De Bruyne, que hoje tem um bom relacionamento com Courtois.

COMPROU O 1º CARRO HÁ DOIS ANOS
De Bruyne não é lá muito chegado na badalação e na ostentação que costumam fazer parte da vida dos jogadores do primeiro escalão do futebol mundial. A prova disso é que o belga só comprou seu primeiro carro há dois anos. E o jogador só abriu a carteira para enfim comprar um veículo (uma SUV da Mercedes) porque precisava carregar seu filho pelas ruas de Manchester.

PODERIA DEFENDER A UMA DAS PIORES SELEÇÕES DO MUNDO
Você conseguiria imaginar um jogador do nível do camisa 17 do City vestindo a camisa da seleção que ocupa a 142ª posição no ranking da Fifa? Pois saiba que, se quisesse, De Bruyne poderia hoje ter como missão da carreira tentar classificar Burundi para uma Copa do Mundo. A mãe do meia, Anna, é natural desse pouco conhecido país africano, que faz fronteira com Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo.

TINHA TUDO PARA SER ASTRO DO CHELSEA
O torcedor do Chelsea que hoje vê De Bruyne brilhando pelo City deve ficar com uma bela dose de inveja. Afinal, o belga já foi contratado do clube londrino. O hoje astro do rival ficou vinculado ao Chelsea entre janeiro de 2012 e janeiro de 2014, período em que esteve emprestado ao Genk e ao Werder Bremen. Fora dos planos de José Mourinho, acabou negociado com o Wolfsburg,

LANÇOU UMA BIOGRAFIA AOS 23 ANOS
Quantos anos você precisa viver para ser capaz de reunir histórias suficientes para escrever uma biografia? De Bruyne não precisou nem de um quarto de século para decidir que havia chegado a hora de contar a história de sua vida em um livro. De Bruyne lançou sua autobiografia (“Keep it Simple”) logo após a Copa do Mundo-2014, quando tinha apenas 23 anos.


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Medalha de prata em eficiência, Gabriel Jesus é mais letal que Messi e Kane
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Rafael Reis

Centroavante titular da seleção brasileira e uma das principais esperanças de Tite para a Copa do Mundo-2018, Gabriel Jesus precisa de menos oportunidades para marcar um gol que Cavani, Neymar, Lewandowski, Harry Kane, Messi e Cristiano Ronaldo.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado na cobertura das estatísticas do futebol, o garoto de 20 anos é o segundo jogador mais letal entre os goleadores dos principais clubes do planeta.

Vice-artilheiro do Campeonato Inglês, o camisa 33 do Manchester City precisou de apenas 24 finalizações para anotar seus oito gols na competição. Ou seja, a cada três arremates, ele deixa uma bola na rede.

O aproveitamento de 33,3% das conclusões é muito superior ao de outros jogadores mundialmente conhecidos pelo faro artilheiro que possuem.

Lionel Messi, por exemplo, transforma em gols apenas 16,7% de suas finalizações na atual temporada do Espanhol. A marca de Luis Suárez, seu companheiro de ataque no Barcelona, é ainda mais baixa: 14,3%.

Já Harry Kane, do Tottenham, ostenta aproveitamento de 12,% dos seus chutes e cabeçadas a gol. Robert Lewandowski, o artilheiro do Bayern de Munique, vai melhor, mas ainda não alcança Gabriel Jesus: 29,5%.

Dentre os homens-gol das principais equipes do mundo, apenas um é mais letal que o jovem brasileiro: Radamel Falcao García. O centroavante colombiano transformou em bolas na rede 40,6% de suas finalizações no Francês –é o vice-artilheiro do torneio, com 13 gols.

Outros dois jogadores que disputam a Ligue 1 completam o top 4 dos atacantes mais eficientes da elite: o uruguaio Edinson Cavani (32,6%) e o brasileiro Neymar (32,1%), ambos do Paris Saint-Germain.

A eficiência de Gabriel Jesus está ligada a três fatores. O primeiro é a evolução na sua capacidade de finalização. O atacante, que perdia um número razoável de gols quando vestia a camisa do Palmeiras, amadureceu e agora raramente desperdiça as oportunidade mais claras que aparecem.

Além disso, seu posicionamento e o estilo de jogo do City favorecem essa conta. O brasileiro vem sendo chamado de “artilheiro dos gols fáceis”, já que parte considerável dos seus tentos consiste apenas em empurrar a bola para as redes com o goleiro já batido.

Isso se deve à sua capacidade de antever as jogadas e se posicionar corretamente dentro da área para receber as assistências dos seus companheiros e também à forma de jogar da equipe de Guardiola, que prioriza os toques curtos e costuma trocar passes até a pequena área adversária.

É por isso que o “artilheiro dos gols fáceis” é também um dos atacantes mais letais da atualidade.

APROVEITAMENTO DOS PRINCIPAIS ATACANTES DO MUNDO*

1º – Falcao García (Monaco) – 40,6% de eficiência (13 gols em 32 finalizações)
2º – Gabriel Jesus (Manchester City) – 33,3% (8 gols em 24 finalizações)
3º – Edinson Cavani (PSG) – 32,6%  (15 gols em 46 finalizações)
4º – Neymar (PSG) – 32,1% (9 gols em 28 finalizações)
5º – Mauro Icardi (Inter de Milão) – 29,5% (13 gols em 44 finalizações)
Robert Lewandowski (Bayern) – 29,5% (13 gols em 44 finalizações)
7º – Ciro Immobile (Lazio) – 28,8% (15 gols em 52 finalizações)
8º – Sergio Agüero (Manchester City) – 27,6% (8 gols em 29 finalizações)
9º – Alvaro Morata (Chelsea) – 25,8% (8 gols em 31 finalizações)
10º – P.E. Aubameyang (B. Dortmund) – 23,8% (10 gols em 42 finalizações)
11º – Mohamed Salah (Liverpool) – 21,4% (9 gols em 42 finalizações)
12º – Dries Mertens (Napoli) – 20,4% (10 gols em 49 finalizações)
13º – Romelu Lukaku (Manchester United) – 19% (8 gols em 42 finalizações)
14º – Paulo Dybala (Juventus) – 19,7% (12 gols em 61 finalizações)
15º – Lionel Messi (Barcelona) – 16,7% (12 gols em 72 finalizações)
16º – Luis Suárez (Barcelona) – 14,3%¨(5 gols em 35 finalizações)
17º – Harry Kane (Tottenham) – 12,5% (8 gols em 64 finalizações)
18º – Cristiano Ronaldo (Real Madrid) 0,2% (1 gol em 55 finalizações)

*em campeonatos nacionais, na temporada 2017/18, segundo o “Who Scored?”

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