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Catalunha já tem seleção, joga uma vez por ano e até derrotou o Brasil
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Rafael Reis

O referendo do último domingo, em que 92% dos eleitores se declararam favoráveis à independência da Catalunha, e o crescimento das tensões separatistas entre a comunidade autônoma e a Espanha levantam uma importante questão para o mundo da bola: será que em breve teremos uma nova seleção disputando Eurocopas e Copas do Mundo?

Mas apesar de não ser filiada nem à Fifa e nem à Uefa e, por isso, não poder disputar competições oficiais, a seleção catalã já existe há mais de um século, costuma se reunir todos os anos e tem uma vitória sobre o Brasil como um dos resultados mais importantes de sua história.

O selecionado da Catalunha se reuniu pela primeira vez em 1905 e já disputou quase 200 partidas ao longo dos últimos 112 anos.

Nem mesmo durante as quase quatro décadas da ditadura do general Francisco Franco, que aboliu muitos dos direitos catalães entre 1936 e 1975, a equipe deixou de ir a campo –foram disputados inclusive amistosos contra a Espanha no período.

Só de amistosos contra o Brasil, foram quatro. Nas vésperas da Copa do Mundo-1934, a seleção catalã recebeu a equipe brasileira, que contava com o astro Leônidas da Silva, e a derrotou por 2 a 1.

Ainda no mesmo ano, as duas equipes se reencontraram e empataram por 2 a 2. Já neste século, foram dois jogos, e duas vitórias brasileiras: 3 a 1, em 2002, e 5 a 2, dois anos mais tarde.

Atualmente, a seleção catalã tem autorização da Fifa para disputar um amistoso por ano, normalmente em dezembro. Sua última vitória foi a goleada por 4 a 1 sobre Cabo Verde, em 2013. Depois, perdeu um jogo e empatou outro com o País Basco e teve um novo empate ante a Tunísia.

A responsabilidade de dirigir o time catalão é dividida atualmente entre dois treinadores, Gerard López, que comanda também o Barcelona B, e Sergio González, recordista em partidas pela seleção quando jogador e ex-técnico do Espanyol.

Apesar de no passado já ter recebido astros estrangeiros do Barça, como Johan Cruyff, Hristo Stoichkov e Laszlo Kubala, a equipe é formada atualmente apenas por jogadores nascidos na Catalunha.

Estrelas da seleção espanhola, como o zagueiro Gerard Piqué, Sergio Busquets e Jordi Alba (Barcelona) e o meia Cesc Fàbregas (Chelsea) foram poupados do amistoso do ano passado, contra a Tunísia. Mas Xavi (Al Sadd), Sergi Roberto (Barcelona) e Sergio García (Espanyol) estiveram presentes.

Caso a Catalunha realmente consiga se tornar um país independente e seja reconhecida pela Fifa e pela Uefa como uma nação autônoma e apta a disputar Eurocopas e Copas do Mundo, os jogadores que hoje jogam pela Espanha teriam de decidir qual das duas seleções gostariam de defender.

Apresentamos abaixo uma possível seleção ideal da Catalunha, levando em conta que todos os atletas catalães optariam por servir à nova equipe:

G – Kiko Casilla (Real Madrid) ou Pau López (Espanyol)
LD – Héctor Bellerín (Arsenal)
Z – Gerard Piqué (Barcelona)
Z – Marc Barta (Borussia Dortmund)
LE – Jordi Alba (Barcelona)
V – Sergio Busques (Barcelona)
M – Sergi Roberto (Barcelona)
M – Cesc Fàbregas (Chelsea)
MA – Aleix Vidal (Barcelona
A – Gerard Moreno (Espanyol)
MA – Gerard Deulofeu (Barcelona) ou Keita Baldé (Monaco)


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Piqué pertence à “nobreza” do Barça, mas carrega símbolo do Real no nome
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Rafael Reis

Piqué nasceu dentro do Barcelona, cresceu nas categorias de base em La Masía, pertence a uma família que faz parte da “nobreza” do clube, sonha ser presidente da agremiação catalã e não perde uma oportunidade de provocar o Real Madrid.

Mas uma curiosa coincidência conecta o camisa 3 do Barça à história do maior rival culé.

O zagueiro de 30 anos herdou do avô materno, Amador, o mesmo sobrenome do homem que batiza o estádio que serve como casa ao Real Madrid, Santiago Bernabéu.

Até onde se sabe, Gerard Piqué Bernabéu não possui nenhum vínculo familiar com o ex-jogador, técnico e presidente do Real por mais de três décadas, que arquitetou a construção da arena nos anos 1940 e, desde 1955, dá nome à ela.

Mas a coincidência é suficiente para aguçar ainda mais o clima de constante e mútua provocação existente entre o zagueiro e a torcida madridista.

Piqué é barcelonista desde o berço. Tal afirmação pode até parecer exagerada, mas não é. Suas data de nascimento e inscrição como associado do clube são as mesmas: 2 de fevereiro de 1987.

Quando o zagueiro nasceu, Amador, o mesmo avô que lhe passou o sobrenome Bernabéu, era um dos homens mais influentes do Barcelona e fez questão de lhe dar uma carteirinha de sócio – ritual que repetiu com os bisnetos, Milan e Sasha, filhos de Gerard com a cantora colombiana Shakira.

O patriarca era amigo pessoal de Johan Cruyff, fez parte da diretoria de Josep Lluís Núñez, mandatário do Barça entre 1978 e 2000, e ocupou o cargo de vice-presidente do clube durante a gestão Joan Gaspart (2000 a 2003).

Foi do avô, aliás, que Piqué herdou o gosto por metralhar o Real sempre que possível. “O gol marcado por meu neto que mais me fez vibrar foi, sem dúvida, o da goleada por 6 a 2 [em 2009]”, costuma dizer, em tom de provocação.

Amador Bernabéu também é responsável direto por um dos grandes objetivos de vida do zagueiro: tornar-se presidente do Barcelona depois de pendurar as chuteiras.

Um sonho plantado pelo avô quando o neto não passava de um pequeno bebê e que foi sendo cultivado e regado com o passar dos anos. Um sonho que Piqué pretende transformar em realidade.

Sim, é bem possível que, em um futuro não tão distante assim, o Barcelona seja presidido por um Bernabéu. E um Bernabéu que não faz questão nenhuma de nutrir simpatia pelo Real Madrid.


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Fama em dose dupla: 5 jogadores com mulheres que são estrelas
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Rafael Reis

Jogadores de futebol que atuam nos grandes clubes da Europa são legítimos popstars, que arrastam multidões por onde jogam, possuem milhões de seguidores nas redes sociais e fãs espalhados pelo planeta inteiro.

Mas, em alguns casos, eles não são os únicos famosos dentro de suas casas. Suas mulheres ou namoradas já eram estrelas bem conhecidas, mesmo antes do início do relacionamento, e tinham papel de destaque na indústria das celebridades.

Listamos abaixo cinco dos mais conhecidos casais de famosos do futebol mundial.

GERARD PIQUÉ E SHAKIRA

O zagueiro espanhol do Barcelona e a cantora colombiana não formam apenas um dos casais mais conhecidos do futebol, mas também, um dos mais bonitos. Eles se conheceram na gravação do clipe de “Waka Waka”, música de Shakira escolhida como tema da Copa do Mundo-2010 e estão juntos desde então. O relacionamento deu origem a dois filhos: Milan, de 4 anos, e Sasha, de 2.

DAVID BECKHAM E VICTORIA BECKHAM

O casal dos sonhos dos amantes do futebol (e do mundo das celebridades) no fim do século passado e no início do atual. Beckham era o jogador de maior faturamento do mundo e um astro publicitário, enquanto Victoria integrava a girlband Spice Girls, uma febre musical de proporções globais. Eles começaram a namorar em 1997 e casaram em 1999. Os Beckham têm quatro filhos: Brooklyn, 17, Romeo, 14, Cruz, 12, e Harper, 5.

NEYMAR E BRUNA MARQUEZINE

Ao contrário do namorado, Bruna Marquezine não é tão conhecida internacionalmente. Mas, no Brasil, ela é uma estrela de primeiro escalão da teledramaturgia. Atriz da Globo desde que tinha 7 anos, protagonizou as novelas Em Família (2014) e I Love Paraisópolis (2015). Bruna e Neymar começaram a namorar em 2012, mas só assumiram o relacionamento no ano seguinte. O casal se separou depois da Copa-2014 e só voltou durante os Jogos Olímpicos do Rio, no ano passado.

FRANCESCO TOTTI E ILARY BLASI

Ídolo máximo da torcida da Roma e campeão mundial com a seleção italiana em 2006, Francesco Totti é casado há 12 anos com a modelo, atriz e apresentadora Ilary Blasi. Famosa desde que tinha 3 anos protagonizando campanhas publicitárias, ela participou da vários programas de TV e apresentou no ano passado o Grande Fratello VIP, uma versão italiana do Big Brother exclusiva para famosos. Francesco e Ilary têm três filhos: Cristian, 11, Chanel, 9, e Isabel, 1.

IKER CASILLAS E SARA CARBONERO

Sara se tornou conhecida mundialmente em 2010, quando cobria a Copa da África do Sul pela rede de TV espanhola Telecinco e foi beijada por seu namorado, o goleiro Iker Casillas, durante uma entrevista pós-título. Em 2015, afastou-se da televisão para morar com o marido no Porto, em Portugal. Desde então, escreve para a versão espanhola da revista “Elle” e administra uma loja online que vende artigos de decoração, moda e beleza. Sara e Iker são pais de Martín, 3, e Lucas, de 9 meses.


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