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Como zagueiro de R$ 336 milhões ficou barato para o Liverpool
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Rafael Reis

No dia 27 de dezembro de 2017, o Liverpool transformou Virgil van Dijk no zagueiro mais caro da história do futebol mundial. Pouco mais de um ano depois, já tem torcedor dos Reds achando que os 78,8 milhões de euros (R$ 336,5 milhões) pagos pelo jogador foram uma verdadeira pechincha.

Isso porque o holandês transformou o sistema defensivo montado por Jürgen Klopp e ajudou o treinador alemão a construir as bases da equipe que foi vice-campeã europeia na temporada passada e se tornou a sensação do futebol mundial nos últimos meses.

Crédito: Divulgação

Os números deixam bem claro como a chegada de Van Dijk impactou o time e o deixou muito mais seguro.

Nas primeiras 48 partidas do holandês vestindo a tradicional camisa vermelha, a equipe foi vazada 37 vezes, média 0,77 gol sofrido por jogo.

No mesmo número de apresentações antes do início da “era Van Dijk”, os goleiros do Liverpool tiveram de buscar 48 bolas dentro de suas metas. Ou seja, o Liverpool sofreu um gol a cada 90 minutos.

Além disso, a equipe de Anfield possui a melhor defesa do Campeonato Inglês pela primeira vez desde a temporada 2006/07, quando dividiu o posto com o Manchester United e terminou a competição no terceiro lugar.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Van Dijk é o jogador do Liverpool que mais intercepta passes (1,2 por partida) e bloqueia finalizações (0,6 por jogo) nesta edição da Premier League.

O holandês também é praticamente imbatível pelo alto. Com 1,93 m, 92 kg e ótimo senso de posicionamento, ganha em média 4,1 jogadas aéreas a cada nova apresentação do time de Klopp –menos apenas que o croata Dejan Lovren (5), seu companheiro de zaga.

“Quando um jogador custa o que ele custou e dá certo, então foi um dinheiro bem gasto. Agora, quando você gasta menos e a coisa não funciona tão bem assim, então ficou caro”, avaliou o técnico Pep Guardiola, do Manchester City, antes do duelo entre as duas equipes, na semana passada.

O sucesso do holandês o transformou no favorito das casas de aposta para vencer o prêmio de melhor jogador do Inglês nesta temporada.

O site “bet365” irá pagar 2,1 libras (R$ 10) para cada libra apostada se o zagueiro ganhar a eleição. O espanhol David Silva (City) e o egípcio Mohamed Salah (Liverpool) têm as cotações que mais se aproximam dele: 9 libras (R$ 42,8) para cada libra investida.

Hoje próximo de ser uma unanimidade, o capitão da seleção holandesa e principal nome da classificação do país para a fase final da Liga das Nações demorou para ser reconhecido no cenário internacional.

Van Dijk começou a carreira no Willem II, profissionalizou-se no Groningen e nunca jogou em nenhum dos grandes do futebol da terra de Johan Cruyff. Sua primeira experiência no exterior se deu na Escócia, em 2013. Só após duas temporadas no Celtic foi contratado pelo Southampton e desembarcou na Inglaterra.

Lá, teve de jogar mais dois anos e meio até convencer o Liverpool a investir uma fortuna para contratá-lo. O zagueiro chegou ao clube já com 26 anos nas costas e, caso chegue a disputar alguma Copa do Mundo, não o fará antes de se tornar um trintão.

Mas, pelo menos por enquanto, o Mundial é um mero detalhe para Van Dijk. No momento, tudo que ele deseja é fazer o Liverpool acabar com um jejum de quase 30 anos sem conquistar o título inglês e provar para os ainda poucos descrentes que o zagueiro mais caro do mundo custou muito… pouco.


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Por que o futebol na Inglaterra não para no fim do ano?
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Rafael Reis

Nove jogos movimentam o Campeonato Inglês nesta quarta-feira, um dia depois da comemoração do Natal. Na próxima terça, 1º de janeiro, bem nos meio dos festejos do Ano Novo, a bola também irá rolar na competição e seis clubes irão a campo.

Estranhou? Na Inglaterra, sempre é assim. Enquanto os outros principais campeonatos da Europa paralisam suas atividades no fim do ano, a Premier League intensifica seu calendário e produz verdadeiras maratonas futebolísticas nessa época cheia de feriados e datas comemorativas.

Crédito: Divulgação

Entre os dias 21 de dezembro e 3 de janeiro, serão disputadas 40 partidas da liga nacional mais badalada do planeta. Isso significa quatro rodadas completas da competição. E a sequência festiva será encerrada com o ponto alto da temporada, o confronto direto entre os líderes Liverpool e Manchester City.

Mas por que a Inglaterra é uma “estranha no ninho” do futebol e não paralisa seus campeonatos no fim do ano?

A resposta, como quase tudo na terra da rainha Elizabeth, tem a ver com tradição. Desde o fim do século 19, os ingleses se acostumaram a praticar o futebol e ir aos estádios assistir às partidas da modalidade nos últimos dias do ano.

Até 1959, o Inglês tinha partidas disputadas até mesmo no feriado do Natal. Hoje, restaram as tradições das rodadas de Boxing Day (26 de dezembro, dia marcado por grandes liquidações no Reino Unido) e Réveillon.

O costume está tão enraizado na cultura inglesa que muitas famílias que viajam nos últimos dias do ano já colocam na rota dos seus passeios turísticos a ida aos estádios para acompanhar in loco alguma partida de futebol.

Além da tradição, ter jogos nesse período é também uma grande jogada de marketing da Premier League. Como os outros campeonatos estão paralisados no período, a competição acaba reinando soberana nas TVs do mundo todo por alguns dias e, consequentemente, conquista novos fãs.

Há ainda o problema do calendário. Como tem três grandes competições do ano (o campeonato, a Copa da Inglaterra e a Copa da Liga), além dos torneios continentais, o país não pode abrir mão de muitas datas e dar um longo período de folga para os jogadores.

É claro que nem todo mundo é a favor dessa maratona futebolística justamente nos dias reservados ao descanso no resto do planeta. Para falar a verdade, o que não faltam são críticos a esse modelo.

Boa parte dos técnicos estrangeiros que fizeram sucesso na Inglaterra nos últimos anos, como o espanhol Pep Guardiola, o alemão Jürgen Klopp, o francês Arsène Wenger e o português José Mourinho, já reclamaram dessa situação.

Segundo eles, a ausência de uma pausa de fim de ano faz com que os clubes do país cheguem ao fim da temporada com elencos exaustos, o que diminui suas possibilidades nas competições europeias.

Para reduzir essas reclamação, a Federação Inglesa já anunciou que, a partir da próxima temporada, os clubes da primeira divisão terão direito a um fim de semana de descanso durante o inverno europeu.

Mas essa folga não será no fim do ano. A decisão é que uma das rodadas da Premier League será desmembrada em dois finais de semana. Ou seja, dez clubes jogarão em um sábado/domingo e dez no seguinte. Assim, cada time ganhará alguns dias livres para recuperar seus jogadores para a reta final da temporada.

Ou seja, o calendário de fim de ano do futebol inglês permanecerá inalterado. Afinal, ele já virou uma instituição no país.


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Não são só os Emirados: Dinheiro da China também sustenta o City
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Rafael Reis

Só na última década, o Manchester City conquistou nove dos 21 títulos de sua história. Também chegou pela primeira vez à semifinal da Liga dos Campeões, firmou-se como uma das maiores potências do futebol europeu e como o clube a ser batido na Inglaterra.

Não é exagero nenhum dizer que a história do líder da Premier League pode ser dividido em antes e depois da aquisição do clube pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real de Abu Dhabi, em 2008.

Crédito: Divulgação

Mas o que pouca gente sabe é que nem todo o dinheiro que financia craques como Kevin de Bruyne, Sergio Agüero e Leroy Sané vem dos petrodólares do governo dos Emirados Árabes Unidos.

Os árabes são os acionistas majoritários do City e controlam 86,2% do capital do clube. Mas os outros 13,8% das ações estão nas mãos de um outro grupo de elevada importância no futebol internacional atual: os chineses.

O CITIC Group é um fundo de investimento estatal do governo da China presente em inúmeros países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e, claro, Inglaterra. Para virar sócio do time de Manchester, em dezembro de 2015, ele gastou US$ 400 milhões (R$ 1,5 bilhão, na cotação atual).

O dinheiro foi investido na expansão internacional do clube. Atualmente, a equipe de Pep Guardiola conta com clubes-satélites nos EUA (New York City), na Austrália (Melbourne City), no Japão (Yokohama Marinos), no Uruguai (Torque) e na Espanha (Girona).

Os chineses não estão apenas no City. Inter de Milão, Atlético de Madri, Nice, Wolverhampton e West Bromwich são alguns dos outros times importantes do Velho Continente que contam com capital oriental.

No atual campeão inglês, os chineses têm pouca voz ativa. Por serem acionistas minoritários, eles só indicaram um dos nove nomes que compõem o alto escalão diretivo do clube: Li Ruigang, presidente do fundo.

A administração do City fica mesmo a cargo do árabe Khaldoon Al Mubarak, homem de confiança do xeque Mansour, e do executivo espanhol Ferran Soriano, ex-Barcelona e contratado a peso de ouro em 2012.

Desde que foi comprado pelos árabes, o clube de Manchester faturou três edições da Premier League (2012, 2014 e 2018), uma Copa da Inglaterra (2011), três Copas da Liga (2014, 2016 e 2018) e duas Supercopas inglesas (2012 e 2018).

No período, o City gastou mais de 1,5 bilhão de euros (R$ 6,5 bilhões) em contratações de jogadores. Só nas últimas três temporadas, fase em que passou a contar também com investimento do extremo Oriente, quase 740 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões) foram torrados em reforços.

Ou seja, o técnico Pep Guardiola tem a muito a agradecer aos árabes. E, também, aos chineses.


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Hazard pode até não merecer Bola de Ouro, mas hoje é o melhor do mundo
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Rafael Reis

Luka Modric ganhou o prêmio de melhor do mundo concedido pela Fifa. Kylian Mbappé e Antoine Griezmann têm feito um lobby danado em busca da Bola de Ouro, o troféu entregue pela revista “France Football”.

Mas, apesar do ano excepcional feito pelos três jogadores, que culminou em campanhas históricas na Copa do Mundo, nenhum deles é o grande atleta de futebol do planeta neste momento.

Nos primeiros três meses da temporada 2018/19, quem realmente tem comigo a bola e merece o posto de “número 1” é Eden Hazard.

O craque belga é o artilheiro do Campeonato Inglês, a liga nacional mais endinheirada e estrelada do mundo, com sete gols, e o principal responsável por o Chelsea estar a apenas dois pontos dos líderes da competição, Manchester City e Liverpool.

Em apenas dois dos dez jogos que disputou pela equipe londrina nesta temporada, o camisa 10 não balançou as redes ou deu o último passe para que seus companheiros movimentassem o placar. Em todas as outras oito partidas, ele deixou sua marca.

De acordo com o “Who Scored?”, site que avalia o desempenho dos futebolistas com base nas estatísticas, Hazard é o quarto melhor jogador da temporada, com nota 8,04. Mas vale lembrar que trio que está à frente dele, Lionel Messi (8,41), Mbappé (8,32) e Neymar (8,29), participa de competições nacionais de nível técnico inferior e enfrenta rotineiramente adversários bem mais fracos.

Aos 27 anos, Hazard tem pela primeira vez desde que deixou o Lille, em 2012, para ingressar no Chelsea e entrar na elite do futebol mundial a oportunidade de jogar em um time que tem como prioridade o ataque.

No esquema armado por Maurizio Sarri, um treinador adepto do futebol de valorização da posse de bola e marcação bem adiantada, o belga é o homem responsável por quebrar as linhas de defesa adversária com dribles e triangulações em velocidade.

E o astro tem cumprido essa função com primor. Apesar de já ter sido eleito o craque da Premier League na temporada 2014/15, nunca foi tão protagonista quanto é agora.

O melhor momento da carreira de Hazard vem logo depois de uma ótima apresentação na Copa-2018. O atacante jogou demais na Rússia e levou a Bélgica à melhor colocação de sua história (terceiro lugar).

Não seria exagero nenhum se o astro houvesse sido eleito o melhor jogador do Mundial. Na minha modesta opinião, ele teve mais momentos de brilho na competição que Modric, Mbappé e Griezmann.

A fase muito acima da média do camisa 10 não significa que o belga deveria ganhar os prêmios de craque de 2018. Afinal, seu primeiro semestre foi péssimo e não pode ser desconsiderado em uma eleição como essa.

Mas, nos últimos meses, o cara do futebol mundial é mesmo Eden Hazard, o homem que recolocou o Chelsea nos trilhos e transformou a “ótima geração belga” em realidade.


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Como David Luiz ganhou vida nova com Sarri e virou pilar do Chelsea
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Rafael Reis

No primeiro semestre deste ano, David Luiz disputou apenas quatro partidas oficiais. Uma sequência de lesões no tornozelo e no joelho, além de problemas de relacionamento com o técnico Antonio Conte, transformaram o brasileiro em praticamente um turista nos compromissos do Chelsea.

Mas tudo mudou com a virada da temporada. O zagueiro não apenas recuperou seu lugar como titular, mas também virou uma das peças-chaves do esquema montado pelo novo treinador da equipe, o também italiano Maurizio Sarri.

Não à toa, David Luiz ficou em campo durante os 90 minutos de todos os nove jogos disputados até o momento pelo Chelsea no Campeonato Inglês. O defensor só ganhou descanso nas partidas da Liga Europa –o time enfrenta o Bate Borisov, nesta quinta-feira, pela terceira rodada da fase de grupos.

O brasileiro de 31 anos é hoje o jogador mais experiente da linha defensiva considerada titular pelo técnico. Além dele, costumam jogar o goleiro Kepa (24), o lateral direito César Azpilicueta (29), o zagueiro Antonio Rüdiger (25) e o lateral esquerdo Marcos Alonso (27).

“Gostei muito das suas qualidades como homem. Ele é direito. Se precisar falar algo com o técnico, vem diretamente para mim. Gosto muito de pessoas diretas”, afirmou Sarri, no começo do mês.

Mas não é só a liderança exercida por David Luiz sobre seus companheiros, principalmente os do sistema defensivo, que fizeram o zagueiro ressurgir no Chelsea. A volta por cima do brasileiro também engloba razões táticas e técnicas.

Com Sarri, o clube inglês passou a trocar mais passes e fez sua média de posse de bola saltar de 54,4% na temporada passada para 62,3%, segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol.

Esse novo estilo de jogo favorece David Luiz, um zagueiro que costuma se destacar com a bola nos pés e que até já atuou no meio-campo devido a essa características.

Além disso, o Chelsea versão 2018/19 pressiona mais a saída de bola adversária do que o time de Conte, que era bem chegado se posicionar atrás para apostar em contra-ataques.

A marcação adiantada obriga que os zagueiros se adiantem em campo e tenham velocidade de recuperação para apostar corrida conta os atacantes adversários, outra virtude do futebol do camisa 30. Um dos poucos momentos de crítica foi no drible sofrido por Mata no empate por 2 a 2 contra o Manchester United, no último fim de semana.

Após ficar fora até da zona de classificação para a Liga dos Campeões no último Campeonato Inglês, o Chelsea tem se mantido na briga no topo da Premier League neste começo de temporada. O time de David Luiz ocupa a terceira posição, com 21 pontos, apenas dois a menos que Manchester City e Liverpool.


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Ex-Liverpool apronta no Big Brother inglês e coloca casamento em risco
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Rafael Reis

Vice-campeão da Champions de 2007 pelo Liverpool e famoso pelos escândalos sexuais e problemas judiciais que acumulou ao longo da carreira, o meia-atacante Jermaine Pennant transformou sua vida amorosa em uma espécie de reality show coberto diariamente pela imprensa inglesa.

O jogador de 35 anos foi um dos participantes da 22ª edição do Celebrity Big Brother, uma versão para famosos do reality show exibida no Reino Unido de 16 de agosto a 10 de setembro, e passou boa parte do programa se engraçando com a modelo Chloe Ayling (na foto abaixo, é a da esquerda).

O problema é que Pennant é casado desde 2014 com a stripper Alice Goodwin, que faz performances eróticas via webcam. E, para piorar, jamais falou do relacionamento que mantinha fora da casa para seu affair no reality.

Desde então, todos os passos do triângulo amoroso têm sido acompanhados diariamente (e com bastante destaque) pelos tabloides ingleses.

Na última segunda-feira, após a festa de encerramento do programa, Pennant foi flagrado durante a madrugada no hotel onde Chloe estava hospedada. Horas mais tarde, o “Sun” fotografou a esposa do jogador saindo de casa sem aliança no dedo.

No mesmo dia, o ex-Liverpool concedeu uma entrevista à revista “New! Magazine” admitindo que o flerte dentro do Big Brother havia causado danos a seu casamento. No entanto, o inglês afirmou também que o problema já estava resolvido.

“Foi pior do que eu imaginei lá de dentro. Óbvio que ela ficou chateada. Mas [meu comportamento] foi algo inocente, mesmo que não tenha parecido. Foi apenas uma pequena paquera. Pedi desculpas, e ela aceitou. Então, vamos superar e tocar a vida adiante.”

Mas, por mais que Pennant tenha tentado colocar panos quentes na situação, a imprensa inglesa não deixou o caso cair no rápido esquecimento.

Na quinta, Choe admitiu a uma rádio que gostaria de ter um caso com o jogador “caso ele não fosse comprometido” e que continua tendo contato fora da casa com o companheiro de reality. Algo que sua esposa certamente preferia que não acontecesse.

Pennant começou sua trajetória no futebol defendendo o Notts County e também passou por Arsenal, Birmingham e Stoke. O melhor momento de sua carreira aconteceu no Liverpool, time pelo qual jogou entre 2006 e 2009.

Seu último clube foi o Bilericay Town, do equivalente à sétima divisão da Inglaterra, que o demitiu em fevereiro após o suposto vazamento de um vídeo em que ele aparecia transando com sua esposa em um site de sexo ao vivo pago.

Recentemente, o jogador lançou sua autobiografia em que revelou que ele e seus colegas de futebol tinham uma espécie de pacto: caso transassem com uma mulher que já havia ido para cama de um desses companheiros de grupo, teriam de pagar uma espécie de “pedágio” para o antecessor.

Além dos escândalos sexuais, Pennant tem uma longa trajetória de passagens pela polícia, com direito a acusação de agressão a uma ex-namorada e alguns casos de excesso de velocidade.

Em 2005, ele chegou a sercondenado à prisão por dirigir sob efeito de álcool e até disputou uma partida da Premier League usando uma pulseira eletrônica para monitoramento.


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Wenger criou Arsenal “francês” e gastou 20% do orçamento com compatriotas
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Rafael Reis

Em quase 22 anos como técnico do Arsenal, Arsène Wenger gastou 913,6 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões) em reforços. E cerca de 20% desse montante foi aplicado apenas na contratação de jogadores franceses.

O investimento de 186,7 milhões de euros (R$ 782,6) em seus compatriotas foi uma das principais e mais criticadas características da longa passagem do treinador por Highbury e, posteriormente, pelo Emirates Stadium.

O reforço padrão do Arsenal durante as mais de duas décadas de “era Wenger” sempre foi um jovem, muitas vezes pouco conhecido internacionalmente, mas que vinha se destacando no futebol francês.

A obsessão do treinador por atletas de sua terra natal fez com que muitas vezes o clube londrino tivesse mais franceses em campo do que as equipes que disputam a Ligue 1.

A prioridade dada por Wenger aos compatriotas rendeu ao Arsenal alguns dos grandes ídolos de sua história recente, como Thierry Henry, o artilheiro máximo do clube em todos os tempos, e o meia-atacante Robert Pirès, figura essencial na conquista do título inglês invicto em 2004.

Por outro lado, também levou à Inglaterra algumas bombas que os torcedores Gunners sonham esquecer. Casos do lateral direito Mathieu Debuchy, do zagueiro Sébastien Squillaci e do atacante Jérémie Aliadière.

O primeiro reforço da “era Wenger” já foi um francês: o centroavante Nicolas Anelka, então um adolescente de 17 anos que despontava no PSG. O último, também nasceu na França: o atacante Pierre-Emerick Aubameyang, que escolheu defender a seleção do Gabão.

O Arsenal francês do treinador em Strasbourg foi responsável direto por uma revolução na Premier League.

Foi graças ao vários latinos escalados por Wenger que a primeira divisão inglesa começou a abandonar as ligações diretas e os chuveirinhos que faziam parte do seu DNA para dar espaço ao estilo mais técnico que vemos hoje em dia.

Mas o técnico não conseguiu se reinventar. Enquanto seus rivais gastavam rios de dinheiro na contratação de alguns dos melhores jogadores do planeta, ele preferiu continuar investindo na lapidação de jovens que se destacavam na França.

O preço a pagar por essa ousadia foi caro. Quatorze anos sem ganhar o Campeonato Inglês e uma dificuldade enorme até para conseguir se classificar para a Liga dos Campeões–nesta temporada, por exemplo, o time disputa a Liga Europa.

O que vai chegar ao fim no encerramento da atual temporada, quando o treinador deixar o cargo, conforme anunciado na sexta-feira, não será apenas a “era Wenger”, mas também a “era francesa” do Arsenal.

OS 10 FRANCESES MAIS CAROS DA “ERA WENGER”

1 – Alexandre Lacazette (2017) – 53 milhões de euros
2 – Sylvain Wiltord (2000) – 17,5 milhões
3 – Thierry Henry (1999) – 16,1 milhões
4 – Samir Nasri (2008) – 16 milhões
5 – Mathieu Debuchy (2014) – 15 milhões
6 – Laurent Koscielny (2010) – 12,5 milhões
7 – Olivier Giroud (2012) – 12 milhões
8 – Robert Pirès (2000) – 9,8 milhões
9 – Bacary Sagna (2007) – 9 milhões
10 – Sébastien Squillaci (2010) – 6,5 milhões


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Falta de gols e finalizações: Gabriel Jesus vive pior semestre na Europa
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Rafael Reis

Gabriel Jesus pode conquistar neste sábado o primeiro título inglês de sua carreira. E justamente em um confronto contra o Manchester United, o maior adversário do seu time, o Manchester City.

Mas engana-se quem pensa que esse é um momento de festa para o atacante titular da seleção brasileira.

Além da derrota por 3 a 0 para o Liverpool, na quarta, que deixou o City à beira da eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, o ex-jogador do Palmeiras tem um outro grande motivo para estar preocupado: sua fase.

O garoto de 21 anos vive seu pior semestre desde que chegou à Europa, em janeiro de 2017.

Hoje reserva do argentino Sergio Agüero, que está machucado, o camisa 33 marcou apenas duas vezes em sete partidas disputadas neste início de ano. A média de 0,28 gol por jogo é bem pior que a de 0,37 do semestre passado e que a de 0,64 registrada na temporada passada.

A queda no volume de gols de Gabriel Jesus não é uma mera questão de falta de pontaria. O brasileiro está cada vez participando menos das ações ofensivas da equipe comandada por Pep Guardiola.

Segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a quantidade de finalizações do brasileiro vem caindo progressivamente.

Em seu semestre de estreia no City, ele finalizava em média 2,4 vezes por partida. Esse número caiu para 1,9 entre agosto e dezembro de 2017. E agora, não chega nem a 0,9.

Não à toa, Gabriel Jesus ficou muito irritado com seu desempenho na partida contra o Liverpool. Apesar de ter ficado em campo durante os 90 minutos, só deu um chute a gol e, ainda por cima, recebeu cartão amarelo por reclamação.

“Foi uma das minhas piores partidas. Não consegui movimentar e nem finalizar. Não tem como estar feliz”, afirmou.

A fase negativa de Gabriel Jesus não poderia vir em um momento pior. Na reta final da temporada, o City precisa confirmar o título inglês e enfrenta os mata-matas decisivos da Champions, título que o clube nunca conquistou.

Além disso, faltam apenas dois meses para a Copa do Mundo, e Roberto Firmino, o principal rival do ex-Palmeiras pela vaga de titular do ataque da seleção brasileira, está voando. O camisa 9 do Liverpool marcou seis vezes e deu cinco assistências em suas últimas 12 apresentações pelo clube inglês.

O City lidera a Premier League com 84 pontos, 16 a mais que o United, segundo colocado. Para ser campeão já neste sábado, com seis rodadas de antecipação, precisa vencer o dérbi de Manchester, que será disputado a partir das 13h30 (de Brasília), no Etihad Stadium.


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Salah dispara na liderança da Chuteira de Ouro; CR7 estreia no top 10
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Rafael Reis

A Chuteira de Ouro 2017/18 tem um novo rei. Ou melhor, um novo faraó.

Com os quatro gols marcados na vitória por 5 a 0 do Liverpool sobre o Watford, no sábado, o egípcio Mohamed Salah não apenas assumiu a liderança isolada do prêmio concedido ao artilheiro máximo dos campeonatos nacionais da Europa na temporada, como também uma vantagem confortável na disputa pelo troféu.

O camisa 11 dos Reds soma agora 56 pontos, resultado das 28 bolas que colocou para dentro das redes no Campeonato Inglês.

Atual vencedor da Chuteira de Ouro, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, tem 50 pontos e ocupa a segunda colocação. Portanto, a diferença do líder para o vice-líder é de três gols.

Contratado em julho por 42 milhões de euros (quase R$ 170 milhões), Salah vive a melhor temporada de sua carreira. Na soma de todas as competições, o egípcio já marcou 36 vezes com a camisa do Liverpool.

Antes da passagem pelo clube inglês, o ex-atacante de Roma e Chelsea jamais havia marcado mais de 19 gols em uma única temporada.

Agora favorito à Chuteira de Ouro, Salah está de olho em um feito histórico. Em 50 de existência, o prêmio dado por alguns dos principais veículos da imprensa esportiva europeia jamais foi para mãos de um jogador africano.

Mesmo atacantes históricos da região, como o camaronês Samuel Eto’o, o marfinense Didier Drogba e o liberiano George Weah, não conseguiram se sagrar o maior goleador de uma temporada no Velho Continente.

Além do sucesso no Liverpool, Salah vem brilhando também com a camisa da seleção egípcia. O atacante, que já marcou 32 vezes em 56 partidas pelo seu país, é o grande nome da equipe que vai disputar a Copa do Mundo-2018 depois de 28 anos de ausência na competição.

O top 10 da Chuteira de Ouro nesta semana tem uma outra novidade: a presença de Cristiano Ronaldo.

Um dos recordistas da história do prêmio (possui quatro troféus, assim como Messi), o português aparece pela primeira vez na temporada entre os dez maiores goleadores da Europa. Resultado dos quatro gols anotados no 6 a 3 aplicado pelo Real Madrid no Girona, no domingo.

CR7 divide a oitava colocação do ranking de artilheiros do continente com o argentino Mauro Icardi, da Inter de Milão. Cada um deles tem 22 gols no campeonato nacional que disputa, ou 44 pontos na classificação do prêmio.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro. E aí,
nesta temporada, quem ficará com o prêmio?

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro:

1º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 56 pontos (28 gols)
2º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
3º – Harry Kane (ING, Tottenham) – 48 pontos (24 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 48 pontos (24 gols)
Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 48 pontos (24 gols)
6º – Jonas (BRA, Benfica) – 46,5 pontos (31 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 46 pontos (23 gols)
8º –  Cristiano Ronaldo (POR, Real Madrid) – 44 pontos (22 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 44 pontos (22 gols)
10º – Sergio Agüero (ARG, Manchester City) – 42 pontos (21 gols)
Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)


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Como irmão cadeirante ajudou meia do Tottenham a superar lesão e traumas
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Rafael Reis

Meia do Tottenham, o argentino Érik Lamela não conseguia focar exclusivamente no exercício de sua profissão até pouco tempo atrás. O camisa 11 do time inglês estava doente, com o psicológico devastado, em estado de depressão.

Uma grave contusão no quadril, que o deixou fora de ação por mais de um ano (13 meses), a morte do seu cachorro, Simba, e o acidente que colocou seu irmão Axel em uma cadeira de rodas devastaram sua mente.

“Foram dias muito difíceis para mim, especialmente por estar em Londres. Eu tinha alguns familiares por perto, mas só moro aqui para jogar futebol. Se não fosse por isso, eu estaria na Argentina, junto com todo mundo. Minha cabeça não conseguia relaxar. Sempre havia dúvidas rondando minha mente. Eu ficava preocupado e pensava se realmente conseguiria ficar bem novamente”, disse Lamela, ao jornal britânico “Guardian”.

O argentino não procurou nenhum psiquiatra para falar sobre o problema que o afligia. Seu tratamento para superar a tristeza profunda que sentia foram a fé e a experiência de acompanhar de perto o drama vivido pelo irmão.

“Nós somos muito próximos e sempre tentava fazer ele se animar mesmo naquele momento difícil. O que aconteceu com ele foi uma das coisas que me fizeram perceber o que é realmente importante na nossa vida. A saúde vale mais que o futebol”, explicou.

Axel Lamela sofreu um acidente em dezembro de 2016, enquanto se divertia na Argentina. Ele bateu a cabeça na piscina e ficou paralítico. A situação fez seu irmão mais velho ficar fora da Inglaterra durante uma semana, com permissão do técnico Mauricio Pochettino, para cuidar da família.

“Eu tenho uma carreira no futebol, e contusão fazem parte delas. O que aconteceu com Axel é completamente diferente, é muito pior.”

Pouco mais de um ano depois do acidente, o irmão de Lamela já está melhor. Axel ainda não abandonou a cadeiras de rodas, mas já dá alguns passos com a ajuda de muletas.

Já o camisa 11 do Tottenham voltou aos gramados no final de novembro e acumula 22 jogos, um gol e cinco assistências desde então.


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